segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

"Não estamos aqui para apanhar petróleo" - Diz Secretário de Defesa dos EUA em Bagdá

O secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, chegou a Bagdá em uma visita não anunciada, segundo notícias, para discussões sobre a derrota do grupo terrorista Estado Islâmico. Ele disse nesta segunda-feira (20) que os militares dos EUA não estão no Iraque "para pegar o petróleo de ninguém".
"Eu acho que todos nós aqui nesta sala, todos nós na América, geralmente pagamos pelo nosso gás e petróleo o tempo todo e tenho certeza que vamos continuar a fazê-lo no futuro", Mattis disse a um pequeno grupo de Repórteres que viajam com ele, enquanto discute seus principais objetivos para a viagem.

"Não estamos no Iraque para apreender o petróleo de ninguém" , enfatizou.

Mattis parece ter se distanciado das observações feitas pelo presidente Donald Trump em um discurso no mês passado, quando o novo presidente republicano disse aos funcionários da CIA: "Devemos ter mantido o petróleo. Mas, OK, talvez tenhamos outra chance. "

Trump disse que o Estado Islâmico não teria se tornado uma ameaça global se não tivesse tomado a indústria de petróleo do Iraque quando o país foi deixado enfraquecido pela guerra.

- Deveríamos ter mantido o petróleo quando saímos. E, você sabe, é muito interessante, se tivéssemos tomado o petróleo, você não teria o EI, porque eles se abastecem com o dinheiro do petróleo. Foi aí que conseguiram o dinheiro. Eles conseguiram o dinheiro ... quando saímos, deixamos o Iraque, que năo era um governo.

"Criamos um vácuo e formamos o EI. Mas se tivéssemos tomado o petróleo, algo muito bom teria acontecido. Eles não teriam sido capazes de alimentar seu impulso inacreditável para destruir grandes porções do mundo ", observou Trump, acrescentando que o petróleo do Iraque poderia ter sido benéfico para os Estados Unidos também, como o orçamento do país foi drenado pelo envolvimento de guerras no Oriente Médio.

No domingo, as forças iraquianas lançaram uma grande operação militar para retomar a parte ocidental de Mosul dos terroristas do Estado islâmico.

Na semana passada, aviões iraquianos lançaram milhões de panfletos no oeste de Mosul, pedindo aos moradores que se preparem para receber as tropas iraquianas, enquanto o cerco aos militantes continua.

Em outubro, as forças iraquianas, apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos EUA, lançaram uma campanha para retomar Mosul. No mês passado, a coalizão liderada pelos Estados Unidos admitiu "involuntariamente" matar pelo menos 188 civis na Síria e no Iraque desde 2014, quando os ataques aéreos contra o Estado islâmico começaram.

A partir de 14 de fevereiro de 2017, a coalizão liderada pelos EUA havia conduzido um total de 18.250 ataques (11.102 Iraque / 7.148 Síria), informou o Departamento de Defesa dos EUA.

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Importações de armas sauditas triplicam em meio à campanha do Iêmen

A Arábia Saudita, que lidera uma intervenção militar no Iêmen, é o segundo maior importador de armas do mundo, de acordo com um novo relatório. As importações de armas de Ryad aumentaram 212% em comparação com período de 2007-2011, com os EUA permanecendo como o maior exportador mundial de armas.
Entre 2007-2011 e 2012-2016, as importações de armas por parte dos Estados no Oriente Médio aumentaram 86%, afirmou nesta segunda-feira (20) o Instituto Internacional de Pesquisa de Paz de Estocolmo (SIPRI).

A Índia foi o maior importador mundial de armas entre 2012-2016, respondendo por 13% do total mundial, disse o estudo.

"Nos últimos cinco anos, a maioria dos estados do Oriente Médio se voltaram principalmente para os EUA e para a Europa em busca acelerada de capacidades militares avançadas", disse Pieter Wezeman, pesquisador sênior do Programa de Despesas Militares e Armamento SIPRI.

"Apesar dos baixos preços do petróleo, os países da região continuaram a comprar mais armas em 2016, percebendo que elas são ferramentas cruciais para lidar com conflitos e tensões regionais " , acrescentou .

Com uma quota de um terço das exportações globais de armas, os EUA foram o principal exportador de armas entre 2012-2016. As suas exportações de armas aumentaram 21% em comparação com período de 2007-2011.

Quase metade das exportações de armas dos EUA foi para o Oriente Médio, disse o SIPRI, acrescentando que as importações de armas pelo Catar subiram 245%.

