quinta-feira, 29 de julho de 2021

Interoperabilidade - Forças brasileiras realizam exercício conjunto de emprego de meios aéreos com sistema OVN

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Representando mais um importante avanço na doutrina de interoperabilidade das Forças Armadas do Brasil, militares do Comando de Aviação do Exército, sob coordenação do Ministério da Defesa e do Comando de Operações Terrestre, conduzem atividade conjunta entre Marinha, Exército e Aeronáutica, denominada Operação Ricardo Kirk. A atividade, que teve início no dia 26 de julho, se estende até a próxima sexta-feira (30).

Este ano, o adestramento é efetuado em duas fases, sendo a primeira delas o nivelamento doutrinário das técnicas, táticas e procedimentos na condução de uma fração de helicópteros em voo, com emprego de Óculos de Visão Noturna (OVN). A segunda fase consistirá em incursão aeromóvel noturna, no contexto de um cenário tático previamente estabelecido

A Operação Ricardo Kirk propicia a interoperabilidade entre as três Forças Singulares, por meio da padronização de procedimentos na operação conjunta com helicópteros, simulando um cenário de emprego em conflito. Para isso, são realizadas instruções teóricas, voos em simulador e voos reais de treinamento, de forma a assegurar a correta condução dos voos em formação com OVN. Participam da atividade aeronaves HM-4 "Jaguar" do 1º Batalhão de Aviação, do Exército; UH-15 "Super Cougar" do 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, da Marinha; e H-36 "Caracal" do 3º Esquadrão do 8° Grupo de Aviação, da Aeronáutica. Apesar de adotar denominações distintas, todas são aeronaves H-225M empregadas pelas Forças Armadas Brasileiras.


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Com informações do CCOMSOD


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quarta-feira, 28 de julho de 2021

Elbit Systems está desenvolvendo o novo sistema de artilharia SIGMA 155 mm

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A Elbit Systems de Israel está desenvolvendo um novo sistema de artilharia autopropulsada calibre 155 mm / 52, totalmente automático, para as Forças de Defesa de Israel (IDF), que começará a substituir os sistemas de artilharia SP com lagartas M109 calibre 155 mm / 39 do IDF por volta de 2023, representantes da empresa disseram à Janes. 

Uma renderização do novo sistema de artilharia autopropelida SIGMA 155 mm / 52 calibres sendo desenvolvido pela Elbit Systems para a Força de Defesa de Israel, com base em uma plataforma Oshkosh Defense 10×10

Embora muitos países ainda implantem sistemas de artilharia autopropulsados (SP) de 155 mm sobre lagartas, há uma tendência para sistemas de artilharia de 155 mm sobre rodas, uma vez que oferecem melhor mobilidade estratégica devido à menor dependência de transportadores de equipamentos pesados.

O novo sistema de artilharia, chamado SIGMA, está sendo desenvolvido por meio de um contrato inicial de US$ 125 milhões anunciado em março de 2019. Ele é baseado em uma plataforma Oshkosh Defense 10×10 fornecida pelos EUA e selecionada pelas IDF, que usa os caminhões para uma série de missões.

As plataformas serão equipadas com uma cabine de controle totalmente protegida, um sistema químico biológico nuclear (NBC) e ar condicionado completo para uma tripulação de duas ou três pessoas.

Montada na parte traseira do chassi estará uma torre automática armada com um cano de 155 mm / 52 calibre com uma câmara de 23 litros que atende ao Memorando de Entendimento Balístico Conjunto da OTAN (JBMoU) e está equipada com um freio de boca e extrator de fumaça.

O sistema de torre calibre 155 mm / 52 será controlado remotamente de dentro. Além disso, o sistema oferece um modo reversível manual, ou “modo degradado” de operação, disse um porta-voz da Elbit Systems a Janes .

O sistema de carregamento automático definirá o detonador, carregará o projétil e, em seguida, o Sistema de Carga de Artilharia Unimodular (UMACS), com as espoletas, será carregado automaticamente por meio de um carregador separado.



Tradução e adaptação: Renato Henrique Marçal de Oliveira*

Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)

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terça-feira, 27 de julho de 2021

Leonardo reforça presença no Brasil e na América Latina

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Buscando reforçar ainda mais sua presença no Brasil e na América Latina, a Leonardo, companhia italiana líder no setor de defesa, tecnologia aeroespacial e segurança cibernética, está investindo em instalações locais e parcerias estratégicas com empresas de sua base industrial, transferindo tecnologia para o suporte de habilidades nacionais, com o objetivo de consolidar a presença no território brasileiro.

No Brasil, a empresa conta com filiais em São Paulo, Rio de Janeiro e um novo escritório em Brasília, e o olhar mais atento no Brasil está em linha com o plano estratégico do Grupo Leonardo que busca ampliar e fortalecer sua presença no Brasil e na América Latina.

Uma longa parceria com o Brasil

A Leonardo, há mais de 40 anos, vem atuando com o governo brasileiro, além de instituições e clientes privados, fornecendo helicópteros, radares aviônicos, serviços, produtos espaciais e participando de importantes projetos na indústria aeronáutica militar. Um exemplo é o desenvolvimento do caça AMX, em uso pela FAB desde a década de 1980, desenvolvido em parceria com um grande player nacional, e o fornecimento de soluções de radar aviônico que irão equipar os novos Caça Gripen e as aeronaves KC-390.

Também está presente há mais de 20 anos com a subsidiária Telespazio do Brasil, empresa que oferece soluções inovadoras e personalizadas na área de telecomunicações por satélite, serviços multimídia, imagens e aplicativos para observação da Terra, bem como operações e manutenção para sistemas de satélites terrestres .

A Leonardo também contribui para melhorar a segurança do País com sistemas de radares e sensores de última geração, tecnologias para a vigilância do território, proteção de infraestruturas críticas e a segurança de grandes eventos.

Com mais de 180 helicópteros operando em diversas configurações diferentes, a companhia também oferece uma gama completa de serviços e peças de reposição para garantir o suporte aos clientes e o treinamento para a frota em operação. A Leonardo é certificada pela ANAC para as atividades de manutenção, reparo e revisão de helicópteros e componentes LHD.

