quarta-feira, 21 de junho de 2017

F-16 da OTAN tenta interceptar aeronave de ministro da defesa russo e Su-27 intervem

Um caça F-16 da OTAN tentou se aproximar da aeronave que transportava o ministro da Defesa russo sobre águas neutras do Mar Báltico. A aeronave foi interceptada por um caça Su-27 russo que acompanhava a aeronave do ministro.
A aeronave do ministro russo rumava para cidade de Kaliningrado, onde o ministro da Defesa Sergey Shoigu terá uma reunião para discutir questões de segurança com funcionários da defesa nesta quarta-feira (21).
Enquanto o caça F-16 da OTAN tentou se aproximar da aeronave russa, um caça Su-27 entrou no seu caminho e mostrou as asas, aparentemente mostrando seu armamento. O F-16 então se afastou da comitiva russa.

Os encontros entre aeronaves da OTAN e russas tem se intensificado, o que pode a qualquer momento resultar em um grave incidente diante das tensões que aumentam na região.

Na ultima segunda feira (19) uma aeronave RC-135 dos EUA que voava proximo a fronteira russa fez uma manobra "provocativa" contra um Su-27 que o havia interceptado .

GBN seu canal de informação e noticias
com agencias

Analise da resultante do abate do SU-22 na Síria

As tensões entre a Russia e EUA aumentaram significativamente no cenário geopolítico da Síria, apos o abate de uma aeronave do governo sírio por um caça norte americano. O abate do SU-22 representou uma mudança nas relações entre russos e americanos, algo que terá consequências imprevisíveis no futuro do conflito sírio, o qual já dava sinais de estar chegando próximo a uma resolução.
O lado norte americano justifica o abate como sendo uma resposta ao suposto bombardeio lançado contra seus aliados em Raqqa, ressaltando que os EUA apoiam a oposição síria, grupo responsável pelo principio do conflito sírio em 2011, que resultou na desestabilização do pais e na consequente entrada de grupos terroristas como o EI e outros grupos menores no conflito. Diante do abate da aeronave do governo legitimo da Síria, a Russia prontamente deu seu recado, alertando para o ato de "agressão" contra as forças do governo sírio, a qual não sera tolerada e a partir deste acontecimento foi suspensa a linha vermelha entre o comando russo e a coalizão dos EUA e seus aliados na Síria. A Russia ainda deixou claro que ira interceptar qualquer aeronave da coalizão que voe a oeste do Rio Eufrates, determinando assim uma zona de exclusão aérea.
Um dos reflexos do abate da aeronave síria foi a retirada da Austrália das operações de combate da síria, a qual tomou a decisão apos a Rússia informar que irá tratar aeronaves da coalizão voando a oeste do rio Eufrates, na Síria, como alvos em potencial para seus sistemas de mísseis e aeronaves militares.
A Rússia deixou clara a mudança em sua postura militar no domingo, algo que Damasco disse ter sido o primeiro incidente do tipo desde o início do conflito no país, em 2011.

O abate do SU-22 pode ser o ponto de virada na relação entre as duas grandes potencias na síria, sendo como fator chave para o aumento nas tensões os interesses de ambas potencias no conflito, onde as forças apoiadas pela Rússia e as forças apoiadas pelos Estados Unidos podem levar ao embate direto entre as duas nações afim de proteger seus aliados e interesses na região, lembrando que no ultimo mês fora registrado mais de três ataques realizados por forças da coalizão a tropas do governo legitimo sírio, sendo uma clara violação dos acordos estabelecidos entre a Russia e os EUA e seus aliados.
Sobre o pretexto de apoiar o combate ao EI em solo sírio, os EUA tem aumentado significativamente seu apoio militar a oposição síria e grupos ligados a este. Diferente do caso Líbio, a Russia não ira permitir que os EUA e seus aliados transformem a Síria em mais um estado falido e sem governo afim de atender aos intentos de sua politica externa obtusa e conflitante, que tem resultado em mais problemas que soluções, haja visto o caso iraquiano e líbio.
Apesar de não haver interesse de ambas as partes de se confrontarem diretamente, ha o risco de isso ocorrer no futuro próximo, principalmente se for dada continuidade aos ataques contra as forças do governo legitimo da Síria.
Os EUA não possuem forças regulares em solo sírio, porem ha relatos da presença de forças especiais operando em conjunto com os rebeldes sírios, sendo este talvez o principal motivo pelo qual os EUA abateram o caça sírio.
A Russia tem se mostrado muito paciente diante das ações dos EUA e sua coalizão, porem ha de se ter em mente que a paciência um dia acaba, e nesse momento podemos assistir ao inicio de um conflito de maiores proporções no qual as consequências seria incalculáveis .