"Os EUA fornecem armas importantes a pelo menos 100 países em todo o mundo, significativamente mais do que qualquer outro fornecedor", disse o diretor do Programa de Despesas Militares e Armas SIPRI , Dr. Aude Fleurant.

"Ambos os aviões de ataque avançado com mísseis de cruzeiro e outras munições guiadas com precisão e a última geração de sistemas de defesa aérea e de mísseis representam uma parte significativa das exportações de armas dos EUA".

As despesas de defesa da Arábia Saudita cresceram 5,7%, para 87,2 bilhões de dólares em 2015, tornando-se o terceiro maior comprador do mundo na época, de acordo com um relatório do SIPRI de abril.

Durante os dois mandatos presidenciais de Barack Obama, os Estados Unidos ofereceram à Arábia Saudita 115 bilhões de dólares em armas em 42 acordos separados , informou o Centro de Política Internacional , um centro de pesquisa anti-guerra nos Estados Unidos. Estima-se que as ofertas de armas dos EUA à Arábia Saudita foram maior do que qualquer governo dos EUA na história do relacionamento entre os EUA e a Arábia Saudita.

Em dezembro, a Casa Branca bloqueou a transferência de algumas armas para a Arábia Saudita, por causa das preocupações sobre o número de mortes civis na campanha de bombardeio do reino ao Iêmen. 

"Nós deixamos claro que a cooperação de segurança dos EUA não é um cheque em branco", disse um alto funcionário do governo à AFP . "Conseqüentemente, decidimos não avançar com alguns casos de vendas militares estrangeiras (FMS) para munições".

"Isso reflete nossas contínuas e fortes preocupações com as falhas nas práticas de aliança da coalizão e no processo geral da campanha aérea no Iêmen", acrescentou .

Gareth Porter, um jornalista investigativo, disse à RT em fevereiro que "o governo Obama tem sido essencialmente vinculado aos interesses sauditas no Iêmen, como eles foram na Síria em grande parte do passado pelo grau em que o governo dos EUA, o Pentágono, a CIA e a NSA  têm relações muito estreitas com os seus homólogos da Arábia Saudita.

"Esses poderes nos Estados Unidos estão muito pouco dispostos a ter qualquer política nos EUA que os critiquem, e muito menos levem, o apoio à guerra saudita para que esses acordos possam continuar. Tenho muito medo de que a administração Trump esteja sujeita à mesma lógica, às mesmas forças políticas que impediram o governo Obama de assumir qualquer responsabilidade pelo que está acontecendo no Iêmen " , disse ele.

O número de mortos no conflito do Iêmen ultrapassou 10 mil pessoas e quase 40 mil pessoas ficaram feridas, disse um alto funcionário da ONU em janeiro.

O governo britânico recusou-se a parar de vender armas à Arábia Saudita em novembro, rejeitando os pedidos de duas comissões parlamentares e de grupos de direitos humanos. De acordo com a Campanha contra o Comércio de Armas (CAAT), a Grã-Bretanha licenciou £ 3,3 bilhões de libras (4,1 bilhões de dólares) para vendas de armas para Ryad durante os primeiros 12 meses da guerra do Iêmen.

A Human Rights Watch (HRW) informou em outubro que desde o início da campanha aérea liderada pelos sauditas no Iêmen, que começou em 26 de março de 2015, a coalizão saudita "com apoio militar direto dos EUA e assistência do Reino Unido " Conduziu pelo menos 58 "ataques aéreos ilegais", com outras organizações de direitos humanos e a ONU tendo " dezenas documentadas".

Desde o início do conflito, tem havido vários relatórios de bombardeios sauditas visando escolas, hospitais, mercados e outros edifícios civis.

Os ataques aéreos levados a cabo pela coalizão liderada por sauditas de nove estados árabes no Iêmen são responsáveis pela maioria dos civis mortos no conflito em curso, enquanto pede-se a ONU uma investigação internacional sobre as violações da coalizão lá.

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Rússia e EAU irão trabalhar em novo caça de 5ªgeração

A Rússia e o Emirados Árabes Unidos vão reunir esforços para desenvolver um aeronave leve de quinta geração, disse o ministro russo da Indústria e Comércio, Denis Manturov, nesta segunda-feira (20).

"Nós assinamos um acordo de cooperação industrial no campo da engenharia militar, o que nos permitirá avançar com o projeto da aeronave de quinta geração, no qual os Emirados Árabes Unidos participarão", disse Manturov na 13ª Mostra Internacional de Armas IDEX -2017.

Por sua vez, o chefe da United Aircraft Corporation, Yuri Slyusar, disse que a pesquisa sobre uma nova aeronave de quinta geração esta na fase inicial.

