sábado, 27 de outubro de 2012

Prepare-se o GeoPolítica Brasil esta voltando, aguardem...

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Após um longo período inativo, nosso GeoPolítica Brasil esta se preparando para o retorno ás suas atividades. Nesta fase de mudanças e atualizações, nós estamos abrindo aos nossos leitores espaço para deixar suas sugestões para termos um espaço mais dinâmico e que traga a todos um serviço de qualidade e dinâmico como é a história deste nosso trabalho pioneiro.

Abraços a todos

Angelo D. Nicolaci
Editor
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domingo, 21 de outubro de 2012

Domingo Aéreo no MUSAL

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Hoje o MUSAL convida a todos para participar do consagrado Domingo Aéreo. O evento contará com a exposição de várias aeronaves do acervo, exibição da Esquadrilha da Fumaça, Paraquedismo e outras várias atrações. Venham e tragam toda a família!!!
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Acidente com cargueiro prejudica malha aérea em Viracopos (Campinas)

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A única pista de decolagens e pousos do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, foi interditada às 20h de anteontem, após um acidente com um avião de carga da companhia aérea Centurion Cargo. Até as 19 horas de ontem, 140 voos que deveriam decolar ou pousar em Viracopos já haviam sido transferidos para os Aeroportos de Congonhas ou Cumbica. A previsão da Infraero era de que a pista fosse desbloqueada ainda na noite de ontem.

Do total de voos atingidos, 95% eram da Azul Linhas Aéreas. A empresa disponibilizou ônibus para o transporte dos passageiros a Guarulhos e São Paulo, mas durante todo o dia de ontem houve muita confusão em Viracopos por causa da interdição da pista. A Infraero não soube precisar quantos passageiros foram afetados pela transferência das linhas.

O avião cargueiro de modelo MD-11, que vinha de Miami, nos Estados Unidos, apresentou defeito no pneu quando realizou a aterrissagem. Após o acidente, a companhia Centurion Cargo não removeu o avião da pista, que permaneceu bloqueada.

Segundo a empresa, a demora para o início dos trabalhos de desbloqueio da pista ocorreu pela necessidade de deslocamento de equipamentos específicos para o reboque, que foram enviados de São Paulo, e também pela complexidade da operação.

A carga de 67 toneladas de eletrônicos e produtos manufaturados foi retirada na manhã de ontem. Dez funcionários da empresa e do aeroporto iniciaram a inspeção de segurança. A carga não foi comprometida com o incidente. Nenhuma pessoa ficou ferida nem houve vazamento de combustível na pista.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) monitorou a operação com uma equipe de 15 pessoas, entre diretores, superintendentes, gerentes e inspetores de aviação civil. O objetivo principal foi garantir a prestação de assistência aos passageiros de voos afetados

A TAM informou que os passageiros foram levados de ônibus para aeroportos de São Paulo. Em nota, a Azul Linhas Aéreas informou que estava "prestando todo o auxílio necessário aos clientes, de acordo com a resolução da Anac, reacomodando-os da melhor maneira possível".

Já a Gol, que teve cinco voos cancelados, informou que parte dos passageiros foi levada a São Paulo por via terrestre. E cancelou as multas para quem quiser mudar ou cancelar o voo.

Para o professor de Gestão de Aviação Civil Marcus Reis, o fechamento tão prolongado de Viracopos expõe a falta de infraestrutura dos aeroportos. "Não é um problema só de Viracopos", afirma. Ele defende que aeroportos com volume tão elevado de voos como o de Campinas tenham equipamentos a postos para esse tipo de emergência. "O número de voos em Viracopos cresceu muito mais do que sua infraestrutura permite", diz. "Se tem acidente no Santos Dumont (no Rio), com risco de contaminação do mar ou algum problema ambiental, tudo bem haver demora para liberar pistas. Mas em Viracopos não foi o caso."

Obras. A segunda pista de Viracopos está prometida para 2017. Ela deve ficar a 2.5 km da pista atual e elevará a capacidade aeroporto dos atuais 9 milhões de passageiros/ano para 22 milhões/ano. O projeto está orçado em R$ 500 milhões. A obra será executada pela concessionária Aeroportos Brasil, que venceu leilão para operar Viracopos em fevereiro.


