segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

EXCLUSIVO: Instituições assinam Carta de Compromisso, visando “Ações de Preservação e Despoluição da Baía de Guanabara”

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No último sábado (16), estivemos mais uma vez à bordo do Rebocador "Laurindo Pitta", onde ocorreu a assinatura da Carta de Intenções para propor “Ações de Preservação e Despoluição da Baía de Guanabara”, a qual sucede o primeiro encontro ocorrido em 15 de setembro de 2018, quando se reuniram instituições e parte dos atuais parceiros, lançando ali a base da proposta que visa reunir pessoas com competência e conhecimento sobre o assunto, tendo servido para estreitar os laços entre as parcerias e divulgar o tema em voga.

Muito do que foi discutido e apresentado no primeiro encontro, serviu de alicerce para criação da atual Carta de Compromisso, sendo assinada pelos signatários, dentre os quais citamos o Ministério do Meio Ambiente, através do Ministro Ricardo Salles, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, através da Secretária Ana Lucia Santoro, o GBN News através do seu editor Angelo Nicolaci, a Fundação SOS Mata Atlântica, AquaRio, o Museu do Amanhã, o Deputado Federal Professor Joziel do PSL-RJ e o Instituto Rumo Náutico dentre outros signatários, confirmando através deste documento o interesse dos parceiros na criação de uma agenda permanente para discussão e o acompanhamento de ações concretas para a despoluição e preservação da Baía de Guanabara.

A situação é preocupante e requer atenção e medidas concretas para lidar com décadas de descaso e abandono que resultaram no atual cenário caótico em que se encontra nossa Baía de Guanabara. Para termos uma noção da delicada situação, dos trinta e cinco rios que escoam para Baía de Guanabara, apenas cinco deles estão vivos, com os demais tendo sido transformados em canais e "valas de esgoto", com grande parte do esgoto gerado nos municípios sendo despejados diretamente na baía através destes rios, o que causa um impacto catastrófico no meio ambiente, destruindo o bioma e levando a drástica redução de espécimes que vivem neste habitat, atingindo diretamente a economia do estado em vários segmentos, como o turismo e pesca, além de outros fatores. Se faz primordial que haja um pesado e contínuo investimento em melhorias nas condições de saneamento básico dos municípios que se localizam no entorno da Baía de Guanabara. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) que tivemos acesso através de informe fornecido pela Marinha do Brasil na véspera deste evento, no ano de 2015, apenas 83% dos brasileiros eram atendidos com abastecimento de água tratada, 50% da população tinha acesso à coleta de esgoto e apenas 42% do esgoto do país era tratado. Esses números provam ainda hoje enfrentamos um problema crônico de despejo de esgoto diretamente nos rios e afluentes, que consequentemente conduzem essa poluição diretamente para nossa baía e ao mar.

Mas tais medidas não cabem apenas as instituições e parcerias signatárias do compromisso, mas de cada um de nós brasileiros e fluminenses diretamente, pois é preciso que cada uma assuma sua parcela de responsabilidade nesta luta pela preservação e despoluição de nossas águas. Todos podemos e devemos assumir nosso papel como condutor das mudanças, primeiramente abandonando a velha postura de se colocar na platéia e assumir a posição de protagonista, como fez a pequena Mariana, que já foi apresentada aqui no GBN News por sua iniciativa que contou com o apoio de seus pais, juntos promovendo mutirão para limpeza da Praia de Pedrinhas no município de São Gonçalo, e cabe ressaltar que Marina tinha apenas CINCO anos de idade! Um verdadeiro exemplo para pessoas de todas as idades.

Não é preciso um grande esforço individual, basta que cada um de nós não joguemos mais lixo de qualquer especie nas ruas, rios e encostas, pois esse lixo vai parar em nossas praias e baías. Quando for a praia, aproveite o passeio e retire não apenas o lixo que você produziu, mas o que estiver ao seu redor e no caminho. Se cada um fizer sua parte, teremos uma sociedade mais consciente e ativa na defesa do seu maior tesouro. É hora de parar de olhar para os problemas de nosso país, estado, cidade e rua, achando que não são nossos, sim eles são seus problemas também! Todos temos nossa parcela de responsabilidade, agora cabe a você leitor decidir abandonar a mentalidade mesquinha e retrograda do "não é problema meu", ou " não fui eu que fiz", arregaçar as mangas e fazer a diferença.

