sábado, 21 de outubro de 2017

Ataque a base militar no Afeganistão deixa 50 mortos

Os talibãs lançaram um novo ataque no Afeganistão, nesta quinta-feira (19), que matou ao menos 50 soldados em uma base no sul do país.
Cometido com uma bomba implantada em um Humvee (veículo militar leve), esta foi a terceira investida letal contra forças do governo em menos de 48 horas.
Segundo o Ministério da Defesa, "mais de 60 soldados estavam na base, 43 morreram, nove ficaram feridos, e seis estão desaparecidos".
"Dez agressores foram mortos", relatou a Pasta em um comunicado.
Já uma autoridade provincial falou de "50 mortos e 20 feridos".
O ataque aconteceu esta manhã, às 2h50 (20h20 de quarta, no horário de Brasília), quando um grupo de insurgentes atacou a base de Chashmo no distrito de Maiwand.
"Achamos que os invasores usaram pelo menos um Humvee cheio de explosivos, que detonaram na entrada da base. Temos de verificar se havia vários nele, mas, infelizmente, não sobrou nada no campo. Queimou tudo" , declarou à AFP o porta-voz do Ministério, general Dawlat Waziri.
Reforços foram enviados para o local.
Em uma mensagem dirigida à imprensa, os talibãs reivindicaram a operação, afirmando que "os 60 soldados foram mortos".
Uma fonte dos serviços de segurança consultada pela AFP disse que "um único Humvee roubado do Exército" foi usado.
"Quando esse tipo de veículo é enchido de explosivos basta um só para causar enormes estragos. Explodiram a base. Não resta mais nada, apesar dos muros de proteção", disse esse funcionário.
Segundo ele, recentemente, os talibãs "ameaçaram" a instalação diversas vezes.
- Já ameaçado -
Mortos e feridos foram levados para o hospital da base militar de Kandahar, a grande cidade do sul do país.
O distrito de Maiwand é uma área afastada, em uma zona particularmente exposta, 80 quilômetros ao oeste de Kandahar e a cerca de 20 km do limite com Helmand, a "província da papoula". Ali, os talibãs controlam dois terços do território.
Os insurgentes também são acusados de lançar uma novo ataque aéreo, nesta quinta, no distrito de Ghazni, ao sul de Cabul.
"Pelo menos dois policiais foram mortos no ataque a seu posto" no distrito de Andar, já atacado na terça-feira, anunciou o chefe da Polícia provincial de Ghazni, Mohammad Zaman.
Ao menos 30 pessoas morreram no ataque de terça, incluindo 25 membros das forças da ordem.
Nesse mesmo dia, uma operação de envergadura realizada com três carros-bomba e um comando de pelo menos 12 homens se arrastou por mais de cinco horas contra um complexo da Polícia em Gardez, capital da província de Paktiya no sudeste.
O balanço oficial é de mais de 60 mortos e 230 feridos, entre civis e policiais.
Na fronteira com o Paquistão, a província de Paktiya e a região do sudeste em geral - como Kandahar e Helmand - são considerados redutos dos talibãs e de outros elementos armados em luta contra o governo central.