"O trabalho conjunto sobre uma aeronave leve de quinta geração com os Emirados Árabes Unidos está na fase inicial, estamos trabalhando em propostas dirigidas aos Emirados Árabes Unidos, acreditamos que será uma boa aeronave e estamos preparados para apresentar os resultados de nossos esforços de pesquisa e desenvolvimento para nossos colegas ", disse.

A Rússia será representada no projeto pela UAC como a organização líder. A Sukhoi contribuirá com sua pesquisa em aeronaves de quinta geração, e a MiG com suas idéias sobre uma aeronave monomotor. O conceito de uma nova aeronave ainda está sendo determinado."Nós não formulamos o conceito de uma aeronave de quinta geração até agora, mas ainda estamos indecisos se ele vai ter um único motor ou dois, o acordo assinado nos permite iniciar esse trabalho", acrescentou.



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A Turquia pode estar interessada em comprar sistemas de mísseis S-400

A Turquia está interessada na compra do sistemas de mísseis russos S-400, segundo Sergei Chemezov, diretor executivo da Rostec, disse nesta segunda-feira (20), informando que há conversas sobre possíveis acordos.

"A Turquia está interessada no sistema S-400, as negociações estão em andamento e a questão-chave é o financiamento", disse aos jornalistas nas margens da exposição IDEX 2017.

Em novembro de 2016, o ministro da Defesa da Turquia, Fikri Isik, disse que Ancara estava em negociações com Moscou sobre a possível compra do sistema S-400. No final de dezembro, as partes realizaram uma reunião da comissão intergovernamental sobre cooperação técnica militar, que se esperava que abordasse a questão dos S-400.

O primeiro comprador estrangeiro de sistemas de mísseis russos S-400 foi a China. O correspondente contrato foi assinado em 2015. Segundo relatos da mídia, o custo do negócio foi de três bilhões de dólares.

Em outubro de 2016, a Rússia assinou um acordo intergovernamental sobre o fornecimento do S-400 com a Índia.


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Forças do Iraque combatem Estado Islâmico em Mosul para recuperar aeroporto

Forças do Iraque apoiadas pelos Estados Unidos enfrentaram combatentes do Estado Islâmico nesta segunda-feira para abrir caminho ao aeroporto de Mosul no segundo dia de uma ofensiva terrestre contra o último bastião dos jihadistas no lado oeste da cidade.
A polícia federal e unidades de elite do Ministério do Interior conhecidas como Reação Rápida estão liderando a arremetida ao aeroporto, situado no extremo sul de Mosul, na tentativa de desalojar os militantes de uma colina local conhecida como Albu Saif.
As forças iraquianas pretendem transformar o aeroporto em uma base de apoio próxima para a operação contra o oeste de Mosul propriamente dita.
Os militantes do Estado Islâmico estão essencialmente sitiados nessa região, assim como estimados 650 mil civis, desde que foram expulsos do lado leste da cidade na primeira fase de uma ofensiva concluída no mês passado, depois de 100 dias de luta.
"Eles estão atacando e enfrentando nossas forças e recuando rumo a Mosul", disse o major Mortada Ali Abd, da Reação Rápida, a um correspondente da Reuters no sul de Mosul. "Se Deus quiser, Albu Saif será totalmente libertada hoje".
Helicópteros estavam alvejando a colina para afastar franco-atiradores, e era possível ouvir os sons de metralhadoras e granadas lançadas por foguete. As forças em avanço também desarmaram um carro-bomba, usado pelos militantes para obstruir seu progresso.
Até agora as forças iraquianas vêm avançando por áreas esparsamente povoadas. Os combates irão se intensificar à medida que ocorrerem mais perto da cidade, e o risco irá aumentar para os civis.
Até 400 mil deles podem ser deslocados pela ofensiva, e os moradores do oeste de Mosul já sofrem com a escassez de alimento e combustível e com o fechamento dos mercados, disse a Coordenadora Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iraque, Lise Grande, à Reuters no sábado.

Comandantes acreditam que a batalha será mais difícil do que no leste da localidade, que as forças do Iraque controlaram em janeiro depois de três meses de confrontos, porque os tanques e veículos blindados não conseguem passar por suas vielas estreitas.
Unidades da Polícia Federal do Iraque estão liderando uma operação em distritos de Mosul que ficam a oeste do rio Tigre, buscando capturar o aeroporto de Mosul, no sul da cidade, de acordo com comunicados do comando conjunto das Forças Armadas.
Elas capturaram diversos vilarejos e uma estação local de distribuição de energia nas primeiras horas e mataram diversos militantes, incluindo atiradores de elite, segundo os comunicados.
O Estado Islâmico aumentou sua insurgência em retaliação aos retrocessos militares que, durante o ano passado, forçaram o grupo a deixar a maior parte das cidades iraquianas que havia capturado em 2014 e 2015.
Dois militantes se explodiram neste domingo no leste de Mosul, matando três soldados e dois civis e ferindo uma dúzia de pessoas, disseram fontes da segurança.

