terça-feira, 5 de junho de 2012

Após 45 anos de ocupação, OLP pedirá reconhecimento à Assembleia da ONU

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A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) estuda solicitar nos próximos meses à Assembleia Geral da ONU o reconhecimento de um Estado nas fronteiras de 1967, mesmo que a Palestina não se torne membro dessa organização.

"Estudamos seriamente comparecer à Assembleia Geral da ONU para pedir o reconhecimento de um Estado com base nas linhas de 1967, independentemente se somos um Estado-membro ou não", manifestou o negociador palestino e assessor próximo ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mohammed Stayeh.

Em um ato com jornalistas por ocasião dos 45 anos do começo da Guerra dos Seis Dias, na qual Israel ocupou Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental, Stayeh declarou à Agência Efe que essa ação teria como fim "impedir Israel de seguir qualificando os territórios ocupados palestinos como terras em disputa".

Em uma alocução sob o título "O que resta da solução de dois Estados após 45 anos de ocupação?", o assessor palestino, que também é membro do Comitê Central do Fatah, disse ter dúvidas sobre a conquista de esse objetivo algum dia.

"A atual situação de status quo na qual Israel está interessada põe em risco os dois Estados e nos conduz definitivamente a uma solução de um só Estado do apartheid", disse.

Stayeh lamentou que o povo palestino esteja "perdendo gradualmente a base geográfica para poder estabelecer um Estado", e deu como exemplo o caso da aldeia de Dura al Qara, cujos habitantes acionaram o Supremo Tribunal de Israel para impedir a construção de casas em terrenos locais, no que é conhecido como o enclave judaico de Ulpana.

Essa aldeia, situada ao norte da cidade cisjordaniana de Ramala, conta com 560 hectares de terreno, das quais Israel confiscou 180, "em benefício dos colonos judeus no alto daquela colina em Bet El e Psagot", disse.

O político palestino ressaltou que, quando foram iniciadas as negociações entre israelenses e palestinos na Conferência de Madri, em outubro de 1991, 1.900 colonos israelenses residiam em Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental, número que hoje é de 531 mil.

"Quarenta e cinco anos depois do começo da ocupação, Israel continua violando deliberadamente a lei internacional através de políticas que minam e ameaçam anular as perspectivas de uma solução de dois Estados", expressou Hanan Ashrawi, membro do Comitê Executivo da OLP, em comunicado.
Fonte: EFE
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Milícia armada da Líbia cerca aeroporto de Trípoli

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Uma milícia líbia cercou o aeroporto internacional de Trípoli na segunda-feira, forçando os voos a serem desviados para o aeroporto militar da capital, afirmou uma autoridade de segurança.

Segundo a autoridade, a milícia, chamada de Brigada al-Awfea, da cidade de Tarhouna, 80 quilômetros a sudeste de Trípoli, exigiu a libertação de um de seus líderes, que eles afirmaram ter desaparecido na noite passada.

"A situação no aeroporto é muito tensa e tanques estão cercando os prédios. Não é permitida a entrada de ninguém dentro do edifício", afirmou o oficial, que não quis ser identificado.

Um oficial da alfândega do aeroporto afirmou que os voos foram cancelados e os aviões que entrariam no país foram desviados para o aeroporto Mitiga de Trípoli.

O porta-voz do atual governo do Conselho Nacional de Transição, Mohammed al-Harizy, disse que o chefe da milícia Coronel Abu Oegeila al-Hebeishi foi sequestrado por rebeldes armados desconhecidos, enquanto viajava entre Tarhouna e Trípoli na noite de domingo.

Presidente líbio negocia com rebeldes a evacuação do aeroporto de Trípoli

O presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio, Mustafa Abdel Jalil, iniciou negociações diretas com os milicianos que invadiram nesta segunda-feira o aeroporto de Trípoli em protesto pelo suposto sequestro de seu líder. Segundo disseram à Agência Efe fontes ligadas à negociação, Abdel Jalil prometeu aos invasores a abertura imediata de uma investigação sobre o desaparecimento de Abu Ayila al Hubshi, líder da brigada Al Awfiya.

No entanto, os milicianos rejeitaram abandonar o aeroporto internacional até que se conheça o paradeiro de seu líder.

O aeroporto internacional de Trípoli desviou nesta segunda-feira seus voos ao aeroporto de Matiga, situado também na capital da Líbia, depois que homens armados dessa milícia invadiram o local.

Segundo informaram à Agência Efe funcionários do aeroporto, os milicianos bloquearam os aviões com veículos que levam armamento pesado e combatentes com armas automáticas leves.

Os invasores também queimaram vários veículos de transporte em protesto pelo desaparecimento de Abu Ayila al Hubshi.

Para mostrar sua disposição a negociar, os milicianos retiraram parte dos veículos blindados e do armamento pesado das pistas do aeroporto, segundo a Agência Efe pôde constatar. No entanto, o tráfego aéreo segue interrompido.