Fonte: AFP

Bagdá recupera último setor controlado pelos curdos na província de Kirkuk

As forças iraquianas retomaram dos combatentes curdos a última zona que eles controlavam na província de Kirkuk, após intensos combates.
O Comando Conjunto das Operações (JOC), que reúne o conjunto das forças iraquianas, anunciou na sexta-feira à noite a "retomada do controle de Altun Kupri", um aglomerado de 36 vilarejos que se estende por 530 km² e habitados por uma população mista de 56.000 curdos e turcomanos.
Esta zona agrícola é estratégica por estar localizada entre as cidades de Kirkuk e Erbil (50 km), no limite entre as duas províncias. A primeira está sob a autoridade constitucional de Bagdá e a segunda sob o domínio das autoridades do Curdistão iraquiano, que beneficia desde 1991 de uma autonomia, ampliada em 2005.
É por esta zona que transitam mercadorias e turistas entre o Curdistão e o resto do território iraquiano.
Neste contexto, os Estados Unidos pediram às forças federais iraquianas que limitem seus "movimentos" nas áreas disputadas com os curdos para evitar mais violência.
Tanto as forças iraquianas quanto as curdas foram aliadas-chave dos Estados Unidos na guerra contra o Estado Islâmico (EI), mas esse inimigo extremista comum não apagou as disputas territoriais e financeiras de longa data entre as duas partes.
"Para evitar qualquer mal-entendido, ou novos confrontos, exortamos o governo central a acalmar a situação, limitando os movimentos das forças federais nas áreas disputadas apenas ao acertado com o Governo Regional do Curdistão", disse a porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert.
Os Estados Unidos também instam "todas as partes a acabarem com toda violência e movimentos provocadores e a coordenarem suas atividades para restabelecer a calma", acrescentou a porta-voz.
As forças curdas iraquianas obtiveram, ou consolidaram seu controle sobre várias áreas disputadas durante a guerra de três anos contra o EI, que viu as tropas iraquianas fugirem de seus postos no norte durante a ofensiva extremista inicial em 2014.
Um referendo não vinculativo sobre a independência, celebrado pelos curdos no mês passado, e a redução das principais operações contra o EI deram a desculpa e a oportunidade para que Bagdá recuperasse territórios perdidos.
Washington se opôs ao referendo de independência, assim como Bagdá e vários estados vizinhos.
Embora pareça provável que os Estados Unidos tenham dado pelo menos um aceite tácito à operação iraquiana, a declaração de Nauert também deixou claro que o renovado controle das forças federais sobre territórios em disputa não dá por encerrado o debate sobre o status dessas áreas.
"A reafirmação da autoridade federal sobre as áreas em disputa de modo algum muda seu status. Continuam sendo disputadas até que seu status se resolva, de acordo com a Constituição iraquiana", disse Nauert.

Fonte: AFP

Saiba quais as possíveis consequências geopolíticas da derrota do EI em Raqa

Ex-reduto sírio do grupo Estado Islâmico (EI), Raqqa está agora nas mãos de uma aliança dominada pelos curdos, aliados de Washington, mas que poderia se aproximar do regime de Bashar al-Assad e da Rússia, neste país devastado pela guerra.
Vejas as possíveis consequências geopolíticas da derrota jihadista nesta cidade:
Aproximação entre os curdos e o regime?
A captura de Raqa, ex-"capital" do EI na Síria, é a última vitória das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança antijihadista que recebe o apoio aéreo crucial dos Estados Unidos.
Desde 2015, elas expulsaram os extremistas de várias regiões, estabelecendo-se como uma força-chave na luta contra a organização jihadista.
Mas, conforme o autoproclamado "califado" desmorona, com o risco de desengajamento americano na Síria, as FDS podem se ver isoladas, segundo os analistas.
"Se os americanos se retirarem, as FDS vão ficar vulneráveis", aponta Aaron Stein, pesquisador do think tank Atlantic Council.
Nesse caso, os curdos, de acordo com os especialistas, poderiam se aproximar do regime de Bashar al-Assad, que os tratou até então com suspeita.
Aproveitando em 2012 a retirada do exército de Damasco - muito ocupado com a rebelião em outras partes do país - os curdos estabeleceram uma administração semi-autônoma em regiões do norte da Síria, na fronteira com a Turquia.
O anúncio do estabelecimento uma "região federal" em 2016 e da realização de suas primeiras "eleições" provocaram a ira do regime, que quer recuperar todo o território perdido desde 2011.
Mas se "os Estados Unidos retirarem suas tropas rapidamente, dentro de seis meses, os curdos (...) terão que se aproximar de Damasco" - com Moscou por trás - acredita Fabrice Balanche, analista da Hoover Institution da Universidade de Stanford.
Aaron Stein concorda, estimando que "as FDS estão bem posicionadas para negociar com o regime".
Um analista próximo ao regime também aposta que este é o momento para uma aproximação.
"As negociações de hoje são sobre negociações entre os curdos e o governo sírio", afirma Bassam Abu Abdallah, diretor do Centro de Estudos Estratégicos de Damasco.
Retorno do regime a Raqa?
O regime não reagiu oficialmente à tomada pelas FDS de Raqa, uma região que "não tem importância estratégica" para ele, segundo Balanche.
"Enquanto as FDS e os Estados Unidos se concentravam em Raqa, o exército sírio e seus aliados avançavam no deserto e se precipitavam em Deir Ezzor", explica, referindo-se à província oriental onde o EI conserva muitos setores.
As forças do regime fizeram progressos rápidos nas últimas semanas nesta província, com o apoio crucial da aviação russa.
Fabrice Balanche observa o lado "estratégico" de Deir Ezzor, região petrolífera que faz fronteira com o Iraque.
Mas isso não significa que o regime, que diz controlar 52% do território, abandonou todas as reivindicações sobre Raqa.
"Para o Estado sírio, a autoridade deve ser restaurada em toda a Síria", indica Abu Abdallah. "Uma estrutura separada (...) é inaceitável, mesmo que envolva o uso da força", continua, referindo-se à administração autônoma curda.
Além disso, dada a enorme destruição em Raqa, os curdos talvez não consigam lidar sozinhos com a reconstrução.
"Em troca da proteção russo-síria, eles entregarão Raqa ao governo de Damasco", que irá reocupar os edifícios oficiais e trazer de volta a polícia, prevê Balanche diante deste cenário.
Retirada americana?
"Não há muito o que fazer na Síria para os Estados Unidos, já que o EI foi praticamente eliminado", argumenta Fabrice Balanche. O presidente americano Donald "Trump parece querer acabar com o EI e parar por aí".
"Os Estados Unidos usam os curdos como um carta de seu baralho. Assim que atingirem alguns de seus objetivos, vão abandoná-los", garante Bassam Abu Abdallah.
O último grande reduto urbano do EI na Síria, a cidade de Boukamal, na província de Deir Ezzor, deve cair nos próximos meses, provavelmente nas mãos do regime.
Como resultado, os Estados Unidos se encontrarão "numa situação geopolítica incômoda" na Síria, de acordo com Abu Abdallah, que acrescenta: "Turquia, Rússia e Irã querem vê-los partir".
Ancara, que apoia a rebelião, e Teerã e Moscou, do lado de Damasco, se aproximaram nos últimos meses, isolando Washington no jogo sírio.

