domingo, 25 de setembro de 2016

Armênia exibe sistema Iskander-E em desfile militar

Na última quarta-feira (21) a Armênia realizou o seu tradicional desfile do Dia da Independência, e surpreendeu ao apresentar seus recém adquiridos sistemas de armas, incluindo o sistema de mísseis balísticos de curto alcance de origem russa 9K720 Iskander.

A revelação torna a Armênia o primeiro cliente de exportação para o sistema russo. Dois lançadores e dois veículos de recarga do sistema "Iskander" foram exibidos durante o desfile.

Outros equipamentos modernos recém adquiridos presentes ao desfile incluiu os sistemas LMR (Lançador Múltiplo de Foguetes) 9K58 Smerch, sistemas de guerra eletrônica "Infauna" e um par de sistema de defesa aérea Buk, embora sem quaisquer mísseis. A Armênia também desfilou maior parte de seu inventário, incluindo os sistemas de defesa aérea S-300, WM-80, mísseis balísticos R-17 "Scud" , SRBMs 9M79 Tochka  e outros.

O presidente da Armênia, Serge Sargsyan, e o ministro da Defesa Seyran Ohanyan, têm sugerido desde o último ano que o sistema Iskander tinha sido entregue a Armênia, mas esta é a primeira confirmação que realmente a mesma possui tal sistema em seu inventário.

Em fevereiro de 2015 fontes russas informaram uma listagem dos sistemas de armas que a Armênia estaria comprando junto á Rússia. Embora o LMR 9K58 Smerch estivesse nesta lista, os sistemas Iskander e Buk não haviam sido relacionados.

A Rússia provavelmente entregou em sigilo a Armênia uma divisão do sistema Iskander, que provavelmente inclui 4 veículos lançadores e outros remuniciadores. Uma fonte sugere que a aquisição do sistema de mísseis foi destinado a impedir que o Azerbaijão atacasse os principais centros da Armênia, que tem sido vitima de ameaça por militares do Azerbaijão. O Iskander - E é o padrão de exportação do sistema Iskander, e possui uma carga útil de 480 kg, com uma vasta opção de ogivas, com alcance de cerca de 280 km e apresentando uma precisão de 10 metros.

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Aeronaves russas e sírias bombardeiam acampamento em Aleppo retomado por rebeldes

Forças russas e sírias bombardearam neste domingo um acampamento estratégico no norte de Aleppo, depois de perderem o controle sobre o local durante a noite, afirmaram rebeldes e o Exército sírio.
Segundo os rebeldes, o Exército usou armas mais poderosas na tentativa de recuperar Handarat, um campo de refugiados palestinos a poucos quilômetros do norte de Aleppo, localizado em um terreno elevado com vista para uma das principais estradas de Aleppo e ocupado durante anos pelos rebeldes.
"Retomamos o acampamento, mas o regime o incendiou com bombas ... Fomos capazes de protegê-lo, mas o bombardeio destruiu nossos veículos", disse o comandante Abu al-Hassanien em uma sala de operações rebelde que inclui as principais brigadas para combater o ataque do Exército sírio.
O Exército, auxiliado por milícias apoiadas pelo Irã, pelo grupo xiita libanês Hezbollah e uma milícia palestina, reconheceu a retomada de Handarat pelos rebeldes no sábado.
"O Exército sírio está mirando nas posições de grupos armados no acampamento de Handarat", disse uma fonte militar, segundo a mídia estatal.
O Exército anunciou na quinta-feira o início de uma nova e importante campanha militar para recuperar Aleppo, intensificando os ataques e o uso de armas poderosas no que os rebeldes chamam de campanha de "choque e pavor" que visa à devastação.
De acordo com os rebeldes e moradores, aviões russos continuaram ressoando em áreas residenciais de Aleppo, derrubando edifícios.

O ataque a Aleppo, onde mais de 250.000 civis estão encurralados, pode ser a maior batalha em uma guerra civil que já matou centenas de milhares de pessoas e deixou 11 milhões de desabrigados.

