quarta-feira, 28 de junho de 2017

Comandante francês usava AlphaJet para fins pessoais e será investigado

O ministro da Defesa francês, Florence Parly, ordenou um inquérito sobre o uso de uma aeronave militar depois que surgiram relatórios de que um comandante da força aérea usava rotineiramente uma aeronave de ataque e treinamento Alpha Jet para voar para casa.
Richard Reboul, formalmente o segundo em comando na Força Aérea Francesa que atuou como comandante interino desde maio, enfrentará uma ação disciplinar severa se o relatório publicado pela revista satírica francesa Canard Enchaîné na quarta-feira (21) revelar-se preciso.

A revista alega que Reboul usou um avião de ataque AlphaJet e uma aeronave de treinamento avançado uma dúzia de vezes desde agosto do ano passado para viajar de uma escola de voo localizada em Bordéus no sul da França onde esta localizada uma importante base aérea para Salon-de-Provence. O general teria "alugado" a aeronave de treinamento para fins completamente estranhos ao seu trabalho, ou seja, passar um fim de semana em sua propriedade em Salon-de-Provence e depois voltar.

Além disso, Reboul alegou ter conseguido uma aeronave de transporte militar para seis passageiros junto com seu piloto e copiloto para atender suas necessidades pessoais, não especificando no relatório.

No final da terça-feira (27), o Ministério da Defesa francês emitiu uma declaração dizendo que o recém-nomeado Ministro das Forças Armadas, Parly, encarregou os inspetores-gerais das forças armadas de examinar os relatórios e "verificar as circunstâncias de uso no Caso", disse o Le Monde, citando o ministério.

Ele ainda advertiu sobre potenciais repercussões para o general se os fatos publicados pelo Canard Enchaîné encontrarem evidências.

"À luz das conclusões do relatório, o ministro irá tirar as medidas necessárias, incluindo as disciplinares, se o mau uso dos meios for comprovado" , acrescenta o comunicado.

Reboul foi nomeado como o segundo comandante da Força Aérea Francesa em setembro de 2016. No mês passado, ele assumiu os deveres do ex-comandante geral da Força Aérea Francesa, Serge Soulet, depois que ele faleceu em 21 de maio.

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Construção da segunda corveta do Project 20386 irá começar em 2018

A construção da segunda corveta do projeto 20386 está prevista para começar em 2018 em São Petersburgo, segundo Alexander Shlyakhtenko, diretor-geral do Almaz Central Marine Design Bureau.

"Há planos para o próximo ano", disse ele, respondendo a uma pergunta sobre os termos de construção do segundo navio.

Como ele disse, o novo projeto 20386 difere muito do projeto básico 20380, seu desempenho e habitabilidade foram aprimorados. "Este é um passo totalmente novo, a habitabilidade do projeto foi melhorada. Tem uma modularidade incrível, que diz respeito a tudo, principalmente aos armamentos. Podemos incorporar um sistema de mergulho, armas de eliminação de minas e armas anti-submarinas", ele enumerou.

Shlyakhtenko acrescentou que a nova corveta pode ser equipada com mísseis Kalibr.

A construção do navio "cabeça série", o "Derzky", começou no final de 2016 no Estaleiro do Norte.Espera-se que seja entregue à frota em 2021.

O vice-comandante chefe da Armada da Rússia, Viktor Bursuk, disse anteriormente que a Marinha russa planeja receber mais de 10 corvetas do novo projeto 20386.



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Mais "Sabres" para a FAB?

Força Aérea Brasileira pode vir a receber mais aeronaves AH-2 "Sabre", segundo informações veiculadas na mídia russa após visita do presidente brasileiro Michel Temer.

A Força Aérea Brasileira já opera um total de 12 aeronaves MI-35, designadas aqui no Brasil como AH-2 "Sabre", operadas pelo 'Esquadrão Poti" em Porto Velho, desde 2010, tendo apresentando uma satisfatória folha de serviços.

Apesar de não haver especificado quais aeronaves estão no alvo desse potencial contrato, especula-se que possam ser mais 12 aeronaves MI-35 para complementar as capacidades de ataque e apoio aproximado da Força Aérea Brasileira na região amazônica.

