quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Mais caças F-35 para Holanda?

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O ministro da Defesa holandês, Ank Bijleveld, eliminou o teto orçamentário do país para as compras de aeronaves F-35, abrindo a possibilidade do país comprar mais aeronaves do tipo em breve.

O porta-voz do Ministério da Defesa descreveu o movimento como "apenas uma formalidade" que não exigiria aprovação parlamentar, já que o objetivo holandês de comprar 37 exemplares do jato da Lockheed Martin por 4,7 bilhões de euros continua em vigor. Mas isso significa "deixarmos a opção em aberto para comprar novas aeronaves" além daqueles já previstos no orçamento, disse o porta-voz.

A decisão foi relatada pela primeira vez pelo jornal holandês De Telegraaf, que escreveu que a Força Aérea estava em busca de adquirir 67 aeronaves. Essa quantia seria suficiente para criar quatro esquadrões na Holanda, segundo o jornal.

Dick Zandee, analista de defesa do instituto holandês de política externa Clingendael, disse que o orçamento divulgado em 2019 ainda reflete a meta do governo para compra de 37 aeronaves. Mas a eliminação do limite orçamentário neste momento, poderia definir o cenário para contratos adicionais dentro de alguns anos, uma vez que as entregas do lote já contratado estão quase concluídas.

Os holandeses estão prontos para receber oito novos F-35 em 2019. Isso soma-se as duas aeronaves de testes já produzidas. A aeronave de quinta geração destina-se a substituir a vetusta frota que conta com mais de 60 F-16, com entregas anuais programadas entre seis e oito aeronaves até atingir a entrega das 37 aeronaves adquiridas inicialmente.

Esse inventário permitirá que a Holanda empregue quatro F-35 para operações, considerando que um certo número é sempre reservado para treinamento, manutenção ou indisponibilidade, disse Zandee.

"Há muita pressão da OTAN alegando que as 37 aeronaves não são suficientes", disse ele, acrescentando que tem havido rumores nos círculos de defesa holandeses, que este número poderá ser elevado para 52 aeronaves. "A força aérea sempre quer mais" das aeronaves, e consideraria um aumento para 52 aeronaves como um passo intermediário para obter um número ainda maior depois, disse Zandee.

Enquanto isso, o F-35 está enfrentando retrocessos na Holanda sobre o seu custo de desenvolvimento e o alto valor de aquisição. "A crítica é que você está comprando uma aeronave que ainda não está totalmente desenvolvida", disse Zandee.

Mas, acrescentou, "a atitude é que os americanos estão investindo tantos bilhões no programa que os problemas logo serão resolvidos".



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com agências
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Segundo submarino da classe Lada lançado em São Petersburgo

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Um segundo submarino diesel-elétrico da Classe Lada, projeto 677, o Kronshtadt, foi lançado em uma cerimônia especial no Admiralty Shipyards, em São Petersburgo, nesta quinta-feira (20)

"O submarino começou a ser construído em 2005. Houve algumas pausas nas obras e no financiamento, mas o dia do lançamento chegou finalmente. O atraso no trabalho de construção permitiu o uso da experiência adquirida na construção e operação do submarino São Petersburgo em todos os parâmetros, este submarino ultrapassa o seu predecessor do projeto 636. Estamos certos de que o futuro da força submarina convencional da Marinha Russa deve ser fixado no projeto 677. Haverá uma grande série ", disse Alexander Buzakov, CEO da Admiralty Shipyards, na cerimônia.

Os submarinos do Projeto 677 da classe Lada pertencem à quarta geração de submarinos diesel-elétricos. Na superfície seu deslocamento é de cerca de 1.750 toneladas. A velocidade máxima submerso é de 21 nós. A classe Lada tem uma tripulação de 35 homens e carrega mísseis de cruzeiro Kalibr.

A "São Petersburgo" é o principal submarino do projeto 677. A cerimônia de lançamento ocorreu em 1997. Foi entregue à Marinha Russa em 1997 para operação experimental, que deve terminar em 2019.

O "Kronshtadt" começou a ser construído em 2005. A certa altura, o projeto foi interrompido para ser retomado em 2013. Atualmente, o Admiralty Shipyards está construindo outro submarino da classe Lada - o "Velikiye Luki".


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com Agência Itar-Tass
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Avibras apresenta os avanços nos programas de defesa à comitiva do Ministro da Defesa

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Na última terça-feira (18), o Ministro da Defesa Joaquim Silva e Luna, e o Comandante da Força Aérea Brasileira, o Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, realizaram uma série de visitas ao parque industrial brasileiro de defesa, ocasião em que estiveram na Avibras. Durante a visita o Ministro da Defesa e o Comandante da FAB foram atualizados sobre o estágio de desenvolvimento dos programas de defesa brasileiro que a Avibras participa. Dentre estes, foram apresentados a evolução dos projetos Astros 2020, sistema destinado ao Exército Brasileiro, somando a este o novo foguete guiado AV-SS-40G. O AV-SS-40G foi concebido a partir dos foguetes convencionais, que contam com cálculo de tiro para trajetória balística. Porém,  o AV-SS-40G recebe também as coordenadas do alvo e utiliza sistemas de atuação com jatos laterais e superfícies aerodinâmicas móveis durante a fase propulsada, durante a fase de mergulho para o alvo. Tal característica reduz o CEP (Círculo de Erro Provável) aumentando a precisão de saturação na área alvo do ataque.

