segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Explosivos no fundo do Mar do Norte

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Uma área do oceano tem sido utilizada como parque elétrico para usinas eólicas. Porém, para que o projeto seja concluído, as autoridades tem que resolver um problema: limpar bombas e explosivos que foram jogados na água depois da Segunda Guerra.


Fonte: Deutsche Welle
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Rebeldes treinados pelos EUA chegam à Síria

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Grupo de 75 homens sírios capacitados por americanos, britânicos e turcos em acampamento na Turquia atravessa a fronteira para combater o "Estado Islâmico", diz Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Um grupo de 75 rebeldes sírios treinados pelos Estados Unidos para combater o "Estado Islâmico" (EI) chegou neste fim de semana à Síria, afirmou neste domingo (20/09) o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). Os homens foram capacitados em um acampamento na Turquia por instrutores americanos, britânicos e turcos.
Os rebeldes cruzaram a fronteira síria a partir da Turquia e entraram na província de Aleppo, no norte da Síria, entre sexta-feira à noite e sábado pela manhã, disse Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH, ONG com sede em Londres. Ele acrescentou que os homens entraram no país com 12 veículos equipados com metralhadoras e tiveram cobertura aérea feita por caças da coalizão internacional liderada pelos EUA.
O grupo participou de um programa que tem o objetivo de treinar até 5.400 rebeldes sírios por ano ao longo dos próximos três anos como parte da estratégia de Washington para ter parceiros locais no combate contra os jihadistas do EI.
O primeiro grupo de 54 homens treinados pelos EUA entrou em combate na Síria no final de julho, mas sofreu um ataque da frente al-Nusra, um braço da Al Qaeda. Com isso, a maior parte dos homens treinados foi morta, capturada ou fugiu.
Um general americano declarou ao Congresso americano na última quarta-feira que apenas quatro ou cinco rebeldes treinados pelo programa ainda estavam lutando na Síria. A revelação fez com que muitas autoridades de defesa criticassem fortemente a estratégia usada pelos EUA contra o EI. Apesar dos ataques aéreos diários, o grupo jihadista ainda controla parte de Iraque e Síria, além de ter filiais em outros países do Oriente Médio.
Autoridades americanas disseram que planejam uma reformulação da estratégia e, em vez de preparar os rebeldes para a linha de frente do combate, eles planejam incorporar esses homens às forças curdas e árabes que lutam na Síria. O programa, no valor de 500 milhões de dólares, treinou até agora menos de 150 pessoas, após muitos candidatos terem sido considerados inadequados na triagem.

Fonte: Deutsche Welle
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O que acontecerá se EUA e China entrarem em conflito no Pacífico?

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Enquanto os Estados Unidos continuam ações provocatórias no Mar da China Meridional, vale a pena perguntar: O que aconteceria em um hipotético confronto militar entre Washington e Pequim? Um novo relatório da organização não-governamental Corporação RAND compara as capacidades dos dois países em 10 campos separados.

O relatório de 430 páginas, elaborado por 14 especialistas em estratégia militar, se concentra estritamente nas capacidades militares. Ignorando as questões políticas, o relatório considera dois cenários hipotéticos — uma campanha nas ilhas Spratly e uma invasão chinesa de Taiwan — para avaliar que parte iria ganhar.
Ataque a base aérea dos EUA

Enquanto em 1997 os militares chineses tinham poucos mísseis balísticos de curto alcance, esse número subiu acentuadamente agora. Com quase 1.400 mísseis no seu arsenal, Pequim poderia facilmente paralisar a base aérea de Kadena, uma instalação dos EUA na ilha de Okinawa.

"Um ataque desses pode fechar a única base durante várias semanas", diz o relatório, consequentemente, aumentaria drasticamente a distância que a Força Aérea dos Estados Unidos seria obrigada a cobrir. Forçando os militares dos EUA a operar a partir do Alasca, Guam ou Havaí, a China terá mais tempo para reagir às manobras ofensivas.

EUA contra China no espaço aéreo

Pequim tem vindo a melhorar rapidamente na sua Força Aérea, modernizou metade de seus caças. De acordo com a RAND, as capacidades dos dois países no ar são quase comparáveis, com uma ligeira vantagem dos EUA.

Ainda assim, na proteção de Taiwan, em caso de uma hipotética invasão em 2017, "os comandantes americanos seriam incapazes de encontrar uma base adequada para as forças dos EUA a manter a superioridade em uma campanha de sete dias", diz o relatório. 

Embora os EUA possam ganhar vantagem se transformarem essa operação em uma campanha mais longa, a ação também poderia colocar as tropas terrestres e navais em um risco maior.

Penetração dos EUA no espaço aéreo


Os militares chineses incorporaram m grande número de mísseis terra-ar desde 1997. Pequim possui agora cerca de 200 mísseis deste tipo em seu arsenal, bem como novos sistemas aéreos de deteção. Por isso, os aviões dos EUA teriam dificuldades operando no cenário de Taiwan, dada a sua proximidade ao continente chinês e a essas defesas.

