sexta-feira, 27 de maio de 2022

Boeing e NASA concluem o primeiro voo teste da Starliner à Estação Espacial

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 A nave espacial CST-100 Starliner da Boeing pousou no campo de mísseis White Sands do Exército dos Estados Unidos no Novo México às 17h49, horário local. O retorno seguro à Terra encerra com sucesso o voo teste não tripulado para a Estação Espacial, que foi realizado para comprovar a qualidade e o desempenho do sistema de transporte antes de iniciar os voos tripulados.

 

“Realizamos um excelente voo teste de um sistema complexo, com o qual aprendemos muito ao longo de toda a jornada”, disse Mark Nappi, vice-presidente e gerente do programa Starliner da Boeing. “Quero agradecer aos colegas de equipe da NASA e da Boeing pela dedicação ao programa Starliner.”
 

O teste de voo concluído teve início em 19 de maio com o lançamento da Starliner a partir do foguete Atlas V da United Launch Alliance, da Estação de Cabo Canaveral, na Flórida. Entre as capacidades que a nave espacial Starliner demonstrou, destacamos:

  • O desempenho de ponta a ponta do foguete Atlas V e da nave espacial Starliner desde o lançamento, subida, entrada em órbita, entrada na atmosfera e pouso;
  • O software autônomo da Starliner e a operação em órbita de seu sistema aviônico, sistema de acoplamento, sistemas de comunicação/telemetria, sistemas de controle ambiental, painéis solares, sistemas de energia elétrica e
    sistemas de propulsão;
  • Capacidade de manter o controle da atitude de acoplamento, receber comandos da tripulação da estação espacial e comandar avanços e recuos durante a aproximação final da estação;
  • Carregamento da bateria, abertura e fechamento da escotilha, estabelecimento da ventilação conjunta com a estação, transferência de arquivos e transferência de carga.

Quando a Starliner completar seu próximo voo, a Boeing terá cumprido a meta da NASA de ter dois veículos comerciais para transportar astronautas de forma segura, confiável e sustentável para a estação a partir de solo americano.
 

“Com a conclusão do OFT-2, analisaremos as lições aprendidas e continuaremos trabalhando na preparação para o voo teste tripulado e certificação da NASA”, acrescentou Nappi.
 


A Boeing é uma empresa aeroespacial líder global responsável pelo desenvolvimento e fabricação de aeronaves comerciais, produtos de defesa e sistemas espaciais para clientes de mais de 150 países. Também é prestadora de serviços de manutenção e considerada uma das principais exportadoras dos Estados Unidos. A Boeing usa sua base de fornecedores globais para promover oportunidades econômicas, sustentabilidade e impacto nas comunidades. Sua equipe diversificada está comprometida com inovações no futuro e seus valores base de segurança, qualidade e integridade. Verifique as oportunidades de carreiras na Boeing neste link.


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No seu maior lançamento de satélites até o momento, a ICEYE coloca simultaneamente em órbita cinco satélites, sendo dois brasileiros

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A ICEYE, líder global em monitoramento persistente através de imagens radar e perita em soluções referentes a inundações e catástrofes naturais, lançou com sucesso cinco novos satélites SAR, dois dos quais serão operados pela Força Aérea Brasileira. Todos foram lançados na missão Falcon 9 de lançamento compartilhado de pequenos satélites via EXOLAUNCH da SpaceX, a partir de Cabo Canaveral, na Flórida. A comunicação com cada satélite já foi estabelecida com sucesso. Desde 2018, a ICEYE e a ICEYE US já colocaram em órbita 21 satélites, incluindo tanto missões comerciais quanto para clientes específicos.

Dois dos satélites lançados foram fornecidos diretamente para o Governo brasileiro, e serão operados pela FAB em suporte aos objetivos ambientais e de segurança nacional, sendo de emprego dual, ou seja, civil e militar. Devido ao tempo prevalente no Brasil, com até oito meses de céus nublados por ano, os satélites SAR, que podem “ver” o solo durante a noite ou através de nuvens, têm uma vantagem importante na coleta de informações para possibilitar ações subsequentes. Devido ao seu uso civil e militar, as imagens coletadas pelos satélites serão úteis para uma série de instituições, como Ministério da Defesa, Comandos da Aeronáutica, Marinha e Exército, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Agricultura, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Ministério da Infraestrutura, Ministério da Justiça, Ministério das Minas e Energia, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal etc.

