quinta-feira, 31 de agosto de 2017

China adverte que não aceitará guerra ou caos no seu "quintal"

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Pequim disse que não permitirá guerra ou o caos na península coreana, já que dois bombardeiros B-1B dos EUA realizaram um novo voo na área, acompanhados por caças sul-coreanos e japoneses em uma clara demonstração de força em meio a tensões crescentes.

A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério da Defesa, Ren Guoqiang, nesta quinta-feira (31).

Seis aeronaves americanas, dois bombardeiros estratégicos B-1B com capacidade nuclear e quatro F-35B dos Marines, realizaram um voo conjunto com aeronaves F-15 japoneses nesta quinta-feira (31), afirmou a Força de Defesa Aérea do Japão (ASDF) em um comunicado. O esquadrão voou perto da ilha de Kyushu, ao sul da península coreana.

Em seguida, as aeronaves dos EUA voaram acompanhados por aeronaves de combate sul-coreanos F-15K, realizaram uma operação conjunta sobre a Coréia do Sul, bem como bombardeios sobre a faixa de Pilseung na província oriental de Gangwon.

As manobras ocorrem apenas dois dias após o lançamento de um míssil da Coreia do Norte que sobrevoou o Japão.

Ren Guoqiang também reiterou a posição da China de que a crise norte-coreana deve ser resolvida através do diálogo e insistiu na desnuclearização da península.

A Rússia também insiste que não pode haver nenhuma solução militar para a crise na Península da Coreia. No último encontro do Conselhe de Segurança da ONU, o representante permanente da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, reiterou a iniciativa de "duplo congelamento" apresentada por Pequim e Moscou, recomendando que Pyongyang interrompa todos os testes nucleares e de mísseis, enquanto os EUA e a Coréia do Sul cessam o acúmulo militar na região.

Nesta quinta-feira (31), o Ministério das Relações Exteriores da China também expressou preocupação, dizendo que a questão coreana é séria e não um jogo de computador, informou a Reuters, citando o porta-voz do ministério, Hua Chunying.

Hua respondeu à chamada da primeira-ministra britânica, Theresa May, em Pequim, a exercer mais pressão sobre Pyongyang durante sua viagem ao Japão na quarta-feira (30). Hua também questionou se outros partidos relevantes implementam as resoluções da ONU "sem conter nada".

"Eles são os mais altos quando se trata de sanções, mas não encontram nenhum lugar quando se trata de fazer esforços para promover conversas de paz. Eles não querem nada com responsabilidade ", disse Hua a jornalistas na quarta-feira (30).

O avistamento do míssil norte-coreano de médio alcance foi unanimemente condenado pelo Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu para uma reunião de emergência após o teste. A ONU pediu a Pyongyang para interromper suas atividades, que "não são apenas uma ameaça para a região, mas para todos os Estados membros da ONU".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira (29) que "todas as opções estão na mesa" em relação à Coréia do Norte, depois twitando que "falar não é uma resposta". Trump também disse que Washington vem pagando a Pyongyang "dinheiro de extorsão" ao negociar por mais de duas décadas .

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com agências
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Marinha do Brasil - As necessidades da esquadra brasileira

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A Marinha do Brasil, assim como as demais forças armadas brasileiras, enfrenta um momento delicado, onde tem chegado ao limite os seus atuais meios, bem como o surgimento de novas demandas por equipamentos e meios mais modernos, o que será de grande importância para que a mesma prossiga cumprindo seu dever constitucional de maneira plena e eficaz.

Apesar das necessidades de reequipamento da esquadra brasileira, infelizmente, o processo não é levado a sério pelas autoridades civis do governo brasileiro, onde há um verdadeiro abismo entre o atual orçamento da Marinha do Brasil, e a sua real necessidade orçamentária, o que limita e muito os programas de modernização e reaparelhamento da esquadra, limitando não apenas no andamento dos programas, mas principalmente limitando nas opções de compra, uma vez que determinados meios possuem um elevado custo de aquisição e operação, algo que é levado em consideração e criteriosamente estudado pela comissão responsável pelas aquisições na Marinha do Brasil, afim de evitar a aquisição de meios com os quais, não haveria os recursos necessários à sua operação com a dotação orçamentária destinada as operações.

A lista é muito grande, devido à décadas de descaso e uma visão no mínimo míope por parte do governo, o qual se mostra incapaz de gerir um orçamento voltado aos meios estratégicos de defesa de nossa nação, se valendo do pretexto de possuirmos boa relação com nossos vizinhos e uma postura pacífica, algo que é uma abordagem perigosa e irresponsável por conta de qualquer estado com uma real visão estratégica e conhecimento pleno das ameaças que existem no horizonte vindouro. Pois uma crise pode irromper sem aviso prévio, e as necessidades de se possuir meios de defesa não são possíveis de ser supridas da noite para o dia, logo tem de se ter em mente a filosofia de estar sempre pronto para contrapor qualquer ameaça que atente contra nossa soberania, como diz o velho jargão, "É na paz que nos preparamos para guerra", além do ponto crucial, ninguém ataca um oponente preparado para se defender, o que pode custar muito caro ao atacante.

Bom, resolvemos aqui apontar alguns meios que se mostram de vital importância á nossa esquadra, e com isso visamos abrir a discussão sobre o assunto e as opções que temos no mercado para atender a essas lacunas, ponto a ser abordado em outro artigo. 

