segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Canal "Arte da Guerra" - "As Forças Armadas que queremos e as que podemos ter"

0 comentários
Nosso parceiro Robinson Farinazzo, lançou um video que é parte de uma série bastante interessante no Canal "Arte da Guerra", onde abre um importante debate que ja esta mais do que na hora de ser tratado com seriedade e profissionalismo. Quanto estamos dispostos a gastar com as Forças Armadas que pretendemos ter ? E o que precisa vir nesse pacote ? Participe deste debate você também! 

Nesta primeira parte é interessante a análise apresentada pelo Cmte Robinson Farinazzo, e lança uma importante base para iniciarmos um debate sério e centrado em dados reais, sem fantasias ou achismos, mas fundamentados em informações reais.

O vídeo vem a complementar a questão abordada recentemente sobre o limite do teto de gastos públicos e as questões orçamentárias de defesa que abordamos aqui no GBN News e você pode conferir clicando aqui.

Vale a pena conferir esse novo trabalho lançado no vídeo: "As Forças Armadas que queremos e as que podemos ter". Assista e se inscreva no canal.

GBN News e Canal "Arte da Guerra - A informação começa aqui
Continue Lendo...

domingo, 21 de janeiro de 2018

Ofensiva turca na Síria - Um panorama do cenário geopolítico pelo GBN News

1 comentários
A Turquia no último sábado (20) lançou uma ofensiva contra o grupo turco que é pela mesma classificado como sendo terrorista, o qual possui um histórico de confrontos ao longo da fronteira entre a Síria e a Turquia, região reivindicada pelo grupo como território curdo. Nosso editor, Angelo Nicolaci, resolveu escrever um panorama a ação turca, uma vez que os curdos tem tido apoio norte americano, o que em parte levou a resposta de Ancara com uma ação militar. Tal cenário possui uma complexidade muito grande e que em parte não tem sido observada, então, acompanhem abaixo a análise feita pelo editor do GBN News acerca dos fatos e uma perspectiva do que pode acontecer em conseqüência da ação turca.

Para entender um pouco sobre a dinâmica que se desenvolve no conflito Sírio, agora com uma ofensiva da Turquia na região de Afrin, é preciso conhecer o histórico daquele enclave, onde desde o inicio do conflito interno sírio, houve uma retirada das forças legitimas do governo sírio daquela, o qual teve de agrupar seu exercito para defender Damasco e o governo diante da grave crise interna que levou a uma guerra civil e ao surgimento de diversos grupos extremistas e de oposição ao governo de Bashar Al Assad. Não é objetivo deste artigo aprofundar no conflito sírio, mas traçar uma análise para entendermos melhor o que esta envolvido na região de Afrin.

A retirada das forças de Assad da região em 2012, deixou um vácuo que logo foi ocupado por grupos curdos que há décadas sonhavam com o controle da região, tornando Afrin e o entorno da fronteira com a Turquia, um dos mais importantes redutos de grupos como PYD e PKK, ambos classificados como terroristas pelo governo de Ancara.

Porém, diante da ascensão da ameaça representada pelo EI e outros grupos extremistas, o foco do conflito foi o combate a estes grupos, temendo-se que o mesmo derruba-se o governo sírio e tomasse o poder naquele país, consolidando a conquista de importantes cidades no Iraque. Esta “guerra ao EI”, foi a oportunidade que os curdos esperavam para obter apoio militar externo, com norte americanos e seus aliados enviando consultores e armamento para equipar os curdos afim de usá-los para dar combate aos extremistas, o que representaria menor custo e desgaste para os EUA e seus aliados, os quais assimilaram algumas lições do Afeganistão.

Grupos curdos receberam preparo e armas para lutar contra o inimigo comum representado pelo EI, e agora com a derrocada do EI, surge uma nova problemática, pois os curdos agora representam ameaça a integridade territorial não só da Síria, mas do Iraque e Turquia, uma vez que os mesmos acreditam que após a derrota do EI e a situação ainda incerta a cerca do território sírio, o qual se vê partilhado entre o governo legítimo de Assad e grupos opositores ao governo, com parte do território em poder do PYD e PKK.

A decisão de Erdogan em lançar uma ofensiva contra os curdos, surgiu após o anúncio norte americano de apoiar os curdos na região de Afrin, prometendo ao mesmo apoio militar e treinamento, o que teve uma resposta imediata de Ancara, desaprovando a política dos EUA para região. Vale ressaltar que o governo dos EUA e a Turquia, apesar de membros da OTAN, atravessam um período complicado em suas relações bilaterais e entre a OTAN e a Turquia, fato agravado pela aproximação de Ancara e Moscou, com um esfriamento entre Ancara e seus aliados na OTAN, com registro de alguns atritos quanto a utilização da Base Aérea de Incirlik pelos aliados europeus e a compra do sistema de defesa aérea russo pela Turquia, contrariando a determinação da OTAN.

