sábado, 18 de março de 2017

EUA consideram ação militar contra Coreia do Norte

Em visita à Coreia do Sul, secretário de Estado diz que "política estratégica da paciência" terminou e que ação militar contra o regime em Pyongyang é uma opção a ser considerada.O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou nesta sexta-feira (17/03) que uma ação militar contra a Coreia do Norte é uma opção a ser considerada caso o regime de Pyongyang persista com as suas ameaças nucleares.


"Se eles elevarem a ameaça do seu programa de armas para um nível em que acreditarmos que uma ação será necessária, essa opção está em cima da mesa", afirmou Tillerson na Coreia do Sul, logo após visitar a zona desmilitarizada que divide a península coreana.


"Deixe-me ser bem claro. A política de paciência estratégica terminou. Estamos explorando um novo leque de medidas diplomáticas e de segurança", acrescentou, ao ressaltar que ameaças à Coreia do Sul requerem uma resposta apropriada. 
Tillerson iniciou nesta quarta-feira (15) sua primeira visita oficial à Ásia com o objetivo de encontrar uma nova estratégia para lidar com a Coreia do Norte, depois de duas décadas de esforços frustrados para frear as investidas nucleares do regime. A viagem começou no Japão e se encerra neste sábado na China.
Desde o início de 2016, o regime do ditador Kim Jong-un fez dois testes nucleares e lançou dezenas de mísseis balísticos. Apenas na última semana, foram quatro lançamentos. Especialistas acreditam que, em alguns anos, a Coreia do Norte desenvolverá mísseis nucleares com capacidade de alcançar os Estados Unidos.
Envolvimento da China
O secretário americano tem instado a China a aplicar sanções à Coreia do Norte. Tillerson também quer que o governo chinês retire a punição aplicada à Coreia do Sul por ter posicionado um sistema antimíssil americano.
A China alega que o sistema de radar representa uma ameaça à sua segurança, apesar de a Coreia do Sul ter garantido que o sistema tem o único de objetivo de proteger o país contra ataques da Coreia do Norte.
Além de apelar para que a Coreia do Norte pare com testes nucleares e balísticos, a China quer que os EUA e a Coreia do Sul encerrem os exercícios militares conjuntos e procurem o diálogo com o regime em Pyongyang.

Fonte: Deutsche Welle

Caças da Marinha do Brasil seguem para novo exercício com a FAB

Na última sexta (17), as aeronaves AF-1 (A-4KU) Skyhawk do Esquadrão VF-1 da Marinha do Brasil, seguiram para realização de mais um exercício de reabastecimento aéreo com as aeronaves da Força Aérea Brasileira, dando prosseguimento ao programa de intercambio e capacitação entre as duas forças, que já realizaram este tipo de exercício em outubro de 2016.

Para tomar parte nos exercício a Marinha do Brasil enviou dois de seus "Falcões", o AF-1 matrícula N-1004, que ostenta pintura comemorativa e o AF-1B N-1121, este na versão biplace (TA-4KU),  este estava equipado com kit de tanque e probe para realizar o reabastecimento em voo, prática conhecida como BUDDY BUDDY, onde um caça é capaz de que transferir combustível para o outro caça.

Tal exercício é de grande relevância para manter a capacidade de interação entre as forças, onde através do mesmo são estabelecidos parâmetros e procedimentos dentro dos quais em situação de crise será possível obter um melhor aproveitamento das capacidades de ambas as forças, tornando possível realizar operação conjunta entre as forças.


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quinta-feira, 16 de março de 2017

KC-390 - Orgulho de ser brasileiro

Os dados foram lançados, o jogo esta em andamento e logo teremos a abertura da linha de montagem em série do novo KC-390, onde as empresas parceiras já deram inicio a produção dos componentes necessários á sua construção seriada.

A aposta da brasileira Embraer, que em conjunto com uma requisição da Força Aérea Brasileira, abraçou o grande desafio de desenvolver uma nova aeronave cargueira com capacidade de reabastecimento em voo, que substituísse a atual espinha dorsal do transporte na FAB, o venerável C-130 Hércules, que até o momento reina soberano nesta categoria, mas já vê a ameaça representada pela nova aeronave brasileira, que tem revolucionado o mercado e promete brigar por seu espaço no mercado internacional, o KC-390.

A nova aeronave da Embraer já tem despertado o interesse de muitos países ao redor do mundo, com uma aeronave moderna, utilizando meios e conceitos de alta tecnologia, aliados ao desempenho de uma aeronave a jato e as capacidades de operar em pista rústicas e sem preparo, além de exibir um flexível envelope de voo, tornam o KC-390 um concorrente de peso no grande mercado de transporte militar.

O KC-390 é hoje a maior aeronave produzida no Brasil, e promete ser um grande sucesso de vendas como tem sido o A-29 "Super Tucano", outro produto brasileiro que nasceu diante das necessidades da FAB e que ganhou uma grande fatia do mercado, demonstrando a grande qualidade e capacidade dos produtos de defesa desenvolvidos no Brasil.

Os protótipos do KC-390 tem acumulando milhares de horas de voo, e sendo bem sucedidos nos testes e avaliações aos quais estão sendo submetidos afim de receber sua certificação final.

Um dos pontos mais interessantes sobre o KC-390, diz respeito á sua motorização, contando com turbofans V2500, os mesmos que equipam a linha comercial de aeronaves Airbus A-320, o que torna extremamente baixo o custo de sua manutenção e a grande facilidade na cadeia de suprimentos logísticos para esse motor. 

