terça-feira, 30 de julho de 2013

Rússia e Ucrânia podem retomar produção de avião cargueiro

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Os primeiros-ministros de Rússia e Ucrânia chegaram a um acordo para a assinatura em setembro dos documentos sobre a criação de um empreendimento conjunto para a retomada da produção do avião Antonov An-124 Ruslan, informou o lado ucraniano.
 
Ainda em 2006, os dois países concordaram em retomar a produção em série dessas aeronaves. O início da produção de um ou dois aviões por ano era aguardado na empresa Aviastar, em Ulianovsk, a partir de 2012, e as primeiras máquinas deveriam chegar ao cliente já em 2013.
 
O custo de um novo An-124 na ocasião foi estimado entre US$ 150 e US$ 160 milhões. O Ministério da Defesa desejava comprar três aeronaves, e a companhia aérea Volga-Dniépr, outras 40.
 
Entre os potenciais clientes do Ruslan diziam estar os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait. No entanto, até hoje, o negócio não chegou a ser concretizado.
 
“Foi decidida a criação de um empreendimento conjunto para a construção do avião An-124 Ruslan. Recebemos a incumbência dos primeiros-ministros dos dois países para a assinatura de documentos constitutivos já em setembro, durante uma reunião do comitê russo-ucraniano sobre assuntos de cooperação econômica”, disse o vice-primeiro-ministro ucraniano, Iuri Boiko, na quarta-feira (17).
 
Segundo Boiko, o lado ucraniano pode contribuir com a base tecnológica e o elemento da inovação, enquanto a Rússia, com o componente financeiro e o mercado consumidor.
 
O vice-primeiro-ministro também expressou a sua confiança no sucesso de projetos de construção de aviões desenvolvidos pela empresa estatal ucraniana Antonov.
 
“Todos os aviões Antonov –são atualmente mais de 5.000 voando pelo mundo– são máquinas completamente confiáveis. E os projetos para os seus lançamentos só têm a crescer”, acrescentou Boiko.
 
“A nossa proposta, apoiada pelos colegas russos, é de criar um projeto piloto para a produção do An-124, mostrar como ele funciona, e então passar para uma integração mais profunda em relação a outras aeronaves: tanto de passageiros quanto os especializados”, disse o vice-primeiro-ministro.
 
"É possível entrar em acordo entre as partes sobre a retomada da produção em qualquer nível. Mas a verdadeira recuperação da produção depende de contrato firmado para a compra da aeronave. Com isso podem surgir problemas”,disse o chefe do Serviço Analítico da Agência AviaPort, Oleg Panteleev, para o jornal “Vzgliad”.
 
O analista aponta que o custo da aeronave, como estimado há alguns anos, é hoje extremamente baixo, considerando todos os custos da retomada da produção, procura de fornecedores de peças e componentes etc.
 
"O Estado, representado pelo Ministério da Defesa, poderia, teoricamente, arcar com quaisquer despesas se necessário. Porém, não se deve contar com o fato de que o orçamento irá financiar a retomada da produção na sua totalidade. E as empresas privadas certamente não poderão fazê-lo", aponta o especialista.
 
“No programa de armamento do Estado está formalmente prevista uma renovação de aeronaves Ruslan. Mas até 2018, a aposta é colocada na realização de completa recuperação das máquinas existentes.”
 
Segundo Panteleev, existe na base aérea perto de Briansk um certo número de aeronaves Ruslan em condições de voar.
 
Com respeito às companhias aéreas comerciais, as operadoras não podem se permitir um aumento perceptível no custo da hora de voo no momento, em decorrência do aumento do custo dos aviões Ruslan e, por conseguinte, são incapazes de adquirir estes aviões, explica a fonte.
 
“O mercado global destas aeronaves existe, porém este produto é sensível à política. A Rússia, provavelmente, poderia concordar em fornecer esta aeronave para a Índia, mas seria pouco provável que concordasse em fornecê-lo, por exemplo, para a China. E para a maioria dos países essas aeronaves nem são necessárias", acrescenta Panteleev.
Fonte: Vzgliad
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Guerra de porta-aviões: novo nível ou fim do jogo?

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Peritos militares norte-americanos dizem ter dúvidas quanto à eficácia estratégica dos grupos de porta-aviões. Todavia, segundo analistas russos, não existe hoje um meio convencional mais eficiente de demonstração da força militar.
 