Por: Angelo Nicolaci - Jornalista e editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio, leste europeu e Russia, dominando assuntos correlatos a defesa e estrategia global e suas tecnologias.

GBN seu canal de informação e noticias

terça-feira, 20 de junho de 2017

A China será o primeiro país sem dinheiro?

A rotina dos trabalhadores de lojas e escritórios de Shenzhen, polo de tecnologia no sul da China, é a mesma há décadas. Antes de subir para o escritório, eles param numa das dezenas de barraquinhas de rua e compram uma embalagem de plástico com um punhado de noodles, o macarrão chinês, e legumes, carnes e ovos. Tudo com muito shoyu. É o café da manhã e o almoço do dia a dia. A novidade ocorre na hora de pagar.
Equilibrada embaixo de uma cesta de ovos, há uma folhinha com um QR code do estabelecimento (veja no canto inferior esquerdo da foto acima). Basta apontar a câmera do celular para o código e o pagamento está feito. Quase ninguém usa dinheiro, e o comerciante faz cara feia para quem o obriga a parar de servir para contar notas e moedas.
 cena se repete em outros lugares. O vendedor de melancias, poucos metros à frente, também prefere receber o pagamento digital. As bicicletas de aluguel espalhadas pela cidade só são liberadas pelo celular, por 50 centavos a hora. Adolescentes não recebem mais mesada dos pais, mas depósitos em seus aplicativos. Até garçons têm o próprio QR code pendurado no avental para receber gorjetas. A China, país que inventou o papel-moeda há 15 séculos, caminha a passos firmes para ser o primeiro a aposentá-lo.
As compras sem dinheiro já representam 60% do total no país. Em mercados maduros, como o do Reino Unido, o índice também é alto (55%), mas o que chama a atenção na China é o fato de o país estar pulando do dinheiro físico para os meios digitais sem passar pelo cartão de crédito ou de débito. Em 2016, por exemplo, o volume de pagamentos feitos com o smartphone chegou a 5,5 trilhões de dólares.
A mudança é impulsionada por um aumento de 31% no PIB per capita, para 6 500 dólares, e de 30% na taxa de uso da internet, para 50 em cada 100 chineses, nos últimos sete anos. Além disso, os smartphones são relativamente baratos. Um aparelho de ponta de fabricantes locais, como Oppo, Huawei e Xiaomi, custa pouco mais de 500 reais.
“Os jovens chineses não tiveram computador e pularam para o celular. Também não tiveram cartão de crédito e foram direto para os pagamentos digitais. Quando eles passaram a ter acesso à tecnologia, mergulharam de cabeça”, diz In Hsieh, presidente da China-Brasil Internet Promotion Agency e ex-diretor da Xiaomi no Brasil.
A pouca popularidade do cartão de crédito e os entraves na regulação ajudam a explicar o tamanho do fosso nos pagamentos digitais entre a China e outros grandes mercados. Segundo a empresa de pesquisas Forrester, os pagamentos móveis nos Estados Unidos chegaram a 112 bilhões de dólares em 2016, ou 2% do tamanho do mercado chinês, o que também revela certa resistência por parte dos americanos a usar o smartphone no lugar do cartão para fazer compras.
Duas companhias chinesas, sozinhas, responderam por 3 trilhões de dólares em transações em 2016: a varejista online Alibaba, dona do serviço de pagamentos Alipay, e a empresa de tecnologia Tencent, dona do aplicativo WeChat (conhecido como Weixin na China). Cinco anos atrás, o volume de transações feitas pelas duas empresas não chegava a 100 bilhões de dólares. A velocidade de crescimento se explica por uma corrida frenética entre elas.
Alibaba e Tencent foram criadas com meses de diferença, entre o fim de 1998 e o início de 1999. Seus dois fundadores são as maiores estrelas do mercado de tecnologia chinês. De um lado está Jack Ma, ex-professor de inglês que levou o Alibaba à Bolsa de Valores de Nova York e hoje tem uma fortuna de 28,3 bilhões de dólares; de outro, Ma Huateng, fundador da Tencent, dono de uma fortuna de 24,9 bilhões de dólares e à frente da quinta companhia de tecnologia mais valiosa do planeta, atrás apenas de Apple, Alphabet (dona do Google), Microsoft e Amazon. O valor de mercado da Tencent alcança impressionantes 331 bilhões de dólares.
O Alibaba chegou antes ao mercado de pagamentos. A empresa começou com o Taobao, uma versão chinesa do site de comércio eletrônico eBay. Em 2004, Ma lançou o Alipay, um clone do serviço de pagamentos PayPal, para dar suporte à sua loja online. Em 2009, o Alipay ganhou um aplicativo para celular, o que permitiu fazer pagamentos também no varejo tradicional com um simples toque na tela. Já a Tencent começou com o QQ, uma plataforma de mensagens que chegou a 1 bilhão de usuários.
Em 2011, lançou o WeChat, um aplicativo que combina as funções do WhatsApp com as do Facebook e ainda permite comprar passagens aéreas, localizar um restaurante, encontrar um namorado, agendar uma consulta médica, checar a qualidade do ar, entre outras funções. Todos os meses, 889 milhões de pessoas utilizam o app.
O serviço que mais cresce é o WeChat Pay, lançado em 2013 como uma carteira virtual dentro do aplicativo. A entrada do WeChat no mercado de pagamentos foi chamada pelo concorrente Jack Ma de um “ataque de Pearl Harbor” ao Alipay.
O sistema Alibaba ainda é líder na China com 54% de participação nas compras digitais, tanto em lojas online quanto físicas. Cada um dos 450 milhões de usuários do Alipay gasta, em média, 2 921 dólares por ano usando o serviço.
Durante o Dia do Solteiro, em novembro, principal data do varejo chinês, 1 bilhão de dólares foram gastos pelos usuários do Alipay em um único dia. Já o WeChat Pay tem 37% do mercado chinês, mas vem ganhando terreno. O valor gasto por usuário em 2016 ficou em 1 526 dólares, um aumento de 168% em um ano.
A Tencent, dona do WeChat, cresce porque tem uma dominância invejável da audiência móvel na China — 55% do tempo que os chineses passam no celular são gastos em algum dos aplicativos da empresa (QQ, WeChat e outros). Como está sempre aberto na palma da mão de seus usuários, o WeChat Pay acaba sendo a ferramenta mais rápida para fazer um pagamento no mundo real — em lojas, restaurantes e barracas de rua. Um estudo feito pela consultoria McKinsey no ano passado revela que 31% de todos os usuários do WeChat fizeram compras no aplicativo, o dobro de 2015.

