sexta-feira, 19 de maio de 2017

Terremoto político volta a paralisar o país

O Brasil volta a viver, um ano depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, a mesma sensação de paralisia diante de um cenário de alta instabilidade política. O presidente da República, Michel Temer (PMDB), afastou categoricamente a possibilidade de renunciar,o que significa que a crise pode se arrastar por semanas ou meses caso a Câmara abra processo de impeachment. Isso inviabiliza, na prática, qualquer votação do Congresso, como a reforma da Previdência.
Na noite desta quinta-feira (18), a avaliação do presidente era de que os áudios divulgados com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), em que ele conversa por mais de meia hora com Joesley Mendonça Batista, presidente do conselho de administração da empresa JBS, não são comprometedores. A expressão usada pelo próprio presidente em conversas com jornalistas e aliados próximos foi "a montanha pariu um rato".
A revelação do áudio foi feita pelo jornal O Globo, na noite de terça-feira. A informação era de que o empresário relatava estar pagando o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha para manter seu silêncio e obteria o aval de Temer. "Tem que manter isso, viu!", diz o presidente.

O áudio
Joesley gravou a conversa com a anuência do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, pois os executivos da JBS fizeram acordos de delação premiada. Não se tratou, portanto, de gravação "clandestina", como afirmara o presidente em seu pronunciamento oficial na tarde desta quinta-feira.
O empresário foi ao encontro do presidente em março deste ano, tarde da noite, no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, mas onde Temer preferiu continuar morando após assumir definitivamente a Presidência. Nos cumprimentos, demonstram intimidade. No diálogo, ele fala para Temer que gostou do "esquema" para que possam se encontrar. Acerta que, quando precisar tratar de algo urgente com o presidente, podem usar o mesmo método. "Meia noite, onze da noite, eu venho aqui, meia horinha. Funciona super bem." E, na despedida, reitera: "Gostei desse método." O encontro não consta na agenda do presidente.
No trecho em que fala de Eduardo Cunha, Joesley é explícito sobre pagamento de propina. "Zerei tudo, liquidei tudo, e ele foi em cima, ele veio, cobrou, tal e tal." Termina dizendo que "está de bem com Eduardo", e então Temer aquiesce: "Tem que manter isso, viu". O empresário continua: "Todo mês".
Outro trecho comprometedor, talvez mais grave ainda que o caso de Cunha, é a parte em que Joesley conta que está "enrolado na Justiça, mas segurando as pontas". Ele relata, então, que ainda não tem denúncia formal e sinaliza que tem acordo com um juiz, "de um lado do juiz, dá uma segurada, do outro lado o juiz substituto". "Está segurando os dois?", pergunta Temer. Mais adiante, Joesley diz que conseguiu colocar um procurador de confiança na força-tarefa do Ministério Público para lhe passar informações.
Temer age com naturalidade. O presidente da República não tomou providências ao tomar conhecimento das ações de Joesley para afetar as investigações. Em nota, ele disse que não acreditou na veracidade das declarações de Joesley, que estava sob investigação.

Crise tucana
O desfecho da crise é imprevisível e dependerá de vários fatores. Dois são cruciais: a manutenção de apoio político a Temer, em especial por parte do PSDB, e a reação da sociedade. Havia especulações de que os ministros do PSDB entregariam o cargo. A delação de Joesley atingiu o coração do partido, tirando do cargo, por determinação do STF, o presidente da sigla, senador Aécio Neves. Ele logo se afastou também do comando do PSDB e foi substituído pelo senador Tasso Jereissati (CE). O ministro das Cidades, Bruno Araújo, chegou a anunciar a entrega do cargo, mas recuou. O partido está dividido.
O grande temor do PSDB é que a crise desemboque na convocação de eleições diretas, o que pode minar as chances do partido de voltar ao poder. Aécio é carta fora do baralho, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, apresentou um desempenho sofrível nas últimas pesquisas eleitorais, além de também ter sido citado na Operação Lava Jato. O partido, nos bastidores, tenta acertar uma sucessão de Temer por eleição indireta.
O PPS e o PSB estão desembarcando do governo. Oficialmente, porém, apenas Roberto Freire oficializou o pedido de demissão e deixou o Ministério da Cultura.

