domingo, 18 de fevereiro de 2018

"Zumwalt" receberá capacidade de ataque de superfície

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O DDG-1000 Zumwalt, o mais moderno e caro destroyer da US Navy, após um polêmico desenvolvimento, onde atingiu custos astronômicos e atrasos no desenvolvimento, hoje opera sem poder disparar o AGS, sua arma principal,  a qual possui o custo de 1 milhão de dólares por disparo de cada LRLAP, o valor proibitivo de sua munição que ainda não conta com uma solução para o alto custo. Após diversas tentativas de se desenvolver novas munições de menor custo para seu armamento principal, a US Navy tomou a decisão de converter os navios da classe que passa a contar com novas capacidade de combate de superfície, deixando sua missão principal de ataque contra alvos terrestres, assumindo a nova missão de defesa aérea e de superfície.

Cena que não será vista, um DDG-1000 disparando LRLAP
Segundo a nova visão da marinha norte americana, os modernos e gigantescos destroyers de alta tecnologia, agora irão atacar navios inimigos a grande distância.

Foi solicitado ao Congresso que atenda ao pedido da US Navy para proceder na conversão dos seus destroyers furtivos da Classe Zumwalt, que foram desenvolvidos como navios de ataque terrestre, para uma plataforma polivalente, capaz de realizar ataques de superfície e defesa aérea.

O pedido de orçamento para 2019 inclui o investimento de  89,7 milhões de dólares para integrar aos destroyers da classe Zumwalt o míssil SM-6 de longo alcance da Raytheon, que pode ser empregado tanto como um míssil anti-aéreo, como anti-superfície, além da variante de ataque marítimo do míssil Tomahawk.

Converter os DDG-1000 em navios de ataque de superfície é uma importante conquista no campo da guerra de superfície, o que irá fortalecer as capacidades ofensivas da esquadra norte americana. Tal conversão também atenderá a demanda feita pelo Comando do Pacífico, que vem pressionando para obter novos sistemas de longo alcance para compensar a crescente ameaça representada pelos modernos mísseis de longo alcance da China.

O SM-6 é um míssil versátil, tendo realizado com êxito um teste em agosto do ano passado, onde obteve sucesso contra um míssil balístico de médio alcance, o qual foi abatido pelo SM-6, que explode em proximidade com alvo, lançando fragmentos que neutralizam seu  objetivo. Técnica diferente do SM-3 Block IIA em desenvolvimento que atinge o alvo diretamente. 

O SM-6 tem como particularidade, a capacidade de ser empregado para atingir alvos de superfície, tanto sobre o mar, quanto em terra, possuindo um raio de ação com centenas de quilômetros. Segundo noticiado recentemente, a US Navy planeja adquirir cerca de 625 misseis SM-6 nos próximos anos.

Obter uma plataforma de ataque de superfície para operar no Pacífico se encaixa confortavelmente com o conceito de letalidade defendido pelo ex-vice Almirante Thomas Rowden, que argumentou que os navios de superfície podem e devem ser usados ​​com capacidade ofensiva, e não apenas serem relegados à defesa dos porta-aviões.

Ao adicionar sistemas de longo alcance a todo tipo de navio, força os adversários potenciais a gastar recursos não apenas nos destroyers e cruzadores, mas também nos LCS e até navios anfíbios que não tem um papel de grande relevância no passado, argumenta Rowden.

O recurso solicitado no orçamento de 2019 também será destinado a atualização dos sistemas de combate, atualização do datalink e alguns novos equipamentos de coleta de inteligência de sinais. 

O orçamento não financiará novas munições para o sistema avançado de armas desenvolvido para o navio. No final de 2016, foi cancelado o desenvolvimento e compra do LRLAP de ataque ao solo de longo alcance, que custou cerca de um milhão de dólares cada.

Os AGS (Advanced Gun Systems) permanecerão nos navios, mas em status inativo para uso futuro, quando estiver disponível munição com as capacidades necessárias e custo acessível.