A comitiva também foi atualizada quanto ao desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro, o AV-MTC  "Matador", o qual tem alcance estimado em cerca de 300 quilômetros, o qual em breve iniciará os testes da versão voltada ao lançamento por vetores aéreos, onde será testada um variante do MTC "Matador" disparados por caças F-5, o que esta previsto para ocorrer no início de 2019. Além de conhecerem mais detalhes de outros programas estratégicos como o  desenvolvimento do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) e o MANSUP, Míssil Anti-navio nacional, desenvolvido para atender as necessidades da Marinha do Brasil.

O Vice-presidente da AVIBRAS, Leandro Villar, tratou ainda de dois importantes projetos em curso, desenvolvidos para a FAB: o míssil A-Darter e o motor S-50, parte do programa Veículo Lançador de Microssatélite (VLM). "Pudemos mostrar onde estamos e onde chegaremos. A infraestrutura precisou ser adaptada, desenvolvemos tecnologia de materiais e compostos, já estamos em estágio avançado. Em breve, entregaremos esse produtos para a Força Aérea. Iremos colocar o Brasil como um dos players desse mercado", pontuou.

Segundo o Comandante da FAB, a Avibras mostrou ter uma área de tecnologia e de armamento bastante avançada, com capacidade de exportação elevada. "É uma companhia bastante madura e desenvolvida, com equipamentos de grande importância", completou.   

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com Força Aérea Brasileira
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FAB deverá receber os três primeiros KC-390 em 2019

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Segundo foi divulgado pela Força Aérea Brasileira, Uma comitiva chefiada pelo Ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, e pelo Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, concluiu na última terça-feira (18), uma série de visitas as industrias do Aeroespacial. O objetivo dessas visitas foi atualizar o Ministério da Defesa sobre o andamento dos projetos nesse campo estratégico, dentre as visitas, a comitiva esteve na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP).

Na visita à Gavião Peixoto, a comitiva foi atualizada sobre o desenvolvimento dos projetos desenvolvidos pela empresa brasileira, principalmente o KC-390, a aeronave multimissão de transporte desenvolvida pela empresa e que no próximo ano terá iniciada as entregas dos exemplares destinados à Força Aérea Brasileira. 

Em visita aos hangares de montagem estrutural e montagem final, os engenheiros apresentaram informações detalhadas sobre a construção da aeronave, a qual já obteve junto a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) a certificação inicial, em breve deverá receber a certificação militar, sob responsabilidade da FAB.

Pelo decorrer da produção, de acordo com o Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, Jackson Schneider, a entregas do KC-390 deverão ocorrer em 2019 conforme a atual previsão. "Tivemos a oportunidade de atualizar a comitiva sobre esses projetos, principalmente em relação ao KC-390, que está praticamente em etapa final de certificação, cumprindo seus testes de voos finais em missões militares", declarou.

Há duas aeronaves em fase de finalização, outras duas se encontram na etapa de estruturação, sendo uma com a fuselagem quase concluída e outra no inicio do do processo de montagem, com uma das asas pronta. Um quinto já teve iniciado o processo logístico que antecede a montagem, com as peças encomendadas, o que tem é realizado com meses de antecedência ao inicio da montagem. A previsão inicial é que sejam entregues no próximo ano os três primeiros KC-390 operacionais para FAB.

De acordo com o Ministro da Defesa, o nível tecnológico encontrado no parque industrial o surpreendeu e demonstra a capacidade de produção do Brasil, cada vez mais independente. "O Brasil, pelo seu tamanho e pela sua profundidade estratégica, precisa muito de aeronaves de transporte de pessoal, de carga e reabastecimento em voo. Essa aeronave tem essa capacidade", disse o ministro sobre o KC-390.   

No próximo ano completam-se dez anos desde o início do programa, o qual já chegará em 2019 à fase de entrega prevista das três primeiras aeronaves operacionais a FAB. O contrato para aquisição das aeronaves firmado com a Força Aérea Brasileira foi assinado em 2014 e já em 2019 veremos a FAB operando com a maior aeronave já produzida no Brasil.

Além das encomendas previstas pela FAB, a Embraer já esta em fase avançada nas negociações com a Força Aérea Portuguesa, a qual há pouco mais de um ano cancelou o programa de modernização de sua frota de aeronaves C-130, visando alocar recursos ao programa de desenvolvimento do KC-390, destinando à época cerca de 10 milhões de Euros ao Programa KC-390, conforme pode conferir na matéria: "Após cancelar modernização de C-130, portugueses destinam 10 milhões ao desenvolvimento do KC-390". Espera-se que Portugal venha a adquirir cinco aeronaves KC-390, que substituirão os vetustos C-130 "Hércules" de origem norte americana.

