terça-feira, 25 de abril de 2017

Fabricante de 'máquina voadora pessoal' prevê vendas para este ano

A startup Kitty Hawk, que criou um "carro voador" no Vale do Silício, apoiada pelo cofundador do Google Larry Page, lançou um vídeo de seu protótipo aéreo e anunciou os planos de venda de sua "máquina voadora pessoal" neste ano.
"Nossa missão é tornar o sonho do voo pessoal uma realidade. Acreditamos que quando todos tiverem acesso ao voo pessoal, um novo e ilimitado mundo de oportunidades se abrirá", dizia o site da empresa, localizada na cidade natal da Google, Mountain View, na Califórnia.
"Hoje anunciamos nosso primeiro protótipo do The Flyer, uma máquina voadora pessoal que estará disponível até o final de 2017".
O vídeo mostra a aeronave de um assento - com dois pontões e uma plataforma semelhante a uma teia de aranha - saindo de um lago em um local não revelado e pairando sobre a água.
O avião, impulsionado por oito rotores, decola e aterrissa verticalmente, como um helicóptero. Pesa cerca de 100 quilos e voa a uma velocidades de até 40 km/h e a uma altura de até 4,5 metros.
A empresa descreve o The Flyer como "uma nova e completamente elétrica aeronave", que é "segura, testada e legalizada para ser operada nos Estados Unidos em áreas não codificadas" de acordo com o regulamento federal do país para aeronaves ultraleves. Nenhuma licença de piloto é necessária, e a indicação de treinamento é de somente duas horas.
O site ofereceu alguns detalhes sobre a empresa, mas vários relatórios nos últimos meses informaram que Larry Page tem fornecido milhões de dólares para a Kitty Hawk e outra startup de carros elétricos.
O presidente da Kitty Hawk, Sebastian Thrun, um professor de Ciência da Computação na Universidade de Stanford, que foi chamado de o "pai" do carro autônomo da Google, tuitou: "mudando o futuro do transporte pessoal. Junte-se à @kittyhawkcorp para obter informações sobre o protótipo do #theFlyer".
A empresa anunciou que estava oferecendo três anos de adesão por 100 dólares para entrar na lista de espera e obter um desconto no preço do novo veículo.
Detalhes limitados
A startup deu poucos detalhes sobre a empresa.
Um e-mail respondido após uma consulta feita pela AFP esclareceu que os engenheiros principais foram Cameron Robertson e Todd Reichert, criador da startup Aerovelo, que tem como objetivo produzir o veículo de propulsão humana mais rápido.
A Kitty Hawk afirmou que o The Flyer será colocado à venda ainda este ano terá um design diferente do protótipo.
Uma postagem da escritora Cimeron Morrissey, que testou o The Flyer, deu algumas pistas sobre como se ela se sentiu.
"O protótipo parece muito com uma motocicleta voadora. Você monta no assento e se inclina para frente, exatamente como você faria em uma bicicleta", escreveu.
"Me senti leve, extasiada e completamente livre. Isto é exatamente como meu sonho de voar!".
Várias outras empresas, incluindo o conglomerado europeu Airbus, vêm trabalhando em veículos voadores similares.

Fonte: AFP

O último sinal de alerta para a Europa

A França terá Marine Le Pen, da extrema direita, no segundo turno. A UE precisará mostrar para os franceses que uma escolha racional contra populismo e isolacionismo vale a pena, opina Bernd Riegert.