O AGS, é o maior sistema de armas navais dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial, foi desenvolvido especificamente para a classe Zumwalt, assim como a LRLAP que pretendia disparar. Não houve um plano de backup, então quando a compra passou de 28 para apenas três, os custos permaneceram estáticos, elevando o preço da LRLAP.


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Com agências
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Canal "Arte da Guerra" - Exército no Rio de Janeiro: Três Perguntas

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Diante da Intervenção Federal no Rio de Janeiro, a qual teve o decreto assinado na última sexta (16) pelo presidente Michel Temer, onde já publicamos um artigo esclarecendo o que significa essa intervenção em "Art.34 - Entenda a Intervenção Federal no Rio de Janeiro através da análise do GBN News". Mas tal fato tem criado um intenso debate e movimentado as redes sociais, o que abre espaço para perguntas cujas repostas exigirão reflexão dos políticos, empenho da sociedade e recursos do governo.

Nosso parceiro, Cmte Robinson Farinazzo, lançou um vídeo onde ele levanta três importantes questões sobre a Intervenção Federal, confira: "Exército no Rio de Janeiro: Três Perguntas" para todos que buscam maior conhecimento e obter um conteúdo crível e de qualidade, recomendo que acessem e assistam a esse novo trabalho de nosso canal parceiro o "Arte da Guerra", onde convido a se inscrever e participar dos debates, basta clicar aqui no link e conferir conosco.


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FFG-X - US Navy seleciona 5 fornecedores e avança rumo a novas Fragatas

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A US Navy deu o primeiro passo rumo a seus novos navios de escolta, onde concedeu a cinco empresas um contrato de 15 milhões de dólares para concepção de projetos para o programa de fragatas denominado FFG-X.

Entre as concorrentes selecionados estão a Huntington Ingalls, Lockheed Martin, Austal, General Dynamics e a italiana Fincantieri. Os concorrentes terão um prazo de 16 meses para formular e apresentar suas propostas, então a US Navy selecionará um dos fornecedores para apresentar o detalhamento do projeto seguido do contrato para construção da nova classe de fragatas que deverão compor a esquadra norte americana.
LCS - Lockheed Martin

O valor de 15 milhões inicial do contrato de desenvolvimento pode aumentar, chegando na casa dos 22 milhões de dólares, segundo informações disponibilizadas. Essa primeira fase de desenvolvimento das propostas do FFG-X deve ser concluída até junho de 2019.

National Security Cutter proposto pela Huntington Ingalls
A US Navy pretende assinar o contrato para o primeiro navio do FFG-X em 2020. A previsão é que em 2020 seja assinado a construção do primeiro exemplar da nova classe, seguido pelo segundo em 2021, posteriormente o programa prevê a construção de dois navios por ano, de acordo com os planos de construção, a Marinha dos EUA espera contar com cerca de 52 navios de superfície dessa categoria, sendo a maior parte composta por LCS. 

Fincantieri participa com sua FREMM
Tanto a Austal quanto o Lockheed Martin estão competindo com versões ampliadas de seus LCS, já a Huntington Ingalls está oferecendo uma versão do NSC (National Security Cutter) da Guarda Costeira.  A italiana Fincantieri apresenta a FREMM como a solução para o FFG-X. A General Dynamics se uniu com a espanhola Navantia, ofertando uma variante da F100.

A General Dynamics oferece a F100 da Navantia
A proposta da US Navy com a FFG-X, é conseguir equilibrar os custos com a aquisição da nova classe, o que irá garantir manter as capacidades da US Navy, obtendo um custo mais modesto para construção e operação dos novos navios que deverão compor a esquadra norte americana, para tanto abriu-se espaço para empresas estrangeiras como a Fincantieri e a Joint entre a General Dynamics com a Navantia, afim de conseguir equilibrar a concorrência e obter melhores custos de desenvolvimento e construção.


