quarta-feira, 15 de agosto de 2018

PHM Atlântico - MAN será responsavel pela manutenção de máquinas no Brasil

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Hoje duranta a 15° edição da Marintech South America, visitamos o stand da MAN, onde conversamos um pouco com um dos representantes da MAN que atende á Marinha do Brasil. 

Durante nossa conversa sobre a relação entre a MAN e a Marinha, fomos informados que, antes de fechar a compra do novo Capitânea da esquadra brasileira, a Marinha procurou a MAN e consultou sobre a disponibilidade de componentes de reposição para atender ao ciclo operacional do navio no Brasil, uma postura bastante prudente e acertada do nosso comando naval.

Segundo nos foi informado, apesar dos vinte anos deste de sua instalação no PHM Atlântico, existe no mercado uma vasta gama de componentes para reposição durante o ciclo de vida dos dois motores Crossley Pielstick 12P2.6V400, que equipam o novo navio brasileiro, os quais fazem parte do portfólio da MAN desde 2006, quando a Pielstick foi absorvida pela gigante.

Além disso, já fora estabelecido um contrato de manutenção com a MAN, visando dar total suporte ao grupo motopropulsor do navio.

Essa notícia ressalta o profissionalismo e planejamento realizado com vistas a garantir que a compra do novo navio, venha a oferecer um alto índice de disponibilidade operacional do navio, evitando problemas como os que enfrentamos com o NAe São Paulo.

Na próxima semana estaremos embarcando no PHM Atlântico, recebendo o navio em sua chegada ao Brasil e trazendo uma cobertura especial em parceria com Canal Arte da Guerra.

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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Tem início no Rio de Janeiro um dos mais importantes eventos do setor naval

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Teve inicio nesta terça-feira (14) a Marintech South America 2018, importante evento do setor naval que acontece na cidade do Rio de Janeiro. Como em todas edições, o GBN News irá trazer uma cobertura completa do evento, conferindo as novidades e as tendências do mercado naval.

O evento tem como foco três importantes segmentos navais, com participação de empresas do campo de construção naval, manutenção e operações. O setor tem apontado nos últimos meses grande otimismo, tendo sido anunciado por diversas empresas a retomada do crescimento no setor naval brasileiro.

A Marintech South America 2018, acontece no Centro de Convenções Sul-America , localizado em Cidade Nova, no centro do Rio de Janeiro, bem ao lado da Prefeitura, e ocorrerá entre os dias 14-16 de agosto, das 13hrs ás 20hrs.

Aguardem, em breve publicaremos nossa cobertura.


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domingo, 12 de agosto de 2018

GBN News homenageia os Pais pelo seu dia

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Neste domingo, 12 de agosto, queremos dar os parabéns a todos os pais, desejando que Deus os abençoe com muitas alegrias e renovando a cada dia suas forças e lhes dando sabedoria para dar aos seus filhos o maior bem que se pode dar, educação, valores e o exemplo. 

Esta é uma sincera homenagem do GBN News a todos os pais, lembrando que, pai é aquele que esta sempre presente, sempre ensinando e orientando, pai vai muito além da genética, ser pai é uma missão, uma conquista, um desafio, uma surpresa, uma verdadeira jornada, uma verdadeira dádiva divina. Parabéns!



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sábado, 11 de agosto de 2018

Fragata "Admiral Essen" detecta e persegue submarino norte americano

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O "Admiral Essen", uma fragata russa da Classe "Admiral Grigorovich", Project 11356, pertencente a Frota do Mar Negro, a qual atuou no Mediterrâneo em patrulha na costa da Síria entre março e junho deste ano, teria detectado e perseguido um submarino nuclear norte americano da "Classe Ohio" que estaria navegando naquelas águas, tendo acompanhado o contato por cerca de duas horas.

O caso só agora tornado público por Moscou, teria ocorrido em meados de abril deste ano, e nesta ocasião o submarino norte americano teria sido detectado e identificado como sendo pertencente a "Classe Ohio", o qual foi seguido por cerca de duas horas pela "Admiral Essen", e segundo as informações, a fragata russa teria tido "solução de tiro" por várias vezes, o que em uma ação de guerra poderia ter representado o afundamento do submarino norte americano. Mas quanto a isso, temos de ter a consciência que a mesma equação também provavelmente ocorreu do outro lado do embate entre os dois meios navais, deixando dúvidas sobre qual teria sido o real resultado do combate entre o submarino e seu "predador natural", sendo uma das funções desempenhadas pelos navios de escolta como o "Admiral Essen", conforme já foi abordado aqui no GBN News em nossa série especial: "Os Navio de Escolta: Fragatas" .

