terça-feira, 31 de agosto de 2021

A Antonov encomendou à Motor Sich uma modernização dos motores para o An-124 "Ruslan" e o An-225 "Mriya"

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Um contrato no valor de UAH 920 milhões (cerca de R$ 176 milhões) para aumentar a vida útil dos motores turbojato da família D-18T para aeronaves de transporte, que foi assinado entre a Antonov e a Motor Sich, foi anunciado a partir do sistema de compras públicas eletrônicas Prozorro.

An-225 levando suprimentos para o enfrentamento à covid-19 na Polônia

A atualização visa ao aumento de vida útil e de intervalos entre manutenções para os motores da família D-18T, que equipam os dois modelos.

O prazo para a entrega dos serviços é 31 de dezembro de 2021.

A maior aeronave de transporte do mundo, An-225 "Dream",  concluiu a manutenção  na empresa estatal "Antonov" no início de junho.

An-124 transportando F-18 canadenses

A manutenção preliminar e a modernização da aeronave ocorreram há um ano e em 25 de março de 2020 fez o primeiro vôo após a modernização.


Entre as atualizações da época estava um novo sistema de controle do motor.


No ano passado, foi relatado que a empresa ucraniana VKF Stork LLC  fornecerá à Antonov os displays multifuncionais MFD10.SPO.03  para instalação em aeronaves An-124-100 Ruslan e An-225 Mriya, como parte da modernização do cockpit das mesmas.

An-225 se preparando para o primeiro voo após as atualizações

O sistema de controle automatizado a bordo é projetado para o monitoramento contínuo da condição técnica de todos os sistemas da aeronave e ações da tripulação, tanto em voo quanto na realização de diversas operações em solo, previstas em um único regulamento de manutenção.




*Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)

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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

GBN cravou mais uma! 'Gripens supersônicos em Brasília' desmentidos pelo ex Comandante da Aeronáutica!

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No dia 21/08, publicamos no GBN uma matéria desmentindo a 'notícia de que o Presidente Bolsonaro teria ordenado voos supersônicos sobre o STF'.

No dia 29/08 a revista Veja publicou uma reportagem com declarações do Comandante da Aeronáutica à época, Tenente-Brigadeiro-Do-Ar (atualmente reformado) Antônio Carlos Moretti Bermudez.

Na entrevista, o Ten Brig Bermudez afirma, expressamente, que tal 'ordem' jamais aconteceu.

Ou seja, como de costume, o GBN desmascarou com sucesso mais uma 'fake news' envolvendo a valorosa Força Aérea Brasileira.

E esta é justamente a missão - trazer a vocês, estimados leitores, informações de qualidade sobre Geopolítica e Defesa!


*Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)

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Operação Formosa - Movimentação de regresso vira alvo de fake news

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Neste domingo (29), vários vídeos e imagens de uma suposta movimentação do Exército Brasileiro nas estradas de São Paulo, ganharam as redes sociais e grupos de discussão. Alguns comentários supõe se tratar de uma movimentação atípica de tropas em pontos estratégicos. Porém, maus uma vez não passa de mais uma Fake News.

As imagens e vídeos divulgados, mostram nada mais que o deslocamento do Corpo de Fuzileiros Navais, não o Exército Brasileiro, como sugerem algumas narrativas. Como acompanhado pelo GBN Defense no início da Operação Formosa, o objeto de curiosidade dos internautas, trata-se do regresso dos meios empregados durante a manobra que ocorreu no Campo de Instrução de Formosa (CIF) em Formosa (GO). 

As barracas retratadas montadas atrás de um posto de gasolina, fazem parte da estrutura do Destacamento de Apoio ao Serviço de Combate (DASC1), localizado em Itatiba (SP). Este foi inclusive o primeiro ponto de apoio, onde nosso editor Angelo Nicolaci, realizou seu primeiro pernoite junto com Grupamento de Marcha que estava integrado, onde teve a oportunidade de conhecer in loco os desafios logísticos de transportar toneladas de equipamentos e meios entre o Rio de Janeiro e Formosa, percorrendo mais de 1.500km.

Para entender melhor, um grupamento de marcha é composto por várias viaturas, as quais estão divididas em unidades de marcha. Em nossa experiência, o grupamento foi composto por 36 viaturas, divididos em cinco unidades de marcha, os quais tem um intervalo de 5 minutos entre um e outro afim de não causar transtornos nas rodovias.

Em breve publicaremos essa matéria especial, onde apresentaremos essa importante capacidade logística do Corpo de Fuzileiros Navais.


