segunda-feira, 31 de outubro de 2011

EUA querem reforçar presença militar no golfo Pérsico, diz jornal

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O governo dos Estados Unidos planeja reforçar a presença militar no golfo Pérsico após a retirada das tropas do Iraque anunciada pelo presidente Barack Obama, informa o jornal "The New York Times".

A publicação, que menciona altos funcionários do governo e diplomatas que pediram anonimato, destaca que o reposicionamento pode incluir novas forças de combate no Kuait em condições de responder a um colapso da segurança no Iraque ou a um confronto militar com o Irã.

Obama anunciou há algumas semanas que todas as tropas americanas deixarão o Iraque até o fim do ano, concluindo uma longa guerra que gerou profundas divisões políticas e distanciou Washington de seus aliados.

Após quase nove anos, com as mortes de mais de 4.400 militares americanos e de dezenas de milhares de iraquianos, assim como os gastos bilhões de dólares, Obama afirmou que o último soldado americano deixará o país de cabeça erguida.

Depois de pressionar sem êxito o governo Obama e o governo iraquiano para que permitissem a manutenção de 20 mil soldados no Iraque depois de 2011, o Pentágono agora estuda uma alternativa, segundo o veículo.

Além das negociações com o Kuait, o governo americano examina o envio de mais navios de guerra às águas internacionais da região.

O governo Obama também pretende ampliar os vínculos militares com os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo Arábia Saudita, Kuait, Bahrein, Qatar, Emiratos Árabes Unidos e Omã, segundo o jornal

Fonte: France Presse
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Iraque poderá se defender totalmente após 2020, diz relatório

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O chefe de Defesa do Iraque disse que as Forças Armadas do país não estarão totalmente preparadas para defender o Iraque contra ameaças externas até entre 2020 e 2024, segundo um relatório dos EUA divulgado neste domingo.

O tenente-general Babakir Zebari vem alertando repetidamente que as forças de segurança do Iraque, restauradas após a invasão de 2003 que derrubou o ditador Saddam Hussein, não estariam prontas por anos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou em 21 de outubro que as tropas americanas se retirariam completamente do Iraque até o final do ano, como programado sob um pacto de segurança de 2008 entre os dois países.

Tanto os líderes militares iraquianos quanto os norte-americanos disseram que o exército e a polícia são capazes de conter as ameaças internas de rebeldes sunitas e milícias xiitas que atacam continuamente, mas a defesa externa fica a desejar.

"O general Zebari sugeriu que o Ministério da Defesa não será capaz de executar todo o espectro de missões de defesa externa até em algum momento entre 2020 e 2024, citando (...) deficiências de financiamento como a principal razão para o atraso," disse o relatório da Inspeção Geral Especial da Reconstrução do Iraque (Sigir, na sigla em inglês).

Zebari disse que a força aérea não seria capaz de defender o espaço aéreo iraquiano até 2020 e não é capaz de sustentar operações de combate terrestre, segundo o relatório.

"Um exército sem uma força aérea fica exposto," Zebari disse, segundo o relatório.

O Iraque adiou a sua compra de caças F-16 no início deste ano para canalizar o dinheiro para programas sociais.

Autoridades disseram, no final de setembro, que o Iraque tinha assinado um acordo para a compra de 18 dos jatos de combate. A primeira entrega deve ocorrer daqui a vários anos.

Washington tem cerca de 39 mil soldados ainda no Iraque. No auge, teve cerca de 170 mil, durante a guerra. A violência caiu drasticamente depois do banho de sangue sectário de 2006-07, quando dezenas de milhares morreram.

À medida que tenta se reintegrar à região depois de anos como um pária, o Iraque está cautelosamente observando vizinhos como Irã, Arábia Saudita, Turquia e Síria.

Líderes iraquianos acusam os vizinhos de intromissão, e as autoridades militares dos EUA dizem que o Irã apoia as milícias xiitas no Iraque.

"Não temos inimigos, mas também não temos amigos de verdade," disse Zebari no relatório do Sigir sobre as relações do governo iraquiano com seus vizinhos.

Tropas americanas transferem-se para Kuwait

A administração de Barack Obama planeja aumentar presença militar dos EUA no golfo Pérsico depois de ter retirado as tropas americanas do Iraque em dezembro do ano corrente. No âmbito do projeto novas tropas dos EUA, prontas a reagir no caso de insegurança no Iraque ou confrontação militar com o Irã, vão reagrupar-se e podem instalar-se no Kuwait.

Junto com a transferência de tropas para o Kuwait, os Estados Unidos estão prevendo a possibilidade de enviar um número maior de navios militares para a região, através das águas internacionais. Ao mesmo tempo, tendo em conta a ameaça por parte do inimigo Irã, a administração do presidente americano tenta ampliar as relações militares com seis países-membros do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo (a Arábia Saudita, o Kuwait, o Bahrein, o Qatar, os EAU e Omã).

Os efetivos que os EUA vão instalar no Kuwait ainda estão em discussão. As negociações sobre o assunto vão terminar em breve.

Fonte: Reuters / Voz da Rússia
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Câncer acontece quando Lula é 'mais dominante' no Brasil, diz 'New York Times'

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O diagnóstico do câncer do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva repercutiu na imprensa internacional neste domingo.

O jornal americano The New York Times publicou uma reportagem na qual afirma que o diagnóstico do câncer acontece em um momento em que o ex-presidente é visto como dominante na política brasileira.

"A revelação da sua condição acontece em um momento em que ele ainda é admirado aqui como o líder político contemporâneo mais dominante do Brasil", escreve o jornalista do New York Times Simon Romero, do Rio de Janeiro.

"Desde que deixou a presidência, Silva, um ex-líder sindical, manteve ampla influência na política brasileira. Ele viajou muito dentro do Brasil e no exterior, fazendo discursos por cachês altos, e na semana passada ele apareceu ao lado [da presidente Dilma] Rousseff na inauguração de uma ponte na cidade amazônica de Manaus."