Poderia ter sido pior, mas bom o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais francesas não é. A populista de direita Marine Le Pen irá ao segundo turno e, com isso, conseguiu a maior façanha de sua carreira política. O nacionalismo desenfreado avança. Desde que, após a saída de seu pai, o antissemita Jean-Marie, Marine Le Pen assumiu a liderança do partido, ela comanda a "frente nacional" em êxitos cada vez maiores em eleições regionais, eleições europeias e, agora, nas eleições presidenciais.
O que há de errado na segunda maior economia da União Europeia a ponto de permitir que uma política de estratégia maliciosa, com visões retrógradas, possa celebrar um triunfo como o deste domingo (23)?
Pelo menos ela não conseguiu, logo de cara, a maioria dos votos. Eles foram para o liberal – na verdade, mais social-democrata – Emmanuel Macron. Nesse ponto, imperou a sensatez, e não o sentimento. No segundo turno, daqui a duas semanas, será a hora de os sensatos votarem em Macron, mesmo que não estejam totalmente de acordo com suas políticas.
Socialistas e conservadores têm que – e vão – apoiar esse rebento do establishment político, que tem relativamente pouca experiência. Pois, agora, se trata sobretudo de reduzir ao máximo possível Marine Le Pen e sua onipotentes fantasias nacionais.
Alguns analistas falam de um efeito Donald Trump no segundo turno, ou seja, um inesperado triunfo dos populistas. Mas algo assim na França está praticamente fora de questão. Em parte, devido ao sistema eleitoral francês, que, com o segundo turno, dá aos eleitores uma segunda chance de tomar uma decisão racional, caso, no primeiro, tenham optado por externar protesto e frustração.
Mesmo que Macron chegue de fato ao Palácio do Eliseu, as eleições são como um último alerta. Seus antecessores, o conservador Nicolás Sarkozy e o socialista François Hollande, não conseguiram renovar a França, implementar as reformas econômicas e sociais necessárias. Os franceses não votaram apenas numa radical de direita, como também num radical de esquerda, o comunista velha-guarda Jean-Luc Mélenchon. Praticamente um em cada dois eleitores rejeitou o atual sistema. Nenhum partido tradicional chegou ao segundo turno.
É por ali que Macron tem que começar. Ele tem que trazer novamente para o centro da sociedade os hoje profundamente inseguros franceses, que se sentem economicamente deixados para trás, excluídos pela elite e ameaçados por estrangeiros e imigrantes. Será uma tarefa árdua. Os vizinhos da França e a União Europeia, que acompanharam com apreensão a votação, podem agora respirar aliviados. A França não deixará a zona do euro e a Otan – como ameaçavam Le Pen e Mélenchon.
Os europeus, porém, não podem continuar como agora. A França como um alicerce da UE, ao lado da Alemanha, não é algo mais tão sólido como muitos pensavam. Emmanuel Macron terá exigências à UE. Ele quer um relaxamento fiscal, uma redução no superávit alemão em relação à França. Não será uma jornada fácil para Angela Merkel, mas Macron precisa de ajuda. A Europa precisa provar para os franceses, que uma escolha racional contra populismo e isolacionismo vale a pena.
A propósito: as pesquisas de intenção de voto acertaram desta vez. Ou seja, a esperança não está perdida, apesar dos prognósticos errados sobre o referendo do Brexit, a vitória de Trump e as eleições holandesas.

Fonte: Deutsche Welle

Como a Coreia do Norte paga por seu sofisticado programa militar?

Isolada do resto do mundo, a Coreia do Norte gaba-se de seu poderio militar. Neste domingo(23), o país disse que "estaria pronto para atacar" um porta-aviões dos Estados Unidos que está se deslocando à Península da Coreia.
A ameaça veio estampada em um artigo de um jornal estatal, que comparou o navio a um "animal grosseiro" e afirmou que um ataque seria "um exemplo real para mostrar a força de nossos militares".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que o porta-aviões USS Carl Vinson se deslocasse à região em resposta à crescente tensão sobre os testes nucleares e de mísseis da Coreia do Norte.

Mas como o país consegue pagar por seu sofisticado programa militar?

Exportação e investimento

Em primeiro lugar, são necessárias divisas internacionais. Muitos estão de acordo que a Coreia do Norte fez importantes aquisições de tecnologia no exterior, em certos casos com fins militares.
E, apesar de ser um dos últimos países do mundo a manter uma economia centralmente planificada, ao modo stalinista, Pyongyang ainda consegue desenvolver um setor exportador.
Em sua página na internet, a CIA, a agência de inteligência americana, estima o tamanho da economia norte-coreana em torno de US$ 40 bilhões (R$ 160 bilhões), similar ao PIB de Honduras ou do Estado brasileiro de Goiás.
As exportações da Coreia do Norte somam, por outro lado, US$ 3,834 bilhões (R$ 15 bilhões), o equivalente às vendas externas de Moçambique ou das do minúsculo Estado europeu de San Marino, encravado na Itália.
Entre os produtos destinados ao exterior, estão minério e itens manufaturados, entre eles armamentos e artigos têxteis, além de produtos agrícolas e pesqueiros.

