sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Forças Armadas vão atuar na favela da Rocinha, no Rio

O Ministério da Defesa autorizou nestas sexta-feira (22), o envio das Forças Armadas para reforçar no patrulhamento da Rocinha, favela mais conhecida do Rio, em São Conrado, zona sul da capital. O pedido foi feito pelo governador Luiz Fernando Pezão, em razão de mais um confronto, com tiroteio, ocorrido na favela.

Por conta disso, Autoestrada Lagoa-Barra, que passa pelos acesso da Rocinha e é a principal via de acesso entre a zona sul do Rio e a Barra da Tijuca, na zona oeste, teve de ser fechada.
“Não vamos recuar dentro da Rocinha. É o quinto dia de operações. Ontem (quinta), descobrimos uma grande quantidade de armamento e drogas”, afirmou Pezão, após dar palestra na Sessão Especial do Fórum Nacional, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio.
Segundo Pezão, as forças de segurança do Estado, incluindo o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) estão avançando numa região da Rocinha em que os traficantes teriam se concentrado.
“Estamos com indícios de traficantes numa região sobre a qual estamos avançando. Temos certeza de que a reação que está ocorrendo no asfalto é por causa disso. Pedimos reforço embaixo para dar tranquilidade”, afirmou o governador.
O pedido para uso das Forças Armadas é para reforçar o policiamento nos acessos à Rocinha, garantindo a circulação pelas vias que passam no entorno, como a Autoestrada. Houve registro de confrontos em outras favelas do Rio, mas o reforço foi pedido apenas para a Rocinha. “A gente precisa agora na Rocinha”, disse Pezão.

Tiroteio

A Rocinha passou por um intenso tiroteio na manhã desta sexta-feira. Por volta das 10h, a prefeitura bloqueou a estrada Lagoa-Barra e fechou o túnel Rafael Mascarenhas, nos dois sentidos. A Polícia faz operação no local desde o inicio da manhã, com participação do Batalhão de Choque.
Fonte: Exame

Há 37 anos começava a Guerra Irã-Iraque

No dia 22 de setembro de 1980, o Iraque invadiu e passou a controlar uma província do Irã. Foi o início de uma guerra que terminaria oito anos depois com o saldo de mais de 1 milhão de mortos.
Fazia 20 meses que o xá Mohammad Reza Pahlavi havia deixado o Irã. Com a saída do aiatolá Khomeini do exílio em Paris e a proclamação da República Islâmica em Teerã, seguidores do regime anterior foram perseguidos. Mas o novo regime dos mulás ainda não estava completamente estabelecido, quando aviões do Iraque atacaram várias bases aéreas no Irã, danificando apenas as pistas de decolagem.
Os ataques de revanche do Irã não impediram que tropas iraquianas invadissem vários trechos na fronteira entre os dois países. Em pouco tempo, haviam atacado uma região de mil quilômetros quadrados, provocando a fuga em massa de seus habitantes.
Nos meses anteriores, o então presidente do Iraque, Saddam Hussein, havia montado 12 divisões, com um contingente de 190 mil soldados. Eles foram armados com as mais modernas armas soviéticas, mais de dois mil tanques e 450 aviões de combate. Saddam estava convicto da vitória quando ordenou o ataque, ainda mais que os militares iranianos estavam enfraquecidos com a revolução.
Interesse por campos de petróleo
Muitos oficiais haviam fugido, estavam presos ou mortos. Era a revanche de Saddam, que cinco anos antes havia perdido para o Irã a metade da importante região de Shatt-el-Arab, entre os rios Eufrates e Tigre. Além disso, Bagdá queria conquistar uma importante área petrolífera no sudoeste iraniano e Hussein estava convencido de que teria o apoio da população árabe local. Mas isso não aconteceu. 
O Iraque conseguiu dominar uma pequena região, que denominou Arabistão, mas não obteve o apoio de seus três milhões de habitantes. Enquanto isso, o Irã surpreendia com sua resistência, que durou oito anos. Mais de um milhão de pessoas morreram, e os dois países tiveram seu desenvolvimento atrasado em várias décadas.
Mobilização de crianças para a tropa
Em poucas semanas, Teerã conseguiu recrutar mais de 200 mil soldados, entre eles muitos jovens e crianças. Em 1985, o Iraque começou a bombardear alvos civis no Irã, principalmente na capital, inicialmente com aviões; depois, com mísseis. O aiatolá, entretanto, não aceitou a derrota e chegou a mobilizar 500 mil crianças soldados.
EUA apoiaram o Iraque
Não fosse o emprego de armas químicas pelo Iraque (cuja tecnologia obteve dos Estados Unidos), o Irã poderia ter vencido o conflito. Além de Washington, também Moscou, Pequim e Paris apoiaram Saddam Hussein.
Depois de oito anos de conflito e longas negociações mediadas pelo então secretário-geral da ONU Perez de Cuellar, foi acertado um cessar-fogo no dia 20 de setembro de 1988. Dois anos mais tarde, os dois países reataram relações diplomáticas.