Fonte: Reuters

Cabotagem é uma das alternativas para o futuro do transporte de cargas no Brasil

Nos últimos anos, a cabotagem vem sendo apontada como um dos modais que mais tendem a crescer na movimentação de cargas brasileira, podendo se tornar o segmento mais lucrativo para os negócios de muitas empresas. Duas das maiores companhias do segmento no país, Aliança Navegação e Log-In Logística, corroboram essas perspectivas.

Segundo o diretor comercial da Log-In, Márcio Arany, já é possível perceber que muitas empresas estão migrando o transporte parcial ou total de suas mercadorias do modal rodoviário para a cabotagem. “No ano passado, entre novas rotas e clientes, a Log-In registrou 600 operações. Neste ano, o interesse de empresas de diversos setores se mantém: entre cinco a dez clientes fazem testes com a cabotagem toda semana”, afirma.

O gerente geral de Mercosul e cabotagem da Aliança Navegação, Marcus Voloch, complementa. “Além da redução de custos em relação ao transporte rodoviário, de 10% a 15%, a cabotagem configura-se em um autêntico transporte porta a porta, que une rapidez e economia por meio de um planejamento de operações multimodais, resultando em um meio de transporte sustentável, com baixa emissão de CO². Para quem utiliza o transporte marítimo, outras vantagens são a rastreabilidade em qualquer ponto, a integração dos modais para otimização da cadeia logística e menor índice de avarias”, reforça o executivo da Aliança, patrocinadora oficial da Intermodal South America 2017, que será realizada em abril, na cidade de São Paulo (SP).

Crescimento - Arany destaca, inclusive, que os negócios da Log-In neste modal seguem em crescimento constante e devem continuar expandindo em 2017. “O Serviço Atlântico Sul da Log-In, por exemplo, conecta toda a costa brasileira, desde Fortaleza, no Ceará, até Buenos Aires, na Argentina. Nosso tráfego de volumes no Mercosul aumentou 7,4% no terceiro trimestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior, com um avanço acumulado de 11,5% nos nove primeiros meses do ano passado em relação a 2015. Este segmento tem crescido progressivamente após a redução das barreiras à importação promovida pelo governo argentino e acreditamos que os volumes transportados nesta rota manterão trajetória de crescimento em 2017”, pondera o diretor comercial da Log-In, expositora da 23ª edição da Intermodal.

Voloch, por sua vez, lembra que, mesmo diante de um cenário recessivo em 2016, a Aliança Navegação e Logística finalizou o ano com um crescimento de 7% na cabotagem e 210 mil contêineres movimentados, o que significa 15 mil a mais que em 2015. “Os setores que mais cresceram foram os de alimentos, químicos e resinas, produtos de limpeza, papelaria, embalagens e materiais de construção”, conclui.

Fonte: UBM Brazil

VANT Heron atinge 30 mil horas de operação e Alemanha estende contrato de Leasing

Os sistemas Heron de vigilância aérea não tripulada (VANTs) da IAI acabam de completar 30 mil horas de voo operacional na área de "Masar A Sharif", de acordo com relatórios da Força Aérea Alemã, que opera o Heron no Afeganistão. Os VANTs Heron atuam no Afeganistão desde 2010 sob o contrato de leasing da IAI assinado pela Agência de Aquisição de Defesa Alemã (BAAInBw) e pela Airbus DS Airborne Solutions GmbH, subsidiária da Airbus Defence and Space.

Esse importante marco demonstra as diversas capacidades do Heron para executar missões operacionais em terrenos desafiadores. O Heron foi designado para tarefas táticas e estratégicas de longo prazo, podendo voar em condições atmosféricas severas, comportar grande quantidade de carga e transferir informação ao vivo para forças em campo e responsáveis por tomadas de decisão. Durante seus muitos anos de atividade no Afeganistão, o Heron serviu vários outros aliados da NATO, entre os quais a França, o Canadá e a Austrália.

Graças ao considerável sucesso operacional do Heron no Afeganistão ao longo dos anos e à decisão do governo alemão de prolongar sua permanência no Afeganistão, um contrato adicional de leasing foi fornecido ao Exército alemão para operar o Heron no Afeganistão durante mais um ano, até fevereiro de 2018.

