domingo, 31 de março de 2013

Jogo de guerra Expõe lacunas para Exército dos EUA

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Uma recente simulação do Exército dos EUA em um jogo de guerra hipotético contra a Coreia do Norte, com ameaça nuclear as forças terrestres expôs algumas lacunas materiais e capacidade que preocupam profundamente o Exército.
Depois de mais de uma década usando o Kuwait como uma área de preparação para o Iraque e Afeganistão, os oficiais temem que a capacidade de mover-se em áreas mais remotas, sem uma área de preparação próxima tenha atrofiado. Ainda mais preocupante é atender a "negação de área" desafio apresentado por um inimigos com mísseis e foguetes capazes de tornar qualquer tentativa de entrada forçada  em seu território um sangrento episódio.
A resposta, segundo oficiais, encontra-se em uma variedade de soluções, desde forças leves aerotransportadas a atualização do poder de fogo das embarcações.
Os oficiais tinham tomado parte no último jogo de guerra o "Unified Quest", e passaram algumas das lições do jogo aos jornalistas durante um seminário que aconteceu no dia 19 de março na National Defense University, em Washington.
"Nós vimos a fragilidade de nossa capacidade de derrotar adversários potenciais onde fossem criadas área de negação, durante o jogo algumas unidades foram isoladas e alguns se retiraram", o coronel Kevin Felix. Enquanto as forças dos EUA foram capazes de ganhar uma posição no território disputado ", houveram problemas com o acúmulo do acompanhamento de forças e de sustentação."
Felix acrescentou que no jogo de guerra ", encontramos maneiras de criar acesso" pelo ar lançando o Stryker, um blindado de oito rodas usando aeronaves V-22 Osprey para chegar com pequenas unidades rapidamente. Mas mesmo se movendo tão rapidamente com esses números limitados resultava muitas vezes no rapido cerco destas unidades pelos forças inimigas mais numerosas e posicionadas.
O TRADOC é conhecido por trabalhar em um conceito de operações conjuntas de entrada que iriam usar as forças do Exército lançadas pelo ar para combater um inimigo em uma determinada área negando o seu potencial tático.
Falando em uma conferência em fevereiro, o coronel Rocky Kmiecik, disse ao XVIII Corpo Aerotransportado em Fort Bragg, Carolina do Norte, está desenvolvendo o conceito de "poder de fogo móvel protegido pela infantaria ligeira pelo ar. "
A idéia é que desde que o Exército se desfez de seus tanques leves Sheridan, "as forças aerotransportadas tem uma lacuna na sua capacidade de poder de fogo móvel", explicou. Uma das soluções que o Exército está considerando é usar o Stryker com conceito MGS (Mobile Gun System), armado com um canhão de 105mm.
Kmiecik advertiu que o Exército continua desenvolvendo o seu pensamento sobre o assunto, e que "não sabemos se os MGS podem atender ao que as forças de infantaria ligeira precisam."
A preocupação com o poder de fogo foi ecoado pelo tenente-general Keith Walker, diretor do the Army Capabilities Integration Center, em uma reunião em 20 de março.
"Nossa força é pesada", disse ele. "Eu não estou dizendo que temos muitos tanques e veículos blindados Bradleys, mas como fazê-los lutar quando você precisa ter a capacidade de manobra estratégica?"
O Exército ainda esta longe de ter um Nobel por ser capaz de colocar em campo veículos mais leves, que têm a proteção e poder de fogo que os líderes vêem como essencial nos futuros campos de batalha, ele advertiu.
Na Universidade Nacional de Defesa, o major-general Bill Hix, diretor TRADOC director of Concepts Development & Learning Directorate, disse que, embora tenha havido testes de lançamento do Stryker, o problema continua, "como você fecha essa lacuna entre a entrada precoce das forças táticas e a subseqüente de forças pesadas? "
Lançar os Strykers pode ser a resposta, disse ele.
Levando ao mar
Outra capacidade que encontraram durante a quest Unified era sobre as embarcações. Desde que o jogo teve lugar em algo parecido com a Península Coreana ", há algumas embarcações novas que usamos para manobrar forças em torno desta operação de forma muito ágil", disse.
Estes barcos "nos permitiram chegar depois em uma série de pontos-chave onde haviam suspeitas de armas de destruição em massa, muito rapidamente", disse, ao ter o efeito de complementar de confundir o inimigo devido aos desembarques múltiplos numa variedade de pontos.
O desejo crescente do Exército de levar para o mar também tem sido descrito em um documento de estratégia do Exército para modernização de equipamentos lançado em 4 de março. Ele oferece um caminho para a modernização da frota de embarcações existentes em serviço.
O Exército as plataformas em serviço são antigas, tendo sido construídas nas décadas de 1960 e 1970 e "precisam de modernização imediata para fornecer ao Exército e a força conjunta uma capacidade de atender aos conceitos de emprego expedicionários", particularmente na região do Pacífico.
"Nossa frota esta envelhecida, é lenta e não tem a capacidade de carga para entregar as forças de combate materiais, equipamentos de apoio e emprego", continuou.
O plano de modernização, que se estende entre os anos fiscais de 2014 e 2048 , sustenta que o Exército quer fazer a proteção das forças em suas embarcações uma prioridade, integrando tecnologias como a "escalada não-letal para letal escalável de força, integração seletiva de armadura estrutural, vidro balístico, armas e uma robusta arquitetura de comunicações remotas. "
Enquanto a adição desses recursos, admitem que eles estão dispostos a aceitar alguns riscos em zonas de conflito, tais como minas marítimas, mísseis anti-navio de cruzeiro, foguetes, canhões e morteiros."
Entre 2019 e 2027, também pretende-se encontrar um substituto para o seu navio de apoio logístico voltando os olhares para o uso de soluções comerciais "com upgrades militares."
Enquanto a Unified Quest expôs as  lacunas, o Exército deve lidar com os reduzidos orçamentos sendo pressionados à procurar inovar tanto doutrinariamente como materialmente, uma vez que continua a se debruçarem sobre as lições aprendidas no Iraque.
Em discurso na Universidade de Defesa Nacional sobre o 10 º aniversário da invasão de 2003, comandante general Robert Cone concluiu que, embora os Estados Unidos tenham "colapsado as defesas aéreas dos iraquianos, seu comando e controle, além de sua logística em questão de semanas ", não os impediu de encontrar uma forma alternativa de fazer a guerra. "
Os militares concluíram que tentar compreender e antecipar as formas alternativas de fazer a guerra antes que o inimigo as faça é vital no cenário de guerra moderno.
 
Fonte: Defense News
Tradução e Adaptação: Angelo D. Nicolaci - GBN GeoPolitica Brasil
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As ameaças da Coreia do Norte são para valer?

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Declarações de guerra e ameaças contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos não são novidades. A última foi a declaração de Pyongyang sobre a retomada do "estado de guerra" com a Coreia do Sul.
 
