terça-feira, 19 de junho de 2018

Marinha do Brasil e Empresas de Defesa avançam no Projeto Corvetas Classe “Tamandaré”

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A Marinha do Brasil, por intermédio da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), em coordenação com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), informa que no dia 18 de junho de 2018 ocorreu a Fase de Entrega das Propostas pelas empresas interessadas no Projeto Corvetas Classe “Tamandaré".

Foram recebidas, após a análise documental, 09 (nove) propostas comerciais que passarão a ser analisadas sob os pontos de vista técnico, jurídico, fiscal e orçamentário/financeiro.

 As referidas propostas indicam, preliminarmente, a participação das seguintes empresas nacionais e internacionais, em formação de consórcios ou em grupos de empresas, as quais permanecem no processo de escolha da Melhor Oferta:

-  BAE Systems, CONSUB Defesa Tecnologia S.A. e MAC LAREN Oil Estaleiros Ltda.

-  Consórcio “ÁGUAS AZUIS” - ATECH Negócios em Tecnologias S.A, EMBRAER S.A e THYSSENKRUPP Marine Systems GmbH, contando com as seguintes empresas subcontratadas: ARES Aeroespacial e Defesa S.A, Fundação EZUTE, OCEANA Estaleiro S.A, OMNISYS Engenharia Ltda, SKM Eletro Eletrônica Ltda e WEG equipamentos elétricos S.A.

-  Consórcio “DAMEN SAAB TAMANDARÉ” - DAMEN Schelde Naval Shipbuilding B.V e SAAB AB, contando com as seguintes empresas subcontratadas: CONSUB Defesa e Tecnologia S.A, WEG equipamentos elétricos S.A, e WILSON SONS Estaleiros Ltda.



-  Consórcio “FLV” - FICANTIERI S.p.A, LEONARDO S.p.A e VARD PROMAR S.A., contando com as seguintes empresas subcontratadas: Fundação EZUTE e ARES Aeroespacial e Defesa S.A.
-   Consórcio “VILLEGAGNON” - NAVAL GROUP, ENSEADA Indústria Naval S.A e MECTRON S.A.

-   GOA Shipyard Limited, INDÚSTRIA NAVAL DO CEARÁ (INACE), Fundação EZUTE e SKM Eletro Eletrônica Ltda.

-   GRSE - Garden Research Shipbuilder Engineers, ELBIT Systems Ltd e SINERGY Group Corporate.

-  STM, Estaleiro BRASFELS Ltda., Fundação EZUTE, THALES, e OMNISYS Engenharia Ltda.

-  UKRINMASH, THALES e AMRJ.

As próximas etapas do processo estão detalhadas no cronograma de eventos, a seguir apresentado, o qual permanecerá norteando a Seleção da Melhor Oferta, pela Marinha do Brasil / EMGEPRON:

DATA/PERÍODO
Divulgação da "Short list"
27/08/2018
Divulgação da Melhor Oferta
29/10/2018



Fonte: Marinha do Brasil via CCSM

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Saab e Damen firmam parceria no Programa Corvetas Classe Tamandaré

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A sueca SAAB e a holandesa Damen Schelde Naval Shipbuilding, firmaram uma parceria no âmbito da concorrência em andamento para o Programa CCT (Corveta Classe Tamandaré). Com o objetivo de atender às necessidades da Marinha do Brasil, as duas serão parceiras para disputar a concorrência que visa a construção de quatro corvetas da Classe Tamandaré. As empresas são referência no mercado mundial no desenvolvimento de soluções navais.


A SAAB, uma empresa com mais de 75 anos de experiência no setor de defesa, entra neste consórcio oferecendo o sistema de gerenciamento de combate Saab 9LV, utilizado por marinhas de vários países, conhecido por sua flexibilidade e fácil integração de módulos de terceiros, que deverá ser integrado a CCT caso a proposta do consórcio seja definida vencedora.

A Damen Schelde Naval Shipbuilding, é uma conhecida empresa no campo da construção naval, sediada na Holanda, tem em seu histórico a construção de mais de 6 mil embarcações. Hoje existem mais de 20 marinhas em todo o mundo que operam navios construídos pela Damen. Na disputa pelo Programa CCT, os holandeses oferecem através da parceria firmada com os suecos da SAAB, o projeto Sigma 10514, um navio já produzido pela empresa, que pode ser adaptado de acordo com as exigências da Marinha do Brasil.

Está sendo proposto uma ampla transferência de tecnologia, além de contar com a parceria de várias empresas brasileiras, o que trás um considerável beneficio a indústria nacional de Defesa. Ambas estão prontas para provar à Marinha do Brasil que são empresas com largo histórico de parceiras bem sucedidas, sendo a confiabilidade parte da cultura dos negócios de ambas empresas, tendo como exemplo a atuação da SAAB no programa da Força Aérea Brasileira, o FX-2, onde esta cumprindo todo o previsto pela sua proposta com o caça Gripen E/F. 

“A Saab está ansiosa pela parceria com Damen e as empresas brasileiras para o programa CCT. Acreditamos que a nossa proposta atende aos requisitos da Marinha do Brasil e oferece maior valor agregado em relação à cooperação industrial e transferência de tecnologia que é intrínseca à maneira de fazer negócios da Saab”, afirmou Marianna Silva, diretora geral da Saab do Brasil.

"Nós da Damen reconhecemos que, ajudar a Marinha do Brasil a proteger o domínio marítimo contra as ameaças e os desafios atuais e futuros, é uma tarefa muito importante. E por isso, esperamos poder participar de maneira construtiva nesse processo”, disse Richard Keulen, diretor de vendas navais da Damen. “Também estamos confiantes de que nossos produtos vão se integrar perfeitamente com os da Saab”, complementa.

