quinta-feira, 24 de maio de 2018

Canal Arte da Guerra: F-5FM cai no Rio de Janeiro, análise

0 comentários
Nosso parceiro e amigo, Cmte Robinson Farinazzo, que preparou um vídeo muito interessante falando sobre o acidente desta manhã envolvendo uma aeronave F-5FM da FAB, que caiu após decolar para um voo de instrução. 

Como todos sabem, o Cmte Farinazzo possui uma larga experiência no campo, compartilhando um pouco desse vasto conhecimento adquirido ao longo de décadas de serviço na Marinha do Brasil, onde atuou em importantes projetos e na aviação naval.


Confira ai o vídeo e participe, o Canal Arte da Guerra é hoje um dos melhores canais na língua portuguesa, se você busca obter conhecimento e informações relevantes, este é o seu canal no youtube, mais uma parceria do GBN News.


GBN News e Canal Arte da Guerra - A informação começa aqui
Continue Lendo...

Série "Os Navios de Escolta" : Corvetas

0 comentários

Após enfrentar alguns obstáculos, finalmente conseguimos retomar nossa série “Os Navios de Escolta”, e antes de mais nada, pedimos desculpas aos nossos leitores e agradecemos aos vários e-mails recebidos e todo apoio que tem sido dado ao nosso trabalho no GBN News.

Continuando a nossa saga sobre os Navios de Escolta, neste capítulo vamos apresentar um pouco sobre um dos tipos mais básicos de escolta, trazendo um pouco sobre sua história e os dias atuais, este capítulo da série é dedicado as “Corvetas”, a menor das categorias de navios de escolta, mas que na atualidade tem apresentado capacidades e tecnologias que não deixam em nada a dever aos grandes navios de escolta moderno.

Corveta do Séc.XVII
As Corvetas possuem uma vasta história, tendo surgido no final do séc. XVII, quando a Marine Royale francesa começou a usar o termo "corveta" para designar seus pequenos navios de guerra similares, porém menores, ás fragatas. “Corveta” é derivada do latim "corbita", que significa pequeno corvo, no francês "corvette", tendo sido um navio de guerra e que nas mãos dos corsários serviu como navio Mercante-de-guerra, geralmente contando com três mastros equipados com velas redondas, deslocando 400 toneladas e armadas com uma bateria de 24 peças, geralmente dispostas no convés. No Brasil, o tipo surgiu no final do séc.XVIII, denominadas geralmente como Fragatim, em alusão a sua semelhança as Fragatas, porém em menor escala. Muitos países adotaram o termo “Corveta” para designar seus navios menores no fim do séc.XVIII e princípio do Séc. XIX.

A construção e desenvolvimento das Corvetas seguiram lado a lado com as fragatas durante o séc.XIX, onde chegaram a receber propulsão á vapor e algumas classes contaram com blindagem em seus cascos, que deixaram de ser construídos em madeira e passaram a ser feitos em ferro e aço. Mas ao final do séc.XIX as Corvetas passaram a ser descomissionadas, consideradas obsoletas e mesmo inadequadas ao emprego no teatro de operações que surgia no horizonte, sendo substituídas pelas fragatas, cruzadores e contratorpedeiros.

Classe Flower
Mas durante a Segunda Guerra mundial, ressurge a construção de navios designados como “Corvetas”, sendo em geral navios de patrulha armados para lidar com as ameaças daquele teatro de operações e navios de escolta menores, assim muitas classes de navios patrulha e outros tipos de escolta foram reclassificados como corvetas.

Os esforços de guerra compreendidos durante aquele conflito, levou muitos projetos a serem adaptados afim de conceber novos navios de guerra, onde projetos de navios de simples construção se tornaram corvetas, como foi o caso da Classe Flower, projeto concebido através da adaptação de um baleeiro pelo projetista naval britânico William Reed, sendo uma embarcação bem adaptada às tempestades do Atlântico sul , era um navio muito simples extremamente curto e atarracado. O castelo era muito curto, contando com uma antena de radar tipo 271, a nova corveta recebeu também um sonar . O sistema ASDIC consistia em um transdutor, contido em uma cúpula sob o navio, que enviava um sinal acústico que retornava à origem quando encontrava um objeto submerso, com alcance máximo de cerca de 2700 m. Sua velocidade era de cerca de 16 nós, muito baixa para um navio do tipo. O armamento contava com um canhão Mk 10 de 101mm disposto na proa, como em algumas corvetas modernas, e algumas metralhadoras Oerlikon de 20mm em ambos os bordos do navio e cargas de profundidade na popa. Não eram os melhores meios, mas com bravura serviram como valorosas escoltas, principalmente nas mãos de tripulações experientes se mostraram fundamentais naqueles dias sombrios.

