quarta-feira, 26 de julho de 2017

Homenagem do GBN ao Capitão Igor S. Bastos

Há exatamente um ano, numa fatídica terça feira, 26 de julho, uma colisão entre duas aeronaves AF-1B (A-4KU) Skyhawk da Marinha do Brasil durante exercícios de ataque de superfície, pôs fim a brilhante carreira do piloto de um dos caças navais, o Capitão de Corveta Igor Simões Bastos.

Após o acidente esperava-se logo localizar e resgatar o experiente aviador naval, mas infelizmente a história não foi escrita assim. Ao longo de 88 dias foram realizadas buscas intensas na esperança de localizar o aviador naval, porém, com passar dos dias as esperanças de se encontrar nosso piloto com vida foi se esvaindo. O mar guardou nosso piloto e sua aeronave, que em seu leito encontrou seu ultimo repouso.

O Capitão-de-Corveta Igor Bastos servia no Esquadrão VF-1 há mais de 7 anos, durante sua carreira contabilizou 877,1 horas de voo. Era considerado um dos pilotos com maior experiência na aeronave modernizada, AF-1B. 

Sua desenvoltura como Aviador Naval lhe conferiu importantes marcas, cabendo destacar: Piloto de Testes das aeronaves AF-1 A/B, Líder de Esquadrilha, Oficial de Sinalização e Pouso (OSP), Instrutor e Padronizador de todos os Estágios Operacionais do Esquadrão VF-1, Checador de cartão de Voo por instrumentos. 

No Esquadrão VF-1, o Comandante Igor Bastos, que já havia sido Chefe do Departamento de Manutenção, exercia a função de Chefe do Departamento de Operações.

Nosso editor teve a oportunidade de conhecer o saudoso aviador: " Tive o prazer de conhecer o Capitão Igor durante um dos portões abertos na BAeNSPA, conversamos um pouco ao lado de um dos "falcões", me contou um pouco sobre a experiência de voar o A-4, era um camarada bem humorado e que conhecia bem sua aeronave. Quando soube do acidente e fui informado de que o Capitão Igor estava no comando do "Skyhawk" que caiu, não acreditei que fosse passar de um susto, onde teriamos apenas a perda da aeronave. Nossa equipe se empenhou na cobertura das buscas, ansiosos por noticiar que nosso amigo havia sido localizado e passava bem, mas infelizmente essa noticia não se concretizou e ficamos muito tristes com a fatalidade. Em minha memória ficou nossa última conversa, onde ambos "sonhavamos" com no futuro ver o VF-1 recebendo aeronaves SeaGripen e um novo NAe na esquadra brasileira...infelizmente perdi um amigo, um verdadeiro brasileiro que honrou a pátria e deu sua vida em prol do cumprimento de sua missão, Um "homem do céu e do mar" o qual tive a oportunidade de conhecer, um raro brasileiro como tantos outros heróis que passam por nós despercebidos no dia a dia, arriscando suas vidas e muitas das vezes não recebem o justo reconhecimento. Eu e toda equipe do GBN News queremos aqui prestar uma justa homenagem ao amigo, o militar, o piloto, ao brasileiro que foi Igor Simões Bastos, e estender aos seus familiares nossas sinceras condolências e sentimentos..."


Angelo Nicolaci
Editor do GBN News

Ministro da Defesa descarta atuação das Forças Armadas no policiamento de ruas no Rio