Analisando a recente ofensiva contra Afrin, cabe sublinhar que Erdogan alertou quanto a postura de Ancara com relação a ameaça representada pelos curdos do PYD e PKK, alertando quanto a tomada de medidas militares da Turquia contra o apoio norte americano aos inimigos da Turquia. Alguns analistas entenderam que Erdogan não passaria das palavras, outros que haveria uma ação limitada com um bombardeio lançado pela artilharia próxima a fronteira ou mesmo um ataque aéreo, porém, todos se mostraram surpresos quando no último sábado Erdogan contrariando os pedidos e avisos emitidos por Washington contra uma ação militar, lançou uma ofensiva pesada contra posições curdas em Afrin, com uma operação envolvendo intervenção de tropas que cruzaram a fronteira síria invadindo o reduto curdo, com apoio do fogo de artilharia e apoio aéreo com bombardeios.

A medida adotada por Erdogan coloca em cheque a política norte americana adotada na Síria. Onde deu um claro recado a posição norte americana que aponta para uma política de “loteamento” do território sírio liberado por seus aliados na tentativa de implantar novos governos, criando províncias independentes ou mesmo um estado curdo, afim de fragmentar a Síria e o poder do governo legítimo sobre seu território. Há uma preocupante realidade na Síria, onde os player internacionais patrocinam suas próprias milícias de procuração e realizam ataques aéreos em apoio a estes “aliados”, com a intervenção de vários atores regionais, como Irã, Israel, Líbano e principalmente os EUA.

A decisão norte americana de apoiar a criação de uma “força de segurança” curda na fronteira com a Turquia, sem uma prévia consulta a Ancara, importante aliado dos EUA na região e membro da OTAN. O anúncio feito por Washington colocou os EUA em uma sinuca de bico, onde o apoio aos curdos contra a ação turca em Afrin pode significar a quebra de importantes acordos entre os dois aliados signatários da OTAN, e por outro lado a omissão em relação aos seus aliados curdos, mina a confiança nas promessas norte americanas ao grupo.

A Turquia se vale de instrumentos do direito internacional para legitimar sua ação militar no território sírio, se valendo das Resoluções 1624, 2170 e 2178 do Conselho de Segurança da ONU que permitem a realização de operações contra terroristas na Síria, preservando a integridade territorial de seu vizinho.

Outro ponto a ser observado em relação a ofensiva turca no território sírio, é que o governo legítimo da Síria, não aprovou tal ação, e considera a mesma uma grave violação de seu território e soberania, apesar do fato de não possuir controle sobre a região em questão.

Uma coisa é preciso ser tido como fato, a ação turca ira desencadear uma problemática mais complexa no conflito sírio, o qual esta muito longe do fim, apesar das esperanças do seu fim com a derrota do EI, ainda há a fala de coesão e a intervenção estrangeira, com EUA e seus aliados ocupando áreas do território sírio sem aprovação do governo legítimo, uma clara violação de vários acordos e resoluções do direito internacional e a própria Carta das Nações.

Um novo conflito esta para eclodir naquele cenário já caótico em que este especialista não vislumbra uma solução de curto ou médio prazo para a Síria. Onde aponto os atritos entre a Turquia e EUA, EUA – Síria e os interesses russos na região como os fatores que irão em breve levar a uma nova escalada e ao inicio de uma nova fase no conflito que perdura por quase oito anos. A ação militar da Turquia pode isolar Ancara, uma vez que tal medida contraria seu aliado da OTAN, os EUA, além de como já citado acima, a ação foi recebida por Assad como uma violação do território sírio. A Rússia também possui seus interesses na Síria e estabeleceu um pacto com governo sírio, o que pode de certa forma impactar nas relações entre a Turquia e a Rússia, as quais vinham apresentando um grande nível de aproximação, com a compra de sistemas S-400 pela Turquia. Nos resta agora acompanhar o desenvolver dos fatos.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança.


GBN News - A informação começa aqui




Continue Lendo...

Projeto Iceberg, o ambicioso plano da Rússia para avançar na corrida pelos recursos do Ártico

0 comentários
O Ártico, o menor dos cinco oceanos da Terra, é conhecido por abrigar condições extremas afinal, suas águas são congeladas e seus ventos, cortantes.
Mas abaixo da superfície de gelo, que varia de acordo com as estações, a região esconde um tesouro de recursos naturais.
Estima-se que ali haja bilhões de barris de petróleo e trilhões de metros cúbicos de gás natural em reservas ainda a serem descobertas.
E uma superpotência luta para ser a primeira a explorá-las: a Rússia.
Décadas depois do colapso da União Soviética, Moscou embarcou em uma missão para perfurar o fundo do mar do Ártico, enviando uma frota de robôs e embarcações não tripuladas ao local.
Agora, depois de anos de perfuração na área, planeja usar uma tecnologia nunca antes vista para dar o próximo passo.
Bem-vindos ao Projeto Iceberg: um ambicioso plano para a utilização de tecnologia avançada em condições extremas.