Sem sombra de dúvidas o KC-390 é a aeronave mais adequada para o futuro da aviação de transporte militar, cobrindo lacunas que não são supridas pelos vetustos C-130 e ainda apresentando um excelente custo benefício. O KC-390 é motivo de grande orgulho aos brasileiros e marca uma nova fase de nossa indústria aeronáutica. Onde a Embraer vem se consolidando como um dos maiores fabricantes e desenvolvedores de aeronaves no mercado mundial.


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China ameaça dar uma resposta firme ao Japão

A China ameaçou com uma "resposta firme" se o Japão continuar alimentando as tensões regionais e "ameaçar a soberania e segurança chinesas". A declaração vem depois de um relatório publicado que informa que o Japão enviará seu maior navio de guerra ao Mar da China Meridional.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse nesta quinta-feira (16) que, com base em interesses próprios o Japão está comprometendo a estabilidade no Mar da China Meridional "causando forte insatisfação e oposição do povo chinês".

"Se o Japão persistir em tomar este tipo de ações e até mesmo considerar intervenções militares que ameaçam a soberania e a segurança da China ... então a China inevitavelmente tomará medidas firmes como resposta" , disse.

Os comentários de Hua vêm depois que a Reuters informou no início desta semana que o Japão planeja enviar seu porta-helicópteros Izumo para as águas disputadas no Mar da China Meridional para uma turnê de três meses a partir de maio, citando três fontes separadas.

O Izumo mede 249 metros de comprimento e pode operar até nove helicópteros, vai fazer escalas em Cingapura, Indonésia, Filipinas e Sri Lanka antes de se juntar ao exercício naval Malabar 2017 no Oceano Índico em julho, marcando o maior deslocamento de uma força naval japonesa desde a Segunda Guerra Mundial.

Hua já comentou o relatório na última terça-feira (14), afirmando que a China estava esperando um pronunciamento oficial sobre o relatório, se esta correto e por que o Japão planeja enviar o navio de guerra para uma turnê pelo Mar da China Meridional.

Hua não disse nesta quinta-feira (16) se a China havia recebido qualquer confirmação oficial do plano do Japão, mas disse que a questão do Mar da China Meridional "não preocupava" o Japão e advertiu o país a "refletir profundamente" em sua invasão"vergonhosa" das Ilhas Paracel e as Ilhas Spratly que a China reivindica como suas.

O Japão controlou as ilhas durante a Segunda Guerra Mundial, até que se rendeu em 1945. A China reivindica a quase totalidade do Mar da China Meridional, que tem pesqueiros ricos, depósitos de petróleo e gás e através do qual cerca de 5 trilhões de dólares trafegam no comércio marítimo global a cada ano, apesar das reivindicações do Vietnã, Filipinas, Taiwan, Malásia e Brunei.

O Japão não tem qualquer reivindicação nessas águas, mas tem uma disputa marítima separada com Pequim no Mar da China Oriental. Também repetidamente irritou Pequim criticando suas ações em relação às disputas do Mar do Sul da China.

Tanto o Japão como seu aliado os Estados Unidos têm se preocupado com a crescente presença militar da China na hidrovia, o que levou Washington a realizar patrulhas aéreas e navais regulares na região, supostamente para garantir a liberdade de navegação. A China, contudo, afirmou regularmente que todas as disputas locais deveriam ser resolvidas sem interferência de estados não reivindicantes.

No início deste mês, o embaixador da China no Japão acusou Tóquio e Washington de retratar Pequim como um inimigo para fortalecer sua aliança de segurança. A declaração veio após o governo Trump ter prometido manter a antiga aliança de segurança de Washington com o Japão, especialmente quando se trata do Mar da China Oriental. Pequim advertiu repetidamente Washington e Tóquio contra a interferência direta nesta região, seja com exercícios militares ou patrulhas. Ele prometeu fazer tudo ao seu alcance para proteger as reivindicações da soberania da China.

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com agências

quarta-feira, 15 de março de 2017

Boom - O novo Concorde?

A nova aeronave supersônica voltada ao mercado civil de transporte de passageiros, está sendo desenvolvida por engenheiros aeroespaciais em Denver, nos Estados Unidos. A nova aeronave que promete retomar os voos supersônicos de passageiros que outrora era exclusividade do mítico "Concorde", será capaz de realizar o trajeto entre Londres e Nova York em apenas três horas, podendo transportar até 45 passageiros. Mas a nova aeronave promete revolucionar não apenas em seu desempenho, que deverá superar as velocidades alcançadas pelo Concorde, a nova aeronave poderá voar a uma velocidade de 2.333 km/h. 

O "Boom",  como vem sendo denominada a nova aeronave, possibilitará aos seu operadores oferecer não apenas o conforto e a rapidez de seus voos, mas será revolucionário no custo de sua operação, sendo muito mais econômico que seu antecessor.

A nova aeronave supersônica possui design e construção em materiais compostos como a fibra de carbono, que o permite ser mais eficiente e silencioso do que o lendário Concorde. O projeto encontra-se em fase de desenvolvimento, com a promessa da apresentação de seu primeiro protótipo no final deste ano e deverá ser apresentado ao mercado em 2020.

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Quando o Brasil deixou de ser "Estados Unidos"

Constituição que passou a vigorar em 1967, durante o regime militar sob o comando do general Arthur da Costa e Silva, abandonou o antigo nome que datava da proclamação da República.

Há 50 anos, o Brasil deixava de usar o nome oficial "República dos Estados Unidos do Brasil", que perdurava oficialmente desde 1891, época da primeira Constituição republicana do país.