A Saab, a Damen estarão presentes na RIDEX junto com seus parceiros brasileiros, nós do GBN News estaremos presentes a essa nova e importante feira de defesa e segurança que será promovida no Rio de Janeiro, a qual terá inicio na próxima semana, entre os dias 27 e 29 de junho, no Pier de Mauá, e traremos mais novidades sobre essa parceria e a proposta feita á Marinha do Brasil.


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domingo, 17 de junho de 2018

UH-60A para o Afeganistão? Uma escolha acertada para substituir os Mi-17?

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Os planos dos EUA para substituir os Mi-17 em operação com forças no Afeganistão por UH-60A "Black Hawk" apresentam consideráveis "desafios", onde os helicópteros russos apresentam melhor desempenho naquele teatro de operações superiores, segundo um relatório do Pentágono. 

A decisão do Pentágono de fornecer ao Afeganistão cerca de 160 helicópteros UH-60A "Black Hawk" revisados, tem por objetivo aumentar as capacidades da Força Aérea Afegã. Porém, há pontos em que os UH-60A não apresentam o desempenho oferecido pelo "rústico" Mi-17 naquele teatro de operações.

Outro ponto que é apontado pelos especialistas com relação a introdução dos UH-60A no Afeganistão, é a falta de familiarização dos pilotos e equipes de manutenção que irão operar o "Black Hawk", onde demandará tempo para que sejam treinados de maneira a operar adequadamente a "nova" aeronave.

Em comparação as capacidades das aeronaves em questão, o MI-17 apresenta maior capacidade de carga que os UH-60A, onde os "Black Hawks" apresentam menor volume interno para cargas que os Mi-17, algo que ocasionará na redução da capacidade logística e nos custos operacionais afegãos.

O teatro de operações afegão apresenta um cenário muito complexo para operação de "asas rotativas", onde altas temperaturas, somadas as grandes altitudes, são um grande "vilão" para estas aeronaves. O UH-60A em comparação ao Mi-17 neste quesito, apresenta algumas limitações, o que poderá ocasionar na limitação das forças afegãs em prover apoio aéreo em determinadas regiões que se façam necessárias, deixando limitada a logística das tropas no solo em áreas remotas do país. 

Diversos analistas militares alertaram com relação aos problemas que envolvem o programa UH-60A, apresentando em seus relatórios detalhadamente as limitações que o emprego do UH-60A representaria naquele cenário de emprego. Há que aponte que tal decisão possa ter sido oriunda de interesses comerciais e políticos, ignorando as questões técnicas e estratégicas.

Além de fazer uso dos UH-60A reformados, a transição também representa gastos com empresas privadas, as quais seriam encarregadas de fornecer o treinamento aos afegãos e operar as aeronaves no período de introdução dos UH-60A naquele país, já que as forças locais não têm a experiência necessária para manter estes helicópteros. Para efeito comparativo, os Mi-17 contam com cerca de 80% de sua manutenção realizadas por técnicos afegãos, com os demais 20% sob responsabilidade de empresas estrangeiras contratadas.

Há um certo grau de miopia em relação a visão estratégica na definição dos UH-60A para o Afeganistão, parecendo ter sido muito mais uma escolha político-econômica do que qualquer outra coisa, o que poderá custar muitas vidas e mesmo a estabilidade naquele país frágil.

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com agências
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Amélia Earhart - Há 90 anos uma mulher escrevia seu nome na história da aviação

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Há 90 anos uma norte-americana escrevia seu nome na história da aviação, tratava-se de ninguém menos que Amelia Earhart, a primeira mulher a cruzar o atlântico a bordo de uma aeronave Fokker F.VII-B/3M. A pioneira da aviação decolou há exatos 90 anos, no dia 17 de junho de 1928, então com 30 anos de idade, Amelia Earhart decolava de Terra Nova no Canadá, dando inicio a histórica viagem de 3.600 quilômetros, que teve a duração de 20h:40min., pousando em Burry Port no País de Gales.

O feito de Amélia nos dias de hoje não seria um grande desafio para a aviação moderna, onde possuímos a capacidade de transpor três vezes esse percurso com menos tempo. Mas naqueles dias, a aviação estava ainda em seu inicio, e viviam os tempos das gloriosas conquistas, onde muitos "desbravadores" desafiavam os limites da aviação. Com certeza, Amélia Earhart foi uma mulher muitas décadas a frente de seu tempo, conquistando um lugar de destaque em nossa história.

No dia seguinte ao feito, a aventura de Amelia era manchete nos principais jornais ao redor do mundo. O sucesso do travessia ganhou ainda mais destaque, por se tratar de uma conquista frente a tentativas em que outras três mulheres que tentaram atingir o feito, perderam suas vidas ao tentar a travessia.

Porém, um fato curioso e que muitos desconhecem em relação a essa primeira travessia de Amélia Earhart, é que de fato ela foi a primeira a cruzar o atlântico "em uma aeronave", sim, nesse voo histórico de 17 de junho de 1928, Amélia seguiu apenas como "passageira", apesar de ser piloto, ainda não possuía brevet para voar por instrumentos, quem de fato pilotou naquela ocasião foi o também piloto e mecânico, Wilmer Lower Stultz, o que não deixou Amelia satisfeita pelo feito. Tanto que em sua primeira entrevista após o voo histórico ela se referiu a si mesma como "apenas bagagem, como um saco de batatas".