Fonte: AFP

Indianos querem abandonar programa FGFA com russos

O ambicioso programa indo-russo de 10 bilhões para o desenvolvimento conjunto e a produção de aeronaves de combate de quinta geração, ou FGFA, enfrenta um novo e grave obstáculo, já que a Força Aérea da Índia exige a descontinuação do projeto.

A liderança da IAF recentemente expressou apreensão ao Ministério da Defesa, alegando que o programa FGFA proposto com a Rússia não atende aos requisitos desejados, como as capacidades do caça F-35 dos EUA, revelou um funcionário da IAF. Esse funcionário acrescentou que "a IAF não está interessada em continuar com o programa".

O programa FGFA proposto não atende aos critérios de discrição e seção transversal desejados em comparação com o F-35, explicou o oficial, e são necessárias mudanças estruturais importantes que não podem ser atendidas nos protótipos russos existentes.

A FGFA também não possui um conceito de motor modular, tornando a manutenção cara e problemática. Um segundo funcionário disse que o conceito de motor modular é necessário para a manutenção da frota e a disponibilidade de aeronaves FGFA em curto prazo, uma vez que pode ser feito pelo próprio usuário.

Os russos ofereceram motores não modulares para o FGFA e sua manutenção e outras relações só podem ser tratadas pelo fabricante.

Os diplomatas da Embaixada da Rússia não estavam disponíveis para comentários.

Vaijinder K Thakur, ex-militar na IAF e analista de defesa. discorda com a avaliação de capacidade da Força Aérea, dizendo que o atual protótipo FGFA russo, conhecido como Su-57, possui o motor AL-41F1. Mas a variante de produção do FGFA seria equipado com  motor novo, que é 30% mais leve, possui melhor impulso e tem melhor eficiência de combustível e menos peças móveis. Isso resulta em maior confiabilidade e 30% menos custos do ciclo de vida, disse Thakur.

Sem ter operado os caças dos EUA, a IAF dificilmente está em posição de pronunciar julgamento sobre os custos comparativos de funcionamento a longo prazo dos caças da Rússia e dos EUA, acrescentou Thakur.

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com Defense News

Classe Koster - A solução para Marinha do Brasil

Nesta última semana, o GBN News cobriu o 1º Congresso Internacional de Contra Medidas de Minagem (1º CICMM), o qual ocorreu nos dias 17 e 18 na Escola de Guerra Naval na Urca, Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de especialistas, representantes da indústria naval e de sistemas, assim como militares das três forças brasileiras e de marinhas estrangeiras.