Durante esse importante encontro, apesar da manhã chuvosa, navegamos rumo a Ilha de Paquetá, onde tivemos o prazer de conhecer um pouco mais sobre a biodiversidade de nossa Baía de Guanabara, o mangue do Recôncavo da Baía de Guanabara, o qual possui uma zona de preservação que chega aos 14 mil hectares, dos quais 4 mil são mangue, onde há décadas atrás esteve a beira de ser extinto pela extração de madeira para alimentar as olarias, mas que graças ao trabalho realizado pelo ICMBio ao longo de anos, levou a recuperação de uma vasta área que estava comprometida.

Nosso editor teve a oportunidade de entrevistar o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que nos concedeu uma Live em nossa plataforma no Facebook.

"A prioridade do Ministério é a agenda de qualidade ambiental urbana, e entre os temas da agenda esta cuidar do mar, tirar o lixo e realizar o saneamento, que foram de fato esquecidos até então e são de fundamental importância não só para preservação do meio ambiente, mais para a saúde e qualidade de vida das pessoas...", disse Ricardo Salles, que prosseguiu dizendo que o evento é um marco da parceria entre o Governo Federal, a Marinha do Brasil e a sociedade civil que se unem pelo bem de todos. 

Aproveitando a oportunidade, questionamos o ministro sobre qual sua visão sobre os desafios que o novo governo enfrenta diante de tantos problemas que tem se arrastado ao longo de décadas na pasta ambiental, tendo resultado em catástrofes como a de Mariana e Brumadinho, que resultaram não apenas em danos ambientais, mas na perda de brasileiros, vítimas do descaso e omissão do poder público brasileiro, questionando sobre a necessidade de uma postura mais enérgica e ativa do estado na fiscalização e prevenção destes acidentes, o combate a poluição e as medidas de conscientização e preservação ambiental.

"O tema Meio Ambiente, é extremamente importante em todas essas frentes, mas em todas elas se não tivermos eficiência, gestão, metas e metodologia que trate dos temas que demandam ser acompanhados, não teremos um bom resultado. Para além do mérito de todas as frentes, é preciso ter uma metodologia que seja voltada para alcançar resultados, só o discurso não resolve, tem que ter prática, e a prática passa por uma boa gestão de recursos", disse o ministro Ricardo Salles.

Dentre as autoridades que se mobilizaram para apoiar o programa de despoluição e preservação da Baía de Guanabara, contamos com o apoio do Deputado Federal Prof. Joziel, eleito pelo PSL-RJ, o representante fluminense em Brasília, nos concedeu entrevista, onde falou sobre a importância que tem tido hoje as questões ambientais, e como isso tem sido tratado em Brasília pelo Congresso Federal.

"Em Brasília a questão tem sido levada muito à sério, em virtude das respostas que a natureza tem dado à omissão as questões ambientais, que foi tratado sempre em segundo ou terceiro plano, mas estes alertas que temos tido da natureza, estão suscitando na visão legislativa como na população e um comportamento diferenciado, pois temos que entender que não dá para andar em dissonância com a natureza. Isso passa pela ação do cidadão, pela educação ambiental e sobretudo pela legislação já existente no país, bem como os dispositivos necessários para que funcione, essa é uma pauta de grande importância nesse governo que se inicia", disse Joziel.

"Brumadinho nos alertou sobre a importância de termos mais rigor na fiscalização e cumprimento delas, bem como os licenciamentos ambientais, é preciso ter mais rigor quanto aos processos e fiscalização, principalmente de mineradoras e industrial que trabalham com material que apresentam alto risco de contaminação e poluição do meio ambiente, esse cenário de tragédias que vivenciamos, com certeza irá resultar em mudanças profundas nos processos e rigor no cumprimento das leis e regras, mudando essa imagem negativa que infelizmente conquistamos no cenário internacional com duas grandes tragédias envolvendo barragens em curto espaço de tempo, e um contra senso, pois o Brasil foi sede da Rio 92 e o Rio +20, sendo palco principal das discussões ambientais na esfera global", respondeu Joziel complementando. 

Na chegada à Paquetá, foi realizada a cerimonia de assinatura da Carta de Compromisso, da qual o GBN News figura como a primeira mídia signatária, mostrando nossa posição clara e séria com relação ao compromisso que assumimos enquanto veículo de informação e produção de conteúdo, servindo de exemplo as demais mídias, para que as mesmas possam se unir a nós nesta causa e disseminar o debate e a informação, contribuindo para criação de uma mentalidade mais responsável por parte de nosso público e assim contribuindo para educação ambiental não apenas no âmbito fluminense, mas no Brasil e todos os países que acompanham nosso trabalho. A Marinha do Brasil é um dos grandes parceiros deste programa de despoluição da Baía de Guanabara, tendo papel fundamental em apoiar a fiscalização e atividades que estão dentre suas atribuições constitucionais, apesar de possuir um vasto vácuo jurídico no que tange ao seu papel na repressão de atividades que fogem de sua atribuição como entidade fiscalizadora, algo que deveria ser revisto no congresso e senado, conferindo maior liberdade de ação e repressão de atividades que degradam nosso meio ambiente.