A doutrina militar dos EUA se baseia no eventual uso de grupos de porta-aviões, desempenhando estes navios um papel-chave. A Marinha dos EUA, considerada a mais potente no mundo, integra onze porta-aviões superpesados, dos quais o conhecido "veterano" Enterprise já passou à reserva. Em vez desse vaso de guerra, nos estaleiros navais do Estado Virgínia prosseguem os trabalhos de construção de três porta-aviões modernos Gerald Ford.
Os EUA se aproveitaram da larga experiência do Japão, que tinha utilizado esse tipo de navios na Esquadra Imperial durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, em 2010, alguns analistas militares puseram em causa a necessidade de manter um elevado número de porta-aviões disponíveis.
 
"Os meios gastos com a sua construção foram, de fato, esbanjados", lamentava o antigo chefe do Pentágono, Robert Gates, se referindo à eficiência dos submarinos russos 670, batizados de "assassinos de porta-aviões". Para além do perigo procedente dos submersíveis, os porta-aviões dos EUA correm o risco de ser atingidos por mísseis russos anti-navio Oniks e pelos Dong Feng chineses.
O Centro de Pesquisas New American Security divulgou recentemente um relatório do perito Henry Hendrix que lança críticas à atual linha estratégica baseada no emprego generalizado de porta-aviões. A sua visão tem sido partilhada por alguns altos dignitários do Pentágono e dos círculos próximos do Ministério da Defesa norte-americano.
Vale realçar que os analistas russos têm defendido uma opinião contrária. O perito militar e vice-redator-chefe do portal digital Ezhednevny Zhurnal, Alexander Golts, disse, em entrevista à emissora Voz da Rússia, ter sérias dúvidas quanto à justeza da tese sobre a presumível "precariedade" dos porta-aviões.
"O porta-aviões é um engenho capaz de provocar power projection, ou seja, a projeção ou o avanço da força. Os porta-aviões desempenharam um papel relevante nas operações levadas a cabo no Afeganistão e no Iraque. Durante a operação no Afeganistão, os americanos não tinham a possibilidade de recorrer ao uso de bases militares terrestres, tendo cabido à aviação um papel de protagonista na componente operacional aérea. O mesmo aconteceu em outros conflitos: no Iraque e na Iugoslávia. Por isso, não posso imaginar a atual estratégia militar dos EUA sem o emprego de porta-aviões em face da sua situação geográfica e do papel desse país na arena mundial."
Ao mesmo tempo, a polêmica sobre eventuais alterações da doutrina militar dos EUA não carece de fundamentos. Aí, o excesso do seu número atual (11 unidades), pode realmente ter importância, prossegue Alexander Golts. Mas se deve entender tratar-se de grupos de navios que abrangem também submarinos e embarcações de escolta. Não se exclui que, perante o eventual corte do orçamento militar em 1 % do PIB, o novo ministro da Defesa, Chuck Hagel, concorde em suprimir um grupo de navios desse gênero.
No entanto, é pouco provável que os EUA se atrevam a fazer reduções mais sensíveis. Caso contrário, como é que irão reforçar o seu contingente militar na península da Coreia? O porta-aviões é uma espécie de "pronto-socorro" da política externa dos EUA, resume o nosso interlocutor.
"Os porta-aviões desempenham um dos papéis-chave na estrutura das Forças Armadas dos EUA, por constituírem uma arma de ataque universal, constata Andrei Frolov, redador-chefe da revista Export Vooruzheny( Exportação de Armamentos). Além disso, os grupos de porta-aviões permitem aos EUA reagir, de forma flexível, a quaisquer ameaças em cinco oceanos do planeta."
No que respeita às dúvidas relacionadas ao seu valor estratégico, aí se deve considerar uma série de fatores. O primeiro se deve ao fato de os porta-aviões, tanto mais os modernos, serem um meio técnico dispendioso. No Pentágono pode acontecer uma concorrência entre diversos ramos militares pelas verbas orçamentais necessárias face aos cortes gerais progressivos do orçamento de Estado. Por outro lado, à medida que os armamentos dos potenciais adversários evoluem, os porta-aviões norte-americanos se tornam aparentemente mais vulneráveis. Por fim, considera Andrei Frolov, muitas missões a cargo dos porta-aviões, podem ser cumpridas com meios mais baratos:
"Por exemplo, empregando mísseis de cruzeiro ou drones. Nesse caso, não é necessário fazer a manutenção técnica, sendo ainda desnecessários navios de escolta com suas numerosas tripulações. Creio que a Marinha dos EUA continuará a ter 11 porta-aviões, podendo suceder uma redução ligeira. Porque, caso contrário, os EUA terão de reconhecer que não podem manter um número necessário de unidades em zonas que se presumem críticas."
Nos EUA foi debatido o programa Global Strike, prevendo a realização de ataques a quaisquer instalações do adversário com ajuda de meios estratégicos não nucleares, ressalta Alexander Golts. Têm-se em vista os mísseis Trident, os mísseis de cruzeiro e outros meios sem cargas nucleares. Mas não se sabe nada sobre o destino desse programa após os cortes orçamentais.
Um outro benefício dos porta-aviões tem a ver com o fato de a Rússia e a China estarem elaborarando seus próprios projetos nessa área. O Comandante-Chefe da Marinha russa, almirante Viktor Chirkov, traçou as perspetivas de modernização das Forças Navais da Rússia. O seu núcleo será constituído por porta-aviões de nova geração. Na ótica de peritos, os porta-aviões serão indispensáveis para garantir a proteção contra submarinos atômicos quando estes forem colocados em estado operacional.
Contas feitas, cada potência marítima tem sua visão do papel de porta-aviões na estrutura das Forças Armadas. Por isso, não faz sentido equiparar conceitos estratégicos e táticos diferentes.
Fonte: Voz da Rússia
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Um espião que roubou mísseis russos