A FAB tem um encomenda inicial de 28 aeronaves, já contando no orçamento para 2019  com cerca de 750 milhões para a aquisição destas aeronaves. O KC-390 vem a atender um importante nicho no mercado, onde tende a ser um grande sucesso de exportação, sendo uma aeronave que terá como rival no mercado o norte americano C-130 "Hércules", aeronave que vem a substituir no Brasil e em Portugal, podendo ainda equipar as forças aéreas de países como Argentina, Chile, Colômbia e República Tcheca, que já assinaram cartas de intenção de compra da aeronave brasileira.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Revolução Farroupilha - O mais longo conflito brasileiro

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Nesta quinta-feira, 20 de setembro, comemoramos 183 anos da "Revolução Farroupilha", ou "Revolução Rio-Grandense", que é sem dúvida uma das mais importantes páginas da história brasileira, a qual esta repleta de episódios e atos de heroísmo que infelizmente hoje pouco se reverbera entre nossos jovens e mesmo a população em geral, a qual pouco conhece nossa rica história e as tradições que guardam nossa diversa nação.

A revolução que teve inicio como forma de buscar mudanças no tratamento dado pelo império a província no sul do Brasil, evoluiu ao longo de seu desenrolar, tendo sido palco de grandes e sangrentas batalhas entre as tropas do império e as forças rio-grandenses, teve em seu ápice proclamada a ruptura da região com o restante do império, onde chegou a ser proclamada a República Rio-Grandense.

Revolução Farroupilha ganhou notoriedade não apenas pelos fatores que levaram a eclosão do conflito e a resolução do mesmo, mas principalmente pelo viés separatista que tomou o conflito, tendo sido o momento que apresentou maior ameaça à integridade territorial brasileira.

Gen. Bento Gonçalves
A Revolução Farroupilha teve como principais fatores para sua eclosão a insatisfação dos estancieiros gaúchos com a política fiscal do império sobre a província. Naquele período da história, a província do Rio Grande do Sul tinha como principal produto o charque (carne-seca), sendo um dos principais alimentos destinados aos escravos na região sudeste e nordeste do Brasil.

Para entendermos um pouco melhor a questão, o charque produzido na província do Rio Grande do Sul  sofria com a cobrança de uma pesada carga tributária realizada pelo governo central, enquanto o que era produzido pelos uruguaios e argentinos tinha uma taxação muito inferior a praticada sobre os rio-grandenses. Essa postura do governo central tornava o produto gaúcho menos competitivo, uma vez que devido aos altos impostos era impossível praticar um preço competitivo no mercado. 

Mas o descontentamento gaúcho não era só com a questão tributária sobre a província e seu principal produto, ou sobre a reivindicação de uma taxação justa sobre o charque estrangeiro para tornar a concorrência entre o produto nacional e o estrangeiro mais justa. Haviam outras razões que levaram a Revolução Farroupilha as vias de fato. Abaixo listamos alguns dos principais fatores que corroboraram para a eclosão do conflito e a grande adesão gaucha ao movimento:

  • Insatisfação com a taxação sobre o gado na fronteira Brasil-Uruguai e os impostos sobre o Charque rio-grandense.
  • Insatisfação com a criação da Guarda Nacional.
  • Insatisfação com a negativa do governo em assumir os prejuízos causados pela praga de carrapatos que causou grande impacto sobre a pecuária na região em 1834.
  • Insatisfação com a centralização do governo e a falta de autonomia da província, além do descontentamento com a importância dada a província nas decisões do império.
  • O florescer dos ideais federalistas e republicanos na região, que cresciam diante do descontentamento com o império.

Todo esse caldeirão efervescente culminou com a explosão da revolta no dia 20 de setembro de 1835 com os gaúchos tomando o controle de Porto Alegre e obrigando o presidente da província, Fernandes Braga, a fugir para Rio Grande. Bento Gonçalves, que planejou o ataque, empossou no cargo o vice, Marciano Ribeiro.


Bento Manoel
Em resposta a deposição de Fernandes Braga, o império nomeou José de Araújo Ribeiro, porém, a nomeação não agradou os líderes da revolução, onde o principal objetivo da revolta era a nomeação de um presidente que defendesse os interesses rio-grandenses, assim decidiram por prorrogar o mandato de Marciano Ribeiro até 9 de dezembro. Araújo Ribeiro, então, decidiu partir para Rio Grande e tomou posse no Conselho Municipal da cidade portuária.


Bento Manoel, um dos líderes da tomada de Porto Alegre em 20 de setembro, decidiu romper com seu apoio a revolução e passou a apoiar Araújo Ribeiro.

O líder rio-grandense Bento Gonçalves, tentou uma conciliação ao convidar Araújo Ribeiro a tomar posse em Porto Alegre, mas este recusou o convite. Ao invés disso, Araújo Ribeiro com a ajuda de Bento Manoel, seguiu na busca pela adesão de outros líderes militares, como Osório. A crise na província se agravou com decisão do governo central de transferir em 3 de março de 1836 as repartições para Rio Grande, selando a ruptura. Como toda ação gera uma reação, os líderes farroupilhas prenderam o conceituado major Manuel Marques de Souza em Pelotas, o qual foi levando para Porto Alegre e detido no navio-prisão "Presiganga", ancorado no Guaíba.