Corveta soviética Nanuchka
Ainda durante a Segunda Guerra, as corvetas voltaram a perder espaço para navios maiores e mais capazes como as fragatas e contratorpedeiros, porém, ao fim do conflito, novamente houve uma reclassificação dos meios navais, e muitos escoltas e patrulhas foram designados como corvetas os navios que possuíam deslocamento entre 500 e 2mil toneladas, com armamento superior aos clássicos navios de patrulha oceânica e inferior aos encontrados nas fragatas e contratorpedeiros,  sendo consideradas por alguns especialistas como “fragatas de bolso”.

Classe Imperial Marinheiro
Um clássico exemplo na Marinha do Brasil, são as Corvetas Imperial Marinheiro, tendo sido projetadas inicialmente como patrulhas, rebocadores e navios varredores. Os mesmos navios foram denominados Corvetas e foram empregados na patrulha das águas jurisdicionais brasileiras, tendo inclusive participado do resgate dos destroços do voo AF-447 que caiu no litoral brasileiro quando seguia do Brasil rumo á França. São navios vetustos que devem em breve dar baixa, e estão muito longe do que normalmente se enquadra na moderna classificação de corvetas.

No  Brasil além das Imperiais Marinheiro, operamos a Classe Inhaúma, Classe Barroso e em breve se iniciará a construção das Classe Tamandaré.

Classe Barroso
Durante a Guerra-Fria surgiram muitas classes de corvetas, onde foram incorporados também muitos sistemas e capacidades que as aproximaram das fragatas. Tendo incorporado novos armamentos que deram a corveta a capacidade de enfrentar ameaças maiores, além de atuar na guerra ASW.

A classificação das corvetas é algo um tanto quanto complicada, uma vez que há muita divergência entre as marinhas ao redor do mundo quanto a classificação deste tipo de navio em suas esquadras, por exemplo, nos EUA os LCS estão dentro do que seria uma corveta, enquanto em Portugal as Corvetas se enquadrariam no padrão internacional como fragatas.

Russa Buyan-M ataca com mísseis Kalibr
Hoje acompanhamos o processo de obtenção pela Marinha do Brasil das futuras Corvetas Classe Tamandaré, as quais exibem uma grande capacidade e deslocamento que as aproximam muito das fragatas, com poucas diferenças entre ambos os tipos. Valendo ressaltar que as acomodações das corvetas são muito mais simples que as encontradas nas Fragatas, o que torna a vida a bordo mais cansativa que dentro das fragatas quando comparadas na execução das mesmas atribuições, além de certa limitação nas capacidades de combate em relação as fragatas, apesar de hoje algumas classes de corvetas apresentarem a capacidade de operar uma aeronave orgânica e lançar mísseis de cruzeiro, como é o caso das Buyan-M russas.

O fato é que a tendência que se apresenta hoje, é que as corvetas estejam cada vez mais próximas em suas capacidades e desempenhos ás fragatas, e apesar de apresentarem um custo mais alto que as classes antecessoras, ainda serão uma opção de custo mais baixo que as modernas fragatas.

Com relação as futuras capacidades deste tipo importante de escolta, eles já apresentam capacidade de defender de certa forma tão bem quanto várias fragatas que ainda estão em operação hoje, porém, limitada quando comparada aos meios mais modernos, mas a esquadra na qual estejam operando contam com uma boa capacidade de defesa, estando hoje os projetos muito voltados a capacidade de desempenhar múltiplas funções e dispondo de um arsenal significativamente flexível e capaz de contrapor um vasto leque de ameaças. 

Dentre as mais modernas e expressivas classes de corvetas, podemos citar algumas:

A francesa Classe Gowind desenvolvida pela Naval (ex-DCNS), capaz de realizar diversos tipos de missões, como guerra anti-submarina e guerra anti-aérea, além de controle oceânico próximo ao litoral. armada com canhão de 76 mm, drone de asas rotativas S-100 (Schiebel) está integrado aos sistemas do navio, podendo ser armado com um canhão automático estabilizado de 20mm e mais duas metralhadoras pesadas de 12,7mm em cada lado do passadiço, misseis VL Mica e Exocet.