O congresso que teve apoio da SAAB, Thales, Abeking & Rasmussen, Navantia, JFD dentre outros patrocinadores, foi uma boa oportunidade para conhecer o atual panorama brasileiro em relação as capacidades e atuação, bem com conhecer projetos nacionais em desenvolvimento no campo de SUVs e AUVs, além de conhecer um pouco da doutrina de emprego dos meios de caça-minas e varredores em outras marinhas. O conteúdo de alto nível marcou as palestras apresentadas e que serão tema de futuros artigos e matérias

Mas o tema que nos levou a concepção desta matéria, diz respeito á uma conclusão que alcançamos ao analisar não só o exposto nas apresentações, mas principalmente as conversas que mantivemos com diversos oficiais da Marinha do Brasil e representantes da SAAB Kockums, e aqui nosso leitor poderá conhecer um pouco sobre o MCMV 47 “Koster Class”, navio proposto como a solução as necessidades urgentes da Força de Minagem e Varredura da Marinha do Brasil (ForMinVar), a qual hoje enfrenta um imenso desafio para manter suas capacidades e doutrina de guerra de minas.

A SAAB Kockums se destacou, apresentando um amplo leque de soluções, tendo o centro das capacidades apresentadas o MCMV 47 “Koster Class”, navio que já foi tema de uma matéria aqui no GBN News, quando tivemos contato com a solução sueca há cerca de um ano e meio.

"Classe Aratu"
O projeto da Classe Koster, sem dúvidas nenhuma, uma embarcação de extrema versatilidade e que exibe um potencial sem igual no mercado da categoria, claramente despertou o interesse da Marinha do Brasil, a qual busca em caráter de urgência um novo navio que venha a sanar a lacuna existente e substituir os navios remanescentes da “Classe Aratu”, projeto da Schütze-Klasse alemã que data dos anos 70 e já estão muito além de seu ciclo de vida operacional.

Os navios da “Classe Aratu” foram construídos em casco de madeira e materiais não magnéticos. Devido ao material de construção, após mais de 40 anos em serviço, estas embarcações começaram a apresentar um elevado nível de desgaste, ocasionando na retirada de operação de dois dos seis originalmente adquiridos. Segundo soubemos durante o congresso, os exemplares remanescentes da Classe Aratu, possui capacidade de estenderem-se ativos na esquadra até 2024, quando impreterivelmente terão de ser retirados de operação. Nas palavras do Vice-almirante Almir Garnier dos Santos , comandante do 2º Distrito Naval: “Nossa maior prioridade é garantir que não se perca todo o conhecimento de guerra de minas adquirido em quase 40 anos de operação dos Classe Aratu. Esses navios, em número de quatro, apresentam uma disponibilidade de três unidades com mais uma em manutenção...”, continuando “tivemos de flexibilizar esses trabalhos de modo a manter esses navios, de baixa complexidade operativos até a chegada dos novos navios que devem ser adquiridos antes de 2020. O Request For Proposal (RFP) será emitido em novembro próximo, e pretendemos selecionar um navio pronto, disponível e consolidado, não podemos aguardar o desenvolvimento de uma nova classe. Enquanto isso, vamos manter os Classe Aratu operativos, de modo a garantir a manutenção do conhecimento adquirido”..

Foto: Roberto Caiafa
Diante das necessidades da Marinha do Brasil, nos deparamos há alguns anos com o projeto sueco, o qual tem conquistado a atenção dos principais setores dentro da Marinha do Brasil, e passa a ser visto como o mais cotado projeto para dotar a ForMinVar de um meio moderno, eficiente e que garanta á Marinha do Brasil possuir não apenas um navio no “estado da arte”, mas todo conhecimento e capacitação tecnológica que garanta todo o ciclo de vida operacional da embarcação no inventário da marinha, onde será previsto um extenso programa de offset que nos lembra muito o que ocorre em outro importante programa de defesa brasileiro em parceria com os suecos da SAAB, o Gripen BR.

Apesar do difícil momento orçamentário, a Marinha do Brasil acredita que terá uma atenção especial do Ministério da Defesa com relação a esse importante programa, onde já recebeu do ministro Jungmann apoio nesse sentido.

