terça-feira, 31 de março de 2015

Super Hornets da RAAF são substituídos por Hornets no Iraque

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Os seis Boeing F/A-18F Super Hornet que equipam a força tarefa da Real Força Aérea Australiana (RAAF) no apoio às operações da coalizão no Iraque foram substituídos por 6 aeronaves F/A-18A Hornet, aquilo que é entendido como sendo a versão "clássica" da aeronave multifuncional, segundo o Departamento de Defesa (DoD) divulgou em 28 de março.

As equipes de ataque que partem e chegam de missões de combate conjunto passou por um período de transição durante duas semanas, disse um comunicado do Departamento de Defesa. A data de partida dos Super Hornets não foi divulgado.

Os Super Hornets começaram a operar no Iraque em setembro de 2014. Desde então, eles voaram mais de 2.900 horas em mais de 400 missões, disse que o Departamento de Defesa.

Fonte: GBN com agências de notícias
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França irá modernizar capacidades de defesa de seus navios da Classe "Mistral"

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França irá atualizar três LHDs Mistral com armas de busca e travamento de alvos automático por infra-vermelho. O objetivo de tal investimento é reforçar a capacidade de proteção autônoma destes navios.

Até o final de 2015, a Marinha francesa está programando o inicio do trabalho de atualização em seus três navios da classe "Mistral", seus navios de assalto anfíbio com convoo para helicópteros "BPC" (Bâtiment de Projeção et de Commandement), sendo o "Mistral" (L9013), "Tonnerre" (L9014) e o "Dixmude" ( L9015) que terão reforço na sua capacidade de proteção autônoma.

Cada navio será equipado com duas estações de arma remota Nexter  NARWHAL 20B e dois Sistema Electro-Optical Multifuncional da Sagem, com sistema infra-vermelho de busca e acompanhamento de alvos e sistemas optrónicos giroestabilizada (EOMS-NG) dia-noite.

Os dois canhões 20F2 20 milímetros atuais serão retirados, embora os navios vão manter seus dois lançadores Simbad armado com dois  mísseis superfície-ar de curto alcance Mistral.

O "Dixmude" será o primeiro navio a receber as atualizações a partir do final de 2015, seguido pelo "Mistral" em 2016, e "Tonnerre" em 2017. As instalações ocorrerá durante a revisão de meia vida dos navios, segundo a Marinha francesa.

O sistema NARWHAL 20B conta com um canhão 20M693 de alimentação automática giroestabilizada com taxa de 700 tiros por minuto, utilizando munição calibre 20 x 139 milímetros, e um sistema electro-óptico Exavision. Seis sistemas foram comprados pela DCNS, em julho de 2014.
Seis sistemas EOMS-NG foram adquiridos por meio de um contrato com a DCNS em março de 2013. Os sistemas adicionais foram adquiridos para o navio de desembarque doca (LPD) "Siroco" (L9012). 

O sistema oferece capacidade de engajamento de longo alcance e busca panorâmica de 360 ​​°, detecção automática e acompanhamento de ameaças (incluindo mísseis anti-navios, aeronaves e embarcações de ataque rápido), utilizando um gerador de imagens de alta resolução térmica, uma câmera de TV, e um telêmetro laser .

Ambos os sistemas podem ser controlados através do sistema de gestão dos navios de combate ou um console de operação instalado na ponte.

A DCNS encomendou um total de 22 sistemas NARWHAL 20B, para equipar também as fragatas multimissão FREMM da Marinha francesa. A primeira FREMM equipada com o sistema foi a "Normandie" (D651), que foi recentemente vendida para o Egito e será entregue em meados de 2015, com um sistema NARWHAL instalado.

A corveta "L'Adroit" da classe  "Gowind"  foi o primeiro navio a receber o sistema EOMS-NG. Entende-se que os destróiers com mísseis guiados  o F 70 da Classe "Cassard"  e a Fragata de mísseis guiados classe "Floréal"  e o porta-aviões Charles de Gaulle irão recebê-lo também.

Fonte: GBN com agências de notícias
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segunda-feira, 30 de março de 2015

Aviação de transporte da IAF enfrenta crise com sumiço e atrasos na modernização de AN-32

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A Índia terá de explorar novas opções para sua força de transporte tático, incluindo a compra direta, para reforçar a sua frota de transporte aéreo, com o conflito na Ucrânia impedindo a atualização de suas aeronaves AN-32, disse um oficial da Força Aérea Indiana.

As últimas cinco aeronaves dos 40 AN-32 enviados para atualização na Ucrânia estão "desaparecidos", disse o oficial, e a atualização dos restantes 64 AN-32s parou com a fuga de engenheiros da Ucrânia e a paralisação das entregas de peças de reposição.

"Como o AN-32 forma a maior parte da frota de transporte médio, a substituição urgente da frota de Avro, e a finalização do desenvolvimento conjunto de aviões de transporte médio e possíveis compras são algumas das opções que a IAF terá de trabalhar de forma urgente ", disse o comandante da Força Aérea Bhim Singh.

Além dos AN-32, a Força Aérea usa as aeronaves IL-76 de fabricação russa , os britânicos Avro, produz\idos sob licença pela Hindustan Aeronautics, e os americanos C-17 e C-130J Super Hercules.

Em 2009, a Índia fechou um contrato com a estatal ucraniana Ukrspetsexport Corp, para atualizar 104 de suas aeronaves de transporte AN-32 a um custo de 400 milhões de dólares, a frota tinha chegado ao limite de sua expectativa de vida. O programa, que deveria ser executado até 2017, envolveu a atualização de 40 aeronaves na Ucrânia e 64 sob a transferência de tecnologia da Ucrânia, na base da Força Aérea Indiana sediada em Kanpur.

