domingo, 30 de outubro de 2016

Ataques aéreos de coalizão árabe matam 30 no Iêmen

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Pelo menos 30 civis foram mortos neste sábado (29) no sudoeste do Iêmen em ataques aéreos realizados pela coalizão militar árabe que atua no país para apoiar o presidente Abd Rabbo Mansour Hadi, de acordo com os rebeldes.
As equipes de resgate ainda estão trabalhando para recuperar os corpos enterrados sob os escombros após os bombardeios que atingiram uma área residencial da cidade de Salou.
Localizada ao sudoeste da terceira maior cidade do Iêmen, Taiz, a localidade de Salou tem sido palco de violentos combates entre rebeldes e forças do governo.
A maioria das vítimas são mulheres de acordo com a mesma fonte. Um médico do hospital público da cidade informou à AFP que havia recebido os corpos de 15 pessoas.
A coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita ainda não comentou a informação, mas um funcionário local confirmou os ataques.
Testemunhas disseram à AFP que muitos moradores foram ao local dos ataques para tentar resgatar possíveis feridos.
De acordo com a agência de notícias dos rebeldes, as vítimas dos ataques aéreos eram deslocados da guerra no Iêmen, que já matou cerca de 7 mil pessoas.
Fonte: AFP
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Projéteis inteligentes serão imbatíveis contra drones inimigos, diz fonte

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O Ministério da Defesa russo começou a realizar os testes de novos projéteis de artilharia capazes de realizar explosões “inteligentes” no ar, de acordo com o jornal “Izvêstia”.
Segundo os desenvolvedores, os cartuchos vão explodir ao se aproximarem do alvo e poderão facilmente destruir objetos de pequeno porte, com poucos centímetros de diâmetro.
“A munição terá um sistema de detonação remoto e inteligente – um pequeno fusível no interior do cartucho, cujo tempo de explosão será definido por computador, dependendo da distância em relação ao alvo”, explicou uma fonte no complexo industrial militar à Gazeta Russa.
Os fragmentos formarão uma “nuvem de metal” capaz de destruir drones táticos de unidades de infantaria mecanizada durante missões de reconhecimento próximas.
“Para derrubar um dispositivo assim com um míssil antiaéreo sai caro; abatê-lo com um rifle de assalto também é difícil, pois o alvo manobra rapidamente no ar”, explica Vadim Koziúlin, professor da Academia de Ciências Militares. “Mas, agora, um veículo blindado pode fazer um único disparo, e o drone desaparecerá.”
Inicialmente, as novas munições serão recebidas por veículos de combate da plataforma Armata e blindados de transporte Boomerang. Na sequência, está previsto o desenvolvimento de munições de 30 mm para veículos blindados mais antigos do Exército russo, entre eles as modificações de BMP-2, BMP-3 e BTR-82.
Ainda segundo a fonte no complexo militar-industrial russo, a nova munição será adotada pelos militares em 2020.

Fonte: Gazeta Russa
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Forças iraquianas se aproximam de Mosul pelo sul

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Tropas iraquianas e forças de segurança avançavam rumo a Mosul pelo sul e sudeste da cidade neste domingo, disseram autoridades iraquianas, com o apoio pelo ar e no terreno de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos em sua tentativa de atacar o reduto do grupo militante Estado Islâmico.
Um comunicado das Forças Armadas disse que a nona divisão blindada do Exército assumiu o controle da vila de Ali Rash, cerca de 7 km a sudeste de Mosul, e ergueu uma bandeira do Iraque.
Mais ao sul, uma autoridade disse que as forças de segurança do Ministério do Interior estavam avançando a partir da cidade de Al-Shura, reconquistada das mãos do Estado Islâmico no sábado, ao longo do vale do rio Tigre em direção a Mosul.
O oficial disse que as tropas estavam a caminho de Hammam al-Alil, na metade da distância entre Al-Shura e Mosul, e a última grande cidade antes da própria Mosul, que é a segunda maior cidade do Iraque.
O Exército e as forças de segurança fazem parte de uma força maior, que também inclui combatentes curdos peshmergas e milícias xiitas, que busca cercar Mosul e sitiar os combatentes do Estado Islâmico dentro da maior cidade de seu autodeclarado califado no Iraque e na Síria.