Protestos
Nesta quinta-feira, manifestações foram organizadas em pontos simbólicos das principais capitais, com pedidos de renúncia e convocação de eleições diretas. A adesão, no entanto, ainda foi pequena e não é suficiente para elevar a pressão para que o presidente volte a considerar a possibilidade de se afastar. O teste será no próximo domingo, quando estão marcadas manifestações, tanto de grupos que foram favoráveis ao impeachment de Dilma quanto das frentes que têm ligação com partidos de esquerda e movimentos sociais.
"É um momento extremamente delicado e extremamente grave", afirmou o cientista político José Álvaro Moisés, diretor científico do Núcleo de Pesquisas de Políticas Públicas da USP. "É um terremoto que está atacando os principais partidos brasileiros, o PT, o PSDB e o PMDB." Segundo ele, se ficar caracterizado que o presidente se associou a um ato de obstrução de Justiça, "aí o governo acabou".
O país está "pegando fogo", diz Andréa Marcondes de Freitas, professora de ciência política da Unicamp e pesquisadora do Cebrap. A adesão da população a protestos, até o momento, foi espontânea, mas a tendência é que a participação aumente em atos organizados. A professora prega que é preciso ter cautela. Ainda que o governo sustente que o áudio não deixa caracterizado um ato de obstrução à Justiça, Freitas pondera que o estrago está feito. "Do ponto de visto dos eleitores, importa pouco o conteúdo dos áudios. O que foi falado, já foi falado, e é isso que vai ter influência no número de pessoas que vão estar nas ruas nos próximos dias. Isso obviamente dificulta a manutenção do governo. De toda forma, essas coisas precisam de algum tempo e cautela."
A pressão popular pode abrir caminho para a votação de um impeachment, caso Temer se recuse a renunciar. Já foram protocolados, até a noite desta quinta-feira, cinco pedidos.

Fonte: Deutsche Welle

Canadá ameaça cancelar compra de Super Hornet


O governo canadense ameaçou cancelar a compra dos 18 caças F/A-18 Super Hornet na última quinta (18), sendo uma resposta as investigações antidumping do Departamento de Comércio dos EUA contra a fabricante de aviões canadense Bombardier. 

A chanceler canadense Chrystia Freeland emitiu a ameaça em resposta a queixa da Boeing contra a Bombardier. 

"O Canadá está analisando as aquisições atuais relacionadas à Boeing", disse Freeland. 

A Boeing argumentou na quinta-feira (18), que deveriam ser impostas obrigações à nova aeronave de passageiros C-Series da Bombardier, insistindo que a mesma recebe subsídios do governo canadense que lhe dão vantagem no mercado internacional. 

Freeland disse que a petição da Boeing é "claramente destinada a bloquear a entrada no mercado americano da nova aeronave da Bombardier". Ela disse que o governo discorda fortemente da decisão do Departamento de Comércio de iniciar as investigações antidumping e de direitos compensatórios. 



A ameaça vem em meio a crescentes disputas comerciais entre o Canadá e os EUA e no mesmo dia o governo Trump formalmente disse ao Congresso que pretende renegociar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte. 

A Boeing pediu ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos e à Comissão de Comércio Internacional dos EUA que investigassem os subsídios dados à aeronave C-Series da Bombardier. A Boeing alegou que a Bombardier recebeu mais de 3 bilhões de dólares em subsídios do governo até agora, o que permitiu à Bombardier oferecer a nova aeronave com "preços predatórios". 



O Brasil também formalizou queixa na Organização Mundial do Comércio contra os subsídios canadenses à Bombardier. A brasileira Embraer é uma das grandes rivais da canadense Bombardier no mercado internacional de aeronaves regionais e executivas.

O governo do Quebec investiu cerca de 1 bilhão de dólares em troca de uma participação de 49,5% nas vendas do C-Series no ano passado. O governo federal do Canadá também recentemente forneceu um empréstimo de 275 milhões à Bombardier, que lutou para ganhar pedidos para a nova aeronave de médio porte. A Bombardier recebeu uma encomenda de 75 aeronaves C- Series da Delta Air Lines em 2016. A Bombardier disse que suas aeronaves nunca competiram com a Boeing na venda para a Delta. 

O governo canadense disse no final do ano passado que iria entrar em discussões com os EUA e a Boeing sobre a compra de 18 caças F/A-18 Super Hornet da Boeing, estando aberta a possibilidade para comprar mais aeronaves do tipo nos próximos cinco anos. 

O Canadá continua participando do programa JSF F-35 da Lockheed Martin, porém, tem demonstrado dúvidas sobre a aquisição do novo caça devido aos altos custos do programa. 


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Caças chineses interceptam aeronave dos EUA

Americanos se queixam sobre interceptação realizada por caças chineses á aeronave da USAF que realizava missão em espaço aéreo internacional sobre o Mar da China.

Dois caças Sukhoi Su-30 chineses foram responsáveis pelo que os oficiais dos EUA descreveram como uma interceptação "não profissional" de um Boeing WC-135 da Força aérea dos EUA, enquanto o mesmo estava conduzindo uma missão rotineira no espaço aéreo internacional Sobre o Mar da China Oriental em 17 de maio.

"Enquanto nós ainda estamos investigando o incidente, os relatórios iniciais da tripulação aérea norte-americana caracterizam a intercepção como pouco profissional." A questão está sendo tratada com a China por meio de canais diplomáticos e militares apropriados ", disse a porta-voz da Força Aérea, Lori Hodge. Acrescentando que o WC-135 estava operando de acordo com o direito internacional.

Mais cedo foi dito à imprensa que os caças Su-30 chineses estavam a menos de 46 metros do WC-135, com um dos Su-30 voando invertido acima do WC-135.

"As distâncias sempre influem na forma como caracterizamos as interações", disse o porta-voz, acrescentando que uma investigação militar norte-americana sobre a interceptação estava em andamento.

O WC-135, é uma aeronave especializada na detecção de detritos radioativos liberados na atmosfera após a detonação de um dispositivo nuclear, é conhecido por ter operado na área após os testes de armas nucleares da Coréia do Norte.