O "Admiral Essen" além de cumprir a missão de patrulhar a costa síria nas proximidades da base naval russa em Tartus, também usou a ocasião para adestrar sua tripulação, onde realizou uma série de manobras táticas, tendo simulado ataques contra alvos marítimos e aéreos, desempenhando operações de combate simulado em grupo e isolado, assim como realizando manobras antissubmarino, onde neste último teria detectado e identificado a "ameaça" submarina e iniciou a perseguição ao submarino norte-americano.
O "Admiral Essen" foi batizado em homenagem ao almirante Nikolai Ottovich von Essen, que comandou a Frota Russa do Mar Báltico no início do século XX. 
As fragatas desta classe apresentam deslocamento de 4.000 t, atingindo cerca de 30 nós de velocidade máxima,  com autonomia de 30 dias. A Classe "Admiral Grigorovich" é armada com sistema VLS capaz de disparar mísseis de cruzeiro Kalibr ou Oniks, dois sistemas VLS de defesa antiaérea Shtil-1, um canhão A-190 de 100 mm, dois sistemas CIWS Kashtan  e oito Igla-1E, conta com lançador de foguetes RBU-6000 e dois lançadores duplos de torpedos de 533mm, equipado com diversos sensores.
Os russos tem todos os motivos para comemorar o feito, pois o fato de conseguir detectar e acompanhar um submarino nuclear por cerca de duas horas, atesta não apenas as capacidades de seus sistemas para cumprir a missão para qual foram desenvolvidos, mas atesta a qualidade e sucesso do adestramento e doutrina empregados por suas tripulações.

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Aeronave da Horizon Air cai após ser roubada por mecânico

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Um mecânico que trabalhava para uma companhia aérea, roubou uma aeronave de passageiros Bombardier Q400 no aeroporto de Seattle, após decolar o mesmo caiu em uma ilha próxima.
Autoridades disseram que o homem havia feito "uma decolagem não autorizada" na noite desta sexta-feira (10), forçando o fechamento do Aeroporto Internacional Seattle-Tacoma.
Duas aeronaves F-15 foram acionadas para interceptar a aeronave sequestrada, a qual caiu em Puget Sound. Acredita-se que o mecânico de 29 anos não tenha sobrevivido a queda.
O escritório do xerife local disse que "não foi um incidente terrorista", acrescentando que o envolvido era cidadão local e tinha 29 anos.
O que aconteceu exatamente?
O turboélice bimotor Bombardier Q400 com capacidade para 76 passageiros, pertencia a companhia aérea Horizon Air, e decolou de Seattle-Tacoma por volta das 20:00, hora local.
Ben Schaechter estava em um avião que aparentemente estava taxiando pela pista enquanto o avião roubado decolava.
"Ok, isso é loucura", ele twittou. "Um piloto na aeronave em nossa frente foi imprudente e decolou em um avião vazio, ignorando as ordens da torre. A torre ordenou um ponto final e eles estão tentando se comunicar com esse piloto. O que!!!"
O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad) divulgou um comunicado neste sábado (11) pela manhã, dizendo que dois caças F-15 foram lançados de Portland para interceptar. Um certo número de vídeos mostrou-os seguindo a aeronave de passageiros, que estava voando de uma maneira imprudente.
O Norad disse que os F-15 estavam "trabalhando para redirecionar a aeronave sobre o Oceano Pacífico quando ela caiu no extremo sul da ilha de Ketron", cerca de 30 milhas (48 km) ao sul do aeroporto.
"Os caças da Norad não dispararam contra a aeronave", afirmou.

Por que ele roubou o avião?
Não está imediatamente claro. No entanto, uma gravação em áudio das conversas que ele teve com o controle de tráfego aéreo dá uma ideia do que aconteceu depois que o funcionário da Horizon Air decolou.
Na gravação, o homem pode ser ouvido começando a se preocupar com quanto combustível ele tem a bordo. Ele também sugere que poderia pousar a aeronave sozinho porque jogou "alguns games".
"Esta é provavelmente a hora da prisão, hein?" ele pergunta ao controlador. "Eu espero que seja para um cara como eu."
"Oh, Richard. Nós não vamos nos preocupar ou pensar sobre isso. Mas você poderia começar uma curva à esquerda, por favor?" Diz o controlador.
O Seattle Times descreve o homem como "despreocupado e selvagem" . No entanto, o tom mudou mais tarde na conversa.
"Eu tenho muitas pessoas que se importam comigo", disse ele. "Vai desapontá-los ao ouvir o que eu fiz. Eu gostaria de pedir desculpas a cada um deles. Apenas um cara com alguns parafusos soltos, eu acho. Nunca realmente soube disso, até agora."

O que as testemunhas oculares viram?

John Waldron, testemunha ocular, disse à CNN que viu o avião fazer "um loop completo", antes de ficar "praticamente reto. E meio que em ângulo que quase paralisou a aeronave".
"De alguma forma ele conseguiu nivelar de volta", disse ele à emissora. "E então fez o seu caminho em direção à ilha."
Em um ponto, estimou que o avião não estava a mais de 30 m acima da água.
Leah Morse, que filmou o jato sobrevoando a cidade, disse à agência de notícias Reuters que sentiu em seu instinto que algo estava errado depois de avistar o avião.
A mãe de Morse, que mora mais perto da área onde o avião caiu, disse que toda a sua casa tremeu.
"Vimos os jatos voltarem e ela mandou uma mensagem dizendo que não havia avião", acrescentou.