Fonte: Deutsche Welle

Irã anuncia reforço de programa de mísseis

As Forças Armadas do Irã exibiram, nesta sexta-feira (22), um novo míssil balístico com um alcance de dois mil quilômetros durante um desfile militar em Teerã, apesar das advertências dos Estados Unidos contra o programa armamentista do país.
O míssil, nomeado Jorramshahr, é capaz de transportar múltiplas ogivas, de acordo com o general de brigada, Amir Ali Hajizadeh, citado pela televisão estatal. Hajizadeh, comandante da divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária, explicou que o míssil é de "um tamanho menor e mais tático e estará operacional num futuro próximo".
Este novo avanço militar ocorre, apesar da recente imposição de Washington, em meio a várias rodadas de sanções contra entidades e indivíduos iranianos ligados ao programa de mísseis de Teerã.
O presidente iraniano, Hassan Rohani, afirmou que seu país aumentará sua capacidade militar e reforçará seus programas armamentistas, incluindo o de mísseis. "Queiram ou não, vamos reforças nossas capacidades militares, necessárias em termos de dissuasão. Não precisamos da permissão de ninguém para defender a nossa pátria", disse Rohani, durante um desfile militar em Teerã em comemoração ao início da guerra entre Irã e Iraque, em 1980. "Vamos desenvolver os nossos mísseis e também as nossas forças aérea, terrestre e marítima."
O Irã desenvolveu um vasto programa balístico nos últimos anos, o que levou os Estados Unidos, mas também a Arábia Saudita – principal rival na região – e alguns países europeus, como França, e também Israel a manifestarem suas preocupações. O Irã sempre defendeu que seu programa militar é apenas defensivo.
A tensão entre Teerã e Washington ficou evidente nesta semana, na Assembleia Geral da ONU, na qual o presidente americano, Donald Trump, fez duras críticas contra os programas militares da República Islâmica e o acordo nuclear assinado em 2015 entre Irã e seis grandes potências mundiais.
O presidente americano chamou de vergonhoso o acordo nuclear e disse que seu governo pode abandoná-lo se suspeitar que ele "proporciona cobertura para uma eventual construção de um programa nuclear".
"Francamente, esse acordo é uma vergonha para os EUA, e não acredito que os senhores tenham ouvido a minha última palavra a respeito", disse Trump, que definiu o Irã como uma "ditadura corrupta" que tenta desestabilizar o Oriente Médio. Ele pediu ao governo em Teerã para que pare de "financiar o terrorismo".
Na quarta-feira, o presidente do Irã usou seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas para rebater as críticas de Trump. "Seria uma grande pena se esse acordo [nuclear] fosse destruído por corruptos recém-chegados ao mundo político. O mundo perderia uma grande oportunidade", afirmou.
"Ao violar seus compromissos internacionais, a nova gestão americana só destrói sua própria credibilidade e mina a confiança internacional em negociar com o país ou aceitar sua palavra ou promessa", conclui Rohani.

Fonte: Deutsche Welle

Egito recebe novo navio comprado junto a França

O Egito tomou posse oficialmente de sua nova corveta no porto de Lorient, na França, nesta sexta-feira (22), segundo fontes egípcias.
Em uma cerimônia oficial, o vice-almirante Ahmed Khaled, um comandante da Marinha do Egito, içou a bandeira egípcia sobre a corveta da Classe "Gowind 2500".
A corveta que foi batizada "Al-Fateh", será incorporada a Marinha do Egito como parte de um acordo assinado no ano passado, que incluiu também a compra de outros três navios a serem construídos em Alexandria com assistência francesa.
A nova corveta adquirida pelo Egito é capaz de detectar e destruir submarinos, com projeto concebido afim de ser capaz de realizar múltiplas tarefas, como a segurança de linhas de transporte marítimo e a escolta de navios e proteção de portos, as "Gowind 2500" são um meio muito capaz e uma opção atraente no mercado de defesa para esta classe de navios.
Desde a ascensão ao poder do presidente egípcio Abdel-Fattah al-Sisi em 2014, as relações entre o Cairo e Paris foram caracterizadas por vários grandes negócios no campo de defesa, tendo sido um grande marco a aquisição pelo Cairo dos dois Mistrais que eram destinados originalmente à Rússia.
O Egito tem investido bilhões no reaparelhamento de suas forças armadas, adquirindo meios dos mais variados fornecedores, sendo um importante cliente no mercado internacional de defesa.
Enquanto isso do outro lado do mundo, a nossa Marinha do Brasil aguarda pacientemente uma posição favorável do Planalto afim de prosseguir no seu intento de conceber a nova classe de corvetas brasileiras, nomeada de Classe "Tamandaré", programa que tem enfrentado obstáculos orçamentários diante do descaso com o orçamento destinado á defesa do país, uma marcante falta de compromisso do governo federal com a segurança nacional e programas essenciais á defesa e nossas forças armadas.

