quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Há 69 anos soviéticos testavam sua primeira bomba nuclear

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Em 29 de agosto de 1949, a primeira bomba atômica soviética foi testada com sucesso em Semipalatinsk (território que hoje fica no Cazaquistão). Batizada de RDS-1 (abreviatura do russo para “motor a jato especial”), a bomba foi testada em um campo de 20 km de diâmetro.
O design da bomba era muito parecido com a bomba de plutônio americana Fat Man. Em 1950, foram produzidas mais nove bombas do tipo RDS-1. Em março de 1951, a União Soviética já tinha 15 bombas nucleares de plutônio.
Em 5 de agosto de 1963, foi assinado um tratado em Moscou banindo testes de armas nucleares na atmosfera, no espaço e debaixo d’água. O tratado foi assinado pela União Soviética, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Atualmente, 131 países são signatários deste acordo.

Fonte Russia Beyond
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Marinha do Brasil firma acordo de governança do NPqHo "Vital de Oliveira"

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Na manhã desta quarta-feira (29), fomos convidados para acompanhar a assinatura do acordo que garantirá a continuidade e o gerenciamento das pesquisas realizadas pelo Navio de Pesquisa Hidroceanográfico "Vital de Oliveira", o mais moderno navio de pesquisas em operação no Atlântico Sul.

O acordo firmado engloba a cooperação entre a Marinha do Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), a Petrobras, a Vale S.A e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) no que tange a gestão do navio, fruto de seis anos de intensos trabalhos da parceria que resultou na obtenção do moderno navio de pesquisas com o qual conta a Marinha do Brasil.

O NPqHo "Vital de Oliveira" foi construído pelo estaleiro chinês Guangzhou Hantong Shipbuilding and Shipping Co., representando um investimento na casa dos 162 milhões de reais. Após seu lançamento e a realização das "provas de mar" previstas, o navio foi levado para Singapura, onde a "Keppel Marine" foi incumbida pela instalação dos cinco laboratórios que dispõe o navio e todos sistemas necessários para realização de uma variada gama de pesquisas, finalizado esse processo o "Vital de Oliveira" foi finalmente sendo entregue à Marinha do Brasil. O período compreendido entre a seleção da proposta apresentada pela norueguesa "Northern Research Shipping", empresa responsável pelo projeto do navio, anunciada em 7 de junho de 2013, e a entrega do navio em 23 de julho de 2015, demandou pouco mais de dois anos entre o inicio da construção e o comissionamento do navio.

O novo NPqHo brasileiro foi batizado de "Vital de Oliveira", uma homenagem ao capitão-de-fragata Manoel Antonio Vital de Oliveira, patrono da hidrografia brasileira, tendo tido papel fundamental nos primórdios das pesquisas hidrográficas no Brasil, sendo reconhecido mundialmente pelos seus trabalhos. Vital de Oliveira era oficial da então Marinha Imperial Brasileira, que no comando do "Paraybano" realizou no período de 1857 a 1859 um extenso trabalho hidrográfico no trecho entre o rio Mossoró, no Rio Grande do Norte, e a foz do rio São Francisco, entre Sergipe e Alagoas,  morreu na Guerra do Paraguai, durante o bombardeio de Curupaiti, em 2 de fevereiro de 1867, ocasião em que o Monitor Encouraçado "Silvado", sob seu comando, foi atingido.

Desde seu recebimento em julho de 2015, até a presente data, o "Vital de Oliveira" já cumpriu 48 comissões, tendo operado por 485 dias realizando diversos trabalhos de coleta de dados destinado à pesquisa científica, tendo recebido neste período mais de 100 pesquisadores de diversas instituições e universidades, desenvolvendo uma vasta gama de experimentos. 

Em 27 de julho de 2016, o navio participou das buscas ao caça-bombardeiro naval AF-1 (A-4KU) Skyhawk, que desapareceu com seu piloto após colidir com outra aeronave durante um treinamento ao largo de Saquarema, tendo sido um valioso ativo nas operações, utilizando seus diversos equipamentos e sensores, além do ROV para auxiliar nas buscas.

O navio representa um grande ganho em capacidade de pesquisas científicas, sendo um importante ativo para coleta de dados sobre as riquezas da nossa "Amazônia Azul", o qual foi concebido graças aos esforços conjuntos entre os signatários deste acordo que hoje é ratificado à bordo.

Graças a este acordo, será possível garantir o prosseguimento nas pesquisas e coletas de dados pelo navio, o qual passa a contar com a governança compartilhada entre os referidos signatários, que dentro de suas atribuições deverão destinar meios e recursos para que o NPqHo "Vital de Oliveira" continue singrando os mares brasileiros, contribuindo de maneira fundamental ao desenvolvimento científico nacional.

Durante o evento entrevistamos o comandante do navio, o CF Alex Azevedo Urbancg, e o conteúdo você irá conferir na próxima parte desta cobertura, onde também participamos de uma coletiva de imprensa com Ministro Gilberto Kassab e o Comandando da Marinha Alte Esq Leal Ferreira, ocasião na qual perguntamos sobre a operação do navio construído na China. Nosso parceiro Robinson Farinazzo do "Canal Arte da Guerra", esta preparando um vídeo também sobre o evento.