No entanto, no cenário de Spratly, uma aeronave furtiva americana poderia ganhar, dada a distância de 800 milhas do arquipélago a partir do continente chinês.

Ataque americano a bases aéreas

As armas de longo alcance americanas poderiam dar os EUA a capacidade de “desligar” bases aéreas chinesas, tornando-as inoperacionais. Olhando para as 40 bases dentro do alcance de Taiwan, os EUA seriam capazes de fechar pistas de pouso por aproximadamente oito horas. Em 2017, esses encerramentos poderão durar de dois a três dias.

Ainda assim, o relatório reconhece que esta vantagem se baseia em um arsenal de mísseis limitado.

Guerra anti-superfície chinesa

Enquanto Washington dependeria inevitavelmente de porta-aviões se a guerra se desencadeasse no mar do Sul da China, o desenvolvimento de Pequim de mísseis balísticos anti-navio poderia representar uma ameaça significativa para as forças navais dos EUA.

Enquanto os porta-aviões podem ser capazes de se defender com sucesso contra qualquer mísseis balísticos anti-navio através de contra medidas a bordo, os EUA também têm de lidar com a melhoria da inteligência e da frota de submarinos da China.

Guerra anti-superfície americana

No cenário de Taiwan, a RAND estima que os EUA teriam sucesso em repelir assaltos anfíbios chineses. Capaz de eliminar cerca de 40% da frota anfíbia, a China poderia sofrer "perdas que provavelmente causariam estragos na integridade organizacional de uma força de desembarque."

A China, no entanto, já duplicou as suas capacidades anfíbias desde 1997, e está melhorando rapidamente seu potencial anti-submarino.

Campanha anti-espacial americana

Washington tem vindo a melhorar as suas capacidades anti-espaciais desde 2002, e possui um sistema que pode neutralizar satélites inimigos. Aviões de intercepção também poderiam ser usados para derrubar satélites de inteligência.

A RAND também recomenda que os EUA criem sistemas de laser de alta energia que poderiam sobrecarregar o programa espacial chinês.
Campanha anti-espacial chinesa

O relatório considera como "grave" a ameaça chinesa para os satélites americanos de comunicação, se baseado em uma série de testes de mísseis anti-satélite bem sucedidos realizados por Pequim desde 2007.

"Mais preocupante" é a posse pela China de sistemas de interferência de sinais de fabricação russa.

Ciberguerra 


A RAND estima que a sofisticação do Comando Cibernético dos Estados Unidos e a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos daria uma vantagem em tempo a Washington.

Ambas as partes, no entanto, "enfrentariam surpresas significativas." O relatório também aponta que os EUA dependem muito de redes da Internet não classificadas, que poderiam ser facilmente violadas por hackers inimigos.

Estabilidade nuclear

Enquanto a China tem vindo a melhorar suas forças nucleares desde 1997, não é ainda suficientemente robusta para evitar um ataque de retaliação dos EUA, que têm uma reserva significativa. A RAND dá aos EUA uma vantagem nuclear de 13 para um.

Conclusão

O relatório prevê que o crescente poder militar da China poderia criar uma grande diminuição da influência dos EUA na região do Pacífico. Pequim poderia, hipoteticamente, "alcançar objetivos limitados sem derrotar as forças dos EUA."

Embora ambas as partes pudessem vir a sofrer pesadas perdas, os Estados Unidos não mantêm o mesmo tipo de domínio do Pacífico que o país já teve em tempos.


Fonte : Sputnik News
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"DILMA EMPURRA A CONTA À NAÇÃO"

