segunda-feira, 31 de julho de 2017

C-23B mais próximo da aviação do Exército Brasileiro?

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A oferta norte americana para fornecer quatro aeronaves C-23B "Sherpa" de seus estoques via FMS (Foreign Military Sale), afim de atender as necessidades do Exército Brasileiro, que em breve irá operar sua aviação de asa fixa, tomou forma através de teleconferência realizada entre as partes americanas e brasileiras, foram definidas e apresentadas as informações sobre as quatro aeronaves disponibilizadas ao Exército Brasileiro.


C-23B Tail Number: 93-1321
C-23B Tail Number: 93-1334

Com base nas informações e nos dados previamente levantados no Relatório de Inventário da Frota de aeronaves C-23B "Sherpa", disponibilizado em fevereiro deste ano, foram apresentadas as primeiras informações e fotos que identificam as quatro aeronaves pelos seus Tail Numbers, sendo fortes candidatas a integrar a asa fixa do Exército Brasileiro, onde disputam a posição com o também "americano" Sikorsky/PZL M-28 e o canadense Viking DHC-6 Twin Otter, aeronaves que foram "voadas" pelo GBN e publicada uma avaliação sobre suas capacidades, e se vencedoras na disputa, serão fabricadas para o Exército Brasileiro, ao contrário das células do C-23B "Sherpa" que de acordo com as informações disponibilizadas, possuem mais de 30 anos desde sua fabricação.


C-23B Tail Number: 93-1335
As quatro aeronaves oferecidas foram identificadas pelos Tail Numbers: 93-1321, 93-1334, 93-1335 e 94-0310


C-23B Tail Number: 94-0310
Segundo os históricos disponibilizados, as três primeiras foram fabricadas em 1984 e a quarta em 1985. Todas foram inicialmente concebidas para operadores civis e posteriormente convertidas para versão C-23B "Sherpa" entre o ano de 1997 e 1998, tendo sido alocadas na US Army National Guard, onde operaram até 2013, tendo sido estocadas no AMARG em 2014.


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sábado, 29 de julho de 2017

A nova realidade do conflito urbano assimétrico

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Os recentes conflitos na Síria e no Iraque tem apresentado uma nova dimensão dos conflitos modernos, onde em sua grande maioria se dá diante de um cenário assimétrico, com a grande maioria dos confrontos ocorrendo no interior de cidades e áreas urbanas, um novo desafio para as forças regulares, que enfrentam um teatro de operação que lhes restringe demasiadamente sua capacidade de manobra e progressão de forças.


O conflito sírio e a operação iraquiana para libertar Mosul do controle de radicais islâmicos do EI e outros grupos extremistas, apresentaram um cenário adverso, com extrema limitação ao emprego de meios convencionais, forçando o desenvolvimento de novas estratégias de combate, visando atender as necessidades expostas pelo novo cenário.

A fácil dissimulação de "combatentes" em meio a população civil, a vantagem representada pela arquitetura urbana que limita a operação de MBTs e outros tipos de viaturas, as quais ficam demasiadamente expostas ao ataque de mísseis anti-carro, as limitações ao apoio aéreo aproximado, além da dificuldade de determinar a localização do inimigo em face das inúmeras construções e suas ruínas, o que cria uma imensa rede de "trincheiras" vertical e abrigos, dando vantagem á franco atiradores e combatentes portando RPGs e outros tipos de armamento, cria um imenso desafio á progressão de tropas e a conquista do domínio destas cidades. Lembrando o quão difícil é a "limpeza" destas áreas, uma vez que podem se formar bolsões de resistência em meio a população civil, algo que torna o combate ainda mais complicado, uma vez que o inimigo muita das vezes se vale do uso da população civil como escudos humanos.

Ainda há diversas áreas dentro dos centros urbanos onde não há possibilidade de ter o apoio de VBTPs e outros meios blindados, restringindo o fogo de artilharia e apoio aéreo, tendo de se travar o combate contra o inimigo por vielas e corredores estreitos, os quais podem estar sob cobertura de atiradores entrincheirados e bem armados , que dificilmente vão abandonar suas posições, o que impede o rápido avanço de tropas e resulta em muitas baixas.

A recente libertação de Mosul do controle extremista do EI deverá servir como base para preparação e criação de novas doutrinas de combate que deverão ser ministrados no adestramento e aprimoramento das forças militares de emprego em conflito urbano.

O EI após dominar Mosul, criou rapidamente uma grande estratégia, onde se valeu da combinação de táticas assimétricas e conhecimento geográfico das cidades sob seu domínio, para compensar a inferioridade do seu arsenal e meios, sem contar com qualquer meio aéreo, se valeu do clássico emprego da artilharia, usando recursos como morteiros e foguetes capturados das forças governamentais, além de criar oficinas para fabricação artesanal de foguetes e explosivos, adaptando diversos veículos civis para emprego "militar" e mesmo se valendo de veículos capturados quando da fuga de tropas do governo. Estas capacidades do EI limitaram o avanço por longos períodos, forçando a concepção de novas estratégias e adaptações no emprego de meios convencionais a nova realidade.

