quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Colômbia e Farc anunciam acordo de paz

Acordo histórico marcará fim do conflito armado mais longo da América Latina. Documento precisa agora ser assinado e aprovado em plebiscito. Em mais de 50 anos, guerrilha provocou a morte de 220 mil pessoas.
Após quase quatro anos de negociações, o governo colombiano e o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quarta-feira (24) o acordo de paz que marcará o fim do conflito armado mais longo da América Latina, que já durava mais de cinco décadas.
"O governo colombiano e as Farc anunciam que chegaram a um acordo final, completo e definitivo para o fim do conflito e para a construção de uma paz estável e duradoura na Colômbia", afirmou o comunicado assinado por ambos os lados.
O acordo precisa ainda ser assinado e depois aprovado pela população num plebiscito, antes de entrar em vigor. A assinatura deve ocorrer em setembro e o referendo em outubro.
Mas o anúncio feito em Havana abre caminho para que os colombianos ponham um fim no conflito que devastou o país. Desde 2012, uma comissão formada pelo envolvidos nos conflitos e representantes internacionais negociava, na capital cubana, a paz na Colômbia.
Desde que se iniciaram as conversações, as partes fecharam acordos sobre vários tópicos da agenda do processo de paz: terras e desenvolvimento rural; participação política; drogas e narcotráfico; e reparação, verdade e justiça para as vítimas do conflito. Por último, debatiam o cessar-fogo.
Em mais de 50 anos, o conflito na Colômbia provocou a morte de 220 mil pessoas e deixou mais de 6 milhões de refugiados.

Fonte: Deutsche Welle

Turquia mira EI na Síria, mas tem curdos como alvo

Pela primeira vez desde o início da guerra civil síria, tanques turcos cruzaram a fronteira: oficialmente para tirar o "Estado Islâmico" de seu último reduto na região, mas, segundo analistas, para conter o avanço curdo.

Nas primeiras horas desta quarta-feira (24), a Turquia começou a realizar bombardeios – com apoio de tanques e obuses – em Jarablus, cidade síria na fronteira tida como último bastião do "Estado Islâmico" na região, às margens do rio Eufrates.
Os caças F-16 se encarregaram dos bombardeios contra as posições do EI, enquanto tropas especiais fizeram o trabalho por terra. Os MBT's Leopard, de fabricação alemã, completaram a ofensiva, com ajuda de combatentes sírios apoiados por Ancara. Os EUA confirmaram que estão fornecendo cobertura aérea aos turcos.
A ação marca um novo nível de envolvimento da Turquia no conflito sírio e é oficialmente uma resposta do governo Recep Tayyip Erdogan ao atentado suicida de sábado passado num casamento curdo, que deixou 54 mortos e foi atribuído ao "Estado Islâmico", e a outros ataques extremistas.
O principal objetivo da operação, no entanto, é evitar que a população de Jarablus seja liberada do "Estado Islâmico" por milícias curdas, que avançam e poderiam criar um corredor curdo na fronteira.
Durante a operação, o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, alertou a milícia curdo-síria Unidades de Proteção Popular (YPG) a ficar longe de Jarablus: "Se o YPG não retroceder para o leste do Eufrates, a Turquia vai fazer o que for necessário", afirmou o chanceler.
A Turquia está atenta aos ganhos territoriais dos curdos na guerra civil da Síria e teme que isso possa inflar o movimento separatista da minoria curda em seu território. Curdos estabeleceram três zonas autônomas no norte da Síria desde que a guerra civil eclodiu, em 2011. Eles negam, porém, que estejam tentando fundar um Estado próprio.
Os tanques Leopard, de fabricação alemã, completaram a ofensiva, levado a cabo por caças F-16
A operação desta quarta-feira marca uma mudança em como o governo Erdogan vê a guerra civil. A posição inicial, com Ahmet Davutoglu como primeiro-ministro (augusto de 2014 até maio de 2016), era de pressionar por uma mudança de regime na Síria.
"Mas a Turquia se viu diante da possibilidade de que o PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão] encontrasse porto seguro no norte da Síria", comenta o analista político Selim Sazak.
Sazak lembra que os turcos passaram a ver, no último ano, um crescente número de ataques do EI e da insurgência curda. Com o pragmático Binali Yildirim como premiê, afirma o especialista, os turcos decidiram agir ao perderem a confiança de que os EUA podem manter as milícias sírio-curdas sob controle.
Operação era questão de tempo
Para o também analista politico Selim Koru, o mais surpreendente da operação de Jarablus é ela ter demorado tanto para acontecer. "A Turquia há tempos pede uma zona segura e diz que não vai permitir que as YPG ocupem áreas ao sul de sua fronteira."
Segundo Koru, já havia sinais de que o governo turco queria intervir na Síria antes, mas encontrou resistência dentro das Forças Armadas. Mas veio a tentativa de golpe – e abriu-se a Erdogan a possibilidade de afastar militares opositores.
"Estrategicamente, teria sido melhor para o governo ter intervindo mais cedo. Mas não havia confiança nas instituições antes para fazê-lo. Agora, provavelmente, essa relação mudou – e ele foi adiante", opina o analista político.
Esta foi a primeira vez que aviões de guerra da Turquia, país considerado fundamental na Otan, atingiram a Síria desde novembro, quando os turcos derrubaram um caça russo perto da fronteira. É também a primeira operação significante de invasão das forças especiais turcas desde uma pequena operação para retomar a tumba de Suleyman Shah, figura otomana reverenciada, em fevereiro de 2015.
A ofensiva foi lançada no mesmo dia em que o vice-presidente americano, Joe Biden, chegou a Ancara para encontros com o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, e Erdogan para debater a crise síria.
Biden é o mais alto político ocidental a visitar a Turquia desde a tentativa de golpe de Estado de15 de julho. As autoridades turcas acusaram o religioso Fethullah Gulen, exilado nos Estados Unidos, de ser o responsável pela tentativa de golpe de Estado e têm pressionado Washington a extraditar o teólogo.