Nesta primeira matéria, vamos apontar alguns programas em andamento vitais a nossa Marinha do Brasil e outros pontos que devem começar a ser olhados com atenção, além de ser de máxima importância um compromisso sério com relação ao orçamento destinado a defesa, sob o alto custo de perdermos não só recursos de grande importância, como também a perda de expertise e oportunidades de mercado.

Nossa esquadra carece de meios em suas mais variadas escalas e missões, desde escoltas á navios tanque, desde meios de apoio a operações anfíbias á defesa antiaérea. Então, essa matéria vai tentar abordar de maneira mais direta e clara possível os pontos que se deve desenvolver um plano de resposta "imediata" para sanar as lacunas existentes.

O primeiro ponto, o qual há enorme importância na estratégia de negação de mar, é a conclusão do PROSUB, onde a Marinha do Brasil tem espremido os poucos recursos que possui para manter o andamento do programa e cumprir o cronograma estipulado para tal, onde há previsão de construção de quatro novos submarinos convencionais do tipo francês "Scorpene", conhecido no Brasil como S-BR, uma vez que o mesmo irá incorporar diversas modificações e sistemas nacionalizados em acordo com o previsto pelo programa, culminando com a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro, o que dará ao Brasil uma enorme vantagem estratégica. 

Com relação ao PROSUB, vemos que há grande importância na conclusão deste programa para se ampliar as capacidades de defesa de nossa "Amazônia Azul", mas vamos além do previsto no programa, uma vez que possuímos uma vasta extensão territorial marinha rica em recursos, se faz necessário que o programa não se limite à construção de quatro exemplares de propulsão convencional e um nuclear. Para patrulhar e defender nossos interesses e soberania, esse número deveria ser duplicado no caso dos convencionais e triplicado em relação ao submarino nuclear, com essa posição, teríamos a disposição uma capacidade submarina de patrulhar e defender nossas "águas" de maneira eficaz, mantendo número suficiente de meios operacionais, mesmo nos períodos previsto de manutenção e modernização desses meios. Lembrando que os mesmos podem ter a eles somados os quatro submarinos da classe "Tupi", que apesar da idade, ainda podem sofrer aperfeiçoamentos e se manter operacionais por um período relativamente grande.

Outra enorme lacuna que se alarga a cada ano que passa, diz respeito as escoltas, onde há previsão de que até 2022 nossas fragatas remanescentes "Type 22" venham a ser descomissionadas, processo o qual deverá ser depois seguido pelas vetustas fragatas da classe "Niterói" do projeto Vosper Mk 10, que também chegam ao fim de sua vida operacional. Sendo assim, se faz urgente o desengavetamento do PROSUPER, que visa prover à Marinha do Brasil novos meios de superfície, onde hoje há o foco no programa de construção das corvetas da classe "Tamandaré", programa em fase de definição do projeto, mas que por si só, não será suficiente para suprir as necessidades de nossa marinha, a qual deverá olhar com vista a aquisição de novas fragatas na casa das 6.000 Ton, voltadas para cumprir missões ASW, defesa antiaérea e combate de superfície, sendo plenamente capazes de cumprir o mais variado leque de missões, em especial a defesa da esquadra. 

A Marinha do Brasil chegou a analisar diversas opções das mais variadas origens, tendo a disposição relatórios técnicos sobre as diversas classes ofertadas ao Brasil, porém, o programa foi colocado em "hibernação" por tempo indefinido devido à falta de recursos orçamentários, algo que irá comprometer seriamente as capacidades de nossa marinha nas próximas décadas, podendo levar a mesma a se valer da compra de oportunidade de embarcações em meia vida e com sistemas tecnologicamente defasados ou próximos disso, o que representará um desperdício de recursos que poderiam ter sido alocados na construção de novos meios que atendam aos nossos requisitas a pleno e apresentem uma longa vida operacional. Esta é uma questão que iremos abordar em breve, através de outra matéria voltada a discutir tal ponto.

Outra importante lacuna a qual vamos apontar, esta relacionada a capacidade de minagem e varredura, onde possuímos meios defasados e no fim de sua vida operacional. Há ótimas opções no mercado, algumas já apresentadas aqui em nosso site, como o sueco MCMV da SAAB, o qual pode desempenhar adequadamente as duas funções e possui um custo atrativo de construção e operação.

No campo logístico, a Marinha do Brasil tem conseguido realizar ótimas compras de oportunidade, como foi o caso do NDM "Bahia" e as atuais avaliações que podem resultar na aquisição do HMS "Ocean" junto à Royal Navy,  um porta-helicópteros de apoio a operações anfíbias que permitiria ao Brasil dispor de importantes capacidades neste tipo de operação, embora esses dois meios careçam de proteção por fragatas e corvetas em sua escolta, o que os tornaria uma presa fácil num eventual conflito. Mas no campo logístico, ainda estamos longe de estar supridos, pois nos falta dispor de navios de apoio com casco duplo, os quais poderão suprir nossa esquadra em operação de longa duração, ou mesmo em operações fora de nossas águas, onde temos essa carência, a qual é agravada pela limitação das áreas onde é possível operar com nosso atual G-23 "Gastão Motta", o qual possui casco simples, o que torna proibido o trafego do mesmo em diversos pontos do planeta em acordo com tratados internacionais.