Amelia não satisfeita com o fato de ter sido apenas uma "passageira", realizou outro feito inédito á sua época,ó tentou como, quatro anos mais tarde, ela mais uma vez escreveu seu nome nos livros de história, tendo se tornado a segunda pessoa e a primeira mulher da história a realizar sozinha a travessia aérea do Atlântico, com esse feito se igualando ao aviador Charles Lindbergh.

Amelia foi agraciada com a Distinguished Flying Cross, um reconhecimento das Forças Armadas dos Estados Unidos por atos de heroísmo e conquista extraordinária em missões aéreas. Mas infelizmente essa heroína encerraria sua vida de maneira trágica, tentando realizar mais um grande feito, onde ao tentar fazer a volta ao mundo com seu Lockheed L-10 Electra, desapareceu em 1937 sobre o oceano Pacífico, onde seu corpo e de seu navegador jamais foram localizados. 

Amélia Earhart com toda certeza merece nossa homenagem e respeito, tendo sido uma mulher de garra, coragem, destemida e que lutou muito para conquistar seu sonho, lembrando que naqueles tempos não havia espaço para mulheres como nos dias de hoje, e diferente de hoje, ela soube lutar e conquistar reconhecimento.


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Canal Arte da Guerra: "O F-35 na Marinha Real Britânica (Royal Navy)

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O nosso parceiro, Cmte Robinson Farinazzo, nos brinda com um vídeo bem elucidativo com relação ao F-35 da Royal Navy. Neste vídeo o "Canal Arte da Guerra", conta com a colaboração de um conhecido amigo nosso, Guilherme Poggio, da trilogia "Forças de Defesa", onde publica interessantes e esclarecedores artigos, tendo produzido um vasto conteúdo a respeito do F-35.

Como todos sabem, o F-35 é uma aeronave que ao longo de seu desenvolvimento esteve envolvida em inúmeras polêmicas, com inúmeros atrasos no seu cronograma original, aumento astronômico nos custos estimados do seu desenvolvimento e outros mais. Este vídeo demonstra alguns pontos sensíveis do projeto, sob um ótica pouco abordada, e que ajuda a compreender o porque de tantas polêmicas e atrasos na nova aeronave norte-americana que deve ser a espinha dorsal não apenas de suas forças, como também será o novo vetor de combate de vários de seus aliados neste século.

Confiram o vídeo, não esquecendo de se inscrever e deixar seu comentário, o "Canal Arte da Guerra" é um dos melhores canais sobre defesa na língua portuguesa, e nosso parceiro. Basta clicar aqui e conferir o novo trabalho de nosso parceiro.


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EUA e Coréia do Sul devem anunciar cancelamento de manobras conjuntas

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Coreia do Sul e os Estados Unidos podem anunciar esta semana a suspensão das manobras conjuntas que estavam previstas, ratificando a intenção apresentada pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O cancelamento das manobras seriam um sinal dos avanços no diálogo aberto com a Coreia do Norte desde o encontro entre os líderes dos dois países. Embora tal decisão seja criticada por Tókio, o Governo de Seul tem demonstrado apoio a decisão.

Os governos dos EUA e da Coréia do Sul, devem anunciar na próxima semana o resultado das conversas entre Pyongyang e Washington, onde Trump anúnciou após o histórico encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que pretendia cancelar as manobras militares, uma questão sensível, que  é vista por Pyongyang como provocação, ou preparativos para um hipotético ataque, mas que é visto pelo Japão, um dos aliados que participariam das manobras, como vita para segurança regional.

Seul e Washington teriam previsto incluir uma cláusula que lhes permitisse retomar as manobras rapidamente, segundo uma fonte, dando a entender que os exercícios seriam retomados se o regime norte-coreano não cumprir com seu compromisso de desnuclearização.

Segundo uma fonte de Seul, o qualificativo utilizado por Trump, que não especificou a que manobras se referia, poderia fazer referência aos exercícios como os Key Resolve e Foal Eagle, ou o Ulchi Freedom Guardian.


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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Forças dos EUA na Coreia do Sul não estão sujeitas a negociações entre Washington e Pyongyang

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As Forças Armadas norte-americanas na Coreia do Sul não estão sujeitas às negociações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos porque são parte da aliança entre Washington e Seul, disse uma autoridade graduada do gabinete presidencial sul-coreano, nesta sexta-feira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, após cúpula histórica com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, na terça-feira, que iria interromper "caros e provocativos" exercícios militares conjuntos dos EUA com a Coreia do Sul.
Cerca de 28.500 mil soldados norte-americanos estão alocados na Coreia do Sul, uma herança da Guerra da Coreia de 1950 a 1953 que terminou em um armistício, ao invés de um tratado de paz, deixando as duas Coreias tecnicamente ainda em combate.
"Deixe-me ser claro. Não houve nenhuma discussão e nenhuma mudança no posicionamento sobre a questão dos soldados norte-americanos na Coreia do Sul", disse a autoridade sul-coreana, que falou sob condição de anonimato.
Antes da cúpula de terça-feira, houve conversas entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos sobre completar uma desnuclearização "antecipada" da península coreana, acrescentou, sem dar mais detalhes.

Fonte: Reuters
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SAAB Gripen mira programa MRF das Filipinas

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A sueca Saab, está promovendo seu caça Gripen para Força Aérea Filipina (PAF), a ação faz parte dos esforços da empresa sueca para atender as exigências daquela força aérea que busca uma nova aeronave de combate, a qual deverá ser selecionada através de um programa de estudos e avaliações das opções do mercado, no qual o Gripen apresenta grandes chances.