Por Angelo Nicolaci


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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Proposta irrealista da Ucrânia pela OTAN

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A incapacidade da OTAN de dissuadir a Rússia - e não a falta de reformas - é a principal razão pela qual a Ucrânia continua incapaz de aderir à Aliança.
Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e Secretário-Geral da OTAN, Jens Stoltenberg, em Bruxelas, 2019

Na Conferência da OTAN em Junho, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou ao Presidente dos EUA, Joe Biden, para dar uma resposta clara - "sim" ou "não" - ao pedido do seu país de um Plano de Acção para a Adesão (MAP), o caminho formal para se tornar membro da organização. Zelensky acrescentou que a Ucrânia está mais pronta do que a maioria dos países da UE para ingressar na OTAN.

O presidente Biden respondeu que ainda há dúvidas sobre se a Ucrânia havia feito progresso suficiente na erradicação da corrupção e no cumprimento de outros critérios para entrar na Aliança. Além disso, afirmou que a questão dependia não só dele, mas também dos outros Aliados.

No entanto, é um mal-entendido comum que a incapacidade da Ucrânia de aderir à Aliança se deve principalmente ao progresso da reforma interna. A verdadeira razão é geopolítica: a saber, a OTAN não pode convidar novos membros que não pode defender.

Quando o presidente Zelensky visitar a Casa Branca em 30 de agosto, o presidente Biden precisa dizer a ele, no privado, o que não pode dizer publicamente - que a Ucrânia deve parar de pressionar por um MAP, porque a superioridade militar da Rússia na região impede que isso aconteça.

Defesa e dissuasão
O debate sobre a expansão para o Leste remonta à Conferência de Bucareste em 2008, quando a OTAN prometeu que a Ucrânia (assim como a Geórgia) se tornaria membro, sem especificar quando e em que circunstâncias isso poderia acontecer.

A agressão da Rússia contra a Geórgia no final de 2008 e contra a Ucrânia desde 2014 reduziu severamente as ambições de expansão da OTAN.

Em nenhum momento durante a agressão regional da Rússia a OTAN mostrou disposição para intervir militarmente.

No início deste ano, a Rússia estacionou cerca de 100.000 soldados na fronteira com a Ucrânia em uma aparente tentativa de sufocar as esperanças renovadas em Kiev sobre a entrada em um MAP após a eleição do presidente Biden.

A credibilidade da OTAN depende da sua capacidade de defender os seus membros contra agressões externas, conforme consagrado na obrigação de defesa mútua do Artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte. A OTAN deve apoiar a adesão de um novo membro nas fronteiras da Rússia através de uma dissuasão confiável e sólida, caso contrário Moscou será tentada a testar a determinação e capacidade da Aliança de reagir a uma crise.

A mera adesão não deterá a Rússia, já que esta pode tentar expor qualquer expansão como um blefe e, portanto, minar a credibilidade da Aliança. A verdadeira questão quanto às aspirações de adesão da Ucrânia, portanto, é se os Aliados da OTAN estão dispostos e são capazes de investir no imenso esforço necessário para tornar a defesa coletiva crível.

O aumento da defesa e dissuasão convencionais da OTAN na Polônia e nos Estados Bálticos desde 2014 serve como critério de comparação para o que seria necessário para defender a Ucrânia.

A OTAN criou grupos de batalha multinacionais rotativos como garantia e duplicou o tamanho e a capacidade de reação da Força de Resposta da OTAN. Separadamente, como parte de sua bilionária Iniciativa de Dissuasão Européia, os EUA posicionaram equipamentos na Polônia e conduziram exercícios militares em grande escala, que constituem a espinha dorsal do esforço mais amplo para deter a agressão russa na fronteira oriental da OTAN.

Apesar desse esforço, jogos de guerra concluíram que a Rússia provavelmente seria capaz de invadir os Estados Bálticos em questão de dias, a menos que a OTAN implemente uma capacidade de defesa mais substancial.

Se a OTAN concedesse um MAP à Ucrânia, teria de começar a preparar um esforço de dissuasão sem precedentes contra a Rússia. Supondo que a OTAN e a Ucrânia pudessem encontrar um modus vivendi na Crimeia e na parte do Donbass sob controle russo, a Aliança enfrentaria a tarefa irreal de enviar a imensa força militar necessária para defender um país do tamanho da Ucrânia.

