quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Rio caminha nos próximos quatro dias para perder royalties do petróleo

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De acordo com informações dos bastidores do Senado, o presidente da Casa, José Sarney, decidiu não criar uma comissão para analisar a questão da distribuição dos royalties do petróleo entre estados produtores e não produtores. O assunto deve ser colocado em votação nos próximos dias. 
A decisão de Sarney contraria as reivindicações dos parlamentares dos estados produtores, liderados pelos senadores do Rio de Janeiro Lindbergh Faria (PT), Marcelo Crivella (PRB) e Francisco Dornelles (PP). A atitude do ex-presidente teria sido motivada por uma intensa pressão por parte dos governadores dos estados não produtores, que querem se apropriar daquilo que não é deles. 
Na próxima semana, senadores contrários aos direitos do Rio de Janeiro devem tentar encontrar uma brecha na pauta do Senado para conseguir votar o tema ainda no começo do mês de março.
A votação deve ser tratada como prioridade, sendo votada antes mesmo do aumento do piso dos professores, outro assunto de grande repercussão na mídia. 

O Jornal do Brasil espera que haja uma mobilização em  todo o estado contra esta apropriação dos nossos direitos. O JB informa que o movimento correto em defesa dos nossos interesses é o caminho da Justiça, batendo às portas do Supremo Tribunal Federal (STF). 
O JB informa ainda que convidou dois grandes escritórios de advocacia para, em nome de nossa população, acionarem o Judiciário

Fonte: JB On Line
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Sistema de Defesa Antimísseis na Europa é direcionado à Rússia

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O chefe da Agência Espacial Nacional da Ucrânia (GKAU), Yuri Alexeev, fez um alerta ao mundo. Segundo ele, a criação do sistema de defesa antimísseis europeu tem “raízes” americanas, e sua a implementação é direcionada à Rússia.

“Eu considero que não existe o sistema de antimísseis europeu, o que existe é um sistema americano de escudos antimísseis. E hoje esse sistema é construído em direção à Rússia”, disse Alexeev em entrevista dedicada ao 20º aniversário da GKAU.

Segundo o especialista, a localização da estação e, principalmente, dos navios militares no Mar Mediterrâneo indicam que “está sendo criada uma zona nas fronteiras ocidentais da Rússia.” Além disso, disse o presidente da GKAU, com o desenvolvimento dessas estações, “os Estados Unidos começam a acompanhar os novos avanços russos.”

A decisão sobre a criação do sistema de defesa antimísseis da Organização do Tratado do Atlântico Norte na Europa foi aceita, em novembro de 2010, na cúpula da OTAN em Lisboa. Para a organização, o sistema espera juntar os já existentes componentes nacionais do sistema de antimísseis aos países-membros da Aliança, assim como implementar elementos do sistema de antimísseis dos Estados Unidos na Europa.

Em outubro de 2010, o secretário geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, informou que o sistema de defesa antimísseis da aliança atingirá o nível de prontidão operacional plena em 2018. Segundo ele, o grau inicial de preparação da defesa da OTAN será anunciado na cúpula da organização em Maio de 2012, em Chicago.

A Rússia e a OTAN acordaram em cooperar sobre o projeto europeu de defesa antimíssil na cúpula de Lisboa, em 2010. No entanto, as negociações chegaram a um impasse por causa da recusa dos Estados Unidos em fornecer uma garantia legal de não direcionar o sistema contra as forças de defesa da Rússia. A Rússia, em resposta à implantação de defesa antimísseis na Europa, desenvolve um conjunto de medidas de natureza técnico-militar e diplomática.

Fonte: Diário da Rússia
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Navios militares da Rússia serão dotados de caças modernos

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A Indústria aeronáutica russa MiG compromete-se a fornecer um lote de caças Mig-29 KUB para o uso da Força Naval, informa a assessoria de imprensa da empresa.

Nos termos do respectivo contrato e no âmbito do programa a longo prazo de modernização das FA, serão entregues à Marinha uma parcela de 20 aviões Mig-29K e um lote de 4 engenhos Mig-29KUB. Deste modo, entrarão em serviço aviões modernos, com os parâmetros análogos aos que possuem os engenhos estrangeiros.

Hoje a marinha russa encontra-se em um grande programa de reaparelhamento, onde já encontra-se em andamento a aquisição de navios especializados da classe Mistral comprados junto á França e outros importantes programas, como os estudos para a concepção de um novo e moderno porta-aviões, novos submarinos estratégicos e outros meios de superficie.

Fonte: GeoPolítica Brasil / Voz da Rússia
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Irã possui “know-How” para a fabricação de motores turbofan

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A agência estatal chinesa “Xinhua”, em uma reportagem no último sábado (25) afirmou que autoridades iranianas anunciaram que Teerã possui o know-how tecnológico para a fabricação de motores turbofan.

O turbofan é um tipo de motor a jato utilizando na propulsão de aeronaves.

Segundo a agência de notícias chinesa, o Irã deu “passos importantes” em direção ao projeto de motores turbofan de grande porte.

A reportagem surge após o vice-chefe da Aviation Industries Organization (IAIO), o brigadeiro-general Abdolkarim Banitarafi, dizer o Irã possui know-how para projetar e construir motores turbofan pequenos para serem usados em vários tipos de veículos aéreos não-tripulados (UAV).

“Hoje, nós estamos construindo motores turbofan para uma grande variedade de UAVs”, disse Banitarafi na última sexta-feira (24) ao canal iraniano PRESS TV.

Banitarafi disse que a construção de motores turbofan é um passo significativo para a construção de UAV nacionais e acrescentou que o Irã também teve “grandes avanços” na projeção de motores turbofan de grande porte.

Fonte: Agência Xinhua
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Militares reafirmam críticas a Dilma e afrontam Amorim

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Em nota divulgada ontem, 98 militares da reserva reafirmaram recentes ataques feitos por clubes militares à presidente Dilma Rousseff e disseram não reconhecer autoridade no ministro da Defesa, Celso Amorim, para proibi-los de expressar opiniões.

A nota, intitulada "Eles que Venham. Por Aqui Não Passarão", também ataca a Comissão da Verdade, que apontará, sem poder de punir, responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos na ditadura. Aprovada no ano passado, a comissão espera só a indicação dos membros para começar a funcionar.

"[A comissão é um] ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo", diz o texto, endossado por, entre outros, 13 generais.

Apesar de fora da ativa, todos ainda devem, por lei, seguir a hierarquia das Forças, das quais Dilma e Amorim são os chefes máximos.

O novo texto foi divulgado no site "A Verdade Sufocada", mantido pela mulher de Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado do Exército e um dos que assinam o documento.

Ustra, ex-chefe do DOI-Codi (aparelho da repressão do Exército) em São Paulo, é acusado de torturar presos políticos na ditadura, motivo pelo qual é processado na Justiça. Ele nega os crimes.