A perda de Mosul representaria a derrota efetiva do Estado Islâmico no Iraque, mas a batalha propriamente dita pode se tornar a maior em mais de uma década de instabilidade desde a invasão liderada pelos EUA em 2003 que derrubou o então presidente Saddam Hussein.

Fonte: Reuters
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sábado, 29 de outubro de 2016

ONU abre negociações para proibir armas nucleares

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Comissão da Assembleia Geral aprova resolução proposta pelo Brasil para iniciar negociações com o objetivo de eliminar os arsenais nucleares. Grandes potências se opõem.
Apesar da forte resistência das grandes potências nucleares, uma comissão da Assembleia Geral da ONU votou favoravelmente nesta quinta-feira (28) pelo início das negociações sobre um tratado para o banimento das armas nucleares.
Depois de semanas de pressões por parte das potências nucleares pelo "não" à iniciativa, a resolução apresentada por Brasil, Austrália, Irlanda, México, Nigéria e África do Sul foi aprovada com 123 votos a favor, 36 contra e 16 abstenções.
Entre as potências nucleares representadas no Conselho de Segurança da ONU, votaram contra Estados Unidos, Reino Unido, França e Rússia. A China se absteve, juntamente com Paquistão e Índia.                             
A Coreia do Sul, que vive sob ameaça nuclear da Coreia do Norte, também votou contra, assim como o Japão. Os críticos à resolução defendem que o desarmamento nuclear deve ser negociado no âmbito do Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT), e não através da nova iniciativa.
A resolução será o tema de uma conferência em março de 2017, onde será negociado um "instrumento legalmente vinculativo para a proibição das armas nucleares, que deverá levar à eliminação total das mesmas".
A diretora executiva da Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares, Beatrice Fihn, considerou a aprovação um "momento histórico" rumo a um mundo livre do arsenal nuclear.
"Este tratado não vai eliminar as armas nucleares de vez. Mas vai estabelecer um poderoso novo padrão legal internacional, estigmatizando as armas nucleares e compelindo as nações a atuarem urgentemente no desarmamento", afirmou.
A resolução será votada no plenário da Assembleia Geral da ONU no final de novembro ou início de dezembro.

Fonte: Deutsche Welle
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Incidente na Síria entre E-3 Awacs e Su-35

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O Ministério da Defesa da Rússia é surpreendido pelas tentativas do comando dos EUA em tentar responsabilizar a Força Aérea Russa pela abordagem realizada pelo caça Sukhoi Su-35 ao avião E-3 norte-americano, segundo o porta-voz Major General Igor Konashenkov disse no sábado (29).

"Em 17 de outubro, enquanto voava no espaço aéreo leste de Deir ez-Zor, a tripulação de uma aeronave E-3 AWACS, em violação da segurança de vôo subiu para quase mil metros da altitude e fez uma abordagem perigosa a menos de 500 metros de um caça Su-35 russo. "

Em consonância com os acordos russo-americanos, o comando do contingente da Força Aérea da Rússia na base aérea de Hmeimim tinham notificado os homólogos dos EUA, antecipando que o Su-35 estaria em voo nessa área, dando a altitude precisa, disse Konashenkov.

"Depois de uma abordagem perigosa do E-3 AWACS ao caça russo, o comando do grupo russo na base aérea de Hmeimim contatou urgentemente os homólogos dos EUA e exigiu explicações sobre o incidente", disse ele. "Em princípio, podemos compreender a susceptibilidade dos pilotos norte-americanos 'até uma espécie de estupor causado pela visão de jatos russos nas proximidades. No entanto, nós recomendamos que eles não devem culpar a Rússia de todos os pecados, mas devem se controlar. Pela maneira, juntamente com seus jatos ".