O New York Times diz que a notícia sobre Lula mostra um "contraste grande" em relação à forma como o presidente venezuelano, Hugo Chávez, revelou seu câncer, em junho.

Enquanto o brasileiro optou por revelar rapidamente a doença, Chávez "surpreendeu os venezuelanos" ao anunciar que já havia sido submetido a uma cirurgia, segundo o New York Times. O jornal também lembra que o venezuelano nunca revelou o tipo de câncer que teve.

Fonte: BBC / Estadão via Hangar do Vinna
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Israelense é condenada por divulgar segredos militares

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Um tribunal de Tel Aviv condenou a israelense Anat Kam, 24, a quatro anos e meio de prisão por espionagem e divulgação de documentos militares secretos, entregues ao jornal "Haaretz".

A jovem foi considerada culpada, em fevereiro passado, por ter repassado informações a um jornalista, quando cumpria serviço militar.

Segundo a acusação, Kam aproveitou-se das funções de secretária do general Yair Naveh, comandante da região militar central, que cobre a Cisjordânia ocupada, para se apoderar de 2.000 documentos, entre 2005 e 2007.

Graças a esses documentos, o jornal israelense publicou uma série de artigos sobre métodos polêmicos usados pelo exército de Israel. Em um deles, denunciava a instrução dada a soldados de realizar assassinatos de membros do movimento palestino Jihad Islâmica.

Fonte: France Presse
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Liga Árabe pede investigação de bombardeios israelenses

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A Liga Árabe pediu neste domingo uma investigação internacional sobre os bombardeios israelenses deste fim de semana na faixa palestina de Gaza e castigo com pena máxima aos culpados.

Em declarações à imprensa no Cairo, o subsecretário-geral para Assuntos dos Palestinos da organização, Mohammed Sabih, afirmou que com este ataque de Israel coloca em prática "uma política louca, cheia de terrorismo e extremismo em direção aos palestinos".

Os israelenses "estão repetindo os mesmos crimes e seguem com sua marca de morte, violência, racismo e opressão. Por esse motivo pedimos investigação destes crimes e penas máxima aos culpados", acrescentou.

De acordo com Sabih, esses atos pretendem "frustrar qualquer tentativa de tirar ao processo de paz da atual situação de estagnação".

O movimento islamita palestino da Jihad Islâmica anunciou neste domingo que havia chegado a um acordo de trégua com Israel, após 24 horas de ataques em Gaza e seus arredores, com nove de seus milicianos e um civil israelense mortos.

Segundo a agência de notícias palestina "Maan", a mediação egípcia foi que permitiu alcançar o acordo de trégua, em vigor desde as 6h da madrugada (2h de Brasília).

Fonte: EFE
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Marinha do Brasil adia submarino nuclear

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A Marinha do Brasil adiou mais uma vez o cronograma de conclusão do primeiro submarino nuclear brasileiro. Desta vez, para 2022/2023. Após fase de testes de mar e todas as avaliações técnicas, sua entrada em operação no oceano é prevista para 2025. As novas datas foram divulgadas ontem pelo comandante do Material da Marinha, almirante-de-esquadra Arthur Pires Ramos, durante visita do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), ao Centro Experimental Aramar, na cidade de Iperó, a 15 quilômetros de Sorocaba. Desde a década de 1980, quando Aramar foi inaugurado (8 de abril de 1988), a Marinha trabalhou com sucessivas datas para a conclusão do submarino: 1995, 2000, 2005, 2006 e 2007. ( Nota DefesaNet - Em ARAMAR é construído o reator nuclear gerador de energia elétrica para a propulsão do SN-BR).

Nos últimos anos, a projeção tinha sido estendida para 2020 e 2021. Em relação ao novo período, são trinta anos de atraso no cronograma do submarino. "Eu não só acredito, como tenho certeza de que (o submarino) vai sair do papel", disse Ramos. Temer, quando perguntado sobre quando acredita que o País terá o submarino nuclear em funcionamento, declarou: "Se Deus quiser, dois mil e logo. Quanto mais nós investirmos nessa tecnologia e nesse desenvolvimento, tanto melhor para o Brasil."

O diretor-geral do Material da Marinha (setor ao qual Aramar é vinculado e que cuida de submarinos, porta-aviões, aeronaves, navios de superfície) acrescentou: "Todo o processo de pesquisa e desenvolvimento envolve um grande risco. Tudo o que é pesquisado, a pesquisa de ponta pode dar certo e pode não dar certo, é inerente à pesquisa. E como esse empreendimento é típico de pesquisa e desenvolvimento, podem ocorrer eventualidades não previstas. Entretanto, o nosso projeto já ultrapassou o ponto de não retorno. Ele agora vai até o fim. E certamente os processos que já estão dominados levarão ao ciclo do combustível completo e ao desenvolvimento e construção do submarino". Ramos deixou claro que a visita de Temer a Aramar traz ao empreendimento o "prestígio" que ele representa e isso, na sua expectativa, poderá acelerar o programa nuclear da Marinha.

Atualmente, Aramar atravessa "uma ocasião favorável" e "a pleno vapor", segundo definições de Ramos, por conta de recursos anunciados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2007 e que são da ordem de R$ 1,040 bilhão num período de 8 anos -- o equivalente a repasses em torno de R$ 135 milhões ao ano. Ramos disse que "em princípio" não há intenção de pedir recursos adicionais ao governo federal, "a menos que se deseje acelerar ainda mais o programa (Aramar)". Esclareceu que a "agilização" do programa nuclear da Marinha não diz respeito apenas a recursos financeiros: "Nós temos que ter capacitação, é um projeto de ponta, é a fronteira do conhecimento e nós precisamos de capacitação, gente capacitada, para poder agilizar cada vez mais."

O submarino será um gigante de 9.200 toneladas e 110 metros de comprimento. O programa nuclear da Marinha para atingir esse objetivo foi iniciado em 1979, pelas mãos do vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, atualmente na reserva, até 2010 consumiu recursos da ordem de US$ 1,4 bilhão. Para a conclusão do programa, segundo a Marinha, são necessários investimentos de mais R$ 1,3 bilhão.