Fonte: Deutsche Welle

AH-2 Sabre passará por manutenção em seu conjunto de motorização

Uma equipe de técnicos russos irá realizar inspeção e reparos nos motores das aeronaves AH-2 Sabre (Mi-35M) da Força Aérea Brasileira, segundo informações liberadas á imprensa pela fabricante nesta terça-feira (23).

"No território do Brasil, realizaremos a revisão do conjunto de motores VK-2500, com que são equipados os helicópteros Mi-35M. Como acordado entre as partes, somos encarregados pelo fornecimento de documentação e equipamentos para possíveis reparações", disse a assessoria de imprensa da indústria russa.
Além dessa inspeção e reparação do conjunto de motorização da aeronave, está previsto que a equipe realize a instrução de especialistas brasileiros afim de capacitá-los no modelo, posteriormente essa equipe de técnicos brasileiros realizará a manutenção das aeronaves. As partes continuam negociando a criação no Brasil de um centro de serviços de manutenção, onde será realizada não somente a manutenção de motores de aeronaves militares, mas também de veículos comerciais da linha russa que operam no Brasil e América Latina.
O Brasil recebeu seus primeiros helicópteros Mi-35M em 2010, tendo o último lote de três aeronaves somando as 12 adquiridas pela FAB sendo recebidas em 2014. Na Força Aérea Brasileira, os MI-35M foram nomeados AH-2 "Sabre", e vem quebrando a imagem que o país possuia dos equipamentos de origem russa, tendo o modelo recebido grandes elogios dos seus pilotos e o esquadrão Poti que opera as 12 aeronaves. Estuda-se ainda a possibilidade de ampliar o número de aeronaves do modelo na FAB.
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com agências de notícias