Após desembarcarmos na bela Ilha de Paquetá, seguimos para outro cais, onde mesmo sob uma fina garoa, embarcamos em lanchas e flexboat para conhecer de perto o mangue e o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo ICMBio. Onde nos surpreendeu o fato de boa parte da Baía de Guanabara estar sofrendo com assoreamento, o que dificulta o deslocamento de embarcações e também representa um grande problema a fauna deste importante bioma. Simplesmente fantástico, o mangue é de uma beleza ímpar, e o contato direto com essa realidade nos leva a pensar sobre nosso papel enquanto cidadão e brasileiro. É um grande desafio fiscalizar aquela região e os rios que escoam ali ainda mantendo viva a nossa Baía, ressaltando que estes últimos cinco rios "vivos", representam o maior volume de água despejado na Guanabara, sendo ainda água limpa, ajudando a renovar as águas e nos dando esperança de conseguirmos reverter décadas de omissão e descaso que estão levando a quase extinção da população local de Botos Cinza, onde o número de indivíduos da especie caiu de mais de 800 na década de 80, para menos de 100 animais nos dias de hoje, assim como várias outras especies.

O mangue cobre uma vasta área, e através de seu "labirinto" chegamos a base da ICMBio em Guapimirim, onde assistimos uma apresentação sobre o trabalho e desafios enfrentados na preservação desta reserva e encerramos nossa missão, sendo a única mídia especializada presente e participante do evento.

Em breve traremos mais artigos tratando desse tema que faz parte do tema correlato à geopolítica e defesa, apresentando a participação da Marinha do Brasil que tem realizado um trabalho ímpar.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

F-35 está fora da disputa na Alemanha

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O Ministério da Defesa da Alemanha descartou oficialmente o F-35 como uma opção para substituir sua envelhecida frota de Tornado.

Um funcionário do ministério confirmou que o F-35 não é um dos finalistas da competição, que busca um substituto para a frota de 90 aeronaves. A notícia foi relatada pela primeira vez pelo site alemão AugenGeradeaus.

O movimento não é de todo surpreendente. Berlim há algum tempo tem favorecido oficialmente uma versão atualizada do Eurofighter Typhoon de quarta geração, construído pelo consórcio Airbus, Leonardo e BAE Systems, como o substituto do Tornado. O principal argumento é manter as empresas europeias envolvidas na construção de aeronaves de combate e, talvez mais importante ainda, evitar o incômodo momento franco-alemão na cooperação em matéria de armamentos.

No entanto, a decisão deixa em aberto a questão da certificação de armas nucleares. O Typhoon não é certificado para transportar as bombas nucleares fabricadas nos Estados Unidos, que a Alemanha, como parte de sua postura estratégica, deve ser capaz de carregar suas aeronaves.

Com a eliminação do F-35, a competição fica entre o Europeu Typhoon é o norte americano F/A-18E/F Super Hornet da Boeing.

Antes que o MD alemão confirmasse que o F-35 estava oficialmente fora da disputa, a Reuters informou na quinta-feira (7) que o ministério estava considerando dividir a compra entre o Typhoon e o F-35 ou Super Hornet.

A encomenda do Typhoon e de uma aeronave americana facilitaria o prosseguimento da missão nuclear da OTAN, ao mesmo tempo em que apoiaria a base industrial europeia. No entanto, isso poderia complicar a logística, adicionando mais despesas e forçando a Força Aérea Alemã a manter duas cadeias de suprimentos.

Vale a pena notar que apesar das reclamações sobre o custo de manter o envelhecido Tornados voando, manter um certo número deles sempre esteve sob consideração, sendo uma proposta dolorosa, mas não impossível, entre alguns especialistas em defesa. Esse é especialmente o caso da missão nuclear.

"Não precisa ser um substituto com capacidade nuclear para o Tornado", disse Karl-Heinz Kamp, presidente do instituto de pesquisa Federal Academy for Security PolicyEle observou que qualquer governo alemão é extremamente avesso à publicidade em torno dos possíveis bombardeiros atômicos de Berlim.

"É por isso que eles continuarão voando os Tornados, apesar do preço e apesar de terem perguntado sobre uma certificação nuclear do Eurofighter em Washington", previu Kamp na época.

