sexta-feira, 3 de abril de 2020

Gripen Seminar 2020

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Anualmente a Saab apresenta seu seminário do programa Gripen, bem concorrido pela mídia especializada, este ano o evento foi inteiramente on-line devido a pandemia do Covid-19, mesmo assim não deixou de atrair a atenção de jornalistas especializados, e claro com seção de perguntas sendo feitas aos apresentadores do evento.

Com uma hora e quinze minutos de apresentação o seminário iniciou na quinta-feira, 26 de março de 2020 pontualmente às 08h30 horário de Estocolmo (04h30 horário de Brasília). O Gripen Seminar de maneira global atualizou vários pontos sobre os avanços no programa do Gripen E/F


Com as apresentações realizadas por:

·       Ellen Molin, head da área de negócios Support and Services,

·       Eddy de la Motte, head da unidade de negócios Gripen E/F, da Saab Aeronautics,

·       Coronel Torgny Fälthammar, head do programa Gripen, Air Staff, da Força Aérea Sueca.


·       O seminário deste ano forneceu uma atualização sobre o programa Gripen,

·       Incluindo uma visão de mercado pela perspectiva da Saab,

·       Além de uma visão das soluções de suporte da empresa,

·       Um resumo do papel e importância do Gripen na Força Aérea Sueca.

Alguns pontos mereceram destaque como;

·       Finlândia; programa de aquisição de uma nova aeronave de combate, pacote este que pode incluir o Global Eye.

·       Canada; Concorrência para 88 caças.

·       Brasil; Corte da célula do modelo F, versão exclusiva para a FAB, e com expectativa do mercado.


Fizemos duas questões a equipe da Saab, que nos responderam posteriormente de forma bem objetiva e gentil.

GBN Defense: Qual é a expectativa de vendas da Saab na América do Sul para o Gripen E/F?

Saab: Atualmente, na América Latina, participamos de uma licitação na Colômbia, onde oferecemos 15 Gripen E / F. A oferta da Saab inclui todo o suporte logístico e um pacote de transferência de tecnologia. O Brasil poderia servir de plataforma para a montagem final e os testes dos caças Gripen E / F, caso a Saab vença a competição na Colômbia.

GBN Defense: Como está o programa de desenvolvimento e integração de radar Gripen E/F?

Saab: O programa de desenvolvimento e integração está progredindo bem.


A gravação completa do seminário e as apresentações estão disponíveis nos links abaixo.



Por: Valter Andrade

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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Missão Covid-19 em Recife

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Vindo da ALA11 no Galeão (RJ) pousou em Recife no pátio da antiga base aérea um C-130M Hercules FAB 2475, ao final da tarde do dia 01 de abril, trazendo abordo diversos suprimentos médicos, cumprindo a missão Covid-19, dando suporte as diversas secretarias de saúde estaduais em meio a pandemia do novo corona vírus.


Ao todo foram desembarcadas nove toneladas de insumos em Recife entre; teste rápidos, máscaras e álcool gel. Deste total 2,4 toneladas foram destinados para Pernambuco e o restante seguindo via terrestre para outros cinco estados, após rápida conferencia e separação esta preciosa carga, segue para: Aracaju, Salvador, João Pessoa, Natal, Maceió.



No dia 02 de abril este mesmo C-130M Hercules decola para Boa Vista para cumprir outra missão, este tipo de atividade reforça ainda mais o importante papel da logística de transporte aéreo da Força Aérea Brasileira.


Por: Valter Andrade
Fotos: Leonardo Neves
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sexta-feira, 27 de março de 2020

Vitória ou derrota? A Doutrina Powell em ação

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O que é a vitória numa guerra? O simples fato de haver dúvidas, em vários casos, sobre quem venceu determinada guerra, já é um indicativo de que não é fácil responder a essa pergunta. Entre os exemplos que vêm à mente estão os EUA na Guerra do Vietnã e Israel na Segunda Guerra do Líbano de 2006.