Após vários estudos e avaliações realizados nos últimos anos, a Marinha do Brasil tem apresentado um grande interesse pela Classe Koster, o qual apresenta enormes vantagens em relação aos concorrentes.  Primeiro por se tratar de um projeto extensamente testado e certificado em operações reais, as quais desempenha com sucesso há décadas com a Svenska Marinen (Real Marinha da Suécia), onde lidam com a árdua missão de desminagem de uma vasta área no Báltico, onde enfrentam campos minados com milhares de artefatos remanescentes das duas Guerra Mundiais, que ainda hoje representam um enorme perigo a navegação, em especial pelas condições do Báltico, onde artefatos com mais de 90 anos se mantém intactos como se tivessem sido lançados há poucos meses, conforme foi apresentado na palestra de Jenny Strom (Commander Officer, 42 MCM Squadron, Svenska Marinen).


O MCMV 47 da Classe Koster, está equipado para destruir minas e realizar varredura mecânica, podendo operar com sistemas de varredura de minas autônomo SAM (Selfpropelled Acoustic Magnectic) controlado remotamente. É um navio versátil, projetado desde o início para a fácil adaptação, capaz de atender às diversas necessidades de seus operadores.

Toda a estrutura do casco e do convés do “Koster” é feito em material composto, conhecido como GRP. O material utiliza um método especial de camadas (em sanduíche), desenvolvido em estreita cooperação entre a Administração de Materiais de Defesa Sueca (FMV) e a Saab. O composto possui um núcleo que consiste de espuma rígida entre duas camadas de laminado de fibra de vidro. Possui uma massa menor do que um casco de placas únicas, sendo mais fácil de fabricar que outros materiais, e a estrutura resultante conferem excelentes propriedades aos MCMV, garantindo vida operacional ao casco ainda ilimitado.

Algumas das vantagens da tecnologia de construção do casco no “Koster” são:

·         Baixo peso
·         Baixa assinatura magnética
·         Baixa assinatura acústica (isolamento)
·         Baixa assinatura infravermelha (isolamento)
·         Baixa assinatura elétrica (UEP/ELFE)
·         Baixa assinatura de pressão
·         Alta resistência a impactos
·         Boa resistência a incêndio


O material é ao mesmo tempo não corrosivo e não degradável. Sendo de fácil reparação e requer um mínimo de manutenção, necessitando apenas do básico, como limpeza e pintura. Isto melhora significativamente o custo de manutenção durante o ciclo de vida, aumentando a expectativa de vida do casco e reduzindo o custo total do ciclo de vida (LCC). Isto foi confirmado por extensos testes de materiais e mais de 40 anos de serviço dos navios.

Durante um dos intervalos, estivemos conversando com alguns oficiais da Marinha do Brasil, os quais nos disseram que a opção sueca atende e supera com larga margem aos requisitos da Marinha do Brasil, sendo apontado pelos mesmos como a potencial escolha da Marinha do Brasil.

Outro ponto que corrobora para tudo que já citamos até o momento, é o fato de a SAAB estar interessada em ir muito além de apenas fornecer um navio ao Brasil, mas a sua postura de estabelecer uma parceria mais extensa. Para tanto, o CMG Castro Loureiro, deixou “escapar” em sua apresentação que a SAAB esta interessada em ir além de fornecer um navio, pois a mesma já realizou visitas técnicas á Base de Aratu, onde se empenhou em ouvir e entender as necessidades que a base possui em relação á sua capacidade de prover apoio e suporte na manutenção dos navios naquela base. Segundo o CMG Castro Loureiro, não basta comprar um novo navio, uma vez que o centro de manutenção na Base Naval de Aratu, encontra-se extremamente defasado tecnologicamente, sendo incapaz de prover o adequado suporte a uma embarcação de última geração como a que se pretende operar na ForMinVar.  De acordo com as palavras do CMG Castro Loureiro, a proposta da Saab para fornecer os novos navios caça-minas/varredores, que deverão substituir os vetustos navios da classe Aratu, oferece a melhor das propostas, onde não divulgou valores envolvidos, mas deixa claro que todo o pacote envolvido no negócio, que inclui a transferência tecnológica para capacitar a Base Naval de Aratu, o que garantirá a capacidade de manter e operar os modernos MCMV da Classe Koster.

Resta agora aguardar o desenrolar dos fatos, lembrando que o RFP será emitido no próximo mês, o qual terá uma rápida analise e decisão, tendo em vista o curto prazo entre a definição do novo navio e a sua entrada em operação, que deverá ocorrer antes de 2024, quando a Classe Aratu dará baixa. Torcendo para que o Governo Federal se atenha ás necessidades estratégicas da força naval e lhes garanta a dotação orçamentária para o programa.




