sexta-feira, 26 de agosto de 2016

GBN está na BAeNSPA nesse momento

Bom dia, estamos aqui a convite do Comando da Força Aeronaval para participar da comemoração do centenário da Aviação Naval, que no último dia 23 de agosto completou 100 anos desde sua criação.

Em breve publicaremos nossa cobertura do evento.

GBN seu canal de informação e notícias.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Colômbia e Farc anunciam acordo de paz

Acordo histórico marcará fim do conflito armado mais longo da América Latina. Documento precisa agora ser assinado e aprovado em plebiscito. Em mais de 50 anos, guerrilha provocou a morte de 220 mil pessoas.
Após quase quatro anos de negociações, o governo colombiano e o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quarta-feira (24) o acordo de paz que marcará o fim do conflito armado mais longo da América Latina, que já durava mais de cinco décadas.
"O governo colombiano e as Farc anunciam que chegaram a um acordo final, completo e definitivo para o fim do conflito e para a construção de uma paz estável e duradoura na Colômbia", afirmou o comunicado assinado por ambos os lados.
O acordo precisa ainda ser assinado e depois aprovado pela população num plebiscito, antes de entrar em vigor. A assinatura deve ocorrer em setembro e o referendo em outubro.
Mas o anúncio feito em Havana abre caminho para que os colombianos ponham um fim no conflito que devastou o país. Desde 2012, uma comissão formada pelo envolvidos nos conflitos e representantes internacionais negociava, na capital cubana, a paz na Colômbia.
Desde que se iniciaram as conversações, as partes fecharam acordos sobre vários tópicos da agenda do processo de paz: terras e desenvolvimento rural; participação política; drogas e narcotráfico; e reparação, verdade e justiça para as vítimas do conflito. Por último, debatiam o cessar-fogo.
Em mais de 50 anos, o conflito na Colômbia provocou a morte de 220 mil pessoas e deixou mais de 6 milhões de refugiados.

Fonte: Deutsche Welle

Turquia mira EI na Síria, mas tem curdos como alvo

Pela primeira vez desde o início da guerra civil síria, tanques turcos cruzaram a fronteira: oficialmente para tirar o "Estado Islâmico" de seu último reduto na região, mas, segundo analistas, para conter o avanço curdo.