Isso certamente teria de envolver forças permanentes, o que contradiz o Ato de Fundação OTAN-Rússia de 1997, anterior ao primeiro alargamento, cujo espírito a Aliança pretende manter. As dúvidas sobre a defesa das atuais fronteiras da OTAN servem para minar qualquer justificativa para estender as garantias de segurança mais para o leste. Além disso, as tropas da OTAN teriam que ser retreinadas e reestruturadas para conter as operações da "zona cinzenta" das quais a Rússia dependia na Ucrânia em 2014.

Falta de reformas
Nos últimos 13 anos, os legisladores continuaram a enfatizar a falta de reformas da Ucrânia como a razão de sua incapacidade de ingressar na Aliança.

É bem verdade que a Ucrânia não cumpriu o tipo de transição que definiu como suas metas após 2014 e em que os países ocidentais investiram pesadamente.

Como o presidente Biden corretamente observou, a luta da Ucrânia contra a corrupção tem sido particularmente decepcionante. Nos últimos anos, a UE, os EUA e o FMI investiram em infraestrutura jurídica especializada para combater a corrupção no mais alto nível do poder estatal. No entanto, o enfraquecimento sistemático dessa infraestrutura tem impedido que qualquer pessoa de alto escalão chegue perto de uma condenação.

A incapacidade da Ucrânia em realizar reformas positivas também está diretamente relacionada com os negócios da OTAN.

Por um lado, a Ucrânia deve ser elogiada por ter desenvolvido uma capacidade de combate para conter o separatismo instigado pela Rússia no Donbass desde 2014.

Por outro lado, o país tem um histórico muito menos impressionante de implementação de padrões euro-atlânticos na governança do seu setor de segurança. Isso inclui o fortalecimento do papel do Ministério da Defesa na gestão cotidiana das forças armadas (e a diminuição do papel da administração presidencial), a adoção de uma estrutura de comando e controle ao estilo da OTAN e a redução dos amplos poderes do Serviço de Segurança da Ucrânia, de acordo com as normas dos serviços de inteligência ocidentais.

As reformas internas da Ucrânia são uma parte importante para demonstrar seu desejo de apoiar os Aliados da OTAN. Se a Ucrânia pudesse mostrar um progresso convincente na luta contra a corrupção e na reforma do setor de segurança, a OTAN estaria mais prontamente convencida de que o país faz parte do Ocidente, e não apenas em palavras.

No fim das contas, porém, é principalmente o enfraquecimento da capacidade de dissuasão da OTAN, e não a falta de reformas, que impede a Aliança de abraçar a Ucrânia. A OTAN jamais poderia admitir isso, porque significaria ceder publicamente aos métodos de intimidação da Rússia.

Aspirações distantes
Em sua reunião na Casa Branca em 30 de agosto, o presidente Biden terá muito o que discutir com o presidente Zelensky, incluindo sua decisão de retirar as sanções relacionadas à construção do Nord Stream II, já que a Ucrânia é o país mais importante no confronto entre a Rússia e o Ocidente, e aquele em que a OTAN e os EUA têm um interesse inequívoco em manter como um parceiro próximo.

Enquanto a realidade geopolítica permanecer como está, a adesão à OTAN continuará a ser uma aspiração distante para a Ucrânia.

A desastrosa retirada do Afeganistão levará a OTAN a se concentrar em salvaguardar a credibilidade do Artigo 5, especialmente no futuro próximo. Biden deve deixar claro que a Ucrânia enfrenta enormes desafios no combate à corrupção e que isso continua a ser uma parte vital das aspirações do país de se tornar um Estado mais responsável e próspero.

Biden também precisa ser honesto sobre o fato de que as chances de adesão da Ucrânia dependem principalmente das realidades militares regionais. Ele deveria apelar em particular a Zelensky e seu governo para que não continuem a pedir um MAP, porque isso coloca os EUA e a OTAN em uma posição desconfortável e pode forçá-los a declarar publicamente o verdadeiro motivo pelo qual isso não pode acontecer.

O melhor que a OTAN e os EUA podem realisticamente oferecer contra a agressão externa é financiamento, aconselhamento e treinamento contínuos para aumentar a resiliência das forças armadas da Ucrânia.


Tradução e adaptação: Renato Henrique Marçal de Oliveira*

Comentário: Ainda não está claro como a comunidade internacional vai reagir ao retorno do Taleban ao poder no Afeganistão, mas vários players - como China Rússia e Turquia - já parecem dispostos a reconhecer a legitimidade do grupo.


*Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)

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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Stealth - o que é? O que não é?

