quinta-feira, 30 de junho de 2016

Casa da Moeda interrompe produção de passaporte por falha em máquina

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A Casa da Moeda informou nesta quinta-feira (30) que a produção de passaportes comuns e de urgência ficará temporariamente parada por causa de uma falha em um dos equipamentos usados para essa finalidade (veja a nota completa com o anúncio no fim desta reportagem).
O órgão também informou que a produção de passaportes deverá ser retomada na semana que vem. Até lá, vai buscar uma alternativa para acelerar a emissão dos documentos.
A nota também afirma que já foi feita a encomenda do equipamento que vai substituir o que estragou. A máquina virá da Alemanha.
No texto, a Casa da Moeda pede desculpas à população pelo "transtorno".
Também em nota, a Polícia Federal informou que, devido ao problema com a máquina, "não poderá cumprir os prazos de entrega inicialmente previstos nos postos de emissão de passaportes".
Na nota, a PF pede desculpas à população, mas informa que "a normalização do serviço depende exclusivamente da Casa da Moeda do Brasil".
Em São Paulo, a PF oferece a "entrega urgente" do passaporte com o pagamento de uma taxa extra de R$ 77.
Falta de papel

Também neste mês, a Casa da Moeda já enfrentava problemas para entregar os passaportes devido à falta de material para produzir as capas dos documentos.

No último dia 16, o órgão informou que, devido à falta de material, o prazo para entrega dos passaportes, que normalmente é de uma semana, poderia durar até 45 dias, dependendo do caso.
Veja a íntegra da nota da Casa da Moeda:
A Casa da Moeda do Brasil (CMB) informa que, por conta de um problema num dos equipamentos, a produção dos documentos (comuns e de urgência) foi temporariamente interrompida.
A empresa já solicitou a substituição da peça com defeito, que virá da Alemanha.
A produção de passaportes deve ser retomada na próxima semana. Em paralelo, a CMB busca uma alternativa para agilizar a retomada da produção.
A CMB se desculpa com a população por todos os transtornos.
Fonte: G1 notícias
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É possível tornar aeroportos seguros contra ataques?

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"O que mudou nos últimos anos é o elemento suicida. É difícil combater pessoas dispostas a explodir a si mesmas."
Essas são as palavras de Norman Shanks, que gerenciava a segurança dos maiores aeroportos do Reino Unido e estava no comando de Heathrow, o principal aeroporto britânico, em 1988, quando uma bomba derrubou um jumbo e resultou na morte de 270 pessoas.
Na época, Shanks transferiu os postos de controle para fora do terminal, pensando que isso o tornaria mais seguro. Mas logo percebeu que a medida havia apenas tranferido o problema para o lado de fora do aeroporto.
"Se teve qualquer efeito foi o de elevar a insegurança, porque os passageiros ficaram amontoados nas calçadas, deixando-os vulneráveis."
Qualquer lugar que reúna muitas pessoas é um alvo, não importando quantos policiais estejam presentes ali. Então, como impedir ataques a aeroportos?
Nesta terça-feira, o aeroporto internacional de Istambul, um dos mais movimentados da Europa, foi alvo de um atentado a bombas e tiros, que deixou ao menos 41 mortos - 13 deles estrangeiros - e 239 feridos. Nenhum grupo assumiu até o momento a autoria do ataque, mas autoridades turcas dizem que investigações iniciais apontam para o grupo autodenominado Estado Islâmico.
Em 22 de março, em Bruxelas (Bélgica), explosões atingiram o saguão do aeroporto de Zaventem e uma estação de metrô, com um saldo de 35 mortos.

Inteligência

Shanks diz que a melhor forma de proteger aeroportos é usar informações de inteligência. Em outras palavras, identificar um ataque com antecedência, empregar tecnologia de reconhecimento facial para encontrar suspeitos por meio de imagens de câmeras de segurança e ensinar funcionários a notar comportamentos estranhos.
Por exemplo, ele diz ter chamado sua atenção o fato de os homens que atacaram o aeroporto de Bruxelas não estarem carregando bagagem - algo suspeito em um aeroporto. "Ninguém mais viaja assim hoje em dia."
A segurança de aeroportos foi bastante reforçada em anos recentes. Hoje, sapatos precisam ser checados, e há restrições para líquidos - duas medidas aplicadas após ataques serem impedidos, um com uma bomba em um sapato e outro com explosivos líquidos. Os aparelhos de raio-x também melhoraram.
Mas Shanks afirma que o controle de segurança aplicado a funcionários deveria ser mais rígido em alguns aeroportos do mundo.
Ele diz se preocupar com "a ameaça interna: os riscos de funcionários levarem algo escondido para dentro do avião", apesar de, ao menos em alguns países, tripulantes passarem por checagens de segurança.
Mesmo a comida servida no avião é lacrada antes de chegar ao aeroporto, e, caso o lacre seja violado, sua entrada não é permitida.
Questionado se os responsáveis por ataques têm evitado sequestrar ou plantar bombas nas aeronaves e se concentrado nos terminais, ele diz: "Não, é apenas um outro alvo. Ainda tivemos o atentado ao Metrojet".
Acredita-se que o voo 9268 da Metrojet tenha sido derrubado no ano passado por uma bomba quando estava a caminho do Egito para a Rússia.
No entanto, ele acredita que o atentado desta terça na Turquia não tenha relação com o setor aéreo.
"Não vejo como um ataque à aviação. Eles apenas escolheram um lugar onde há pessoas reunidas. Pode ser um shopping da próxima vez, ou uma estação de trem."