Corrida antiga

A corrida pelos preciosos recursos do Ártico não é nova. As reservas de gás e petróleo estão cercadas por países poderosos - Rússia, Dinamarca, Noruega, Estados Unidos e Canadá disputam um pedaço desse tesouro.

A própria Rússia vem perfurando a região há décadas. Em agosto de 2007, enviou minissubmarinos ao Polo Norte, a 4,2 mil metros de profundidade, para colocar uma bandeira de titânio no fundo do mar e advogar para si o território.
Agora, a comunidade global observa o país tentar expandir seu controle e sua influência sobre as águas do Ártico.
Da mesma forma que extrair petróleo do Mar do Norte era considerado um desafio de engenharia nos anos 70, o Ártico apresenta inúmeros obstáculos. Com profundidades que chegam a até 5 mil metros e em grande medida coberto de gelo, o oceano é provavelmente o local mais difícil do mundo para fazer perfurações.
Mas jamais se tentou algo na linha do Projeto Iceberg.
A Fundação para Estudos Avançados da Rússia planeja "o desenvolvimento de campos de hidrocarbonetos com total autonomia sob a água, sob o gelo, nos mares do Ártico com condições severas de gelo".
Em outras palavras: robôs submarinos para buscar petróleo.
Mas há quem sugira que as metas propostas pelo Projeto Iceberg não são realistas e que poderiam ser uma cortina de fumaça para o desenvolvimento de sistemas militares sob o gelo.

Supersubmarinos e usinas nucleares debaixo d'água

A peça-chave é o "Belgorod", o maior submarino nuclear já construído - são 182 metros de comprimento.
A embarcação vai realizar análises submarinas e colocar cabos de comunicação sob o gelo, mas sua principal função será servir de "navio-mãe" para uma frota de submarinos menores.
"O Belgorod é uma plataforma para o desenvolvimento de vários sistemas, incluindo aqueles que ainda não existem", diz Vadim Kozyulin, analista de defesa do PIR Centre, um think tank focado em assuntos ligados à segurança e sediado em Moscou.
Esse é o motivo por trás do tamanho gigantesco do submarino: a embarcação acaba de ganhar uma nova estrutura de 30 metros, com instalações de ancoragem para submarinos tripulados e não tripulados.
Talvez o plano mais ambicioso do Projeto Iceberg seja o de que as primeiras usinas de energia nuclear funcionem como paradas para outros submarinos.
Essas estações de energia subaquáticas serão instaladas no fundo do mar e vão funcionar como pontos de recarga para a passagem de submarinos não tripulados.
O projeto atual consiste em um reator de 24 megawatts com uma vida útil de 25 anos. Cada um funcionará quase que inteiramente de forma autônoma, recebendo a visita de técnicos uma vez por ano para manutenção de rotina.
Mas a Rússia possui um histórico ruim em relação à segurança nuclear no mar, tendo perdido sete submarinos nucleares desde 1961, alguns deles por problemas de reator - os acidentes envolvendo navios operados pela antiga União Soviética representam 14 dos desastres nucleares mais graves ocorridos no mar.
Em determinada ocasião, um submarino inteiro foi exposto a altos níveis de radiação, enquanto outro sofreu uma perda de refrigeração e uma fusão parcial do reator. Um desses acidentes foi dramatizado no filme americano K-19: The Widowmaker (2002).
A empresa de energia russa, a Nikiet, argumenta que a ausência de operadores vai melhorar a segurança. Isso significa menos riscos de erros humanos, como o que causou o desastre de Chernobyl.
Uma das teorias que explica a causa do maior desastre nuclear da história é de que os operadores desligaram muitos dos sistemas de proteção do reator violando diretrizes técnicas.
"Acredito que grande parte da tecnologia nuclear proposta aqui está amadurecida e bem compreendida", diz William Nuttall, professor de energia da Open University, no Reino Unido.
Eugene Shwageraus, do Centro de Energia Nuclear da Universidade de Cambridge, também no Reino Unido, diz que, mesmo não tripulado, o reator poderia ser supervisionado à distância. Neste sentido, segundo ele, seria semelhante a muitos reatores modernos que exigem pouco envolvimento do operador no dia a dia.
"Os reatores de hoje já são bastante 'autônomos', produzindo energia 24 horas por dia e durante sete dias por semana com operadores apenas observando as leituras dos instrumentos", afirma.
Os reatores subaquáticos estão em estágio avançado de desenvolvimento, e o objetivo é que o primeiro entre em operação até 2020.