Há alguns anos o Exército Brasileiro também vem estudando a aquisição de um helicóptero de ataque, inclusive tendo avaliado algumas opções de origem russa, dentre as quais o MI-28 tem sido apontado como um forte candidato, principalmente se levarmos em consideração a simplificação da cadeia logística, uma vez que no Brasil já operamos o MI-35 com a FAB, esta aeronave possui muitos sistemas em comum com o MI-28, sendo o MI-28 um helicóptero dedicado ao ataque, diferente do MI-35, que possui uma filosofia de emprego mais ampla, com capacidade de ataque, apoio aéro aproximado e inserção de tropas.


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Conhecendo a corveta "Classe Tigr" russa visitada pela Marinha do Brasil

As corvetas da "classe Steregushchiy", ou "Classe Tigr" em sua versão de exportação, é um dos mais modernos meios navais da força naval russa, foi desenvolvida pela Almaz designer sob a designação de Project 20380, tendo sido concebidos como sendo uma corveta polivalente, capazes de contrapor ameaças representadas por meios de superfície, submarinos e alvos aéreos, além de possuir capacidade de dar apoio a operações costeiras e de desembarque, projetada para substituir a "Classe Grisha".

A primeira corveta do Project 20380, que deu nome a classe, "Steregushchiy", teve sua quilha batida em 21 de dezembro de 2001 no estaleiro "Severnaya" em São Petersburgo, o mesmo visitado recentemente por oficiais da Marinha do Brasil afim de conhecer a corveta russa, sendo concluída em 16 de maio de 2006, quando iniciou uma série de avaliações e "provas de mar", até que finalmente em 14 de novembro de 2007 foi comissionada pela Rússia, dando início a operação dessa moderna e flexível embarcação.

Ainda durante o processo de construção da primeira corveta "Steregushchiy", foram introduzidos aperfeiçoamentos e modificações a serem implementadas nas corvetas posteriores a 530 "Steregushchiy". Com varias modificações e alterações no projeto original, foi adotada uma nova designação á corveta, passando e ser designada Project 20381. A nova concepção aumentou a tonelagem das corvetas, com as mesmas atingindo as 2.200 toneladas de deslocamento, o que levou á OTAN classificar o novo navio russo erroneamente como fragata.

Ao estaleiro "Severnaya" ficou designada a construção dos quatro primeiros navios da classe, porém, como já dito, o segundo navio já viria a receber as modificações que o enquadram como sendo um exemplar do Project 20381. A segunda corveta, a 531 "Soobrazitelnyy", teve sua quilha batida em 20 de maio de 2003, sendo lançada em 1 de março de 2010, apresentando um relativo atraso em sua construção em relação a primeira corveta da classe, sendo comissionada em 14 de outubro de 2011. As quatro primeiras corvetas da classe já se encontram em operação com a força naval russa, com a última das quatro iniciais previstas a ser construídas pelo estaleiro Severnaya comissionada em 28 de maio de 2014.

A Rússia seguindo seus planos de modernizar sua força naval, anunciou que tem interesse em adquirir 30 exemplares desta classe de corvetas, já tendo assinado outros contratos com os estaleiros Severnaya e Kinsomolsk para construção de mais seis exemplares.

As corvetas de classe Steregushchiy são construídas em aço e material compósito , contando com nove subdivisões estanques . A nova corveta possui uma ponte combinada e um centro de comando. A corveta do Project 20381 apresenta características stealth, tecnologia que foi amplamente utilizada durante a construção dos navios, o que apresenta uma redução considerável da sua assinatura de radar, em grande parte isso foi conseguido graças à moderna arquitetura do casco e à aplicação fibra de vidro e materiais absorventes de radar aplicadas ao projeto.

Originalmente as corvetas "Steregushchiy" seriam equipadas com sistema CIWS Kashtan, chegando a ter sido instalado  no primeiro navio, porém, o sistema foi substituído nos navios do Project 20381 por 12 células de lançamento vertical de mísseis  9M96E de médio alcance do sistema S-400, que são capazes de interceptar alvos aéreos e marítimos. Há estudos em andamento para se operar com mísseis de cruzeiro Kalibr, o que deverá resultar em uma nova variante da corveta futuramente.