A constelação de satélites da ICEYE é projetada para prover aos clientes imageamento confiável e contínuo, com rápida detecção e acompanhamento de mudanças na superfície da Terra, independentemente da hora ou das condições meteorológicas. Essa capacidade é vital para emprego governamental e comercial em vários setores, incluindo seguros, resposta e recuperação por ocasião de catástrofes naturais, segurança nacional, defesa, socorro humanitário e monitoramento de mudanças climáticas.

A empresa considera que existe uma tendência mundial por parte dos governos para aproveitar e integrar totalmente as tecnologias de sensoriamento remoto em suas arquiteturas de coletas de informações. O Brasil vai se beneficiar muito da capacidade dos radares de “verem” o solo independentemente da hora e das condições meteorológicas. Através do estudo das mudanças na superfície terrestre observadas através da comparação de imagens sucessivas de uma determinada área, será possível a obtenção, em curto espaço de tempo, de informações que possibilitem o rápido acionamento da melhor resposta para cada situação específica.

“Em poucos anos, a equipe da ICEYE já lançou 21 pequenos satélites de imageamento radar, o que é uma notável feito”, declarou Rafal Modrzewski, CEO e cofundador da ICEYE. “O mundo precisa mais do que nunca dessas fontes de dados verdadeiros e objetivos. Com esse lançamento, teremos expandido o desempenho e a capacidade de fornecer suporte adicional aos nossos clientes e ao crescimento dos nossos mercados verticais, atuais e emergentes.”

“Queremos trazer o Brasil para o protagonismo que ele merece e democratizar o uso do espaço.  Vemos na região um grande potencial intelectual com diversas possiblidades de desenvolvimento de novas tecnologias. Temos total interesse em nos estabelecer no país e torná-lo um Hub para a América Latina”, comenta Ana Paula Cordeiro, diretora regional da ICEYE para América Latina para o desenvolvimento de negócios e vendas.

Ainda esse ano, a ICEYE planeja adicionar até cinco novos satélites à sua constelação, incluindo mais satélites fabricados pela ICEYE US.

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quinta-feira, 26 de maio de 2022

FAB lança os primeiros satélites do Projeto Lessonia - 1

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A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, nesta quarta-feira (25/05), às 15h25, o lançamento dos primeiros satéütes do Projeto Lessonia - 1. Os dois satélites de sensoriamento remoto radar (SRR), denominados Carcará I e Carcará II, serão lançados por meio do foguete Falcon 9, da SpaceX, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral nos Estados Unidos.


A ação foi acompanhada a partir do Centro de Operações Espaciais (COPE). em Brasüia (DF), com transmissão. ao vivo, pelo canal oficial da SpaceX no Youtube.

O Projeto Lessonia consiste na aquisição de uma constelação de satélites de órbita baixa, de emprego dual, para atender às necessidades operacionais das Forças Armadas, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), bem como de agências govemamentais.

O sistema de imageamento do Projeto Lessonia utiliza um Sensor Ativo de Detecção capaz de gerar imagens de altíssima resolução, que podem ser obtidas a qualquer hora do dia ou da noite,independentemente das condições meteorológicas, pois o sinal emitido atravessa as nuvens. Desta forma, é possivel o monitoramento continuado de áreas de interesse do Brasil.

As imagens captadas serão utilizadas em apoio ao combate ao tráfico de drogas e mineração ilegaLl, atualização de produtos cartográficos, determinação da navegabilidade dos rios, visualização de queimadas, monitoramento de desastres naturais. vigilância da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e apoio às operações de vigilância e controle das fronteiras, entre outras capacidades.

O Projeto Lessonia integra o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE). Executado pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), ele disponibiliza produtos duais (civil e militar) a serem utilizados de forma integrada em benefício de toda a sociedade brasileira.

Buscando cumprir plenamente o programa estratégico de sistemas espaciais. no futuro, também está prevista a implantação de um conjunto de satélites, de fabricação nacional, para obtenção de imagens óticas. Ele complementará a capacidade do Ministério da Defesa de imagear o território nacional, atendendo, assim, a todas as demandas governamentais.

Características dos satélites:

Volume: 1m³

Peso: 100 kg

Painéis Solares: 5

Potência: 300W

Com imformações do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Operação Furnas 2022 - O GBN esteve no "Mar de Minas" e acompanhou cada detalhe do maior exercício já realizado em MG

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Neste mês de maio, o Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra (ComFFE) realizou um grande exercício de adestramento de suas tropas, com foco nas capacidades expedicionárias e o emprego de seus grupamentos operativos em ambiente ribeirinho, com a maior manobra do tipo já realizada no estado de Minas Gerais, com a terceira edição da “Operação Furnas”, que ocorreu entre os dias 12 e 18 de maio na cidade de São José da Barra – MG, e mais uma vez o GBN Defense esteve a bordo para acompanhar de perto o desenvolvimento desta manobra, em mais uma missão realizada pelo nosso editor Angelo Nicolaci, que traz para você leitor sobre as atividades de nossas tropas e a novidades que foram implementadas neste exercício.