A atual nota reafirma o teor de outra, do último dia 16, na qual os clubes Militar, Naval e de Aeronáutica fizeram críticas a Dilma, dizendo que ela se afastava de seu papel de estadista ao não "expressar desacordo" sobre declarações recentes de auxiliares e do PT contra a ditadura.

Após mal-estar e intervenção do Planalto, de Amorim e dos comandantes das Forças, os clubes tiveram de retirar o texto da internet.

CRÍTICA A AMORIM

"Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do manifesto do dia 16", afirma a nota de ontem, que lembra que o texto anterior foi tirado da internet "por ordem do ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade para fazê-lo".

Agora, os militares dizem que o "Clube Militar [da qual a maioria faz parte] não se intimida e continuará atento e vigilante".

A primeira das três declarações que geraram a nota foi da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), para quem a Comissão da Verdade pode levar a punições, apesar da Lei da Anistia.

Depois, Eleonora Menicucci (Mulheres) fez em discurso "críticas exacerbadas aos governos militares", segundo o texto. Já o PT, em uma resolução, disse que deveria priorizar o resgate de seu papel para o fim da ditadura.

Fonte: Folha

Nota do Blog: A posição do governo hoje é preocupante, não há coesão entre ministros e suas pastas, em especial a de Defesa, onde o antecessor de Amorim, conduzia de forma fantástica a ligaçã entre o governo e militares, mas a nossa presidente não soube manter o único ministro que até hoje conseguiu conciliar a defesa e o governo de maneira produtiva.

Celso Amorim é um excelente diplomata, possui um ótimo histórico a frente do MRE, porém não possui o perfil necessário á pasta de Defesa, isso fica mais claro a cada dia, Nelson Jobim realmente faz muita falta nesta pasta.

Outro ponto preocupante é a tal "comissão da verdade", que gera tensão entre os setores militares uma vez que ameaça a lei de anistia. Ao meu ver não devemos negar os erros do passado, porém não é possível mudar o que já aconteceu, temos sim de aprender as lições para não repetir os mesmos erros, afinal tem muito político no governo que deveria ser investigado por crimes que são recentes e a justiça faz vista grossa, além de no passado até nossa presidente ter cometido crimes durante a ditadura, se deve haver comissão, então que se julgue todos os envolvidos a começar pela presidente.
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Brasil reduz tropas no Haiti e muda foco de missão

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A bordo de um veículo fortificado, um militar brasileiro percorre lentamente uma rua de Croix-des-Bouquets, bairro na periferia da capital haitiana, Porto Príncipe. Ao chegar ao fim da via, engata a marcha a ré e regressa com igual cuidado ao ponto de onde partiu, até erguer o polegar para um colega, sinalizando o cumprimento da missão.

A despeito de qualquer semelhança, a cena não retrata uma patrulha da Minustah (Missão da ONU para a Estabilização no Haiti, cujo braço militar é chefiado pelo Brasil) em alguma região perigosa de Porto Príncipe, mas sim o asfaltamento das ruas que darão acesso ao primeiro hospital permanente de Croix-des-Bouquets, uma das várias obras em curso tocadas pela missão.

À medida que a remoção dos escombros do terremoto de 2010 deixa para trás a fase emergencial e que os níveis de violência se estabilizam no Haiti, a Minustah – estabelecida em 2004 – começa a reduzir seu contingente e a mudar o foco da missão.

Nos próximos meses, conforme determinação do Conselho de Segurança da ONU, a Minustah concluirá a repatriação de 2.750 (20%) de seus 13.331 integrantes, fazendo com que a força volte a patamar próximo do que tinha antes do terremoto de 2010.

O contingente do Brasil, o maior entre os 56 países que integram a missão, perderá 288 de seus 2.189 membros até abril. Nos contingentes de outras nacionalidades, a redução já foi praticamente concluída, segundo a missão.
As mudanças ocorrem após uma série de denúncias contra a Minustah, como a de que a recente epidemia de cólera que matou cerca de 7 mil haitianos e contaminou pelo menos 400 mil começou num acampamento de militares nepaleses. A acusação ganhou força em maio de 2011, quando um relatório patrocinado pela ONU apontou o acampamento nepalês como a provável origem do surto.

Outro acontecimento que gerou críticas à missão foi a divulgação, em setembro, de um vídeo em que cinco soldados uruguaios abusavam de um jovem haitiano. Os militares foram repatriados e estão presos.

Novos procedimentos

Comandante da vertente militar da Minustah, o general brasileiro Luiz Eduardo Ramos diz à BBC Brasil que a realização pacífica da última eleição presidencial haitiana, no ano passado, mostrou que o Haiti estava mais estável e que a missão poderia alterar alguns procedimentos.

"Naquela época, as tropas estavam usando blindados, coletes, capacetes, armamento muito forte – uma postura que não se justificava mais", afirma Ramos, para quem o Haiti hoje, em termos de segurança, "está em boas condições para um país da América Central".

Em agosto, o general determinou que os blindados só fossem usados à noite e que os militares atuassem de maneira menos ostensiva, com armas mais leves. Paralelamente, em coordenação com o comando civil da Minustah, ampliou os investimentos da missão em obras.

"Hoje a nossa menina dos olhos é a engenharia. Na sua essência (a missão) não mudou, mas agora ela é uma missão mais voltada ao viés humanitário", diz.

Além de asfaltar vias, os militares estão instalando postes elétricos (abastecidos por energia solar), drenando canais, construindo escolas, hospitais e prédios para o governo haitiano, removendo entulho, limpando vias e perfurando poços artesianos, entre outras ações.

Segundo o general, a redução no contingente não afetará essas atividades, pois só serão repatriados soldados de infantaria, e não engenheiros militares. Hoje, os engenheiros representam 15% do total de integrantes da Minustah, porcentagem que deve aumentar nos próximos meses.

Contrastes em Cité Soleil

Os resultados da maior ênfase em engenharia são visíveis em partes de Cité Soleil, bairro pobre de Porto Príncipe outrora dominado por gangues. Hoje, muitas das vias do bairro estão pavimentadas e limpas, e as melhores condições de segurança permitem que ONGs estrangeiras atuem em escolas locais.

Em compensação, em áreas do bairro que ainda não foram beneficiadas pelas ações, o lixo mistura-se com as casas, não há iluminação pública à noite e o esgoto corre a céu aberto.

A BBC Brasil acompanhou uma patrulha rotineira de militares brasileiros pelo bairro. Embora a maioria dos moradores reagisse com indiferença aos soldados (à exceção das crianças, que pediam dinheiro e esticavam as mãos para cumprimentá-los), um jovem adulto interpelou o grupo para dizer que líderes de gangues expulsas estavam regressando ao local.