Podemos citar também a Classe Sigma holandesa, desenvolvida pela empresa Royal Schelde e que operam hoje com a Marinha do Marrocos e a Marinha da Indonésia, apresenta uma formidável capacidade, equipadas com um canhão Oto Melara de 76mm, dois canhões Denel LS GI-2 de 20mm, para defesa aérea contam com dois lançadores quádruplos de Mistral TETRAL, quatro lançadores de mísseis Exocet para defesa de superfície e dois lançadores triplos de torpedos.

A corveta sueca da Classe Visby é uma classe que opera atualmente na Marinha da Suécia. A primeira corveta desta classe, construídas pela SAAB-Kockums, A Classe Visby esta vocacionada para combate naval de superfície, guerra anti-submarina, escolta e remoção de minas. Contam com um canhão Bofors de 57 mm, oito mísseis RBS-15 Mk 2 anti-navio, quatro lançadores de torpedos,Minas e cargas de profundidade, além de poder receber sistema de mísseis anti-aéreos.


A Alemanha substituiu suas corvetas da Classe Gepard pela moderna Classe Braunschweig, as quais começaram a ser incorporadas em 2008, contando com um canhão Otobreda de 76 mm, dois canhões Mauser BK-27 de  27mm , quatro lançadores de mísseis RBS-15, dois lança mísseis RIM-116 Rolling Airframe Missile.

As corvetas russas da Classe Buyan-M, sem sombra de dúvidas são as que melhor apresentaram seu poder ao lançar ataques com mísseis de cruzeiro Kalibr contra alvos na Síria, estando a mais de 2mil quilômetros de distancia dos alvos que foram cirurgicamente atingidos. A corveta russa esta equipada com um canhão A-190 de 100 mm A-190, dois canhões AK-630 de 30 mm, um lançador de foguetes A-215 "Grad-M" contando com 40 foguetes, duas Células VLS UKSK quadruplas com sistema Kalibr-NK ou P-800 Onix, quatro 3M47 Gibka, metralhadora coaxiais 7,62mm.

Em nosso próximo capítulo da série "Os Navios de Escolta", traremos as fragatas, onde vamos apresentar um pouco sobre sua história e o panorama atual.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança.



GBN News - A informação começa aqui

Continue Lendo...

F-5FM cai após decolar no Rio de Janeiro

0 comentários
Um caça F-5FM da Força Aérea Brasileira caiu nesta manhã após sofrer pane depois de decolar da BASC (ALA 12) em Santa Cruz. no Rio de Janeiro. Segundo as informações, o acidente ocorreu ás 7h40min desta quinta-feira (24) após a decolagem para um voo de instrução, os tripulantes ejetaram com sucesso,  tendo posteriormente sido resgatados por um helicóptero SAR da FAB e conduzidos ao hospital, tendo a aeronave caído em área de mata próximo a Rodovia Rio-Santos na proximidade de Itaguaí, sem causar danos colaterais.


A aeronave acidentada faz parte do lote de caças F-5 modernizados há poucos anos, a Força Aérea Brasileira ainda não divulgou as possíveis causas do acidente.

Tão logo tenhamos mais informações publicaremos aqui no GBN News.



GBN News - A informação começa aqui
Continue Lendo...

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Série Embraer - Um sonho que se tornou orgulho brasileiro

0 comentários
Diante do eminente acordo entre a Embraer e a norte americana Boeing, nós do GBN News resolvemos trazer aos nossos leitores um pouco da saga de nossa mais emblemática indústria aeronáutica, um exemplo do Brasil que deu certo e que possui um futuro nebuloso em face do acordo eminente com a gigante da aviação mundial.

Para começar nossa série, vamos contar um pouco do início deste sonho, que reflete bem a saga do patrono da aviação mundial, o brasileiro Santos Dumont, o qual é um dos grandes nomes da história brasileira, assim como a Embraer escreve a cada dia uma bem sucedida página da história do Brasil e sua grande capacidade de projetar e construir com sucesso sistemas e tecnologias que ganham os quatro cantos do mundo, levando o nome do Brasil mais alto.