"Em geral, o incidente provou que os pilotos russos e norte-americanos tinham conseguido estabelecer uma cooperação mais que suficiente, o que é suficiente para evitar tais incidentes no futuro", disse o general, observando que "representantes do comando norte-americano se desculparam pelo incidente e prometeu não permitir que o tipo de situações se repitam no futuro. "

Mais cedo, a Força Aérea dos EUA disse à CNN que um caça russo e um avião militar norte-americano voaram perigosamente perto na Síria, dizendo que " quase houve um acidente". Os dois aviões chegaram a uma distância de cerca de 800 metros um do outro.

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Alemanha enviará tanques à fronteira russa

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Berlim confirma que vai despachar MBT's Leopard 2 à Lituânia como parte dos novos planos da Otan para proteger os Estados bálticos. Para especialista, decisão é acertada e não altera superioridade russa na região.
Proteger a Lituânia da Rússia é responsabilidade da Alemanha, de acordo com os planos de defesa da Otan que despontaram na cúpula desta semana em Bruxelas. Na quarta-feira (26), o Ministério alemão da Defesa deu uma demonstração de como está levando a sério essa missão, confirmando à agência alemã de notícias DPA que enviará, em 2017 os Leopard 2 à fronteira russa com o país báltico, além dos 650 soldados já prometidos.
A medida faz parte de um plano da Otan para proteger seus membros bálticos, que têm demonstrado preocupação com as ambições russas após a anexação da Crimeia em 2014 e a subsequente guerra no leste da Ucrânia.
Um batalhão de cerca de mil soldados da Otan será estacionado na Lituânia a partir de junho – com rotatividade de seis meses. Entre 450 e 650 soldados dessa tropa serão providos pela Bundeswehr (Forças Armadas da Alemanha), enquanto os restantes virão de França, Bélgica e Croácia. A mídia alemã informou que a unidade de treinamento para combate também será equipada com tanques, veículos blindados, atiradores de elite e engenheiros.

Planos devem irritar a Rússia
Cada uma das grandes potências da aliança enviará tropas para reforçar as defesas dos países que fazem fronteira com a Rússia. Enquanto a Alemanha está ajudando a Lituânia, a Polônia é protegida pelos Estados Unidos, a Letônia receberá assistência do Canadá, e o Reino Unido será responsável pela Estônia.
Os planos devem irritar ainda mais a Rússia, cujo governo tem criticado as estratégias militares da Otan na região. "A aliança está concentrando suas forças em limitar uma ameaça inexistente do leste", comunicou o Ministério do Exterior da Rússia, meses atrás.
A ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, defendeu as medidas, classificando sua implementação de "apropriada" e "defensiva". "Este é um sinal claro de que um ataque a um país-membro da Otan será considerado um ataque a todos os países-membros da Otan", disse.
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, também indicou que a missão é uma resposta à agressão russa. "A Rússia está preparada para usar seu poderio militar", disse, em Bruxelas. "É necessário que a Otan responda a isso."
Gustav Gressel, especialista em temas relacionados à Rússia no Conselho Europeu de Relações Exteriores, avaliou que os novos planos militares da Otan são corretamente dimensionados, dadas as circunstâncias. "A Rússia ainda goza de uma superioridade militar de cerca de cinco para um naquela região", disse Gressel. "Não é de jeito nenhum uma ameaça ofensiva aos russos – mas uma reação de pequena escala e cautelosa ao aumento da presença militar da Rússia. Ela não altera o equilíbrio militar no Báltico", afirmou.
Temores bálticos
Os Estados bálticos teriam preferido que a Otan tivesse enviado mais tropas às suas zonas fronteiriças, argumentou Gressel. "Desde 2009, a Rússia tem treinado suas forças em cenários de invasão aos países bálticos", afirmou. "Para esses países isso é uma coisa real, algo que pode acontecer a qualquer momento."
Segundo o especialista, mesmo que a Rússia esteja economicamente isolada e não possa se dar o luxo de tomar um novo território, o sistema político russo exige mostras de poderio militar para sua própria população. "É cada vez mais difícil prever o que a Rússia fará, ou o que a Rússia entenderá como provocação militar. Então é melhor se prevenir e sinalizar à Rússia que ela não terá passe livre nos países bálticos."
Mas, ao mesmo tempo, a Otan está tentando encontrar um equilíbrio. "É preciso se garantir para a eventualidade de a Rússia se tornar aventureira", afirmou Gressel. "Mas, por outro lado, não se deve empurrar a Rússia para as suas profecias autorrealizáveis de ameaças. Em minha opinião, as manobras da Rússia são para propaganda interna, e seus militares sabem que a Otan não vai invadir o país." 
A Alemanha tem contribuído para o maior rearmamento da Otan desde o fim da Guerra Fria. No ano passado, encomendou mais cem blindados Leopard 2, a maioria veículos anteriormente desativados que serão atualizados. Ao mesmo tempo, o teto de 225 tanques, que havia sido acertado como parte da reforma militar de 2011, foi elevado para 328 unidades.