O fator robô

Embora haja seres humanos envolvidos nesse aspecto do projeto, muitas outras operações de rotina serão realizadas apenas por robôs.
Os "cavalos de batalha" serão submarinos não tripulados em águas profundas ou veículos subaquáticos autônomos (AUVs).
Harpsichord-2R-PM AUV
Os AUVs são atualmente usados em pequenos números por muitos países, e geralmente controlados de perto por operadores, em vez de circularem livremente. A Rússia já esteve em desvantagem nessa área, mas parece ter se recuperado.
O Harpsichord-2R-PM AUV foi desenvolvido para o Iceberg e pretende ser o precursor de uma família de diferentes veículos subaquáticos. Essa embarcação de duas toneladas, de 6 metros de comprimento (20 pés) no formato de um torpedo está sendo testada no Mar Negro, mas também vem sendo usada para ajudar a recuperar destroços de aeronaves.
Em 2009, um desses AUVs localizou um avião da Marinha da Rússia que caiu durante um voo teste, deixando 11 mortos.
A queda aconteceu no mar de Sakhalin, uma ilha russa perto do Japão, mas a busca por seus destroços foi dificultada pelo gelo e pelo clima adverso. A capacidade da AUV de operar sozinha embaixo d'água permitiu recuperar as caixas-pretas, necessárias para ajudar a determinar as causas do acidente.
Mas, apesar de sua função de monitoramento subaquático, os AUVs nunca foram usados para perfurar o fundo do mar.
Igor Vilnit, responsável pelo Escritório de Desenho Central para Engenharia Marítima Rubin, a maior empresa de design de submarinos da Rússia, afirma que o objetivo é ter um perfurador AUV em operação nos próximos cinco anos.
No entanto, em meio à perfuração e à exploração subaquática, há questões maiores que se estendem para além das tensões políticas.
A mudança climática está acelerando o derretimento das calotas do Ártico - e isso representa uma série de desafios para os povos locais, bem como para a vida selvagem. Um exemplo são os ursos polares.
Mas à medida que as temperaturas mais altas derretem a cobertura de gelo do Ártico, deixando a região mais acessível à ação humana, o aquecimento global também pode agravar a turbulência política na região.

Fortalecimento militar

Em uma entrevista a jornalistas em março do ano passado, o vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Rogozin, disse que o desenvolvimento do Ártico ajudaria a fortalecer as relações com os países vizinhos. Segundo ele, a região deveria ser um "território de paz e cooperação".
Mas sua declaração não é consistente com outras atividades russas na área.
Cerca de 50 ex-bases militares soviéticas foram recentemente reativadas. O Exército russo incorporou novas brigadas para o Ártico, chegando, inclusive, a exibir veículos especiais militares para operações polares na parada militar do ano passado.
A frota marinha da Rússia também vai ganhar seu próprio navio quebra-gelo de última geração, assim como navios-patrulha adaptados às condições locais, essencialmente mini-quebra-gelos armados com mísseis.
O Projeto Iceberg avança em meio às sanções impostas pelos países do Ocidente contra a Rússia por causa da anexação da península da Crimeia. As sanções restringem o acesso que companhias russas de gás e petróleo têm à tecnologia e à ajuda financeira necessárias para desenvolver poços no Ártico.
Apesar disso, a Rússia decidiu prosseguir sozinha. No início do ano passado, o país iniciou uma complexa operação de perfuração de uma península remota na extremidade do Mar de Laptev. O objetivo era alcançar reservas de petróleo a 15 mil metros de profundidade sob o oceano congelado.
Mas Kozyulin permanece cético quanto à cadeia de estações de carregamento de energia nuclear planejadas segundo as diretrizes do projeto. Segundo ele, essas estações são "muito fantasiosas". Ele se pergunta por que, sendo essa operação supostamente comercial, companhias de petróleo russas como a Gazprom não estão envolvidas.
Isso leva a crer, argumenta o especialista, que a verdadeira proposta do projeto é militar. Os reatores subaquáticos poderiam ser usados, por exemplo, para prover energia a um sistema de monitoramento marítimo planejado pela Rússia, conhecido como Harmony, que detecta e rastreia submarinos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Em paralelo, a Rússia está solicitando a expansão de seu território submarino no Ártico junto à Comissão dos Limites da Plataforma Continental da ONU. Tal reivindicação vai de encontro à de outros países, incluindo o Canadá, diz Stephen Blank, especialista em Rússia do think tank americano American Foreign Policy Council. A Rússia foi bem-sucedida com alguns de seus pedidos no ano passado.