Em 1994, o negociador da Coreia do Norte ameaçou transformar Seul em um “mar de fogo”, levando muitos moradores da capital sul-coreana a se preparem para o pior e estocarem comida.
Após o ex-presidente George W. Bush incluir o país no chamado “eixo do mal”, em 2002, Pyongyang disse que “varreria sem piedade os agressores”.
Em junho do ano passado, o Exército da Coreia do Norte disse que a artilharia estava apontada para sete conglomerados de comunicação da Coreia do Sul, falando em uma “guerra sagrada sem piedade”.
Enquanto muitos analistas desdenham das retóricas classificando-as como blefe, muitos mencionam a “tirania da baixa expectativa”, lembrando que os norte-coreanos estiveram envolvidos em vários confrontos nos últimos anos.
“Se você seguir a imprensa norte-coreana, constantemente vai ver linguagem belicosa contra os Estados Unidos e a Coreia do Sul, ocasionalmente contra o Japão. É difícil saber o que levar a sério”, diz o professor John Delury, da Universidade Yonsei, da Coreia do Sul. “Mas quando você olha alguns ocasiões em que algo realmente aconteceu, como o ataque as ilhas da Coreia do Sul em 2010, há um alerta real”, disse.
Além do blefe
 
As atuais ameças ocorrem após os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul. “Quando um país ameaça com uma guerra preventiva nuclear, é para se preocupar”, diz Andrea Berger, do Royal United Services Institute de Londres.
Outros analistas acham que as ameças são, na verdade, um meio da Coreia do Norte negociar um tratado de paz com os Estados Unidos. “Parece que eles (Coreia do Norte) acreditam que não serão levados a sério até que negociem (a paz) com considerável força militar. Isso é coerente com as políticas militares de Pyongyang”, diz Berger.
John Delury tem opinião semelhante.
“A mensagem de Pyongyang é: ‘vocês não podem acabar conosco, nós não vamos sair daqui, vocês têm de negociar’”, argumenta. As últimas ameaças têm sido vistas como blefe porque um eventual ataque nuclear é visto como uma ação suicida do regime norte-coreano.
 
 
EUA como alvo
Há poucas evidências de que a Coreia do Norte tenha desenvolvido um sistema eficiente para ataques balísticos, com alvos acurados. Também é pouco provável que consiga furar o bloqueio do escudo balístico americano. Um ataque nuclear é ainda mais incerto, já que analistas não acreditam que a Coreia do Norte tenha desenvolvido tecnologia necessária para fazer uso de seus armamentos nucleares.
 
Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres, há evidências de que a Coreia do Norte tenha mísseis que até poderiam chegar aos Estados Unidos. “Mas um míssel balístico nuclear de alcance internacional ainda vai demorar vários anos” para ser desenvolvido, disse o instituto.
 
Fonte: BBC Brasil
 
Nota do GBN: A posição Norte Coreana retrata o empenho de um governo falído e que perde a cada dia mais força dentro de seu território, embora haja uma forte repressão e tenhamos uma falsa impressão de que o povo norte coreano apoia cegamente o regime comunista. Temos de encarar que o mesmo povo já se encontra desgastado por décadas de vida em condições precárias e forte repressão política.
 
O cenário não é tão preocupante como esta sendo alardeado, a intenção clara que se tem é de um regime que procura pela intimidação ganhar espaço na mesa de negociações e aliviar o sufoco em que se encontra, uma vez que deu prosseguimento á seu programa nuclear e enfrenta duras sanções, além de não possuir a opção de abrir mão do mesmo se tem o intento de manter-se no poder, tendo em vista a onda que varre o mundo com apoio da OTAN e EUA aos rebeldes e movimentos nacionais que visam derrubar os regimes ditatorias ao redor do mundo.
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Após atentado, confrontos irrompem em cidade do deserto no Mali

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Soldados do Mali apoiados por caças franceses enfrentavam neste domingo rebeldes islâmicos em Timbuktu, depois que insurgentes detonaram um carro-bomba para dar cobertura a uma investida durante a noite nessa cidade situada no deserto, disseram fontes.
 
A ofensiva liderada pelos franceses no Mali resultou na expulsão de grupos islamistas de seus redutos no norte do país e de bases em áreas remotas nas montanhas, mas os militantes vêm reagindo com vários ataques suicidas.
 
Pelo menos três soldados do Mali ficaram feridos em combates neste domingo em Timbuktu e moradores foram obrigados a se proteger dentro de casa, disse o capitão Modibo Naman Traoré, do Exército malinês. Timbuktu é um antigo entroncamento no deserto do Saara, cerca de 1.000 quilômetros ao norte da capital do país, Bamaco.
 
"Tudo começou depois de um atentado suicida com um carro-bomba, por volta das 22h (19h de sábado em Brasília), que serviu para distrair os militares e permitir que um grupo de jihadistas se infiltrassem na cidade de noite", disse ele. "A luta é pesada e constante. Estamos prestes a cercá-los."
 
Bilal Touré, um membro do comitê de crise de Timbuktu --criado depois que as autoridades retomaram em janeiro o controle da cidade, que estava em mãos de rebeldes islâmicos--, afirmou ter visto um avião francês disparar contra as posições dos insurgentes. As autoridades não disseram quantos rebeldes estavam na cidade.
 
O ataque reflete o desafio de garantir a segurança do Mali num momento em que a França se prepara para reduzir a sua presença militar no país e entregar o controle ao mal equipado Exército e uma força regional africana de mais de 7 mil soldados.
 
Fonte: Reuters
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BRICS: estratégia de bloco

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As resoluções da V cúpula do BRICS, em conjunto com os acordos alcançados nos encontros precedentes deste agrupamento, constituirão a base da estratégia geral de seu desenvolvimento. A lógica do alargamento da cooperação entre os países do BRICS e a influência de fatores econômicos globais impelem de fato estes países à interação em formato de bloco.
 
É necessário destacar em primeiro lugar a Declaração de Ethekwini e o Plano de Ação homônimo, assinados pelos líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O Plano de Ação inclui muitos vetores de atividade conjunta dos países do BRICS ao nível de chefes de diferentes ministérios e contatos regulares entre diferentes grupos de trabalho. O Plano abraça tais novas formas de interação, como a segurança informativa, a luta contra a narcoameaça, a diplomacia pública, a política juvenil, o ensino e muitas outras.
 
Entre os documentos aprovados na cúpula figuram a Declaração sobre a formação do Conselho Empresarial do BRICS e do Consórcio de Centros de Peritagem dos países do BRICS. Foram assinados ainda o acordo multilateral de financiamento conjunto de programas na esfera da “economia verde” e o acordo de apoio a projetos de infraestruturas em África.
 
Os resultados da cúpula do BRICS inspiram esperanças porque os líderes dos cinco países planejam evidentemente desenvolver as relações e institucionalizá-las no futuro, aponta Alexandre Apokin, perito do Centro de Análise Macroeconômica e de Prognósticos de Curto Prazo. Atualmente, trata-se de um secretariado virtual do BRICS e, neste sentido, a integração está na etapa inicial. Os participantes da cúpula não conseguiram formar um ponto de vista único acerca do Banco do BRICS, mas este não é um motivo para pessimismo, disse Alexander Apokin em entrevista à Voz da Rússia:
 
“É necessário destacar um progresso sensível na criação do Banco de Fomento, porque em sua formação estão interessados em certo grau tanto os potenciais devedores, África do Sul e Índia, como os potenciais emprestadores, em primeiro lugar a China. Mas um Banco de Fomento é uma estrutura muito complexa, que não pode ser formada plenamente num ano. Por isso, o acordo de princípio de criar tal instituição significa que, provavelmente, a decisão sobre sua estrutura será tomada nos próximos um ou dois anos.”
 
As intenções do “quinteto” de formar tal banco foram indicadas na nona cláusula da Declaração de Ethekwini, fez lembrar em entrevista à Voz da Rússia o diretor do Clube Empresarial da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), Denis Tyurin:
 
“A meu ver, não é necessário considerar este embaraço provisório como manifestação da incapacidade de os países se entenderem em relação aos problemas econômicos. Vemos claramente que, por exemplo, o problema da formação de um banco de desenvolvimento comum já se discute há vários anos na Organização para Cooperação de Xangai. Mas o processo avança apesar das dificuldades. Esperamos que os países do BRICS, reunidos num formato internacional mais amplo, consigam ultrapassar estes problemas e divergências.”
 
Entretanto, os grupos de trabalho não enfrentam na área financeira apenas a tarefa de elaborar a estrutura do Banco de Fomento. Os líderes dos países do BRICS encarregaram os dirigentes de seus Ministérios das Finanças e Bancos Centrais de efetuar conversações sobre a instituição de um fundo monetário autônomo de 100 bilhões de dólares. A formação de semelhante “rede de segurança” financeira global completará os mecanismos internacionais existentes de proteção financeira.
 
