terça-feira, 19 de outubro de 2021

Atech entrega o Sistema de Planejamento e Treinamento de Missões da aeronave E-99M

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A Atech empresa do grupo Embraer, concluiu a entrega do MPTS do projeto de modernização das aeronaves de Alerta Aéreo Antecipado da Força Aérea Brasileira, na ALA 2, na cidade de Anápolis – GO. O Teste de aceitação em campo,  instalado nas dependências do 2º/6º GAV – Esquadrão Guardião, ocorreu com pleno sucesso no início deste mês.

O projeto E-99M conduzido pela FAB – Força Aérea Brasileira, através da COPAC – Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate, traz consigo a flexibilização das operações da aeronave e a ampliação das capacidades de vigilância nas áreas de interesse do Comando da Aeronáutica.

Com a integração do MPTS aos sistemas de solo da FAB, o Esquadrão Guardião recebe novas capacidades, agilidade e precisão para atuar em diversos cenários de vigilância, com protagonismo durante as operações. O sistema  também permitirá treinamento em solo, dos integrantes do Esquadrão Guardião, principalmente nas novas capacidades da aeronave, reduzindo o tempo de treinamento em voo que será convertido em missões operacionais.

Além disso, o sistema possui mobilidade, podendo ser transportado com extrema facilidade em caso de necessidade ou operações desdobradas, para o aproveitamento da capacidade plena das aeronaves. A Atech foi responsável por todo o desenvolvimento do MTPS, desde as fases de concepção, especificação de equipamentos e integração de sistemas, até a instalação na ALA 2, em Anápolis, e seguirá sua missão com o treinamento para capacitação operacional e de manutenção em campo e o suporte técnico necessário.

“Uma entrega desta relevância e importância na modernização das capacidades das nossas Forças Armadas, é motivo de orgulho para a Atech, que sempre norteia suas atividades buscando oferecer cada vez mais eficiência e tecnologia na integração de sistemas complexos para as missões críticas, contribuindo com a soberania, segurança e defesa do nosso país”, destaca Giacomo Feres Staniscia, Diretor de Negócios da Atech.  

No projeto de modernização do E-99M, a Atech também atuou no desenvolvimento de vários módulos do sistema de Comando e Controle embarcado, que permite o domínio completo do ambiente de operação, aumentando a consciência situacional e apoiando na tomada de decisão. 


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Incidente com NVe Cisne Branco no Equador

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A Marinha do Brasil (MB) informa que na última segunda feira (18), às 15h (horário de Brasília), durante m
anobra no Rio Guayas, em Guayaquil-Equador, o Navio-Veleiro Cisne Branco colidiu com uma ponte, possivelmente devido ao efeito da correnteza. Um rebocador local, que apoiava o navio, emborcou durante esse movimento. Não houve acidente de pessoal.

No momento, o NVe Cisne Branco encontra-se fundeado em segurança, aguardando disponibilidade de cais para atracação em Guayaquil, onde serão avaliadas as condições de material, mais detalhadamente.

A Marinha do Equador, bem como autoridades locais, vêm prestando total apoio ao nosso Cisne Branco. A MB apura as causas e circunstâncias do acidente.

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“GUARANI NA ARGENTINA” - Conheça melhor o processo de avaliação Argentino

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O GBN Defense vem acompanhando o desenrolar dos processos de avaliações aos quais foram submetidas as viaturas VBTP-MSR 6x6 Guarani, desenvolvido em parceria pelo Exército Brasileiro e a Iveco, os quais são objeto de interesse do Exército Argentino que pretende equipar suas Brigadas Blindadas e Mecanizadas, no âmbito do Projeto Estratégico Vehículo Blindado de Combate a Ruedas (VBCR). Fomos a primeira mídia a revelar a opção Argentina pela viatura brasileira e os últimos testes que o mesmo foi submetido neste ano de 2021.
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eguindo nossa missão de trazer ao nosso público informações e notícias atualizadas e de credibilidade, replicamos aqui um interessante artigo de avaliação técnico-operacional do "Guarani", fruto do trabalho do Capitão Marcelo Eduardo Deotti Júnior e Capitão Alexandre Serio Buscher, originalmente publicado pela revista revista do Centro de Instrução de Blindados “Ação de Choque”.

"VBTP-MSR 6×6 Guarani na Argentina"

Desde meados dos anos 2010, o Exército Argentino (EA) busca o desenvolvimento de projetos para equipar suas Brigadas Blindadas e Mecanizadas. Essa ação tem como principal objetivo garantir melhores condições para o cumprimento de suas missões institucionais. Recentemente, foi aprovada naquele país a lei FONDEF (Fundos de Defesa Nacional) que visa garantir investimento para o desenvolvimento da Indústria de Defesa Argentina.

Nesse contexto, está em andamento o Projeto Estratégico Vehículo Blindado de Combate a Ruedas (VBCR), que visa a modernização, em um primeiro momento, da Brigada de Infantaria Mecanizada X (BrMec X), sediada em Santa Rosa, província de La Pampa. Em seu escopo, consta como principal objetivo a aquisição de uma plataforma para equipar suas unidades em um curto espaço de tempo. Após extensa análise, o Estado-Maior do EA delimitou o universo de seleção, sendo a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média Sobre Rodas (VBTP-MSR) 6×6 Guarani eleita como finalista. A fim de subsidiar o processo decisório, em abril de 2021, foi solicitada ao Exército Brasileiro (EB) a exportação temporária de uma unidade do blindado para a execução de uma avaliação técnico-operacional em solo argentino. 

solicitação foi atendida e o EME determinou que a 2ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (2ª Bda C Mec), Brigada Charrua, selecionasse uma guarnição e uma viatura para a missão. Para isso, foi realizado processo seletivo que levou em consideração a experiência na viatura, testes de conhecimentos e domínio do idioma espanhol. Então, foram selecionados 5 militares e uma viatura do 5º Regimento de Cavalaria Mecanizado (5º RC Mec), sediado em Quaraí-RS.

Face à importância da missão, torna-se relevante entender como foi a sua execução, com a intenção de identificar o seu alcance e consequências. A seguir, serão apresentadas as atividades realizadas e as conclusões obtidas após os inúmeros testes realizados com o blindado brasileiro no período de 25 de maio a 24 de junho de 2021, em Organizações Militares das Forças Armadas da República Argentina.

Seleção de Pessoal e Atividades de Preparação

Para a seleção de pessoal, designado para a missão o Comando da 2ª Bda C Mec elencou como critérios de seleção o currículo do militar, o histórico de emprego com o blindado, o conhecimento das características de operação da VBTP, além do domínio do idioma espanhol. Em consequência, as Organizações Militares da Brigada Charrua detentoras do Produto de Defesa selecionaram militares para os testes da 2ª Bda C Mec. Ao final das avaliações, o 5º RC Mec foi selecionado para enviar pessoal para todas as funções da guarnição: comandante, motorista, atirador e mecânico de chassi.