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com agências

Confronto entre forças do "Hashd al-Shaabi" e PKK resultam em mortes no norte do Iraque

Pelo menos três combatentes do Hashd al-Shaabi foram mortos em confrontos com terroristas do PKK no distrito do Sinjar, no norte do Iraque, nesta sexta-feira (22), de acordo com fontes locais de segurança.
A força de combate em grande parte xiita do "Hashd al-Shaabi" foi incorporada ao exército iraquiano no ano passado. Desde então, lutou junto com as tropas regulares iraquianas em várias operações contra o EI.
Os confrontos de sexta-feira entraram em erupção quando os combatentes do Hashd tentaram entrar na aldeia de Hanesur, com armas pesadas, disse Ashiti Kocer, um membro da segurança pública local, à Agência Anadolu.
Desde 2014, o PKK manteve uma presença significativa em Sinjar com o pretexto de que estava lutando contra o EI.
Considerado um grupo terrorista pela Turquia, os EUA e a UE, o PKK retomou sua campanha armada de décadas contra a Turquia em meados de 2015.
Desde então, o grupo terrorista foi responsável pela morte de cerca de 1.200 militares e civis turcos.

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com agências

Turquia aponta aeronaves da OTAN e EUA como alvos ao seu novo sistema S-400

Turquia surpreende com anúncio das capacidades representadas pelo seu novo meio de defesa aérea adquirido junto à Rússia, e através de infográfico divulgado pela agência de notícias Anadolu, apresenta lista de hipotéticas ameaças capazes de ser neutralizadas pelo sistemas com aeronaves e mísseis fabricados e operados pelos Estados Unidos e estados membros da OTAN.
Através do infográfico publicado na quarta-feira (20) pela agência de notícias turca Anadolu, o qual detalha os componentes de uma bateria S-400 e as capacidades do sistema. A metade da imagem mostra aeronaves que o sistema "pode ​​eliminar".
Isso inclui os bombardeiros B-52 Stratofortress e B-1 Lancer, bem como as aeronaves E-3 AWACS e diversas aeronaves operadas não pelos EUA, mas pela OTAN. A lista é interessante e inclui o avançado F-22 Raptor, além do míssil de cruzeiro Tomahawk e misseis balísticos.
A Turquia fechou recentemente um contrato com a Rússia, o qual visa adquirir o sistema S-400, o que tem criado um grande desconforto com os aliados da OTAN. A impressão passada pelo infográfico é que a Turquia busca no sistema russo a capacidade para se defender contra os meios operados pelas forças aéreas da aliança à qual é uma das signatárias, o que demonstra que as relações de confiança entre Ancara e a OTAN não estão em uma boa fase. Outra possibilidade é que o infografico sirva de recado á alguns de seus vizinhos como Israel, Arábia Saudita e outros reinos do Golfo que tem tido desencontros com a política praticada por Ancara, como as recentes tensões envolvendo tropas do país destacadas no Qatar.
 OTAN e vários aliados do governo turco, expressaram criticas a Turquia pela escolha de um sistema de defesa aérea de longo alcance de origem russa, ao invés de adotar um produzido e adotado pelos membros da OTAN, como o Patriot PAC-3, fabricado pelos EUA. Os opositores da decisão do governo de Ancara alegam que o S-400 não possui capacidade de interoperabilidade e compatibilidade com os sistemas da OTAN.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, repreendeu os críticos, dizendo que ele estava pensando primeiro na segurança da Turquia e destacou momentos em que aliados da OTAN derrotaram a Turquia nesse sentido.
"O que você espera? Devemos esperar por você? Nós cuidamos de nós mesmos em todos os pontos de segurança. Estamos tomando precauções e continuaremos a fazê-lo ", disse ele.
Ancara parece estar cada vez mais distante dos membros da OTAN em uma série de questões. Há um grande desacordo com os EUA sobre o apoio de Washington na Síria e no Iraque as milícias curdas, vistos por Ancara como uma grande ameaça para a Turquia. Os EUA também recusaram as exigências do governo turco para a extradição do clérigo Fethullah Gülen, acusado pela Turquia de planejar uma tentativa de golpe militar no ano passado.
A Turquia também está em desacordo com as nações da Europa Ocidental, nomeadamente a Alemanha, que acusam o país de abusar dos direitos humanos e avançar para se tornar uma ditadura.

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com agências

Tensão aumenta com exercícios entre EUA e Japão, Kim ameaça realizar teste termonuclear no Pacífico

Os EUA e Japão vem realizando exercícios militares de grande escala desde o dia 11 de setembro, sendo uma clara resposta á posição de Pyongyang em manter irredutível sua busca pelo domínio da capacidade nuclear.

