segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Série "Grandes Caçadores": Lyudmila Pavlichenko - Bela e mortal

Continuando nossa série especial, o GBN irá apresentar a que sem dúvida foi a maior franco-atiradora da história, isso mesmo, você não leu errado, você vai conhecer a história da atiradora de elite Lyudmila Pavlichenko. Até o final da Segunda Guerra Mundial esta ucraniana tornou-se a atiradora mais bem sucedida da história, com 309 soldados inimigos mortos,
trata-se da mulher melhor desempenhou a missão de franco atiradora. Após começar a nossa série apresentando "A Morte Branca", Simo Häyhao mais bem sucedido franco-atirador da história, Vassili Grigoryevich Zaitsev e Ivan Sidorenko, chegou a vez da mulher que fez história com um rifle em suas mãos. Sejam bem vindos á mais um capitulo da história militar mundial com a série "Grandes Caçadores".

Nascida na Ucrânia, em Bila Tserkva, no dia 12 de julho de 1916. Lyudmila aos quatorze anos mudou-se para Kiev com sua família. Nesta época, associou-se a um clube de tiro local, vindo a tornar-se uma exímia atiradora. Trabalhou em uma fábrica de armamentos em Kiev, até sua entrada na Universidade em 1937. 

Mas foi no ano de 1941 que sua vida realmente mudou, após o início da invasão da Rússia pelas forças nazistas. 

Lyudmila Pavlichenko então com 24 anos e cursando história tomou uma decisão e estava entre os primeiros da lista de voluntários para o recrutamento do Exército Vermelho. Selecionada para fazer parte da infantaria, posteriormente foi designada para o 25º Exército Vermelho - Divisão de Infantaria. 

Pavlichenko tinha a opção de se tornar enfermeira, mas recusou, sua intenção era participar ativamente dos combates. Desta forma se tornou um dos 2.000 franco atiradores do sexo feminino que faziam parte do Exército Vermelho, das quais somente cerca de 500 sobreviveriam à guerra. 

Como franco atiradora, fez sua primeira vítima nas proximidades de Belyayevka, usando seu rifle Mosin-Nagant M91/30, arma muito famosa e comum entre os atiradores russos, como Ivan Sidorenko, Roza Shanina e Vassili Zaitsev. 

Em apenas pouca mais de dois meses, Lyudmila já havia alcançado o score de 187 mortes em sua atuação em Odessa. Após a queda de Odessa frente ao avanço nazista Lyudmila e sua unidade foram enviados para Sevastopol na península da Crimeia. Em seu novo teatro de operações a jovem ucraniana rapidamente ascendeu á patente de tenente, onde em maio de 1942 já ostentava o score de 257 mortes, recebendo uma condecoração pelo feito. Durante sua atuação no conflito, Lyudmila Pavlichenko atingiu a marca de 309 vítimas confirmadas, sendo 36 franco atiradores e 100 oficiais nazistas dentre suas vítimas. 

Em Junho de 1942, Lyudmila sobreviveu á um morteiro, mas foi retirada de combate por mais de um mês até sua recuperação. Tendo após esse período de afastamento se tornado uma figura importante da propagando soviética no conflito, realizou viagens ao Canadá e EUA, onde inclusive foi recebida pelo presidente Roosevelt. 

Lyudmila não veria mais o campo de batalha, pois ao ser promovida á major, passou a ser instrutora de tiro, responsável por treinar inúmeros franco atiradores, função que exerceu até o fim do conflito.

Em 1943 Lyudmila Pavlichenko foi agraciada com a Estrela de Ouro de Herói da União Soviética, fato que rendeu sua imagem num selo comemorativo, onde aparece com seu rifle preferido um Tokarev SVT-40, semi-automático.

Depois da guerra, ela retomou seus estudos na Universidade de Kiev e começou uma carreira como historiadora. Entre 1945 a 1953, foi assistente de pesquisas do Chefe do Quartel-General da Marinha Soviética.

Em 1976, foi novamente lembrada em outra edição dos selos comemorativos. Sendo depois integrada ao Comitê Soviético de Veteranos da Guerra.