Além da guarnição do 5º RC Mec, foi designado um oficial do Quadro de Engenheiros Militares que atualmente serve na Comissão de Absorção de Conhecimentos e de Transferência de Tecnologia junto à empresa IVECO Veículos de Defesa (CACT‐TIV), em Sete Lagoas-MG.

Com a seleção de pessoal realizada, foi feita uma extensiva revisão na VBTP. Fruto da diagonal de manutenção rigorosamente em dia, foi identificado que o Guarani selecionado estava totalmente apto para enfrentar os desafios dos testes. Na sequência, foram realizadas atividades de confirmação, como giro técnico, colimação, correção em zero e navegação. Ao término das atividades de preparação, a viatura foi transportada para a guarnição militar de Uruguaiana-RS, local onde ocorreria a passagem na fronteira. A entrada na Argentina ocorreu no dia 24 de maio de 2021.

Além dos militares brasileiros e argentinos, integrantes das empresas IVECO Veículos de Defesa do Brasil e ARES Aeroespacial e Defesa participaram das avaliações. Destaca-se que a missão se desenvolveu em ação conjunta e harmônica entre todos esses elementos, permitindo, assim, extrair o máximo das capacidades do Produto de Defesa apresentado.

Avaliação Técnico-Operacional

A missão dividiu-se em capacitações e avaliações técnico-operacionais. A intenção dos militares argentinos era que seus motoristas e atiradores recebessem treinamentos da viatura para poder executar os testes que não demandassem muita experiência. Com isso, antes de cada fase de avaliação, alguns militares argentinos recebiam instruções dos brasileiros. Após as capacitações, de acordo com o grau de dificuldade de cada teste, a condução do blindado foi alternando-se entre os militares brasileiros, argentinos e o técnico da empresa IVECO, mantendo-se como Comandante do Carro o militar brasileiro.

A avaliação técnico-operacional (Evaluación Tecnica Operacional – ETO) foi dividida em três fases. Cada uma possuía um objetivo específico e foi realizada em cidades e Organizações Militares distintas. Destaca-se que em cada local havia uma estrutura adequada ao tipo de teste. Dessa forma, foi possível verificar os diversos recursos da viatura em terrenos apropriados disponíveis em cada área.

Avaliação Técnico-Operacional 1 (ETO 1)

A primeira fase (ETO 1) tinha como objetivo realizar os testes de dimensão, pesagens, verificações de pressão sobre o solo, tempo de utilização do enchimento automático dos pneus, bem como submeter a viatura a obstáculos em uma pista de cimento preparada com rampas laterais, longitudinais, degraus, fosso, curvas de pequeno raio, entre outros.

A ETO 1 ocorreu no Batallón de Arsenales 602 em Boulogne Sur Mer, província de Buenos Aires. Um ponto interessante é que esse Batalhão possui estrutura que no Brasil se assemelharia a uma mistura de Parque Regional de Manutenção com Arsenal de Guerra. Esses batalhões realizam trabalhos de manutenção de 3º escalão e também aplicam processos modificadores, como por exemplo a revitalização das VBTP M113, dos SK105 e dos VCTP e VBC da família TAM, bem como possuem uma linha de modernização para a VCA Palmaria e, no futuro, para o TAM 2C.

Ao término da ETO 1, ficou constatado que a viatura está de acordo com as especificações técnicas informadas pelo fabricante e seu desempenho na pista surpreendeu positivamente a equipe de avaliadores. O Guarani enfrentou, sem nenhuma dificuldade, todos os obstáculos, inclusive os mais complexos como a rampa de 60%, na qual foram realizadas passagens de frente e de ré sem parar e depois com parada de cinco minutos.

Finalizando as atividades da primeira passagem em Boulogne Sur Mer, foi realizada uma formatura de apresentação de material de emprego militar adquiridos e repotencializados pelo Exército Argentino. Nessa oportunidade, o Guarani e o TAM 2C foram colocados em posição de destaque ao centro do dispositivo. A solenidade contou com a presença, dentre outras autoridades, do Embaixador do Brasil, do Ministro da Defesa da Argentina e do Comandante do Exército Argentino.

O Ministro da Defesa e o Chefe do Estado-Maior Geral do Exército (Comandante do Exército) enfatizaram as capacidades que ali estavam sendo adquiridas e da parceria executiva e política para viabilização do portfólio de programas estratégicos do Exército Argentino.

Foi citada a importância da Lei FONDEF que trata de recuperar capacidades do Exército para que possa cumprir sua missão institucional de garantia da soberania. Além disso, visa impulsionar o desenvolvimento da Indústria de Defesa que, segundo palavras do Ministro, trata-se de uma indústria estratégica, fortemente multiplicadora da atividade econômica e geradora de empregos.

Cabe ressaltar que ambos citaram a vantagem estratégica de adquirir uma viatura da República Federativa do Brasil, explicando que facilitaria o emprego combinado das duas nações, estreitaria laços de cooperação e incentivaria a indústria na América Latina.

Avaliação Técnico-Operacional 2 (ETO 2)

Na sequência, as comitivas brasileira e argentina se deslocaram para a cidade de Pigué, na Província de Buenos Aires, para a realização da segunda fase da avaliação Técnico-Operacional do Guarani.

No Regimiento de Infantería Mecanizado 3 (RI Mec 3) foram realizadas as capacitações de militares argentinos para que pudessem realizar diversas instruções práticas diurnas e noturnas ao longo da semana e executar a maioria dos testes, ficando apenas as rampas de 60% e frenagem para o motorista da IVECO, por solicitação da empresa.

Na ETO 2, foram aplicados testes de todo terreno com obstáculos verticais, rampa vertical, rampa lateral, teste de frenagem a 60 Km/h, transposição de trincheira, entre outros. Todos esses obstáculos eram naturais ou com pequenos aperfeiçoamentos da equipe do Regimento e foram executados com um Grupo de Combate (Grupo de Tiradores) argentino, armado, equipado e aprestado na VBTP.

Além dos obstáculos citados, foram realizados os testes de condução noturna com o Periscópio de Visão Noturna do motorista em um percurso de 20 Km. Teste de autonomia em estrada, autonomia em estrada de terra e autonomia em marcha através campo. Cabe ressaltar que a VBTP apresentou consumo de acordo com o previsto no manual de operações e durante todos os testes, não apresentou qualquer tipo de falha, mesmo enfrentando terrenos com variados graus de dificuldade.

Após esses testes, foi realizado um deslocamento para a Laguna de Las Encadenadas, local onde foi realizada a navegação e condução em terra com motorista escotilhado.

Uma vez mais, o Guarani provou ser uma viatura confiável que supera os obstáculos previstos nos Requisitos Operacionais. Apesar do uso em situações extremas, não foi necessária nenhuma intervenção de manutenção corretiva, sendo a ETO 2 um sucesso.

Avaliação Técnico-Operacional 3 (ETO 3)

As equipes foram deslocadas para a Base Naval de Infantería de Marina (BNIM), em Punta Alta, próximo à cidade de Bahía Blanca (província de Buenos Aires). O Batallón de Vehículos Anfíbios (B VehAnf) ficou responsável pelas atividades nessa região, onde ocorreu a ETO 3.