Usando uma extensa rede de túneis e outras táticas, O EI usou a capacidade de ocultação de seus efetivos no meio urbano para reduzir drasticamente a capacidade de apoio aéreo das forças da coalizão. 

Os extremistas fizeram uso de drones comuns adaptados ao combate, lançando bombas e granadas sobre as forças da coalizão que avançavam pelos centros urbanos, sendo já algo que era esperado, uma vez que a massiva venda de drones de emprego civil e desportivo, possibilitou o fácil acesso a uma tecnologia barata e de fácil emprego. 

O mesmo se deu em diversas áreas de Aleppo e outras cidades sírias libertadas pelas forças do governo sírio com apoio russo.

O combate urbano é o grande desafio para as forças terrestres. Pois o número de incidentes e baixas entre civis é extremamente alto, apesar de tantas armas de precisão e sistemas inteligentes, ainda é difícil eliminar alvos sem que haja efeitos colaterais, algo que tem de ser equacionado antes da decisão de se lançar bombardeios, pois por mais "cirúrgicos" que sejam, a explosão muitas vezes atinge não só a zona alvo, mas refúgios de civis localizados a "zona de morte" do armamento empregado. tal fato, leva muitas vezes pelo opção do envio de forças especiais, as quais podem atuar de forma mais "limpa" na neutralização do inimigo, porém, o custo pode ser a baixa em combate de diversos operadores desta força, uma vez que estarão operando dentro do território inimigo.

Uma importante lição que se adquiriu com os conflitos em andamento na Síria e Iraque, é a necessidade de se investir em capacitação das forças especiais e desenvolver novas tecnologias para emprego das mesmas no cenário urbano, isso tem resultado em uma série de avaliações e relatórios que possibilitarão as tropas da coalizão e forças russas envolvidas no conflito o desenvolvimento de táticas e recursos para suas forças de operações especiais, algo que representa um vultoso investimento na formação de seus operadores, o que deverá representar um custo muito superior ao que necessitam as forças regulares, forçando ainda a qualificações bem mais próximas destas as exigidas das forças especiais, mesmo que as forças regulares atuem após o "trabalho" das forças especiais nas operações de ”limpeza”, missão que é apontada como o novo papel das forças regulares em conflitos urbanos. 

As forças regulares devem assumir o lugar das forças especiais depois do primeiro embate, o que deixa clara a necessidade de atenção para formação e treinamento para as forças militares em geral. Pois os desafios tecnológicos não serão o ápice do campo de batalha moderno, uma vez que o combatente do moderno teatro de operações terá de lidar com áreas de atuação extremamente traiçoeiras, com combate ocorrendo em ambiente muito restrito e que muitas vezes impossibilitará o emprego dos meios de apoio convencionais, trazendo ao combatente a responsabilidade de traçar o avanço no território inimigo consciente da possível ausência do apoio da artilharia ou aviação.

Um novo conceito de combate emerge das experiencias colhidas nos dois sangrentos conflitos, quer seja pela ameaça representada por forças não estatais, quer pelo teatro de operações que apresenta sérias limitações ao emprego convencional de tropas e meios.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança.


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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Decreto de Temer autoriza emprego das Forças Armadas para segurança no Rio

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O presidente Michel Temer assinou nesta sexta-feira (28) o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que autoriza a atuação de tropas das Forças Armadas na segurança pública do Rio de Janeiro. O decreto presidencial foi publicado nesta sexta em uma edição extraordinária do "Diário Oficial da União".

Segundo o decreto, os militares poderão permanecer nas ruas do estado do Rio de Janeiro desta sexta-feira até 31 de dezembro. As Forças Armadas já estão preparadas para começar a atuar na região metropolitana do Rio a partir da tarde desta sexta.

O artigo 142 da Constituição, que trata das Forças Armadas, prevê o uso de tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica por ordem do presidente da República nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem.

Essa medida tem sido adotada com certa frequência pelo governo federal nos últimos anos. Os militares já atuaram, por exemplo, na Copa do Mundo, nas Olimpíadas, nas eleições e no próprio Rio de Janeiro, na ocupação do complexo de favelas da Maré.

No mês passado, o Ministério da Defesa informou que, entre 2010 e 2017, foram realizadas 29 ações de garantia da lei e da ordem.

Nessas ações, as Forças Armadas agem em área restrita e por tempo limitado, a fim de garantir a integridade da população e o funcionamento das instituições.

O GLO assinado por Temer nesta sexta-feira ressalta que cada operação que conte com homens das Forças Armadas terá de ser previamente aprovada pelos ministérios da Justiça, da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

De acordo com o decreto, caberá ao ministro da Justiça, Raul Jungmann, definir a distribuição das tropas.

Ações sociais

O envio das Forças Armadas ao Rio de Janeiro foi anunciado nesta quinta (27) pelo ministro da Defesa em uma coletiva de imprensa realizada na sede do Comando Militar do Leste, no Centro do Rio.

