quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Por que a União Soviética foi a verdadeira ganhadora da corrida espacial (e não os EUA)

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Quando a Apollo 11 chegou à Lua em 1969 e o astronauta Neil Armstrong deu seu "grande salto para a humanidade", tudo parecia perdido para a União Soviética.
Milhões de pessoas no mundo todo viram essas imagens na televisão. E, na história popular, foram os Estados Unidos que se tornaram os grandes vencedores da corrida espacial contra a União Soviética (URSS).
Mas, na realidade, esse é um pensamento equivocado. Os verdadeiros pioneiros da exploração espacial foram os astronautas soviéticos e, grande parte dos avanços conquistados à época e utilizados até hoje na Estação Espacial Internacional (EEI) se devem a conhecimentos e inovações descobertas pela União Soviética.
Essa é a conclusão do documentário produzido pela BBC "Astronautas: como a Rússia venceu a corrida espacial", que teve acesso a documentos importantes e entrevistou protagonistas da extraordinária briga entre soviéticos e americanos para conquistar o Universo.
Ao levar ao espaço o primeiro satélite, o primeiro ser humano e a primeira estação orbital, a União Soviética conseguiu vencer os Estados Unidos, grande rival na Guerra Fria e cujo programa espacial, desenvolvido sob orientação do engenheiro alemão Wernher von Braun, era mais sofisticado e contava com mais fundos.
Mas como eles fizeram isso?
As origens do programa espacial da URSS vêm das ruínas da Segunda Guerra Mundial.
Quando os americanos lançaram a bomba atómica em Hiroshima e Nagasaki, nasceu uma nova ordem mundial, em que o poder e a influência não se mediriam em termos de esforço humano, mas sim de avanços tecnológicos.
Se a União Soviética queria ter influência internacional, ela deveria remontar de forma bastante veloz a enorme vantagem que os Estados Unidos haviam "roubado" dela.
Em apenas quatro anos, os soviéticos produziram a bomba atómica. "Como era muito mais pesada que a dos americanos, precisaram desenvolver um foguete mais poderoso para transportá-la, o que acabou impactando o programa espacial", explica à BBC Gerard de Groot, professor de História Moderna da University of St Andrews, no Reino Unido.
E a pessoa a quem encarregaram a tarefa foi o engenheiro Sergei Pavlovich Korolev.
Em 1939, o líder da URSS, Joseph Stalin, o havia declarado inimigo do Estado e o enviado um dos terríveis gulags, onde se esperava que morresse. Mas, diante da necessidade de mentes brilhantes no início da Guerra Fria, decidiu-se dar a ele uma nova oportunidade.
"Korolev não era cientista, mas era um gênio de gestão. Era um líder, uma figura inspiradora, um político que sabia mover as alavancas do poder e voltar à realidade das metas", disse à BBC o especialista em História do Espaço Asif Siddiqi, da Universidade Fordham de Nova York.
E mais: na União Soviética, as pessoas o consideravam tão importante do ponto de vista estratégico que, para protege-lo de qualquer tentativa de assassinato, mantiveram sua identidade em segredo até seus últimos dias. Ele era conhecido apenas como "o chefe estrategista".

Em 1957, Korolev concluiu sua obra-prima, o foguete R-7 Semyorka, que era nove vezes mais poderoso que qualquer outro lançador criado até aquele momento.
Depois de várias tentativas falidas, o R-7 foi testado com sucesso: ele conseguiu voar por 5,6 mil quilômetros até a península de Kamchatka. Foi o primeiro míssil balístico intercontinental e, com ele, Korolev transformou a União Soviética em uma superpotência global.
No entanto, o destino do R-7 não era se transformar em uma arma. "Como míssil, ele era ruim. Demorava-se muito para prepará-lo para o disparo. Enquanto foram desenvolvidos outros foguetes mais eficientes, o R-7 foi dedicado exclusivamente à exploração espacial", conta à BBC o ex-astronauta soviético Georgei Grechko.

Sputnik e Laika

Uma vez que contava com um foguete apto, Korolev queria ser o primeiro a demonstrar que as viagens espaciais eram possíveis. Com esse objetivo, seus engenheiros desenvolveram um satélite simples, o Sputnik. Era apenas um transmissor de rádio coberto por uma esfera de metal.
Em 4 de outubro de 1957, o Sputnik foi colocado em órbita e começou a enviar sinais de rádio à Terra, um "bip" que os Estados Unidos se esforçaram para decodificar, mas que na realidade não continha nenhuma mensagem.
O mundo ficou fascinado. Entusiastas formavam longas filas diante dos telescópios disponíveis para poder ver a "segunda Lua" cruzando o firmamento.
O Sputnik foi uma jogada de mestre de propaganda e, a partir disso, o líder soviético Nikita Kruschev quis mais: ele pediu a Korolev outra grande missão espacial para as comemorações de 7 de novembro, o aniversário da revolução bolchevique de 1917.
Fazer isso dentro de um mês parecia impossível. No entanto, no dia 3 de novembro de 1957, a União Soviética enviou ao espaço outro satélite, mas desta vez havia um passageiro a bordo: Laika, uma cadela vira-lata encontrada em Moscou.