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Com agências
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Como a China se tornou uma potência militar global

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A modernização das forças armadas chinesas está acontecendo mais rápido do que a maioria dos especialistas esperava.
Cada vez mais, dizem observadores do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), são os chineses (e não mais a Rússia) que estabelecem o padrão usado por Washington para avaliar a capacidade de sua própria máquina de guerra.
E esta constatação é especialmente verdadeira para a Marinha e a Aeronáutica, que são o foco do esforço de modernização da China. O IISS é sediado em Londres, no Reino Unido.
O aumento do poder chinês foi discutido na última edição do Balanço Militar, um relatório publicado anualmente pelo IISS desde o ano de 1959. O estudo é uma avaliação ampla da capacidade e dos gastos bélicos de cada país.
As mudanças nas forças armadas chinesas já estão em andamento há alguns anos. Mas agora o país asiático atingiu, ou está muito próximo de atingir, o ponto no qual se torna um rival sério para os Estados Unidos. Os americanos continuam sendo a maior potência bélica do mundo.
Antes da publicação do Balanço Militar na última terça-feira (13), eu me reuni com pesquisadores do IISS para entender melhor os detalhes desta tendência.
O progresso técnico acumulado pela China é impressionante em várias áreas - desde mísseis balísticos de longo alcance até caças militares de quinta geração. No ano passado, por exemplo, a China colocou na água seu último navio de combate - o cruzador Type 55. O poder de fogo da embarcação não fica aquém de nenhum equipamento da Otan, a aliança militar ocidental liderada pelos Estados Unidos.
Neste momento, a China está trabalhando em um segundo navio porta-aviões (o primeiro, construído totalmente pelo país, foi lançado em abril de 2017). Também está reformando a estrutura hierárquica do comando de suas forças. E, em termos de artilharia e defesa anti-aérea, já possui alguns armamentos mais avançados que os controlados pelos Estados Unidos.
Desde o fim dos anos 1990, a Marinha chinesa passou a receber transferências de tecnologia russa, e renovou a maior parte de sua frota de navios e submarinos.
Os chineses também dizem que seu novo jato de combate para um tripulante, o J-20, já está em operação.
No jargão militar, o J-20 é o que se chama "jato de quinta geração". Significa que a aeronave traz a tecnologia "stealth" (parcialmente invisível a radares) e quebra a barreira do som quando está em velocidade de super cruzeiro (supersônica), entre outras coisas.
Os especialistas da IISS, porém, são céticos quanto às capacidades da Aeronáutica chinesa.
"A Força Aérea chinesa ainda precisa desenvolver táticas viáveis para operar com estes aviões de quinta-geração", dizem eles, "e criar doutrinas militares capazes de mesclar os novos jatos de combate com os modelos de 'quarta geração' já existentes".
"Apesar disso, o progresso chinês é muito claro", dizem os especialistas do IISS. "Além dos aviões em si, eles agora têm toda uma linha de mísseis disparados por aviões que não devem nada aos que existem nos arsenais do Ocidente", dizem.

Empurrar a guerra para o Pacífico

A edição deste ano do Balanço Militar dedica um capítulo inteiro aos desenvolvimentos no armamento aéreo de Rússia e China - segundo a publicação, um dos principais desafios ao domínio ocidental.
Desde o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos e seus aliados usaram ataques aéreos em várias ocasiões, com um número muito pequeno de baixas. Mas esse domínio, segundo o IISS, será desafiado cada vez mais nos próximos anos.
A China está desenvolvendo uma linha de mísseis de longo alcance disparados por jatos contra outros aviões (no jargão, esses projetos são chamados de "míssil ar-ar"). O alvo dessas armas são aeronaves de comando e de abastecimento que hoje estão fora de alcance. Estas últimas são peças-chave - ainda que muito vulneráveis - de qualquer ataque aéreo.
De acordo com os autores do Balanço Militar, é possível que estes novos mísseis chineses ar-ar "forcem os Estados Unidos e seus aliados regionais a rever não só suas táticas, técnicas e procedimentos, mas o próprio direcionamento de seus programas de combate aeroespacial" nos próximos anos.
Já em terra, o Exército chinês está ficando para trás no esforço de modernização, segundo o relatório do IISS. Apenas metade dos equipamentos estaria atualizada e teria utilidade para o combate, diz o estudo.
Mas, mesmo nesta área, há progresso sendo feito.
A China tem um objetivo estratégico claro por trás do desenvolvimento dos novos armamentos. A ideia é que, na eventualidade de um conflito armado, o poder militar dos Estados Unidos seja empurrado o mais longe possível das fronteiras chinesas. De preferência, para o meio do Oceano Pacífico.
No jargão militar, a estratégia é conhecida como "defesa de território por negativa de acesso", ou A2AD, na sigla em inglês. A estratégia está por trás da escolha chinesa de armas aéreas e marítimas de longo alcance, capazes de colocar em risco destacamentos inteiros da Marinha dos Estados Unidos.
Então, em uma analogia com o futebol, como adversária militar, pode-se dizer que a China chegou com êxito à Premier League (divisão de elite do Campeonato Inglês). Mas esse, porém, não é o fim do impacto militar global de Pequim. O país também está perseguindo uma estratégia ambiciosa de exportação de armamentos. Com frequência, a China tem tentado vender tecnologias avançadas para outros países.