O vice-presidente executivo da IAI e gerente geral do Military Aircraft Group, Shaul Shahar, declarou: "Nossa conexão com a Força Aérea Alemã é naturalmente da mais alta importância, e estamos orgulhosos de continuar a prover uma solução operacional juntamente com a excelente cooperação que temos com a Airbus".

Em vista das operações bem-sucedidas no Afeganistão, a Força Aérea Alemã atualmente opera o Heron em Mali como parte da missão de policiamento da ONU.


Fonte: IAI via Rossi comunicação


domingo, 19 de fevereiro de 2017

Após desativação do A-12 "São Paulo", saiba um pouco sobre o VF-1 e os AF-1B (A-4KU) Skyhawk

Diante do recente anúncio da desativação do nosso NAe A-12 "São Paulo", resolvemos publicar uma matéria exclusiva do GBN, que já esta há um certo tempo no forno e contou com o grande apoio do Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil, que nos respondeu algumas questões que fazem parte desta matéria especial sobre o VF-1, onde buscamos falar um pouco sobre o esquadrão, alguns fatos recentes e os planos para o futuro de nossa aviação de caça embarcada.

A Marinha do Brasil viu a necessidade de criar o VF-1 após concretizar a aquisição das aeronaves A-4KU Skyhawk, provenientes da Força Aérea do Kuwait, daí seguiu-se a necessidade de se criar um esquadrão de asa fixa para operar e manter os novos aviões. Assim, em 02 de outubro de 1998, por meio da Portaria Ministerial nº 256, foi criado o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (esquadrão VF-1).

“Porque o A-4KU foi escolhido como a aeronave que reativaria a aviação de asa fixa na Marinha do Brasil? Lembrando que na época, havia células do Mcdonnel Douglas F-4K Phantom estocados pela Royal Navy, além de alguns Sea Harrier.”

A compra de um novo meio é sempre rodeada de preceitos técnicos e análises profundas de viabilidade financeira e logística. No caso específico dos A-4KU, havia a necessidade de se encontrar uma aeronave essencialmente naval que pudesse, dentro de suas limitações de peso e decolagem, operar no porta-aviões que tínhamos à época, o NAeL "Minas Gerais".

A história do A-4 como aeronave naval, versátil e com capacidade de operar em um convés de menor porte, mostrou-se uma ótima oportunidade à época. Além disso, tal oportunidade permitiria a aquisição não só das 23 aeronaves, mas como também de sobressalentes e material necessários ao início das atividades aéreas de asa fixa de alta performance na MB.

“Quais as características do AF-1 hoje após passar pela última modernização exibe em relação às aeronaves que foram recebidas lá atrás? Quais armamentos disponíveis para o tipo e quais missões a mesma pode desempenhar?”

O Programa de Modernização busca dar às aeronaves mais ferramentas para cumprir as tarefas previstas na missão da unidade, lançando mão de uma nova arquitetura aviônica, integrada a um moderno sistema de navegação e emprego de armamento, permitindo que as aeronaves realizem ataques a alvos de superfície em terra e no mar empregando toda a variedade de bombas da família MK e os canhões de 20 MM, além de possibilitar o lançamento de mísseis ar-ar Sidewinder, capacitando-as a atacar alvos aéreos.

“Como foi o desafio de criar toda uma doutrina de asa fixa na Marinha do Brasil após tantos anos condicionada apenas à operação de asas rotativas?”

A retomada das operações de aeronaves de asa fixa sempre foi uma aspiração da Marinha. Houve muito trabalho de todos os setores da Força Naval para concretizar esse sonho, já que os desafios mostravam-se de grande vulto em todas as áreas e setores envolvidos, citando como exemplo a busca por uma aeronave que permitisse a concretização do conjugado Navio-Avião, bem como a necessidade de buscar fora do país os conhecimentos de operacionalização desse conjugado.

“Quais principais obstáculos e como o VF-1 lidou com isso durante o processo de criação da unidade?”

A MB teve que transpor vários obstáculos para a retomada das operações de aeronaves de asa fixa, quer sejam de ordem administrativa, técnica, logística e outras. No Esquadrão VF-1, em particular, o grande desafio era levar a cabo as operações aéreas com o máximo de segurança para todos os envolvidos, pautando-se sempre pela ascensão operacional paulatina.

“Como foi o processo de treinamento das equipes de voo e de solo?”

Os Aviadores Navais foram treinados nas Marinhas da Argentina e/ou do Uruguai e na Força Aérea Brasileira (FAB), sempre complementando a formação na Marinha Americana.

Os mecânicos e equipes de apoio foram treinados por uma empresa norte-americana contratada pela MB por ocasião da implementação do Esquadrão.