"Impressionadíssimo"

Após chegar em Aramar às 11h05, Temer ouviu uma exposição sobre o programa nuclear da Marinha. Terminado esse primeiro contato, em entrevista coletiva, ele disse: "Fiquei impressionadíssimo com a exposição que acabaram de fazer. O avanço tecnológico brasileiro é uma coisa extraordinária." Ele acrescentou que não conhecia Aramar, este era um velho sonho e adiantou que sairia dali "sensibilizado": "Isto pode fazer com que nós venhamos advogar um pouco a causa, que é dos recursos para esse projeto, não tem dúvida disso. Saímos daqui com a convicção de que nós vamos trabalhar nessa direção". Sobre se a Marinha pediu mais recursos além do que tem recebido, o vice-presidente disse: "Pelo que eu ouvi da exposição é claro que os recursos adicionais são sempre bem-vindos e são sempre pleiteados. A Marinha não chegou a pedir, mas sugeriu (recursos adicionais)."

Temer admitiu que o programa de produção de um submarino nuclear também fortalece a soberania brasileira. Ele informou que "concretamente" o governo vai investir muito na área de ciência e tecnologia, independentemente das necessidades em outros programas para serem enfrentados, o que inclui questões sociais. Na sua análise, o setor de reatores nucleares exige mão de obra qualificada e especializada: "Nesse quadro de reatores nucleares não há dúvida de que ela (mão de obra) é especializadíssima."

Ramos afirmou que Aramar traz uma série de benefícios à população: "Benefícios sociais, do tipo aumento da demanda por empregos, aumento da riqueza da região, e traz também benefícios indiretos como isótopos para a medicina, projetos de qualidade em meio ambiente, enfim, a população certamente é beneficiada com a presença do projeto nessa região." Ao chegar em Aramar, Temer tinha programação para ficar ali até 15h. Desembarcou no aeroporto de Sorocaba e seguiu de helicóptero para Aramar. Estava acompanhado do comandante da Marinha, Julio Soares de Moura Neto, dos deputados federais Gabriel Chalita e Edinho Araújo, ambos do PMDB, e do ex-prefeito de Sorocaba e ex-deputado federal Renato Amary (PMDB).

O vice-presidente visitou em Aramar as seguintes unidades: Oficina Mecânica de Precisão (Ofmepre), Usina de Hexafluoreto (Usexa), Laboratório de Teste da Propulsão (Latep), Oficina Mecânica de Equipamentos (Ofmeq) e o Laboratório de Enriquecimento Isotópico (LEI).

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Brasil usa crise mundial para ganhar espaço político

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A crise europeia está abrindo uma janela de oportunidade diplomática para o Brasil e o governo sabe disso. Diante dos apelos que vêm da zona do euro para que os emergentes auxiliem na recuperação da região, a decisão dentro do Palácio do Planalto é de que, sim, o país pode ajudar, mas quer contrapartidas que o fortaleça diante do cenário político-econômico global.

O alvo vai desde ampliar poderes dentro de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), até ganhar status maior dentro do cenário externo.

Fontes do governo e especialistas ouvidos pela Reuters concordam que o momento é bom para fortalecer o país lá fora, e ressaltam que o caminho econômico é o mais adequado.

"A atitude brasileira é legítima e justificada. As nações e as economias se fortalecem neste tipo de situação (de crise internacional)... Acho legítimo que o país busque ocupar o espaço que lhe cabe", afirmou uma importante fonte da equipe econômica à Reuters.

A intenção já tem ficado clara em discursos de importantes autoridades brasileiras. A própria presidente Dilma Rousseff afirmou que uma eventual ajuda à Europa poderia ocorrer via FMI, mas desde que respeitadas as reformas aprovadas em 2010, que elevaram a fatia dos emergentes no Fundo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também faz coro.

Na próxima semana, Dilma e Mantega vão participar da reunião do G20 --grupo com as vinte mais importantes economias do mundo--, onde vai ser discutida a situação global.
 
Em um encontro prévio, nesta semana, autoridades europeias chegaram a um acordo sobre medidas para enfrentar a crise de dívida soberana no continente e solicitaram ajuda dos emergentes. 

Um assessor próximo à Dilma argumenta que o G20 já representa melhor o desenho da nova geopolítica mundial, mas isso ainda não se transferiu para estruturas formais como a Organização das Nações Unidas (ONU), o FMI, o Banco Mundial e outros organismos. Isso poderia acontecer agora.

MEDIDAS NÃO RECESSIVAS

Na avaliação do governo brasileiro, o receituário de demissões em massa de funcionários públicos, adotado nas economias com maiores dificuldades na Europa, não soluciona o problema. Esse deve ser o tom do discurso de Dilma na reunião do G20 e nas conversas bilaterais que terá antes da cúpula.

Em Bruxelas, no início de outubro, Dilma já havia se posicionado contra "ajustes fiscais recessivos" para enfrentar as turbulências.

Especialistas também concordam que o Brasil tem de aproveitar o momento para fortalecer sua posição na cena externa.

"É um momento propício para uma guinada na história, já que os países emergentes estão saindo em socorro da Europa", disse o embaixador Roberto Abdenur, que ocupou o comando da diplomacia nos Estados Unidos e na China.

O professor Antonio Jorge Ramalho, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), ressalta que o atual governo tem adotado uma política externa mais discreta, com uma atuação mais de bastidor do que a vista na administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nem por isso a estratégia é menos eficiente.

Para ele, a crise tem dado ao país oportunidade de ganhar terreno também na área de cooperação internacional. Com os países ricos sofrendo restrições orçamentárias, o Brasil tem aumentado presença em lugares como África e Haiti por meio de acordos de cooperação, muitas vezes em articulação com outros emergentes.
 
"O governo está conseguindo ocupar espaços", afirmou o professor.