Francesco Moliterni, Presidente da Leonardo do Brasil Ltda, comenta: "O Brasil representa uma segunda casa para a Leonardo por meio dos diversos projetos e interesses que unem a empresa ao país. O compromisso da Leonardo é apoiar o crescimento e desenvolvimento do Brasil através da inovação, segurança cibernética e uso de plataformas de comando e controle e elaboração de big data para o monitoramento de infraestruturas e áreas críticas, tecnologias nas quais a Leonardo é reconhecida como líder mundial. Mas também contribuindo com tecnologias relacionadas à inteligência artificial para o crescimento sustentável das cidades inteligentes do futuro, que já é hoje. A crescente frota de helicópteros e a introdução de modelos de última geração nos últimos anos requerem um nível de serviço ainda maior e, portanto, estamos progredindo com o novo Centro de Logística para fornecer aos operadores de serviços públicos e privados o nível de suporte que eles merecem conforme os requisitos evoluem ainda mais".


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Armamento multifuncional que entende ol

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Hoje em dia as tropas enfrentam uma gama mais ampla de desafios e, para obter sucesso, é preciso contar com armamentos robustos, duráveis e fáceis de operar. Nesse sentido, ter um único sistema de armas para todas as situações é o ideal para aumentar a flexibilidade tática reduzindo a quantidade de equipamento a transportar.

Não à toa, garantir a liberdade de ação para o soldado em todos os ambientes tem sido uma preocupação constante das Forças Armadas para equipar seus militares. Atenta às demandas das tropas modernas, a Saab desenvolveu o Canhão Sem Recuo Carl-Gustaf M4, um sistema de armas de apoio no ombro portátil multifuncional, utilizado pela Infantaria em combate, tanto na proteção de tropas quanto de instalações. Essa arma é a mais recente versão da família Carl-Gustaf, em operação em mais de 40 nações em todo o planeta.

"O Carl-Gustaf M4, como as versões anteriores do Carl-Gustaf, foi projetado para ser uma solução extremamente competente, flexível e de fácil manuseio e treinamento de atiradores, seja para clientes atuais, seja para novos clientes. Essas características permitem que as Forças Armadas se mantenham em condições de fazer face às ameaças de blindados inimigos no campo de batalha moderno, bem como de apoiar as tropas em ações urbanas com segurança e eficácia", comentou Dielson Albuquerque, Diretor de Vendas da Saab.

O Carl-Gustaf M4 pesa 7 kg, cerca de 30% menos que a versão anterior, o que permite maior mobilidade ao soldado. A redução do comprimento da arma em 6 cm também melhorou a ergonomia geral. Tais aperfeiçoamentos contribuem para maior conforto no manuseio e, em consequência, maior eficácia dos resultados, o que é importante para o sucesso de uma missão. O M4 é também compatível com sistemas de mira inteligentes e futuros desenvolvimentos tecnológicos, tais como munições programáveis.

Como parte da instrução dos atiradores o Carl-Gustaf utiliza o Sistema Saab de Treinamento com Simulação Virtual Indoor GC-IDT (do inglês, Ground Combat Indoor Trainer), capaz de replicar as características das armas e munições reais, sua balística e efeitos no alvo, bem como permitir ao atirador realizar todas as operações de manejo da arma.

"O GC-IDT permite o treinamento dos atiradores com segurança e significativa economia de tempo e de munição. O feedback de cada engajamento realizado é fornecido por meio da simulação realística apresentada no computador do instrutor logo depois do disparo. Isso lhe permite corrigir imediatamente os procedimentos do atirador antes do engajamento seguinte", explica Albuquerque.

Assista a este vídeo e confira os detalhes do Carl-Gustaf M4.


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Com informações SAAB


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domingo, 25 de julho de 2021

Outra tentativa de aposentar o A-10 Warthogs não está indo bem pra USAF

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O Comitê de Serviços Armados do Senado rejeitou uma proposta da USAF que teria visto muitos aviões A-10 Warthog sendo aposentados.

O projeto de lei da política de defesa proposto pelo comitê para o ano fiscal de 2022 proibiria a USAF de aposentar os A-10, enquanto os líderes da Força Aérea disseram que manter os Warthogs poderia ser um grande erro.

A notícia do Senado salvando A-10s do cemitério foi relatada pela primeira vez por Valerie Insinna no Defense News. A USAF havia proposto a aposentadoria de 42 Warthog, reduzindo o número total de 281 para 239 aeronaves, com o objetivo final de reduzir o número de A-10 ativos para 218 em dois anos. Insinna relata que o tenente-general David Naholm, vice-chefe do Estado-Maior para Planos e Programas da USAF, disse que não aposentar os A-10s teria “consequências consideráveis”, incluindo custos mais elevados de manutenção e atualização.

Um A-10C do 66º Esquadrão de Armas

Naholm está se referindo aos planos da USAF de dar a seus Warthogs novas asas, as bombas de pequeno diâmetro GBU-39 , um novo display de alta resolução e uma série de outras atualizações para estender seu serviço operacional até 2030 ou além.

Enquanto isso, o senador Marco Rubio, da Flórida, defendeu a retirada dos A-10 para liberar mão de obra em apoio a três novos esquadrões de F-35 na Base Aérea de Tyndall, na Flórida . Essa proposta teve sua própria parcela de controvérsia , já que alguns alegaram que a base propensa a furacões seria um lugar arriscado para investir centenas de milhões de dólares em infraestrutura para os caças. 