"A Comissão concedeu à Rússia o direito a extensos territórios no Mar de Okhotsk (no Pacífico Ocidental) em 2013", pondera. "Moscou rapidamente o converteu em um bastião naval exclusivo. Isso provavelmente servirá como um precedente em relação ao Ártico", acrescenta.
Blank diz acreditar que o aumento do efetivo militar na região se deve aos temores de que outros países cheguem primeiro aos recursos energéticos do Ártico.
"Não me surpreenderia se eles também tivessem mantido algum tipo de projeto secreto em águas profundas por algum tempo", afirma o especialista.
É difícil dizer se o plano russo de explorar gás e petróleo no Ártico é realista, ou se a Rússia simplesmente quer proteger o território para que possa explorá-lo em algum momento no futuro.
O que ninguém deve duvidar é da determinação de Moscou de ser pioneiro em se beneficiar da região.

Fonte:BBC Brasil
Continue Lendo...

Starlite - Qual a fórmula do material que resiste a explosão nuclear?

0 comentários
Uma invenção revolucionária que poderia deixar o mundo mais seguro. Assim foi definido o starlite, material resistente ao fogo e altas temperaturas, cuja fórmula é desconhecida.
O material foi criado pelo britânico Maurice Ward, um ex-cabeleireiro apaixonado por ciência, que deu os primeiros passos para concepção da invenção em meados dos anos 1980.
Tudo começou após uma tentativa mal sucedida de Ward de produzir capôs de plástico para a empresa Citröen. As peças foram trituradas e depositadas em uma lata de lixo até 1985, quando um avião pegou fogo após a decolagem, em Manchester, na Inglaterra, matando dezenas de pessoas.
O acidente chamou a atenção de Ward, que se propôs a criar um material capaz de resistir a altas temperaturas.

À prova de maçarico

Ward começou a fazer experimentos misturando e fundindo o material que tinha sido descartado como sucata. Testou diferentes fórmulas e foi descartando as que não davam certo.
Assim, obteve um material que, ao ser aquecido com um maçarico, resistiu a uma temperatura de 2.500 °C. E, o que é ainda mais impressionante, se manteve frio ao toque.
Em 1990, a invenção chegou à televisão. No programa da BBC Tomorrow's World, o apresentador Peter McCann colocou um ovo coberto com starlite sob a chama de um maçarico.
O material não emitiu nenhuma fumaça tóxica, e o ovo tampouco cozinhou - ao ser quebrado, estava cru. Isso ocorreu porque o starlite isolou o ovo do calor do fogo.
Outros testes mais sofisticados e rigorosos confirmaram o potencial da invenção.
O Departamento de Armas Atômicas do Reino Unido revestiu um ovo e o submeteu a uma simulação de radiações nucleares, com uma temperatura equivalente a 10.000 °C. Os resultados foram impressionantes. Enquanto muitos materiais evaporam ao passar de 2.000 °C, o starlite se manteve intacto.

Interesse crescente

Em 1991, uma amostra do material foi submetida a um ataque atômico, em uma área de testes nucleares, no Novo México, nos Estados Unidos. Outro teste, realizado no Reino Unido, mostra que o starlite resistiu a uma força equivalente a 75 bombas de Hiroshima.
Os resultados despertaram o interesse da Nasa, agência espacial americana, e de empresas como a British Aeroespace e Boeing. Mas nenhuma negociação para comercializar a fórmula rendeu frutos.
Relatos da época indicam que Ward impunha condições excessivas para negociar o starlite, o inventor queria, por exemplo, manter 51% da propriedade.
Além disso, exigia que quem quisesse se tornar seu sócio assinasse um acordo se comprometendo a não plagiar a fórmula, nem tentar descobri-la a partir do exame do material e seus componentes.
Desta forma, Ward morreu em 2011 sem ter comercializado ou patenteado sua descoberta.
Na época, ele dizia que, além dele, um membro de sua família conhecia a fórmula do startlite.
Até hoje, a identidade desta pessoa é desconhecida - mas não são poucas as empresas que o procuram.

Fonte: BBC Brasil
Continue Lendo...

Turquia emprega cerca de 32 aeronaves em ofensiva contra curdos

0 comentários
Caças bombardeiros turcos destruíram quase quarenta e cinco alvos do PYD e PKK como parte da Operação "Olive Branch" na região de Afrin na Síria, informou o secretário geral turco em um comunicado.
O comunicado disse que os objetivos destruídos incluem abrigos, depósitos de munições e armas pertencentes ao grupo terrorista.
Um total de 32 aeronaves participaram da operação, retornando às suas bases com segurança, acrescentou.

GBN News- A informação começa aqui
Com agências
Continue Lendo...