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Realizações da República da Coreia no domínio de engenharia de mísseis espaciais baseiam-se em grau considerável em tecnologias russas, inclusive as militares. Esta conclusão segue do depoimento sensacional de um empresário sul-coreano publicado no jornal Chosun Ilbo.
“Cumprindo a missão da inteligência de meu país, consegui exportar da Rússia, camuflando como ferro-velho, vários mísseis balísticos intercontinentais e cinco motores de propulsão para estes. Trouxe tudo isso para a Coreia do Sul e o entreguei ao pessoal da inteligência. Fui condecorado, mas muito em breve as autoridades se esqueceram de mim. Agora não sei o que fazer. Na Rússia tive várias empresas, mais agora eles não me deixam entrar no país,” essas são as confissões sensacionais feitas à imprensa por um empresário sul-coreano que tinha trabalhado durante longo tempo na Federação da Rússia.
O jornal sul-coreano Chosun Ilbo que publicou esta história, assegurou que sua fidedignidade tinha sido corroborada por representantes do Serviço de Inteligência Nacional (중앙정보부, na sigla em coreano), os quais salientaram, porém, que os mísseis “não eram senão uma sucata”. Segundo as averiguações de jornalistas russos, os organismos russos encarregados de zelar pelo cumprimento da legalidade, também estão a par e confirmam toda essa história, assinalando que não tinha sido o primeiro caso de certos representantes sul-coreanos de “profissões civis” cumprirem “missões delicadas” dos serviços secretos da Coreia do Sul.
No que diz respeito ao empresário sul-coreano K., identificado pelo Chosun Ilbo só com a primeira letra de seu apelido, o individuo iniciou seus negócios na Rússia ainda em 1996. Sua empresa, domiciliada em Petropavlovsk-Kamchatsky, ocupava-se de exportação de ferro-velho para a Coreia do Sul. A princípio eram navios desusados, mas em 1997 o K. recebeu autorização do Ministério da Defesa da Rússia a reciclar mísseis balísticos intercontinentais russos localizados em Kamchatka e sujeitos à eliminação de acordo com o tratado com os EUA sobre redução de armas estratégicas ofensivas. Foi exatamente ai que se tramou a história de espionagem.
O projeto chegou ao conhecimento da inteligência sul-coreana, provocando interesse da mesma. Representantes da Agência de Planejamento da Segurança Nacional, como se denominava então a central de inteligência sul-coreana, reuniram-se com o K., solicitando que procurasse trazer um míssil que tivera estragos mínimos. Via de regra, os mísseis foram cortados em pequenos fragmentos na presença de um representante dos EUA. O K., segundo sua própria confidência, fez amizade com o comandante da base e alguns oficiais da contra-inteligência militar russa, os quais, em troca de 700 mil dólares, fizeram vista grossa às atividades do coreano empreendedor. Afinal de contas, em 1998, o K. conseguiu retirar da base fragmentos de grande tamanho de mísseis e seus propulsores, transportou-o como sucata para a Coreia e retornou a sua pátria. Ali, segundo o próprio K., o informe sobre a operação bem sucedida foi elevado para o “cume do poder”, e em 13 de março de 1999 o empresário-espião recebeu das mãos do diretor da inteligência sul-coreana uma medalha por “mérito especial na defesa da segurança nacional” e o prêmio no valor de 10 mil dólares.
Por incumbência do serviço secreto, o K. repetiu operação similar em mais duas ocasiões, em dezembro do 2000 e em novembro de 2001, retirando da Rússia outros três motores de propulsão, fragmentos e algumas peças de mísseis.
“O que eu sei, o míssil foi montado, estudado e os conhecimentos obtidos com isso foram utilizados para fazer o satélite coreano,” comentou o K. A central de inteligência o pediu para extorquir da Rússia outros modelos de armas estratégicas, mas, receando por sua segurança, ele se recusou.
Após isso, o K. dedicou-se exclusivamente aos negócios legais de turismo, mas em 2007 a Rússia lhe negou a entrada no país. De acordo com seus amigos militares russos, por causa de suspeita de ser envolvido em atividades de espionagem. Segundo o Chosun Ilbo, o K. simplesmente tornou-se bode expiatório, porquanto entre a Rússia e a Coreia do Sul na altura surgiu um outro escândalo de espionagem que nada tinha a ver com o K. Na Rússia ficaram ativos do K. no valor de 20 milhões de dólares, portanto, a denegação da entrada se converteu para ele em catástrofe. Em busca de ajuda, o K. dirigiu-se ao Serviço de Inteligência Nacional e o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, mas estes não lhe estenderam a mão.
Afinal, o K. decidiu recorrer à ajuda da imprensa e divulgou toda esta história.
Fonte: Voz da Rússia
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Brasil comprará 36 obuseiros autopropelidos dos Estados Unidos