Durante muito tempo, os soviéticos afirmaram que a cadela sobreviveu em órbita por vários dias, mas em 2002 admitiram que os controles climáticos falharam e que o animal morreu em apenas seis horas por causa de uma superaquecimento.
Ainda assim, Laika deu aos soviéticos outra vitória e mais propaganda - além de uma nova dor de cabeça para os Estados Unidos.
"Nos Estados Unidos, acreditavam que se a URSS era capaz de levar um animal ao espaço, em breve haveria condições de colocar um ser humano em órbita", explicou o historiador De Groot.

O sorriso de Yuri Gagarin

No início da década de 1960, 20 potenciais astronautas eram treinados em segredo em uma zona rural da Rússia - entre eles, o jovem Alexei Leonov.
"Cada dia, corríamos 5km e nadávamos 700 metros. Também saltávamos em paraquedas; eu cheguei a fazer uns 200 saltos", conta Leonov à BBC.
Mas apesar do treinamento físico, os cosmonautas precisavam se preparar para os rigores do espaço.
Deviam ser capazes de resistir à enorme força na decolagem e aterrissagem. Eles eram isolados por dias em quartos a prova de ruídos para testar a experiência psicológica. E o pior de tudo era a preparação para a eventualidade de a cápsula começar a girar sem controle no espaço.
"Era algo muito difícil de aguentar", relembra o ex-astronauta Georgei Grechko. "Alguns ficavam pálidos, outros verdes. E logo vomitavam."
A pré-seleção do primeiro ser humano que iria ao espaço ficou reduzida a dois nomes: Yuri Gagarin e Gherman Titov.
"Korolev teminou escolhendo o filho de camponeses, Gagarin", disse Grechko. "Nós pensávamos que o mais inteligente e educado era Titov. Mas o chefe considerou aspectos em que nós como engenheiros não havíamos pensado: quão bonito era o candidato, seu sorriso. E tinha razão."
O "engenheiro chefe" sabia que a missão já era um sucesso, o rosto de Gagari estaria em todos os jornais do mundo.
No dia 12 de abril de 1961, Gagarin chegou onde nenhum ser humano havia chegado antes: a órbita da Terra. A bordo da cápsula Vostok, ele deu uma volta ao planeta em uma hora e 48 minutos.
"Estou olhando para a Terra", disse, ao se comunicar com o centro de controle. "Vejo as cores das paisagens, bosques, rios, nuvens. Tudo é muito bonito".
Gagarin foi recebido como um herói na União Soviética e viajou pelo mundo levando seu sorriso triunfal. Era a encarnação do domínio da União Soviética na corrida espacial.
Com isso, os americanos necessitavam desesperadamente de um triunfo sobre a URSS e o presidente John F. Kennedy estabeleceu uma meta ambiciosa: "Escolhemos chegar até a Lua ainda nesta década."
Com a economia no auge, os Estados Unidos podiam investir grandes somas de dinheiro no desenvolvimento de um programa lunar. Do outro lado, os governantes da União Soviética não estavam dispostos a financiar uma aventura tão cara.
"Meu pai disse a Korolev que na União Soviética havia outras prioridades: produzir mais alimentos para acabar com a escassez, construir mais moradias", disse à BBC Sergei Kruschev, filho do líder soviético Nikita Kruschev.
"Ele não queria gastar todo esse dinheiro só para vencer os americanos na corrida para chegar à Lua", disse.
No lugar disso, Korolev lançou uma série de missões menos custosas à órbita baixa da Terra - e fez questão de "cantar vitória" para reforçar sua propaganda. Entre elas, destacam-se duas de 1963: o voo orbital mais longo da história até aquela data (que durou cinco dias) e a primeira mulher a ir ao espaço, Valentina Tereshkova.
No dia 18 de março de 1965, mais uma conquista: Alexei Leonov se tornou o primeir ser humano a realizar uma caminhada espacial.
"Korolev nos havia dito: 'Assim como um marinheiro a bordo de um navio deve ser capaz de nadar no oceano, um astronauta deve saber flutuar no espaço", lembra Leonov.

Rumo à Lua

O feito de Leonov marcou o fim da era de ouro do programa espacial da URSS, ao que se somou uma série de tragédias.
No dia 14 de janeiro de 1966, Korolev, a figura inspiradora da exploração soviética do cosmos, morreu depois de uma cirurgia de rotina da qual não conseguiu se recuperar.
Quem o substituiu foi Vasily Mishin, que carecia da visão e da capacidade de gestão do "estrategista chefe".
Mas o pior ainda estaria por vir: em 26 de março de 1968, Yuri Gagarin, o sorridente e emblemático símbolo do domínio espacial soviético, morreu durante um voo teste. Foi uma grande tragédia nacional.
Menos de um ano depois, o N1, o foguete de titânio que a URSS usaria para sua aventura lunar, explodiu e deixou a base de lançamento inutilizada.
Com os soviéticos fora da corrida, os americanos conseguiram o que parecia impossível: no dia 20 de julho de 1969, a Apollo 11 chegou à Lua.