No entanto, apenas 35 das aeronaves que foram atualizadas nas instalações da Antonov baseadas em Kiev na Ucrânia, retornaram, enquanto os últimos cinco continuam ilhados devido ao conflito.

"Estas cinco aeronaves estão quase perdidas, pois é difícil localizá-las e os esforços diplomáticos para encontrar seu paradeiro falharam", disse o oficial da Força Aérea.

Um diplomata da Embaixada da Ucrânia disse que a Antonov deve resolver este problema com a Força Aérea da Índia, e que o governo não pode ajudar. funcionários da Antonov não estavam disponíveis para comentar o assunto.

A atualização local em Kanpur, que começou há três anos, foi interrompida no ano passado. Seis aeronaves foram enviadas para receber o upgrade, mas o trabalho teve de ser interrompido com os engenheiros Ucrânia indo embora e apenas um contêiner de peças sobressalentes havia chegado da Ucrânia, disse o oficial da Força Aérea.

A atualização do AN-32 com aviônicos modernos teria estendido a vida da aeronave por 40 anos, a modernização da capacidade de carga útil seria aumentada de 6,7 para 7,5 toneladas.

A atualização das aeronaves AN-32 também inclui peças da Honeywell e algumas de origem russa.

"A IAF tinha informado que toda a manutenção e a atualização local incluia a nacionalização de peças e partes, e que a maioria delas foram executados. Com o upgrade local suspenso, estas alegações foram comprovadas como falsas", disse Singh.

Com o governo indiano enfatizando o transporte estratégico para implantação interna e a necessidade de locomoção das tropas para as fronteiras chinesas e paquistanesas, aviões de transporte adicionais são necessários, disse Singh.

Substituição do AVRO

O status da substituição de 56 aeronaves de transporte Avro da Força Aérea ainda não está clara, como só a Airbus da Espanha ofertou o C-295 em parceria  com a Tata da Índia, com um contrato de 3,5 bilhões de dólares fechado no ano passado .

A Antonov da Ucrânia não apresentou uma proposta, porque o Ministério da Defesa se recusou a dar-lhe uma extensão no prazo de entrega da proposta. Com apenas um concorrente, a proposta da Airbus enfrenta o risco de cancelamento.

Enquanto isso, a Índia e a Rússia propõem o desenvolvimento em conjunto de uma aeronave de transporte médio capaz de transportar 80 soldados, veículos de infantaria de combate ou tanques leves, armas de artilharia e munições, destinadas a substituir a frota AN-32.

A UAC da Rússia e a Hindustan Aeronautics criaram um programa conjunto, o multi Transport Aircraft (MTA), como uma joint venture indo-russa para o desenvolvimento de Aeronaves de Transporte Médio. Mas um acordo de produção final não está prevista devido a questões relacionadas com a participação de trabalho e produção.

Fonte: GBN com agências de notícias
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KAI ira desenvolver KFX na Coréia do Sul

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A Korea Aerospace Industries (KAI) foi nomeada como licitante preferencial no programa de 8 bilhões de dólares para completar o desenvolvimento do caça de 5ª geração (KFX).

 Defense Acquisition Program Administration (DAPA) da Coréia do Sul  anunciou a decisão após uma reunião do comitê diretor presidido pelo ministro da Defesa, Han Min-koo, em 30 de março.

A DAPA acrescentou na reunião que ele também havia aprovado um plano de modernização do sistema de defesa aérea  PAC-2 (Patriot Advanced Capability-2) existentes, bem como os sistemas PAC-3 adquiridos para melhorar as capacidades de defesa contra mísseis balísticos no país. A Raytheon foi selecionada para atualizar os mísseis do PAC-2 , enquanto a Lockheed Martin é esperada para modernizar o PAC-3.

O anúncio sobre os mísseis vem na sequência da notificação da Agência de Cooperação de Defesa e Segurança dos EUA em novembro sobre uma possível venda de 136 unidades do PAC-3 para a Coréia do Sul, em um programa orçado em 1.4 bilhões de dólares.

Em relação ao KFX, A DAPA disse que a KAI tinha sido selecionada para entrar em negociações para realizar o programa de desenvolvimento à frente de sua rival Korean Air. Na licitação para o programa KFX, a KAI fez uma parceria com a Lockheed Martin, enquanto a Korean Air fez uma parceria com a Airbus.

"Depois de revisar seu plano de desenvolvimento, capacidade e preço de compra pela equipe de avaliação composta por funcionários do governo e especialistas, nós selecionamos a KAI como o candidato preferido", disse a DAPA. Ele acrescentou que planeja fazer uma seleção final sobre o desenvolvedor do KFX durante o primeiro semestre de 2015 na sequência das negociações com a KAI que será focada em "preço e tecnologias".

A KAI e a Korean Air, que realizam programas militares através de sua divisão Aerospace, apresentaram as suas respectivas propostas para o programa KFX em fevereiro. Um concurso anterior foi anulado pela DAPA quando apenas uma empresa, a KAI, apresentou uma proposta. As regras da Coréia do Sul no setor da defesa ditam que, pelo menos, duas empresas devem apresentar propostas para contratos.

A KAI foi, no entanto, sempre considerada favorita para vencer a concorrência do programa. Ela já tinha uma parceria com a DAPA na fase de desenvolvimento inicial do KFX, e também já colaborou anteriormente com a Lockheed Martin para o desenvolvimento do T-50 Golden Eagle aeronave a jato de treinamento avançado e sua variante de caça leve, a FA-50.