Para diplomatas de representações estrangeiras, nas questões políticas o Brasil ainda tem posição frágil e até agora não conseguiu estar à frente das discussões. No entanto, o pedido dos líderes europeus mostra que o país está em outro patamar nas questões econômicas da arena internacional.

"Têm algumas coisas que o Brasil não faz e deveria fazer. Por exemplo, tomar iniciativa de ajudar países não só com dinheiro, mas remédio, alimento --e não esperar uma coordenação internacional", disse um dos diplomatas, sob condição de anonimato.

Segundo uma fonte do Itamaraty, o Brasil quer ter papel de protagonista, participando de detalhes das discussões, e não ficar escanteado. "Não queremos ser chamados para assinar o acordo e posar para a foto", disse.

Fonte: Reuters


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Brasil lança primeiro VANT elétrico com tecnologia 100% nacional

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Este ano foi lançado com fins comerciais e de aperfeiçoamento tecnológico o primeiro VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) elétrico produzido com tecnologia 100% brasileira. A empresa AGX Tecnologia, com sede em São Carlos, em parceria com a empresa Aeroalcool, fabricou o Tiriba 2, o VANT mais barato do Brasil. A aeronave mais básica custa R$ 30 mil, e dependendo de como for incrementada com equipamentos acessórios (câmeras, sensores, antenas e etc) pode chegar a R$ 100 mil.
 
A produção do Tiriba 2 atende ao mercado nacional e internacional. As exportações devem começar no início do próximo ano. O que mais chama a atenção nesse VANT é a possibilidade de ser empregado para diversas finalidades: defesa civil, agricultura e meio ambiente.

Na agricultura, o Tiriba 2 pode auxiliar no levantamento de pragas, na qualificação e quantificação da cultura e no acompanhamento da lavoura. Na área ambiental, o VANT pode mapear e quantificar Áreas de Preservação Permanente (APPs), ajudando a traçar planos para a sua conservação, além de detectar focos de desmatamento e incêndio.

A alta capacidade da aeronave em realizar levantamentos aereofotogramétricos e tirar fotografias em alta resolução permitirá o maior controle sobre a imagem obtida. Ao se analisar dados como dimensão, posicionamento e ângulo será possível compor mosaicos fotográficos que poderão auxiliar em levantamentos topográficos, além da medição e quantificação de dados.

“O custo de operação do Tiriba é zero. Basta carregar a bateria. É uma aeronave revolucionária que tem custo de manutenção também muito baixo”, afirma Adriano Kancelkis, diretor da AGX. O Tiriba é leve e portátil, e deve ser lançado manualmente, sem a necessidade de pista de pouso e decolagem.

Para o diretor da AGX, o mercado nacional ainda não decolou para os VANTs por falta de divulgação dessa tecnologia. “O VANT ainda é uma tecnologia muito nova. Eu comparo o VANT com o MP3. O MP3 revolucionou a indústria fonográfica e o VANT irá revolucionar o mercado de sensoriamento aéreo. É questão de tempo e de divulgação”, observa Kancelkis.

Com quase três metros de asa e cerca de um metro e meio de comprimento, o VANT pode embarcar câmeras fotográficas de alta definição, sensores, além de câmeras de vídeo convencionais com transmissão em tempo real em uma distância de até 12 km. Dados como telemetria da aeronave, velocidade e posicionamento também são obtidos. O Tiriba 2 ainda conta com uma estação de solo que recebe os dados e imagens transmitidos pelo avião.

Fonte:  360  Graus Via Notimp
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Embraer é finalista em disputa nos EUA

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O turboélice Super Tucano, fabricado pela Embraer, é um dos finalistas do programa americano LAS (Light Air Support), que prevê a compra de 20 aeronaves para missões de treinamento avançado de pilotos e operações no Afeganistão. Seu principal concorrente agora é o americano T-6, da Hawker-Beechcraft.

Segundo a Embraer, os outros dois aviões que disputavam o contrato com o governo dos EUA, o italiano M-346, da Alenia Aermacchi, e o suíço Pilatus, não estão mais no páreo. O vice-presidente de Operações da Embraer Defesa e Segurança, Eduardo Bonini Santos Pinto, disse que a expectativa é que o resultado da concorrência seja anunciado em novembro.

"Já entregamos todas as informações que foram solicitadas pelo governo dos EUA e fizemos todas as demonstrações de voo previstas pelo programa. Não temos mais nenhuma pendência em relação a esse projeto", disse Bonini. A Embraer, segundo ele, está bastante otimista com o desfecho da concorrência, pois acredita que tem o melhor produto, além de contar com um parceiro americano, a Sierra Nevada, que vem conduzindo os contatos em relação às exigências do governo americano.

O concorrente da Embraer no programa LAS, embora esteja sofrendo algumas alterações, com vistas a uma nova versão - AT-6B - é considerado inferior ao Super Tucano, sob diversos aspectos. O principal deles é o fato de estar em desenvolvimento, enquanto o Super Tucano está em operação há mais de sete anos e é empregado por forças aéreas de cinco países.

Além disso, já foi testado com sucesso e em combate real, não só no Brasil, como também na Colômbia, em regiões de características comprovadamente hostis. No total, segundo a Embraer, o Super Tucano acumula 130 mil horas de voo e 18 mil horas de combate sem nenhuma perda.

Embora o Super Tucano seja uma aeronave bastante competitiva e que atende perfeitamente à especificação técnica do contrato, o executivo da Embraer pondera que a decisão sobre o LAS, também poderá levar em conta fatores geopolíticos que transcendem à questão técnica.

O Super Tucano recebeu, na semana passada, a certificação da FAA (Administração Federal de Aviação, na sigla em inglês) dos EUA, principal órgão regulador aeronáutico americano. Com este certificado, a aeronave poderá iniciar uma turnê de demonstração em bases militares americanas, criando novas oportunidades de negócios para a Embraer no maior mercado de defesa do mundo.