Lyudmila Pavlichenko, a heroína soviética, veio a falecer no dia 10 de outubro de 1974, ainda aos 58 anos, e foi enterrada no Cemitério Novodevichy em Moscou. Dois anos depois um navio cargueiro ucraniano foi batizado em sua homenagem.

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Aleppo tem importância estratégica e simbólica

Cidade é a mais disputada da guerra civil síria, e uma vitória teria importância militar estratégica tanto para os rebeldes como para o governo. Confira na coluna desta semana.
Até o início da guerra civil, Aleppo era a maior cidade e também o principal centro econômico e comercial da Síria. Viviam nela 2,1 milhões de pessoas. Com o início da Batalha de Aleppo, em julho de 2012, a população diminuiu constantemente. Estimativas afirmam que cerca de 1,8 milhão de pessoas ainda moram na cidade, das quais 1,5 milhão na área controlada pelo governo e 250 mil nos setores dos rebeldes.
Aleppo era também conhecida pela sua oferta cultural e vida noturna, e seu centro histórico – em boa parte destruído – foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. É uma das cidades mais antigas do mundo, habitada desde o 6º milênio antes de Cristo, e foi a terceira maior cidade do Império Otomano, depois de Constantinopla e Cairo.
Hoje, Aleppo é a cidade mais disputada da guerra civil síria e está dividida entre as facções beligerantes. Os rebeldes controlam a parte oriental, e as forças apoiadoras do regime sírio, a ocidental. As Unidades de Proteção Popular (YPG, no original), a organização armada dos curdos sírios, controlam o bairro de Sheikh Maqsoud, no norte, habitado majoritariamente por curdos.
Tanto a área oriental controlada pelos rebeldes como o bairro de Sheikh Maqsoud são, na prática, enclaves. Em julho de 2016, as tropas leais ao presidente Bashar al-Assad, apoiadas por jatos russos, conseguiram conquistar Castello Road, a última grande via que conectava o enclave rebelde ao mundo externo, na prática isolando-o.
Esse cerco durou cerca de 40 dias. Por esse período, a parte oriental de Aleppo não recebeu suprimentos. No início de agosto, os rebeldes conseguiram abrir o cerco, usando uma rota alternativa, a partir do sul. Porém, no início de setembro, as forças do governo voltaram a controlar todas as vias de acesso à área oriental, restabelecendo o cerco.
Além de grupos moderados, representados principalmente pelo Exército Livre da Síria, as facções rebeldes incluem também milícias islamistas, como a antiga Frente al-Nusra (atual Frente Fateh al-Sham, ou Frente da Conquista do Levante) e a Frente Ansar Dine.
As forças do governo são apoiadas por milícias xiitas, comandadas pelo Irã, e também por combatentes do grupo libanês Hisbolá, aliado de longa data de Assad.
O grupo jihadista "Estado Islâmico" tem uma participação inexpressiva na Batalha de Aleppo.
Para o regime de Assad, a conquista de Aleppo tem valor simbólico, por ser a maior cidade do país, e também estratégico. Aleppo está localizada a cerca de 50 quilômetros da fronteira com a Turquia, e no meio do caminho entre o Mar Mediterrâneo e o rio Eufrates.
Se tiver o completo controle sobre Aleppo, o regime de Assad vai ter dado um passo importante para alcançar seu objetivo de retomar o controle sobre todo o país, pois já domina outras grandes cidades, como Damasco, Homs, Hama e Lataquia. Se os rebeldes perderem Aleppo, os combates vão se restringir ao interior do país, de menor importância estratégica.
Como a mais disputada cidade da guerra civil síria, Aleppo está, em grande parte, destruída. "Em muitos aspectos, Aleppo é para a Síria o que Saraievo foi para a Bósnia ou Guernica para a guerra civil espanhola", disse o embaixador da França na ONU, François Delattre.

Fonte: Deutsche Welle

C-23B Sherpa para reativação da asa fixa no Exército Brasileiro?

Recentemente gerou polêmica o anúncio do envio de oficiais do Exército Brasileiro nos EUA para avaliar as aeronaves C-23B desativadas do exército dos EUA. Muitos que participam de grupos de discussão tem demonstrado indignação com a notícia publicada recentemente em diversas mídias.