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São muito comuns, tanto na mídia especializada como na geral, afirmativas errôneas sobre a tecnologia stealth (furtivo, em inglês). O corolário é que também há inúmeras afirmações errôneas sobre sistemas de defesa aérea, especialmente os SAM (mísseis superfície-ar).


Neste artigo, vamos comentar, brevemente, sobre a tecnologia stealth e sobre os SAM, um pouco também sobre radares e sobre as implicações práticas de tais tecnologias na guerra moderna.


O QUE É ‘STEALTH’?

Stealth, em inglês “furtivo”, é o nome popular de um conjunto de tecnologias que fazem parte do grupo LO (Low Observables, literalmente “Pouco Observáveis”). Embora as técnicas e tecnologias LO se apliquem a todos os domínios da guerra desde tempos antigos (camuflagem, por exemplo), o uso de aeronaves com desenhos exóticos tem chamado a atenção desde o final do Século 20.


Boa parte das tecnologias stealth são segredos muito bem guardados pelos EUA e outros países que trabalham nelas, portanto vamos limitar este artigo a informações disponíveis publicamente. Também evitaremos, tanto quanto possível, um aprofundamento em fundamentos científicos que são altamente complexos. Vamos também focar em aeronaves, já que são tanto mais vulneráveis a radares quanto adaptáveis a tecnologias stealth. E também vamos falar principalmente de tecnologias LO contra radares, já que são os sensores antiaéreos com maior alcance.


Recomendamos também a leitura do artigo “Detecção de Aviões Stealth: Desafios e Possibilidades”, do Desembargador Reis Friede. É bastante aprofundado, com um enfoque diferente do que adotaremos aqui.


Por fim, veremos também que nenhuma tecnologia é infalível, e que aeronaves stealth também podem ser derrotadas.


PRIMÓRDIOS DAS TECNOLOGIAS STEALTH


Lockheed F-117 Nighthawk, a primeira aeronave stealth operacional


Por muitos anos, os principais métodos de detecção de inimigos foram os cinco sentidos, por vezes com auxílio de ferramentas como o telescópio para aumentar sua eficiência. Mas o avanço da tecnologia acabaria por encontrar meios que independem dos sentidos.


O radar foi inventado no começo do Século 20, bem como a aviação de combate com aeronaves “mais pesadas que o ar”. Já no começo da Segunda Guerra Mundial o radar era peça importante de um IADS (Integrated Air Defense System, Sistema Integrado de Defesa Aérea), proporcionando uma capacidade A2AD (Anti-Access/Area Denial, Anti-Acesso/Negação de Área) muito grande para quem o utilizasse corretamente.


Incursões aéreas contra a Alemanha Nazista eram vistas quase como suicídio devido à grande competência da IADS alemã, que utilizava radares em terra e embarcados em aeronaves, interceptadores e “flak” (nome popular para AAA, Artilharia Antiaérea) com eficiência mortífera.


Experimentos para enganar os radares foram tentados e surgiram as ECM (Electronic Counter Measures, Contramedidas Eletrônicas) e ECCM (Electronic Counter-Counter Measures, ou “Contra-ECM”), mas os radares continuavam a detectá-las a distâncias consideráveis.


Técnicas como o voo a baixas altitudes, aproveitando-se assim da curvatura da Terra para ‘esconder’ as aeronaves do radar, apresentam várias limitações, mas funcionam muito bem, como os argentinos demonstraram com maestria na Guerra das Falklands (Malvinas) de 1982.


No final da Segunda Guerra, com o advento do jato, houve a impressão de que a vantagem voltava às aeronaves graças ao seu maior desempenho e altitude operacional, inclusive surgindo desenhos como o U-2, que operava a altitudes impensáveis para os canhões das flak.


Mas uma nova ameaça começava a aparecer: os SAM (Surface to Air Missiles, Mísseis Superfície-Ar). Eles surgiram como protótipos ainda na Segunda Guerra Mundial, mas foi a partir do final da década de 1950 que eles realmente se firmaram como uma séria ameaça ao poder aéreo, com o próprio U-2 sendo abatido por um SAM em 1960.


Na Guerra do Vietnã, ficou mais que demonstrado que a combinação inteligente de flak e SAM era extremamente perigosa para a aviação – os SAM forçando ataques a baixa altitude e colocando as aeronaves dentro do envelope das flak. A experiência nessa guerra deixou uma pergunta na mente dos planejadores de guerra aérea: o que fazer quando for necessário enfrentar um inimigo melhor equipado e mais bem treinado que o Vietnã?