Novas frentes

A entrada da Tencent no mercado de pagamentos, área dominada pelo Alipay, acirrou a competição. O Alibaba pretende investir 150 milhões de dólares nos próximos três anos para incentivar o varejo tradicional a aceitar pagamentos via Alipay. Nas grandes cidades, é comum ver comerciantes que aceitam pagamento pelas duas plataformas, mas, no interior, há milhares de endereços sem o serviço.
Como a competição é ferrenha, as duas companhias investem também em novas frentes. O WeChat tem um serviço para presentear amigos com dinheiro — um costume milenar no país. A tradição manda que o presente seja entregue dentro de um envelope vermelho, e o WeChat criou uma versão digital.
No Ano-Novo chinês de 2016, foram 46 bilhões de transações. Já o Alibaba está investindo em serviços financeiros via Alipay. Os clientes podem fazer pequenos investimentos e poupanças dentro do aplicativo. No ano passado, 152 milhões de pessoas investiram 117 bilhões de dólares por meio do serviço. A empresa ainda emprestou 107 bilhões de dólares para 4 milhões de micro e pequenas empresas.
Outra frente de expansão tem se mostrado muito mais complicada: levar os aplicativos para fora da China. Os usuários podem usar o WeChat Pay e o Alipay em Hong Kong e na Tailândia. A Tencent também fechou uma parceria na África do Sul e outra nos Estados Unidos para atender basicamente os turistas chineses.
As duas companhias fizeram ainda investimentos em empresas de pagamento indianas. Não vai ser fácil. “Para ter sucesso, o Alipay e o WeChat Pay terão de se adequar à regulação local e superar a desconfiança dos usuários. São os mesmos desafios que as empresas estrangeiras enfrentam quando entram na China”, diz Zennon Kapron, diretor da consultoria especializada em tecnologia Kapronasia, com base em Xangai.
“Nossa prioridade é a China, onde ainda há muita coisa a ser feita”, diz um diretor da Tencent enquanto mostra, em um enorme mapa projetado no hall da sede da empresa, onde estão os 889 milhões de usuários do WeChat — 689 milhões deles chineses. As luzinhas se aglomeram na costa do país e ficam mais escassas no interior. Para o WeChat e o Alibaba, trazer as outras centenas de milhões de consumidores chineses para o século 21 é uma oportunidade bilionária sem igual.