A verdade é que, assim como aconteceu em 1997, quando a Marinha do Brasil resolveu adquirir um lote de 23 aeronaves A-4KU Skyhawk do Kuwait com fins de reativar sua aviação de asa fixa. O mesmo se dá no momento com o Exército Brasileiro, que busca retomar sua capacidade de deslocar suas tropas e meios através de meios aéreos próprios, independente da Força Aérea Brasileira. Cabendo aqui relembrar que o EB perdeu sua aviação de asa fixa lá atrás, no ano de 1941, quando da criação da Força Aérea Brasileira, teve de transferir todo seu inventário e meios á nova força que surgia com a incumbência de operar os meios aéreos. O que nos leva a crer que a compra de oportunidade seja a via escolhida pelo EB afim de retomar os céus.

Já com vista a suprir suas necessidades de deslocamento aéreo em zonas remotas e de pouca infraestrutura como a Amazônia, o EB esta se programando para dar um passo rumo a obtenção dos meios aéreos necessários para atender ás suas demandas. Com isso, o corpo militar presente nos EUA que esta responsável pela modernização dos M-109 A5, irá aproveitar a ocasião e avaliar o estado das aeronaves em questão e os custos de aquisição e preparação das mesmas para retomar as operações, desta vez sob o cocar do Exército Brasileiro.

Vale lembrar que o C-23B Sherpa é uma aeronave robusta e muito bem preparada para o perfil de operação esperado pelo EB, porém, também vale salientar que as mesmas foram muito voadas nos EUA, ainda que os 16 exemplares em questão sejam oriundos da Guarda Nacional, com isso possuindo menos horas voadas que os exemplares que operaram no Iraque e Afeganistão, ressalto que as mesmas não sofreram qualquer processo de modernização ou atualização, o que pode gerar não apenas um custo a mais após sua aquisição, mas também há de se considerar o histórico deste tipo que registrou diversos acidentes durante sua vida operacional. 

Mas como no caso da Marinha do Brasil, o EB provavelmente irá fechar a aquisição das mesmas com intuito de em um primeiro momento reativar sua aviação de asa fixa e posteriormente buscar a obtenção de um meio mais adequado e moderno á sua força. Algo que vejo como arriscado e dispendioso, seja por conta da idade das aeronaves em questão, quer seja pela possibilidade de se investir em um meio mais moderno, atual e capaz, como seria a aquisição tão logo se cumpra a fase de homologação do KC-390 ou mesmo de aeronaves C-130J usadas, tendo em vista a confiança e robustez do Hércules e os bons serviços prestados pelo mesmo no Brasil e mundo afora, além de se otimizar a logística de nossas tropas, mantendo um mix de aeronaves aos quais permita a obtenção de sobressalentes em lotes consideráveis para atender ambas as forças, o que reduziria os custos operacionais e simplificaria os parques de manutenção. Embora os C-23B em avaliação sejam equipados com motores bem conhecidos em terras brasilis, o P&W PT6 A­-65AR. 

Mas como tudo no Brasil, cada um tem um ponto de vista e jamais busca uma convergência, o que infelizmente nos leva á uma política retrograda e ineficaz em diversos aspectos de nossa nação.

A proposta norte-americana poderá incluir a venda de todo o ferramental, material de apoio e manutenção, sobressalentes, motores reservas, componentes, manuais e documentação, mais a entrega das aeronaves na condição em que se encontram, com ou sem a realização de serviços necessários para recolocá-las em condições de voo.