GBN News – A informação começa aqui
por: Angelo Nicolaci


Nota: Em breve publicaremos uma detalhada apresentação do MCMV

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Exército iraquiano se mobiliza em todas as zonas em disputa em detrimento dos curdos

O Exército iraquiano pretende se mobilizar em todo o país, depois de recuperar em 48 horas quase todas zonas das quais os combatentes peshmergas curdos haviam se apoderado progressivamente desde 2003, especialmente na província petrolífera de Kirkuk.
"Não se trata de uma operação militar e sim de um reposicionamento das forças em todas as regiões para aplicar a lei", afirmou nesta quarta-feira à AFP o general Yehya Rasul, porta-voz do Comando Conjunto de Operações (JOC).
As forças iraquianas asseguram ter alcançado seus objetivos na região de Kirkuk ao fim de uma operação de 48 horas lançada em zonas fora do Curdistão autônomo, tomadas pelos combatentes curdos peshmergas em 2014, durante o caos provocado pela ofensiva-relâmpago dos extremistas do grupo Estado Islâmico (EI).
"O restabelecimento da segurança em setores de Kirkuk terminou, incluindo em Debes, Al-Mutaka e nos campos de petróleo de Kahbaz, Bay Hassan norte e sul", informou o JOC em comunicado.
"As forças voltaram a se mobilizar e retomaram o controle de Khanaqin e Jalawla na província de Dyala, assim como em Makhmur, Baachiqa, a represa de Mossul, Sinjar e outras zonas da planície de Nínive", acrescentou o comunicado.
Segundo um jornalista da AFP em Kirkuk, já não se vê nenhum peshmerga nessa cidade, onde há apenas forças do governo central.
- 'Os limites do Curdistão' -
"Os curdos perderam quase os 23.000 km2 que ocuparam progressivamente desde 2003", destaca o geógrafo francês Cyril Roussel.
"Há quase um retorno aos limites das três províncias que formam a região autônoma do Curdistão", acrescenta este especialista.
"É uma nova Anfal para o Curdistão", lamentou em comunicado o vice-presidente da região, Kosrat Rasul, em referência a uma violenta operação lançada em 1987-1988 por Saddam Hussein contra os curdos, na qual morreram mais de 180.000 pessoas e mais de 3.000 povoados foram destruídos.
Desde a invasão americana de 2003, os peshmergas se apoderaram progressivamente de 23.000 dos 37.000 km2 que constituem as zonas que o Curdistão autônomo reivindica ao governo central.
"A autoridade do poder central deve ser restabelecida em todo o Iraque, tenho que ser imparcial com todos os cidadãos", afirmou na terça-feira à noite o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi.
Mas o revés mais duro para os curdos foi a perda dos campos de petróleo de Kirkuk, que frustra suas esperanças de fundar um Estado independente separado do Iraque.
Até agora, o Curdistão exportava quase 75% da produção petroleira de Kirkuk, apesar da oposição de Bagdá.
O ministro iraquiano do Petróleo, Jabbar al-Luaibi, pediu à empresa British Petroleum (BP) "que tome o mais rápido possível as medidas necessárias para desenvolver as infraestruturas petroleiras de Kirkuk".
Seu ministério havia assinado um contrato de consultoria com a BP em 2013 para estudar as reservas e encontrar os meios de desenvolver os campos de Baba Gargar, o mais antigo do Iraque e cuja exportação remonta a 1927, e de Havana.
- Sessão parlamentar adiada -
Segundo a petroleira pública iraquiana North Oil Company, os técnicos voltaram aos campos de Bay Hassan e Havana para retomar a produção.
"Com a perda destes campos, a carteira curda se vê dividida por dois", destaca Roussel. "É o fim da autonomia econômica do Curdistão e do sonho de independência".
Os dois grandes partidos do Curdistão iraquiano entraram em guerra aberta depois do êxito das tropas iraquianas frente aos peshmergas.
Vários funcionários de alto escalão da União Patriótica Curda (UPK) acusam de "roubo" de recursos o presidente do Curdistão, Massud Barzani, líder do Partido Democrático do Curdistão (PDK).
Barzani expressou o seu ressentimento com os dirigentes do UPK e acusou "algumas pessoas que pertencem a um partido político de abrir a via para este ataque que provocou a retirada dos peshmergas".
Neste clima de crise, a reunião do Parlamento autônomo curdo prevista para esta quarta em Erbil foi "adiada sem data", informou à AFP o deputado do PDK Farhan Johar.
"O UPK quer um adiamento das eleições de dois anos, mas nós só aceitamos oito meses", explicou.