Primeiras estações espaciais

Os soviéticos se esqueceram rapidamente da Lua e fixaram uma nova meta que ressuscitaria seu programa espacial: a colonização. Eles buscariam uma forma de viver e trabalhar no espaço.
No dia 19 de abril de 1971, eles lançaram em órbita a Salyut 1, primeira estação espacial temporal da história. Três astronautas viveram nela por três semanas. Depois disso, vieram outras missões e estadias cada vez mais prolongadas.
No dia 20 de fevereiro de 1986, enquanto os americanos se concentravam em voos de curta duração com ônibus espaciais, os soviéticos colocaram na órbita terrestre a primeira estação permanente, a MIR, que foi construída ao longo de uma década.
Com 31 metros de largura, 19 de comprimento e 27, 7 de altura, essa estrutura se transformou em um enorme laboratório suspenso, com módulos separados para astrofísica, ciência dos materiais e estudo da Terra.
Equipes de astronauras visitavam a estação por períodos de um ano e se tornavam verdadeiros especialistas na vida no espaço.

Uma nova era de cooperação espacial

Ao final de 1991, enquanto a MIR orbitava o planeta, a União Soviética se dissolveu. O programa espacial soviético passou às mãos russas e a falta de dinheiro para mantê-la ameaçava sua existência.
Em Washington, o medo era que diversos engenheiros aeroespaciais que ficaram desempregados fossem para o Irã ou para a Coreia do Norte.
Por isso, os Estados Unidos propuseram à Rússia que os dois países se unissem na exploração do Universo e, depois de décadas de rivalidade, as duas potências se tornaram "sócias".
Era uma relação conveniente para ambos: os americanos se beneficiariam da experiência dos astronautas que haviam passado longas estadias no espaço, e os russos se manteriam na ativa com o dinheiro dos Estados Unidos.
Como primeiro passo, astronautas americanos foram viver e trabalhar na MIR. Pouco tempo depois, outras dezenas de representantes de outros países também foram para lá.

Estação Espacial Internacional


Quando a MIR foi desitnegrada e voltou à Terra em 2001, sua substituta, a Estação Espacial Internacional (EII) já estava sendo colocada em órbita.
Era a primeira aventura totalmente internacional no cosmo: 15 agências espaciais colaboravam para construir uma estrutura quatro vezes maior que a MIR.
"Nós tínhamos um grande conhecimento das grandes estadias no espaço, de como afetavam uma pessoa. Assim, nos unimos ao projeto e compartilhamos tudo o que sabíamos", conta à BBC o astronauta Alexander Lazutkin.
Certamente, a EEI é a prova das conquistas do programa espacial da URSS durante 50 anos de exploração do Universo.
Seu sistema de suporte vital está baseado no das estações Salyut e MIR. Os trajes que foram utilizados são "feitos na Rússia", versões atualizadas daqueles que Alexei Leonov usour na primeira caminhada espacial da história.
E desde 2011, a única maneira de chegar a EEI é por meio de uma cápsula Soyuz montada em um foguete R-7, ambas tecnologias que, ainda que tenham sido modernizadas, têm sua essência mantida nos desenhos de Sergei Korolev há meio século.
"A URSS perdeu a corrida para chegar à Lua, sim, mas a contínua presença do ser humano em órbita se deve muito à determinação soviética e russa por conquistar o espaço", conclui o historiador americano Gerard de Groot.

Fonte: BBC Brasil
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Solução de dois Estados para conflito no Oriente Médio corre sério risco, diz Kerry

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O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, alertou nesta quarta-feira que o futuro de uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino está em perigo, dizendo que os Estados Unidos não podem ficar em silêncio conforme a violência e a construção de assentamentos israelenses colocam em risco as chances de paz.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu ao discurso acusando Kerry de tendencioso contra o Estado judeu.
Em um discurso feito semanas antes de a administração Obama passar o poder para o presidente eleito Donald Trump, Kerry disse que Israel "nunca terá uma paz verdadeira" com o mundo árabe se não chegar a um acordo que se baseie em Estados próprios para israelenses e palestinos.
    "Apesar de nossos melhores esforços ao longo dos anos, a solução de dois Estado está agora sob sério risco", disse Kerry em discurso no Departamento de Estado. "Não podemos, em sã consciência, não fazer nada, e não dizer nada, quando vemos a esperança da paz desvanecer".
    "A verdade é que as tendências locais a violência, o terrorismo, a incitação, a expansão dos assentamentos e uma ocupação aparentemente sem fim estão destruindo a esperança de paz dos dois lados e cimentando cada vez mais uma realidade de um Estado irreversível que a maioria das pessoas de fato não quer."
    Kerry criticou a violência palestina, que disse incluir "centenas de ataques terroristas no último ano".
    Suas palavras de despedida dificilmente irão mudar alguma coisa entre israelenses e palestinos nos territórios ou salvar o histórico de esforços de paz malfadados da gestão Obama no Oriente Médio.