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O que há de evidente no pacote anunciado e causa perplexidade em toda a população é a resistência da presidente Dilma em cortar gastos. Em reduzir a máquina. Em sacrificar na própria pele. Como uma monarca que distribui castigos a seus súditos, Dilma estabeleceu que a conta – que ela mesma criou por abuso administrativo – deve ser coberta pela sociedade. O chamado esforço fiscal sairá do seu, do meu, do nosso bolso. Se aprovada no Congresso, a proposta representará acima de tudo um brutal aumento da carga de impostos, seja através da famigerada CPMF – o mais injusto e cumulativo dos tributos, já que incide repetidas vezes na cadeia de despesas do contribuinte – seja com o aumento de alíquota do IR, especialmente sobre o patrimônio. Tomada, por exemplo, a nova taxa média de 25% de carga fiscal na venda de imóveis, o Estado ficará com 1/4 do valor do bem de cada cidadão. Praticamente um sócio da sua casa, sem ter contribuído com nada na hora da aquisição. Quem aceita isso? Trata-se, indiscutivelmente, de uma espoliação de capital sem precedentes para cobrir um rombo que Dilma produziu com uma gestão tão irresponsável como dispendiosa. Prevaleceu ali o desperdício, mascarado pela mentira de que tudo ia “às mil maravilhas”. E esse engodo gerou o estouro das finanças públicas que passou a ser bancado através de aumentos sistemáticos na luz, nos combustíveis, nos juros abusivos do crediário, na maioria dos preços administrados pela União. O repasse dos abusos virou prática. E agora a monarca Dilma quer mais. Volta a promover derramas para bancar uma custosa estrutura na qual fez mera maquiagem, medidas que não passaram de perfumaria, para alegar que também está participando da economia, quando de fato apenas transferiu compromissos. Caso, por exemplo, do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que passará a ser bancado pelo FGTS dos trabalhadores, e do PAC, que sairá do dinheiro reservado a emendas parlamentares. Nesse pormenor, a resistência de políticos é grande e a presidente já cogita até abandonar a ideia. Bem como no caso do adiamento de reajuste do funcionalismo e no capítulo cortes de recursos destinados ao Sistema “S”. Restará, assim, apenas a tungada sobre os brasileiros para abastecer o butim federal. Não existe na prática nenhum esforço do Governo. Dilma se recusa a mexer internamente. Nos próximos dias vai fundir alguns ministérios e eliminar outros, atendendo a pressões, no intuito de sinalizar austeridade. Nada mais enganoso. Os milhares de cargos comissionados, o séquito de assessores e apadrinhados, as encomendas de talheres de prata e carros modelos do ano continuam por lá. Como deve se sentir o cidadão - hoje um dos mais sobretaxados do mundo! - ao ser convocado a participar com outra cota de seus rendimentos para essa festança? Quem está disposto a entregar um centavo sequer a um governo perdulário, de decisões inconsequentes e que se recusa a diminuir suas despesas correntes? Falta credibilidade e seriedade a presidente para exigir tamanho engajamento. Dilma parece estar vivendo em outro mundo, fora da realidade, sem a menor ideia do que fazer, persistindo na gastança. Não entendeu nada sobre a gravidade da situação. Ou finge não entender e parte com apetite redobrado para cima do contribuinte, com o intuito de encher as burras e seguir na sua marcha de insensatez. A sobretaxa fiscal nos ombros do povo é a mais cruel prática exercida por governantes autoritários e impopulares. Dilma dá demonstrações de não se preocupar com isso. Na decisão relativa à CPMF, primeiro disse que ela serviria para cobrir o orçamento da saúde. Voltou atrás, cancelou o projeto e dias depois reapresentou a medida sob a alegação de que aplicaria a arrecadação para baixar o déficit da previdência. Pura conversa! O buraco previdenciário cresce exponencialmente a cada ano e só será contido com reformas estruturais do sistema. A CPMF, por não se tratar de verba carimbada, pode, como ocorreu no passado, se transformar num “grande engodo”. Essa, aliás, foi a definição dada pela própria Dilma em relação a CPMF quando perguntada, ainda em campanha pela reeleição, se planejava recriar o imposto. Ela lançou um sonoro “não”. Mas, como todos hoje sabem, não dá para acreditar em nada do que a mandatária disse, ou diz. Assombroso é ela não encontrar fórmulas internas de sanar o estouro de R$ 30 bilhões apresentado na sua contabilidade improvisada. Por essas e por outras, com a amplitude da crise, que veio no bojo de pedaladas fiscais e de toda sorte de malversação de recursos, é que aumentam as mobilizações pró-impeachment. Não há golpe no movimento. Apenas o direito legítimo de se varrer do horizonte práticas indecentes e danosas à coisa pública. Se os parlamentares ainda guardam algum respeito pela sociedade, que busquem encurtar a agonia do País. As forças vivas da Nação precisam encontrar logo uma saída para não continuarmos nessa aventura sombria. 

Fonte: IstoÉ
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Concorde pode retomar voo em 2019, afirma grupo de fãs da aeronave

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Um grupo de fãs britânicos do Concorde, o avião civil supersônico que marcou a história do setor, diz ter reunido recursos para fazer o modelo voar novamente em 2019.
O Clube Concorde, criado por ex-pilotos, ex-comissários e entusiastas do avião, diz ter 120 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 730 milhões) reservadas para o plano de "retorno do voo".
O grupo também planeja colocar outro modelo do avião supersônico em exposição permanente no centro de Londres.
O ultimo voo do Concorde, que pode atingir até duas vezes a velocidade do som (ou 2.146 km/h), foi em 2003.
As negociações em curso buscam adquirir ou arrendar as duas aeronaves. Paul James, presidente do Clube Concorde, diz que eles pretendem obter os aviões na França, mas que ainda não há acordo.
"Ficamos impressionados pela quantidade de entusiasmo e de pessoas querendo investir. O apoio mostra quantas pessoas ainda admiram o Concorde e querem vê-lo voando de novo", afirmou James.
Image copyrightEPA
Image captionNo período em que operou, de 1976 a 2003, o Concorde foi o avião de passageiros mais glamouroso que já existiu
"A aeronave que gostaríamos de colocar no ar está no aeroporto Le Bourget, em Paris. E também queríamos arrendar e restaurar um concorde da British Airways para exposição em Londres, perto da London Eye, mas não foi possível, então estamos de olho na França e em um concorde próximo ao aeroporto de Orly", completou.
Após uma restauração, a aeronave seria usada para shows de aviação, eventos especiais e voos fretados.