Fonte: BBC Brasil
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Olimpíada aumenta pressão sobre segurança no Rio: veja os principais desafios

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Policiais com salários atrasados, confrontos em comunidades onde a situação era tida como "calma e sob controle" e, em vias expressas, assaltos com mortes e balas perdidas. Em grandes favelas como Maré e Alemão a situação se deteriorou, com o retorno de intensos tiroteios e incursões da polícia.
Se a segurança já preocupa cariocas diariamente, a situação no Rio de Janeiro tende a gerar mais tensões com a aproximação da Olimpíada, que aumentará a demanda sobre as forças de segurança.
Policiais civis fazem paralisações por conta no atraso de salários, e o governo fluminense aguarda R$ 2,9 bilhões do Governo Federal para a área de segurança, em meio à crise financeira estadual que levou a um decreto de calamidade pública.
Outro foco de preocupação é o extremismo: o grupo autodenominado Estado Islâmico montou um canal num aplicativo com mensagens em português nas últimas semanas, e a Polícia Federal monitora um morador de Santa Catarina suspeito de ter frequentado treinamentos de extremistas na Síria.
Apesar do "coquetel explosivo", os organizadores se dizem confiantes de que a Olimpíada ocorrerá sem problemas e sob forte esquema de policiamento e vigilância. À BBC Brasil, o Comitê Rio 2016 disse que o Brasil tem "forte experiência na segurança de megaeventos".
Em coletiva nesta quarta-feira, Andrei Rodrigues, chefe da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge), disse que as autoridades têm feito "background checks" (checagem de antecedentes ou riscos) e até agora, de quase 394 mil consultas, 7.262 pessoas tiveram credenciais negadas (1,88% do total).
As checagens estão sendo feitas com todas as pessoas que receberão credenciais (atletas, técnicos e profissionais terceirizados das mais diversas áreas).
Com a proximidade do megaevento, a BBC Brasil ouviu especialistas e autoridades para listar quatro desafios de segurança que persistem, tanto para cariocas quanto para visitantes:

1 - Extremismo: o temor de 'lobos solitários'

Os esforços de inteligência e ações de contraterrorismo são tidos como pontos-chave para a segurança dos Jogos, que devem atrair 500 mil pessoas - incluindo mais de 200 delegações internacionais, 15 mil atletas e cerca de 80 chefes de Estado na cerimônia de abertura.
Para o consultor Hugo Tisaka, da empresa NSA Brasil, que atuou em segurança privada na Copa do Mundo, o risco de ações extremistas durante a Olimpíada é "real e iminente". Ele acredita que ainda há problemas nas fronteiras e no fácil acesso a armas. "Ações recentes mostram que o risco de ataques se elevou, tanto para grupos quanto para 'lobos solitários', que atuam sozinhos", diz.
Ele cita o canal em português criado pelo EI no aplicativo Telegram e a investigação da Polícia Federal que desde o início de junho monitora o dono de um restaurante em Chapecó (SC). Ele é suspeito de ter passado quase três meses na Síria em 2013 num campo de treinamento do EI.
Sérgio Cruz Aguilar, que tem pós-doutorado em segurança internacional na Universidade de Oxford e coordena um grupo de pesquisa de conflitos internacionais na Unesp, também cita preocuapção especial com a ação de "lobos solitários", a exemplo do atentado recente em Orlando (EUA).
"Apesar da chance de ataques perpetrados por grupos, acredito que há mais preocupação com a ação de pessoas isoladas e independentes", avalia.
Consultada pela BBC Brasil, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) não se manifestou, mas em abril, o diretor de contraterrorismo da agência, Luiz Alberto Salaberry, disse à imprensa que o risco de ataques no Brasil é "alto" e que há um crescente número de pessoas residindo no país que teriam feito juramento ao EI.
Já Andrei Rodrigues, chefe da Sesge, diz que apesar da "imprevisibilidade desse tipo de ação", o Brasil "está fazendo tudo que pode". Ele cita o Centro de Cooperação Policial Internacional, que entrará em funcionamento em agosto, e um escritório antiterrorismo com cooperação de EUA, Argentina, Reino Unido, e outros países.
Rodrigues também cita 15 cursos de cooperação com a Embaixada dos EUA que treinaram 400 policiais brasileiros.

2 - Crise financeira e policiais sem receber

A segurança pública está sendo duramente afetada pela crise financeira do Estado do Rio, que amarga deficit orçamentário de R$ 19 bilhões em 2016.
Segundo o presidente da Coligação dos Policiais Civis do Estado do RJ (Colpol), Fábio Neira, faltam recursos para manter delegacias em funcionamento e há policiais "fazendo vaquinha" para pagar pela alimentação de presos. Ele também explicou à BBC Brasil que os policiais civis estão com metade do salário de junho atrasada e não recebem as horas extras, o que na prática diminui o número de agentes nas ruas.
No início da semana, os policiais civis fizeram paralisação parcial e protestaram no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). Rodou o mundo a foto de um cartaz em inglês, com os dizeres "Bem-vindos ao inferno. A polícia e os bombeiros não recebem salário e quem vier ao Rio de Janeiro não estará seguro".
Criticados por empresários do setor do turismo, os policiais que organizaram o protesto responderam em nota. "Irresponsável é enganar o turista com uma segurança ilusória, prestada por instituições em colapso e com o poder público em calamidade, insolvente e à beira da falência. No meio do caos instalado, uma Olimpíada realizada a qualquer custo e à revelia do bem-estar da população", diz a Colpol.
Em nota, o secretário estadual de segurança, José Mariano Beltrame, disse que o governo "aguarda a liberação dos recursos federais para honrar seus compromissos e dar aos policiais a serenidade necessária para proteger a população". O documento admite ainda que "com a falta de pagamento do RAS a população deixou de contar com mais policiais nas ruas".
Já Roberto Alzir, subsecretário extraordinário de Grandes Eventos, disse à BBC Brasil que "o acúmulo de experiência oriundo dos eventos anteriores, bem como a articulação de forças dos três níveis de governo e comitê organizador dos Jogos, nos permite afirmar que nunca estivemos tão bem preparados".