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, descartou nesta terça, 25, a possibilidade de as Forças Armadas atuarem no policiamento das ruas do Rio. Segundo ele, desta vez os militares apenas darão apoio a operações de inteligência das polícias Militar, Civil e Federal.
Jungmann também não quis adiantar quando acontecerão essas ações, que, afirmou, vão durar até o final de 2018. Em entrevista à Rádio CBN, ele comparou a participação militar na segurança pública ostensiva - que já aconteceu em outras ocasiões - a um período de férias para os criminosos.
“Há uma sensação (de segurança) que todos têm quando se vê um soldado patrulhando a rua. Só que aquilo são férias para bandido, porque eles sabem que nós temos que sair, que não é possível permanecermos por tempo indefinido. E aí eles simplesmente se retraem, tiram férias, e voltam em seguida à nossa saída. O que precisa fazer é ir aonde está o comando do crime e seus instrumentos, suas ferramentas. Aí você tem, de fato, condições de reduzir a criminalidade, tornando a segurança não algo que vai e vem a reboque da presença de forças ostensivas, mas de fato reduzindo a capacidade da criminalidade. Isso só se faz com inteligência e ação integrada”, defendeu.
Jungmann afirmou ainda que a atuação militar no policiamento das ruas custa caro e só é usada quando há um “esgotamento da capacidade de manter a segurança”. A ocupação do Complexo da Maré durante um ano e meio, lembrou, custou R$ 400 milhões aos cofres federais. Na Olimpíada, o envio de 23 mil homens consumiu por R$ 3 bilhões. Em sua opinião, os custos inviabilizam a generalização dessas experiência. “Imagina fazer isso em todo o Rio”, disse.
Para o ministro, há criminosos ligados ao poder público no Rio. “O Rio tem um problema que é a criminalidade e outro que é aquela parte do Estado e do poder público que foi capturada pelo crime. Ou seja, o crime conseguiu se infiltrar nas diversas esferas governamentais do Estado do Rio. Não só apenas nas forças policiais, é muito mais amplo. Você viu o que aconteceu no Tribunal de Contas”, disse. Segundo o ministro, o avanço do crime ocorre em todo o País, mas no Rio está num estágio mais avançado.
“Há 800 comunidades que estão sob o controle do crime organizado (no Rio de Janeiro). Ora, quem controla território tem voto. Quem tem voto elege seus representantes ou seus aliados. Isso significa que o crime tem capacidade de colocar no Legislativo do Rio alguns de seus representantes”, acusou.
Jungmann também anunciou que irá ao Rio, ainda nesta semana, para se reunir com as autoridades de segurança Pública do Estado. O assunto será tratar das operações das Forças Armadas com as polícias do Rio.

Fonte: Estadão via Notimp

GBN News - Um ano do acidente que vitimou o Capitão de Corveta Igor Bastos

Hoje se completa um ano do acidente envolvendo duas aeronaves AF-1 (A-4KU) Skyhawk da Marinha do Brasil, que resultou na morte do Capitão de Corveta Igor Bastos, após sua aeronave cair no mar em consequência da colisão, ambos não foram localizados desde então.

O GBN News acompanhou de perto toda operação que tentou desde o primeiro momento localizar e resgatar o aviador naval, porém, todas as tentativas não tiveram sucesso. Diversos meios foram empregados ao longo de 88 dias no esforço de se reaver o corpo do militar que provavelmente ficou preso ao cockpit da aeronave.

As únicas partes localizadas da aeronave foram dois pneus do conjunto de trem de pouso principal, localizados em áreas distantes do local em que a aeronave caiu, tendo sido um encontrado na praia de Monte Alto, distrito de Arraial do Cabo e o outro na Praia do Peró em Cabo Frio.

Na manhã desta quarta feira (26) a Marinha do Brasil divulgou nota oficial, na qual altera o status do piloto de "desaparecido" para "morto em serviço".

Ao longo de um ano, as causas do acidente ainda não foram identificadas pelo inquérito aberto para apurar o acidente. 

Segundo nosso editor, Angelo Nicolaci, a aeronave pode ter se deslocado da zona de queda devido a um hipotético "bolsão de ar" na fuselagem e a pressão dos pneus, o que pode ter feito com que a aeronave não tenha tocado a areia e com isso se deslocado por conta da maré, teoria que pode ser considerada pelas áreas onde foram localizados os únicos vestígios da aeronave.

Segundo essa teoria, os destroços podem te sido levados para uma área distante da zona de buscas, o que pode explicar a falta de sucesso nas buscas, mesmo com emprego de diversos equipamentos de ponta, como foi o caso do uso do navio "Fulgro Aquárius", cedido pela Petrobras para apoiar as operações de busca.

segundo outra teoria, apresentada por Alexandre Galante, especialista e editor da Forças de Defesa, a aeronave pode ter se "desintegrado" com o impacto no mar, o que pode ter espalhado diversos pedaços no leito oceânico dificultando sua localização.

Nós do GBN News queremos render uma justa homenagem ao Capitão de Corveta Igor Simões Bastos, e prestar mais uma vez solidariedade aos amigos e familiares, onde queremos aproveitar para agradecer a todos os homens e mulheres que arriscam suas vidas diariamente em prol de nossa segurança e não recebem o merecido reconhecimento de nossa sociedade. Estamos gratos a todos vocês pelo grande sacrifício que fazem por nossas famílias, que Deus receba em seus ternos braços todos que partiram, e que abençoe e guarde todos que aqui permanecem diariamente cumprindo com sua missão.