Passando fome

Mas a resposta parece estar na natureza autoritária e centralizada do governo, que destina os escassos recursos do país a fins militares, nem que para isso seus cidadãos passem fome.
O PIB per capita da Coreia do Norte, ajustado pelo seu poder de compra, chega a US$ 1,8 mil (R$ 7,2 mil), fazendo com que o país asiático ocupe a 208ª posição entre 230 nações, nível comparável ao de Ruanda, na África, ou do Haiti, na América Central.
Na década de 1990, o país enfrentou a ameaça de uma escassez generalizada de produtos alimentícios básicos, e sua economia levou um longo tempo para recuperar-se do desastre.
Foi um processo tão traumático que, até 2009, a Coreia do Norte recebeu uma substancial ajuda alimentar da comunidade internacional. Hoje, acredita-se que sua produção agrícola interna tenha melhorado.

Os clientes

E quem são os clientes dos produtos norte-coreanos?
O aliado político mais importante do país é a China, que compra 54% de sua produção. Em um inesperado segundo lugar, vem a Argélia, que é o destino de 30% das vendas do país. E, para a Coreia do Sul, vão 16% de suas exportações.
Apesar da Coreia do Norte e a nação vizinha viverem um dos conflitos militares mais longos de que se tem notícia na história, em curso desde o fim da 2ª Guerra Mundial, os dois países vêm fortalecendo os vínculos econômicos.
Alguns investimentos sul-coreanos se concentram em determinadas partes do país, oferecendo ao governo norte-coreano outra valiosa fonte de divisas.
O núcleo mais importante deles é o complexo industrial de Kaesong, que está diante de um futuro incerto depois de o governo de Seul anunciar a suspensão de sua participação na iniciativa, devido às crescentes tensões políticas entre ambas as nações por conta dos testes nucleares realizados pela Coreia do Norte.
A Coreia do Sul diz não querer que os recursos gerados pela zona industrial sejam usados no programa militar norte-coreano. E as sanções econômicas impostas por vários países, inclusive as mais recentes aplicadas pelo Japão, devem continuar debilitando a economia norte-coreana.
No entanto, enquanto o governo do líder norte-coreano, Kim Jong-un, seguir disposto a impor sacrifícios substanciais a seus habitantes, pode-se esperar que a Coreia do Norte continue a desenvolver seu poderio militar muito além do que seria possível esperar de uma nação com sua frágil condição econômica.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Soldados iraquianos tratados por exposição a armas químicas

Vários soldados iraquianos necessitaram de tratamento médico depois de um ataque com armas químicas do grupo Estado Islâmico (EI) realizado durante o fim de semana, disseram oficiais americanos nesta quarta-feira (19).
No ataque de sábado, o EI lançou algum tipo de agente químico de baixo nível na parte oeste de Mossul, a segunda cidade do país, próximo a assessores militares americanos e australianos, disse o major general Joseph Martin.
"As forças de segurança iraquianas... estavam nas proximidades de um dos ataques. Foram retirados para receber o tratamento médico necessário para se assegurarem que estavam bem", disse Martin, comandante-geral do componente terrestre da coalizão liderada pelos Estados Unidos.
"Ninguém morreu... e a boa notícia é que ninguém foi atingido seriamente" no ataque, disse o general.
O EI lança periodicamente ataques nos quais usa armas químicas, embora tanto o número de vítimas como o impacto sobre as operações militares tenha sido mínimo, enquanto as bombas e disparos extremistas são muito mais letais.
Fonte: AFP

terça-feira, 18 de abril de 2017

Surgem novas imagens do novo caça stealth iraniano

Envolto em muito segredo, o suposto caça stealth iraniano, o F-313 "Qaher", surgiu em novas imagens liberadas pelo Irã. As imagens publicadas mostram o F-313 realizando testes de táxi, onde executa deslocamento pela taxi way em baixa velocidade.