Fonte: Estadão
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Embraer aposta pesado na ousadia

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A nova família de aeronaves da Embraer, o maior e mais bem defendido segredo estratégico da empresa, pode já estar voando - dentro de uma sala grande e escura na fábrica de São José dos Campos, onde engenheiros cobrem o rosto com grandes óculos com capacidade tridimensional, não gostam de dizer seus nomes, e veem coisas que, a rigor, ainda não existem: o grupo de novos jatos, por exemplo.

O Centro de Realidade Virtual (CRV) é uma ferramenta moderna, sim, mas é também um recurso fundamental no processo de viabilização das ações ousadas da companhia. Em uso desde 2000, o CRV é empregado intensamente - com ele, a Embraer completou o desenvolvimento do modelo Emb-170 em apenas 38 meses. Antes disso, o ciclo da engenharia do birreator Emb-145 consumiu 60 meses utilizando procedimentos convencionais. Os resultados são BEM consistentes. Até 30 de junho, a carteira de pedidos firmes a entregar batia em US$ 12,9 bilhões, considerada apenas a aviação comercial, uma frota de 200 unidades.

Competir é inovar. A Embraer credita à inovação o fator determinante no seu posicionamento competitivo. "Essas verdades ganham dimensões especiais na indústria aeronáutica, em que inovação e desenvolvimento tecnológico são as questões da sobrevivência, e não apenas de diferenciação competitiva", posição da companhia revelada em nota formal da diretoria.

A política de aplicação de novidades, definida pelo presidente, Frederico Curado, ocorre em quatro dimensões transversais à cadeia de valor: 1) inovações de produtos e serviço; 2) inovações dos processos; 3) inovação de marketing; e 4) inovações empresariais.

A mais recente ousadia do grupo está na área militar. Como reflexo do desenvolvimento do espetacular cargueiro e reabastecedor de combustível, o KC-390, a empresa criou uma coligada dedicada, a Embraer Defesa e Segurança (EDS) que nasceu rica, dona de uma fábrica em Gavião Peixoto, a 300 km de São Paulo, e da maior pista de decolagem e pouso da América Latina - 5 mil metros de asfalto cercados de monitores e sensores eletrônicos. É lá que é produzido o A-29 Super Tucano, um sucesso em sete países clientes por causa da inovação: o sistema digital embarcado equivale ao dos caças pesados supersônicos, mas o avião é um turboélice - e de custo reduzido. Uma hora de voo do Super Tucano, sai por R$ 1.500,00 quase seis vezes menos que a de um jato de combate.

O A-29 é o único turboélice do mundo configurado para missão de contrainsurgência. Provado em combate em cenários do tipo da floresta colombiana, ele está disputando na pole position, o grande prêmio da escolha, no Departamento de Defesa dos Estados Unidos, de uma série de 20 aeronaves de ataque leve para forças do Afeganistão. Esse contrato é avaliado em US$ 355 milhões. Tem mais, conta com boas possibilidades de servir na aviação americana. Nesse caso, o negócio chegará a US$ 1 bilhão.

O KC-390, é o único jato de sua classe oferecido no mercado mundial. Segundo o presidente da EDS, Luiz Aguiar, o segmento representa 700 cargueiros médios a serem encomendados até 2025 - um viés de US$ 50 bilhões. O KC-390 leva 20 toneladas de carga, tropa equipada e blindados. Cerca de 60 deles estão na carteira internacional de pedidos. O primeiro voo real está previsto para 2014.

Fonte: Estadão
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Relatório financeiro sobre o setor Aerospacial e de Defesa demonstra cenário promissor

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De acordo com um novo relatório financeiro do primeiro semestre de 2012, o Top 20 Global Aerospace and Defense Company Financial Performance Analysis, as indústria de defesa e do setor aerospacial, experimentaram uma diminuição de 1% em suas receitas globais no primeiro semestre de 2012, em cima do declínio 3,3% registrados nas receitas de 2011.

"A continuação das pressões sobre orçamento doméstico das economias tradicionais, particularmente na Europa e nos EUA, estão resultando em menores orçamentos de defesa", segundo especialistas. " As indústrias de defesa estão respondendo com intensos cortes de custos, o crescimento em mercados adjacentes e um foco em cibersegurança, inteligência, vigilância e reconhecimento."