A ausência de corpos de segurança estatais eficazes favorece este tipo de protesto por parte das milícias líbias que nasceram durante o levante armado que acabou com o regime de Muammar Kadafi e que continuam operativas.

No último dia 8 de maio, um grupo de milicianos que protestava pela falta de pagamento de indenizações prometidas pelo Conselho Nacional de Transição (CNT) lançou um ataque armado contra a sede do Executivo, no qual morreram duas pessoas.

Após essa agressão, o primeiro-ministro transitório líbio, Abderrahim al Kib, insistiu na necessidade de pôr fim à livre circulação de armas no país e advertiu sobre os perigos da presença incontrolada de armas.

Fonte: Reuters / EFE
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Presidente russo chega a China para reforçar aliança estratégica

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O presidente russo, Vladimir Putin, chegou a Pequim nesta terça-feira, em sua primeira visita de Estado após assumir a Presidência, para participar da reunião de chefes de Estado dos países-membros da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, em inglês), informou nesta terça-feira a agência oficial de notícias "Xinhua".

Putin também se reunirá com seu colega chinês, Hu Jintao, para analisar a expansão da cooperação bilateral em vários campos, acrescentou a fonte oficial.

Na semana passada, o vice-primeiro-ministro chinês encarregado de assuntos comerciais, Wang Qishan, e seu colega russo, Arkady Dvorkovich, dialogaram em Pequim sobre o aumento da cooperação em gás natural, petróleo, e energia.

As negociações entre China e Rússia sobre a compra e venda de recursos energéticos se prolongam há três anos, embora Putin tenha assegurado em outubro que estavam "em sua fase final".

As duas partes seguem sem entrar em acordo com relação ao valor dos 68 bilhões de metros cúbicos que serão vendidos à China pela Rússia.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, disse que Putin escolheu a China como um dos primeiros países a visitar durante seu mandato como demonstração de que as relações entre as duas nações alcançaram "níveis sem precedentes".

A cúpula da SCO, fundada em 2001 por China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão para colaborar em matéria de segurança, acontecerá em Pequim nos dias 6 e 7 e pode ser concluída com o acordo do primeiro plano estratégico para impulsionar a cooperação econômica aceitando o Afeganistão como "observador" e a Turquia como "parceira para o diálogo".

A SCO também tentará desenvolver novos vínculos em matéria de transportes, como a construção de uma rota terrestre que ligue São Petersburgo (Rússia) a Lianyungang, na província chinesa de Jiangsu, assim como o estabelecimento de um banco de desenvolvimento.

O presidente russo Vladimir Putin busca reforçar a crucial aliança entre os dois vizinhos, com o objetivo de bloquear mais ações diplomáticas e econômicas contra a Síria. A questão energética e a cooperação política externa estão no topo da agenda.

Putin, que viajou para a China apenas algumas semanas depois de cancelar uma visita aos EUA, deve ter uma longa conversa ainda hoje com o presidente chinês Hu Jintao. Ele também irá participar de uma cúpula regional, na quarta e na quinta-feira, quando irá conversar separadamente com os presidentes do Irã e do Afeganistão.
 
A viagem de Putin à China, a primeira do mandatário russo para a Ásia desde o início de seu terceiro mandato no mês passado, ocorre depois de tentativas frustradas por parte de líderes da União Europeia (UE) para influenciá-lo na questão da Síria - uma aliada da era soviética que Moscou ainda abastece com armas.
 
Pequim e Moscou têm andado no mesmo passo em relação à Síria para conter as pressões crescentes das nações árabes e ocidentais. O presidente da UE, Herman Van Rompuy, disse a Putin, na segunda-feira, que as potências mundiais precisavam "encontrar mensagens comuns sobre os quais estamos de acordo."
 
Conhecido por enfrentar repetidamente o Ocidente durante a sua presidência (2000-08), Putin contornou a questão síria durante a coletiva com os líderes da UE, notando apenas que "as nossas posições não coincidem em todas as questões." As informações são da Dow Jones.

Fonte:  EFE / Estadão
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Procon autua Avianca, Azul e Webjet por falta de informações sobre atrasos e cancelamentos de voos

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Na tarde de desta segunda-feira, equipes da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) fiscalizaram companhias aéreas no Aeroporto de Congonhas para verificar o cumprimento da nova resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que manda informar os consumidores, no momento da compra da passagem, o índice de atrasos e cancelamentos de voos. As empresas Avianca, Azul e Webjet foram autuadas por não disponibilizarem, nos balcões de vendas do aeroporto, tabela com os históricos.

As companhias aéreas tiveram prazo de 90 dias para se adequarem ao cumprimento Resolução 218/2012, cuja fiscalização iniciou nesta segunda-feira. As companhias aéreas tiveram prazo de 90 dias para se adequarem ao seu cumprimento.