Fonte: Exame

Por que combates aéreos mortais como o ocorrido na Síria são tão raros

O abate de um caça sírio pelos Estados Unidos está sendo anunciado como a primeira morte no ar causada por uma aeronave americana tripulada desde 1999.
O ataque ocorreu no domingo (18), após tropas sírias bombardearem combatentes apoiados pelos EUA no norte do país. A coalizão de curdos e árabes apoiada pelos EUA tenta expulsar militantes do grupo autodenominado Estado Islâmico de Raqqa, capital do "califado" proclamado pelos extremistas em 2014.
Apesar dos blockbusters de Hollywood mostrarem batalhas aéreas com frequência, elas quase desapareceram dos confrontos modernos.
No século 20, pilotos habilidosos que acumulavam mortes no ar costumavam ser chamados de áses.
Os EUA consideram como ás um piloto com pelo menos cinco mortes confirmadas no currículo, mas nenhum piloto em serviço detém o título nos dias de hoje.

A lição das guerras do Golfo

Um relatório publicado pelo Centro de Avaliação Estratégica e Orçamental (CSBA, na sigla em inglês) em 2015 identificou apenas 59 mortes desse tipo desde a década de 1990, a maioria na Primeira Guerra do Golfo.
Naquele mesmo ano, o abate de um avião Su-24 russo pela Turquia na fronteira da Síria provocou uma disputa diplomática internacional.
"A era do combate aéreo está em grande parte acabada", diz Justin Bronk, pesquisador do Royal United Services Institute, instituto britânico especializado em força aérea de combate.
"Após o índice de mortes alcançado pela Força Aérea e pela Marinha dos EUA durante a Primeira Guerra do Golfo, é muito raro que regimes sob ataque dos EUA e seus aliados enviem combatentes para defesa, já que eles sabem como vai acabar."
F/A-18EDireito de imagemEPA
Image captionF/A-18E, aeronave que, segundo o governo americano, teria abatido o jato sírio
Naquela guerra, no início de 1991, o Iraque perdeu 33 aviões para as forças da coalizão no combate aéreo. Em contrapartida, seus aviões derrubaram apenas um F-18, de acordo com o banco de dados da CSBA.
Essa lição levou muitos países a abandonarem a concorrência com os Estados Unidos.
"Mesmo nos últimos estágios da Primeira Guerra do Golfo, muitos pilotos iraquianos optaram por pilotar suas aeronaves em direção ao Irã para escapar de conflitos, decisão nada fácil logo após a brutal guerra Irã-Iraque", diz Bronk.
Durante a Segunda Guerra do Golfo, em vez de enviar combatentes, Saddam Hussein "manteve a maior parte da sua força aérea restante enterrada no subsolo para escapar da destruição".
Além disso, quando a ONU interveio na Líbia em 2011 para ajudar a rebelião contra o ditador Muamar Khadafi, a força aérea do país não fez nada para defender seu espaço aéreo.

Por que os EUA são tão dominantes?