Por outro lado, aeroespacial civil cresceu em 14,9% no mesmo período de 2012, resultante da produção de aeronaves e as pesquisas de novos combustíveis mais eficientes. Este aumento significativo das receitas para este segmento ajudou a indústria aerospacial a desfrutar de um aumento de 5,5% no total das receitas em comparação com o primeiro semestre de 2011, mais do que compensando a queda nas receitas do mercado de defesa.

No geral, a indústria aerospacial e de defesa global apresentou um aumento significativo nos lucros operacionais de 8,8% em meio aos cortes no setor de defesa,  resultando em aproximadamente 20 bilhões de dólares no primeiro semestre de 2012, em grande parte este impacto positivo tem resultado da entrega de aeronaves comerciais e os cortes de custos, além da adoção de estratégias por parte das industrias diante das previsões de cortes nos orçamentos de defesa.

Devido a estas razões, as margens operacionais aumentaram 3% no primeiro semestre, totalizando ate a data de hoje 4% no ano. Empresas do setor aeroespaciais tiveram um salto significativo de 29,2% na sua receita provinda do mercado civil, enquanto o segmento de defesa permaneceu estável em um aumento nominal de 1,5% nos lucros. Da mesma forma, as margens de mercado no setor aeroespacial aumentaram 12,4 %, enquanto as empresas de defesa aumentaram 2,6% neste importante resultado financeiro.

Fonte: GeoPolítica Brasil com agências de notícias
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domingo, 14 de outubro de 2012

Operações no Rio retomam territórios dominados pelo tráfico

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Com apoio da Força de Fuzileiros Navais, as forças de segurança pública do Rio de Janeiro adentraram nesta manhã as mais perigosas comunidades dominadas pelo tráfico na zona norte do Rio.

A operação teve inicio ás 5hrs deste domingo (14), e como é comum, o GeoPolítica Brasil compareceu com seu editor. Nesta operação foram utilizados blindados e aeronaves no apoio á ocupação. Onde estavamos no Jacarezinho, houveram disparos, porém até o momento de nossa saída do local, não recebemos nenhum informe de feridos. O complexo de Manguinhos também foi ocupado neste domingo.

Como é comum nestas areas dominadas pelo tráfico, nos deparamos com várias barricadas e obstáculos plantados nos acessos á essas áreas, mas nada que a retroescavadeira do BOPE não pudessem arrancar e liberar o acesso.

Esta grande operação visa lançar os alicerces para a implantação de mais Unidades de Polícia Pacificadora, trazendo a presença do Estado dentro destas comunidades reprimidas pelo poder do tráfico.



O GeoPolítica Brasil em breve irá postar uma materia especial sobre a ocupação e o histórico da região, onde em uma das favelas conhecida como Mandela, havia um baile funk onde era comum o transito de traficantes fortemente armados pelas vias públicas no entorno da comunidade.

A Secretaria de Segurança Pública do RJ segue seu projeto de recuperar o território até então abandonado pelo estado e levar segurança e qualidade de vida aos seus moradores.

O GeoPolítica Brasil parabeniza nossos policiais e as equipes envolvidas nesta importante operação e estaremos juntos nas proximas operações.

Fonte: GeoPolítica Brasil
Fotos: Outras Mídias
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Caça A-29 atua na defesa aérea da fronteira do país

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A aeronave de caça A-29 Super Tucano é a principal arma da Força Aérea Brasileira (FAB) na defesa aérea na região amazônica. Operado a partir de Bases em Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS), o A-29 é um caça de ataque leve, ideal para combater aeronaves ilícitas na fronteira do País, foco da Operação Ágata 6.

“O A-29 cumpre perfeitamente a nossa missão, devido a sua grande autonomia e seu desempenho compatível principalmente sobre os tráfegos ilícitos de baixa performance, que tem maior ocorrência nessa região brasileira”, afirma o Tenente-Coronel Aviador Ricardo de Lima e Souza, comandante do 2º/3º GAv, Esquadrão Grifo, sediado na Base Aérea de Porto Velho (BAPV), uma das sedes da Operação Ágata 6.