Durante o anúncio, Jungmann prometeu ações sociais durante a atuação das Forças Armadas no estado. Segundo ele, já há um pacote de propostas e soluções elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social sobre o que deverá ser feito nas comunidades fluminenses.

Uma das justificativas para a mudança no emprego de militares foi a longa permanência do Exército no Complexo da Maré.

De acordo com Jungmann, foram gastos R$ 400 milhões durante um ano e meio de ocupação no conjunto de comunidades e, atualmente, o crime organizado voltou a dominar as favelas.

Protesto em Brasília

No final do mês passado, gerou polêmica no país o uso das Forças Armadas para atuar na segurança de prédios públicos federais após uma manifestação de centrais sindicais, na área central de Brasília, terminar em atos de vandalismo.

Em meio ao protesto na Esplanada dos Ministérios, grupos com rostos cobertos – armados com paus, pedras – atearam foro em alguns prédios. Lixeiras, placas de trânsito também foram arrancadas pelo caminho.

A polícia usou gás lacrimogênio, gás de pimenta e tiros de borracha para conter os vândalos, mas não conseguiu dispersar os manifestantes que tentavam depredar os ministérios.

No momento em que os atos de vandalismo pareciam ter fugido do controle, o presidente Michel Temer assinou um decreto da Garantia da Lei e da Ordem autorizando o uso de tropas federais para proteger o Palácio do Planalto e as sedes dos ministérios.

Com isso, centenas de militares desembarcaram armados na Esplanada do Ministérios e ocuparam a fachada dos principais prédios públicos.

A medida gerou polêmica, especialmente, no Congresso Nacional. Assim que foi anunciado o envio dos militares para a área central de Brasília, deputados da oposição questionaram duramente o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em razão de o governo ter atribuído a ele o pedido para que as tropas federais fossem usadas nas ruas da capital federal.

Na ocasião, Maia desmentiu o Palácio do Planalto, explicando que havia pedido a Temer apenas o emprego da Força Nacional, e não das Forças Armadas.

No dia seguinte, diante da repercussão negativa do uso dos militares, Temer revogou o decreto que havia autorizado a ida das Forças Armadas para a Esplanada dos Ministérios.

'Desgastante, perigoso e inócuo'

No mês passado, ao participar de uma audiência pública em uma comissão do Senado, o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, afirmou que o uso de militares em atividades de segurança pública é "desgastante, perigoso e inócuo". O oficial defendeu na ocasião que o uso deste modelo, por meio de decretos presidenciais, seja repensado.

Em meio à audiência pública, Villas Bôas ressaltou que, internamente, esse recurso "causou agora recentemente alguma celeuma". "Nós não gostamos desse tipo de emprego. Não gostamos", disse o general aos senadores.

O comandante do Exército também reclamou na ocasião da atuação das Forças Armadas no Complexo da Maré, formado por 16 favelas. Os militares auxiliaram na segurança pública da região ao longo de um ano e três meses entre 2014 e 2015.

"Eu, periodicamente, ia até lá [Favela da Maré] e acompanhava nosso pessoal, nossas patrulhas na rua. E um dia me dei conta, nossos soldados, atentos, preocupados, são vielas, armados, e passando crianças, senhoras, pensei, estamos aqui apontando arma para a população brasileira, nós estamos numa sociedade doente", relatou o comandate do Exército na audiência do Senado.

"Lá [na favela da Maré] ficamos 14 meses. No dia em que saímos, uma semana depois, tudo havia voltado ao que era antes. Temos que realmente repensar esse modelo de emprego, porque ele é desgastante, perigoso e inócuo”, complementou Villas Bôas.

Uma semana depois de o comandante do Exército reclamar da publicação dos decretos de garantia da lei e da ordem, foi a vez de o próprio ministro da Defesa criticar essas decisões presidenciais.

Em outro audiência pública no Senado, Raul Jungmann disse que, na opinião dele, há uma “banalização” do uso das Forças Armadas para ações de segurança pública por meio de decretos de GLO. Na avaliação do titular da Defesa, o principal motivo para a banalização é a crise da segurança pública.

“Nos últimos 30 anos, houve 115 garantias da lei e da ordem. Eu acho que há uma certa banalização. E essa banalização tem crescido, sobretudo, por conta da crise da segurança pública. A crise da segurança pública não será resolvida pela Defesa”, opinou Jungmann. 


Fonte: G1 notícias

Nota do GBN: Nunca antes na história do Brasil se invocou tanto o Art.142 como nos últimos anos, algo que levanta grande preocupação com o recorrente emprego das forças armadas no policiamento de cidades, principalmente o Rio de Janeiro, estado que mais recorre á ajuda das forças militares, o que levanta a seguinte questão: O Estado perdeu as rédeas e o controle de sua segurança?