“É meu entendimento que a linguagem está incluída na marca do presidente do orçamento de defesa de 2022, que proibiria o desinvestimento de 41 aeronaves A-10 às custas dos esquadrões F-35 de Tyndall”, escreveu Rubio em uma carta ao Presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado Jack Reed e o membro James Inhofe. “Exorto o comitê a remover, ou rejeitar, qualquer disposição ou financiamento que prejudique a base estratégica de três esquadrões de F-35 em Tyndall”, escreveu Rubio. “Incluir tal linguagem teria um impacto significativo na produção de pilotos de F-35 da Força Aérea, nossa capacidade estratégica de colocar F-35s em campo no caso de um conflito e teria graves implicações de longo prazo para a segurança nacional dos Estados Unidos . ” 

Um A-10C solta um sinalizador durante um exercício no Nevada Test and Training Range

Enquanto os A-10s foram salvos, o projeto de lei aprovado pelo Senado veria a aposentadoria de 18 KC-135s e 12 KC-10s. Esses desinvestimentos estão sendo feitos a fim de abrir espaço para o ainda lutando KC-46 Pegasus , mas a USAF na verdade solicitou a retirada de 14 KC-10s no total. Além disso, a Força Aérea quer aposentar 48 F-15C / D Eagles , 47 de seus antigos F-16C / D Vipers , quatro aeronaves de gerenciamento de campo de batalha do Sistema de Vigilância Conjunta de Radar de Ataque do Alvo E-8C (JSTARS) e interromper as compras de drones (ARP, aeronave remotamente pilotada) MQ-9 Reaper. No geral, o projeto de lei proposto pelo Senado acrescentaria US$ 25 bilhões a mais à Lei de Autorização de Defesa Nacional.

Um A-10 taxia em posição após pousar na Base Aérea de Nellis

O fato de o Senado estar tentando salvar dezenas de Warthogs da aposentadoria ressalta como a aeronave de quase 50 anos permanece na vanguarda da missão de apoio aéreo aproximado (CAS) da Força Aérea, apesar das tentativas de substituir o A-10 por F- 35s para a mesma função. A Força Aérea tem tentado aposentar o A-10 durante a maior parte de sua vida e o último grande impulso veio durante a última década, mas falhou. No entanto, com cada diminuição no tamanho da frota A-10, há menos retorno sobre o investimento e ainda mais vulnerabilidade para novos cortes. Ainda assim, apesar das alegações de ser vulnerável às defesas aéreas modernas, a combinação da aeronave de blindagem pesada, resistência, agilidade em baixa velocidade e poder de fogo formidável ainda torná-lo uma presença aterrorizante para os adversários no solo.

Por essas razões, o A-10 provavelmente veio para ficar no futuro próximo, mas ainda não está claro quantos deles estarão voando nos próximos anos. Se o Comitê de Serviços Armados do Senado conseguir o que quer, por enquanto, toda a frota Warthog permanecerá intacta e programada para atualização.





Tradução e adaptação: Renato Henrique Marçal de Oliveira*

Comentário: comentamos sobre os A-10 neste artigo, e também o desejo da USAF em aposentá-los, mas a resistência do Congresso em autorizar esta aposentadoria gerou mais este capítulo de uma novela que não deve acabar tão cedo...

Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)

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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Força Aérea da Nigéria recebe primeiro lote de aeronaves Embraer A-29 Super Tucano

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De acordo com a ChannelsTV, a aeronave chegou ao estado de Kano na tarde de quinta-feira, 22 de julho, a Força Aérea Nigeriana disse: “Estavam prontos para receber a aeronave o Honorável Ministro da Defesa, Major General (Res) Bashir Magashi, Chefe do Estado-Maior do Exército, Tenente General Faruk Yahaya e Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Marechal da Aeronáutica Oladayo Amao”, segundo uma declaração assinada pelo porta-voz da NAF (Força Aérea Nigeriana), Comodoro da Aeronáutica Edward Gabkwet. Gabkwet disse que o segundo lote do A-29 Super Tucano deve chegar ao país ainda este ano.

A-29 Super Tucano inspecionado após entrega à Força Aérea da Nigéria (Fonte da Foto: ChannelsTV)

O presidente do Banco Central da Nigéria (CBN), Godwin Emefiele, havia sugerido há alguns meses que a nação da África Ocidental esperava os caças dos Estados Unidos à medida que o país intensificava os esforços para combater a insegurança. “Há cerca de três anos, o governo federal e os Estados Unidos assinaram um pacto que resultou em uma aquisição de governo a governo de equipamentos militares, dos quais esperamos doze aeronaves ou aviões de combate Super Tucano que ajudarão no combate à insegurança”, afirmou o chefe do banco, durante uma reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária em Abuja, onde ele também expressou otimismo de que a Nigéria superará seus desafios de segurança.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia confirmado as vendas dos caças para a Nigéria durante uma reunião de 2018 com seu homólogo nigeriano, Muhammadu Buhari: “Estamos ajudando nossos parceiros nigerianos facilitando a inteligência, cooperação e fornecendo treinamento e equipamento militar para as forças nigerianas ”, Disse Trump após negociações bilaterais na Casa Branca. “Por exemplo, recentemente vendemos à Nigéria 12 aeronaves A-29 Super Tucano, uma grande aeronave, na primeira venda de equipamento militar americano para a Nigéria.

A Força Aérea Nigeriana já começou a treinar pessoal para lidar com o novo Tucano: “Na aeronave A-29 Super Tucano, o fomos informados que cerca de 60 membros da NAF, entre pilotos, engenheiros, técnicos e outros especialistas, concluíram o treinamento com a aeronave nos EUA ”, disse Gabkwet após a cerimônia de lançamento de seis novos pilotos de helicóptero que recentemente concluíram seu treinamento básico de voo na Draken Helicopter Academy, no Reino Unido.


Embraer EMB 314 / A-29 Super Tucano (Fonte da imagem: ChannelsTV)

O Embraer EMB 314 Super Tucano, também denominado ALX ou A-29, é uma aeronave turboélice de ataque leve brasileira projetada e construída pela Embraer como um desenvolvimento do Embraer EMB 312 Tucano. O A-29 Super Tucano carrega uma grande variedade de armas, incluindo munições guiadas com precisão, e foi projetado para ser um sistema de baixo custo operado em ambientes de baixa ameaça. Além da fabricação no Brasil, a Embraer montou uma linha de produção nos Estados Unidos em conjunto com a Sierra Nevada Corporation para a fabricação de A-29s para clientes de exportação.