General Neto
Em 9 de setembro de 1836 sob comando do General Neto, os rio-grandenses impuseram uma violenta derrota ao coronel João da Silva Tavares no Arroio Seival, naquela ocasião e em virtude do impasse político que o conflito havia chegado, foi feita a proclamação da República Rio-Grandense. Naquele dia o movimento passava a ser separatista. A província do Rio Grande do Sul declarava sua separação do território brasileiro e a formação da República Rio-grandense, também conhecida como República de Piratini.

A Revolução Farroupilha liderada por grandes líderes gaúchos, tinha como um dos seus maiores nomes Bento Gonçalves, o qual chegou a ocupar a presidência da proclamada república por um período, porém outros nomes importantes não podem deixar de ser lembrados, como o italiano Giuseppe Garibaldi e do militar brasileiro David Canabarro. Estes dois responsáveis por espalhar os ideais separatistas da revolução a outras províncias, onde em julho de 1839 foram responsáveis por levar a guerra contra o império para a província de Santa Catarina, fundando lá a República Juliana.

Gen. David Canabarro
A República Juliana, no entanto, teve duração extremamente curta, pois essa região foi retomada pelo governo imperial em novembro do mesmo ano. A Revolução Farroupilha, apesar da sua longa duração e da sua extensão para outra província do Sul do Brasil, teve no geral, combates de baixa  e média intensidade, concentrando-se em confrontos de cavalaria, dos quais pode-se destacar a vitória rio-grandense na Batalha de Seival. No entanto, à medida que a reação imperial consolidava-se, os rio-grandenses perdiam força e partiam para a guerra de guerrilha.


Barão de Caxias
Para conter a revolta na província do Rio Grande do Sul, o império brasileiro designou ninguém menos que Luís Alves de Lima e Silva, o então Barão de Caxias, futuramente conhecido como Duque de Caxias, muito conhecido como "O Pacificador". A ação de Caxias à frente de 12 mil homens foi extremamente eficiente, pois conseguiu sufocar os revolucionários com ações militares estratégicas, adotando a sua grande habilidade diplomática, conseguiu levar os líderes da revolução à negociação. A paz foi alcançada enfim no dia 1 de março de 1845, com a assinatura do Tratado de Poncho Verde, em que os rio-grandenses colocaram fim à revolta, após quase dez anos de guerra que teriam causado 47 829 mortes. O acordo realizado entre o império brasileiro e os rio-grandenses estipulou:
  • Taxação em 25% sobre o charque estrangeiro;
  • Anistia para os envolvidos na revolução;
  • Incorporação dos militares farroupilhas ao exército imperial, mantendo sua patente;
  • Os provincianos teriam direito de escolher o próprio presidente de província, porém, isso não foi de fato consumado;
  • Os escravos que lutaram do lado dos rio-grandenses seriam alforriados, algo que não saiu do papel.

Para entender um pouco sobre essa última cláusula do acordo firmado entre o império brasileiro e os rio-grandenses, é preciso lembrar que durante a revolução houve uma grande participação de escravos e negros libertos. Apesar de ser uma das reivindicações dos termos de rendição, é preciso deixar claro que o movimento não tinha de fato um caráter abolicionista, havia, sim quem defendia o abolicionismo, mas o movimento em si não tinha em sua pauta promover a abolição da escravidão. David Canabarro contava com um eficiente grupamento de lanceiros negros, o qual foi atacado de surpresa e dizimado pelas tropas imperiais lideradas por Moringue em 14 de novembro de 1844.


Nosso parceiro Robinson Farinazzo lançou esta semana um vídeo muito interessante tratando deste capítulo da história brasileira, o qual traz uma análise bastante pertinente ao assunto e que convido nossos leitores a acompanhar e complementar seu conhecimento sobre a Revolução Farroupilha. Basta clicar: "A mais longa guerra do Brasil: Revolução Farroupilha". São hoje 183 anos desde o inicio do conflito e pouco mais de 173 anos do final dele, o qual representou importantes mudanças a forma que o império lidava com as províncias periféricas, sendo também o cenário que serviu para o reconhecimento de importantes nomes de nossa história, como Luís Alves de Lima e Silva que viria se tornar o "Duque de Caxias", patrono do Exército Brasileiro.



Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança

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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Marinha apoia medidas de preservação e despoluição da Baia de Guanabara

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No último sábado (15) estivemos acompanhando a apresentação feita pela Marinha do Brasil e as parcerias desenvolvidas para despoluição e preservação da Baía de Guanabara. Durante a ocasião embarcamos no histórico Rebocador "Laurindo Pitta", navio construído em 1910 e veterano da Primeira Guerra Mundial que nos conduziu por um tour através da Baía de Guanabara, a qual foi pano de fundo para apresentações e palestras sobre as medidas ambientais e programas voltados a despoluição da baía.