Conselho de Segurança da ONU debate míssil norte-coreano

O Conselho de Segurança da ONU analisou nesta quarta-feira o último teste com mísseis balísticos da Coreia do Norte em reunião a portas fechadas e manteve silêncio à espera de que seus membros possam entrar em acordo sobre a resposta.
O presidente rotativo do Conselho de Segurança, o maio Dado Ramlan Ibrahim, explicou ao término do encontro que os Estados Unidos vão propor uma declaração aos demais países, que devem aceitá-la por unanimidade para que seja tornada oficial.
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Segundo afirmou aos jornalistas, o tom geral da reunião foi de condenação do teste. As diferenças entre os países, sobretudo entre a China e as potências ocidentais, impediram, porém, que o principal órgão de decisão da ONU emitisse uma declaração pública.
Os EUA levaram o assunto para a pauta apoiados por Japão e Coreia do Sul, preocupados depois de a Coreia do Norte ter lançado pela primeira vez com sucesso um míssil balístico a partir de um submarino, em uma nova demonstração de suas capacidades militares.
O representante-adjunto da França na ONU, Alexis Lamek, disse aos jornalistas que seu país quer uma reação "rápida e firme" do Conselho de Segurança à nova violação das resoluções do órgão.
"É necessário. Quando se trata de armas de destruição em massa, não podemos nos permitir ser frágeis", afirmou Lamek.
O embaixador do Reino Unido na ONU, Peter Wilson, considerou que o novo teste norte-coreano deixa claro, mais uma vez, a disposição do país de ignorar as resoluções do Conselho de Segurança e confiou que todos os países-membros irão se unir para responder à ação.
Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o lançamento do míssil é "profundamente preocupante", segundo disse seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que lembrou que o teste viola as resoluções impostas pelo Conselho de Segurança.
O diplomata sul-coreano avaliou que a Coreia do Norte voltou a desafiar a comunidade internacional e alertou que esse tipo de ação mina a paz e a estabilidade na região.

Fonte: EFE via Exame

O Brasil ficou velho antes de ficar rico. E agora?

De acordo com o Helio Zylberstajn, da Universidade de São Paulo (USP), a Previdência no Brasil está se aproximando de “um cenário grego”. 
O professor falou ontem no VIII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada em São Paulo.
“De cada 3 reais que o estado brasileiro recolhe, um vai para a Previdência. Se somar com juros, vai quase toda a receita. E como vai economizar dinheiro com juros se não mexer na Previdência?”, questiona.
Temos o 13º maior gasto com Previdência entre 86 países, mas apenas a 56ª população mais idosa entre eles.
De um universo de 177 países, somos um dos únicos treze que permitem aposentadoria por tempo de contribuição sem idade mínima – e em 5 desses, essa possibilidade só existe se o aposentado deixar o mercado de trabalho.
Cenário
A questão de fundo é que as mulheres estão tendo menos filhos e as pessoas estão vivendo mais – com isso, mais gente recebe aposentadoria e por muito mais tempo, enquanto há menos jovens trabalhando e colocando dinheiro no sistema.
O Brasil viveu a transição demográfica de forma muito mais rápida do que os países ricos, o que está drenando recursos da sociedade para o sistema previdenciário. 
Em outras palavras: o país envelheceu antes de ficar rico, “e se ficar velho é ruim, ficar velho e pobre é horroroso”, brincou Paulo Tafner, diretor da Companhia Fluminense de Securitização.
O modelo da Previdência brasileira “não é justo nem sustentável”, completa José Cechin, com passagem longa pelo Ministério da Previdência no governo Fernando Henrique e atual diretor do FenaSaúde.
“Não gosto dessa ideia de bomba relógio pronta para explodir. Ela está explodindo todos os dias. Do jeito que vai, vai levar o Tesouro junto.”
Ideias
Um dos novos modelos sugeridos para o sistema teria dois pilares. O primeiro seria assistencial: universal, independente de contribuição, financiado por impostos e que garantiria uma renda básica para todos os idosos. 
O segundo seria contributivo: cada um financia a sua, com opção de escolha no mercado, o que poderia envolver também mudança nas regras para rentabilizar e sacar FGTS e outros benefícios.
Outra ideia é de criar uma uma idade mínima de aposentadoria progressiva, que poderia aumentar algo como 6 meses a cada ano. Um dos maiores desafios seria definir as regras de transição entre o sistema velho e o novo.
A maior parte dos palestrantes insistiu que é melhor ter regras diretas, igualitárias e de simples compreensão, mas Cássio Turra, do Departamento de Demografia da UFMG, alertou que a expectativa de vida é muito diferente entre regiões e classes sociais:
“No momento os diferenciais [nos grupos populacionais] são muito grandes e isso deveria ser levado em consideração no caso brasileiro para que a gente não penalize os mais pobres”.
O governo do presidente interino Michel Temer trabalha para apresentar em breve uma proposta de reforma com os eixos de idade mínima, diferença entre os sexos e diferença entre as profissões.
“Todas as reformas anteriores tocaram pontos, mas não olharam o sistema como um todo, que atende muito bem a alguns requisitos e muito mal a outros. A taxa de cobertura é alta, por exemplo, mas o sistema dá um incentivo incorreto para que as pessoas saiam logo do mercado de trabalho. Mesmo se não houvesse a mudança demográfica, haveria um problema de desenho”, diz Luis Eduardo Afonso, professor da FEA-USP.
O sistema não estava preparado, por exemplo, para fenômenos como a maior participação feminina no mercado de trabalho. Pegue o acúmulo de benefícios: em 1992 apenas 8% das mulheres pensionistas também recebiam aposentadoria. Agora, são 37%.
População e política
O desafio é como passar uma reforma diante da desinformação popular, que muitas vezes oferece respostas contraditórias para o problema, como mostrou uma pesquisa divulgada no mesmo evento.
66% dos brasileiros são a favor de uma idade mínima para aposentadoria, mas 76% não concordam que isso signifique que elas se aposentem mais tarde. Só 30% concordam que quem quiser se aposentar mais cedo receba benefícios menores.
O momento de desencanto com a classe política também faz com que seja difícil pedir sacrifícios para a população, especialmente diante das incoerências do ajuste fiscal aplicado até agora. 
Um dos palestrantes destacou que grandes reformas costumam ter sucesso quando acontecem em primeiro ano de mandato, com aglutinamento das forças políticas e altos níveis de aprovação popular após uma campanha de discussão exaustiva - o que não é o nosso caso.
Mas nada disso muda o fato de que o problema simplesmente terá que ser enfrentado e que o custo de não o fazer sobe a cada dia:
“O tempo para agir é agora, o tempo para agir é ontem, o tempo para agir não é daqui alguns anos”, disse Larry Hartshorn, vice-presidente da Limra, associação internacional de seguros.