Conheça um pouco mais sobre o NPqHo "Vital de Oliveira":

Ficha Técnica:
  • Comprimento: 78 metros
  • Boca: 20 metros
  • Deslocamento Máximo: 4.200 toneladas
  • Calado Máximo: 6,3 metros
  • Autonomia: 30 dias
  • Raio de Ação: 7.200 Milhas Náuticas
  • Velocidade de Cruzeiro: 10 nós
  • Velocidade Máxima: 12 nós
  • Tripulação: 90 militares
  • Passageiros: 40 cientistas

Equipamentos: 
  • Ecobatímetros Multi-feixe (águas rasas e profundas)
  • Ecobatímetro Monofeixe
  • Perfilador de Subfundo
  • Sonares de Varredura Lateral
  • Perfiladores de Corrente (ADCP)
  • CTD/Rossette, U-CTD, XBT, Perfilador contínuo de propagação da Velocidade do Som na água
  • Veículo Operado Remotamente (ROV) até 4.000m
  • Amostradores e testemunhador geológico
  • Estação Meteorológica Automática
  • Medidores de Ondas e Correntes
  • Gravímetro e Magnetômetro
  • PCO2, Plâncton e Salinômetro
  • Lanchas Hidrográficas com ecobatímetro multi-feixe



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Kalashnikov lança carro elétrico inspirado em modelo dos anos 70

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A empresa russa Kalashnikov, fabricante do famoso fuzil AK-47, desenvolveu um carro elétrico "retrô" para competir com o criado pela Tesla, companhia do bilionário Elon Musk.
O protótipo CV-1 foi apresentado recentemente na capital da Rússia, Moscou. O carro é inspirado em um modelo soviético que, na década de 1970, foi apontado como um "supercarro russo".
Recentemente, a Kalashnikov foi alvo de piadas depois de lançar um robô "de combate" chamado "Pequeno Igor", criticado por sua aparência, considerada por muitos antiquada.
Em comunicado, a empresa afirmou que o CV-1 tem uma série de "sistemas complexos" com tecnologia que coloca a empresa "entre os fabricantes globais de carros elétricos, como a Tesla".
Além disso, a empresa afirmou que o carro terá uma velocidade máxima maior que os modelos anteriores criados pela empresa. Também diz que o CV-1 pode viajar cerca de 350 quilômetros com uma única carga. Como o projeto ainda está testes, não foram divulgados os preços do veículo.

Diversificação

A Kalashnikov tem tentado levar sua marca para diferentes direções. Recentemente, lançou uma coleção de roupas e um catálogo de itens pessoais que vão de guarda-chuvas a capas de celular.
Na Rússia, a decisão da companhia de criar um veículo elétrico dividiu opiniões.
Em perfis da empresa nas redes sociais, houve quem dissesse que a resposta russa à Tesla tem um "engraçado design de zumbi". Outros, porém, elogiaram a aparência do veículo.
"Seus tanques são ótimos, mas seria melhor se vocês ficassem longe dos carros", escreveu outro usuário.
Antes, a Kalashnikov havia lançado o Igorek (conhecido como "pequeno Igor"), um robô 4,5 toneladas que seria usado para executar "tarefas de engenharia e de combate". A empresa foi alvo de piadas por causa do design "antiquado" do projeto.
Após as reações, a Kalashnikov afirmou esperar lançar uma nova versão do robô em 2020.

Fonte: BBC Brasil
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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Tragédia aérea de Ramstein

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No dia 28 de agosto de 1988, três aviões da esquadrilha acrobática italiana Flechas Tricolores (Frecce Tricolori) se chocaram em pleno voo durante um show de acrobacias aéreas na base militar americana em Ramstein, no sudoeste da Alemanha. Um dos jatos caiu sobre a multidão de espectadores.
A festa teuto-americana daquele domingo ensolarado de agosto de 1988 atraiu um grande público. Centenas de milhares de pessoas vieram assistir às exibições de acrobacias aéreas da Força Aérea dos Estados Unidos e de seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Para a maioria, o show aéreo foi apenas uma das atrações, além do sorvete americano, batatas fritas e hambúrguer. Muitos nem sabiam que o ponto alto do espetáculo seria a apresentação da esquadrilha acrobática italiana.
Formação "coração apunhalado"
Pouco antes das 16h, a esquadrilha iniciou sua acrobacia mais espetacular: seis jatos se preparam para a formação chamada "coração apunhalado", em que se cruzariam a apenas alguns metros um do outro a uma velocidade de 600 km/h.
A exibição acabou em tragédia: exatamente às 15h44, três aviões colidiram, dois caíram sobre um bosque, e o terceiro voou como uma bola de fogo em direção ao público. O balanço foi chocante: 70 mortos e mais de mil feridos. Como que antevendo o perigo, representantes das igrejas e de movimentos pacifistas não cansaram de advertir para os perigos das ousadas acrobacias aéreas.
Os sobreviventes lutaram não só com as dores e graves sequelas permanentes. Muitos tiveram de permanecer hospitalizados durante vários meses, outros passaram por diversas cirurgias. Também a luta pela indenização durou alguns anos.
Traumatismos incuráveis
Um dos atingidos foi Willibald Siert. Seu pai e seu irmão morreram na catástrofe e ele próprio passou seis meses no hospital. "Há muitas pessoas que realmente acham que fizemos um bom negócio com isso tudo. Isto é, você dá uma perna e recebe 150 mil marcos [moeda alemã na época].Isso me deixa muito triste."
O que jamais lhe poderá ser indenizado são as imagens que ficaram: de corpos tão queimados que não puderam mais ser reconhecidos, de pessoas rolando no chão para apagar o fogo que as consumia, o pânico e a correria.
"Trata-se de um traumatismo como em tempos de guerra", constataram psicólogos. Os sobreviventes e os familiares das vítimas fatais não receberam naquele momento qualquer tipo de ajuda espiritual. Só mais tarde é que criaram grupos de autoajuda.
Mesmo a apuração jurídica do acidente foi um fracasso. O promotor responsável jogou a toalha após alguns meses, pois, segundo o estatuto da Otan, a responsabilidade pelas investigações era das autoridades italianas. As posições divergentes das bancadas na comissão parlamentar de inquérito no Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) emperraram os trabalhos por um ano inteiro.
Divergências sobre as causas
Ao final, houve dois relatórios conclusivos: um do Partido Social-Democrata, segundo o qual a tragédia poderia ter sido evitada; e outro assinado pelos liberais, social-cristãos e democrata-cristãos, que responsabilizaram um dos pilotos italianos.
Logo após a catástrofe, predominou no Bundestag a opinião de que tais shows aéreos deveriam ser proibidos. Pouco tempo depois, essa intenção já havia sido esquecida. O então deputado democrata-cristão Bernhard Wilz justificou assim a não proibição: "Não se pode esconder as Forças Armadas, o contribuinte tem o direito de vê-las."
Quase nove anos após a tragédia, em 1º de julho de 1993, 24 aviões de combate representando seis países voltaram a decolar, em formações de quatro, da pista de Ramstein.