A missão começou logo cedo, as 7hrs da manhã do dia 12 de maio, com nossa chegada a bordo do 3º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais, o “Batalhão Paissandu”, de onde partimos rumo ao teatro de operações, cruzando mais de 600km de estradas até a localidade mineira de São José da Barra, foram mais de 16 horas de trajeto, ombreando as tropas que participaram da Adest-OpRib Furnas 2022, ou “Operação Furnas 2022”.

O contingente exato envolvido no adestramento, chegou ao número de 709 militares, com a participação de grupamentos operativos oriundos de 13 Organizações Militares (OM), reunindo Operações Especiais (ComAnf), Batalhão de Combate Aéreo, Força Aeronaval e a Infantaria, que em conjunto desempenharam as mais variadas atividades propostas pelo Tema Tático que deu as diretivas ao exercício de adestramento em operações ribeirinhas. Nas palavras do CMG (FN) Max Guilherme de Andrade e Silva (Comandante do GruCon-FFE), “O Comando e Controle para juntar essas unidades e fazer com que essas engrenagens funcionassem de maneira sinérgica, foi o maior desafio para nós”...


Toda manobra de adestramento realizada pela nossa Marinha do Brasil, começa pelo menos um ano antes das tropas e meios efetivamente serem deslocados para zona de exercícios, tendo como ponto de partida a elaboração do contexto no qual as atividades serão desenvolvidas e os objetivos a serem alcançados, sendo o “Tema Tático”, o ponto chave do exercício, e este é elaborado com apoio do Comando de Desenvolvimento Doutrinário (CDD). Para elaboração do Tema Tático, é necessário que o Comando estabeleça os marcos a serem alcançados pelos envolvidos no adestramento, e como ponto de partida são estabelecidos os requisitos, objetivos e proficiência que pretende-se alcançar com o exercício, daí o Comando de Desenvolvimento Doutrinário (CDD) em coordenação com o Grupo de Controle da Força De Fuzileiros da Esquadra (GruCon-FFE), montam o cenário sob o qual serão desenvolvidas todas as atividades, assim é estabelecido o Tema Tático, o qual irá direcionar todas as ações no terreno balizadas pelos requisitos de adestramento que a FFE pretende alcançar.


Apesar de toda complexidade que está envolvida em uma manobra desta magnitude, tirar do papel tudo que foi estabelecido pelo CDD e o GruCon-FFE, para colocar em prática, não é um desafio para nossa Força de Fuzileiros da Esquadra, a qual é por vocação expedicionária, contando com uma grande capacidade de pronta resposta, composta por grupamentos operativos que tem por característica a mobilidade e capacidade de pronto emprego onde e quando se faça necessário, apoiados por uma capacidade logística eficiente provida pelo Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais (BtlLogFuzNav), o qual o GBN Defense conhece muito bem e já acompanhou importantes atividades deste que é o ponto chave da capacidade expedicionária de nossa Força de Fuzileiros. A estrutura que conta com o Componente de Comando, Componente Terrestre, Componente de Combate Aéreo e Componente de Apoio ao Serviço de Combate, uma estrutura que conforme já citamos, tem como base a capacidade de pronto emprego, capacidade expedicionária e a capacidade anfíbia, formando o conjugado anfíbio que torna possível a mobilização e realização de inúmeras tarefas com as mais variadas complexidades dentro um variado leque de cenários que podem ser desenvolvidos, e a musculatura desta capacidade é repetidamente exercitada em diversas manobras e adestramentos realizados ao longo do ano, seguindo sempre o que reza o “Tema Tático” afim de alcançar os objetivos estabelecidos para qualificação da tropa.