Nos anos 60 o governo brasileiro sob tutela já do Regime Militar, tinha o intento de fomentar o nascimento de nossa indústria aeronáutica, sendo parte de um projeto estratégico que visava reduzir nossa dependência das importações, sendo assim, nos idos de 1965, para ser mais exato no dia 25 de junho daquele ano, surgia  o projeto governamental IPD-6504, que visava a produção de uma aeronave que atendesse as necessidades do transporte aéreo comercial brasileiro, principalmente em pequenas cidades, visando a produção de um avião que se adaptasse à limitada infraestrutura aeroportuária do Brasil naquela época. 

O projeto que surgiu primeiro que a própria fábrica, nasceu no CTA (Centro Técnico Aeronáutico), sendo uma aeronave robusta de asa baixa, contando com dois turboélices Pratt & Whitney Canada PT6A-20 de 550 HP, aeronave que surgia com capacidade para oito passageiros em seu modelo de pré-série, com o primeiro protótipo envolvendo cerca de trezentas pessoas em sua produção, tendo sido o projeto liderado pelo hoje lendário engenheiro aeronáutico brasileiro e naquela época major da FABOzires Silva. O primeiro protótipo realizou seu primeiro voo em 22 de outubro de 1968.

Mas a história da nossa Embraer efetivamente se inicia no ano seguinte, quando em 1969 finalmente a indústria aeronáutica brasileira tem o surgimento de sua mais bem sucedida empresa, a Embraer. No dia 19 de agosto de 1969 oficialmente nascia a empresa brasileira que hoje a quase 49 anos de sua criação é um dos grandes orgulhos da nação brasileira.

A Embraer então produziu mais dois protótipos de pré-série, que foram denominados EMB-100 e precursores da versão de série conhecida como EMB-110 "Bandeirante", dos quais foram produzidos quase quinhentas aeronaves! E será tema de um dos capítulos dessa série especial sobre a Embraer.

Inicialmente presidida pelo genial Ozires Silva, que se manteve no "comando" da Embraer até 1986 e retornando em 1991 quando comandou a empresa durante a crise e conduziu o processo de privatização, tendo permanecido no cargo até 1995. A mais bem sucedida empresa aeronáutica brasileira escrevera vários capítulos de sucesso, porém, também teve alguns fracassos, estes que serviram para balizar a empresa e a conduzir ao sucesso posteriormente.

Durante quase 49 anos de existência, a Embraer participou de importantes programas de defesa brasileiros, concebendo aeronaves que foram marcantes para nossa Força Aérea e alguns dos grandes sucessos de exportação. Como pretendemos falar de cada um dos grandes desenvolvimentos da empresa brasileira, afim de não delongar muito essa primeira parte, vamos citar algumas das aeronaves que tiveram papel importante em sua história, como o Bandeirante, Tucano, Xavante, AMX, Brasília, Super Tucano, a família de jatos regionais ERJ-145 e seus desenvolvimentos, Legacy e no momento o KC-390, sem contar a futura produção do F-39 Gripen BR.


Esperamos que com o trabalho que iniciamos nessa breve apresentação da nova série do GBN News tenhamos deixado nossos leitores com "água na boca", e que possamos apresentar com sucesso a nossa tradição aeronáutica sob a história da Embraer e levar nossos representantes em Brasília á reflexão sobre os rumos que serão dados a nossa grande indústria para que a mesma não siga o mesmo caminho que tantas outras emblemáticas indústrias e empresas brasileiras, como a PanAm, ENGESA, Varig e outras grandes do Brasil.


Fiquem conosco e aguardem o próximo capítulo que trará a história mais aprofundada sobre a Embraer, lhes proporcionando um rico conhecimento histórico de um dos nossos maiores orgulhos.




Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança.


GBN News - A informação começa aqui






Continue Lendo...