Partindo da lógica de tendências mundiais, torna-se evidente que os países com as maiores economias emergentes são obrigados simplesmente a formalizar a sua associação numa perspetiva de curto prazo. Para junho próximo está marcado o início das conversações entre a União Europeia e os Estados Unidos com o objetivo de assinar já em 2014 um acordo sobre a formação de uma zona econômica global. O projeto recebeu o nome de TAFTA (Transatlantic Free Trade Area), isto é Zona de Comércio Livre Transatlântica. No ano passado, os Estados Unidos dinamizaram o projeto de Parceria Transpacífica (APEC). Os países do BRICS, apesar de terem em muitos aspetos diferentes interesses econômicos e políticos, terão de elaborar uma estratégia de bloco comum, para não serem sujeitos em separado a uma ditadura econômica por parte de Washington, Bruxelas ou Tóquio.
 
Fonte: Voz da Rússia
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FAB se despede do herói de guerra Major-Brigadeiro Meira

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Com a mesma garra com que combateu na Segunda Guerra Mundial, o Major-Brigadeiro do Ar José Rebelo Meira de Vasconcelos travava há cinco dias uma intensa luta no Hospital Central da Aeronáutica. Na manhã deste sábado (30/3), às 8h25, a batalha cessou aos 90 anos. A Força Aérea Brasileira perdeu, assim, um de seus maiores ícones. Herói de guerra, militar dedicado, deixou um legado inestimável para a FAB, para a aviação de caça e para o Brasil. O velório do Major-Brigadeiro Meira será realizado nesta tarde, das 13 às 16 horas, no Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR). O sepultamento está marcado para o Cemitério São João Batista, às 17 horas, no Rio de Janeiro.

A trajetória do Major- Brigadeiro Meira iniciou-se em 1943, quando se formou na Escola de Aeronáutica no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Como Aspirante, seguiu para o Nordeste, mas logo em seguida foi convocado para servir no 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA).
 
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O Grupo foi enviado para a 2ª Grande Guerra Mundial. No conflito, o Brigadeiro Meira tornou-se um herói. Cumpriu nada menos que 93 missões no front europeu, como piloto de caça da Esquadrilha Verde. Sua primeira missão ocorreu em 11 de novembro de 1944 e a última em 2 de maio de 1945, considerada a derradeira missão do Grupo de Caça nos céus da Itália. Em 18 de junho de 1945, o militar partiu de Pisa, na Itália, para os EUA a fim de efetuar o translado de novos aviões P-47 para o Brasil. Em sua carreira militar voou 6.000 horas entre as aviações de caça e de transporte.

Ao regressar ao Brasil, foi formar novos pilotos de caça no Grupo de Aviação de Caça, na Base Aérea de Santa Cruz. Por causa de sua grande experiência, foi convocado para transmitir a doutrina aplicada na Guerra aos oficiais, como instrutor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica, em São Paulo. Comandou ainda a Escola de Bombardeio Médio.

Os vínculos e as amizades constituídas durante a Guerra tornaram-se perenes e renderam situações inusitadas. Durante o conflito mundial o então Tenente Meira era comandado pelo Major Nero Moura, que mais tarde assumiria o cargo de Ministro da Aeronáutica. Quando o Brigadeiro Meira, casado havia pouco tempo, chegou em Recife, foi convocado pelo Ministro Nero Moura de forma enfática: “Esteja em meu Gabinete, aqui no Rio de Janeiro, amanhã às 15 horas”. Ainda que tentasse argumentar, a confirmação do Ministro teve igual ênfase: “Esteja em meu Gabinete amanhã às 15 horas”. Foi designado então Oficial de Gabinete e Ajudante de Ordens do Ministro da Aeronáutica. Em um cenário distinto do vivido na campanha da Itália, os amigos voltavam a conviver.

Na sequência de sua carreira, o Brigadeiro Meira ocupou vários cargos de destaque. Foi Membro da Comissão Aeronáutica em Washington, EUA; Comandante e Oficial de Operações do 2º Grupo de Transporte; Chefe da Seção de Logística e de Operações do Comando de Transporte Aéreo; Instrutor da Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica; Subchefe do Gabinete do Ministro da Aeronáutica; Chefe da Seção de Planejamento do Estado Maior da Aeronáutica; Membro do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra.

Reformado em outubro de 1966 no Posto de Major Brigadeiro do Ar, o incansável Brigadeiro Meira continuou desenvolvendo suas atividades na vida civil. Entre os cargos que ocupou estão o de Superintendente Administrativo da Sondotécnica Engenharia de Solos S.A; Diretor Administrativo da Sondoplan Planejamento, Pesquisa e Análise S.A; Superintendente de Coordenação Operacional da VASP; Presidente da Cia Brasil Central Linha Aérea Regional; Assessor de Operações, Diretor Administrativo e Vice Presidente Executivo da Brinks S.A.

De temperamento afável, o Brigadeiro-Meira deixa um legado de profissionalismo e será sempre lembrado pela serenidade. Serenidade como a que exibia no Birutinha, bar do Clube de Ultra-leves que fica no Clube de Aeronáutica da Barra da Tjuca. Ouvia atentamente as histórias de seus companheiros, mas quando na roda de amigos o assunto era o Grupo de Aviação de Caça, ali estava ele para contar com riqueza de detalhes as agruras, as dificuldades e as vitoriosas missões da FAB na Segunda Guerra Mundial. Relatos que só mesmo um herói de guerra poderia fazer.
Fonte: Hangar do Vinna
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Do 14-bis ao 14-X

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Em um laboratório em São José dos Campos, interior de São Paulo, a aeronave mais avançada do Brasil ganha forma. Batizado de 14-X, o aparelho tem nome inspirado na mais famosa máquina voadora Brasileira, o 14-bis. Em comum com o avião de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o País um lugar no pódio da tecnologia aeroespacial. Não tripulado, o modelo é hipersônico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som (mais de 11.000 km/h). As propriedades do 14-X colocam o Brasil no seleto grupo de nações – ao lado de Estados Unidos, França, Rússia e Austrália – que pesquisam os motores scramjet, que não têm partes móveis e utilizam ar em altíssimas velocidades para queimar combustível (no caso, hidrogênio). Outra característica do veículo desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados da Força Aérea Brasileira (IEAv) é que ele é um "waverider", aeronave que usa ondas de choque criadas pelo voo hipersônico para ampliar a sustentação. É como se, ao nadar, um surfista gerasse a onda na qual irá deslizar.
 
O projeto nasceu em 2007, quando o capitão-engenheiro Tiago Cavalcanti Rolim iniciou mestrado no ITA e foi aprovado com uma tese sobre a configuração "waverider". Cinco anos depois, a teoria está prestes a virar prática. O primeiro teste do 14-X em voo, ainda sem a separação do foguete utilizado para a aceleração inicial, ocorrerá neste ano. Em seguida, a Força Aérea planeja outros dois experimentos: um com acionamento dos motores scramjet, mas com a aeronave ainda acoplada, e outro com funcionamento total, quando a velocidade máxima deve ser atingida. "Se formos bem-sucedidos nesses ensaios, estaremos no topo da tecnologia, embora com um programa muito mais modesto do que o dos americanos", diz o coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, que foi diretor do IEAv durante quatro anos e é um dos pais do 14-X.
 
O grande desafio no desenvolvimento da tecnologia de altíssimas velocidades é a construção dos motores scramjet. Um engenheiro ligado ao projeto compara a dificuldade de ligar tais propulsores a "acender uma vela no meio de um furacão". Por isso, o IEAv realiza os testes do primeiro protótipo no maior túnel de choque hipersônico da América Latina, no próprio laboratório do instituto. Diferentemente do que ocorre em turbinas de aviões, esse motor não usa rotores para comprimir o ar: é o movimento inicial, gerado pelo foguete, que fornece o fôlego necessário. No 14-X, os propulsores scramjet são acionados a mais de 7.000 km/h.
 