Fonte: Deutsche Welle

Nota do GBN: Totalmente míope e inapropriada a postura adotada pela OTAN, quando a mesma promove vários exercícios militares e voos e áreas limítrofes ou fronteiriças da Rússia. 

Não houve invasão na Crimeia, lá houve um referendo onde prevaleceu a vontade democrática da maioria esmagadora de retornar a ser parte integrante da federação russa, algo que não vejo como ameaça aos países do Báltico, onde entendo tal manobra como forma de justificativa para orçamentos "gordos" para defesa, além de uma provocação dos EUA e seus aliados afim de mergulhar em um conflito de larga escala com fins de tentar se assegurar como liderança mundial em meio a grave crise econômica e moral que vem enfrentando, onde tem sua imagem desgastada pelos infortúnios no Iraque, Líbia e a fracassada "Guerra ao terror", tentando frear a ascensão de uma nova ordem política mundial. 
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Lula prepara exílio no Uruguai e usa ONU como escada

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Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgaram nesta quarta-feira (26) uma nota afirmando que o Acnudh (Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos) aceitou, preliminarmente, uma petição que afirma que o petista teve seus direitos humanos violados pelo juiz federal Sergio Moro, responsável por processos da Operação Lava Jato na primeira instância.
Para a professora Maristela Basso, de Direito Internacional, da USP, isso é uma bobagem. “Parece noticia plantada. Esta comissão não tem esse poder. Basta ir ao site da ONU para ver que não aparece nada sobre o assunto”, observa.
“Essa comissão não tem competência para examinar uma questão em que a nossa mais alta corte já, em reiterados julgamentos, deixou claro que não há nenhuma violação dos direitos constitucionais assegurados nos processos conduzidos na operação Lava Jato, tanto nos que envolvem o ex-presidente como em outros processos.
O recurso dos advogados do ex-presidente à comissão da ONU, órgão este que o governo do PT sempre desprezou, representa tão somente uma estratégia midiática, que não terá consequências jurídicas.
Se quiser de fato buscar uma intermediação externa, os advogados do ex-presidente devem procurar a Corte Interamericana de Direitos Humanos. ”
Falei com a professora Maristela Basso por 10 minutos. E chego à seguinte conclusão:
Lula usa isso, sustento eu, para preparar seu asilo no Uruguai, a exemplo do filho que foi lá “tecnicamente” a trabalho…

Fonte: Yahoo notícias
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Índia afirma que irá comprar até 200 aeronaves de combate se produzidos no país