"Saudosas memórias sempre sobrevivem ao mais trágico evento, a perda de um ente ou amigo, jamais pode ser esquecida, pois a saudade nos toma o peito e nos trás as boas memórias de momentos vividos, porém, honramos nossos mortos não apenas com a dor de nossas lágrimas, mas com as pegadas que ficam ao longo de nossa caminhada, honramos através de cada conquista que sucede a perda, pois um dia a gente vai se encontrar, e quando isso acontecer, que tenhamos em mãos vitórias para partilhar..." 
                                                                              " Angelo Nicolaci"


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MBT egípcio "atropela" terroristas e evita ataque bomba, confira as imagens

Um veículo suspeito avançava com quatro homens armados em seu interior em direção á um ponto de controle no norte do Sinai, no caminho um MBT, provavelmente um T-72 egípcio, acompanhado de duas viaturas MRAP, o motorista do blindado não pensou duas vezes ao identificar a ameaça representada pelos quatro homens que gritavam com fuzis AK-47, engatou a marcha e esmagou o veículo, as pessoas ao redor abandonaram seus carros enquanto o blindado esmagava o veículo com seus ocupantes. 

Após esmagar o veículo o motorista do blindado recua á uma distancia segura e surpreendentemente o que restou do automóvel explode em uma enorme bola de fogo após a detonação da carga explosiva que havia no veículo, infelizmente sete pessoas morreram no local.

Não se sabe se a detonação se deu de maneira espontânea como resultado da passagem do blindado, ou se um dos ocupantes conseguiu detonar o explosivo após ser atropelado por toneladas de aço que compactaram o veículo em uma pequena massa de ferro retorcido.



O Exército do Egito divulgou as imagens de uma câmera de segurança que flagrou toda situação. O ministério da defesa elogiou as forças armadas por salvar a vida de cerca de 60 pessoas e "frustrar uma grande tentativa de atingir um dos postos de segurança".

"O motorista do tanque conseguiu responder ... Ele apressou-se a interceptar o carro e a confrontá-lo e colidiu com ele", diz uma declaração do  Ministério da Defesa Egípcio.

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Irã irá fortalecer capacidades de defesa em resposta á sanções dos EUA

O Irã está acostumado a viver com as sanções dos EUA e continuará a desenvolver suas capacidades de defesa em resposta à última rodada de sanções aprovada pelos legisladores de Washington, disse o presidente Hassan Rouhani a seu gabinete.

"Tomaremos qualquer passo que julgarmos necessário em consonância com os interesses do nosso país, e continuaremos nosso caminho sem prestar atenção às suas sanções e políticas", disse o presidente iraniano á imprensa.

Rouhani acrescentou que o Irã continuará seu desenvolvimento militar apesar da pressão de qualquer país estrangeiro.

"Devemos sempre fortalecer nossa defesa e fortaleceremos todas as nossas armas defensivas, independentemente da opinião dos outros", disse Rouhani.

As declarações do presidente iraniano vem depois que os EUA após uma esmagadora maioria em votação no congresso, aprovou impor novas sanções contra a Coréia do Norte, o Irã e a Rússia. No Irã, foram apontadas 18 organizações e indivíduos ligados ao programa nacional de foguetes, compras militares e ao Corpo da Guarda da Revolução Islâmica.

O Irã e os EUA viram sinais breves de um descongelamento nas relações depois que Teerã e seis potências mundiais, incluindo os EUA, assinaram um acordo que restringe a pesquisa nuclear do Irã em troca da suspensão das sanções internacionais em 2015.

As relações já voltaram à sua habitual hostilidade, no entanto, a coisa se agravou sob o presidente Donald Trump, que repetidamente acusou Teerã de violar os termos do acordo, que ele marcou como "pior caso".

Trump, no entanto, não chegou a afirmar que esta era a posição oficial de sua administração quando ele certificou ao Congresso no início deste mês que Teerã não quebrou os termos do acordo. Mas esta semana ele disse ao Wall Street Journal que sua decisão pode ser diferente da próxima vez e que ele deve atualizar os legisladores sobre o assunto.

O presidente dos EUA ainda não assinou o projeto de lei das sanções, com funcionários da Casa Branca enviando sinais mistos sobre se ele faria isso ou não. O apoio a legislação no Congresso seria suficiente para superar um hipotético veto do Trump.