3 - Retrocessos nas Unidades de Polícia Pacificadora

O programa das UPPs, pilar importante da estratégia de segurança que o Estado implementou em 2008, também vem registrando retrocessos nos últimos meses.
Para a professora Silvia Ramos, que coordena o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes (CESeC), a situação atual de intensos tiroteios em comunidades como Alemão e Rocinha, e a volta de grupos armados e confrontos a favelas da Zona Sul do Rio, como Chapeú Mangueira e Babilônia (no bairro do Leme), mostram que o projeto está "abalado de forma estrutural".
"Nem os mais pessimistas previam que chegaríamos onde chegamos. Dizia-se que a UPP era 'maquiagem' para a Copa e a Olimpíada, mas de vitrine de sucesso a UPP se tornou a pedra, a situação que mais expõe a deterioração da segurança no Rio. Os traficantes perceberam a incapacidade quase total de resposta da segurança pública para ações mais ousadas e retomaram áreas", diz.
Apesar disso, a especialista acredita que durante a Olimpíada a presença das Forças Armadas nas áreas de maior volatilidade deverá inibir confrontos e que o Rio deve manter a tradição de não registrar grandes problemas durante grandes eventos.
"O problema vai ser depois. Há muita preocupação com a segurança do Rio após a Olimpíada. A UPP retirou os grupos armados, mas todos sabem que o policiamento ostensivo tem data de validade", diz.
Para o consultor Hugo Tisaka, outro fator pode influir nos embates em favelas. "A morte do traficante Jorge Rafaat, no Paraguai, deve levar a uma reorganização dos morros no Rio, o que pode gerar confronto", diz.
O próprio José Mariano Beltrame disse dias atrás que a morte do traficante que supostamente havia herdado o posto de Fernandinho Beira-Mar de controle do tráfico entre Paraguai e Brasil deve piorar a criminalidade no Rio e em São Paulo nos próximos meses.

4 - Favelas, assaltos e áreas de maior risco

Dois pontos nevrálgicos da violência no Rio causam temor especial: os complexos de favelas da Maré (localizado entre o Galeão e o centro da cidade) e do Chapadão (na região dos bairros de Costa Barros, Guadalupe e Pavuna, a menos de 1 km de Deodoro, um dos quatro núcleos de competições da Olimpíada).
Citado com mais e mais frequência no noticiário, o Chapadão é tido como um dos locais mais perigosos do Rio neste momento. No sábado, a médica Gisele Palhares Gouvêa foi morta em tentativa de assalto na Linha Vermelha, na altura da Pavuna. Em novembro do ano passado, cinco jovens foram mortos numa chacina em Costa Barros, e policiais militares são suspeitos de terem disparado quase cem vezes contra o carro onde eles estavam.
Na Linha Amarela, no início de maio deste ano, a adolescente Ana Beatriz Frade foi morta em outro assalto quando ia buscar a mãe no Aeroporto do Galeão.
Já na Maré, Edson Diniz, um dos diretores da ONG Redes da Maré, que viveu 40 anos na comunidade, disse em entrevista recente à BBC Brasil que a quebra da promessa de que o local receberia quatro UPPs antes da Olimpíada causou um vácuo na região, que foi ocupada pelas Forças Armadas às vésperas da Copa do Mundo e desocupada mais de um ano depois. "Não temos UPP e não temos alternativa", disse.
Estima-se que pontos como Linha Amarela, Linha Vermelha e avenida Brasil recebam reforço militar e que as favelas da Maré e do Chapadão sejam candidatas à nova ocupação ou a cercos das Forças Armadas, que montariam um cinturão no entorno das comunidades - medida vista como polêmica pelos moradores.
Tais ocupações e cercos só podem ser realizados mediante solicitação do Governo do Estado e com autorização federal, em processo que "ainda é objeto de negociação", segundo o subsecretário Roberto Alzir.
Questionado pela BBC Brasil, o Comando Militar do Leste (CML) esclareceu que os planos de segurança das Forças Armadas para os Jogos, com 38 mil militares (20 mil só no Estado do Rio de Janeiro), já estão "em andamento e em atual execução".
Já a atuação em comunidades e vias expressas seria algo à parte, e integraria "um pedido recente do governo do Estado, mas que oficialmente ainda não foi passado às Forças Armadas. Houve reuniões recentes entre os Ministérios da Justiça, da Defesa e a Presidência com comandantes militares, mas oficialmente ainda não há previsão nem definição".
Andrei Rodrigues, da Sesge, disse que até o momento "não tenho a notícia de que haverá intervenção em favelas".

