domingo, 8 de dezembro de 2019

Su-57 avança com testes de nova motorização

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O caça de 5ª geração Su-57 esta realizando uma série de testes em voo com seu novo motor Izdeliye-30, segundo afirmou o diretor industrial da Rostec Aviation Cluster, Anatoly Serdyukov.

"Atualmente, os testes de bancada do motor avançado continuam e ele está sendo testado em voo. Em outubro, outro voo foi realizado para verificar as características de performance em vários modos de voo, especificamente a operação do sistema de vetorização e o sistema de combustível em sobrecargas negativas. No total, foram realizados 16 voos", relatou Serdyukov.
O Su-57 com o motor de nova geração conhecido como Izdeliye-30 realizou seu voo de estréia em dezembro de 2017. O motor receberá um sistema de controle automático totalmente eletrônico e garantirá a super-manobrabilidade do caça, a razão peso/empuxo, as características furtivas e o capacidade de realizar supercruise (voos de cruzeiro em velocidade supersônica).
O Su-57 é a aposta russa para garantir sua superioridade aérea no século XXI, e divide opiniões de especialistas em todo mundo, esquentando o debate acerca do desempenho e qualidades dos caças de quinta geração. O novo caça promete ser capaz de contrapor todos os tipos de ameaças aéreas, terrestres e navais, sendo uma importante cenário de combate aéreo neste meado do século XXI.

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sábado, 7 de dezembro de 2019

CIAAN forma primeira turma do Curso Especial de Apoio à Aviação para Oficiais

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Alunos do C-Esp-ApAvO no 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1)
Na manhã da última sexta-feira (6) o Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN), realizou no hangar do 1° Esquadrão de Helicópteros de Instrução (EsqdHI-1), a Cerimônia de Formatura da primeira turma do Curso Especial de Apoio à Aviação para Oficiais (C-Esp-ApAvO), constituída por 10 militares. O evento que foi presidido pelo Comandante de Operações Navais, Alte Esq. Leonardo Puntel e contou com a presença do Comandante em Chefe da Esquadra, V.Alte José Augusto Vieira da Cunha de Menezes e do Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante André Novis Montenegro, entre outras autoridades.

O C-Esp-ApAvO é um curso com duração de 15 semanas, criado em 2019 com o propósito de habilitar Oficiais dos Corpos da Marinha do Brasil, exceto os que possuem o Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais (CAAVO), o Curso Especial de Medicina de Aviação para Oficiais (C-Esp-MAVO) ou o Curso Especial de Psicologia de Aviação para Oficiais (C-Esp-PAVO), sendo voltado para o exercício das atividades gerenciais, administrativas e logísticas relacionadas com a Aviação Naval.

Na mesma ocasião, também se formaram cinco Oficiais Alunos do C-Esp-PAVO, que, desde 2005, prepara Oficiais com graduação em Psicologia para exercerem funções afetas ao atendimento, controle e avaliação do estado psicossocial e emocional dos Aviadores Navais e demais aeronavegantes. 

Alunos do C-Esp-ApAvO e do C-Esp-PAVO em exercício de sobrevivência na selva
A cerimônia ocorreu logo após o cerimonial de ativação do GAerNavMan, nova organização militar (OM) que tem por missão garantir a manutenção e disponibilidade dos meios aéreos operados pela aviação naval brasileira, e o GBN Defense esteve presente prestigiando essa nova página da história de nossa aviação naval, conseguindo uma entrevista exclusiva com o comandante do GAerNavMan, CMG Anderson Sergipe Vieira.



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O Almirante Yi Sun-Sin e o revolucionário Geobukseon

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Durante algumas pesquisas para compor nossa nova série sobre determinados tipos de navios de guerra, me deparei com uma história muito interessante e que com certeza é desconhecida por muitos aqui no Brasil, a qual remonta a história de um personagem que faz parte da história sul-coreana, sendo um dos mais brilhantes comandantes de sua história militar, o qual esta diretamente ligado ao desenvolvimento do primeiro encouraçado que temos registrado na história, estou falando do Almirante Yi Sun-Sin e o Geobukseon (ou Kobukson pelo seu nome coreano), mais conhecido como "Navio Tartaruga".

O almirante coreano Yi Sun-Sin, viveu no século XVI, comandante naval coreano durante a "Guerra de Imjin" conflito no qual coreanos e japoneses se enfrentaram em batalhas que são lembradas e estudadas até os dias de hoje por historiadores e especialistas em guerra naval. Yi Sun-Sin ganhou fama por suas heroicas vitórias contra a marinha japonesa, se tornando exemplo de conduta para coreanos e japoneses, entrando para história como um dos maiores heróis da Coréia do Sul.

Um fato curioso sobre a história de Yi Sun-Sin, é que diferente do que se pode pensar sobre as atribuições ao seu imenso sucesso como comandante naval, ele não teve qualquer treinamento naval prévio, ou mesmo estudou sobre a arte da guerra naval como muitos de seu tempo, o almirante Yi Sun-Sin conseguiu obter uma marca difícil de ser alcançada pelos mais estudados e famosos comandantes navais da história, nunca ter sido derrotado no mar e nem perdido um único navio sob seu comando para ação inimiga. Há o consenso entre vários historiadores militares que o colocam em pé de igualdade com o famoso almirante ocidental Horatio Nelson, sendo apontado como um dos maiores comandantes navais de toda história. 

Ao longo de sua carreira, o almirante Yi Sun-Sin participou de pelo menos 23 confrontos navais, todos contra as forças navais japonesas. Um fato de importante relevância para entender o tamanho da genialidade deste comandante naval, é que na maioria dessas batalhas, ele estava em menor número e não possuía os suprimentos necessários, onde mesmo em grande desvantagem surpreendeu o inimigo e conquistou inúmeras vitórias. 

Sua vitória mais famosa ocorreu na Batalha de Myeongnyang, onde mais uma vez se viu em grande desvantagem frente ao inimigo. Nesta ocasião, enfrentou uma verdadeira esquadra composta por 133 navios de guerra com uma flotilha de apenas 13 navios. Durante esse homérico embate, conseguiu colocar fora de combate ou destruir 31 dos 133 navios de guerra japoneses sem perder um único navio de sua força naval.