Aliás, foi justamente o desempenho, digamos, questionável dos EUA no Vietnã que inspirou o Gen Powell - Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA durante a Guerra do Golfo (1990-1991) - a pensar num conjunto de doutrinas que foi apelidado por jornalistas como “Doutrina Powell”.




O TRAUMA PÓS VIETNÃ

Até hoje a pergunta “Os EUA venceram a Guerra do Vietnã?” suscita grandes debates. E as razões são várias.

A primeira delas é que a segurança imediata dos EUA não estava ameaçada pelo avanço do comunismo no Vietnã. Muitos vão invocar a famosa observação que “é fácil ser engenheiro de obra pronta”, e de fato o pensamento de hoje é diferente do que era na época, mas o fato é que a segurança direta dos EUA nunca esteve sob perigo por ação vietnamita.

Talvez por esse motivo, o apoio da população americana à guerra nunca foi grande, especialmente em relação às convocações. O clima anti-guerra teve no Vietnã o seu auge, justamente porque muitos não entendiam, ou não aceitavam, as justificativas dadas pelos governantes para enviar os jovens para lutar “do outro lado do mundo” sem que a segurança nacional estivesse ameaçada.

Outro ponto importante naquela guerra foi a enorme ingerência política sobre as decisões militares, sendo frequentes os casos em que até mesmo situações táticas, por exemplo fornecer apoio de fogo a tropas em contato, exigiam aprovações por instâncias superiores e até mesmo de políticos, com várias missões dependendo de aprovação pessoal do Presidente. Com o processo decisório demorando tanto, e com a decisão muitas vezes tomada por pessoas com pouco ou nenhum conhecimento militar, a eficiência das FA (Forças Armadas) americanas era consideravelmente reduzida, a despeito dos meios disponíveis. O receio de que a China ou a URSS entrassem diretamente no conflito foi um dos principais motivos por trás desse nível de ingerência.

Uma “irmã gêmea” da ingerência política foi a relutância em comprometer os recursos humanos e materiais necessários. Não foram raras as ocasiões em que foram utilizadas forças insuficientes para atingir determinados objetivos, ou que planos que envolvessem grandes forças fossem adiados, rejeitados ou tivessem seu poder diminuído em face de considerações políticas.

Vários países viam a guerra como ilegítima ou desnecessária. Essa falta de consenso internacional era outro motivo que levou à ingerência política, e o receio de evitar cenas como a devastação das cidades causadas pela Segunda Guerra Mundial, eram grandes motivadores da ingerência política e da relutância em comprometer os recursos necessários.

A junção de todos estes fatores levou os EUA a adotarem, por longo tempo, ações de guerra limitada: alguns políticos acreditavam que ações pontuais, sem recorrer a uma grande invasão (como o Dia D) ou ações de destruição das principais cidades norte-vietnaminas (como aconteceu nas “tempestades de fogo” sobre Dresden e Tóquio), ou pelo menos a destruição de alvos estratégicos em Hanói e Haiphong, seriam suficientes para conter o Viet Cong.

Todos sabem a história - a “guerra limitada” levou a um imenso número de baixas entre civis e militares vietnamitas, e também entre militares americanos, além da devastação do país. Ou seja, os efeitos limitados pretendidos não foram alcançados. Ademais, e apesar do tratado de paz assinado por Ho Chi Minh em 1973 (o que é visto como vitória americana, dependendo do ponto de vista), o Vietnã do Sul acabou por ser conquistado pelo Vietnã do Norte em 1975 (o que é visto como derrota americana, dependendo do ponto de vista).

O grande número de baixas americanas, a oposição da população americana à guerra, os grandes custos financeiros do conflito não conseguiram impedir o avanço do comunismo na região - que era, ostensivamente, o que os EUA quiseram evitar com a guerra.




A “DOUTRINA WEINBERGER”

Nos anos 1980, algumas ações militares dos EUA foram duramente criticadas pela população e por especialistas, como a presença dos Marines no Líbano (que terminou com o trágico atentado contra os quartéis americanos em Beirute, em 1983, com a morte de mais de 200 fuzileiros) e a invasão de Granada (um pequeno país no Caribe).