A concorrência que será lançada pelas Filipinas, é conhecida como programa Multi-Role Fighter (MRF), ainda em fase de definições antes de ser oficializada com a emissão do pedido de informação (RFI), porém, a Saab já deu uma passo á frente, posicionando o Gripen como solução para atender aos requisitos quando for emitido o RFI.

Relatórios recentes das Filipinas, dão conta que o presidente, Rodrigo Duterte, aprovou a aquisição das aeronaves previstas pelo MRF em princípio, o que sugere que o programa deva avançar em breve, em linha com o programa de modernização `second horizon` das Forças Armadas das Filipinas (AFP), que compreende o período de 2018-2023.

O financiamento para o programa de modernização de suas forças armadas, inclui o MRF como um de seus principais programas de aquisição, definido em 5,46 bilhões de dólares.

Segundo relatos, o programa MRF prevê como exigência a formação de dois esquadrões adquiridos em dois lotes, embora o número total de aeronaves que serão adquiridas e o valor das verbas reservadas para a aquisição ainda não tenham sido confirmados pelo governo.

Vale lembrar que o Brasil entra para rede de fornecedores da SAAB com sua participação no desenvolvimento do Gripen E/F, estando recebendo importante investimento do grupo sueco no âmbito do programa Gripen BR, onde já foram apresentadas as futuras instalações da fabrica de estruturas aeronáuticas que será responsável pela produção de seis conjuntos dos Gripen E/F destinados a FAB, podendo produzir também estruturas para atender a outros clientes da SAAB ao redor do mundo, o que pode nos render importante retorno do investimento na parceria entre o Brasil e a empresa sueca.


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Turquia propõe co-produzir sistema S-500 com a Rússia

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A Turquia propôs co-produzir a próxima geração de sistemas de defesa aérea S-500 da Rússia, segundo presidente Recep Tayyip Erdogan. A posição turca é uma clara resposta a tentativa de Washington em dissuadir Ancara a abrir mão da aquisição do sistema S-400 da Rússia, o que tem criado grande desconforto aos EUA e demais membros da OTAN, uma vez que a Turquia é um dos signatários do tratado, o que tem levado inclusive a ameaça de suspensão da entrega dos caças F-35A para Ancara.
“A Rússia nos forneceu um empréstimo para os sistemas S-400 em termos muito razoáveis. Chegaremos à produção conjunta durante a segunda e terceira etapas da implementação do contrato. Eu também propus que a Rússia produza o S-500 em conjunto”, disse Erdogan na quarta-feira (13).
Embora as autoridades russas não tenham confirmado nem negado que hajam planos para a produção conjunta dos sistemas S-400, o presidente da Rússia não descartou tal possibilidade. "Não temos nenhuma preocupação militar ou política com relação a isso, não há limitações", disse Vladimir Putin em abril, destacando que a possível produção conjunta não é uma questão política, mas uma "questão puramente comercial".
A produção conjunta do sistema S-500 de próxima geração, no entanto, parece ser mais uma possibilidade a longo prazo, uma vez que ainda está em desenvolvimento. Ainda não está claro quando sua produção terá início, mesmo na Rússia. Putin revelou que o ambicioso sistema será capaz de atingir alvos em "altitudes extremamente altas, incluindo a baixa órbita", a conclusão do desenvolvimento do novo sistema é estimado entre 2019-2020.
Moscou e Ancara assinaram em dezembro um acordo de 2,5 bilhões de dólares, que prevê a aquisição do sistema S-400 Triumph. O primeiro lote deve ser entregue em 2020, mas a Rússia concordou em antecipar a entrega dos primeiros S-400, que devem chegar ao solo turco em meados de 2019.
A Turquia sofre uma tremenda pressão dos EUA, que inicialmente expressou “preocupações” com a falta de “interoperabilidade” do S-400 com os sistemas padrão operados pela OTAN, mas depois recorreu a ameaças abertas. Washington recentemente ameaçou suspender a entrega das aeronaves F-35A que fazem parte do acordo de cooperação com a Turquia. Porém, Ancara permanece inflexível com relação ao seu desejo de operar o sistema russo. No início desta semana, Erdogan reiterou que estava adquirindo o S-400 não apenas para exibição, mas "irá usá-los se necessário".
A Turquia não é o único país com o qual Washington vem tentando persuadir a desistir da compra do sistema russo. Os EUA continuam tentando dissuadir a Arábia Saudita de suspender a compra do sistema de defesa aérea da Rússia, chegando a declarar que tais acordos resultariam em sanções por parte dos EUA.
Projetos militares conjuntos provaram ser bastante sensíveis, alguns os vêem basicamente como oportunidades de adquirir tecnologias de outros, enquanto uma produção limitada em um segundo país pode não se mostrar tão lucrativa quanto o esperado. Um desses projetos que tem apresentado inúmeros problemas é a aeronave de combate de quinta geração russo-indiano (FGFA), uma iteração de exportação do caça multifuncional Su-57. O projeto nunca avançou desde seus estágios iniciais, já que a Índia gradualmente reduziu sua participação no desenvolvimento, de acordo com informações divulgadas para mídia. Os indianos também criticaram repetidamente o trabalho dos desenvolvedores russos, pedindo que eles melhorem algumas características da aeronave, além das previstas no contrato.
A participação indiana no projeto acabou sendo reduzida ao “desenvolvimento” dos pneus do avião, dos indicadores de cockpit, dos sistemas básicos de direcionamento e de alguns outros componentes de menor importância. Os últimos relatórios sugerem que o FGFA pode ter parado completamente, já que os desenvolvedores indianos afirmaram ter todas as tecnologias necessárias para produzir uma aeronave de 5ª geração sem a ajuda da Rússia.