Em um comunicado divulgado em inglês por seu gabinete, Netanyahu disse que Kerry "obsessivamente lidou com assentamentos", que os Estados Unidos se opõem fortemente, e criticou o secretário de Estado por apenas tocar a "raiz do conflito --oposição palestina a um Estado judeu quaisquer que sejam as fronteiras". 

Os israelenses já estão mirando um horizonte para além de Obama e esperam receber um tratamento mais favorável de Trump, que toma posse no dia 20 de janeiro. O republicano usou sua conta de Twitter nesta quarta-feira para criticar o governo Obama, incluindo sua votação no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o acordo nuclear que firmou com o Irã no ano passado.
    Trump fez lobby contra a resolução da ONU abertamente, e se espera que vete quaisquer outras que sejam consideradas anti-Israel.
    No discurso de 70 minutos, Kerry defendeu a decisão norte-americana de, abstendo-se, permitir a aprovação de uma resolução que exige o fim dos assentamentos israelenses, dizendo que ela teve como objetivo preservar a possibilidade de uma solução de dois Estados.
    Kerry endossou vigorosamente a medida da ONU e rejeitou a crítica segundo a qual "este voto abandona Israel".
    "Se tivéssemos vetado esta resolução no outro dia, os Estados Unidos estariam dando licença para a construção adicional e irrestrita de assentamentos à qual nos opomos fundamentalmente", disse Kerry. "Não é esta resolução que está isolando Israel, é a política permanente de construção de assentamentos que cria o risco de tornar a paz impossível".

Fonte: Reuters
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Voa primeiro Ka-226TM, versão embarcada do helicóptero modular da Kamov

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O primeiro helicóptero Kamov Ka-226 projetado para operar embarcado em navios foi produzido este ano na Rússia. A versão com rotores dobráveis ​​é um dos meios a ser adotado pela guarda costeira e potencialmente a marinha.
O Ka-226 é um helicóptero multifunções leve e altamente manobrável com o rotor duplo projetado pela russa Kamov, que com uso de rotores em sentidos opostos elimina a necessidade de um rotor de cauda. Derivado do design do Ka-26, o helicóptero é modular e intercambiável ​​para o transporte de passageiros, evacuação médica, patrulha aérea e outros tipos de missão.

A versão 'TM' é a mais recente do helicóptero. Como o modelo 'T' , o Ka-226TM tem uma turbina francesa mais potente do que a usada no projeto básico, mas acrescenta os rotores dobráveis necessárias para a aviação naval.
O Serviço Federal de Segurança (FSB), que entre outras coisas é responsável pela proteção das fronteiras da Rússia, planejou comprar pelo menos 10 Ka-226TM para seus navios da guarda costeira. Há também um forte potencial de exportação para o helicóptero, diz seu produtor, que lançou o primeiro helicóptero deste modelo em 2016.

"Este ano nossa fábrica produziu seu primeiro helicóptero naval Ka-226T", disse Aleksandr Mikheev, chefe da holding de helicópteros russos, enquanto visitava a fábrica de Kumertau em Bashkortostan, onde os helicópteros avançados são construídos.

"Esperamos uma alta demanda por ele de nossos clientes russos e estrangeiros interessados ​​em usá-lo para a guarda costeira e outras missões de aplicação da lei. Estimamos que este helicóptero tenha um grande potencial de exportação ", acrescentou ele.

Os Ka-226 são usados ​​na Rússia por operadores civis e militares. A Índia também realizou uma encomenda substancial para suas forças armadas.

O primeiro helicóptero do projeto básico fez seu voo inaugural em 1997, enquanto as variantes posteriores vieram nos anos de 2010.

GBN seu canal de informações e notícias
com agências de notícias
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Putin diz que ninguém pode criar problemas insolúveis para a Rússia

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Ninguém pode criar problemas, que a Rússia não seria capaz de superar, disse o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quarta-feira (28).

"A única coisa que eu quero enfatizar é que trabalhamos intensamente e trabalhamos com sucesso e acabamos de falar na reunião do Conselho de Segurança que o ano que se iniciou foi ainda mais complexo, até certo ponto, na resolução de problemas sociais e econômicos do que no ano anterior. O preço do petróleo foi um indicador importante para a nossa economia, foi de 40 dólares por barril e foi de 51 dólares em 2015 e agora apenas 40 dolares, mas o resultado este ano é um fator melhor do que em 2015 ", disse o presidente russo em uma festa no Kremlin.

As conquistas foram, em grande parte, o mérito dos principais gerentes, seus subordinados e equipes de gestão, disse Putin.