Grande parte desse sucesso avassalador, se deve ao emprego de uma verdadeira revolução na construção naval da época, um novo conceito que daria uma grande vantagem frente aos numerosos meios navais empregados pelos japoneses e que dariam aos coreanos a vitória naquele conflito. Estamos falando do "Geobukseon" ou "Navio Tartaruga".

Embora muitos atribuam o projeto do revolucionário navio as realizações de Yi Sun-Sin, na verdade o "Geobukseon" foi fruto de um projeto antigo, o qual remonta o reinado de Taejong, porém, o projeto não havia deixado os escritos, até que o almirante Yi Sun-Sin com sua mente criativa retomasse o conceito do "moderno" navio e com apoio de seus subordinados, conseguiu melhorar o projeto do navio tartaruga, dando origem a um dos mais formidáveis navios de guerra já construídos, empregando conceitos e métodos construtivos muito similares ao que ainda usamos hoje.

Os "Navios Tartaruga" projetados por Yi Sun-Sin contavam com onze canhões em cada lado do navio, com mais dois posicionados na popa e na proa. A proa do navio possuía uma cabeça de dragão, que curiosamente não servia apenas como adorno, sendo capaz de disparar projéteis balísticos, criar uma cortina de fumaça e mesmo lançar chamas, com certeza era muito intimidador e tinha um grande efeito psicológico sobre o inimigo, o que podemos elencar como um importante elemento da guerra psicológicaEm cada um dos bordos do "Navio Tartaruga" haviam pequenas aberturas pelas quais era possível disparar flechas, armas e morteirosO convés era totalmente coberto e protegido por uma chapa de aço com espigões que se assemelhavam a pontas de lança, o que dava proteção a tripulação sob ataque de flechas e mesmo projeteis balísticos. Os espigões dispostos sobre a "couraça" do convés tinha como objetivo impedir que o navio durante o confronto fosse invadido pelo inimigo. Para entendermos um pouco sobre essa inusitada solução, é preciso conhecer algumas características dos meios inimigos, onde os navios empregados pelos japoneses tinham os bordos mais altos que os navios coreanos, portanto, os espigões impediam que os atacante pulassem sobre o convés sem o risco de ser empalados. A propulsão se dava por dois mastros que possuíam duas velas grandes. O "Navio Tartaruga"  possuía vinte remos, cada um dos quais puxado por dois homens sob boas condições de mar e cinco em caso de mar grosso ou em situação de combate.

Os "Navios Tartaruga" foram uma parte importante da frota do almirante Yi Sun-Sin, tendo um papel de grande importância nos embates entre coreanos e japoneses, no entanto, ele nunca implantou mais de cinco destes navios em qualquer batalha por ele comandada, onde os canhões eram sua principal arma ofensiva. Diferente dos japoneses, os coreanos não empregavam a estratégia de embarque como a marinha japonesa, diante disto seus navios de guerra evitavam contato direto com os navios japoneses. O almirante Yi Sun-Sin estabeleceu como prioridade estratégica evitar o combate corpo a corpo, no qual a marinha japonesa era especializada. O navio tartaruga foi desenvolvido para apoiar essa estratégia e servir como uma importante arma de dissuasão e ataque contra as forças japonesas.

Foi durante a Batalha de Sacheon (1592) que Yi Sun-Sin empregou pela primeira vez em combate o "Geobukseon", e após o sucesso nesta batalha foram empregados ​​em quase todas as batalhas até a devastadora Batalha de Chilchonryang. Os "Navios Tartaruga" foram empregados ​​principalmente para liderar ataques. Eles eram mais usados ​​em estreitos e em torno de ilhas, em vez de operar em mar aberto.

Classe Chungmugong Yi Sun-Sin
O Almirante Yi Sun-Sin veio a óbito em 16 de dezembro de 1598, vitima de um ferimento de bala na "Batalha Naval de Noryang". Suas últimas palavras foram: "A batalha está no auge. Bata em meus tambores de guerra. Não anuncie minha morte". Yi Sun-Sin escreveu com sua genialidade e coragem seu nome na história de seu país, se tornou um herói nacional na Coréia, e continua sendo reverenciado ainda hoje citado como um importante personagem de sua história, assegurando a soberania coreana frente aos japoneses. Hoje o herói dá nome a uma das mais importantes classes de destróyers construídos e operados pela Coréia do Sul no início do século XXI, a Classe "Chungmugong Yi Sun-sin".

Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio, leste europeu e América Latina, especialista em assuntos de defesa e segurança.


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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Conflito no Atlântico Sul - Afundamento do "HMS Coventry" pelos A-4 argentinos

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A história da disputa pelo domínio das "Ilhas Falklands" no sul do Oceano Atlântico, ou "Ilhas Malvinas", como são mais conhecidas na América do Sul e pelos Argentinos, traz consigo um enorme campo para análises e aprendizados sobre o conflito ocorrido no final do século XX, para ser exato, no ano de 1982, quando a Argentina desafiou o poderio britânico, ao tentar assumir o domínio sobre o arquipélago que vem sendo alvo de disputa entre as duas nações desde o século XIX.

Para entendermos um pouco sobre a disputa, convido à observarem o mapa da região, onde o território pertence à Grã-Bretanha, e com grande maioria da população de origem britânica, apesar de tamanha distância. As Malvinas estão situadas à 500 quilômetros da costa argentina, onde duas ilhas se destacam pelo tamanho. A capital do arquipélago, Porto Stanley (localizada na ilha ao leste, a mais desenvolvida), foi o principal alvo da ação militar argentina que tentou tomar a posse das ilhas à força, iniciando a invasão que deu origem ao conflito no dia 4 de abril de 1982.