O Super Tucano foi fabricado pela Embraer segundo requisitos da FAB, justamente para a proteção da Amazônia. O A-29 cumpre ações de Interceptação e de Ataque, além de Apoio Aéreo Aproximado e Reconhecimento Armado, realizando a defesa aérea na região.

Em caso de necessidade, os caças são acionadas pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) para interceptar as aeronaves consideradas como suspeitas para uma averiguação. Elas são encontradas por aviões E-99, capazes de detectar pequenos aviões em voos a baixa altitude, ou pela rede de radares dos quatro Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA), de Brasília (DF), Curitiba (PR), Recife (PE) e Manaus (AM). Atualmente, todo o País está sob a vigilância dos CINDACTA.

“Durante o ano todo, nós temos uma aeronave e uma equipe alocada exclusivamente para a defesa aérea, pronta para atuar a qualquer horário do dia ou da noite,” explica o comandante do 2º/3º GAv. Durante a Operação Ágata, além da aeronave de alerta padrão, mais duas foram colocadas em prontidão. No caso de acionamento, o piloto tem que decolar em menos de 10 minutos.

Outra vantagem do A-29 é a possibilidade de emprego por meio de bases desdobradas, em cidades de menor porte. “Aqui na Amazônia nós temos os Pelotões de Fronteira do Exército, que normalmente são guarnecidos por pistas compatíveis apenas com aeronaves de desempenho menor, que não sejam a jato, como é o caso do A-29”, explica o Coronel Lima e Souza.

Fonte: Rondônia Agora
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Comandante teria sido herói de voo

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Passageiros que estavam no voo JJ 8055 da TAM, que decolou de Paris em direção ao Rio de Janeiro na quarta-feira e após 17 minutos no ar precisou retornar ao aeroporto Charles de Gaulle, na capital francesa, finalmente chegaram ao Rio na madrugada de ontem, a bordo do voo JJ 9355. De acordo com eles, o desfecho da história poderia ter sido desastroso, mas graças à habilidade do comandante da aeronave, que apresentou problemas na turbina, todos estão bem. Segundo contaram, ainda no setor de desembarque do aeroporto Internacional Tom Jobim, a destreza do piloto foi essencial para que não houvesse pânico dentro do avião.

De acordo com a bibliotecária Aparecida Mascarenhas, de 65 anos, o comandante, identificado apenas como Hugo, teve uma atuação perfeita e muita tranquila. "O comandante foi muito tranquilo. Assim que houve o problema eles nos informou que havia perdido uma turbina e que iria desligá-la. Ele fez tudo com muita tranquilidade e a passou isso para nós. Ele fez um pouso maravilhoso, com uma turbina só. E assim que o avião tocou o solo, todos nós o aplaudimos. Ele veio conosco no voo e tivemos o prazer de conhecê-lo e agradecer pessoalmente", contou Aparecida.

Na chegada ao Tom Jobim, o comandante foi cumprimentado por quase todos os demais passageiros. O psicanalista João Batista Ferreira, que também estava no voo, fez questão de destacar a habilidade do piloto. Segundo João, assim que a turbina explodiu, o comandante foi muito ágil e conseguiu estabilizar a aeronave, que sacudiu e perdeu altitude. "Ele nos avisou que teríamos que retornar e fez tudo com muita maestria. Vou escrever uma carta à TAM para parabenizá-lo. Ele fez um ótimo trabalho", disse o passageiro.

Segundo funcionários da TAM que estavam no Galeão, o comandante Hugo não desembarcou no Rio. Ele seguiu para São Paulo, destino final do voo que veio de Paris. O brasileiro Gabriel Besouchet Pinheiro, que estava no avião, revelou ter ouvido uma explosão na turbina. A TAM disse que houve uma variação grande de pressão dentro do motor, o que provoca um forte ruído. O brasileiro relatou que "poucos instantes após decolar, houve um barulho alto e o avião parou de subir. No mesmo momento, as luzes principais da cabine se apagaram e o avião se estabilizou em baixa velocidade".

Também estava no voo o ex-tenista francês Yannick Noah, campeão de Roland Garros em 1983. Ele participa, a partir desta sexta-feira, de um torneio de veteranos com jogadores do Equador e do Brasil, no Jockey Club.