O C-23B Sherpa tem capacidade para transportar até 30 soldados equipados, com tripulação de dois pilotos e um mecânico de voo. O alcance máximo é de 1.240 Km, com velocidade média de quase 400 km/h.
Vamos aguardar o desenrolar das negociações e em breve traremos mais informações a respeito.
Características gerais

  • Tripulação: três (dois pilotos além de engenheiro de voo)
  • Capacidade: 18-30 passageiros
  • Comprimento: 17,7 m
  • Envergadura : 22,8 m
  • Altura: 5,0 m
  • Área da asa: 42,4 m²
  • Peso vazio : 7,276 kg
  • Max. peso de decolagem : 11,610 kg
  • Motores: 2 × Pratt & Whitney Canada PT6 A-65AR turboélice , 1.424 shp  cada
Desempenho
  • Velocidade máxima : 468 km/h
  • Velocidade de cruzeiro : 422 km/h
  • Raio de Ação: 1.907 Km
  • Teto de serviço : 28.000 pés (5.303 m)



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Embraer confirma corte de quase 8% da força de trabalho

A Embraer confirmou nesta segunda-feira que cortará aproximadamente 8 por cento da sua força de trabalho por meio de um programa de demissão voluntária, cortando custos em meio a vendas fracas na divisão de jatos empresariais e redução dos contratos da área de defesa.
A fabricante de aviões aceitou a demissão de 1.463 empregados, que passam a valer na próxima semana, de 1.470 que se voluntariaram para o programa, de acordo com um comunicado da empresa.
Líderes do sindicato afirmaram na semana passada que quase metade dos funcionários que estavam deixando a companhia eram da linha de montagem da Embraer em São José dos Campos (SP).

Por volta de 15:45, as ações da Embraer recuavam 3,43 por cento, liderando as quedas do Ibovespa.
O colunista Lauro Jardim do jornal o Globo publicou no fim de semana que a Embraer preparava a venda de sua área de defesa, o que a empresa negou "veementemente" em nota nesta segunda-feira. Em nota a clientes, BTG Pactual e Bradesco BBI avaliaram como improvável a venda da área de defesa.
De acordo com a fabricante de aviões, "a unidade de Defesa & Segurança é lucrativa e a Embraer continua expandindo sua atuação no segmento tanto no Brasil quanto no exterior".

Fonte: Reuters

Embraer desmente rumores sobre venda da divisão de defesa

Após o alarde causado pela notícia veiculada na coluna do jornalista Lauro Jardim do jornal O Globo, noticiou a intenção da Embraer em vender sua divisão de defesa, alegando os prejuízos causados pelos calotes sofridos nos contratos com o governo brasileiro, porém, a notícia foi desmentida pela comunicação empresa brasileira, “A Embraer nega a especulação sobre a venda de sua área de Defesa & Segurança”, declarou.

A Embraer Defesa & Segurança é a responsável por importantes programas militares brasileiros e de grande sucesso no exterior, como é mo caso do seu bem sucedido A-29 Super Tucano, que inclusive foi selecionado pelos EUA para atender ao seu programa de auxílio as forças do Afeganistão. A empresa também esta desenvolvendo o que já é a maior aeronave projetada no país, com o revolucionário KC-390, programa que desenvolve uma aeronave de transporte e reabastecimento aéreo que visa atender não só as necessidades da Força Aérea Brasileira, mas encontra um vasto mercado receptivo á sua proposta, já possuindo diversos clientes e prováveis clientes. 

A divisão de defesa da Embraer ainda esta envolvida em importantes programas de modernização da frota de aeronaves da FAB e da Marinha do Brasil, tendo realizado a modernização de caças F-5, A-1 AMX e AF-1 Skyhawk (A-4KU).

É fato que os sucessivos cortes no orçamento de defesa tem atingido significativamente a empresa, uma vez que os recursos destinados aos programas de desenvolvimento e modernização de meios das forças brasileiras tem sofrido contingenciamento, afetando as finanças da empresa que é uma das principais parceiras nos programas de reaparelhamento e modernização das capacidades aéreas brasileiras.

É de preocupante irresponsabilidade de um meio de comunicação como o grupo Globo publicar um artigo como este, o que pode afetar o desempenho da empresa brasileira na bolsa de valores e causar um certo ar de desconfiança e insegurança no mercado, algo que é dispensável no momento de crise ao qual nosso país atravessa.

Esperamos que haja mais responsabilidade por parte de nossos amigos jornalistas ao publicar determinados tipos de matérias, buscando acima de tudo embasamento e profissionalismo, pois a nossa missão é informar e não o contrário, muito menos servir de meio de manobra para mercados e grupos de investimento e especulação.