Como isso aconteceu?

A Alaska Airlines disse que o avião foi retirado de uma "posição de manutenção" no aeroporto. No entanto, como ficou na pista não está claro.
Aviões deste tamanho não vêm com chaves, o investigador de segurança da aviação David Gleave, da Universidade de Loughborough, explicou à BBC.
Mas depois que ele conseguiu dar partida no avião, decolar e voar por aí não teria sido tão difícil, disse Gleave.
"Há uma enorme facilidade de colocar no céu e brincar", explicou ele. "Colocar a coisa de volta novamente no solo é onde todas as habilidades mecânicas e de pilotagem entram."
Quanto ao controle de tráfego aéreo, levaria menos de um minuto para perceber que algo estava errado, acrescentou Gleave.

O que acontece depois?

O FBI assumiu a investigação, de acordo com o departamento de polícia local.
A Alaska Airlines e sua subsidiaria Horizon Air, disseram que estão "trabalhando com as autoridades e com as próprias equipes de segurança para entender completamente esse incidente.
Enquanto isso, "as operações normais no Aeroporto Sea-Tacoma" foram retomadas dentro de algumas horas, de acordo com um tweet enviado pelo aeroporto.

Fonte: BBC 

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Sistema TOR-E2 no padrão OTAN?

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A industria de defesa da Rússia esta se preparando para oferecer uma alternativa de seus sistemas de defesa aérea aos países membros da OTAN. Isso mesmo, os russos oferecerão em breve o seus mais recente sistema de defesa aérea, o Tor-E2, o qual poderá ser integrado às defesas aéreas baseadas no padrão OTAN, segundo anunciou a estatal de exportações de material de defesa russa, Rosoboronexport.

O novo sistema Tor-E2 dará a possibilidade de ser interligado com qualquer sistema de defesa aérea existente no mundo, incluindo aqueles nos padrões da OTAN, o que irá impactar sobre as principais limitações as exportações deste sistema aos países que integram a OTAN, como é o caso por exemplo da Turquia, que esta tendo problemas com os EUA e os demais membros da aliança, justamente por ter insistido na aquisição do sistema S-400, o que sob alegação dos demais países, não poderá ser integrado ao sistema da OTAN.

Uma bateria de quatro veículos de combate terá um centro de comando anexo responsável pelo controle e coordenação do Tor-E2. propiciando aos veículos de combate sua integração com o sistema de controle das defesas aéreas do país que o operar, disse um comunicado da Rosoboronexport.

O Tor-E2, produto desenvolvido e produzido pela russa Almaz-Antey, manteve as principais características e capacidades da família de sistemas de defesa aérea Tor, tornando-se uma arma ainda mais eficiente, oferecendo proteção contra qualquer meio de ataque aéreo moderno.

Os sistemas de defesa aérea russos, detém uma larga história de sucesso ao longo de décadas, sendo uma das principais ilhas de conhecimento desde a era soviética, sendo reconhecidos mundialmente pela letalidade e eficiência se comparados aos seus homólogos ocidentais. "Não é por acaso que muitos clientes estrangeiros em diferentes partes do mundo se interessam por ele. Suas capacidades exclusivas de combate e parâmetros técnicos são superiores aos dos concorrentes majoritários no mercado mundial. Em termos de mobilidade e resistência, não tem igual", disse o CEO da empresa, Alexander Mikheyev.

O Tor-E2 é capaz de destruir aviões, helicópteros e misseis de cruzeiro e anti-radar, além de drones e uma vasta gama de mísseis guiados. Além disso, elimina eficazmente armas inteligentes, como as bombas planadoras e as bombas guiadas. Sendo capaz de operar em meio a intensas contra-medidas, sob qualquer tempo durante o dia ou a noite. Cada viatura esta armada com 16 mísseis, sendo o dobro do apresentado pela versão anterior do sistema Tor.


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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Suécia compra sistema Patriot PAC-3 MSE

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A Suécia assinou o acordo de compra para 4 sistemas Patriot PAC-3 MSE, a compra avaliada em cerca de 3,2 bilhões de dólares, leva a Suécia a fazer parte do grupo de países que conta com o sistema para sua defesa aérea.

A decisão de compra do sistema Patriot, levou ao debate calorosa entre representantes do governo sueco, onde líderes da oposição questionarem a condição da Suécia arcar com os custos de aquisição e operação do sistema Patriot diante das restrições orçamentárias que enfrenta seu ministério da defesa.

Após o anúncio do governo sueco em novembro de 2017, onde apontou sua decisão pela aquisição do Patriot, ao invés do sistema europeu representado pelo consórcio francês Eurosam SAMP/T.

A Suécia agora junta-se à países europeus, Alemanha, Espanha, Grécia, Holanda, Polônia e Romênia dentre um total de 15 países que operam o sistema norte americano. Somando-se aos EUA, Catar, Japão, Romênia, Polônia e Emirados Árabes Unidos como operador do moderno sistema PAC-3 MSE.