"Esse será o caminho eficiente de acesso ao espaço em um futuro próximo", diz Paulo Toro, coordenador de pesquisa e desenvolvimento do 14-X. As aplicações práticas vão além do lançamento de satélites ou dos voos suborbitais. Os EUA, que testam sua aeronave batizada de X-51, pretendem usar a tecnologia em mísseis intercontinentais. Entre os civis, a esperança é de que o voo hipersônico possa se tornar uma realidade em viagens turísticas. Ir de São Paulo a Londres em apenas uma hora não seria nada mau.
 
Fonte: Isto É
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sexta-feira, 29 de março de 2013

ONU fracassa em nova tentativa de regulamentar comércio de armas

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Após dez dias de negociações, os países membros da ONU fracassaram em mais uma tentativa de concluir um tratado para regulamentar o comércio internacional de armas convencionais devido a oposição do Irã, da Coréia do Norte e da Síria. Os três países afirmaram formalmente sua oposição ao texto.
 
“Não houve consenso para a adoção (do texto)”, afirmou o diplomata australiano Peter Woolcott  presidente da Conferência Internacional sobre Armas realizada em Nova York.
 
Vários países, entre eles da Europa, da África e da América Latina e os Estados Unidos, apoiaram a iniciativa apresentada pelo Kênia de enviar o texto para ser analisado e adotado pela Assembléia Geral da ONU assim que possível.
 
A Assembléia previu essa possibilidade quando convocou a conferência, definida por uma resolução adotada em dezembro. A Assembleia poderá retomar as discussões sobre o assunto a partir da semana que vem com grandes chances de que o texto seja adotado por uma maioria de dois terços (130 dos 193 países membros).
 
O México sugeriu superar o bloqueio de Teerã, Damasco e Pyongyang, mas a Rússia se opôs, denunciando uma “manipulação do consenso”.
 
“Um tratado bom e rigoroso foi bloqueado, mas a maioria dos países quer uma regulamentação”, afirmou a negociadora britânica Jô Adamson. Segundo ela não houve um fracasso, mas "um sucesso que foi adiado".
 
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse ter ficado “extremamente decepcionado com o fracasso”. Ele disse que o tratado era "equilibrado" e expressou o desejo de que os país membros continuem seus esforços para que entre em vigor o mas rápido possível.
 
Refém
 
“O mundo tornou-se refém de três países”, reagiu Anna MacDonald, da ONG OXFAM. “O tratado será uma realidade, é uma questão de tempo”, defendeu.
 
Para Brian Wood, da Anistia Internacional, a atitude da Coréia do Norte, Irã e Síria foi “profundamente cínica”. Ele pediu que a Assembleia Geral da ONU adote o tratado assim que possível.
 
O embaixador iraniano na ONU, Mohammed Khazaee, afirmou que o tratado “abria as portas para politização, manipulação e discriminação” e que “ignorava o direito dos Estados de comprar armas convencionais para se defender de uma agressão”.
 
O representante norte-coreano Ri Tong-Il julgou que o texto não “era equilibrado” e poderia ser facilmente “manipulado politicamente pelos principais exportadores de armas".
 
Negociado há 7 anos, o tratado tem como objetivo moralizar as vendas de armas tradicionais, um mercado avaliado em 80 bilhões de dólares por ano. Seu princípio estabelece que cada país avalie, antes de qualquer transação, se as armas negociadas ameaçam contornar um embargo internacional, cometer genocídio ou outras “violações graves” de direitos humanos, ou se elas podem cair nas mãos de terroristas ou criminosos.
 
O documento se refere a pistolas e até aviões e navios de guerra, e inclui também mísseis.
 
Fontes: RFI
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quinta-feira, 28 de março de 2013

Protótipos do KC-390 voarão em 2014

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Após a análise crítica do projeto (em Inglês, CDR), foi confirmado na última sexta-feira  que dois protótipos do KC-390 vão ser construídos no segundo semestre de 2014, mantendo assim o cronograma original. De acordo com o Tenente Brigadeiro Ar Eduardo de Moura Azevedo Aprigio, a data pode ser considerada histórica. A conclusão da fase CDR é muito importante. Os detalhes executados consolidam todos os requisitos da aeronave. "Mais do que um passo é um salto, e representa um ponto de guinada no projeto, deixando a fase de desenho para iniciar a produção dos protótipos que vão demonstrar as capacidades deste avião."
De acordo com o presidente da Embraer Segurança & Defesa, Luiz Carlos Aguiar, existem poucas experiências de projetos de desenvolvimento no Brasil com um nível semelhante de tecnologia e complexidade. "Para a indústria de aviação é um marco. Está mudando o nível do ponto de vista tecnológico", disse ele. Para ele, o fortalecimento da indústria nacional tem um impacto direto sobre o reforço da FAB. "Possuir ao lado da Força Aérea uma indústria que possa produzir e exportar esta tecnologia, aumentando o nível de representação em todo o mundo", explica.
"Este é um marco importante do programa e estamos muito orgulhosos com o resultado de nossos esforços para demonstrar a maturidade da proposta da FAB", disse Gastão Paulo Silva, Diretor de Programas da Embraer KC-390. "Estamos confiantes de que o KC-390 vai se tornar outro grande sucesso pela combinação comprovada de requisitos bem definidos para a FAB e as soluções desenvolvidas pela Embraer. "
O KC-390 é visa substituir o C-130, operado por esquadrões do Grupo de Transporte e do Grupo de Transporte de tropas, ambas sediadas no Rio de Janeiro e operam na região amazônica. O projeto é estratégico, não só por garantir uma maior mobilidade, mas também para fortalecer o desenvolvimento da indústria nacional de defesa. Para o chefe do Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR) Tenente Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, a nova aeronave é perfeitamente adequada para a realidade de um país continental. "Da Amazônia à Região Sul, o Brasil precisa de um avião com capacidade, operando com grande autonomia e de tecnologia integrada".
 

O vôo simulado, por exemplo, levou cinco anos de desenvolvimento tecnológico da Embraer, bem como trabalho específico sobre o KC-390 para alcançar a integração de todos os sistemas que irão receber a aeronave. Agora, os profissionais podem usar modelos reais desses sistemas e componentes para avaliar o seu comportamento e suas interações. O simulador pode ainda avaliar como a informação é apresentada ao piloto.
Um dos elementos que fazem o KC-390 uma aeronave moderna é seu sistema de voo fly by wire, que torna a aeronave mais fácil de pilotar e sua suíte aviônica.
"Não há mais cabos, molas e barras para transferir os movimentos do piloto ás superfícies de controle da aeronave. Todas as informações são processadas em computadores que enviam os comandos diretamente para os atuadores dessas superfícies", diz gerente de projeto. O novo sistema reduz a carga de trabalho do piloto, permitindo-lhe aumentar a sua concentração no cumprimento de sua missão , tornando os comandos mais precisos e confiáveis.
A Embraer irá se pronunciar durante a LAAD 2013, onde deve apresentar novidades sobre o projeto do KC-390 além dos seus demais produtos, e nós do GBN-GeoPolítica Brasil estaremos lá na cobertura do maior evento do setor de Defesa da América Latina, fique conosco e acompanhe todas as novidades que serão apresentadas durante a LAAD 2013.
 
Fonte: GBN-GeoPolítica Brasil com agências de notícias.
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Boeing treina pernambucanos

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A americana Boeing - uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo - vai investir US$ 10 milhões em um programa de transferência tecnológica em Pernambuco. A proposta é oferecer treinamento em soldagem avançada e fusão de materiais, com técnicas voltadas para os setores de petróleo e gás, naval e offshore. Ontem, a presidente da Boeing Brasil e ex-embaixadora americana no País, Donna Hrinak, assinou memorando de entendimento com o governador Eduardo Campos, durante solenidade na sede provisória do governo do Estado, no Centro de Convenções.A parceria com Pernambuco inaugura a transferência de tecnologia na área de soldagem pela Boeing no Brasil. "Escolhemos Pernambuco porque é um Estado dinâmico, que está crescendo na construção de navios (com a implantação de estaleiros) e na indústria de petróleo. O mercado não precisa só de engenheiros, mas de técnicos bem qualificados", diz Donna.
 