 “É digno de nota o alto grau de profissionalismo do VF-1, que diante de tantos desafios manteve um grau alto de segurança em suas operações, tendo registrado desde sua criação apenas o acidente ocorrido no último dia 26 de julho, ao que se deve tal grau de precisão e sucesso em suas operações?”

O Esquadrão pauta a segurança de suas operações nas orientações emanadas nos Programas de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha do Brasil e da Força Aeronaval. A estrita aderência aos manuais de voo e de manutenção das aeronaves é sempre ressaltada na unidade como uma forma de complementar as Políticas de Segurança de voo.

“Como é feita a formação de um aviador naval da Marinha do Brasil?”

A formação é híbrida, com módulos teóricos realizados na MB, complementados pela instrução de voo na Força Aérea Brasileira (FAB) e na Marinha dos Estados Unidos da América (USN).

“Como está hoje o nível de operacionalidade do Esquadrão?”

O Esquadrão encontra-se na Fase II de Adestramento, o que significa que a Unidade está apta para cumprir todas as operações para as quais for designada, dentro das tarefas previstas em sua missão.

“Como se formam as equipes de manutenção e apoio no solo?”

Todos os militares de manutenção e apoio no solo são formados pela MB no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN).

“Como é realizada toda a rotina de serviços quando a unidade está embarcada?”

Não existem grandes variações entre a rotina de terra e embarcada, a não ser pelo tamanho das equipes, que a bordo tendem a ser mais enxutas.

“Como é a rotina de operações do VF-1? Como é o treinamento da unidade? Qual foco da unidade? Quais os meios que conta para o adestramento das equipes de voo e a coordenação de solo?”

A missão da unidade é “Interceptar e atacar alvos aéreos e localizar, acompanhar e atacar alvos de superfície, a fim de contribuir para a Defesa Aeroespacial e proteção de Forças Navais”, assim, todos os adestramentos, exercícios e programas de qualificação da unidade são direcionados para o atendimento de nossa missão. No nosso dia a dia procuramos nos adestrar com foco nas tarefas previstas em nossa missão. Além disso, cerramos esforços com a Esquadra e com a Força de Fuzileiros da Esquadra de forma a inserir as aeronaves em operações onde, principalmente, as tarefas de interceptação e ataque a alvos aéreos e de superfície estejam em seu contexto.

“Como é a coordenação entre as equipes de solo e voo? E como funciona essa ligação quando as aeronaves se encontram embarcadas?”

Existe uma interdependência muito grande entre os pilotos e as equipes de solo. Ambos trabalham em conjunto para que a aeronave seja prontificada, acionada e preparada para o voo, tudo isso com muita coordenação, o que exige um alto grau de adestramento de todos os envolvidos. Essa ligação ocorre da mesma forma em terra e embarcado.

“Em caso de acidentes como o ocorrido no dia 26 de julho, qual o tempo de reação das equipes de emergência e qual o papel de cada um na organização e operação de resgate?”

Existe, na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BaeNSPA), um Plano de Emergência Aeronáutica em Aeródromo (PEAA), onde estão previstas todas as ações que devem ser desencadeadas em caso de uma ocorrência aeronáutica, bem como o papel de cada um na operação.

Além disso, no caso de um acidente aeronáutico, são envidados todos os esforços para a salvaguarda da vida humana, com o emprego de helicópteros subordinados ao Comando da Força Aeronaval para a localização e busca de eventuais acidentados, devidamente orientados pelo coordenador do PEAA, que é um oficial da MB na função de Superintendente de Aviação da BAeNSPA.

“Acompanhamos todo o andamento das buscas do acidente até o momento de seu encerramento, como foi para a unidade ter enfrentado a perda de um de seus membros em um exercício de rotina?”

A perda de um Aviador Naval é irreparável, tanto do ponto de vista pessoal quanto do técnico. Porém, esse tipo de infortúnio é próprio das Unidades Aéreas, dado o risco inerente da atividade de voo, e por isso deve ser superado com a ajuda de todos. Após o acidente, foi realizado um trabalho com todos os membros do Esquadrão, pilotos e mecânicos, visando dar assistência aos mesmos e auxiliando na retomada das atividades correlatas à atividade-fim do Esquadrão, que é o voo.

“O que se sabe até o momento sobre as possíveis causas que resultaram na colisão entre as aeronaves?”

A investigação dos fatores contribuintes para o acidente ainda está em curso.

Capitão de Corveta Igor Simões Bastos
Desaparecido após acidente com AF-1
“Uma das aeronaves conseguiu retornar após a colisão, qual o atual estado do seu piloto? Como ele se encontra no momento? Quando ele poderá retornar as atividades normais de voo?”