A mudança foi estabelecida com a entrada em vigor da Constituição brasileira de 1967. Elaborada pelo regime militar sob o comando do general Arthur da Costa e Silva, ela entrou em vigor em 15 de março daquele ano. O documento foi denominado simplesmente como "Constituição do Brasil", ao contrário das versões republicanas anteriores, que apresentavam o nome "Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil" ou "Constituição dos Estados Unidos do Brasil".

Em 1969, uma emenda reconfigurou o texto de 1967, que passou a se chamar Constituição da República Federativa do Brasil, nome que permaneceu na elaboração da Constituição de 1988, que está em vigor hoje. Em 1968, uma lei estabeleceu a substituição do nome "Estados Unidos" por "República Federativa" em símbolos nacionais, em brasões e selos oficiais.

Perdurando por quase 75 anos, os "Estados Unidos do Brasil" eram o sucessor do monárquico "Império do Brasil", estabelecido pela Constituição de 1824 e que vigorou até 1889. Ao usar "Estados Unidos", a Constituição de 1891 procurava explicitar a postura do novo regime republicano, que deu fim ao Estado unitário que vigorava no Império. O documento promoveu a descentralização política e uma nova relação entre o poder central e as antigas províncias do país, que passaram a se chamar Estados e conquistaram mais autonomia. O modelo foi inspirado na Constituição dos Estados Unidos da América.

À época, a grafia de Brasil ainda era "Brazil" – isso só mudou com um decreto em 1931.

Os "Estados Unidos" permaneceram nas constituições de 1934, 1937 e 1946. Apenas a Carta autoritária de 1937, apelidada de "polaca" pela semelhança com a Constituição Polonesa de 1935, alterou levemente o nome, denominando o país como "Estados Unidos do Brasil", retirando a palavra "república" – que voltaria em 1946.

Jornais da década de 1960 revelam que não houve muita discussão sobre os motivos do abandono do nome "República dos Estados Unidos do Brasil".

O país vivia então sob o regime militar. Segundo o jurista José de Almeida Melo, autor do livro Direito Constitucional do Brasil, os militares queriam evitar que o nome oficial fosse confundido com o dos EUA. Outras fontes apontam que o governo militar queria assinalar uma mudança radical com o passado e salientar as mudanças pela qual o país passava.

Antes da independência, o Brasil foi chamado Terra de Santa Cruz, Vice-Reino do Brasil e Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e até mesmo Pindorama (pelos índios), entre outros nomes.

Apesar de ter saído de cena há 50 anos, o nome Estados Unidos do Brasil foi objeto de uma gafe do senador e ex-ministro das Relações Exteriores José Serra. Em 2012, durante uma entrevista, Serra se referiu ao país como "Estados Unidos do Brasil". Ao ser corrigido pelo entrevistador, perguntou: "Mudou?"

Fonte: Deutsche Welle

Síria e sua revolução sequestrada

País segue se dilacerando num conflito que já dura mais do que a Segunda Guerra Mundial. O que nasceu como apelo de liberdade popular contra o ditador Assad é hoje uma guerra por procuração de potências estrangeiras.

Em parte do mundo árabe, a breve "primavera" de 2011 deu lugar a um amargo inverno. No Egito, quem rege é o general Abdel Fattah al-Sisi; no Bahrein a família real dos Al-Khalifa continua a ocupar o trono; na Líbia impera o caos, após a queda de Muammar al-Kadafi.

Mas nada disso se compara à situação na Síria. O que começara pacificamente como protesto em março de 2011 escalou num conflito de extrema crueldade, que já dura mais do que a Segunda Guerra Mundial e, segundo estimativas da ONU, custou mais de 400 mil vidas. Os combates desencadearam a maior catástrofe de refugiados da era contemporânea: mais da metade dos 21 milhões de sírios abandonou duas casas, mais de 4 milhões deixaram o país.

Para descrever o sofrimento da população, as Nações Unidas e as organizações humanitárias recorrem a superlativos sempre novos. Na terça-feira (14), em Genebra, o alto-comissário da ONU para dos Direitos Humanos, Seid Ra'ad al-Hussein, classificou a guerra civil síria como "pior catástrofe causada por seres humanos desde a Segunda Guerra", num país que se transformou numa câmara de torturas.

Assad e o Ocidente

Assim como seu pai, Hafiz, o ditador Bashar al-Assad mandou seu Exército atirar no próprio povo, fez chover bombas, torturar, encarcerar, matar oposicionistas. Como formulou Yezid Sayigh, do Carnegie Middle East Center, em Beirute: "Pai e filho provaram sua disposição para aplicar violência, até mesmo extrema."

Mas o especialista em assuntos sírios ressalva que "os Assad nunca apostaram só na força". "Como a maioria dos governos, eles asseguraram para si a aquiescência da população através da distribuição de recompensas sociais e econômicas. Por isso o regime Assad tem desfrutado de um alto grau de tolerância e aceitação."

Sayigh conclui: "Temos sobretudo a política americana, britânica e francesa, apoiada pelo resto da Europa, que está fixada numa interpretação muito simplista da natureza do regime e de sua posição na sociedade, assim como em ideias de sua queda iminente. Com isso, encorajaram expectativas exageradamente otimistas da oposição. Ambos os lados se alimentaram mutuamente com expectativas falsas e se atolaram nelas."