O programa no Estado terá duração de 3 anos e será desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a líder global em tecnologia de engenharia, a inglesa TWI.
 
A transferência tecnológica da Boeing está alinhada com o projeto da UFPE de abrigar o Centro Nacional de Tecnologia de União de Materiais (CNTM), uma estrutura focada na capacitação de recursos humanos, desenvolvimento de pesquisa e prestação de serviços nas áreas de petróleo, gás, naval e offshore. O investimento no projeto será de R$ 25 milhões, bancado pelo Fundo Setorial do Petróleo (CTPetro), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
 
DISPUTA
 
O interesse da Boeing em fomentar a qualificação e a pesquisa no Brasil não é gratuito. O apoio a indústrias e instituições de ensino é parte da proposta apresentada pela empresa na licitação do programa F-X2 do governo brasileiro, que vai comprar 36 caças para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB). Três gigantes estão na disputa: a Boeing, com o caça F/A-18E/F, a francesa Dassault, com o Rafale, e a sueca Saab, com o Gripen NG.
 
A concorrência começou em 2008. "Essa licitação é uma novela interminável", comenta Donna, em tom de brincadeira. A expectativa é que o governo se decida sobre a compra até o final de setembro.
Enquanto a decisão não sai, a Boeing vai fechando parcerias tecnológicas no País e incrementando as vendas no mercado de aviação comercial. Os maiores clientes da companhia nesse setor são a Gol e a TAM. A empresa também estuda trazer para Petrolina o Boeing 747-8. A Boeing está no Brasil há 80 anos.
 
Fonte: Jornal de Commercio
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Indústria de defesa está otimista com possível desoneração da folha de pagamento

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Após se reunir hoje (27) com o presidente da República em exercício Michel Temer, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança, Sami Youssef Hassuani, disse que o setor espera ser contemplado com a sanção da Medida Provisória (MP) 582, que prevê a desoneração da folha de pagamento para setores da indústria e de serviços como forma de estimular a economia. Com a desoneração, empresas que contribuem ao INSS com 20% da folha de pagamento passarão a pagar de 1% a 2% do faturamento.
 
“A gente vê isso como algo muito importante para manter empregos de alto nível; manter as Forças Armadas atendidas pela indústria nacional e para a gente continuar competindo lá fora, porque o mercado existe e alguém vai conquistá-lo. Então, que sejam as empresas oficialmente estabelecidas, oficialmente controladas", disse Hassuani. “Os competidores internacionais vão ocupar mercado, então, é preferível que a indústria ocupe e esteja a serviço do país, gerando empregos e riquezas aqui no Brasil”, defendeu.
 
A MP enviada ao Congresso previa desoneração da folha de pagamento de 15 setores, mas deputados incluíram mais 33. O adendo que incluiu a indústria de materias de defesa foi feito pelos deputados federais Sandro Mabel (PMDB-GO) e Guilherme Campos (PSD-SP). O Ministério da Justiça recomendou à presidenta Dilma Rousseff que vete o texto parcialmente porque a inclusão da indústria de armas prejudicaria a política de desarmamento. O prazo para a publicação da sanção integral ou parcial vence dia 2 de abril.
 
Segundo o presidente da associação das empresas do setor, no entanto, existe confusão entre segurança pública e indústria de defesa. “Associam de maneira pejorativa, mas defesa é um centro de excelência tecnológica. Você vai para os EUA ou França, os grandes desenvolvimentos tecnológicos são feitos na indústria de defesa e isso irradia para a sociedade como um todo. É um setor estratégico e nenhum país descuida, principalmente o país que está crescendo e o país rico”, disse ele, acrescentando que o Brasil é visto como um país importante no cenário global com o qual empresas estrangeiras têm procurado parcerias.
 
Fonte: Agência Brasil
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Quem precisa do Itamaraty?

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Em texto recente, veiculado na última edição da revista Política Externa, o brasilianista Sean Burges – professor da Australian National University – pergunta de forma provocativa, sem fazer rodeios: o Itamaraty tornou-se um problema para a política externa brasileira? Dependendo do que se pretenda para o país, talvez sim, ele afirma.
 
A argumentação apoia-se na ideia de que, em tempos de crise econômica e emergência de novos temas e atores políticos, o conservadorismo do Itamaraty – com o seu culto a tradições e hierarquias profissionais – privaria o Brasil de explorar boas oportunidades (sobretudo comerciais) da globalização dos mercados e poria em risco a própria relevância futura do país. Segundo o pesquisador, há carência de especialistas em temas técnicos e de uma liderança com mais sensibilidade política entre os nossos diplomatas. A recuperação da criatividade necessária à formulação da política exterior na atualidade passaria, dentre outras medidas, pela abertura do Itamaraty a outras fontes de inovação, bem como pelo resgate do “dinamismo” do barão do Rio Branco.

O artigo de Burges ganhou inesperado respaldo com a publicação, em 16 de fevereiro, de matéria intitulada “Brasil fecha só três acordos de comércio em 20 anos” em O Estado de S.Paulo. Fundamentalmente, alegava-se no texto que as escolhas da política externa econômica do Brasil tinham acarretado estagnação nos negócios, ao passo que nossos vizinhos latino-americanos avançavam vigorosamente na direção de entendimentos comerciais bilaterais, principalmente com os Estados Unidos e países asiáticos.
 
 
Liberar geral?
 
Como entusiasta da abertura democrática e da eficiência na administração pública federal, reconheço um arsenal de críticas possíveis ao serviço exterior brasileiro, mas jamais derivaria daí que o caminho a seguir é a “desitamaratização” da política externa.
 
Isso significaria renunciar a um tipo de know-how em que o Brasil tem vantagens comparativas e competitivas. Afinal, desenvolvemos um sofisticado aparato institucional para a carreira diplomática, além de uma academia – o Instituto Rio Branco – para treinamento e qualificação de pessoal. Nas fileiras do Itamaraty encontram-se intelectuais e estrategistas de primeira linha. Sintomaticamente, mais de uma dezena de secretários-gerais e juízes de grandes instituições internacionais foram cedidos pelo corpo diplomático brasileiro no decorrer da história.
 
Não se desinstitucionaliza o aparelho de Estado impunemente. É abrir a caixa de Pandora e invocar os males da gestão pública – de usurpação funcional e insegurança jurídica a amadorismo e malversação de recursos. Parece-me infeliz a proposta de privatizar o interesse público, tornando o Estado (e o corpo diplomático, em particular) refém dos grupos de interesse e pressão. Trata-se, em suma, de pensar o Brasil à maneira dos liberais anglo-saxões e incorporar uma visão de democracia como “mercado político autorregulável”.
 
O elogio feito à criatividade na gestão da política externa também soa curioso, pois não fica evidenciada a sua serventia para a inserção do país no mundo. Dá para inverter a lógica e mostrar (com palavras e números) que foi justamente a insistência secular em certos princípios – soberania territorial, igualdade entre as nações, pacifismo etc. – que, a despeito das limitações brasileiras, nos tem assegurado um lugar na primeira divisão global. Desde os tempos do barão até hoje.
 