Apesar de se tratar de um assunto controverso e polêmico, o Brasil necessita de um novo Navio Aeródromo (NAe), uma vez que o A-12 "São Paulo" esta em processo de descomissionamento. Há quem defenda que o Brasil não deveria investir neste tipo de navio, mas do ponto de vista estratégico, é de grande valia contar com tal meio, o qual deverá não se limitar a apenas um navio do tipo, mas no mínimo de dois navio do tipo, afim de prover a capacidade de projeção de força e mesmo defesa de nosso território. Para tanto, há pontos importantes que se deve ter em mente, sendo o principal a operação de escoltas modernas afim de defender o mesmo em suas missões. Tal NAe deverá ser projetado de acordo com as necessidades de nossa esquadra, abrindo mão de compras de oportunidade com meios já defasados e no fim de carreira. O NAe ideal deverá ter capacidade de comportar um grupo aéreo composto por cerca de 30 aeronaves de alto desempenho, 3 aeronaves AEW, 2 aeronaves ASW, 2 aeronaves de apoio logístico, 4 helicópteros multi-uso, 4 helicópteros de ataque e esclarecimento, sistemas de defesa de ponto, sistemas de defesa com mísseis de médio e curto alcance e sistemas de monitoramento radar AESA, sonares e outros sensores e sistemas de defesa passiva. O que resultará em um investimento alto.

No campo das asas rotativas, a força aeronaval necessita de aumentar o número de aeronaves, como por exemplo, a aquisição de um maior número de aeronaves H-225M, carece de um vetor de esclarecimento e ataque dedicado, como os AH-1 "Viper" ou KA-52 e outros meios de asas rotativas especializados no combate ASW e missões AEW. 

No campo de asa fixa, a Marinha do Brasil necessita de um substituto aos vetustos AF-1 (A-4KU) Skyhawk, os quais apesar da modernização, estão longe de suprir as necessidades do moderno cenário de combate, os mesmos poderão ser substituídos por uma versão naval do F-39 Gripen E/F, aliás, um ponto o qual não compreendi é o fato da FAB não ter coordenado com a Marinha do Brasil a concepção do Gripen NG com capacidade naval inerente a todas as versões, independente de ser destinados a FAB ou futuramente a MB, um verdadeiro desperdício, uma vez que o programa encontra-se em desenvolvimento. 

Com relação aos meios, ainda é notória a falta real de capacidade de ataque com mísseis por parte dos meios navais de nossa marinha, a qual deveria contar com misseis de longo alcance e de cruzeiro como os Tomahawk ou Kalibr.

Bem, essa foi uma abordagem superficial, a qual pretendemos suplementar com materiais que abordarão de maneira mais profunda e detalhada cada lacuna aqui apresentada, expandindo o debate e buscando apresentar cenários e soluções plausíveis, tentando de maneira direta expor aos nossos governantes um ponto de vista real e bem direto sobre as necessidades de nossa nação, algo que deveria ser obrigação de nossos deputados e senadores, os quais se mostram mais inclinados a suprir seus "bolsos" através de esquemas sórdidos de corrupção e desvios do dinheiro público, ou programas de encabrestamento de votos como o "Bolsa família", que ao ver de qualquer pessoa com o mínimo de visão política, não trás soluções aos problemas sociais de nosso país, pelo contrário, os acentuam.

Esperamos a participação de todos com seus comentários e pontos de vista, afinal é com a participação de toda sociedade que podemos promover uma real mudança nos caminhos de nossa nação.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança.


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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Ataques com laser "cegam" dezenas de pilotos na Alemanha

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O Departamento de aviação divulga número parcial de incidentes com aviões e helicópteros. Sindicato de pilotos critica governo por omissão e exige criminalização da posse de ponteiros laser potentes.

Nos primeiros sete meses de 2017 foram registrados 65 casos de pilotos de aeronaves na Alemanha que foram cegados por ponteiros laser, afirmou o Departamento Federal de Aviação do país nesta terça-feira (29), em Braunschweig.
A maior parte foi relatada nas proximidades do aeroporto de Berlim-Tegel dez casos, seguido pelo aeroporto internacional de Frankfurt nove e o de Hamburgo sete. As autoridades aéreas não puderam precisar quantos casos semelhantes ocorreram no mesmo período do ano anterior.
O Departamento de Aviação acredita que mais casos deverão ocorrer até o fim do ano. Pelo menos é o que sugere a experiência dos últimos anos. "À medida que os dias ficam mais curtos, o número de ataques com ponteiros laser aumenta", explicou a porta-voz Cornelia Cramer. Além dos 65 casos no espaço aéreo alemão, foram reportados 31 ataques com ponteiros laser contra aeronaves alemãs no exterior – somando um total de 96 casos em que pilotos foram ofuscados.
O porta-voz do sindicato dos pilotos alemães Cockpit, Markus Wahl, declarou que 96 casos são "96 casos demais". Em todos eles a vida humana estava em jogo. Segundo ele, as cobranças feitas pelo sindicato ao governo, há dois anos, foram praticamente ignoradas.
Muitos pilotos estão "extremamente irritados" com os ataques, principalmente porque o número de casos pode ser reduzido sem grande esforço, de acordo com o sindicato.
A exigência central do Cockpit é que o ponteiro laser com mais de 500 miliwatts seja enquadrado sob a lei de armas. "A posse tem que ser punível", disse Wahl.
No ano passado, o Departamento de Aviação documentou 141 ataques com laser na Alemanha – 36 deles contra helicópteros. O número é menor do que o de 2015, quando foram registrados 156 incidentes.
De acordo com a Agência Aeroespacial da Alemanha, as empresas aéreas alemãs são obrigadas a relatar às autoridades ataques com ponteiros laser contra aeronaves e helicópteros. Isso também se aplica aos casos ocorridos em espaço aéreo estrangeiro – em 2016, houve 77 casos. Companhias aéreas estrangeiras que operam no espaço aéreo alemão, por outro lado, não precisam denunciar os ataques.
Prejudicar a visão de pilotos com um ponteiro laser é uma ofensa criminal na Alemanha. No parágrafo 315 do Código Penal está estipulado que "intervenções perigosas no transporte ferroviário, naval e aéreo" podem ser punidas com penas de até dez anos de detenção.