As novas imagens do "Qaher" nos apresentam muitas mudanças em relação ao mock-up apresentado inicialmente pelo Irã. O que demonstra que os iranianos tem realizados intensos esforços para aperfeiçoar a operacionalizar a aeronave.

Vários especialistas que analisaram as imagens levantaram dúvidas sobre a veracidade das capacidades da aeronave, onde através das imagens é possível identificar uma série de pontos no projeto que podem resultar em graves falhas de projeto, limitando ou mesmo inviabilizando a operação desta aeronave. Porém, temos de convir que o F-313 ainda trata-se de um programa em desenvolvimento, e assim como já apresentou sensíveis melhorias em relação ao primeiro mock-up apresentando ao mundo, o mesmo pode se tratar de mais uma fase em seu desenvolvimento, o qual ainda pode sofrer diversas modificações até alcançar o amadurecimento do projeto.

O Irã tem investido muito no desenvolvimento das capacidades de sua industria de defesa, principalmente devido as grandes limitações que o país enfrente no que tange a capacidade de adquirir meios de defesa no exterior, uma vez que o país sofre pesadas sanções e embargos pelos principais desenvolvedores de tecnologia militar, restando ao mesmo investir em seu potencial interno.

Assista ao vídeo clicando aqui

GBN seu canal de informação e notícias


Mistral egípcio com recheio russo???

Uma delegação russa partiu rumo ao Egito para a próxima fase de negociações sobre a instalação de equipamentos de comunicações e controle para os navios da classe Mistral adquiridos pelo Egito após o cancelamento da venda dos mesmos á Rússia pela França.

"As negociações continuam, a delegação russa foi para o Egito discutir com o lado egípcio os parâmetros do acordo e as propostas técnicas disponíveis sobre os equipamentos de comunicações e controle", disse uma fonte do governo russo.

Relatórios anteriores apontam que Moscou e Cairo estavam discutindo a entrega de sistemas de comunicação e controle para os navios de assalto anfíbio da Classe Mistral. Não é descartado que a Rússia possa fornecer aos egípcios os novos helicópteros Kamov Ka-52K, variante modificada para operar a partir do convés de navios como o Mistral do Ka-52 Alligator, variante especialmente desenvolvida para operar no Mistral.

O então chefe de gabinete do Kremlin, Sergei Ivanov, disse em outubro de 2015 que o Egito poderia comprar helicópteros russos e equipamentos no valor de mais de 1 bilhão de dólares para seus novos navios.

Os navios da classe Mistral, que o Egito recebeu, foram inicialmente destinados à Rússia. O Ministério da Defesa russo fechou o acordo de aquisição em 2011, porém, em 2014 Paris cancelou a entrega dos navios a Rússia como resposta a posição de Moscou sobre o conflito na Ucrânia. Em 2015, a Rússia e a França concordaram em cancelar o contrato e logo depois os navios de assalto anfíbio foram comprados pelo Egito.

A aquisição dos dois navios pelo Egito deu ao país considerável poder de projeção e controle marítimo, marcando um novo desenvolvimento no equilíbrio de força na região, onde o Egito ainda prevê a aquisição de novas aeronaves e meios ás suas forças armadas, buscando alcançar uma maior capacidade de defesa frente aos seus vizinhos, alterando de certa maneira a relação de poder na região.


GBN seu canal de informação e notícias
com agências


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Rússia adverte EUA contra ações 'estilo Síria' na Coréia do Norte

A declaração de Mike Pence sobre os Estados Unidos terem esgotado sua "paciência estratégica" em relação a Pyongyang não contribui para resolver a crise, disse Serguéi Lavrov, expressando esperanças de que não haverá repetição do ataque dos EUA contra a Síria na Coréia do Norte.