O incidente ocorreu depois que autoridades norte-americanas disseram em fevereiro que uma aeronave de patrulha marítima P-3 Orion da Marinha dos Estados Unidos e uma aeronave chinesa KJ-200 de alerta e controle aéreo tinham tido um encontro "inseguro" depois que eles voaram a uma distancia de 300 metros um do outro sobre o Mar da China Meridional.

Os EUA relataram interceptações semelhantes de aviões norte-americanos por caças chineses sobre os mares do Sul da China e da China Oriental em maio e junho de 2016, respectivamente.

O último caso ocorreu quando o Japão enviou aeronaves militares em 18 de maio, depois que quatro navios da Guarda Costeira da China entraram no que Tóquio considera suas águas territoriais ao redor dos ilhotas disputadas de Senkaku e Diaoyu no Mar da China Oriental, onde um veículo aéreo não tripulado, foi visto voando perto de um dos navios.

As tensões tem sido constantes na região, principalmente desde que a China resolveu criar um arquipélago na área disputada e estacionar bases militares.

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Rússia condena ataque da coalizão contra forças pró-Assad

"O ataque da coalizão liderada pelos Estados Unidos à um comboio pró-governo na Síria é ilegítimo e representa mais uma violação da soberania da Síria", disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.
"O comando americano explicou o ataque contra as forças pró-governo sírio, dizendo que essas forças representavam uma ameaça à oposição que coopera com a coalizão liderada pelos EUA", disse Lavrov nesta sexta-feira (19). "Seja qual for a razão para o comando dos EUA tomar esta decisão, este ataque é ​​ilegítimo e ilegal. É ainda outra violação áspera da soberania da Síria. "

Além de violar a soberania síria, tais ataques dificultam os esforços internacionais para chegar a uma solução política da crise síria, disse o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Gennady Gatilov, nesta sexta-feira (19).

"Qualquer ação militar que leve ao agravamento da situação na Síria afeta definitivamente o processo político. Especialmente se tais ações forem cometidas contra as forças armadas sírias. " Gatilov disse.

Damasco disse nesta sexta-feira (19) que o ataque de quinta-feira (18) atingiu uma posição do exército sírio na estrada Al-Tanf no deserto sírio "o que levou a baixas e danos materiais".

O ataque aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra as forças pró-governo na Síria foi chamado de "agressão" e "terrorismo governamental" pelo embaixador da Síria na ONU e negociador-chefe do governo nas negociações em Genebra, Bashar al-Jaafari. Ele também disse que as ações dos EUA constituíram um "massacre", que foi discutido durante as conversas.

"Discutimos o massacre que o agressor EUA cometeu ontem em nosso país" , afirmou Jaafari.

"Queremos nos concentrar na luta contra o terrorismo representado por grupos armados e pelo terrorismo do Estado e do governo contra nosso país. Isso inclui a agressão americana, agressão francesa e a agressão britânica ".

O senador russo, Konstantin Kosachev, também condenou o ataque, questionando se foi um ataque deliberado.

"Você não pode considerar o ataque aéreo da coalizão liderada pelos EUA contra as forças pró-governo na quinta-feira um acidente ou um erro mais. Esta é uma ação deliberada e suas conseqüências ainda não foram estimadas ", Kosachev escreveu em sua página no Facebook.

"Este não é apenas um ataque na Síria e contra a Síria, mas também contra as negociações de Genebra. Os EUA estão irritados porque o processo de Genebra não está sob seu controle, o que é pior, pode ser bem sucedido ".

A sexta rodada de negociações de paz sírias em Genebra, que começou na terça-feira (16), foi "curta, mas produtiva", disse Gatilov. Ele também observou que o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, queria que as reuniões de peritos continuassem além das negociações.

Mais cedo, a coalizão liderada pelos Estados Unidos admitiu ter atacado um grupo de milícias que luta junto às forças do governo sírio no sul da Síria na quinta-feira. Eles disseram em uma declaração que as forças sírias " representavam uma ameaça" para os EUA e tropas aliadas na base Tanf, perto da fronteira Síria-Iraque-Jordânia.

O incidente ocorreu quando as forças pró-governo entraram numa das zonas desmilitarizadas recentemente implementadas na província de Homs, onde supostamente entraram em conflito com o grupo militante apoiado pelos EUA, Maghawir Al-Thawra (anteriormente conhecido como "Novo Exército Sírio").

"Nós notificamos a coalizão de que estávamos sendo atacados pelo exército sírio e iranianos neste ponto e a coalizão veio e destruiu o comboio que avançava", disse a Reuters citou um representante militante.


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Brasil - O que pensar de um país moralmente abalado ?

Nesta sexta (19) eu venho a vocês amigos leitores do GBN News com este artigo no qual eu questiono: O que pensar de um país moralmente abalado? 