A versão de exportação da "Steregushchiy" é denominada como Project 20382 Tigr, contando com muitas diferenças em relação a versão operada pela Rússia, sendo capaz de carregar oito mísseis anti-navio supersônicos P-800 Oniks  ou dezesseis mísseis Kh-35E Uran. Armadas com dois lançadores de torpedos duplos ​​de 533mm. Canhões A-190E 100mm controlado por um sistema 5P-10E que pode rastrear quatro alvos simultaneamente. A "Tigr" ainda conta com a proteção fornecida pelo sistema CIWS Kashtan e oito lançadores de mísseis antiaéreos 9K38 Igla. Capaz de operar com um helicóptero embarcado.

Até o momento a Argélia é o único comprador estrangeiro da "Classe Tigr", com uma encomenda de duas embarcações do tipo feitas por cerca de 150 milhões de dólares cada unidade.

A Rosoboronexport esta participando da licitação para aquisição de projeto para concepção da nova classe de corvetas brasileiras, conhecido como "Classe Tamandaré", e se mostrou otimista com a visita brasileira as instalações do estaleiro Severnaya em São Petersburgo recentemente, onde fora apresentado a comitiva da Marinha do Brasil o Project 20382 "Tigr", que poderia dar origem á uma versão brasileira afim de atender aos requisitos previsto para nova classe de corvetas brasileiras.

Dados Técnicos:


Deslocamento:
  •  2.200 toneladas


Comprimento:104,5 m
Boca:11,6 m
Calado:
Hangar para uma aeronave
3,7 m 

Velocidade:27 nós
Alcance:                    4.000 mn
autonomia:15 dias

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Crise na Venezuela se agrava com ataque de helicóptero a Suprema Corte em novo capítulo 'estrelado' por ator-piloto

Um helicóptero dispara contra o Supremo Tribunal de Justiça e o Ministério do Interior da Venezuela. Quatro granadas são lançadas e 15 tiros disparados - ninguém é ferido.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, chama o ocorrido de "ataque terrorista". A culpa recai sobre um inspetor de polícia, que também é "piloto, paraquedista, mergulhador e ator", e se apresenta, em um vídeo, como "guerreiro de Deus". O governo diz que ele tem ligações com a CIA.
Esses desdobramentos, ocorridos ontem em Caracas, dão um tom de surrealismo à situação no país vizinho ao Brasil, marcada por tensão e uma onda protestos contra o governo que já deixou quase 80 mortos.
O helicóptero também chegou a sobrevoar o Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano. Não há informações sobre vítimas.
Vídeos circularam nas redes sociais mostrando um helicóptero azul com um emblema da polícia sobrevoando o edifício do Supremo Tribunal de Justiça.
Também foram compartilhadas imagens dos tripulantes da aeronave segurando um cartaz no qual se leem a palavra "liberdade" e o número 350, em referência ao artigo da Constituição venezuelana sobre desobediência civil.
Por trás da ação está um grupo que reúne militares, policiais e civis.
O único integrante identificado até agora foi o inspetor Óscar Pérez, do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC), que o governo acusou de ter ligações com a CIA, a agência de inteligência americana, e a embaixada dos Estados Unidos.
Segundo o ministro de Informação da Venezuela, Ernesto Villegas, Pérez roubou um helicóptero pouco depois de publicar em suas redes sociais um vídeo em que fala do governo como "transitório e criminoso" e diz fazer uma ação para "devolver o poder ao povo democrático".
Villegas afirmou que quatro granadas - uma não explodiu - foram lançadas e 15 tiros disparados.
Pérez e o helicóptero seguem em paradeiro desconhecido.
Além disso, o ministro associou Pérez ao ex-ministro do Interior Miguel Rodríguez Torres, agora crítico do governo.
Horas antes, os deputados da Assembleia Nacional, controlada pela oposição, enfrentaram agentes da Guarda Nacional e denunciaram o cerco do palácio legislativo por parte dos simpatizantes do presidente.