Ícone global

James disse estar confiante de que o avião possa ser preparado para voos em 2019, para coincidir com o aniversário de 50 anos do primeiro voo do Concorde.
O plano começou após o grupo levantar 40 milhões de libras (cerca de R$ 240 milhões) para expor o jato no rio Tâmisa, em Londres, nas imediações da roda-gigante London Eye.
"É um ícone global", disse James. "Todas as autoridades se mostraram receptivas à nossa ideia de trazer um Corcorde para o rio como uma atração turística, e a London Eye concordou em compartilhar o píer da atração."
Image copyrightClube Concorde
Image captionEm projeção digital, uma prévia de como seria a exposição do Concorde no rio Tâmisa, em Londres
O grupo de entusiastas precisa ainda garantir a permissão de planejamento da empreitada, mas James diz que o objetivo é montar a atração em 2017, antes de abrir uma exposição semelhante em Paris.
O Concorde foi aposentado em 2003, três anos após um acidente nos arredores de Paris que deixou 113 mortos.
Na ocasião, o avião supersônico pegou fogo pouco após decolar do aeroporto Charles de Gaulle.
Após o desastre, os Concordes foram retirados de operação durante um ano e, após um breve retorno, definitivamente aposentados em 2003.
Um juiz francês apontou, após quatro anos de investigações, que um pedaço de metal que havia caído antes de um avião da Continental Airlines desempenhou um papel “direto” no acidente.
Posteriormente, a Justiça francesa retirou as acusações criminais contra a companhia aérea americana, que sempre negou responsabilidade pelo desastre.

Fonte: BBC Brasil
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Vida dupla: conheça os escritores espiões

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Muitos autores reconhecidos do século XX usaram a vida dupla como espiões para inspirar romances que apaixonaram milhões de leitores pelo mundo. Será que dentro de todo espião há um escritor em potencial ou o perfil do escritor, indecifrável e inventor de enigmas, é perfeito para esconder um espião?

O exemplo maior disso é o do escritor e jornalista britânico Ian Fleming. Assim como seu personagem popular James Bond, o agente 007, esse autor esteve ligado intimamente aos serviços secretos britânicos. Na verdade, ele foi contratado por John Godfrey, um membro importante do departamento de inteligência naval, um pouco antes de eclodir a Segunda Guerra Mundial. Naquela época, Graham Greene, autor de “Nosso Homem em Havana” e “O Poder e a Glória”, também teve sua experiência como agente do MI6; uma experiência, a julgar por suas próprias palavras, bastante satisfatória (ele se referia ao serviço de inteligência como “a melhor agência de viagens do mundo”). 

Outro escritor-espião foi Somerset Maugham, um dos autores mais populares e mais bem pagos de sua época. Enquanto trabalhava para o serviço secreto, ele chegou a se reunir com o primeiro-ministro russo Aleksandr Kerenski, fingindo ser um correspondente americano. Maugham foi obrigado a se livrar de muitos de seus escritos por causa dos detalhes e da precisão presentes em suas histórias de espionagem. E por fim, há Frederick Forsyth, um escritor de 76 anos que está causando uma grande expectativa em torno do lançamento de sua autobiografia, na qual se espera que ele vá confessar suas atividades como ex-agente do MI6. 

O motivo dessa coincidência de profissões permanece, até hoje, um mistério, embora continue a gerar uma grande quantidade de boas histórias.


Fonte: History
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Boa educação traria US$ 23 tri ao Brasil no longo prazo

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Empregos, riqueza e bem-estar individual são coisas que dependem apenas do que as pessoas sabem e do que elas podem fazer com o que sabem. Não existem atalhos para equipar pessoas com as habilidades apropriadas e oferecer-lhes as oportunidades para que usem suas aptidões de maneira eficiente.
E se há algo que a economia global nos ensinou nos últimos anos é que não basta nos estimular para sair de uma crise e que não podemos simplesmente imprimir mais dinheiro para superá-la. Países como o Brasil podem ­se sair muito melhor preparando mais pessoas com condições de colaborar, competir e ­­­se ­conectar de maneira que possam obter um emprego mais atraente, melhorando de vida e impulsionando a economia.
A atual deficiência na capacitação dos trabalhadores brasileiros limita seriamente o acesso das pessoas a empregos mais bem remunerados e compensadores. E a distribuição desigual das habilidades tem implicações significativas na maneira como os benefícios do crescimento econômico do país são divididos na sociedade brasileira.