Sinceramente, não sei mais o que pensar, ou muito menos o que esperar de uma nação onde nossos "políticos" praticam tudo, menos a política, deveres aos quais foram eleitos para cumprir em benefício de toda uma nação. Podem me taxar de uma série de adjetivos, porém, aqui deixo claro que sou apenas mais um brasileiro que possui anseios comuns á grande maioria de meus compatriotas, ver um país mais justo, onde haja acesso real e qualitativo á saúde, educação e segurança, basicamente, onde esperamos um mercado de trabalho amplo com oportunidades e chances para todos não apenas conseguir o básico, mas ter a capacidade de planejar seu futuro e de seus filhos, algo que parece tão simples, mas que nos é roubado a cada dia diante de um lamaçal de corrupção e esquemas sórdidos que buscam enriquecer e beneficiar um pequeno grupo dentro de uma zona de interesse restrita, ao alto preço de lançar todo um povo na desilusão e falta de qualquer real apoio de nosso governo, o qual pagamos um altíssimo preço para sustentar, ainda arrastando nossa economia para o abismo, gerando ainda mais desemprego e a alta no custo de vida, nos deixando á míngua, sem qualquer serviço realmente efetivo de saúde,educação ou ao menos segurança.

O mais doloroso é ver que ainda há leigos apoiando legendas políticas, pessoas que no mínimo deveriam finalmente tirar os antolhos "ideológicos" e enxergar que não há ideologia política no Brasil, não existe esquerda ou direita, infelizmente são todos da mesma laia! Não há essa de coitadinho, são todos membros de uma grande quadrilha de usurpadores do bem público, verdadeiros criminosos travestidos de políticos, se escondendo atrás de legendas que de ideologia nada tem, só o mesmo interesse, chegar ao poder e se beneficiar dos bilhões de nossas riquezas, enquanto a grande maioria de nossos "irmãos" enfrenta uma vida dura de trabalho para receber um mísero salário mínimo, o qual é incapaz de atender as necessidades básicas de uma família, enquanto "nossos representantes" desfrutam de milhares de reais e regalias absurdas a custas de nossos impostos e muito trabalho suado. 

É preciso que se abram os olhos de nosso povo, a política no Brasil e o trafico de drogas tem pouco de diferente, ambos tem centenas de criminosos disputando o poder por trás de "facções" criminosas que só trazem dano á sociedade, ambos nos levam bilhões por ano, porém, um usa armas e estão entrincheirados em favelas, enquanto os outros usam a caneta e manipulam as leis ao seu bel prazer e vivem em palácios e mansões, e nós? Nós vivemos a incerteza do dia a dia, tendo apenas deveres e contas a pagar, sem direitos, sem qualquer benefício real em nosso favor.

Eu como jornalista e editor, estou sentindo uma revolta terrível, mas não com a nossa classe política, pois esses eu já sabia que não prestavam e de nada espero, mas me revolta ver a falta de atitude do povo brasileiro, a falta de reação, vemos apenas murmúrios, apenas a velha conversa, não vejo ninguém erguer a cabeça e se colocar de pé e se prontificar a cobrar justiça, a cobrar nossos direitos. Acordem!!! O Brasil somos nós, eu sou o Brasil, você é o Brasil, cada um de nós somos um pedacinho deste país imenso, esta na hora de pararmos de ficar no comodismo das poltronas e mesas de bar e nos organizar, não ínsito um levante violento, mas uma manifestação realmente séria, onde o real foco seja o interesse do brasileiro e não de partidos pífios e de moral escusa. Precisamos de líderes realmente do povo, que lutem para e pelo povo, nada de socialismo, comunismo, ou qualquer ideologia barata e retrógrada, precisamos de simplesmente buscar estadistas, simplesmente administradores e pessoas altruístas que queiram realmente escrever a história deste país. Chega de eleger bandidos, oportunistas, artistas e participantes de realities, chega de sermos financiadores do circo e donos do picadeiro, é hora de ser cidadão, é hora de ser brasileiros de verdade, como diz nosso hino, "Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta,Nem teme, quem te adora, a própria morte"

Onde estão nossos heróis? Os meus não morreram de overdose... Onde estão nossos guerreiros? 

Não queria ter que admitir, mas no Brasil faz falta a disciplina e comprometimento da caserna, esta faltando seriedade e patriotismo, mas como obter isso em uma sociedade que foi por longo tempo doutrinada para repudiar qualquer forma de disciplina e patriotismo?

Então pergunto a você leitor brasileiro: O que pensar de um país moralmente abalado?

por: Angelo Nicolaci - Jornalista e editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica da América Latina, Oriente Médio e Leste Europeu.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Barões da mídia começam ataque a imagem de Bolsonaro

Nos últimos dias várias mídias de grande porte vem publicando em seus jornais matérias e "notícias" tentando manchar a imagem do presidenciável Jair Bolsonaro. Sendo um dos poucos políticos no Brasil que não tem qualquer envolvimento com esquemas de corrupção e desvio verbas, porém, contraria os interesses de uma pequena "elite" que mantém há décadas uma forte influência na vida política de nossa nação. 