No comando da equipe, o major Reginaldo Rosa dos Santos respondeu, por intermédio do tradutor, que o novo delegado da Polícia Nacional do Haiti (PNH) responsável pela região, cuidaria do caso.

Isso porque, ainda que militares da Minustah façam patrulhas e, eventualmente, participem de operações para combater grupos criminosos, cabe à PNH apurar denúncias e efetuar prisões. Conforme o mandato que a instaurou, a Minustah – por intermédio da UNPOL, a polícia da ONU – deve prover "apoio operacional à PNH", além de supervisionar a ampliação e reforma da instituição.

No entanto, para o senador haitiano Youri Latortue, além de não apoiar a PNH como deveria, a Minustah é incapaz de evitar abusos de seus integrantes. Latortue, que culpa a missão pela epidemia de cólera, diz ter recebido na Comissão de Justiça do Senado doze denúncias de estupro e abuso de menores por militares estrangeiros.

Embora avalie a redução no contingente da Minustah como "um passo importante", ele defende que as tropas estrangeiras sejam substituídas em dois anos por uma nova força haitiana, intenção já anunciada pelo presidente Michel Martelly – que, no entanto, não estipulou um prazo para a implantação da nova unidade.

O senador diz que a instauração da Minustah tinha um propósito justo: estabilizar o país durante a turbulência social que sucedeu a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide.

Aristide, que desmantelara o Exército em 1994 após ter sido deposto num golpe, voltou a deixar o país em 2004, em meio a graves distúrbios após a morte do líder de um grupo criminoso.

Porém, oito anos depois, Latortue afirma que o cenário mudou e que a manutenção das tropas estrangeiras assusta investidores. "Não temos uma situação de guerra no Haiti, temos um presidente eleito e temos congressistas eleitos."

Segundo ele, com mais 3 mil policiais e 5 985 mil homens na nova força, o Haiti poderia assumir integralmente sua segurança.

Recursos internacionais

Um motorista de Porto Príncipe que se identifica como Will Smith acrescenta outra crítica à missão: para ele, a Minustah fere a soberania do país ao decidir como é investida grande parte dos recursos internacionais destinados ao Haiti. Ele acredita que o governo haitiano deveria se encarregar dessas decisões.

Já o general Ramos diz que a missão trata com rigor todas as denúncias de abusos e que uma pesquisa conduzida pela missão nos bairros de Cité Soleil e Belair mostrou que 80% dos moradores querem que a força permaneça no país por enquanto.

"Logicamente há interesses contrariados na presença da ONU, alguns dos quais têm poder de influenciar na mídia." Ele atribui parte das críticas a "alguns focos de pessoas ligadas a gangues que foram neutralizadas pela tropa brasileira".

Segundo ele, ainda não é o momento de montar um Exército haitiano que substitua a Minustah. "Exército é caro, não sei se o país teria recursos necessários, porque precisa de hospitais, escolas."

Para o embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, "ninguém tem o objetivo de se perenizar no Haiti". No entanto, ele diz que a Minustah sucede cinco missões da ONU que se retiraram prematuramente do país.

"O haitiano quer que nós vamos embora? Quer. Mas todos os níveis, do presidente aos moradores de Cité Soleil, entendem que não pode ser uma retirada precipitada e imediata, com o risco de haver retrocesso às condições de 2004", afirma.

Fonte: BBC Brasil
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Brasília abriga o único laboratório da América Latina capaz de analisar caixas-pretas de aeronaves

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A violência de um acidente aéreo raramente deixa rastros que permitem explicá-lo. Após o desastre, a única alternativa para quem ficou em terra firme é revirar escombros da aeronave em busca da caixa-preta — objeto que, apesar do nome, é pintado com tinta laranja vibrante, para facilitar a localização. O problema é que ter acesso aos arquivos não é uma tarefa simples: é preciso um laboratório especializado, equipado com computadores e softwares compatíveis com os diversos modelos espalhados pelo mercado.

O Brasil consegue saber o que se passou nos últimos momentos de voos em que a caixa-preta foi preservada desde meados de 2006, mas foi só agora, em 2012, que o Laboratório de Análise e Leitura de Dados de Gravadores de Voo (Labdata) recebeu e colocou para funcionar equipamentos capazes de fazer a leitura de aparelhos danificados e destroçados. Agora, é o Brasil quem dá uma força para os "sem-laboratório" — uma vez que o LabData é o único da América Latina capaz de ler gravações desse tipo.

"Já fazemos leituras para Bolívia, Angola e Colômbia", enumera Fernando Silva Alves de Camargo, gerente do LabData e especialista em segurança da aviação e aeronavegabilidade. Segundo o especialista, a previsão é de que os novos equipamentos cheguem até abril. Para cada modelo de gravador, é preciso um conjunto de equipamentos específicos, que custam de US$ 10 mil a US$ 30 mil. O próximo passo é investir na capacitação de pessoal para operar os aparelhos.

Os gravadores, usados para armazenar sons e dados do voo, como altitude, velocidade e aceleração, são analisados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), organização militar situada no VI Comando da Aeronáutica, em Brasília. Camargo explica que, antes de o espaço ficar pronto, era necessário enviar as caixas-pretas para laboratórios estrangeiros. Eles não cobram pela ajuda, mas Camargo frisa que, exatamente por isso, não dá para exigir agilidade na entrega dos resultados. "É um favor", ressalta.

A leitura dos dados — gravados em linguagem binária — é feita em 40 minutos. A de áudio demora, praticamente, o tempo da gravação. Parece rápido e barato, mas, embora os custos nesses casos ficassem restritos às passagens aéreas e demais pormenores da viagem — como hospedagem e alimentação da equipe —, o tempo que demorava até que as informações finalmente chegassem às mãos dos investigadores era o maior inconveniente. "Normalmente, os laboratórios do exterior só fornecem os gráficos", detalha. "Como precisamos validar essas informações, temos que ficar lá por cerca de uma semana."

Isso tudo sem contar a burocracia: para que uma caixa-preta brasileira chegue ao exterior, Camargo explica que é preciso a autorização de uma portaria publicada no Diário Oficial da União para que a equipe possa comprar as passagens. "Antes, a portaria era assinada pelo próprio comandante da Aeronáutica, então, era um pouco mais rápido", completa. "Desde o ano passado, é o ministro da Defesa quem assina, o que demora um pouco mais." A disponibilidade do laboratório, naturalmente, também precisa ser levada em consideração. Como muitos países também não têm condições de fazer a leitura dos gravadores, é comum que um único país analise dados de acidentes aéreos de diversos outros.