"Ninguém pode criar esses problemas para nós, que seríamos incapazes de superar e, importante, estamos trabalhando com sucesso", disse o presidente russo.

Putin propôs um brinde à Rússia, ao povo russo e desejou todos os sucessos presentes no próximo ano.


GBN seu canal de informações e notícias
com agências de notícias 
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Mísseis Harpoon da Boeing vão armar P-3AM Orion da FAB

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Como noticiado ontem pelo site Indústria de Defesa & Segurança (ID&S), o Brasil planeja a compra de mísseis anti-navio Harpoon Block II da Boeing. A arma vai equipar o P-3AM Orion da Força Aérea Brasileira (FAB) e não serão destinados à Marinha do Brasil – como divulgou o site americano Navy Recognition. A compra já foi aprovada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Em nota divulgada na semana passada, o órgão americano detalha que se trata de 12 sistemas vendidos ao Brasil. Segundo a nota, a previsão é de que as entregas sejam concluídas até 2021.
O montante de US$ 207.534.768 será financiado pelo programa Foreign Military Sales (FMS), sendo US$ 26.523.402 correspondente à parte brasileira. As plataformas de lançamento do míssil incluem: aeronaves de asa fixa, navios de superfície e submarinos.
O P-3AM Orion tem capacidade de detectar, localizar, identificar e, se necessário, afundar submarinos. Com quatro motores, a aeronave tem grande autonomia, podendo permanecer em voo durante 16 horas. Os P-3AM da FAB equipam o Esquadrão Orungam (1º/7º GAV), que opera na Base Aérea de Salvador, uma unidade histórica para a Aviação de Patrulha brasileira. A Força Aérea adquiriu 12 aeronaves P-3 da Marinha dos EUA em 2011.

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança via Notimp
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domingo, 25 de dezembro de 2016

Bombas fabricadas no Brasil foram usadas no conflito no Iêmen, diz HRW

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Bombas de fragmentação (cluster) fabricadas no Brasil pela Avibras teriam causado a morte de dois civis e deixado seis feridos, entre eles uma criança, em um ataque no dia 6 de dezembro no Iêmen, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (23) pela Human Rights Watch.
As bombas de fragmentação contêm explosivos menores que se espalham e matam de forma indiscriminada. Além disso, muitas dessas bombas menores não explodem na hora, causando mortes de civis posteriormente.

Uma convenção de 2008, assinada por 119 países, proíbe a fabricação, venda e uso de armas e munição de fragmentação, mas o Brasil não é signatário.
Mais de 10 mil pessoas já morreram no Iêmen desde março do ano passado, quando uma coalizão liderada pela Arábia Saudita começou uma campanha militar contra as milícias xiitas houthis e forças leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que querem tomar poder no país.
Segundo a HRW, a coalizão liderada pelos sauditas usou os foguetes contendo as bombas de fragmentação brasileiras na cidade de Sadaa.
"O Brasil precisa saber que seus mísseis estão sendo usados em ataques ilegais na guerra do Iêmen", disse Steve Goose, diretor da seção de armas da Human Rights Watch. "Munições de fragmentação são proibidas e não deveriam ser usadas em nenhuma circunstância, por causa do dano que causam a civis. O Brasil deveria se comprometer imediatamente com a suspensão da produção e exportação de bombas de fragmentação."
Também foram identificadas na guerra do Iêmen bombas de fragmentação fabricadas pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Mas os EUA, que também não são signatários da Convenção, suspenderam em maio a transferência de bombas de fragmentação para a Arábia Saudita.
E em 19 de dezembro, a coalizão liderada pela Arábia Saudita anunciou que iria parar de usar as bombas feitas no Reino Unido —mas não excluiu a possibilidade de continuar usando bombas de fragmentação fabricadas em outros países.
Já haviam sido localizadas armas brasileiras no Iêmen. Em outubro de 2015, a Anistia Internacional divulgou relatório afirmando que bombas de fragmentação fabricadas no Brasil haviam ferido ao menos quatro pessoas em um ataque no norte do Iêmen.
Pesquisadores da Human Rights Watch entrevistaram testemunhas e fotografaram as armas. Segundo eles, foram encontrados destroços do Astros II, um sistema de lançadores múltiplos de foguete da Avibras, perto de duas escolas.
Contatada pela reportagem da Folha, a assessoria de imprensa da Avibras não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem.
"De um lado, a diplomacia brasileira se empenha pela resolução de conflitos, mas por outro lado, o Brasil viola direitos humanos ao vender bombas de fragmentação a países em guerra e não ter nenhuma transparência na política de venda de armas", disse à Folha Nathan Thompson, pesquisador do Instituto Igarapé.
Segundo Maria Laura Canineu, diretora da Human Rights Watch no Brasil, "o Brasil precisa aderir, finalmente, à convenção internacional (que proíbe as bombas de fragmentação); mais de 10 mil pessoas morreram no Iêmen e o Brasil continua vendendo armas."