Diante das ameaças representadas pelos avanços do programa nuclear norte-coreano, os EUA tem realizado juntamente com Japão exercícios que envolvem o emprego de seus mais poderosos meios estratégicos na região, com participação do super navio aeródromo "Ronald Reagan", um colosso da famosa classe Nimitz, que realiza em águas da península coreana um complexo exercício de prontidão, onde além do grupo que acompanha o porta-aviões, esta envolvido no exercícios três dos mais poderosos navios da marinha japonesa, com dois de seus mais avançados Destroyers e um de seus Destroyer porta helicópteros.

Diante do desenrolar deste exercício e com aumento das sanções sobre os norte coreanos, o líder Kim Jong-un, demonstrou o interesse em realizar um teste de seu arsenal termonuclear sobre o pacífico, anunciando que o mesmo deve ser um dos maiores já realizados naquela região, sendo uma clara resposta aos fatos que se desenvolvem diante da crise entre os EUA e a Coreia do Norte.

Enquanto Trump e Kim trocam farpas e ameaças, líderes de diversos países apontam para necessidade de se buscar uma solução diplomática para a crise, onde esta mais que claro que a opção militar por qualquer uma das partes não teria ganhos para nenhum dos lados, o que poderia levar o mundo á um conflito sem precedentes e ameaçando milhões de vidas diante da ameça de um ataque nuclear.

"O que podemos afirmar no momento como observadores e estudiosos de conflitos e geoestratégia, é que os EUA e seus aliados perderam há muito a opção de se resolver a crise através da opção militar, ao se permitir o avanço ao nível que a Coreia do Norte alcançou hoje, os EUA e seus aliados abriram mão da possibilidade de neutralizar a ameaça representada por uma Coreia do Norte "nuclear". O que ao meu ver não demonstrou uma falta de visão estratégica, mas sim subestimaram as capacidades da pequena nação em desenvolver uma capacidade nuclear independente do apoio estrangeiro. Tal avanço da Coreia do Norte pode ser visto por diversas perspectivas, mas como se trata de uma ameaça nuclear é difícil depositar confiança em um viés apenas," disse o jornalista e especialista em geopolítica Angelo Nicolaci, e prosseguiu..." A Coreia do Norte sabe que há uma enorme disparidade entre sua capacidade militar convencional e seus irmãos do sul, e isso é ainda mais agravado pela aliança entre esses e os EUA, o qual é visto hoje por nações que nãos e alinham aos seus interesses, como uma ameaça real e imediata, principalmente depois de diversas intervenções dos norte americanos em diversas partes do mundo, onde atuaram diretamente ou apoiaram a derrubada de governos, como ocorreu no Iraque, Líbia e diversas outras nações que enfrentaram a famosa "primavera árabe", o que ao ver deste estudioso, não passa de um meio utilizado pelos EUA para atingir seus objetivos políticos em determinados estados que não estavam alinhados aos seus interesses, mas que em alguns casos resultaram em revés para tal política intervencionista, como é o caso na Líbia, por exemplo, além de termos presenciando um sangrento conflito na Síria, o qual vem chegando á um desfecho após mais de 7 anos de conflito, o qual tem encontrado solução graças ao apoio do poderio russo."

As tensões tem aumentado na região, e isso tem curiosamente resultado em um grande lucro para indústria de defesa, a qual após enfrentar uma grave recessão e reduzida cadência de contratos, vem colhendo agora diante desta grave crise na Península da Coréia, contratos bilionários e um grande aquecimento no mercado de defesa em toda Ásia e Pacífico.


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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Intervenção só ocorreria a pedido de um dos Poderes, disse comandante do Exército