Os EUA utilizam hoje os caças supersônicos F-16 em missões de contrainsurgência. O problema, segundo a Embraer, é que a aeronave não é a mais adequada para esse tipo de operação, pois voa muito alto e rápido, além de só conseguir permanecer 30 minutos no teatro de operações.
Já o Super Tucano é capaz de sobrevoar por mais de quatro horas, realizando missões de reconhecimento e apoio a tropas terrestres. A hora de voo do F-16 custa cerca de US$ 5 mil e a do Super Tucano US$ 500 mil.

Concebido para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB), especialmente na região Amazônica, o Super Tucano já vem sendo considerado uma referência mundial na área de treinamento avançado e ataque leve. Segundo Bonini, a aeronave acumula até o momento um total de 180 encomendas, das quais 152 já foram entregues.

A receita obtida com a venda do modelo até agora, de acordo com a fabricante brasileira, é da ordem de US$ 1,6 bilhão. A Embraer projeta um mercado potencial de US$ 3,5 bilhões para a classe do Super Tucano, algo em torno de 300 aeronaves.

A aeronave já foi vendida para a Colômbia, Equador, Chile, Indonésia, República Dominicana, Guatemala e para dois clientes na África. O foco da Embraer com o Super Tucano são as regiões do Sudeste da Ásia, África e América Latina.

Se a Embraer ganhar o contrato do programa LAS, os aviões serão montados nos EUA, uma das exigências do governo americano para a compra de equipamentos de defesa de outros países. A fábrica provavelmente seja instalada no município de Jacksonville, na Flórida, onde a empresa já fez um contato preliminar para avaliar a viabilidade desse projeto.

Fonte: Valor Econômico
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Boeing terá escritório em SP e promete transferir tecnologia

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Representantes de uma das maiores fabricantes de aviões do mundo prometem investir no Brasil e realizar parcerias para transferência de tecnologia ao País. Prestes a instalar um escritório em São Paulo e sondando a possibilidade de abrir uma fábrica, a Boeing projeta investimento em biotecnologia e colaboração com a colega brasileira Embraer, que desde 2005 produz um modelo movido a combustível verde, o Ipanema. Mas não estima o quanto está disposta a gastar.

"Queremos nos valer da experiência brasileira para fazer uma aviação mais sustentável. Estamos na fase de investigar" declarou a presidente da Boeing do Brasil, Donna Hrinack. Ela e o presidente internacional da empresa, Sheppard Hill, estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes para tratar da vinda da fabricante. A empresa deve instalar um escritório no País em 2012, de acordo com previsão de Donna.

Hill destacou a habilidade brasileira para superar a crise internacional. "O Brasil demonstrou possibilidade para enfrentar a desaceleração que a economia do mundo enfrenta. Eu acredito que a posição do Brasil e seu potencial de exportação e produção provam que ele pode superar o momento", disse o executivo. Ele defendeu ainda um maior investimento em educação para que o País possa se aproveitar quando houver a retomada do crescimento no ambiente internacional.

Caças
O presidente da agência de fomento ao investimento paulista, a Investe São Paulo, Luciano Almeida, declarou que a Boeing acredita que o Brasil deve ser seu quarto maior mercado no mundo. Ele declarou ter questionado na reunião sobre como estava o processo de concorrência para a venda de caças ao País e disse ter recebido uma resposta evasiva. "Eles disseram que estão agora na mesma condição que os demais", disse Almeida.

Além da Boeing, disputam o fornecimento de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) a francesa Dassault e a sueca Saab. O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que a finalização do processo dependerá dos desdobramentos da atual crise na economia internacional.

Fonte: NOTIMP
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Uma visão sobre o mercado global de Caças

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Após as operações na Líbia e o impacto sobre o mercado de aviões de combate com a atuação pontual de caças como o francês Dassault Rafale, militares e profissionais do setor d defesa encontram-se debruçados sobre as pranchetas para definir planos para atualização e os desenvolvimentos necessários para se manter na vanguarda deste disputado mercado global.

Observando as atuais operações e suas tendências, não esquecendo dos orçamentos cada vez mais apertados, uma questão preocupante fica no ar: Como conseguir investimentos para promover o desenvolvimento de novos programas e a modernização dos seus vetores ?

O que seria melhor? Produzir novos aviões de combate ou optar por estender a vida útil dos atuais os modernizando?

Essa é uma equação por demais complexa, envolvendo muitos fatores, que iniciam pela capacidade de desenvolvimento tecnológico, ao orçamento disponível para programas complexos como o de dar vida á um moderno avião de caça.
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Hoje a necessidade de se manter a frente tecnológicamente é vital no moderno campo de batalha, porém isso tem um alto preço, muitas vezes tornando-se inviáveis á algumas nações arcar sozinhas com tal custo, o que por vezes resulta na opção por projetos em conjunto com outras nações afim de amortizar os custos e viabilizar tais tecnologias
Várias nações hoje possuem em seu inventário aeronaves no fim de sua vida útil, o que as leva ao dilema: Modernizar ou substituir por uma aeronave de nova geração?

Os EUA hoje enfrentam grandes atrasos em seu programa JSF, ou mais conhecido como F-35, programa que sofre com constantes aumentos nos seus custos de desenvolvimento e atrasos nos prazos previstos de entrega. Além desses fatores, os EUA enfrentam uma crise econômica que leva o governo a cortar o máximo possível de gastos em setores como o de defesa, fazendo com que o fantasma do cancelamento ronde o programa JSF.

O Brasil é outra nação que encontra-se em um momento ímpar para definir seu novo vetor. Apesar de levar á final de seu programa FX-2 vetores da 4G+, o país possui ambições de absorver tecnologias e capacidades para embarcar em um projeto nacional que dê origem á um vetor de 5G. O programa FX-2 encontra-se na fase final, sendo disputado pelos caças Dassault Rafale o favorito na disputa , o sueco SAAB Gripen NG e o americano Boeing F-18 Super Hornet, onde a definição depende apenas de condições econômicas favoráveis segundo indicou o governo, estimando que a escolha seja anunciada no primeiro semestre do próximo ano.