Recentemente foi publicado até um suposto documento sigiloso, o qual atenta contra a imagem do deputado federal, alegando um suposto inquérito militar onde ele é apontado como indisciplinado dentre outras acusações. Algo que já se esperava, uma vez que Bolsonaro agora desponta nas pesquisas para as eleições presidenciais que ocorrerão em 2018, superando as intenções de voto em candidatos tidos como favoritos e apoiados pela "elite" que rege os desmandos políticos no Brasil.

Jair Bolsonaro é militar da reserva e um deputado federal. Está em sua sétima legislatura na Câmara dos Deputados do Brasil, eleito pelo Partido Progressista. Foi o deputado mais votado do estado do Rio de Janeiro nas eleições gerais de 2014.

Bolsonaro também foi titular da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e da de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, além de ter sido suplente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Jair Bolsonaro é conhecido por suas posições em defesa da família e do Estado Brasileiro. Suas bandeiras políticas são fortemente combatidas pelos partidos com posições adversas às suas.

Nas últimas eleições, em 2014, Jair Bolsonaro obteve cerca 464.565 votos sendo reeleito pelo Rio de Janeiro, como o mais votado do Estado. Em seu atual mandato, se destaca na luta pela proibição do chamado “Kit Gay” ( cartilhas destinadas às escolas do ensino fundamental) com forte viés de apologia ao homossexualismo e pela redução da maioridade penal.  Em seu mandato anterior, se destacou na luta pela aprovação da PEC300 a qual estabelece que a remuneração dos Policiais Militares dos estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, aplicando-se também aos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e aos inativos, e contra uma possível volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras).

Conheça alguns projetos de lei do polêmico deputado:
1. PL-7104/2014 e PL-7105/2014: Acresce inciso ao art. 23, do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940, que institui o Código Penal, para não caracterizar como crime atos de defesa no interior de domicílio contra pessoa não autorizada a entrar e Modifica as redações do parágrafo único do art. 23 e do art. 25, do Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940, que institui o Código Penal, para não caracterizar como crime atos de legítima defesa própria e de terceiros.
2. PL-7473/2014: Altera a redação do inciso XIV, do artigo 6º, da Lei nº 7.713, de 22 de novembro de 1998, que altera a legislação do imposto de renda e dá outras providências, para incluir os portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC – enfisema pulmonar, no rol de isentos de tributação.
3. PL-8176/2014: Acresce inciso ao § 2º do art. 121, do Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940, que institui o Código Penal, e altera o inciso I do art. 1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, tornando hediondos os crimes cometidos contra as vidas de servidores da segurança pública e seus familiares.
4. PL-5398/2014: Aumenta a pena para os crimes de estupro e estupro de vulnerável, exige que o condenado por esses crimes conclua tratamento químico voluntário para inibição do desejo sexual como requisito para obtenção de livramento condicional e progressão de regime.
5. PL-5490/2014: Inclui parágrafo no art. 59 do Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal) para aplicação de pena no caso em que o crime cometido com concursos de pessoas tenha participação de menor.
6. PL-367/2011: Suspende o direito de dirigir do infrator que atingir quarenta pontos na Carteira Nacional de Habilitação, durante o período de doze meses.
7. PL-5481/2009: Altera o inciso XIV da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pela Lei nº 11.052, de 29 de dezembro de 2004, para incluir entre os rendimentos isentos do imposto de renda os proventos percebidos pelos portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico.
8. PL-106/2007: Inclui como crime hediondo o roubo de veículos automotores.
9. PEC-5107/2007: Concede imunidade tributária à produção e comercialização de programas de computador.
Foi capitão do Exército (1979-1981). Chegou a ser preso por ter liderado manifestação por melhor remuneração, o Superior Tribunal Militar o absolveu dois anos depois. É pai do deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro (PP-RJ) e do vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ). Foi deputado federal nas sete legislaturas anteriores: pelo PDC (1991-1995), pelo PPR (1995-1999), pelo PPB (1999-2003/ 2003-2007) e pelo PP (2007-2011). Também foi vereador do Rio de Janeiro pelo PDC (1989-1991).
Deixando de lado minha posição de jornalista e falando como brasileiro que esta cansado de tanta corrupção e esquemas sórdidos de poder que regem meu país, vejo que é chegada a hora de nós como brasileiros deixarmos de ser teleguiados pelas mídias e pesquisas de opinião e passemos a desenvolver uma opinião própria, embasado em pesquisas sérias, leitura de fontes diversas e cruzando informações de diversos meios, precisamos nos politizar e nos desviar dessa velha máxima do marketing pré-eleição que visa desmoralizar determinados candidatos e apontar "salvadores" da pátria, os quais sempre tem nos decepcionado, vide a história política nacional desde a reabertura política e o fim do regime militar.

Eu pessoalmente tenho meu ponto de vista, e politicamente estou analisando opções que sejam de fora do atual pântano político que nos governa, vejo que precisamos apostar em novos nomes, em pessoas que até agora não se envolveram em escândalos de corrupção e improbidade administrativa. É hora de apostar na renovação, em todas as instancias de poder público, tirar de lá os velhos "coronéis" que tem tratado nosso povo como ingênuos, que tem nos feito de verdadeiros palhaços e manipulado toda nossa nação através de um esquema sujo e vil de manipulação da informação e que nos trata como um rebanho de ovelhas indefesas pastoreadas por lobos que só querem "mamar" nas tetas de nosso estado, lembrando que quem sustenta toda essa corja imunda somos nós, e principalmente lembrando que quem os colocou lá fomos nós!