Em palestra na mesma loja maçônica em que o general Antonio Hamilton Mourão falou em "impor uma solução" para a crise política no país, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, disse que uma "intervenção" militar poderia ocorrer a partir de uma iniciativa do Executivo, Legislativo ou Judiciário, mas que as Forças Armadas pretendem ser "protagonistas silenciosos" da crise.
"Poderemos, eventualmente, ser empregados, mas sempre condicionados por princípios legais e como reza o artigo 142 [da Constituição], por iniciativa de um dos Poderes. E pagamos um preço caro até hoje exatamente por, em alguns eventos, não termos observado esse princípio", disse o general na palestra.
A Folha indagou nesta terça-feira (19), por meio da assessoria do Exército, que "eventos" seriam esses, e se incluíam o golpe militar de 1964, e também pediu que o general comentasse trechos do seu pronunciamento, mas não houve resposta até a conclusão deste texto.
A referência do comandante ao artigo 142 da Constituição é uma interpretação de Villas Bôas sobre o texto, que nada fala sobre "intervenção militar", expressão inexistente na Carta. O artigo se refere a operações para garantia de lei e da ordem, como as realizadas atualmente no Rio de Janeiro para combate ao crime organizado.
A palestra de Villas Bôas ao grupo da maçonaria Grande Oriente do Brasil ocorreu em 17 de março, seis meses antes da fala de Mourão, na sexta-feira (15).
Em entrevista veiculada nesta terça-feira (19), ao comentar o caso, o comandante do Exército afirmou que o subordinado não receberá punição pelas declarações.
O vídeo com a fala de Villas Bôas em março está disponível no site da maçonaria e não indica o local de realização da palestra.
O comandante começou discorrendo sobre Amazônia, mas depois avançou sobre a crise política e a suposta "intervenção". Afirmou que as Forças Armadas têm sido abordado por "pessoas", cujos nomes não revelou, que pedem a "intervenção". O comandante indicou que não concorda com a hipótese.
"Nós, nas Forças Armadas, é curioso vermos, muitas vezes somos instados, as pessoas que nos pedem, às vezes nos exigem, intervenções de caráter político. Na verdade eu interpreto como as pessoas estarem reclamando os valores que as Forças Armadas incorporam. E entendo também que hoje o Brasil é um país já uma sociedade sofisticada, com sistema de freios e contrapesos, com as instituições bem ou mal funcionando, que dispensa a sociedade de ser tutelada", disse o general.
Villas Bôas afirmou, porém, que as Forças Armadas podem ser "empregadas" se acionadas por um dos três Poderes e que sua visão sobre o tema é baseada em três critérios: estabilidade, legalidade e credibilidade. Ao falar do terceiro ponto, novamente abordou a hipótese de uma ação militar: "E o terceiro princípio é o da credibilidade, decorrente de sermos uma instituição de Estado que temos que preservar a nossa imagem de relativa imparcialidade, porque caso sejamos empregados, não pode ser identificado nenhum favorecimento de um lado ou de outro".
O comandante do Exército explicou da seguinte maneira a sua posição sobre a crise: "Nossa proposta é que a Forças Armadas sejam protagonistas silenciosos, mas que a sociedade identifique sempre como garantia que os problemas não ultrapassarão determinados limites para que o país tenha garantida a segurança da população e garantido o avanço de, mais cedo ou mais tarde, nós solucionarmos esses problemas e reencontrarmos o caminho do desenvolvimento". Villas Bôas não explicou que "determinados limites" seriam esses.
`SOBERANIA´
Em sua palestra, o comandante fez diversas críticas a ONGs (organizações não governamentais), que segundo ele são "300 mil" no Brasil, e sugeriu que há uma conspiração com envolvimento de "grandes países" na demarcação de terras indígenas e criação de unidades de conservação ambiental.
O comandante disse ser "interessante a coincidência que há entre a concentração maior de terras indígenas e unidades de conservação com a existência" de minerais na Amazônia e associou essas demarcações a um suposto "deficit de soberania".
O general acusou, sem apresentar provas, que as ONGs são usadas para impedir o crescimento econômico do país. "Desde a Segunda Guerra Mundial, quando começou esse movimento ambientalista, paralelamente surge o fenômeno das ONGs, que os grandes países usam para instrumentalizar os seus interesses. E as grandes potências, em razão do processo de descolonização, começa a perder controle de grandes áreas em consequência de recursos naturais, passaram a utilizar a política de congelar as áreas para que elas não venham a interferir no mercado internacional."
Villas Bôas associou o "ambientalismo" a uma estratégia de parte da "esquerda nacional". "Paralelamente, depois da queda do Muro de Berlim [1989], uma parte política, principalmente da esquerda nacional, abraçou esse pensamento politicamente correto a que me referi". O general também atacou o que chamou de assinatura "gratuita e voluntária", pelo Brasil, de acordos internacionais como o tratado de não proliferação de armas nucleares, de 1968, e a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), de 1989, que prevê, entre outros pontos, o consentimento de povos indígenas para obras de construção civil que atinjam o seu território.
O general afirmou que a Convenção 169 "abrange um capítulo referente às comunidades indígenas e reconhece o direito de autonomia e até reconhece como nações indígenas". No texto da convenção, contudo, inexiste a expressão "nações indígenas".
Representantes de ONGs ouvidos pela Folha reagiram às declarações do comandante do Exército. Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace, disse que associar as ONGs a interesses de países estrangeiros para impedir o desenvolvimento brasileiro é uma "alucinação".
"Essa é uma estratégia já muito conhecida, usada inclusive aqui no Congresso, de usar um inimigo inexistente apenas para validar os absurdos que eles defendem. Além da alucinação, existe aí uma mentira muito simples de ser desmascarada. Por exemplo, nós temos um ministro de Minas e Energia que vai ao Canadá conversar com mineradoras para entregar um pedaço da Amazônia e nós, as ONGs, queremos que esse pedaço de floresta permaneça sob a tutela do Estado. Segunda coisa, eles têm no Congresso um projeto de lei para venda de terras para estrangeiros. Nós somos contra. A prática deles é que internacionaliza a Amazônia", disse Astrini.
Adriana Ramos, do ISA (Instituto Socioambiental), disse que o Brasil assinou a convenção da OIT porque "ela é totalmente alinhada com a nossa Constituição, que já reconheceu os direitos dos povos indígenas". Ela apontou que o número de 300 mil ONGs citado pelo general é "inflado", pois inclui todo tipo de organização não governamental, como associações religiosas, mas que ainda "deveria ser visto de forma positiva, pois mostra que o Brasil tem uma sociedade organizada, embora reduzida para as demandas que o país tem".
Kléber Karipuna, da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), maior ONG indígena, disse que a convenção da OIT é "uma grande conquista do movimento indígena, uma luta pela garantia da autonomia e dos procedimentos de consulta e de maior participação dos povos indígenas nas tomadas de decisão sobre o seu modo de vida". "De fato deve desagradar muito ao governo e aos militares hoje. Ela não é respeitada pelos governos desde sempre", disse Karipuna.
Maurício Guetta, advogado do ISA, afirmou que "não surpreende ver um representante do Exército defender a retirada de direitos dos povos indígenas quando a gente sabe que a ditadura militar foi responsável por um genocídio promovido pelo Estado brasileiro, deliberadamente, e isso está comprovado no relatório da Comissão Nacional da Verdade".