Autoridades de defesa alemãs na noite de quinta-feira (7) enfatizaram que nenhuma decisão foi tomada além de reduzir a disputa entre o F/A-18 e o Eurofighter Typhoon. O Ministério da Defesa solicitará informações adicionais dos respectivos fabricantes, Boeing e Airbus, sobre as questões de operações, viabilidade econômica e cronograma, disseram as autoridades.

A decisão da Alemanha parece ter sido uma surpresa para a Lockheed Martin, fabricante de F-35, que não foi informada pelo ministério do anúncio iminente.

"Nós não fomos oficialmente notificados de uma decisão sobre o futuro caça da Alemanha", disse o porta-voz da Lockheed, Mike Friedman. “O F-35 oferece valor inigualável como a aeronave com melhor capacidade de vida útil e menor custo, enquanto oferece as melhores oportunidades econômicas e industriais de longo prazo em comparação a qualquer caça no mercado. Como a base da próxima geração aérea da OTAN, o F-35 é a aeronave mais avançada do mundo atualmente, e inclui capacidades de ataque eletrônico muito além de qualquer aeronave especializada de quarta geração ”.

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Após dois anos de negociações, Austrália fecha compra de submarinos por 50 bilhões

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No dia 19 de dezembro de 2016, nós noticiamos aqui a definição australiana pela proposta francesa visando a construção de 12 modernos submarinos. O acordo bilionário entre o governo australiano e o francês, no qual estava previsto a criação de uma filial da Naval Group (DCNS à época) em Adelaide, onde serão construídos os 12 novos submarinos da Austrália, sendo versões reduzidas dos furtivos submarinos Barracuda de 4.700 toneladas,  que originalmente adotam propulsão nuclear, sendo considerados um dos melhores submarinos em operação. A versão que será construída na Austrália, esta sendo chamado Shortfin Barracuda, deslocando 4.500 toneladas e adotando propulsão diesel-elétrica, possuindo um sistema de propulsão de jato que irá oferecer capacidades mais silenciosas do que os Barracudas originais.

Após pouco mais de dois anos de negociações, as autoridades finalmente assinaram o acordo para a construção dos novos submarinos da Marinha australiana. Anunciando o Acordo de Parceria Estratégica para obtenção dos submarinos da Classe "Attack" com o conglomerado de defesa francês Naval Group.
Em dezembro do ano passado, havia relatos de que o projeto que é apontado como o maior contrato de defesa da década, chegando a casa dos 50 bilhões de dólares, poderia atrasar e custar milhões a mais que o inicialmente estipulado.
No entanto, uma declaração conjunta do primeiro-ministro Scott Morrison e do ministro da Defesa, Christopher Pyne, disse que o trabalho terá continuidade, com primeiro submarino da classe de "Attack", o "HMAS Attack", sendo entregue dentro do orçamento previsto no início da década de 2030.
A assinatura formal do acordo é um "momento decisivo para o país", disse o comunicado, "Os submarinos ajudarão a proteger a segurança e a prosperidade da Austrália nas próximas décadas e também aprofundarão o relacionamento de defesa entre a Austrália e a França", afirmou.
A construção dos submarinos que representarão uma grande superioridade regional em se tratando de guerra submarina, já teve inicio e os trabalhos continuarão sob o acordo, que representa a base contratual do programa "Attack".
Os submarinos são um dos principais pilares do Plano Nacional de Construção Naval, o qual chega ao investimento de aproximadamente 90 bilhões dólares, envolvendo não apenas a construção de submarinos, mas várias classes de navios, sob o qual 54 novos meios serão construídos na Austrália.
O contrato de submarino apesar de assinado, pode ser quebrado a qualquer momento, dando ao governo australiano a opção de cancelar o programa bilionário se houver atrasos ou falha na entrega da capacidades prometidas.
O contrato não determina um nível mínimo de conteúdo australiano, mas o presidente e chefe executivo da Naval Group, Herve Guillou, insistiu que todos os 12 submarinos seriam construídos em Adelaide.
O Acordo de Parceria Estratégica entre a Commonwealth e o Naval Group foi assinado em Camberra após negociações prolongadas e às vezes difíceis no ano passado entre as partes devido as cláusulas-chave, incluindo garantias sobre defeitos e cláusulas de multa por blowouts .
A ministra da defesa francesa, Florence Parly, que participou do evento, criticou o primeiro-ministro Scott Morrison e o ministro da Defesa Christopher Pyne.
"Quando soube, em algum momento, que estavam falando sobre a duração das negociações, pensei 'abram os olhos'. Este é o acordo do século", disse ela durante seu discurso.