Hoje o mercado é  cada vez mais disputado e envolve altas cifras com contratos bilionários, sendo marcante hoje e cada vez mais comuns as cláusulas contratuais de transferência de tecnologias ou co-produção. Neste mercado os principais concorrentes na arena global são o Dassault Rafale, SAAB Gripen NG, Eurofighter Typhoon, Sukhoy Su-35, Boeing F-18 SH e o F-35. O mercado esta aquecido e exigente, onde a influência política nem sempre vem falando mais alto na hora da definição do novo vetor a ser adotado pelas nações que passam pelo processo de atualização de suas forças, lembrando que muitas nações com orçamentos mais humildes vem optando por compras de ocasião ou programas de modernização de seus atuais vetores.

Angelo D. Nicolaci
Editor GeoPolítica Brasil

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Nova aliança militar vai apoiar Líbia no lugar da Otan

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O principal general do Catar disse na quarta-feira que os países ocidentais propuseram a criação de uma nova aliança liderada pelo Catar para apoiar a Líbia depois que a Otan terminar sua missão no país do norte africano.

O general falou depois que a Otan adiou até o final desta semana uma reunião que era esperada para formalizar a decisão de terminar a missão na Líbia no final do mês, depois que autoridades líbias pediram que a missão fosse mantida por mais tempo.

"Depois que ficou claro que a Otan tem uma visão para se retirar em um determinado ponto, os países ocidentais amigos da Líbia propuseram essa ideia de criar uma nova aliança para continuar a apoiar a Líbia", disse o chefe do Estado-Maior do Catar, general Hamad bin Ali al-Attiyah, em comentários transmitidos pela televisão Al Jazeera.

"E eles pediram que ela seja dirigida pelo Catar, porque o Catar é um amigo deles e um amigo próximo da Líbia", acrescentou sem dar mais detalhes.

Attiyah disse também que centenas de soldados do Catar estavam no terreno na Líbia ajudando os combatentes que derrubaram Muammar Gaddafi.

Em Paris, o Ministério das Relações Exteriores francês disse que uma proposta de extensão da missão da Otan seria estudada.

"Vamos levar em consideração com nossos parceiros este pedido. A França continua a apoiar e ajudar o Conselho Nacional de Transição (da Líbia). Nós saudamos a libertação da Líbia e o fato de que a operação, militarmente falando, está em seu fim", disse um porta-voz do ministério do Exterior.

Questionado se uma missão liderada pela Catar seria possível, o porta-voz disse: "Tomamos conhecimento desta notícia, mas é muito cedo para comentar sobre isso e não faria de forma unilateral".

O Catar desempenhou um papel-chave na obtenção de uma resolução da Liga Árabe pedindo proteção internacional aos civis da Líbia no início do levante em março, que culminou na derrubada de Gaddafi após mais de quatro décadas no poder.

Eles também enviaram aviões de guerra para ajudar a operação liderada pela Otan para cumprir o mandato da ONU para proteger os civis.

O líder interino da Líbia, Mustafa Abdel Jalil, disse na quarta-feira na capital do Catar que a Otan deve continuar presente na Líbia até o final do ano para ajudar a prevenir que combatentes leais a Gaddafi fugam do país e escapem da Justiça.

A Otan disse que não tem a intenção de manter forças na região da Líbia após o término de sua missão e tem afirmado repetidamente que o seu mandato da ONU é para proteger os civis, não para perseguir indivíduos, embora o próprio Gaddafi tenha sido capturado depois que seu comboio foi atingido em um ataque aéreo da Otan.

Esperava-se que embaixadores da Otan se reunissem na quarta-feira para formalizar uma decisão preliminar tomada na semana passada de terminar a missão em 31 de outubro. A porta-voz da otan Carmen Romero disse que esta reunião foi adiada.

Fonte: Reuters
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Jordânia e Turquia se unem para pressionar regime de Assad na Síria

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Jordânia e Turquia exigiram nesta quarta-feira ao regime do ditador sírio, Bashar al Assad, que ponha fim a repressão aos civis no país e adote todas as reformas políticas requisitadas. Estimativas das Nações Unidas apontam que o governo já matou mais de 3.300 pessoas em seus esforços para conter os protestos.

Realizada em Amã, a chamada foi divulgada pelos ministros de Relações Exteriores turco e jordaniano, Ahmet Davutoglu e Nasser Judeh, respectivamente, que se reuniram com o rei Abdullah 2º da Jordânia.

Em entrevista coletiva conjunta, Davutoglu expressou o apoio da Turquia às reivindicações dos manifestantes sírios, que desde março pedem a queda do regime de Assad.

O ministro de Relações Exteriores turco pediu "o fim das operações militares em todas as cidades da Síria, a retirada das tropas e a execução das mudanças políticas necessárias".

Por sua parte, Judeh afirmou que a Síria sofre "circunstâncias difíceis e lamentáveis", indicando que a reunião desta quarta buscava "acabar com o derramamento de sangue e garantir a segurança e a estabilidade".

Judeh destacou que suas conversas com o colega turco também abordaram a visita de uma delegação da Liga Árabe até Damasco, definida como "uma tentativa de encontrar uma solução para a crise da Síria".

Os dois ministros também expressaram o respaldo de seus países à solução do conflito palestino-israelense sobre a base de dois Estados, que prevê a criação de um Estado palestino independente que consiga viver em paz com Israel.

Neste sentido, o ministro de Relações Exteriores da Turquia advertiu que a situação no Oriente Médio poderia "se deteriorar ainda mais", uma vez que a comunidade internacional não exerce "uma forte pressão" sobre Israel para que o país aceite a criação de dois Estados dentro do período de um ano.

Fonte: EFE
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Veículos jornalísticos devem ser sustentados pela sociedade, diz estudioso

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O professor de pós-graduação em jornalismo da ESPM Eugenio Bucci defendeu, durante seminário sobre ética nas mídias digitais promovido pela ANJ (Associação Nacional dos Jornais), que a sociedade, entendida como a comunidade de leitores, sustente a atividade jornalística.