Crise

A divulgação das imagens do helicóptero aprofundou a tensão em um país dividido, onde o governo acusa a oposição de estar tramando um golpe de Estado.
Nas redes sociais, Pérez publicou um vídeo em que lê um comunicado. Ele fala de "um combate contra a morte de inocentes que lutam por seu direito contra a fome".
"Somos uma coalizão de militares, policiais e civis em busca do equilíbrio e contra este governo transitório criminoso", disse Pérez no vídeo à frente de quatro homens encapuzados.
O grupo, que diz não pertencer a nenhum partido político, se define como "nacionalista, patriota e institucionalista" e contrário "à tirania".
Villegas descreveu a ação como "um ato subversivo" e um "ataque armado". Para ele, Pérez "levantou armas contra a Constituição".
Já Maduro classificou o episódio como "ataque terrorista contra as instituições do país".
Em comunicado do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ na sigla espanhola), o presidente do tribunal, Maikel Moreno, recusou e condenou o "ataque terrorista" que pôs "em perigo a integridade física dos trabalhadores e trabalhadoras que se encontravam dentro de suas salas".
O Supremo Tribunal de Justiça vem sendo muito criticado pela oposição e pela procuradora-geral do país, Luisa Ortega. O órgão é acusado de ceder a exigências do Executivo, que está promovendo agora uma nova Constituinte para reformar o Estado e redigir uma nova Constituição.
As propostas são criticadas pela oposição e inclusive por alas do próprio chavismo, que acusam o governo de ter se transformado em uma "ditadura". O Executivo, por sua vez, afirma que seus rivais políticos estão promovendo um golpe e uma intervenção estrangeira.
A onda de protestos foi motivada por decisões recentes do TSJ. A mais polêmica delas ocorreu no início de abril, quando o tribunal assumiu as funções do Parlamento. O próprio tribunal anulou a medida logo depois em meio a intensa pressão.

Policial e ator

De acordo com a imprensa venezuelana, Pérez é um agente altamente treinado, parte da Brigada de Ações Especiais (BAE), tendo chegado a ocupar a chefia de operações da Divisão Aérea da instituição.
Nos vídeos que circularam nas redes sociais logo depois do episódio, o policial é o único que mostra seu rosto.
O grupo sobrevoou a sede do Ministério do Interior e realizou 15 disparos contra uma festa com 80 convidados.
Logo depois, se dirigiu ao Supremo Tribunal de Justiça, onde, além de disparar enquanto uma sessão era realizada, lançou pelo menos quatro granadas.
Em vídeos compartilhados em sua conta no Instagram, Pérez mostra sua coleção de armas de grosso calibre.
"Fazemos um apelo a todos os venezuelanos do leste ao oeste, de norte ao sul (...) para reencontramos com nossas Forças Armadas e, juntos, recuperarmos nossa amada Venezuela", disse ele na terça-feira.
Em outro momento da gravação, ele pede que Maduro e todos seus ministros renunciem.
"Neste dia, estamos realizando uma ação aérea-terrestre com o único fim de devolver o poder ao povo democrático, e assim cumprir as leis, para restabelecer a ordem constitucional", acrescenta Pérez.
Em pronunciamento em cadeia nacional, Maduro afirmou que "vamos capturar os que realizaram este ataque armado".
Segundo ele, "todas as unidades especiais das Forças Armadas Nacionais estão destacadas para capturar este grupo".
Pérez também ganhou destaque por outra faceta de sua vida, pois teve uma incursão pelo cinema.
Em 2015, foi ator do filme venezuelano Morte suspendida, que conta a história de um sequestro e como policiais do esquadrão de elite acabam por resgatar o refém.
O longa-metragem se baseia nas atividades do CICPC. Na ocasião de seu lançamento, Pérez chegou a dar entrevistas à imprensa local.
Uma delas foi ao jornal Panorama, ao qual disse que era "piloto de helicóptero, mergulhador e paraquedista. Também sou pai, marido e ator (...). Sou um homem que sai às ruas sem saber se vai voltar para casa porque a morte faz parte da evolução", afirmou ele na ocasião.