Fonte: GBN com agencias de notícias
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Embraer recebe pedido firme por 17 E-Jets da Air France-KLM avaliado em US$764 mi

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A fabricante de aeronaves Embraer anunciou nesta segunda-feira que recebeu um pedido firme de 17 E-Jets do Grupo Air France-KLM, com valor estimado de 764 milhões de dólares com base em preços de lista, segundo comunicado da empresa.
O pedido firme é composto de 15 jatos E175 e dois E190 para a KLM Cityhopper, subsidiária regional da KLM. Sua inclusão na carteira de pedidos da Embraer ocorrerá no primeiro trimestre deste ano.
O contrato, que inclui opções para 17 E-Jets adicionais, pode chegar a 1,5 bilhão de dólares se todas as opções forem exercidas. As aeronaves adicionais podem ser entregues para a KLM Cityhopper ou para a HOP!, subsidiária regional da Air France.
A entrega do primeiro E190 está programada para ocorrer até o final do ano, ao passo que o primeiro E175 vai se juntar à frota da KLM Cityhopper no primeiro semestre de 2016, disse a Embraer em comunicado.

"Eles vão se juntar aos 28 E190 que atualmente operam com a KLM Cityhopper, substituindo os 19 jatos Fokker F70 restantes, que a companhia aérea está retirando de operação", disse a empresa em comunicado.

Fonte: Reuters
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Sarkozy vence eleição local na França, extrema direita obtém ganhos limitados

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O partido francês de extrema direita Frente Nacional obteve apenas ganhos limitados neste domingo nas eleições locais na França, vencidas pelos conservadores liderados pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy.
A FN, contrária à imigração e contrária ao euro, deve conquistar até 108 assentos nos conselhos locais, contra apenas um assento que detém atualmente. O resultado, no entanto, não será suficiente para dar ao partido o controle de sequer um conselho dos 102 "departamentos", segundo pesquisas boca de urna.
O partido UMP, de Sarkozy, e seus aliados devem ficar com entre 66 e 70 departamentos, acima dos 41 atuais, enquanto os socialistas, que estão no governo, devem perder metade dos 61 departamentos que tinham antes da eleição, apontou a pesquisa boca de urna da CSA para a BFMTV. Outras pesquisas mostraram resultados parecidos.
A conquista de dois terços dos departamentos será um impulso para Sarkozy, cuja volta ao comando do UMP há quatro meses é contestada por outras lideranças veteranas do partido.
“Os franceses rejeitaram de forma maciça as políticas do (presidente francês) François Hollande e seu governo”, disse Sarkozy a simpatizantes de seu partido. "A hora da mudança é agora."
A líder da FN, Marine Le Pen, tenta a estratégia de ampliar sua base local para estar melhor posicionada para as eleições nacionais, mas tem sofrido para transformar uma crescente popularidade em vitórias eleitorais.
As primeiras pesquisas boca de urna apontaram que a FN ficaria com até dois departamentos, mas o partido reconheceu posteriormente que esse resultado não seria alcançado. A legenda, no entanto, disse que a conquista de tantos assentos vai ajudar a disseminar suas ideias.

"No segundo turno nós sabíamos que o sistema eleitoral permitiria que os cúmplices do UMPS dividissem a torta entre si", disse o pai de Le Pen e fundador da FN, Jean-Marie Le Pen, numa referência ao UMP e ao Partido Socialista (PS).
"VITÓRIA" PARA A FN
"Mas é uma vitória para a FN", acrescentou ele, lembrando que o partido conquistou um em cada quatro votos no primeiro turno da eleição local.
Já Marine Le Pen chamou o resultado de “as fundações para a grande vitória de amanhã”.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, cuja administração profundamente impopular está tentando dar sinais modestos de recuperação da segunda maior economia da zona do euro, reconheceu a derrota e disse que o governo vai introduzir novas medidas para impulsionar o emprego e os investimentos público e privado.
“A extrema direita é forte, muito forte. Os resultados são um desafio para todos os democratas”, afirmou ele. “Este é um sinal de uma reviravolta duradoura da paisagem da nossa política e vamos todos precisar tirar lições disso.”
A FN, que liderou as eleições para o Parlamento Europeu na França no ano passado, pretende fazer novos progressos nas eleições regionais marcadas para dezembro. Pesquisas apontam que Le Pen chegaria ao segundo turno das eleições presidenciais de 2017, mas não venceria.

Fonte: Reuters
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Carta de Putin para a cúpula árabe gera forte ataque da Arábia Saudita