Foi assim que, cedo demais, o Ocidente, a Turquia e as monarquias do Golfo Pérsico apostaram numa solução do conflito sírio sem Assad. Isso fechou o caminho para negociações, mas o abriu para que os Estados vizinhos perseguissem, cada um, suas próprias intenções na Síria.

O especialista Yezid Sayigh confirma que, muito rápido e independentemente entre si, os governos ocidentais e as monarquias do Golfo passaram a atender suas próprias e distintas metas, financiando diferentes grupos, sem fechar compromissos efetivos.

Aliados como problema

Em 2 de outubro de 2014, foi ninguém menos do que o então vice-presidente americano, Joe Biden, a proporcionar uma visão inesperadamente franca da situação na Síria aos estudantes da Universidade de Harvard. Durante uma rodada de perguntas e respostas, após 52 minutos, Biden deixou escapar:

"Nossos aliados são o nosso maior problema na Síria: a Turquia, os sauditas, os Emirados. Eles estavam tão obcecados em derrubar Assad e desencadear uma guerra de sunitas contra xiitas, que distribuíram centenas de milhões de dólares e milhares de toneladas de armas a qualquer um que estivesse disposto a lutar contra Assad. Só que os que foram equipados eram da Al-Nusra e da Al-Qaeda, e jihadistas extremistas de todas as partes do mundo."

Não existe um centro político moderado na Síria, assegurou o político americano aos universitários: "Um centro moderado é formado por proprietários de terras, não por soldados." A essa altura, a revolução síria, o sonho de liberdade e direitos humanos, havia sido sequestrada por jihadistas islamistas.

O que Biden não comentou em Harvard é a existência de importantes indícios de que, já muito antes de 2011, os EUA vinham articulando uma mudança de regime na Síria. Entre eles estão os despachos diplomáticos de William Roebuck, alto funcionário da embaixada americana em Damasco, vazados pelo Wikileaks.

Em 13 de dezembro de 2006, ele telegrafou a Washington sugestões para a desestabilização de Assad. "Achamos que um ponto fraco de Bashar é como ele se comporta em situações perigosas. Entre elas, situações de conflito subjetivas e reais, como os conflitos entre reformas econômicas (por mais limitadas que sejam) e forças incrustadas e corruptas; a questão curda e a ameaça potencial para o regime representada pela presença crescente de extremistas islâmicos."

Segundo Roebuck, esse resumo dos "pontos fracos" do presidente sírio sugeria "a probabilidade de incentivar a ocorrência de tais eventos, através de ação, declarações e sinais pertinentes". No mesmo despacho, o diplomata propõe que se instiguem as tensões entre sunitas e xiitas.

Apoio russo e iraniano

O cientista político Jörg-Michael Dostal considera "importante ver o conflito sírio como último capítulo de uma longa luta pelo Oriente Médio, sobretudo por petróleo, gás e vias de transporte". Ele salienta que desde 1956 a Síria está fora da esfera de influência dos EUA e que, justamente para mudar essa situação, já houve numerosas tentativas de golpe pelos serviços secretos americanos.

A proximidade da Síria com a Rússia e sua aliança de defesa com o Irã, existente desde 1980, são uma pedra no sapato de Washington. E é precisamente o apoio maciço desses dois países, assim como o do grupo Hisbolá, no Líbano, que tem garantido a sobrevivência do regime sírio. Os aliados de Assad, contudo, não têm tido consideração com a população civil.

Depois de seis anos de guerra, a Rússia e o Irã são as principais forças estrangeiras na Síria, à medida que os apoiadores externos da oposição vão se retirando, exaustos.

"Os EUA, os europeus, os sauditas, os catarianos e, desde meados de 2016, também a Turquia, vão assumindo a posição: 'Nós fizemos o que podíamos, mais não podemos e não vamos fazer mais. A partir de agora, esperamos poder dar fim à violência, mas não vamos nos esforçar muito para assegurar isso.'"

O especialista de Beirute aposta pouco nas negociações sobre a Síria em Genebra e não espera que se firme um acordo de paz formal. Em vez disso, assim como a maioria dos observadores, ele conta com a perpetuação do regime Assad.

De olho na reconstrução

Mesmo que a violência ainda vá durar alguns anos, começa a se cogitar a reconstrução do país amplamente destruído. Nesse contexto, o perito em Oriente Médio Dostal apela para que os europeus suspendam as sanções contra a Síria, e invistam em especial na educação.

"Precisamos estar cientes de que o extremismo islâmico também prospera poe culpa do colapso do sistema de ensino", alerta o cientista político que leciona em Seul, Coreia do Sul.

Nesse sentido, é oportuno o anúncio da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, de que a UE se empenhará mais pelos esforços de paz no conflito sírio. Não só entre os sírios como também na região, em geral, a União Europeia é considerada uma parceira confiável e digna de crédito, afirmou nesta terça-feira, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

O bloco está "perfeitamente posicionado" para desempenhar um papel relevante, não só no campo da ajuda humanitária mas também como agente político, reforçou a diplomata italiana.

Isso seria uma boa coisa. Pois o drama sírio se desenrola bem às portas da Europa.

Fonte: Deutsche Welle

A-12 "São Paulo" - O fim de um sonho brasileiro?

A aposentadoria do único porta-aviões do Hemisfério Sul, será o fim de um sonho brasileiro?