Durante o conflito houveram diversos embates entre as forças aeronavais e navais dos dois lados, onde mesmo em desvantagem, os aviadores argentinos conseguiram lograr importantes êxitos sobre a poderosa Marinha Real Britânica (Royal Navy). Dentre os ataques bem sucedidos, resolvemos falar sobre o afundamento do "HMS Coventry", um dos mais modernos navios em operação naquele conflito, e que afundou após um ataque bem sucedido realizado por caças A-4 Skyhawk argentinos há 37 anos.

Classe Sheffield - Type-42
O "Coventry" fazia parte da então moderna "Classe Sheffield" de destróiers britânicos Type-42, a qual curiosamente os argentinos também possuíam duas unidades, das quais uma ainda se encontra na ativa e a outra operou até 2013, quando sofreu um sinistro e afundou atracado em Puerto Belgrano, vitima da crise que se abate sobre as forças armadas daquele país, as quais não conseguiram se recuperar do duro golpe sofrido com a derrota em 1982. Voltando a Type-42, esta classe de navios foi desenvolvida como solução ao cancelamento da Type-82, a qual manteve a capacidade de defesa aérea como sua missão principal, contando com sistemas de defesa aérea "Sea Dart", considerados na época avançados misseis antiaéreos de médio alcance, porém, sua pífia atuação no conflito levantou inúmeros questionamentos sobre sua capacidade real de emprego. O "Coventry" possuía ainda um canhão principal de 4,5"Pol. e dois canhões Oerlinkon de 20mm e dois tubos de torpedos, no combate contra meios de superfície e submarinos, a Type-42 contava com um helicóptero Westland Linx.

Durante o conflito das Malvinas/Falklands, a Royal Navy enviou cinco exemplares da Type-42 como parte de sua Força Tarefa, "Sheffield" , "Coventry" , "Glasgow" e "Cardiff" oriundos do primeiro lote, e o "Exeter" oriundo do segundo lote, onde amargou a perda do "HMS Sheffield" após ser atacado por um míssil "Exocet" e teve o "HMS Glasgow" severamente avariado por uma ataque. Após a perda de Sheffield , uma nova tática de defesa aérea foi implantada na tentativa de maximizar as capacidades remanescentes da Força Tarefa. A solução encontrada frente as deficiências do sistema de defesa aérea de curto alcance nos navios Type-42, foi operar os Type-42 restantes em conjunto com as duas fragatas Type-22 (denominado não-oficial de Type-64), posicionando-os muito mais à frente da força principal, um esforço para afastar as aeronaves atacantes, o que em teoria cobriria a lacuna nas capacidades de defesa aérea. Porém, o dia 25 de maio de 1982, mostrou mais uma vez que o sucesso no combate esta muito mais ligado a capacidade de resposta dos envolvidos diretamente que a modernidade dos meios propriamente ditos.

No dia 25 de maio daquele ano, o "HMS Coventry" e a fragata Type-22 "HMS Broadsword"foram designadas para tomar posição a noroesteLá, atuariam como chamariz para aeronaves argentinas, afastando de outros navios operando no desembarque na Baía de San Carlos . Nesta posição, perto da terra, com mar aberto insuficiente entre ela e a costa, seus mísseis Sea Dart seriam menos eficazes. A "Broadsword" estava armada com o míssil Sea Wolf para emprego antiaéreo e antimíssil de curto alcance.


Pouco após as 12 horas, os britânicos se viram sob ataque dos Skyhawks argentinos. O ataque coordenado vinha por duas direções, o que dificultou o trabalho das defesas britânicas. O "Coventry" possuía uma grande limitação ao operar próximo a terra, uma vez que seu sistema de radares apresentava problemas para acompanhar e travar alvos voando em velocidade e baixa altitude próximo as ilhas. Essa limitação técnica que já havia sido identificada há algum tempo, antes mesmo do conflito no Atlântico Sul, se mostrou um mortal ponto fraco nas capacidades de defesa aérea da classe, e isso custaria muito caro aos tripulantes do "Coventry".

No COC (Centro de Operações de Combate) do "Coventry" os operadores de radares e sistemas de armas tentavam confirmar a localização das aeronaves atacantes, as quais haviam sido rastreadas por um breve período antes que as mesmas estivessem ao alcance dos "Sea Dart". Um dos oficiais teve a ideia de acionar o apoio aéreo dos Harriers, porém, essa decisão se mostrou um erro, levando a perda de preciosos minutos até que decidissem por disparar novamente os Sea Dart, Tal demora expôs ainda mais o "Coventry".

As aeronaves do primeiro ataque carregavam uma bomba de queda livre de 1.000 lb cada, enquanto as aeronaves da segunda carregavam três bombas de 250 kg. Os quatro Skyhawks atacavam a luz do dia, o que levou o grupo de ataque a voar tão baixo que o radar do "Coventry" não podia distinguir entre eles e a terra e não conseguiu solução de tiro. A "Broadsword" tentou obter uma solução de tiro com seus misseis Sea Wolf contra o primeiro par de Skyhawks pilotados pelo Capitán Pablo Carballo e o Teniente Carlos Rinke, mas o sistema de rastreamento travou durante o ataque.

Os britânicos tentavam a todo custo uma solução de tiro contra as aeronaves argentinas, mas à medida que se aproximavam, eles se perdiam em "ecos" de radar confusos pela proximidade com as ilhas a alguns quilômetros de distância. De repente os Skyhawks reapareceram no radar, a poucos metros acima das ondas. Os dois primeiros lançaram um ataque contra o "Broadsword", para sorte dos britânicos uma das bombas acertou apenas o nariz de um helicóptero Linx no convoo e caiu no mar.

No "Coventry" a tripulação continuava tentando obter uma solução de tiro contra o segundo par de Skyhawks pilotados pelo Primer Teniente Mariano A. Velasco e Alférez Leonardo Barrionuevo, que seguiam contra o "Coventry", voando um ângulo de 20 graus em relação à sua proa. Ainda incapaz de travar seus mísseis nas aeronaves argentinas, o "Coventry" disparou um míssil Sea Dart e manobrou bruscamente para estibordo tentando reduzir seu perfil. Esse foi um grande erro, pois a "Broadsword" havia conseguido reativar seu sistema de misseis Sea Wolf e travado com sucesso as aeronaves atacantes, mas devido a manobra inesperada do "Coventry" que o colocou na linha de tiro, não conseguiu disparar. No convés a tripulação disparava com fuzis e metralhadoras na tentativa de abater os argentinos, os canhões de 20mm haviam travado.