"Espero que não haja ações unilaterais como a que vimos recentemente na Síria e que os EUA seguirão as políticas que Trump repetidamente declarou durante sua campanha eleitoral", disse o ministro das Relações Exteriores russo, Serguéi Lavrov, sobre a declaração feita pelo vice-presidente dos EUA Mike Pence nesta segunda-feira (17) durante sua visita à Coréia do Sul.

O mundo testemunhou a "força e determinação do presidente Trump nas ações tomadas na Síria e no Afeganistão", de acordo com Pence, que ameaçou a Coréia do Norte a "não testar" essa resolução ou "a força das forças armadas dos Estados Unidos Estados".

O ministro russo das Relações Exteriores alertou para não tomar nenhuma ação militar e enfatizou que os " arriscados empreendimentos nucleares e de mísseis de Pyongyang" que violam as resoluções do ONU não poderiam ser usados ​​como desculpa para violar o direito internacional e a Carta da ONU "da mesma forma" que foi feito na Síria.

O período da política americana antes da escalada atual poderia ser mal descrito como uma "era de paciência estratégica", acrescentou Lavrov.

"Não posso chamar o período da administração Obama de 'era de paciência estratégica', porque os EUA têm severamente limitando as capacidades da Coréia do Norte para desenvolver setores econômicos relacionados com áreas nucleares ou energéticas ", disse Lavrov, referindo-se a iniciativas passadas dos EUA, apoiados pelo Conselho de Segurança da ONU.

As declarações duras não contribuem para a paz e a estabilidade na região, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao comentar a promessa do presidente sul-coreano, Hwang Kyo-ahn, de " implementar medidas punitivas intensivas " contra Pyongyang em caso de " provocações ".

"Nossa posição é bem conhecida e consistente. Apelamos a todos os lados para que evitem quaisquer ações que possam ser percebidas como uma provocação. E defendemos a continuação dos esforços internacionais coordenados nos formatos existentes para resolver o problema da Coréia do Norte ", disse Peskov.

As tensões na península coreana estão atingindo o ponto de ebulição novamente, depois que Pyongyang realizou um teste de mísseis em meio a treinos conjuntos entre a Coréia do Sul e os EUA em março. Em 10 de abril, o USS Carl Vinson fazia parte de um grupo de ataque que se dirigia à península como demonstração de força e demonstrava disposição para "vários cenários".

A Coréia do Norte pediu aos EUA que interrompam sua "histeria militar" e " tomem consciência ", ou enfrentem uma resposta impiedosa se "as provocações continuarem". No sábado, Pyongyang teria conduzido mais um teste de míssil, embora não tenha sido bem-sucedido.

GBN seu canal de informação e notícias
com agências

Assessor de segurança de Trump diz que é momento de conversas duras com a Rússia

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, H. R. McMaster, disse no domingo que é hora de conversas duras com a Rússia sobre seu apoio ao governo da Síria e suas ações "subversivas" na Europa.
Falando no programa "This Week" da ABC News, McMaster disse que o apoio da Rússia ao governo do presidente sírio Bashar al-Assad perpetuou uma guerra civil e criou uma crise que sangrou para o Iraque, países vizinhos e Europa.
"Portanto, o apoio da Rússia a esse tipo de regime horrível, que é parte desse tipo de conflito, é algo que precisa ser posto em questão, assim como as ações subversivas da Rússia na Europa", disse McMaster. "E então eu acho que está na hora, agora, de ter aquelas discussões duras na Rússia."
Os Estados Unidos no início deste mês bombardearam uma base aérea síria em reação ao que Washington disse ser um ataque de gás nervoso pelo governo Assad que matou pelo menos 70 pessoas em território controlado pelos rebeldes.
A Síria nega ter realizado o ataque e a Rússia alertou que os ataques com mísseis de cruzeiro podem ter consequências "extremamente graves". O secretário de Estado Rex Tillerson visitou Moscou na semana passada, à medida que as tensões cresceram.
"Bem, quando as relações estão no ponto mais baixo, não há nenhum lugar para ir, a não ser para cima. Então, acho que a visita do secretário à Rússia foi perfeitamente oportuna", disse McMaster.