O então Secretário de Defesa, Casper Weinberger, proferiu, durante uma palestra na renomada Academia Militar de West Point em 1984 (ou seja, cerca de 10 anos depois do Vietnã), alguns princípios que deveriam nortear as ações militares americanas. Estes princípios foram depois chamados de “Doutrina Weinberger”, e nortearam as ações militares americanas na segunda metade dos anos 1980.

Resumidamente, a “Doutrina Weinberger” postula:

1. Os EUA não devem enviar tropas, a menos que interesses vitais dos EUA ou de um aliado estejam diretamente ameaçados.

2. Caso se decida por enviar tropas, o apoio deve ser total, ou seja, devem ser garantidos os recursos materiais e humanos para cumprir a missão.

3. Caso se decida por enviar tropas, os objetivos políticos e militares devem ser claramente definidos, e os recursos alocados devem ser grandes o bastante para se atingir estes objetivos.

4. O comprometimento e a capacidade das tropas americanas devem ser avaliadas continuamente, e eventuais ajustes devem ser implementados sempre que necessário.

5. Antes de comprometer as tropas americanas, o povo americano e seus representantes eleitos devem ser assegurados da necessidade e da solidez de tal comprometimento.

6. Este comprometimento deve ser o último recurso, a ser utilizado apenas quando alternativas diplomáticas forem esgotadas.

Com estes princípios em mente, a invasão americana ao Panamá, entre dezembro/1989 e janeiro/1990, foi bastante rápida e com poucas baixas entre os militares americanos. Da mesma forma, os EUA não enviaram tropas ao Afeganistão na sua guerra contra a URSS, mas enviaram dinheiro e armas, emulando o que os soviéticos fizeram contra os EUA nas décadas anteriores.

Mas o maior teste à Doutrina Weinberger viria na década de 1990.




DOUTRINA POWELL

O Gen Powell, Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA durante o governo “Bush Pai”, aprofundou ainda mais os princípios estabelecidos por Weinberger, e os princípios da “Doutrina Powell” ou “Doutrina Weinberger-Powell” nortearam a esmagadora vitória sobre o Iraque na Guerra do Golfo (1990-1991).

Nas palavras do próprio Powell, constantes no documento “Estratégia Militar Nacional dos EUA”, publicado cerca de 1 ano depois da Guerra do Golfo:

Uma vez tomada a decisão pela ação militar, meias medidas e objetivos confusos cobram um preço elevado na forma de um conflito prolongado que pode causar desperdício desnecessário de vidas humanas e recursos materiais, uma nação dividida em casa e derrota. Portanto, um dos elementos essenciais de nossa estratégia militar nacional é a capacidade de reunir rapidamente as forças necessárias para vencer - o conceito de aplicar força decisiva para subjugar nossos adversários e, assim, encerrar conflitos rapidamente com perda mínima de vidas.

Powell dizia que o alto comando civil e militar deveria responder a 8 perguntas antes de se comprometer com o envio de tropas:

1 Algum interesse vital está ameaçado?

2 Há um objetivo claro e alcançável?

3 Os riscos e custos foram analisados com franqueza?

4 Os meios não violentos já foram totalmente esgotados?

5 Há uma estratégia de saída plausível para evitar que a guerra se arraste indefinidamente?

6 As consequências de nossas ações foram cuidadosamente avaliadas?

7 A guerra é apoiada pelo povo americano?

8 Há um apoio internacional amplo e genuíno?

Comparando-se a Doutrina Powell com a Doutrina Weinberger, além das grandes semelhanças, observa-se também um cuidado essencial - não entrar em conflitos que se arrastem indefinidamente. A Guerra do Vietnã tinha sido, até aquele momento, o conflito mais prolongado em que os EUA estiveram envolvidos com o envio de tropas, e esses estrategistas queriam, a todo custo, evitar um “novo Vietnã”.