Fonte: BBC Brasil
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Proximidade dos Jogos expõe crise de segurança no Rio

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Caos financeiro, protesto de policiais e guerras entre facções criminosas escancaram os problemas da segurança pública na cidade e assustam quem se prepara para ir ao evento. COI e governo garantem que estão preparados.

A pouco mais de um mês do início das Jogos Olímpicos, a segurança no Rio de Janeiro chegou a um ponto crítico. A faixa estendida no protesto de policiais na última segunda-feira (28/06), no desembarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) com os dizeres "welcome to hell" (bem-vindo ao inferno), assustou os visitantes e deu uma ideia de como se sentem aqueles que trabalham diretamente com a segurança pública.
A violência na cidade parece aumentar a cada dia; policiais civis, militares e bombeiros estão com os salários atrasados; e não há dinheiro nem mesmo para o combustível dos carros e dos helicópteros das forças de segurança.
O Comitê Olímpico e o governo garantem que estão preparados para o evento esportivo e que não haverá problemas. Mas especialistas em segurança pública se dividem quanto a isso: alguns acham que, a despeito dos problemas, o evento será tranquilo; outros veem a situação com preocupação.
Os problemas são reais. Atualmente, na cidade, estão em curso nada menos que 15 guerras entre facções criminosas, interrompendo muitas vezes o comércio e os transportes públicos, sobretudo na periferia. Policiais são mortos praticamente todos os dias – caso do PM executado no último domingo a caminho do trabalho. Na noite anterior, uma médica que trabalhava na Baixada Fluminense também foi morta a tiros ao voltar para casa. Estatísticas oficiais divulgadas em maio confirmam um aumento no número de homicídios dolosos (com intenção de matar) em 15,4% neste ano em relação aos primeiros quatro meses de 2015.
Causas da crise
Parte do aumento da violência na cidade é atribuída ao desmantelamento das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e, outra parte, à grave crise financeira por que passa o governo estadual. A queda nos royalties do petróleo e a má administração dos recursos forçaram a redução da jornada de trabalho de muitos policiais (para evitar o pagamento de horas extras) e a redução do combustível da frota. O fracasso das UPPs devolveu muitas comunidades que estavam relativamente pacificadas às mãos de traficantes e milicianos.
Após o decreto de calamidade financeira das contas do governo estadual, o governo federal concedeu auxílio de 2,9 bilhões de reais ao estado do Rio de Janeiro. A medida provisória foi publicada nesta quinta-feira (30/06) no Diário Oficial da União.

Em comunicado oficial divulgado após o protesto dos policiais civis, o Comitê Olímpico procurou dissipar as preocupações e se mostrou otimista. Lembrando que a segurança é responsabilidade do governo, afirmou que o país tem muita experiência em grandes eventos (como a Copa do Mundo, o Carnaval e o Réveillon) e que haverá um grande reforço policial nas áreas em que estarão concentrados os atletas e os 500 mil turistas que a cidade espera receber para os jogos.
Além de reforço das Forças Armadas e das Forças Nacionais de Segurança para os jogos, o Ministério da Justiça e Cidadania anunciou que a Polícia Federal vai operar com 250 agentes de 55 países. O ministério anunciou também a criação de um Centro Integrado Antiterrorismo, que visa a combater eventuais ameaças de extremistas internacionais.
"Com a integração das forças de segurança pública, com apoio das Forças Armadas, nós entendemos que, a exemplo do que fizemos em eventos anteriores, podemos garantir que teremos um ambiente de absoluta tranquilidade", afirmou o secretário extraordinário de segurança para grandes eventos, Andrei Rodrigues.