Fonte: BBC Brasil

Brasil obtém vitória sobre EUA em processo sobre acidente da Gol

O governo brasileiro obteve uma vitória sobre os Estados Unidos em um processo que corre na Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci) sobre a tragédia ocorrida em 2006, envolvendo um avião da Gol e um jatinho Legacy pilotado por norte-americanos. Na última sexta-feira, o conselho da organismo rejeitou por 19 votos a 4 a objeção apresentada pelos EUA que impedia o contencioso de avançar, segundo informa nota divulgada nesta segunda-feira, 26, pelo Ministério das Relações Exteriores.
O Brasil abriu um contencioso contra os EUA no dia 2 de dezembro de 2016, alegando que aquele país não cumpriu a Convenção de Chicago ao não instaurar “procedimento legal ou administrativo compatível com sua obrigação sob esse instrumento internacional em relação aos pilotos do jato Legacy.”
A reclamação do Brasil estava com sua análise paralisada por causa da apresentação, pelos EUA, de uma “objeção preliminar” ao caso. Agora, com a decisão do conselho da Oaci, o contencioso retomará seu andamento.
Nas próximas semanas, os Estados Unidos deverão apresentar sua defesa, e se iniciarão consultas diretas entre os dois países, com a mediação do presidente daquele Conselho”, informa a nota.
O acidente com o voo 1907 da Gol ocorreu no dia 29 de setembro de 2006. Todos os 154 passageiros e tripulantes morreram.

Fonte: Estadão

terça-feira, 27 de junho de 2017

Marinha do Brasil interessada na Classe Tiger russa?

Segundo foi veiculado pela agência de noticias russa, Itar Tass, representantes da Marinha do Brasil demonstraram interesse pelas corvetas do Project 20382 "Classe Tiger", durante visita realizada nas instalações do estaleiro russo.

Porém, a Marinha do Brasil veio através de nota esclarecer o caso, onde esclarece que a visita foi realizada afim de conhecer as características da corveta russa, a qual possui pontos em comum com o programa em andamento para aquisição de um projeto para concepção da nova classe de corvetas brasileiras, a "Classe Tamandaré".

Os oficiais que realizaram a visita as instalações do estaleiro russo participam de um salão naval que acontece em São Petesburgo.

A Marinha do Brasil analisa as proposta enviadas por mais de 20 empresas de diversas nacionalidades que atenderam a solicitação de propostas da Marinha do Brasil para participação no processo licitatório da nova corveta brasileira.

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Piloto pede para que passageiros rezem depois de problema técnico

Um voo da AirAsia X que ia de Perth, na Austrália, para Kuala Lumpur, na Malásia, precisou retornar depois que o avião, modelo Airbus A330, começou a tremer devido ao que a companhia aérea chamou de “problema técnico”.
De acordo a CBS News, os passageiros relataram que a aeronave tremia como uma “máquina de lavar”, com vibrações violentas.
“De repente, ouvimos um estrondo e tudo começa a tremer e então o capitão disse que deveríamos voltar para Perth”, disse um passageiro à CBS.
Diante da situação assustadora, o piloto pediu duas vezes para que as 359 pessoas a bordo rezassem.
Felizmente, tudo acabou bem e o avião pousou com segurança.  “Graças a Deus”, disse um passageiro. “O piloto foi muito bom e ele fez um trabalho realmente, realmente excelente, e eu realmente agradeço por isso”.
Ainda não está claro o que causou o problema, mas um porta-voz do aeroporto de Perth confirmou que o piloto identificou um problema técnico no motor, segundo a CNN.
Em comunicado, a companhia informou que a segurança dos passageiros é sua “prioridade máxima”.

Fonte: Yahoo Noticias

57 mortos em bombardeio da coalizão contra prisão do EI

Ao menos 57 pessoas morreram, incluindo 42 prisioneiros, em um bombardeio aéreo da coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos contra uma prisão do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, anunciou nesta terça-feira a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
"O bombardeio teve como alvo uma prisão do EI na cidade de Mayadin na manhã de segunda-feira, provocando a morte de 42 civis detidos e 15 jihadistas", afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.
Segundo fontes do OSDH na cidade, o EI expôs os corpos das vítimas na rua.
Mayadin está localizada na província de Deir Ezzor (leste), em grande parte controlada pelo EI e bombardeada regularmente pela coalização internacional, pelo regime sírio e por seu aliado russo.
Há uma semana, a coalizão informou que matou um importante líder do EI em um ataque realizado em maio nesta cidade próxima da fronteira iraquiana.
Vários líderes do EI foram mortos nos últimos meses pela coalização liderada pelos Estados Unidos na Síria e no Iraque, onde o grupo extremista é alvo de ofensivas em seus dois últimos grandes redutos, Raqa e Mossul.
Mais de 320.000 pessoas morreram na guerra na Síria, iniciada em 2011.