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A Índia jogando pesado em sua nova concorrência para aquisição de aeronaves monomotores, oferecendo ao vencedor da concorrência a compra de mais de 200 aeronaves caso a vencedora abra uma linha de produção em conjunto com indústria local para produzir as aeronaves na Índia, disseram autoridades da Força Aérea.
Um acordo inicial prevê a aquisição de cerca de 200 aeronaves inicialmente, porém, fontes na Força Aérea dizem que o número pode subir para 300 aeronaves conforme o país desative as envelhecidas aeronaves de procedência soviética, podendo este contrato ser avaliado em algo entre 13 bilhões e 15 bilhões de dólares, algo que tornaria a concorrência indiana um dos maiores negócios envolvendo aeronaves militares no mundo.
Depois de concluir o acordo para aquisição de um lote de aeronaves Dassault Rafale, algo que ficou muito longe do inicialmente proposto, ficando a compra reduzida para apenas 36 aeronaves do modelo francês, a Força Aérea da Índia está tentando desesperadamente acelerar o novo processo de aquisição e suprir a demanda operacional em sua força aérea que enfrenta um enorme desafio, onde centenas de aeronaves estão chegando ao fim de sua vida operacional, algo preocupante para uma nação que possui um relacionamento conflituoso e difícil com vizinhos como China e Paquistão.
Mas segundo determinado pelo governo do primeiro-ministro Narendra Modi qualquer aquisição de aeronaves militares pela sua força aérea, deverá garantir que sua linha de produção seja na Índia, e com a participação da indústria local no programa, com essa medida o governo visa alavancar a indústria aeronáutica nacional e pôr fim ao caro processo de importações.
A Lockheed Martin disse que está interessada em montar uma linha de produção do F-16 na Índia, não apenas para atender aos indianos, mas também para exportação.

A sueca Saab ofereceu criar uma linha de produção para suas aeronaves Gripen-E, iniciando a disputa por um dos maiores acordos para compra de aeronaves militares em andamento no mundo.

GBN seu canal de informações e notícias
com agências de notícias
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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Otan envia sinal a Moscou

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Ao estacionar tropas no Leste Europeu, a Otan deixa claro para a Rússia que está disposta a se defender. Mas isso não quer dizer que ela descarte o diálogo, opina Reinhard Veser, do "Frankfurter Allgemeine Zeitung".

"É simplesmente ridículo dizer que a Rússia é uma ameaça militar para os países-membros da Otan", afirmou o presidente Vladimir Putin nesta quinta-feira (27) em Sochi. Há nem tanto tempo assim até alguns críticos dele concordariam com isso – simplesmente porque a ideia parecia inconcebível.
Mas, nos últimos dois anos, a liderança russa fez muitas coisas que nem os mais pessimistas poderiam imaginar. Quando Putin diz, dois anos e meio após a anexação da Crimeia e o início da guerra no leste da Ucrânia, que "a Rússia não tem a intenção de atacar ninguém", ele logo desperta lembranças de Walter Ulbricht. O líder do partido do regime da Alemanha Oriental afirmou, pouco antes da construção do Muro de Berlim, em 1961, que ninguém tinha a intenção de construir um muro.
Isso não significa que haja um risco imediato. Mas como Putin hoje é tão confiável quanto Ulbricht era então, a Otan é obrigada a considerar possibilidades que preferiria descartar. Por isso é correto que a Aliança Atlântica comece a implementar o estacionamento de tropas multinacionais nos Estados bálticos e na Polônia, decidido na cúpula de julho, logo após a reunião dos seus ministros da Defesa no meio da semana. A presença delas já basta para reduzir o risco de que algo realmente aconteça.
Se a Otan não fizesse nada, isso poderia levar algum linha-dura no Kremlin a ficar tentado a testar se a aliança realmente ajudaria seus membros no Leste Europeu. Mas, assim, essa questão está esclarecida, pois cada faísca nos países bálticos ou na Polônia seria automaticamente um conflito com uma das principais nações da Aliança. Se Putin for um político que age racionalmente, então a Rússia não ameaçará nenhum desses países militarmente.
Simultaneamente, com essa demonstração de disposição para a defesa, a Otan envia a Moscou o sinal de que ainda está interessada num diálogo. Isso também está correto e é importante. Não se deve esperar grandes resultados , mas o diálogo é como as sanções que foram impostas à Rússia por causa da anexação da Crimeia e da guerra na Ucrânia: mesmo quando é pouca a esperança de que a liderança russa seja levada a abrir mão de sua política de agressão, pelo menos é necessário tentar.

Fonte: Deutsche Welle
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Afinal, quem inventou o avião?