Fonte: Deutsche Welle
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Especial PHM "Atlântico" - "Ataque contínuo e agressivo, Atlântico!!!"

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Nossa estadia à bordo do PHM "Atlântico" nos possibilitou conhecer mais profundamente o novo capitânia da esquadra brasileira. Nesta ocasião, conhecemos o Centro de Operações de Combate (COC), a área mais sensível do navio, onde estão reunidos os sistemas que recebem todas as informações oriundas dos sensores e radares do navio, fornecendo uma visão tática, onde é realizada toda parte de comando e controle das operações. Além disso, do COC é possível comandar todo navio, bem como ser utilizado pelo Estado-Maior da Esquadra para comandar todas operações de uma força tarefa, contando com toda infraestrutura para exercer o papel de navio-capitânia. Toda informação e controle das operações aéreas embarcadas partem desta sala, exercendo uma grande importância tática, com capacidade de monitorar um grande número de contatos que entrem na zona de alcance de seu sistema radar, o qual esta amparado pelo ARTISAN 3D 997, o primeiro radar do tipo operado pela Marinha do Brasil, fornecendo uma visão tática sem precedentes, um verdadeiro "sentinela" que acompanha tudo que estiver num raio de cerca de 300km!

Conferimos em nossa visita ao COC do PHM "Atlântico" o funcionamento dos consoles da suíte eletrônica do sistema de combate do navio em operação, uma oportunidade rara de acompanhar o trabalho destes profissionais e conhecer como funciona a operação do sistema. 

Alguns de nossos leitores pediram para abordarmos um pouco mais sobre as capacidades do ARTISAN 3D 997, sendo um sistema moderno e de grande eficiência, o qual confere uma capacidade ímpar ao navio, quer seja na coordenação de suas operações aéreas, quer seja no controle do espaço aéreo e defesa da esquadra. O radar é capaz de acompanhar contatos dos mais diversos tipos e dimensões, voando a velocidades que podem chegar a Mach 3, desde simples drones, aeronaves de asa fixa e rotativa e mísseis de diversos tipos e classes.

O ARTISAN, sigla de Advanced Radar Target Indication Situational Awareness and Navigationé um radar 3D que confere a capacidade de vigilância aérea e de superfície de médio alcance. O sistema foi desenvolvido pela britânica BAE Systems afim de atender a demanda da Royal Navy, que passou a contar com essa nova tecnologia a partir de janeiro de 2012, já tendo integrado em 11 fragatas Type-23 e no HMS "Bulwark" e no Navio-Aeródromo HMS "Queen Elizabeth", além do PHM "Atlântico". Esta previsto equipar também as duas outras fragatas Type-23 e o segundo NAe britânico, o HMS "Prince of Wales" , sendo ainda avaliado se será ou não integrado ao HMS "Albion".

O ARTISAN 3D type 997 trabalha a 30 RPM e segundo dados fornecidos é capaz de rastrear mais de 900 alvos ao mesmo tempo. A BAE Systems afirma que a Artisan é capaz de rastrear contatos do tamanho de pequenas aves ou bolas de tênis voando a Mach 3 com "desempenho incomparável de detecção e medidas de proteção eletrônica contra os mais complexos jammers". Sendo um sistema sem comparativos no Atlântico Sul.

Além do COC, conhecemos a estrutura de gestão do Destacamento Aéreo Embarcado (DAE), onde obtivemos mais informações sobre a Vistoria de Segurança da Aviação (VSA), processo no qual são realizados uma série de pousos e decolagens para determinar os envelopes de voo de cada aeronave que deverá operar embarcada. A rotina de operações aéreas envolve um alto grau de coordenação entre os diversos departamentos que compõe a dotação do navio, onde existem regras e normas rigorosas que visam garantir a segurança das operações à bordo. 