Guerra comercial

O mercado de drones militares é um bom exemplo. Esta é uma tecnologia que está se expandindo rapidamente e que põe em questão a fronteira entre os tempos de paz e de guerra.
Os Estados Unidos, que foram pioneiros na área, recusaram-se a vender certos drones armados mais sofisticados para outros países, com exceção de aliados tradicionais, como o Reino Unido. A França, que já opera com drones Reaper, de origem americana, anunciou planos para armar os equipamentos.

Já os chineses nunca tiveram limitações parecidas: exibiram em feiras militares do mundo todo seus veículos aéreos não-tripulados, junto com os armamentos que eles podem carregar. Segundo o relatório do IISS, a China já vendeu estes drones (chamados de UAVs, na sigla em inglês) para vários países, incluindo Egito, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Miamar, entre outros.
Este é um ótimo exemplo de como uma política para a área militar trouxe resultados imprevistos: a relutância de Washington em vender tecnologia deixou o caminho aberto para Pequim.
É inegável também que a decisão política dos Estados Unidos acabou estimulando países que, até então, só usavam drones para fins de inteligência, a irem atrás da variante de combate.
Exportadores de armas dos Estados Unidos e do resto do Ocidente veem a China como uma ameaça comercial crescente. Na comparação com o cenário de dez anos atrás, houve um aumento importante da presença chinesa no mercado, oferecendo equipamentos de boa qualidade.
O país do extremo Oriente, como mostra o exemplo dos drones, está tentando entrar em mercados que os fabricantes ocidentais e seus governos consideram "sensíveis demais".
E, como me disseram os especialistas do IISS, a China tende a levar vantagem nesta disputa. Geralmente, o armamento chinês oferece algo como 75% da capacidade do concorrente ocidental, mas por 50% do preço. Uma bela oferta.
Já as exportações de armamentos de solo chinesas são menos impressionantes. Continuam restritas aos mercados de países como a Rússia e a Ucrânia.
Mas em 2014, quando o governo ucraniano perdeu o prazo de entrega de uma remessa de tanques comprados pela Tailândia, os tailandeses recorreram a um armamento chinês - o tanque VT4. E parecem ter gostado: no ano passado, a Tailândia encomendou uma nova remessa.
Os especialistas do IISS também dizem que a China está trabalhando em armas voltadas para mercados específicos - mencionam, por exemplo, um tanque de guerra leve pensado para países africanos, cujas estradas e infraestrutura não aguentam os modelos mais pesados desenvolvidos em outros países.

Armas da China em mãos de terceiros

O papel crescente da China como fonte de armamento sofisticado é algo que aterroriza vários países e não só os vizinhos do gigante asiático.
As forças aéreas ocidentais tiveram cerca de três décadas de superioridade. Mas a estratégia de "negativa de acesso" dos chineses acabou dando origem a armas que podem ser usadas para a mesma finalidade por outros países também.
Um país da Europa Ocidental pode nunca enfrentar um conflito com a China, mas pode um dia ter de lidar com armas chineses nas mãos de outros países. Como diz um pesquisador do IISS, "a percepção de que os riscos serão baixos ao intervir num território estrangeiro agora precisa ser revista", diz.