A escolha de Furnas como localidade das atividades desenvolvidas pelo Adest-OpRib Furnas 2022, se deve as inúmeras possibilidades de emprego que o cenário propicia, possuindo uma massa d’água quatro vezes maior que a Baía de Guanabara, região conhecida como “Mar de Minas”, com uma importante similaridade ao cenário encontrado nas regiões ribeirinhas do Brasil, torna viável a realização de um vasto número de atividades inerentes as operações fluviais e ribeirinhas, aprestando as tropas e facilitando a qualificação em diversas modalidades, como foi o caso da prática de Salto Livre Operacional (SLOP) sobre massa d’água, exercício que não era desenvolvido há um longo período devido as características deste tipo de atividade, que realizado sobre o mar, leva ao desgaste prematuro dos equipamentos envolvidos nesta atividade, algo que não ocorre quando esta atividade é feita em água doce.


O cenário de Furnas também propiciou a consolidação de uma nova doutrina de emprego, com o conceito da Base Aérea Expedicionária tomando forma na prática, onde foi aproveitado a estrutura do aeródromo de Furnas, desativado desde julho de 2011, o local conta com uma pista de 1.700m de comprimento por 30m de largura, um pequeno hangar e uma torre desativada, os quais foram ocupados inicialmente pelas forças especiais, que simularam uma tomada do local, estabelecendo a posição e garantindo a segurança do perímetro para que as equipes do Batalhão de Combate Aéreo (BtlCmbAe), que tem entre suas atribuições a montagem e operação da Base Aérea Expedicionária, mobiliassem o local e tornassem possíveis operações aéreas a partir daquele local e o controle aéreo da zona de interesse abrangida pelo exercício Furnas 2022.


O trabalho do BtlCmbAe não é fácil, o qual enfrenta inúmeros desafios para cumprir seu papel e prover instalações e a segurança do voo, conforme nos contou seu comandante, o CMG (FN) Wagner Grund Marinho, que destacou os desafios logísticos que envolvem por exemplo, transportar e alocar o combustível para as aeronaves, trasladar todo material e o pessoal necessário para montar e operar a BAE, e isso inclui também o pessoal de controle das aeronaves e de controle de voo, assim como toda logística de sustentação ao voo: abastecimento e manutenção de aeronaves, orientação em solo. Outro desafio envolve a capacitação do pessoal que irá operar a BAE, neste quesito são selecionados e enviados um grupo de militares para realizar cursos de capacitação em controle de voo junto a FAB e outras instituições, para garantir maior eficiência e segurança ao se desdobrar meios aéreos em qualquer ponto do território nacional e mesmo no exterior se assim for exigido. Após o BtlCmbAe dar o pronto nas instalações e ativar a BAE, e á hora da chegada dos meios aéreos destacados, os quais são incumbidos de prestar apoio aéreo aproximado, apoiar a infiltração de forças especiais, transporte de tropas, reconhecimento e ataque a supostas posições inimigas.


O Destacamento Aéreo presente na “Operação Furnas 2022”, foi composto por duas aeronaves UH-15 “Super Cougar” do 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2 “Pégasus”), uma aeronave UH-12 “Esquilo” do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-1 “Águia”), que realizaram as mais variadas missões tanto de dia, como de noite.


Neste conceito ficou marcante a grande capacidade de se desdobrar e operar em segurança meios aéreos em zonas de interesse da Força Naval, uma importante amostra da sinergia entre o Comando da Força Aeronaval (ComForAerNav) e o Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra (ComFFE), através da operação de unidades aéreas e apoio as operações terrestres e ribeirinhas, bem como a proteção oferecida pelo contingente terrestre as operações aéreas (como por exemplo, a operação de mísseis superfície-ar MSA Mistral na defesa aérea das instalações).

A partir da Base Aérea Expedicionária (BAE) também foram lançadas operações de reconhecimento com aeronaves remotamente pilotadas (ARP), as quais realizavam missões de esclarecimento e monitoramento do teatro de operações, no qual durante um dos cenários desenvolvidos, localizou e acompanhou o movimento de “forças inimigas” possibilitando uma pronta resposta a ameaça, apoiando a cadeia de comando e controle tanto nas ações progressivas como defensivas, sendo um importante ativo as operações do componente terrestre e forças especiais, uma importante capacidade no moderno campo de batalhas do século XXI.


Já na localidade conhecida como “Prainha”, a Força de Fuzileiros da Esquadra realizou um grande número de oficinas e atividades de adestramento e qualificação dos envolvidos nesta edição da “Operação Furnas 2022”, onde conversamos com Comandante do 3º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais, “Batalhão Paissandu”, o CMG (FN) Casquilho, que nos contou um pouco sobre a atuação do seu batalhão neste adestramento de operações ribeirinhas, o qual deslocou um contingente de cerca de 200 militares para o adestramento. Entre os desafios em ambiente ribeirinho, ele destacou que o próprio ambiente operacional é um desafio, com a predominância de rios, e o ambiente aquático é desafiador para se manter um alto nível operacional das tropas, pois exige muito dos militares que operam neste ambiente.