Fonte: Reuters

sábado, 24 de setembro de 2016

Forças russas poderão em breve destruir alvos no espaço

Um novo míssil interceptor de longo alcance, capaz de destruir alvos que estejam fora da atmosfera, será futuramente integrado ao arsenal das Forças de Defesa Aeroespacial da Rússia.
Isso permitirá, segundo o vice-comandante das forças, tenente-general Víktor Gumenni, que qualquer tarefa imposta pelo Comandante Supremo e pela pasta da Defesa às Forças de Defesa Aérea e às Forças de Defesa contra Mísseis Balísticos seja executada dentro dos prazos estabelecidos.
As primeiras referências ao novo míssil interceptor de longo alcance surgiram no final de 2015, depois da realização bem-sucedida de testes. A imagem do aparato em um contêiner de transporte e lançamento apareceu então no calendário corporativo do consórcio Almaz-Antey.
O novo míssil russo permanece, porém, sob grande sigilo, e não se sabe sequer seu nome exato.
Segundo os projetistas, um novo motor deverá transformá-lo no mais rápido entre todos os mísseis disponíveis em arsenais estrangeiros.
Quatro décadas de evolução
A história dos interceptores russos, capazes de brecar mísseis balísticos e satélites, teve início há 40 anos. Já naquela época, os projetistas previram que a ameaça representada pelo potencial nuclear do inimigo poderia ser reduzida a zero contrapondo-o com um escudo antimíssil.
Para eliminar a possibilidade de minar a paridade nuclear existente entre as superpotências, a União Soviética e os Estados Unidos assinaram, em 1972, um acordo que limitava as possibilidades de criação de sistemas nacionais de defesas antimísseis.
Ambos os países só poderiam distribuir os equipamentos por uma área geograficamente limitada, e a União Soviética optou por proteger Moscou com o chamado “guarda-chuva” nuclear do modelo 53T6 (“Gazelle”, na classificação da Otan).
O princípio de seu funcionamento era o mesmo que o dos norte-americanos – um míssil de combustível sólido, de alguns metros, equipado com uma ogiva nuclear.
Porém, o desempenho da versão soviética o tornava único: possuindo massa de 10 toneladas e motor potente, o míssil alcançava uma altitude de 30 km em 5 segundos; já a carga nuclear de 10 quilotons, era detonada na estratosfera e atingia as ogivas dos mísseis balísticos do inimigo.
Mais importante ainda era o potencial de modernização previsto pelos criadores dos mísseis. Tanto é que os trabalhos de aperfeiçoamento foram conduzidos tanto na URSS como na era pós-soviética, e hoje o 53T6 põe em risco os satélites em órbita baixa, inclusive os de navegação global.
Bloqueio espacial
Apesar das inovações, como recurso utilizado para destruir satélites, o míssil 53T6 apresenta uma série de desvantagens. Em certos casos, recursos que não levam à destruição direta do objeto, mas somente o deixam inutilizado, como dispositivos terrestres de interferência, podem ser mais eficazes.
Esses dispositivos são basicamente construções metálicas instaladas sobre uma plataforma automotiva e que contêm componentes eletrônicos mortalmente perigosos para os satélites.
O sistema russo de guerra eletrônica que se contrapõe aos sistemas de satélites em órbitas circulares baixas (KRBSS, na sigla em russo) está equipado com antenas especiais, constituídas de elementos de recepção e transmissão de sinal eletrônico montados de forma peculiar.
Esses recursos atingem o “calcanhar de Aquiles” dos agrupamentos de satélites de órbita baixa; se o sistema conseguir bloquear apenas alguns sinais fracos, todo o agrupamento é inutilizado.
Testes recentes mostraram que o desenvolvimento do Instituto de Pesquisa Científica de Engenharia de Rádio de Moscou revelou-se ainda mais eficaz do que esperavam seus criadores. Se for alocado no Ártico russo, o sistema KRBSS poderá proteger o espaço sobre a maior parte do hemisfério norte. 