Problema para a população, não para os turistas
O sociólogo Ignacio Cano, do Laboratório de Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), acredita que os graves problemas de segurança serão sentidos, mas não durante as Olimpíadas.
"Não há dúvida de que o quadro atual é de falência total do estado, sobretudo no que diz respeito ao aparato de segurança, mas isso é preocupante para nós, que vivemos aqui, para depois dos Jogos", disse o sociólogo. "Durante o evento, o mais importante é o policiamento ostensivo, e isso haverá porque teremos policiamento de fora, de Brasília, o Exército e até um empréstimo do governo federal para o pagamento de horas extras aos nossos policiais."
Ainda assim, na opinião dele, é natural que os policiais façam protestos agora, num momento de grande visibilidade internacional para os problemas da cidade. Não por acaso, a manifestação no aeroporto ganhou manchetes em vários países.
Para a coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, a cientista social Sílvia Ramos, é justificado mostrar que há uma crise:
"Espero que turistas e atletas fiquem cientes da situação da cidade, das UPPs falidas, dos tiroteios diários nas favelas, dos assassinatos diários, inclusive de policiais. É bom que eles saibam como o carioca, de maneira geral, vive, sobretudo os mais pobres."
Ela não acredita, no entanto, que esses problemas afetarão a segurança nos Jogos Olímpicos. "No Brasil, temos 60 mil assassinatos por ano. No entanto, em Copacabana, no ano passado, tivemos um homicídio. Ou seja, as taxas de violência das áreas mais ricas daqui são semelhantes às taxas de violência das áreas mais ricas do mundo", sustenta a especialista. "Além disso, a cidade vai estar super policiada, com um batalhão de seguranças privados, sobretudo nos locais onde os turistas e os atletas estarão. Claro que não tenho como prever, mas acho que não teremos problemas desse tipo. Os visitantes não vão entrar em contato com a violência."
"Alinhamento perfeito para um cataclisma"
O antropólogo Paulo Storani, do Instituto de Ciências Policiais da Universidade Cândido Mendes, é bem mais pessimista. Para ele, o estado vive um momento extremamente crítico, com o aumento dos índices de violência, as péssimas condições de trabalho dos policiais, a crise financeira do estado e o desmantelamento das UPPs.
"Há uma convergência de fatores. Eu acompanho segurança pública há 33 anos e nunca vi um cenário como esse; é um alinhamento perfeito para um cataclisma", diz "Comparo o momento que estamos vivendo hoje a um outro período muito violento no Rio, que foi na segunda metade dos anos 90; e eu acompanhei bem essa fase porque estava no Batalhão de Operações Especiais (Bope)."
Para Storani, o fracasso das UPPs e das políticas sociais que deveriam preceder a ocupação policial das comunidades criou uma nova geração de jovens vulneráveis, que veem no crime sua única opção. Segundo a análise do antropólogo e ex-policial, pode até ser que esse tipo de violência não tenha um impacto direto nos Jogos, mas ela acaba criando um ambiente propício para outra ainda mais aterradora, a do terrorismo internacional, dada a facilidade, por exemplo, de se comprar armas ou explosivos e a porosidade das fronteiras.
"Nossos governantes foram muito impetuosos ao candidatar a cidade e mobilizar esforços para fazê-la vencer, mas deixaram de tomar as medidas de segurança necessárias para um evento como esse", afirma o especialista. "Os visitantes vão conviver com a questão da violência cotidiana de uma forma amenizada, por conta dos grandes efetivos das forças armadas, das forças nacionais; mas o risco de um atentado terrorista é real. Muitas das delegações que virão são alvos desses grupos terroristas."
Para Storani, as medidas anunciadas na terça-feira não são suficientes e, se nada acontecer, será um verdadeiro milagre.
"O cenário é muito ruim", disse. "Se não acontecer nada, acho que os governantes deveriam mandar rezar uma missa todos os dias agradecendo a Deus por Ele ser brasileiro mesmo e ter impedido que algo ruim ocorresse."

Fonte: Deutsche Welle
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Rússia não vê necessidade de manter base aérea na Síria

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Não há grande necessidade de uma base militar russa permanente na Síria, a questão será decidida pelo Ministério da Defesa russo, consoante a situação político-militar do país, disse o embaixador russo para a Síria, Alexander Kinshchak, a repórteres nesta quinta-feira (30).

"A questão de quanto precisamos dela não será decidido de acordo com os desenvolvimentos político-militares na Síria ou em torno dela", disse ele. "Na opinião do Ministério da Defesa, não há grande necessidade militar de possuir um campo de pouso adicional lá."

Kinshchak lembrou uma declaração feita por militares russos que as tarefas militares necessárias poderiam muito bem ser cumpridas a partir do território da Rússia. "Não há nenhuma necessidade especial de um aeródromo adicional na Síria", disse ele.

A posição russa em território sírio segue muito mais a necessidade do governo sírio de possuir um apoio mais aproximado das forças russas no combate ao EI e grupos terroristas em seu território.

Há de se levar em conta as capacidade de deslocamento e operação a grande distância desenvolvida pela força aérea russa. Lembrando que seu vasto arsenal lhe dá capacidade com folga para atingir seus inimigos além de suas fronteiras, como foi comprovado com os ataques lançados pela marinha russa contra alvos na Síria, os mísseis Kalibr com seu alcance e precisão são uma grande prova do poderio russo na atualidade, isso sem levar em consideração os meios aéreos disponíveis.

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Mais um incidente entre as marinhas Russa e Americana

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Washington e Moscou se encontram mais uma vez diante de um incidente por manobras marítimas perigosas entre seus navios de guerra no Mar Mediterrâneo, como ocorrido em 17 de junho, novamente a fragata do projeto 1154 Classe Neustrashimy "Yaroslav Mudry", se envolveu em um incidente desta vez envolvendo outro grupo de batalha da US Navy.
No incidente registrado em 17 de junho o destroyer  da classe Arleigh Burke "USS Gravely" se aproximou da fragata russa Yaroslav Mudry a uma distância "perigosa", se colocando entre a fragata russa e um porta aviões norte americano "Harry S. Truman" do qual a fragata se aproximava, o "USS Gravely" se aproximou de maneira perigosa do navio russo Yaroslav Mudry, a uma distância de 60 a 70 metros", e depois passou a "180 metros de sua proa".De acordo com um oficial americano, os navios se cruzaram a uma distância em torno de "290 metros".
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imagem obtida pela tripulação russa
Desta vez a fragata russa se aproximou mais uma vez de um grupo de batalha, se colocando entre o cruzador da Classe Ticonderoga "USS San Jacinto" e o porta aviões "Dwight D. Eisenhower" que desenvolviam missões de ataque a posições do Estado Islâmico na Síria e Iraque.
Segundo fontes da US Navy, a fragata russa desenvolveu manobras agressivas e extremamente arriscadas, efetuando manobras a poucos metros do cruzador americano, praticas inesperadas e contrárias as normas de segurança no mar.
Após algum tempo desenvolvendo estas manobras a fragata russa manobrou bruscamente e se colocou na esteira do cruzador americano os seguindo por mais algum tempo.
Estas ações podem provocar uma "escalada desnecessária nas tensões", afirmou o oficial americano.