Um relatório de inteligência dos EUA de janeiro sobre a interferência da Rússia nas eleições presidenciais americanas de 2016 disse que a Rússia também tem procurado influenciar as eleições em toda a Europa

Fonte: Reuters

Vice dos EUA alerta Coreia do Norte para determinação mostrada em ataques na Síria e no Afeganistão

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, alertou a Coreia do Norte nesta segunda-feira que nem seu país nem a Coreia do Sul irão tolerar novos testes nucleares e de mísseis do regime norte-coreano, e que os ataques na Síria e no Afeganistão mostraram a determinação dos EUA.
Falando um dia após um teste de míssil norte-coreano fracassado e dois dias depois de uma grande exibição de mísseis de Pyongyang, Pence e o presidente interino sul-coreano, Hwang Kyo-ahn, também disseram que irão fortalecer as defesas contra a Coreia do Norte adiantando a instalação do sistema de defesa antimísseis Thaad.
Pence está fazendo sua primeira parada de uma turnê por quatro nações da Ásia concebida para mostrar aos aliados norte-americanos, e lembrar seus adversários, que o governo do presidente Donald Trump não irá dar as costas à região cada vez mais volátil.
Na aparição conjunta, Pence disse que a Coreia do Norte deveria dar atenção às ações e intenções de Trump.
"Só nas últimas duas semanas o mundo testemunhou a força e a determinação de nosso novo presidente em ações realizadas na Síria e no Afeganistão. A Coreia do Norte faria bem de não testar sua determinação ou o poderio das Forças Armadas dos Estados Unidos nesta região", afirmou.
Neste mês a Marinha dos EUA alvejou uma base aérea síria com 59 mísseis Tomahawk. Na quinta-feira, os militares norte-americanos lançaram "a mãe de todas as bombas", o maior artefato não nuclear que já utilizou em combate, contra uma rede de cavernas e túneis usados pelo Estado Islâmico no leste do Afeganistão.
A agência de notícias norte-coreana KCNA publicou nesta segunda-feira uma carta do líder do país, Kim Jong Un, ao presidente sírio, Bashar al-Assad, celebrando o 70º aniversário da independência da Síria.

"Volto a expressar um apoio e uma aliança fortes com o governo sírio e seu povo por seu trabalho de justiça, condenando o ato violento e invasivo recente dos Estados Unidos contra seu país", disse Kim.

Em uma visita à fronteira entre as Coreias realizada mais cedo nesta segunda-feira, Pence reiterou que a "era de paciência estratégica" dos EUA com Pyongyang acabou.
"Todas as opções estão na mesa para conquistar os objetivos e garantir a estabilidade do povo deste país", disse ele aos repórteres.

Fonte: Reuters   

HM-4 do Exército Brasileiro realiza teste bem sucedido de integração ao LINK BR-1

As forças armadas brasileiras deram mais um importante para a integração das suas capacidades para realização de operações conjuntas. No último mês de março o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), promoveu uma série de testes de avaliação, os quais foram executados com êxito, comprovando a possibilidade de inserir os helicópteros HM-4 "Caracal" (H-225) do Exército Brasileiro no Sistema de Comunicação Segura da Força Aérea Brasileira, o Sistema Link BR-1.
“Com o resultado destes testes, a FAB e o EB programam o próximo passo, ou seja, a inclusão de toda a frota de aeronaves HM-4 do EB no sistema Link BR-1”, explica o Chefe da Divisão de Comunicações e Sistema de Informações do COMAE, Comandante de Mar e Guerra Mauro Olivé Ferreira.  “Logo após este processo com o Exército, há coordenações em andamento com a Marinha do Brasil para a integração também de seus vetores, de forma a termos uma completa integração de comunicação segura entre as três Forças nas operações aéreas conjuntas. É o Brasil cada vez mais forte no cumprimento da defesa de sua soberania”, complementa o Comandante.
Os experimentos promovidos por meio da Divisão de Comunicação e Sistema de Informação (DIVCSI) do COMAE foram animadores, pois o Link BR-1, um sistema de Comunicação de Voz e Dados com possibilidade de transmissão criptografada e/ou em salto de frequências (COMSEC COMSEC/TRANSEC), possibilita a comunicação segura entre vetores aéreos e entre estes vetores e Centros de Operações Militares (COPM), por meio de Estações de Solo (DLRS).
Para a avaliação, o Exército Brasileiro enviou à Ala 1, sediada em Brasília (DF), o helicóptero HM-4, matrícula EXB-5006. Após a configuração dos rádios V/UHF da aeronave pela equipe do COMAE com algoritmo e chaves de criptografia, foram realizados testes em solo e em voo, com o apoio de uma aeronave do "Esquadrão Arara" (FAB 2800).
Posteriormente, ocorreu o teste de comunicação segura em voo entre a aeronave 5006 e a Estação Remota de Data Link (DLRS) da Ala 2, sediada em Anápolis, bem como com a aeronave E-99 do esquadrão Guardião.
“Uma vez concluído este processo de inserção, haverá um ganho significativo na integração das Forças em missões de operações aéreas conjuntas, pois haverá a interoperabilidade em comunicação segura, entre os atores envolvidos, vetores e controladores, além da comunicação em claro, já usual”, ressalta o Comandante Olivé.
Este é mais um importante passo rumo a integração entre as forças armadas brasileiras, que nos últimos anos vem cada vez mais integrando suas capacidades de operações conjuntas.