Fonte: Exame

Aeronave mais comprida do mundo faz pouso forçado na Inglaterra após voo de teste

A aeronave mais comprida do mundo, a Airlander 10, fez um pouso forçado após um voo de teste em Bedfordshire, no centro da Inglaterra, informou nesta quarta-feira a fabricante britânica Hybrid Air Vehicles nesta quarta-feira.
A aeronave, que é mais longa do que seis ônibus em linha, sofreu danos no pouso em seu segundo voo de teste, informou a empresa privada, acrescentando que todos os tripulantes estão sãos e salvos.
A Hybrid Air Vehicles negou uma reportagem da rede BBC segundo a qual a aeronave tinha atingido um poste.
"Não ocorreu nenhum dano em pleno ar", disse a companhia no Twitter. Não foi possível contatar a Hybrid Air Vehicles por telefone de imediato.
O Airlander 10, que tem 92 metros de comprimento, fez seu primeiro voo de teste no começo deste mês, e a empresa publicou fotos do veículo nos céus antes do incidente desta quarta-feira.
Assim que o conceito da aeronave for provado, a Hybrid Air Vehicles acredita que o gigante preenchido com gás hélio será capaz de se manter no ar por até duas semanas, e que clientes em potencial podem querer usá-lo para transportar cargas, levar assistência, fazer vigilância, comunicações ou atividades de lazer.
O Airlander 10, que pode levar até 48 passageiros, decola e pousa verticalmente, o que significa que dispensa uma pista, e também pode ser operado em campos abertos, desertos, no gelo ou na água.

Em março a Hybrid Air Vehicles disse à Reuters que até 2018 almeja estar construindo 12 aeronaves por ano.