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com agências

terça-feira, 25 de julho de 2017

KC-2 "Trader" na Marinha do Brasil - O GBN esclarece as dúvidas sobre o polêmico programa da Marinha do Brasil


 Imagem: Euangellus Comunicação
Diante de tantas questões e críticas sobre o programa de aquisição das aeronaves KC-2 "Trader" pela Marinha do Brasil, o GBN News resolveu esclarecer nosso publico á respeito desta aquisição da Marinha, continuada mesmo após a desativação do único NAe brasileiro o A-12 " São Paulo". Então fomos até a Marinha do Brasil buscar respostas aos principais pontos que temos observado nos debates e discussões que envolvem esta aquisição.


A aeronave KC-2 "Trader" é estrategicamente importante para a Marinha do Brasil, ampliando sensivelmente a sua atuação sobre a “Amazônia Azul”, fornecendo vetores que operariam de forma conjunta com o desativado NAe A-12 “São Paulo” e totalmente aptos a operar com um futuro NAe a ser incorporado a médio/longo prazo. O seu alcance, suas capacidades de transporte de carga, de passageiros e de reabastecimento em voo (REVO) permitirão um incremento considerável na dimensão Logística da Esquadra. 



Os "Traders" eram as únicas aeronaves disponíveis no estoque americano, capacitadas a operar no A-12. Ou seja, não havia outro tipo que pudesse atender as necessidades da Marinha do Brasil, o que determinou a escolha dos "Traders" além de sua capacidade de operar no A-12 e a disponibilidade de espaço para transporte dos tanques auxiliares necessários ao reabastecimento em voo das aeronaves AF-1 (A-4KU) "Skyhawk". 



Após a aquisição foram realizados estudos com vistas a modernizar as aeronaves, visando o cumprimento do Conceito de Emprego, fez-se necessário o estabelecimento de ações conjuntas entre os Setores do Material e Operativo, afim de adequar o meio ao serviço naval, em especial no tocante ao estabelecimento das configurações, dotações e requisitos específicos que devam ser atendidos, como comunicações, sensores e equipamentos especificamente destinados ao reabastecimento de outras aeronaves em voo, de modo a atender os requisitos definidos no Relatório de Alto Nível de Sistemas (RANS). 




O custo unitário de aquisição de cada aeronave foi de US$ 12.500,00. O custo total do processo de modernização está orçado em US$ 109.400.000,00, o que corresponde a remotorização e reconfiguração total dos componentes eletrônicos das aeronaves, bem como a obtenção de uma dotação inicial de sobressalentes e de itens rotacionais (pool), obtenção de equipamentos de apoio no solo; obtenção de documentação técnica e treinamento de pilotos e pessoal técnico. Em face desses elementos de apoio logístico e de treinamento comuns a todas as aeronaves, não cabe se referir a um custo unitário de modernização por aeronave. 



As aeronaves serão providas de “On-Board Oxygen Generating System” (OBOGS), tanto para a tripulação quanto para os passageiros; sistema para reabastecimento em voo, além de todos os equipamentos de Comunicações e Navegação, que serão integrados a dois Flight Management System (FMS). 



As aeronaves KC-2 representam um incremento significativo na capacidade de transporte de carga, de passageiros e permitem REVO em proveito de uma Força Naval, permitindo um incremento considerável na dimensão Logística da Esquadra. 




Em razão de seu tipo de missão, a aeronave não possui sistemas defensivos. Por este mesmo motivo, a aeronave também não era dotada originalmente com tais sistemas. 



O KC-2 atenderá aos seguintes perfis de missão com a desativação do A-12:


  • Prover o apoio logístico móvel por intermédio de transporte administrativo e de reabastecimento em voo de aeronaves de asa fixa; 
  • Transportar pessoal de interesse naval, inclusive mediante lançamento de paraquedistas;
  • Realizar esclarecimento a fim de obter informações necessárias para a orientação do planejamento e do emprego de forças navais;
  • Coletar dados meteorológicos e geográficos de áreas determinadas; 
  • Efetuar operação de Busca e Salvamento (SAR); 
  • Prover evacuação aeromédica. 


A Marinha do Brasil possui, dentre outros Projetos Estratégicos, o Programa de Obtenção de Navios Aeródromos (PRONAe), que prevê a construção/aquisição de um Navio Aeródromo (NAe). Portanto, a manutenção dos programas de modernização das aeronaves AF-1 e de obtenção dos KC-2 permanece relevante, mesmo sem a disponibilidade do A-12, de modo a preservar as competências essenciais associadas à operação da aviação de asa fixa embarcada, as quais, se perdidas, iriam requerer um esforço muito mais oneroso e demorado para retomar essa capacidade quando da aquisição do futuro NAe. 