Fonte: Folha de São Paulo
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Após resolução contra assentamentos, Netanyahu avaliará relações com ONU

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O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, chamou de "tendenciosa e vergonhosa" aresolução da ONU (Organização das Nações Unidas) contra os assentamentos de Israel em território palestino aprovada na sexta (23).
Em programa de TV neste sábado (24), Netanyahu disse que irá avaliar as relações com o órgão. "Instruí o Ministério das Relações Exteriores para reavaliar todos os nossos contatos com a ONU, incluindo o financiamento de instituições e a presença de representantes da entidade em Israel", declarou em transmissão.
"A decisão que foi tomada é tendenciosa e vergonhosa, mas superaremos. Isso precisará de tempo, mas essa decisão será anulada", declarou o premiê.
O Conselho de Segurança da ONU considerou as colônias de Israel na Palestina ilegais segundo leis internacionais. Para a entidade, elas inviabilizam uma solução pacífica entre os dois povos.
A resolução, que exige que as ocupações parem, inclusive em Jerusalém Oriental, só foi possível graças a abstenção inédita dos Estados Unidos, país com poder de veto, aliado de Israel há muito tempo.
ESTADOS UNIDOS
Na sexta-feira (23), em nota, o líder israelense já havia criticado o governo de Barack Obama, ao afirmar que ele não só falhou em proteger Israel como também conspirou contra o país.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou a abstenção americana. Pelas redes sociais, Trump afirmou que, a partir de janeiro, data de sua posse, as coisas serão diferentes na ONU.

"Israel aguarda com expectativa a oportunidade de trabalhar com o presidente eleito Trump e com todos os nossos aliados no Congresso, republicanos e democratas, para anular os danosos efeitos desta absurda resolução", disse Netanyahu em seu texto.
A gestão do presidente Barack Obama é marcada pelo afastamento de Israel, com quem os americanos historicamente mantêm relações de grande proximidade.

Fonte: Folha de São Paulo

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Gasto militar e Ucrânia assombram a Rússia, 25 anos depois da URSS

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Quando a bandeira vermelha da União Soviética desceu o mastro do Kremlin no gelado 25 de dezembro de 1991, poucos poderiam prever que em um mero quarto de século os elementos que levaram à derrocada do império comunista seguiriam a assombrar Moscou.
Queda nos preços do petróleo que move sua economia intrinsecamente disfuncional, elevação de gastos militares e o desafio representado pela Ucrânia. O que foi fatal há 25 anos ameaça agora os planos de Vladimir Putin de resgatar o prestígio da antiga superpotência.
O presidente, que considera o fim do império que faria cem anos em 2017 o "maior desastre geopolítico do século 20", tem dobrado a aposta.
Tem dado certo pontualmente, mas os próximos dois anos mostrarão se as vitórias táticas que vem colhendo podem tornar-se duradouras.

Sem sucessor claro nas eleições de 2018, Putin vem centralizando poder com intrigas dignas do papado na era dos Bórgias, expurgando aliados e criando instâncias como sua Guarda Nacional.
A economia, como sempre, é quem dá o ritmo à valsa. O arco narrativo russo de 2016 torna-se uma serpente a comer o próprio rabo de 1991 justamente devido à pressão sobre as arcas do Kremlin.
O governo prevê que o principal fundo soberano amealhado no ciclo de alta do petróleo esteja exaurido em 2017, não menos pela voracidade do gasto militar, perto dos 5% do PIB.
No ocaso soviético, era semelhante, mas, até pela natureza do regime, a percepção da crise era mais branda para o cidadão comum, apesar das famosas filas para comprar comida.
"A vida era melhor, as pessoas tinham previsibilidade. Quando acabou, não quis acreditar. Aí veio o [governo de Boris] Ieltsin, parecia que ia ser bom, mas foi um desastre. Putin colocou ordem ao virar presidente, mas as coisas andam difíceis", diz Vera Pimenova, 64, professora aposentada em Khabarovsk, segunda maior cidade do Extremo Oriente russo.
Lá, o pleito de setembro passado manteve no poder o Rússia Unida, partido criado para dar suporte a Putin em 2001. "Votamos nos chefes do poder, como nos tempos comunistas. Não sei como é em Moscou", resume Vera.
A leste da ferrovia Transiberiana, tudo parece mais soviético. A 9.289 km de Moscou, no ponto final em Vladivostok, carros japoneses passam por estátua que homenageia a tomada da cidade pelo Exército Vermelho em 1922.