Fonte: BBC Brasil
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sábado, 17 de fevereiro de 2018

"Art.34 - Entenda a Intervenção Federal no Rio de Janeiro através da análise do GBN News

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Esta sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018, entra para história brasileira como o dia em que pela primeira vez desde promulgada a Constituição Federal do Brasil, há poucos meses de completar trinta anos, foi invocada a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. 

O GBN News que há algum tempo publicou alguns artigos de análise sobre o emprego das forças armadas sob o Art.142 da Constituição Federal, "Exército Brasileiro não é polícia", entenda o Art 142 da Constituição Federal, agora lançamos uma análise sobre a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, traçando um comparativo entre as operações de Garantia da Lei e Ordem (GLO) e a atual intervenção, através de decreto assinado pelo presidente Michel Temer.

 A intervenção federal nos estados é prevista na Constituição Federal de 1988, porém, nunca foi decretada antes na história brasileira. Tal decreto demonstra que a situação na segurança pública fluminense encontra-se praticamente fora de controle, não estando muito diferente de outros estados brasileiros que passam por momentos turbulentos, um claro reflexo do descaso ao longo de décadas, somados á programas míopes e políticas sociais sem qualquer resultado real. Outro ponto é a ausência de gestores comprometidos com a sociedade, onde nos últimos anos presenciamos graves escândalos envolvendo o alto escalão político brasileiro, tendo o Rio de Janeiro assistido o ex-governador Sergio Cabral indo para trás das grades sob inúmeras acusações de fraudes, desvio de dinheiro público e corrupção, além dos episódios envolvendo o também ex-governador Anthony Garotinho. Este cenário político conturbado se junta ao aumento vertiginoso da criminalidade e a audácia desses criminosos, cada vez mais ousados em ações que tem posto em cheque a capacidade do estado em lidar com a ameaça representada pelo crime organizado no Rio de Janeiro, onde em um dos episódios mais absurdos, criminosos subiram os muros de uma instituição militar e obrigando os militares a cessar a educação física que realizavam na OM.


O que é a intervenção federal?

Diferente do que ocorreu por repetidas vezes na história recente, a intervenção federal difere da invocação do Art. 142 da Constituição Federal, onde a "Garantia da Lei e Ordem", quando aplicada, permite a atuação das Forças Armadas na segurança pública, de forma excepcional, em momentos de episódios de perturbação da ordem e esgotamento do aparato de segurança pública do Estado. Onde além das forças armadas, é solicitado apoio da Força Nacional, que passam a ser empregadas em auxilio as operações de segurança do Estado, sendo solicitada pelo seu governador, onde é mantida a autonomia do Estado na gestão da segurança pública, com as forças federais e militares atuando em coordenação com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, estando subordinadas a esta. Já a intervenção prevista no Art.34 da Constituição Federal, o controle sai do estado e passa totalmente para esfera federal, onde a responsabilidade e gestão das políticas de segurança, e todo aparato de segurança, á saber, Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro e todo aparato prisional, passa a ser comandado pelo interventor federal, sob o que reza o Art.34 nos incisos III e VII b:

Art.34; "A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: I - manter a integridade nacional;

II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;

III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública

IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;

V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:

a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;

b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei;

VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;

VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

b) direitos da pessoa humana

c) autonomia municipal;

d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.


Ainda de acordo com a Constituição Federal, o Art. 36 esclarece alguns pontos em relação ao Art,34:

§ 1º O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembléia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas.

§ 4º Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal. 


Segundo o decreto assinado por Michel Temer, o governo federal conduzirá a intervenção na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro até o dia 31 de dezembro deste ano. Com isso, a responsabilidade de gestão que em condições "normais" cabe ao governo do Estado, passa para o governo federal, que será representado pelo interventor.

Gen.Ex Walter Braga Netto com Ministro da Defesa Raul Jungmann
O interventor nomeado para assumir será o Gen.Ex Walter Braga Netto,  Comandante do Comando Militar do Leste, tendo sido o responsável pela segurança dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Seguindo os ritos, neste momento o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Roberto Sá, entrega o cargo, com Gen.Ex Walter Braga Netto assumindo pleno controle de gestão da segurança pública fluminense, assumindo então o comando controlando do aparato de segurança, conforme supracitado, a PMERJ, PCERJ, CBMERJ e administração penitenciária.