O KC-2 contará com diversos sistemas de busca, Além do radar de busca/ meteorológico, a aeronave possuirá um equipamento “Direction Finder” (DF) para localização de emissões rádio de náufragos e navios em situação de perigo. Há estudos, ainda, para verificar a aceitabilidade de equipar as aeronaves com FLIR, Search Light e janela de observação (tipo bolha) para aumentar a eficiência em operação SAR. 



A aviônica contará com equipamentos dedicados para a navegação e deverão incorporar um Sistema de Navegação Inercial (INS), GPS, VOR, ILS, TACAN e ADF; além de prever a capacidade de comunicação nas faixas de VHF, UHF e HF, inclusive nas frequências de VHF marítimas. A aeronave não possuirá um computador de missão e nem armamento. 



Serão colocadas em operação quatro células após a modernização como uma vida útil de 16.000 horas de voo cada. 



O projeto considerou a capacidade de REVO das aeronaves AF-1 (A-4KU), entretanto, existe compatibilidade com as aeronaves da FAB, o que possibilitará a realização de operações conjuntas, nos mesmos moldes do que já ocorreu entre os AF-1 e F-5. 



A Marinha do Brasil tem mantido os olhos á frente de seu tempo, pois a mesma mantendo os programas KC-2 "Trader" e AF-1 "Skyhawk", visa não permitir que se perca uma capacidade que há muito tem sido trabalhada e conquistada com muito empenho e investimento, a falta momentânea de um NAe operacional não pode influenciar na capacidade de operar com aeronaves de "asa fixa".

Nós do GBN News queremos agradecer á equipe do Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil e ao Contra-Almirante Flávio Augusto Viana Rocha, que sempre tem esclarecido questões inerentes a força naval brasileira, estabelecendo um canal aberto e transparente entre a Marinha do Brasil e nossa publicação, o que torna possível trazer aos nossos leitores informações oficiais e fidedignas, dando o devido respeito aos nossos leitores e colaboradores.


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Falha no teste de interceptação do SM-3 Block IIA foi humana

Uma análise da Agência de Defesa de Mísseis dos EUA com relação á um teste de interceptação de mísseis balísticos que falhou, mostrou que uma entrada equivocada no sistema de combate por um marinheiro no DDG USS "John Paul Jones" fez com que o míssil se autodestruísse antes de atingir o alvo.

Um controlador tático de datalink, responsável por manter o intercâmbio de dados criptografados entre os navios e aeronaves, identificou acidentalmente o alvo do míssil balístico recebido como amigável no sistema, fazendo com que o míssil SM-3 se autodestruísse em voo, de acordo com uma fonte.

O chefe da MDA (Agência de Defesa de Mísseis) não comentou o erro do marinheiro, mas disse em uma declaração que a revisão em curso confirmou que não era um problema com o míssil SM-3 Block IIA ou o sistema de combate Aegis da Marinha.

"Embora a revisão ainda esteja em processo, o interceptor SM-3 IIA e o sistema Aegis foram eliminados como a causa potencial da falha", disse o ex-chefe da Força Aérea, Sam Greaves, diretor da MDA.

"Estamos realizando uma extensa revisão como parte de nossos processos padrão de engenharia e teste, e não seria apropriado comentar até completar a investigação".
O teste marcou o quarto teste de lançamento do SM-3 Block IIA e a segunda vez que foi lançado a partir de um navio. O míssil interceptou com sucesso mísseis balísticos em um teste de fevereiro. O míssil está sendo desenvolvido pela Raytheon e é um projeto conjunto entre os EUA e o Japão, projetado para combater a crescente ameaça de mísseis da Coréia do Norte e outros.

A revelação de que o erro humano provavelmente causou a falha no teste em 22 de junho é um alívio para os militares e empresas desenvolvedoras, a tecnologia BMD é fundamental, já que a ameaça de mísseis balísticos está em ascensão.


O que parece não haver problemas com o interceptor, disse Thomas Karako, especialista em defesa de mísseis do Centro de Segurança e Estudos Internacionais.

"Por mais infeliz que seja, é positivo que não se tratasse de uma questão de tecnologia ou de um fracasso mais profundo que precisasse ser investigado durante longo período", disse Karako. "Não há motivos para acreditar que a capacidade básica que já foi demonstrada tenha novos problemas".


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com agências

Defesa italiana pode receber mais de 15 bilhões em investimentos

Os generais italianos estão observando uma receita inesperada de 14,9 bilhões de dólares para cobrir a aquisição de novos helicópteros Chinooks, drones e mísseis. Mas há uma ressalva... os recursos podem levar anos para ser disponibilizados.