A finalidade da ETO 3 era realizar testes em terreno arenoso e a avaliação do Sistema de Armas Remotamente Controlado (SARC). Para isso, foi executada a colimação e a correção em zero do REMAX. O teste de tiro consistiu em provas diurnas e noturnas com viatura parada, viatura em rota de aproximação, viatura em rota de afastamento e viatura em deslocamento perpendicular ao alvo, todas com alvos parados. Nessa oportunidade, o Guarani equipado com SARC REMAX alcançou desempenho altamente positivo.

Após a realização dos tiros, foi executada a pista de deslocamento em areia. Foi utilizada uma pista de obstáculos naturais de treinamento de motoristas dos blindados anfíbios dos fuzileiros navais. A VBTP se comportou muito bem e superou o percurso sem nenhuma dificuldade.

Finalizando a ETO 3, ocorreu uma videoconferência (VC) com a presença de várias autoridades argentinas e brasileiras com o intuito de apresentar os resultados. Nessa oportunidade, os oficiais superiores argentinos que acompanharam todas as provas, explicaram como foi o desenvolvimento da ETO e suas conclusões acerca do desempenho do blindado. Como consequência das explanações, ficou explícito que a VBTP atingiu todas as metas e teve uma performance acima da esperada.

Os oficiais argentinos concluíram que a VBTP Guarani é uma opção viável e que se trata de uma excelente escolha para o Programa Estratégico do Exército Argentino.

Após a VC, foi realizada uma demonstração de tiro da VBTP em movimento, dentro de um contexto tático, com escotilhas fechadas e, em seguida, alguns dos tiros da avaliação também foram apresentados.

Para essa atividade, foi constituída uma guarnição com o motorista da IVECO, o atirador da ARES e o Cmt de VBTP do EB.

Ao final, todas as autoridades realizaram uma visitação na viatura e tiveram a oportunidade de realizar o tiro com o REMAX. Além do disparo remotamente controlado, solicitaram para que fosse realizado o tiro em modo degradado, com a torre em modo manual.

A impressão dessa atividade foi altamente positiva e todas as autoridades foram enfáticas na satisfação com tudo que foi demonstrado. Em diversos momentos citaram a importância de haver laços entre os exércitos do Brasil e da Argentina e a possibilidade de exercícios combinados com maior interoperabilidade por meio da aquisição do Guarani.

Encerradas as atividades em Punta Alta, a equipe deslocou-se novamente para Boulogne Sur Mer para realização de algumas avaliações finais. Mais uma vez, transcorreu tudo conforme o previsto e o destaque dessa passagem foi o embarque da VBTP no C130 argentino na Base Aérea de Palomar.

Conclusão

Durante a missão, a comitiva brasileira se deparou com o desafio de apresentar um Produto de Defesa brasileiro, desenvolvido em uma parceria entre o Departamento de Ciência e Tecnologia do EB e a empresa IVECO Veículos de Defesa, além de promover a imagem do Brasil e do EB por meio da conduta de seus integrantes e do desempenho do material nas diversas tarefas.

Todos os testes foram concluídos com louvor, culminando em uma apresentação ao alto escalão do Exército Argentino em videoconferência, concluindo que o blindado possui todos os predicados exigidos e superou as adversidades de maneira que surpreendeu

os avaliadores.

Ao longo de trinta dias de inúmeras atividades de avaliação, apresentações diversas, eventos com autoridades argentinas e algumas solenidades, pode-se concluir que a missão foi coberta de sucesso, alcançando todos os objetivos propostos pelo Exército Brasileiro e pelo Exército Argentino. Essa missão mostra o sucesso do programa Guarani que, com poucos anos de existência, já vem se tornando referência na América do Sul. Foram inúmeras as demonstrações de gratidão e camaradagem ao longo do período, deixando claro que a imagem do Brasil e de sua Força Terrestre foram engrandecidas junto à nação amiga da República Argentina.


Autores:

Cap Marcelo Eduardo Deotti Júnior é atualmente o Oficial de Operações do 5º Regimento de Cavalaria Mecanizado. Possui o Curso de Formação de Oficias de Cavalaria – AMAN (2009); o Curso de Operação da VBE Soc Leopard – CI Bld (2014); o Curso de Operação da VBTP-MSR 6X6 Guarani – CI Bld (2016); e o Curso de Aperfeiçoamento de Oficias de Cavalaria – EsAO (2019).

Cap Alexandre Serio Buscher é atualmente integrante da Comissão de Absorção de Conhecimentos e de Transferência de Tecnologia junto à empresa IVECO. Possui o Curso de Formação de Oficias de Artilharia – AMAN (2009); e o Curso de Aperfeiçoamento do Quadro de Engenheiros Militares (Eletrônica) – IME (2017).

 

Fonte: Centro de Instrução de Blindados - Exército Brasileiro

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quarta-feira, 29 de setembro de 2021

PILOTOS ALEMÃES SERÃO TREINADOS NA ITÁLIA COM A FORÇA AÉREA ITALIANA E A LEONARDO

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Dois pilotos da Força Aérea Alemã estão começando a Fase IV de seu treinamento de voo na aeronave T-346A, na Itália. Os pilotos irão se juntar aos do Catar, que já estão no estágio final do Treinamento Avançado de Introdução para Piloto de Caça na escola italiana.

A International Flight Training School (IFTS) segue recebendo novos estudantes. Dois pilotos da Força Aérea Alemã iniciaram recentemente a fase avançada de seus treinamentos, conhecida como Fase IV ou Treinamento para Piloto de Caça, na 61ª Base Aérea da Força Aérea Italiana, em Lecce Galatina, no Sul da Itália. Isso é em concordância com um acordo firmado entre o General do Esquadrão Aéreo Alberto Rosso, Chefe do Estado- Maior da Força Aérea Italiana, e o Maj. Gen. Klement, Comandante das Unidades de Voo da Força Aérea Alemã.

O treinamento oferecido aos pilotos alemães segue as atividades realizadas pelos pilotos da Força Aérea do Catar que já haviam iniciado no IFTS em junho. Estes últimos concluíram os módulos de treinamento por simulassão tanto no Partial Task Trainer (PTT), quanto no Full Mission Simulator (FMS) - dois dos simuladores ultra-tecnológicos integrados ao sistema de treinamento baseado na aeronave T-346A. Os pilotos já iniciaram o treinamento de instrução em vôo. O acordo entre as Forças Aéreas Italiana e Alemã para serviços de treinamento de vôo avançado prevê a possibilidade de estender a colaboração para a Fase III no futuro, o que leva o cadete à qualificação de piloto militar.