Em poucos minutos a segunda onda de ataque cruzou pela proa do "Coventry" liberando sua carga de bombas, onde três impactaram o navio, duas atravessaram o casco até atingir a sala de maquinas, em poucos segundos detonaram, transformando o cenário a bordo um verdadeiro inferno em chamas. O "Coventry" estava perdido, em 20 minutos o navio afundou, deixando um saldo de 20 mortos e 29 feridos, os 170 sobreviventes foram resgatados pela "Broadsword" que na década de 90 seria vendida à Marinha do Brasil em 30 de junho de 1995, onde foi nomeada "Greenhalgh"


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio, leste europeu e América Latina, especialista em assuntos de defesa e segurança.


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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Ministro da Defesa visita Pernambuco para avaliar missão da Esquadra

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O ministro da defesa, general Fernando Azevedo e Silva, esteve no dia 28 de novembro no porto de Suape em Pernambuco para uma visita e avaliação da operação "Amazônia Azul - Mar Limpo é Vida", o ministro parabenizou os militares envolvidos e destacou um importante trabalho de limpeza feitos em parceria com diversos órgãos. Desde o início de setembro, o Brasil está unido no combate ao crime ambiental ocorrido na região Nordeste do nosso País. Inédito na história brasileira, pela extensão geográfica e pela duração no tempo, suas consequências atingiram cerca de 2.250 km de extensão de nossas costas, em algum momento nesse período.


Como previsto no Plano Nacional de Contingência, para a gestão de ações de resposta e elucidação dos fatos, o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vem realizando um trabalho incessante, desde a primeira aparição de manchas de óleo, de monitoramento do litoral e limpeza das praias. O GAA atua em coordenação com o Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, ICMBio, Polícia Federal, Petrobras, Defesa Civil, assim como, diversas instituições e agências federais, estaduais e municipais, além de empresas e universidades.


Ao todo, mais de 4.800 militares da MB, 34 navios, sendo 30 da MB e 4 da Petrobras, 22 aeronaves, sendo 11 da MB, 6 da Força Aérea Brasileira (FAB), 3 do Ibama e 2 da Petrobras, 140 servidores do Ibama, 80 do ICMBio e 440 funcionários da Petrobras atuam nessa grande operação.

A 10ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército Brasileiro (EB), com um contingente de 5.000 militares, também foi colocada à disposição para integrar a operação para conter a poluição por óleo no litoral nordestino e reforçar a limpeza das praias.

Por Valter Andrade, jornalista e fotógrafo no GBN Defense, com larga experiência no campo de segurança e defesa, tendo passagem por vários sites e publicações especializadas, autor de livros.

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Coreia do Norte dispara dois projéteis não identificados

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A Coréia do Sul afirmou nesta quinta-feira (28) que a Coréia do Norte disparou dois "projéteis não identificados" no mar, na costa leste.
De acordo com a agência de notícias Yonhap, o Chefe do Estado-Maior da Coréia do Sul disse em comunicado que Pyongyang disparou projéteis no Mar do Leste por volta das 16h59, horário local, nesta quinta-feira (28).
Esta foi a 13ª vez este ano que a Coréia do Norte realizou um grande teste, segundo a agência de notícias.
O disparo contínuo de armas pesadas por Pyongyang levou à críticas de Seul, que pede o diálogo e a normalização das relações entre os dois países.
"Nossos militares estão monitorando a situação em caso de lançamentos adicionais e mantendo uma postura de prontidão", disse o comandante militar sul-coreano no comunicado.

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com agências de notícias
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Chefes militares turcos e russos discutem sobre a Síria

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Chefes do Estado-Maior turco e russo mantiveram uma conversa telefônica para discutir desenvolvimentos na Síria, informou o exército turco nesta quinta-feira (28). 
O chefe do Estado-Maior da Turquia, Yasar Guler, e seu colega russo Valery Gerasimov trocaram opiniões sobre a Síria, onde os dois países realizam patrulhas conjuntas sob um acordo firmado em outubro, disseram as forças armadas turcas.
Não foram fornecidos mais detalhes sobre as conversas entre os chefes do Estado-Maior dos dois países.
Como parte do acordo que visa integrar as patrulhas na Síria, que Ancara e Moscou assinaram em 22 de outubro, até agora os dois países realizaram um total de 11 patrulhas conjuntas a leste do rio Eufrates, no norte da Síria.
Em 9 de outubro, a Turquia lançou a Operação Primavera da Paz para eliminar os grupos terroristas YPG / PKK no norte da Síria, a leste do rio Eufrates, a fim de proteger as fronteiras da Turquia, ajudar no retorno seguro dos refugiados sírios e garantir a integridade territorial da Síria.
Sob dois acordos separados com os EUA e a Rússia, a Turquia interrompeu a operação para permitir a retirada de terroristas YPG / PKK da zona segura no norte da Síria.
Mas os terroristas não conseguiram se retirar de algumas áreas e continuam atacando soldados e civis.
Em sua campanha terrorista de mais de 30 anos contra a Turquia, o PKK  (listado como organização terrorista pela Turquia, EUA e União Europeia) foi responsável pela morte de 40.000 pessoas, incluindo mulheres, crianças e bebês. O YPG é o ramo sírio do PKK.