Ainda deixando de lado minha isenção de opinião política, venho através desta deixar claro que temos de buscar renovação, seja através de Jair Bolsonaro ou de outro candidato que apresente idoneidade suficiente para comandar nossa nação.

Os devaneios políticos e falta de educação política de nosso povo é algo que esta engasgado e não dá mais para ficar sufocando ao assistir nosso país afundando no lodo enquanto a maioria esta preocupada com bolsa isso ou aquilo, com favores de uns verdadeiros criminosos. Tirem os antolhos e vejam quem são os lobos e quem são o cães pastores... Esta nas nossas mãos mudar esse país, esta nas suas mãos leitor, ou prefere ficar sentado no sofá resmungando pela nossa economia e condições de vida cada vez piores?


Angelo Nicolaci
Editor GBN News


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ciberataque atinge China; Europa alerta para mais vítimas

O ataque cibernético com o ransomware WannaCry afetou a polícia de trânsito e escolas chinesas nesta segunda-feira, na medida que se expandiu para a Ásia com o começo da nova semana de trabalho, enquanto autoridades na Europa disseram estar tentando prevenir hackers de difundir novas versões do vírus, que restringe o acesso ao sistema infectado e cobra um valor de resgate.
No Reino Unido, onde o vírus primeiro gerou preocupações globais quando obrigou hospitais a desviar ambulâncias na sexta-feira, o ataque ganhou tração como uma questão política apenas algumas semanas antes da eleição geral. O Partido Trabalhista de oposição acusou o governo Conservador de deixar o Serviço Nacional de Saúde vulnerável.
Ações em firmas que fornecem serviços de cibersegurança aumentaram com a perspectiva de que companhias e governos vão gastar mais dinheiro com defesa contra ataques cibernéticos.
Algumas vítimas ignoraram a orientação oficial e pagaram os 300 dólares exigidos pelos criminosos digitais para desbloquear seus computadores, valor que iria dobrar para 600 dólares nesta segunda-feira para computadores atingidos na primeira onda de sexta.
Brian Lord, membro da diretoria da empresa de cibersegurança PGI, disse que algumas vítimas disseram que os hacker ofereceram um bom serviço, com dicas úteis de como pagar o resgate: "Um cliente disse que eles na verdade esqueceram que estavam sendo roubados".
Mas parece que os hackers ainda não foram bem remunerados: apenas aproximadamente 50 mil dólares foram transferidos para suas carteiras online até agora, de acordo com o Elliptic Labs, que rastreia transações feitas com a moeda digital bitcoin.
Embora a propagação do vírus tenha sido freada durante o fim de semana na maior parte do mundo, a França, onde a fabricante de carros Renault foi uma das vítimas de maior destaque no mundo, disse que é provável que ocorram mais ataques.
"Nós devemos esperar ataques semelhantes regularmente nos próximos dias e semanas", disse Giullaume Poupard, chefe da agência de cibersegurança francesa ANSSI. "Atacantes atualizam seus softwares...outros atacantes vão aprender com o método e vão realizar ataques".
Empresas e governos passaram o fim de semana atualizando software para limitar a propagação do vírus.
O vírus afetou computadores com versões antigas do software da Microsoft que não tinham sido atualizados recentemente. A Microsoft liberou reparos no último mês e na sexta-feira para consertar vulnerabilidades que permitiram que o vírus se espalhasse pelas redes.
Em uma publicação em um blog, o presidente da Microsoft, Brad Smith, aparentemente reconhecer tacitamente o que pesquisadores já tinham amplamente concluído: o ataque se aproveitou de uma ferramenta de hacking construída pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos e vazada online.