O encarregado pelo planejamento e controle das operações aéreas é o Oficial de Operações Aéreas, no caso do PHM "Atlântico" essa função é exercida pelo Capitão-de-Corveta Munaretto, experiente piloto de SH-16 "Seahawk" que nos concedeu uma entrevista, esclarecendo um pouco sobre a importância da coordenação das operações aéreas com todos os departamentos que integram o navio. Esta seção esta subordinada ao "Departamento de Operações", sendo responsável pelo planejamento e controle de todas operações aéreas programadas para o navio. Para cumprir com essa tarefa, a seção recebe informações dos diversos esquadrões que integram o DAE, com os planejamentos dos voos e missões que estão previstos para ser executados. A partir dessas informações é estabelecida uma consolidação do planejamento que resulta no "programa diário de voo", onde consta todos os pousos e decolagens previstos naquele dia, bem como as missões que serão executadas por cada uma dessas aeronaves. Em dia normal são lançadas aproximadamente 30 aeronaves, capazes de realizar as mais diversas missões. Esse "programa diário de voo" é distribuído em todos os esquadrões embarcados e as seções do navio, sendo um documento de grande importância para a operação do navio de forma segura, o que deixa toda tripulação ciente do que se passa à bordo. Se eventualmente ocorrer alguma alteração na programação, essa é imediatamente comunicada ao Oficial de Operações Aéreas, que irá gerar um novo "programa diário de voo" que deverá ser encaminhado as demais seções retificando o anterior emitido.

Um ponto importante da rotina de voos a bordo de um navio como o "Atlântico", diz respeito aos procedimentos adotados para operações aéreas, onde aproximadamente uma hora e meia antes do inicio das operações propriamente ditas, são ocupados os postos de voo, condição na qual o navio e toda sua tripulação se prepara para iniciar a sua rotina de operações aéreas, essa preparação não envolve apenas o pessoal ligado diretamente as aeronaves, mas todos os setores que integram o navio realizam procedimentos e guarnecem de acordo com o previsto pelo plano de segurança de operação do navio. Só após todas as estações do navio estarem preparadas para o lançamento e recolhimento das aeronaves é que tem inicio as atividades de voo, seguindo sempre a programação divulgada pelo "programa diário de voo".

Para termos uma ideia de como é composta a operação de um porta-helicópteros multipropósito, é exigido a coordenação entre diversas equipes para que possam ser conduzidas as operações de forma segura e eficiente, e para isso o "Atlântico" conta com três homens trabalhando continuamente no departamento de operações aéreas, já no convoo o numero de envolvidos nas operações é determinado de acordo com o número de aeronaves em operações, lembrando que o "Atlântico" é capaz de operar até seis aeronaves simultaneamente, além do guarnecimento de diversas estações em todo navio.

A operação de aeronaves embarcadas é algo muito complexo, que exige grande conhecimento das características específicas de cada tipo operado á bordo, onde é seguido os procedimentos determinados pelo envelope de operação de cada aeronave, sendo este envelope estabelecido durante a VSA, quando são verificadas as condições ideais para operação segura de cada vetor. Conforme nos foi dito pelo CC Munaretto, aeronaves menores possuem um envelope de lançamento e recolhimento muito restrito, demandando em determinadas ocasiões que o navio manobre para que seja alcançada as condições de segurança do voo, sendo a direção do vento e sua velocidade um dos fatores mais importantes nessa equação. Porém, aeronaves de maior porte e potência, como os SH-16 e UH-15, apresentam um envelope muito mais flexível devido a potencia e estabilidade destas aeronaves em condições mais severas.

O convoo do PHM "Atlântico" esta preparado para receber até sete aeronaves, as quais podem ser "spotadas", além do convoo, o navio conta com um amplo hangar, capaz de receber uma variada combinação de aeronaves, as quais podem acessar o mesmo através de dois elevadores. No total o PHM "Atlântico" pode receber um DAE (Destacamento Aéreo Embarcado) com até 17 aeronaves. Lembrando que as aeronaves pertencem aos esquadrões, sendo embarcadas de acordo com as missões que se pretende executar a partir do "Atlântico", onde a Marinha do Brasil dispõe de um diversificado leque de aeronaves, sendo capaz de cumprir as mais variadas missões.

O PHM "Atlântico" cumpriu a primeira fase do VSA, restando ainda cumprir algumas etapas para certificação das capacidades de operações aéreas, onde no primeiro momento foi certificada a operação de aeronaves sob condições normais de dia, agora o "Atlântico" para passara por uma segunda fase, onde é prevista a certificação da capacidade de lançamento e recolhimento de aeronaves em simultâneo, durante nossa estadia à bordo, o "Atlântico" estava já com capacidade de operar duas aeronaves em simultâneo, após obter essa capacidade de operar com até seis aeronaves simultaneamente começará a certificação das capacidades de operações noturnas e sob condições meteorológicas adversas, conhecidas como IFR/IMC, seguindo o mesmo processo de VSA executado no NDM "Bahia", o qual já apresenta plena capacidade de realizar operações noturnas, dentro é claro do envelope de lançamento e recuperação que determina os procedimentos e as limitações existentes neste tipo complexo de operações. 

Sobre as capacidades IFR/IMC, conversamos com o CC Costa, Chefe de Operações do Esquadrão HS-1 e piloto de SH-16, que nos explicou a complexidade e as necessidades de se realizar um estudo profundo para se estabelecer os envelopes de lançamento e recuperação de cada aeronave, sendo dentre as condições a mais restritiva e complexa, exigindo muita atenção e observância dos procedimentos para uma operação segura e eficiente, tida como a mais crítica das condições de voo do programa de capacitação do navio, estando no auge do processo de certificação, principalmente devido a enorme complexidade e a necessidade de se dominar a pleno todas nuances dos envelopes de voo de cada aeronave nas mais diversas condições, afim de se obter a certificação Full IFR/IMC. Os degraus para se alcançar esta capacidade plena passam por todos as seções envolvidas nas operações de voo, desde a manutenção, passando pelas equipes do convoo, controle de trafego aéreo e tripulações das aeronaves, é algo que exige muito do conjunto como um todo. Segundo as expectativas, essa plena capacidade Full IFR/IMC pode ser alcançada até meados de 2019.