Mesmo ainda incompleto, a demanda de leituras só aumenta: em 2011, o LabData decifrou pelo menos 30 gravações. Nos anos anteriores, esse número não passava de cinco. "Hoje, conseguimos dar mais suporte às investigações", diz Camargo. Ele explica que só não são feitas mais leituras porque não são todas as aeronaves que possuem uma caixa-preta: dos 135 acidentes no ano passado, 120 ou 130 ocorreram com aviões pequenos e helicópteros, sem gravadores. "A caixa-preta é como o airbag dos carros. Ainda não é obrigatória, mas a tendência é que acabe se tornando", completa.

Mais segurança

Harro Ranter, presidente da Aviation Safety Network, explica que, como qualquer tecnologia, os gravadores estão cada vez mais modernos. Até 2002, o regulamento norte-americano exigia que pelo menos 29 parâmetros do voo (velocidade, altitude etc.) fossem registrados. "Agora, a lei exige pelo menos 88", compara. Além do Cockpit Voice Recorder (que grava sons) e do Flight Data Recorder (que registra dados), Ranter frisa que existe o Quick Access Recorder, algo como gravador de acesso rápido, usado pelas companhias aéreas para analisar a qualidade e a eficiência dos voos. "Ele funciona mais como um computador e não tem a mesma proteção contra acidentes que os demais", diferencia.
Luiz Bohre, especialista em segurança de voo da Air Safety Assessoria Aeronáutica e aviador aposentado, afirma que a caixa-preta é necessária apenas para aviões acima de nove passageiros. Os equipamentos ficam na cauda do avião, local onde a probabilidade de preservação em caso de acidente é maior, e têm o exterior altamente preparado para desastres (veja infografia). "A caixa-preta aguenta grandes acelerações, altas temperaturas e pressões, como a do fundo do mar", enumera. E não interessa quão destruído o invólucro fique: o que importa mesmo é o "coração" da caixa-preta. "Mesmo que não dê para fazer o download de informações, se resgata o núcleo e o laboratório faz a extração dos dados."

A caixa-preta só é lembrada após o acidente, mas Bohre salienta que ela é também uma ferramenta vital na prevenção de imprevistos. "Ela ajuda a elucidar casos de problemas graves durante o voo, ou se o avião perdeu o controle, mas evitou a colisão", exemplifica. Enio Lourenço Dexheimer, professor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e também comandante de voo aposentado, diz que outra utilidade da caixa-preta para as companhias aéreas é fazer uma espécie de apanhado geral do desempenho da frota. "As empresas usam a transmissão de dados por telemetria (tecnologia que permite a medição e comunicação de informações que interessam ao operador ou desenvolvedor de sistemas)", explica.

Dexheimer detalha que a técnica é util para fazer uma auditoria constante sobre como a frota e os pilotos estão se comportando. Com isso, as companhias são capazes de encontrar eventuais erros de procedimento ou defeitos mecânicos das aeronaves — e podem consertá-los a tempo. O professor explica que a medida é um exemplo do raciocínio realista de que acidentes acontecem, e é melhor estar preparado para eles. "Isso faz parte da filosofia moderna de prevenção de acidentes", analisa. Por muito tempo, explica, trabalhou-se com uma meta de inexistência de erros, mas a indústria Aeronáutica chegou à conclusão de que isso é impossível.

Sucesso parcial

O primeiro uso do laboratório ocorreu em 29 de setembro de 2006, para investigar a colisão entre um Boeing 737-800 da Gol e um jato Legacy, no norte de Mato Grosso (MT). À época, o LabData contava apenas com software para fazer as análises dos dados, mas, ainda assim, foi capaz de produzir a animação do acidente. A tecnologia disponível na ocasião também não foi suficiente para extrair o arquivo de áudio da caixa-preta — que precisou ser analisado em um laboratório estrangeiro.
O alfabeto das máquinas

A linguagem binária ou digital é a "linguagem do computador", em que os dados são armazenados em sequências de códigos formados pelos algarismos zero e um. Para cada letra, há um código específico. Como nas estruturas internas do computador só há eletricidade, atribui-se o número 0 para quando estiverem desligados e o número 1 para ocasiões em que os sistemas estão ligados. Assim, para cada caractere, há um código formado pela união de 8 "zeros" e "uns". Cada zero e cada um é chamado de bit, e o conjunto de oito bits recebe o nome de byte. Cada byte armazena apenas um caractere.

Fonte: Correio Braziliense via Notimp
 
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Opção por Embraer foi atacada nos EUA

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Desde a escolha da Embraer para fornecimento de 20 aviões A-29 Super Tucano, oficializada em 30 de dezembro, a decisão da Força Aérea dos Estados Unidos (Usaf) tem sido criticada duramente por políticos republicanos. Também tornou-se fonte de atritos entre os governos dos Estados da Flórida, que abriga instalações da Embraer, e do Kansas, onde se encontra a sede da Hawker Beechcraft.

A escolha da Embraer significaria a perda de empregos em Wichita. A cidade está sob risco de ver fechada outra facilidade do setor aeronáutico, desta vez da Boeing Company. A opção da Usaf pela Embraer havia se tornado também munição eleitoral contra Obama. O pré-candidato republicano Newt Gingrich criticara pelo menos duas vezes a escolha dos aviões da Embraer.

Em comunicado, o deputado federal Mike Pompeo, republicano de Kansas, afirmou ter chamado a atenção para o fato de "algo não cheirar bem" nessa licitação. "Estou contente por ter seguido os meus instintos e lutado pela Hawker Beechcraft e pelos empregos que ela gera em Kansas. Eu aplaudo a Usaf por ter, finalmente, começado a eliminar esse véu de sigilo", afirmou.

O Itamaraty e o Departamento de Estado americano esperavam que a Justiça desse um parecer favorável à compra dos aviões da Embraer pela Usaf, questionada pela Hawker Beechcraft antes da visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, no dia 9. A decisão foi submetida à Corte Federal de Apelação, mas agora, com a desistência do negócio pela Força Aérea americana, perde o objeto .

Embora não estivesse entre os temas formais de discussão das equipes de Dilma e do presidente dos EUA, Barack Obama, o contrato da Usaf com a Embraer seria um exemplo da iniciativa da Casa Branca de atrair investimentos brasileiros para gerar empregos no país.

Para atender ao pedido, a Embraer estava decidida a ampliar suas instalações na Flórida, para adequá-la à exigência de produção parcial dos aviões nos EUA ou, ainda, a montar uma linha na planta de sua parceira, a americana Sierra Nevada Corporation, em Sparks, Nevada.

Também alimentava a expectativa de ver a encomenda elevada a 55 unidades, o equivalente a US$ 950 milhões, e receber encomendas de outros parceiros dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O primeiro avião do pacote seria entregue em fevereiro de 2013. O acordo previa fornecimento de peças, componentes, documentação técnica e treinamento de pessoal.