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A Arábia Saudita acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de hipocrisia, no domingo, dizendo durante uma reunião de cúpula dos países árabes, que ele não deveria expressar seu apoio ao Oriente Médio ao mesmo tempo em que gera instabilidade ao apoiar o líder sírio, Bashar al-Assad.
Em uma atitude surpreendente, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, anunciou que uma carta de Putin seria lida durante a reunião no Egito, onde líderes árabes discutiam sobre uma série de crises regionais, incluindo os conflitos na Síria, Iêmen e Líbia.
"Nós apoiamos as aspirações dos árabes para um futuro próspero e para a resolução de todos os problemas que o mundo árabe enfrenta, através de meios pacíficos, sem qualquer interferência externa", disse Putin, na carta.
Seus comentários desencadearam um forte ataque do ministro das relações exteriores saudita, príncipe Saud al-Faisal.
"Ele fala sobre os problemas no Oriente Médio como se a Rússia não estivesse influenciando esses problemas", disse ele à cúpula, logo depois que a carta foi lida.
As relações entre Arábia Saudita e a Rússia têm estado frias, devido ao apoio de Moscou ao presidente Assad, a quem Riad se opõe. A guerra civil entre as forças de Assad e os rebeldes, já custou mais de 200 mil vidas em quatro anos.
"Eles falam sobre as tragédias na Síria enquanto eles são parte essencial das tragédias que atingem o povo sírio, ao armar o regime sírio muito acima e além do que ele precisa para lutar contra o seu próprio povo", disse o príncipe Saud.
"Espero que o presidente russo corrija isso, para que as relações do mundo árabe com a Rússia possam ficar num melhor nível."
A reprovação saudita pode ter deixado o Egito, anfitrião da reunião de cúpula, numa posição desconfortável, já que o país depende fortemente do apoio de bilhões de dólares da Arábia Saudita e de outros aliados árabes do Golfo, mas também melhorou sua ligação com Moscou.

Em fevereiro, Putin foi muito bem recebido no Egito, sinalizando uma reaproximação.
Fonte: Reuters
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Arábia Saudita assume papel de líder regional e lidera coalizão no Iêmen

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Dentro de um período de 24 horas, o rei Salman da Arábia Saudita, estabeleceu o reino como o líder do mundo árabe e realinhou potências regionais para estabelecer uma aliança formidável para afastar a influência iraniana na região.

O lançamento da operação "Tempestade" foi decisiva no jogo por meses desde a acensão de Salman Bin Abdul Aziz ao trono da Arábia Saudita, de acordo com analistas sauditas

A operação também abordou preocupações internas sobre a presença dos Houthi ao longo das fronteiras no sul do reino, de acordo com o analista político regional e autor Ali Shihabi.

"Esta operação é um movimento muito significativo para a Arábia. Antes de tudo, aborda a opinião pública saudita, que foi ficando cada vez mais preocupada com o poder iraniano em torno do reino e a impotência percebida com fato dos EUA estarem recuando diante das questões na região arábica, deixando assim a arena livre para o Irã expandir sua influência. Assim, o fato de que a Arábia passou a adotar medidas agressivas, agora se tornou fonte de grande satisfação do público dentro do reino ", disse ele.

"Esta etapa também reflete o surgimento dos dois líderes mais jovens, em vez do próprio rei.: O príncipe herdeiro Nayef bin Muhammad e o ministro da Defesa e chefe da corte real príncipe Muhammad bin Salman. Tal política pró-ativa não é em estilo tradicional da Arábia, acho que esses dois líderes mais jovens desempenharam um papel chave impulsionando a liderança. Sua credibilidade por sua vez, será fortemente impactado pelo sucesso ou fracasso dessa operação ", acrescentou.

Os ataques aéreos de precisão foram realizados com base em informações colhidas em operações de inteligência ao longo dos últimos meses para identificar os potenciais alvos, disse o analista militar e de segurança saudita Ibrahim Al-Merie.

"As operações que foram realizadas incluíram vigilância eletrônica das capacidades e equipamentos eletrônicos utilizados pelas forças leais ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh e pelas forças Houthi", acrescentou.

A coleta de informações para os ataques aéreos sauditas no Iêmen tem sido apoiada por forças norte-americanas na região, disse Mustafa Alani, diretor do programa de segurança militar e do Centro de Pesquisas do Golfo.

"As capacidades ISR necessárias para a segmentação não estão presentes nos países membros da coalizão, mas foram fornecidas pelos EUA", disse ele.

Além disso, a participação dos EUA nas atividades da coalizão incluem também a proteção do Golfo de Aden e o estreito de Bab el-Mandeb, de acordo com o general Lloyd Austin, comandante do  US Central Command, al-Merie afirmou.

"A operação atual tem sete estágios: primeiro é a destruição dos sistemas de poder aéreo e de defesa aérea do Iêmen, seguido por neutralizar completamente a defesa aérea, em seguida, o estabelecimento de superioridade aérea", disse al-Merie.

A quarta etapa é o estabelecimento de controle completo sobre o teatro de operações, seguida pela prisão de figuras-chave e, finalmente, a retomada do teatro de operações por forças iemenitas.

De acordo com al-Merie, as forças terrestres que serão enviadas, será formada a partir das forças especiais iemenitas, tribos e facções leais ao presidente Mansour Hadi Abdrabbu, enquanto as forças da coalizão árabes estarão prontas para intervir e fornecer apoio aéreo para as operações terrestres.

A resposta iraniana tem sido um choque, de acordo com Alireza Nourizadeh, diretor do Centro com sede em Londres de Estudos Iranianos árabes.

"Fui informado por fontes do governo iraniano de que o Conselho de Defesa iraniano se reuniram em desordem na quinta ás 3:00hrs da manhã em Teerã, ao receber a notícia dos ataques aéreos", disse ele.

"O governo iraniano tinha calculado mal a resposta regional e também calculou mal a resposta americana. Fontes do governo iraniano tem dito que a administração Obama nos apoia e suporta os Houthis porque os Houthis conterá a al-Qaeda no Iêmen.

"Os serviços de inteligência iranianos nem sequer anteciparam esse ataque, como os canais de televisão nacionais, apenas algumas horas antes dos ataques começarem, foram publicar notícias sobre as facções Houthi que controlam a cidade de Aden, no sul e que o presidente Hadi fugiu do país," Nourizadeh disse.