Parly disse que foi preciso muita confiança para a Austrália "apostar na França", mas também confiança por parte de Paris para compartilhar sua tecnologia ultrassecreta.
A construção do primeiro submarino deverá começar no final de 2023 e iniciando as provas de mar em 2031 e estará pronta para a missão no final de 2034.
Mas dada a complexidade da reengenharia, tendo em vista que era originalmente um submarino nuclear, o qual esta sendo transformado em uma versão diesel-elétrica construída em Adelaide, e o fato da Naval Group já está atrasada em cerca de três anos com submarino "Barracuda" destinado à Marinha francesa, vários especialistas em defesa questionam se os submarinos serão entregues no prazo previsto.
Enquanto a oposição não confirmou nada publicamente, muitos na indústria de defesa esperam que seja realizada uma revisão ou auditoria no programa. O porta-voz da oposição, Richard Marles, disse que, enquanto o Partido Trabalhista continua comprometido com a Naval Group, ele criticou o governo por não manter a tensão competitiva ao selecionar um projetista, privando a Commonwealth de alavancar nas negociações.
O governo australiano pode quebrar o contrato a qualquer momento e não precisa esperar que o Naval Group descumprir com os prazos previstos de entrega. No entanto, qualquer rescisão deve ser "justa e equitativa", provocando uma compensação que pode chegar a bilhões de dólares.
O acordo também não impõe um nível mínimo de conteúdo da indústria australiana na construção dos submarinos, mas a Defesa vai forçar os fornecedores estrangeiros a mostrar como apoiarão a manutenção e sustentação de componentes para garantir a capacidade e soberania. A defesa também terá direito de veto sobre as empresas subcontratadas.
O senador da Aliança de Centro, Rex Patrick, um ex-submarinista que é cético em relação ao projeto, disse que Pyne havia prometido inicialmente um mínimo de 90% do conteúdo da indústria australiana, mas reduziu isso.
"Isso é um esgotamento da indústria australiana", disse ele.
O senador Patrick disse que a indústria sofreu outro golpe depois que o Departamento de Defesa confirmou, por meio de estimativas do Senado, que o governo de Turnbull rejeitou a oferta do Naval Group de firmar parceria com o construtor de submarinos ASC.
Guillou disse que "não há dúvidas" de que todos os 12 submarinos seriam construídos na Austrália.
"Estamos construindo a infraestrutura, onde foi lançado em 13 de dezembro o marco inicial. Agora estamos começando a aumentar o número de funcionários", disse ele.


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com agências australianas de notícias
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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Aeronave A-100 AWACS faz primeiro voo em nova etapa de testes

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A nova aeronave russa A-100 AWACS (Airborne Warning and Control System) realizou seu primeiro voo em uma nova etapa dos testes de voo, segundo divulgou o Ministério da Defesa da Rússia neste sábado (9).

"A mais recente aeronave AWACS (Airborne Warning and Control System) multifuncional A-100 iniciou os voos de teste realizando seu voo inaugural", informou Moscou.

O A-100 é uma variante modificada da aeronave de transporte aéreo estratégico Ilyushin IL-76MD-90A. De acordo com o Ministério da Defesa Russo, a aeronave está equipada com um sistema de navegação e controle digitais, contando com uma arquitetura "glasscockpit", juntamente com um novo localizador de duas bandas com antena de fase fabricada pela Vega Radio Engineering Corporation.

"A aeronave AWACS multifuncional A-100 foi desenvolvida devido ao surgimento de novas classes de alvos e à criação da aviação multirole de última geração. Suas capacidades excedem consideravelmente os análogos nacionais e estrangeiros, incluindo o E-3 da Força Aérea dos EUA ", disse o ministério.

O A-100 foi lançado em 18 de novembro de 2017 para testar características aerodinâmicas, aviônicos e equipamentos.


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Classe Tamandaré: Damen-Saab e o Programa Tamandaré

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Chegamos próximos à decisão da Marinha do Brasil, que deverá apresentar a definição do vencedor da concorrência que resultará na construção da nova classe de corvetas brasileiras, representando um importante avanço tecnológico e a renovação de nossa esquadra, a qual passará a contar com modernos navios de escolta, tal decisão será anunciada no final do próximo mês, onde finalmente conheceremos o consórcio e o design das corvetas da "Classe Tamandaré".