O cancelamento da encomenda dos 20 Super Tucanos para a aviação militar americana não diminui o bom nome do avião brasileiro de ataque leve. É, a rigor, um movimento para produzir efeito no ano eleitoral dos Estados Unidos. A concorrente local Hawker Beechcraft, derrotada no confronto técnico entre seu avião, o AT-6, e o Super Tucano da Embraer, tratou de anunciar que, sem o contrato de US$ 355 milhões com possibilidade de expansão até US$ 950 milhões, seria obrigada a encerrar as atividades de uma fábrica de seu complexo de Wichita, fechando 1.400 vagas, diretas e indiretas. Não é um bom argumento para uma corporação que, tentando reduzir prejuízos, transferiu para Chiuaua, no México, três facilidades industriais e, claro, exportou os devidos empregos.

Não é a primeira experiência da Embraer com o amargo modo de operar do setor de Defesa americano. Em 2004 o Pentágono deu a vitória à companhia do Brasil em uma licitação cujo valor era estimado entre US$ 7,5 bilhões e US$ 10 bilhões para fornecimento de até 58 aviões de inteligência. A concorrência foi cancelada pouco depois.

Imbatível como máquina militar, o Super Tucano acumula 18 mil horas de voo de combate, foi escolhido por sete países e deve ser o selecionado também pelo governo do Peru. É uma solução engenhosa, reunindo a bordo de um avião relativamente barato, a tecnologia eletrônica de última geração e um considerável poder de fogo. A questão a ser definida é se a perda do contrato dos EUA vai influenciar a decisão da presidente Dilma Rousseff na escolha do novo caça avançado da FAB. A americana Boeing é uma das três finalistas, com a Dassault francesa e a Saab sueca. Os fatos de ontem podem ter o poder de apressar a resolução do processo.

 
Fonte: Estadão
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Os EUA e um ataque militar israelense contra o Irã: uma mudança de posição?

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Em 05 de fevereiro de 2012 durante entrevista com a NBC, o presidente Obama foi questionado se Israel pretende atacar o Irã. O Presidente respondeu que ele não acha que Israel decidiu fazer sobre o Irã. O Presidente esclareceu que Israel, como os Estados Unidos, acham que o Irã deve parar seu programa de desenvolvimento nuclear. Israel, afirmou o presidente, esta "com razão muito preocupado" com o programa nuclear iraniano. Os Estados Unidos estão "trabalhando em sintonia" com Israel, afim de impedir a nuclearização do Irã.

Apenas alguns dias antes, o Secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, foi citado como dizendo que há uma "forte probabilidade" de que Israel atacaria o Irã entre abril e junho deste ano, antes que o Irã entre no que Israel chama de "zona de imunidade" em seus esforços para alcançar a capacidade nuclear. Mais tarde, o secretário esclareceu que Israel está preocupado que "muito em breve" o Irã seja capaz de armazenar urânio enriquecido suficiente no subsolo para fazer uma bomba nuclear. Caso o Irã chegue a esse estágio, só os EUA seriam capazes de parar o desenvolvimento do programa nuclear iraniano.

A importância destas observações reside não apenas no que foi dito, mas também, e talvez principalmente, no que não foi dito. O que é notável sobre as declarações de ambos foi a falta de qualquer tentativa real para dissuadir Israel de agir contra o Irã independente. Tal posição de nomes experientes como esses dois com estas formulações são susceptíveis de serem entendidos em Israel como um afrouxamento das rédeas com Israel caso ele decida atacar o Irã, mesmo que as declarações não foram destinadas como tais.

Essas declarações refletem uma atitude diferente, em termos de fraseado e tom geral, do que a caracterização de pronunciamentos oficiais americanos nos últimos meses. O secretário Panetta fala no Fórum Saban em dezembro de 2011, por exemplo, incluindo expressões explícitas de oposição americana à ação israelense no Irã. O secretário de Defesa fez questão de listar os riscos inerentes a um ataque militar contra o Irã, como visto pelos EUA. Ele também destacou a necessidade de Israel de agir em coordenação com os EUA. O presidente do Joint Chiefs of Staff, o general Martin Dempsey, expressou sentimentos semelhantes, expressando reservas claras sobre a ação israelense contra o Irã durante sua visita a Israel em meados de Janeiro de 2012.

No entanto, é importante ressaltar que, mesmo nestas declarações não havia nenhuma ameaça implícita contra Israel caso ele - apesar dos desejos americanos - decidir atacar o Irã. A história das relações entre Israel e os EUA está repleta de incidentes em que a administração sabia muito bem como advertir Israel sobre os passos punitivos de se recusar a cumprir as exigências americanas. Mesmo no diálogo entre a administração Obama e Israel sobre o processo político e o congelamento dos colonatos, havia sugestões, implícitas e explícitas, sobre a possibilidade de medidas punitivas contra Israel se recusa-se a cumprir as exigências americanas. Nesta situação atual, no entanto, a administração não tem enfatizado a Israel que ignorando a administração de demandas sobre o problema iraniano seria acompanhado por um preço determinado.

É difícil de responder definitivamente se estas declarações recentes são a ponta de um iceberg, indicando uma possível mudança na postura do governo em relação a uma ação militar israelense contra o Irã. Ao contrário das declarações anteriores, um tom mais reservado foi sondado pelo general Dempsey em 18 de fevereiro de 2012. Ele ressaltou as conseqüências sobre a estabilidade regional que tal ação teria. Ainda assim, ele achou suficiente para dizer que "neste momento" atacar o Irã não seria "prudente". Dempsey voltou a enfatizar o elemento tempo em uma reunião com o Orçamento do Senado, quando ele deixou claro que ele não alertou Israel contra golpear instalações nucleares iranianas. "Tivemos uma conversa com eles sobre o tempo, a questão do tempo", disse ele.

Se, de fato, alguma mudança está surgindo na atitude do governo Obama para a possível ação israelense contra o Irã, quase certamente deriva de uma avaliação sobre a eficácia da abordagem político-econômico-clandestina para o problema iraniano. É bem possível que sobre esta questão, a administração esteja funcionando em dois níveis paralelos: nas mensagens transmitidas para Israel, é chamado a dar a ação político-econômica contra o Irã uma chance, com base na esperança de que ela vá realmente causar no Irã a pôr termo aos seus esforços nucleares.

Ao mesmo tempo, a administração Obama pode estar percebendo que a "cesta de medidas punitivas" não está parando, ou mesmo desacelerando, os esforços do Irã para atingir uma capacidade nuclear. Além disso, a administração Obama não pode ignorar o fato de que, neste momento, o regime iraniano está intensificando sua retórica, a fim de projetar a auto-confiança em face das ameaças contra ela.