A falha do serviço de inteligência iraniano no Iêmen, é devido ao fato de que o Irã inicialmente achou fácil entrar e exercer o controle do país, disse Nourizadeh.

"Esta ação no Iêmen é diferente ao que está acontecendo no Iraque. O Iêmen está mais longe do que o Iraque é do Irã e agora, após a colocação de sistemas de mísseis, sistemas de inteligência e vigilância no Iêmen, como eles serão capazes de recuperá-los", disse ele .

A coalizão regional formada por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Qatar, Jordânia, Marrocos, Egito e Sudão, bem como o Paquistão tem sido formada por meses.

O maior indicador foi a reversão da política externa do Sudão, que era um aliado próximo do Irã.

"O Sudão tem mudado a sua política externa desde fevereiro e deu um passo muito mais próximo aos países do Golfo", disse uma fonte do governo dos Emirados Árabes Unidos. "A visita do Presidente Omar Al-Bashir durante a IDEX2015 em Abu Dhabi e sua visita à Arábia Saudita na semana passada delineou a sua participação", acrescentou a fonte.

Além disso, as visitas em março pelo presidente turco Reccip Tayep Erdogan e as suas declarações recentes voltaram a Turquia de volta a esfera política do golfo após a separação devido ao seu apoio a Irmandade Muçulmana.

Dentro do cenário atual das operações, a ideia será a de colocar pressão sobre Saleh e os Houthis para vir à mesa de negociações, de acordo com o analista de assuntos geopolítico baseado no Golfo Pérsico Theodore Karasik.

"A campanha aérea também é projetada para tirar o máximo de equipamentos militares dos Houthi. É importante pensar que as armas e capacidades Houthi são semelhantes ao Hezbollah, dado que ambos são fornecidos pelo mesmo promotor, o Irã", disse ele.

"Os Houthis têm sistemas que podem atingir praticamente qualquer lugar na Arábia Saudita e na porção inferior do Golfo," acrescentou Karasik . "Em termos de operações assimétricas eles são capazes de atingir alvos terroristas típicos, tais como edifícios do governo e marcos podendo incluir hotéis e infra-estrutura."

Quanto mais tempo a campanha continua, mais dano será feito a estabilidade em torno do sul da Península Arábica, disse , Karasik.

Durante as reuniões da cúpula árabe na semana passada no Cairo, chanceleres da Liga Árabe anunciaram um acordo para formar uma força de ataque conjunta árabe para intervenção rápida em pontos conturbados da região.

Fonte: GBN GeoPolítica Brasil com agências de notícias
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Restaurado, “Katiucha” será destaque no Dia da Vitória em Tula

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Empresa estatal NPO Splav restaurou o clássico lançador múltiplo de foguetes BM-13, conhecido como Katiucha. Aposentado desde o surgimento dos modernos sistemas Grad, Smertch e Uragan, o Katiucha participará de desfile no Dia Vitória em Tula, em 9 de maio.

Para preparar o Katiucha para o desfile do Dia da Vitória em sua cidade-natal, a equipe responsável da NPO Splav se deparou com uma tarefa cara e extensa. “O Katiucha está há 20 anos em exposição sobre o pedestal, sobreviveu a um incêndio e hoje não pode se locomover pelos próprios meios”, conta um dos funcionários da equipe.
Estima-se que os custos para restauração do ZIS-5, caminhão de porte médio sobre o qual o sistema está montado, cheguem a 1 milhão de rublos. Mas o pessoal envolvido no projeto tem certeza de que esforço e o investimento valem a pena, e os trabalhos já estão perto do fim.
“Há um outro exemplar do ZIS-5 na Mosfilm, em condições bem melhores, mas não pode lançar foguetes como o nosso”, diz o chefe do departamento de transportes da Splav, Serguêi Kiriltsev.
Em Astana, capital do Cazaquistão, também há plano de expor o clássico Katiucha no setor histórico do desfile que vai celebrar o 70º aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazista. Com o objetivo expor o equipamento, foram removidos alguns exemplares de pedestais e monumentos, e depois restaurados.
“Esses equipamentos há muito deixaram nossas reservas para se tornarem monumentos. Somente após a total restauração pela empresa Kazakhstan Engineering, é que elas voltaram a funcionar”, diz Jumabek Khasenov, vice-comandante de Educação Ideológica das Forças Terrestres do Cazaquistão.
Fabricado na cidade de Tula, o lançador de foguetes Katiucha, montado sobre o chassi do caminhão médio ZIS-5V, provou seu valor durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, as qualidades exibidas nos combates foram fruto de uma reviravolta radical no design do equipamento ainda durante a guerra.
Na época, o processo de simplificação do veículo exigiu que a cabine fosse construída de madeira compensada, e os trilhos lançadores, de metal laminado. Foram retirados os freios das rodas dianteiras (para desacelerar era necessário o uso de freio-motor ou até mesmo o de mão), bem como o farol direito e os bancos de passageiros.
Vitrine militar
Embora o desfile em Moscou também apresente um setor histórico, os Katiuchas não irão desfilar sobre os paralelepípedos da Praça Vermelha. Os espectadores terão de se contentar apenas com os tanques T-34 e os obuseiros autopropulsados SU-100.
Porém, o desfile no Dia da Vitória deste ano servirá de “vitrine” para a demonstração das mais recentes tecnologias de defesa da Rússia, algumas que ainda nem entraram em produção em série. É o caso do obuseiro autopropulsado Koalitsia-SV, do tanque principal de combate Armata e dos veículos de combate de infantaria Kurganets 25, bem como dos novos blindados sobre rodas Boomerang e antiminas Typhoon, fabricados pela Kamaz.  
Enquanto estes exemplares secretos treinam cobertos por camuflagem em Alabino, nos arredores de Moscou, o Exército recebeu os complexos de mísseis para defesa costeira Bal e Bastion.
A Parada da Vitória deste ano, em 9 de maio, será a maior da história do país: está prevista a participação de 194 veículos blindados, 150 aeronaves e 14.000 soldados. 
Fonte: Gazeta Russa
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Assad diz que EI se expandiu desde começo de ataques aéreos dos EUA