O A-12 "São Paulo" foi comprado em 2000 junto a França por um valor simbólico de 24 milhões de reais, estando o navio sendo retirado de operação com a marinha francesa após 37 anos de bons serviços prestados e operado em diversos conflitos ao redor do mundo.
O NAe "São Paulo" ao longo de sua jornada com a Marinha do Brasil, não teve uma vida "gloriosa" como em seu passado sob o pavilhão francês, a idade avançada do navio somada ao desgaste causado pelos 37 anos de intensas operações, resultaram em um investimento de cerca de 287 milhões para manter o mesmo em operação e executar os reparos necessários no mesmo. O A-12 "São Paulo", ainda enfrentou uma maré negra, sofrendo sucessivos problemas técnicos e mesmo um incêndio a bordo que infelizmente vitimou quatro tripulantes e deixou alguns feridos. Um problema em seu eixo resultou em um longo período de manutenção, onde esteve por cerca de 5 anos parado em busca de uma solução. O NAe se tornou alvo de muitas críticas, mas apesar de todos os desafios e problemas pelos quais o NAe sofreu, em resumo ele pode cumprir sua missão, embora não tenha alcançado o nível que se espera de disponibilidade deste tipo de embarcação, porém, proveu a Marinha do Brasil a capacidade de manter a doutrina e operação de suas aeronaves de asa fixa, a qual opera com caças AF-1B (A-4KU) Skyhawk. Até a chegada do "São Paulo", a Marinha do Brasil não pode operar a aeronave dentro de todo seu potencial, devido as limitações que se tinha com o seu antecessor o A-11 "Minas Gerais".

Durante os seus 17 anos em operação com a Marinha do Brasil, o A-12 "São Paulo" realizou 566 lançamentos e recuperações de aeronaves. Uma marca muito expressiva e que podemos classificar como satisfatória para manter o adestramento de nossos pilotos navais e das tripulações embarcadas.
A Marinha do Brasil vem operando Navios Aeródromos (NAe) desde 6 de dezembro de 1960, quando chegou ao Brasil o A-11 "Minas Gerais". Comprado em 1956, o Minas já era problemático, tendo recebido um pouso apenas nove anos depois. Curiosamente, o A-11 "Minas Gerais" pouco operou com aeronaves de asa fixa, devido á uma disputa entre a MB e a FAb que acabou com a determinação que só a FAB poderia operar aeronaves de asa fixa, mas a MB manteve o NAeL "Minas Gerais" em operação ao longo de décadas, apesar das constantes panes e situações embaraçosas que o mesmo passou, se manteve singrando os mares sob o pavilhão brasileiro, garantindo a tradição de nossa marinha na operação deste tipo de navio, algo que só algumas nações possuem. Apenas seis países, incluindo o Brasil, operam com porta-aviões capazes de lançar e receber aeronaves de asa fixa, além de helicópteros. Os EUA são o maior operador deste tipo, com uma grande esquadra que possui dezenas de super porta-aviões nucleares.
O Porta-Aviões ou NAe, tem como função projetar poder e levar a capacidade de interdição aérea e ataque a vários pontos do planeta, atuando sempre em conjunto com outros navios de diversas classes afim de garantir sua integridade frente a ameaça representada por submarinos, navios ou aeronaves inimigas. Com isso muitos se perguntam: O Brasil precisa dessa capacidade?
O Brasil nunca demonstrou o interesse em projetar força, tendo como sua característica básica a sua auto-defesa. Contudo, desde a aquisição lá na década de 60 do A-11, a Marinha do Brasil tinha como objetivo obter a capacidade de operar um meio tão complexo como um NAe, buscando o máximo de capacitação e presteza em tecnologias militares, atingindo um status que a eleva á um restrito e seleto grupo de marinhas que possuem essa capacidade.
O NAe "São Paulo" ainda passou por uma extensa avaliação, a qual buscava definir um programa no qual fosse possível e viável manter sua operacionalidade por mais um período, até que houvesse os recursos necessários para obtenção de um novo NAe, mas os custo de tal modernização demandaria investimentos de mais de 1 bilhão, e ainda assim não haveria plena certeza sobre a capacidade de atingir o nível esperado com a modernização. Essa avaliação levou a uma conclusão, desativar o A-12 "São Paulo", o que deixa a Marinha do Brasil pela primeira vez em 57 anos sem possuir um NAe em seu inventário, e apesar do anúncio de sua desativação, não há no horizonte qualquer sinal de que haverá em breve um substituto para ocupar essa lacuna, principalmente devido a inviabilidade de construir um novo NAe diante dos escassos recursos destinados a pasta de defesa. 

A Marinha do Brasil no entanto apresentou como resposta ao descomissionamento do A-12 "São Paulo", a proposta de estabelecer como sua terceira prioridade a obtenção de um novo navio do tipo, estando em sua lista de prioridades a obtenção dos novos submarinos "Scorpené" que estão em fase de construção, o submarino nuclear e uma nova classe de corvetas, denominada Classe "Tamandaré", para só então investir em um novo NAe.

Embora agora estejamos sem um porta-aviões, o programa de modernização dos caças AF-1B (A-4KU) Skyhawk segue seu curso, e deverão continuar operando normalmente, porém baseados em terra na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA) no Rio de Janeiro.
Em junho será iniciado o processo de descomissionamento que deverá levar três anos até sua conclusão, os seus 1.920 tripulantes serão redistribuídos e os sistemas de bordo que ainda possuem condições de uso serão removidos. Após a conclusão do processo o A-12 "São Paulo" deverá encerrar sua vida em alguma praia em Alang.


Nos resta apenas dar tempo ao tempo e ver qual o desfecho do sonho brasileiro de possuir a capacidade e operar um Navio Aeródromo.