Como parte do complexo financiamento estatal da Itália, o orçamento deste ano conta com 10 bilhões de euros para novos programas de defesa e um complemento de 2,8 bilhões para programas existentes, todos fornecidos além do orçamento regular de defesa.

O dinheiro foi destinado a novas aquisições, incluindo quatro novos helicópteros CH-47F para as Forças Especiais da Itália, uma versão de longo alcance do drone Piaggio Hammerhead e mísseis MBDA CAMM-ER em desenvolvimento, o substituto do míssil Aspide da Itália.

Isso deve ser suficiente para atender as forças armadas da Itália, mas a liberação do financiamento deve ocorrer ao longo de 16 anos, entre os anos de 2017 e 2032, e precisará da aprovação final do Ministério das Finanças italiano, segundo um analista.

O plano foi esboçado no mês passado para a comissão de defesa do parlamento italiano pelo general Guglielmo Luigi Miglietta, chefe do departamento de planejamento e orçamento do Estado-Maior das Forças Armadas, que disse que tinha como objetivo aperfeiçoar a indústria de defesa italiana e preservar os programas existentes.

Entre os novos programas estão a aquisição de quatro helicópteros CH-47 F Extended Range e os mísseis CAMM-ER.

"É possível que esses dois programas, mais cedo ou mais tarde, recebam financiamento através do orçamento de defesa devido à sua importância, sem esperar os recursos desse fundo", disse o analista.

"A Boeing gostaria de vender "Chinooks" de prateleira para a Itália, mas o Leonardo da Itália vai querer participar na produção, já que teve participação no fornecimento dos "Chinooks" anteriores para a Itália", acrescentou.

O general Miglietta disse que o "Aspide" chegaria ao fim em 2021, levando a necessidade de um substituto.

Uma fonte na industria italiana disse que o fundo especial continha 800 milhões para o desenvolvimento do Drone Piaggio P.2HH, uma nova versão do Piaggio P.1HH Hammerhead, que está sendo submetido a vôos de teste.

Com uma maior envergadura, a nova versão ofereceria autonomia de 30 horas de voo, segundo a fonte.
Embora a Piaggio seja agora controlada pelo fundo de investimento dos Emirados Árabes, Mubadala, a empresa emprega funcionários na Itália e o P.1HH está sendo testado pela Força Aérea Italiana. Foi encomendado pelos Emirados Árabes Unidos e a Piaggio disse anteriormente que a Força Aérea italiana vai comprá-lo, embora nenhum pedido tenha sido anunciado.

A fonte disse que o financiamento foi acordado pelos Emirados Árabes Unidos e pelo ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi.

O general Miglietta disse ao Parlamento que o novo drone substituiria os UAV Predator da Itália. O analista disse que o desenvolvimento do P.2HH pode enfrentar obstáculos. "O financiamento está lá como um sinal para Mubadala, mas o Euromale europeu está se tornando mais realista, parece que a Alemanha e a França podem fazê-lo desta vez, e isso poderia reduzir a viabilidade do desenvolvimento italiano", disse ele.

O general Miglietta disse que os programas existentes para se beneficiar do financiamento plurianual incluem a produção de veículos blindados da Freccia para completar uma segunda brigada do exército e a conclusão do programa de fragatas FREMM da Marinha italiana.

O financiamento também seria utilizado para o desenvolvimento de um mini-UAV e uma nova embarcação de resgate submarino. Os militares usarão 1,1 bilhão do financiamento para completar sua nova sede unificada na Centocelle, nos arredores de Roma. A sede, apelidada de Pentágono italiano, levará o Exército, a Marinha e a Força Aérea a ocupar o mesmo predio, limitando a ambição dos planejadores a criarem sinergias e planejamento conjunto entre os serviços que há muito guardaram sua independência.

A mudança envolveria os serviços que deixaram sua sede histórica no centro de Roma, disse o general Miglietta.