Parecia que a IADS estava novamente à frente na eterna “disputa entre espada e escudo” até que, em 1964, o físico e matemático soviético Pyotr Yakovlevich Ufimtsev publicou um artigo cujo título se traduz como “Método das ondas de bordas na teoria física da difração”. Seu trabalho foi pouco reconhecido na URSS por sua complexidade, e a utilidade da teoria foi inicialmente desprezada em seu país.


Pyotr Ufimtsev, o "pai" da tecnologia stealth

Entretanto, na Lockheed dos EUA, o engenheiro Denys Overholser, que trabalhava em técnicas contra radares, percebeu o potencial do artigo e mobilizou uma grande equipe de cientistas para traduzir o complexo trabalho de Ufimtsev e colocá-lo em prática. Em 1971 a USAF publicou o artigo traduzido, classificando-o como ultrassecreto, e foi a partir de então que se começou a trabalhar na tecnologia stealth como a conhecemos hoje.


Já em 1975, graças aos avanços computacionais e aos trabalhos da equipe liderada por Overholser, iniciou-se a construção de duas aeronaves em escala reduzida com o codinome “Have Blue”, cujo apelido jocoso “Hopeless Diamond” (um jogo de palavras com o nome do famoso “Hope Diamond”) era devido não apenas ao fato de o formato ser semelhante aos lados facetados de um diamante lapidado, mas também à “falta de esperança” de que um formato tão exótico pudesse funcionar em uma aeronave real.


Have Blue, aeronave experimental baseado no "Hopeless DIamond". Observe-se a semelhança com o F-117


O primeiro dos dois protótipos voou em 1977, e de fato não foi nada fácil fazer o “Hopeless Diamond” voar – os dois protótipos foram perdidos nos testes. Entretanto, o controle da RCS (Radar Cross Section, Seção Reta Radar, ou a “assinatura radar”) foi comprovado, e a Lockheed recebeu autorização para refinar o trabalho e construir uma aeronave de ataque empregando a técnica.


O resultado foi o F-117A Nighthawk, cuja foto ilustra a abertura deste artigo e que voou pela primeira vez em 1983. Devido ao fato que os anos 1970 e 1980 eram o auge da Guerra Fria, tanto os testes do Have Blue quanto as operações com o F-117 foram conduzidas no mais absoluto segredo, ao redor da famosa Área 51.


COMO FUNCIONA O “HOPELESS DIAMOND”?


É muito fácil se ver num espelho bem à sua frente (ângulo de 180º), mas conforme se inclina o espelho chega-se a um ângulo em que não se pode mais ver o reflexo. Ufimtsev transformou este conhecimento básico em fórmulas matemáticas, e a equipe de Overholser colocou tais fórmulas em programas de computador, que chegaram ao desenho em formato de diamante tão característico do F-117A; basicamente ele combina diversos destes ângulos no mesmo desenho, utilizando principalmente a técnica de PA (Planform Alignment, alinhamento de formas planas).


As superfícies planas do F-117 estão alinhadas de tal forma que não existem ângulos de 90° para que um radar tenha “visão direta” dele. O PA ainda é uma das principais técnicas para a redução da RCS e o formato de diamante “espalha” os reflexos do radar em diversas direções, de maneira que os radares inimigos não conseguem “travar” o F-117 no alvo.


Diagrama simplificado mostrando o efeito do alinhamento de planos no F-117


A relação entre RCS e alcance de detecção é logarítmica, ou seja, deve-se reduzir a RCS em 10 vezes para que o alcance de detecção caia para aproximadamente ½, 100 vezes para que caia para ¼, e por aí vai


Gráfico de RCS x alcance de detecção, retirado do excelente artigo do articulista Ricardo Barbosa sobre a furtividade do F-35.


A evolução dos computadores e modelos matemáticos permite, hoje em dia, que se combinem infinitos planos em curvas; as linhas retas que tanto complicaram o controle do F-117 podem ser fundidas nas curvas graciosas que vemos em desenhos mais recentes, como o YF-23.


Northrop YF-23. Apesar de não parecer, à primeira vista, as curvas do YF-23 seguem os mesmos princípios de alinhamento de planos do "Hopeless DIamond"


Embora os dados reais sobre os valores de RCS de aeronaves VLO seja um segredo muito bem guardado, estima-se que aeronaves como o F-22 e o F-35 apresentem valores de 0,001 m² ou menores, o que potencialmente representa alcances de detecção praticamente iguais ao visual.