Fonte: Gazeta Russa

Como arma a laser começa a sair da ficção científica para ser usada militarmente

O governo britânico está finalizando um acordo de 30 milhões de libras (R$ 127 milhões) com uma empresa fabricante de armamentos para desenvolver o protótipo de uma arma a laser - que deve ser chamada de "Dragonfire" (fogo de dragão, em tradução livre).
O conceito de se usar um raio concentrado de laser para atacar inimigos é comum na ficção científica, especialmente em franquias como Star Wars e Star Trek, mas só nos últimos anos ele começou a dar origem a armas reais.
Muito países já desenvolvem a ideia há anos, em busca de uma nova geração de armamentos. Porém, as pistolas ou fuzis que disparam raios coloridos no cinema parecem ainda estar um pouco distantes da realidade.
Boa parte da pesquisa militar sobre o tema que já veio público se concentra em criar armas laser de grande porte para o uso em navios de guerra. O objetivo delas é destruir mísseis e foguetes que ameacem a embarcação e também usar seu sistema ótico para identificar possíveis alvos a distância.
Em 2014, os Estados Unidos anunciaram ter equipado ao menos um de seus navios de guerra - o USS Ponce - com um protótipo de sistema de arma a laser. Ele é uma espécie de canhão que dispara um feixe de laser invisível. A função da arma é complementar sistemas de defesa do navio de guerra, que são projetados para destruir mísseis já próximos da embarcação.
Durante testes, a arma provou ser efetiva também para desabilitar ou destruir drones e pequenas embarcações hostis. Os militares americanos dizem que os aviões não tripulados e pequenas lanchas podem ser usados contra seus navios por inimigos mais fracos nas chamadas "guerras assimétricas" (quando um Estado luta contra grupos extremistas ou guerrilheiros, por exemplo).

Mira e identificação de alvos

Mas por que desenvolver a tecnologia de armas laser?
O laser já tem aplicações militares conhecidas, especialmente quando se fala em sistemas de mira e identificação de alvos. Ele também chegou a ser usado para cegar inimigos, mas esse tipo de utilização foi banido em tratados internacionais por ser excessivamente cruel.
A pesquisa atual é sobre a utilização do laser como uma espécide de "munição" - substuindo mísseis e projéteis.
Uma das maiores vantagens desse novo tipo de arma seria a redução dos custos. Armas navais convencionais exigem o uso de munições e mísseis que custam milhares de dólares e ocupam muito espaço nas embarcações militares.
Já um disparo de laser custava à Marinha americana à época dos testes apenas cerca de US$ 1. O custo baixo se explica porque ele depende basicamente da geração de energia do navio. Além disso, a nova "munição" não necessitava de grandes locais de armazenamento e o navio não precisava ser reabastecido de munição a laser.

Tecnologia britânica


A empresa responsável pelo desenvolvimento do equipamento para o Ministério da Defesa da Grã-Bretanha será a fabricante de mísseis MBDA UK Ltd.
Pelo contrato, a empresa terá que criar uma arma de energia laser dirigida (LDEW, na sigla em inglês) que seja capaz de fazer uma demonstração efetiva entre os anos de 2018 e 2019.
Para cumprir a tarefa, a MBDA trabalhará com outras empresas desenvolvedoras de tecnologia militar.
O sistema de armas laser deverá ser capaz de identificar alvos a distância em qualquer tipo de clima ou terreno "com precisão suficiente para permitir um combate seguro e efetivo".
Outra possibilidade da pesquisa, é que o laser seja usado no futuro para proteger tropas terrestres contra ataques de artilharia.
A pesquisa do Dragonfire faz parte de um fundo de inovação do Ministério da Defesa da Grã-Bretanha destinado a, entre outros objetivos, dar vantagem tecnológica para seus militares em combate, segundo o governo.