Durante o trajeto fomos acompanhados por uma das lanchas de patrulha da Capitânia dos Portos do Rio de Janeiro e a escolta de uma das modernas embarcações táticas blindadas "Raptor" da DGS Defense adquiridas pela Marinha do Brasil. Estavam presentes autoridades militares representando Estado-Maior da Armada, Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), Diretoria de Portos e Costas (DPC), Diretoria-Geral de Navegação, Comando do 1º Distrito Naval e da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, além de convidados da comunidade acadêmica, ambientalistas, jornalistas da grande mídia e mídia especializada. 



O almirantado realizou uma breve apresentação sobre o importante papel da Marinha do Brasil nos esforços de despoluição e preservação ambiental das águas, falando um pouco das medidas adotadas pelas OM's e a conscientização que é feita dentro destas para minimizar o impacto ambiental sobre a Baía de Guanabara, além de salientar a importância do trabalho de fiscalização que é feito pela Marinha do Brasil sobre o tráfego marítimo que movimenta um grande número de embarcações, representando um importante trabalho para redução do lançamento de poluentes através destas embarcações que entram e saem constantemente de nossa baía.

Fotos: Luiz Gomes
O ambientalista Guido Gelli apresentou um importante panorama da realidade e os desafios enfrentados para despoluição da Baía de Guanabara, explicando um pouco sobre o funcionamento do sistema de saneamento das cidades que estão no entorno da baía e os problemas enfrentados para se obter maior efetividade na despoluição e preservação da área. Onde ficou explícito o impacto causado pelo crescimento desordenado da população fluminense e a falta de ações ao longo de décadas que levaram a atual situação em que se encontra a região, mostrando as dificuldades e a necessidade de um grande investimento não apenas na infraestrutura de saneamento, mas também na conscientização da população.

Na ocasião também foi lançada a cartilha: "Mariana e a batalha contra os Super Macabros: A ameaça do lixo nos mares". Que trata-se de uma nova forma de trabalhar a conscientização sobre as questões ambientais através do público infantil, falando sobre os problemas causados pelo lixo jogado nas praias, ruas, rios e mares, os quais causam grande impacto ambiental, a heroína da história é baseada na história de Mariana, uma menina que aos 5 anos de idade organizou junto com seu pai um mutirão de limpeza em 2016 na Praia das Pedrinhas em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Estavam participando também do evento naquela manhã membros das organizações SOS “Mata Atlântica”, ICMBio, Petrobras, Instituto Oceanográfico da USP, Fiocruz, Cedae, ONG Comunitas e Ecoboat.

O GBN News apoia essa ideia, lembrando que salvar nosso meio ambiente não depende de ONGs ou medidas do Estado, mas sim da atitude correta de cada um ao lidar com descarte de lixo e a destinação correta dos efluentes sanitários de nossas residências e estabelecimentos comerciais, cabe a cada um de nós fazer nossa parte por um Brasil melhor, preservando nossas águas e habitats de nossa vasta fauna e flora.






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Abate de IL-20 cria tensão entre Rússia e Israel

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Por volta das 22hrs desta segunda-feira (17), uma aeronave Il-20 da Rússia foi abatida sobre o Mediterrâneo durante um ataque israelense à Síria. O caso ocorreu nas proximidades de Latakia, a aeronave russa estava seguindo para o pouso, quando aeronaves F-16 israelenses que se evadiam de um ataque contra alvos na Síria usaram a aeronave russa como "escudo", devido a ação imprudente de Israel, que só avisou aos russos sobre a operação quando a mesma já estava em andamento, não houve tempo hábil para que a aeronave se retirasse da zona, como resultado foram perdidas 15 vidas no episódio.

A incursão quatro caças israelenses F-16 atacaram alvos em Latakia, na Síria, depois de se aproximar do Mediterrâneo, desencadeou uma série de eventos que levaram ao abate do Il-20 por um míssil terra-ar S-200 sírio. Segundo comunicado do Ministério da Defesa da Rússia nesta terça-feira (18). As aeronaves israelenses se aproximaram em baixa altitude e "criaram uma situação perigosa para outras aeronaves e embarcações na região".

A ação irresponsável e premeditada de Israel pôs em risco outras aeronaves e embarcações que estava naquela área, como a fragata 'Auvergne', da Marinha francesa, e o Il-20 russo tragicamente perdido durante a operação israelense.


Os pilotos israelenses usaram conscientemente a aeronave russa como "escudo", tornando a aeronave um grande chamariz para os mísseis lançados em resposta ao ataque pelas forças de defesa sírias. O Il-20, possui um RCS muito maior que o F-16, o que fez com que o sistema S-200 sírio o travasse como alvo, resultando na morte dos 15 tripulantes russos.

A atitude israelense ao que tudo indica não foi resultado de um simples incidente, pois havia informação sobre a presença da aeronave russa naquela região, o que deveria ter levado Israel a repensar sua ação provocativa, porém, ainda a essa equação se soma a falta da comunicação antecipada sobre a operação de Israel às forças russas na Síria, o que descumpre o previsto nos protocolos firmados entre as duas nações. A informação sobre a operação só foi emitida apenas um minuto antes do início do ataque, o que não deixou tempo para desviar a aeronave russa para uma área segura.