Outro exemplo claro da aplicação destes princípios foi a Guerra dos Bálcãs , mais especificamente a Guerra de Kosovo de 1999, em que a OTAN se limitou a praticamente usar o poder aéreo, com pouco envolvimento de tropas em terra.




ABANDONO DA DOUTRINA POWELL

O Século 21 trouxe consigo o 911 (ataques terroristas do 9 de setembro de 2001) e a GWOT (guerra mundial contra o terrorismo), que levariam a um abandono dos princípios delineados por Powell. O resultado foram guerras bastante prolongadas no Afeganistão (2001) e no Iraque (2003), que se arrastam até hoje; cada uma delas ultrapassou o Vietnã, e a Guerra do Afeganistão já é a mais prolongada da história americana.

Um dos principais fatores que levaram à derrota dos EUA na GWOT - o terrorismo não foi erradicado, afinal - é justamente o fato de o objetivo ser vago e inatingível. Como o terrorismo é causado por diversos fatores, não é uma guerra, ou várias, que vai eliminar o problema. Junte-se a isso o fato que  nem o Presidente “Bush Filho” nem o Presidente Obama deram aos militares todos os recursos que foram pedidos, complicando ainda mais a situação.

Aliás, cabe aqui um parêntese interessante - da mesma forma que a URSS na década de 1980, os EUA se prepararam mal contra o Afeganistão, fazendo valer, outra vez, o apelido “Cemitério de Impérios”.

Obama complicou ainda mais a situação ao anunciar unilateralmente a saída do Iraque, sem alcançar com isso nenhum resultado tangível dos insurgentes, e ao enviar tropas, ainda que em quantidades reduzidas, para a Síria - e isso depois de não cumprir a promessa de atacar a Síria caso o país usasse armas químicas.




RETORNO À DOUTRINA POWELL

O Presidente Trump, por sua vez, parece determinado a voltar à Doutrina Powell. Além de retirar as tropas da Síria e anunciar o fim da Guerra do Afeganistão (depois de costurar um acordo com os Taleban), já prepara a saída do Iraque, condicionando-a a obter vantagens financeiras do país.

É digno de nota que o Presidente Trump também não começou nenhuma guerra, mas não deixou de atacar o Irã depois de um ataque à embaixada americana em Bagdá, um total contraste com o Presidente Obama, que nada fez em relação a 4 americanos mortos na embaixada da Líbia.

O Presidente Trump também realizou alguns ataques contra a Síria e o Irã, mas tem sido cauteloso o bastante para não começar uma guerra aberta com estes países.

Duas ferramentas tem sido essenciais para esses 3 últimos Presidentes dos EUA - ataques com mísseis de cruzeiro (como o BGM-109 Tomahawk) e com drones (como o MQ-9 Reaper). Apesar das críticas pelo uso destes meios, ficou evidente que nenhum país está disposto a começar uma guerra aberta contra os EUA devido a tais ataques de escopo limitado, o que está de acordo com a Doutrina Powell - usar os meios necessários para atingir os objetivos em mente. É provável que, se tais meios não estivessem disponíveis, os EUA teriam que recorrer a ataques mais expressivos, como os da Operação El Dorado Canyon de 1986 contra a Líbia.

Outra ferramenta bastante utilizada, desde a Segunda Guerra Mundial, são as operações de forças especiais, seja em ataques diretos, seja através de insurgentes.




ISRAEL E A DOUTRINA POWELL

Não é segredo pra ninguém que Israel se inspira militarmente nos EUA. Tanto é assim que as IDF (Forças Israelenses de Defesa) tentaram imitar a postura americana na Guerra de Kosovo de 1999, com o objetivo de derrotar o Hizballah sem enviar tropas ao Líbano em 2006. O assunto é tratado com mais detalhes no artigo Segunda Guerra do Líbano (2006).