Tradução e adaptação: Renato Henrique Marçal de Oliveira*

Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)


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quarta-feira, 21 de julho de 2021

O que sabemos sobre o novo caça furtivo da Rússia

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A Rússia revelou o que descreve como protótipo de um novo avião de caça no MAKS 21. Nós conversamos com  Justin Bronk  (Research Fellow e Editor de Sistemas de Defesa no think-tank RUSI) para saber mais.

O Checkmate que está no MAKS é um mock-up¹ ou uma aeronave?

Sem imagens de alta resolução, é difícil ter certeza. No entanto, a falta de fiação e linhas hidráulicas dentro das partes visíveis do trem de pouso principal, bem como as texturas externas bastante simplificadas vistas nas imagens vazadas antes da revelação oficial sugerem que se trata de um mock-up em vez de uma aeronave em funcionamento.

O que a configuração revela sobre a função e as capacidades da aeronave?

A designação e a configuração da Aeronave Tática Leve (LTA²) mostram que este é claramente um conceito que visa produzir um caça leve relativamente barato e 'alegre', um pouco LO³, principalmente para o mercado de exportação.

O tamanho relativamente compacto e a localização do motor / admissão limitarão o espaço disponível para compartimentos internos de armas. Eu acho que dois mísseis de combate aéreo IR nas pequenas baias montadas na lateral à frente do trem de pouso principal, e espaço para 2-4 mísseis BVR classe R-77 em uma baia ventral. No entanto, as munições ar-ar e ar-solo de maiores dimensões provavelmente terão que ser transportadas externamente. Também é provável que tenha um alcance relativamente modesto apenas com o combustível interno devido às demandas concorrentes de alojamento do trem de pouso, compartimentos de armas e aviônicos dentro de uma fuselagem compacta.

Tal como acontece com o Su-57, a LTA apresenta um sensor infravermelho de varredura e rastreamento (IRST) embutido na junção entre o canopy e o nariz, e provavelmente apresentará um radar do tipo varredura eletrônica ativa (AESA) no nariz . Este último, no entanto, será limitado em tamanho devido ao perfil do nariz estreito e agressivamente afilado.

Uma característica particularmente notável é a falta de profundores convencionais. Em vez disso, o LTA tem estabilizadores inclinados que são mais verticais do que eu esperava se uma configuração de 'ruddervator' (ou cauda em V) fosse destinada a fornecer autoridade de pitch primária. Em vez disso, parece que a autoridade do pitch será fornecida por uma combinação de controle de elevon estilo delta sem cauda e vetoração de empuxo pelo menos 2D. Isso me sugere que a LTA tem menos ênfase no design sobre a supermanobrabilidade do que os designs anteriores de caças russos.

A que distância está a Rússia de um Checkmate operacional?

Eu sugeriria que há um longo caminho até uma aeronave operacional. A campanha de relações públicas e a dramática revelação na MAKS são obviamente uma tentativa de convencer algumas das nações mencionadas no comercial da Rostek a entrarem em um programa de desenvolvimento nascente. O ritmo lento de desenvolvimento e a escala de aquisição limitada do Su-57 'Felon' (que é muito mais importante para as necessidades de defesa da própria Rússia) mostra os limites da capacidade do UAC de desenvolver a LTA em uma aeronave operacional sem um significativo aporte financeiro externo.

Será usado pela própria Rússia? Como isso ajudaria a força Su-57, e o que ele substituiria?

As Forças Aeroespaciais Russas (VKS) tendem a comprar uma variedade de aeronaves de combate diferentes em pequena escala para manter os vários escritórios de design e linhas de produção, anteriormente Sukhoi e Mikoyan, viáveis. Portanto, se o desenvolvimento do LTA resultar em uma aeronave operacional, tenho certeza de que as VKS o comprariam em uma escala limitada. No entanto, eu suspeito que eles prefeririam aumentar as quantidades e maturidade do Su-57 a se comprometer com uma compra em grande escala da LTA.

Qual seria a tecnologia mais difícil para uma superioridade russa caso a aeronave fosse vista como um contra / alternativa ao F-35?

Existem três tecnologias chave que a Rússia precisará dominar antes que a LTA possa ser visto como um caça furtivo competitivo em um ambiente de combate prático:

Em primeiro lugar, eles precisariam dominar radares AESA compactos para uso em aviões de caça - algo que está sendo trabalhado com o Su-57, mas que ainda lhes causa dores de cabeça. A questão principal é que, para ser um caça furtivo viável, uma aeronave não deve ser apenas difícil de detectar no radar, mas também deve ser capaz de detectar e engajar aeronaves inimigas sem se revelar através da energia emitida por seu radar. Esta capacidade é referida como baixa probabilidade de interceptação / baixa probabilidade de detecção (LPI / LPD), e é um fator vital na capacidade de sobrevivência e letalidade do F-22 e F-35, que muitas vezes escapa até mesmo de comentaristas especializados.

Em termos muito gerais, os radares LPI / LPD funcionam explorando o fato de que os radares AESA empregam centenas de feixes individuais em vez de um ou vários feixes grandes e mais poderosos em um radar de varredura mecânica ou tipo PESA (varredura eletrônica passiva, como o radar do Mig-31). O uso de frequências específicas, comprimentos de onda e técnicas de repetição de pulso para esses muitos feixes individuais podem permitir que os radares AESA evitem a produção de uma assinatura facilmente identificável dentro do "ruído" eletrônico do ambiente aéreo moderno. No entanto, a programação, granularidade de inteligência EW de ameaças e recursos de processamento de sinal necessários são altamente complexos e difíceis de dominar. Além disso, os marcos de capacidade estão em constante movimento à medida que as capacidades da guerra eletrônica passiva (como a detecção, classificação e rastreamento de sinais hostis) melhoram com a tecnologia. Em outras palavras,o que era LPI / LPD contra sistemas russos ou chineses nos anos 2000 quase certamente não é LPI / LPD contra (digamos) um F-35A da USAF em 2025. Sem um radar AESA genuinamente LPI / LPD, um LTA operacional exporia sua posição contra os modernos oponentes toda vez que ele usasse o seu sensor primário, tornando seus recursos LO muito menos úteis.