Em outras palavras, onde grande parte dos adultos são precariamente capacitados, fica difícil incorporar tecnologias que aumentem a produtividade e introduzam novas maneiras de trabalhar, retardando assim um avanço nos seus níveis de vida.
Nesse aspecto, as qualificações têm um peso maior do que a renda ou o emprego. Pessoas menos capacitadas são muito mais propensas a ter problemas de saúde, a enxergar-se como objetos — e não como atores em processos políticos — e a confiar menos em outras pessoas.
O Brasil não conseguirá desenvolver políticas justas e inclusivas e mobilizar todos os cidadãos enquanto a falta de proficiência em habilidades básicas impedir as pessoas de participar plenamente da sociedade. E para nenhum grupo isso é mais importante do que para a juventude atu­al, que não consegue competir em experiência ou em conexões sociais com os mais velhos.
Investir cedo é crucial. As escolas brasileiras de hoje serão a economia e a sociedade do Brasil de amanhã. O conhecimento e as habilidades dos estudantes de 15 anos, conforme medidos pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), são altamente preditivos das habilidades que os adultos têm ou que adquirirão mais tarde na vida.
O Brasil tem muito a ganhar com a elevação da qualidade e da equidade nos resultados do aprendizado. Se o país conseguir garantir que todos os estudantes de 15 anos atinjam com sucesso pelo menos o nível mais baixo de desempenho do Pisa (nível 1), só isso acrescentará 23 trilhões de dólares à economia brasileira durante o tempo de vida dos que hoje estão com 15 anos.
Isso equivale a 7,5 vezes o tamanho atual da economia brasileira e mostra que as recompensas da melhor escolaridade eclipsam qualquer custo que se estime necessário para o avanço.
É verdade que o sistema educacional brasileiro enfrenta desafios sociais bem maiores do que os de muitos países. Mas o fato de os garotos socialmente mais desfavorecidos em Xangai superarem o desempenho escolar dos garotos mais ricos do Brasil nos lembra que pobreza não é destino, e isso retira as desculpas dos mais complacentes.
Entretanto, podemos dizer que o copo está meio cheio em vez de meio vazio. Entre os paí­ses que aderiram ao Pisa desde 2000, o Brasil é o que mais avançou em desempenho. Além disso, o país conseguiu ampliar significativamente a população de 15 anos que tem acesso à escola. Mas o sistema educacional brasileiro ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar padrões mundiais de excelência.
Evidentemente, ninguém pode simplesmente copiar e colar sistemas escolares no atacado. Mas o Pisa revelou uma quantidade surpreendente de características compartilhadas pelos sistemas escolares mais bem-sucedidos do mundo. Todos concordam que educação é importante, mas a prova real ocorre quando se compara a educação com outras prioridades.
Como os paí­ses remuneram seus professores em comparação com outros trabalhadores altamente especializados? Você gostaria que seu filho fosse um professor em vez de um advogado? Como a mídia se refere aos professores? A primeira coisa que aprendi com o Pisa é que os líderes em sistemas escolares de alto desempenho convenceram seus cidadãos a fazer escolhas que valorizam mais a educação do que outras coisas.
Pais e avós chineses não hesitarão em investir seu último centavo na educação de seus filhos, no futuro deles. Enquanto isso, o Brasil e o mundo ocidental começaram a tomar emprestado o dinheiro de seus filhos para financiar seu consumo atual. É importante corrigir isso.

Trabalho árduo

Atribuir um alto valor à educação é apenas parte da equação. Outra parte é a crença no potencial das crianças. O fato de estudantes na Ásia oriental acreditarem que a realização é principalmente um produto do trabalho árduo, e não de inteligência herdada, sugere que a educação e seu contexto social podem fazer a diferença ao instilar os valores que promovem o sucesso na educação.
Contraste-se isso com o Brasil, onde a maioria dos estudantes acredita que o sucesso na escola é resultado de uma inteligência inata. Esses estudantes creem que as escolas é que os escolhem e não se enxergam como responsáveis pelo próprio sucesso.
Sistemas escolares de alto desempenho também compartilham padrões claros e ambiciosos em geral. Todos sabem o que é preciso para obter uma dada qualificação. Esta continua a ser uma das mais poderosas formas de prever o desempenho no Pisa.
Além disso, a qualidade do sistema educacional brasileiro depende fundamentalmente da qualidade de seus professores. O Brasil investiu muito para melhorar as condições de trabalho dos professores, mas isso é apenas o começo. Sistemas educacionais de alto desempenho tornam o ensino uma opção de carreira atrativa para os melhores candidatos possíveis.
Eles asseguram uma formação de alta qualidade do professor, oferecem estímulo e aconselhamento para novos docentes e baseiam o profissionalismo do professor numa compreensão do aprendizado efetivo com base em evidências. Também propiciam caminhos inteligentes para que os professores possam progredir na carreira, algo que ainda não está funcionando no Brasil.
Eles incentivam seus professores a fazer inovações pedagógicas, a melhorar o próprio desempenho e o de colegas e a trabalhar em conjunto para estruturar as boas práticas. E eles crescem e estimulam a liderança em todo o sistema escolar.
O resultado mais impressionante dos sistemas escolares de classe mundial talvez seja ­que eles oferecem alta qualidade educacional para que cada estudante se beneficie de um aprendizado excelente. Para tanto, esses sistemas conseguem atrair os professores mais talentosos para as classes mais desafiadoras e os diretores de escola mais preparados para as escolas mais difíceis.
Alguns estados brasi­leiros já ­começaram a conectar melhor as escolas e ­a criar um sistema escolar mais coerente, mas isso ainda está longe de ser uma política generalizada no país.
E, por fim, o Brasil precisará repensar seu sistema de ensino para melhor antecipar o conhecimento e as habilidades necessárias para revitalizar sua economia. A realidade é que, de um lado, há um grande número de graduados desempregados nas ruas; de outro, empregadores que não conseguem encontrar pessoas com as aptidões necessárias.
Isso mostra claramente que apenas mais educação não se traduz automaticamente em empregos melhores e vidas melhores. O descompasso das habilidades é um fenômeno muito real e se reflete nas perspectivas de ganhos das pessoas e em sua produtividade.
Saber quais habilidades serão necessárias na sociedade e quais caminhos educacionais levarão os jovens aonde eles querem estar é fundamental. Afinal, boa educação implica promover a paixão pelo aprendizado e o crescimento da humanidade, estimular a imaginação, desenvolver tomadores de decisões independentes capazes de moldar nosso futuro e aumentar a capacidade de regeneração e a alegria de seguir em frente.
Pode-se resolver a maioria das tarefas escolares no Brasil em segundos com a ajuda de um smartphone. Para as crianças brasileiras serem mais inteligentes do que um smartphone, o ensino precisa ir além: mais do que simplesmente reproduzir o que aprenderam, elas precisam extrapolar o que sabem e usar seu conhecimento em situações novas.
O mundo atual já não recompensa as pessoas pelo que elas sabem — o Google sabe tudo —, mas pelo que elas podem fazer com o que sabem. É precisamente disso também que trata o sucesso no Pisa.
Melhorar os sistemas educacionais, portanto, não é apenas atualizar e reembalar o conteúdo educacional, mas ajudar estudantes a descobrir quem eles são, aonde eles querem chegar na vida e como chegarão lá, num mundo em rápida transformação e com crescente incerteza.
Essa é uma tarefa formidável e, a cada três anos, o Pisa nos recorda que os países podem cumprir a promessa da educação. As comparações internacionais não são fáceis e, com certeza, não são perfeitas. Mas o Pisa mostra o que é possível em educação e ajuda o Brasil a se olhar no espelho dos resultados e das oportunidades propiciadas pelos dirigentes educacionais do mundo.
O certo é que, sem as aptidões adequadas, as pessoas terminarão às margens da sociedade brasileira e o progresso tecnológico não se traduzirá em crescimento econômico. O Brasil terá grande dificuldade para continuar no pelotão de frente neste mundo hiperconectado e, por fim, perderá o cimento social que mantém unidas as sociedades democráticas.