Foto: Luiz Gomes / GBN News
Como todos sabem, o PHM "Atlântico" passou por um intenso processo de modernizações há cerca de quatro anos, quando inclusive passou a contar com o moderno radar ARTISAN 3D Type 997, dentre os sistemas, o navio passou a contar com novos consoles e sistema de combate, custando aos britânicos cerca de 64 milhões libras. Todo o processo pelo qual passou o navio, garantiu ao mesmo um aspecto de novo, todos os corredores e instalações que acessamos tinham aspecto de ter sido recentemente construído, tamanho o grau de conservação. Grande parte desse trabalho foi executado pela Babcock, empresa que acompanhou o navio desde sua construção até a última manutenção prevista que foi realizada ainda durante o processo de transferência da Royal Navy à Marinha do Brasil. No quesito manutenção, o navio apresenta grande facilidade de obtenção de peças de reposição, tendo sido um dos pontos estudados pela Diretoria Geral de Material da Marinha (DGMM), a qual chegou a consultar diversos fornecedores para checar a disponibilidade de peças e a logística necessária para manter o navio operacional. 

Dentre os fornecedores consultados, soubemos durante a última edição da Marintech South América, evento que o GBN News cobriu, que a MAN foi procurada pela Marinha do Brasil e questionada sobre a disponibilidade de reposição e custos para os motores empregados na propulsão do navio, a qual confirmou a grande disponibilidade de peças para reposição e as facilidades inerentes a manutenção dos mesmos no Brasil, a qual deverá ser executada pela empresa, detentora de todo know-how nestes motores após a incorporação da fabricante destes motores.

O PHM "Atlântico" faz jus ao seu lema: "Ataque contínuo e agressivo", tendo em vista a capacidade de cumprir uma vasta gama de missões, as quais serão abordadas em breve na continuidade de nossa cobertura sobre a chegada do PHM "Atlântico" ao Brasil.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança

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domingo, 26 de agosto de 2018

Morre John McCain, veterano do Vietnã e Senador norte americano

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Neste sábado (25), as 16:28 os norte americanos perderam o senador John McCain, veterano do Vietnã, onde foi piloto aeronaval, o qual enfrentou cinco anos de cárcere como prisioneiro de guerra após ter seu A-4 Skyhawk abatido sobre Hanói.

John McCain teve uma vida de muitos altos e baixos, conforme você poderá conferir no vídeo que nosso parceiro Robinson Farinazzo lançou sobre este ícone da política norte americana, em "John McCain, o Vietnã e a Marinha".

o senador John McCain era republicano, vítima de um tumor no cérebro, morreu aos 81 anos em sua casa no Arizona. Figura icônica da política norte americana, teve uma vida marcada por altos e baixos, conhecido por uma juventude bastante conturbada, com fama de mulherengo e aventureiro, McCain teve grande sucesso na carreira política, onde exerceu vários mandatos como senador e tendo concorrido à presidência contra Barack Obama.

John McCain  nasceu no Canal do Panamá em 29 de agosto de 1936. Nascido em uma família com tradição naval, onde era filho e neto de almirantes da US Navy, seguiu a tradição e se formou na Academia Naval de Annapolis em 1958, posteriormente se formando aviador naval em Pensacola em 1960.

Era muito conhecido por ser festeiro e mulherengo, casou com a ex-modelo Carol Sheep em 1965, teve uma filha e adotou os dois filhos da sua esposa.

Mas em 1967, seguiu para Guerra do Vietnã, onde foi destacado para o destacamento aéreo embarcado no USS "Forrestal", onde foi piloto de caças-bombardeiros A-4 Skyhawk. Em sua passagem pelo USS "Forrestal", McCain escapou da morte. Era naquela ocasião capitão-tenente, e enfrentou o incêndio do USS ''Forrestal''. Onde conseguiu sair de sua aeronave em meio as chamas e estava tentando socorrer outro piloto quando uma bomba explodiu, sendo atingido pelos fragmentos nas pernas e no peito. O incêndio no USS "Forrestal" resultou na perda de 134 de seus tripulantes, representando uma grande perda a US Navy.

Após se recuperar dos ferimentos, McCain se ofereceu para operar aeronaves no USS "Oriskany", outro porta-aviões que atuava na "Operação Rolling Thunder". Neste período foi agraciado com a Comenda da Marinha e a Estrela de Bronze por suas missões realizadas sobre o Vietnã.

Mas foi durante sua 23ª missão de bombardeio sobre o Vietnã, quando estava no auge dos seus 31 anos, que teve sua aeronave abatida pelo fogo anti-aéreo, vindo a cair em território inimigo em 26 de outubro de 1967, McCain foi capturado e enfrentou o inferno do cativeiro no Vietnã, onde permaneceu por cinco anos e meio.

Após retornar aos EUA galgou vários comandos na US Navy, mas seu contato com a política começou em 1977, quando passou a atuar como oficial de ligação da marinha com o senado. Após deixar a marinha ingressou na política, onde chegou ao senado. Foi firme opositor da indústria do tabaco e da influência do dinheiro nas campanhas eleitorais, algo que lhe serviu para ganhar popularidade entre os meios de comunicação. John McCain foi um dos mais firmes defensores de Israel no Congresso dos Estados Unidos. Apoiou convictamente a Guerra do Iraque em 2003, tal como apoiou anteriormente a Guerra do Golfo em 1991. Apesar de pertencer ao mesmo partido de Trump, o mesmo retirou seu apoio e por diversas vezes criticou Trump. Com certeza é uma grande perda aos norte americanos.