Fonte: Reuters

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Como um programa das Forças Armadas ajudou o Brasil a bater o recorde de medalhas na Olimpíada

Com 19 medalhas conquistadas, o Brasil teve seu melhor desempenho da história nos Jogos Olímpicos de 2016. Um gesto em particular pode ter chamado a atenção daqueles que assistiam às premiações: no pódio, diversos atletas prestaram continência – o caso de Arthur Zanetti, que ganhou prata na ginástica artística; de Felipe Wu, prata no tiro esportivo; e de Martine Grael e Kahena Kunze, que faturaram o ouro na vela. Não foi por acaso. Esses atletas fazem parte do Programa Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas. Este ano, 145 atletas militares participaram da Olimpíada Rio 2016, o que corresponde a 30% do Time Brasil. Esses atletas conquistaram 13 medalhas para o país, quase 70% do total.
Criado em 2008, durante o governo Lula, o programa conta hoje com 670 esportistas, 76 deles militares de carreira e 594 temporários. Anualmente, o Ministério da Defesa investe aproximadamente R$ 15 milhões em salários para os atletas militares de alto rendimento. Somado a isso, a pasta gasta cerca de R$ 3 milhões por ano com eventos esportivos nacionais e internacionais, aquisição de equipamentos, uniformes, e outros itens destinados ao aperfeiçoamento dos atletas.
Com o grande número de medalhas, o programa ganhou destaque, mas o major Flávio Guedes, vice-presidente da Comissão de Desportos do Exército, ressalta: “nós contribuímos, mas o protagonismo é dos atletas, de seus treinadores, seus clubes, de todo o staff”. “Muitos estão atribuindo o bom resultado ao programa de atletas de alto rendimento, só que eu queria deixar claro que, na verdade, os grandes protagonistas nesse sucesso são os atletas. No programa de alto rendimento do Exército, nós apenas damos o suporte, o mérito desse resultado é dos atletas”, diz.
Os atletas ingressam no programa por meio de um edital público. "Nesse edital, colocamos as modalidades e as vagas disponíveis de acordo com os nossos interesses”, afirma Guedes. A escolha doa atletas que integram o programa é feita prova de títulos, que inclui currículo esportivo, resultados em competições e o ranking nacional de cada esporte. Os atletas que entram no programa são incorporados às Forças Armadas no cargo de terceiro sargentos temporários e têm direito à remuneração líquida de aproximadamente R$ 3,2 mil mensais, 13º salário, locais para treinamento, comissões técnicas, participação nas competições do Conselho Internacional do Esporte Militar, apoio de saúde com atendimento médico, odontológico, fisioterápico, alimentação e alojamento. Os atletas podem ficar no programa de alto rendimento por, no máximo, oito anos, com renovação anual.
Oportunidade para treinar em período integral
Para muitos atletas, a oportunidade de entrar para as Forças Armadas garante que eles consigam continuar treinando. É o caso de Felipe Wu, o primeiro atleta brasileiro a ganhar medalha nesta Olimpíada. Wu começou a treinar tiro esportivo com 11 anos, incentivado pelos pais, que praticavam o esporte como hobby. “Logo que comecei a competir, com uns 15 anos, sabia que era isso que eu queria fazer”, diz ele. O atleta entrou no programa de alto rendimento em 2013, com 21 anos. “Foi como um divisor de águas, comecei a receber salário, munição e armas. Sem isso, seria muito difícil continuar treinando em tempo integral”. Para Wu, hoje com 24 anos, a entrada no Exército resolveu também outro problema: o acesso a equipamento. Pelo estatuto do desarmamento, a idade mínima para comprar e portar armas de fogo é de 25 anos. “Como sargento temporário, eu posso ter armas para treinar”, afirma.
Ao serem aceitos pelo programa, os atletas passam por um treinamento de 45 dias, para se tornarem militares temporários. Estudam a hierarquia militar, passam por teste físico, instrução militar, aprendem a marchar, a prestar continência e outras atividades da rotina de todo militar na ativa. “Para mim, foi uma experiência única”, diz Wu. Segundo ele, a disciplina aprendida com o treinamento de tiro esportivo o ajudou a entender e a se encaixar na cultura militar.