Fonte: Exame
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Rússia desenvolve drone submarino nuclear, diz Pentágono

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Segundo fontes da inteligência norte-americana, por meio de um comunicado do Pentágono, Moscou está desenvolvendo um “veículo submarino não tripulado” (UUV, na sigla em inglês), com capacidade de transportar armas nucleares de grande escala destrutiva. 

Trata-se de um veículo autossuficiente de ataque, equipado com ogivas nucleares e que faz parte do programa de modernização armamentista da Rússia. “É um submarino não tripulado que terá alta velocidade e capacidade para percorrer longas distâncias”, afirmou um funcionário da inteligência ao The Washington Times. 

Um analista americano suspeita que o drone submarino possa ter inspiração em um torpedo da era soviética, o T-15, que foi desenvolvido no despertar da era nuclear. 


Fonte: History
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James Bond está muito longe da realidade, diz chefe de serviço secreto britânico

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O diretor geral do serviço secreto britânico MI5 disse em entrevista à BBC que filmes de James Bond estão "muito longe da realidade".
"Eu amo os filmes do James Bond porque eles estão tão longe da realidade que todos podemos aproveitar a ficção", disse Andrew Parker.
Nos filmes, 007 é um agente do serviço secreto britânico MI6, que tem atuação externa em defesa da segurança nacional.
Já Parker é diretor do MI5, agência de inteligência de segurança nacional que cuida de ameaças internas no Reino Unido.
Na entrevista, Parker afirmou que os agentes do MI5 "são mais 'comuns' do que o que é descrito na ficção".
MI5/PAImage copyrightMI5.PA
Image captionParker afirmou que ameaças terroristas no Reino Unido estão em alta
"Os homens e mulheres que trabalham no MI5 são, é claro, pessoas comuns, que são parte da sociedade, moram nas comunidades e estão comprometidos em nos proteger daqueles que representam perigo."
Ele afirmou que sua e outras agências que zelam pela segurança do país enfrentam um dos momentos mais severos de ameaça de ataques terroristas desde os ataques de 11 de Setembro de 2001 nos EUA.
Só no ano passado, os serviços de segurança conseguiram frustrar seis conspirações terroristas no país.
Parker disse ainda que, com o advento da internet e de celulares, ficou mais fácil para grupos terroristas "incitarem e orientarem ataques para pessoas que vivem aqui e estão preparadas para ouvir a sua mensagem".
O diretor do MI5 afirmou, no entanto, que os imigrantes e refugiados vindos da Síria e de outros países de zonas de conflito no Oriente Médio não são considerados o principal foco de ameaça no momento.
Segundo ele, o órgão trabalha para desencorajar pessoas que querem viajar à Síria ou Iraque para se juntar a grupos como o "Estado Islâmico", e monitora britânicos que estão voltando destes países ao Reino Unido.