Embora o Hizballah fosse, e continue sendo, uma grande ameaça aos interesses vitais de Israel e não seja muito aberto a negociações diplomáticas, dando poucas alternativas à intervenção militar, o Primeiro Ministro Ehud Olmert não foi capaz de articular objetivos claros e alcançáveis (o objetivo de erradicar o Hizballah era, e é, inatingível por meios puramente militares) e nem se propôs a dar às IDF os meios necessários para atingir os objetivos - o envio de tropas terrestres foi postergado várias vezes, um sinal claro de que o governo israelense não estava comprometido com a guerra que começou.

Entretanto, o Hizballah seguiu atacando o norte de Israel a um ritmo de mais de 100 foguetes por dia, levando a um colapso econômico na região, e vários protestos populares contra o governo e às IDF. O fato que as próprias IDF relutavam em enviar tropas, apesar de a situação claramente exigir tal atitude, complicou ainda mais a situação, e a guerra se arrastou por 33 dias, terminando após ambos os lados aceitarem a intermediação da ONU.

A vitória israelense no Líbano, assim como a vitória americana no Vietnã, não foi inquestionável. A destruição no Líbano foi muito grande e o Hizballah praticamente parou os ataques contra Israel, situação que se mantém até hoje, 14 anos depois, e isso claramente conta a favor de Israel. Entretanto, o alto comando do Hizballah permaneceu praticamente intocado, e seu poder, tanto militar quanto na política interna do Líbano, são maiores do que em 2006, o que conta como derrota para Israel.

Após a guerra, e como é de costume em Israel, foi estabelecido um Comitê para fazer uma investigação, que em vários aspectos se assemelha a uma CPI, liderada pelo Ministro da Suprema Corte Israelense (aposentado) Eliyahu Winograd. O relatório deste Comitê, geralmente chamado Relatório Winograd, foi bastante duro com o alto comando militar e político do país, e suas conclusões e recomendações lembram vários pontos da Doutrina Powell.

As IDF aprenderam as lições do Relatório Winograd. Já no final de 2008, pouco mais de 2 anos após a performance questionável no Líbano, Israel atacou o Hamas em Gaza, a chamada Operação Chumbo Fundido, uma das várias campanhas contra o regime no poder na Faixa de Gaza. Desta vez, os objetivos israelenses foram muito bem definidos (principalmente reduzir a escala dos lançamentos de foguetes e morteiros contra a região sul de Israel) e as tropas em terra foram enviadas tão logo os ataques aéreos “amaciaram” as defesas do Hamas.

O resultado foi uma guerra muito mais rápida, durando apenas 21 dias, e durante esse tempo o Hamas causou poucos danos a Israel. A guerra terminou através de uma decisão unilateral do Alto Comando israelense, e os graves danos ao alto comando do Hamas, e à infraestrutura da Faixa de Gaza, impediram que o Hamas pudesse clamar alguma vitória.

Depois da Chumbo Fundido, porém, Israel teve que enfrentar o Hamas outras vezes, em 2012 (Operação Pilar de Defesa) e 2014 (Operação Margem Protetora), mas da mesma forma que em 2008-2009, a vitória israelense foi incontestável.

Depois de 2014, apesar das tensões com o Hamas e principalmente o Irã, Israel não se envolveu em conflitos maiores. Até mesmo ataques vindos da Síria, provavelmente “balas perdidas” da sangrenta guerra civil que assola o país desde 2011, não levaram a uma guerra aberta contra o país, com Israel se limitando a fazer ataques pontuais.

Aliás, novamente “imitando” os EUA, as IDF também usam bastante dos mísseis de cruzeiro (como o Delilah) e drones (como o Eitan) para realizar boa parte dos ataques limitados. Israel também é grande usuário das forças especiais, e através delas realizam ataques diretos ou com apoio de insurgentes.




CONCLUSÃO

A Doutrina Powell, de certa forma, não é mais que usar o bom senso antes de uma operação militar, seja ela grande ou pequena.