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O dia que um fusca e um F-5 se envolveram numa inusitada colisão

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Todos nós conhecemos uma vasta gama de histórias e "casos curiosos", alguns já foram incorporados ao "folclore" da aviação brasileira, e dentre estes casos curiosos resolvemos contar a história que ocorreu no mês setembro em 1980, quando curiosamente um fusca e um F-5 da Força Aérea Brasileira se envolveram numa inusitada colisão.

O caso já foi contado muitas vezes ao longo das mais de três décadas, já tendo sido reportada em revistas especializadas em aviação militar e até revistas de contos. Bom, então vamos aos fatos:

Uma dupla de caças F-5 realizavam um voo de treinamento sobre a região de Varginha, quando uma das aeronaves sofreu uma pane, com pouco combustível para alternar para um aeroporto próximo, o piloto tomou a decisão de arriscar um pouso de emergência no meio do nada, e após observar as vias abaixo dele, identificou uma estrada que apresentava as condições necessárias para o pouso. Seu ala continuou sobre a área, acompanhando o procedimento de pouso e relatando os fatos decorrentes à base, afim de auxiliar nos trabalhos de resgate do piloto e sua aeronave, que estariam em uma área afastada, no meio do "nada".

Enquanto isso, um fusquinha bege vinha por uma das vias empoeiradas que davam acesso a BR-491 que liga Varginha á Paraguaçu, tudo seguia normalmente, até que ao adentrar a via principal e ganhar o asfalto, um trovejar antecedeu um breve impacto contra o teto do "fusquinha" sucedido de um clarão e finalmente o motorista podia ver um caça freando em sua frente. Acredito o susto que o mesmo deve ter levado, além de não ter acreditado no primeiro momento que tinha sido atingido por um caça!

O F-5 havia alinhado com a "pista" e tinha iniciado os procedimentos finais do pouso, mas eis que surge bem à sua frente um VW Fusca!!! O piloto rapidamente tentou evitar a colisão, mas infelizmente apesar da arremetida, seu trem de pouso atingiu o teto do pobre fusquinha. Felizmente o impacto não causou qualquer dano ao trem de pouso do caça, o qual completou com sucesso o pouso naquele que se tornaria um dos mais curiosos casos da aviação brasileira. 

Muitos ao ouvirem sobre a história duvidaram e partiram para o local afim de conferir o caso, e para nossa sorte ainda existem fotografias que testemunham a curiosa "colisão" entre um F-5 e um Fusca, naquele distante setembro de 1980. E um fato bem marcante e curioso, foi a reação do proprietário do fusquinha bege, que recusou a tentativa da Força Aérea de ressarcir o prejuízo ocasionado pela colisão com o caça, tendo alegado que se o fusquinha fosse consertado, ninguém acreditaria no seu relato daquele caso curioso e com certeza seria "duvidoso" sem materialidade do ocorrido...

Existem mais de uma centena de histórias curiosas envolvendo nossas forças armadas, e esta é uma delas, a qual como já citei acima, foi reproduzida por muitas revistas e outras mídias, onde tomei conhecimento na minha adolescência, onde era um ávido leitor da mídia especializada, em especial a Revista Força Aérea, Segurança & Defesa e Tecnologia & Defesa, as quais após me tornar adulto e um profissional do jornalismo especializado em defesa, tive o imenso prazer de conhecer vários jornalistas e editores daquelas fabulosas revistas da minha adolescência, as quais contribuíram muito para minha formação e conhecimento, o qual agora compartilho com nossos amigos e leitores, dando continuidade nesse importante trabalho que é atuar na mídia especializada brasileira.

O GBN News é uma mídia independente, especializada em geopolítica, segurança & defesa e suas tecnologias, comprometidos a divulgar notícias e informações com credibilidade e responsabilidade, contando a história desse nosso Brasil e divulgando a importância de nossas forças armadas e indústria de defesa ao nosso povo, mostrando ao mundo a grande nação brasileira e sua rica história e tradições.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança.


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Com informações da Revista Força Aérea
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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Cobertura exclusiva da "V Conferência das Marinhas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa"

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Na manhã desta terça-feira (7), sob uma fina garoa chegamos a Escola de Guerra Naval (EGN) na Urca, onde fomos convidados pela Marinha do Brasil para acompanhar a abertura da "V Conferência das Marinhas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)", evento de grande importância para integração entre os países de língua portuguesa, os quais possuem somados uma população de mais de 280 milhões de pessoas, sendo o quinto idioma mais falado no mundo, e o terceiro no Ocidente. Nesta quinta edição, participa pela primeira vez a Marinha da Guiné Equatorial. 

Conforme publicamos anteriormente, esta é a segunda vez que o Brasil recebe o evento, com a cidade do Rio de Janeiro sediando mais uma vez o encontro dos líderes das marinhas e guardas-costeiras da comunidade de língua portuguesa, proporcionando mais uma oportunidade para troca de conhecimentos e estreitando os laços entre estas marinhas.