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Soldados Brasileiros, uma justa homenagem do GBN News

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No último sábado (25) foi comemorado o Dia do Soldado, infelizmente tivemos de fazer essa publicação com um dia de atraso, tendo em vista que estávamos desembarcando do PHM "Atlântico" em sua chegada ao Brasil. 

Nesta homenagem, quero primeiramente dizer que sinto ainda a recente perda de três dos nossos guerreiros, os quais tombaram aqui no Rio de Janeiro em confronto com narcotraficantes, aqueles mesmos criminosos que os direitos humanos e a grande mídia intitulam de "vítimas da sociedade", quando são feridos ou mortos em confrontos com as forças de segurança, mas que de forma alguma são apontados como o principal problema que deve ser enfrentando com rigor e sem piedade, á nos cidadãos de bem e aos nossos soldados das diversas forças envolvidas nesta "guerra urbana", nos cabe apenas chorar nossos mortos, sem qualquer amparo dos ditos "direitos humanos" e sem a comoção promovida pela mídia. Este ano só no Rio de Janeiro foram mortos dezenas de policiais militares, e agora somam-se as estatísticas desta triste guerra dois soldados e um cabo do Exército Brasileiro.

Quero levantar aqui nesta homenagem, que sejamos mais aguerridos enquanto nação, digo aguerridos não no sentido de pegarmos em armas propriamente dito, mas em cobrar das nossas autoridades maior efetividade e leis que sejam cumpridas. Enfrentamos uma grave crise moral, ética e cívica, onde na caserna ainda encontramos exemplos e motivos para acreditar que ainda há jeito para nosso país.

Neste 215º aniversário de  Luís Alves de Lima e Silva, o nosso conhecido Duque de Caxias,conhecido como "O Pacificador", sendo um grande exemplo de liderança e patrono do Exército Brasileiro, a data de 25 de agosto foi escolhida para que seja comemorado o Dia do Soldado.

Conhecido como  "O Pacificador", e também como "O Duque de Ferro", Duque de Caxias foi um exímio militar, político e monarquista.Esteve envolvido nos confrontos contra Portugal em 1823, algo que é pouco relatado na história da Independência do Brasil, ficou por três anos na Cisplatina durante a tentativa brasileira de manter a província que se tornou o que hoje é o Uruguai. Caxias foi um homem conhecido por sua integridade e lealdade, tendo permanecido leal ao imperador D. Pedro I diante das convulsões de 1831, as quais resultaram na abdicação do trono em favor de D.Pedro II, a quem Caxias serviu como mestre de armas, ensinando-lhe esgrima e hipismo, tornando-se amigo do imperador.

Durante a regência, no período entre a abdicação de D. Pedro I e a maioridade de D. Pedro II, Caxias enfrentou várias revoltas por todo o Brasil. Caxias comandou as forças lealistas de 1839 a 1845, se colocando até mesmo contra seu pai e tios, que simpatizavam com rebeldes. Dentre as revoltas que apaziguou estão a  Balaiada, as Revoltas Liberais e a Revolução Farroupilha. Sob seu comando do general Duque de Caxias o Exército Brasileiro venceu a Guerra do Prata em 1851, derrotando os "hermanos" da Confederação Argentina. Na década seguinte, já ostentando o título de Marechal, liderou o Exercito Brasileiro rumo a histórica vitória na Guerra do Paraguai. Ocasião que lhe conferiu o título de nobreza pelo qual até hoje é lembrado e referido.

Duque de Caxias ainda teve relevante participação na vida política do Brasil, tendo sido eleito senador em 1846 e dez anos depois Presidente do Conselho de Ministros, feito repetido entre 1861 e 1862 e depois retornando a presidência do conselho pela última vez no período entre 1875 e 1878.

O patrono de nosso Exército Brasileiro veio a óbito em 7 de maio de 1880, tombando frente ao agravamento das complicações com a saúde, a qual vinha piorando progressivamente. Mas foi em 13 de março de 1962, quase um século após sua morte que foi imortalizado na história brasileira, recebendo a justa homenagem ao ser reconhecido oficialmente pelo decreto federal Nº 51.429, como o patrono do Exército Brasileiro, sendo o exemplo e o ideal de soldado, assumindo seu lugar como a figura mais importante de nossa tradição militar, sendo considerado o maior oficial militar da história do Brasil.

Neste 25 de agosto de 2018, invoco o espírito de bravura, liderança e perspicácia, ao qual atribuiu ao patrono de nosso Exército Brasileiro a alcunha de "O Pacificador", e que assim como há cerca de 180 anos, nossos bravos soldados, venham a honrar seu patrono e também se tornarem conhecidos como "Pacificadores", neste Brasil que hoje enfrenta como naqueles tempos de nosso patrono, os desafios de consolidar a paz dentro de nossas fronteiras, hoje enfrentando como inimigo o crime organizado em suas mais variadas facetas, o qual não se limita aos morros e comunidades carentes pelo Brasil, mas que hoje se encontra infiltrado no seio de nosso governo.

A todos nossos soldados, quero expressar um sentimento que acredito não ser só meu, mas sim de muitos de nós brasileiros, que confiamos e acreditamos que não importa onde e nem como, mas que sempre que preciso for, podemos contar com seu braço forte e mão amiga!!! 

Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança

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Canal Arte da Guerra - PHM "Atlântico" chega ao Rio!