 
Comércio e política
No que toca ao comércio internacional, a postulação de que o Itamaraty deve ser esvaziado de funções não vem de hoje. Na última eleição presidencial brasileira, aventou-se a criação de um ministério voltado exclusivamente para o comércio exterior, com missão de alavancar a participação do país em importações e exportações, de mercadorias e serviços. A suposta vantagem de tal medida estaria na “despolitização” do tema. Chega a ser irônico, já que, mesmo com a inexpressiva contribuição do Brasil para os fluxos comerciais globais, temos um histórico de força negocial e representatividade política na Organização Mundial do Comércio (vide a atuação do país junto ao G20 durante a crise financeira corrente). A candidatura do embaixador Roberto Azevedo à direção do órgão dá conta desse fenômeno. A despolitização da discussão comercial pode ser um tiro no próprio pé.
É preciso ter em mente que o Ministério das Relações Exteriores é uma agência governamental constitucionalmente limitada em suas ações, pois está subordinada à Presidência da República – cuja incumbente, a chefe de Estado Dilma Rousseff, recebeu mandato popular para conduzir os assuntos internacionais do Brasil. O Itamaraty não é a guilda dos comerciantes nem um bureau empresarial. Sempre foi publicamente orientado e é bom que continue sendo, pelo bem da nossa política externa.
 
Fonte: Observatório da Imprensa
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quarta-feira, 27 de março de 2013

Governo para quem???

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Nesta última sexta (22) acompanhamos cenas violentas perpetradas pelos agentes do estado ao remover indígenas que ocupavam o casarão que um dia abrigou o museu do índio. Manifestantes se recusaram a sair do casarão e enfrentaram a tropa de Choque da polícia militar, que revidou com bombas de efeito moral e pimenta. A Avenida Radial Oeste se tornou um campo de batalha, onde de um lado estavam os populares defendendo a permanência de um museu de cultura dos povos indígenas, do outro o Estado defendendo os interesses corporativistas e da indústria de turismo.

Localizado no entorno do Estádio do Maracanã, as ruínas do casarão serão demolidas para abrigar um museu olímpico e um estacionamento para atender aos eventos esportivos que a cidade do Rio de Janeiro irá receber nos anos de 2014 e 2016. Tendo sido este o principal motivo das manifestações e recusa da desocupação do local pelos indígenas que ali estavam desde 2006. Houve diversas negociações entre o estado e os indígenas, onde a única exigência para que houvesse a saída dos ocupantes seria a garantia do estado de que ali no lugar das ruínas fosse erguido um novo museu para preservar a culturas dos povos indígenas, algo que não foi garantido pelos representantes do governo.

Após o confronto na Avenida Radial Oeste, manifestantes iniciaram protestos enfrente á assembléia legislativa, onde foram reprimidos de maneira violenta por parte da guarda municipal, que agiu de forma extremamente violenta, gerando grande tumulto e desordem.

Diante dos fatos ocorridos, fica uma pergunta que trago aos nossos leitores para que façamos uma reflexão que é muito importante para nossa sociedade como um todo: Para quem trabalha o Governo, o povo que credita sua confiança através do voto ou para grupos corporativistas e estrangeiros?

O eleitor tem de parar e refletir, afinal somos nós quem colocamos estes representantes no poder, com intuito de que façam o melhor na gestão pública para beneficiar a sociedade como um todo. Porém, o que vemos não só em nosso município e estado, mas em nosso país como um todo é uma péssima gestão pública, muita improbidade administrativa, decisões e medidas contrárias a vontade da grande maioria do contribuinte, o que por si contrária a democracia.

Vemos o investimento de nossos impostos sendo direcionados para programas e obras que não são a prioridade de nossa sociedade, pois vivemos em um país que carece de um sistema de saúde digno, de uma educação com qualidade que realmente capacite o cidadão para sua vida, temos um sistema de segurança incapaz de atuar adequadamente na prevenção do crime e narcotráfico, faltam obras na infraestrutura econômica do estado, faltam estradas, faltam linhas de metro e trem, faltam portos modernos para escoar nossa produção e principalmente uma política de qualificação da mão de obra brasileira para se gerar um mercado consumidor interno e uma condição sócio econômico que garanta dignidade ao nosso povo.

O que temos assistido é uma série de anúncios de falsas melhorias para nossa população, apenas palavras e assistencialismo barato, onde todos os anos assistimos tragédias como as que ocorrem na região serrana do Rio de Janeiro, onde milhões são direcionados para obras que nunca saem do papel, ou pior, quando assistimos milhões desperdiçados em obras para fornecer moradias ás vítimas do deslizamento no Bumba ocorrido em Niterói, com prédios construídos sem qualquer qualidade e em terreno impróprio, onde após uma intensa chuva assistimos a condenação de dois dos prédios que ainda nem foram concluídos, custando mais de 22 milhões ao contribuinte.

Se a intenção do governo é investir em obras que tragam retorno aos cofres públicos, por que construir estádios de futebol para um único evento, quando estamos perdendo milhões todos os anos com os gargalos logísticos nas estradas e portos brasileiros, que todos os anos desperdiçam milhões com atrasos e cancelamentos de contratos por não conseguirmos escoar nossa produção de grãos?
 
É preciso que o povo brasileiro acorde e rápido, pois estamos em uma fase econômica muito favorável, o mercado internacional esta aberto como nunca nos esteve antes, o Brasil jamais experimentou um crescimento desta magnitude, mas é preciso que se aproveite essa onda antes que ela passe e voltemos a ficar para trás, e diante disto temos que nos perguntar: para quem governa nossos políticos?

Temos de cobrar e reivindicar investimentos que tragam conforto e benefícios a sociedade como um todo, temos de cobrar que se cumpra a nossa constituição, que a lei se aplique a todos de forma igualitária e justa. Temos que fiscalizar o governo e impor a nossa vontade, pois esses políticos que governam o estado brasileiro são nossos representantes, foram eleitos para nos servir e não o contrário, é hora de despertar para o que realmente é importante, é hora de deixarmos de viver das esmolas oferecidas pelo governo através de programas assistenciais como bolsa família, bolsa isso ou bolsa aquilo, nós precisamos não é do peixe, mas sim do anzol para aprendermos a pescar de forma independente e atender a nossas necessidades.

Como disse Gabriel Pensador em uma de suas músicas: “Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta, levanta ai que você tem muito protesto pra fazer e muita greve você pode você deve, não adianta olhar pro chão virar a cara pra não ver, se liga ai te colocaram numa cruz não é porque Jesus sofreu que você tenha que sofrer ....

Ate quando você vai ficar usando rédeas rindo da própria tragédia, ate quando você vai ficar usando rédeas, pobre, rico, classe média, até quando você vai levar cascudo mudo, muda, muda essa postura, ate quando você vai ficando mudo, muda que o medo é um modo de fazer censura...”

Como diz a música, até quando você vai levando porrada? Acorda Brasil!!!!!!

A prioridade do governo deve ser o povo em primeiro lugar, o principal beneficiário do estado deve ser o brasileiro, a nossa cultura, nosso povo e não os turistas e os interesses corporativistas.

Por: Angelo D. Nicolaci – Editor do GBN-GeoPolítica Brasil

 
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Voluntariado, transformação e a sociedade brasileira

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A origem do trabalho voluntário no Brasil remete-nos à colonização portuguesa, nos idos de 1512, com as Santas Casas de Misericórdia que atendiam os mais necessitados, passando pelo início do século 20, período em que o trabalho voluntário era praticado pelas damas da caridade, senhoras de famílias tradicionais que se ocupavam das ações filantrópicas para promover sua imagem por meio da ajuda aos carentes.
 
A Constituição Federal de 1988, ao trazer a retomada dos direitos e garantias individuais, permitiu que os movimentos sociais, antes reprimidos pelo regime militar, ressurgissem oportunizando ao trabalho voluntário conquistar espaço e expressão na sociedade brasileira.
 
Os últimos 20 anos foram de solidificação da importância do voluntariado para o desenvolvimento social o que se deu, também, por contribuição do Programa Comunidade Solidária, promovido pela então primeira-dama Ruth Cardoso, que objetivou uma reorganização do Terceiro Setor e, por óbvio, do trabalho voluntário; além de outras ações importantes como a mobilização social que resultou na Lei federal 9.608/98 trazendo o trabalho voluntário ao ordenamento jurídico brasileiro.
 