terça-feira, 22 de maio de 2018

Brasil e EUA criam fórum bilateral para repartir dados estratégicos

0 comentários
Lançado hoje (22), em meio a reuniões bilaterais dos dois países para debater a situação da Venezuela, o Fórum de Segurança Brasil-Estados Unidos promete incrementar a parceria no compartilhamento de inteligência e informações em crimes com abrangência internacional como lavagem de dinheiro, tráfico de armas e de pessoas, crimes cibernéticos, terrorismo e narcotráfico.
A informação foi prestada pelo pelo vice-secretário de Estado dos EUA, John J. Sullivan, número dois do Departamento de Estado, durante o lançamento. “Os desafios de segurança estão se tornando cada vez mais complexos e internacionais, e abordar esses desafios exige resposta sofisticada”, disse o secretário.
Segundo Sullivan, a intenção é compartilhar informações entre agência e atores que tenham atuação em cada uma dessas áreas. “Acreditamos que esse foro não deve ser simplesmente algo intangível, devemos ter resultados concretos, e juntos sinalizar para aprofundar acordos em andamento”, acrescentou.
O ministro interino das Relações Exteriores, embaixador Marcos Galvão, destacou que o mecanismo busca criar condições favoráveis para a articulação entre agências de governo e o desenvolvimento de estratégias operacionais.
“Agências já desenvolveram nos últimos anos um importante marco nessa área, principalmente a partir das Olimpíadas, em 2016. Essa cooperação firmada hoje passa a responder ainda mais às necessidades reais de segurança pública”, disse. “O formato criado permite estruturar melhor as iniciativas, aprofundando a cooperação já existente”, acrescentou.
O Fórum começou a ser planejado no governo da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente norte-americano Barack Obama, em 2015. Mas as negociações foram suspensas ainda em 2015, depois que vazou a existência de monitoramento das conversas telefônicas da presidente e altos funcionários do governo brasileiro pela inteligência norte-americana.
A primeira reunião de trabalho do Fórum está prevista para ser realizada ainda este ano, em Washington, DC.

Venezuela

Além do lançamento do fórum, também foram realizadas reuniões para discutir temas como comércio e investimento, cooperação espacial, e defesa. “O secretário-geral e o vice-secretário celebraram a troca de notas que completa o processo de ratificação do Acordo sobre Transportes Aéreos (acordo ‘Céus Abertos’). Eles também saudaram a retomada das negociações do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas”, informou o Itamaraty em nota.
Na ocasião, também foi debatida a situação da Venezuela. Um dos tópicos de conversação foi “o apoio regional à restauração da democracia” no país vizinho.
“A ocasião também serviu para uma troca de ideias a respeito das questões regionais mais relevantes, incluindo a resposta à crise política, econômica e humanitária na Venezuela, à luz do pleito de 20 de maio que careceu de legitimidade e credibilidade, bem como questões globais, com destaque para a desnuclearização da Península Coreana”, disse o Itamaraty.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo...

Airbus obedece decisão da OMC sobre subsídio, mas espera que Boeing também sofra revés

0 comentários
A Airbus informou nesta terça-feira (22) que tomou medidas para cumprir uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre subsídios para os jatos A350 e A380, que vêm encontrando problemas jurídicos nos Estados Unidos e na Europa.

A decisão acontece dias depois dos Estados Unidos terem obtido uma vitória parcial contra o apoio da União Européia à Airbus na OMC, abrindo caminho para possíveis sanções dos EUA em uma disputa de 14 anos sobre alegações de apoio ilegal para fabricantes de aviões.

A UE diz que espera decisão semelhante no fim do ano em um caso paralelo da OMC sobre apoio dos EUA à Boeing, aumentando a perspectiva de uma batalha por sanções.

A disputa ameaça exacerbar tensões em relação às tarifas de alumínio e aço dos EUA e o impacto sobre as empresas europeias da decisão de Washington de sair do pacto nuclear do Irã. Mas ambos os lados concordam que nenhuma sanção acontecerá antes de 2019.

Num raro enfrentamento público por trás da longa disputa, o principal advogado externo da Boeing no caso disse à rádio BBC que os EUA estariam livres para atacar qualquer produto europeu, não apenas a indústria aeroespacial.

“A OMC decidirá qual é o número adequado e dará aos EUA essa autoridade”, disse Robert Novick, sócio-gerente da firma de advocacia norte-americana WilmerHale, ao programa BBC Today.

“Paralelamente, os EUA desenvolverão uma lista de produtos nos quais podem considerar a imposição de medidas preventivas”, acrescentou.

O principal advogado da Airbus no caso disse que espera uma decisão “devastadora” sobre o apoio dos EUA aos jatos 777 e 787 da Boeing quando a OMC emitir seu relatório final sobre os dados deste ano.

Fonte: Reuters
Continue Lendo...