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foto: Luiz Gomes / GBN News
Na manhã deste domingo (26), nosso parceiro Robinson Farinazzo, lançou no Canal Arte da Guerra um vídeo sobre a chegada do PHM "Atlântico" ao Rio de Janeiro, com alguns trechos de nossa cobertura especial da chegada do novo capitânia da esquadra brasileira.

Nós estivemos embarcados e fizemos o trecho final da primeira viagem do navio, viajando entre Arraial do Cabo-RJ ao Arsenal de Marinha no Rio de janeiro.

Confiram o vídeo, não esqueçam de se inscrever no canal e acionar as notificações:



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Embarcamos no PHM "Atlântico"

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Nossa jornada começou dia 23 de agosto, estava muito ansioso por conhecer o novo capitânia da Marinha do Brasil, eu estava em Cabo Frio e segui conforme o combinado com a equipe do CCSM para o hotel de trânsito em Arraial do Cabo, onde me encontraria com Cap.Ten Fabrício e os demais colegas da imprensa. 

Eram cerca de 15hrs quando cheguei ao local, fiz meu check-in e fui ao meu quarto deixar minha bagagem, iria pernoitar ali e nas primeiras horas da manhã seguinte embarcaria rumo ao tão esperado encontro com o PHM "Atlântico". Naquela noite eu dividiria o quarto e a ansiedade com outros três amigos, Anderson Gabino do Orbis Defense, Ricardo Padovese da Revista Asas e o fotografo Marcelo Régua da Agência Globo. No quarto ao lado estavam outros companheiros de longa data, Roberto Caiafa da Revista T&D, Wiltgen e Padilha do DAN. 

A noite resolvemos ir à uma pizzaria, onde pudemos conhecer melhor nossos colegas de trabalho e interagir, algo que com certeza foi de grande valia para o pessoal da grande mídia, os quais possuem pouco conhecimento sobre o campo de defesa, sendo uma oportunidade muito boa para que eles conhecessem um pouco mais do nosso "mundo" de defesa. 

Antes de voltar aos nossos quartos, encontramos no saguão do hotel com nosso amigo C.Alte Valicente, responsável pelo CCSM, o qual nos apresentou de forma resumida qual seria a programação, as orientações e sugeriu algumas pautas interessantes, depois desse breve encontro, era hora de organizar todo equipamento e descansar.

Logo nas primeiras horas da manhã já pulei da cama e cumpri os ritos diários, eram 4hrs, lá fora ainda estava escuro, e o clima era de expectativa para o nosso primeiro embarque no "Atlântico", conforme o combinado na noite anterior, estávamos pontualmente no saguão do hotel na hora combinado, lá encontramos nosso oficial de ligação, Cap.Ten Fabrício, e outros jornalistas, representantes do canal Bandeirantes e Rede Record. Após embarcar na viatura que nos conduziria  até o Porto do Forno em Arraial do Cabo, meu pensamento se voltava para aquela missão, em cumprir minha responsabilidade de noticiar a chegada deste importante meio e relatar da forma mais detalhada possível os ganhos que sua aquisição representa ao Brasil. O clima dentro daquela van era bastante descontraído, todos conversávamos e não podia faltar as típicas brincadeiras que ocorriam nos encontros entre nós profissionais da mídia especializada em defesa.

Chegamos ao cais, onde na sequência também desembarcaram noventa fuzileiros navais, os quais embarcariam no PHM "Atlântico". O clima entre os colegas da imprensa era muito bom, estávamos nitidamente ansiosos, porém, houve uma alteração na programação, o embarque fora atrasado em uma hora, o sol começava a dar o ar de sua graça, aproveitamos para fazer a primeira refeição matinal, ao retornar ao cais, eis que estava em nosso aguardo uma das quatro embarcações orgânicas LCVP MK5 do "Atlântico".

O embarque ocorreu tranquilamente, recebemos algumas orientações após colocar o equipamento de segurança e finalmente seguimos em direção ao tão aguardado encontro, as águas estavam um pouco agitadas, quando deixamos a área abrigada e ganhamos o mar sentimos um pouco da "emoção" que proporciona o mar em nível 3. Foram poucos minutos até que o PHM "Atlântico" entrasse em nosso visual e nos içasse à bordo.

Caminhamos pelos corredores e a primeira impressão que tínhamos, era de estar a bordo de um navio literalmente novo, o estado de conservação chamava atenção, e eu permaneceria ali até a tarde do dia seguinte, quando o navio atracaria no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, sua nova "casa".

A rotina era bastante intensa, a tripulação se mostrava bastante ativa, no convoo seguiam as operações de pouso e decolagem, como nos Navios Aeródromos, haviam equipes identificadas por coletes de cores diferentes, cada qual responsável por uma atividade específica no convoo e hangar de aeronaves. 

No hangar recebemos algumas orientações de segurança e procedimentos, sendo recepcionados pelo imediato do navio, o CF Leonardo Vianna.

Deixamos nossas bagagens no camarote que nos foi indicado, na sequência um tour pelo navio, onde as impressões sobre o navio foram confirmadas, ele realmente é extremamente conservado, não aparenta ter vinte anos desde sua construção, os corredores muito bem sinalizados, o espaço para transito é muito bom, o ambiente é totalmente climatizado. 

O "Atlântico" se mostrou ser fonte de muitas pautas, eu teria muito trabalho para apresentar aos leitores do GBN News uma visão objetiva e profunda sobre o navio, onde eu decidi realizar uma série de matérias especiais sobre o navio, baseado em minha experiência neste período que estive embarcado no navio, o que é de suma importância para que se possa ter um pouco da dimensão que nos representa esse novo meio, e eu começa a entender o porque da paixão dos britânicos por aquele navio.