O IFTS é o resultado de uma colaboração estratégica entre a Força Aérea Italiana e a Leonardo, que visa o estabelecimento de um centro de treinamento de voo avançado, uma referência internacional para o treinamento de pilotos militares, particularmente na Fase IV, que corresponde ao Treinamento Avançado de Introdução para Piloto de Caça. Isso inclui também uma parceria industrial entre Leonardo e a CAE para a manutenção e suporte da frota de aeronaves e simuladores. O IFTS é um exemplo de colaboração e sinergia para o país, capaz de atender à crescente demanda dos países parceiros pela formação de seus pilotos. Este projeto reúne duas excelências nacionais: a expertise e a tradição da Força Aérea Italiana e as capacidades de Leonardo no setor de treinamento.

A decisão da Força Aérea do Catar e agora da Força Aérea Alemã de enviar seus pilotos para treinar na Itália no IFTS demonstra o reconhecimento do sistema de treinamento italiano e atesta o potencial deste ambicioso projeto internacional.

Um novo campus mais amplo da IFTS está em construção na Base Aérea de Decimomannu, na Sardenha, uma academia de voo com capacidade para hospedar alunos e equipe técnica, além de acomodações, áreas de lazer, refeitório e instalações esportivas. Sua infraestrutura garantirá a operação da frota de 22 aeronaves M-346 (designadas como T-346A pela Força Aérea Italiana). Todo um edifício abrigará o Ground Based Training System (GBTS), com salas de aula e a instalação de um moderno sistema de treinamento, que se baseia em dispositivos de simulação de última geração.

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domingo, 26 de setembro de 2021

Atuação das Forças Armadas é em prol da sociedade, reforça Ministro da Defesa

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Com a agenda repleta de compromissos no Rio Grande do Sul, o Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, foi recebido, na quarta-feira (22), no Comando Militar do Sul, pelo Comandante da 6ª Divisão do Exército, General de Divisão Rollemberg Ferreira da Cunha, representando o Comandante Militar do Sul, General de Exército Valério Stumpf Trindade. No mesmo dia, o Ministro e a comitiva prestigiaram ações prioritárias para a Pasta da Defesa e as Forças Armadas na capital gaúcha.

Entre os compromissos, o titular da Pasta e sua comitiva acompanharam o trabalho da Engenharia do Exército nas obras de duplicação da BR-116, entre os municípios de Guaíba e Tapes. Foram vistoriados os trabalhos de terraplanagem nas proximidades de Barra do Ribeiro, local a 45 km da capital dos gaúchos. Com o envolvimento de cerca de 300 militares do 1º Batalhão Ferroviário, sediado em Lages (SC), que trabalham dia e noite, a expectativa é a entrega de 10 km até o fim deste ano, somando-se a outros 25 km já concluídos, do total de 50,8 km que cabem aos militares construírem.

O Ministro Braga Netto comentou ter ficado impressionado com o trabalho de terraplanagem que está sendo feito pelos militares. “Isso nos ajuda a manter a tropa de engenharia adestrada, capacitada e a realizar um trabalho em prol da sociedade civil nesta obra, que faz parte de projeto do Ministério da Infraestrutura”, destacou o Ministro.


Da estrada, seguiram para a sede da empresa AEL Sistemas. Essa empresa integra a Base Industrial de Defesa (BID) no Estado, juntamente com outras 12 companhias gaúchas. No mercado desde 1982, a AEL atua em soluções de alta tecnologia com foco nos segmentos de sistemas para aviões, drones, guerra eletrônica e comunicações táticas, entre outros. No portfólio da empresa está, por exemplo, o desenvolvimento de display panorâmico do avião de caça F-39 Gripen.

Ao fim da visita, o Ministro disse estar impactado com o que viu e que o seu papel é contribuir “para facilitar a atuação da indústria de defesa com a retirada de entraves”. Ainda, falou da importância do emprego dual dos produtos de Defesa “que possam ser empregados tanto pelas Forças Armadas quanto para fins civis”.


Antes dos compromissos na estrada e na empresa de produtos de Defesa, o grupo esteve no Museu Militar do Comando Militar do Sul, localizado no preservado Centro Histórico de Porto Alegre, na mesma região onde ficam os quartéis. O Museu, que foi reinaugurado em julho deste ano, conta com 6 mil itens que levam a um passeio pela história do Exército Brasileiro. De lá, participaram de solenidade no 3º Regimento de Cavalaria de Guarda, onde o Ministro Braga Netto teve o primeiro contato com a tropa do Comando Militar do Sul, como Ministro da Defesa.

Na quinta-feira (23), o Ministro e a comitiva seguiram para acompanhar execução de tiro de diversas viaturas, armas e equipamentos e de sistemas de simulação no Campo de Instrução de Santa Maria, organização militar localizada em município com o mesmo nome, a quase 300 quilômetros da capital gaúcha.


Por Margareth Lourenço

Fotos: divulgação/Comando Militar do Sul

Fonte: Ministério da Defesa


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sábado, 25 de setembro de 2021

Ares apresenta morteiro SPEAR ao COTER

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A Ares esteve em Brasília na semana passada, onde apresentou ao Comando de Operações Terrestres (COTER) do Exército Brasileiro o morteiro de recuo atenuado SPEAR –que montado sobre uma viatura fornece as forças terrestres maior mobilidade, letalidade e precisão uma vez que se enquadra em uma ampla gama de cenários operacionais. 

A apresentação contou com a participação do representante pelos sistemas de Morteiros da Elbit Systems Land, uma das empresas líderes mundiais no fornecimento de sistemas de Defesa, da qual a Ares faz parte desde 2010.

A comitiva da Ares foi recebida pelo Chefe do Centro de Doutrina do Exército, General de Divisão Sérgio Luiz Tratz, e representantes do Departamento de Ciências e Tecnologia (DCT), Diretoria de Material (DMAT), Escritório de Projetos do Exército (EPEx) e Estado Maior do Exército (EME). 

O COTER tem como missão orientar e coordenar o preparo e o emprego da Força Terrestre, em conformidade com as políticas e diretrizes estratégicas do Exército e do Estado-Maior do Exército.

O objetivo da visita ao COTER foi apresentar a Ares e suas capacidades instaladas no Brasil, os programas e projetos que a empresa tem participado em parceria com o Exército Brasileiro, as características e vantagens do SPEAR, e os “cases” de transferência de tecnologia e incrementado índice de nacionalização nos seus projetos.

A empresa evidenciou ainda as vantagens na aquisição de um sistema provado em combate em outros exércitos, que acumula mais de 1000 (hum mil) sistemas em uso em outros exércitos, com o apoio de uma empresa subsidiária sediada no Brasil, e a possibilidade de replicar o modelo de Suporte Logístico do REMAX que é reconhecido como um modelo sucesso e vem garantindo altos índices de disponibilidade do equipamento na Tropa. 

A Ares enfatizou ainda que o grupo tem vasta experiência em programas que contemplam transferência de tecnologia e no caso da munição para morteiros de 120 mm, está apta a transferir conhecimento de fabricação para as granadas de morteiro, e identifica a IMBEL como uma possível parceira nessa área de atuação.

Atualmente, a Ares vem apoiando o Centro tecnológico do Exército (CTEx) e a IVECO nos estudos de integração do sistema na viatura VBC Mrt no âmbito do Programa Guarani.