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O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse durante entrevista a uma rede de televisão dos Estados Unidos que o Estado Islâmico, que tomou diversos territórios na Síria e Iraque, ganhou recrutas desde o começo dos ataques aéreos liderados pelos EUA contra o grupo militante.
Perguntando sobre o benefício que estava ganhando dos ataques na Síria que começaram em setembro do ano passado, Assad disse ao programa "60 Minutes", da rede CBS: "Algumas vezes você pode ter benefício local, mas no geral, se você quer falar em termos de Estado Islâmico, na verdade o Estado Islâmico expandiu desde o começo dos ataques aéreos".
Assad, que tem lutado contra islâmicos e outros rebeldes desde 2011, disse na entrevista transmitida no domingo que é estimado que o Estado Islâmico esteja atraindo mil recrutas por mês na Síria.
"E Iraque - eles estão se expandindo - na Líbia e - muitos outros - organizações afiliadas a Al Qaeda anunciaram aliança ao Estado Islâmico. Então esta é a situação", disse Assad.
Washington está buscando um acordo negociado para a guerra civil na Síria que exclua Assad, mas deixou claro que sua prioridade no país é lutar contra militantes do Estado Islâmico.
Perguntado sobre em quais circunstâncias sairia do poder, Assad disse: "Quando eu não tiver apoio público. Quando eu não representar os interesses e valores sírios".
Em resposta a questão sobre como determinaria que apoio teria entre os sírios, o presidente disse: "Eu não determino. Eu sinto. Estou em contato com eles".
Fonte: Reuters
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França multiplica ‘assassinatos de Estado’ no exterior

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GOVERNO DE FRANÇOIS HOLLANDE INTENSIFICA USO DO RECURSO NA LUTA CONTRA TERROR E TRANSFORMA PAÍS EM UMA MÁQUINA DE GUERRA SECRETA

Nunca, desde a Guerra da Argélia, um presidente da França mandou perseguir e executar tantos “inimigos” da República fora de suas fronteiras quanto François Hollande. Antes mesmo dos atentados de Paris em janeiro, os assassinatos de Estado já haviam se transformado em um recurso frequente na luta contra o terrorismo internacional, e colocam o país como uma máquina de guerra secreta que só perde para os Estados Unidos de George W. Bush e Barack Obama.
A política de extermínio comandada pelo chefe de Estado socialista foi revelada no livro Les Tueurs de la République (Os Assassinos da República, em tradução livre), escrito por Vincent Nouzille, jornalista independente, ex-repórter especial da revista L’Express. Ela responde pelo nome de “Operações Homo”, de “homicídios”. Ou melhor, ela não responde por nenhum nome, já que oficialmente o Palácio do Eliseu não reconhece a existência de tais ações, definidas pelo autor como “ultrassecretas”.
As “Operações Homo” não são uma novidade nos serviços secretos da França. Criadas pelo presidente Charles De Gaulle em 1958 para eliminar os mercadores de armas que abasteciam o movimento independentista Frente de Libertação Nacional (FLN), na Argélia, a prática se estabeleceu e ganhou método e estrutura ao longo dos anos. Ela foi usada, por exemplo, por François Mitterrand para caçar e prender Carlos, o Chacal, no Sudão em 1994. Sem surpresas, passou a ser cada vez mais empregada a partir do 11 de Setembro, da guerra ao terror contra a Al-Qaeda e suas derivadas, e da Guerra do Afeganistão, contra o Taleban.
Trata-se, segundo Nouzille, de operações clandestinas, realizadas no exterior, como prevenção a ameaças à segurança nacional ou de vingança por atentados cometidos contra interesses da França. Seus protagonistas são anônimos, agentes de exceção, supertreinados, integrantes do Grupo Alfa, uma unidade especial que tem duas missões. A primeira é executar as ordens de eliminação de alvos específicos emitidas pelo presidente em pessoa. A segunda é sobreviver. Em caso de prisão ou de morte, os agentes não são reconhecidos como membros da segurança da França.
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Em um livro com base em documentos e fontes anônimas, Nouzille – um jornalista reputado como preciso, rigoroso e talentoso em Paris -, faz a cronologia de operações bem ou malsucedidas realizadas até aqui. O autor aborda, por exemplo, o fracasso da operação Rainbow-Warrior, em 1985, que sabotou e afundou um navio do Greenpeace que pretendia protestar perto do Atol de Mururoa, local de testes nucleares franceses no Oceano Pacífico, ou ainda a operação para eliminar Hazrat Ali, um dos líderes taleban no Afeganistão, em 2012, considerado responsável por uma emboscada a tropas francesas que deixou 10 mortos e 20 feridos.
Retraçar a cronologia das operações mais relevantes permitiu a Nouzille chegar a uma informação-chave: a de que a França jamais praticou tantos assassinatos de Estado quanto na gestão de Hollande, iniciada em 2012. Afeito aos temas militares, o atual presidente acentuou a posição intervencionista de Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy, transformando os serviços secretos e as forças especiais ligadas ao Grupo Alfa em uma das mais ativas células clandestinas antiterrorismo do Ocidente, atrás apenas dos EUA. “Poucos países têm o interesse ou a capacidade de projetar ao exterior pequenas equipes ou grandes meios para realizar esse tipo de operação”, explicou Nouzille ao Estado. “No campo ocidental, alemães, italianos ou espanhóis, por exemplo, não têm esses meios. Os únicos países são Grã-Bretanha e EUA.”
Segundo Nouzille, Londres freou o uso dessa estratégia desde a segunda guerra do Iraque, que provocou um terremoto político no país, abreviando a carreira de Tony Blair. “Não há muitos países com vontade de intervir. Os americanos aumentaram a potência de seu programa de assassinatos com os drones, decidido por George W. Bush e Barack Obama. Nem mesmo a Grã-Bretanha tem a pretensão de realizar esse tipo de operação, complicada e arriscada”, diz o autor, que tem dúvidas sobre a eficiência dessas ações, que podem expor as nações que as praticam à vingança terrorista.
Les Tueurs de la République foi finalizado pouco antes dos atentados de Paris de 7, 8 e 9 janeiro, cometidos por células da Al-Qaeda em nome do Estado Islâmico. Até aqui, diz Nouzille, foi impossível saber se há uma aceleração do programa de assassinatos de Estado. “As primeiras informações desde janeiro indicam que a França não mudou suas práticas”, afirma.
Não mudar, no caso, significa perseguir a estratégia de execuções cirúrgicas. Em 5 de fevereiro, um ataque com drone matou Hareth Al-Nadhari, chefe religioso da Al-Qaeda na Península Arábica, no Iêmen. Al-Nadhari havia ameaçado a França com atentados terroristas.
FONTE: Estadão via Forças Terrestres
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Força Aérea da China faz exercícios militares no oeste do Pacífico