Segundo Bucci, a independência econômica dos veículos de comunicação, seja nos meios impressos ou na versão digital, é fundamental para a democracia.

"Não é do interesse do cidadão que a notícia seja dada de graça, que o financiamento venha apenas da publicidade. É uma questão política, é gravíssimo para a sociedade democrática", diz Bucci. "A sociedade tem de sustentar autonomamente os jornais, por meio de assinaturas e de forma pulverizada, em nome de seus próprios interesses."

Para Bucci, os veículos tradicionais ganharam autoridade na era digital justamente por conta da credibilidade construída nos meios tradicionais. "O cidadão conhece a história de independência das redações", afirma. "Mas essa credibilidade só pode ser preservada se os interesses políticos, comerciais, religiosos, dos financiadores e dos acionistas, ficarem longe das redações."

Para ele, depender da publicidade "é menos pior" do que depender de financiamento do Estado. "Mas não podemos ter um modelo sustentado apenas pela publicidade [estatal ou privada]."

Para Pedro Dória, editor-executivo de "O Globo", o jornal americano "The New York Times" tem sido muito bem sucedido com a introdução de um novo modelo de cobrança na internet. "O 'NYT' desenvolveu um modelo complexo no qual consegue cobrar de quem mais valoriza o conteúdo, sem prejudicar uma percepção mais geral do público de que o jornalismo que se faz lá é diferente do resto do que se encontra na internet."

Na sua avaliação, as empresas jornalísticas não erraram ao liberar o conteúdo nos primórdios da internet, em meados dos anos 90. "No início tínhamos o Napster, que matou as grandes gravadoras. Se tivessem fechado o conteúdo, as empresas jornalísticas corriam o risco de ter o seu conteúdo reproduzido e distribuído, mas dissociado das marcas jornalísticas."

Fonte: Folha
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Encontro Nacional de Estudos Estratégicos vai debater indústria de defesa no Rio

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Tema em ascensão na agenda pública, a indústria nacional de defesa será o tópico a ser debatido na 11ª edição do Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (XI ENEE), que acontece entre os dias 16 e 18 de novembro, no Rio de Janeiro.

O evento, promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), em parceria com o Ministério da Defesa, vai discutir políticas e perspectivas da indústria de defesa brasileira, abordando questões de interesse global do setor.

O objetivo, segundo os organizadores, é produzir insumos para a implementação de políticas públicas mais eficazes na área de defesa. O setor, que recentemente recebeu incentivos do governo para fomentar sua indústria de base, tem função estratégica para o país – tanto pela capacidade de incentivar as cadeias industriais de alta tecnologia, quanto pela pesquisa, desenvolvimento e inovação conduzidos em áreas sensíveis.

Além de reunir civis e militares em torno de uma agenda de interesse do Estado, o encontro pretende ampliar a participação de diferentes segmentos da sociedade em assuntos de defesa. Para tanto, irá reunir, num mesmo espaço, servidores públicos, autoridades, especialistas, acadêmicos, estudantes, membros da comunidade científica e representantes de organizações não governamentais e do setor privado.

Histórico

Idealizado como ambiente de discussão de questões estratégicas para o país, o ENEE teve sua primeira edição em 1994. Em 1998, um conjunto de instituições acadêmicas promoveu o último dos encontros da série, em bases mais modestas do que as primeiras edições, dado o esvaziamento da Secretaria de Assuntos Estratégicos – processo que resultou em sua extinção, em 1999.

Nesse meio tempo, por estímulo da antiga Secretaria de Estudos e de Cooperação do Ministério da Defesa, os encontros foram retomados anualmente. Desde 2005, as Escolas de Altos Estudos Militares e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) organizaram cinco encontros. Em 2010, a organização do ENEE voltou a ficar sob responsabilidade da SAE/PR, recriada em 2008, o que realça o caráter multidisciplinar do evento.

Inscrições

A participação no XI ENEE é aberta e gratuita, mas as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas até o dia 6 de novembro, por meio do site do XI ENEE.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070
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Elbit anuncia AEL como fornecedora de novos sistemas para o KC-390

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A Elbit Systems anunciou hoje que sua subsidiária brasileira, AEL Sistemas SA ("AEL"), foi selecionada por uma subsidiária da EMBRAER SA, a EMBRAER Defesa e Segurança, com contrato para desenvolver e fornecer três sistemas adicionais, avaliados em 25 milhões de dólares para o novo KC-390, os sistemas a serem desenvolvidos são:  Self-Protection suite (SPS); Directional Infrared Countermeasures (DIRCM) e Head-Up Display (HUD). Esta escolha vai além da seleção anterior da AEL como o fornecedor do computador de missão para o novo jato.

A EMBRAER está desenvolvendo o KC-390 com a Força Aérea Brasileira. Com a previsão inicial dos voos de teste planejado para 2014 e a entrega inicial do KC-390 previsto para 2016.

Shlomo Erez, o presidente AEL, comentou: "Estamos muito orgulhosos por termos sido escolhidos para fornecer ao EMBRAER KC-390 nossos sistemas de vanguarda tecnológica - SPS, DIRCM e HUD - além do computador de missão que já foi selecionado. Esta escolha atesta a relevância da AEL para as indústrias de aeronaves mais avançadas, e estamos satisfeitos por ter a oportunidade de compartilhar o nosso know-how e experiência comprovada com o nosso parceiro, a EMBRAER ".

  "O KC-390 está sendo projetado para operar em todo o mundo, em diversas condições, com o mesmo desempenho ", disse Eduardo Bonini Pinto Santos, Vice-Presidente de Operações da EMBRAER Defesa e Segurança. "A seleção dos principais fornecedores é um processo extremamente relevante para atingir o nosso compromisso com a Força Aérea Brasileira, na tomada do KC-390 como uma aeronave de alto padrão tecnológico, sem similar no mercado, e um produto que irá agregar um valor significativo para o Brasil . "

Fonte: Elbit Systems ao GeoPolítica Brasil
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Família Kadhafi estuda ação contra Otan por crime de guerra

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A família de Muamar Kadhafi estuda processar a Otan por "crime de guerra" no Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia pela morte em Sirte do ex-dirigente líbio, afirmou à AFP o advogado francês Marcel Ceccaldi.