A divisão da Palestina entre judeus e árabes

0 comentários
Em 1947, Nações Unidas determinaram criação de dois Estados no território da Palestina. Mas, ao longo dos anos, apenas um se tornou realidade. Entenda como isso aconteceu.
O conflito entre judeus e palestinos remonta à época dos romanos, mas a atual situação na região da Palestina começou a se criar no final do século 19, quando se deu uma reordenação territorial no Oriente Médio.
Na época, duas grandes potências europeias, a França e o Reino Unido, redesenharam o mapa geográfico da região dentro de seus próprios interesses, sem observar as divisões sociais e religiosas da sociedade árabe local. A região historicamente conhecida como Palestina passou para o controle britânico, com o nome Mandato Britânico da Palestina.
Em paralelo surgiram naquela época dois movimentos nacionalistas, um deles entre os árabes (nacionalismo árabe) e o outro entre os judeus (sionismo), e ambos defendiam a criação de Estados (um árabe, o outro judeu) na região da Palestina histórica.
A partir de meados da década de 1890, milhares de judeus vindos da Europa (onde então viviam cerca de 90% dos judeus do mundo) passaram a migrar para a região da Palestina, fugindo de crescente perseguições de caráter antissemita e influenciados pelo sionismo.
Os judeus haviam sido expulsos da Palestina séculos atrás, e a região era então habitada majoritariamente por árabes. Logo, os conflitos entre os árabes que viviam na região e os judeus recém-chegados da Europa se tornaram inevitáveis.
Os britânicos tentaram, mas não conseguiram controlar a violência. Para isso, chegaram a restringir a entrada de judeus, apesar da terrível situação criada pelo nazismo na Europa. Com o Holocausto, e a fuga em massa de judeus da Europa para a Palestina britânica, a situação no local se acirrou ainda mais.
Em novembro de 1947, logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, as Nações Unidas decidiram criar dois Estados no território da Palestina histórica, um para os judeus (com 56% do território) e outro para os árabes (44% do território). Jerusalém teria um status especial.
Os judeus aceitaram o plano e, em maio de 1948, proclamaram a criação do Estado de Israel. Os árabes não concordaram com a divisão por verem nela um novo desdobramento de uma tentativa dos judeus de expulsá-los da região.
Como consequência, poucas horas depois da proclamação de Israel, quatro países árabes (Egito, Jordânia, Iraque e Síria) declararam guerra ao recém-criado Estado judeu. O conflito que se seguiu foi vencido pelos israelenses e resultou em mais de 700 mil refugiados palestinos. Esse êxodo é conhecido entre os palestino como Nakba, ou catástrofe.
Ao final da guerra, em 1949, o Estado de Israel possuía 77% do território que, dois anos atrás, havia sido dividido pela ONU. Não estavam sob controle de Israel a Cisjordânia e Jerusalém Oriental (controladas pela Jordânia) e a Faixa de Gaza (controlada pelo Egito).
O conflito, é claro, continuou, e ele teve um novo desdobramento importante em 1967, com a Guerra dos Seis Dias. Nela, Israel lutou contra Egito, Jordânia e Síria e assumiu o controle militar da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental, da Faixa de Gaza e de partes das Colinas do Golã, na condição de potência ocupante.
Depois disso, assentamentos judaicos foram criados nos territórios ocupados por Israel. Hoje cerca de meio milhão de israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia. Esses assentamentos são um dos principais impedimentos para que os dois lados cheguem à paz.
Em 2005, o então primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, retirou tantos os militares como os colonos israelenses da Faixa de Gaza.  Mas as Nações Unidas e diversas organizações internacionais continuam a considerar Israel como potência ocupante de Gaza, por causa do isolamento imposto à pequena faixa de terra litorânea.

Fonte: Deutsche Welle
Continue Lendo...