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O Comando do Exército do Brasil pretende assinar contrato com o Pentágono sobre o envio de 36 obuseiros autopropelidos usados, do modelo M109A5 de 155mm de calibre. O acordo deve ser assinado até o final de agosto.
 
Segundo o contrato, o exército americano fornecerá ao Brasil os obuseiros do seu estoque, previamente modernizando-os para o padrão M109A5+.
 
Os obuseiros receberão novos motores, transmissão melhorada, sistema da navegação, display de informações na cabine do comandante de carro, sistema de controle de fogo, estação de balística e suspensão.
 
Em 2012 o Brasil já comprou 36 obuseiros M109A5 dos Estados Unidos, os quais estão sendo modernizados para a versão M109A5+.
 
FONTE: Voz da Rússia via defesa aérea e naval
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Brasil a hora de tomar decisões *

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A presença do Papa no Brasil ratifica o momento importante em que o país se encontra, quando decisões relevantes devem ser tomadas e não podem ser adiadas. Se não forem tomadas medidas profundas de imediato, tanto na política quanto na economia, os riscos que surgirão ao longo dos próximos 10 anos poderá resultar numa depressão estrutural de longo prazo, questionando até mesmo as conquistas sociais da última década.
 
A economia brasileira cresceu 0,6% no primeiro trimestre deste ano e se manteve estável nos três meses seguintes, o que significa que a projeção para 2013 é de um crescimento de apenas 1,3%. Esta expansão mínima depende exclusivamente da indústria de alimentos, que cresceu 9,7% no primeiro trimestre e 2,4% no segundo.
 
O problema social do Brasil tem consequências sobre a economia do país, uma vez que as causas fundamentais de sua paralisação econômica é estrutural. A taxa de desemprego é de 5,4% uma das mais baixas da história do país, há pleno emprego nos grandes centros econômicos. Mas somente 10% da força de trabalho completou o ensino secundário e 40% dos trabalhadores não completaram o ensino fundamental.
 
Fonte: Clarín
 
Nota do GBN: É importante que o governo dê a devida atenção aos programas de ensino e capacitação técnica, pois o mercado brasileiro é vasto, a economia tem fôlego pra crescer e ganhar mais espaço no mercado internacional, porém esbarramos em um problema crônico que não será resolvido a curto prazo, pois nossos governantes esqueceram de fazer a lição e tornam a cometer os mesmos erros ao desprezar as necessidades primarias com a educação e preparo técnico de nossos cidadãos. 
 