Nós acompanhamos diversas oficinas promovidas para capacitação da infantaria, dentre elas conhecemos um pouco sobre as características da “Natação Utilitária” e as técnicas de transposição que são em geral empregadas pelas tropas no ambiente ribeirinho, como  por exemplo, a técnica “Espinha de Peixe”, esta possibilita que as tropas transporte através de rios, lagos ou qualquer corpo d’água seu equipamento por longas distâncias, já a técnica “Pelota” também empregada em transposição de longas distâncias, utiliza matérias encontrados na região, como galhos, bambus, troncos e mesmos folhas, que são empregados para aumentar a flutuabilidade de materiais mais pesados transportados pelos militares, já a técnica de “Cabo Submerso” é utilizada para transposição de distâncias mais curtas, auxiliando o militar a atravessar com maior velocidade e segurança, sendo a “Natação Utilitária” de extrema importância na qualificação do militar que opera no ambiente ribeirinho, permitindo ao militar se deslocar bem no ambiente aquático, e nos batalhões e unidades são muito empregados os adestramentos de “natação utilitária” para numa situação como essa o militar precisa estar pronto para nadar com seu equipamento e a vestimenta, o que dificulta bastante.


Também foram realizadas oficinas de Patrulha Fluvial e Desembarque Ribeirinho, duas práticas fundamentais para o emprego de tropas neste ambiente operacional, o preparo começa ainda nos batalhões de infantaria, culminando em manobras como a “Operação Furnas”, ocasião em que se recebe instrução em campo, abordando pontos importantes, como orientação, onde os militares se qualificam a fazer a partir de uma embarcação a orientação no terreno utilizando de pontos notáveis. Os militares do Batalhão Paissandu participaram de várias oficinas e qualificações, como Escola de Embarcações de Transporte de Tropas (ETT), onde receberam instruções sobre as particularidades de operar e manutenir esse meio, conhecendo suas limitações e pontos fortes, técnicas de desembarque ribeirinho, nesta foram simulados assaltos ribeirinhos e resposta a emboscadas, Escola de Embarcações de Desembarque Pneumáticas (EDPN) esse curso ministrado por militares do Batalhão Tonelero (ComAnf), a própria natação utilitária que já foi citada anteriormente, técnicas de infiltração por meio aéreo com técnica de rapel e helocasting, tudo isso para capacitar ao máximo as tropas de maneira a alcançar o máximo de eficiência em operações no ambiente ribeirinho, concluindo a prontificação do Batalhão Paissandu como Força de Emprego Rápido da Força de Fuzileiros da Esquadra.


Ainda na “Prainha” ocorreram variados exercícios e oficinas voltados a qualificação de operadores das forças especiais, os famosos Comandos Anfíbios do Batalhão Tonelero, dentre os objetivos do exercício, estavam o incremento do expertise em infiltração aérea e aquática, principalmente noturna, para alcançar este objetivo foram realizados  adestramentos com técnicas de infiltração através com apoio de meios aéreos, com técnicas de “Rapel”, “Helocasting” e “Tetheared Duck”, onde praticaram primeiro a luz do dia e depois de capacitados, os operadores realizaram a qualificação noturna, atingindo um dos objetivos previstos. Foram objetos de qualificações variadas modalidades de mergulho com equipes de mergulhadores. Outro importante objetivo elencado foi a aplicação dos Elementos de Operações Especiais (ElmOpEsp) na estrutura do Grupamento de Operações Especiais (GOpEsp), que consistiu em fazer o Batalhão trabalhar como Estado-Maior, detalhando ainda mais as demandas de operações especiais e tirando um pouco da preocupação do comandante de grupamento operativo de realizar a parte de preparação das operações especiais, deixando essa parte para o GOpEsp e passando a se concentrar diretamente na execução da missão em si.


Foram realizadas diversas ações de comandos, onde vários cenários foram simulados, desde a tomada de posições inimigas, passando pelo controle de acesso a áreas de interesse, bem como ações de reconhecimento, infiltração através de salto livre operacional com apoio tanto de aeronaves como o UH-15 “Super Cougar” como UH-12 “Esquilo”. O comandante do Batalhão Tonelero, CMG (FN) Aristone, nos recebeu em suas instalações e apresentou um pouco sobre as atividades realizadas e as inovações implementadas neste exercício.