Síria: forças apoiadas pelos EUA eliminam últimos focos do Estado Islâmico em Raqa

As Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança anti-extremista apoiada por Washington, estão eliminando os últimos focos de resistência do grupo Estado Islâmico (EI) em Raqa, sua "capital" na Síria.
"A coalizão curdo-árabe e as forças especiais americanas começaram as operações de rastreamento em toda a cidade", anunciou nesta quinta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Os últimos extremistas se entrincheiraram nos porões de alguns edifícios da cidade que o EI conquistou em 2014, segundo esta ONG com sede no Reino Unido que dispõe de uma ampla rede de informantes na Síria.
"Mas a presença de inúmeras minas enterradas pelo EI impede um término rápido das operações, e o anúncio do controle total da cidade apenas será feito depois que as FDS tenham conquistado o último foco extremista", indicou o OSDH.
"As destruições importantes que afetaram mais de 80% da cidade de Raqa impedem que as forças acessem todas as ruas e os becos da localidade", acrescentou.
Na véspera, as FDS asseguraram que a batalha de Raqa "se aproximava de seu fim".
Cerca de 15.000 civis continuam presos nesta cidade, de acordo com uma nova estimativa do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), que detalha ser "difícil verificar a cifra exata".
Esses civis "enfrentam condições incrivelmente difíceis" e sofrem com a "grave escassez de comida, água e remédios", segundo Linda Tom, responsável da Ocha.
O EI também tenta resistir a uma operação das FDS na província oriental de Deir Ezzor, na fronteira com o Iraque, onde as forças do governo combatem os extremistas com a ajuda da aviação da Rússia, aliada de Bashar al-Assad.
Batalha de Hawija
Três anos depois da ofensiva-relâmpago que lhe permitiu conquistar um terço do Iraque e quase a metade da Síria, o EI perdeu grande parte de seu território e seus últimos redutos são objeto de diversas operações de reconquista.
No Iraque, o primeiro-ministro, Haider al-Abadi, anunciou nesta quinta-feira o lançamento ao amanhecer da "primeira etapa da libertação de Hawija", cidade situada a 230 km a nordeste de Bagdá, nas mãos do EI desde junho de 2014.
O chefe das operações nesse setor, o general Abdel Amir Yaralá, informou sobre a retomada de 20 localidades perto da cidade de Al-Sharqat, na estrada até Hawija.
"O Daesh (acrônimo árabe do EI) perde terreno (...). Logo já não haverá mais santuários no Iraque", afirmou nesta quinta-feira o porta-voz da coalizão internacional liderada por Washington, o coronel Ryan Dillon, em coletiva em Bagdá.
Essa nova batalha preocupa as organizações humanitárias.
Jason Kajer, diretor interino para o Iraque da ONG International Rescue Committee, considerou que há 85.000 civis, entre eles 40.000 crianças, em Hawija e seus arredores.
"Vivem momentos aterrorizantes porque temem ficar presos na batalha ou serem bombardeados", disse em comunicado. "E aqueles que decidem fugir se arriscam a ser atacados por atiradores de elite do EI ou morrer pela explosão de uma mina".
Além de Hawija, os extremistas apenas mantêm três cidades no Iraque, na província ocidental de Al-Anbar: Anna, Rawa e a mais importante delas, Al-Qaim, muito perto da fronteira síria.
Um oficial iraquiano nessa região indicou à AFP que as forças de Bagdá entraram na quinta-feira no centro de Anna, onde explodiram combates nas ruas.