Fonte: AFP

Navio dos EUA manteve rota de colisão apesar de alerta, diz capitão de cargueiro

Um navio de guerra dos Estados Unidos que bateu em um navio cargueiro em águas japonesas não respondeu a sinais de alerta nem adotou ações evasivas antes de uma colisão que matou sete marinheiros norte-americanos, de acordo com um relato do incidente feito pelo comandante do cargueiro filipino.
Várias investigações dos EUA e do Japão estão em andamento para determinar como o destróier de mísseis teleguiados USS Fitzgerald e o cargueiro ACX Crystal, muito maior, se chocaram ao sul da Baía de Tóquio, com tempo bom, nas primeiras horas de 17 de junho.
No primeiro relato detalhado de um dos envolvidos diretamente, o capitão do cargueiro disse que o ACX Crystal sinalizou piscando as luzes depois que o Fitzgerald adotou "subitamente" uma rota que cruzaria seu caminho.
O cargueiro virou com força para a direita para evitar o navio de guerra, mas atingiu o Fitzgerald 10 minutos depois da 1h30 local, de acordo com uma cópia do relato do capitão Ronald Advincula à proprietária japonesa da embarcação, Dainichi Investment Corporation, visto pela Reuters.
A Marinha dos EUA não quis comentar, e a Reuters não conseguiu verificar o relato de forma independente.       
A colisão abriu uma fenda abaixo da linha de flutuação do Fitzgerald e matou sete marinheiros, a maior perda de vidas em uma embarcação da Marinha norte-americana desde que o USS Cole foi bombardeado no porto de Áden, no Iêmen, em 2000.
Os mortos estavam em seus beliches, e o comandante do Fitzgerald foi ferido em sua cabine, o que leva a crer que nenhum alerta de colisão iminente foi emitido.
Um porta-voz da Sétima Frota da Marinha dos EUA em Yokosuka, o porto de origem do Fitzgerald, disse não poder comentar uma investigação em curso.
O incidente deu ensejo a seis inquéritos, incluindo duas audiências internas da Marinha dos EUA e uma investigação da Guarda Costeira dos EUA (USCG, na sigla em inglês) em nome da Comissão Nacional de Segurança dos Transportes. A Comissão de Segurança dos Transportes japonesa, a Guarda Costeira do Japão (JCG) e o governo das Filipinas também estão realizando investigações separadas.
Os porta-vozes da JCG, da USCG e da Dainichi Investment tampouco quiseram comentar. A Reuters não conseguiu contactar Advincula, que não está mais no Japão.
Os inquéritos irão examinar depoimentos de testemunhas e dados eletrônicos para determinar como um destróier naval equipado com um radar sofisticado pôde ser atingido por uma embarcação três vezes maior.

Fonte: Reuters

Forças iraquianas tomam áreas de Mosul controladas pelo Estado Islâmico; premiê vê vitória em breve

Forças iraquianas avançaram nesta terça-feira em direção à parte da Cidade Velha de Mosul ao lado do rio, fase final de uma campanha que já dura oito meses para capturar a capital de fato do Estado Islâmico e o primeiro-ministro iraquiano previu que a vitória chegará muito em breve.
As forças iraquianas, que lutam contra 350 militantes misturados a civis na Cidade Velha, disseram que a Polícia Federal desalojou insurgentes do Estado Islâmico da mesquita de Ziwani e que estão a apenas alguns dias de distância de expulsar completamente os militantes da Cidade Velha.
"O anúncio da vitória virá em um tempo muito curto", disse o primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, em seu site, na noite de segunda-feira.

"A operação continua a libertar as partes restantes da Cidade Velha", disse o tenente-general Abdul-Wahab al-Saadi, do Serviço Antiterrorismo, a um correspondente da Reuters perto da linha de frente no coração da Cidade Velha.