Após os exames físicos e psicológicos regulamentares no pós-acidente, o piloto continua desenvolvendo suas atividades administrativas e de voo normalmente.

“Qual o estado da aeronave que conseguiu retornar a base? Qual previsão de seu retorno à linha de voo?”

A aeronave encontra-se em reparo das estruturas afetadas e tem previsão de retornar à linha de voo ainda em 2017.

“Com as buscas ao Aviador naval e sua aeronave ainda desaparecidos tendo sido encerradas, há alguma novidade?”

As buscas ao Aviador Naval e à aeronave foram encerradas no dia 21 de outubro de 2016. Mesmo após todo o esforço de pessoal e meios, infelizmente, não foram encontrados mais indícios do piloto ou da aeronave.

“Um acidente como o que vitimou um dos aviadores do VF-1, normalmente afetam o esquadrão, o que mudou desde o acidente? Houve alguma mudança nos procedimentos de voo?”

Não houve mudança alguma nos procedimentos de voo mas, tão logo sejam identificados os fatores contribuintes do acidente e emanadas as recomendações de segurança no Relatório Final do Acidente, o Esquadrão estará pronto para implementá-las.

“Como esta o andamento do programa de modernização das aeronaves AF-1 pela Embraer?”

Foram entregues duas aeronaves até o momento, e há a previsão de mais três aeronaves para 2017.

“Muito tem se especulado sobre o futuro do tipo no VF-1, porém, ouvimos do próprio AE Leal Ferreira que a Marinha do Brasil manterá as mesmas voando, mas sabemos que a vida destas aeronaves não será muito prolongada; há intenções de futuramente a Marinha do Brasil participar do programa de desenvolvimento da versão naval do caça sueco Gripen NG, seguindo o caminho escolhido pela FAB no seu programa FX-2?”

Sim, existe a orientação de que seja acompanhado o desenvolvimento de um projeto de engenharia para a versão naval da aeronave Gripen NG, dentro do programa F-X2, pela empresa Saab.

Ainda de acordo com informações fornecidas pela Marinha do Brasil, contrariando o que muitos tem dito nas redes sociais e algumas especulações de especialistas, a Marinha do Brasil mantém firme seus planos de em futuro próximo obter um novo Navio Aeródromo afim de substituir o NAe A-12 "São Paulo", o qual recentemente teve anunciada a desativação após estudos constatarem que os altos custos de modernização do mesmo e a falta de certezas quanto ao sucesso desse processo de modernização do meio levou o comando da Marinha do Brasil em optar pela sua desativação e a alocação desses recursos á outros programas estratégicos, agora tendo a aquisição de um novo NAe, que deverá ser construído em acordo com as necessidades da Marinha do Brasil, figurando como a terceira prioridade da força, logo após o PROSUB e O Programa de Corvetas Classe "Tamandaré".

Nós do GBN News queremos agradecer imensamente a Marinha do Brasil e seu Centro de Comunicação Social, por sempre atender a nossa equipe, ajudando a esclarecer a nossos leitores e compatriotas as questões que envolvem a Marinha do Brasil.


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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Temer pode vincular Secretaria de Segurança à Presidência

O presidente Michel Temer estuda vincular a Secretaria Nacional de Segurança Pública diretamente à Presidência da República, para trazer para si uma área que lhe é cara e atravessa uma fase sensível neste início de ano, a partir da crise no sistema penitenciário, e mais recentemente, a paralisação da Polícia Militar no Espírito Santo. Atualmente, a secretaria está ligada à estrutura do Ministério da Justiça. Pesquisa encomendada pelo governo mostrou que 77% dos brasileiros estão insatisfeitos com as ações na área de segurança.

A se confirmar este desenho, o nome mais cotado para a função continua sendo o do advogado criminalista e amigo de Temer, Antônio Claudio Mariz de Oliveira. Neste cenário, é provável que o novo secretário nacional de Segurança Pública seja anunciado na terça-feira, dia 21, junto com o novo ministro da Justiça, Carlos Velloso. Temer quer formalizar a escolha de Velloso após a votação do nome de Alexandre de Moraes pelo plenário do Senado, prevista para terça-feira, após a sabatina.

A secretaria, vinculada à Presidência da República, não teria status de ministério. Seria um gesto para evidenciar a relevância da área para o governo. Um interlocutor de Temer ressalva que este é um dos cenários que está sendo avaliado pelo presidente, que ainda não se decidiu sobre a melhor solução para a área de segurança pública. "O presidente quer emprestar um sentido de urgência para o setor", explica o auxiliar.