Fonte: Estado de Minas
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Prêmio Nobel de que Paz?

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Nesta sexta-feira (12), me espantei ao me deparar com o anuncio do agraciado com o Nobel da Paz de 2012, a União Européia, que recentemente promoveu apoio a guerra Líbia, causando milhares de mortes e criando um vácuo no poder daquela nação, uma vez que a ação militar que gera a deposição de uma liderança, cria um vazio, já que não existe coesão interna entres os grupos que lutam pelo poder naquele país de forma que haja governança e controle real do Estado. 

Mas não para por ai, a mesma União Européia agraciada com o Nobel da Paz também fechou os olhos ao conflito no Iêmem e outras crises no Oriente Médio que resultaram no massacre de civis realmente inocentes, diferente dos rebeldes líbios que usavam um extenso arsenal. A mesma  União Européia hoje apoia a guerra civil síria com fins de depor Assad. 

Sinceramente, tinhamos no mundo muitas pessoas e instituições mais honrosas para receber esta premiação. Como por exemplo as forças de paz que atuam no Haiti dentre tantos exemplos. 

A decisão foi informada pelo Comitê do Nobel da Noruega, considerando os esforços pela reconciliação dos países da Europa nos últimos 60 anos. Para o grupo, a organização de 27 países conseguiu alcançar a paz e a promoção dos direitos humanos em duas ocasiões.

A primeira é a união obtida após o fim da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), em que a Europa se dividiu entre aliados, comandados pelos Estados Unidos, e o eixo, liderado pela Alemanha governada por Adolf Hitler.

Outro momento considerado foi a reunificação depois da decadência do comunismo, com a queda do Muro de Berlim (1989) e o fim da União Soviética (1991).

"A União Europeia e as instituições que a precederam em sua formação contribuíram durante mais de seis décadas para a paz e a reconciliação, a democracia e os direitos humanos", disse o presidente do Comitê Nobel, Thorbjoern Jagland.  

A União Europeia recebe o Prêmio Nobel da Paz em meio à crise financeira pela que passa o continente desde 2010, atingindo especialmente Espanha, Grécia, Portugal, Irlanda e Itália.

A frágil situação financeira provocou protestos em diversos países devido às medidas de austeridade impostas pelas autoridades centrais da União Europeia. Isso ajudou a aumentar o sentimento anti-europeu e o risco de fragmentação da zona.

A crise também aumentou a pressão sobre os imigrantes e a população mais pobre. Além dos fatores econômicos, os europeus ainda passam pelo aumento de ideologias nacionalistas, como a volta do nazismo, principal estopim para a 2ª Guerra Mundial.

A situação é observada com mais força na Alemanha e Grécia, onde um partido de extrema direita, o Aurora Dourada, ganhou 6% das cadeiras do Parlamento na última eleição, em junho.

Nesses países, os estrangeiros, em especial islâmicos e judeus, sofrem com ataques de grupos locais e leis contrárias aos preceitos das religiões, como a proibição do véu muçulmano na França.

A pressão sobre as populações de imigrantes provocaram tensão, como os enfrentamentos contra a polícia nas periferias das cidades francesas e os ataques aos estrangeiros em Atenas, na Grécia.

A entrega do Prêmio Nobel às autoridades europeias acontecerá em 10 de dezembro, data que lembra a morte de Alfred Nobel, idealizador do prêmio, em Oslo, na Noruega.

No mesmo dia, serão entregues as premiações para os vencedores das outras categorias em Estocolmo, na Suécia.

Criada em 1957 por seis países que assinaram o Tratado de Roma --Alemanha Ocidental, Itália, França, Bélgica e Luxemburgo--, a comunidade europeia se ampliou e chegou aos 27 Estados que a compõem na atualidade.

O Reino Unido aderiu ao grupo em 1973. Após saírem de ditaduras, Grécia, Espanha e Portugal entraram no bloco na década de 1980, enquanto antigas repúblicas soviéticas foram incorporadas entre as décadas de 1990 e 2000, compondo os 27 países.

Fonte: GeoPolítica Brasil com agências de notícias
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