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quinta-feira, 14 de junho de 2018

O Mar da China Meridional pode vir a ser palco de um conflito naval? Parte II

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Dando continuidade ao artigo que apresentamos aqui no GBN News, onde você pode conferir a primeira parte dessa interessante e importante análise da situação no Mar da China Meridional clicando sobre o link a seguir: "O Mar da China Meridional pode vir a ser palco de um conflito naval? Parte I", obra do CMG RR Fernando Malburg, na qual contamos com a ajuda de nosso colaborador, Augusto Cesar Peixoto Vianna, que nos auxiliou na atualização do artigo que você pode conferir abaixo, sendo muito interessante sua análise e conteúdo para futuras discussões a respeito da situação que encontramos naquela região do globo.

Parte II

Um breve exame das frotas da US Navy (7ª Frota), da Esquadra e o planejamento da PLA Navy, da Marinha Sul Coreana e seus planejamentos, especialmente poderosa por ter decidido pelo amparo norte americano em tecnologias, da Frota Russa, da Marinha Japonesa, agora em expansão e livre das amarras do tratado da 2ª Guerra Mundial e também da Marinha Indiana que tem grandes planos de expansão e interesses estratégicos no Pacífico sul e Oceano Índico, permite avaliar a intensidade das possíveis confrontações aeronavais, na eventual concretização da abertura de hostilidades.

Voltado para as possibilidades chinesas e, em seu grande programa de crescimento econômico e naval, é relevante comentar mais de perto o Poder Naval da China, por ser menos conhecido no nosso lado do planeta, trata-se de observar os esforços em andamento na PLA Navy, designação dada à Marinha chinesa.

A PLA Navy está organizada em três Esquadras, a do Norte, do Leste e a do Sul, contando com cerca de 250 mil homens. Em 2010, um novo ímpeto de crescimento do Poder Naval chinês foi observado pelos analistas ocidentais, com novos meios de superfície e submarinos tendo suas construções evidenciadas, dentre eles novas fragatas, equipadas com mísseis de cruzeiro e antiaéreos de lançamento vertical, radares tipo phased array e sistemas de armas similares ao Aegis, novas Classes de submarinos nucleares SSBN, SSN e diese-elétricos SSK de ataque, além de novos meios anfíbios etc.

É merecedor de registro especial, o fato de que os chineses em paralelo com o comissionamento do Porta Aviões Liaonig (ex-Varyag), deram início à construção de seu primeiro Porta Aviões, o “Classe Type 001A”, que está em provas de mar, elevando o número dessas belonaves para dois, com a entrega do primeiro dos Cruzadores Type 055 a Marinha do Exército de Libertação Popular obtem superioridade perante a Índia e a Rússia, no que diz poder em relação á um meio em específico, onde com o planejamento de construir mais navios desta classe, terá poder de impor-se no extremo oriente ante a avassaladora superioridade da US Navy naquele teatro de operações navais específico.

Dados dos Cruzadores “Type 055” 

Deslocamento Padrão: 12 toneladas
Propulsão: COGAG 4 Turbinas a gás QC 280 150.000 HP
Velocidade: 32 nós
Alcance: 7.000 milhas náuticas

Sensores:

Radar Type 382 3D de busca de Superfície/ar.
Radar Ativo Phased Array H/LJG Type 346B (banda C/S e X) com LPIR
Radar H/LJQ 517B Anti Stealth Yagi
Radar H/LJQ 364 de busca em baixa altitude e de superfície
Radar H/LJQ 366 OTH de aquisição de alvos além do horizonte
Radar H/LJP 349 de controle de fogo dos CIWS
Radar H/LJP Phased Array 344A de controle de fogo do canhão principal
Sistema de sonar H/SJD 9 passivo/ativo de média frequência 
Sistema de sonar H/SJG 206 Tower Array 
Sistema de enlace de dados de combate ZKJ-4B/6 SNTI-240 e AKD5000S Ku banda SATCOM
Receptor de alerta radar 922-1 HZ-100 ECM & ELINT

Armamento:

1 Canhão H/PJ38 de 130mm
2 Sistema H/PJ14 CIWS de 30mm
1 x 24 Sistema VLS HQ 10 antiaéreo
2 x 128 Sistema VLS Type 055 que pode ser municiado e lançar toda esta gama de mísseis:
Míssil HQ-9B antiaéreo com capacidade terminal ABM
Míssil HQ-19 antissatélite e antibalístico 
Míssil HQ-26 antibalístico
Míssil YJ 18 de cruzeiro de ataque antinavio/terra
Míssil YJ 18 Type A de cruzeiro de ataque antinavio/terra de longuíssimo alcance
Míssil YJ 83 de cruzeiro de ataque antinavio/terra
Míssil CJ 10 de cruzeiro de ataque antinavio/terra
Míssil CJ100 de cruzeiro de ataque antinavio/terra de longuíssimo alcance
Míssil CY 5 antissubmarino 
2 x 3 Sistemas lança-torpedos WHH004
2 x 6 Sistemas de lançamento de foguetes antissubmarino de 240 milímetros Type 87 (36 foguetes)
2 x 1 Sistemas de lançadores de foguetes chamariz 726-4 de 18 tubos

Aeronave embarcada:

Helicóptero antissubmarino Harbin Z-9 C


O seu poder de fogo está previsto para ser 3 vezes superior aos DDGs da “Classe Arleigh Burke” e estimado em cerca de 2 vezes superiores aos cruzadores norte-americanos da “Classe Ticonderoga”.