Dentre os finalistas do processo, se destaca o consórcio Damen-Saab, o qual trás como proposta o projeto Sigma 10514, um design modular que apresenta uma concepção avançada de construção, unindo duas grandes empresas europeias e um seleto grupo de empresas brasileiras. A proposta tem sido considerada como a favorita, com grande potencial de sucesso na disputa, embora esteja sendo um processo com fortes candidatos e propostas atraentes em vários aspectos.

Diante da proximidade do anúncio do vencedor, nós estamos buscando trazer um pouco mais sobre os finalistas do programa, fornecendo ao nosso público um panorama mais completo sobre as opções que nossa Marinha possui na mesa, sendo a primeira desta série a proposta feita pelos Holandeses e Suecos.

Antes de entrar na proposta em si, se faz necessário conhecer um pouco mais sobre o consórcio, afim de estabelecer uma visão mais ampla, que envolve não apenas a proposta em si, mas as capacidades e histórico das empresas envolvidas no processo. Neste quesito, as duas empresas que encabeçam o consórcio possuem um histórico relevante junto a Marinha do Brasil, tendo fornecido soluções e serviços a mesma, onde os holandeses nos idos anos 50 construíram dez corvetas da Classe "Imperial Marinheiro", além da modernização do saudoso NAeL "Minas Gerais", possuindo know-how décadas de experiência na construção naval voltada ao mercado de defesa, tendo adquirido boa parte desta capacidade com a absorção de vários estaleiros especializados, como Wilton e Scheld, tendo construído também o NVe "Cisne Branco" pertencente a Marinha do Brasil no final dos anos 90.

A SAAB possui um longo histórico como fornecedor de tecnologias para as forças armadas brasileiras, indo muito além do caça Gripen E/F-BR, sendo fornecedora de vários sistemas optrônicos que equipam nossas corvetas Classe "Inhaúma", fragatas Classe "Niterói" e outros meios, além de radares como os que equipam nosso Embraer AEW&C, sistemas de defesa aérea RBS-70 dentre vários cases bem sucedidos, possuindo um elevado grau de confiabilidade, com sistema logístico e suporte que tem atendido adequadamente nossas necessidades. 

Dentre as empresas brasileiras que compõe o consórcio, temos o Estaleiro Wilson Sons, um dos mais modernos e ativos do Brasil, detentor de uma infraestrutura ímpar, possuindo enorme know-how em projetos modulares como é o caso do Sigma 10514, além de já possuir parceria de longa data na construção de navios de projeto da Damen, o que significa ter o ferramental e a capacitação técnica necessária para execução de projetos em acordo com os processos previstos na filosofia de construção holandesa, o que resulta em menor tempo para preparação das equipes envolvidas na construção e gerenciamento dos processos construtivos e de montagem. 

A WEG, empresa nacional líder no fornecimento de equipamentos elétricos e sistemas de automação, com vasta experiência e reconhecimento no mercado, possuindo um largo histórico de cooperação no Brasil, instalando sistemas elétricos e de automação a bordo de mais de 40 embarcações projetadas pela Damen e construídas pela Wilson Sons no Brasil, incluindo o primeiro PSV diesel-elétrico no Brasil. 
A Consub empresa voltada ao desenvolvimento de sistemas navais e soluções, é parceira da Marinha há mais de 20 anos, sendo referência no Brasil quando falamos em desenvolvimento de soluções e tecnologia de sistemas navais, sendo a única empresa brasileira que produziu, instalou e testou um Sistema de Comando e Controle Tático e de Armas, o SICONTA, sistema operado na maior parte da esquadra brasileira. A faz parte do seleto grupo de empresas que possui a certificação de "Empresa Estratégica de Defesa" (EED),certificação inserida na Estratégia Nacional de Defesa do Brasil, que distingue as empresas de capital majoritariamente nacional que trabalham na modernização e fortalecimento das Forças Armadas Brasileiras. Tendo cumprido todo processo de avaliações que classificaram a mesma como detentora do know-how de tecnologias essenciais para a manutenção da soberania nacional.

Outra empresa nacional de destaque no consórcio, é a AKAER, empresa detentora de um vasto expertise em projetos, participando no desenvolvimento do Gripen E/F, trás consigo uma vasta capacidade de gerenciamento e desenvolvimento tecnológico, onde terá como papel, caso o consórcio venha a vencer a concorrência,  na fabricação e montagem dos subsistemas destinados a Corveta "Tamandaré".