GBN News com informações da Força Aérea Brasileira via Plano brasil

Conhecendo o H225M "Caracal"

Nascido para atender uma requisição da  Armée de l'Air, a Força Aérea Francesa, o "Caracal", que inicialmente recebeu a nomenclatura EC-725, surgiu depois que o  AS 532 A2 Cougar foi reprovado pelas avaliações Armée de l'Air para cumprir com as missões de busca e resgate, além de executar missões C-SAR, após uma bateria de testes entre os anos de 1996 e 1999. A Armée de l'Air exibiu em seu debriefing que a aeronave carecia de motores potentes, e resistência ás condições severas de operação. Tal resposta levou os engenheiros da Eurocopter, hoje Airbus Helicopters, a se debruçarem sobre a prancheta e iniciar um novo projeto, usando como base o AS-532, porém, com muito mais capacidades e tecnologia, assim começa o desenvolvimento do "Caracal". 

A princípio a nova aeronave foi chamada de "Cougar MKII +", recebendo em seu projeto muitas melhorias e aperfeiçoamentos em relação ao A 532 A2, cumprindo e em muitos casos, superando o previsto pelas especificações emitidas pela Armée de l'Air para atender aos seus requisitos operacionais. Contando com uma nova e moderna aviônica, novos equipamentos específicos para atender as missões previstas pelo programa e com um novo conjunto de motorização, a nova aeronave superava o projeto inicial do AS 532 A2, o que levou a equipe de desenvolvimento a mudar sua denominação para EC-725, nascia o "Caracal". 

A nova aeronave teve o desenho do rotor principal aperfeiçoado, agora em material compósito de cinco pás incorporando um novo perfil aerodinâmico que reduziu os níveis de vibração. O novo projeto prevê ser equipado com proteção balística removível, aumentando a proteção dos seus ocupantes e tripulação. O "Caracal" recebeu atenção especial a sua motorização, onde recebeu duas turbinas Turbomeca Makila 1A4 turboshaft montados sobresua cabine, equipados com sistema FADEC independente para cada motor. Essa nova motorização pode receber um sistema anti-gelo, o que permiti á aeronave operar em climas com temperaturas extremamente baixas. O conjunto ainda recebeu uma nova caixa de engrenagens do rotor principal reforçada e um glass-cockpit. O cockpit foi equipado com um moderno sistema de exibição integrado com um mapa digital e Displays ativos de matrix em cristal líquido.

O "Caracal" foi concebido com a capacidade de realizar busca e resgate tanto de dia como de noite, graças a um FLIR, sendo este sistema responsável por permitir que o "Caracal" opere sob condições adversas, seja visual ou por instrumentos.