Turquia lança ofensiva contra curdos em Afrin na Síria

0 comentários
A Turquia lançou uma ofensiva contra posições do PKK na cidade de Afrin, reduto do grupo curdo classificado como terrorista por Ancara. Após os preparativos realizados ao longo da semana, no último sábado (20) as tropas turcas iniciaram a ofensiva as 17hrs, o avanço por terra foi apoiado por aeronaves que decolaram de Incirlik para lançar uma onda de ataques contra posições do grupo curdo apoiado pelos EUA nas proximidades da fronteira Síria.

Os grupos terroristas do PKK e YPG, ocupam uma região estratégica entre a Síria e a Turquia, o que levou Ancara a determinar uma ofensiva na região síria após o anúncio do apoio militar dos EUA ao grupo, onde Washington se comprometeu em treinar as forças de oposição ao governo legítimo da Síria, o SDF e o YPG, sendo ligadas ao PYD e ao grupo terrorista curdo PKK. A operação "Olive Branch" envolve o desdobramento de tropas apoiadas pela artilharia que lança bombardeios as posições terroristas, somado a artilharia caças F-16 lançam ataques contra posições curdas.

Em pouco tempo as tropas turcas tem avançado sem oposição no território sírio, recebendo apoio do Exército Livre da Síria (FSA). Na Base Aérea de Incirlik, uma intensa movimentação de aeronaves de carga tem sido registrado, com várias aeronaves F-16 em alerta.

Os EUA reagiram á ação turca, com a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, pedindo a Turquia que não prossiga na ofensiva contra Afrin.  O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson assegurou que os EUA não tinham intenção de construir uma força de fronteira, dizendo que a questão foi mal interpretada por Ancara.

A ofensiva que esta em andamento esta amparada legalmente no Direito Internacional, onde a Turquia lança mão sobre o direito de autodefesa  respeito à integridade territorial da Síria, em acordo com disposto na Carta das Nações e decisões do Conselho de Segurança da ONU.

Até agora, os ataque lançados pela ofensiva "Olive Branch" atingiram 153 alvos, que foram usados ​​como refúgios, esconderijos e depósitos de munição pelas organizações terroristas PKK / KCK / PYD-YPG e Estado Islâmico, segundo informações do Estado-Maior turco em um comunicado a imprensa.

Três foguetes foram disparados pelos curdos contra o território turco, o atque atingiu o distrito de Reyhanli, na província do sul de Hatay, não foram registradas vítimas fatais. O ataque corrobora para decisão turca de lançar a ofensiva contra os terroristas curdos, os quais se encontram em posição estratégica favorável para lançar ataques aos territórios da Turquia.
As montanhas turcas e iraquianas precisam ser liberadas de terroristas, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, neste domingo (21).
Mevlut Cavusoglu
Falando em uma entrevista coletiva com seu homólogo iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, na capital de Bagdá, Cavusoglu disse que é importante que o Iraque atinja o grupo terrorista EI.
"Mas é igualmente importante eliminar todos os grupos terroristas do Iraque", afirmou.
"EI, PKK, YPG, KCK, PJAK são todos grupos terroristas diferentes, mas com a mesma ideologia. Eles querem dividir o Iraque, a Síria, a Turquia e o Irã".
Cavusoglu disse que como a operação "Olive Branch"  em curso, a Turquia eliminará terroristas na cidade de Afrin na Síria, "também precisam ser neutralizados nas montanhas iraquianas e turcas".
O ministro das Relações Exteriores disse que a Turquia dará ao Iraque "todo o apoio necessário" para eliminar os redutos do PYD / PKK.
Afrin tem sido um grande reduto do PYD / PKK desde julho de 2012, quando o regime de Assad na Síria deixou a cidade nas mãos do grupo terrorista sem lutar.
As cidades turcas de Kilis e Hatay, próximas da fronteira com a Síria, estão dentro do alcance do grupo PYD / PKK em Afrin, que fica no topo de uma colina. O grupo terrorista também usou montanhas de Amanos para penetrar na Turquia.

GBN News - A informação começa aqui
com agências turcas e árabes
Continue Lendo...

O futuro do Brasil e suas Forças Armadas.

0 comentários
Ao que tudo indica, a penúria orçamentária que enfrentam as Forças Armadas brasileiras, não terá fim tão breve, se levarmos em conta as imitações do orçamento impostas pelo teto de gastos públicos até 2037.

A miopia do governo federal é muito preocupante, o que pode afetar seriamente os programas estratégicos fundamentais a manutenção das capacidades operativas de nossas “armas”. Tal incapacidade de gerir as necessidades fundamentais ao reaparelhamento de nossas Forças Armadas, pode  levá-las  a obsolescência e a perda de importantes capacidades.

É preocupante ver a inércia do governo em restabelecer as rédeas sobre a economia e implementar um plano de reestruturação orçamentária, no qual não tenhamos a perda substancial nos recursos vitais as Forças Armadas, Educação e Saúde.