A primeira versão do morteiro da família CARDOM foi apresentado no stand da Ares na edição de 2011 da feira de Defesa e Segurança LAAD. Em 2019 foi apresentada a versão mais moderna do sistema, contemplada coma solução para municiamento semi-automático, que reduz significativamente o desgaste dos militares no uso do sistema.

Em 2019 o Exército Brasileiro enviou uma comitiva liderada pelo comandante do Exército à época, o General de Exército Leal Pujol, que presenciou a demonstração dos Sistemas SPEAR e ATMOS em uso no deserto de Neguev. 

Hoje, a Ares como parceiro do Exército nos projetos estratégicos e membro integrante do grupo Elbit Systems, atua como principal canal de acesso entre o Exército Brasileiro e as tecnologias da divisão terrestre do grupo – Elbit Systems Land. Além do morteiro SPEAR apresentado nessa oportunidade, a Ares vem trabalhando na promoção da solução de artilharia propulsada do grupo, o sistema ATMOS.


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Com informações da Rossi Comunicação

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Ministro da Defesa conhece capacidades e produtos estratégicos da AEL Sistemas

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O Ministro da Defesa, Walter Braga Netto, esteve na quarta-feira, dia 22, na AEL Sistemas, empresa brasileira dedicada ao desenvolvimento, fabricação, manutenção e gestão logística de sistemas eletrônicos para aplicações militares e aeroespaciais. Durante a visita, o Ministro teve a oportunidade de conhecer os diversos equipamentos desenvolvidos pela empresa, entre eles a mira tática Red Dot GUARÁ, que está sendo entregue ao Exército Brasileiro.

Nesta oportunidade, o Ministro Braga Netto recebeu uma unidade da mira GUARÁ. O Ministro também conheceu os laboratórios da AEL, onde são desenvolvidos e testados os produtos que fazem parte dos Programas Estratégicos das Forças Armadas, como é o caso do WAD (display panorâmico inteligente), e o display integrado ao capacete (HMD) que compõem o novo caça da FAB, o F-39 Gripen. Também foi possível conhecer o desenvolvimento e produção de alguns dos sistemas aviônicos destinados à nova aeronave KC-390 da FAB, onde a AEL é fornecedora de cinco diferentes sistemas.

Ao Ministro Braga Netto também foram apresentadas as ações sobre o desenvolvimento do Sistema Link-BR2, um sistema de Data Link tático para tráfego de informações em tempo real entre aeronaves e estações de solo.

Durante a visita, a AEL apresentou as Aeronaves Remotamente Tripuladas (ARPs) Hermes 450 e 900, nas quais a empresa é responsável pelo fornecimento e suporte logístico, que inclui o reparo de componentes, fornecimento de consumíveis e de peças de reposição, além da disposição, em tempo integral, de uma equipe de técnicos e engenheiros altamente qualificados atuando em conjunto ao Esquadrão Hórus (responsável pela operação do equipamento na Força Aérea Brasileira).

No que tange o Exército Brasileiro, foram apresentados os equipamentos eletro-ópticos utilizados pelo Programa SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), assim como o programa RDS-Defesa (Rádio Definido por Software), um projeto liderado pelo Centro Tecnológico do Exército – CTEx e de responsabilidade do Ministério da Defesa em que a AEL Sistemas atua como contratada principal em conjunto com seus parceiros Kryptus e CPQD. Outra solução apresentada ao Ministro foi o Sistema Torch-X Dismounted, que foi avaliado recentemente pelo Exército para emprego no projeto COBRA (Combatente Brasileiro).

Ao final da visita, o Ministro da Defesa destacou que escolheu visitar a AEL Sistemas porque “trata-se de uma empresa referência nacional e internacional no setor de Defesa”. Ele ainda comentou que seguirá empenhado em fomentar o setor de Defesa.

“Trabalhamos pensando no país, especialmente, nas três Forças Armadas e no Ministério da Defesa, que precisam de uma indústria forte”.

Durante o encerramento da visita, o Ministro Braga Netto, dirigiu algumas palavras ao time da AEL Sistemas, salientando a relevância da empresa no contexto de Defesa do Brasil, assim como a importância que ele enxerga na necessidade de desenvolvimento e retenção de talentos da indústria de Defesa nacional.


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Com informações da AEL Sistemas

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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Rolls-Royce foi escolhida para substituir os motores do B-52

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A USAF (Força Aérea dos EUA)concedeu à Rolls-Royce um contrato IDIQ (tempo e quantidade indeterminados) estimado de US$ 500 milhões ou mais com um período base de seis anos para substituir os motores dos bombardeiros B-52, de substituição com um prêmio total potencial superior a 2 bilhões de dólares e 608 motores, mais peças sobressalentes, se todas as opções forem exercidas.

O GBN falou deste programa: Aposentadoria? B-52H receberá novos motores e vai operar até 2050.

O Departamento da Força Aérea concedeu um contrato de $ 2.604.329.361 para a Rolls-Royce Corporation, Indianapolis, Indiana, para motores comerciais derivados militares B-52H Stratofortress.

O contrato de concessão única competitivo prevê 608 motores comerciais derivados militares, mais motores sobressalentes, equipamento de suporte associado e dados de engenharia comercial, incluindo atividades de sustentação, para serem usados ​​na frota de bombardeiros B-52H.

O motor Rolls-Royce F130 substituirá o TF33-PW-103, que alimenta o B-52 desde 1960, e está projetado para não ser mais suportável após 2030. O fabricante do equipamento original do B-52, Boeing, é responsável por integrar os motores na aeronave. A Força Aérea planeja finalizar as atividades de integração e entregar o primeiro lote de aeronaves B-52H modificadas até o final de 2028.

“O B-52 CERP (Commercial Engine Replacement Program, programa de substituição por motor comercial) é uma atualização complexa que não apenas atualiza a aeronave com novos motores, mas atualiza a cabine de comando, suportes e nacelas ”, disse o brigadeiro. Gen. John Newberry , oficial executivo do programa de bombardeiros da Força Aérea.

“Nossos esforços atuais de prototipagem digital virtual estão nos dando a oportunidade de integrar os motores e outras mudanças ao B-52 antes de fazer qualquer modificação física. Isso nos permitiu desenvolver a solução com melhor custo-benefício e, ao mesmo tempo, reduzir o tempo entre o conceito e a produção ”.

O B-52H é um bombardeiro pesado de longo alcance que pode realizar ataques estratégicos, suporte aéreo aproximado, interdição aérea, contra-aviões ofensivos e operações marítimas. O bombardeiro é capaz de voar em altas velocidades subsônicas em altitudes de até 50.000 pés. Pode transportar ordenanças convencionais guiadas com precisão nuclear ou com capacidade de navegação de precisão mundial.

Espera-se que os novos motores dos B-52s permaneçam no B-52H até pelo menos 2050, aumentem a eficiência do combustível, aumentem o alcance, reduzam as emissões de hidrocarbonetos não queimados e reduzam significativamente os custos de manutenção.