Nas primeiras horas desta quarta-feira (24), a Turquia começou a realizar bombardeios – com apoio de tanques e obuses – em Jarablus, cidade síria na fronteira tida como último bastião do "Estado Islâmico" na região, às margens do rio Eufrates.
Os caças F-16 se encarregaram dos bombardeios contra as posições do EI, enquanto tropas especiais fizeram o trabalho por terra. Os MBT's Leopard, de fabricação alemã, completaram a ofensiva, com ajuda de combatentes sírios apoiados por Ancara. Os EUA confirmaram que estão fornecendo cobertura aérea aos turcos.
A ação marca um novo nível de envolvimento da Turquia no conflito sírio e é oficialmente uma resposta do governo Recep Tayyip Erdogan ao atentado suicida de sábado passado num casamento curdo, que deixou 54 mortos e foi atribuído ao "Estado Islâmico", e a outros ataques extremistas.
O principal objetivo da operação, no entanto, é evitar que a população de Jarablus seja liberada do "Estado Islâmico" por milícias curdas, que avançam e poderiam criar um corredor curdo na fronteira.
Durante a operação, o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, alertou a milícia curdo-síria Unidades de Proteção Popular (YPG) a ficar longe de Jarablus: "Se o YPG não retroceder para o leste do Eufrates, a Turquia vai fazer o que for necessário", afirmou o chanceler.
A Turquia está atenta aos ganhos territoriais dos curdos na guerra civil da Síria e teme que isso possa inflar o movimento separatista da minoria curda em seu território. Curdos estabeleceram três zonas autônomas no norte da Síria desde que a guerra civil eclodiu, em 2011. Eles negam, porém, que estejam tentando fundar um Estado próprio.
Os tanques Leopard, de fabricação alemã, completaram a ofensiva, levado a cabo por caças F-16
A operação desta quarta-feira marca uma mudança em como o governo Erdogan vê a guerra civil. A posição inicial, com Ahmet Davutoglu como primeiro-ministro (augusto de 2014 até maio de 2016), era de pressionar por uma mudança de regime na Síria.
"Mas a Turquia se viu diante da possibilidade de que o PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão] encontrasse porto seguro no norte da Síria", comenta o analista político Selim Sazak.
Sazak lembra que os turcos passaram a ver, no último ano, um crescente número de ataques do EI e da insurgência curda. Com o pragmático Binali Yildirim como premiê, afirma o especialista, os turcos decidiram agir ao perderem a confiança de que os EUA podem manter as milícias sírio-curdas sob controle.
Operação era questão de tempo
Para o também analista politico Selim Koru, o mais surpreendente da operação de Jarablus é ela ter demorado tanto para acontecer. "A Turquia há tempos pede uma zona segura e diz que não vai permitir que as YPG ocupem áreas ao sul de sua fronteira."
Segundo Koru, já havia sinais de que o governo turco queria intervir na Síria antes, mas encontrou resistência dentro das Forças Armadas. Mas veio a tentativa de golpe – e abriu-se a Erdogan a possibilidade de afastar militares opositores.
"Estrategicamente, teria sido melhor para o governo ter intervindo mais cedo. Mas não havia confiança nas instituições antes para fazê-lo. Agora, provavelmente, essa relação mudou – e ele foi adiante", opina o analista político.
Esta foi a primeira vez que aviões de guerra da Turquia, país considerado fundamental na Otan, atingiram a Síria desde novembro, quando os turcos derrubaram um caça russo perto da fronteira. É também a primeira operação significante de invasão das forças especiais turcas desde uma pequena operação para retomar a tumba de Suleyman Shah, figura otomana reverenciada, em fevereiro de 2015.
A ofensiva foi lançada no mesmo dia em que o vice-presidente americano, Joe Biden, chegou a Ancara para encontros com o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, e Erdogan para debater a crise síria.
Biden é o mais alto político ocidental a visitar a Turquia desde a tentativa de golpe de Estado de15 de julho. As autoridades turcas acusaram o religioso Fethullah Gulen, exilado nos Estados Unidos, de ser o responsável pela tentativa de golpe de Estado e têm pressionado Washington a extraditar o teólogo.

Fonte: Deutsche Welle

AH-2 Sabre passará por manutenção em seu conjunto de motorização

Uma equipe de técnicos russos irá realizar inspeção e reparos nos motores das aeronaves AH-2 Sabre (Mi-35M) da Força Aérea Brasileira, segundo informações liberadas á imprensa pela fabricante nesta terça-feira (23).

"No território do Brasil, realizaremos a revisão do conjunto de motores VK-2500, com que são equipados os helicópteros Mi-35M. Como acordado entre as partes, somos encarregados pelo fornecimento de documentação e equipamentos para possíveis reparações", disse a assessoria de imprensa da indústria russa.
Além dessa inspeção e reparação do conjunto de motorização da aeronave, está previsto que a equipe realize a instrução de especialistas brasileiros afim de capacitá-los no modelo, posteriormente essa equipe de técnicos brasileiros realizará a manutenção das aeronaves. As partes continuam negociando a criação no Brasil de um centro de serviços de manutenção, onde será realizada não somente a manutenção de motores de aeronaves militares, mas também de veículos comerciais da linha russa que operam no Brasil e América Latina.
O Brasil recebeu seus primeiros helicópteros Mi-35M em 2010, tendo o último lote de três aeronaves somando as 12 adquiridas pela FAB sendo recebidas em 2014. Na Força Aérea Brasileira, os MI-35M foram nomeados AH-2 "Sabre", e vem quebrando a imagem que o país possuia dos equipamentos de origem russa, tendo o modelo recebido grandes elogios dos seus pilotos e o esquadrão Poti que opera as 12 aeronaves. Estuda-se ainda a possibilidade de ampliar o número de aeronaves do modelo na FAB.
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com agências de notícias