A segunda tecnologia-chave é atingir o nível necessário de controle de qualidade industrial para produzir aeronaves LO viáveis ​em massa. Embora o acabamento "feito à mão" possa produzir resultados LO razoáveis ​​para protótipos, a fabricação de caças russos, tradicionalmente, não foi conduzida com as tolerâncias extremamente finas e os elevados níveis de controle de qualidade exigidos para a produção em massa de caças stealth. Isso também se aplica ao lado da manutenção - as VKS (ou seus clientes de exportação em potencial) podem se dar ao luxo de alterar seus procedimentos de manutenção e operação em um grau suficiente para manter as propriedades furtivas em serviço por um longo período de tempo? Para as forças aéreas acostumadas a operar gerações anteriores de produtos Mikoyan ou Sukhoi (com sua famosa alta tolerância para condições adversas)seria, no mínimo, um choque cultural e orçamentário.

O terceiro conjunto de tecnologia chave está no campo da ciência de materiais avançada e gerenciamento térmico. Um dos maiores desafios em mudar de um protótipo que se parece um pouco com uma aeronave de 5ª geração para uma capacidade operacional genuína está incorporando toda a miríade de sensores, aviônicos, suporte de vida e sistemas de combustível / motor. Todos esses componentes, especialmente os sensores e sistemas de combustível / motor, geram muito calor quando em uso. Isso deve ser gerenciado sem adicionar os dutos usuais usuais, entradas de ar e etc., que destruiriam as propriedades furtivas da fuselagem. Eles também devem competir com combustível e armas por um espaço muito limitado dentro de um "molde" externo que é "fixado em pedra" por razões de controle de RCS (seção reta radar). Os sensores também devem ser cobertos com carenagens ou materiais que permitem que suas próprias emissões passem desimpedidas, mas interagem com o radar hostil de forma a não comprometer o RCS.

Como ele provavelmente difere em conceito do F-35?

O LTA está claramente visando um grau significativamente menor de furtividade a um preço muito mais baixo em comparação com o F-35. Pode ser considerado talvez como um "sucessor espiritual LO" do MiG-21, onde o F-35 se destina a ser um "sucessor espiritual VLO" do F-16, EA-18G e F-15E.

Uma variante STOVL (pouso vertical) ou embarcada parecem prováveis?

O STOVL não parece compatível com a fuselagem, pois requer tais características de design específicas para ser alcançado, e uma das principais é posicionar o centro de empuxo vertical o mais perto possível do centro de gravidade geral. Eu também duvido que ele tenha as características de vôo alto-alfa exigidas e autoridade de pitch para operações de porta-aviões CATOBAR (com catapultas), dado o projeto da tomada de ar do motor e a dependência mencionada anteriormente de vetorização de elevons / empuxo.

Você gosta da aparência dele?

Certamente é revigorante! Uma abordagem diferente para adicionar ao número crescente de modelos de clones de mini-F-22 ou F-35 surgindo ao redor do mundo. Um "sim" com louvor na questão da aprência.

Quanta experiência a Rússia tem em stealth e o quanto adota o conceito?

A Rússia carece de qualquer experiência com o verdadeiro sigilo VLO. No entanto, ela fez um progresso significativo com os recursos de design de fuselagem LO no Su-57, e certamente tem o potencial de fabricar uma nova geração de aeronaves de combate (com o Felon como base) que supera a fraqueza tradicional maciça da assinatura das séries Flanker e Fulcrum.

Acho que a Rússia tem sua própria visão do stealth como conceito, com uma avaliação interna firmemente realista de suas próprias limitações industriais e financeiras, bem como a natureza em constante melhoria dos sensores da OTAN, que tornam o verdadeiro desempenho do VLO em uma grande guerra cada vez mais difícil como um objetivo para sistemas futuros. Para eles, acho que os recursos de redução do RCS são vistos como a chave para manter os níveis atuais de competitividade no ar, ao mesmo tempo em que aprimoram os sistemas SAM de longo alcance e os radares terrestres formam a primeira linha de defesa (ou ataque) contra o poder aéreo da OTAN. Para mim, os russos se gabam de que os níveis de furtividade do F-22 ou F-35 em novos sistemas aéreos são simplesmente propaganda dirigida ao público doméstico russo e aos clientes de exportação em potencial.

O que eu deveria ter perguntado a você?

Quanto da tecnologia desenvolvida com tanto custo e esforço para o Su-57 pode ser aproveitada para o LTA / Checkmate?

Quais são os prováveis clientes de exportação ou parceiros no programa?

Os três candidatos potenciais mais óbvios seriam a Índia, os Emirados Árabes Unidos e a Turquia. No entanto, é provável que a Índia esteja muito cautelosa após suas experiências com o programa PAK FA / FGFA e suporte inadequado para a aquisição da frota de Su-30MKI. Os Emirados Árabes Unidos parecem ter (surpreendentemente, na minha perspectiva) permissão para comprar o F-35, então é improvável que estejam interessados no LTA. A Turquia tem suas próprias ambições para o desenvolvimento do seu caça LO doméstico, o TF-X, e também viu o F-35 'por trás da cortina' antes de ser expulso do programa, então terá expectativas operacionais muito altas para qualquer futura aquisição de caças 'stealth', e é improvável que o LTA seja capaz de atendê-las.

Por outro lado, Vietnã, Argentina e Argélia são todos clientes em potencial, mas a competição provável é de ofertas mais maduras e de menor risco da China.

Onde isso deixa os designs da rival MiG?

Os modelos MiGs com um novo design não receberam tanta atenção quanto o Checkmate. Proposta de nova aeronave de combate leve do MiG

O novo caça embarcado proposto pelo MiG

Proposta de nova aeronave de combate leve do MiG

O MiG-35 já é um "aborto", muito na sombra da linha de produtos Sukhoi, tanto no serviço russo como no mercado de exportação. Após a recente absorção do MiG na UAC, acho que a empresa se concentrará em seus produtos Sukhoi de maior sucesso, em vez de nos novos conceitos da MiG. O MiG-35 Não é muito mais barato que um Su-35S, faz tudo pior, sem grandes encomendas, e o radar AESA ainda não foi entregue como prometido 

Isso vai acontecer?