O Brasil tem tudo para se tornar um grande player internacional nos mais diversos campos, seja econômico, industrial, tecnológico ou político, porém, nos falta  consciência de nossas capacidades e a devida administração dos recursos que possuímos para definir um rumo ascendente.

Recentemente, a Marinha do Brasil e o Ministério da Defesa em uma ação coordenada com outros órgãos públicos e o BNDES, tiveram de arquitetar uma manobra para conseguir alavancar o programa de obtenção por construção das corvetas “Classe Tamandaré”, sem a qual seria inviável prosseguir rumo a construção de quatro novos “navios de escolta” com as limitações impostas pelo “Teto de Gastos Públicos”.

Tal “estrangulamento” do orçamento, trás a tona um grave problema que vem se arrastando por décadas, a obsolescência de nossos meios militares. Hoje se formos avaliar as necessidades de Exército, Marinha e Força Aérea, iremos nos deparar com dados extremamente preocupantes, onde grande parte do inventário se apresenta próximo ao fim de seu ciclo operacional ou exibe claro estado de obsolescência. A política adotada há décadas e os recorrentes cortes no orçamento de defesa, inviabiliza qualquer aspiração de obtermos Forças Armadas atualizadas e plenamente capazes de cumprir com suas atribuições, nos colocando em patamar muito inferior as potências militares como França, Reino Unido, Alemanha e Itália por exemplo, onde cabe ressaltar a imensa diferença no tamanho territorial que possuímos.

É preciso uma revisão de nossas prioridades, pois não basta adotar apenas soluções limitadas, temos de buscar uma ampla mudança da forma de ver a importância de nossa indústria de defesa e a manutenção das capacidades e renovação dos meios operativos de nossas FA’s. Temos que atentar para os fatores econômicos que agregam ganhos á nossa economia direta e indiretamente, bem como a capacitação tecnológica que transcende o campo de defesa e beneficia a industria como um todo, abrindo novos mercados e estimulando o desenvolvimento econômico e a exploração de novos nichos do mercado.

O Novo Regime Fiscal representado pelo teto de gastos públicos pelos próximos 20 anos, promulgado pelo Congresso em dezembro de 2016, entrando em vigor de 2017 á 2037, representa um revés ao crescimento nacional. Onde pelas novas regras o governo não pode gastar mais do que o gasto do ano anterior corrigido pela inflação do IPCA (índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Esta mais do que na hora de uma ampla e profunda reforma política e econômica, a qual deveria abranger a limitação dos gastos públicos com parlamentares e demais representantes do governo, que também limita-se os desperdícios do judiciário. Temos recursos suficientes para manter um país capaz e impulsionar uma revolução nos campos econômicos e sociais, mas é preciso uma mudança muito profunda na estrutura governamental brasileira, e cá entre nós, isso é algo que dificilmente se tornaria realidade, pois temos pessoas que ocupam importantes posições no governo e aparato estatal, que não possuem o menor comprometimento com nossa nação.

As reformas da previdência não cumpriram seu objetivo, pelo contrário, atingiram quem deveria obter um melhor amparo, enquanto uma determinada categoria manteve privilégios e mordomias as quais poderiam ser revistas sem representar perdas reais a estas categorias, o que daria um enorme fôlego a previdência sem impactar na base de nossa economia, o cidadão assalariado.

Um país forte nasce do princípio de uma educação de qualidade, de uma base industrial capaz e o investimento de recursos em tecnologias, sendo o campo de defesa um importante canal para o desenvolvimento.


Voltando as necessidades de defesa, as tecnologias brasileiras permanecerão "aquém" das necessidades de nossas forças diante dos desafios que os cenários apresentam, tanto internamente como externo. Para ilustrar isso, basta ver a defasagem que se apresenta no controle de nossas divisas, por onde entram todos os dias milhares de armas e toneladas de narcóticos que alimentam a violência no país, levando em muitas ocasiões ao colapso da segurança pública em diversos estados, reflexo da falta de investimento em defesa e segurança, resultando em repetidas operações GLO que trazem mais desgaste e prejuízos do que soluções.


Esta mais do que clara a nossa deficiência crônica, resultante da má administração dos recursos públicos nos mais diversos escalões do governo, o qual esta infectado pela corrupção.Nos faltam recursos tecnológicos e verba para operar com o pouco que possuímos.

Neste ano de 2018 é preciso que haja consciência na hora de definir quem irá ocupar as cadeiras no legislativo e o Planalto, porém, é difícil acreditar numa plena conscientização do eleitor, uma vez que o mesmo esta alienado as questões políticas, com muitos desconhecendo as atribuições de cada representante eleito, ou que sequer conhece seus direitos e deveres como cidadão brasileiro. É hora de acordar, tirar os antolhos e deixar de ser manipulado pela grande mídia e buscar conhecimento, afinal, o governo de um país é o claro reflexo do seu povo.