O primeiro combate aéreo durante a Primeira Guerra Mundial envolveu alinhamento com o avião inimigo e tiros de metralhadoras de aeronaves movidas a hélice.
Apesar dos avanços tecnológicos, o princípio básico manteve-se o mesmo durante meio século.
Mas na era moderna, o olho humano foi rapidamente substituído.
De 1965 a 1969, as armas representaram 65% das mortes em combates aéreos, segundo o CSBA.
Entre 1990 e 2002, elas foram responsáveis por apenas 5% das mortes - com o resto sendo realizado por algum tipo de míssil.
"O combate aéreo moderno é quase inteiramente decidido pela percepção situacional (de radares e outros sensores) e tecnologia de mísseis", diz Bronk. "Todas as mortes aéreas recentes ocorreram entre caças rápidos e foram unilaterais, rápidas."
A maioria das mortes nas últimas duas décadas aconteceu após ataques a aviões inimigos que estavam muito longe para serem vistos a olho nu - o que significa que a tecnologia geralmente supera a habilidade do piloto.
Isso dá aos EUA uma clara vantagem.
O país gasta mais em tecnologia militar do que qualquer outra nação, tem mais porta-aviões e usa navios especiais com sensores para ajudar sua frota aérea.
Diante de tal perspectiva, muitas forças aéreas escolhem não lutar contra um país tecnologicamente superior - e direcionam seus aviões para patrulhas ou ataques contra alvos terrestres.

Fonte: BBC Brasil

Governo comete deslize e revela nome de agente da CIA no Brasil

A equipe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão responsável pela área de inteligência do governo federal, revelou a identidade de um agente da CIA, o serviço secreto norte-americano.
No dia 9 de junho, a agenda pública do ministro-chefe do GSI, o general Sérgio Etchegoyen, registrou um encontro entre ele e Duyane Norman, “Chefe do Posto da CIA em Brasília“.
O deslize do governo de Michel Temer foi revelado nesta segunda-feira (19) por João Augusto de Castro Neves, diretor para América Latina da consultoria Eurasia Group.
Em sua conta no Linkedin, rede social corporativa, o cargo de Norman consta apenas como “political officer” no Departamento de Estado Americano.
Em nota, a assessoria de imprensa do GSI informou a EXAME.com que a autoridade americana realizou uma visita de cortesia ao ministro do GSI por estar retornando aos Estados Unidos após o término de sua missão no Brasil. Veja a íntegra da nota:
“1. A Agenda do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional é um dos instrumentos da Transparência Ativa prevista na Lei Nr 12.527, de 18 Nov 11, Lei de Acesso à Informação, e está disponível no site do GSI. Por dentro do assunto: Os impactos da Lei de Acesso à Informação 
2. Ressalta-se, ainda, que nas audiências são registrados os nomes e os cargos das autoridades, observando-se, sem exceção, o Princípio da Publicidade previsto no Art 37 da Constituição da República Federativa do Brasil;
3. Por fim, registramos que a autoridade americana realizou uma visita de cortesia ao Ministro do GSI por estar retornando aos EUA após o término de sua missão no Brasil”

Fonte Exame

Russos interceptam duas aeronaves RC-135 dos EUA e tensão aumenta no Báltico

Caças Su-27 interceptaram consecutivamente duas aeronaves de reconhecimento RC-135 dos EUA sobre o Báltico, em uma delas houve provocação da aeronave americana, informou nesta terça-feira (20) o Ministério da Defesa da Rússia.

"Em 19 de junho, o controle do espaço aéreo russo identificou sobre as águas neutras do Mar Báltico, um alvo aéreo rumando para a fronteira russa. Uma aeronave Su-27 da unidade de alerta de defesa aérea do Báltico foi enviado para interceptar o alvo. O avião russo identificou-o como uma aeronave de reconhecimento RC-135 dos EUA. Ao ser escoltado, o RC-135 tentou chegar ao avião de combate russo fazendo uma aproximação provocativa ", disse o ministério.

"O piloto russo ofereceu uma reação à manobra do RC-135, após o fato continuou acompanhando a aeronave de reconhecimento dos EUA até que ele mudou sua rota da fronteira russa", disse o ministério.

Ao longo da semana passada, os aviões de reconhecimento dos EUA e da OTAN realizaram mais de 15 vôos sobre o Mar Báltico na proximidade exata da fronteira russa, disse o ministro e enfatizou que os caças russos voam sobre as águas neutras do Mar Báltico em estrita conformidade Com regras internacionais.

De acordo com relatos anteriores na mídia ocidental, um avião de combate russo Su-27 se aproximou de um avião de reconhecimento dos EUA no mar Báltico a uma distância de menos de dois metros. O Pentágono disse que era uma manobra provocativa.

"Quanto à alegada natureza" provocativa "do vôo, gostaríamos de salientar que dez minutos depois, outro avião RC-135 entrou nesta zona para ser também interceptado pela Rússia", acrescentou o Ministério da Defesa da Rússia.