Fonte: BBC Brasil

5 polêmicas sobre a nova reforma do Ensino Médio

Algumas idas e vindas por parte do governo, comemorações, críticas e muita polêmica. Esse foi o saldo das primeiras 24 horas após o governo do presidente Michel Temer anunciar uma reforma do Ensino Médio no país.
O anúncio oficial foi feito na tarde de quinta-feira, quando o Ministério da Educação (MEC) divulgou um documento em que disciplinas que sempre figuraram nos boletins iriam passar a ser optativas: educação física, artes, filosofia e, sociologia.
Com a reforma, apenas Português, Matemática e Inglês devem ser obrigatórias para o fim do ciclo (atualmente são 13), enquanto as disciplinas restantes serão escolhidas pelo aluno ou pela escola dentre cinco áreas de ênfase: Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática e Formação técnico e profissional.
Até a tarde de sexta-feira, o governo havia anunciado mudanças técnicas e voltado atrás em um ponto, afirmando que, por ora, essas matérias seguiam sendo obrigatórias. Assim, a mudança pode passar a valer em 2017.
Apresentada como uma medida provisória (MP), a reformulação já entrou em vigor mas, na prática, não há efeitos reais, já que ainda será analisada pelo Congresso, e seu conteúdo pode ser alterado por meio de votações na Câmara e no Senado. Sendo que esses procedimentos devem ocorrer em 120 dias, ou a MP deixa de ter valor legal.
A BBC Brasil listou as principais polêmicas geradas pelo anúncio da reforma - que atinge escolas públicas e privadas - e conversou com especialistas em educação com diferentes opiniões sobre o tema.

1. A 'flexibilização' do currículo e as disciplinas que podem passar a ser optativas

O MEC acredita que ao permitir que alunos e escolas possam escolher o aprofundamento em algumas matérias vai colocar o currículo do ensino médio mais em sintonia com as necessidades do aluno. "Os jovens poderão escolher o currículo mais adaptado às suas vocações. Serão oferecidas opções curriculares e não mais imposições", disse, na quinta-feira, o presidente Michel Temer.
O diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, concorda: "Com as atuais 13 disciplinas, a verdade é que o aluno vê tudo e não vê nada. Com a mudança, haverá mais direcionamento para o que ele quer seguir, para seus interesses. Precisamos de um currículo que dialogue com o mundo juvenil e que seja mais direcionado, em conformidade inclusive com o endereço do estudante."
No entanto, o coordenador Geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE), Daniel Cara, as medidas criam uma cortina de fumaça para o cerne do problema.
"Essa reforma é uma falácia, porque não resolve as questões estruturais, como a formação de professores e pontos que eram demandas dos estudantes que ocuparam as escolas, como a redução do número de alunos por classe. De nada adianta ênfase em exatas ou humanidades, se o professor for mal preparado, se não houver recurso", afirma.
Além disso, ele questiona a flexibilização de algumas matérias: "Artes, educação física, filosofia ou sociologia têm de ser obrigatórias. Sem elas, não há formação completa de um cidadão."

2. Carga horária ampliada

Segundo o plano proposto, gradualmente, as escolas passarão a ser integrais, passando a carga horária de 800 para 1.400 horas anuais. Assim, os alunos passarão a ficar 7 horas por dia na aula.
Defensores da ampliação da duração das aulas afirmam que ela é eficiente quando embasada um projeto pedagógico sólido. Pernambuco, por exemplo, vem investindo na educação em período integral aliada a outras apostas, e obteve melhora nos índices educacionais.
Mas, na opinião de Daniel, de nada adianta ampliar a quantidade de horas, sem qualidade. "Uma carga horária de 5 horas ruim - como já acontece - fica ainda pior se for de sete horas. Haverá um desinteresse ainda maior por parte dos alunos, especialmente ao se tirar as disciplinas que eles tendem a gostar, como educação física e artes."
O governo reiterou que essa mudança será bastante lenta e gradual e que não há metas para a essa implementação. .

3. Medida Provisória: ação necessária ou 'canetada'?

O fato de as reformas terem sido feitas via MP foi outro ponto polêmico: de um lado, há quem acredite que os péssimos índices no Ensino Médio exigiam uma medida urgente, enquanto, de outro, há a defesa de uma mudança dessas exige um debate maior.
"Na prática, a MP foi uma maneira para colocar em prática o projeto de lei (PL 6840) que tramita desde 2013. Se esperássemos, esse projeto poderia ser implementado só em 2019. Já houve debate demais, já esperamos tempo demais", afirma Mozart, do Instituto Ayrton Senna.
Já na opinião de Daniel, a MP foi uma "canetada perigosa".
"Em nenhum lugar do mundo, uma reforma dessa envergadura é colocada em prática dessa forma. Na Austrália se levou dois anos, na Finlândia, 10. É preciso um debate sério, é preciso ouvir professores e alunos. A MP é autoritária, permitindo que o Executivo aja como um superlegislador. Houve pressa para atender a demandas de grupos educacionais."