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A Força Aérea da China realizou o seu primeiro exercício sobre o oeste do Oceano Pacífico nesta segunda-feira, disse o Ministério da Defesa, uma iniciativa que pode aumentar as tensões com os vizinhos do Mar do Sul da China, entre eles Taiwan e Filipinas.
Os aviões realizaram exercícios sobre o Oceano Pacífico depois de voarem sobre o Canal Bashi, disse Shen Jinke, porta-voz da Força Aérea. O canal fica entre Taiwan e Filipinas e é reivindicado por ambos.
O ministério divulgou fotos de aviões de bombardeio estacionados na pista junto com as tripulações. Os jatos retornaram no mesmo dia, disse o órgão.
Essa é a primeira vez que a Força Aérea chinesa realiza exercícios em espaço aéreo tão distante da costa do país, segundo a Xinhua, agência de notícias oficial. O porta-voz Shen Jinke declarou que os exercícios eram compatíveis com o que outros “grandes países” regularmente fazem.
O comportamento cada vez mais agressivo da China em relação às disputadas águas do Mar do Sul da China tem deixado muitos dos seus vizinhos inquietos. Pequim reivindica quase que todo o mar, que contém grandes reservas de óleo e gás.
Fonte: Reuters
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Com 309 mil toneladas de urânio, Brasil tem a sétima maior reserva do mundo

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O Brasil possui atualmente, segundo dados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a sétima maior reserva de concentrado de urânio do mundo, de 309 mil toneladas. Considerando as reservas ainda não exploradas, o país tem potencial para alcançar a primeira posição deste ranking nos próximos anos, de acordo com o novo presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Aquilino Senra, nomeado na semana passada.


Formado em Física na Uerj, Senra fez mestrado e doutorado em Engenharia Nuclear na UFRJ, onde estava lotado como vice-diretor da Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) e é considerado uma das principais autoridades do país no assunto. Para que o Brasil avance, no entanto, ele diz que é necessário não só ampliar a extração do minério, atualmente restrita à mina de Caetité, na Bahia, mas também as outras etapas do processo de beneficiamento até chegar ao combustível atômico de fato.

— O Brasil tem um “pré-sal de urânio” por explorar, em termos de potencial energético. Mas, assim como no pré-sal de petróleo, existe uma diferença entre ter as reservas e elas serem de fato exploradas. Isso exige recursos e tempo — pondera.

Segundo dados das INB, os investimentos necessários até 2020 são de R$ 2,42 bilhões, sendo 64% (R$ 1,55 bilhões) destinados à fase do enriquecimento do material, ou seja, a separação dos átomos de maior potencial energético (U235) dos átomos comuns da substância (U238) por meio de centrífugas.

Por que a mudança na diretoria das Indústrias Nucleares do Brasil?

A INB é uma empresa mista, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e a mudança é normal. Em toda e qualquer empresa se busca o aperfeiçoamento. Se houve outros motivos, não sei. A diretoria é toda de técnicos especializados, “da casa”. O forasteiro sou eu, mas tenho muito contato com o setor nuclear devido à minha formação.

Como vê o quadro atual do setor no país?

Minério nós temos. O que precisamos é alocar recursos para atender à demanda. Nós temos um pré-sal em termos de riqueza energética com as reservas de urânio. Nesse quesito, o Brasil hoje está atrás de Austrália, Cazaquistão, Rússia, África do Sul, Canadá e Estados Unidos. Isso é o que tem prospectado. Mas, no caso do Brasil, apenas cerca de 25% do território nacional foi prospectado. A tendência é o Brasil ir para o primeiro lugar dessa lista.