Ontem, Temer foi claro ao afirmar que não pretende criar uma nova pasta, ou seja, o Ministério da Segurança Pública. Questionado sobre a hipótese, ele respondeu que "não", no fim da solenidade de sanção da lei do novo ensino médio.

Uma pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência ao Ibope confirmou a sensação de insegurança que envolve a população. Segundo o levantamento, 77% dos entrevistados desaprova a política de segurança pública, enquanto apenas 21% avaliza as ações do governo no setor, e 2% não souberam avaliar.

A mesma pesquisa mostra que Temer continua impopular. O presidente é considerado ótimo ou bom por 13% dos entrevistados, enquanto 37% o consideram regular, 17% ruim e 28% péssimo. Para 62% dos entrevistados, nada mudou com o novo governo, enquanto para 13% houve melhora, e 22% acham que a situação piorou. Foram ouvidas 2 mil pessoas, em todo o país, entre 2 e 5 de fevereiro, e tem margem de erro de 2%.

O nome do ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame perdeu força para assumir o comando da área em âmbito federal. Contudo, fontes do governo ressaltam que há outros nomes sendo avaliados para assumir a secretaria, entre estudiosos da área e integrantes das Forças Armadas.

A apenas 15 dias, Temer deu destaque à área ao rebatizar a pasta de "Ministério da Justiça e Segurança Pública". O presidente imprimiu solenidade ao gesto, dando posse, pela segunda vez, ao então ministro Alexandre de Moraes. Dias depois, contudo, Moraes seria indicado por Temer para assumir a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal.


Fonte: Valor Econômico

Forças Armadas nas ruas - O que isso demonstra?

Nos últimos tempos tem sido comum vermos nossas forças armadas assumindo papel na segurança pública, cumprindo o papel que é das forças policiais civis e militares em diversos pontos do Brasil. Isso tem se tornado algo preocupante, de diversos pontos de vista, principalmente por não ser parte da missão constitucional das forças armadas o policiamento.

Nos últimos dias assistimos ao caos em que viveu o Espirito Santo quando seus policiais militares entraram em paralisação para reivindicar melhores salários e meios de trabalho, movimento que foi sucedido por uma intensa onda de crimes e saques em diversos pontos do estado, em especial na capital Vitória. Para retomar a ordem o governo federal teve de enviar tropas para realizar o trabalho que é cabível aos policiais militares e civis. Confesso que me espanta o número de crimes ocorridos em tão curto período, o que demonstra algo muito mais alarmante do que os baixos salários e falta de meios que são reivindicados pelos policiais militares do estado capixaba, a falta de policiamento demonstrou o baixíssimo nível que possui nossa sociedade, bastando uma paralisação do policiamento para eclodir uma enorme onda de crimes dos mais variados, fico por demais preocupado com a reação de nossa população, não há crise econômica que justifique a imensa onda de saques e assaltos, isso é falta de caráter, educação e principalmente falta de respeito a si próprio e aos demais que convivem em sociedade, é a decretação da perda dos valores e moral de nossa sociedade.

Até para resolver a crise prisional se solicitou a atuação do Exército Brasileiro, afim de realizar revista nos presídios.

No meio de todos esses problemas ainda constatamos outro grave problema, a falta de poder do estado brasileiro em suas mais variadas instâncias, e essa ruína de nosso governo vem de dentro para fora, quando assistimos a desvalorização do funcionalismo público e a falta de ética e bom senso dentro do governo e seus aparatos, onde há uma enorme contaminação de corrupção, falta de moral e principalmente respeito a constituição e aos direitos de toda uma nação, diante deste quadro, no meio do salseiro e do caos, a quem se convoca? O único bastião de moral e integridade que nos resta em uma sociedade falida de valores, as Forças Armadas Brasileiras, que constantemente vem cumprindo além de sua atribuição, e mesmo assim se vê relegada á último plano quando se trata de investimentos em capacitação e modernização de seus meios, com orçamentos escassos, cortes de verba e atrasos em seus programas, um verdadeiro drama que assistimos sem ter como prever os próximos capítulos.

A imagem de tropas nas ruas só vem a comprovar que nossa sociedade precisa de passar por uma verdadeira reforma, não apenas política, mas social, ética e moral, onde há de se recuperar os valores que há muito foram perdidos ante os modismos e influências de veículos e grupos que visam destruir os pilares de nossa sociedade, onde apenas nos restam as forças armadas como exemplo de integridade, moral, valores e civismo.

Por: Angelo Nicolaci: Editor do GBN News, Jornalista, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, estudioso sobre segurança pública, defesa, especialista em geopolítica do Oriente Médio, Leste Europeu, Rússia e América do Sul.   

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