Os encontros entre aeronaves de reconhecimento dos EUA e caças russos tem aumentando significativamente, o que eleva a tensão na região, remontando os tempos da "Guerra Fria".


GBN seu canal de informação e noticias
com agencias

Austrália suspende ataques aéreos na Síria depois de EUA abaterem caça sírio

A Austrália informou nesta terça-feira (20) que suspendeu os ataques aéreos na Síria depois de os Estados Unidos derrubarem um caça militar sírio e da ameaça subsequente da Rússia contra aeronaves da coalizão liderada por Washington.
A Rússia disse na segunda-feira que irá tratar aeronaves da coalizão voando a oeste do rio Eufrates, na Síria, como alvos em potencial e rastreá-las com sistemas de mísseis e aeronaves militares, mas não chegou a dizer que irá abatê-las.
"Como medida de precaução, as operações de ataque da Força de Defesa da Austrália (ADF) na Síria foram interrompidas temporariamente", disse o Departamento de Defesa australiano em um comunicado.
A Rússia deixou claro que está mudando sua postura militar em reação à derrubada do caça militar sírio no domingo, algo que Damasco disse ter sido o primeiro incidente do tipo desde o início do conflito no país, em 2011.
"O pessoal da ADF está monitorando atentamente a situação aérea na Síria, e uma decisão sobre a retomada das operações aéreas da ADF na Síria será tomada no devido momento", disse o Departamento de Defesa, acrescentando que suas operações no Iraque como parte da coalizão irão continuar.

"A proteção da Força de Defesa da Austrália é revisada regularmente em resposta a uma série de ameaças em potencial", disse.

Fonte: Reuters

Canadair cai durante combate a incêndio em Portugal

Uma aeronave envolvida nas operações de combate ao enorme incêndio que devasta o centro de Portugal pode ter caído segundo informações da mídia local. Apesar dos relatos, as autoridades não confirmam o fato. Segundo os relatos não oficiais, a aeronave Canadair teria caído entre Picha e Ouzenda.
Os serviços de emergência continuam o combate aos incêndios que começaram no sábado (17) e até o momento deixaram 64 mortos e mais de 154 feridos.

Existem 17 aviões e quatro helicópteros envolvidos nas operações contra o incêndio, contando também com aeronaves e equipes enviadas pela Espanha.

As elevadas temperaturas e os fortes ventos fizeram que o incêndio avançasse nesta terça na direção da cidade de Góis, onde a situação é considerada preocupante.

As aldeias Velha, de Candosa e de Carvalhal do Sapo precisaram ser evacuadas por precaução, mas alguns moradores se recusaram a deixar suas casas, de acordo com o “Diário de Notícias”. As autoridades também retiraram 56 pessoas de um lar de idosos em Cabreira.

Nesta manhã, colunas de fumaça foram observadas nas colinas próximas de Pedrógão Grande e alguns focos de incêndio ainda estavam ativos. O Diário de Notícias diz que 70% do fogo já está dominado, mas os 30% restante ainda preocupam as autoridades.

GBN seu canal de informação e noticias
com agencias

Aumenta tensão na Siria - EUA e Irã fazem demonstrações de poder e caça sírio e abatido por EUA

Os Estados Unidos e o Irã mostraram suas forças militares de maneira sem precedentes na Síria para impedir ataques contra seus aliados e interesses, com a Rússia alertando Washington nesta segunda-feira (19) de que irá tratar quaisquer aviões da coalizão liderada pelos EUA como possíveis alvos após o Exército norte-americano derrubar um caça sírio.
Tensões aumentaram no domingo (18), uma vez que os norte-americanos derrubaram um caça próximo a Raqqa apos este realizar bombardeio perto de forças aliadas aos EUA no solo, o Irã por sua vez lançou mísseis contra alvos do Estado Islâmico no leste da Síria. Foi a primeira vez que estes "atores" realizaram estes tipos de ação na guerra da Síria.
Embora tenha sido contra o Estado Islâmico, o ataque aéreo iraniano também foi uma exibição de poder militar na Síria identificada como uma grande prioridade por Damasco e seus aliados, e seguiu uma briga recente com Washington sobre uma seção da fronteira entre Síria e Iraque.
Um comandante pró-Damasco disse ter sido “uma mensagem” para todos os lados na guerra e que pode ser repetida, comentando que Teerã e Washington estabeleceram “linhas vermelhas” no domingo (18).
A Rússia, que assim como o Irã é uma aliada do presidente Bashar al-Assad, emitiu um alerta aos Estados Unidos em resposta à derrubada do caça sírio, dizendo nesta segunda-feira (19) que irá ver como alvos quaisquer aviões voando a oeste do rio Eufrates, embora não tenha falado que irá derrubá-los.
As tensões refletem a competição crescente por áreas da Síria onde insurgentes do Estado Islâmico estão em retirada, deixando faixas de territórios vazias e levantando a pergunta sobre o que será feito a seguir na política dos EUA que é moldada em primeiro lugar pela prioridade de derrotar os jihadistas.
Os Estados Unidos informaram que o avião militar sírio derrubado no domingo lançou bombas próximo aos combatentes das Forças Democráticas Sírias (SDF), uma aliança de combatentes curdos e árabes apoiada pelos EUA que luta para capturar a cidade de Raqqa do Estado Islâmico.