Suécia distribui instruções para caso de guerra

0 comentários
Pela primeira vez em cinco décadas, governo envia aos quase 5 milhões de lares do país panfleto que explica aos cidadãos como se comportar em caso de agressão externa. Um reflexo das tensões com a Rússia.
O governo da Suécia começou a distribuir aos quase 5 milhões de lares do país um caderno de 20 páginas que explica à população como se deve reagir diante de uma eventual guerra. É a primeira vez em cinco décadas que material assim é enviado aos suecos.
O panfleto, chamado Om krisen eller kriget kommer (se a crise ou a guerra chegarem), explica por exemplo como a população pode armazenar itens básicos,  se manter aquecida, quais são os sinais de alerta, onde encontrar abrigos antibomba e contribuir para o sistema de "defesa total" do país.
"A sociedade é vulnerável, temos que estar preparados como indivíduos", disse Dan Eliasson, da agência de proteção civil do governo responsável pelo projeto. "Há um déficit de informação sobre aconselhamentos concretos, que queremos fornecer agora."
Numa das páginas, o panfleto aconselha a população a estocar garrafas de água, roupas quentes, sacos de dormir e alimentos não perecíveis que possam ser preparados rapidamente, sem necessidade de água.
No caso de um conflito armado, afirma: "todo mundo é obrigado a contribuir e todo mundo é necessário" para o conceito de defesa total da Suécia. Qualquer habitante de entre 16 e 70 anos pode ser chamado a ajudar diante de guerra ou ameaça de guerra.
A Suécia não participa de uma guerra com outro país há mais de 200 anos. Se o país for atacado, diz o panfleto, "nunca vai se render: toda informação que aponte para a interrupção da resistência será falsa".
"Embora a Suécia seja mais segura do que muitos outros países, ainda existem ameaças à nossa segurança e independência. Se estivermos preparados, estaremos contribuindo para melhorar a capacidade do país em lidar com uma grande pressão", diz o panfleto.
Informações similares foram distribuídas pela primeira vez na Suécia em 1943 durante a Segunda Guerra – atualizações foram enviadas à população em 1961, em plena Guerra Fria.
A medida é um reflexo das preocupações de Estocolmo quanto à deterioração da situação de segurança na região do Mar Báltico nos últimos anos. A Rússia aumentou suas operações militares, com invasões do espaço aéreo e marítimo sueco desde que anexou a península da Crimeia, da Ucrânia, em 2014. A Suécia está considerando aderir à Otan.
Funcionários fluentes em nove idiomas estarão disponíveis até 29 de junho para perguntas por telefone ou pela internet. O documento também estará disponível para download em sueco, inglês e em mais de dez outras línguas.

Fonte: Deutsche Welle
Continue Lendo...

Canal Arte da Guerra: "Skyhawks na Marinha: O voo do Falcão Cinza!"

0 comentários
Atenção fãs da aviação aeronaval, o Canal Arte da Guerra preparou um vídeo muito interessante baseado no livro "O voo do Falcão Cinza", que conta através do relato do experiente Oficial Aviador Naval Cmte Pedro Lynch a saga que envolveu a aquisição e operacionalização dos jatos A-4 Skyhawk pela Marinha do Brasil.

Como os leitores do GBN News tem acompanhado nosso trabalho, sabem o carinho que temos pelas nossas forças armadas, mas temos uma relação mais próxima a Marinha do Brasil, força com a qual mantemos uma grande parceria.

O vídeo dá uma boa sinopse do que apresenta esse fantástico livro escrito pelo CMG Pedro Augusto Lynch, com certeza um dos maiores nomes da aviação naval brasileira, contendo um relato muito rico da história da aviação naval brasileira, sendo o vídeo uma boa entrada para a leitura do livro.

O nosso parceiro, Cmte Robinson Farinazzo apresenta mais um trabalho ímpar, com conteúdo obrigatório aos amantes da aviação naval brasileira, vale a pena conferir e se inscrever no canal que possui o melhor conteúdo no campo de defesa em português, mais uma parceria do GBN News.

Clique aqui no título e confira "SKYHAWKS NA MARINHA: O VOO DO FALCÃO CINZA!".

GBN News e Canal Arte da Guerra - A informação começa aqui




Continue Lendo...

Modernização para os T-27 "Tucano" da FAB

0 comentários
Recentemente foi lançada pela Força Aérea Brasileira, uma licitação com objetivo de modernizar cerca de 50 aeronaves Embraer T-27 "Tucano" do inventário brasileiro, o qual possui hoje cerca de 60 aeronaves do tipo remanescentes. As aeronaves modernizadas deverão ser operadas principalmente pela AFA (Academia da Força Aérea), sendo o principal vetor responsável pela formação dos futuros aviadores da FAB. 

Aviônica do T-27
Os "Tucanos" possuem uma longa vida operacional na FAB, tendo formado centenas de pilotos ao longo de mais de três décadas de operações, mas a idade do projeto original começa a pesar e se faz necessária uma modernização nestas aeronaves, onde deverá ser alvo deste programa a atualização de sua aviônica, atualmente analógica, por uma suíte digital, do tipo "Glass Cockpit" que se adeque não apenas aos novos parâmetros da aviação, mas principalmente a prover aos cadetes um vetor capaz de familiarizá-los e prepará-los para operar as modernas aeronaves que compõe hoje os esquadrões da FAB, embora os mesmos sejam compostos por veteranas aeronaves F-5M e AMX A-1M, que apesar da idade, possuem uma moderna aviônica digital que não deixa muito a dever em termos de aviônica se comparados a aeronaves mais modernas em operação no mundo hoje, sem mencionar a nossas aeronaves C-105 "Amazonas" e o futuro KC-390, além do tão aguardado caça de nova geração F-39 Gripen BR.