O evento teve inicio as 9hrs da manhã, onde foi exibido um vídeo de boas vindas as delegações participantes, após este momento, foi dada a palavra ao Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, o qual na qualidade de anfitrião do evento, proferiu o discurso de abertura da conferência.

O Alte Esq Leal Ferreira em seu discurso frisou a importância da iniciativa portuguesa, tendo sido responsável por abrir o diálogo entre as marinhas da CPLP, onde em julho de 2008, organizou e sediou o  "I Simpósio das Marinhas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa". Desde então, chegamos hoje no quinto encontro, onde desde o evento anterior, sediado em Maputo, capital de Moçambique, passou a adotar a designação de "Conferência" em lugar de simpósio, tamanha importância que tem assumido o evento, possibilitando o diálogo, integração e a cooperações bilateral e as relações multilaterais entre as nove marinhas que integram esta comunidade, consolidado-se como fórum exclusivo para discutir temas navais e marítimos, o único entre as forças armadas da CPLP. Dentre os objetivos declarados desta quinta conferência, destacou o Comandante brasileiro, estão as possibilidades de debater o apoio mútuo, o compartilhamento de informações, no que tange o monitoramento e controle do tráfego marítimo, buscando obter uma adequada consciência situacional marítima, tendo em vista o mundo atual, onde observamos disputas e conflitos, que influenciam e repercutem de diversas formas em todos os continentes, figuram entre os desafios aos quais partilham os países da CPLP, onde se registra o aumento de crimes transnacionais, como o narcotráfico, a pirataria e o terrorismo, dentre várias outras problemáticas, levantando a necessidade de uma resposta adequada da comunidade internacional, já não sendo mais possível á um país sozinho solucionar estes problemas. A Conferências das Marinhas da CPLP, vem a se tornar um elo fundamental para a criação de iniciativas conjuntas de resposta e a superação destes desafios.

Após declarar oficialmente a abertura da "V Conferência das Marinhas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)", os representantes da marinhas posaram para a foto oficial do evento e concederam uma entrevista exclusiva ao GBN News, onde tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre este importante fórum da CPLP e entender como se dá a integração e o papel da Marinha de Portugal e a Marinha do Brasil em especial, na cooperação entre as marinhas e guardas-costeiras integrantes dessa comunidade, ouvindo a opinião dos comandantes presentes e a importância dessa integração em seus respectivos países, em especial em suas forças navais.

Alte Esq Leal Ferreira e Alte Esq Mendes Calado
Abaixo você confere a transcrição da primeira parte das entrevistas que realizamos com os representantes da Marinhas e Guardas-Costeiras presentes, iniciando com os comandantes da Marinha do Brasil, Alte Esq Leal Ferreira, e da Marinha de Portugal, Alte Esq António Maria Mendes Calado:

GBN News:  Alte Esq Mendes Calado, de onde surgiu a iniciativa portuguesa, de promover o primeiro simpósio em Lisboa no ano de 2008, reunindo as marinhas dos países de língua portuguesa?

Comandante  da Marinha Portuguesa, Alte Esq Mendes Calado: "Bem a CPLP é uma comunidade de valores, para além da língua portuguesa, como forma única de estar no mundo, e as marinhas são neste processo instrumentos essenciais, que o mar nos permite de forma fantástica robustecer essa ideia do pilar da língua portuguesa. A Marinha Portuguesa encontrou em 2008 nessa ideia, juntarmos as marinhas e fazer da junção entre as marinhas um projeto de reforço da comunidade de língua portuguesa,  e por isso continuamos aqui, e com muita alegria a Marinha Portuguesa sempre presente, e agora dez anos depois vê que aquela iniciativa que tivemos em 2008, foi uma semente que deu um fruto, o qual espero que continue progredindo."

GBN News: Alte Leal Ferreira, qual a importância da conferência entre as marinhas hoje, do ponto de vista da Marinha do Brasil com relação a integração com as demais nações da língua portuguesa?

Comandante da Marinha do Brasil, Alte Esq Leal Ferreira: "O comércio e o tráfego marítimo internacional,  precisam ter estabilidade, é preciso que funcione de uma forma muito harmônica, e todas as peças desse comércio e desse tráfego tem que funcionar em harmonia, mas existem ameaças constantes a essa harmonia, pelas chamadas novas ameaças, como a pirataria, a guerra cibernética, o tráfico de drogas e pessoas. Só com um esforço concentrado de todas as marinhas e coordenado é que nós seremos capazes de fazer frente a essas ameaças. Então, acho que a oportunidade que nós temos de trabalhar juntos com as marinhas de língua portuguesa, é exatamente nos permitir essa maior ponderação as nossas ações individuais de cada marinha, onde acho que cada uma vai de alguma maneira ajudar no trabalho da outra, e isso a gente consegue a partir de eventos como este, onde nos reunimos e discutimos sobre diversos aspectos de nossas operações."