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Investimento em defesa no Brasil

Desde a "Redemocratização" do Brasil, infelizmente assistimos a penúria tomar conta do orçamento de defesa brasileiro, mesmo que desde os tempos do Império, não tenhamos tido um investimento adequado a envergadura de nossa nação. 

Nossas forças sofrem com consecutivos cortes em seus já apertados orçamentos, o que tem impossibilitado em grande parte a manutenção e a renovação dos meios que se fazem necessários a defesa de nossa soberania e mesmo interesses geopolíticos.

Ultimamente em muitas redes sociais e grupos de discussão vejo comentários alegando que o governo de Lula e Dilma investiram na renovação da nossa defesa, algo que não nos cabe entrar nos méritos políticos, tendo em vista nossa posição de neutralidade como mídia séria e que defende uma posição de transparência e defesa dos interesses nacionais, mas podemos notar que o governo "petista" esteve a frente de alguns programas estratégicos de defesa, porém, temos que ressaltar que o mesmo governo teve a "sorte" de assumir o poder em momento econômico favorável, algo que de certa forma poderia ter sido melhor aproveitado se houvesse real interesse na defesa dos interesses nacionais, algo que temos visto não ser o foco de nossos governantes através das investigações da "Lava Jato", onde grande empreiteiras e grupos estão envolvidos em um sórdido esquema de corrupção e um verdadeiro crime contra nossa nação. Algo que não podemos limitar ao governo petista, pois os desvios de recursos e casos de corrupções são tão antigos quanto a república, mas cabe ressaltar que nunca se roubou tanto em nosso país. 

Agora apontando para o rumo de nosso artigo, temos observado no atual governo uma tentativa de manter o investimento em nossos programas de defesa, embora de maneira muito aquém das necessidades implícitas pela pasta de defesa. Recentemente Michel Temer retomou os investimentos na pasta de defesa, que haviam sofrido um duro corte durante o último ano da administração de Dilma Rousseff. Em 2016, foram destinados 36% a mais para a pasta do que no ano de 2015.

Porém, á de se convir que tal medida não se trata de um ato com foco em aumentar o investimento em defesa, mas dá mais a entender se tratar de uma medida política adotada sob o momento de tensão em que se via o país frente a crise que se instalou no Planalto com o processo de impeachment, onde podemos analisar a medida adotada pela administração Temer como a tradicional arma do orçamento para estabelecer boas relações com os militares.

Em 2015 a tesoura do então ministro da Fazenda, Joaquim Levy, atingiu em cheio a pasta de defesa, onde dos 11,9 bilhões previsto, apenas 6,73 bilhões foram efetivamente repassados a pasta. Algo que atingiu de maneira alarmante os programas em andamento, como o PROSUB, FX, KC-390 e outros.

Ao fim do ano de 2016, sob a batuta de Temer e sua trupe, o valor subiu para 9,15 bilhões, superando em 1,85 bilhão a previsão inicial do orçamento de defesa. Ainda sob uma forte crise que assola o país, o governo tem mantido firme o compromisso com os investimentos de defesa, com a previsão para 2017 de destinar 9,7 bilhões destinado a pasta.

O fato é que apesar de termos no papel um excelente planejamento estratégico e de defesa, representados no Livro Branco e na END, nos falta pulso e vontade política de executar de maneira séria os programas que são de grande importância a segurança nacional, sob risco de assistirmos nossas forças muito longe de suas capacidades operacionais adequadas, deixando seu papel de "Forças Armadas" para se tornar uma instituição sem forças de cumprir com seu papel constitucional, como as recentes operações de forças militares na segurança pública em diversos pontos do Brasil, afim de realizar o dever que cabe aos órgãos de segurança pública dos estados.

Apesar do surgimento de grupos que pregam intervenção militar como solução para a crise política, a demanda não encontra nenhum eco nos comandos.

A grande verdade é que nossas Forças Armadas brasileiras ainda estão a milhas do nível adequado de investimento, muito longe do seu ideal para atender as reais necessidades de defesa do país, como a cobertura de nossas fronteiras, por onde falta capacidade de cobertura e tecnologia para manter o controle de acesso ao nosso território, sendo uma grande dor de cabeça ao país, onde diariamente entram milhares de toneladas de narcóticos e armas. 

É preciso que o brasileiro tenha consciência da real situação de nossa nação, e que se há um grande "surto" de violência e o aumento do poder das organizações criminosas, em muito se deve a falta de investimento na raiz de nossa segurança, que são as forças armadas e o investimento em novas tecnologias de maneira séria e contínua. Pois como patrulhar nossas águas territoriais se não há meios suficientes e com adequada capacidade para fazê-lo? Como manter o controle de nossas fronteiras sem os meios técnicos e homens suficientes? Como ser uma nação séria e de peso sem a seriedade e comprometimento dos governantes com a nação?

É preciso que haja uma mudança em nossa mentalidade, que haja um real interesse nacional em buscar soluções aos desafios que se erguem em nosso meio, mas para isso devemos deixar de lado as legendas partidárias e buscar homens e mulheres que realmente querem estar lá dentro do congresso nacional e nos demais escalões do poder público, comprometidos com valores, com uma missão clara, que seja fazer o melhor pelo nosso país, e não mantermos a velha ninhada que se apoderou do poder para viver nas tetas de nosso povo sob o manto de ideologias falidas e que não cabem mais em nossa sociedade, devemos buscar uma reforma que comece em nosso pensamento e atitudes. Quanto as Forças Armadas, cabe sim estabelecer um plano emergencial de investimentos, o Brasil é um país pacifico, mas para se garantir que assim continue é preciso estar pronto para a guerra.