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Novo projeto de porta aviões da Rússia previsto para 2020

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A Rússia vai começar a projetar um porta-aviões avançado para a Marinha em 2020, segundo uma fonte na indústria da construção naval revelou nesta quinta-feira (30).

"Este trabalho está em andamento. O trabalho real no projeto vai começar em 2020. De acordo com os planos existentes atualmente, os porta-aviões serão criados na terceira década do século 21. O design do novo navio começará em 2020, e será construídos antes de 2030 ", disse a fonte.

"É lógico, se analisarmos a construção naval militar, ao longo dos últimos 20 anos ... Tudo se encaixa no princípio de coisas pequenas a grandes, como ao longo dessas duas décadas foi necessário criar novas capacidades de produção e modernizar os antigos estaleiros, o que irá nos permitir em 2030 construir navios de grande porte ", disse ele.

A Marinha russa disse anteriormente que a frota russa espera obter um porta-aviões avançado com propulsão nuclear até o final de 2030.

Segundo o vice-ministro da Defesa, Yuri Borisov, o contrato do porta-aviões poderá ser assinado até o final de 2025. "Acredito que isso provavelmente ocorrerá mais perto do final de 2025. Temos três projetos oferecidos pelo Centro de Krylov.

Eles são bastante bons e uma decisão sobre o porta-aviões será feita mais perto de 2025 ", disse ele.
A partir de hoje, a Marinha russa opera o único porta-aviões pesado, o Admiral Kuznetsov. O Chefe do Departamento de Construção Naval da Marinha da Rússia, Vladimir Tryapichnikov disse em janeiro deste ano, que a Marinha russa deverá receber um porta-aviões avançado com propulsão nuclear no final de 2030.

O Centro de Pesquisa de Krylov (pesquisa naval e Instituto de Desenvolvimento) previamente havia anunciado o desenvolvimento de um porta-aviões pesados ​​do Projeto 23000E tempestade com um deslocamento de até 100.000 toneladas e um grupo aéreo compreendendo entre 80-90 aeronaves.

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Turquia desafia pressão da UE sobre leis antiterrorismo após ataque

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A Turquia desafiou pressões da União Europeia nesta quinta-feira para que revisasse suas leis antiterrorismo, dizendo que um ataque suicida no aeroporto de Istambul nesta semana, que deixou 42 mortos, justificava sua dura posição neste tema. 
Mas autoridades turcas, que estão em Bruxelas para novas conversas sobre sua longeva tentativa de entrar na União Europeia, também argumentam que o bloco precisa da Turquia, com seu peso econômico e geopolítico, ainda mais agora que o Reino Unido votou por sair da UE. 
A UE repetiu sua reivindicação de que a Turquia deve modificar suas leis antiterrorismo, dizendo que limitam a liberdade de expressão e permitem prisões de ativistas de direitos humanos. Ancara não deu sinais de que vai ceder. 
“Hoje, a Turquia está lutando contra o terrorismo”, disse o ministro de Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, em uma coletiva de imprensa conjunta com altos representantes da UE, referindo-se aos ataques de três supostos militantes do Estado Islâmico.
“Novas demandas sobre a Turquia encorajariam terroristas. Não podemos fazer quaisquer mudanças em nossas leis antiterror.”
A UE tem atribuído o aperto das leis antiterrorismo ao progresso na tentativa de Ancara de conseguir que seus cidadãos tenham o direito de viajar à Europa sem necessidade de visto. Esse direito é parte de um acordo mais amplo no qual a Turquia também promete aceitar de volta imigrantes sírios e de outras nacionalidades que tenham saído de seu território em direção à União Europeia.
O vice-chefe executivo da UE, que encontrou-se com Cavusoglu nesta quinta-feira, deu um tom mais otimista, dizendo que as conversas sobre a questão do visto estavam progredindo e seriam encerradas em breve.
O primeiro-vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, disse pelo Twitter: “Conversas construtivas com a Turquia, onde nossa visão sobre como implementar questões remanescentes sobre os vistos convergiram amplamente.”

A Comissão também busca aumentar seu fundo para refugiados na Turquia para 2 bilhões de euros até o fim de julho, a fim de pagar por serviços de saúde, escolas e habitação.  

Fonte: Reuters
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Lei anti-terror e ação militar coibirão ameaças ao País, afirma ministro da Defesa