Sinceramente, falta real interesse público em mudar a situação e realmente combater o mal pela raíz, pois enquanto não houver uma verdadeira reestruturação nas politicas de segurança pública, um reaparelhamento da polícia e principalmente projetos que realmente visem combater os problemas que dão força ao narcotráfico e as facções criminosas no estado, não veremos outra coisa senão a total perda de controle pelas instituições públicas e a instauração de um estado de "anarquia" por forças não políticas e ou militares que afrontam o poder público em prol dos seus interesses meramente econômicos com a venda de narcóticos.

Até quando vamos assistir essa deprimente política sem resultados reais? É preciso mudar, mas para isso é preciso que cada um deixe sua zona de conforto e coloque o estado para funcionar como deveria, acorda Brasil!!!

por Angelo Nicolaci   
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Portugal se torna primeiro cliente estrangeiro do KC-390

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Na última quinta-feira (27), o governo lusitano autorizou o inicio das negociações para aquisição de cinco aeronaves KC-390 da brasileira EMBRAER afim de reequipar a Força Aérea Portuguesa, e se torna o primeiro cliente estrangeiro do KC-390.

Os portugueses pretendem usar as novas aeronaves KC-390 para também realizar missões de combate aos incêndios florestais, as quais devem ser dotadas de kits específicos para a missão, e tomaram a iniciativa de avaliar uma provável suspensão na modernização da atual frota de C-130H "Hécules" afim de alocar recursos aos novos KC-390 brasileiros.

A resolução do Conselho de Ministros publicada ontem (27) no Diário da República, com efeitos imediatos, refere a aquisição de "cinco aeronaves KC-390, com opção para mais uma", e ainda o respectivo apoio logístico e treinamento, envolvendo ainda um simulador de voo (fullflight simulator CAT D), para instalação e operação em território português, contrato que pode chegar a mais de 550 milhões de Euros.

Tal aquisição marca a bem sucedida parceria entre a indústria brasileiras e as parcerias com a OGMA de Portugal, participante no desenvolvimento da aeronave e fornecedoras de importantes componentes e conjuntos estruturais da aeronave, confirmando os interesses portugueses anunciados desde o inicio de sua participação no programa de desenvolvimento da aeronave, o que resultou no investimento de mais de 20 milhões de Euros pela parte portuguesa.

A efetivação da intenção de compra da nova aeronave vai representar um grande ganho ás capacidades logísticas da FAP, e dará a mesma uma aeronave muito mais moderna e capaz que os atuais C-130H que a mesma opera.

Com incremento de 6 toneladas em sua capacidade de carga, em relação aos vetustos C-130H, os KC-390 serão um grande ganho nas atuais capacidades de transporte, busca e salvamento, reabastecimento em voo (REVO) e combate á incêndios florestais, provendo uma aeronave operacionalmente flexível e que pode atender também aos serviços internos em casos de catástrofes, podendo te uso dual (militar/civil) de acordo com as necessidades expressas pelo governo português.

O Brasil deverá receber no início de 2018 seu primeiro exemplar de série, e os três protótipos em operação em breve devem concluir todas as avaliações e adquirir as certificações necessárias. 

A Força Aérea Brasileira, principal cliente do KC-390 e co-desenvolvedor do mesmo, tendo sido responsável por estabelecer os requisitos para a nova aeronave que irá substituir os norte americanos C-130 "Hércules" que operam na FAB, com uma encomenda inicial de 28 aeronaves, a qual pode futuramente ser ampliada.

Portugal foi o primeiro país a confirmar seu interesse no KC-390, o que deve ser sucedido por outros países europeus como Suécia, Rep. Tcheca e Alemanha, sem contar outros interessados como Chile, Argentina, Nova Zelândia e EAU.

O KC-390 promete uma disputa acirrada com o vetusto C-130 "Hércules", que buscam atender a um mercado com demanda estimada de mais de três mil aeronaves nos próximos anos, a aeronave brasileira apresenta muitas vantagens tecnológicas e operacionais em relação ao "velho" americano, porém, temos que lembrar que os norte americanos tem na política um forte trunfo que pode faze pender a escolha em favor de seu produto, mesmo sendo o KC-390 a melhor aeronave hoje em sua categoria.


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Programa de modernização dos AF-1B (A-4KU) pode sofrer alterações

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Segundo informações que nos foram passadas pela Marinha do Brasil, os caças navais AF-1B (A-4KU) "Skyhawk", podem ter alterações em seu programa de modernização após uma revisão no planejamento naval resultante da decisão de se "aposentar" o NAe A-12 "São Paulo".

Inicialmente o programa de modernização tinha como objetivo dar um incremento as capacidades e vida operacional de 12 das 23 aeronaves A-4KU adquiridas pela Marinha do Brasil há quase duas décadas. O programa que vem se arrastando há um bom tempo, já entregou duas aeronaves modernizadas, uma das quais se perdeu há um ano durante colisão em exercícios de combate, vitimando seu piloto.

Agora, com a retirada de operação do único navio aeródromo da marinha brasileira, tornou-se necessária uma revisão no programa de modernização desenvolvido pela EMBRAER, levando á um estudo que pode levar a Marinha do Brasil a reduzir o número de células que serão modernizadas e mantidas em operação com a aviação aeronaval.