O Ministério da Defesa da Rússia respondeu nesta segunda-feira suspendendo cooperação com os Estados Unidos com objetivo de evitar incidentes aéreos sobre a Síria, onde a força área russa está realizando bombardeios em apoio a campanhas de Assad contra rebeldes e o Estado Islâmico.
O Exército sírio informou que o caça derrubado estava voando em missão contra o Estado Islâmico.
As SDF, no entanto, acusaram nesta segunda-feira o governo sírio de atacar suas posições usando aviões, artilharia e tanques. “Caso o regime continue atacando nossas posições na província de Raqqa, seremos forçados a retaliar”, disse o porta-voz das SDF Talal Silo.
O governo sírio marchou neste mês do oeste para a província de Raqqa, mas evitou conflito com as SDF, apoiadas pelos EUA, até o mais recente incidente.

Fonte: Reuters

Gripen NG - Um programa que ganha os céus

Apos um curto período apos seu roll out, o Gripen NG ganhou os céus pela primeira vez no ultimo dia 15 de junho, confirmando a competência da equipe da SAAB no desenvolvimento de seu novo caça, o qual ira guarnecer os céus brasileiros em breve, apos ter sido consagrado vencedor na disputa pelo contrato brasileiro para compra de 36 aeronaves inicialmente e que pode chegar a mais de uma centena de aeronaves.

O programa que tem tido participação brasileira, antes mesmo de Brasilia definir a escolha do caça sueco, apresenta um grande ganho em termos tecnológicos ao Brasil, seja diretamente nas linhas de voo da Força Aérea Brasileira, que contara com uma das mais modernas aeronaves disponíveis no mercado mundial, e com certeza a mais capaz nos céus da América Latina.

Apesar de muitas criticas quanto as características e capacidades do novo caça que ira proteger os céus brasileiros, o caça sueco apresenta uma formidável aviônica, tendo capacidades impares, sendo considerada uma aeronave no estado da arte, e apesar de não contar com tecnologia stealth, apresenta um baixo RCS, alem de contar com meios eletrônicos e sofisticados softwares que não deixam nada a dever aos caças ditos de 5ª Geração como o norte americano F-35.

Os custos de operação do Gripen E/F segundo os gráficos ate então apresentados, estão de acordo com as capacidades orçamentarias e a realidade brasileira, o que representa um importante fator, pois de nada adianta ter um bom caça e não haver recursos para opera-lo. 

A SAAB vem cumprindo todo cronograma no desenvolvimento do Gripen E/F, e o caça que era de "papel" finalmente deixou as pranchetas e ganhou os céus para afirmar o compromisso sueco e a acertada escolha brasileira em apostar no Gripen NG para atender ao seu programa F-X, o que dará não apenas ao Brasil um caça moderno, mas capacidade tecnológica através da transferência de tecnologia envolvida no contrato de aquisição, o que em alguns anos deve nos render bons frutos, como foi visto com o programa que resultou no AMX e capacitou a industria brasileira de forma a mesma hoje ter se consolidado como uma das grandes industrias aeronáuticas do mundo, estando atras apenas das gigantes Boeing e Airbus.


GBN seu canal de informação e noticias



Atrasos no PROSUB?