É preciso adotar uma postura que esteja de acordo com nossa nação, não somos mais um país subdesenvolvido como há décadas atrás, avançamos muito em diversos campos, porém esse mesmo avanço não se refletiu na educação e incentivo á pesquisa e desenvolvimento, criando assim um abismo o qual trava nosso crescimento econômico e mesmo o avanço nos campos sociais.
 
Precisamos de cobrar uma postura madura, consciente e responsável, onde não se invista em programas sociais que não geram qualquer crescimento real na qualidade de vida do cidadão e principalmente na saúde de nossa economia, pois subsídios que não geram retorno ao estado só levaram ao colapso econômico e social dentro de algumas décadas se não mudarmos o curso adotado.
 
Que se destine bilhões para a criação de novas escolas, universidades e centros de qualificação técnica. Que reavaliem nossos metodos de ensino, modernizando sua aplicação, aumentando seu alcance e englobando mais capacitação ao cidadão. Uma nova grade escolar onde desde o ensino básico ja se inicia a preparação para o mercado de trabalho e ampliando a visão do cidadão incentivando a qualificação profissional e o caminho até a formação superior são vitais para que possamos vislumbrar uma real mudança em todos os campos sociais e economicos.
 
Por: Angelo Nicolaci
 
* titulo original "Francisco pode levar a outras mudanças ao Brasil"
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Ministros avaliam positivamente a segurança da Jornada Mundial da Juventude

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Os ministros da Defesa, Celso Amorim, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, consideraram positiva a atuação das Forças Armadas e das instituições de segurança pública durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e a visita do papa Francisco ao Brasil.
 
A avaliação foi feita durante entrevista coletiva concedida pelos dois ministros na tarde desta segunda-feira, no Ministério da Justiça.
Na conversa com os jornalistas, o ministro Amorim enfatizou o espírito de coordenação das forças envolvidas. “Não houve perturbação da ordem e garantimos a segurança [do papa] sem constrangimentos”, avaliou.
Amorim também destacou a atuação da Defesa na segurança e proteção dos espaços aéreos e marítimos. Sobre a transferência dos eventos do Campus Fidei, montado em Guaratiba, no extremo oeste da cidade do Rio, para Copacabana, o ministro destacou a “flexibilidade dos órgãos de segurança em fazer as adaptações necessárias em 48 horas”.
No total, 13.723 militares das Forças Armadas atuaram na JMJ e na visita do pontífice em Aparecida, em São Paulo.
Os ministros também fizeram comentários a respeito da complexidade do evento, que reuniu características distintas de outros, como a necessidade de garantir a segurança de um chefe de Estado e, ao mesmo tempo, de um líder religioso carismático. “Foi um aprendizado como comando de coordenação”, declarou Amorim, que classificou como “excelente” a gestão compartilhada entre os órgãos responsáveis pela segurança da JMJ.
Veja, abaixo, os números dos efetivos e meios da Defesa empregados nos eventos.

Efetivos empregados

- 13.723 militares das três Forças Armadas (Rio de Janeiro e Aparecida-SP)

Meios empregados (apoio ao evento, defesa aérea e marítima)
- 22 embarcações da Marinha (seis navios, incluindo fragatas e navios-patrulha, e outras 16 embarcações de menor porte)

- 11 aeronaves da Força Aérea para apoio direto ao evento (helicópteros H-60 Black Hawk e VH-34/H-34 Super Puma, aviões C-130 Hércules, EMB 190 E e dois Vants RQ-450). Além dessas aeronaves houve emprego de outros meios aéreos nas operações de segurança durante o evento (Super Tucanos A-29, caças F5-M entre outros).
 
 
 
Fonte: Ministério da Defesa
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Aceitará Teerã uma substituição dos S-300?

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O presidente russo Vladimir Putin, durante sua possível visita a Teerã, discutirá com o lado iraniano um possível fornecimento de sistemas antimísseis S-300VM Antei-2500, informa o jornal Kommersant. Segundo diferentes fontes, a visita acontecer em 12-13 ou em 16 de agosto, mas ela ainda não foi confirmada oficialmente.
 