Fonte: BBC Brasil
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Canadá e Espanha realizarão voo de vigilância sobre a Rússia

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Uma missão conjunta do Canadá e da Espanha deverão realizar nesta semana um voo de vigilância no espaço aéreo russo.


O chefe interino do Centro
Nacional de Redução de Risco Nuclear da Rússia disse nesta segunda-feira (21) que uma missão conjunta do Canadá e da Espanha realizará um voo observação sobre a Rússia russo entre 21 e 25 de setembro.

“Durante o período entre 21 e 25 de setembro 2015 uma missão conjunta do Canadá e da Espanha planeja realizar um voo de vigilância sobre o território da Federação da Rússia, de acordo com o Tratado de Céus Abertos, usando um avião de vigilância canadense C-130J”, informou Ruslan Shishin.  

Lembramos que recentemente um Lockheed C-130H Hercules com especialistas americanos, franceses e agora ucranianos a bordo, fez uma série de voos de observação sobre a Sibéria ocidental entre 31 de agosto e 4 de setembro. 

Desde 2002 a Rússia, os EUA e outros países que assinaram o Tratado de Céus Abertos permitiram um número limitado de voos de observação sobre o seu território. 

Os acordos internacionais estabelecem o número de voos, tipo de equipamento de vigilância a bordo e os aeroportos que podem ser usados.


Fonte: Sputnik News 
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As coincidências entre o período pré-impeachment de Collor e momento político de Dilma

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São gritantes as coincidências entre o período do pré-impeachment de Collor e o momento político atravessado agora pela presidente Dilma

Final de setembro de 1992. O então presidente Fernando Collor de Mello encontrava-se sob a ameaça de deixar o governo. Enquanto o País afundava na inflação alta, a popularidade de Collor ruía e o Planalto dava demonstrações de que não sabia como virar o jogo. O impeachment ganhava forma, força e materialidade. No Congresso, Collor não sabia com quem contar e seus antigos aliados começavam a mudar de lado.

O cenário guarda grandes semelhanças com o momento vivido hoje por Dilma Rousseff. Com 13 pedidos de impeachment protocolados na Câmara, a presidente está ameaçada pelos mesmos fantasmas que assombraram Collor. Por uma coincidência política, Dilma e Collor também atingiram o apogeu da crise política no mês de setembro. O pedido de impeachment do então presidente foi assinado pelo então  presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Barbosa Lima Sobrinho, um nome acima de qualquer suspeita, e chegou à Câmara no dia 2 de setembro de 1992. Exatos 23 anos depois, no dia 17 de setembro de 2015, um conceituado jurista, Hélio Bicudo, protocola um documento semelhante propondo a saída de Dilma Rousseff.

Em 1992, a efervescência política embalava as manifestações de rua, exatamente como agora. Quando, no dia 16 de agosto, Collor conclamou os brasileiros a defender o seu mandato nas ruas usando verde e amarelo, produziu-se o efeito inverso. No chamado “domingo negro”, caras pintadas ocuparam as principais avenidas do País, mas não exibindo as cores da bandeira do Brasil, como queria Collor, e sim de preto, em sinal de protesto. No mesmo 16 de agosto deste ano, cerca de 800 mil pessoas participaram de manifestações pelo País para pedir o afastamento de Dilma. Àquela altura, Collor amargava um índice de aprovação de apenas 9%. Hoje, Dilma é ainda mais impopular: somente 7% aprovam seu mandato.

A cronologia dos fatos mostra não apenas a semelhança do momento vivido, mas também as coincidentes reações dos dois presidentes à ameaça do impeachment. Assim como Dilma e o PT, Collor também se dizia vítima de um golpe. “Custe o que custar, doa a quem doer, eu serei o primeiro a estar na defesa e no embate da nossa Constituição. Uma minoria quer realizar o terceiro turno das eleições. As manobras para o meu afastamento interessam aos recalcados, complexados e invejosos que formam o sindicato do golpe filiado à central única dos conspiradores”, afirmava o então presidente. Enquanto isso, José Dirceu cumpria o papel inverso. Um dos símbolos do modo de operar da legenda, o ex-ministro, então deputado federal e relator da CPI do PC Farias, em 1992, declarou numa entrevista em julho daquele ano: “Não se faz impeachment na Câmara e no Senado. Ele acontece na sociedade”, disse o ex-ministro à época num discurso que hoje seria considerado “golpista” pelos petistas.

Alguns traços da personalidade dos presidentes também são parecidos. Os parlamentares sabiam que era preciso tirar Collor por meio de um processo de impeachment porque seu temperamento não permitiria a renúncia. Em julho de 1992, Collor chegou a declarar que somente sairia do Planalto morto. Em outra coincidência, Dilma concedeu entrevista em julho passado garantindo que não cairá ou renunciará o cargo. Para integrantes da Frente Parlamentar a favor do impeachment, a renúncia também não combinaria com o estilo e o passado de Dilma Rousseff.