“O Programa de Substituição do Motor Comercial B-52 é a atualização mais importante e abrangente para o B-52 em mais de meio século”, disse o General Jason Armagost , diretor de Planos Estratégicos, Programas e Requisitos do Quartel-General da Força Aérea Global Strike Comando , Base da Força Aérea Barksdale , Louisiana. “O B-52 é o carro-chefe da força de bombardeiros do país e essa modificação permitirá que o B-52 continue sua missão crítica convencional e de impasse até 2050.”

Os dois primeiros B-52s totalmente modificados têm previsão de entrega até o final de 2025 e serão submetidos a testes em solo e em vôo. O primeiro lote de B-52s operacionais com os novos motores está projetado para entregar até o final de 2028 com toda a frota modificada até 2035.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

50 anos do Lynx - Conheça a história do Lynx na Marinha do Brasil

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Foto: Angelo Nicolaci - GBN Defense

Há 50 anos o primeiro protótipo do helicóptero Westland WG.13 alçava voo pela primeira vez, o protótipo XW835 decolou de Yeovil, no Condado de Somerset na Inglaterra, no dia 21 de março de 1971. O “Lynx” pintado na cor amarela iniciava ali a gênese de uma das mais fantásticas e icônicas aeronaves de asas rotativas, que até hoje continua evoluindo, mantendo suas garras bem afiadas, tornando-se os olhos e ouvidos dos navios de escolta em várias partes do mundo.

O audacioso programa de desenvolvimento buscava atender o nicho de mercado para helicópteros utilitários, com suas características e desempenho chamando a atenção do mercado militar, onde o projeto ganhou notoriedade e se tornou um marco da indústria aeronáutica militar britânica, dando origem a diversas variantes, destinadas a cumprir um grande leque de missões, seja em operações navais ou operações sobre terra, o “Lynx”  atuou em vários teatros de operações ao longo dos mais de 40 anos de serviço com exército britânico e a Royal Navy (Marinha Britânica), com seu batismo de fogo acontecendo aqui no Atlântico Sul, durante a Guerra das Malvinas/Falklands.

O “Lynx” detém ainda hoje o título de helicóptero mais rápido do mundo em sua categoria, sendo extremamente manobrável. A aeronave criada pela britânica Westland Helicopters, superou as expectativas e permanece ainda hoje em sua mais recente versão como uma aeronave naval letal, confiável e no “estado-da-Arte”.

Na Marinha do Brasil o “Lynx” se tornou um ícone inconteste há quase 43 anos, com sua história se fundindo a do esquadrão que foi criado exatamente para operá-lo, o 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (EsqdHA-1 “Lince”). 

O Lynx e o Brasil: Conhecendo sua história

A história do “Lynx” no Brasil surgiu no final dos anos sessenta, época em que a Marinha do Brasil passava por um período de renovação da esquadra, e elaborava os requisitos de projeto dos seus novos escoltas, o que resultou nas fragatas da Classe Niterói.

Há época, o “Lynx” estava em fase final de desenvolvimento, sendo parte de uma nova doutrina de emprego, com a Royal Navy começando a introduzir novos conceitos na aviação naval, onde o “Lynx” surgia como aeronave padrão do sistema de armas de seus novos navios de escolta. Dentro da nova doutrina, a aeronave passava a atuar como extensão do sistema de armas do navio, ampliando o alcance dos sensores e a oferecendo maior capacidade de esclarecimento e resposta dos escoltas frente as ameaças no teatro de operações ao qual operava. Este novo conceito em desenvolvimento chamou atenção do Comando da Marinha do Brasil, a qual possui grande similaridade no que diz respeito a doutrina de emprego do poder naval com a britânica Royal Navy.

Assim, uma das exigências colocadas entre os requisitos da nova classe de escoltas Brasileiras, era ter capacidade de operar com helicóptero de pequeno/médio porte que se integrasse ao sistema de armas do navio e que o mesmo tivesse hangar para operar com aeronave orgânica. Após um criterioso estudo, a Marinha do Brasil optou pela aquisição por construção de seis fragatas baseadas no projeto Vosper Mk.10, assinando o contrato com estaleiro Vosper Thornycroft em setembro de 1970, dando origem a Classe Niterói.

Primeiro voo do "Lynx"

Ainda no âmbito da aquisição das novas fragatas, os britânicos atentos as necessidades e requisitos brasileiros, ofertaram através da Westland o Westland WG.13 “Lynx” (Como era denominado o “Lynx” durante o desenvolvimento), como resposta aos requisitos brasileiros, sendo este um dos mais recentes desenvolvimentos de sua indústria.

O “Lynx” ainda nem havia realizado seu primeiro voo, mas as características e capacidades oferecidas pela aeronave despertaram o interesse brasileiro, levando a Marinha do Brasil a apostar no binômio Vosper MK.10/Westland WG.13 “Lynx” como resposta para o reaparelhamento da esquadra e a concepção de uma nova doutrina de emprego que garantiria capacidades inéditas, projetando o poder naval brasileiro a um nível nunca antes alcançado.

SAH-11 "Lynx", a primeira versão operada pela Marinha do Brasil

Juntamente com a definição do projeto que daria forma a classe Niterói, foram encomendados inicialmente nove aeronaves Westland WG-13 Lynx, que a época ainda não havia tido nem o primeiro protótipo construído, o qual só viria a tomar forma e realizar seu primeiro voo no ano seguinte.

Um dos fatores que contribuíram para definição do “Lynx” como aeronave orgânica das novas fragatas brasileiras, era o fato da mesma ter sido projetada exatamente para operar embarcadas em fragatas do projeto Vosper Mk.10 dentre outros projetos britânicos, o que dispensaria qualquer necessidade de adaptações ao projeto do navio para acomodar a nova aeronave, e principalmente a integração aos sistemas do navio. A Marinha do Brasil foi o primeiro cliente de exportação do Lynx, fato que coloca o Brasil como um importante protagonista nesses 50 anos do primeiro voo do Lynx.

A aquisição dos novos meios levou a necessidade de criar uma estrutura para atender o novo conceito de emprego do poder naval através das aeronaves embarcadas nas fragatas da Classe Niterói. Assim, em 15 de maio de 1978 foi criado o 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque Antissubmarino (denominação inicial do EsqdHA-1, a qual foi alterada em 1997 para 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque), que inicialmente estava ocupando as instalações do EsqdHS-1, enquanto as novas instalações do esquadrão, apelidada de “Toca dos Linces”, não ficava pronta. O esquadrão passou a receber os primeiros exemplares do Westland “Lynx” Mk.21 ainda no primeiro semestre daquele ano.

A variante adotada inicialmente pela Marinha do Brasil foi a Mk.21 “Sea Lynx”, denominados aqui como SAH-11 “Lynx”, sendo a versão de exportação que tinha como base a variante britânica HAS Mk.2. Esta variante era a inicial de produção para a Royal Navy (Marinha Real Britânica e a marinha francesa.