A venda ao Irã de complexos S-300VM Antei-2500 formalmente não violaria o decreto de Dmitri Medvedev (na altura presidente da Rússia) de setembro de 2010 proibindo o fornecimento de sistemas de defesa aérea para Teerã. Estes complexos têm rótulos diferentes e provêm de outra fábrica. Em alguns aspectos eles até são mais perfeitos, diz o diretor do Centro de Estudos Sociais e Políticos Vladimir Evseev:
“O sistema S-300VM é mais adequado para tarefas de defesa antimíssil do que defesa aérea. Deste ponto de vista, ele tem vantagens sobre o S-300, particularmente na intercepção de mísseis balísticos. Isto é de importância crucial. Se, hipoteticamente, o Irã será atacado, o primeiro golpe será justamente um ataque de mísseis e é muito importante interceptá-los.”
O anterior cancelamento do contrato de fornecimento de S-300 não estava diretamente ligado à resolução do Conselho de Segurança da ONU reforçando as sanções contra o Irã em junho de 2010, explica Vladimir Evseev. O S-300 é uma arma puramente defensiva, e a resolução número 1929 não diz nada sobre esse tipo de armamentos. Na altura, a Rússia não queria agravar a situação em torno do Irã, que já era explosiva, e de fato ampliou a ação do documento da ONU.
Em resposta, Teerã entrou com uma ação de 4 bilhões de dólares contra a Rússia. O montante inclui não apenas as perdas causadas pelo cancelamento do contrato de fornecimento de S-300. Segundo o especialista, a maior parte é constituída de sanções acumuladas pelo não cumprimento de contratos militares anteriores. O congelamento de fornecimentos militares foi estipulado num acordo anterior, de 1995, entre o vice-presidente dos EUA Al Gore e o primeiro-ministro russo Viktor Chernomyrdin.
O fornecimento de novos complexos ajudaria a fechar uma página difícil nas relações russo-iranianas, acredita Vladimir Evseev:
“Sistemas iranianos de produção própria são muito inferiores às capacidades do S-300VM Antei-2500, e o fornecimento de sistemas russos seria de extremo interesse para o Irã. Eu acho que se a Rússia fornecer estes complexos, os iranianos desistirão de suas reivindicações para com a Rússia sobre contratos anteriormente não cumpridos no domínio da cooperação técnico-militar.”
Existe também um ponto de vista contrário: Teerã continua contando com os S-300 e os S-300VM não serão uma saída da situação. Eis o comentário do especialista do Centro de Segurança Internacional da Academia Russa de Ciências, Piotr Topychkanov:
“O Irã deve tomar uma posição mais construtiva nas negociações com a AIEA para garantir que as sanções da ONU sejam aliviadas. E, neste caso, poderemos fornecer-lhe os S-300. Nenhuma substituição não iria satisfazer o Irã. Além disso, qualquer modificação do S-300 causará protestos da parte de Israel e da Europa.”
Sistemas antimísseis não são o único tema das possíveis negociações que esperam Vladimir Putin em Teerã. Rússia seria interessada em saber se o novo presidente e defensor de reformas Hassan Rohani está inclinado para demonstrar uma maior flexibilidade no que diz respeito ao programa nuclear iraniano.
Acrescentamos que, caso a visita for realizada, Putin será o primeiro líder estrangeiro a visitar Teerã após 3 de agosto, quando Rohani assumirá o cargo. Se a visita do líder russo tiver o estatuto de Visita de Estado, será um evento verdadeiramente histórico, o primeiro semelhante desde 1943.
 
Fonte: Voz da Rússia
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Brasil volta a negociar uso da base de Alcântara com os EUA

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O governo brasileiro retomou as negociações com os Estados Unidos para permitir o uso da base de Alcântara (MA) pelo serviço espacial americano. As conversas, sepultadas no inicio do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foram reiniciadas em termos diferentes e o Itamaraty espera ter um acordo pronto para ser assinado na visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, em outubro.
 
A intenção é abrir a base para que os americanos usem o local para lançamentos, mas sem limitar o acesso dos próprios brasileiros nem impedir que acordos com outros países sejam feitos. O governo vê a localização privilegiada de Alcântara - que, segundo especialistas, reduz em até 30% o custo de um lançamento - como um ativo que deve ser explorado, inclusive para financiar o próprio programa espacial brasileiro.
 