Vista superior do F-22. As superfícies de mesmas cores apresentam o mesmo ângulo. Note-se que até o 'ferrão' de cauda e os exaustores dos motores apresentam alinhamento de formas, mostrando o cuidado no design para que o caça tenha VLO em todos os ângulos

O QUE NÃO É STEALTH?


A principal função das tecnologias LO é reduzir a distância em que um radar consegue detectar uma aeronave e, de fato, o F-117 se mostrou capaz de atacar mesmo os alvos mais bem defendidos na Guerra do Golfo de 1991. Nenhum F-117 foi danificado naquela guerra, o que confirmou o potencial das tecnologias LO, e impulsionou os EUA a investir ainda mais na tecnologia, inclusive em mísseis, navios...


Entretanto, na “Operação Força Aliada”, apenas 8 anos mais tarde, os sérvios conseguiram abater um F-117, e fizeram isso com um obsoleto míssil S-125 Neva (denominação OTAN: SA-3 Goa).


O que aconteceu? Os críticos têm razão e a tecnologia stealth é, na verdade, inútil? 


Não tão depressa! Vamos estudar um pouco sobre este abate.

Restos do F-117 abatido sobre a Sérvia, em exposição num museu de Belgrado


A USAF estava tão certa da invulnerabilidade do F-117 que começou a “relaxar” na aplicação da doutrina. A prática de usar uma rota para ingresso (entrada) e outra para egresso (saída), mudando estas rotas a cada missão – tática básica para dificultar o trabalho dos IADS, tanto com aeronaves furtivas como (principalmente) as não furtivas – não estava sendo usada pelos F-117.


Os sérvios eram, e ainda são, exímios operadores de seus IADS. Perceberam rapidamente esta “bobeira” da USAF e se prepararam para aproveitar a oportunidade, sabendo que os Aliados eram rápidos em destruir os radares utilizados para detectar suas aeronaves. Some-se a isto a minúscula RCS do F-117, e os sérvios estavam bem cientes que precisavam ser muito cuidadosos se quisessem obter sucesso.


O Tenente-Coronel Zoltán Dani, comandante da 250ª Brigada de Mísseis de Defesa do Exército da Sérvia (a mesma unidade que um mês depois abateria um F-16), com extrema perícia, posicionou sua bateria de SA-3 ao longo da rota de egresso que os F-117 usavam todas as noites e aguardou.


Quando uma aeronave conseguiu passar pelas defesas sérvias sem ser detectada e atacar um alvo bem defendido em Belgrado, Dani soube que era um F-117. Já dizia o sábio que “a sorte favorece os preparados” e, naquela noite de 27 de março, as portas do paiol de bombas do F-117 apresentaram um defeito e não fecharam.


O interior do paiol de bombas não é stealth como o exterior, o que, somado ao fato dos sérvios terem uma boa noção de onde o F-117 estaria, permitiu que Dani atrasasse ao máximo o momento de ligar o radar. Quando ligado, o radar conseguiu confirmar a localização do F-117 a 23 km, disparando os mísseis a 13 km de distância. O primeiro míssil errou o F-117 mas o segundo o atingiu (não diretamente, mas através do uso da espoleta de proximidade), danificando-o tão gravemente que forçou o piloto a ejetar.


Recentemente, revelou-se que outro F-117 foi atingido pela IADS sérvia, e a situação foi quase idêntica – mesmas rotas de ingresso e egresso, bom planejamento dos defensores...


Observa-se aqui algo que o Comandante Farinazzo, do Canal Arte da Guerra, repete com frequência – não existe sistema perfeito. A tecnologia stealth não é um substituto para os princípios elementares da guerra, como a surpresa, a dissimulação, o bom planejamento e, no caso da guerra aérea, utilizar rotas de ingresso e egresso diferentes entre si e variando-as a cada missão, entre outros princípios.


Outro ponto importante é que, assim como as aeronaves stealth não são invencíveis, os SAM também não são infalíveis. As instalações da petrolífera ARAMCO, da Arábia Saudita, foram atacadas com sucesso, repetidas vezes, por ‘drones’ (SARP, Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada) ‘kamikaze’ relativamente simples dos Houthis, provando que mesmo uma defesa excelente (a Arábia Saudita opera os modernos Patriot) pode ser derrotada por um planejamento bem feito e executado, mesmo que se utilize de meios simples.