A China planeja construir 24 unidades do cruzador “Classe Type 055” para sua Marinha de Guerra. Estes cruzadores foram projetados para escoltar o Porta Aviões Liaoning e seu novo Porta Aviões “Classe Type 001A”, ainda sem nome, deverá entrar na ativa ainda este ano, ou no máximo em 2019. Os Cruzadores serão os navios mais bem armados do mundo e darão condição a China de poder operar com três “Task Force”, cada uma nucleada em um Porta Aviões, contando com a escolta de quatro “Type 055”, conforme for sendo comissionados os Porta Aviões em seu planejamento. Com a conclusão de seus planos, deverá contar com as três Esquadras, sendo a do Norte, do Leste e a do Sul, estimasse que a China deva duplicar a escolta de seus porta aviões, passando de quatro, para oito “Type 055” acompanhando cada um dos seus Porta Aviões, o que tornará a Marinha chinesa “osso duro de roer”, passível de se deslocar em quaisquer mares do mundo.

Porém, o planejamento chinês tem a previsão de construir mais quatro Porta Aviões, o que se chegar a realmente ser concluído,  tornará a Marinha da China a mais poderosa armada, se compararmos com a Rússia, Índia, Coreia do Sul e Japão, se tornando uma forte oponente até para a poderosa US Navy no Pacífico, por conta dos 24 cruzadores “Type 055” e dois seis Porta Aviões projetados.

Este fato alertou as autoridades japonesas, devido ao litígio referente as “Ilhas Senkaku” com a China, e já manifestaram preocupações com o fato. Não foi diferente a atitude dos vietnamitas e filipinos, cada vez mais fracos diante do crescente poderio chinês.

A PLA Navy também conta com as Corvetas “Type 056”, o planejamento chinês prevê a construção entre 30 e 60 navios desta classe, com as Esquadras do Norte, do Leste e a do Sul recebendo de 10 a 20 belonaves cada. A “Type 056” substituirá todos os navios de patrulha costeira e algumas vetustas fragatas” Type 053H” (classe Jianghu I).


Dados da Corveta Classe Type 056

Deslocamento Padrão: 1.5 toneladas
Propulsão: CODAD 2 motores dielétricos SEMT Pielstick PA6-STC
Velocidade: 25 nós
Alcance: 2.000 milhas náuticas

Sensores:

Radar Type 347G radar de busca de Superfície/ar.
Radar H/LJP 349 de controle de fogo dos CIWS
Radar H/LJP Phased Array 344A de controle de fogo do canhão principal
Sistema de sonar arco e arranque rebatido de profundidade variável Type 056A
Sistema de sonar H/SJD 9 passivo/ativo de média frequência 
Sistema de sonar H/SJG 206 Tower Array 
Sistema de dados de Combate ZKJ-4B/6 
Sistema de enlace de dados de combate HN-900 SNTI-240 e AKD5000S Ku banda SATCOM
Receptor de alerta radar 922-1 HZ-100 ECM & ELINT

Armamento:

1 × Canhão AK-176 76 mm
2 × CIWS AK 630 Kashtan de defesa de ponto 30mm
1 x 24 Sistema VLS YJ-83 de cruzeiro de ataque antinavio/terra
2 × 8 Células VLS FL-3000N antiaéreo
2 x 2 Células VLS HQ-10 antiaéreo
2 × 3 Tubos de torpedo de 324mm

Aeronave embarcada:

Helicóptero antissubmarino Harbin Z-9 C


Com relação as Fragatas, a PLA Navy decidiu continuar a construção das Fragatas “Type 054A”, com deslocamento aproximado de 3.500t, incorporando algumas características Stealth, tais como casco liso sem reentrâncias e materiais que absorvem as ondas de radar. Esta classe é comparável as francesa Classe “La Fayette”, sendo planejada a construção de 24 fragatas “Type 054A” para cada Esquadra.


Dados da Fragata Type 054A:

Deslocamento Padrão: 3.6 toneladas
Propulsão: CODAD, 4 x motores Shaanxi 16 PA6 STC diesel total 5.700 Hp 
Velocidade: 27 nós
Alcance: 8.025 milhas náuticas

Sensores:

Radares Racal RM-1290 de navegação 
Radar Type 382 3D de busca de Superfície/ar.
Radar H/LJP 345 de controle de fogo dos CIWS
Radar H/LJP Phased Array 344A de controle de fogo do canhão principal
Radar H/LJQ 366 OTH de aquisição de alvos além do horizonte
Sistema de sonar H/SJD 9 passivo/ativo de média frequência 
Sistema de sonar H/SJG 206 Tower Array 
Sistema de dados de Combate ZKJ-4B/6 
SNTI-240 e AKD5000S Ku banda SATCOM
Receptor de alerta radar 922-1 HZ-100 ECM & ELINT
Sistema de sonar MGK-335 passivo/ativo de média frequência 
Sistema de dados de Combate ZKJ-4B/6
Sistema de enlace de dados de combate HN-900 SNTI-240 e AKD5000S Ku banda SATCOM
Receptor de alerta radar 922-1 HZ-100 ECM & ELIN

Armamento:

1 x 32 células VLS HQ-16 antiaéreo
1 x 30 Sistema VLS HQ-7 antiaéreo
2 x 4 IJ C-83 de cruzeiro de ataque antinavio/terra
1 x PJ26 76 milímetros arma de duplo propósito
1 x 3 sistemas CIWS Kashtan de defesa de ponto 30mm
1 x 2 CIWS 730 Tipo 7 de defesa de ponto 30mm
2 x 3 Sistemas lança-torpedos ASW YU-7 
2 x 6 Sistemas de lançamento de foguetes antissubmarino de 240 milímetros Tipo 87 (36 foguetes)
2 x 1 Sistemas de lançadores de foguetes chamarizType 726-4 de 18 tubos 

Aeronave embarcada:

Helicóptero antissubmarino Harbin Z-9 C


O contratorpedeiro lançador de mísseis “Type 052C”, é resultado da decisão da PLA Navy de revitalizar seus contratorpedeiros “Type 052B” para a versão “C”.  Agora há intenção de revitalizar essas belonaves mais uma vez, as elevando para versão “D”, há seis destas belonaves em atividade duas em cada Esquadra, porém com a decisão de desenvolver a versão “D”, a PLA Navy determinou que sejam convertidos todos os seis “Type 052C” para a versão D, além de se construir mais seis destes navios na versão “Type 052D” elevando a dotação de cada esquadra para quatro destes Contratorpedeiros.


Dados dos Contratorpedeiros lançadores de mísseis Type 052D:

Deslocamento: 7.000 toneladas 
Propulsão: CODAD, 2 x Turbinas a gás DN80 2.400 HP MW + 2 Turbinas a gás UGT25000 2;800HP e 2 motores MTU 12V 1163TB83 diesel 5.000 HP
Velocidade: 32 nós

Sensores:

Radar Ativo Phased Array H/LJG Type 346B (banda C/S e X) com LPIR
Radar H/LJQ 517B Anti Stealth Yagi
Radar H/LJQ 364 de busca em baixa altitude e de superfície 
Radar H/LJQ 366 OTH de aquisição de alvos além do horizonte
Radar H/LJP 349 de controle de fogo dos CIWS
Radar H/LJP Phased Array 344A de controle de fogo do canhão principal
Sistema de sonar H/SJD 9 passivo/ativo de média frequência 
Sistema de sonar H/SJG 206 Tower Array 
Sistema de dados de Combate ZKJ-4B/6
Sistema de enlace de dados de combate HN-900 SNTI-240 e AKD5000S Ku banda SATCOM
Receptor de alerta radar 922-1 HZ-100 ECM & ELINT

Armamento:

1 x 48 células do Sistema VLS HHQ 9 antiaéreo
1 x 8 C-805 mísseis de cruzeiro de ataque antinavio/terra
1 x 8 YJ 62 mísseis de cruzeiro de ataque antinavio/terra
1 x 8 HN 2 mísseis de cruzeiro de ataque antinavio/terra
1 x 1 Canhão Type 210 de 100mm
1 x 2 CIWS 730 Tipo 7 de defesa de ponto 30mm
2 x 6 Sistemas lança-torpedos ASW YU-7 
2 x 18 Sistemas de lançamento de foguetes antissubmarino de 240 milímetros Tipo 87 (108 foguetes)
2 x 1 Sistemas de lançadores de foguetes chamariz Type 726-4 de 18 tubos

Aeronave embarcada:

Helicóptero antissubmarino Harbin Z-9 C


A China também investiu em capacidade anfíbia, com a construção de Navios de Assalto Anfíbio (NAF) da “Classe Type 071”. Contando com seis unidade destas grandes belonaves de Assalto Anfíbio, que deslocam cerca de 20.000 toneladas, capazes de operar com quatro helicópteros de médio porte Harbin Z-8, quatro embarcações de desembarque do tipo hovercraft “Type 726” na doca e transportar cerca de 800 Fuzileiros Navais, deste modo cada Esquadra conta com dois “Type 071”.


Dados do NAF Classe “Type 071”

Deslocamento: 20 Toneladas
Propulsão: CODAD com 4 motores Shaanxi 16 PC2.6 V400 diesel 35,100 HP
Velocidade: 25 nós
Alcance: 10.000 milhas náuticas

Sensores:

Radar H/LJQ 360 Seagull de busca em baixa altitude e de superfície 
Radar H/LJQ 364 de busca em baixa altitude e de superfície 
Radar H/LJP 349 de controle de fogo dos CIWS
Radar Type 344 OTH de aquisição de alvos além do horizonte
Radar de navegação Racal RM-1290
Sistema de enlace de dados de combate HN-900 SNTI-240 e AKD5000S Ku banda SATCOM
Receptor de alerta radar 922-1 HZ-100 ECM & ELIN

Armamentos

1 x 1 Canhão AK176 76mm
1 x 4 Sistemas CIWS AK 630 Kashtan de defesa de ponto 30mm
4 x 18 Lançadores de flare/chaff Type 726-4 

Meios embarcados:  

4 helicópteros antissubmarinos Harbin Z-9 C
4 Lanchas de Desembarque Classe LCAC “Type 726”
2 Lanchas de desembarque Type Tigre
20 veículos VTTAnf
800 Fuzileiros Navais


No campo de sua esquadra de submarinos, a China investiu no Submarino Diesel-elétrico de ataque SSK Classe “Type 035G”, com a decisão de modernizar sua frota de 12 submarinos dessa classe. O “Type 035G” possui deslocamento de 1.8 toneladas, equipados com Sistema AIP (Air Independent Propulsion), que permite ao submarino permanecer submersos por mais de três semanas, isso deu novo “fôlego” ao projeto, tornando o mesmo um modelo atrativo para o mercado externo de exportação.