Os destroços da aeronave abatida foram encontrados a cerca de 27 km da costa de Latakia. A equipe de busca coletou algumas partes dos corpos, pertences pessoais da tripulação e fragmentos do Il-20.

Israel não comentou sobre o ataque, mantendo sua política sobre suas operações. Israel alega que suas intervenções na Síria são uma resposta a presença iraniana no país vizinho.

O ministro russo da Defesa, Sergey Shoigu, falou ao telefone com seu homólogo israelense, Avigdor Lieberman, sobre o abate da aeronave russa na noite desta segunda-feira (17). Ele transmitiu a posição de Moscou sobre o incidente, culpando os militares israelenses pela aeronave russa ter sido abatida pelas defesas aéreas sírias, que estavam respondendo a um ataque aéreo israelense, segundo comunicado oficial russo.

Shoigu reiterou que Israel falhou em não ter notificado com antecedência a Rússia do ataque, de forma que não teria dado aos seus militares uma oportunidade de tirar o Il-20 da área. Em vez disso, o alerta veio apenas um minuto antes dos caças israelenses F-16 lançarem seu ataque.

"A culpa pelo abate da aeronave russa e a morte de seus tripulantes estão diretamente no lado israelense", disse o ministro Shoigu. "As ações dos militares israelenses não estavam de acordo com o espírito da parceria russo-israelense, por isso nos reservamos ao direito de responder."

Segundo Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa russo, "Ao usar a aeronave russa como cobertura, os pilotos israelenses o tornaram vulnerável ao fogo da defesa aérea síria. O Ilyushin-20, possui reflexão radar muito maior que a do F-16, como resultado foi derrubado por um míssil lançado pelo sistema S-200 ", disse.



Segundo Konashenkov, os quatro F-16 da Força Aérea de Israel realizaram um ataque com mísseis guiados contra instalações sírias na área de Latakia por volta das 22hrs. Os caças aproximaram-se do alvo pelo Mediterrâneo em baixa altitude.

As aeronaves israelenses criaram deliberadamente uma situação perigosa naquela área, "O bombardeio ocorreu perto da fragata francesa "Auvergne" e na proximidade do Ilyushin Il-20 da Força Aeroespacial da Rússia que estava prestes a pousar", disse Konashenkov.

Ele ressaltou que os centros de comando israelenses e os pilotos dos F-16 "não podiam deixar de ver a aeronave russa, que se aproximava da pista a uma altitude de cinco quilômetros. No entanto, eles deliberadamente encenaram essa provocação", enfatizou.

De acordo com Konashenkov, Israel não emitiu nenhum aviso para o comando do grupo militar russo na Síria sobre a operação. "Um aviso de linha direta foi recebido há menos de um minuto antes do ataque, o que não deixou chances de colocar o avião russo em segurança", acrescentou.



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domingo, 16 de setembro de 2018

GBN News - Há 9 anos produzindo conhecimento!

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Este domingo (16) é uma data especial, fico muito feliz por comemorar 9 anos desde a criação deste projeto, mais feliz ainda por ter conquistado não apenas leitores e views, mas sim amigos que compartilham comigo desse projeto e acreditam nesse trabalho, que me fazem ver a importância de perseverar em face as dificuldades e limitações que enfrentamos para produzir um conteúdo ímpar. 

O GBN é feito para vocês, são vocês nosso maior legado, pois minha missão é essa, trazer conhecimento, fomentar e enriquecer o debate sobre os assuntos estratégicos, não esquecendo de trazer a tona importantes capítulos de nossa história do Brasil e mundial. 

Nossa missão é descortinar o conhecimento sobre defesa e geopolítica, produzindo um conteúdo de qualidade e reconhecido como sendo uma de nossas especialidades, comunicar ao nosso público de maneira clara, simples e objetiva, derrubando mitos e desmascarando falsas verdades, tendo como fim maior nos tornar um dos melhores conteúdos em nosso segmento.

Confesso que muitas vezes é difícil manter nosso projeto, as vezes é preciso abrir mão de momentos em família e de espremer nosso orçamento, o qual já é curto para manter os compromissos familiares, e investirmos neste "sonho", não nos preocupando com obter retorno financeiro, até porque o site ainda não conta com anunciantes. Nos preocupando em nos tornar um dos melhores produtores de conteúdo do segmento de geopolítica e defesa, elaborando uma abordagem séria e comprometida com a credibilidade, produzindo matérias amparadas em pesquisas criteriosas, fontes confiáveis. Nestes nove anos nos tornamos uma referencia entre a industria de defesa, profissionais do setor, forças armadas e a sociedade.