Dentro do governo norte-americano há sérias preocupações sobre os resultados de um ataque militar americano contra o Irã. Representantes da administração tem falado muitas vezes sobre estas preocupações. Na entrevista à NBC mesmo, o próprio presidente Obama deixou claro que um ataque militar no Golfo Pérsico seria "prejudicial". Ele é susceptível de aumentar drasticamente os preços do petróleo, gerar retaliações contra as forças americanas no Afeganistão, levar a ataques contra aliados dos EUA na região, e muito mais. Tudo isso pode ocorrer num momento em que o Oriente Médio está no meio de convulsões que estão mudando a região de forma sem precedentes. A administração quase certamente possui temores de que uma ação militar resultaria no aumento as hostilidade contra os EUA em países islâmicos e os esforços finais do presidente Obama para liderar uma reconciliação entre os EUA e os estados árabes.

Temores do governo sobre uma resposta iraniana à ação militar norte-americana foi dada uma expressão de destaque em suas tentativas extraordinárias para limpar-se da suspeita sobre o assassinato do cientista nuclear iraniano Prof Mustafa Ahmadi Roshan. O porta-voz da Casa Branca, o secretário de Estado e o Secretário de Defesa todos reuniram-se para um esforço concentrado em eliminar qualquer suspeita sobre o envolvimento do governo no incidente.

Nas circunstâncias atuais, a administração americana continua a insistir que há uma chance razoável de que a política de sanções econômicas, o isolamento político e atividades secretas acabarão por levar o Irã a renunciar ao seu desenvolvimento nuclear e concordam em pelo menos algumas das exigências do Ocidente  na questão. No entanto, a administração também certamente considera a possibilidade de que as ações atuais contra o Irã não vão detê-lo, apesar das dificuldades envolvidas. Sob tais circunstâncias, o governo teria de decidir se tolera um Irã nuclear ou inicia uma ação militar contra ele. O governo está bem consciente dos riscos inerentes à nuclearização do Irã, mas também é bem consciente dos riscos de uma ação militar norte-americana.

Também sobre a mesa esta a possibilidade de um ataque militar israelense. A posição atual da administração declarou se opôr a essa opção. As declarações feitas por funcionários do governo são uma prova clara da falta de vontade da administração para dar a Israel, mesmo uma luz verde tácita para atacar o Irã. No entanto, mesmo agora, a conduta do governo neste contexto, especialmente a falta de ameaças contra Israel se ignorar apelos dos EUA para desistir de atacar o Irã, mas não pode projetar a falta de uma postura decisiva. No futuro próximo e mais próximo da administração se aproxima o momento da verdade em relação ao Irã, pode muito bem ser, embora não haja certeza aqui, que a administração irá considerar a mudança de atitude corrente negativa em relação a uma ação militar israelense contra o Irã.

Fonte: Defense Professionals
Tradução e Adaptação: Angelo D. Nicolaci - GeoPolítica Brasil
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Indústria internacional de defesa continua a crescer segundo relatório do SIPRI

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As vendas de armas e serviços militares das principais empresas de defesa do SIPRI TOP 100 - continuou a aumentar em 2010, chegando a atingir 411,1 bilhões dólares, de acordo com os dados do relatório sobre a produção internacional de armas divulgado pelo Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI).





A expansão do mercado de SERVIÇOS MILITARES







• Ao aumentar suas vendas em 125% atingindo 1,1 bilhões, a Triumph entrou no Top 100 pela primeira vez após a aquisição da Vought Aircraft.
Estratégias de negócio padrão para estabilizar produção de armas e serviços militares incluem aquisições de empresas para ampliar e aprofundar os produtos e serviços dos grandes conglomerados de defesa. Dois casos de aumentos nas vendas no Top 100 de 2010, foram devidos a aquisições de empresas e ilustram claramente essa estratégia.
A expansão e consolidação da indústria de armas reforça a posição do Top 100 Indústrias de defesa. Significativamente, o ponto de entrada para a inclusão no Top 100 passou de 280 milhões em vendas em 2002 para 640 milhões em 2010.
O aumento das vendas ilustra como a indústria de defesa está protegida contra ameaças financeiras
Além disso, um grande número de outras empresas no Top 100 não são empresas especializadas em serviços militares, mas também geram vendas significativas de serviços militares. Por exemplo, em 2010 a BAE Systems informou que 48% das suas vendas totais (ou 15,8 bilhões de dólares) foram gerados no mercado de serviços.
Combinando essa modalidade de vendas essas empresas aumentaram o faturamento  de 22,3 bilhões dólares em 2002 para 55 bilhões em 2010, um aumento de 147% em termos reais. Além disso, como um resultado da terceirização e mudanças nas tecnologias militares, tais serviços irão desempenhar um papel chave nas estratégias dessas empresas para o futuro próximo.
Os dados de 2010 mostram um aumento contínuo nas vendas de serviços de sistemas militares, incluindo suporte, treinamento, logística e manutenção, reparo e revisão geral com 20 empresas no Top 100 classificados principalmente como prestadores de serviços militares.
"Os dados para 2010 demonstram, mais uma vez, a capacidade dos grandes player 'para continuar a vendendo armas e serviços militares, apesar das crises financeiras que atualmente afetam outros setores", afirma o Dr Susan Jackson, especialista do SIPRI em indústrias de defesa. "Para dar um exemplo, a Oshkosh Corporation teve um aumento de 156% em vendas de armas no ano de 2010, após vencer o contrato para o M-ATV (MRAP veículos todo-terreno). Em outros casos, a mudança não é provável, devido à crise financeira, mas sim por causa da retirada das tropas estrangeiras do Iraque e conseqüente redução esperada nas vendas de equipamentos relacionados. "
A indústria mundial de armas continua a ser altamente concentrada, com 10 produtores de armas contabilizando 56% do mercado, ou 230 bilhões de dólares, em um total de 100 indústrias no ranking de vendas de armas.
As indústrias de defesa da América do Norte e Europa Ocidental, mais uma vez dominaram a lista (que no entanto não inclui empresas chinesas). As vendas das 44 empresas baseadas nos EUA foram responsáveis ​​por mais de 60% de todas as vendas de armamento por parte do Top 100 das indústrias de defesa em 2010. As 30 empresas sediadas na Europa Ocidental representaram uma participação adicional de 29%.
As vendas totais de armas (incluindo a venda de serviços militares) do Top 100 SIPRI mantiveram a sua tendência ascendente em 2010, embora menos de 1% em termos reais, o aumento foi muito mais lento do que em 2009. No período compreendido desde 2002, o aumento foi de 60% em termos reais.
• A Babcock internacional aumentou suas vendas de serviços militares em 40% com contratos absorvidos através da aquisição do Grupo VT.

O RELATÓRIO SIPRI INDÚSTRIA DE ARMAS



Esta é a primeira de uma série de três dados principais que definem pré-lançamentos, antes do Anuário SIPRI publicado em Junho de 2012. Em 19 de Março o SIPRI divulgará seus relatórios de transferências internacionais de armas (detalhes de todas as vendas internacionais, transferências e doações de armas em 2010) e em 17 de Abril os seus dados mundiais de despesas militares (a informação detalhada sobre as tendências globais, regionais e nacionais em gastos militares) . Finalmente, em junho, vai lançar o seu Anuário SIPRI 2012 (ponta de informação e análise sobre o estado das forças nucleares do mundo, a agenda de paz internacional e medidas para controlar armas de destruição em massa).