Para Cássio Rippel, atleta olímpico de tiro esportivo na categoria carabina deitada, o caminho foi o contrário. Ele se formou na Academia Militar das Agulhas Negras em 1999 e passou a integrar a equipe da Comissão de Desportos do Exército em 2000. Mas foi só em 2003 que ele começou a competir em modalidades olímpicas. “Ao contrário dos outros atletas do programa de alto rendimento, eu entrei no exército porque meu objetivo era realmente seguir carreira como militar”, afirma. Entre as obrigações dentro do Exército, Rippel aprendeu a atirar e começou a competir em jogos militares. Foi só depois das seletivas para o Pan-Americano de 2007 que ele passou a se dedicar às modalidades não militares. “Foi o momento que consegui visualizar que era possível integrar o Time Brasil”.
“Acho que o mais importante para mim for ter disciplina para manter o planejamento”, diz. “O foco no resultado e no alto rendimento é o maior desafio no tiro esportivo. Mesmo quem está começando é capaz de fazer um 10, mas o esporte se torna instigante e apaixonante quando você precisa repetir isso 60 vezes, e para isso é preciso manter a concentração”.
Para as Forças Armadas, o primeiro objetivo do programa de alto rendimento foi ter uma delegação competitiva e representativa na 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares, em 2011, que ocorreu no Brasil. “O ponto de partida do programa foi buscar uma boa representatividade do Brasil nesse mega evento esportivo que o país organizou”, afirma o major Guedes. “O principal objetivo do programa é representar efetivamente o Brasil em campeonatos mundiais militares. O segundo objetivo, que também é muito importante para nós, é motivar a prática do esporte dentro do Exército, então os atletas do programa são bastante solicitados a comparecer em competições internas, promover palestras e realmente se aproximar principalmente dos jovens, alunos de colégio militar, de colégios de formação. Por último, é contribuir para o desenvolvimento do esporte nacional”, afirma.
Nem todos os atletas treinam em instalações das Forças Armadas. Segundo o Ministério da Defesa, essa é uma decisão que cabe ao atleta e a cada confederação. Felipe Wu, por exemplo, treina principalmente em São Paulo, no Clube Hebraica. Em algumas ocasiões, contudo, ele parte para o Rio de Janeiro, onde toda a equipe de tiro esportivo se reúne com o treinador, nas instalações da Escola Naval. Já Rippel, por exemplo, treina em um centro do Exército em Campinas.
Continência
Quanto à continência no pódio, Guedes afirma que foi um ato espontâneo dos atletas. “Todo atleta militar faz um o estágio de adaptação à vida militar, com as mesmas instruções que qualquer sargento do Exército recebe. E, dentre essas instruções, está essa parte relacionada aos sinais de respeito. Nenhum deles foi obrigado ou persuadido a prestar continência, foi realmente um ato espontâneo do atleta, que entendeu o significado do gesto”, diz Guedes.
Para Felipe Wu, prestar continência foi “natural”. “Para mim, foi um sinal de respeito, aprendi isso durante o treinamento, e acho que foi por conta disso que eu prestei continência no pódio”.
Confira as medalhas de atletas ligados ao Programa de Alto Rendimento das Forças Armadas:
Ágatha e Bárbara (prata no vôlei de praia)
Alisson e Bruno (ouro no vôlei de praia)
Arthur Nory (bronze na ginástica artística)
Arthur Zanetti (prata na ginástica artística)
Felipe Wu (prata no tiro esportivo)
Maicon Siqueira (bronze no taekwondo)
Martine Grael e Kahena kunze (ouro na vela)
Mayra Aguiar (bronze no judô)
Poliana Okimoto (bronze na maratona aquática)
Rafael Silva (bronze no judô)
Rafaela Silva (ouro no judô)
Robson Conceição (ouro no boxe)
Thiago Braz (ouro no atletismo)