Alvo de muitas críticas á Marinha do Brasil após a desativação do A-12 "São Paulo", o programa de modernização dos caças AF-1B (A-4KU) tem sido reavaliado principalmente por questões orçamentárias e mesmo operacionais, uma vez que só há previsão de se dotar a esquadra com um novo NAe á médio/longo prazo, diante deste fator, não há muito lógica em investir muitos recursos no número inicial de aeronaves previsto no programa, uma vez que as mesmas deverão ser mantidas em operação com o foco principal de se manter a doutrina e capacitação em operações com aeronaves de asa fixa de emprego embarcado, garantindo a manutenção de uma capacidade conquistada com muito trabalho e investimento, e que estaria perdida se não houvesse prosseguimento com a operação deste tipo de aeronave no Esquadrão VF-1.


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Marines "suspende" a operação de todos seus KC-130T após acidente no Mississípi

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O US Marine Corps resolveu suspender todas as operações de sua frota de KC-130T "por cautela" enquanto são investigadas as causas do acidente ocorrido no inicio do mês no Mississípi.

A decisão afeta 12 aeronaves, todas operadas pela Marine Forces Reserve, disse a porta-voz, tenente Stephanie Leguizamon.

"Por cautela, o Corpo de Fuzileiros Navais (USMC) tomou a ação prudente de suspender a operação com as aeronaves KC-130T na sequência do acidente do dia 10 de julho até novo aviso", disse ela.

As aeronaves KC-130J do USMC, bem como as variantes do C-130 da US Navy e da USAF, não são afetadas pela suspensão temporária das operações de voo.

Em 10 de julho, um KC-130T caiu no Mississippi, matando 15 marines e um marinheiro. Foi o acidente mais grave da aviação naval desde 2005. O avião veio do Marine Aerial Refueler Transport Squadron 452 em Nova York, que voa os KC-130 que são modificados para fornecer capacidades de reabastecimento aéreo (REVO).

No entanto a porta-voz não informou o que levou o Corpo de Fuzileiros Navais a tomar a decisão de suspender os voo de sua frota de KC-130T, e se a decisão esta ligada a descobertas iniciais da investigação, que ainda está em andamento.

As informações preliminares dizem que "algo deu errado na altitude de cruzeiro", disse aos repórteres o general Bradley S. James, comandante geral da 4th Marine Aircraft Wing, em 12 de julho. "Há um padrão de detritos grandes" e duas grandes áreas de impacto a uma milha de distância, acrescentou.

O avião estava carregando munição e armas , uma Equipe de Eliminação de Armas Explosivas foi enviada para recolher os destroços e munições não detonadas. Funcionários não disseram se a munição poderia ter explodido em voo, mas testemunhas relataram ouvir um estrondo antes da aeronave cair.

"Parecia uma grande tempestade", disse o fazendeiro Will Nobile. "Nenhuma grande explosão, mas algumas explosões. ... Um estrondo longo e constante é o que ouvi.

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China fecha os mares do leste para uma nova rodada de exercícios militares de "grande escala"

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Pouco depois de encerrar o estágio inicial dos primeiros exercícios conjuntos russo-chineses em águas europeias, Pequim teria bloqueado uma área do oceano na costa leste do país para uma nova série de exercícios militares de "grande escala".
Atividades militares em larga escala estão sendo realizadas entre a cidade portuária oriental de Lianyungang, na província de Jiangsu, e Qingdao, na província de Shandong, sede da frota do Mar do Norte, informou um aviso do governo de Lianyungang.

Cerca de 40 mil quilômetros quadrados (15,000 milhas quadradas) do Mar Amarelo estarão fora dos limites para o transporte comercial até sábado, de acordo com o comunicado á imprensa .

Destroyer "Hefei"
Nesta quinta-feira (27), as marinhas chinesas e russas concluíram a primeira etapa dos exercícios militares conjuntos no Mar Báltico, com o nome de código "Joint Sea 2017."

Dois grupos de assaltos táticos envolvendo navios de guerra de ambos os lados, que incluiu o destroyer de mísseis chinês 'Hefei' e a fragata de mísseis 'Yuncheng', realizaram uma série de exercícios de simulação de fogo abordo do navio no mar, emprego de armas secundárias e busca e resgate marítimo.

Fragata "Yuncheng" dispara míssil durante "Joint Sea 2017"
O objetivo foi impulsionar a "capacidade de lidar com ameaças marítimas e coordenar ações conjuntas", informou a agência de notícias Xinhua .

No início de julho, navios de guerra chineses liderados pelo primeiro porta-aviões de Pequim, o "Liaoning", realizaram exercícios de treinamento em meio a tensões crescentes com Washington no Mar da China Meridional. Os exercícios ocorreram após o USS Stethem, um destroyer de mísseis guiados dos EUA, navegar perto de uma ilha disputada na área. A China enviou navios e aeronaves para " alertar" o navio.