O que precisa ser feito para isso?

Uma coisa é ter as reservas, outra coisa é ser capaz de explorá-las. Com o petróleo é assim, e com o urânio não será diferente. Tem o custo das obras em si, fora o licenciamento ambiental.

O objetivo é abastecer apenas o mercado interno?

Os planos da China são de aumentar sua capacidade de produção de energia nuclear de 7 giga-watts para 80 giga-watts em dez anos. Isso vai demandar minério e serviços de beneficiamento de todo o mundo. Só que o primeiro reator da Coreia do Sul, por exemplo, é “irmão gêmeo” do reator de Angra 1. Hoje, eles lá tem 21 e nós ainda não terminamos o terceiro.

O Brasil ficou para trás?

O Brasil tinha uma política de geração de energia com forte base nas hidrelétricas, que acabou sendo impactada pela falta de reservatórios, com a construção das usinas de fio d’água. Houve uma indefinição sobre qual seria o tamanho do programa nuclear brasileiro nas décadas passadas, e não se fez os investimentos necessários. Hoje, a INB importa os materiais para a construção de Angra 3.

Quais serão as prioridades na INB?

É preciso definir, e isso é uma discussão que tem que ser retomada com todo o setor e todos os níveis do governo, o quanto de energia nuclear vai compor a matriz energética brasileira (atualmente, a parcela é de 2,7%). Um ponto fundamental no programa nuclear brasileiro é aumentar a produção do minério de urânio. A extração não está sendo feita na dimensão que precisa. O Brasil tem reservas de 309 mil toneladas de pasta de urânio (chamada de yellow cake, “bolo amarelo”, é um processado do minério que precisa ser transformado em gás para a separação dos isótopos mais “valiosos” energeticamente, depois reconvertida em pastilhas, usadas então como combustível nas usinas nucleares).

E o nível de consumo atual?

Angra 1 e Angra 2 consomem hoje o equivalente a cerca de 400 toneladas por ano, que é a capacidade máxima da Mina de Caetité, que tem reservas de 94 mil toneladas. É preciso ampliar Caetité para 800 toneladas por ano e, ainda, começar a exploração da nova mina (de Santa Quitéria, no Ceará), que tem mais 91 mil toneladas estimadas em reservas, e adicionaria 400 toneladas por ano.

O país precisa evoluir mais no processamento do urânio?

O acordo com a Alemanha, na década de 1970, previa uma transferência de tecnologia que nunca se efetivou. A tecnologia de enriquecimento só nove países dominam. É coisa que não se vende nem se transfere. E dos nove que detêm a técnica de beneficiamento, apenas três possuem reservas do minério e usam efetivamente a energia nuclear: Brasil, Estados Unidos e Rússia. O Brasil precisa ainda ampliar as instalações para as etapas intermediárias do processamento, da transformação da pasta de urânio nas pastilhas de combustível. Mesmo assim, o país conseguiu construir seu programa nuclear, sem alarde, diferentemente do Irã, por exemplo.

Mas isso porque sinalizou o uso pacífico desde o início.

Exato. Esse uso pacífico virou até artigo na Constituição de 1988. E o Brasil também foi rápido em assinar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.

Além da eletricidade, que aplicações práticas da energia nuclear têm se destacado?

Uma das principais é a produção dos chamados radioisótopos, que hoje em dia são fundamentais para cerca de 750 mil exames e procedimentos médicos por ano. Antes, para identificar um problema coronariano, por exemplo, a pessoa era submetida de imediato a um cateterismo, que é invasivo. Hoje, com os radioisótopos, é possível verificar se há ou não necessidade do cateterismo. Também são usados no tratamento de câncer. Antes, era uma fonte de cobalto, que afetava outras áreas do corpo além da que se localizava o tumor. Os radiosótopos minimizam os danos aos tecidos saudáveis dos pacientes.

Ainda assim, o público continua a associar energia nuclear a bombas atômicas e acidentes em usinas.

O lançamento das bombas de Nagasaki e Hiroshima, na Segunda Guerra Mundial, se “colou” à imagem da energia nuclear. Mas, atualmente, cerca de 16% de toda a eletricidade gerada no planeta tem fonte nuclear. É a eletricidade usada por mais ou menos um bilhão de pessoas. É a única forma de geração de energia que não emite gases estufa. Houve três acidentes em usinas em toda história da energia nuclear: Three Mile Island (EUA, 1979), Chernobyl (Rússia, 1986) e Fukushima (Japão, 2011). Os benefícios, a meu ver, são claramente superiores aos riscos. Mas o acidente de Fukushima, em 2011, decretou uma espécie de moratória na discussão dos projetos. Nomes importantes do movimento ambiental, como Patrick Moore (fundador do Greenpeace) e James Lovelock (do Gaia Theory) vinham revisando seus conceitos sobre a energia nuclear, mas aquelas imagens chocantes reapareceram.

E quanto ao lixo radioativo?

O depósito desses rejeitos requer uma preocupação especial, sem dúvida. Os ambientalistas têm se posicionado sobre o significado de um legado desses para gerações futuras. E têm que se posicionar mesmo. Não só quanto a essas mas quanto a outras questões. Mas existem soluções técnicas. O físico Carlo Rubia, vencedor do prêmio Nobel, propôs um processo que reduz o tempo de atividade deste material de milhares de anos para 200 anos. Nomes importantes do movimento

Mesmo assim, são 200 anos...

Ainda parece muito, e é, mas trata-se de um prazo mais manejável, em uma perspectiva de longo prazo.


Fonte: O Globo
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