GBN News - A informação começa aqui
Continue Lendo...

sábado, 20 de janeiro de 2018

Corveta Tamandaré - Marinha do Brasil avança para nova fase do programa

0 comentários
Nesta última sexta-feira (19), a Marinha do Brasil encerou mais uma fase do programa de obtenção por construção das Corvetas “Classe Tamandaré”, seguindo o cronograma previsto. Segundo informações fornecidas pelo Centro de Comunicação da Marinha do Brasil, a Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), em coordenação com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), encerraram nesta sexta-feira, 19 de janeiro, a fase de entrega da Solicitação de Propostas (“Request For Proposal” - RFP).

A lista de empresas habilitadas a participar no programa apresenta diversas industrias consagradas no setor e outras pouco conhecidas, mas em todos os casos atendem aos requisitos rigorosos da Marinha do Brasil. Tendo sido definida a lista que nos foi enviada contendo os nomes das empresas habilitadas a participar no programa nas três categorias estabelecidas, sendo 20 empresas disputando o contrato como “Main Contractor”, 6 Estaleiros nacionais e 19 empresas nacionais:

1 - Empresas candidatas à “Main Contractor” - BAE Systems do Brasil Ltda; Chalkis Shipyards S.A.; China Shipbuilding & Offshore International Co.; China Shipbuilding Trading Co. Ltd; Damen Schelde Naval Shipbuilding B.V; DCNS do Brasil Serviços Navais Ltda; Easter Shipbuilding Group INC; Ficantieri S.p.A; Goa Shipyard Limited; Navantia S.A.; Posco Daewoo do Brasil Intermediação de Negócios Ltda; Rosoboronexport; SAAB Kockums; Singapore Technologies Marine Ltd; STM - Savunma Teknolojileri Mühendislik Ve Ticaret A.S; TAIS - Turkish Associates International Shipyards; Thyssenkrupp Marine Systems GmbH; Ukrinmash; Wuhu Shipyard CO., Ltd. e; Zentech do Brasil Serviços Técnicos Ltda

2 -  Estaleiros Privados Nacionais - Estaleiro Ilha S/A; Enseada Indústria Naval S.A; Estaleiro Rio Maguari S.A; Mc Laren Estaleiros e Serviços Marítimos S.A; Oceana Estaleiro S.A e; Rio Nave Serviços Navais Ltda.

3 - Demais empresas estabelecidas no País - ABS - American Bureau of Shipping; Akaer Engenharia S/A; Andrade Gutierrez Engenharia S.A; Atech - Negócios em Tecnologia S.A; .Consub Defesa e Tecnologia S.A; Defensea Consultoria em Defesa e Atividades Marítimas Ltda.; Embraer S.A; EBSE - Empresa Brasileira de Solda Elétrica; Fundação Ezute; L-3 Brasil Importação, Exportação e Comércio Ltda; Mec Pro Marine Ereli; Omnsys Engenharia Ltda; Optronbras Segurança e Defesa Eletrônica Óptica Ltda; PACS - Planejamento, Assessoria, Consultoria e Sistemas S.A; Rafa Latino Representação Comercial e marketing Ltda; Rockwell Collins do Brasil Ltda; Rohde & Schwarz do Brasil Ltda; Safran Eletrônica e Defesa Brasil Ltda e; SIMTECH Representações Ltda.

Foto: Roberto Caiafa
Agora se inicia uma nova etapa do programa de aquisição que é tido como o mais importante no setor de defesa e da Marinha do Brasil. As próximas etapas do processo estão detalhadas no cronograma abaixo, o qual já havia sido divulgado aqui no GBN News em nossa cobertura do anúncio do RFP para as Corvetas “Classe Tamandaré”, e vocês podem conferir a reportagem clicando aqui, nosso parceiro Canal “Arte da Guerra”, também produziu um vídeo muito bom sobre a “Classe Tamandaré”, um trabalho de qualidade de nosso amigo, Cmte Robinson Farinazzo, você também pode conferir clicando aqui.

Próximas Fases
PERÍODO
Período de Recebimento de Esclarecimentos
 22/01/2018 a 13/04/2018
Prazo Final de Respostas
    02/05/2018
Limite para Recebimento das Propostas
    18/05/2018
Divulgação da "Short list"
    27/07/2018
Divulgação da Melhor Oferta
      28/09/2018

GBN News - A informação começa aqui
com Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil
Continue Lendo...
 

GBN News - GeoPolítica Brasil Copyright © 2012 Template Designed by BTDesigner · Powered by Blogger