Fonte: Deutsche Welle
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Exercícios militares russos põem Otan em alerta

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Aliança afirma que vai acompanhar de perto manobras das quais participarão quase 13 mil soldados de Rússia e Belarus. Países bálticos temem preparativos para invasão. Rússia nega e diz que imprensa está "criando mitos".

A Rússia está preparando exercícios militares que poderão vir a ser os maiores desde o fim da Guerra Fria e que terão lugar em Belarus, no enclave russo de Kaliningrado e na própria Rússia de 14 a 20 de setembro. As manobras, chamadas de Zapad 2017 (Ocidente 2017), despertaram preocupação na Otan, especialmente nos países bálticos e na Polônia, que reclamaram de falta de transparência e questionaram as reais intenções de Moscou.
Nesta terça-feira (29), a Rússia minimizou as preocupações e disse que os exercícios são apenas defensivos e não são direcionados contra nenhum inimigo específico, mas focados no combate ao terrorismo.
O vice-ministro russo da Defesa, Alexander Fomin, disse que a imprensa internacional está disseminando mitos na sua cobertura sobre a operação. "Alguns até disseram que os exercícios são um ponto de partida para uma invasão ou ocupação da Lituânia, Polônia ou Ucrânia", comentou.
Fomin também disse que 12.700 soldados vão participar das manobras, incluindo 7.200 de Belarus e 5.500 da Rússia. Cerca de 3.000 estarão em Belarus durante os exercícios, afirmou. Além disso, participarão cerca de 70 aeronaves, 250 tanques, dez navios e vários sistemas de artilharia e de mísseis.
Segundo a Rússia, a escala dos exercícios está de acordo com as regras internacionais, pelas quais observadores não são necessários quando houver participação inferior a 13 mil militares.
A Lituânia, a Estônia e outros críticos, porém, afirmam que até 100 mil soldados poderão participar dos combates simulados, que seriam, portanto os maiores desde a Guerra Fria. No entanto, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse ter "todas as razões para acreditar" que as manobras terão "substancialmente mais soldados do que o número oficial divulgado".
"Cavalo de Troia"
Stoltenberg afirmou que a aliança militar vai acompanhar de perto as manobras, que acontecerão num momento crítico nas relações entre a Rússia e países da Otan. A crise nas relações se iniciou com a anexação da Crimeia pela Rússia, em 2013, e desde então se acirrou.
Os exercícios despertaram preocupação em membros orientais da Otan porque vão ocorrer em Belarus, um aliado da Rússia que faz fronteira com a Polônia, a Letônia e a Lituânia, bem como com a Ucrânia. Em outras oportunidades, a Rússia utilizou exercícios semelhantes como disfarce para projetar força em outros países, como a Geórgia e a Ucrânia. Em 2014, um ano depois do último exercício semelhante, a Rússia invadiu a Crimeia, utilizando táticas testadas durante as manobras.
Além disso, nos três países bálticos vivem minorias russas, a exemplo do que ocorre no leste da Ucrânia, onde uma insurgência apoiada pela Rússia desafia o governo central em Kiev.
O tenente-general Ben Hodges, principal comandante militar dos Estados Unidos na Europa, afirmou à agência de notícias Reuters que aliados no Leste Europeu e a Ucrânia temem que os exercícios sejam um "cavalo de Troia", com o objetivo de levar equipamento militar para Belarus.
Herança soviética
Segundo Fomin, o cenário dos exercícios supõe que grupos terroristas estão infiltrados na Rússia e em Belarus e planejam atos de terrorismo enquanto recebem apoio externo por ar e mar. "Esse cenário poderia ocorrer em qualquer parte do mundo", disse.
Ainda segundo a Rússia, trata-se de um exercício regular, que ocorre a cada quatro anos e que já foi planejado há muito tempo, não sendo uma reação às recentes sanções dos Estados Unidos.
Durante a Guerra Fria, Zapad era o nome do maior exercício militar da União Soviética e envolvia entre 100 mil e 150 mil soldados. Ele foi retomado pela Rússia em 1999 e repetido em 2009 e 2013.
A Rússia acusa a Otan de piorar as relações entre ambas ao enviar tropas para países do Leste Europeu que fazem fronteira com a Rússia. Já a Otan afirma que o envio é uma resposta à anexação da Crimeia pela Rússia, em 2013.

Fonte: Deutsche Welle
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HMS Ocean - Mais perto do Brasil?

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O HMS Ocean, atual capitanea da Royal Navy, partiu para sua última missão na terça feira (28), saindo da Base Naval de Devonport rumo ao mediterrâneo, onde irá realizar sua última missão de patrulha e apoio as forças da OTAN e deverá operar por quatro meses, sendo previsto seu retorno em dezembro, quando deverá ser oficialmente descomissionado na Royal Navy.