Se eu tivesse que apostar? Não.



Análise de Jim Smith, atualizada

Uma imagem da aeronave Checkmate (ou possivelmente maquete) apareceu agora, e a análise abaixo foi atualizada para refletir isso.

A aeronave foi relatada como sendo o primeiro caça tático monomotor supersônico LO da Rússia, foi desenvolvida pela Sukhoi e está sendo apresentada no show MAKS pela Rostec. A intenção declarada é "rivalizar com a aeronave F-35 de quinta geração dos EUA". A aeronave também é descrita como um caça leve doméstico, que competirá com o F-35 nos mercados de exportação. Este último comentário é apoiado por um vídeo no site da Rostec que identifica vários países pelo nome, incluindo Índia, Argentina e Vietnã, bem como alguns elementos que sugerem estados do Oriente Médio.

As novas fotografias mostram uma aeronave que lembra vagamente as imagens do 'teaser' anteriores, mas com diferenças significativas na tomada de ar, fuselagem e formato da asa.

A aeronave 'Checkmate' (a Hush Kit usa o nome 'Fleabag'¹) tem uma nova tomada de ar sob o nariz, com uma aparência única em forma de V seguindo o formato da parte inferior da fuselagem dianteira. A posição da entrada não é diferente da imagem do teaser, mas a abertura tem uma aparência de fenda em forma de V com maior proporção de aspecto. Sua aparência é definitivamente uma entrada 'sorridente', e tenho certeza que isso ecoa os sentimentos de Rostec sobre sua campanha publicitária de muito sucesso antes do lançamento do Checkmate.

Olhando para a tomada, pode-se perguntar se um "vari-capô" será instalado, semelhante ao do Su-57 e do Eurofighter Typhoon, para permitir um maior fluxo de massa através do motor em condições de alto empuxo e baixa velocidade.

Tomada de ar do Eurofighter Typhoon

Vista frontal do Sukhoi Su-57 'Felon', com suas tomadas de ar claramente visíveis

A asa parece ser diferente da imagem do teaser. Enquanto retém uma forma plana altamente cônica, fina e de baixa razão de aspecto, o bordo de fuga tem relativamente pouca varredura para frente, resultando em uma forma plana delta recortada relativamente convencional, em vez de uma forma plana quase de diamante. O formato é semelhante ao do Tejas, Mirage 2000 e Eurofighter Typhoon, para citar três exemplos de diferentes fontes.

A fuselagem dianteira do Checkmate apresenta uma forte curvatura no plano da asa, que se transforma em uma extensão de raiz de borda de ataque altamente inclinada, ou strake. A entrada está localizada no início do strake e uma grande porta está localizada na parte inferior do streak. Embora possa ser um compartimento interno de armas, também pode fornecer acesso aos sistemas e equipamentos da aeronave.

As pernas do trem de pouso principal são amplamente espaçadas e retraem para a frente. Como resultado, há um espaço significativo sob o centro da fuselagem, o que poderia fornecer um volume significativo para um compartimento de armas, em um local que ficaria mais próximo do centro de gravidade da aeronave.

A visão traseira da aeronave Checkmate / Fleabag parece mostrar um único bico de pós-combustão, localizado entre as caudas gêmeas "borboletas". Dada a experiência da Sukhoi na aplicação de vetorização de empuxo em seus projetos de caças pesados, seria surpreendente se isso também não for instalado na nova aeronave.

A imagem teaser apresenta um sensor infravermelho, localizado à frente da cabine, e um radar no nariz da aeronave. Este é um arranjo típico para um caça russo e é replicado no Checkmate, embora imagens separadas de Rostec tenham sugerido o uso de um sensor de mira multifuncional, como o sistema EOTS instalado no F-35. Este sistema não é visível na nova imagem do Checkmate, mas pode simplesmente não estar visível se for avistado a bombordo da aeronave.

Fusão de sensores do F-35

O projeto da fuselagem e da cauda do Checkmate lembra um pouco o conceito ASTOVL McDonnell MFVT (Mixed Flow Vectored Thrust) e, embora essa aeronave monomotor tenha entradas laterais duplas, ainda há uma semelhança entre ele e o Checkmate / Fleabag. A imagem mostra uma maquete do Museu Aéreo de Newark, que gentilmente cedeu esta foto.

Concepção artística do McDonnell Douglas MFVT

O projeto do MFVT foi uma das alternativas de propulsão examinadas nos primeiros estudos de conjuntos do Reino Unido-EUA, pesquisando possíveis conceitos ASTOVL antes do Programa JSF. Não estou sugerindo que Fleabag seja uma aeronave STOVL, mas sim observando que o volume da fuselagem que no MFVT seria para seu sistema STOVL resulta em um formato de fuselagem compatível com os compartimentos de armas internos, que são uma característica do Checkmate / Fleabag.

O que podemos inferir sobre a aeronave? Para mim, a asa altamente afilada e de baixa proporção sugere que o design se destina a ser usado em combate BVR. A área da asa e a relação de aspecto sugerem que a aceleração supersônica e, com alta relação empuxo-peso, um bocal de vetorização e um strake à frente da asa, taxa de curva instantânea, serão características fortes da aeronave. Por outro lado, a taxa de giro sustentada, necessária para engajamentos WVR, será mais fraca. A configuração deve resultar na taxa de curva instantânea sendo estruturalmente, ao invés de aerodinamicamente, limitada para partes substanciais do envelope de combate aéreo de manobra.

A obtenção de uma assinatura baixa pelo Checkmate dependerá de vários aspectos - não apenas da forma, mas também dos materiais, dos padrões de fabricação e das propriedades eletromagnéticas das superfícies e da estrutura. A nova tomada de ar usa o formato da fuselagem inferior para fornecer uma admissão sem desviador, e a posição relativamente alta do motor permitirá que um duto de admissão sinuoso proteja a face frontal do motor.