4. Primeiro passo ou confusão e despreparo?

As idas e vindas por parte do governo e a falta de detalhamento em fatores como quando exatamente as medidas devem de fato entrar em vigor e quem vai bancá-las provocou polêmica entre os especialistas.
"É preciso ter em mente que a MP é apenas um primeiro passo. Agora, precisamos ficar atento para os próximos, especialmente a articulação com os estados, algo muito desafiador", afirma Mozart. "É claro que o MEC falhou, podia ter divulgado um documento melhor, mas claro. Mas é uma reforma promissora, estou otimista."
Daniel, no entanto, afirma que as idas e vindas do governo em apenas um dia mostra a "fragilidade total da reforma".
Uma outra potencial confusão apontada por analistas está no fato de as escolas não serem obrigadas a oferecer as cinco ênfases previstas. Movimentos estudantis já estão questionando esse ponto - entre outros - já que ele poderia obrigar um aluno que quer se focar em Linguagens, por exemplo, a mudar de escola, caso a sua não ofereça essa ênfase. Para os alunos, isso poderia levar a um entrave semelhante aos problemas que enfrentaram no ano passado, com a proposta reorganização da rede.

5. Como exatamente as alterações serão financiadas e em qual prazo?

O MEC nega que as mudanças implicarão em mais gastos para os Estados, afirmando que o grosso dos recursos para se colocar em prática as mudanças será repassado pelo próprio Ministério.
"Basta olhar de perto para ver que não vai ter dinheiro para implementar mudanças como a da carga horária, especialmente quando se olha o que está sendo proposto na PEC 241, que limita os gastos nessa área", afirma Daniel, em referência à Proposta de Emenda à Constituição trata da limitação dos gastos públicos, integrando as novas medidas econômicas do governo de Michel Temer, inclusive no setor educacional.
Na rede privada, representantes já disseram que haverá aumento na mensalidade para se bancar mais horas/aulas, por exemplo.
Até o momento, está claro que apesar de a MP ter efeito imediato, as medidas devem ser debatidas e estarem definidas "em meados de 2017", segundo o governo. Assim, devem entrar em vigor de fato no ano letivo de 2018.
"É preciso ter em mente que a MP é apenas um primeiro passo. Agora, precisamos ficar atento para os próximos, especialmente a articulação com os estados, algo muito desafiador", afirma Mozart. "É claro que o MEC falhou, podia ter divulgado um documento melhor, mas claro. Mas é uma reforma promissora, estou otimista."
Daniel, no entanto, afirma que as idas e vindas do governo em apenas um dia mostra a "fragilidade total da reforma".
Uma outra potencial confusão apontada por analistas está no fato de as escolas não serem obrigadas a oferecer as cinco ênfases previstas. Movimentos estudantis já estão questionando esse ponto - entre outros - já que ele poderia obrigar um aluno que quer se focar em Linguagens, por exemplo, a mudar de escola, caso a sua não ofereça essa ênfase. Para os alunos, isso poderia levar a um entrave semelhante aos problemas que enfrentaram no ano passado, com a proposta reorganização da rede.


Fonte: BBC Brasil

Série "Grandes Caçadores": Ivan Sidorenko, "O maior atirador da história soviética"

Continuando nossa série especial que irá apresentar um pouco sobre os maiores nomes de uma das funções mais temíveis da infantaria, os franco-atiradores, ou comumente chamados Snipers ou ainda no Brasil caçadores, após começar a nossa série apresentando "A Morte Branca", Simo Häyha, o mais bem sucedido franco-atirador da história, e no segundo capítulo trazer Vassili Grigoryevich Zaitsev, um dos mais famosos franco-atiradores da antiga União Soviética, hoje trazemos á você um dos mais importantes nomes do hall da fama dos franco atiradores. Ivan Sidorenko, o maior franco atirador da história soviética e o segundo nome no ranking mundial, ficando atrás apenas da "Morte Branca" Simo Haya. Sejam bem vindos á mais um capitulo da história militar mundial com a série "Grandes Caçadores".