O "Ocean" foi oferecido a Marinha do Brasil, a qual já realizou uma visita no meado deste ano e agora enviou uma equipe de técnicos que deverão avaliar o navio em sua última operação com a Royal Navy. O objetivo desta inspeção mais ampla e detalhada é verificar asa reais condições operacionais do navio, o que deverá resultar em um relatório conclusivo sobre as capacidades do navio atender aos requisitos esperados pela Marinha do Brasil, a qual deverá provavelmente realizar a aquisição do navio caso o relatório se mostre favorável a tal opção.

O "Ocean" é um navio que daria ao Brasil uma grande capacidade logística e de assalto anfíbio, contanto com um respeitável grupo embarcado, o qual poderá ser composto pelos modernos H-225M armados com misseis Exocet, além de abrir a Marinha do Brasil um vasto leque de aeronaves de asas rotativas que podem ser incorporadas a força aeronaval para complementar as capacidades da provável nova capitanea.

Pouco se sabe sobre os detalhes das negociações em andamento, com a Marinha do Brasil se limitando a informar sobre o interesse no navio. O mesmo deverá custar cerca de 350 milhões de reais, porém, na atual conjuntura, não há tal recurso alocado para possibilitar essa compra, mas há especulações sobre um possível aporte do governo brasileiro para realização da compra de oportunidade.

O "Ocean" não irá cobrir totalmente a lacuna deixada pelo descomissionamento do A-12 São Paulo, porém, irá minimizar o vácuo deixado com sua saída e garantirá maiores capacidades á atual esquadra. Lembrando que a esquadra brasileira enfrenta um momento difícil, onde seus navios se aproximam da obsolescência e não há ainda no horizonte uma resposta as necessidades da esquadra, principalmente no que diz respeito as escoltas.

Mesmo diante de tantos problemas e obstáculos, temos visto a Marinha do Brasil, bem como as demais forças se desdobrando com o curto orçamento afim de manter suas capacidades operacionais. Não fossem os roubos de bilhões dos cofres públicos por nossos governantes, e uma visão estratégica no minimo míope, nossas forças armadas poderiam estar equipadas de maneira adequada e no estado da arte.

Esperamos que a compra do HMS "Ocean" seja efetuada, constituindo uma ótima compra de oportunidade, como foi a compra do NDM Bahia.

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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Japão e EUA prometem aumentar pressão sobre Pyongyang após teste de míssil

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O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, conversou por telefone, nesta terça-feira (data local), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, onde acordaram exercer ainda mais pressão sobre a Coreia do Norte após o novo lançamento de um míssil.
Os dois governantes analisaram o último teste do regime liderado por Kim Jong-un, consistente em um míssil disparado no início da madrugada desta terça, e que pela primeira vez desde 2009, sobrevoou o Japão antes de cair ao leste da ilha de Hokkaido, nas águas do Pacífico.
A conversa durou cerca de 40 minutos e nela os líderes "concordaram plenamente" quanto à postura e as medidas que serão tomadas diante das seguidas provocações norte-coreanas, disse o premier japonês, em declarações divulgadas pela emissora estatal "NHK".
O novo lançamento "constitui uma ameaça muito séria e grave, e sem precedentes", afirmou Abe, anunciando que pedirá a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas "para pressionar ainda mais a Coreia do Norte".
Trump transmitiu a Abe "seu forte compromisso de estar 100% com o Japão", segundo o líder nipônico, que também apontou a sua intenção de "trabalhar com a China, Rússia e o resto da comunidade internacional para intensificar a pressão" sobre o regime norte-coreano.
O míssil disparado hoje desde as proximidades de Pyongyang caiu cerca de 1.180 quilômetros do Cabo de Erimo, no extremo do nordeste do arquipélago japonês, após percorrer uma distância total de 2,7 mil quilômetros e alcançar o seu ponto culminante cerca de 550 quilômetros de altura antes de cair ao mar, detalhou o governo japonês.
O novo teste norte-coreano ocorre depois de Pyongyang ter lançado no último sábado três mísseis balísticos de curto alcance nas águas do Mar do Japão, e após realizar no mês passado o teste com dois mísseis balísticos intercontinentais (ICBM).
O primeiro destes lançamentos, ocorrido no dia 4 de julho, valeu ao regime de Kim Jong-un um pacote de novas sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. 

Fonte: EFE
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Novo teste de Misseis Norte Coreanos eleva tensões

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A Coreia do Norte em mais uma demonstração sua determinação e ignorando as advertências e sanções internacionais, realizou mais um teste com misseis balísticos, desta vez aparentemente um IRBM (Intermediate Range Balistic Missile) que caiu próximo ao Japão, ato que vem a elevar as tensões envolvendo aquele país e suas intensões.