Conselho de Segurança da ONU debate míssil norte-coreano

O Conselho de Segurança da ONU analisou nesta quarta-feira o último teste com mísseis balísticos da Coreia do Norte em reunião a portas fechadas e manteve silêncio à espera de que seus membros possam entrar em acordo sobre a resposta.
O presidente rotativo do Conselho de Segurança, o maio Dado Ramlan Ibrahim, explicou ao término do encontro que os Estados Unidos vão propor uma declaração aos demais países, que devem aceitá-la por unanimidade para que seja tornada oficial.
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Segundo afirmou aos jornalistas, o tom geral da reunião foi de condenação do teste. As diferenças entre os países, sobretudo entre a China e as potências ocidentais, impediram, porém, que o principal órgão de decisão da ONU emitisse uma declaração pública.
Os EUA levaram o assunto para a pauta apoiados por Japão e Coreia do Sul, preocupados depois de a Coreia do Norte ter lançado pela primeira vez com sucesso um míssil balístico a partir de um submarino, em uma nova demonstração de suas capacidades militares.
O representante-adjunto da França na ONU, Alexis Lamek, disse aos jornalistas que seu país quer uma reação "rápida e firme" do Conselho de Segurança à nova violação das resoluções do órgão.
"É necessário. Quando se trata de armas de destruição em massa, não podemos nos permitir ser frágeis", afirmou Lamek.
O embaixador do Reino Unido na ONU, Peter Wilson, considerou que o novo teste norte-coreano deixa claro, mais uma vez, a disposição do país de ignorar as resoluções do Conselho de Segurança e confiou que todos os países-membros irão se unir para responder à ação.
Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o lançamento do míssil é "profundamente preocupante", segundo disse seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que lembrou que o teste viola as resoluções impostas pelo Conselho de Segurança.
O diplomata sul-coreano avaliou que a Coreia do Norte voltou a desafiar a comunidade internacional e alertou que esse tipo de ação mina a paz e a estabilidade na região.

Fonte: EFE via Exame

O Brasil ficou velho antes de ficar rico. E agora?