A “Operação Furnas 2022” também representou um importante ganho ao preparo das tripulações que operam o Carro sobre Largarta Anfíbio (CLAnf) do Batalhão de Viaturas Anfíbias (BtlVtrAnf), os quais tiveram a oportunidade de operar no ambiente ribeirinho, que apresenta desafios e características completamente diferentes do que se encontra nas operações de desembarque anfíbio comumente realizadas na costa, realizando o movimento navio-terra abicando em praias e avançando sobre terra. Neste novo cenário, as tripulações tiveram de lidar com obstáculos comuns as operações fluviais, as características dos barrancos nas encostas de rios e lagos, além da flutuabilidade e demais características ribeirinhas.


O CLAnf é um meio que oferece a tropa capacidade de transposição de obstáculos e proteção aos seus ocupantes, além de garantir poder de fogo durante o assalto ribeirinho dentre outras qualidades, e conversamos com o Tenente De Oliveira, que nos contou um pouco mais sobre a atuação do CLAnf neste ambiente operacional, e será publicado em nosso próximo artigo.


As tropas também foram adestradas em conjunto com a Delegacia Fluvial de Furnas, com a realização de oficinas sobre Visita e Inspeção de embarcações, recebendo instruções sobre as técnicas de abordagem e revista de embarcações, assim como procedimentos em caso de desacato ou resistência por parte dos ocupantes da embarcação a ser abordada pelo Grupo de Visita e Inspeção (GVI) que pode resultar no emprego do Grupo de Presa (GP), este entrando em ação caso seja necessário conduzir a embarcação e sua tripulação as autoridades no porto.

O Ápice da “Operação Furnas 2022”, ocorreu no dia 16 de maio, quando foi realizada a Demonstração Operativa (DemOp), ocasião na qual fora apresentado as autoridades civis e militares presentes, como também a população local, uma simulação que demonstrou o emprego prático de tudo que foi realizado durante a manobra, contando até mesmo com duas passagens de aeronaves AF-1 Skyhawk do Esquadrão VF-1 “Falcão”, que simularam duas surtidas de ataque e apoio aéreo aproximado em apoio as tropas em solo, vetorados pelo Guia Aéreo Avançado (GAA), atividade que abordaremos em nossos próximos artigos. Os presentes tiveram uma pequena amostra da magnitude de tudo que foi realizado ali em São José da Barra neste curto período de adestramento, mas que foi suficiente para qualificar nossas tropas para operar neste que é um dos importantes biomas brasileiros.

Após a DemOp, foi realizada uma coletiva com a mídia presente, com a mesa formada pelo Comandante de Operações Navais, Alte.Esq. Marcos Sampaio Olsen, o Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, V.Alte Carlos Chagas, Comandante do 1° Distrito Naval, V.Alte Eduardo Machado Vazquez, e o Delegado Fluvial de Furnas, Capitão de Corveta Hebert Bruno da Cunha França, que falaram sobre a presença da Marinha em Furnas com esta terceira manobra, a qual é a maior do tipo já realizada no estado de Minas Gerais, e responderam as perguntas dos jornalistas.


O Alte.Esq Marcos Sampaio Olsen, ainda assistiu demonstrações noturnas e na manhã seguinte embarcou rumo ao Rio de Janeiro, embarcando numa aeronave King Air pertencente ao governo de Minas, a qual pousou na Base Aérea Expedicionária, demonstrando mais uma vez a capacidade de operações aéreas da FFE, sendo capaz de operar tanto aeronaves de asas rotativas, como de asa fixa.


Nós realizamos diversas entrevistas e retornamos com a bagagem cheia de conhecimentos e informações, os quais o leitor em breve poderá disfrutar em nossos próximos artigos e matérias.


Por Angelo Nicolaci


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terça-feira, 24 de maio de 2022

Elon Musk de olho na Base de Alcântara?

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O homem mais rico do mundo esteve no Brasil para receber a medalha da Ordem do Mérito da Defesa, Grau Comendador, durante o evento "Conecta Amazônia", mas teria sido só esse o motivo de sua vinda ao Brasil e as conversas com Presidente brasileiro e o comando da FAB?

Na marcha para o completo domínio do espaço, nessa sexta-feira (20), o Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, apresentou as capacidades do Centro Espacial de Alcântara (CEA), ao empresário norte-americano Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX. O encontro ocorreu durante o evento "Conecta Amazônia", organizado pelo Ministério das Comunicações, que teve a presença também do Presidente da República, Jair Bolsonaro, dentre outras autoridades civis e militares.