No topo do gráfico acima temos o gráfico RCS x alcance do avançado radar Nebo-M. As aeronaves convencionais, como o F-15, tem uma RCS (“assinatura radar”) de 10 m² ou mais e podem, teoricamente, ser detectadas pelo 9M82 a mais de 600 km de distância (na verdade outros fatores limitam este alcance, como a curvatura da Terra). Caso o mesmo radar seja utilizado contra o F-35, cuja RCS é de 0,001 m² ou menos, o alcance cai para menos de 70 km (sem contar outros fatores como, por exemplo, interferência eletrônica).


Com isso, uma defesa que seja praticamente hermética contra um F-15 vai parecer um “queijo suíço” para um F-35. O planejamento cuidadoso de missão, auxiliado por um bom equipamento, complementa a furtividade, orientando os caças stealth a evitar os radares principais.


Esquema de uma cobertura radar hermética contra aeronaves 'convencionais'. Observe-se que não há rota direta para atacar o alvo

A mesma cobertura radar, que era hermética contra aeronaves 'convencionais', agora apresenta 'gaps' causados pelo menor alcance contra aeronaves stealth, o que permite ataques diretos ao alvo, caso haja planejamento adequado


Outras formas de reduzir o alcance da detecção de radares são o voo a baixa altitude (típico de mísseis de cruzeiro e ‘drones kamikaze’) e a interferência eletrônica (jamming, ECM). A combinação destas técnicas, especialmente com a furtividade, permite passar até pelas melhores defesas, como Israel tem demonstrado repetidamente sobre a Síria.


CONCLUSÃO


A Arábia Saudita descobriu, da pior forma possível, que mesmo uma defesa bastante cara não garante imunidade contra inimigos que saibam utilizar os recursos que têm em suas mãos, ainda que sejam poucos. O Irã também tem percebido, assim como a Síria e outros, que Israel sabe usar seus recursos com uma eficiência praticamente inigualável.


Isto não significa, entretanto, que tais defesas são inúteis. Prova cabal disto é que a Síria abateu um F-16I, dotado dos sistemas de ECM mais modernos, utilizando um obsoleto míssil S-200 (OTAN: SA-5 Gammon), em fevereiro de de 2018. O motivo do abate, segundo Israel, foi erro humano: o piloto do F-16I insistiu no ataque mesmo quando o procedimento padrão preconizava medidas evasivas, e o resultado foi a perda de uma aeronave caríssima, além do impacto negativo na mídia.


Em contrapartida, uma defesa composta por sistemas altamente capazes, como os Patriot sauditas, não foi capaz de interromper um ataque bem planejado e executado, provando que nenhum sistema é invencível.


Resumindo: stealth não é “manto de invisibilidade” e SAM não é “campo de força”. O uso adequado de suas armas é, muitas vezes, mais importante que as armas em si.


*Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)

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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Imagens da chegada da comitiva brasileira no Haiti

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O KC-390 da FAB pousou em Porto Príncipe, no Haiti, por volta das 13:15h, horário de Brasília, transportando 32 bombeiros e integrantes da Força Nacional e cerca de 10,6 toneladas de medicamentos, insumos e equipamentos.

Seguem fotos e vídeos da chegada da Missão Humanitária Multidisciplinar brasileira em Porto Príncipe, no Haiti:





*Ação em andamento, artigo sujeito a atualizações

Com informações do Ministério da Defesa

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domingo, 22 de agosto de 2021

Chegada a Porto Príncipe adiada devido à janela de abertura do aeroporto local

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Uma aeronave Embraer KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou na manhã deste domingo (22) de Brasília (DF), com destino a Porto Príncipe, capital do Haiti. O pouso técnico na Base Aérea do Cachimbo, localizada no sul do Pará, ocorreu normalmente e já estava previsto originalmente na rota.


Operada pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT) – Esquadrão Zeus, a aeronave KC-390 leva apoio emergencial à tragédia causada pelo grande terremoto que aconteceu no país, no dia 14 de agosto. Os KC-390 vêm sendo usados intensamente em ações contra a pandemia de Covid-19, e também foram usados em apoio ao Líbano, após a grande explosão no Porto de Beirute em 2020.

A aeronave prossegue para Boa Vista (RR) ainda hoje, conforme originalmente previsto. Entretanto, a decolagem da FAB para o Haiti foi reprogramada para 8h (local) de segunda-feira (23) devido às restrições de disponibilidade de horários para pouso em Porto Príncipe.


Por uma questão técnica, houve a necessidade da troca por outra aeronave do mesmo tipo,  realizando-se a transposição da carga e dos passageiros naquela localidade.