Nascido em 12 de setembro de 1919, em uma família camponesa na província de Glinkovsky na Rússia, o maior franco atirador que a história da Rússia e antiga União Soviética teve se chamava Ivan Mikhaylovich Sidorenko, um jovem que estudou até o nível universitário, mas que trocou os estudos pelas forças armadas em 1939, ao em que foi recrutado pelo Exército Vermelho e passou a estudar na escola de infantaria Simferopol na península da Crimeia.

Entrou em ação na Batalha de Moscou, onde ainda aspirante a oficial demonstrou uma grande destreza no tiro de precisão, habilidade que aprimorou e em suas caçadas e o destacou, logo sendo direcionado para treinar outros soldados na arte do tiro de precisão, Sidorenko logo se destacou na sua nova tarefa e conseguiu passar muito bem seus ensinamentos aos seus alunos, que logo passaram da teoria para a prática, onde junto com seus alunos Sidorenko passou a ser temido pelas tropas alemãs na região em que atuava.

A carreira de Sidorenko rapidamente o levou ao topo, onde se tornou assistente do comandante do 1122º Regimento de Rifles, participando na campanha da 1ª Frente do Báltico. Apesar de ser um valoroso instrutor, Sidorenko constantemente participava de ações no campo de batalhas. Durante uma dessas incursões em combate com seus alunos Sidorenko usando munições incendiárias conseguiu destruir um blindado alemão e inutilizar outras duas viaturas.

Durante sua carreira na "Grande Guerra Patriótica", Ivan Sidorenko por diversas vezes viu a face da morte ao ser ferido em mais de uma ocasião, sendo a mais grave ocorrida em uma ação na Estônia, tal ferimento deixou Sidorenko fora de ação até o fim do conflito, onde no período de recuperação foi agraciado com o título de Herói da União Soviética. 

Mesmo após sua recuperação, o Exército Vermelho não permitiu o retorno de Sidorenko ao campo de batalha, tendo em vista o grande valor que representava Sidorenko na formação da nova geração de franco atiradores soviéticos.

Sidorenko treinou mais de 250 novos atiradores e conseguiu a impressionante marca de 500 mortes confirmadas em seu nome até o final de sua participação na Segunda Guerra mundial, chegando a patente de Major numa carreira surpreendente, um verdadeiro mito com seu rifle Mosin-Nagant M91/30.

Após a grande guerra, Sidorenko seguiu na carreira militar alguns meses, terminando sua vida em Kislyar no Daguestão, onde em 19 de fevereiro de 1987 o maior franco atirador da história soviética e segundo maior da história mundial veio a falecer.

Rifle de Sidorenko
Conforme você leitor poderá observar durante nossa série, os maiores nomes do ranking de franco atiradores teve origem na antiga União Soviética, com apenas seis alemães e 2 finlandeses ocupando posições de destaque entre os maiores nomes da história.

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Após longa negociação Índia compra o francês Rafale

O governo da Índia finalmente concluiu o acordo com a França que prevê a aquisição de 36 caças Dassault Rafale. O contrato que esta avaliado em cerca de 8,69 bilhões de dólares inclui suporte e um pacote de armamentos.


Após meses de negociações e incertezas, finalmente o Rafale venceu a disputa para equipar a força aérea indiana. Após concorrer contra os rivais Boeing F/A-18 Super Hornet, Eurofighter, Lockheed F-16, MiG-35 e o SAAB Gripen NG,o caça francês ainda enfrentou uma dura fase de negociações.
O plano original indiano previa adquirir 126 caças, mas após algumas mudanças nas intenções do governo indiano a compra acabou sendo reduzida. Mas em um segundo momento há intenções para aquisição de novos lotes da aeronave afim de prover o reaparelhamento da envelhecida frota indiana. Segundo o primeiro ministro da Índia, a aquisição atual é necessária para manter a capacidade operacional crítica  do país.
As primeiras aeronaves deverão ser entregues pela Dassault ás forças aérea da indiana a partir de 2019, e a última será entregue até 2022.
A Índia foi o terceiro país que optou pela compra do Rafale que recentemente perdeu a disputa do programa FX-2 brasileiro para o sueco SAAB Gripen NG.

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Polêmica na rede: F-35 x Gripen NG, uma aeronave eficaz para o novo século?