Fonte: Anadolu Agency
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Macron critica a operação de Ancara na Síria e recebe resposta áspera de Cavusoglu

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O presidente francês e o ministro das Relações Exteriores da Turquia estão trocando farpas e "agressões" verbais, o motivo é a incursão militar de Ancara na Síria, o que provocou um embate entre os membros da Otan.
O presidente francês Emmanuel Macron alertou a Turquia nesta quinta-feira (28) que está afastando aliados e não deve depender do apoio da aliança multinacional enquanto realiza operações militares amplamente condenadas contra os curdos no norte da Síria.
Mevlut Cavusoglu foi rápido em responder: "Ele já é o patrocinador da organização terrorista e os hospeda constantemente no Eliseu. Se ele diz que seu aliado é a organização terrorista ... não há realmente mais nada a dizer", disse Cavusoglu a repórteres no parlamento. Ele continuou com mais ataques à política externa de Macron, dizendo que o presidente francês "não pode ser o líder da Europa assim".
"No momento, há um vazio na Europa, ele está tentando ser seu líder", replicou Cavusoglu.
A operação turca na Síria começou no início de outubro, teve como alvo as forças curdas no norte do país, que considera "terroristas". Embora a Turquia tenha insistido que a operação é necessária para o retorno seguro dos refugiados sírios à sua terra natal, a incursão foi condenada pelos aliados da OTAN. As forças apoiadas pela Turquia também foram acusadas de abusos graves e crimes de guerra durante a operação.
No meio da operação, Macron recebeu Jihane Ahmed, porta-voz das Forças Democráticas Sírias (SDF), liderada pelos curdos, para mostrar o apoio da França a eles na luta contra o Estado Islâmico (EI) na Síria.
Irritada com a falta de apoio que suas operações na Síria receberam da aliança, a Turquia, a segunda maior força da OTAN, supostamente não apoiaria a proposta de defesa da aliança para a Polônia e os países bálticos. O novo plano militar do bloco contra o que ele afirma ser uma "ameaça" da Rússia, precisa de uma aprovação unânime de todos os estados membros.

Fonte: RT News

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Assad ataca 'ocupação' francesa na Síria

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Não há grande diferença entre apoiar o terrorismo em solo sírio e enviar tropas para lá sem a aprovação formal de seu governo, disse Bashar Al-Assad enquanto criticava o papel da França na guerra civil da Síria.
A Síria "percorreu um longo caminho" para derrotar grande parte da insurgência terrorista em seu território, mas ainda há bolsões de resistência, já que os jihadistas estão recebendo apoio da Turquia e dos países ocidentais, disse Bashar Assad à revista Paris Match, destacando os EUA, o Reino Unido e "especialmente a França".
A França se juntou à coalizão  contra o EI (ISIS), fornecendo apoio aéreo e destacando forças especiais para atuar na Síria. Mas, para Assad, a intervenção francesa representou uma "ocupação", pois Paris, assim como seu principal aliado na OTAN, Washington, não tiveram a autorização de Damasco para essa missão.
Agora, quando forças estrangeiras chegam à Síria sem serem convidadas pelo governo legítimo, "isso é chamado ocupação", insistiu o presidente sírio, acrescentando: "não há grande diferença entre apoiar o terrorismo e empregar militares para ocupar um país.”
Apelidada de Operação Chammal, o destacamento francês deveria, oficialmente, realizar voos de reconhecimento e apoiar combatentes curdos e árabes na Síria. Os ativos da França no Oriente Médio incluíam um grupo de ataque do porta-aviões Charles de Gaulle, um esquadrão de aviões de caça e várias unidades de fuzileiros no solo.
A informação foi confirmada pelos avanços do exército sírio na província de Idlib, no norte. As tropas agora estão tentando abrir caminho para as últimas cidades controladas por militantes ao longo da estratégica estrada Damasco-Aleppo.
Enquanto os combates continuam, Assad disse que a Síria pode lidar com a guerra sem qualquer apoio do Ocidente. "Podemos gerenciar nosso próprio país... Mas queremos voltar a uma ordem mundial que não é mais respeitada, porque o caos reina" , concluiu.

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com Russian Today
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Rússia iniciará testes com Tu-160M

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Após concluir todo processo de modernização previsto pelo programa, finalmente a Rússia dará inicio aos testes em voo do primeiro bombardeiro estratégico Tu-160M2 a deixar a linha de montagem, segundo fontes noticiaram nesta quinta-feira (28).
Segundo noticiou a Itar-Tass, na manhã desta quinta-feira (28), o primeiro bombardeiro estratégico Tu-160M2, foi transferido das oficinas de produção para a estação de testes em voo da Kazan Aviation Enterprise, onde dará início a uma série de testes no solo e finalmente em voo.
Depois de concluir os testes no solo, o Tu-160M2 ​​entrará na fase de testes de voo, onde deverá realizar uma série de testes afim de homologar a aeronave.
O Tu-160M2 ​​é fruto do programa que busca dar à Rússia um bombardeiro estratégico capaz de lançar misseis nucleares, um importante vetor de dissuasão. Após vários estudos, a Rússia tomou a decisão de adiar o desenvolvimento do bombardeiro de nova geração PAK DA. Diate desta decisão os engenheiros e projetistas passaram a trabalhar no desenvolvimento de um ambicioso programa de modernização da frota de aeronaves Tu-160. Assim reativaram as linhas de produção da Kazan Aviation Enterprise e retomaram a produção dos bombardeiros Tu-160 em Variante atualizada, designada Tu-160M2. Como resultado, a "nova" aeronave agrega importantes ganhos em desempenho e um moderna aviônica, que aumenta consideravelmente a eficiência da aeronave, inserindo a mesma no cenário de guerra moderno, capaz de cumprir com sua missão.
Em janeiro deste ano (2019), o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse durante uma reunião em Kazan, que o primeiro bombardeiro Tu-160M atualizado produzido em série iniciaria seu ciclo operacional em 2021.
A nova variante do Tu-160M ​​traz uma moderna suíte aviônica, integrando modernos sistemas eletrônicos e sensores, um novo sistema de comunicações com maior resistência a interferência, contra-medidas eletrônicas e capacidade de empregar um amplo leque de armas, entre convencionais e nucleares.