Com assinatura do Decreto, agora deverá ocorrer uma primeira fase de estudos, segundo os quais serão determinadas as medidas e estratégias a serem adotadas pelo interventor para solucionar as questões de segurança do estado.

A intervenção será restrita a área de segurança pública, onde não terá qualquer controle sobre outras áreas da administração, nem sobre outros poderes.

Durante a intervenção federal, não estão suspensos os direitos fundamentais do cidadão, como o direito de ir e vir, de protestar, de se reunir, a exigência de mandato judicial para busca e apreensão em domicílio, a prisão apenas sob circunstâncias legais e o direito ao devido processo legal.

A única alteração de fato, é que o governo federal passa a gerir a segurança pública, mantendo seu aparato, podendo adicionar a estes tropas federais, como já ocorre no Rio de Janeiro através da GLO, não havendo nenhum tipo de restrição de direitos.

Para termos de comparação, a Intervenção Federal no Rio de Janeiro, vem em terceiro na escala de intervenções federais sobre os estados previstas nos termos constitucionais, estando abaixo do Estado de Defesa e do Estado de Sítio, onde estes são momentos de exceção constitucional, onde são suspensos todos direitos fundamentais. O Estado de Defesa pode ser acionado, por exemplo, no caso de um ataque como de 11 de setembro, já o de Sítio é previsto em casos de guerra e conflitos civis.


Não se trata de intervenção militar

Diferente do que tem sido alardeado nas redes sociais, a intervenção federal não é uma intervenção militar, apesar do interventor designado pelo governo federal seja de fato um General de Exército. Tal fato levanta muita discussão, mas apresenta um ônus as Forças Armadas Brasileiras, onde através do Gen.Ex Walter Braga Netto, o Exército Brasileiro mais uma vez assume um papel que não faz parte de suas atribuições, conforme já tratamos anteriormente aqui no GBN News, onde nosso editor, Angelo Nicolaci em conjunto com nosso consultor, o advogado Joâo Pedro M. Amorim, abordaram a problemática do emprego de Forças Armadas em segurança pública.

Alguns indivíduos sem o devido conhecimento a respeito da intervenção federal, vem criticando a medida adotada pelo governo federal e a indicação de um General como interventor, alegando tratar-se de um "retrocesso" democrático. Tal manifestação é fruto da alienação política no que tange aos conhecimentos constitucionais, e mais ainda com relação ao papel do Exercito Brasileiro na manutenção das vias democráticas no Brasil, sendo a mais ilibada instituição brasileira, um exemplo de compromisso, sacrifício e honra.

Segundo o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Gen. Sérgio Etchgoyen, quando questionado se a intervenção militar poderia colocar a democracia em risco, durante coletiva de imprensa, o mesmo foi bem direto em sua resposta: "As Forças Armadas jamais foram ameaça à democracia em qualquer tempo, após a redemocratização. Ameaça à democracia é a incapacidade das polícias estaduais em enfrentar a criminalidade".


Uma visão nacional

Olhando para o Brasil como um todo, há uma grave deficiência por parte dos Estados em lidar com a problemática da segurança pública, sendo visível não apenas no Rio de Janeiro, mas em diversos estados, a ingerência pública com relação as questões de segurança, onde podemos observar um alarmante aumento nas estatísticas da violência, sendo prova que há uma preocupante inércia dos governos estaduais e o que posso classificar como "obsolescência prática" do código penal brasileiro, sendo de grande urgência uma reforma penal, mas não podemos nos limitar a apontar as brechas no código penal, temos também de apontar a falta de medidas sócio=educativas que tenham impacto real na sociedade, pois o problema não é meramente "policial", devemos observar que há um enorme abismo na área educacional, onde há necessidade de se reavaliar os valores que passamos aos nossos jovens desde sua infância, e isso é uma questão que é de uma grande complexidade e não possui uma solução "mágica", pois depende de um esforço conjunto entre o governo e a sociedade, algo que esta muito além das atuais políticas sociais e medidas de educação e mesmo segurança pública.