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Nesta semana, assino uma reportagem biográfica sobre o genial brasileiro Alberto Santos Dumont, em razão dos 110 anos de sua decolagem com o 14 Bis e dos 115 de seu voo de dirigível em torno da Torre Eiffel – no link, um gostinho da matéria; na íntegra, na revista que está nas bancas. Agora, ao se pensar em Dumont, a primeira questão que vem à cabeça é: foi ele mesmo que criou o avião? Alguns (em especial, americanos e brasileiros com síndrome de vira-lata, que gostam de rejeitar os heróis nacionais) defendem que, na real, foram os irmãos americanos Wright. Há, ainda, os que apontam o francês Clément Ader, responsável por cunhar o termo “avião” e que afirmava que fazia, ainda no século XIX, experimentos secretos com máquinas do tipo para militares de seu país. E aí, como fica?
Defendo a tese defendida por dois biógrafos ouvidos por mim, o holandês Albert Chapin e o brasileiro Henrique Lins de Barros: não há um pai da aviação, ou do avião. Na indústria da tecnologia, são raros os momentos históricos nos quais se atribui uma invenção a somente um nome.
Exemplo: se perguntarem pelas ruas quem criou o smartphone, muitos indicarão, de pronto, Steve Jobs. O mesmo nome seria destacado em relação ao primeiro computador pessoal. Contudo, veja só, já se idealizavam misturas de telefones com computadores desde a década de 1910, em ideias capitaneadas por gente do calibre de Nikola Tesla. Nas lojas, existem smartphones desde os anos 90. Só que foi Jobs quem deu a cara que conhecemos ao aparelho e o tornou viável para o dia a dia, com seu iPhone.
O mesmo vale para o computador pessoal, esse que colocamos em nossas mesas de trabalho. Seria errado esquecer, por exemplo, da famosa The Mother of All Demos (A Mãe de Todas as Demonstrações), na qual, já em 1968, o americano Douglas Engelbart (muito antes de Jobs) exibiu como funcionaria um PC (com mouse e tudo). Acabou o mérito de Jobs? Claro que não, pelo contrário. Mais uma vez foi ele, ao lado de outro Steve, o Wozniak (Woz, pros íntimos), quem deu forma à invenção e à levou ao público.
O que isso tem a ver com o avião? “Há vários pais das aeronaves e da aviação, em geral”, simplificou Chapin, biógrafo de Dumont. “Um inventava uma coisa ali, outro acrescentava um novo elemento, até o negócio decolar”, acrescentou. No caso do 14 Bis, de Dumont, o brasileiro misturou invenções alemãs, francesas e americanas (incluindo dos Wright) para criar sua máquina voadora. Assim como ele emprestava seus inventos (em opção que hoje seria tido como bem contemporânea, mas vista como inocente no início do século XX), sem cobrar pelas patentes, a colegas aviadores. Todos esses, por exemplo, devem muito a outro brasileiro, Bartolomeu Lourenço de Gusmão – que, em 1709, demostrou à corte portuguesa o funcionamento de seu invento, o balão.
Entretanto, o povo adora ter 1 inventor. Somente 1. Não 2, 3, 4… Cai bem para os livros de história, certo? Se for assim, Dumont é o nome. Não Clément Ader, muito menos os Wright. Na reportagem de VEJA, destacam-se infográfico que comprovam o ineditismo do brasileiro.
Primeiro, por que não Ader, que, em termos de datas, seria o pioneiro:
— não se sabe se as aeronaves dele eram dirigíveis (ou seja, se podiam ser guiadas ou se voavam sem controle);