Nestes anos que passaram tão rápido, cabe aqui agradecer e muito alguns grandes amigos que ao longo desta caminhada nos apoiaram, alguns ainda estão conosco, outros perdemos durante as idas e vindas da vida. Como José Adriano Fenerich, Wilson Failache, Cássio Holanda, Wellington Mendes, Cinquini, Cadu, Luiz Gomes,  Albert Caballe, Arnaldo Rodrigues e como não poderia deixar de incluir nessa lista, o Comte Robinson Farinazzo, grande amigo e parceiro, o qual realiza um trabalho fabuloso no Canal Arte da Guerra, nosso grande parceiro e irmão na plataforma do Youtube. A lista não é tão pequena, mas ficaria impossível listar todos amigos e colaboradores que ao longo dos anos vem se somando a essa história, deixando aqui um forte abraço aos amigos do Centro de Comunicação Social da Marinha (CCSM) que tornou possível grande parte deste projeto, os amigos do Centro de Comunicação Social do Exército (CECOMSEX) e os amigos do CECOMSAER que também nos apoiam nessa luta para produzir um conteúdo transparente, livre de parcialidades e que busca mostrar o trabalho de nossas forças armadas e de segurança pública ao povo brasileiro e ao mundo. Para finalizar os agradecimentos, não podemos deixar de expressar nossa gratidão aos Comte Cano e Comte Campos da QUARTZO Engenharia em Defesa, que após conhecer nosso projeto resolveram se tornar nossos primeiros patrocinadores, depositando confiança em nosso trabalho. Além de muitos profissionais de empresas como a SAAB, IMBEL, Taurus, Clarion Events, UBM, ABIMDE, ARES, EZUTE, Naval Group...

Resumindo, muito obrigado a todos que acompanham nosso trabalho, saibam que cada um de vocês é fundamental ao nosso trabalho, formando uma imensa família que só vem crescendo a cada dia.

Que Deus continue nos direcionando em nossos passos. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos!!!

Angelo Nicolaci
GBN News




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sábado, 15 de setembro de 2018

US Navy enfrenta escassez de componentes e pessoal para manter "Hornets" voando

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A US Navy enfrenta uma grave crise de prontidão de suas aeronaves, em especial as aeronaves “Hornet” e “Growler”, enfrentando a escassez de trabalhadores qualificados e falta de peças de reposição no mercado para realizar a manutenção aeronaves, gerando um enorme esforço para conseguir colocar mais aeronaves em condições de voo, segundo informações obtidas através do Government Accountability Office.

A Marinha, que está atravessando a maior crise de prontidão de aeronaves da sua história, onde mais da metade de suas aeronaves de caça/ataque e guerra eletrônica, está sendo atingida pela falta de profissionais qualificados e problemas com a logística, especificamente com os centros de manutenção de Whidbey Island, Washington e Lemoore. Outro fator que corrobora para a grave crise, é o fato que alguns componentes necessários para reparar os Hornets e Growlers eram fabricadas por fornecedores que suspenderam a produção dos mesmos, reduzindo significativamente a disponibilidade dos mesmos nos estoques e levanto a canibalização de aeronaves para se conseguir componentes para se colocar outras em condições de voo, segundo o relatório de setembro.

Um dos desafios apontados pelo GAO é o gargalo criado pela distância entre as bases onde as aeronaves são operadas e onde ficam os centros de manutenção e os componentes para reparar os E/A-18G Growlers, que estão em  grande parte baseados na Ilha Whidbey, porém, muitos dos componentes que precisam ser reparados em Lemoore.

Não bastasse a distância entre a base e o centro de manutenção, segundo o mesmo relatório, Lemoore teria uma capacidade limitada para reparar essas aeronaves, o que gera uma reserva de manutenção.

A problemática que envolve a escassez de componentes de reposição, é um claro reflexo da desastrosa política de Obama para o setor de defesa, o qual levou com os sucessivos cortes nos orçamentos de defesa, muitas industrias a optar por abandonar a base industrial de defesa, devido ao baixo volume de componentes requeridos pela US Navy para suas reservas de manutenção, registrou-se entre os anos de 2011 à 2015, que aproximadamente 17.000 fornecedores encerraram suas atividades no mercado de defesa.

Mas nem todas as notícias são ruins, a US Navy tem conquistado progressos pontuais, conseguindo aumentar sensivelmente a disponibilidades de suas aeronaves, onde no ano passado os relatórios apontavam que apenas uma em cada três de suas aeronaves de caça estavam operacionais, resultado principalmente do desgaste causado pelo alto número de horas voadas em missões para atender as necessidades operacionais no combate ao EI.

Hoje esse número já representa quase metade dos 546 Super Hornets sendo considerados operacionais, um sinal de que as medidas adotadas tem surtido algum efeito.

O secretário da Marinha, Richard Spencer, disse em agosto que a US Navy adotou como solução para parte da crise, desmantelar as aeronaves excedentes que estavam entupindo os depósitos de manutenção da aviação. Este ano a US Navy começou com 241 aeronaves totalmente operacionais, e esse número já chega em 270 aeronaves, segundo Spencer.