O Projeto SIGMA 10514

A proposta realizada pelo "Consórcio Damen-Saab Tamandaré" vislumbra a construção das quatro corvetas "Classe Tamandaré" tendo como base o já consagrado projeto Sigma 10514, o mesmo é de construção modular, sendo dividido em seis módulos, os quais após concluídos são integrados dando origem ao navio. Tal processo apresenta bastante flexibilidade, com a possibilidade de construção dos módulos em locais diferentes, uma facilidade que torna possível a montagem simultânea de vários navios, onde após a montagem dos módulos em locais distintos, estes podem ser lavados para integração e finalização no estaleiro designada para tal função.

No caso deste projeto se sagrar a opção brasileira, a previsão é que todo o processo de construção dos módulos seja executado nos Estaleiros Wilson Sons localizados no Guarujá em São Paulo. Porém, o primeiro exemplar da nova classe de corvetas, terá a construção dos módulos 3 e 5 construídos pela Damen na Holanda, sendo estes os dois módulos onde se encontram os sistemas sensíveis do navio, portanto demandando a capacitação técnica e transferência da tecnologia necessária para sua construção à parte brasileira do projeto.

O Módulo 3 é onde se encontram os sistemas de geração de energia e propulsão, sendo necessário que no primeiro navio o mesmo seja construído na Holanda com a participação brasileira, assim tornando a equipe brasileira capacitada a construção do mesmo no Brasil, onde executará a construção dos módulos destinados aos demais navios com suporte de técnicos da Damen. O mesmo se dará com Módulo 5, onde será integrado os sistemas de combate do navio.


Em termos de sistemas, a proposta do Consórcio oferece o moderno sistema 9LV CMS da Saab,  o qual oferece um sistema C4I completo (Comando, Controle, Comunicações, Computadores e Informação) para todos os tipos de plataformas navais. Fornece à equipe de comando excelentes capacidades operacionais, apoiando todo tipo de missão, do litoral ao mar aberto, podendo ser empregado tanto em navios de pequeno porte, como os de patrulha e fragatas, quanto de grande porte, como submarinos e porta-aviões.

Além de adequarem-se a todos os tipos de plataformas, o sistema 9LV CMS da Saab oferece integração de qualquer subsistema selecionado pelo cliente, seja ele desenvolvido pela Saab, por terceiros, ou a combinação de ambos. O 9LV CMS também fornece apoio para interoperabilidade e operações de cooperação como parte de uma força internacional. Entre outros atrativos que oferece, está o suporte ao treinamento da equipe, gravação e avaliação.
"O 9LV é baseado em uma arquitetura modular aberta, o que dá ao cliente a liberdade de escolha e a vantagem de ter um sistema naval C4I flexível, totalmente adaptável às necessidades e exigências específicas, conectando qualquer arma a qualquer sensor", segundo Torbjörn Persson, diretor sênior de Sistemas Navais na área de Surveillance da Saab. "As soluções variam de sistemas de gerenciamento de combate naval em grande escala, com diversas interfaces, para combate naval em três dimensões (ar, superfície e submarino), sistemas de direção de tiro (FCS), com algumas interfaces para qualquer tipo de míssil e arma (independente do calibre), para sistemas C2 em pequena escala e estações de armas navais remotas (RWS) com diversos tipos de armamento (7.62mm, 12.7mm e 40mm)", complementa.
A última geração do 9LV CMS é modular e escalonável, permitindo conectividade e interoperabilidade única de software. Ela também possibilita um desenvolvimento mais rápido e acessível; a atualização e o suporte são mais fáceis; e a adaptabilidade é aprovada. "Esta abordagem reduz o custo do sistema e do seu ciclo de vida e mitiga riscos por evitar obsolescência tecnológica, laços indesejados com o proprietário ou vendedor, tecnologia única e confiança num fornecedor único", adiciona Fredrik Hillbom, diretor de vendas de Sistemas Navais da Saab na América Latina.
O 9LV CMS permite que seus operadores atuem constantemente num ciclo de observação, orientação, decisão e ação", aponta Persson. Os sistemas fornecidos são utilizados em pequenas embarcações de patrulha até grandes fragatas e porta-aviões. Os navios são utilizados em ambientes bem diferentes, de altas temperaturas (tanto climas secos quanto úmidos) a condições árticas.
Além do sistema 9LV CMS, a proposta inclui o sistema de radar 3D Sea GIRAFFE AMB, Sistema IFF, sistema diretor de tiro Saab CEROS 200 e EOS 500, sistemas SME-250 e CRS Naval, sonar de casco, sistemas de comunicação (ICS) Saab Tacticall.
A proposta é bastante interessante, por tratar-se de projeto modular,  se o mesmo se sagrar vencedor, poderá futuramente resultar no projeto de uma nova classe de fragatas para atender as necessidades da Marinha do Brasil, a qual no momento não vislumbra investimento em qualquer projeto de escoltas além da Classe "Tamandaré", tendo em vista o orçamento limitado, conforme abordado aqui no GBN News em matéria sobre as perspectivas da Marinha do Brasil, sendo no momento o foco a obtenção das quatro corvetas por construção através do Programa Tamandaré, além da continuidade do cronograma de construção de submarinos do PROSUB, o que leva a necessidade de se equalizar e otimizar ao máximo os recursos que possui para se manter operacional até a chegada das novas corvetas e submarinos, onde as atuais fragatas terão sua vida estendida através do processo de atualização de sistemas com objetivo de mantê-las operativas. 
Em breve traremos um pouco mais sobre os demais concorrentes do Programa CCT.