Objetivos claramente definidos, estratégia de saída claramente definida, comprometimento dos recursos humanos e materiais necessários, apoio interno e externo assegurado - pode parecer óbvio que tudo isso é essencial, mas qualquer um que estude a história dos conflitos da humanidade ficará chocado ao ver quantas vezes algum, ou até mesmo todos estes pontos foram tratados com desdém.

Parece que os EUA estão lembrando a lição que aplicaram tão bem em 1991, e Israel claramente aplica a Doutrina ao pé da letra, não sem antes sofrer por ignorar seus preceitos.

Felizmente, o Brasil raramente se envolve em conflitos, mas as lições da Doutrina Powell ainda devem ser incorporadas, especialmente para ações como as GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que em vários aspectos é uma guerra: definir objetivos, alocar recursos, comprometer-se com o comando da operação quando houver atrito com a opinião pública - são tão importantes aos envolvidos na execução de uma operação GLO como nos campos de batalha ao redor do mundo.


Por Renato Marçal



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"FOXTROT" - SAAB dá importante passo na produção do Gripen-F

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A Saab estabeleceu um importante marco no programa Gripen NG, realizando o primeiro corte de metal que será empregado na construção da versão biposto do seu caça de nova geração, o Gripen F, um importante passo no desenvolvimento do programa que envolve a participação da indústria brasileira.

O "Foxtrot" está sendo desenvolvido especialmente para atender aos requisitos da Força Aérea Brasileira (FAB) e compartilha do mesmo design e avançada suíte aviônica da variante monoposto, o Gripen-E. O Gripen "F" pode ser empregado tanto para realização de instrução e qualificação de pilotos, no modo de treinamento, como podem ser empregados em combate, neste modo os dois tripulante da aeronave dividem a carga de trabalho, contando com duas diferentes configurações do display.

A primeira peça destinada ao "Foxtrot" foi fabricada recentemente nas instalações da Saab, em Linköping, na Suécia, e será destinada a seção de dutos de ar, localizada logo atrás do cockpit da aeronave.

Primeira corte de metal do "Foxtrot", peça será destinada à seção de dutos de ar logo atrás do Cockpit do Gripen-F

“Esse é um marco importante para o projeto Gripen, pois demonstra que a fase de desenvolvimento está acontecendo adequadamente. Isso sinaliza o início da produção da aeronave de dois lugares, o Gripen F, muito aguardado pela Força Aérea Brasileira”, diz o Coronel Renato Leite, integrante da Força Aérea Brasileira e chefe do Grupo de Acompanhamento e Controle da Saab (GAC-Saab).

O Programa Gripen F (Foxtrot) acontece em conjunto entre a Saab e as empresas brasileiras que atuam em parceria no desenvolvimento da nova aeronave, entre ela estão a Embraer, AEL Sistemas, Akaer e Atech. Atualmente, cerca de 400 engenheiros estão trabalhando no desenvolvimento do Gripen-F, principalmente no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN, do inglês Gripen Design and Development Network), localizado na planta fabril da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo. A fabricação ocorrerá na Suécia e no Brasil.



“Este foi um trabalho de equipe onde tivemos muitas pessoas dedicadas, tanto na Suécia como no Brasil, construindo o caminho para este importante marco da nova versão do Gripen. Estes marcos são momentos especiais devido a sua raridade e faz com que estejamos realizados”, diz Jonas Hjelm, head da Saab Aeronautics.

O Brasil encomendou 28 caças monoposto Gripen-E, que serão entregues no Brasil a partir de 2021, e 8 caças biposto Gripen-F, com entregas acontecendo a partir de 2023.

O Gripen-F também participa de importantes concorrências, onde está sendo oferecido pela Saab ao governo da Finlândia no âmbito do Programa HX que visa a substituição de seus caças.