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O ministro da Defesa Raul Jungmann assegurou, nesta quarta-feira (29), que o País está preparado para reprimir ameaças terroristas durante os Jogos Olímpicos. Além do contingente de 38 mil militares das Forças Armadas que vão patrulhar as cidades que receberão partidas das competições, o ministro lembrou ainda que a lei anti-terrorismo, sancionada este ano, é um instrumento eficiente para prevenir o País de ataques.
"Dispomos de uma legislação moderna e absolutamente suficiente para coibir qualquer ato como esse. As penas estão entre as mais duras que você tem hoje em vigor no Brasil, de tal sorte que quem vier a tentar esta loucura, saiba que o Brasil tem jurisprudência para dar conta de qualquer tipo de delito", ressaltou.
A lei tipificou o crime de terrorismo no País como a prática, por um ou mais indivíduos, de atos por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.
Reconhecimento Internacional
Jungmann afirmou ainda que deve convocar uma entrevista coletiva na próxima semana com jornalistas estrangeiros para falar sobre o esquema de segurança para os Jogos. Isso porque o atentado em um aeroporto na Turquia acendeu o alerta da comunidade internacional quanto à segurança de turistas e atletas durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em agosto.
No entanto, segundo o ministro, o governo recebeu análises de segurança quanto à possibilidade de atentados dos serviços de inteligência de países como Estados Unidos, Israel, França e Rússia, que não identificaram riscos ao País.
"Vamos ter turistas de outros países onde há conflitos, o que faz com que se eleve nosso nível de preocupação. Mas os serviços de inteligência desses próprios países não identificaram qualquer ameaça potencial concreta de que possa vir a acontecer", afirmou Jungmann.
Trabalho conjunto
Segundo o ministro, as forças de segurança vão patrulhar as principais avenidas do Rio de Janeiro, como a recém-inaugurada Transolímpica, a avenida Brasil, a Linha Amarela, e também vão fiscalizar as estações ferroviárias e rodoviárias e o aeroporto do Galeão. Caberá ainda à Marinha cuidar da orla carioca.
A partir de 2 de agosto, o Ministério da Defesa e da Justiça serão transferidos para o Rio de Janeiro de modo a trabalhar em conjunto com os órgãos policiais de segurança.
"Estamos em plena condição de assegurar defesa, segurança, tranquilidade e um belo de um evento que será a Olimpíada no Brasil", destacou o ministro.

Fonte: Portal Brasil via Notimp
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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Ministro da Aviação considera atentado na Turquia um 'alerta'

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O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, afirmou nesta quarta-feira (29) que os estudos sobre a segurança dos aeroportos do país foram reforçados para a Rio 2016 após o atentado em Istambul que deixou mais de 40 pessoas mortas. Durante uma entrevista coletiva no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), no Centro do Rio, Quintella afirmou também que as áreas públicas receberão uma "atenção especial" do serviço de inteligência.
"A exemplo de Istambul que aconteceu em uma área pública, em Bruxelas também teve um atentado em área pública. O que aconteceu ontem foi um alerta e o ministério se reuniu para reforçar uma atenção especial para essas áreas. Em relação às áreas públicas, a gente tem uma atenção especial tendo em vista o que aconteceu em Istambul. As forças já estão preparadas, já estão se preparando há muito tempo, mas vamos reforçar a atenção nesse sentido", afirmou o ministro.
O encontro desta quarta-feira (29) teve como objetivo lançar um Manual de Planejamento do setor de transportes para a Rio 2016. O guia pretende padronizar a operação dos 40 aeroportos que receberão o público. O objetivo é estabelecer uma ação coordenada dos terminais para terem um plano de ação em caso de possíveis imprevistos no setor.
Além disso, o site "Os aeroportos nos Jogos 2016" foi lançado nesta quarta-feira (29) e irá oferecer informações sobre os aeroportos brasileiros para o público. O objetivo é orientar os turistas nacionais e estrangeiros que estarão em trânsito pelo país. A página está disponível em três idiomas e irá ajudar na preparação da viagem dos passageiros, deslocamento até os aeroportos, dados sobre embarque/desembarque e informações sobre o voo. As pessoas poderão tirar dúvidas sobre aquisição de seguros, documentos obrigatórios e procedimentos nos terminais.
O ministro afirmou ainda que o reforço será pedido com base nos atentados que aconteceram recentemente. Ele afirmou ainda que o aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, é um dos locais que requer bastante atenção por ter apenas uma via de acesso.
"A segurança não é realizada pelo ministério dos Transportes. Todos os órgãos de defesa vem se aprimorando com a realização dos eventos e destes incidentes. Quando você tem um atentado em Bruxelas e Istambul em áreas públicas dos aeroportos, se acende um alerta. O ministério vai pedir um reforço justamente nas aéreas públicas dos aeroportos. Durante a Olimpíada temos que ter muita atenção, principalmente aqui no Rio porque o Galeão tem apenas uma forma de acesso, para que esse acesso fique liberado e sem risco de obstrução. Sem algum tipo de manifestação ou de fechamento neste local", afirmou.
Fonte: G1 notícias
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Piloto de caça criado por inteligência artificial vence humano em combate simulado - Ficção pode virar realidade?

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Um sistema de pilotagem de caças criado por inteligência artificial derrotou dois jatos em uma simulação de combate. O piloto, batizado de Alpha, usou quatro jatos virtuais para defender uma área de litoral dos dois caças - e não sofreu perdas. Desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, o sistema também venceu um piloto aposentado de caças da Força Aérea Americana - logo, bastante experiente.
Na simulação descrita no estudo, os dois jatos que atacavam o litoral - chamada de equipe azul - tinham um sistema de armas mais poderoso que os jatos usados pelo Alpha, chamados de equipe vermelha. Mas o sistema criado por inteligência artificial conseguiu se livrar dos inimigos depois de realizar uma série de manobras evasivas.
Um especialista em aviação afirmou que os resultados são promissores.