A China advertiu que a situação na península coreana atingiu o "ponto de inflexão", poucas horas após Pyongyang lançar o míssil balístico. A Coréia do Norte, por sua vez, continua com discurso acusando os EUA de dirigir a região para um "nível extremo de tensão".
A Coreia do Norte aponta os recentes exercícios conjuntos entre a Coreia do Sul e os EUA de ser um dos fatores que levaram a intensificação dos esforços do programa de misseis do país. 
As os lados tem contribuído para escalada das tensões, o que não tem auxiliado para uma saída pacífica para o impasse relativo ao programa nuclear norte coreano.
O último teste norte coreano serviu para provar que a pressão exercida através da movimentação militar nas proximidades de seu território e as sanções levantadas contra o país, não podem resolver fundamentalmente a questão de maneira efetiva.
O Japão após ter seu espaço aéreo violado pelo míssil balístico norte coreano, que cruzou ao norte de seu território caindo no mar, iniciou uma série de exercícios de prontidão de seu sistema Patriot para defesa contra mísseis. 
A Coreia do Sul respondeu com um exercício envolvendo quatro aeronaves F-15K, que lançaram um pesado bombardeio num campo de tiro nas proximidades da fronteira com a Coreia do Norte, sendo uma clara demonstração de força pelos sul-coreanos.
Han Tae-song, embaixador da Coréia do Norte na ONU, realizou uma declaração oficial de seu governo após o teste:  "Agora que os EUA declararam abertamente sua intenção hostil em relação à República Popular Democrática da Coréia do Norte, realizando exercícios militares agressivos em conjunto, apesar de repetidas advertências ... meu país tem todos os motivos para responder com contra-medidas como exercícios militares, em claro direito à autodefesa", disse Han, e prosseguiu: "Os EUA devem ser inteiramente responsáveis ​​pelas consequências catastróficas que isso implicará", embora não mencionasse explicitamente o lançamento do míssil desta terça-feira (29).

A China e a Rússia propuseram um plano de "congelamento duplo" que levaria a Coréia do Norte a suspender seus lançamentos de mísseis em troca de uma suspensão nos exercícios militares conjuntos entre os EUA e a Coréia do Sul, porém, o plano foi rejeitado pelos EUA.

O Conselho de Segurança da ONU está agendado para se reunir nesta terça-feira (29), "A Coréia do Sul, os EUA e o Japão solicitaram em conjunto ao Conselho de Segurança da ONU uma reunião de emergência para enfrentar ameaças à paz e à segurança", disse um funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Sul.

Segundo o nosso editor, Angelo Nicolaci, "A escalada nas tensões após o lançamento de mais um míssil pela Coreia do Norte, pode levar a uma resposta firme por conta dos EUA, o que pode desencadear um conflito o qual ninguém quer enfrentar, principalmente se olharmos estrategicamente, uma ação militar contra a Coréia do Norte pode ter um custo muito alto, principalmente para a vizinha Coréia do Sul, uma vez que sua capital e principais conglomerados industriais estão ao alcance da artilharia norte coreana, o que mesmo com uma atuação coordenada por parte dos EUA e seus aliados, como ocorreu nos anos 90 durante a "Tempestade no Deserto", teríamos um custo em vidas de civis e na infraestrutura do Sul, onde ainda teríamos uma conta muito alta se o Norte lançar algum de seus artefatos nucleares. Por tanto, é preciso ter cabeça fria e buscar uma melhor resposta a atual equação, o que não é o forte do presidente Trump, que tem levado as coisas de maneira "amadora" e "irresponsável". Os EUA ignoraram por anos a ameaça representada pela Coreia do Norte, e por vezes perdeu o time para travar de maneira efetiva os intentos nucleares daquele país, agora a situação tomou uma proporção na qual fica muito difícil uma solução simples e direta", disse ele.

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Batido martelo - C-23B Sherpa irá operar com Exército Brasileiro

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Após vários estudos e análises visando a aquisição de uma aeronave afim de dotar o Exército Brasileiro de capacidade logística através da operação de "asa fixa", o Exército Brasileiro finalmente definiu sua opção pelo C-23B Sherpa de segunda mão oriundos dos estoques norte americanos do AMARG.

O C-23B Sherpa foi o escolhido dentre três aeronaves avaliadas pelo Exército Brasileiro, sendo os outros concorrentes o Viking DHC-6 Twin Otter 400 Series, apontado pela nossa equipe como um dos melhores para atender ao Exército brasileiro, levando em consideração seu custo de aquisição e operação, além é claro do desempenho excelente em pouso e decolagem em pistas curtas e rústicas, outro forte candidato foi o Sikorsky/PZL M-28, versão oferecida através da parceria com a polaca PZL e a gigante norte americana,  apresentando uma excelente pontuação em sua avaliação e oferecendo uma ótima capacidade de operação em pistas curtas, aliado ao baixo custo operacional e apresentando rampa traseira. Ambos concorrentes dos vetustos C-23B Sherpa, seriam aeronaves novas e no estado da arte.

O EUA através de sua oferta via FMS, disponibilizou 15 células afim de atender as necessidades do Exército Brasileiro em retomar suas capacidades logísticas após 76 anos sem operar aeronaves de asa fixa, porém, o COLOG foi mais cauteloso, onde irá adquirir inicialmente apenas 4 aeronaves do tipo, tendo em vista sua dotação orçamentária, onde tal aquisição irá conseguir desenvolver a doutrina operacional de asa fixa sem impactar em sua capacidade já muito limitada orçamentária á manter a operação das mesmas e de seus helicópteros.

Na última sexta feira (25), dia em que se comemora o "Dia do Soldado", o comandante do Exército Brasileiro, o General Eduardo Villas Boas Correia, assinou o despacho que dá como decidida a aquisição dos C-23B Sherpa pelo Exército Brasileiro, lançando a pedra fundamental no retorno da operação de asa fixa pela força terrestre brasileira.