Recentemente um site especializado de notícias renomado publicou uma matéria onde com base num suposto relatório de um piloto norte americano que havia voado o JSF F-35A, criticou veementemente as capacidades do novo caça, ressaltando as capacidades do mesmo em combate a curta distância, conhecido como dogfight e ao fim do clipping desta matéria o editor postou uma nota, onde elogiava a escolha da FAB no programa FX-2, onde o SAAB Gripen NG se sagrou vencedor do contrato para o reaparelhamento da Força Aérea Brasileira e de certa forma desmerecia as qualidades inerentes ao caça estadunidense.

Muitos internautas se mostraram indignados com as criticas ao caça norte americano e á comparação em que insinuava que o novo caça sueco é superior ao F-35A. Pois bem, diante de toda essa discussão criada, resolvemos escrever um artigo abordando os pontos fortes e fracos do F-35A, e ainda comparar com alguns caças da atualidade, algo difícil de se fazer uma vez que as informações sobre a performance do caça stealth de 5ª geração é tida como classificada e vedada aos meros mortais como nós. Porém, com base no que se sabe até o momento é possível traçar uma linha comparativa, onde há de se levar em conta os perfis de operação dos vetores e as táticas empregadas pelos mesmos no campo de combate.

Se fossemos jogar "super trunfo", o F-35A perderia em diversos aspectos em relação aos seus "adversários", porém, como já havia dito acima, temos de ter em mente a filosofia de emprego do meio e levar e consideração a tática adotada na operação dos meios, pois a doutrina é um ponto primordial quando se emprega um meio, sendo esta o fiel da balança quando eclode um conflito real e é necessário o emprego da arma aérea. Por exemplo, uma aeronave pode combater outra do mesmo tipo e conseguir lograr mais vitórias que o mesmo tipo operado por seu adversário, isso se dá não apenas pela capacidade de seus pilotos e adestramento, mas principalmente pela doutrina e regras de engajamento adotadas, onde inclusive já vimos que a tecnologia avançada nem sempre é capaz de sobrepujar um oponente tido por inferior tecnologicamente, vide o caso dos Migs iraquianos durante a tempestade do deserto, embora a coalizão tenha negado, várias de suas aeronaves foram perdidas ao ser interceptadas por vetustos caças da era soviética que operavam com as forças de Saddam, mas isso é tema para uma futura matéria.

Voltando ao nosso foco, o F-35A é um caça de 5ªG, possui uma aviônica avançada e características únicas que faz do F-35A uma plataforma de armas eficiente e flexível em seu emprego, embora tenha enfrentado diversos contratempos e problemas em sua fase de desenvolvimento, que ainda estão longe de ser totalmente superados, além de ter um custo astronômico em seu desenvolvimento, o novo caça exibe capacidades ímpares, não apenas em relação ao seu inventário de armamento e capacidade de operações em pistas curtas, muito menos podemos nos limitar ao fato do mesmo possuir tecnologia de redução da sua assinatura radar, o que o torna praticamente invisível aos atuais sistemas de radar em operação. 

O F-35A não é uma aeronave desenvolvida com foco no combate a curta distância, ainda mais se levarmos em consideração as capacidades BVR que a mesma possui e a baixa assinatura radar, o que lhe permite se aproximar de sua presa e desferir um ataque preciso sem que o mesmo seja detectado até que seja tarde demais para manobras evasivas, embora não seja 100%, como nada na vida o é, a taxa de letalidade do F-35A supera de longe a de muitos vetores que hoje estão operando ao redor do mundo. Onde quero deixar claro aqui que isso não torna o F-35A imbatível, mas o confere um grande percentual de sobrevivência na arena de combate aéreo moderna.