Os novos “Lynx” Mk.21 eram capazes de realizar missões de ataque  de superfície (ASuW), equipados com quatro mísseis “Sea Skua”, além da capacidade de guerra antissubmarino (ASW), contando para esta missão com dois torpedos e cargas de profundidade, neste perfil operando vetorados pelos sensores das fragatas.

O Esquadrão foi finalmente ativado em 17 de janeiro de 1979, neste período a esquadra já contava com três fragatas da Classe Niterói incorporadas, porém, ainda sem contar com elemento aéreo orgânico. O primeiro pouso de um “Lynx” a bordo de uma fragata classe Niterói, ocorreria apenas em 20 de março do ano seguinte, no convoo da fragata “Constituição” (F42).

Inicialmente o “Lynx” era operado exclusivamente pelas fragatas Classe “Niterói”, o que perdurou até o princípio da década de noventa, com a chegada das fragatas Type-22, a Classe “Greenhalgh”, o EsqdHA-1 “Lince” passou a operar também a bordo destas fragatas, ampliando o emprego dos “Lynx” a outros navios de escolta, incluindo os saudosos Contra-torpedeiros da Classe “Pará”, além operar a bordo das corvetas Classe “Inhaúma” e a corveta da Classe “Barroso”, representando um desafio superado, com o convoo destas classes sendo os menores no mundo homologados para operar aeronaves da classe do “Lynx”.


O SAH-11 “Lynx” da Marinha do Brasil, foi a primeira aeronave de asas rotativas a introduzir misseis ar-superfície na América Latina, com o míssil “Sea Skua” da MBDA representando uma nova era nas capacidades de combate aeronaval, conferindo uma solução ímpar de ataque às fragatas brasileiras. Como curiosidade, o batismo de fogo do “Lynx” ocorreu com os britânicos durante a Guerra das Malvinas/Falklands, com envio de 24 aeronaves Lynx HAS Mk2 da Royal Navy realizando inúmeras surtidas e ataques contra as forças argentinas, marcando também o primeiro emprego em combate dos mísseis “Sea Skua”, que fizeram naquele conflito suas primeiras vítimas.

O Super Lynx

A Marinha do Brasil nos anos 90 identificou a necessidade de ampliar as capacidades do EsqdHA-1, principalmente após a incorporação de novos navios de escolta, como as fragatas Type-22 adquiridas junto à Royal Navy, e a incorporação das novas corvetas da Classe Inhaúma, entregues entre 1989 e 1994. O aumento da força de superfície, somados as perdas sofridas pelos “Lynx” desde sua entrada em serviço, levaram a decisão de adquirir novos exemplares da aeronave em 1995, desta vez a nova variante denominada Agusta/Westland Mk.21A “Super Lynx”.

O “Super Lynx” era mais avançado que seu antecessor, trazendo importantes inovações, como os novos motores GEM-42 e o radar Seaspray 3000 com cobertura em 360° sob o nariz, dando novas capacidades ao EsqdHA-1, que entre 1992 e 1996 contava apenas com cinco aeronaves remanescentes da primeira variante operada pela MB (os cinco exemplares sob registro N-3021, N-3023, N-3025, N-3026 e N-3027).

Foto: Luiz Padilha

O primeiro AH-11A “Super Lynx”, sob registro N-4001 chegou ao Brasil em 9 de setembro de 1996, seguido pelo segundo lote de duas aeronaves (N-4002 e N-4003) em 27 de janeiro de 1997, o terceiro lote com outro par de aeronaves (N-4004 e N-4005) foi recebido em 26 de fevereiro de 1997, as aeronaves N-4006 e N-4007 foram entregues em 21 de julho de 1997 e os dois últimos exemplares, N-4008 e N-4009 chegaram a Macega no dia 11 de agosto de 1997. Posteriormente, os cinco AH-11 “Lynx” remanescentes foram modernizados, sendo elevados ao padrão AH-11A “Super Lynx”, com EsqdHA-1 passando a contar então com 14 aeronaves do tipo em seu inventário.

Como todo sistema de armas, a plataforma do “Super Lynx” brasileiro (Mk.21A) não parou no tempo, introduzindo diversos melhoramentos ao longo de seu ciclo operacional. Entre essas melhorias implementadas aos AH-11A brasileiros, em março de 2003 foram adquiridos e instalados kits de tanques-suplementares para ampliar a autonomia de voo das aeronaves. O novo sistema aumentou em 300kg a capacidade de combustível do “Super Lynx”, o que representou um ganho de aproximadamente uma hora de voo em sua autonomia.


Em 2009, os “Linces” receberam novas atualizações, passando a contar com uma torreta FLIR Star SAFIRE III na parte superior do nariz. O “Super Lynx” passou a empregar novos armamentos, com variadas configurações. Entre as opções poderia receber duas metralhadoras FN Herstal MAG calibre 7,62 mm ou M3M (GAU-21) calibre 12.7 mm (.50) nas portas laterais para missões de patrulha e interdição, além dos mísseis ar-superfície MBDA “Sea Skua” para emprego contra alvos de superfície. Apesar de não ser sua missão principal, o AH-11A também poderia empregar torpedos e cargas de profundidade para atacar submarinos se vetorados pelas fragatas conforme já citamos anteriormente. O sistema de navegação e busca de alvos era feito pelo radar Marconi Seaspray Mk.3000 instalado na parte inferior do nariz.

“Lince Selvagem” a nova geração Wild Lynx

A última variante do “Lynx” conhecida como “Wild Lynx”, começa esta entrando em operação, com oito células originalmente construídas no padrão “Super Lynx” sendo elevadas a nova variante, a qual introduz diversos melhoramentos e modificações, com as células sendo submetidas a um extenso programa de modernização realizado pela unidade da Leonardo em Yeovil, no Condado de Somerset na Inglaterra, o berço dos Lynx.

WildLynx a mais moderna aeronave de esclarecimento e ataque naval do continente - Foto: Angelo Nicolaci - GBN Defense
 

Os motores LHTEC CTS800-4N representam um importante ganho em termo de confiabilidade, segurança e desempenho. Segundo o Capitão de Fragata Bruno Tadeu Villela, Comandante do EsqdHA-1, a nova motorização adotada pelo “Wild Lynx” representa um ganho de aproximadamente 40% em potência à aeronave, que entrega 1,563hp de potência, além de se tratar de um motor de arquitetura moderna, a qual reduz o trabalho da equipe de manutenção, resultando no menor custo hora/voo e maior índice de disponibilidade da aeronave.

Oito células do AH-11A “Super Lynx” foram selecionadas para passar pelo processo de modernização, fruto do contrato firmado em 2014 com a Agusta/Westland (hoje Leonardo). Dentre os pontos críticos mais relevantes do programa, está a substituição dos motores Rolls-Royce GEM-42 de 1.120hp, pelos motores LHTEC CTS800-4N da joint-venture composta pela Rolls-Royce e Honeywell, uma nova e moderna suíte aviônica baseada na arquitetura de cabine “Full Glass Cockpit”, compatível com Óculos de Visão Noturna (OVN), um novo processador tático, sistema de navegação baseado em satélite, Sistema de prevenção de colisões (TCAS), sistema de identificação automático (AIS), sistema RWR integrado com dispensadores de contra medidas, além de um novo guincho de resgate acionado eletricamente.