Esta é a primeira parte de uma série de matérias, onde vamos abordar cada experiência que tivemos em pouco mais de trinta e duas horas à bordo do novo capitânia da esquadra, onde irei relatar cada detalhe que conheci, as curiosidades, um pouco sobre a história do navio e o que o mesmo representa em termos de capacidade. Temos muito trabalho pela frente, vai ser uma grande desafio e responsabilidade compartilhar esse primeiro contato com o "Atlântico", produzimos um rico acervo fotográfico, vários vídeos e entrevistas.

Apesar de termos convivido pouco mais de trinta e duas horas com a tripulação, notamos que são profissionais extremamente capacitados, homens e mulheres dedicados e muito motivados. Foi inclusive a primeira vez que uma mulher integrou a equipe de recebimento de um navio da Marinha do Brasil, onde não apenas integra a tripulação, mas comanda o departamento de saúde do PHM "Atlântico",  a Capitão de Corveta Márcia Freitas, que poderá conhecer um pouco conosco. O comando do navio formado por um time muito capacitado, com CMG Giovane Corrêa comandando o navio e seu imediato CF Leonardo Vianna.

Falar da tripulação é algo muito difícil, pois seria muito injusto deixar um dos trezentos tripulantes de fora, então em vou resumir em poucos palavras, todos são profissionais muito dedicados as suas funções, apresentando um alto nível de conhecimento e domínio do navio.

O PHM "Atlântico" ainda vai receber alguns sistemas para complementar suas capacidades, tendo em vista a remoção de alguns destes pelos britânicos, sendo um dos pontos que serão atendidos nesta chegada ao Brasil. 

Quero parabenizar a equipe da Babcock International pelo excelente serviço realizado no navio, tendo sido a empresa responsável pela manutenção do navio desde sua entrada em operação com a Royal Navy, com um histórico de vinte anos de experiência no ex-HMS "Ocean", nosso atual PHM "Atlântico", onde realizou o último ciclo de manutenção do navio, o qual já era previsto antes da transferência do mesmo à Marinha do Brasil. Pelo que pude ver, fizeram um trabalho muito bom, com o navio apresentando estado de conservação que chama a atenção pela qualidade dos serviços realizados.

Quanto as operações aéreas, o navio representa um enorme ganho em poder de projeção, proporcionando a capacidade de operar sob quaisquer condições, a qualquer hora do dia ou da noite, onde em breve irá alcançar capacidade de operar Full IFR/IMC, condições que hoje não dispomos em nossa esquadra, que serão alcançadas após uma intensa campanha, conforme conferimos com pessoal do DAE do navio.

Durante nossa estadia realizamos um voo com o SH-16 "seahawk", onde cumprimos a "Missão Fotex", e apesar de não estar equipado adequadamente, consegui produzir algumas imagens e um vídeo aéreo do "Atlântico" os quais você irá conferir em breve.

Acompanhamos a chegada do almirantado ao navio, o qual passou a ostentar a bandeira de capitânia da esquadra assim que desembarcou de um dos helicópteros que conduziu o Estado-Maior, o Alte Esq Leal Ferreira, Comandante da Marinha do Brasil

O pernoite foi tranquilo, as acomodações no camarote são muito boas, o sistema de climatização do navio é muito eficiente, a estabilidade do navio, o acesso as áreas de banho, tudo muito bem projetado. No amanhecer acompanhamos logo cedo o inicio das atividades no convoo.

Ainda naquela manhã o ministro da defesa Silva e Luna veio à bordo acompanhar o desfile naval, o qual concedeu uma coletiva de imprensa, ocasião na qual pude tirar uma foto com general.

Porém, o momento mais emocionante foi a atracação, não pela operação, mas pela carga emocional de presenciar o reencontro dos tripulantes e seus familiares. Cerca de mil pessoas aguardavam ansiosos pelo reencontro. Alguns tripulantes estavam há muitos meses longe de casa. Acho muito importante ressaltar esse lado do sacrifício que estes homens e mulheres fazem, deixando esposas, filhos e suas famílias para cumprir sua missão. 

Muitos desconhecem os desafios que envolve fazer parte de uma comissão como essa. Ali eu estava em contato com homens que estavam a milhas de casa quando seus filhos nasceram, homens que abriram mão de comemorar datas especiais com seus familiares, que sacrificaram sua vida pessoal em prol da profissional. É muito difícil apontar qual foi a imagem mais emocionante que me presenciei naquela tarde de sábado (25), eram mães e pais reencontrando seus filhos, homens reencontrando suas esposas e filhos, muitas crianças pequenas, dava para sentir a emoção de cada sorriso, casa lágrima no reencontro. E me acho no dever de agradecer a cada um desses homens e mulheres pelo seu empenho, cada um dos tripulantes que fizeram parte dessa jornada, mas não me limitando, estendo o agradecimento a cada um de nossos homens e mulheres que dedicam suas vidas a defender nossa pátria.

Quero agradecer a toda equipe do CCSM, como sempre nos recebendo muito bem, nos possibilitando trazer uma visão real e transparente sobre nossa Marinha, e desejo sucesso a toda tripulação do PHM "Atlântico".

Logo iremos publicar nossa cobertura da chegada do PHM "Atlântico" ao Brasil, fiquem conosco e nos acompanhe no Facebook, basta clicar no barra lateral e clicar sobre o banner.

Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança

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