Não há como comparar o F-35 com aeronaves desenvolvidas diante de outra filosofia, como é o caso do fantástico Gripen E/F NG, uma formidável plataforma, muito eficiente se levarmos em consideração as informações disponíveis e a concepção que prevê que a mesma seja capaz de ser eficiente em um cenário de combate aéreo moderno, não possuindo características stealth, porém operada em rede, algo que o torna um meio mortal se empregado dentro de uma doutrina operacional que maximize suas capacidades explorando ao máximo seu potencial com base em uma operação em rede, o que amplia demasiadamente o espectro de atuação da mesma, onde um pequeno grupo destas aeronaves é capaz de literalmente dominar os céus através do link entre as mesmas e a troca continua e em alta velocidade de informações entre as aeronaves do grupo e o comando de operações, uma doutrina moderna e muito eficaz. Não posso dizer que o Gripen NG é superior ao F-35A ou vice-versa, isso seria como comparar um atleta de maratona com um que pratica os 100 metros, ambos tem uma dinâmica muito diferente. O que com certeza posso afirmar é que a escolha brasileira foi acertada tendo em vista o seu orçamento de defesa e o pacote envolvido no contrato com a sueca SAAB, sendo uma alternativa moderna e eficaz que renderá um considerável avanço as capacidades de defesa aérea e combate da Força Aérea Brasileira, elevando a mesma a um nível tecnológico atual e condizente com suas necessidades e capacidades operativas.

O F-35A é uma aeronave moderna e sim ele é um meio eficaz, embora enfrente diversos problemas durante sua fase de desenvolvimento, o que lhe conferiu uma imagem distorcida devido ao alto custo e os sucessivos atrasos e problemas que o programa vem enfrentado ao longo de vários anos. Algo comum á qualquer meio que investe em inovação, pois quando se junta um grande leque de novas e avançadas tecnologias em uma única aeronave, a integração das mesmas é um pouco problemática, ainda mais tendo de alcançar os elevados requisitos que a mesma deverá apresentar.  O F-35A não é uma aeronave realmente apropriada ao dogfight, porém dificilmente a mesma irá ter de enfrentar tal desafio, embora no horizonte próximo, com a entrada de outras aeronaves de 5ªG em operação, a situação possa mudar, mas há de se lembrar que no teatro moderno sai vitorioso que vê e dispara primeiro, independente do meio que esteja operando, pois a verdadeira arma crucial no teatro moderno não são os vetores, mas sim a eletrônica embarcada nos mesmos e as capacidades de seu armamento, além é claro da pericia de quem os opera, vide o caso do F-117 abatido na sérvia.

Só para termos uma ilustração sobre o que eu disse a respeito de jogar "super trunfo" com os caças modernos, ao que levo mais uma vez a atentarmos para o mais importante em uma análise, o "recheio" é o que faz a diferença, aviônica e armamento junto com a doutrina operacional pode tornar um azarão no vencedor de um embate:

Raio de combate

É a distância onde o caça pode ir, combater e voltar, tendo ainda combustível para retornar em segurança á sua base de operações.


Gripen  -     1.230 km

F/A-18E/F - 1.480 km

Rafale  -      1.852 km

T-50    -       3.800 km (?)

F-35A  -       1.090 km

Capacidade de carga de armamento

Gripen - 7,2 toneladas


F/A-18 Super Hornet  - 18,8 toneladas

Rafale - 14,5 toneladas

T-50 - 10 toneladas

F-35A - 5,8 toneladas


Velocidade máxima

Gripen - 2.130 km/h


F/A-18 Super Hornet  - 2.160 km/h

Rafale - 2.124 km/h 

T-50 - 2.600 km/h

F-35A  - 1.837 km/h

Resumindo, não podemos classificar que esse ou aquele caça é superior sem antes termos as informações sobre o perfil de operações que o mesmo será empregado, os meios embarcados no mesmo e a doutrina operacional da força que o opera, o resto é ser como torcedor de time de futebol, que não importa o quão bom seu time seja, sempre há a famosa caixinha de surpresa nos embates entre os clubes, não importando se há astros no elenco ou jogadores desconhecidos, o resultado esta sempre aberto as incertezas do desempenho de suas equipes em campo, o mesmo se dá com relação ao combate. 

Obrigado a todos e espero aqui o seu comentário, pois a síntese de nosso trabalho é não só lhes fornecer informações e notícias de qualidade, mas estimular a reflexão, o debate e a troca de conhecimentos e pontos de vista, bem vindo ao GBN, seu canal de informações e notícias!


por Angelo Nicolaci - Jornalista editor do GBN Notícias, graduando em relações internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio, Rússia e leste europeu, pesquisador na área de tecnologia e meios de defesa e história militar.