A Força Aérea Brasileira está preparada para lidar com essas situações, e a disponibilidade de uma aeronave extra já fazia parte da preparação para a missão.


A transferência de cargas e pessoal ocorreu em poucos minutos, com a aeronave seguindo para Boa Vista (RR), onde pousou no horário previsto inicialmente, o que atesta a excelência dos tripulantes e da aeronave, que será o esteio da Aviação de Transporte da FAB nas próximas décadas.



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Com informações do CECOMSAER / Ministério da Defesa

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KC-390 Millennium decola com ajuda humanitária para o Haiti

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A aeronave decolou com equipes de especialistas e peritos em busca e resgate, além de medicamentos e insumos estratégicos para assistência farmacêutica emergencial

Decolou na manhã deste domingo (22), de Brasília (DF) com destino a Porto Príncipe, capital do Haiti, a aeronave KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB). Operada pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT) – Esquadrão Zeus, a aeronave leva apoio emergencial à tragédia causada pelo terremoto que aconteceu no país, no dia 14 de agosto. A ação integra a Missão Humanitária Multidisciplinar do Brasil. Antes da decolagem, uma cerimônia alusiva ao início da missão contou com a presença do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Estavam presentes, ainda, a Embaixadora do Haiti no Brasil, Rachel Coupaud, Ministros de Estado, Oficiais-Generais das Forças Armadas, dentre outras autoridades.

"Hoje, aqui, eu cumprimento este pequeno contingente, mas que tem uma grande missão, um grande simbolismo. Eu cumprimento pelo voluntarismo nesta oportunidade. Vocês, realmente, orgulham a todos nós brasileiros", declarou o Presidente Jair Bolsonaro.

Também presente na solenidade, o Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, lembrou que a ajuda ao Haiti é histórica. "Nosso trabalho na Minustah, após 13 anos de muito esforço, dedicação e profissionalismo, levou ao Haiti o compartilhamento de esperança e fé por conta de sucessivos contingentes, totalizando mais de 30 mil militares brasileiros da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira", disse.

O Coronel Bombeiro Marcelo Teixeira Dantas, responsável pela missão no Haiti, ressaltou a importância do esforço conjunto. "Estamos conduzindo uma equipe de 32 voluntários de multiespecialidades nas áreas de busca e resgate em estruturas colapsadas, de busca com cães e um médico. Nossa expectativa é passar um período de três semanas prestando todo apoio humanitário e, a medida que fomos demandados para quaisquer outras situações, estaremos prontos", declarou.

Após ser preparada nesse sábado (21), a aeronave decolou com militares do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBDF), de Minas Gerais (CBMG) e da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), materiais e equipamentos de emergência, além de medicamentos e insumos estratégicos para atendimento de saúde, totalizando 10,5 toneladas. A Operação é coordenada por ação interministerial brasileira, composta pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública,  da Defesa,  das Relações Exteriores, da Saúde e do Desenvolvimento Regional.

De acordo com o comandante da aeronave, Capitão Aviador Eugênio da Gama Jacobs, o trabalho na véspera da decolagem foi intenso, mas todo o esforço é para uma missão nobre. "Assim que soubemos do terremoto, por iniciativa própria, começamos fazer o planejamento para calcular a disponibilidade de militares do Esquadrão, uma vez que entendemos a importância deste tipo de missão", afirmou.

A Mestre de Cargas (Loadmaster), Sargento Fernanda de Paula, falou da importância do trabalho prévio no avião. "Começamos a preparação da aeronave na véspera. Pegamos os medicamentos e materiais dos Bombeiros, de cerca de 11 mil quilos, e acondicionamos da melhor forma para cumprir a missão e levar o nosso apoio ao Haiti", observou.

KC-390 Millennium

O KC-390 realiza sua segunda missão de assistência humanitária internacional. Em meados de agosto de 2020, a aeronave transportou 6 toneladas de material para o Líbano, em função de uma grande explosão no Porto de Beirute.


Com informações do CECOMSAER

Mais imagens da operação:

A equipe, logo antes do embarque
Carregando o KC-390 no sábado, 21/08, à noite
Carregando o KC-390 no sábado, 21/08, à noite
Carregando o KC-390 no sábado, 21/08, à noite
Carregando o KC-390 no sábado, 21/08, à noite
KC-390 sendo carregado no sábado de noite

Presidente da República Federativa do Brasil, Jair Bolsonaro
Equipes de Bombeiros
Bombeiros embarcando no KC-390
Ministro da Defesa, General Walter Braga Netto

Vídeos da operação










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