— nem se podiam decolar e pousar sozinha;
— muito menos se eram seguras;
— e, isso tudo, por ele não ter feito exibições públicas ou, ao menos, a comissões de especialistas em aviação (requisitos para qualquer experimento científico que se preze).
Aí, no início da década de 1910, criaram-se as regras claras para o que seria definido, afinal, como um avião (ninguém tinha visto um, logo era impossível saber ao certo): 1º Deveria decolar por meios próprios, sem o uso do impulso do vento ou de outros aparelhos; 2º Precisaria voar ao menos 100 metros, sem acidentes; 3º O pouso (e, também, a decolagem) tinha de ser em terreno plano e horizontal, novamente sem ajuda externa 4º Caberia a uma comissão de especialistas observar e avaliar o feito.
“Funcionava como na Olimpíada”, pontuou o biógrafo Henrique Lins de Barros. “Se o Usain Bolt corre, mais rápido que qualquer um, 100 metros, na frente do público, em evento especial, acompanhado por pessoas que medem a performance, atesta-se a façanha e ela vira um recorde”, completou. “Agora, se um atleta diz, só diz, que foi bem mais veloz correndo 100 metros na frente de sua casa, sem testemunhas que valham, além de familiares, amigos e afins… isso não vale”.
Os Wright se encaixam na segunda categoria. A começar, a único prova de que eles voaram antes vieram deles mesmo, num telegrama. De testemunha, só tinham familiares e funcionários contratados pela dupla. Nada de especialistas, a não ser os próprios Wright. Ainda assim, eles demoraram anos para avisar ao mundo que teriam cumprido com o objetivo.
Alguns defendem que o sigilo se devia a quererem vender o projeto. Pois bem, a maior organização francesa de aviação ofereceu uma fortuna (novamente, confira na reportagem de VEJA) para que eles o demonstrassem em público. Recusarem. Na sequência, contudo, aceitariam vender, por bem menos, o projeto, para a mesma instituição (que não quis). Só que havia um grande “porém”, no período: o avião deles só decolaria ou com um impulso externo (como uma catapulta), ou com a ajuda de um vento a 40 quilômetros por hora (a exemplo de um planador), como se fez na primeira viagem deles, em 1903.
Ou seja, o aparelho dos Wright não atendia aos critérios científicos estabelecidos. Indo além, dentro das especificações, não seria muito distinto dos que Clément Ader alegava (assim como alegavam os Wright) ter fabricado, bem antes. Os americanos, portanto, equivaleriam a um atleta que diz, só diz, ter superado Bolt, às escondidas, correndo em frente a amigos.
# Em 2003, americanos tentaram reproduzir o voo dos Wright, no vídeo deste link. Note como o Flyer dos irmãos só sai do chão, por pouquíssimo tempo, com a ajuda de um vento a 30 quilômetros por hora (no caso de Dumont, essa não era uma necessidade, pois a máquina decolava com o torque do próprio motor) #
Mesmo assim, termino retomando a ideia inicial: na real, não existe um pai da inovação. Tratou-se de uma colaboração colaborativa. Agora, se é para entrar nos livros de história, o mérito é de Dumont. Ponto. Assim como uma glória bem maior dele: a de, cinco anos antes, em 1901, ter sido o primeiro ser humano a realmente controlar um objeto voador, circundando a Torre Eiffel com seu dirigível nº 6.
Aceitem, brasileiros. Essa honra – e o polêmico herói que a fez – nos pertence.