Capitão de Fragata Bruno Tadeu Villela, Comandante do EsqdHA-1

A nova cabine “Full Glass Cockpit” traz avanços tecnológicos que reduzem a carga de trabalho para tripulação, e diferente de muitos projetos de modernização ou integração de configurações “Glass Cockpit”, seu layout respeita a disposição de instrumentos encontrada no AH-11A, onde o gráfico e disposição remetem aos mesmo que haviam no “Super Lynx”, com isso reduzindo o tempo necessário para adaptação dos tripulantes na nova aeronave, além de proporcionar melhor interface homem/máquina, com conforto e importante ganho em segurança operacional.

O “Wild Lynx” já vem com a cabine equipada para operar com Óculos de Visão Noturna (OVN), mas o equipamento ainda levará algum tempo até ser objeto de qualificação das equipagens de voo, pois no atual cenário operativo, os navios de escolta hoje em operação, não contam com sistemas de operação noturna com uso de OVN, o que não coloca a qualificação das tripulações em voo com OVN uma prioridade.

No horizonte não muito longínquo, com a construção das novas fragatas da Classe “Tamandaré”, a qualificação em operações noturnas com uso de OVN será uma realidade com a incorporação e entrega das novas fragatas ao setor operativo da Esquadra, tendo em vista que a configuração destas escoltas conta com sistema de operação noturna que possibilita o emprego de óculos de visão noturna.

                                                                                                                                                                                               Foto: Angelo Nicolaci - GBN Defense

As “garras” do Lince continuam afiadas, e devem passar a integrar novos armamentos, com o “Sea Skua” podendo dar lugar aos modernos e letais mísseis israelenses Rafael Spike-ER, com as negociações para aquisição e integração do novo armamento bem adiantadas.

Atualmente já chegaram à Macega quatro exemplares da variante “Wild Lynx”, das quais duas (N-4001 e N-4004) já estão em operação, enquanto o AH-11B N-4005 está na fase final do processo de avaliações e aceitação, e o quarto exemplar (N-4003) em fase final de montagem para iniciar o processo de avaliação e aceitação. Outras quatro células já estão em Yeovil onde estão sendo submetidas ao programa de modernização, devendo em breve concluir o processo previsto pelo programa.

Ainda não há qualquer previsão no horizonte para substituição do “Lynx” como aeronave orgânica da Marinha do Brasil em suas escoltas, com EsqdHA-1 “Lince” no meio do processo de recebimento da mais moderna variante do “Lynx”, a qual continuará sendo os olhos e as garras da força de superfície da Marinha do Brasil.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN Defense, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio, leste europeu e América Latina, especialista em assuntos de defesa e segurança. Membro honorário da "Ordem do Lince".

MATÉRIA TAMBÉM PUBLICADA NA EDIÇÃO DE "A MACEGA", REVISTA DA FORÇA AERONAVAL BRASILEIRA


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Royal Navy vai desenvolver um substituto para os Astute

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Em seu site oficial, a Royal Navy anunciou que escolheu as empresas para desenvolver a nova classe de submarinos nucleares, SSN-R (SSN-Replacement), que deverão substituir os atuais submarinos da Classe Astute.

BAE Systems, Babcock e Rolls-Royce realizarão trabalhos de concepção e design para os submarinos da Marinha Real.

Foram assinados dois contratos, num total de £170 milhões (cerca de 1 bilhão de reais) para o desenvolvimento da nova geração de submarinos nucleares ingleses.

Com o anúncio de que a Austrália deve adquirir submarinos nucleares junto à Inglaterra e aos EUA, já existem especulações de participação australiana e/ou americana no desenvolvimento do SSN-R, mas ainda não há confirmação oficial de tal acordo.

O desenvolvimento do SSN-R foi anunciado pouco depois do plano de investimentos em Defesa, totalizando mais de £24 bilhões nos próximos anos, o projeto grande aumento após vários anos de cortes nos investimentos.

Por Renato Oliveira

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Argentina vai de JF-17?

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Ao que parece, a Argentina escolheu o JF-17 para ser seu novo caça, algo que o GBN já suspeitava. Resta saber como contornar os embargos britânicos ao negócio; o mais provável é que, assim como foi feito com os JL-8 da Bolívia, seja oferecida uma versão personalizada, sem componentes ingleses, como o assento ejetor.

No dia de ontem, foi publicado que o Congresso argentino recebeu uma solicitação de recursos da ordem de 664 milhões de dólares, dos quais 20 milhões são para infraestruturas, o que provavelmente seria o bastante para adquirir 12 unidades do JF-17, cujo preço unitário médio deve ser da ordem de 50 milhões de dólares.

Como já comentamos no GBN, a situação da Aviação de Caça da Argentina é bastante preocupante, com a FAA (Força Aérea Argentina) dispondo apenas de um punhado de A-4 Skyhawk, e o COAN (Comando Aéreo Naval) dispondo apenas de um punhado de Super Étendard.

Embora a solicitação ao Congresso não signifique, necessariamente, que o negócio foi fechado, é um forte indicador de que a escolha foi feita, e em em vista dos antigos atritos com o Chile voltando à tona, pode-se dizer que o momento é muito propício para a aquisição.

*Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

FAB vai receber mais quatro caças Gripen este ano

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A sueca Saab anunciou que pretende entregar mais quatro exemplares do F-39E Gripen à Força Aérea Brasileira no final deste ano, evento previsto para novembro. Duas aeronaves já estão prontas e outras duas unidades estão em fase final de produção na unidade da Saab em Linköping, segundo afirmou o vice-presidente de marketing e vendas da área de negócios aeronáuticos da Saab, Mikael Franzén, em entrevista ao Valor.

O primeiro exemplar brasileiro do Gripen E continua em processo de certificação no Brasil, onde desembarcou há quase um ano para o programa de certificação. Os dois exemplares serão transportadas de navio, assim como o primeiro exemplar. Esta opção de translado por via marítima foi definida no fim de novembro entre a FAB e a Saab. Por questões de segurança, o lote de quatro aeronaves virão separadas, com outras duas transladadas numa data posterior.

“Temos um simulador integral de voo em Gavião Peixoto (SP), o único fora da Suécia, e estamos apoiando a FAB na introdução das aeronaves. Um piloto de testes está aqui em Linköping agora mesmo, trabalhando com a nossa equipe, há dois pilotos de testes da FAB e outros dois da Embraer no interior de São Paulo”, disse o executivo, ressaltando que o pacote não envolve apenas a entrega dos equipamentos.

“Quando se fala de um caça, não é exatamente como comprar um carro. Compra-se a manutenção, as armas, os simuladores, o treinamento. Também estão sendo treinados cinco pilotos operacionais.”



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Com informações do "Valor"





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