O Submarino Diesel-elétrico de ataque SSK da Classe “Type 039A”, é um desenvolvimento que possui deslocamento de 3.6 toneladas, equipados com Sistema AIP (Air Independent Propulsion), o que permite ao submarino permanecer submersos por mais de três semanas, essa classe possui um Sistema lançador vertical (VLS), capaz de disparar mísseis de cruzeiro C-805, YJ 62 e HN 2, além do míssil antinavio YJ-18.

O Submarino Diesel-elétrico de ataque SSK Classe “S26T”, faz parte do programa chinês que visa dotar sua esquadra de meios mais silenciosos e com maior autonomia. A Classe “S26T” possui deslocamento de 2.2 toneladas, equipados com Sistema AIP (Air Independent Propulsion), o que dá maior capacidade operacional ao submarino, similar aos demais que citamos acima, podendo permanecer submersos por mais de três semanas, estão sendo entregues dois ao ano, devendo chegar a dotação prevista de 30 submarinos desse tipo. Estes estão armados com Sistema lançador vertical (VLS), capaz de disparar mísseis de cruzeiro C-805, YJ 62 e HN 2, além do míssil antinavio YJ-18.

O Submarino Nuclear Lançador de Mísseis da Classe “Type 093G”, apresentam entre sua principal diferença com os submarinos “Type 093”, sua hidrodinâmica, que foi muito mais aperfeiçoada (passando a ter o casco hidrodinâmico construído em forma de “gota”, bem semelhante aos tipos ocidentais mais modernos, contando com um lançador vertical capaz de disparar mísseis de cruzeiro C-805, YJ 62 e HN 2, além do míssil antinavio YJ-18.

A medida que forem entrando em serviços, uma média de quatro por ano, substituindo os Submarinos Nucleares Lançadores de Mísseis “Classe 091”, que foram descomissionados gradativamente com a entrada dos novos “Type 093G”, a meta da PLA Navy é contar com seis destes submarinos, contando com dois em cada uma de suas Esquadras.

O Submarino Nuclear de Ataque Lançador de Mísseis “Classe Type 095”, começaram a ser entregues no ano passado, o investimento nesse projeto teve especial atenção na redução de ruídos destes novos submarinos nucleares de ataque, o que segundo espera-se, sejam super silenciosos. Seu armamento é constituído por um Sistema lançador vertical (VLS), capaz de disparar mísseis de cruzeiro C-805, YJ 62 e HN 2, além do míssil antinavio YJ-18.

Já o Submarino Nuclear de Ataque Lançador de Mísseis da Classe “Type 094”, construído também em forma de “gota”, apresenta diversos refinamentos em relação aos submarnos da Classe “Type 093G”, além deste temível submarino carregar o míssil nuclear intercontinental JL-2 com alcance de 8.000 quilômetros, equipado com Sistema lançador vertical (VLS), capaz de disparar mísseis de cruzeiro C-805, YJ 62 e HN 2, além do míssil antinavio YJ-18.

Na medida que forem entrando em serviço, com a projeção de quatro ao ano, irão substituir os vetustos Submarinos Nucleares Lançadores de Mísseis da Classe “Type 092”, onde a meta é ter seis destes, dois por Esquadra.

O Submarino Nuclear de Ataque Lançador de Mísseis SSBN Classe “Type 096”, surgiu da decisão de melhorar ainda mais o SSBN Classe “Type 094”, também em forma de gota, apresenta consideráveis refinamentos, fazendo-o ser um dos mais silenciosos SSBNs do mundo, podendo-se dizer que é o primeiro SSBN chinês realmente Stealth, armados com Sistema lançador vertical (VLS), capaz de disparar mísseis de cruzeiro C-805, YJ 62 e HN 2, além do míssil antinavio YJ-18, começaram a entrar em serviço no início do ano de 2018.

O Poder Naval da China cresceu mais de 115% em quantidade de meios e, bem espelha a formidável capacidade chinesa de construção naval, assim como a magnitude dos investimentos feitos nos últimos anos, este programa de construção naval não é isolado, ele faz parte de um contexto bem mais amplo, sendo notável que os chineses estão também expandindo suas forças terrestres e desenvolvendo e produzindo novos vetores aéreos de apoio, ataque e interceptação para sua força aérea e se preparando para operações conjuntas dessas forças, desenvolvendo também um ambicioso programa espacial, capaz de prover mais satélites e as necessárias redes de dados e de comando para viabilizar e tornar eficientes essas operações conjuntas de terra, mar e ar.

Com a visível contração da US Navy, o crescimento da PLA Navy vai progressivamente reduzindo seu déficit em comparação com os norte-americanos na região, cuja superioridade vinha sendo a fiança garantidora da estabilidade no Pacífico asiático.

Tampouco esse programa chinês é único na região, de fato, todas as Marinhas das nações do Leste Asiático estão recebendo grandes investimentos, principalmente a Marinha Indiana, e agora com o fim das limitações impostas pela 2ª Guerra Mundial, também a Marinha Japonesa e a Sul Coreana, os orçamentos militares cresceram, em média mais de um terço em uma década, sendo que em alguns países mais do que dobraram, estes gastos militares, voltados para belonaves de superfície e submarinos com sofisticados sistemas de armas e modernos vetores aéreos de combate, tendem a aumentar, à medida que as necessidades de petróleo e de matérias-primas cresçam no cenário estratégico do Mar da China Meridional que sem dúvida é sob o prisma da geopolítica, o grande palco para a projeção de poder do Estado chinês neste século.


Por: CMG RR Fernando Malburg, atualizada por Augusto Cesar Peixoto Vianna - Colaborador GBN News

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