Na oportunidade, o Tenente-Brigadeiro Baptista Junior ressaltou que o Centro Espacial de Alcântara está pronto para receber veículos lançadores de empresas comerciais, como a empresa SpaceX, e explicou as vantagens associadas à operação do CEA, como: a proximidade do mar, a localização de aproximadamente 2º18’ ao sul da Linha do Equador, o que possibilita lançamentos em órbitas polares e equatoriais; baixa densidade demográfica; ausência de incidência de terremotos e furacões; baixa densidade de tráfego aéreo e marítimo; e localidade ideal para lançamentos sob demanda (responsive launches).

Desenvolvimentos de satélites de sensoriamento remoto

Na ocasião, também foi discutida a possibilidade de uma parceria para o desenvolvimento e operação de satélites de sensoriamento remoto de baixa órbita, a fim de apoiar as operações de proteção da Amazônia brasileira.

De acordo com o Comandante da Aeronáutica, a SpaceX poderia contribuir para a preservação do meio ambiente, investir em créditos de carbono e ajudar a proteger as Comunidades Nativas Brasileiras. “Além disso, as operações de lançamento poderiam ser realizadas a partir do território brasileiro”, acrescentou.

SpaceX

A SpaceX é uma empresa líder no mercado global de lançamentos comerciais e pode se tornar uma empresa parceira nas operações de lançamento de veículos espaciais a partir do território brasileiro. A empresa também foi selecionada para enviar ao espaço os satélites de sensoriamento Lessonia, que serão operados pela Força Aérea Brasileira.

Durante o evento, o empresário Elon Musk, dono da SpaceX, foi condecorado com a medalha de Ordem ao Mérito concedida pelo Ministério da Defesa.

Sistema de Monitoramento Espacial

Outra área de interesse da Força Aérea Brasileira é a instalação de um Sistema de Monitoramento Espacial, a fim de melhorar a segurança das operações de satélites. Uma rede de sensores, operada pela FAB, para o monitoramento, a partir do hemisfério Sul, da frota de satélites do governo brasileiro, bem como da frota de satélites da empresa SpaceX.

Segundo o Tenente-Brigadeiro Baptista Junior, estes dados de monitoramento dos satélites comerciais seriam compartilhados com a comunidade internacional, seguindo os protocolos da ONU sobre o uso do espaço exterior, colaborando com a conscientização global da situação espacial.

“O Brasil gostaria de estabelecer uma parceria para o desenvolvimento tecnológico de veículos lançadores. A Força Aérea Brasileira possui um Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) para intercâmbio tecnológico. Seria muito oportuna uma parceria para o desenvolvimento e operação de uma constelação de satélites de sensoriamento remoto de órbita baixa, a fim de apoiar as operações de proteção da Amazônia brasileira”, explicou o Oficial-General.

Janela para o espaço

O Centro Espacial de Alcântara consiste em um conjunto de bens e serviços utilizados para lançamento de veículos espaciais comerciais em território nacional, proporcionando uma infraestrutura necessária para dar suporte às atividades específicas de empresas de lançamento.

Em atendimento à exploração espacial, o CEA tem condições de prover o suporte logístico, integração e testes finais de carga útil, lançamento de objetos espaciais, previsão meteorológica, coleta de dados via telemetria, rastreio, sistema de comando e controle e demais tecnologias.


Fonte: Agência Força Aérea

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sábado, 21 de maio de 2022

2ª SC Expo Defense - O GBN Defense esteve presente

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Convidados pela nossa briosa Marinha do Brasil, o GBN Defense esteve presente nos dois dias da 2ª edição da SC Expo Defense, feira nacional de tecnologia e produtos de defesa que recebeu um grande público, oportunidade na qual foi possível conhecer muitas novidades, com a participação de diversas Empresas Estratégicas de Defesa que compõe nossa Base Industrial de Defesa (BID), o evento que ocorreu entre os dias 19 e 20 de maio na Base Aérea de Florianópolis, em Santa Catarina, reunindo 77 expositores, com a participação de representantes do Ministério da Defesa, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira e de centros acadêmicos.

O evento foi organizado pelo Comitê da Indústria de Defesa (Comdefesa) e pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), reuniu profissionais das áreas de Defesa, autoridades civis e militares, representantes governamentais e acadêmicos, com o objetivo de mostrar o que há de mais moderno em produtos e tecnologia de Defesa, promovendo a integração das Forças Armadas com a indústria e centros de tecnologia.