Hoje se olharmos para as estatísticas, veremos que não é apenas o Rio de Janeiro que carece de uma real gestão em segurança pública, educação e saúde para não nos delongarmos, mas diversos estados enfrentam os mesmo problemas e alguns em proporções mais alarmantes até que no caso fluminense. Tal situação será abordada em breve aqui no GBN News, onde trataremos das questões de segurança pública e educação, sendo estes pilares fundamentais para que surta algum resultado qualquer ação que tenha por objetivo o controle da criminalidade no Brasil, pois trata-se de uma resposta em "camadas", as quais serão abordadas pelo nosso editor e nossos consultores e colaboradores.


Nosso parceiro, Cmte Robinson Farinazzo, lançou uma análise da Intervenção Federal no Rio de Janeiro , onde ele pontua com maestria o contexto que levou o governo a realizar essa intervenção, vale a pena conferir o trabalho no Canal "Arte da Guerra", se inscreva e participe deste canal que é um dos melhores canais sobre defesa em língua portuguesa, click aqui e confira conosco



Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança.


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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Avião russo cai perto de Moscou, matando 71 pessoas

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Um avião operado pela russa Saratov Airlines caiu neste domingo na região de Moscou, matando todas as 71 pessoas a bordo, segundo agências de notícias russas, citando fontes nos serviços de emergência.
Havia 65 passageiros e seis membros da equipe no avião que desapareceu dos radares 10 minutos após decolar do aeroporto Domodedovo, de Moscou, informou a TASS.
O avião, um Antonov AN-148, tinha como destino a cidade russa de Orsk, na região de Orenburg, que faz fronteira com o Cazaquistão.
A TV estatal russa Rossiya-24 mostrou imagens de fragmentos do avião em um campo coberto de neve.
"Destroços foram encontrados, não há sobreviventes", disse uma fonte à Tass.
Os motivos que causaram a queda ainda não estavam claros. O Ministério de Transportes da Rússia considerava várias razões possíveis, incluindo condições climáticas e um erro no piloto, disse a Interfax.

Fonte: Reuters
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Turquia adverte que relação com EUA pode romper-se "totalmente"

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O governo da Turquia advertiu nesta segunda-feira que as relações com os Estados Unidos chegaram a um ponto de deterioração no qual existe o risco que se rompam "totalmente".
"Os laços com os Estados Unidos se encontram em um ponto muito crítico. Ou regulamos estas relações ou se romperão totalmente", afirmou o ministro de Relações Exteriores turco, Mevlüt Çavusoglu, em um discurso durante um congresso em Istambul sobre as relações entre Turquia e África.
Çavusoglu insistiu em criticar o apoio que Washington presta às milícias curdo-sírias Unidades de Proteção do Povo (YPG), aliadas dos EUA na sua luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), mas que a Turquia considera terroristas.
"Não queremos promessas e compromissos dos EUA, queremos passos concretos (a respeito das YPG). Para poder debater vários assuntos, a confiança perdida deve ser restabelecida, e a causa da perda de confiança são os EUA", comentou Çavusoglu.
"Os Estados Unidos apoiam as YPG com a desculpa de lutar contra o EI, mas as YPG não combatem o EI", reiterou o ministro.
Ancara considera as YPG uma ameaça contra sua segurança pelo vínculo que mantêm com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, a guerrilha curda que enfrenta o Estado turco há três décadas.
O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, visitará Ancara nesta quinta-feira para debater com as autoridades turcas os diferentes pontos de fricção entre os dois países, aliados na OTAN.
"A nossa expetativa com os Estados Unidos é clara: já não queremos promessas, queremos passos concretos. Se não fazem o necessário em Manbech, nós faremos", advertiu Çavusoglu, em relação à região síria sob controle da YPG desde 2016.
Ancara ameaçou repetidamente que estenderá a esse enclave a ofensiva iniciada no último dia 20 de janeiro contra as YPG na região de Afrin.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, denunciou em mais de uma ocasião que a presença das YPG perto da fronteira turca é "inaceitável" e pediu que Washington force sua retirada. 