Nesta quinta-feira (27), o comandante da Frota do Pacífico da Marinha dos EUA, Almirante Scott Swift, disse que obedecia uma ordem para lançar um hipotético ataque nuclear contra Pequim, se o presidente Donald Trump opta-se por dar tal ordem.

"A resposta seria: sim", disse Swift quando perguntado se ele iniciaria um ataque nuclear contra a China sob as ordens de Trump. O comentário foi feito enquanto Swift falava em uma conferência de segurança da Universidade Nacional Australiana.
 
A observação de Swift veio após a recente avaliação do diretor da CIA de que a China representa uma grande ameaça para os EUA.


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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Chineses monitoram execícios navais entre EUA e Austrália

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Chineses enviaram um navio á costa australiana para monitorar exercícios entre forças dos EUA e Austrália. O navio do Tipo 815, navio de vigilância eletrônica da classe Dongdiao, foi avistado navegando nas proximidades de Queensland, onde eram desenvolvidos exercícios entre forças tarefas combinadas dos EUA e Austrália, com participação de alguns meios da Nova Zelândia e Japão.

O exercício "Talisman Saber" deste ano contou com a participação de 33 mil homens e incluiu contingentes menores da Nova Zelândia, Japão e Canadá, com a maior parte da atividade ocorrendo nas proximidades de Queensland.

Dentre as atividades desenvolvidas pela força tarefa, incluíram desembarques anfíbios, lançamento de pára-quedistas, operações terrestres e operações aéreas e marítimas, o exercício contou com uso de recursos sofisticados de guerra eletrônica.

Ao que tudo indica, o navio chinês permaneceu fora das águas territoriais australianas, porém, mantendo atividade de coleta dados e sinais. Informações de grande valor aos militares chineses, que puderam observar a distância o exercício que envolveu o emprego dos modernos caças de guerra eletrônica Boeing E/A-18G Growler e dos UAVs MQ-1C Eagle e RQ-7 Shadow, provável alvo da operação de espionagem chinesa.

O navio chinês também pode ter empregado seu conjunto de inteligência de comunicação para monitorar as comunicações durante os exercícios, além de usar seus radares para obter informação sobre como as Forças aéreas e navais aliadas operam.




A presença do Tipo 815 chinês reforça as informações que dão conta da ampliação das capacidades navais da China, as quais tem aumentando significativamente ao longo dos últimos anos. Na semana passada, o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte confirmou que outro navio chinês de coleta de inteligência foi avistado pela costa do Alasca, o qual provavelmente foi enviado para monitorar o teste do sistema de Defesa de Área de Alta Altitude, e um teste do sistema de defesa antimíssil que foi realizado ao mesmo tempo.

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Rússia - Caça de 6ªG terá defesa laser contra mísseis

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A Rússia ainda não colocou seu T-50 PAK-FA em operação e já estuda seu futuro caça de superioridade aérea de sexta geração, atualmente em desenvolvimento inicial, o futuro caça contará com sistema de defesa de ponto á laser, que terá como objetivo queimar os sistemas de orientação de mísseis disparados contra a aeronave, segundo informações reveladas.

A Rússia está atualmente preparando para entrar em operação o seu primeiro caça de quinta geração, o PAK FA, que iniciará em breve a produção em série, mas mesmo assim o trabalho de P&D já está em andamento para conceber o futuro caça russo.

Embora a prototipagem do caça de sexta geração ainda esteja longe, os engenheiros envolvidos no projeto ocasionalmente deixam as dicas do que a aeronave futura pode parecer.

Uma das empresas encarregadas do desenvolvimento é a Concern Radio-Electronic Technologies (KRET), uma holding de instrumentos e sistemas de guerra radioeletônica utilizados pelos militares russos. Segundo Vladimir Mikheev, a aeronave possuirá um sistema de defesa de ponto laser para protegê-lo de mísseis guiados.

"Nós temos certos sistemas de defesa baseados em laser em nossos aviões e helicópteros agora, mas trata-se de lasers mais capazes, que destruirão fisicamente ogivas de mísseis guiados" , disse ele em entrevista á TASS. "Basicamente, vamos queimar os olhos dos mísseis".

A entrevista foi focada no trabalho de P&D atualmente conduzido pela KRET em um sistema de sensor radar, que eventualmente seria usado no caça de 6ªG.

Mikheev disse que teria uma matriz de fase fotônica, que usa pulsos de laser em vez de radiação de antenas convencionais para imagens. A tecnologia, também chamada de rádio fotônico com radiações ópticas (ROFAR), está atualmente nos primeiros estágios de desenvolvimento em todo o mundo, e a Rússia está competindo com outros países, incluindo os EUA e a China, para aperfeiçoá-lo.

"O radar fotônico de rádio, de acordo com nossas estimativas, teria um alcance significativamente maior do que os sistemas de radar existentes. E uma vez que sua radiação cobriria uma largura de banda sem precedentes, teremos um posicionamento muito preciso e, com processamento de sinal, imagens de quase qualidade fotográfica " , disse ele.