GBN News: Alte Mendes Calado, em relação as perspectivas de Portugal com relação ao avanço do diálogo entre as marinhas, qual a importância para Portugal hoje, dessa conferência que ocorre entre as marinhas de língua portuguesa?

Alte Esq Mendes Calado: "Como disse o Alte Leal Ferreira, o mar é um espaço de ameaças, mas também é um espaço que une toda comunidade de língua portuguesa, para nós o Atlântico é um mar importantíssimo, sendo fonte de energia para nossas economias, e é preciso garantir a segurança marítima desse espaço com esforço combinado de todos. A Marinha Portuguesa nesta conferência vai tentar lançar a ideia de que é importante capacitarmos uns aos outros, aprendendo com as boas práticas das diferentes marinhas, no sentido de cada uma destas marinhas seja capaz de por si só se fazer ser a garantia dos seu próprios espaços marítimos, não importando as marinhas maiores e mais robustas as essas responsabilidades, que já temos garantida, a de acompanhar a segurança internacional e dos países amigos, para além da segurança nacional, que é nossa responsabilidade direta. A Marinha Portuguesa esta desenvolvendo um esforço justamente nesse sentido, como por exemplo, o caso de São Tomé e Príncipe, onde estamos desenvolvendo um programa no sentido de dar à São Tomé e Príncipe, competências próprias de garantia do seu espaço marítimo. A ideia é projetarmos a partir do continente europeu, Ilhas dos Açores e da Madeira, à São Tomé e Príncipe, uma presença cada vez mais robusta portuguesa, dando a esse espaço marítimo do Atlântico e Golfo da Guiné, segurança suficiente para garantir que as fontes da economia de nossos países sejam garantidas."

GBN News: Alte Leal Ferreira, qual é o papel hoje da marinha brasileira, com relação aos programas de intercâmbios com as demais marinhas de língua portuguesa? O que vem sendo feito?

Alte Esq Leal Ferreira: "Nós temos um intenso programa de intercâmbio, nós mandamos navios para costa africana pelo menos  duas vezes ao ano, e esses navios fazem treinamentos e adestramentos conjuntos com as marinhas, nós temos uma missão naval na Namíbia, que não é uma nação de língua portuguesa, mas faz parte de nossa contribuição para aquela região, temos uma missão naval em Cabo Verde, temos uma missão naval em São Tomé e Príncipe, mais voltado para fuzileiros navais, pois Cabo Verde já é voltado para Guarda-Costeira, propriamente dito, e temos vários alunos dessas marinhas se preparando em nível de oficiais, marinheiros e sargentos, cursando no Brasil, como também mandamos adidos e instrutores para as escolas deles. Então, essa parceria esta permitindo que a gente gere uma maior aproximação, ao mesmo tempo que qualifique, como bem disse o Alte Mendes Calado, qualifique estas marinhas para que elas exerçam as responsabilidades na proteção da sua costa e suas águas jurisdicionais, que é tão importante para eles ter essas capacitação."


Após entrevistar os comandantes das duas maiores e mais expressivas marinhas da CPLP, as marinhas do Brasil e de Portugal, realizamos uma breve entrevista com os representantes das outras marinhas que compõe a comunidade naval no âmbito da CPLP, o que nos deu uma clara dimensão dos ganhos que tem sido proporcionados a esta comunidade como um todo, através do estreitamento de relações e a cooperação mútua advinda das iniciativas oriundas deste fórum, onde nos foi evidenciado a importância prática através dos programas que tem sido postos em prática com parcerias entre estas nações e suas marinhas, contribuindo para ganho mútuo de capacidades inerentes a segurança no mar e a manutenção de sua soberania e integridade territorial.

C.Alte Muatuca da Marinha de Guerra de Moçambique
O representante da Marinha de Guerra de Moçambique, C.Alte Eugênio Dias da Silva Muatuca, nos explicou sobre a importância da convergência proporcionada por esse fórum, confira a transcrição de nossa entrevista:

GBN News: C. Alte Muatuca, como Moçambique vê a importância dessa conferência entre as marinhas da comunidade dos países de língua portuguesa, no âmbito de sua marinha?  

Comandante da Marinha de Moçambique, C.Alte Muatuca: "Muito obrigado por essa oportunidade que nos dão, de poder interagir com esse canal do Brasil, e dizer que na verdade esse é o momento de enaltecimento dos valores que nos unem, portanto entre os dois países, a Marinha e o Brasil, é a continuidade na área de cooperação.

Esperamos que nessa quinta conferência  entre as marinhas da CPLP, venhamos a tirar resultados positivos, os quais vão nos conduzir a traçar estratégias que nos possibilitem criar possibilidades de desenvolvimento não só no campo militar, mas também no campo cultural, e isso aproxima os dois povos já há muitos anos. Portanto, são orientações que, de certa forma, terão que ser fortalecidas e encorajadas, para permitir que sejam criadas oportunidades para formação de pessoal, a criação e a partilha de informações na área marítima."