Esta história e as movimentações da sociedade organizada proporcionaram notoriedade ao voluntariado, conduzindo-nos a um novo olhar: ser voluntário para inovar no tratamento das afetações sociais, focando a prevenção e não apenas a reparação. T
Trata-se do novo voluntariado, a partir do qual o cidadão deixa de olhar com dó para as dificuldades sociais, percebe-se copartícipe da sociedade e, portanto, corresponsável no enfrentamento dos problemas sociais.
 
Mas, certamente, esta reflexão traz consigo uma dúvida: teria, então, o novo voluntariado que ser pautado por grandes ações, geradoras de resultados expressivos e de ampla repercussão? Sem dúvidas, não!
 
O que se busca são ações que não estejam sustentadas na ideia da compaixão, mas focadas na participação cidadã. A ação voluntária, em si, pode ser simples como, mensalmente, coletar doações para uma instituição; ou complexas, como organizar uma campanha de conscientização sobre determinado assunto importando, apenas, que a motivação desta prática seja a colaboração transformadora e não o mero assistencialismo registrado em nossa história.
 
Dois aspectos importantes que influem no trabalho voluntário são: os requisitos e a carga horária. Subjetivamente, devem-se observar os requisitos da disposição e da aptidão. Disposição para encarar com responsabilidade o trabalho voluntário; e aptidão (capacidade) para desenvolver a tarefa proposta.
 
De modo simples: qualquer pessoa pode ser voluntária, desde que tenha boa vontade e alguma habilidade para doar. No âmbito legal, requer-se que a ação seja realizada em instituição pública (órgãos e entidades governamentais em geral) ou instituição privada sem fins lucrativos e com objetivos filantrópicos.
 
Nada que assuste: uma ONG ou algum projeto social promovido pelo governo. No tocante à carga horária, diante da omissão deixada pela Lei 9.608/98 e da análise da legislação esparsa, fica a recomendação para que a ação voluntária esteja na margem de quatro horas semanais, garantindo a qualidade das demais atividades de nossa vida (lazer, trabalho etc.).
 
Outro aspecto relevante é o plano dos direitos e deveres relativos ao voluntariado: é obrigação do voluntário, por exemplo, desenvolver com responsabilidade e continuidade a atividade com a qual se comprometeu e informar à instituição quando não puder mais comparecer, pedindo para que seja celebrado o Termo de Desligamento que, mesmo não previsto em lei, representa importante garantia tanto ao voluntário quanto à instituição.
 
E este termo nos coloca no campo dos direitos ao lembrarmos, também, que a lei determina a celebração do Termo de Adesão ao Serviço Voluntário, no qual serão especificadas as condições do trabalho voluntário, tais como: periodicidade, horários e a atividade em si.
 
Aos que desejarem orientações para encontrar uma vaga de serviço voluntário ou outras informações sobre o tema, podem procurar o Planeta Voluntários é um site não governamental, apartidário e ecumênico, criada em maio de 2009 por iniciativa do empresário Marcio Demari, da empresa Guia Publicidade , sediada em Londrina, Paraná, com a visão de desenvolver a cultura do trabalho voluntário organizado, que leva o serviço voluntariado a auxiliar milhões de brasileiros e entidades que necessitam de todo tipo de ajuda.O site conta com uma Rede Social que cruza as informações dos voluntários com as instituições cadastradas, sendo um elo entre elas.  www.planetavoluntarios.com.br
 
Fonte: Agencia de Notícias do Terceiro setor

 
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Gol corta serviços gratuitos e dará só água após prejuízo bilionário.

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Para reduzir os custos e obter uma receita maior, a Gol cortará até maio o serviço de bordo gratuito em todos os voos domésticos. Apenas o copo de água será oferecido gratuitamente a quem pedir.
 
De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo", a informação está em um comunicado distribuído a pilotos e comissários. A Gol estreou quatro novos kits de cardápio: café da manhã e lanche nas versões "saudável" e "tradicional". Cada um custará R$ 10 e só será aceito pagamento em dinheiro. Por enquanto, cada voo terá apenas 26 kits para uma média de 150 passageiros.
 
Desde segunda-feira, dia 25, o cardápio pago foi estendido para voos da ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont. Antes, os passageiros do trecho recebiam amendoim, suco e refrigerante.
 
No mundo, a venda a bordo é uma prática comum, principalmente em companhias de baixo custo, como a Ryanair e a Easyjet, precursoras do modelo. No Brasil, a Gol é a única a oferecer venda a bordo. TAM, Avianca e Azul tem o serviço grátis.
 
Gol e empresas de Eike Batista lideram prejuízos em 2012
A Gol Linhas Aéreas, a petrolífera OGX e a mineradora MMX foram as empresas listadas em Bolsa de Valores que tiveram os maiores prejuízos de 2012, segundo pesquisa feita pelo jornal "Valor Econômico". Juntas, as três companhias perderam cerca de R$ 3,4 bilhões.
 
A Gol divulgou seus resultados na terça-feira (26). A companhia teve prejuízo de R$ 1,51 bilhão em 2012, o dobro das perdas de 2011 (R$ 751,5 milhões). O resultado, segundo a empresa, reflete o momento "desafiador" pelo qual passam as empresas aéreas, principalmente com a alta no preço do combustível.
A OGX, petrolífera do grupo do empresário Eike Batista, anunciou, também na terça (26), prejuízo líquido de R$ 1,173 bilhão em 2012, ante perdas de R$ 509,8 milhões em 2011. Ou seja, de um ano para o outro, o prejuízo cresceu 130%.
Com o terceiro maior prejuízo de 2012, a mineradora MMX, também de Eike, encerrou o ano com desvantagem de R$ 792,4 milhões. A perda foi 40 vezes maior que a registrada em 2011, quando foi de R$ 19,2 milhões.
 
Fonte: GBN-GeoPolítica Brasil com agências de notícias
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Recusa a pedido de mísseis ajuda Assad, diz líder da oposição síria

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A recusa das potências internacionais em fornecer mísseis Patriot para defender áreas controladas pelos rebeldes do norte da Síria envia uma mensagem ao presidente Bashar al-Assad "para fazer o que quiser", disse o líder da oposição síria, Moaz Alkhatib, nesta quarta-feira.
 
Alkhatib também disse à Reuters em uma entrevista que ele não vai recuar da renúncia como líder da principal coalizão de oposição síria, mas que ainda vai exercer funções de liderança, por enquanto.
 
A Otan disse na quarta-feira que não tem qualquer intenção de intervir militarmente na Síria, após Alkhatib ter pedido aos Estados Unidos o uso de mísseis Patriot posicionados na Turquia para proteger áreas controladas pelos rebeldes do poder aéreo Assad.
 
"Ontem eu fiquei realmente surpreso com o comentário emitido a partir da Casa Branca de que não era possível aumentar o alcance dos mísseis Patriot para proteger o povo sírio", disse ele.
 
"Estou com medo que isso seja uma mensagem para o regime sírio dizendo: 'Faça o que quiser'."
 
Perguntado sobre sua renúncia, no domingo, como líder da coalizão rebelde --que ele disse ter sido motivada principalmente pela frustração com a relutância do Ocidente em aumentar o apoio à oposição-- ele disse: "Eu entreguei minha renúncia e não desisti. Mas tenho que continuar com meus deveres até que o comitê geral encontra (um substituto)."
 
Em cúpula, países árabes dizem ter direito de armar rebeldes sírios
 
Participantes de uma cúpula árabe decidiram nesta terça-feira, 26, que os países da Liga Árabe têm o direito de oferecer apoio militar aos rebeldes da Síria, segundo uma declaração preliminar à qual a Reuters teve acesso.
 