O sistema também promete uma melhor proteção á contra medidas eletrônicas e pode ser projetado para contribuir com a comunicação da aeronave e funções de guerra radioeletrônica, disse Mikheev. Ele acrescentou que a prototipagem do radar futurista está em andamento.

"O radar passou no estágio de projeto técnico e temos resultados com um protótipo. Atualmente, estamos realizando P&D para a antena de matriz de fase fotônica para trabalhar em especificações para uma variante de série, para decidir o tamanho físico, largura de banda suportada e saída de energia " , disse ele, acrescentando que o KRET criou protótipos funcionais para todas as principais partes do sistema.

A KRET espera que o produto final inclua vários elementos distribuídos ao longo do caça e integrados em uma rede de informação unificada, em vez de um único dispositivo. 

Mikheev acrescentou que o conceito geral do caça da sexta geração na Rússia prevê variantes tripuladas e não tripuladas.


Cada aeronave tripulada seria acompanhada por um "enxame" de drones com carga útil adaptada a uma missão específica. Os drones seriam capazes de usar sistemas de armas como os emissores de microondas, que são inviáveis ​​para aeronaves tripuladas porque representam um perigo para o piloto. Mikheev acredita que os grupos contando com 20-30 aeronaves, otimizado para capacidade humana de direcioná-los, embora a figura possa mudar após testes práticos do conceito.

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O lugar para onde os aviões vão para 'morrer'

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Os gigantes escondem-se entre as cercas vivas e as planícies das Cotswolds, uma cadeia de pequenas colinas no centro da Inglaterra. Eles aparecem por trás das árvores inesperadamente, ao lado de estradas que atravessam as áreas rurais.
Mas essas não são criaturas míticas - ou relíquias de uma época passada. São, na verdade, máquinas criadas para saciar nosso apetite por feriados e nosso desejo de visitar lugares distantes.
Neste descampado no condado de Gloucestershire, os aviões são levados para "morrer".
Cinco jatos jumbo, dois Boeing 777, um punhado de Airbus A320 e 20 outras grandes aeronaves de passageiros se espalham por um antigo aeroporto usado pela Força Aérea Britânica.
Alguns estão aglomerados em grupos, enquanto estão dispostos isoladamente, apoiados sobre dormentes de madeira.
Não se trata, contudo, de um cemitério: essas máquinas não vão enferrujar à própria sorte.
Elas são, na verdade, a matéria-prima de uma indústria que se alimenta de aviões descartados.
"Os motores e outros componentes valem mais removidos do que se você tentar vender o avião completo, para colocá-lo em operação novamente", diz Mark Gregory, fundador da Air Salvage Internacional, responsável por desmontar aviões aposentados.
Sua empresa opera há 20 anos no aeroporto de Cotswolds, um campo de pouso privado que era de propriedade do Ministério da Defesa britânico até 1993.
O local é o destino da última viagem de cerca de 50 a 60 aviões todos os anos. Em terra firme, Gregory e sua equipe começam meticulosamente a desmontar a aeronave.

Ferro-velho valioso

"Cerca de 80% a 90% do valor de uma aeronave está em seus motores", diz Gregory, ex-engenheiro de uma companhia aérea que usou o valor de sua rescisão trabalhista para fundar sua própria empresa.

"Depois de removê-los, começamos a salvar outras partes valiosas da estrutura", acrescenta.

O processo pode durar cerca de oito semanas para um avião como um Boeing 737 ou um Airbus A320, ou de dez a 15 semanas para gigantes como o Boeing 747 ou 777.

Antes de iniciar o desmonte, contudo, o avião precisa ser esvaziado. Isso significa remover todo o combustível e outros tipos de fluido para dentro de grandes tanques localizados na pista do aeroporto.

Feito isso, os motores são içados com o auxílio de um guindaste antes de serem impermeabilizados.

"É como se fossem embalsamados", diz Gregory. "Nós injetamos um conservante para remover todo o óleo e o combustível e, assim, evitar a corrosão dos aviões".

Cada aeronave é, então, embalada como se fosse uma múmia, em plástico, enquanto aguarda um novo destino.

A operação é cercada de cuidados. Isso porque cada motor de um Boeing 777 pode custar até R$ 9,5 milhões, diz Gregory.

Os motores têm alta demanda no mercado e são normalmente reutilizadas em novos aviões ou têm algumas de suas partes usadas por companhia aérea. Um novo motor para um Boeing 777 pode custar R$ 95,4 milhões.

Outros componentes valiosos da estrutura da aeronave incluem o trem de pouso, a Unidade Auxiliar de Energia (responsável por prover energia para outras funções além da propulsão), alguns dos aviônicos (como é chamada toda a eletrônica a bordo), o sistema de ar condicionado e escorregadeiras.

"No final, sobra apenas a fuselagem", diz Gregory. "Podemos vender partes da cabine de comando para escolas de voo e instrutores; há até pessoas que querem portas e assentos".