Fonte: Reuters

Novo míssil norte-coreano teria capacidade de atingir bases americanas

A Coreia do Norte anunciou que testou com sucesso um novo tipo de míssil, que seria capaz de transportar uma "potente ogiva nuclear" e atingir bases americanas no Pacífico.
Após o teste, Estados Unidos e Japão pediram a convocação de uma reunião em caráter de urgência do Conselho de Segurança da ONU, que pode acontecer na terça-feira.
O presidente russo Vladimir Putin chamou nesta segunda-feira o lançamento de "contraproducente e perigoso", mas também pediu que se deixe de "intimidar a Coreia do Norte", ao mesmo tempo em que defendeu uma solução pacífica.
O míssil lançado pela Coreia do Norte constituiu o primeiro teste com êxito de um novo modelo de foguete, afirmou nesta segunda-feira a imprensa estatal em Pyongyang.
"Foi um míssil estratégico de médio a longo alcance recentemente desenvolvido, o Hwasong-12", informou a agência oficial KCNA, segundo a qual o líder norte-coreano Kim Jong-Un "supervisionou pessoalmente o lançamento do novo modelo de foguete".
Algumas fotos mostram o dirigente em um hangar perto do míssil. Em outras imagens aparece aplaudindo, ao lado de oficiais, após o lançamento.
Este foi o segundo lançamento de míssil em duas semanas e o primeiro desde que o presidente Moon Jae-In tomou posse na Coreia do Sul.
O teste pretendia examinar "os detalhes técnicos e as características" de um novo tipo de foguete, "capaz de transportar uma carga nuclear grande e poderosa", assegura a KCNA.
O míssil seguiu a trajetória prevista, alcançando uma altura de 2.111,5 quilômetros e caindo a 787 quilômetros de distância do ponto de lançamento, "precisamente onde se desejava", destacou a agência oficial norte-coreana.
Isto indicaria que o míssil pode ter um alcance de 4.500 quilômetros, de acordo com os especialistas.
O míssil permaneceu no ar durante meia hora, antes de cair no Mar do Japão, situado entre os dois países, segundo o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga.
Outro míssil de teste lançado em março também caiu em uma área muito próxima do Japão, o que provocou alerta no governo de Tóquio.
Desde o ano passado, a Coreia do Norte realizou dois testes de mísseis e dezenas de testes de mísseis balísticos, em uma tentativa de desenvolver armamento capaz de alcançar o território continental dos Estados Unidos.
Washington advertiu que todas as opções militares estão sobre a mesa, embora recentemente o presidente americano Donald Trump tenha suavizado o discurso com a afirmação de que ficaria "honrado" de encontrar Kim Jong-un, caso as circunstâncias fossem apropriadas.
- "Avanço substancial" -
De acordo com Jeffrey Lewis, do Middlebury Institute of International Studies, com sede nos Estados Unidos, "este é o míssil de maior alcance já testado pela Coreia do Norte".
O engenheiro aeroespacial John Schilling, citado pelo site especializado 38 North, disse que o foguete parece pertencer à categoria intermediária de míssil balístico, "capaz de atacar com precisão a base americana de Guam" no Pacífico.
"E o que é mais importante, representa um avanço substancial para o desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental (ICBM)", completou.
Apesar de Washington não descartar nenhuma opção, Pequim já se mostrou contrária a qualquer uso da força contra Pyongyang, com receio das consequências que um conflito na península coreana pode ter em sua fronteira.
A China sugere há várias semanas que a Coreia do Norte suspenda seu programa nuclear e balístico, ao mesmo tempo que os Estados Unidos encerrem os exercícios militares organizados na Coreia do Sul a cada ano.
A proposta foi rejeitada por Washington, que deseja de Pequim uma aplicação mais rigorosa das sanções adotadas pela ONU contra o regime norte-coreano.
"Que esta última provocação sirva de chamado a todas as nações para implementar sanções muito mais fortes contra a Coreia do Norte", afirmou a Casa Branca em um comunicado.
A Rússia minimizou o teste norte-coreano. O ministério da Defesa de Moscou afirmou em um comunicado que o míssil caiu a 500 km de sua fronteira e que "não representa nenhum perigo" para o país.

Fonte: AFP

Quando um serviço secreto perde seus segredos

Cerca de 200 mil computadores no mundo foram afetados pelo vírus WannaCry. O maior responsável é a agência de informação que quis usar uma falha de segurança em proveito próprio, opina o jornalista Konstantin Klein.