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com agências

Dirigível nacional estreia nos ares

Dirigíveis parecidos com o famoso Zeppelin vão voltar aos céus de várias regiões do País, desta vez transportando cargas como celulares, pás eólicas e torres de energia. A brasileira Airship, empresa do grupo Bertolini, um dos maiores do ramo de transporte, realizou nesta segunda-feira, 24, em São Carlos (SP), o voo inaugural do primeiro dirigível tripulado fabricado na América Latina. 
Ainda um protótipo, o ADB 3-X01, como é chamado o balão de 50 metros, foi concebido para transportar seis pessoas e cargas de até 1,5 tonelada. Em um ano, a empresa pretende lançar uma versão comercial, que terá a capacidade ampliada para carregar 3 toneladas. 
Em meados de 2019, será a vez do ADB-3-30, que terá 120 metros e poderá carregar até 30 toneladas – como comparação, o Boeing 747-8 mede 76 metros. Pelo menos cinco empresas privadas e duas estatais já estão negociando a compra ou locação das aeronaves, diz Paulo Caleffi, presidente da Airship. 
Já há carta de intenção de parceria com a estatal Eletronorte, que entregou à Airship mais de R$ 3 milhões para apoiar o desenvolvimento de um dirigível para inspeção de linhas de alta tensão em locais de difícil acesso, como montanhas e florestas. Os Correios também pretendem utilizar as aeronaves para entregar encomendas. 
ADB-3-30
Caleffi não revela nomes das empresas privadas interessadas no projeto, mas adianta o uso que elas pretendem dar ao dirigível, como retirada de madeira degradada das florestas, transporte e instalação de pás eólicas e transporte de produtos de tecnologia produzidos na Zona Franca de Manaus.
As Forças Armadas também poderão adaptar os dirigíveis para patrulhamento em fronteiras, por exemplo. O grupo não descarta usá-los em turismo e ações de marketing – a exemplo do que fez a Goodyear entre 1998 e 2006, quando seu blimp sobrevoava a capital paulista. 
“Mas o maior objetivo é o transporte de cargas, principalmente na Região Amazônica, que carece de estradas”, diz Irani Bertolini, dono do Grupo Bertolini. A empresa, com sede em Manaus (AM), atua na área de transporte rodoviário de soja e milho com mais de 2 mil caminhões e no fluvial com cerca de 230 balsas. O grupo também tem um estaleiro e uma fábrica de semirreboques, entre outros negócios, e emprega cerca de 5 mil funcionários.
Trajetória. Resultado de um projeto que começou a ser desenvolvido há 12 anos, a Airship inicialmente tinha a empreiteira Engevix como sócia. A empresa vendeu sua fatia de 50% aos Bertolinis em 2016, após ser envolvida na Operação Lava Jato.
O desenvolvimento do dirigível consumiu R$ 150 milhões, segundo Bertolini, sendo parte financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O executivo não informa os investimentos nos próximos passos do projeto. Segundo Caleffi, o grupo tem 71 fornecedores brasileiros, mas boa parte dos componentes ainda será importada.
O grupo aguarda homologação dos dirigíveis que serão comercializados pela Agência Nacional de Aviação (Anac), o que deve ocorrer em um ano. O protótipo será utilizado na escola de pilotos de dirigíveis criada pela empresa.

Fonte: Estadão

VANT - Suspensão na Polícia Federal representa retrocesso e negligência

Após um grande investimento na aquisição e treinamento para operação de VANTs pela Polícia Federal, o programa simplesmente foi abandonado. Um imenso desperdício de recursos públicos, uma vez que se trata da suspensão de um dos programas estratégicos de maior importância á segurança nacional e combate ao crime transnacional e contrabando de armas e drogas no Brasil.

O programa originalmente previa a aquisição de 14 VANTs, os quais iriam ser responsável pelo monitoramento de estradas e áreas de fronteira, sendo um dos principais ativos de inteligência para identificar e acompanhar veículos suspeitos e atividades ilícitas nas divisas e estradas brasileiras. Os mesmos teriam capacidade de operar 24 hrs por dia, porém, apenas dois VANTs foram adquiridos junto á israelense IAI, representando um investimento inicial de 27 milhões de dólares, e que não alcançaram o nível operacional previsto por falta de "interesse" da instituição brasileira, uma vez que haviam os recursos necessários para se implementar o sistema e torná-lo operacional, embora muitos dos responsáveis neguem que o programa esta sendo abandonado por falta de interesse real no funcionamento do sistema.

O VANT é um meio de grande valor estratégico, sendo capaz de monitorar sem ser percebido e permanecer por horas em atividade contínua, garantindo uma real capacidade de cobertura e coleta de dados em tempo real, podendo operar sob diversas condições climáticas e prover fotos e imagens nítidas de grande valia para identificação de criminosos.