Existe, hoje, um mercado em alta de assentos usados de aviões, tanto para o treinamento de aeromoças quanto para sets de filmagem. Os da classe econômica são vendidos por algumas centenas de reais, enquanto os da primeira classe podem chegar a alguns milhares.

Nem um mero cinto de segurança é desperdiçado.

Desafio

A indústria da aviação está enfrentando um desafio cada vez maior sobre como solucionar o problema do envelhecimento de sua frota. Nos Estados Unidos, há grandes cemitérios de aviões no meio do deserto do Arizona, onde as carcaças são abandonadas.

As mudanças nas regulações de ruído e de segurança aérea, além de uma maior produção por parte dos fabricantes de aviões, fizeram com que a rotatividade aumentasse nos últimos anos, reduzindo a vida útil de muitas dessas aeronaves.

Atualmente, entre 400 e 600 aviões comerciais são desmontados todos os anos no mundo.

Isso gera uma montanha de lixo - cerca de 30 mil toneladas de alumínio, 1,8 mil toneladas de ligas metálicas, 1 mil toneladas de fibra de carbono e 600 toneladas de outras partes são removidas de aeronaves antigas.

E só deve piorar. Segundo a Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), até 18 mil aviões devem ser aposentados nos próximos 13 anos.

No ano passado, a entidade anunciou que atuaria junto com a Aircraft Fleet Recycling Association (Associação de Reciclagem da Frota de Aviões, em tradução livre), responsável por monitorar o desmonte de aeronaves, para aumentar o volume que possa ser reutilizado ou reciclado.

O objetivo é aproveitar até 95% do avião que deixou de operar.

"O consumo sustentável e a produção significam não apenas reduzir o uso da fonte primária, mas também o lixo gerado ao longo do ciclo de vida da aeronave", diz Fang Liu, secretário-geral da ICAO.

Reaproveitamento

No entanto, Gregory descobriu uma forma inusitada de reaproveitar a maior quantidade possível de material de seus aviões.

"Vendemos carcaças para museus, parques de diversão, escolas de treinamento de comissários de bordo e até empresas cinematográficas. "O último filme da saga 'Guerra nas Estrelas' usou algumas de nossas peças".

Pedaços das aeronaves do ferro-velho de Gregory também podem ser vistos em filmes como Guerra Mundial Z e Batman, além de séries de TV como Doctor Who e Red Dwarf. A fuselagem e as asas de um Boeing 737 foram cortadas para recriar uma cena de "colisão" na entrada da montanha-russa The Swarm no parque de diversão Thorpe Park no condado de Surrey, no sudeste da Inglaterra.

Unidades da polícia e brigadas de incêndio também realizam treinamento em meio às carcaças dos aviões.

Caminhar entre essas aeronaves é uma experiência desoladora. Ver esses enormes feitos de engenharia aeronáutica serem despedaçados sem dó nem piedade nos fazem pensar como esses pedaços de metal, fibra de carbono e plástico conseguem desafiar a gravidade.

Na pista, com seus trens de pousos e motores removidos, parecem ter perdido sua própria alma.

No entorno, técnicos trabalham para separar peça por peça. Alguns usam rebarbadoras angulares para cortar partes da frente da cabine, enquanto outros removem os acessórios do interior do avião.

Duas escavadeiras usam suas garras metálicas para dar desfecho ao que sobrou após o processo, arrancando pedaços da estrutura para que o material possa ser, enfim, separado e reciclado.

Achados e perdidos

Gregory e sua equipe também costumam descobrir itens descartados ou perdidos há muito tempo entre os assentos.

Em uma ocasião, eles encontraram uma carteira com US$ 600 (R$ 1,9 mil) debaixo do assento do comandante de uma aeronave da Air New Zealand. O piloto, que perdeu o objeto havia uma década, ficou emocionado quando o recebeu de volta.

Moedas, telefones celulares, canetas e doces pegajosos são outras descobertas frequentes. Carteiras e bagagens perdidas aparecem no compartimento de carga.

Mas, seis anos atrás, a equipe encontrou algo um pouco mais valioso ao remover os painéis traseiros de um banheiro de um antigo Boeing 747.

"Havia pacotes escondidos atrás do painel que pareciam várias fitas cassete embaladas em plástico", diz Gregory. Mais tarde, veio a descoberta: 3 kg de cocaína, ou cerca de R$ 1,3 milhão, segundo a polícia.

"Não temos ideia de quem colocou tudo isso lá, mas já estava ali há muito tempo", conta.

"Quem colocou isso lá não voltou para buscar e o avião continuou voando com drogas a bordo", acrescenta.

Para quem perdeu algo durante um voo, pode ser reconfortante pensar que pode obtê-lo de volta, ainda que isso seja improvável.

O próprio Gregory surpreende ao demonstrar nostalgia sobre os aviões que destrói. Em um canto do aeroporto está um velho avião desbotado pelo Sol

"Esse é meu", diz ele. "Nunca vou desmontá-lo".


Fonte: BBC Brasil
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