Quando algo dá errado de forma grandiosa, começa a procura pelos responsáveis – como agora após a primeira onda de ataque do vírus WannaCry. Por um lado, no sentido literal: quem estaria por trás do misterioso grupo Shadow Brokers, que conseguiu acesso e divulgou em abril as duas ferramentas de hacking altamente sofisticadas do acervo do serviço secreto americano NSA? E quem aproveitou as ferramentas e lançou o WannaCry de forma incontrolável sobre a humanidade, para ganhar dinheiro com a devolução dos dados tomados como reféns?
Por um lado, a procura é pela responsabilidade dos suspeitos de costume. Entre eles estão, há muitos anos, desde os primeiros ataques de vírus em computadores Windows, o grupo Microsoft – há alguns anos, de forma injustiçada. Os tempos em que a Microsoft colocava a usabilidade acima da segurança estão muito longe; há anos que a empresa disponibiliza atualizações de segurança em intervalos curtos para seus sistemas Windows.
A vulnerabilidade que foi explorada pelo WannaCry era uma brecha que a Microsoft já tinha corrigido em março – um mês antes da publicação das ferramentas de hackers. Durante a onda de ataques dos últimos dias, a Microsoft ainda emitiu um patch de segurança adicional para o Windows XP, um sistema operacional já bastante antiquado, do início deste século, que na verdade há tempo não recebia mais atualizações, é considerado inseguro e, de preferência, não deveria ser mais usado.
Exatamente aí que reside o problema: patches e atualizações tornam computadores mais seguros, seja sobre a mesa, na bolsa de laptop ou na sala do servidor. Mas eles também os tornam mais complicados; softwares, sobretudo os escritos para um usuário ou finalidade específica, reagem muitas vezes de forma sensível a atualizações do sistema operacional. Por isso, as grandes corporações precisam testar seus sistemas de forma intensa antes de instalarem uma atualização de segurança ou até mesmo um sistema operacional totalmente novo. E, assim, os administradores de sistema da Deutsche Bahn, do fabricante de automóveis Renault e do serviço nacional de saúde britânico estão entre os responsáveis – porque é parte do trabalho deles não se renderem imediatamente aos patches.
Mas na percepção do público não é o software que tem uma participação nos painéis com os horários de partida da Deutsche Bahn nas estações de trem, na construção dos carros da Renault ou no atendimento dos pacientes dos hospitais britânicos. Na percepção do público, quem aparece são as marcas Microsoft e Windows.
Isto não agrada muito à gigante do software – o que é compreensível. Por isso, Brad Smith, presidente da Microsoft e diretor jurídico da empresa, recorreu a palavras fortes e responsabilizou as agências de inteligência.
Afinal, foi o NSA que usou essa brecha para seus próprios fins – sem comunicar à Microsoft ou a quem quer que seja sobre isso. E, afinal, foram os superespiões da NSA que permitiram o roubo desse conhecimento e de duas ferramentas de espionagem desenvolvidas através dele. Smith compara isso ao roubo de mísseis de cruzeiro de um depósito militar mal guardado – uma ideia assustadora.
Nós, membros da sociedade da informação, aprendemos a conviver com certa incerteza. Softwares são feitos por humanos e, portanto, propensos a erros. Segurança relativa – a única que podemos esperar – só pode ser alcançada através da aprendizagem dos erros cometidos anteriormente; para isso, é necessário também se conhecer os erros. Um erro que é mantido em segredo por razões de segurança nacional aumenta a insegurança individual – como a de pacientes em um hospital britânico, por exemplo.
O ministro alemão da Infraestrutura, Alexander Dobrindt, reconheceu isso e pretende determinar a obrigatoriedade da publicação de brechas de segurança conhecidas. A nível internacional, o presidente da Microsoft, Brad Smith, reivindica o mesmo há um tempo – chamando isso de uma "Convenção de Genebra Digital". Isso não facilita o negócio dos espiões, mas a vida de  todos os outros.
Bem ou mal, até mesmo os políticos de segurança mais zelosos vão pensar duas ou três vezes antes de reivindicar novamente deixar backdoors, brechas abertas em programas de criptografia, disponíveis a serviços alemães de inteligência. Pois a condição para que a criptografia ainda seja usada após a instalação de uma backdoor é que o dono da chave para a backdoor tenha muito, muito cuidado ao guardar esta chave. A falha nesse aspecto até mesmo da superpoderosa NSA sugere não ser uma boa ideia deixar chaves e outras ferramentas nas mãos de autoridades que – comparadas com a NSA – jogam, na melhor das hipóteses, nos campos da várzea.

Fonte: Deutsche Welle

Alemanha busca alternativas á base turca de Incirlik

A Alemanha esta considerando deslocar suas tropas da base aérea turca de Incirlik, após uma recente recusa de Ancara em permitir que deputados alemães visitassem os soldados ali estacionados, disse a chanceler Angela Merkel.

"Continuaremos as conversas com a Turquia, mas, paralelamente, teremos que explorar outras formas de cumprir nossa missão", disse Merkel. "Isso significa procurar alternativas para Incirlik, e uma alternativa, entre outras, é a Jordânia."

Wolfgang Hellmich, presidente da Comissão Parlamentar de Defesa , disse que a Alemanha "não será chantageada" pela Turquia, que negou esta semana o acesso de um grupo de deputados alemães para visitar os cerca de 260 soldados estacionados em Incirlik.

"Portanto, é absolutamente correto iniciar a retirada das tropas e o deslocamento para uma base que seja a melhor possível fora da Turquia", acrescentou Hellmich. "Isso deve acontecer agora." "As preparações concretas ... serão agora abordadas " , disse ele a imprensa.

Anteriormente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Martin Schaefer, disse que a decisão de Ankara de proibir a visita foi "absolutamente inaceitável" e que certamente trará conseqüências.

A Alemanha mobilizou várias aeronaves Tornado e uma aeronave de reabastecimento na base, como parte da campanha liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

O movimento recente para bloquear a visita dos deputados veio logo após a decisão de Berlim de conceder asilo para um número de oficiais do Exército turco que fugiram do país depois de uma tentativa fracassada de golpe ocorrida em julho do ano passado, o que aumentou ainda mais as tensões na relação entre os dois países.

No ano passado, a Turquia se recusou a permitir o acesso à base aérea a uma delegação parlamentar alemã. A razão para isso foi resultado do reconhecimento alemão do massacre de armênios pelas forças otomanas em 1915 .

O governo da Alemanha tem considerado oito locais potenciais para a alocar suas forças, incluindo bases na Jordânia, Kuwait e Chipre, com a Jordânia sendo apontada como a melhor opção.

Nesta segunda-feira (15), um porta-voz do Ministério da Defesa, Jens Flonsdorf, disse que a possível retirada de Incirlik afetaria as operações alemãs contra o EI, mas que as aeronaves de reabastecimento operando na Jordânia permitiriam que as missões de combate fossem voadas a partir das bases jordanianas. O deslocamento em si pode levar vários meses, disse Flonsdorf.

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