No capítulo dos malfeitos, pesava sobre Collor o envolvimento no esquema PC Farias. Sua situação começou a se deteriorar com a delação do seu irmão, Pedro Collor, e a pá de cal foi a entrevista à ISTOÉ do motorista Eriberto França, em que confirmou que PC bancava as despesas da família do presidente, como a compra de um Fiat Elba e a famosa reforma na Casa da Dinda, um imóvel particular transformado em residência oficial. Hoje, recaem sobre Dilma as suspeitas de que sua campanha foi irrigada com dinheiro desviado do escândalo conhecido como Petrolão. O esquema foi revelado pelo delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Eleito por um partido nanico, o PRN, e sem base de sustentação no Congresso, Collor perdeu as condições políticas de se manter no poder e saiu pela porta dos fundos. A julgar pelos recentes acontecimentos políticos, o mesmo destino pode estar reservado a Dilma.

Fonte: IstoÉ
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Suécia recebe os primeiros engenheiros brasileiros que vão trabalhar no novo Gripen

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Embraer vai enviar 44 dos 46 engenheiros e técnicos que farão parte do grupo pioneiro de trabalho para a produção dos jatos comprados pelo Brasil

Um grupo de 46 engenheiros e técnicos brasileiros começa a trabalhar na Suécia a partir do dia 19 de outubro. Eles são funcionários das empresas Embraer, de São José, e AEL Sistemas, de Porto Alegre.
Embora alguns engenheiros da Embraer já estejam na sede da sueca Saab, os 46 profissionais serão oficialmente os pioneiros para o início do programa de fabricação dos caças supersônicos Gripen NG, que serão produzidos pela Saab para equipar a FAB (Força Aérea Brasileira).
O contrato de compra dos jatos inclui transferência de tecnologia para o Brasil, sob a coordenação da Embraer.
Começa a valer agora, na prática, o contrato entre o Brasil e a Suécia, efetivado oficialmente há duas semanas.
Serão 36 caças supersônicos Gripen NG de última geração, capazes de voar duas vezes a velocidade do som.
A última pendência do contrato, o financiamento, também foi concluída há um mês. O contrato é de US$ 4,7 bilhões, dos quais US$ 245,3 milhões são para a compra de armamentos para os jatos.
Grupos. Os técnicos e engenheiros brasileiros irão em grupos ao longo dos próximos anos. Em outubro, irão 44 funcionários da Embraer e 2 da AEL. Segundo a Embraer, até 2020, a empresa vai enviar 280 funcionários para a sede da Saab para atuar no projeto.
De acordo com a Embraer, irão para a Suécia engenheiros e operadores de produção, de 2015 a 2020. A empresa informou que a permanência dos funcionários na Suécia pode durar de 6 a 24 meses.
Segundo a Saab, o tempo de permanência do primeiro grupo na Suécia deve ser de 12 meses. No início, haverá uma variedade de treinamentos teóricos e a maioria dos técnicos e engenheiros também irá participar do treinamento prático (on-the-job), no desenvolvimento do Gripen --uma formação mais especializada dentro do mesmo projeto que os engenheiros da Saab.
Produção. A Embraer será a responsável no Brasil pelo programa de transferência de tecnologia. A Embraer também vai coordenar as atividades de produção dos caças no Brasil. A empresa será responsável pelo desenvolvimento completo da versão de dois lugares do Gripen NG. A montagem final dos jatos será feita na fábrica de Gavião Peixoto.
A AEL é responsável pelo programa de sistemas aviônicos do Gripen. A empresa foi confirmada no programa em fevereiro, quando assinou com a Saab um contrato para a transferência de tecnologia.
A AEL foi selecionada para fornecer o WAD (Wide Area Display), o HUD (Visor Frontal) e o HMD (Helmet Mounted Display - capacete com visor), que será integrado ao Gripen NG para o Brasil como parte do contrato F-X2.
O trabalho da AEL deve durar quatro anos e inclui o desenvolvimento, a integração e o trabalho de produção, que serão realizados em Porto Alegre. A integração do sistema será feito pela SAAB e pela Embraer.
MarcoPara a Saab, a chegada dos técnicos e engenheiros brasileiros é um marco no programa dos caças para a FAB.
“Este importante acontecimento marca o início formal do programa Gripen NG brasileiro. Agora vamos trabalhar a toda velocidade para garantir as entregas no prazo determinado”, afirmou Häkan Buskhe, presidente e CEO da Saab.
Perfil. O Gripen é uma aeronave de combate multimissão, capaz de realizar todas as missões ar-ar e ar-solo, incluindo tarefas especializadas, como de inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento e guerra eletrônica.
O Gripen está equipado com os mais modernos sensores e sistemas de missão, incluindo um radar de varredura eletrônica ativa e um sistema de busca e rastreamento infravermelho. O caça deve substituir os F-5 da FAB.
Entregas
Primeiros caças chegam em 2019
A entrega dos caças supersônicos Gripen NG deve começar em 2019 e terminar em 2024. A montagem final dos jatos no Brasil será feita na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto. Dois pilotos brasileiros --Gustavo Pascotto e Ramon Forneas-- foram os primeiros a serem treinados para pilotar o caça, na Suécia. Outros pilotos da FAB devem ser treinados.

Fonte: O Vale
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