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domingo, 25 de setembro de 2016

Armênia exibe sistema Iskander-E em desfile militar

Na última quarta-feira (21) a Armênia realizou o seu tradicional desfile do Dia da Independência, e surpreendeu ao apresentar seus recém adquiridos sistemas de armas, incluindo o sistema de mísseis balísticos de curto alcance de origem russa 9K720 Iskander.

A revelação torna a Armênia o primeiro cliente de exportação para o sistema russo. Dois lançadores e dois veículos de recarga do sistema "Iskander" foram exibidos durante o desfile.

Outros equipamentos modernos recém adquiridos presentes ao desfile incluiu os sistemas LMR (Lançador Múltiplo de Foguetes) 9K58 Smerch, sistemas de guerra eletrônica "Infauna" e um par de sistema de defesa aérea Buk, embora sem quaisquer mísseis. A Armênia também desfilou maior parte de seu inventário, incluindo os sistemas de defesa aérea S-300, WM-80, mísseis balísticos R-17 "Scud" , SRBMs 9M79 Tochka  e outros.

O presidente da Armênia, Serge Sargsyan, e o ministro da Defesa Seyran Ohanyan, têm sugerido desde o último ano que o sistema Iskander tinha sido entregue a Armênia, mas esta é a primeira confirmação que realmente a mesma possui tal sistema em seu inventário.

Em fevereiro de 2015 fontes russas informaram uma listagem dos sistemas de armas que a Armênia estaria comprando junto á Rússia. Embora o LMR 9K58 Smerch estivesse nesta lista, os sistemas Iskander e Buk não haviam sido relacionados.

A Rússia provavelmente entregou em sigilo a Armênia uma divisão do sistema Iskander, que provavelmente inclui 4 veículos lançadores e outros remuniciadores. Uma fonte sugere que a aquisição do sistema de mísseis foi destinado a impedir que o Azerbaijão atacasse os principais centros da Armênia, que tem sido vitima de ameaça por militares do Azerbaijão. O Iskander - E é o padrão de exportação do sistema Iskander, e possui uma carga útil de 480 kg, com uma vasta opção de ogivas, com alcance de cerca de 280 km e apresentando uma precisão de 10 metros.

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com agências de notícias

Aeronaves russas e sírias bombardeiam acampamento em Aleppo retomado por rebeldes

Forças russas e sírias bombardearam neste domingo um acampamento estratégico no norte de Aleppo, depois de perderem o controle sobre o local durante a noite, afirmaram rebeldes e o Exército sírio.
Segundo os rebeldes, o Exército usou armas mais poderosas na tentativa de recuperar Handarat, um campo de refugiados palestinos a poucos quilômetros do norte de Aleppo, localizado em um terreno elevado com vista para uma das principais estradas de Aleppo e ocupado durante anos pelos rebeldes.
"Retomamos o acampamento, mas o regime o incendiou com bombas ... Fomos capazes de protegê-lo, mas o bombardeio destruiu nossos veículos", disse o comandante Abu al-Hassanien em uma sala de operações rebelde que inclui as principais brigadas para combater o ataque do Exército sírio.
O Exército, auxiliado por milícias apoiadas pelo Irã, pelo grupo xiita libanês Hezbollah e uma milícia palestina, reconheceu a retomada de Handarat pelos rebeldes no sábado.
"O Exército sírio está mirando nas posições de grupos armados no acampamento de Handarat", disse uma fonte militar, segundo a mídia estatal.
O Exército anunciou na quinta-feira o início de uma nova e importante campanha militar para recuperar Aleppo, intensificando os ataques e o uso de armas poderosas no que os rebeldes chamam de campanha de "choque e pavor" que visa à devastação.
De acordo com os rebeldes e moradores, aviões russos continuaram ressoando em áreas residenciais de Aleppo, derrubando edifícios.

O ataque a Aleppo, onde mais de 250.000 civis estão encurralados, pode ser a maior batalha em uma guerra civil que já matou centenas de milhares de pessoas e deixou 11 milhões de desabrigados.

Fonte: Reuters