De acordo com a norma, as companhias aéreas devem informar em seus canais de compra o índice de atrasos e cancelamentos de voos registrados no mês anterior. No caso de venda por telefone ou pessoalmente, as informações devem ser prestadas mediante solicitação do consumidor. O Procon-SP também monitorou os sites das empresas e localizou a tabela, porém em ícones pouco acessados pelo usuário na hora de compra, como "serviços" ou "detalhes".

Segundo o diretor de Fiscalização do Procon-SP, Renan Ferraciolli, é preciso evolução nos dados inseridos nos sites e mudança de conduta ao atender pessoalmente o consumidor.

- O primeiro dia após a entrada em vigor dessa importante medida em favor do consumidor demonstrou que as empresas procuraram adequar seus sites, mas não empregaram os mesmos esforços no atendimento presencial em um dos aeroportos de maior movimento do país, o que resultou na falta de informação ao consumidor - afirma.

As empresas serão chamadas, pelo Procon-SP, para apresentarem propostas de melhoria nas informações prestadas em seus sites.

Esses percentuais de atrasos e cancelamentos dos voos domésticos e internacionais são apurados mensalmente pela Anac para cada etapa de voo, independentemente dos motivos que os ocasionaram, e também estão disponíveis no site da agência. São informados os percentuais de atraso iguais ou superiores a 30 minutos e iguais ou superiores a 60 minutos.

Procurada pela Agência Brasil, a Anac informou que iniciou o monitoramento sobre o cumprimento da norma e que está em contato direto com as empresas para apuração da situação de cada uma delas, seja para constatar o descumprimento da norma ou seu cumprimento insatisfatório. Segundo a Anac, não haverá nenhuma operação especial para fiscalização da norma. As empresas que descumprirem a norma, segundo a Anac, poderão ser multadas entre R$ 4 mil e R$ 10 mil.

A Agência Brasil também procurou as companhias aéreas que tiveram irregularidade constatada pela fiscalização do Procon, mas até a publicação da reportagem, somente a Azul enviou resposta, na qual promete resolver as irregularidades encontradas. "A Azul Linhas Aéreas informa que a companhia está se adequando o mais rápido possível para atender à Resolução 218 da Anac em todos os seus canais de vendas", informou a empresa, por nota.
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

EUA criticam Rússia por suposta venda de armas à Síria

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Os Estados Unidos descreveram na quinta-feira a nova venda de armas da Rússia à Síria como "repreensível", depois de uma entidade de direitos humanos relatar a chegada ao país árabe, no fim de semana passado, de um navio carregado de material bélico enviado por Moscou.

Funcionários ocidentais confirmaram a informação fornecida pela ONG Human Rights First. "Bancos de dados da navegação atualizados hoje mostram que o (navio) Professor Katsman de fato atracou em 26 de maio de 2012 no porto de Tartus (Síria), antes de seguir para Pireus, na Grécia", disse à Reuters a ativista Sadia Hameed.

Um diplomata ocidental disse à Reuters que o carregamento incluía armas pesadas, mas não ficou imediatamente claro qual tipo de arma foi entregue. O regime sírio há 14 meses reprime com violência manifestações por democracia.

Um porta-voz da missão síria na ONU disse que irá examinar a questão.

Em carta ao Conselho de Segurança da ONU na semana passada, o secretário-geral Ban Ki-moon disse ter recebido relatos de que países estariam fornecendo armas ao governo e a rebeldes. Ele pediu aos governos nacionais que não armem nenhuma das partes em conflito.

A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, usou termos duros contra a Rússia, importante aliada de Assad. "Isso é absolutamente de máxima preocupação, dado que o governo sírio continua a usar a força letal contra civis", afirmou ela a jornalistas.

"Não é tecnicamente, obviamente, uma violação do direito internacional, já que não há um embargo armamentista", afirmou ela. "Mas é repreensível que armas continuem a fluir para um regime que está usando uma força tão terrível e desproporcional contra o seu próprio povo."

Na semana passada, mais de 100 pessoas -inclusive mulheres e crianças- foram mortas na localidade síria de Houla, num massacre que a ONU disse ter sido aparentemente realizado pelo Exército e por milícias aliadas do governo. Damasco acusou os rebeldes de cometerem a atrocidade.

Hameed disse que a Human Rights First monitorou o navio entre 23 e 30 de maio, e que no dia 26 seu transponder (instrumento de localização) foi desligado. Um diplomata ocidental disse que desligar esse aparelho é uma violação dos regulamentos da Organização Marítima Internacional.

A ativista disse também que autoridades portuárias sírias e russas se recusaram a revelar o conteúdo da carga.

A TV Al Arabiya foi a primeira a noticiar o carregamento de armas, na semana passada. Um diplomata ocidental que confirmou o relato na ocasião disse que o navio pertence a uma firma maltesa, a qual por sua vez é controlada por russos, por meio de uma subsidiária cipriota.

Fote: Reuters
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