CAPITAL E INTERIOR
Na capital russa é diferente, a despeito de a cidade guardar aqui e ali símbolos soviéticos e propagandeá-los como souvenires.
Com uma classe média escolarizada e melhor renda (concentra 21,6% do PIB do país), a cidade viu grandes protestos logo depois da terceira eleição de Putin à presidência, em 2012 ""após esquentar a cadeira de premiê (e real governante) na gestão do protegido Dmitri Medvedev, que a ocupa agora.
Apesar de ser um centro de dissenso, Moscou também é dominada pelo Rússia Unida. É do Kremlin que Putin executa seu projeto de recriação de uma identidade nacional, seguindo o padrão da dinastia Romanov (1613-1917) e replicado sem o verniz religioso pelos comunistas.
"Somos um povo de valores", afirma o chefe de comunicação da Igreja Ortodoxa, Vladimir Legoyda, 43, o que explica o peso dado por Putin à ritualística. E a igreja é um baluarte do projeto putinista, que também passa por suas aventuras militares.
A intervenção na guerra civil da Síria é a mais recente e criticada, mas para Putin o sucesso doméstico da propaganda é inegável: segundo o instituto de pesquisas Levada, ele mantém a aprovação na casa dos 80%.
"O regime está entrando num novo estágio, de preservação, não de se arriscar com novas visões ou política econômica", diz o historiador ucraniano Serhii Plokhy, 59, professor em Harvard e autor de um livro seminal sobre o fim da União Soviética, "O Último Império" (Leya, 2015).

OTAN
O nó econômico é reforçado pelas sanções dos EUA e Europa após a anexação da Crimeia, território de maioria russa cedido a Kiev em 1954.
A Rússia é um país travado pela geografia, sem acesso fácil ao mar e, logo, ao comércio e à projeção militar. Com o fim da União Soviética, perdeu o bloco que a isolava do Ocidente. Retomar sua base no mar Negro soa lógico, assim como para os mais alarmistas também seria cobiçar as antigas repúblicas soviéticas do Báltico.

Plokhy e outros duvidam desse avanço, já que os três Estados da região estão na Otan (aliança militar ocidental). Mas a Estônia, com 25% de russos étnicos em seu território, se prepara ativamente para algum tipo de conflito ou insurreição.
Para piorar, o Ocidente manteve uma política agressiva de expansão de suas instituições no pós-Guerra Fria, com a UE (União Europeia) e Otan às margens da Rússia.
Conhecedor da inapetência do Ocidente para o conflito de fato, Putin joga com o fato de ter 1.800 armas nucleares prontas para uso, fora outras 5.500 no estoque.
"Quando eu era criança, não tinha medo de guerra nuclear. De uns dois anos para cá, passei a ter, por mais improvável que pareça", afirma o analista militar Ruslan Pukhov, 44, diretor do Centro para Análise de Estratégias e Tecnologias de Moscou.
Falando grosso e travando uma guerra arriscada contra a nanica Geórgia em 2008, Putin conseguiu frear novos convites da Otan a ex-repúblicas soviéticas. Só que a UE namorou a Ucrânia, levando à queda do regime pró-Moscou em 2014 e à subsequente ação russa ""que também fomenta separatistas.
Voltamos a 1991. Naquele ano, a insistência de Kiev em promover um referendo de independência e rejeitar a União proposta pelo então presidente Mikhail Gorbatchov foi o prego no caixão do regime, dado o peso geopolítico da rica Ucrânia e sua posição entre russos e europeus.
"A Ucrânia é agora um conflito congelado", sentencia o papa da geopolítica americana George Friedman, 67, presidente da empresa de previsão estratégica Geopolitical Futures. Isso dá uma vitória temporária a Putin, a quem ele considera superestimado pelo Ocidente.

TRUMP
Há também um fator imponderável: a chegada de Donald Trump ao poder nos EUA. Trump terá dificuldades em explicar ao eleitor por que deveria arriscar guerra termonuclear para salvar Riga ou Tallinn, uma vez que ameaçou deixar a Otan às moscas.
E o russo arriscaria? "Putin fez intervenção de baixo risco na Síria que aumentou a chance de desafiar os EUA diretamente, mas as oportunidades de baixo risco estão acabando", diz Friedman.
Já Plokhy vê um clima mais favorável a Putin com a ascensão dos nacionalismos. "A Rússia é regra, não exceção, Putin estava lá antes de todos. Ele pode celebrar uma vitória. Há grandes chances de que a emergência do nacionalismo e do isolacionismo na UE e nos EUA facilite atingir seus objetivos de reintegração de espaço no Leste Europeu e retomada de posições no Oriente Médio", diz.
"A experiência recente do impeachment no Brasil é um guia. Quando a economia se deteriora, carreiras políticas acabam", compara, menos complacente, Friedman.