Tem havido muitos comentários desinformados, sugerindo que o Checkmate é uma cópia do americano X-32 ou F-35. Em minha opinião, existem características originais suficientes no projeto da admissão, da fuselagem, da cabine, da asa e da empenagem para indicar que não é o caso. As semelhanças são realmente limitadas a ser uma solução de design para o que podem ter sido objetivos semelhantes aos do programa JSF, mas sem os requisitos para STOVL ou operação embarcada.

Qual, então, é o objetivo pretendido, ou papel, do Checkmate? Dicas limitadas e possivelmente não confiáveis ​​sobre seu desempenho sugerem uma velocidade máxima na região de Mach 2.0 e um peso máximo de decolagem de 18 toneladas. Isso sugere uma aeronave na classe geral de substituição do MiG 29. No entanto, o espaço disponível para armazenamento interno e a atenção dada à redução de assinaturas indicam que o ataque tático também é um papel importante, sugerindo que o Checkmate pode de fato ser um "Russian Strike Fighter".

A partir do texto usado no comunicado à imprensa - descritores como 'caça leve doméstico' e 'caça tático', e a referência à exportação da aeronave, pode ser que o novo Sukhoi seja uma alternativa barata ao F-35, indicando, talvez, que alguns compromissos na área de assinaturas possam ter sido feitos no interesse de conter os custos de aquisição, operação e manutenção.

Com a ênfase do marketing no mercado de exportação, talvez o objetivo principal seja fornecer uma aeronave de combate multifuncional exportável, mantendo a opção de uma versão não exportável para defesa aérea local e ataque tático. Tal aeronave complementaria o Su-57, oferecendo superioridade aérea, e uma futura substituição do MiG-31, que forneceria defesa aérea estratégica.

Concepção artística do "F-36 Kingsnake"

Será que a aeronave é um equivalente russo ao conceito F-36 Kingsnake do HushKit, com o objetivo de recuperar a posição alcançada com o uso generalizado do MiG-21, com o custo reduzido em relação ao F-35?




Tradução e adaptação: Renato Henrique Marçal de Oliveira*


Glossário

¹ Mock-up - modelo em tamanho real. Pode conter alguns sistemas funcionais, ou modelos de tais sitemas (por exemplo, o cockpit), mas não pode ser usado para testes em voo

² LTA - Aeronave tática leve. Várias siglas e nomes não oificiais apareceram na mídia: Checkmate, Su-75, S-75, LTS e, neste artigo do HushKit, 'Fleabag', usando a sistemática da OTAN para nomear sistemas russos e chineses. Fleabag significa 'saco de pulgas', um apelido nada elogioso...

³ LO - tecnologias pouco observáveis, popularmente conhecidas como furtivas ou stealth, que visam ao controle de assinaturas (térmica, radar...) das aeronaves e armas. LO é o menor grau (algum controle de assinaturas) e VLO é o maior grau (controle das assinaturas nos mínimos detalhes). As tecnologias LO, especialmente no grau VLO, costumam ser bem caras. Até o momento, apenas os EUA colocaram em serviço ativo aeronaves com tecnologia VLO demonstrada (F-117, B-2, F-22 e F-35), embora outros países estejam buscando igualar esta capacidade



Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)


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domingo, 18 de julho de 2021

Imagens inéditas do "Checkmate", novo caça da Sukhoi!

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Muitas imagens do 'Checkmate', novo caça da Sukhoi, vazaram na Internet, mas como o protótipo (ou mock-up) estava envolto em lonas, não era possível saber seu formato exato.

Mas hoje, 18/07/2021, vazaram as primeiras imagens da aeronave descoberta!

Confira a seguir.

Esta imagem é uma composição das imagens parciais a seguir.





A tomada de ar ventral lembra, de certa forma, o Boeing X-32.



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quinta-feira, 15 de julho de 2021

As israelenses IAI e "Tomer" estendem cooperação no campo de propulsão de foguetes

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Israel Aerospace Industries (IAI) e a Tomer, estatal israelense que produz sistemas de propulsão de foguetes, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU). Como parte do MoU, as duas empresas irão expandir a sinergia já existente nas áreas de propulsão para foguetes e desenvolvimento de mísseis. O MoU inclui investimento em projetos conjuntos, P&D mútuo e estabelecimento de infraestrutura para os respectivos departamentos de P&D das empresas para o benefício do desenvolvimento de futuras tecnologias avançadas no campo da propulsão e motores-foguetes inovadores, com uma qualidade superior e mais rápido do que no passado.

Segundo Boaz Levy, Presidente e CEO da IAI: “A cooperação entre Tomer e a IAI ao longo dos anos tem avançado no campo de defesa do Estado de Israel nas áreas de propulsão e mísseis, e levou a inovações e capacidades revolucionárias. Este acordo destaca a importância que ambas as empresas veem no desenvolvimento conjunto levando a novas e avançadas capacidades, apoiando o crescimento de ambas as empresas.”

Mordi Ben Ami, CEO da Tomer, destacou que “a IAI é um cliente central da Tomer. O novo MoU aumentará as capacidades de P&D e impulsionará as capacidades de P&D da IAI para a vanguarda da tecnologia global.”

Israel Aerospace Industries (IAI) é uma das empresas líderes mundiais na indústria aeroespacial e de defesa, que inova e fornece tecnologias de ponta em segurança espacial, aérea, terrestre, naval, cibernética e interna para os mercados de defesa e civis. Combinando o espírito de inovação "Start-up Nation" com décadas de experiência comprovada em combate, a IAI fornece aos clientes soluções de ponta feitas sob medida para os desafios únicos que eles enfrentam, incluindo satélites, UAVs, mísseis, soluções de inteligência, sistemas de armas, sistemas de defesa aérea, sistemas robóticos, radares, jatos executivos, aeroestruturas e muito mais. Estabelecido em 1953, a IAI é um dos maiores conglomerados de tecnologia de Israel, com escritórios e centros de P&D em Israel e no exterior. 