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com informações da SAAB
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quarta-feira, 25 de março de 2020

Chegam ao Brasil voos da FAB com brasileiros repatriados do Peru

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Duas aeronaves C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira decolaram, na manhã de terça-feira (24), partindo do Rio de Janeiro e de Belém, rumo a Cuzco (Peru), a fim de resgatar brasileiros que se encontram isolados naquela cidade. A operação, determinada pelo Presidente da República Jair Bolsonaro, é uma ação coordenada entre o Ministério da Defesa e o Ministério das Relações Exteriores. 

O primeiro "Hécules" da FAB, que decolou do Rio de Janeiro, realizando escala em Porto Velho antes de pousar em Cuzco. Já a segunda aeronave decolou de Belém para Porto Velho. Na manhã desta quarta-feira (25) as duas aeronaves seguiram para Cuzco.

No final da tarde desta quarta-feira (25), as duas aeronaves regressaram à Porto Velho com 66 brasileiros que estavam retidos em Cuzco, no Peru. Após cumprir a escala técnica, onde não houve desembarque de passageiros, os dois "Hércules" da Força Aérea Brasileira seguiram rumo a São Paulo.

Determinada pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, a Operação é uma ação coordenada entre o Ministério da Defesa e o Ministério das Relações Exteriores.

O governo brasileiro, por meio da rede diplomática e consular do Itamaraty, segue acompanhando a situação dos viajantes brasileiros no exterior e está trabalhando para permitir a repatriação de todos. Vale ressaltar que também estão previstos voos comerciais partindo de Cuzco e de Lima. Os brasileiros interessados em embarcar nesses voos devem seguir as orientações da Embaixada, publicadas no perfil de Embaixada do Brasil no Facebook.


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com informe:
Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Defesa
Departamento de Comunicação Social do Ministério das Relações Exteriores
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Embraer colabora com tecnologias e soluções para combate ao COVID-19

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A Embraer está se unindo a empresas e centros de pesquisas no país para colaborar com tecnologias que possam aumentar a disponibilidade de equipamentos e soluções para o combate ao COVID-19 no Brasil.
 
As ações, desenvolvidas em conjunto com a cadeia de fornecedores da Embraer, englobam a fabricação de peças para a indústria de ventiladores e respiradores, a substituição de componentes importados para ventiladores, o desenvolvimento de sistemas de filtros de alta eficiência para transformação de leitos regulares em tratamento intensivo, e estudos para o desenvolvimento de respiradores simples, robustos e portáteis visando a rápida implementação e disponibilidade. 

Um grupo de trabalho já tem conduzido iniciativas em apoio a uma fábrica nacional de respiradores, com previsão de início de produção de peças a partir da próxima semana, em atendimento ao aumento emergencial da demanda por esses equipamentos. A empresa, em cooperação com os parceiros, já concluiu as análises técnicas e de capacidade produtiva para o atendimento das necessidades identificadas.

Em parceria com o hospital Albert Einstein, a Embraer está propondo também o fornecimento de apoio técnico para o desenvolvimento de sistemas de exaustão para controle biológico, que pode converter leitos regulares em áreas de tratamento intensivo. Por meio da tecnologia de filtros de alta eficiência de absorção de partículas de ar, já existentes nos sistemas de ar condicionados das aeronaves, o objetivo é levar esta solução para os hospitais que precisam deste tipo de solução de forma imediata.

Outra frente de trabalho está dedicada à análise de fabricação de válvulas de controle e sensores de fluxo que permitam ampliar a capacidade de produção de outra indústria nacional de respiradores, além da adaptação de um modelo de respirador para uso no combate ao COVID-19.

As análises de soluções inovadoras e o potencial de outras ações que estão sendo apresentadas pelo mercado podem contribuir para a identificação de novas frentes de atuação onde a Embraer possa aplicar sua expertise nesse momento de colaboração global e de necessidade de resultado efetivo e de curto prazo, diante de um cenário sem precedente para o sistema de saúde brasileiro.
 
A Embraer vai continuar monitorando a situação para colocar a sua expertise de integração de sistemas complexos em prol da população brasileira nessa ampla cooperação de combate ao COVID-19.
 

GBN Defense - Com informações Embraer
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