Indústria Brasileira aparece no TOP 100

A brasileira Embraer figurou em 94º lugar no ranking das maiores empresas em vendas de armas e serviços militares. O ranking registrou que a Embraer vendeu US$ 670 milhões em aviões militares, como o Super Tucano.
A venda de armas são definidas pelo SIPRI como vendas de bens militares e serviços aos clientes militares, incluindo tanto as vendas para compras internas e vendas para exportação.O Banco de Dados da Indústria de Armas do SIPRI foi criada em 1989. Ele contém dados financeiros e de emprego em empresas produtoras de armas nos países da OCDE e países em desenvolvimento (exceto China). Desde 1990, o SIPRI publicou dados sobre as vendas de armas e de emprego das 100 maiores empresas produtoras de armas no Anuário SIPRI.
Fonte: Defense Professionals
Tradução e Adaptação: Angelo D. Nicolaci - GeoPolítica Brasil
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USAF cancela compra de aviões Super Tucano da Embraer

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A USAF informou nesta terça-feira (28) que está cancelando o contrato de R$ 591,6 milhões (US$ 355 milhões) para fornecimento de 20 aeronaves EMB-314 Super Tucano, da Embraer, alegando problemas com a documentação.

A força aérea americana disse que vai investigar e refazer a licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela concorrente norte-americana Hawker Beechcraft. O contrato havia sido concedido pela Força Aérea dos EUA para a Embraer e a parceira Sierra Nevada Corp.

O secretário da Força Aérea, Michael Donley disse, em comunicado: "Apesar de buscarmos a perfeição, nós as vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção". 

E completou: "Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor."

O comandante da área de materiais da Força Aérea dos Estados Unidos, Donald Hoffman, ordenou uma investigação sobre a situação, afirmou o porta-voz da Força Aérea.

Em 30 de dezembro, a Força Aérea dos Estados Unidos definiu que a Sierra Nevada e a Embraer tinham obtido o contrato para venda de 20 aeronaves Super Tucano, assim como treinamento e suporte técnico. Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro, quando a Hawker Beechcraft entrou na Justiça questionando a decisão.

Na ocasião, a Força Aérea disse que acreditava que a competição e a avaliação para seleção do fornecedor tinham sido justas, abertas e transparentes.

O Super Tucano foi desenvolvido dentro do programa SIVAM para cumprir missões de contra-insurgência, apoio aéreo aproximado e atualmente é usado por cinco forças aéreas, possuindo ainda  outras encomendas, segundo a Embraer.

A Embraer divulgou comunicado no qual "lamenta o cancelamento do contrato" para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, segue o comunicado na íntegra:

"A Embraer lamenta o cancelamento do contrato referente à aquisição do avião de combate leve para o projeto Light Air Support (LAS), informado hoje pela Força Aérea dos Estados Unidos. Junto com sua parceira nos Estados Unidos, Sierra Nevada Corporation (SNC), a Embraer participou do referido processo de seleção disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida.

A decisão a favor do Super Tucano, divulgada no dia 30 de dezembro de 2011, pela Força Aérea dos Estados Unidos, foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente. A Embraer permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos Estados Unidos e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira SNC, decidir os próximos passos".

Tal cancelamento reflete uma postura protecionista em favor da indústria americana, que ao perder este contrato resolveu apelar judicialmente para reverter em seu favor tal venda.

É lamentável tal atitude do governo americano, algo que já era de se esperar devido á sua tradicional postura protecionista, agora é esperado que Brasília venha a interferir na mesa diplomática em defesa de nossa indústria exercendo pressão diplomática sobre a questão. Uma resposta em bom tamanho seria a desqualificação do concorrente americano ao FX-2, uma vez que a proposta do mesmo descumpre itens de suma importancia e valia aos interesses nacionais.

Fonte: GeoPolítica Brasil com agências de notícias



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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A outra crise europeia

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A outra crise que afeta a Europa, e talvez a mais profunda, é a de identidade, que está na base de seus problemas econômicos e políticos. Intui-se que a Europa foi construída sem os europeus, já que estes não parecem comungar de uma identidade comum, ancorada em valores partilhados. A crise revelou que diversidade não significa tolerância, e que as diferenças nacionais constituem sérios obstáculos para a integração. Após décadas, preconceitos persistem e os partidos que pregam menos diversidade e mais intolerância ganham espaço.

O processo de edificação da União Européia (UE) iniciado após o final da Segunda Guerra Mundial, ao lado da construção de uma trama institucional ambiciosa, provocou em várias áreas do conhecimento um interesse eufórico pelos processos de integração. Diante da crise atual, todavia, a Europa deixa de ser protagonista da integração bem sucedida, e amarga o resultado de suas escolhas equivocadas. Fica demonstrado que uma verdadeira união não se sustenta com base em assimetrias e desequilíbrios econômicos mal resolvidos, nem tampouco em identidades artificialmente costuradas.

Ao contrário, as experiências integracionistas demonstraram que uma verdadeira integração exige a convergência de vários fatores, que não apenas econômicos, mas também políticos e culturais. Diante da UE afogada em uma complexa crise de múltiplas facetas que deverá perdurar por muito tempo, parece que o sonho europeu está se transformando em verdadeiro pesadelo.

A crise financeira é a mais grave desde os anos trinta, com altas taxas de desemprego, crescimento quase inexistente, falência de bancos e endividamento de vários governos. A crise econômica, por sua vez, é a mais profunda da história da UE, com seu projeto mais ambicioso, o da moeda única comum, gravemente ameaçado.

A outra crise que afeta a Europa, e talvez a mais profunda, é a de identidade, que está na base de seus problemas econômicos e políticos. Intui-se que a Europa foi construída sem os europeus, já que estes não parecem comungar de uma identidade comum, ancorada em valores partilhados. A crise revelou que diversidade não significa tolerância, e que as diferenças nacionais constituem sérios obstáculos para a integração. Após décadas, preconceitos persistem e os partidos políticos que pregam menos diversidade e mais intolerância ganham espaço.

Desde o início das turbulências, faz eco o descontentamento da população dos países europeus, uma vez que as medidas de austeridade fiscal adotadas afetam diretamente os cidadãos e suas condições de bem estar social, levando também a uma instabilidade política, decorrente da insatisfação coletiva. As minorias e os imigrantes pagam o preço mais alto. O princípio da livre circulação de pessoas, outra pedra angular da integração européia, está sucumbindo diante da reintrodução dos controles de fronteiras em diversos países.