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Saab Inaugura Simulador de Desenvolvimento do Gripen no Brasil

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A Saab e o time de parceiros brasileiros deram outro passo importante no programa de transferência de tecnologia. Nesta segunda feira (25), o chamado S-Rig, abreviação de Systems-Rig, primeiro simulador de desenvolvimento do Gripen fora da Suécia, foi inaugurado no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN, do inglês Gripen Design and Development Network), na planta da Embraer, em Gavião Peixoto. A implantação faz parte do programa de transferência de tecnologia do novo caça brasileiro, uma parceria entre Saab, Embraer, Atech, AEL Sistemas e a Força Aérea Brasileira.
A inauguração do S-Rig é um marco importante no Programa Gripen-BR, pois proporciona ao GDDN maior autonomia para conduzir mais projetos de desenvolvimento no Brasil. O simulador será usado para testes de desenvolvimento e verificação dos sistemas, subsistemas e funcionalidades do Gripen no Brasil, especialmente de sistemas desenvolvidos pela Saab, Embraer, Atech e parceiros no GDDN, mas também poderá ser empregado para testar funcionalidades produzidas em outros locais, pelas demais empresas brasileiras parceiras do programa. O S-Rig também dará suporte as atividades do Centro de Ensaios em Voo do Gripen (GFTC, do inglês Gripen Flight Test Center) que será instalado no GDDN em 2020.
"O S-Rig é um simulador completo da aeronave que possibilitará que o Brasil tenha total capacidade para testar todos os sistemas do Gripen. O Brasil é o único país com essa capacidade fora da Suécia. Este é um grande diferencial para a indústria de defesa brasileira", diz Mikael Franzén, vice-presidente e head da unidade de negócios Gripen Brasil da Saab Aeronautics.
O evento de inauguração contou com a presença do Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Walter Pinto Junior, diretor dos programas de defesa da Embraer e outras autoridades da Força Aérea Brasileira (FAB), além de Mikael Franzén, vice-presidente e head da unidade de negócios Gripen Brasil na Saab Aeronautics, representando a empresa sueca.
"Este simulador é uma importante ferramenta de desenvolvimento onde os engenheiros podem testar novos softwares e funcionalidades, além de permitir que pilotos se preparem para os ensaios em voo, realizando testes na plataforma antes de realizar na aeronave real", completa Franzén.
A plataforma do simulador, que foi construída a partir da parceria entre Saab, Embraer, Atech, AEL Sistemas e Força Aérea Brasileira (FAB), possibilita que as empresas brasileiras adquiram conhecimento em tecnologia e operações avançadas de simuladores, além do desenvolvimento moderno de caças. Depois que os caças forem desenvolvidos e entregues, o simulador de desenvolvimento continuará sendo útil para a FAB e a indústria nacional de defesa, para o desenvolvimento e acesso a novas funcionalidades do caça como, por exemplo, a integração de novas armas.
Programa de transferência de tecnologia:
Mais de 200 engenheiros brasileiros já participaram de treinamentos teóricos e práticos, na Suécia, como parte do programa de transferência de tecnologia do Gripen. Até o fim do programa, terão sido treinados mais de 350 brasileiros.
Principais marcos do Programa Gripen Brasileiro:
Dezembro de 2013: Governo Brasileiro anuncia a escolha do Gripen para reequipar a Força Aérea Brasileira;
Outubro de 2014: Assinatura do contrato entre Saab e Força Aérea Brasileira;
Setembro de 2015: Eficácia do contrato e assinatura do acordo de financiamento entre Brasil e Suécia;
Outubro de 2015: Primeiro grupo de brasileiros chega à Suécia para participar do programa de transferência de tecnologia;
Novembro de 2016: Inauguração do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN), na planta da Embraer, em Gavião Peixoto;
2017: Após dois anos de transferência de tecnologia, primeiro grupo de brasileiros da Embraer e AEL Sistemas retorna ao Brasil. Grande parte deles para trabalhar no desenvolvimento do Gripen F (biposto), em áreas como: sistemas veiculares, engenharia aeronáutica, design de fuselagem e instalação de sistemas, integração de sistemas e armamentos, aviônica, interface homem-máquina e comunicação.
2018: Primeiro Gripen brasileiro entra em produção, em Linköping, com a participação de engenheiros brasileiros e suecos;
Maio de 2018: A fábrica de aeroestruturas da Saab no Brasil, a Saab Aeronáutica Montagens (SAM), iniciou a sua implementação e os engenheiros que lá atuarão começaram o programa de transferência de tecnologia, na Suécia, para aprender a desenvolver seis segmentos aeroestruturais que serão produzidos em São Bernardo do Campo;
2018: A AEL Sistemas se tornou um dos fornecedores globais da Saab para a produção do Wide Area Display, do Head up Display e do Helmet Mounted Display não só para o Gripen brasileiro, mas também para as novas aeronaves adquiridas pela Força Aérea Sueca, e como oferta padrão do Gripen E.
26 de agosto de 2019: Primeiro voo do Gripen brasileiro;
10 de setembro de 2019: O primeiro Gripen Brasileiro foi entregue para o início da campanha de ensaios em voo na Suécia. 

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com SAAB 
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F-4 Phantom II, um ícone norte americano da aviação

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O McDonnell Aircraft Corporation (MDAC) F-4 Phantom II, com certeza é um dos mais icônicos aviões de combate do século XX, porém, teve um começo curioso.

Em 1953, através de estudos internos, a MDAC (depois McDonnell Douglas, absorvida pela Boeing), identificou que os diversos ramos das forças armadas americanas necessitavam de um novo vetor, a USN (US Navy) seria a primeira a buscar uma nova aeronave de ataque. A empresa começou, por conta própria, a desenhar aeronaves que fossem melhores que o seu F3H Demon, que já estava no serviço ativo. Vários modelos monomotor, bimotor, monoplace e biplace foram desenhados durante esse processo.

Tais esforços acabariam por resultar em 1955, na assinatura do contrato para desenvolver uma aeronave de defesa da frota todo tempo (All Weather), missão bastante diferente da original, destinada a ataque. Para esta função a MDAC utilizou o conceito biplace-bimotor, dotado com um par do poderoso motor GE (General Electric) J79, contando com segundo tripulante responsável por operar o complexo sistema de armas e o radar AN-APQ-50.