Os "Sherpa" tem previsão de operar no Brasil sob o cocar do Exército Brasileiro por cerca de 15 anos, sendo o primeiro entregue após um extenso processo de revisão e modernização, sendo a entrega prevista para 2020. 

A chegada dos "novos" C-23B irão reduzir significativamente os custos logísticos do EB, que hoje em muito depende do fretamento de aeronaves civis para atender suas necessidades, uma vez que a Força Aérea Brasileira tem apresentando limitações á prover o suporte necessário ao Exército Brasileiro. 

Esperamos que a escolha venha a cumprir com o que se espera, e tenhamos uma bem sucedida retomada da operação com aeronaves de asa fixa pelo EB, com um melhor atendimento aos batalhões de fronteira e outras unidades militares na região amazônica.


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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Versão reforçada de Lada é incluída no Exército russo

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Embora muitos sonhem com os clássicos da Lada, poucos imaginariam que um modelo da marca poderia entrar para as Forças Armadas russa. O novo veículo, porém, é à prova de fogo e radiação, além de contar com tecnologia stealth.

Um novo carro projetado especificamente para os militares russos tem carcaça extremamente leve, é à prova de fogo e geada, e possui tecnologia stealth (que o torna ‘invisível’ aos radares.) Além de tudo isso – e por incrível que pareça –, trata-se de um cabriolet (um tipo de carroceria automotiva baseada no conceito da carruagem).
O design do veículo é baseado no modelo off-road Niva, da lendária fabricante russa Lada, e, embora seja de pequeno porte (só pode acomodar duas pessoas), os desenvolvedores garantem que é “um ótimo veículo para terrenos acidentados”.  
A versão aperfeiçoada do Niva concebida especificamente para o Exército nacional e está sendo apresentada pela primeira vez ao público durante o Fórum Internacional Técnico-Militar ‘Exército 2017’, que acontece na região de Moscou até domingo (27).

Segundo os projetistas, o novo veículo é resistente “a quase tudo”, desde corrosão, fogo e geada a produtos químicos e radiação. Isso porque o corpo do carro é feito com um composto de polímero especial.
Fonte: Gazeta Russa
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As 4 invenções militares russas mais temíveis

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As armas nunca foram usadas em combate, e esperamos que não sejam!
1. O Pai de Todas as Bombas
Em abril de 2017, os EUA bombardearam o EI (Estado Islâmico) no Afeganistão com a “Mãe de Todas as Bombas” – o GBU-43/B Arsenal Massivo de Explosão Aérea (MOAB, na sigla em inglês) -, a mais poderosa arma não nuclear de seu arsenal.
Pelo menos 36 terroristas morreram durante a explosão e armazéns com armas e equipamentos militares, assim como diversos túneis, foram destruídos.
A Rússia tem uma bomba similar, mas muito mais poderosa. Apesar de seu tamanho menor, a Munição Aérea Volumétrica de Detonação russa (ODAB) tem quatro vezes mais força que o MOAB americano, com o rendimento equivalente a aproximadamente 40 toneladas de TNT.
O “Papa” russo, como a bomba foi carinhosamente apelidada, garante o dobro da distância mortal da norte-americana “Mama”.
O design da ODAB é muito original. O nariz tem um artifício eletromecânico complexo para armar e pulverizar o material explosivo. Algum tempo depois de o dispositivo ser lançado, os produtos químicos são despejados. O aerossol resultante se transforma em uma mistura gás-ar que é detonada por um fusível.
A ODAB gera uma onda de impacto com propulsão da pressão de cerca de 3.000 kPa (30 kgf/cm), criando um vácuo no epicentro da explosão. Esse diferencial rasga, literalmente, o interior para destruir qualquer coisa em seu caminho, até mesmo prédios.
2. Sarmat substitui o velho Satan
O míssil balístico intercontinental RS-20V Voevoda (designação da Otan: SS-18 Satan) é o maior e mais feroz míssil estratégico do mundo. Com quase 210 toneladas, ele pode liberar até 10 ogivas nucleares, cada uma de 750 quilotoneladas, direto sobre o alvo. O Stan pode limpar uma cidade do tamanho de Moscou ou Nova York.
Mas este míssil está ficando velho, e Moscou encontrou um substituto à altura: o Sarmat, um ICBM que deve começar a ser usado no final do tratado Start III, em 2021.
Ele tem metade do peso é pode levar não 10, mas 17 ogivas independentemente segmentáveis, com capacidade de 300 quilotoneladas cada.
Além disso, eles não serão o tipo de explosivos “tolos” comuns , que traçam uma parábola ao alvo após a separação, mas sim mísseis manobráveis hipersônicos.
3. Exterminador
Dois canhões de 30 mm, mísseis guiados antitanques e metralhadoras. Tudo isso combinado ao poder de direção do tanque T-72 junto à blindagem e chassi.
No final de 2017, o veículo russo de apoio a tanque BMPT-72 (apelidado, não oficialmente, de “Terminator”, ou “Exterminador”), viu os combates na Síria.
O Terminator pode se mover em terrenos difíceis a uma velocidade de 60 km/h, atravessar trincheiras e esmagar paredes de 1,5 metros de altura, ou destruí-las, assim como estruturas superfortificadas.
Ele pode combater helicópteros e seu enorme poder de fogo pode neutralizar os inimigos a uma distância de 3 quilômetros.
Além de canhões de 30 mm com 850 munições, o Terminator é equipado com quatro lançadores de mísseis antitanques Shturm-S com ogivas termobáricas, assim como com a nova metralhadora Kord com 2 mil cartuchos de munição.
4. Um furacão de fogo
O sistema lança-chamas pesado TOS-1 Buratino é outro da categoria sobre lagartas. Como o personagem dos contos de fadas Buratino (o “Pinóquio” russo), este sistema pode botar seu nariz em qualquer buraco.
O veículo é baseado sobre o tanque T-72, mas, ao invés de uma arma montada, ele tem 30 tubos (de 220 mm de calibre) capazes de soltar um furacão de fogo em apenas alguns segundos.
Os mísseis contêm uma mistura termobárica que literalmente esmaga esconderijos e tropas e as transforma em pedacinhos com choques, fogo e estilhaços.
Mas o inferno de verdade começa depois. A carga termobárica em cada projétil cria uma “nuvem de mistura aérea” que explode, criando pressão a uma temperatura de quase 3 mil graus Celsius, consumindo todo o oxigênio dos entornos e ruindo com a pressão.
Tudo dentro de um raio de vários quilômetros é destruído dessa forma: prédios, maquinário e, claro, qualquer coisa viva.