Recentemente uma grande mídia especializada publicou uma matéria na qual apontava atrasos e interrupções no programa de submarinos brasileiros devido aos ajustes fiscais e pressões impostas por fatores políticos e econômicos, porem, a Marinha do Brasil veio desmentir tais informações, esclarecendo que não houve qualquer alteração no cronograma ou mesmo atrasos no repasse dos recursos para o andamento do PROSUB ao longo do programa.

A Marinha do Brasil ainda através da nota que foi emitida a imprensa especializada, deixou claro que o programa segue a risca o cronograma, sendo assim no ano de 2018 devera ser recebido o primeiro S-BR, o "Riachuelo", seguido pelos demais submarinos entre os anos de 2020 e 2022, com o SN-BR, o primeiro submarino nuclear brasileiro, entrando em operação em 2027.


Apesar das grandes limitações orçamentarias a Marinha do Brasil tem mantido o andamento do PROSUB dentro do cronograma, apresentando grande capacidade gerencial e compromisso. Aguardamos ansiosos para no próximo ano acompanhar a cerimonia de entrega do "Riachuelo".



GBN seu canal de informação e noticias

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Putin diz que a Rússia deve responder ao acúmulo de potencial militar de outros países

O acúmulo de potencial militar da Rússia é a reação de Moscou às mudanças externas, disse o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em uma reunião com agências de notícias do mundo nesta quinta-feira (1).

"Quanto ao acúmulo de nossos potenciais militares no Extremo Oriente russo e nas ilhas Kurilas em particular, esta não é uma iniciativa da Rússia, como na Europa", disse Putin.

"As bases da OTAN estão se aproximando de nossas fronteiras ocidentais e a infraestrutura está se aproximando, os incidentes estão aumentando e nós simplesmente temos que ficar passivamente assistindo a isso? Não, essa não será nossa postura e estamos respondendo em conformidade. O mesmo ocorre no Oriente ", disse o presidente russo.

A Rússia vê o último desenvolvimento do sistema anti-mísseis dos EUA na Coréia do Sul como um desafio e não o deixará sem uma resposta, disse o presidente da Rússia, Vladimir Putin, explicando o acumulo militar da Rússia na região.

"Esta questão é uma grande preocupação para nós e temos constantemente expressado isso por décadas. Isso perturba o equilíbrio estratégico no mundo " , sublinhou Putin ao falar com a imprensa à margem do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo nesta quinta-feira (1). "Mas o mundo está em silêncio e ninguém nos escuta".

"Eles têm implantado seu sistema anti-mísseis no Alasca e agora na Coréia do Sul. Temos que olhar isso impotentemente e fazer o mesmo na Europa Oriental? Claro que não. Nós daremos nossa resposta a esse desafio", acrescentou .

Putin disse que a Rússia não acredita nas garantias ocidentais de que o sistema anti-mísseis não é dirigido contra a Rússia e está trabalhando em maneiras de contrariá-lo. Ele disse que é de fato parte de uma corrida de armamentista.

O presidente russo disse que os EUA costumavam justificar a implantação de sistemas do tipo na Europa por conta de uma ameaça percebida pelo Irã, mas o acordo nuclear com Teerã não alterou sua implantação. Então ele considera a justificativa da implantação na Ásia-Pacífico e a ameaça da Coreia do Norte igualmente duvidosa.

"Não se trata da Coreia do Norte. Se amanhã, a Coréia do Norte declara que está parando os testes nucleares e cancelando seu programa de mísseis, os EUA continuarão construindo seu sistema anti-mísseis sob novo pretexto ou mesmo sem um" , disse ele.
Na última década a Rússia tem investido pesado no reaparelhamento de sua forças armadas, realizando a aquisição de diversos meios aéreos, navais e terrestres, além de modernizar sua capacidade de dissuasão nuclear. 

A Síria tem servido como um excelente campo de provas para estudo, desenvolvimento e avaliação de armamentos modernos e aperfeiçoamento de táticas e tecnologias de emprego militar.

Grande parte do esforço russo em modernizar e aumentar suas capacidades militares, esta diretamente ligada ao aumento da presença de forças da OTAN em suas fronteiras e zonas de interesse, algo que tem elevado a tensão entre ambos, ocasionando no expressivo aumento de incidentes envolvendo aeronaves e navios de ambos os lados, algo que remonta em parte as tensões vividas na "extinta" Guerra Fria, o que nos leva a crer que a tendência é o aumento nos incidentes e no distanciamento entre os estados europeus e a Rússia.


GBN seu canal de informação e notícias