Fonte: AFP

Curdistão iraquiano, uma região rica em petróleo

O Curdistão iraquiano, que vai realizar um referendo sobre sua independência em 25 de setembro, é uma região autônoma desde 1991, rica em petróleo e que se tornou aliada da coalizão internacional antiterrorista.
Petróleo e estagnação econômica
Situado na região montanhosa do norte do Iraque, o Curdistão tem 4,5 milhões de habitantes - entre 15% e 20% da população iraquiana - em sua maioria curdos, apesar de ter uma minoria turcomana.
Suas línguas oficiais são o curdo e o árabe, e a religião majoritária é o islamismo sunita.
O Curdistão é composto de três províncias: Dohuk, Erbil e Solimania, mas os curdos iraquianos reclamam outros territórios a Bagdá, especialmente a província multiétnica e petroleira de Kirkuk.
A região enfrenta uma complicada situação econômica, causada sobretudo pela queda dos preços do petróleo, sua principal fonte de renda. Os gastos com militantes para lutar contra os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) também têm consequências sobre seu orçamento.
Campanha contra o EI
As forças curdas são um aliado-chave da coalizão liderada pelos Estados Unidos, com cuja ajuda conseguiram expulsar os extremistas das zonas fronteiriças do Curdistão.
Os combatentes curdos, chamados peshmergas, participaram da batalha na província de Nínive (ao norte), cuja capital, Mossul, foi reconquistada no dia 10 de julho passado pelas forças iraquianas.
A região autônoma acolheu, mesmo assim, centenas de milhares de deslocados que tinham fugido dos terroristas e dos combates.
Autônomo desde 1991
O Curdistão iraquiano, cuja capital é Erbil, tornou-se uma região autônoma por causa da Constituição do Iraque de 2005, que instaurou uma República federal.
A região já gozava de autonomia desde a Guerra do Golfo de 1991. Após a derrota iraquiana, os curdos se revoltaram, mas a repressão provocou um êxodo e forçou os Estados Unidos e seus aliados a instaurarem uma zona de exclusão aérea para proteger seus moradores.
Em 1992, os curdos iraquianos elegeram um Parlamento e formaram um governo. Mas essas instituições ficaram paralisadas entre 1994 e 1998 por causa dos violentos confrontos entre o Partido Democrático do Curdistão (PDC) e seu rival da União Patriótica do Curdistão (UPC).
Em 2003, os curdos se uniram à coalizão internacional para derrubar Saddam Hussein e, no começo de 2016, estabeleceram uma administração unificada.
Masud Barzani, eleito presidente do Curdistão em 2005, chegou ao fim do seu mandato em agosto de 2015, mas o líder do PDC permaneceu no poder, apesar das críticas da oposição. O Parlamento da região foi suspenso em 2015.
'Chegou a hora'
Em 3 de fevereiro de 2016, Barzani afirmou que "chegou a hora" de os curdos do Iraque se pronunciarem por referendo sobre a criação de um estado.
"Esse referendo não vai levar obrigatoriamente à criação imediata de um Estado (curdo), mas vai permitir conhecer a vontade e a opinião do povo do Curdistão sobre seu futuro", declarou.
Em 7 de junho de 2017, o Curdistão anunciou a realização da consulta em 25 de setembro. O primeiro-ministro iraquiano Haider al Abadi disse entender o desejo dos curdos, mas pediu respeito à Constituição.
Muitos países estrangeiros se opõem ao referendo, entre eles os vizinhos Irã e Turquia, que também têm minorias curdas.
Em 12 de setembro de 2017, o Parlamento federal votou contra a consulta e, dois dias depois, retirou o governador de Kirkuk que tinha decidido organizar o referendo em sua região.

Fonte: AFP

Mahmud Abbas pede o fim do 'apartheid' dos palestinos

O presidente palestino, Mahmud Abbas, pediu nesta quarta-feira o fim do que ele descreveu como um "apartheid" imposto por Israel aos palestinos, a fim de preservar a solução de dois Estados.
"Temos a responsabilidade e vocês têm a responsabilidade de acabar com o apartheid na Palestina", disse Abbas, de 82 anos, em seu discurso ante Assembleia Geral da ONU, que durou quase 45 minutos.
"Pode o mundo aceitar um regime de apartheid no século XXI?", questionou.
Abbas, que subiu ao palanque um dia após o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, criticou Israel pela construção de novos assentamentos "em todos os lugares", o que coloca em risco a solução de dois Estados, ou seja, a criação de um Estado palestino coexistindo com Israel.
"Não há espaço para o Estado da Palestina e isso não é aceitável", denunciou.
"Tentamos inúmeras vezes relançar o processo de paz e pedimos ao primeiro-ministro israelense que afirmasse o seu compromisso com a solução de dois Estados", mas "infelizmente esta oferta foi rejeitada", acrescentou o presidente da Autoridade Palestina.
Em seu discurso, Abbas expressou a frustração do povo palestino diante do impasse em que se encontra o processo de paz.
Os Estados Unidos consideram que as colônias israelenses são ilegais ao abrigo do direito internacional e, em dezembro, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução pedindo o fim da expansão dos assentamentos judaicos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
Além disso, o presidente americano Donald Trump assegurou que um acordo de paz entre israelenses e palestinos era "possível".
O presidente palestino afirmou nesta quarta que pressionará para o reconhecimento total do status de Estado da Palestina na ONU, uma medida que exige a aprovação do Conselho de Segurança, onde os Estados Unidos, principal aliado de Israel, detêm poder de veto.