De acordo com o Helio Zylberstajn, da Universidade de São Paulo (USP), a Previdência no Brasil está se aproximando de “um cenário grego”. 
O professor falou ontem no VIII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada em São Paulo.
“De cada 3 reais que o estado brasileiro recolhe, um vai para a Previdência. Se somar com juros, vai quase toda a receita. E como vai economizar dinheiro com juros se não mexer na Previdência?”, questiona.
Temos o 13º maior gasto com Previdência entre 86 países, mas apenas a 56ª população mais idosa entre eles.
De um universo de 177 países, somos um dos únicos treze que permitem aposentadoria por tempo de contribuição sem idade mínima – e em 5 desses, essa possibilidade só existe se o aposentado deixar o mercado de trabalho.
Cenário
A questão de fundo é que as mulheres estão tendo menos filhos e as pessoas estão vivendo mais – com isso, mais gente recebe aposentadoria e por muito mais tempo, enquanto há menos jovens trabalhando e colocando dinheiro no sistema.
O Brasil viveu a transição demográfica de forma muito mais rápida do que os países ricos, o que está drenando recursos da sociedade para o sistema previdenciário. 
Em outras palavras: o país envelheceu antes de ficar rico, “e se ficar velho é ruim, ficar velho e pobre é horroroso”, brincou Paulo Tafner, diretor da Companhia Fluminense de Securitização.
O modelo da Previdência brasileira “não é justo nem sustentável”, completa José Cechin, com passagem longa pelo Ministério da Previdência no governo Fernando Henrique e atual diretor do FenaSaúde.
“Não gosto dessa ideia de bomba relógio pronta para explodir. Ela está explodindo todos os dias. Do jeito que vai, vai levar o Tesouro junto.”
Ideias
Um dos novos modelos sugeridos para o sistema teria dois pilares. O primeiro seria assistencial: universal, independente de contribuição, financiado por impostos e que garantiria uma renda básica para todos os idosos. 
O segundo seria contributivo: cada um financia a sua, com opção de escolha no mercado, o que poderia envolver também mudança nas regras para rentabilizar e sacar FGTS e outros benefícios.
Outra ideia é de criar uma uma idade mínima de aposentadoria progressiva, que poderia aumentar algo como 6 meses a cada ano. Um dos maiores desafios seria definir as regras de transição entre o sistema velho e o novo.
A maior parte dos palestrantes insistiu que é melhor ter regras diretas, igualitárias e de simples compreensão, mas Cássio Turra, do Departamento de Demografia da UFMG, alertou que a expectativa de vida é muito diferente entre regiões e classes sociais:
“No momento os diferenciais [nos grupos populacionais] são muito grandes e isso deveria ser levado em consideração no caso brasileiro para que a gente não penalize os mais pobres”.
O governo do presidente interino Michel Temer trabalha para apresentar em breve uma proposta de reforma com os eixos de idade mínima, diferença entre os sexos e diferença entre as profissões.
“Todas as reformas anteriores tocaram pontos, mas não olharam o sistema como um todo, que atende muito bem a alguns requisitos e muito mal a outros. A taxa de cobertura é alta, por exemplo, mas o sistema dá um incentivo incorreto para que as pessoas saiam logo do mercado de trabalho. Mesmo se não houvesse a mudança demográfica, haveria um problema de desenho”, diz Luis Eduardo Afonso, professor da FEA-USP.
O sistema não estava preparado, por exemplo, para fenômenos como a maior participação feminina no mercado de trabalho. Pegue o acúmulo de benefícios: em 1992 apenas 8% das mulheres pensionistas também recebiam aposentadoria. Agora, são 37%.
População e política
O desafio é como passar uma reforma diante da desinformação popular, que muitas vezes oferece respostas contraditórias para o problema, como mostrou uma pesquisa divulgada no mesmo evento.
66% dos brasileiros são a favor de uma idade mínima para aposentadoria, mas 76% não concordam que isso signifique que elas se aposentem mais tarde. Só 30% concordam que quem quiser se aposentar mais cedo receba benefícios menores.
O momento de desencanto com a classe política também faz com que seja difícil pedir sacrifícios para a população, especialmente diante das incoerências do ajuste fiscal aplicado até agora. 
Um dos palestrantes destacou que grandes reformas costumam ter sucesso quando acontecem em primeiro ano de mandato, com aglutinamento das forças políticas e altos níveis de aprovação popular após uma campanha de discussão exaustiva - o que não é o nosso caso.
Mas nada disso muda o fato de que o problema simplesmente terá que ser enfrentado e que o custo de não o fazer sobe a cada dia:
“O tempo para agir é agora, o tempo para agir é ontem, o tempo para agir não é daqui alguns anos”, disse Larry Hartshorn, vice-presidente da Limra, associação internacional de seguros.

Fonte: Exame

Aeronave mais comprida do mundo faz pouso forçado na Inglaterra após voo de teste

A aeronave mais comprida do mundo, a Airlander 10, fez um pouso forçado após um voo de teste em Bedfordshire, no centro da Inglaterra, informou nesta quarta-feira a fabricante britânica Hybrid Air Vehicles nesta quarta-feira.
A aeronave, que é mais longa do que seis ônibus em linha, sofreu danos no pouso em seu segundo voo de teste, informou a empresa privada, acrescentando que todos os tripulantes estão sãos e salvos.
A Hybrid Air Vehicles negou uma reportagem da rede BBC segundo a qual a aeronave tinha atingido um poste.
"Não ocorreu nenhum dano em pleno ar", disse a companhia no Twitter. Não foi possível contatar a Hybrid Air Vehicles por telefone de imediato.
O Airlander 10, que tem 92 metros de comprimento, fez seu primeiro voo de teste no começo deste mês, e a empresa publicou fotos do veículo nos céus antes do incidente desta quarta-feira.
Assim que o conceito da aeronave for provado, a Hybrid Air Vehicles acredita que o gigante preenchido com gás hélio será capaz de se manter no ar por até duas semanas, e que clientes em potencial podem querer usá-lo para transportar cargas, levar assistência, fazer vigilância, comunicações ou atividades de lazer.
O Airlander 10, que pode levar até 48 passageiros, decola e pousa verticalmente, o que significa que dispensa uma pista, e também pode ser operado em campos abertos, desertos, no gelo ou na água.

Em março a Hybrid Air Vehicles disse à Reuters que até 2018 almeja estar construindo 12 aeronaves por ano.

Fonte: Reuters