Fonte: Época Negócios via Notimp

Centenário da Aviação Naval Brasileira - 23 de agosto homenagem ao aviador naval

A história começou em 14 de outubro de 1911, quando nosso oficial da Marinha, Jorge Möller, se tornou o primeiro militar do país a receber o brevê de piloto.

Pouco tempo depois, nos idos do ano de 1914 foi criada a Escola Brasileira de Aviação, e o Tenente Antônio Augusto Schorcht tornou-se o primeiro militar brasileiro instrutor de voo.
E finalmente no dia 23 de agosto de 1916, a Marinha do Brasil como pioneira no país fundava a Escola de Aviação da Marinha, que teve sua sede na Ilha das Enxadas, no Rio de Janeiro. Ainda no mês de agosto realizou o primeiro voo de um avião militar brasileiro.

De lá até os dias atuais a Aviação Naval superou muitos desafios, se especializou, amadureceu, enfrentou e derrubou diversas barreiras que tentaram se levantar contra a mesma. Tivemos nosso primeiro Navio Aeródromo, o NAeL A-11 Minas Gerais, com ele vieram muitos aprendizados e mais desafios, a aviação naval chegou a perder o direito de operar aeronaves de asas fixas, mas se manteve firme nos céus e há pouco mais de duas décadas voltamos a voar aeronaves de asas fixas, chegaram os A-4KU Skyhawk, nomeados AF-1B em nosso Esquadrão VF-1 "Falcão", enfrentamos novos desafios, mantivemos a firmeza que é inerente aos grandes heróis e chegamos até os dias atuais para celebrar o primeiro centenário de nossa Aviação Naval.

O GBN quer homenagear todos nossos heróis que fazem parte da história de nossa aviação naval, que dão sua vida pela defesa de nosso imenso Brasil. 

Nós chegamos a este 23 de agosto comemorando nossa história e tradição, mas não deixando de render a justa homenagem aqueles que deram a vida por nossa pátria. Nesse centenário da aviação naval, ainda sentimos a perda de um de nossos heróis, mas tenho certeza que nós perdemos um amigo e grande profissional durante o cumprimento de seu dever, mas o céu ganhou mais uma estrela, um "Falcão" que de lá deve estar nos observando e guardando. Rendemos uma justa homenagem ao "Falcão" Capitão de Corveta Igor, que infelizmente nos deixou em 26 de julho durante um exercício em Saquarema, mas festejamos sua vida e toda a importância que este aviador naval representa aos seus amigos e familiares, lembrando que a aviação naval é feita de homens como ele, homens de honra, homens de caráter, homens que amam suas famílias e sua pátria, homens que estão dispostos a sacrificar suas vidas pela segurança de nossa grande nação, a pátria mãe Brasil!!!  


Por: Angelo Nicolaci

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Marinha prosseguirá indefinidamente nas buscas ao AF-1B e seu piloto

Chegando á quase um mês desde que o caça naval AF-1B (A-4KU) Skyhawk da Marinha do Brasil caiu no mar em Saquarema, após colidir com outra aeronave durante exercícios de rotina em 26 de julho. A Marinha do Brasil continua com esforços de busca e resgate ininterruptamente, mantendo os meios necessários a localização e resgate do piloto e sua aeronave na zona de buscas.

As esperanças de encontrar o Capitão de Corveta Igor com vida se findaram com o passar de tantos dias desde o ocorrido, o que corrobora para a hipótese de que o piloto não tenha conseguido ejetar de sua aeronave após a colisão, tendo provavelmente o mesmo tendo ficado preso ao cockpit da aeronave após o impacto da mesma contra o mar.

Desde que se iniciaram as operações de busca, só foram localizados os dois pneus do trem de pouso principal da aeronave, sendo localizados na Praia de Monte Alto, em Arraial do Cabo e outro na Praia do Peró em Cabo Frio. Diversos meios são empregados nas operações de busca, dentre estes encontram-se os mais avançados meios disponíveis no inventário da Marinha do Brasil, com seus navios K-11 "Felinto Perry", especializado em resgate submarino, e o H-39 "Vital de Oliveira" um navio de pesquisa hidroceanográfico com modernos recursos. Ainda se somaram aos esforços de busca o navio "Fugro Aquarius", que foi cedido pela Petrobras afim de auxiliar nas buscas, sendo um navio especializado em operações com ROV´s. Recentemente a Marinha contou com a ajuda de um pesqueiro, que lançou sua rede de arrasto afim de tentar "pescar" partes da aeronave desaparecida no fundo do mar.

É angustiante ver os dias se passando e não obtermos nenhum resultado, mesmo com tantos meios e homens empenhados em localizar a aeronave e principalmente seu piloto. A sensação que toma a todos é de imensa frustração, porém não há sinais de esmorecimento nas equipes de buscas que prosseguem incessantemente com as buscas. A Marinha do Brasil não apresentou nenhum prazo para encerramento das operações, o que nos leva a crer que irá continuar as buscas até que nosso aviador seja localizado e entregue a sua família, para que receba uma despedida digna e toda honra merecida á nossos heróis.

Nós do GBN continuaremos acompanhando a operação de busca e pedimos a Deus que logo seja localizado nosso aviador naval.

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