Fonte: Reuters

Cercada de sigilo, estação de satélite russa na Nicarágua alimenta debate sobre espionagem e inquieta EUA

Nos arredores da lagoa de Nejapa, no sudoeste de Manágua, a população costuma comentar sobre os "os russos" que circulam por ali.
"Passam picapes a todo momento, caminhonetes de luxo com vidros escuros", diz Claudia, sentada na porta de sua casa de chão de terra.
Seguindo o caminho pedregoso entre a densa vegetação que rodeia a lagoa, que antes era uma cratera, chega-se a um muro de concreto coberto por uma cerca de arame farpado. Acima dela, pode ser ver um telhado de um edifício pintado de azul.
E isso é tudo o que se vê do lado de fora da estação terrestre do Sistema Global de Navegação por Satélite (Glonass) - a versão russa do GPS americano, inaugurada em 6 de abril nos arredores da capital da Nicarágua.
Sua criação foi acordada no dia 26 de janeiro do ano passado pelos governos de Daniel Ortega e Vladimir Putin e hoje está a cargo da Agência Espacial Federal Russa - também conhecida como Roscosmos.
Ambas as partes decidiram chamá-la de Chaika, em homenagem ao sinal de identificação da primeira mulher que viajou ao espaço (1963), a hoje política Valentina Tereshkova.
Mas, entre a população local, o que sabe sobre Chaika é apenas que os homens que entram e saem da instalação "falam russo" e carregam "equipamentos".
Como projetos conjuntos da Rússia e Nicarágua são sempre cercados de sigilo, são suscetíveis a especulação e teorias da conspiração. Não são poucos os nicaraguenses que questionam se a estação de satélite não estaria ocultando outras funções.
Há até quem assegure que seria para fins de espionagem, o que o governo da Frente Sandinista da Libertação Nacional (FSLN) nega. Já a Rússia não fez qualquer comentário a respeito.

Função civil

"Hoje abrimos uma nova página desta história", anunciou em abril Igor Komarov, diretor-geral da Roscosmos, na cerimônia de abertura da polêmica instalação, segundo o portal oficial do sandinismo El 19 digital.

Trata-se da "primeira e única" estação terrestre do sistema Glonass na América Central, ressaltou o funcionário durante o ato, presidido por Laureano Ortega, filho do mandatário Daniel Ortega que trabalha como assessor presidencial para investimentos.
Segundo o subdiretor da agência especial russa Sergei Saveliev, fora da Rússia, há oito estações desse tipo: quatro no Brasil, três na Antártida e uma da África do Sul.
Ele afirmou ao veículo estatal russo Sputnik que a previsão é instalar outras em Cazaquistão, Belarus, Armênia, China, Índia, Vietnã, Indonésia e Suíça, assim como Argentina, Cuba, Equador e México, embora essa informação não tenha sido confirmada pela BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC.
O plano é que Nejapa forme parte dessa rede global.
A estação de concreto se alimentará do sinal de 24 satélites russos e a informação coletada servirá para controlar a navegação, ajudar a combater o narcotráfico, prevenir desastres naturais e monitorar as mudanças climáticas, explicou o diretor do Instituto Nicaraguense de Telecomunicações e Correios (Telcor), Orlando Castillo, durante a inauguração.
É "um projeto estratégico" para a Nicarágua e a Rússia, concluiu Ortega, filho do presidente.
E é exatamente o lado "estratégico" que levanta dúvidas de vários especialistas, não convencidos com as explicações oficiais.

'Fachada'