Fonte: AFP

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Desvendado suposto "pouso de emergência" do KC-390

Após vários boatos sobre um suposto pouso de emergência do KC-390 na última quinta-feira (12), percorrerem as mídias sociais, eis que nossos amigos da T&D conseguiram lançar luz sobre o ocorrido e esclarecer o fato.

Foto: Roberto Caiafa T&D
O suposto "pouso de emergência", tratava-se de mais uma fase dos ensaios em voo do KC-390 avaliando uma situação de estol, sendo parte da campanha de testes para certificação.

Em razão das manobras efetuadas, as quais seguiram os protocolos estabelecidos, a tripulação do KC-390 solicitou o retorno antecipado à base, pousando normalmente em Gavião Peixoto, onde esta sendo realizada a campanha de ensaios da nova aeronave brasileira.

Esse procedimento, que é normal para uma aeronave em fase de certificação do protótipo, o qual está abrindo seu envelope de voo durante o testes, foi interpretado erroneamente interpretado por pessoas que estavam acompanhando a frequência rádio de Gavião Peixoto, como uma situação de emergência, o que absolutamente não ocorreu segundo o comunicado da Embraer, o qual teve acesso a T&D.

O KC-390 esta cumprindo toda programação prevista no cronograma de certificação da aeronave, e deverá receber sua certificação final e entrar efetivamente em operação no próximo ano, cumprindo o cronograma que previa inicialmente sua entrega em 2018.

Agradecemos ao nosso amigo da T&D, Roberto Caiafa pelo esclarecimento do boato que vinha levantando várias especulações, e aproveitando para parabenizar a equipe da Embraer pelo sucesso em cada fase deste que tem sido visto como um dos mais importantes programas da indústria de defesa brasileira no momento.

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com Revista Tecnologia & Defesa

Saab confirma instalações do programa Gripen BR em São Bernardo

A Saab confirmou na última segunda feira (16), seus planos para instalação de uma unidade industrial em São Bernardo,  qual será responsável pela produção de componentes da fuselagem das aeronaves Gripen, a qual pretende-se não se limitar sua produção ao âmbito do contrato com a Força Aérea Brasileira, mas será incluída no plano estratégico da empresa para fornecer componentes em toda cadeia produtiva dos caças Gripen.
O anuncio ocorre dias após o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, em entrevista à Folha ter apontado o investimento sueco na cidade como apenas tendo sido até o momento uma promessa sem uma real confirmação, e que poderia acionar o Ministério Público Federal caso não houvesse manifestação formal da SAAB sobre os planos para a unidade a ser estabelecida na cidade, fato tendo sido inclusive tema de um esclarecimento publicado pelo GBN News, o qual apresentou aos seus leitores um panorama do programa estratégico.
Eng. Marcelo Lima - Diretor da SAM ( SAAB Aeronáutica Montagens)
Em comunicado à imprensa, foi anunciado o engenheiro Marcelo Lima como diretor geral da SAAB Aeronáutica Montagens (SAM), nome que será adotado pela nova planta industrial da SAAB no Brasil, constando ainda no mesmo que conforme descrito em matéria anterior do GBN News, que o projeto envolvendo a nova planta encontra-se de acordo com o cronograma da empresa, já tendo inclusive sido iniciado o recrutamento e seleção dos profissionais que irão ocupar os postos da nova unidade, restando ainda definir a localização da unidade, a qual fomos informados que está em fase final de seleção.
“O processo seletivo para a contratação dos funcionários da SAM já começou. Após a seleção, eles serão treinados nas instalações da Saab, em Linköping, na Suécia, por até 24 meses. Quando retornarem ao Brasil estarão prontos para iniciar as atividades na fábrica brasileira. Tanto a instalação quanto os treinamentos são parte do programa de transferência de tecnologia da SAAB para o Brasil, iniciado em 2015”, disse Lima.
Um ponto que gera muita controvérsia entre os leitores, foi o recente anúncio do cronograma do programa, o qual define a entrega operacional do primeiro caça em 2021, quando muitos esperavam que fosse 2019. O fato é que tudo encontra-se dentro do programado, em 2019 será entregue sim o primeiro Gripen E BR, sendo entregue a primeira aeronave que irá realizar todo processo de certificações e homologações, á qual irá voar dois anos após a versão sueca do caça. Cabe aqui mais uma vez ressaltar que o Gripen NG foi definido como a opção brasileira em 2013, porém o contrato só foi efetivamente assinado em 2015 e prevê a entrega das aeronaves ao longo dos anos de 2019 e 2024, ressaltando que a primeira entrega á um esquadrão operacional da FAB ocorrerá em 2021.
Em breve iremos publicar uma matéria muito esclarecedora sobre o programa Gripen, em acordo com informações fornecidas pelo Brig. Chã, que palestrou na última terça feira (17) durante o 1 Congresso Internacional de Contra Medidas de Minagem, o qual ocorre na Escola de Guerra Naval e esta sendo coberto pelo GBN News.
Para os brasileiros e leitores do GBN News que se interessam em trabalhar com a SAAB na futura unidade de São Bernardo, a empresa esta recrutando engenheiros e técnicos de montagem. Os currículos podem ser enviados para rhbrasil@saabgroup.com. 