No decorrer da chamada Primavera Árabe, muito se debateu na Europa acerca de suas conquistas em relação aos direitos humanos. Entretanto, desde o desencadear da turbulência econômica, parece que outra faceta da crise vem sendo menosprezada, mais silenciosa, mas tão violenta quanto aquela, qual seja, a crise dos direitos humanos. Em seu relatório anual, a ONG Human Rights Watch constatou uma Europa menos democrática em 2011 e um recuo da proteção dos direitos humanos, principalmente com as discriminações, a intolerância em relação às minorias, às migrações e aos asilos. A crise migratória suscitada pelo conflito na Líbia e o êxodo de tunisianos em 2011 revelou uma espécie de Europa-fortaleza quase impenetrável.

O euro, símbolo da verdadeira integração européia, ao invés de aproximar a UE de seus cidadãos, está condenando milhões de europeus a décadas de miséria, ao mesmo tempo em que o preconceito e a intolerância os estão afastando de um dos mais aclamados valores que deveriam partilhar, aquele da proteção dos direitos humanos.

Por: Larissa Ramina - Doutora em Direito Internacional pela USP. Professora do Programa de Mestrado em Direitos Fundamentais e Democracia da UniBrasil. Professora do UniCuritiba.

Fonte: Carta Maior
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ONU elogia combate ao tráfico em favelas no Brasil

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O relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes, divulgado nesta terça-feira pela ONU, elogia a repressão ao narcotráfico nas favelas do Rio de Janeiro e critica a Bolívia por abandonar a Convenção Única de Narcóticos ao não concordar em reconhecer a folha de coca com droga.

O documento reúne informações de todo o mundo e faz recomendações aos governos, baseadas em políticas de repressão ao tráfico e prevenção ao uso.

No tópico em que discute como "responder ao problema", o documento cita a ação conjunta da Polícia Militar do Rio de Janeiro e das Forças Armadas na ocupação de favelas.

Segundo o documento, o país conseguiu, "com uma combinação de policiais e militares", prender líderes do tráfico e "instituir o estado de direito" onde antes reinava a violência.

O relatório também elogia a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, dizendo que a iniciativa constrói uma relação de confiança entre as forças de segurança e a comunidade.

A Junta também elogia iniciativas como a troca de armas, em posse de civis, por recompensa em dinheiro, em algumas localidades dos Estados Unidos.

Bolívia

O relatório faz duras críticas à Bolívia por abandonar, no ano passado, a Convenção Única de Narcóticos, de 1961. A ação foi classificada como "um grande desafio para o sistema internacional de controle de drogas".

A decisão boliviana foi fruto da discordância em relação ao status da folha de coca, mastigada tradicionalmente pelas populações do altiplano do país, sem fins entorpecentes.

A Junta ressalta que a folha é considerada uma droga, segundo a Convenção. Em 2009, o governo boliviano solicitou uma emenda ao documento, pedindo a mudança do status da folha de coca, no que não foi atendido.

Após o abandono da Convenção, o governo boliviano propôs aderir novamente ao acordo, com a ressalva sobre o tradicional costume indígena.

Na carta de apresentação do relatório, o presidente da Junta, Hamid Ghodse, diz que se "os Estados-Partes usam o mecanismo de denúncia e 're-adesão' com reservas, a integridade do sistema internacional de controle estaria minada".

América Central

A Junta também mostra preocupação com a situação na América Central.

Com o aumento da repressão das autoridades mexicanas aos carteis que espalharam violência no México nos últimos anos, vários grupos de narcotraficantes se estabeleceram no istmo centro-americano .

"A escalada da violência relacionada às drogas, envolvendo organizações criminosas, transnacionais e locais e outros grupos na América Central atingiu níveis alarmantes e sem precedentes, piorando significativamente a segurança na subregião, tornando-a uma das mais violentas áreas no mundo", diz o documento.

O relatório lembra que "El Salvador, Guatemala e Honduras, os países do chamado 'Triângulo do Norte', junto com a Jamaica, agora possuem os mais altos níveis de homicídio do mundo".

Fonte: BBC Brasil
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Embraer no ranking das maiores em defesa

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A Embraer entrou pela primeira vez na lista das cem maiores empresas militares e de armamentos do mundo. Dados publicados ontem pela entidade sueca Stockholm International Peace Research Institute (Sipri) apontam a empresa brasileira no 94.º posto, em uma classificação dominada por companhias americanas e europeias.

Apesar da crise mundial, o comércio de armamentos continua em expansão, ainda que de uma forma bem mais modesta que nos anos anteriores. As ambições de países emergentes mantiveram o mercado aquecido, apesar de cortes de orçamentos militares nos países ricos.

A liderança mundial continua com a americana Lockheed Martin, com US$ 35,7 bilhões em vendas de armamento apenas no ano de 2010. No total, a companhia emprega 132 mil funcionários.

No caso da Embraer, a empresa entra pela primeira vez na seleta lista, depois de um salto importante nos últimos anos nas vendas de aeronaves para fins militares. A lista, porém, não inclui empresas chinesas, por conta da falta de informações confiáveis sobre as vendas das empresas militares de Pequim. Entre 2009 e 2010, as vendas da empresa brasileira no setor aumentaram de US$ 470 milhões para US$ 670 milhões. Hoje, 12% de todas as vendas da Embraer vêm do setor militar.

Desde 2005, as vendas da empresa brasileira praticamente dobraram, em uma taxa de expansão superior ao da média mundial. Segundo o Sipri, as vendas militares no mundo tiveram um incremento de 60% entre 2002 e 2010, mas de apenas 1% entre 2009 e 2010. No total, o setor foi responsável por vendas de US$ 640 bilhões em 2010. Em 2002, o movimento chegou a US$ 280 bilhões.

Outra constatação é que há um número cada vez maior de empresas de países emergentes na lista até hoje dominada pelos países ricos. Das cem empresas, três são indianas, uma de Cingapura, duas da Coreia do Sul, além de empresas do Kuwait e da Turquia. Na Ásia e Oriente Médio, empresas locais já representam US$ 24 bilhões em vendas.

Ainda assim, o controle do setor militar está mesmo nas mãos de países europeus e dos Estados Unidos, com uma concentração alta do poder bélico nas mãos de poucas indústrias. Dos Estados Unidos, há nada menos que 44 empresas entre as cem maiores, representando 60% das vendas. Também fazem parte da lista 29 grupos europeus.

As dez maiores produtoras de armas do mundo representaram 56% das vendas internacionais em 2010, ou cerca de US$ 230 bilhões. Juntas, as empresas europeias e americanas controlam 91% das vendas mundiais. "Os dados demonstram mais uma vez a habilidade do setor de continuar vendendo armas, apesar da crise internacional", declarou Susan Jackson, especialista da entidade.

Fonte: Estadão
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