GBN News: Com relação a integração com a Marinha do Brasil, como se dá esse trabalho entre as duas marinhas, e qual o principal desafio enfrentado pela Marinha de Moçambique hoje?

C.Alte Muatuca: "A questão de integração entre as duas marinhas é um imperativo nacional para as duas marinhas, portanto, nós agimos nesse fórum no sentido de numa só voz, portanto, poder nos expressar e defender os nossos interesses, as nossas culturas e nossos projetos, para que as duas marinhas possam em prol da paz nos oceanos criar condições para o desenvolvimento de ambos os países.

Para Marinha de Guerra de Moçambique, ainda temos alguns desafios de natureza da formação de pessoal e aquisição de equipamentos, para que possamos contribuir naquilo que são os desafios também da Marinha do Brasil, no sentido de cooperarmos para fazermos face as grandes ameaças em nível global."


Alte Francisco José da Marinha de Angola
Representando a Marinha de Angola, entrevistamos o Alte Francisco José, que nos contou como tem sido na prática a cooperação entre sua marinha e as marinhas do Brasil e de Portugal, confira a transcrição desta entrevista:

GBN News: Alte Francisco José, como a Marinha de Angola recebe a iniciativa da conferência entre as marinhas da comunidade de países da língua portuguesa? Qual a importância desse evento para Angola?

Comandante da Marinha de Angola, Alte Francisco José: "Primeiro eu gostaria de agradecer a hospitalidade com a qual temos sido recebidos aqui no Brasil, queremos parabenizar a Marinha Brasileira  por este evento e desejar muita saúde aos marinheiros brasileiros, uma saudação especial dos marinheiros angolanos para os marinheiros brasileiros. 

A importância desta conferência, com certeza, só olhando para o mundo já sabemos como esta difícil, e só unidos, como dizia o Alte Leal Ferreira da marinha brasileira,  só unidos podemos vencer as etapas da vida que temos pela frente, com o desafio da pirataria, como das outras endemias que temos no mundo, e essa é uma forma de nos unirmos para o combate que temos que fazer em conjunto. Nós temos presente a necessidade dessa comparação, pelo fato da marinha brasileira e a marinha portuguesa serem marinhas seculares, e nós como uma marinha nova, precisamos de aprender, e para aprender temos que com certeza estar aqui, juntos nesta tarefa do fórum, para que possamos em conjunto levar a cabo esse combate, para levar a paz ao mundo."

GBN News: Alte Francisco José, como se dá a integração da Marinha de Angola, com a marinha portuguesa e a marinha brasileira, no âmbito da participação e integração entre estas marinhas?

Alte. Francisco José: "Nós fazemos essa integração, com a participação em alguns exercícios que se realizam essencialmente no Golfo da Guiné, com a participação de alguns marinheiros nossos nos navios da marinha portuguesa e da marinha brasileira, e também no nível de formação, temos tido muita formação de nossos quadros oferecida pela Marinha do Brasil e a marinha portuguesa."


CMG Idalécio João da Guarda-Costeira de São tomé e Príncipe
Uma das nações presentes a conferência que tem recebido um exponencial apoio, tanto da Marinha do Brasil, como da Marinha de Portugal, tem sido a Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, e aproveitamos a ocasião para ouvir um pouco sobre essa experiência através do representante daquela instituição, o CMG Idalécio João.

GBN News: Como São Tomé e Príncipe encara a participação nessa conferência das marinhas da comunidade dos países da língua portuguesa? 

Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, CMG Idalécio João: "Eu encaro com grande otimismo, porque através desses simpósios, nós conseguimos obter apoio e formar aliados, como o Brasil, Portugal e Angola, que possuem desafios em comum. Nós vemos que somos uma ilha, onde lidamos com problemas como o crime de pirataria e o tráfico de drogas, onde nós somos uma Guarda-Costeira jovem, a qual com apoio do Brasil e de Portugal, conseguimos fazer um bom trabalho em nossa zona exclusiva no Golfo da Guiné."

GBN News: Com relação a integração que ocorre com a Marinha do Brasil, como São Tomé e Príncipe vê essa participação brasileira fornecendo apoio na formação e preparação naval de São Tomé e Príncipe?

CMG Idalécio João: "A Marinha do Brasil é nossa irmã, somos irmãos do Brasil, falamos a mesma língua, onde realmente a Marinha do Brasil tem nos dado muito apoio, com a preparação de nossos fuzileiros, assim como a organização de nossa Guarda-Costeira, o que para nós é de louvar."


Capitão-de-Navio Santana da Guarda-Costeira de Cabo Verde
Cabo Verde, outro país que conta com um forte apoio da Marinha do Brasil no desenvolvimento e preparação dos quadros de sua Guarda-Costeira e fuzileiros navais, um dos países membro da CPLP que tivemos a oportunidade de conversar com o Capitão de Navio Pedro Querido Teixeira Santana, representante da Guarda-Costeira de Cabo Verde, e realizamos uma breve entrevista, a qual transcrevemos abaixo:

GBN News: Como vem ocorrendo a integração entre a Marinha do Brasil e sua Guarda-Costeira? Quais os principais programas em andamento e como vem sendo recebido isso em Cabo Verde?