Protótipo do "Phantom"
Os testes em túnel de vento levaram a modificações que depois se tornaram sua marca registrada, a saber a seção externa das asas em diedro (inclinadas para cima) e os profundores em anedro (inclinados para baixo). Após o primeiro voo do protótipo XF4H1 em 1958, uma nova mudança no design foi feita, a inclusão de milhares de pequenos orifícios na tomada de ar para melhorar o controle da camada limite.

Vought XF8U-3 Crusader III
O XF4H-1 disputou o contrato com o Vought XF8U-3 Crusader III, um derivado do F-8 Crusader I (que já estava em serviço com a USN). Entretanto, o Crusader III era monoplace, e a USN decidiu que a grande carga de trabalho exigiria um segundo tripulante, com o XF4H-1 sendo declarado vencedor ainda no ano de 1958.

Assim como outros caças da época, e ao contrário do F-8, o F4H-1 não usaria canhões, confiando apenas nos mísseis Sparrow para abater seus alvos.

F-4N da US Navy
Aliás, cabe aqui um parêntese, muito se critica a falta de canhões nas aeronaves da época, e do impacto negativo em combates aéreos. A verdade é que os canhões representaram apenas cerca de 10% dos abates contabilizados pelo F-4, e também de outros caças com canhões, como o F-8 Crusader.

Conforme explicado no artigo F-111B, um "pau pra toda obra" que "morreu na praia", o Secretário de Defesa norte americano, Robert McNamara, tentava a todo custo fazer com que os diferentes ramos das Forças Armadas dos EUA padronizassem seus sistemas e nomenclaturas, e foi durante 1961 que o F4H foi avaliado durante um teste comparativo contra o F-106 Delta Dart, então o caça mais avançado da USAF. Os bons resultados obtidos naquele "embate" levaram à adoção do caça pela USAF, assumindo papel de caça-bombardeiro, explorando ainda mais a versatilidade do design obtido pela McDonnell.

Embora seu nome oficial fosse, por um curto período de tempo, F4H Phantom II na US Navy e F-110 Spectre na USAF, com a adoção da nomenclatura comum, aprovada em 1962 por McNamara, ambas forças passaram a chamar o novo caça de F-4 Phantom II; os primeiros F-4B entraram em serviço na USN em 1962 e os primeiros F-4C entraram em serviço com a USAF em 1963.




SERVIÇO ATIVO

O F-4A teve um brevemente período de serviço na USN, tendo sido mais empregado para testes e treinamentos, e não operou na linha de frente. A USN e o USMC operaram o F-4B e RF-4B. Operaram também a variante F-4J, versão melhorada com o poderoso radar AN/AWG-10, o primeiro do mundo com capacidade ‘look down / shoot down’ (olhar e disparar para baixo), começando a ser entregue em 1966. Outra variante do "Phantom", o F-4S, era uma evolução do F-4J, com célula reforçada e melhorada, adotando o sistema Honeywell AN/AVG-8 VTAS (Visual Target Acquisition Set, sistema visual de aquisição de alvos), o primeiro sistema HMS (mira montada no capacete) do mundo. A variante F-4N era uma versão reforçada e aperfeiçoada do F-4B.

A USAF operou inicialmente a variante F-4C e o RF-4C (versão de reconhecimento), a qual recebeu inúmeras melhorias, a exemplo do que ocorreu com as versões operadas na USN e USMC, dando origem a variante F-4D (que teve grandes melhorias nos aviônicos) e o F-4E. Além das melhorias nos aviônicos e o sensor TISEO, o F-4E incorporou um canhão interno, face ao aprendizado obtido na Guerra do Vietnã. Incorporar o M61 Vulcan (canhão padrão da USAF), requereu um grande esforço de engenharia, que envolveu o redesenho quase completo do nariz da aeronave.

F-4G "Wild Weasel", note o AGM-88 HARM
Outra versão operada pela USAF que merece um destaque especial, é a variante F-4G, sendo a versão definitiva do F-4 para missões SEAD / DEAD (Supressão / Destruição das Defesas Aéreas do Inimigo). A variante F-4G não foi exportado, e foi a primeira aeronave da USAF a utilizar o míssil AGM-88 HARM.

Um total de 5.195 "Phantoms" foram produzidos (5.057 pela McDonnell Douglas e 138 sob licença pela japonesa Mitsubishi) e operados por outros 11 países: Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, Egito, Espanha, Grécia, Irã, Israel, Japão, Reino Unido e Turquia. Apesar da idade, ainda é possível encontrar esta fantástica aeronave em serviço ativo na Coreia do Sul, Egito, Irã, Japão e Turquia, onde na maioria dos casos estão em processo de substituição por vetores mais modernos de gerações mais avançadas. Assim como a USAF,  estes países operaram aeronaves das variantes F-4C, F-4D (versão do F-4C com aviônicos aperfeiçoados) e F-4E. A versão de reconhecimento RF-4E foi adquirida por quatro nações: Alemanha, Grécia, Israel e Turquia. As variantes desenvolvidas especificamente para atender aos requisitos de seus operadores, foram: F-4EJ (Japão); F-4F (Alemanha); F-4K e F-4M (Reino Unido).

F-4F "Phantom II" alemão
Além do radar com capacidade "‘look down’ / shoot down’" e o HMS, o F-4 também foi o primeiro caça a utilizar operacionalmente armas como o AGM-88 HARM e as bombas guiadas a laser da família "Paveway".

Uma curiosidade: o F-4 foi a primeira aeronave a servir, simultaneamente, na USAF, USN, USMC e nos esquadrões de demonstração aérea "Thunderbirds" (USAF) e "Blue Angels" (USN). A moderna aeronave de 5ª geração, F-35 Lightning II, tem grandes chances de repetir o feito dos "Phantoms", mais de meio século depois do "Fantasma".




USO EM COMBATE

Os F-4 tem uma extensa ficha de combate nas mãos dos EUA, Irã e Israel. Além destes países, o F-4 viu poucas ações de combate com os britânicos e turcos.