Por: Angelo Nicolaci - Jornalista e editor do GBN News, graduando em relações internacionais pela UCAM.

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sábado, 11 de março de 2017

Bilionário programa de fragatas francesas deve ser aprovado antes de eleições presidenciais na França

O ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, deverá lançar em breve o bilionário programa de desenvolvimento da nova classe de fragatas francesas, que deverá chegar a casa dos 4 bilhões de dólares.Porém, o ministro corre contra o tempo, tentando aprovar o programa antes da eleição presidencial francesa. 

Um comitê ministerial deveria ter analisado hoje a proposta orçamentária do programa, que deverá aprovar a aquisição da nova fragata intermediária, porém uma alteração na agenda do ministro levou ao adiamento da reunião que irá definir o futuro do programa francês. 

O comitê deverá se reunir em breve, e segundo alguns analistas a aprovação do programa é dada como certa, o que irá permitir ao Ministério da Defesa buscar o financiamento junto ao Ministério da Economia e Finanças e posteriormente assinar os contratos com a indústria de defesa. O objetivo era iniciar esse processo administrativo antes da eleição presidencial, que será seguida pelas eleições gerais parlamentares em junho. 

O comitê de investimento também deve votar o programa de modernização das fragatas da classe La Fayette, que deverá acrescentar a capacidade anti-submarina à fragata. 

A DCNS, uma das gigantes do setor naval francês e a empresa de sistemas eletrônicos Thales poderão se beneficiar com programa de fragatas intermediárias, que visa a aquisição de cinco fragatas de 4.200 toneladas, com a primeira fragata da classe entregue em 2023. 

O novo programa irá beneficiar a indústria naval francesa, mas deixa a Marinha descontente, já que as encomendas da nova classe de fragatas foram reduzidas de 11 navios para apenas oito unidades, apesar do salto tecnológico no seu desenvolvimento que resultará em um navio mais capaz de executar diversas missões.

A encomenda de uma nova classe de fragatas na casa das 4 mil toneladas é vista como crucial para o sucesso nas exportações, pois o programa irá permite que a DCNS promova sua nova versão da fragata intermediária "Belh@rra", lançada com foco nos mercados estrangeiros. 

A DCNS diz que nomeou a fragata de "Belh@rra" "em referência à única onda gigante da Europa: a Belharra. O primeiro 'a' deu lugar ao @ em referência à natureza tecnológica altamente digital presente na nova fragata". 

A DCNS anunciou em 8 de março a abertura de um escritório em Bogotá, uma de suas estratégias para conquistar novos clientes, visando a presença na Colombiamar 2017, a feira naval que terá sua abertura em 15 de março estabelecida em Cartagena, na Colômbia. A DCNS apresentará a sua classe de corvetas "Gowind" e a fragata "Belh@rra", informou a empresa.

A Marinha  colombiana esta estudando a aquisição de quatro fragatas, que deverão se juntar à classe Padilla de fragatas leves, que passou recentemente por um programa de modernização executado pela DCNS em parceria com a Thales que ficou responsável por integrar os sistemas.

A DCNS provavelmente lançará uma versão específica de sua Classe Gowind para atender as necessidades da Colômbia, sendo uma dessas necessidades a adoção de um sistema de mísseis antiaéreos com alcance de 30 quilômetros, uma capacidade que excede o envelope dos Mica VL, que normalmente fazem parte da proposta francesa. 

O governo francês precisaria demonstrar flexibilidade para aprovar a instalação de uma arma estrangeira afim de atender as necessidades expostas pelos colombianos.

A DCNS tem buscado ser flexivel com relação aos seus projetos, como ocorreu no contrato australiano para o desenvolvimento de um novo submarino que será equipado com um sistema de gerenciamento de combate norte americano produzido pela Lockheed Martin. 

Uma nova fragata de 4.000 toneladas irá sanar uma lacuna existente na linha de produtos oferecidos pela DCNS, entre as corvetas de 2.000 toneladas e as fragatas FREEM de 6.000 toneladas. O que possibilitará a DCNS conquistar uma nova e importante fatia do mercado para fragatas leves.


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com agências

sexta-feira, 10 de março de 2017

Ameaça terrorista leva Alemães a desligar usinas nucleares e interceptam aeronave comercial

Cinco usinas nucleares na Alemanha foram desligadas após uma aeronave comercial da Air India perder contato de rádio sobre o espaço aéreo alemão.

O voo AI-171 da Air India, com 231 passageiros e 18 tripulantes a bordo, que partiu de Ahmedabad com destino a Londres, perdeu contato de rádio com controle de tráfego aéreo enquanto sobrevoava o espaço aéreo alemão, por 22 minutos a aeronave perdeu contato com o controle de trafego nesta sexta (10).

A perda de comunicação com a aeronave levou ao estado de alerta contra ameaça terrorista, resultando na imediata decolagem de duas aeronaves de combate Eurofighter Typhoon alemães que foram direcionados para a interceptação e escolta do voo AI-171, segundo informações veiculadas pelo Spiegel .

Seguindo  todas as medidas de "pré-alarme" contra ameaças terroristas na Alemanha, as aeronaves Eurofighter Typhoon da Luftwaffe  permanecem de prontidão 24 horas, ao ser dado o alerta duas aeronaves decolam para avaliar se a aeronave em questão é uma possível ameaça no espaço aéreo do país.