O Embraer EMB-312 "Tucano", foi denominado T-27 na FAB, tendo voado pela primeira vez em agosto de 1980, iniciando sua entrada em operação no Brasil em 1983, quando foram entregues os primeiros exemplares operacionais, tendo sido concebido como uma aeronave de treinamento e ataque leve, a aeronave surpreendeu pela sua simplicidade e capacidade, tendo sido exportada para diversos países, com mais de 600 exemplares produzidos até 1996, tendo a FAB recebido um total de 151 destas aeronaves.

Aviônica digital do T-27 colombiano modernizado
O programa que tem sido nomeado de "Projeto T-27M", tem como alvo atrair a indústria de defesa nacional para este programa, mas não descarta a possibilidade de empresas estrangeiras tomarem parte no programa através de parcerias com empresas brasileiras. O projeto prevê que as 50 aeronaves T-27 que passarão pelo programa de modernização venham a ter integrados uma nova aviônica digital, que deverá exibir as informações de voo e parâmetros da aeronave através de uma ou duas MFD (Multi-Funtion Display), além de um tela dedicada a monitorar o funcionamento do motor e outra redundante para navegação em caso de pane, esta possuindo fonte própria de energia, sendo capaz de operar independente do sistema elétrico da aeronave.

Aviônica digital do A-29
Apesar de tamanha alteração na suíte aviônica do "Tucano", o programa explicita que o mesmo não deverá sofrer qualquer intervenção em sua estrutura, limitando ainda a nova aviônica a capacidade de energia já instalada originalmente na aeronave, ou seja, o "Tucano" não sofrerá qualquer modificação ou refinamento em seu projeto estrutural ou sistema elétrico.

Espera-se que o programa leve aproximadamente 2 anos para ser executado, onde serão utilizadas duas aeronaves para certificação da nova suíte aviônica e outras 48 células passarão pelo processo de modernização, o que deverá estender a vida operacional destas aeronaves em 15 anos, garantindo uma plataforma moderna e confiável para formação dos futuros aviadores brasileiros.


GBN News - A informação começa aqui
Continue Lendo...

F-35I recebe batismo de fogo em Israel

0 comentários
Israel se tornou o primeiro operador do F-35 a efetivamente empregar a aeronave em situação real, tendo realizado vários ataques aéreos contra alvos na Síria com o moderno e polêmico caça de quinta geração desenvolvido nos EUA.
Segundo disse o  Comandante da Força Aérea de Israel, Major-General Amikam Norkin, nesta terça-feira (22), o F-35I "Adir" é parte da moderna capacidade operacional da IDF, onde estão sendo empregados em ataques contra alvos no Oriente Médio.

O comandante israelense ainda afirmou que são os primeiros a atacar usando o F-35 no Oriente Médio e que já os empregaram com sucesso duas vezes em diferentes frentes. Porém, não foram confirmados quais alvos foram realmente atacados pelos F-35I.

O F-35 tem sido ao longo do seu desenvolvimento alvo de muitas críticas por conta dos atrasos e aumentos sucessivos dos seus custos, além das inúmeras falhas e problemas com seu desenvolvimento, muitas vezes levantando dúvidas sobre as capacidades da aeronave de cumprir com o objetivo para o qual foi proposta.

Mas o F-35 esta longe de ter sanado todos seus bugs e problemas técnicos, apresentando ainda muitas falhas, incluindo mau funcionamento do sistema de fornecimento de oxigênio. O caça segundo um relatório emitido pelo Pentágono em 2017, revelou que o F-35 tinha mais de 270 deficiências, variando de problemas de software a problemas estruturais, mas a variante "I", nomeados "Adir" pela IDF, recentemente incorporada por Israel tem mostrado nas recentes surtidas suas capacidades operacionais.

GBN News - A informação começa aqui
com agências
Continue Lendo...
 

GBN News - GeoPolítica Brasil Copyright © 2012 Template Designed by BTDesigner · Powered by Blogger