Guarda-Costeira de Cabo Verde, Capitão de Navio Santana: "Entre a Guarda-Costeira de Cabo Verde e a marinha brasileira, temos uma parceria muito boa, primeiro porque falamos a mesma língua, sendo um ponto em comum entre nossos povos, além da cultura que é bastante parecida. Temos tido parcerias muito prósperas, principalmente a nível de formação. 

A parceria no campo de formação é muito boa, principalmente na assistência para formação de oficiais e praças, só para dizer em  termos de números, temos hoje 23 alunos nas escolas da Marinha do Brasil sendo formados. 

Além da formação de oficiais e praças, temos uma grande parceria no campo de informação, partilhando informações com o CONTRAN, além da realização de exercícios navais conjuntos com a Marinha do Brasil."


GBN News: Com relação à conferência entre as marinhas da comunidade dos países de língua portuguesa, como Cabo Verde recebe esse evento, que já ocorre há alguns anos, e qual a importância para Cabo Verde?

Capitão de Navio Santana: "Para nós é extremamente importante, a CPLP tem uma integração marítima muito grande, e nós como ilhas, na verdade um arquipélago, vemos esse entrosamento na CPLP, os países da comunidade de língua portuguesa, uma forma de Cabo Verde se projetar também, com a Guarda-Costeira de Cabo Verde vendo nessa integração também, uma forma de obter apoio e ajuda para poder patrulhar suas águas e zona econômica exclusiva, que por sinal é muito extensa."

GBN News: Com relação a marinha portuguesa, quais são os programas que tem sido desenvolvidos em parceria com a marinha portuguesa?

Capitão de Navio Santana: "A marinha portuguesa também na mesma senda que a marinha brasileira, tem desenvolvido programas em termos de formação, pois, para nós da Guarda-Costeira a formação é extremamente importante, tanto para criar massa crítica, como para formar pessoas para ensinar sobre o mar em Cabo Verde. O componente técnico também é importantíssimo para mantermos nossos navios. Então, nós temos com o Brasil e com Portugal uma parceria muito grande no campo de formação e também no campo da informação, com a Marinha de Portugal também realizando exercícios conjuntos conosco."

C.Alte Francisco Javier da Marinha da Guiné Equatorial
Finalizando nossa rodada de entrevistas, estava presente o representante da Guiné Equatorial, país que participa pela primeira vez do fórum naval da CPLP, e entrevistamos o representante de sua Marinha, o C.Alte Francisco Javier.

GBN News: Como a Marinha da Guiné Equatorial encara importância do fórum naval da comunidade dos países de língua portuguesa ?

Marinha da Guiné Equatorial, C. Alte Francisco Javier: "Primeiro, gostaria de agradecer a oportunidade de participar em sua mídia, com relação a pergunta sobre a impressão que a Marinha da Guiné Equatorial tem em relação a esta conferência, nossa impressão é muito positiva. Como membro da CPLP, é preciso o intercambio de conhecimentos, onde aprendemos uns com os outros, ao  mesmo tempo que expandimos nossas culturas. Pois a finalidade de todos aqui é a paz e a segurança". 

Este fórum naval da CPLP, o qual chega a sua quinta edição, nos deixou clara a importância que o mesmo representa no âmbito da integração, apresentando ganhos reais. Segundo o que ouvimos dos chefes de marinhas presentes, o resultado desses encontros não fica só no campo das ideias, mas ganham forma através do apoio mútuo existente entre as nações, onde temos a Marinha do Brasil e a Marinha de Portugal como sendo os dois principais pilares desta comunidade, sendo dois países que possuem uma vasta história naval, detendo um valoroso conhecimento, o qual tem sido compartilhado com as nações da comunidade de língua portuguesa, um ativo de vital importância para a criação e desenvolvimento dessas forças navais, transmitindo a capacidade de formar e estabelecer a segurança em suas águas territoriais de forma mais abrangente e independente, o que dá a esses países a oportunidade de exercer sua soberania no mar, combatendo as ameaças transnacionais e auxiliando mutuamente na conquista pela paz e segurança internacional.


Angelo Nicolaci - Editor e jornalista do GBN News
Eu gostaria de deixar aqui nosso agradecimento a toda equipe do Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil e ao comando de nossa marinha, por ter aberto as portas para nos receber neste valoroso evento, possibilitando-nos trazer ao nosso público um pouco do que tem sido feito por nossa marinha e o Brasil como um todo, no sentido não só de contribuir para segurança internacional,  mais de nos integrar a outras nações, onde pudemos trazer a tona alguns programas de sucesso desenvolvidos pelo Brasil e que tem tido pouca ou nenhuma divulgação pela grande mídia. Quero também agradecer aos chefes da marinhas das nações presentes, por nos conceder um pouco de seu tempo e falar ao nosso público sobre a importância que esse fórum representa aos seus países.



Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança.


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