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Especialista descobre vulnerabilidade grave em redes wi-fi

Estudo revela novo tipo de ataque cibernético capaz de contornar segurança de conexões de internet protegidas em todo o mundo. Falha possibilita que hackers roubem números de cartão de crédito e senhas, por exemplo.
Um pesquisador da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, revelou ter descoberto falhas em um protocolo de segurança amplamente utilizado em redes wi-fi de todo o mundo, que deixam os dispositivos conectados na internet de casas e empresas vulneráveis para a ação de hackers.
O especialista em segurança cibernética Mathy Vanhoef anunciou o erro no protocolo WPA2 – que descreveu como "uma deficiência grave" – nesta segunda-feira (16) e criou uma página na internet (www.krackattacks.com) para fornecer informações sobre a vulnerabilidade.
O WPA2 é um protocolo de segurança utilizado na maioria das redes wi-fi modernas e é considerado o mais seguro. Segundo o pesquisador, outros tipos de protocolo também estão vulneráveis à falha. "Observe que, se seu dispositivo suportar wi-fi, ele provavelmente será afetado", alerta.
O ataque que pode afetar esses dispositivos foi batizado de Krack, sigla para Key Reinstallation Attacks (ataques de reinstalação de chaves, em tradução livre). Ele consegue contornar a segurança oferecida pelo protocolo de rede, e pode atingir qualquer internet moderna protegida com senha.
"Invasores podem usar essa nova técnica de ataque para ler informações antes consideradas seguramente criptografadas", explica Vanhoef. É possível roubar números de cartão de crédito, senhas, mensagens trocadas em redes sociais, e-mails, fotos, entre outros.
O especialista ainda afirma que, dependendo da configuração da rede, também é possível injetar e manipular dados, como inserir vírus em sites legítimos, por exemplo.
Durante as pesquisas, a nova técnica de ataque, descoberta e demonstrada pelo pesquisador, foi capaz de afetar dispositivos Android, Linux, Apple, Windows, OpenBSD, MediaTek, Linksys e outros. Ele lembra, porém, que a vulnerabilidade está na conexão wi-fi, e não nos aparelhos em si.
Para se proteger do possível ataque, que até então não foi reportado fora das pesquisas, Vanhoef recomenda que o usuário faça todas as atualizações de segurança que forem disponibilizadas e continue atento a novas atualizações nas próximas semanas, que devem abordar a nova falha.
Apesar de o problema afetar redes que utilizam o WPA2, o pesquisador afirma que o protocolo de segurança ainda é a melhor opção para as conexões, e que o usuário deve continuar utilizando-o. Ele ainda diz que mudar a senha da rede wi-fi não evita um possível ataque.
Empresas de tecnologia mundo afora reagiram à pesquisa. A organização Wi-Fi Alliance, que representa centenas de companhias que trabalham com tecnologia wi-fi, como Apple, Samsung, Sony e Microsoft, anunciou atualizações em seus sistemas para corrigir a falha. Em nota, o grupo reitera que "não há evidências de que a vulnerabilidade tenha sido explorada de forma maliciosa".

Fonte: Deutsche Welle