Depois de negociar com os americanos, o projeto é abrir as mesmas conversas com europeus e japoneses, entre outros. Calcula-se que um lançamento pode custar entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões.
 
A retomada das negociações com os americanos prevê uma espécie de aluguel do local para que os Estados Unidos possam lançar dali seus satélites. As discussões giram em tomo das condições para esse uso, as chamadas salvaguardas tecnológicas esperadas pelo governo de Barack Obama. Reticentes a dar a outros países conhecimento de tecnologias consideradas sensíveis, os americanos querem usar a base, mas fazem exigências para impedir o acesso a informações, especialmente a dados militares.
As discussões vão estabelecer alguns limites, mas o assunto ainda é classificado como “secreto” pelo governo. No entanto, a hipótese de reservar áreas da base para uso exclusivo americano, como chegou a ser estabelecido no Tratado de Salvaguardas (TSA) assinado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, em abril de 2000, nem sequer será considerada.
 
O excesso de restrições daquele tratado levou o documento a jamais ser ratificado pelo Congresso, e o acordo naufragou. Entre as exigências estava a de que determinadas áreas da base de Alcântara seriam de acesso exclusivo dos americanos, não sendo permitida a entrada de brasileiros sem autorização dos EUA.
 
Inspeções americanas à base também seriam permitidas sem aviso prévio ao Brasil , e a entrada de componentes americanos em contêineres selados poderia ser liberada apenas com uma descrição do conteúdo. Além disso, o governo brasileiro não poderia usar o dinheiro recebido para desenvolver tecnologia de lançamento de satélites, mas apenas para obras de infraestrutura.
 
A reação foi tão ruim que o Congresso enterrou o acordo em 2002. Ao assumir o governo, em 2003, o então presidente Lula foi procurado pelos americanos, mas não quis retomar o assunto.
 
Com localização ideal para lançamentos, a base é considerada estratégica para o programa espacial brasíleiro, mas até hoje é subutilizada. Nenhum satélite ou foguete jamais foi lançado de Alcântara, seja porque o Brasil ainda não conseguiu desenvolver a tecnologia para usá-la, seja porque os acordos internacionais para utilização da base até agora não deram frutos. Um teste feito há dez anos terminou em tragédia, com a explosão do foguete e 21 pessoas mortas.
 
Ainda em 2003, Lula fechou um acordo coma Ucrânia para desenvolvimento de foguete, o Cyclone-4. Uma empresa binacional, a Alcântara Cyclone Space (ACS), foi fundada, mas até hoje não teve grandes resultados. O Brasil investiu 43% dos recursos previstos, mas até este ano a Ucrânia pôs apenas 19%. Na visita do presidente ucraniano Viktor Yanu-kovych ao Brasil, em 2011, houve a promessa de que o processo seria acelerado, o que não ocorreu. Este ano, o chanceler Antonio Patriota foi ao país e, mais uma vez, voltou com a promessa de que o foguete estaria pronto em 2014. Seria a estreia da base, se os americanos não a usarem antes.
Fonte: Estadão
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Campus Fidei, retrato da falta de planejamento

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Para receber a visita do Papa Francisco, foi montada toda uma estrutura em Guaratiba para que fosse palco da vigília e da missa presididas pelo Papa Francisco nos dias 27 e 28 de julho. Porém, mesmo com todo investimento voltado para que houvesse uma infraestrutura adequada para receber tal evento, a prefeitura pecou na escolha do local, ignorando alguns alertas do Exercito Brasileiro a respeito da possibilidade de haver dificuldades no terreno de Guaratiba em caso de chuva intensa, tendo sido esse alerta feito três meses antes do evento.
 
Embora tendo sido tratado de maneira informal durante as reuniões entre os membros organizadores do evento, o argumento principal destacava que a Força conhecia todo o terreno, onde há enormes bolsões de argila porosa, tendo sido considerado por técnicos um sistema de drenagem, levando em consideração o baixo indice pluviométrico no Rio de Janeiro no mês de julho, porém ocorreu o contrário e os organizadores tiveram de mudar as cerimônias de Guaratiba para Copacabana.
 
Isso não afetou a segurança do evento, nem atrapalhou a visita do Pontíficie, mas deixou clara a imaturidade da organização de grandes eventos, deixando uma importante lição para os próximos grandes eventos.
 
por: Angelo Nicolaci - Editor GBN GeoPolítica Brasil

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