O texto da cúpula, que ocorre no Catar, pede a organizações regionais e internacionais que reconheçam a Coalizão Nacional para as Forças Revolucionárias e Oposicionistas Sírias como única representante legítima do povo sírio.
Apesar do significado diplomático, a declaração, que ainda não foi aprovada oficialmente, pode ter poucas implicações práticas para os governos árabes.
É que esses países não estão submetidos aos embargos armamentistas declarados pela União Europeia e os EUA contra a Síria, e por isso cada um deles pode decidir por conta própria se fornece ou não armas aos rebeldes.
Embora cite como prioridade a busca por uma solução política para a crise síria, o texto "afirma o direito de cada Estado, de acordo com seu desejo, de apresentar todo tipo de medida para a autodefesa, inclusive militar, em apoio à resolução do povo sírio e do Exército Sírio Livre", diz o esboço de declaração.
A guerra civil síria, que já causou estimadas 70 mil mortes em dois anos, domina esta edição da cúpula árabe.
Fonte: Reuters
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Coreia do Norte corta contato militar direto com a Coreia do Sul

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A Coreia do Norte vai por fim ao contato militar com a Coreia do Sul, de forma que serão rompidas todas as comunicações diretas entre os governos e os exércitos dos dois países, indicou uma agência de notícias oficial nesta quarta-feira (27).
 
"A partir de agora, as comunicações militares Norte-Sul estarão cortadas", afirmou um militar citado pela Agência Central de Notícias do país.
Este é o mais recente capítulo da ofensiva de Pyongyang desde o início dos exercícios militares conjuntos realizados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul, que começaram em março e seguem até o fim de abril.
Na terça-feira (26), o Exército da Coreia do Norte afirmou estar preparado para atacar os Estados Unidos, a ilha de Guam e o arquipélago do Havaí --territórios norte-americanos no Pacífico.
No entanto, o ministério da Defesa da Coreia do Sul disse não ter detectado nenhum sinal de atividade incomum por parte dos militares do Norte, mas informou que vai acompanhar a situação.
Os Estados Unidos e a Coreia do Sul salientam que os treinos realizados na península coreana são estritamente de natureza defensiva. Já a Coreia do Norte considera as atividades militares na região como "bombardeio estratégico", segundo um porta-voz do governo.
 
Fonte: Uol
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Assad pede intervenção do Brics na crise síria

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O presidente sírio, Bashar al Assad, pediu aos países emergentes que forçam o grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que intervenham para deter a violência na Síria e acabar com o sofrimento de seu povo causado pelas sanções internacionais.

"Peço aos líderes do Brics para que trabalhem juntos para deter imediatamente a violência na Síria e assim garantir o êxito da solução política. Para isso, é necessária uma clara vontade internacional de cortar as fontes do terrorismo, de seu financiamento e armamento", indicou Assad em uma carta ao presidente sul-africano Jacob Zuma difundida nesta quarta-feira pela agência Sana.

"Vocês que procuram propiciar a paz, a segurança e a justiça no trastornado mundo de hoje, concentrem seus esforços para obter o cessar do sofrimento do povo sírio, causado por sanções econômicas injustas, contrárias ao direito internacional, e que afetam diretamente a vida e as necessidades diárias de nossos cidadãos", acrescentou Assad.

Em meados deste mês, a assessora de Assad, Busaina Shaaban, havia dito à AFP ter transmitido a Zuma uma mensagem do presidente sírio a fim de pedir "a intervenção do Brics para deter a violência em seu país e favorecer a abertura ao diálogo".

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu ao Brics, antes do início de sua cúpula, que "coordene iniciativas para encontrar uma solução pacífica para a crise síria".
 
Fonte: AFP
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Rockwell Collins entra no projeto do KC-390

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A Rockwell Collins, fornecedora de soluções em comunicação e eletrônica embarcada e de sistemas de defesa, vai produzir no Brasil as caixas de controle e os painéis dos sistemas aviônicos do avião de transporte militar KC-390, em desenvolvimento pela Embraer para a Força Aérea Brasileira (FAB).
 
O presidente da Rockwell Collins no Brasil, grupo americano que em 2012 faturou US$ 4,7 bilhões, Nelson de Aquino, disse que a produção será feita por uma empresa Brasileira, que está sendo selecionada. A Rockwell negociou com a FAB um acordo de offset (compensação industrial e tecnológica), que prevê a transferência de tecnologia em vários projetos de interesse da Aeronáutica.
 
"Toda a parte de integração e certificação dos sistemas fornecidos pela Rockwell para o KC-390 também será desenvolvida pela subsidiária Brasileira, instalada em São José dos Campos", diz o presidente da empresa.
 
A Embraer é hoje a principal cliente da Rockwell Collins no Brasil, uma parceria que teve início na década de 80, com turboélice Brasília.
 
Para o KC-390, a Rockwell Collins desenvolveu a primeira versão militar do sistema de aviônica integrada Pro Line Fusion. A versão civil do sistema já foi instalada no novo jato executivo Legacy 500, da Embraer, que realizou, na última segunda-feira, o voo inaugural do seu terceiro protótipo. A entrega da primeira aeronave ao mercado está prevista para o primeiro semestre de 2014.
 
Nos últimos três anos, a Rockwell Collins investiu US$ 10 milhões no Brasil para atender a expansão dos negócios e também a contratação de pessoal. "Esperamos que esse investimento continue de forma que possamos aumentar o número de oportunidades de emprego, equipamento, tecnologia e infraestrutura", disse o vice-presidente e diretor executivo da Rockwell Collins para Américas, Thierry Tosi.
 
As principais operadoras de linhas Aéreas da América Latina, entre elas a TAM, Gol, Avianca, Copa, Trip e Azul, utilizam os sistemas de aviônica e de entretenimento da Rockwell Collins. Há cerca de dois meses ela fechou um contrato com a Gol para o fornecimento de rádios de comunicação para 20 aeronaves Boeing 737.
 
A expansão dos negócios da Rockwell Collins no Brasil também terá como foco a área de sistemas de defesa e a empresa está de olho nos programas de reequipamento das Forças armadas, como o Sisfron (Sistema de Monitoramento de Fronteiras).
 
A Embraer foi escolhida pelo Exército Brasileiro para desenvolver o projeto piloto do Sisfron e já iniciou o processo de contratação de várias empresas para fornecimento de sistemas nas áreas de comunicação segura, informação, comando e controle.
 
Segundo Tosi, 54% da receita global da companhia em 2012 veio da área de defesa e 46% das atividades civis. No Brasil, de acordo com o executivo, a Rockwell Collins espera um crescimento de 25% da receita nos próximos cinco anos. "A conquista do contrato do KC-390 consolidou a nossa posição na aviação militar e nossos esforços em trazer soluções para segurança fronteiriça, costeira e urbana. Esperamos que os nossos sistemas de defesa tenham uma participação crescente em nossa receita no Brasil daqui para frente."
 
O mercado brasileiro, na visão do executivo, tem potencial para negócios da ordem US$ 3,5 bilhões nos próximos cinco anos para todos os tipos de produtos oferecidos pela Rockwell Collins.
 
Para aproveitar as novas oportunidades que estão surgindo, segundo ele, a Rockwell Collins aumentou o seu quadro de funcionários no Brasil em 35%. Os novos funcionários atuam na área de gestão de programas, desenvolvimento de negócios, engenharia de sistemas, técnicos para serviços e engenharia de vendas.
 
Além da produção de equipamentos para o KC-390, a Rockwell Collins pretende produzir no Brasil a linha de sistemas aviônicos e de comunicações para os helicópteros Pantera, Fennec, Cougar e EC-725, da Helibras.
 
A empresa também passará a fazer no país a montagem, teste e reparo de rádios de alta frequência (HF). A atuação da Rockwell Collins na área de defesa no Brasil inclui ainda o fornecimento de rádios de comunicação e navegação do caça AMX, cuja frota da FAB está sendo modernizada pela Embraer.
 
"Temos planos agressivos de crescimento no Brasil. E uma das estratégias de expansão se dará por meio de parcerias com empresas Brasileiras competentes e com capacidade para absorver nossas tecnologias", disse Aquino.
 
Fonte: Valor Econômico
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