Outra medida foi trabalhar em conjunto com a Boeing para reparar as aeronaves mais desgastadas. Envolvendo também um contrato de aproximadamente 427 milhões de dólares para fornecimento de peças e sobressalentes do Super Hornet, para começar a constituir uma reserva para estas aeronaves.

A Boeing recentemente também iniciou o programa de extensão de vida útil no primeiro Super Hornet, o qual deverá atingir uma cadencia média de 40 a 50 F/A-18 por ano nas instalações da Boeing em St. Louis no Missouri e em San Antonio no Texas. Esse programa pretende corrigir problemas de fadiga e desgaste nas aeronaves que se encontram em piores condições.

Também foi aprovada para 2019 a aquisição de 110 novos Super Hornets, o que garantirá um novo fôlego diante dos atrasos no desenvolvimento do F-35, que somado aos cortes no orçamento de defesa e aumento nas atividades operacionais levou a Us Navy ao cenário crítico e caótico que enfrenta.


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Impasses entre EUA e Rússia continuam sobre tratado "Open Skies".

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Continua o impasse entre Estados Unidos e Rússia em torno do tratado de céus abertos “Open Skies”, o qual prevê que os 34 signatários tenham permissão de realizar voos de verificação militar utilizando aeronaves desarmadas especialmente preparadas para esta função, visando principalmente garantir o cumprimento dos diversos acordos multilaterais sobre arsenais e capacidades militares. Tal desentendimento entre Rússia e EUA, culminou por não ser realizados os voos em 2018. O último episódio sobre o tratado, se deu no início desta semana, quando autoridades russas denunciaram a recusa dos norte-americanos em liberar o sobrevoo da aeronave russa sobre o território dos EUA.

"Em violação das disposições do Tratado “Open Skies”, o chefe da delegação dos EUA se recusou a assinar o documento final, sem dar explicações ou razões, citando instruções diretas de Washington", disse Sergei Ryzhkov, chefe do Centro de Redução de Risco Nuclear da Rússia.

"Nós insistimos que os norte-americanos retornem à estrutura do tratado de céu aberto e exija que a situação atual seja explicada com referência às provisões do tratado", disse Ryzhkov.

A negativa norte americana ao voo russo previsto para o inicio deste mês de setembro, veio logo após rumores sobre o suposto abandono do tratado por parte dos EUA, especulações que logo foram desmentidas pelo Departamento de Estado dos EUA. O tratado fornece importantes informações para o controle dos arsenais militares de ambos os lados, servindo para atestar a adesão dos países aos acordos e tratados de controle de armas dos quais são signatários.

No entanto, o porta-voz norte americano reconheceu que não houveram voos do “Open Skies” em 2018 graças aos impasses envolvendo os dois países.
"Para lembrar aos especialistas, não negamos nenhum voo russo que tenha sido conduzido de acordo com o Tratado", disse.

No último dia 7 de setembro, Andrea Thompson, subsecretária de Estado para controle de armas e segurança internacional dos EUA, teria dito que as negociações chegaram à um "impasse" entre os dois países.

Segundo ela declarou na ocasião, que devido alguns impasses entre as partes, principalmente no que diz respeito a necessidade de algumas adequações de ambas as partes, mas que está havendo o diálogo entre os envolvidos, afim de que se consiga um entendimento.

Toda problemática teria sido agravada em fevereiro de 2016, quando a Rússia anunciou sua intenção de integrar um novo sensor eletro-óptico digital ao Tupolev Tu-214ON que substituiria o vetusto Tu-154M-ON, o qual também utiliza do equipamento para cumprir os voos previstos pelo “Open Skies”. Tal fato levou o Pentágono e legisladores a questionarem a postura russa, alertando que a integração de novos sensores dariam à Rússia uma vantagem sobre a capacidade de coleta de dados pela aeronave operada pelos EUA em seus voos.

Outro ponto de atrito, tem sido as fortes críticas do Congresso dos EUA, o qual há muito tempo questiona o tratado, apesar da importância estratégica que o mesmo representa, tem sido alvo de fortes críticas, sob o argumento que o tratado conferiria à Rússia vantagem estratégica.

A coisa teria ganho ainda maiores proporções no início deste ano, com ambos criando restrições que impactaram sobre a operação dos voos no âmbito do tratado. Nestas restrições, os norte-americanos teriam fechado duas bases utilizadas para apoiar as equipes russas na realização do voo, como resposta, autoridades russas teriam impedido aos EUA de usar bases militares russas como centros de apoio para seus voos.

Outro ponto que devemos observar, é que tal impasse pode representar uma manobra dos EUA, a qual teria por fim ganhar tempo para que possa decidir com relação a sua necessidade de atualizar suas aeronaves OC-135B, as quais apresentam sinais de fadiga, inclusive já tendo realizado em determinada ocasião um pouso de emergência em território russo durante um voo previsto pelo “Open Skies”.

Segundo o Pentágono, as aeronaves são necessárias para garantir a vigilância das capacidades militares da Rússia, sendo o tratado um "mecanismo importante", mas que os EUA só poderiam completar 64% de seus voos em 2017 devido limitações técnicas apresentadas pelo OC-135B.



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