O programa possui um custo elevado, porém, os resultados que o mesmo é capaz de obter justificam o investimento. Segundo dados revelados seriam necessários 500 milhões de reais anuais para Polícia Federal manter o programa operacional em acordo com o previsto inicialmente em seu plano de operação. Os únicos dois VANTs adquiridos para o programa de monitoramento da Polícia Federal não decolam desde fevereiro de 2016. Estando "abandonados", empoeirados e parcialmente desmontados em São Miguel do Iguaçu (PR), um verdadeiro crime de negligência.

Desde 2009 foram gastos cerca de 145 milhões de reais no programa. Os quais não condizem com o montante total disponibilizado ao programa, o que demonstra a verdadeira face do problema, uma vez que haviam recursos para se levar adiante o programa, faltou vontade "política" e interesse público em se usar este importante ativo afim de realmente tornar possível o combate eficaz ao crime organizado no Brasil que se vale do deficiente controle de nossas estradas e fronteiras.

Corroborando para veracidade desta denúncia, no ano passado foi disponibilizado cerca de 28 milhões ao programa, dos quais apenas 3,4 milhões foram empregados no programa de vigilância e monitoramento por VANTs da Polícia Federal, o que demonstra que cerca de 88% dos recursos ainda estão no caixa do programa.

Há uma série de "justificativas" sobre a suspensão do programa, desde a falta de meios necessários á operação das aeronaves, como contrato de manutenção e sistemas de comunicação dos VANTs, á uma "necessidade" de modernizar os sistemas de câmeras das aeronaves e o treinamento de novos pilotos, tendo sido informado que dos agentes treinados para realizar essa tarefa, dois se aposentaram e os outros estão encarregados de outras funções. Há ainda um "planejamento" para deslocar as duas aeronaves para operar no monitoramento da Amazônia, o que demonstra uma visão míope e pouco realista com relação as reais necessidades brasileiras, além de haver a necessidade de aquisição de sistemas de meteorologia para operação das mesmas naquela região do país.

A miopia é tremenda que leva a crer que não trata-se de entraves técnicos ou orçamentários, mas sim de conivência do estado com organizações criminosas, as quais seriam prejudicadas com a atuação dos VANTs na vigilância e monitoramento, representando uma real ameaça aos criminosos e suas redes sórdidas de contrabandos e roubos, o que traria uma real capacidade as instituições de segurança brasileira de cumprir com seu papel.

Os VANTs nunca chegaram próximo do que foi inicialmente proposto, onde era previsto o apoio e a integração com as Forças Armadas, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, o Ibama e até a Funai. Informações sobre o crime transnacional poderiam ser compartilhadas com outros países e organismos multilaterais. 

O descaso ainda representa um grande prejuízo tecnológico ao Brasil, uma vez que era previsto no contrato com a IAI a transferência de tecnologia para fabricação e desenvolvimento nacional de VANTs tendo como base o sistema adquirido.

Outro desperdício do dinheiro público se mostra através da baixa operação dos VANTs, os quais possuíam contrato de manutenção que previa a operação de mil horas anuais, o que jamais foi alcançado, uma vez que os dois VANTs jamais voaram mais que 468 horas durante o ano. E não para por ai, no ano de 2011 a Polícia Federal investiu 365 mil reais para que fosse projetada a base de operações destas aeronaves, que ficou orçada em 37 milhões de reais, investimento que visava atender aos requisitos técnicos do fabricante para operação das mesmas, uma vez que a base onde estavam sendo operados não atendia aos requisitos técnicos, sendo uma pista adaptada para o uso dos VANTs e o hangar era emprestado pelo município, apesar de haver recursos a Polícia Federal não executou a construção da base.

O programa teria sido capaz de atender as necessidades de combate ao crime de diversos estados, incluindo patrulhamento marítimo se houvesse sido levado adiante e com real interesse em obter resultados, algo que só causa mais revolta em relação á falta de visão e políticas de estado no sentido a ter uma atuação séria e responsável no combate a criminalidade e principalmente o respeito ao contribuinte que paga altos impostos e no fim final dá de cara com absurdos como esse. 

Me pergunto até quando vamos assistir a tudo de braços cruzados, ou melhor, como diz aquela música do rapper Gabriel Pensador: " ...Até quando você vai ficar usando rédea? Rindo da própria tragédia. Até quando você vai ficar usando rédea? Pobre, rico ou classe média. Até quando você vai levar cascudo mudo? Muda, muda essa postura. Até quando você vai ficando mudo? Muda que o medo é um modo de fazer censura. Até quando você vai levando? Porrada! Porrada! Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando? Porrada! Porrada! Até quando vai ser saco de pancada?..."

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