EC-225 operando off-shore
Após um curto período de desenvolvimento, o novo produto da Eurocopter deixava as pranchetas para ganhar forma e já em 27 de novembro de 2000, o primeiro protótipo do EC-725 "Caracal" alçava voo pela primeira vez em Marignane, realizando extensa avaliação de suas capacidades e envelope de voo e missão, o EC-725 "Caracal" finalmente veio á público pela primeira vez em janeiro de 2001. A nova aeronave concluiu seus testes com sucesso e recebeu uma encomenda inicial para 6 unidades para equipar a Armée de l'Air, onde seria destinado a cumprir missões SAR e C-SAR, sendo este contrato inicial seguido de outro que previa a aquisição de mais 20 aeronaves do tipo, com o primeiro exemplar sendo entregue em fevereiro de 2005.

O EC-725 apresentava ótimas características e potencial para atender também as necessidades de um importante nicho da aviação civil, e tendo em vista esta oportunidade, a Eurocopter desenvolveu em paralelo á versão militar, uma versão destinada ao mercado civil, em especial o promissor mercado offshore, nascia então a variante civil EC-225.

O "Caracal" viria a fazer parte dos programas estratégicos brasileiros em 2008, quando o governo brasileiro fechou um contrato bilionário com a Eurocopter, o qual visava não apenas a aquisição de 50 aeronaves do tipo para equipar as três forças brasileiras, mas um ambicioso programa de produção sob licença, no qual a Helibras, seria a responsável pela produção e o desenvolvimento da versão brasileira do "Caracal".

H225M equipado com Exocet na Marinha do Brasil
Os primeiros exemplares do "Caracal" desembarcaram no Brasil no fim de 2010, com sua produção nacional sendo iniciada em 2012. A versão brasileira do "Caracal" recebeu muitos refinamentos em relação a versão original, sendo integrados ao mesmo diversos sistemas e em um programa conjunto com a MBDA, o "Caracal" teve integrado ao seu leque de armamento o míssil anti navio "Exocet", o que tornou a plataforma um vetor de grande valor para a operação de guerra de superfície na Marinha do Brasil. Tal integração é um marco para a indústria de defesa brasileira, a qual agora produz também este míssil, o qual possui um bem sucedido histórico em combate.

O "Caracal" rapidamente ganhou espaço nas linhas de voo das forças armadas brasileiras, onde tem exibido uma excelente folha de serviços, sendo empregados em diversas situações e cumprido com louvor variados perfis de missão. Tendo em outubro de 2015 superado a marca das 10mil horas voadas com as cores brasileiras! Ano que o "Caracal" também receberia uma nova designação, deixando de ser nomeado EC-725 para passar a ser denominado H-225.

Ao longo dos anos o "Caracal" se tornou um sucesso de exportações, passando a ser operado por diversas nações além do Brasil e da França.

Este ano durante a LAAD 2017, nossa equipe pode conferir um exemplar do H-225 M, apresentado com um par de misseis Exocet integrados ao mesmo, sendo alvo de muitos olhares e visitas por representantes de diversos países que visitaram a feira.

Apesar de algumas criticas, temos que reconhecer que o H-225M "Caracal" é um valoroso vetor que vem a somar as nossas capacidades, tanto na defesa, através de seu emprego por nossas forças armadas, como pela capacitação de nossa indústria de defesa, propiciando á mesma a absorção de importantes tecnologias e conhecimentos que poderão ser empregados na concepção futura de novos programas nacionais de defesa.


Informações Técnicas

Tripulação: 2
Capacidade : 29 soldados ou 5.670 Kg de carga útil

Comprimento: 19,5 m
Altura: 4,6 m
Peso vazio: 5.330 kg
Peso máximo de decolagem : 11.200 kg
Motorização: 2 turbocompressores Turboméca Makila 2A1
Velocidade máxima: 324 km/h
Velocidade de cruzeiro: 285 km/h
Alcance: 1.325 km (823 mi; 715 nmi)
Teto de serviço: 6.095 m
Razão de subida: 7.4 m/s






Por: Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em relações internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica e estratégia e estudioso dos assuntos co-relatos a defesa e estratégia e suas tecnologias.

Fotos: Angelo Nicolaci - GBN News

GBN seu canal de informação e notícias