  • mundo

    Gasto militar e Ucrânia assombram a Rússia, 25 anos depois da URSS

    IGOR GIELOW
    NA RÚSSIA

    25/12/2016 02h00

    Alexander Nemenov - 7.nov.1990/AFP
    Mulher em Moscou, antes do colapso da União Soviética
    Mulher em Moscou, antes do colapso da União Soviética
    Quando a bandeira vermelha da União Soviética desceu o mastro do Kremlin no gelado 25 de dezembro de 1991, poucos poderiam prever que em um mero quarto de século os elementos que levaram à derrocada do império comunista seguiriam a assombrar Moscou.
    Queda nos preços do petróleo que move sua economia intrinsecamente disfuncional, elevação de gastos militares e o desafio representado pela Ucrânia. O que foi fatal há 25 anos ameaça agora os planos de Vladimir Putin de resgatar o prestígio da antiga superpotência.
    O presidente, que considera o fim do império que faria cem anos em 2017 o "maior desastre geopolítico do século 20", tem dobrado a aposta.
    Tem dado certo pontualmente, mas os próximos dois anos mostrarão se as vitórias táticas que vem colhendo podem tornar-se duradouras.
    Igor Gielow/Folhapress
    Detalhe da base do monumento às conquistas espaciais soviéticas
    Sem sucessor claro nas eleições de 2018, Putin vem centralizando poder com intrigas dignas do papado na era dos Bórgias, expurgando aliados e criando instâncias como sua Guarda Nacional.
    A economia, como sempre, é quem dá o ritmo à valsa. O arco narrativo russo de 2016 torna-se uma serpente a comer o próprio rabo de 1991 justamente devido à pressão sobre as arcas do Kremlin.
    O governo prevê que o principal fundo soberano amealhado no ciclo de alta do petróleo esteja exaurido em 2017, não menos pela voracidade do gasto militar, perto dos 5% do PIB.
    No ocaso soviético, era semelhante, mas, até pela natureza do regime, a percepção da crise era mais branda para o cidadão comum, apesar das famosas filas para comprar comida.
    "A vida era melhor, as pessoas tinham previsibilidade. Quando acabou, não quis acreditar. Aí veio o [governo de Boris] Ieltsin, parecia que ia ser bom, mas foi um desastre. Putin colocou ordem ao virar presidente, mas as coisas andam difíceis", diz Vera Pimenova, 64, professora aposentada em Khabarovsk, segunda maior cidade do Extremo Oriente russo.
    Lá, o pleito de setembro passado manteve no poder o Rússia Unida, partido criado para dar suporte a Putin em 2001. "Votamos nos chefes do poder, como nos tempos comunistas. Não sei como é em Moscou", resume Vera.
    A leste da ferrovia Transiberiana, tudo parece mais soviético. A 9.289 km de Moscou, no ponto final em Vladivostok, carros japoneses passam por estátua que homenageia a tomada da cidade pelo Exército Vermelho em 1922.
    Sergei Kharpukhin - 25.dez.1991/AP
    Família assiste em casa ao discurso de renúncia do presidente da URSS, Mikhail Gorbatchov
    Família assiste em casa ao discurso de renúncia do presidente da URSS, Mikhail Gorbatchov
    CAPITAL E INTERIOR
    Na capital russa é diferente, a despeito de a cidade guardar aqui e ali símbolos soviéticos e propagandeá-los como souvenires.
    Com uma classe média escolarizada e melhor renda (concentra 21,6% do PIB do país), a cidade viu grandes protestos logo depois da terceira eleição de Putin à presidência, em 2012 ""após esquentar a cadeira de premiê (e real governante) na gestão do protegido Dmitri Medvedev, que a ocupa agora.
    Apesar de ser um centro de dissenso, Moscou também é dominada pelo Rússia Unida. É do Kremlin que Putin executa seu projeto de recriação de uma identidade nacional, seguindo o padrão da dinastia Romanov (1613-1917) e replicado sem o verniz religioso pelos comunistas.
    "Somos um povo de valores", afirma o chefe de comunicação da Igreja Ortodoxa, Vladimir Legoyda, 43, o que explica o peso dado por Putin à ritualística. E a igreja é um baluarte do projeto putinista, que também passa por suas aventuras militares.
    A intervenção na guerra civil da Síria é a mais recente e criticada, mas para Putin o sucesso doméstico da propaganda é inegável: segundo o instituto de pesquisas Levada, ele mantém a aprovação na casa dos 80%.
    "O regime está entrando num novo estágio, de preservação, não de se arriscar com novas visões ou política econômica", diz o historiador ucraniano Serhii Plokhy, 59, professor em Harvard e autor de um livro seminal sobre o fim da União Soviética, "O Último Império" (Leya, 2015).
    Igor Gielow/Folhapress
    Torre do Kremlin com arranha-céus stalinistas ao fundo, em Moscou
    Torre do Kremlin com arranha-céus stalinistas ao fundo, em Moscou
    OTAN
    O nó econômico é reforçado pelas sanções dos EUA e Europa após a anexação da Crimeia, território de maioria russa cedido a Kiev em 1954.
    A Rússia é um país travado pela geografia, sem acesso fácil ao mar e, logo, ao comércio e à projeção militar. Com o fim da União Soviética, perdeu o bloco que a isolava do Ocidente. Retomar sua base no mar Negro soa lógico, assim como para os mais alarmistas também seria cobiçar as antigas repúblicas soviéticas do Báltico.


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