Nosso correspondente, Luiz Henrique, conferiu as novidades que foram apresentadas durante esta edição da feira, logo publicaremos uma matéria sobre nossa cobertura do evento, com novidades sobre o PROSUB, Tamandaré e diversos outros programas estratégicos.



Enquanto isso, você leitor pode conferir algumas imagens do que esta por vir em nossa matéria: 




















GBN Defense - A informação começa aqui

com imagens de nosso correspondente Luiz Henrique Teles

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12ª Brigada de Infantaria Leve participa do exercício "ARATU VII" em Formosa

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No período de 14 a 27 de maio, militares da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), sediados em Caçapava-SP, estarão realizando atividades operacionais de adestramento no Campo de Instrução de Formosa (CIF).

O adestramento conta com apoio do 1° Batalhão de Aviação do Exército (1ºBAvEx) que irá dispor de nove aeronaves, além de militares do Centro de Adestramento SUL e LESTE, do 1° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (1° Btl DQBRN) do Rio de Janeiro-RJ, do 3° Esquadrão de Cavalaria Mecanizada de Brasília-DF, do 3º Centro de Telemática de Área de SP, da Companhia de Comando e Controle de Brasília, da 6ª Companhia de Comunicações (6ª Cia Com) de Cristalina-GO, do Batalhão Escola de Comunicações  (BEsCom) e do 25º Batalhão Logístico Escola (25º BLog Es), ambos do Rio de Janeiro-RJ, além do apoio logístico e administrativo das Organizações Militares subordinadas ao Comando de Artilharia do Exército.

No dia 15 de maio a 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) deu início às atividades do Exercício ARATU VII com diversas atividades de instrução e nivelamento de conhecimentos envolvendo a tropa da Força-Tarefa do 5° Batalhão de Infantaria Leve (5° BIL), os militares da área de saúde,  do 1° Btl DQBRN e do 1° BAvEx.

Nesse dia, diversas instruções de nivelamentos, orientações, briefings e treinamentos foram realizados com a finalidade de encerrar o ciclo de instruções antes das operações propriamente ditas.


A 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) iniciou o Exercício Aratu VII com a primeira atividade operacional, a infiltração de um destacamento de reconhecimento da Força-Tarefa do 5° BIL com o apoio de uma aeronave HM-4 JAGUAR do 1° BAvEx.

O destacamento de reconhecimento embarcou no aeroporto de Formosa (GO) e infiltrou em território figurado como país VERDE. A partir do ponto de desembarque iniciaram os trabalhos de reconhecimento de uma zona de desembarque próximo a uma cabeça de ponte aeromóvel, onde será feito o desembarque da subunidade CORE (Combined Operation and Rotation Exercises). 

Militares da Força Oponente (FOROP) do Centro de Adestramento Sul e Leste realizaram o briefing das atividades futuras no interior do caminhão de comando e controle da 12ª Companhia de Comunicações Leve. Ocorreu também o treinamento de evacuação aeromóvel dos militares da área de saúde com o apoio do 1°BAvEx e também a instrução de nivelamento do 1° Batalhão DQBRN para a tropa do 5° BIL.


Outra importante atividade simulada realizada pela 12ª Brigada de Infantaria Leve Aeromóvel, contou com aeronaves do 1° BAvEx, onde realizaram ressuprimento aeromóvel para alocar mantimentos como água, ração operacional, munição e roupas de proteção para a tropa de superfície.

Militares integrantes da Equipe TASA (Transporte Aéreo, Suprimento e Serviço Especial de Aviação) prepararam o material a ser transportado e realizaram a ancoragem na aeronave Jaguar que fez o transporte de 320 Kg na carga externa. Duas aeronaves Pantera transportaram dois fardos com 200 kg de material e outras duas aeronaves FENNEC realizaram a segurança em voo das demais aeronaves. Todo o material foi transportado para pontos balizados no terreno pela Companhia CORE e permitiu a tropa de superfície prosseguir nas operações após o ressuprimento aeromóvel.


A principal finalidade do Exercício ARATU VII, é a preparação das tropas da Brigada Aeromóvel para um exercício combinado com os militares do Exército dos Estados Unidos, denominado CORE (Combined Operation and Rotation Exercises), que será realizado no segundo semestre deste ano em solo americano.

Para este exercício a Brigada Aeromóvel se deslocou da região do Vale do Paraíba para Formosa-GO com efetivo de 564 militares, 60 viaturas e 9 aeronaves para realizar todo o adestramento.


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com informações da 12ª Brigada de Infantaria Leve

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