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Consórcio Damen Saab Tamandaré se aproxima de pequenas e médias empresas brasileiras

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Integrantes do Consórcio Damen Saab Tamandaré falaram sobre o comprometimento em promover o desenvolvimento de tecnologia e inovação no Brasil para centenas de representantes de indústrias locais, de pequeno e médio portes, com potencial capacidade de fornecimento para a construção das quatro corvetas da Classe Tamandaré para a Marinha do Brasil. O encontro aconteceu no dia 31 de janeiro na ABIMAQ, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

Alencar Leal, diretor de vendas da Saab do Brasil abriu as apresentações e reforçou a disposição do Consórcio Damen Saab Tamandaré em promover o desenvolvimento da indústria local e fazer uma ampla transferência de tecnologia e inovação às empresas brasileiras, além de estabelecer uma parceria sólida e de longo prazo com o Brasil. De acordo com o executivo, o grupo tem forte confiança no país.

A Damen e a Saab têm uma longa parceria estratégica que iniciou na Holanda, no passado, e hoje, se estende ao Brasil para o projeto CCT. As empresas parceiras, integrantes do consórcio, têm um longo histórico de parcerias mútuas no Brasil e no mundo. A exemplo disso, a Damen e a Wilson Sons Estaleiros somam quase 30 anos de parceria e já trabalharam juntas em mais de 90 projetos; a CONSUB, atua com a Marinha do Brasil há mais de 20 anos e o a brasileira WEG, que juntamente com a Wilson Sons, desenvolvem projetos em parceria há mais de 10 anos.

”A longa data de parceria entre as empresas integrantes do Consórcio Damen Saab Tamandaré fomenta o entrosamento e abrevia a linha de aprendizagem do projeto, fazendo com que todos os envolvidos executem seus trabalhos de forma mais assertiva e eficaz. Os canais de transferência de tecnologia e conhecimento já estão alinhados e este esclarecimento otimiza os planos do projeto”, explicou Leal.

 A mesa diretora de apresentação foi composta por Alencar Leal e Piet Verbeek, da Saab, José Geraldo Fernandes, da CONSUB, Wolter ten Bokkel Huinink, da Damen, Alberto Machado, da ABIMAQ, Adalberto Souza e Eduardo Valença, da Wilson Sons Estaleiros e Jairo Souza, da WEG.


Eduardo Valença, gerente comercial e suprimentos da Wilson Sons, reforçou que a Wilson Sons é um estaleiro integrador e não um projetista, ou seja, tem know-how e mão de obra qualificada para lidar com novos trabalhos. Valença explicou que a empresa está preparada para incorporar o projeto Tamandaré imediatamente, a fim de operacionalizar a construção das Corvetas com um fluxo de trabalho muito alinhado quanto à transferência de tecnologia. O executivo confirmou a solidez financeira do estaleiro e também seu reconhecimento pelo cumprimento dos prazos sem qualquer aditivo de contrato.

Quanto à oportunidade para a indústria local, os executivos do consórcio afirmaram que, além de receber a transferência de tecnologia e o reforço de conhecimento de anos adquiridos pelas empresas integrantes do consórcio, as companhias brasileiras terão a oportunidade de fazer parte da cadeia global de suprimentos de empresas como a Saab e a Damen.

“Essa é uma realidade que já existe em outros projetos ao redor do mundo. Certamente, este processo pode acontecer com fornecedores e empresas brasileiras. A exemplo da WEG, uma empresa 100% brasileira, que já é parceira de longa data da Damen e, hoje, faz parte da cadeia de fornecimento mundial da companhia holandesa”, disse Wolter ten Bokkel Huinink, diretor de projetos da Damen.

A decisão da Marinha do Brasil pela melhor proposta para a construção das quatro corvetas da Classe Tamandaré está prevista para acontecer em março desse ano.


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com release da SAAB Group
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