F-4K Britânico
Apesar de não entrarem em combate, os F-4 britânicos realizaram missões para proteger as bases na Ilha de Ascensão, de onde partiram os famosos ataques Black Buck, conforme explica o artigo publicado pelo nosso grande Prof Luiz Reis: "Levar a guerra o mais distante possível: as Operações Black Buck".

Alguns RF-4 turcos foram abatidos e/ou caíram em missões sobre a Síria, com a Síria se desculpando pelos abates, mas afirmando que as aeronaves turcas tinham invadido seu espaço aéreo.


EUA

O "Phantom" mostrou toda versatilidade no Vietnã
Com os EUA, os "Phantoms" foram empregados no Vietnã, substituindo o combalido F-105 "Thunderchief", e se tornou o ‘cavalo de batalha’ da USAF naquele conflito. Embora os números ainda sejam objeto de muita controvérsia, com diversos abates por SAM sendo contabilizados como abates por caças pela VPAF (Força Aérea Popular do Vietnã), bem como drones abatidos sendo contado como caças. Segundo os números oficiais dos EUA, os F-4 obtiveram 150,5 abates contra 42 perdas, um resultado em torno de 3,5:1. Embora muitos apontem a falta dos canhões, apenas 11,5 dos 107,5 kills da USAF foram com canhões, menos de 11%, e isso apesar dos mísseis da época serem muito pouco confiáveis.

Além de muito importantes como caças, os F-4 também formaram o grosso das missões de ataque e reconhecimento da USAF, e uma parte importante das missões de ataque e reconhecimento da USN e do USMC, lançando milhares de toneladas de bombas sobre o Vietnã. Variantes F-4C e F-4E adaptadas para cumprir a missão Wild Weasel (SEAD da USAF) e Iron Hand (SEAD da USN) foram essenciais no combate à IADS (Rede Integrada de Defesa Aérea) do Vietnã.

Depois disso, os F-4G viram combate na Guerra do Golfo em 1991, onde eram as únicas aeronaves SEAD da USAF. Sendo o "canto dos cisnes" dos "Phantoms" as missões sobre o Iraque, onde os americanos executaram suas últimas missões de combate com os icônicos F-4.

A USN e o USMC substituíram o F-4 pelos F-14 e F-18, enquanto a USAF substituiu o F-4 pelo F-15 e F-16.




IRÃ

O Irã comprou um grande número de aeronaves F-4 antes da Revolução Islâmica de 1979. Os quais foram usados intensamente na Guerra Irã-Iraque, principalmente em missões de ataque.

Dois F-4 iranianos foram abatidos em espaço aéreo saudita por caças F-15 sauditas em 1984.

Atualmente, os F-4 iranianos realizam missões de ataque contra o ISIS (Estado Islâmico no Iraque e Síria).





ISRAEL

Embora Israel não tenha conseguido comprar os F-4 a tempo de empregá-los na Guerra dos Seis Dias, a IAF (Força Aérea Israelense) conseguiu adquirir o caça em 1968. A partir daí, o F-4 foi utilizado em diversas missões de combate, especialmente na Guerra de Atrito (1967-1970), que foi uma série de pequenas ações agressivas entre árabes e israelenses, e na Guerra do "Yom Kippur" em 1973, onde formava a espinha dorsal da IAF, tanto no combate aéreo como no ataque ao solo.

Com a elevada taxa de perdas frente aos SAM (Mísseis Superfície-Ar) egípcios em 1973, tiveram que ser ressupridos com alguns F-4 enviados diretamente dos EUA; não houve sequer tempo de repintar as aeronaves, e o uso de tais aeronaves com as cores da USAF deu origem ao mito, até hoje ouvido em alguns lugares, de que a USAF lutou ao lado de Israel naquela guerra.

Os F-4 ainda seriam decisivos na "Operação Paz na Galileia" de 1982, principalmente na "Operação Mole Cricket 19" e na Guerra do Líbano de 1986.

Assim como na USAF, os "Phantoms" da IAF foram substituidos pelos F-15 e F-16.




CONCLUSÃO

Embora fosse um avião grande, quase tão longo e pesado como um bombardeiro Boeing B-17 da Segunda Guerra, era uma aeronave muito veloz, tendo estabelecido diversos recordes de altitude e velocidade. Seu enorme empuxo lhe garantia uma excelente aceleração, e era muito eficiente principalmente no plano vertical, o que se tornou evidente após o programa TopGun, já ao final da Guerra do Vietnã.

A produção total foi de 4.498 aeronaves de caça e 697 aeronaves de reconhecimento. Um total de 545 aeronaves foram convertidos pela USN (todos os F-4N e F-4S, convertidos a partir dos F-4B e E-4J, respectivamente), além de 116 F-4G (convertidos a partir de F-4E). Após mais de seis décadas de seu primeiro voo, a aeronave ainda está em operação até hoje, tendo se tornado um ícone da história da aviação de combate.

Com uma vida operacional tão longa, foi inevitável que surgissem pacotes MLU (atualizações de meia vida), como o ICE (Alemanha); Kurnass 2000 (Israel); Kai (Japão); Terminator 2020  e Simsek (Turquia).

Com tais atualizações, o Phantom tem grandes chances de permanecer em serviço além dos anos 2030 e 2040, e é bem provável que ainda esteja em uso 100 anos depois da entrada em serviço.

Finalizando, não deixa de ser irônico que o F-111B, que literalmente foi desenhado pra servir aos 3 ramos das Forças Armadas americanas falhou, onde o F-4, que foi desenhado para uma missão muito específica, acabou por se tornar uma das mais versáteis aeronaves da história, equipando as três forças norte americanas, reforçando o que foi dito no artigo sobre o F-111B, "uma aeronave desenvolvida para uso embarcado geralmente é muito mais fácil de adaptar para uso em terra do que o inverso."



Por: Renato Henrique Marçal de Oliveira - Químico, trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel), estreante no GBN Defense.


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