Fonte: EFE
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EUA e Turquia fazem acordo para expandir luta contra terrorismo

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O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Herbert Raymond "H.R." McMaster, selou um acordo com membros do governo da Turquia para expandir a luta contra "todas as formas de terrorismo", em um momento de tensão entre os dois países pelo apoio de Washington a milícias curdas na Síria.
A Casa Branca informou neste domingo em comunicado a viagem de McMaster a Istambul entre 10 e 11 de fevereiro e a reunião que o assessor teve com Ibrahim Kalin, porta-voz da Presidência da Turquia.
Durante seu encontro, McMaster e Kalin reafirmaram a "associação estratégica a longo prazo" entre EUA e Turquia e expuseram seus "pontos de vista" sobre as relações entre os dois países como "aliados históricos" para enfrentar os "desafios estratégicos comuns e desenvolvimentos regionais".
Nesse contexto, McMaster e Kalin "falaram em detalhes sobre questões das relações bilaterais e a expansão da luta contra todas as formas de terrorismo", segundo a Casa Branca, que não especificou de que forma os dois países vão reforçar sua luta contra o terrorismo.
O encontro entre os representantes de EUA e Turquia acontece num momento de tensão entre ambos os países devido ao apoio de Washington à milícia curdo-síria Unidades de Proteção do Povo (YPG).
As milícias laicas YPG foram o principal aliado dos EUA na luta contra os jihadistas na Síria, mas Ancara as define como terroristas pelos seus estreitos vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda da Turquia.
O exército turco lançou em 20 de janeiro a operação "Ramo de Oliveira" contra as YPG no enclave de Afrin, um cantão na fronteira norte da Síria com a Turquia que está isolado do resto do território dominado por essa milícia e onde os EUA não têm presença militar.
Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 420 pessoas morreram em Afrin desde o começo da ofensiva turca.
As relações entre EUA e Turquia, parceiros militares na Otan, se deterioraram nos últimos 18 meses por diferenças na Síria e pela recusa de Washington de extraditar um clérigo islamita, Fethullah Gülen, a quem Ancara acusa de organizar o golpe de Estado de 2016. 

Fonte: EFE
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Casa Branca quer que Estação Espacial seja privatizada

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A Casa Branca deseja que a Estação Espacial Internacional (ISS) seja transformada em uma empresa privada, segundo revelou neste domingo The Washington Post.
O objetivo seria privatizar a ISS, em órbita terrestre, que é dirigida pela agência espacial americana e desenvolvida de maneira conjunta com a agência espacial russa.
Esta base é utilizada por uma tripulação internacional - especialmente em colaboração das agências espaciais europeia, japonesa e canadense - para desenvolver a pesquisa científica do universo espacial.
"A decisão de acabar com o apoio federal direto para a ISS em 2025 não significa que a plataforma será retirada da órbita nesse momento, é possível que a indústria possa continuar a operar elementos ou capacidades da ISS no âmbito de uma futura plataforma comercial", de acordo com um documento interno da NASA ao qual o jornal teve acesso.
"A NASA desenvolverá suas parcerias comerciais e internacionais ao longo dos próximos sete anos para garantir a presença e o acesso contínuo de seres humanos à órbita terrestre baixa", aponta o documento.
O governo americano incluirá em seu orçamento de 2019, que planeja revelar na segunda-feira, 150 milhões de dólares "para permitir o desenvolvimento e amadurecimento de entidades e capacidades comerciais que garantam que as pessoas que assumem a ISS sejam operacionais".
Para garantir a transição, a Casa Branca planeja solicitar uma "análise do mercado e planos de desenvolvimento" ao setor privado.
Desde a presidência de George W. Bush (2001-2009), a NASA começou a terceirizar certas operações, como voos de abastecimento, agora nas mãos de empresas privadas, como SpaceX e Orbital ATK.
Essa tendência foi acentuada com o governo de Barack Obama (2009-2017).

Fonte: AFP
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