Com a perda de contato com o voo da Air India por 22 minutos, várias usinas nucleares foram temporariamente desligadas seguindo o plano de emergências que prevê tal ato no caso de qualquer aeronave suspeita sobrevoando os arredores das instalações. As fábricas de energia em Brunsbuttel, Brokdorf, Lingen, Unterweser e Grohnde no norte da Alemanha foram afetadas pelo alerta.

No entanto, o Ministério do Meio Ambiente da Alemanha informou que a usina nuclear de Grohnde já havia sido desligada para passar por uma inspeção.

De acordo com uma breve declaração da Air India, o vôo AI171 perdeu o contato no espaço aéreo húngaro devido à "flutuação de freqüência" do rádio . O avião aterrissou com segurança e nenhuma ameaça terrorista foi relatada após o dramático susto ao ter a aeronave interceptada por aeronaves de combate da Luftwaffe.

A Alemanha e a França estão enfrentando um grande desafio para garantir a segurança contra as ameaças terroristas, tendo em vistas os diversos atos ocorridos recentemente e varias tentativas frustradas de ações de grupos terroristas, que vem usando a grande entrada de refugiados nos estado europeus para inserir jihadistas com intenções de conduzir ataques contra estas nações.

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com agências 

China deve fortalecer arsenal nuclear em resposta ao desdobramento do THAAD na Coréia do Sul



Um editorial do jornal estatal chinês Global Times diz que Washington deve "pagar o preço" pela implantação do sistema de defesa de mísseis THAAD na Coréia do Sul. A China deve ampliar seu arsenal nuclear e estreitar os laços com a Rússia em resposta, diz ele.
O artigo do jornal, que por muitos é visto como o porta-voz de Pequim, refere-se ao sistema THAAD que começou a chegar a Osan Air Base na Coreia do Sul esta semana. 


Ele diz que a China tem "mantido um perfil baixo" quando se trata de armamentos nucleares, e que seu número de ogivas nucleares é pequeno, mas isso poderia mudar agora em face da situação.


"Os Estados Unidos implantaram um sistema de defesa antimíssil bem na frente da China, e eles devem pagar por essa decisão", diz o editorial. "A China deve assegurar-se de que o desdobramento do THAAD esteja sendo feito em vão, reforçando sua própria dissuasão nuclear".

O autor diz que "a China tem amplos recursos financeiros para expandir seu arsenal nuclear". 

"No jogo entre a China e os Estados Unidos, não há apenas a mão do lado de Washington", continua o artigo. 

Ele observa que as sanções não são o caminho a seguir quando se trata dos EUA, dada a dimensão da sua economia. Ele também aponta que a Lockheed Martin, a fabricante americana de THAAD, não tem negócios na China, tornando impossível introduzir sanções contra a empresa. 

O artigo também pediu à China para formar uma aliança com a Rússia, um dos críticos da implantação do THAAD, para formar uma "sólida parceria contra o sistema de defesa antimísseis". Tal aliança "daria um novo golpe nos Estados Unidos", afirma o editorial.


O THAAD é um sistema avançado projetado para interceptar mísseis balísticos de curto e médio alcance durante sua fase de voo terminal. Equipado com radar de longo alcance, acredita-se ser capaz de interceptar mísseis balísticos de alcance intermediário da Coréia do Norte. 

A China tem há muito tempo se posicionado contra o sistema, que será baseado em um antigo campo de golfe perto de Seul, por temor de que isso minará as capacidades dos mísseis balísticos de Pequim. 

Pequim pediu que os EUA e a Coréia do Sul não prosseguissem com o acordo, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, alertando no mês passado sobre as "conseqüências" caso o acordo avance. 

A China diz que o THAAD não ajudará a paz e a estabilidade na Península Coreana, um ponto de vista compartilhado por Moscou, que anteriormente pediu a Seul e Washington que considerem as tensões crescentes que inevitavelmente serão causadas por causa da implantação do sistema. 

Embora o editorial tenha afirmado que as sanções contra os EUA seriam uma medida ruim, Seul disse que Pequim implementou sanções não oficiais contra a Coréia do Sul, alegando que as autoridades disseram às agências de viagens para pararem de vender passagens ao país.


Apenas algumas semanas atrás, as autoridades chinesas também pararam a construção de um projeto imobiliário de vários bilhões de dólares, encomendado pela gigante sul-coreana Lotte. A empresa fechou um acordo de troca de terras com Seul em fevereiro, trocando o campo de golfe que será usado para hospedar o THAAD por uma parcela de terra de propriedade militar. 

Em dezembro, a China tomou a decisão de negar pedidos às companhias aéreas sul-coreanas para expandirem voos fretados, em um movimento que Seul diz ser uma retaliação "indireta" contra a implantação do sistema de mísseis. O ministro sul-coreano da Estratégia e Finanças Yoo Il-ho disse mais tarde que Pequim não tomou nenhuma medida de retaliação que mereça uma resposta oficial. 

A China também cancelou visitas de celebridades sul-coreanas na China em resposta ao acordo, com vários jornais pedindo boicotes de todos esses artistas na China. 

Enquanto isso, os EUA e a Coréia do Sul têm consistentemente sustentado que o THAAD é uma medida defensiva contra Pyongyang, acreditando ser uma medida capaz de interceptar os mísseis balísticos de alcance intermediário da Coréia do Norte. 

Funcionários sul-coreanos disseram que esperam que o sistema de mísseis THAAD esteja implantado e operacional este ano, com um oficial afirmando no mês passado que a implantação poderia ser concluída em agosto.

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com agências