Fonte: Gazeta Russa
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Bolsonaro quer militarizar ensino no país e pôr general no MEC

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Não dobrar short ou camiseta da educação física "para diminuir seu tamanho" nem usar óculos com "lentes ou armações de cores esdrúxulas".
Meninos: nada de "barba ou bigode por fazer e costeleta fora do padrão". Meninas: esqueçam o penteado "com mechas caídas". Tingir o cabelo de "forma extravagante" é proibido para todos.
"Contato físico que denote envolvimento de cunho amoroso (namoro, beijos etc.)" é infração até fora da escola, se o aluno estiver de uniforme.
As normas de uma escola dirigida pela Polícia Militar goiana seguem o rígido padrão disciplinar de instituições de ensino militarizadas. E, se depender do pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro, podem virar praxe no sistema escolar nacional.
 Das 147 mil unidades públicas de ensino básico, cerca de 0,1% estão sob batuta militar. São 13 comandadas pelo Exército (há um projeto para implantar uma em São Paulo) e dezenas nas mãos de PMs estaduais –não há um órgão que centralize esse total, e alguns Estados não possuem o dado consolidado, mas sabe-se que Goiás lidera o ranking, com 36 colégios sob guarda da polícia e mais 18 previstos para 2018.
Bolsonaro diz que, se eleito presidente, multiplicará o modelo, fechando parcerias com as redes municipal e estadual. Reconhece ser impossível cobrir 100% da malha escolar, mesmo porque "faltariam recursos".
Mas as escolas militares "passariam a ser exemplares", pois nelas há "educação moral e cívica, cultua-se o respeito às autoridades, no intervalo não tem maconha, o pessoal corta o cabelo, cobra-se o dever de casa...".
À frente do MEC (Ministério da Educação), em eventual gestão sua, colocaria um general –alguém "que represente autoridade, amor à pátria e respeito à família", ao contrário de titulares recentes da pasta, diz.
Cita dois petistas: "[Fernando] Haddad? Pai do kit gay [projeto para discutir homofobia e sexualidades nas salas de aula]. Aloizio Mercadante manteve a mesma política".
No começo de agosto, o deputado do PSC-RJ (que deve trocar de legenda para disputar o Palácio do Planalto) distribuiu em suas redes sociais vídeo de "um exemplo de ensino que deveria ser adotado em todas as escolas públicas do Brasil".
Nove filas de adolescentes de um colégio em Manaus o exaltam em coro: "Convidamos Bolsonaro, salvação desta nação".
A visita, diz o parlamentar, foi um desagravo aos estudantes, alvos do programa "CQC", que naquele 2015 fez reportagem crítica sobre a escola onde "no corredor não tem bedel, tem policial, alguns com arma na cintura".
Antes de passar para o controle da PM, num acordo estabelecido em 2012 com a Secretária de Educação amazonense, a unidade tinha alunos receosos de deixar a mochila na sala para ir ao recreio –colegas poderiam roubá-la. Coibir a violência no ambiente escolar não é a única vantagem que Bolsonaro vê na militarização da educação.
Os índices de aprovação tendem a disparar nesses colégios, que costumam ficar entre os primeiros lugares do Enem.
Tudo isso é verdade, diz Renato Janine Ribeiro, que chefiou o MEC por seis meses na administração Dilma Rousseff. De fato, "existe uma preocupação muito grande" com "uma parcela da juventude muito sem limites", sobretudo após o caso da professora de Santa Catarina espancada por um aluno. E as escolas militares têm, sim, desempenho melhor no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
Elas já ganharam simpatia até do senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Ao defender a federalização do ensino básico, o também ex-ministro da Educação, no governo Lula, elogiou os colégios militares.
O problema é comparar maçãs e laranjas, afirma Ribeiro. Essas instituições "têm mais recursos", então é natural que se saiam melhor.
Para o filósofo, "é um erro, numa sociedade democrática, tentar colocar a formação militar –hierárquica e obediente– como ideal para todos os jovens", inquietos por natureza.
São eles, afinal, o futuro de um "país que sempre cultivou uma certa autoimagem de uma coisa mais alegre, mais solta nos costumes".
O pelotão de crianças e jovens fardados, diz, "deveria ser exceção, não regra".

Fonte: Folha
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