A Tomer é uma empresa de defesa de propriedade do governo estabelecida como parte da desregulamentação da antiga empresa governamental Israel Military Industries e recebeu o portfólio de propulsão central de foguetes para defesa de Israel. A Tomer está posicionada na vanguarda do desenvolvimento e fabricação de tecnologia de propulsão de foguetes. Destacando-se como um centro de conhecimento para o Estado de Israel. A Tomer desenvolve e fabrica os sistemas de propulsão utilizados nos mais diversos sistemas de armas aéreas, terrestres e navais empregados pelo Ministério da Defesa (MOD) de Israel, Forças de Defesa de Israel (FDI) e clientes de exportação. 

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com informações da IAI
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quarta-feira, 14 de julho de 2021

IAI revitaliza Kfir da Força Aérea do Sri Lanka

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A Israel Aerospace Industries (IAI) assinou recentemente um contrato no valor de US$ 50 milhões com o Ministério da Defesa do Sri Lanka para a revitalização das aeronaves Kfir para a Força Aérea do Sri Lanka. O negócio inclui a substituição dos aviônicos básicos da aeronave por aviônicos avançados de caça de geração 4+, a fim de um dia integrar radar, sensores, sistemas de comunicação avançados e novos capacetes. O processo de revitalização também incluirá a transferência de conhecimento e habilidades para renovação do pessoal da Força Aérea do Sri Lanka. As atualizações serão concluídas em cooperação com a Força Aérea do Sri Lanka e em suas instalações locais.

O Kfir, quando desenvolvido pela primeira vez, foi uma virada de jogo no campo de batalha com sua capacidade de carregar munição pesada (milhares de toneladas) e atingir alvos inimigos de maneira precisa. A decisão de atualizar a aeronave agora foi baseada, em parte, na conclusão bem-sucedida desse processo na Força Aérea Colombiana. Em 2012 e 2018, a frota Kfir da Força Aérea Colombiana participou do exercício Bandeira Vermelha dos Estados Unidos, ao lado da Força Aérea dos EUA e outras forças aéreas. O Kfir demonstrou capacidades excepcionais ao longo do exercício, muito melhores do que o F15, F16 e outras aeronaves participantes.


IAI VP Executivo e GM do IAI’s Aviation Group, Yossi Melamed, disse: “Estou orgulhoso que o Kfir da IAI tenha sido escolhido por clientes em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos e como o principal caça a jato da Força Aérea Colombiana. Sou grato à Força Aérea do Sri Lanka por escolher renovar sua frota e continuar usando o Kfir como sua aeronave de combate multifuncional. Acredito que este acordo é um passo inicial na preparação para futuras atualizações do modelo avançado KNG (Kfir Nova Geração).”

O Grupo de Aviação da IAI tem muitos anos de experiência na atualização de aeronaves militares e comerciais. O grupo é responsável por todas as aeronaves tripuladas, incluindo jatos executivos, aviônicos, montagens estruturais, MRO, conversão de aviões de passageiros em configuração de cargueiro etc. Os clientes do Grupo de Aviação incluem forças aéreas, companhias aéreas e grandes empresas de defesa, incluindo a Força Aérea de Israel, Força Aérea dos EUA, Força Aérea do Sri Lanka, Força Aérea da Colômbia, Lockheed Martin, Boeing e outros.


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Com informações da  IAI

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Intercâmbio Operacional das Aeronaves H225M realiza exercícios a bordo do NAM "Atlântico"

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Na última terça-feira (13), foram realizados uma série de adestramentos a bordo do Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, onde o navio recebeu em seu convoo aeronaves H225M operadas pelas três Forças Brasileiras, com o navio atracado no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

Durante essa nova fase de preparação para operações aéreas no mar com emprego das variantes do H225M operadas pelo Exército Brasileiro, denominada HM-4 Jaguar e a variante da Força Aérea Brasileira, denominada H-36 Caracal. As atividades foram acompanhadas por uma equipe do 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2 "Pégasus") da Marinha do Brasil, que operam a variante naval do H225M, denominadas UH-15 "Super Cougar" e suas subvariantes.


Os adestramentos consistiram em atividades de apoio de solo, como peiação, dobragem das pás do rotor principal, rolagem das aeronaves no convoo e hangaragem, realizadas pelas equipagens das respectivas Forças. Os eventos preparatórios são fundamentais para a execução da fase de mar, que envolverá o pouso dessas unidades a bordo, durante comissão operativa.

O Intercâmbio Operacional das Aeronaves H225M contribuirá para o incremento da interoperabilidade entre Marinha, Exército e Força Aérea e alavancará novas capacidades operativas para as Forças Armadas, envolvendo Operações Aéreas embarcadas a partir de NAM "Atlântico". 


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com Marinha do Brasil
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Comando da Força de Submarinos é transferido para o Complexo Naval de Itaguaí

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No dia
 12 de julho, no Complexo Naval de Itaguaí-RJ, foi realizada a cerimônia de comemoração do 107o Aniversário da Força de Submarinos no mesmo dia em que o Comando de Força de Submarinos (ComForS) foi transferido para o Complexo Naval de Itaguaí. A solenidade foi presidida pelo Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos.

Durante a leitura da Ordem do Dia, o Comandante da Força de Submarinos, Contra-Almirante Thadeu Marcos Orosco Coelho Lobo, relembrou a história, discorreu sobre o futuro promissor e sobre a chegada em Itaguaí. “A Força de Submarinos veio por mar e por terra, atracando em sua nova Base. No mar, veio protegida pela Alta Administração Naval; em terra foi recebida pelos Chefes Navais, de ontem, de hoje e de sempre, com quem é honra combater ombro a ombro”.


Ao falar sobre o futuro, completou: “Os desafios detectados pelo sonar representam, para os aguerridos submarinistas, um futuro animador! Após 107 anos, os ‘Marinheiros Até Debaixo D’Água’ firmam, uma vez mais, posição como pioneiros, prontos para escrever mais um capítulo na história da gloriosa Flotilha de Submarinos”.


Fonte: Marinha do Brasil

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