Fonte: Veja via Notimp
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Rússia pode usar todos os meios disponíveis contra os terroristas em Aleppo

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A Rússia se reserva ao direito, em caso de emergência de usar todos os meios disponíveis para combater as provocações dos terroristas em Aleppo, disse o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov nesta sexta-feira (28).

O porta-voz presidencial russo, assim comentou sobre o discurso do Estado-Maior da Rússia ao supremo comandante-em-chefe sobre a questão de retomar os ataques aéreos no leste Aleppo.

"Considerando que os terroristas anunciaram a intensificação planejada de ações de combate e também que eles tenham realmente mudado parcialmente a operações ofensivas, o Presidente delibera que em caso de emergência o lado russo reserva-se ao direito de usar todas as forças e os recursos disponíveis para combater ações provocativas dos agrupamentos terroristas e fornecer o devido apoio às forças armadas da República árabe da Síria ", disse o porta-voz do Kremlin.

Reinício dos ataques aéreos em Aleppo 'inconveniente'


Putin acredita que a retomada dos ataques aéreos na capital síria de Aleppo seria inconveniente, disse Peskov.

"O presidente russo acredita que seria desaconselhável no momento retomar os ataques aéreos contra Aleppo," disse Peskov aos jornalistas.

"O presidente acredita que seria possível estender a pausa humanitária em curso para a retirada dos feridos e militantes que desejam deixar a cidade, bem como o mais importante que é dar aos nossos parceiros americanos a chance de implementar suas obrigações anteriormente assumidas e cumprir sua promessa de separar a chamada oposição moderada de grupos terroristas ", acrescentou Peskov.

O porta-voz de Putin também disse que o presidente russo apontou para a direita do país para reservar a sua ajuda às forças militares do governo sírio "usando todos os meios em um nível adequado, considerando as recentes declarações feitas por militantes em suas intenções para intensificar as ações militares."

Peskov disse que "as decisões sobre novas ações da Rússia dependerá dos desenvolvimentos que se desenrolam."

Vladimir Putin vai tomar decisões estratégicas sobre a operação russa na Síria, enquanto o Estado-Maior será responsável pelo comando operacional.

"O Estado-Maior estará certamente a cargo de comando operacional, mas a definição das tarefas estratégicas e a adoção de decisões estratégicas, certamente vão ser definidas e feitas pelo Supremo Comandante-em-Chefe das Forças Armadas russas," Peskov disse aos jornalistas quando perguntado sobre quem iria tomar uma decisão sobre o fim da pausa humanitária em Aleppo e em outras atividades militares russas na Síria.

Peskov disse que o presidente iria "tomar as decisões sobre as ações que dependem da situação." Ele hesitou em dizer se as decisões seriam anunciadas com antecedência ou não. Segundo ele, isso vai depender da conveniência de anúncios preliminares.

Peskov explicou que a postura do General Maior dependem das informações recebidas diretamente da Síria e seriam levadas em conta na tomada dessas decisões.

Pausa em vigor apenas em Aleppo


Os militares da Rússia tem cessado os ataques aéreos sobre os terroristas na Síria apenas em Aleppo, Peskov observou.

"A pausa humanitária está em vigor apenas em Aleppo", disse Peskov.

Peskov disse que era difícil estabelecer um prazo que o presidente russo Vladimir Putin estenderia a pausa humanitária em Aleppo.

"O prazo foi fixado há muito tempo. Infelizmente, apesar do fato de que todos os prazos tinha sido perdidos, os nossos colegas americanos não cumpriram sua promessa", disse Peskov.

Quando perguntado quanto tempo Putin estava pronto para esperar antes de pedir para retomar os bombardeios contra os terroristas em Aleppo, o secretário de imprensa do presidente respondeu: "Eu sou incapaz de dar uma resposta precisa à sua pergunta."

"A tarefa principal e prioridade, do ponto de vista do presidente, é a evacuação e saída de feridos e civis de forma segura, bem como para os militantes que desejam deixar a cidade", disse ele.

Novos contatos entre a Rússia e os EUA sobre a Síria


De acordo com Peskov, não há planos para outros contatos sobre os recentes desenvolvimentos na Síria entre os presidentes dos EUA e da Rússia em um futuro próximo.

"Não, não há tais planos", disse o oficial Kremlin.

Quando perguntado se a Rússia tinha notificado os EUA da decisão de prolongar a pausa humanitária em Aleppo, o porta-voz do Kremlin respondeu que "as informações são trocadas através de canais operacionais militares."

"Eu não posso lhe dar uma resposta detalhada agora se esta decisão tem sido enviada aos homólogos americanos ou não, mas o intercâmbio regular de informações estão sendo realizados", acrescentou.

Militares russos pedem autorização de Putin para retomada de ataques aéreos contra Aleppo


O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta sexta-feira que seu Estado Maior pediu permissão ao presidente Vladimir Putin para retomar ataques aéreos contra militantes na cidade síria de Aleppo após 10 dias de pausa, relatou a agência de notícias Interfax.

O ministério citou um levante na atividade militante e a continuidade de mortes de civis para justificar o pedido. Não houve comentário sobre a posição de Putin.

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