"Adversário letal"
Na pesquisa, os cientistas da Universidade de Cincinnati e a companhia especializada em tecnologia Psibernetix chamam o sistema Alpha de um "adversário letal". Descrevendo as simulações de combate entre o sistema de inteligência artificial e o piloto aposentado Gene Lee, os pesquisadores escreveram que o americano "não apenas não conseguiu uma morte contra (o Alpha), mas também foi derrubado pelos vermelhos todas as vezes nos combates prolongados".
O Alpha usa uma forma de inteligência artificial baseada no conceito de lógica difusa (ou "fuzzy"), na qual um computador analisa uma série ampla de opções antes de tomar a decisão. Devido ao fato de um caça virtual produzir uma quantidade grande de dados para serem interpretados, nem sempre fica óbvio quais as manobras são mais vantajosas e, um combate ou mesmo em que momento uma arma deve ser disparada.
Sistemas que usam a lógica difusa podem analisar a importância desses dados individuais antes de tomar uma decisão mais ampla. O grande feito atingido pelos pesquisadores americanos com o sistema Alpha foi a capacidade de tomar essas decisões em tempo real e com a eficiência de um computador.
"Aqui você tem um sistema de inteligência artificial que parece ser capaz de lidar com o ambiente exclusivamente aéreo, é extraordinariamente dinâmico, tem um número extraordinário de parâmetros e, na teoria, consegue enfrentar muito bem um piloto de combate qualificado, capaz e experiente", disse Doug Barrie, analista aeroespacial militar da consultoria IISS. "É como um campeão de xadrez perdendo para um computador", acrescentou.
Ética
Apesar do entusiasmo, Barrie lembrou à BBC que pode não ser tão fácil ou apropriado tentar usar o Alpha em ambientes de combate na vida real. A analista afirmou que se o sistema for usado de verdade e decidir atacar um alvo não militar, por exemplo, os resultados poderão ser terríveis. "A indignação do público seria imensa."
Barrie acrescentou, porém, que o Alpha tem potencial para se tornar uma ferramenta de simulação de combate ou para ajudar a desenvolver sistemas melhores para uso dos pilotos humanos.

Fonte: BBC

Nota GBN: Quem assistiu ao filme "Stealth ameaça invisível"? Será que em breve a ficção se tornará realidade?
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Após se reaproximar de Israel e Rússia, Turquia sofre atentado terrorista

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Três homens-bomba abriram fogo antes de se explodirem na entrada do principal aeroporto internacional em Istambul, nesta terça-feira (28), matando 41 pessoas e ferindo várias outras, informou o primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim.
De acordo com o premiê, investigações apontam para a responsabilidade do Estado Islâmico.
A polícia disparou tiros para tentar conter os agressores antes que eles chegassem a uma checagem de segurança no terminal de chegadas do aeroporto Ataturk, o terceiro mais movimentado da Europa, mas eles se explodiram, segundo uma autoridade.
Várias testemunhas relataram duas explosões, mas o premiê turco afirmou que eram três homens-bomba e que todos eles atiraram antes das explosões, de acordo com investigações iniciais.
O presidente turco, Tayyip Erdogan, condenou fortemente os ataques, e testemunhas contaram sobre o caos no aeroporto.
"Houve uma grande explosão, extremamente alta. O teto caiu. Dentro do aeroporto estava terrível, não se podia reconhecê-lo, o dano é grande", declarou Ali Tekin, que estava na sala de desembarque à espera de uma pessoa quando o ataque ocorreu.
Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque, o último de uma série de atentados suicidas este ano, mas a agência de notícias Dogan informou que as indicações iniciais sugeriram que o Estado Islâmico pode ter sido responsável, citando fontes policiais.

O ataque tem algumas semelhanças com um ataque suicida realizado por militantes do Estado Islâmico no aeroporto de Bruxelas, em março, que matou 16 pessoas.
VOOS INTERROMPIDOS
Falando no Parlamento, o ministro da Justiça, Bekir Bozdag, disse com base em informações iniciais que só poderia confirmar um agressor. "De acordo com informações que recebi, na entrada do terminal internacional do Aeroporto Ataturk um terrorista primeiro abriu fogo com um rifle Kalashnikov e depois se explodiu", declarou ele em comentários transmitidos pela CNN Turca.
De acordo com a agência estatal Anadolu, seis pessoas se feriram gravemente.
Ataturk é o maior aeroporto da Turquia e um grande centro de conexões para os viajantes internacionais. Imagens postadas nas redes sociais a partir do local mostraram pessoas feridas deitadas no chão dentro e fora de um dos terminais.
Imagens de televisão mostraram ambulâncias se dirigindo para o local. Uma testemunha disse à CNN Turca que o tiroteio foi ouvido do estacionamento do aeroporto. Táxis transportaram feridos, segundo a testemunha.
Autoridades interromperam a decolagem de voos regulares no aeroporto e os passageiros foram transferidos para hotéis, disse um funcionário da Turkish Airlines. Antes, um funcionário do aeroporto afirmou que alguns voos foram desviados.
A Turquia tem sofrido uma onda de atentados neste ano, incluindo dois ataques suicidas em áreas turísticas de Istambul atribuídos ao Estado Islâmico, e dois carros-bomba na capital, Ancara, que foram reivindicados por um grupo militante curdo.
No ataque mais recente, um carro-bomba destruiu um ônibus da polícia no centro de Istambul durante a hora do rush da manhã, matando 11 pessoas e ferindo outras 36 perto da principal área turística, uma grande universidade e o gabinete do prefeito.
A Turquia, que faz parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado islâmico, também está lutando contra militantes curdos em seu sudeste de maioria curda.
Recentemente a Turquia também reatou relações com Israel e Rússia. 

Assista ao vídeo do momento em que um dos terroristas é baleado e em seguida detona os explosivos em seu corpo

Fonte: Reuters / GBN News
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