Fonte: AFP

Brasil inicia na ONU o processo de assinatura de tratado contra armas nucleares

O presidente Michel Temer deu início nesta quarta-feira ao processo de assinaturas de um documento através do qual 51 países estabelecerão um tratado que proíbe armas nucleares, para contrariedade dos Estados Unidos e outras potências atômicas.
O tratado foi adotado em julho por 122 países depois de intensas negociações lideradas pelo Brasil, Áustria, México, África do Sul e Nova Zelândia, sob a coordenação da Costa Rica.
Além do Brasil, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís, estão entre os primeiros signatários do documento.
Nenhum dos países que possuem armas nucleares (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, China, França, Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel) participou nas negociações.
O início da assinatura do tratado coincide com o agravamento das tensões em função de vários testes realizados pela Coreia do Norte.
Nesta quarta, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, destacou que o acordo constitui o primeiro tratado multilateral de desarmamento em mais de duas décadas.
No entanto, admitiu que ainda resta muito por fazer para que o mundo se livre de aproximadamente 15.000 ogivas nucleares existentes.
"Hoje colocamos uma pedra fundamental. Mas devemos continuar trilhando caminhos difíceis para a eliminação dos arsenais nucleares", afirmou.
Solís, que presidiu a cerimônia, lamentou "que os países nucleares e os membros de alianças de segurança tenham decidido se desvincular deste processo. No desarmamento nuclear, a inação não é uma opção".
O presidente Solís acrescentou que nesta quarta "se inicia uma contagem regressiva para que, em 2045, quando for completado um século da explosão da primeira bomba atômicas, tenhamos acabado com o mais triste legado do século XX".
Ao falar ante a Assembleia Geral da ONU na terça, Temer disse que seu país se manifestava sobre o tema "com a autoridade de quem, dominando a tecnologia nuclear, renunciou voluntariamente às armas nucleares".
"O Brasil esteve entre os artífices do Tratado. Será um momento histórico", afirmou Temer em seu discurso inaugural. "Reiteramos nosso chamado a que as potências nucleares assumam compromissos adicionais de desarmamento".
"O Brasil manifesta-se com a autoridade de quem, dominando a tecnologia nuclear, abriu mão, voluntariamente, de possuir armas nucleares. O Brasil pronuncia-se com a autoridade de um país cuja própria Constituição veda o uso da tecnologia nuclear para fins não pacíficos. (...) De um país que, com seus vizinhos sul-americanos e africanos, fez também do Atlântico Sul área livre de armas nucleares. De um país, enfim, que, com a Argentina, estabeleceu mecanismo binacional de salvaguardas nucleares que se tornou referência para o mundo", acrescentou.
O Tratado entrará em vigor quando for ratificado por 50 países.
Esta cerimônia de assinatura acontece um dia depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, ante o plenário da ONU, "destruir totalmente" a Coreia do Norte caso as tensões com o país comunista resultem em um conflito armado.
As potências nucleares argumentam que seus arsenais servem como instrumento de dissuasão para prevenir ataques e que permanecem comprometidos com o Tratado de Não-Proliferação (TNP) de armas atômicas.
A Otan, por sua vez, lamentou a adoção do tratado, já que, a seu ver, o texto "ignora as ameaças à segurança do planeta", como a Coreia do Norte.
"Enquanto houver armas nucleares, a Otan continuará sendo uma aliança nuclear com base em sua estratégia de dissuasão", afirmaram os 29 países da Otan em uma declaração conjunta.
A Aliança Atlântica alertou ainda que o acordo pode debilitar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear de 1968s.
Washington, Londres e Paris também consideraram que o tratado adotado nesta quarta está desconectado da realidade da segurança global, e afirmam que a crise com a Coreia do Norte é a prova de que a dissuasão nuclear ainda é necessária.
O TNP propõe evitar a disseminação das armas atômicas, mas também determina que os estados nucleares devem reduzir seus arsenais.
No entanto, a aprovação deste tratado é evidência da impaciência dos países não-nucleares com a lenta marcha da redução dos arsenais existentes.

Fonte: AFP