"Disseram que tem fins civis, mas o alto nível de sigilo de atividades dali provoca suspeitas", disse à BBC Mundo Roberto Cajina, consultor civil de segurança, defesa e governabilidade na Nicarágua. "Não há informação sobre o custo das instalações, nem a especialização do pessoal. O projeto é produto do contrato entre a agência espacial russa e o Telcor, rodeado de segredos".
Cajina também é membro do conselho diretivo da Rede de Segurança e Defesa da América Latina (RESDAL), organização que reúne cerca de 300 acadêmicos e especialistas no tema segurança na região.
Roberto Orozco, diretor do Centro de Pesquisa e Análise Estratégica da Nicarágua, vai além e garante que "a curto e médio prazo viu-se que é mentira tudo o que foi dito sobre os convênios e a cooperação entre Nicarágua e Rússia".
Segundo o especialista, em 2009, durante o primeiro mandato de Ortega depois de 17 anos fora do poder, Manágua retomou a relação próxima que havia mantido com Moscou durante a Guerra Fria.
"Fizeram isso com a justificativa de abrir mercado na Ásia, para ampliar o leque de parceiros comerciais, mas é uma fachada", opina Orozco à BBC Mundo, alegando que a relação comercial Nicarágua-Rússia segue pouco relevante, com exportações e importações que não superam os US$ 20 milhões (R$ 66 milhões) anuais.
Segundo ele, dos oito convênios firmados entre ambos os países para a saúde e o desenvolvimento, nada saiu do papel.
E cita o exemplo do projeto de pesquisa imunobiológica inaugurado em Manágua em 22 de outubro, para o qual a Rússia aportou US$ 14,1 milhões (R$ 47 milhões) e que deveria estar operando em sua capacidade máxima - ou seja, produzindo 30 milhões de vacinas ao ano. No entanto, o laboratório ainda não funciona, e a mídia local aponta para problemas como falta de recursos e má gestão.
"Isso mostra que os acordos de iniciativas para o desenvolvimento não avançam, enquanto que o que se fortalece é a cooperação técnico-militar", diz Orozco.

Cooperação militar

Ele se refere a um acordo que agiliza a atracação de navios de guerra russos na Nicarágua, anunciado pelo próprio ministro da Defesa Sergei Shoigu durante visita ao país centro-americano em fevereiro de 2015.
E também ao convênio que resultou na doação de 50 tanques russos modelo T-72B1 ao governo sandinista, em agosto do ano passado, que causou reclamações e protestos de vizinhos da região.

Além disso, o Centro de Pesquisa e Análise Estratégica da Nicarágua estima que, a cada ano, entre 450 e 500 militares russos entram e saem do país centro-americano.
Os Estados Unidos já mostraram preocupação ante à presença militar russa no país.
"A Rússia mantém uma atitude inquietante na Nicarágua (...) e poderia afetar a estabilidade da região", expressou o chefe do Comando Sul do país, o almirante Kurt Tidd, diante do Comitê de Serviços Armados do Senado dos Estados Unidos em abril.

'Ameaça'

De fato, os especialistas consultados pela BBC Mundo concordam que Moscou teria a intenção de, a partir da Nicarágua, estender sua influência a outras nações centro-americanas.
"El Salvador e Guatemala são outros países onde essa relação já estaria sendo cultivada", disse Evan Ellis, professor de Estudos Latino-Americanos no Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade do Exército da Guerra dos Estados Unidos.
Para Juan González, colombiano que trabalhou no Departamento de Estado dos Estados Unidos durante o governo Obama, pode representar uma "ameaça incipiente".
"Se a Rússia já se meteu nas eleições presidenciais dos Estados Unidos - algo que está sendo investigado -, também poderia se meter na região", disse à BBC Mundo.
Mas o que mais preocupa ao especialista é a estação de satélites, na lagoa de Nejapa.
Ele e outros analistas apontaram para o fato de que, do outro lado da lagoa, pode-se observar o edifício da embaixada dos Estados Unidos.
González menciona também a Arcos-1, o cabo submarino de fibra óptica de mais de 8 mil metros que passa perto de vários países do Caribe e pelo qual se transmitem dados a uma velocidade de 960 bilhões de bits por segundo.
"É algo que não confirmamos, mas a Rússia poderia estar usando a Nicarágua para criar uma esfera de espionagem militar", disse Orozco, do Centro de Pesquisa e Análise Estratégica.
"Em 2012, o centro de inteligência russa em Havana foi fechado, precisamente quando Cuba começou negociações para retomar as relações com os Estados Unidos, por isso poderiam estar desenvolvendo na Nicarágua uma base semelhante".
A Rússia não se pronunciou sobre o tema. E a Nicarágua, por sua vez, nega que a estação de Najapa sirva para esse fim. "Não é para espiar ninguém", disse à mídia o diretor do Instituto Nicaraguense de Telecomunicações e Correios, Orlando Castillo, em maio.
"Os Estados Unidos têm mais de 800 satélites operando (no espaço ao redor do mundo) e ninguém está pensando que estão espiando alguém. É o mesmo com este (sistema de navegação por satélites)."

Fonte: BBC Brasil