O advogado disse que a morte foi provocada "pelos disparos da Otan contra o comboio de Muamar Kadhafi, que depois foi executado".

Depois de escapar de Trípoli no fim de agosto, Muamar Kadhafi, de 69 anos, que durante 42 anos governou a Líbia com mão de ferro, foi capturado no dia 20 de outubro perto da cidade de Sirte (360 km ao leste de Trípoli), linchado e morto a tiros em circunstâncias que ainda são confusas.

"O homicídio voluntário está definido como um crime de guerra pelo artigo 8 do estatuto de Roma do TPI", afirmou o advogado.

Ceccaldi não informou quando apresentará exatamente a ação.

"O homicídio de Kadhafi mostra que os Estados membros não tinham a intenção de proteger a população, e sim derrubar o regime", disse.

O processo deve ter como objetos os "órgãos executivos da Otan que fixaram as condições da intervenção na Líbia", os dirigentes que adotaram decisões e os chefes de Estado dos países da coalizão internacional que participaram na operação militar", completou o advogado.

"Ou o TPI intervém como jurisdição independente e imparcial, ou não o faz, e neste caso, a força se impõe ao direito", acrescentou Ceccaldi.

Kadhafi foi enterrado na noite de segunda-feira em um local secreto, mas a morte ainda provoca polêmicas.

O Conselho Nacional de Transição (CNT) afirma que o ex-ditador morreu com um tiro na cabeça durante um tiroteio. Mas testemunhas e vídeos gravados no momento da detenção levantam as suspeitas de uma execução sumária.

Organizações internacionais, incluindo a ONU, pediram uma investigação. O CNT anunciou a formação de uma comissão para investigar o caso.

Fonte: AFP
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Estados Unidos tem superioridade nuclear sobre a Rússia

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Dados publicados pelo Departamento de Estado dos EUA nesta terça-feira (25) indicam que os Estados Unidos têm cerca de 300 armas nucleares a mais que a Rússia.

De acordo com o novo tratado START de redução de Armas estratégicas ofensivas, publicado no site do Departamento de Estado, os Estados Unidos têm 822 ICBMs, SLBMs e bombardeiros pesados​​, enquanto a Rússia tem apenas 516.

A Rússia também está em desvantagem no número de ogivas implantadas em suportes - 1.566 ogivas contra 1.790 ogivas norte-americana.

O novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New START), que entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2011, compromete os Estados Unidos e a Federação Russa em reduzir e limitar o número de armas estratégicas ofensivas para os números acordados no novo tratado.

Em 6 de abril de 2011, iniciou-se as inspeções regulares aos arsenais de acordo com o previsto no Tratado START, realizadas na Federação Russa e nos Estados Unidos com dados consistentes de relatórios realizados a cada seis meses.

Até o momento, os EUA conduziram doze inspeções enquanto a Rússia tem realizado 11 inspeções. Estas inspeções foram realizadas nas bases de ICBM, SLBM, bases de bombardeiros pesados, instalações de armazenamento, instalações de conversão ou de eliminação, e faixas de teste.

Fonte: Ria Novosti
Tradução e Adaptação: Angelo D. Nicolaci
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Brasil vira o maior consumidor de biodiesel do mundo

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O Brasil vai terminar o ano como o maior mercado consumidor de biodiesel do mundo, passando a Alemanha.

Segundo projeções da Aprobio (Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil), o país vai produzir e consumir 2,8 bilhões de litros do combustível, 17% a mais do que no ano passado.

No país europeu, o consumo deve passar de 2,4 bilhões de litros para 2,6 bilhões de litros. A Alemanha também perderá a posição de maior produtor, mas para a Argentina. A produção argentina vai saltar de 2,1 bilhões de litros para 3,2 bilhões de litros.

"Temos capacidade ociosa, mas não conseguimos ser o maior produtor", diz o presidente da Aprobio, Erasmo Battistella, que também preside a BSBios, empresa que se associou recentemente a Petrobras Biocombustível.

Segundo Battistella, os principais entraves são o tamanho do mercado doméstico Ða mistura do biodiesel ao diesel é limitada a 5%Ð e a falta de competitividade para exportar (devido a tributos, câmbio e outros custos).

O setor defende a adoção de um novo plano nacional de biodiesel, com um aumento gradual da participação do produto renovável na mistura final do diesel, para 20% até 2020.

"O ideal seria aumentarmos 1,5 ponto percentual por ano", diz Battistella.

"O setor já está maduro e em condições de atender um aumento de demanda pois estamos trabalhando com 50% de capacidade ociosa."

Desde o lançamento do plano nacional de biodiesel no governo Lula, em dezembro de 2004, o setor investiu US$ 4 bilhões, atingindo uma capacidade de processar 6,1 bilhões de litros neste ano.

A previsão inicial do programa era chegar a 2013 com uma participação de 5% de mistura de biodiesel. "O governo antecipou a medida para 2010, para diminuir a importação de diesel", afirma Battistella.

A Aprobio estima que a ampliação da mistura para 20% poderá levar o setor a investir R$ 28 bilhões até 2020.

"Precisamos de uma sinalização do governo para planejarmos o investimento", diz Battistella, que participou da articulação para a criação, na semana passada em Brasília, da Frente Parlamentar em Defesa do Biodiesel, com a participação de 280 parlamentares.

Além do aumento do mercado doméstico, o setor quer a adoção de uma política de exportação, com redução de impostos, e uma política para estimular novas fontes de matéria-prima.
Atualmente, 85% da produção é feita a partir da soja.

Por conta de incentivos previstos no programa, 109 mil famílias de agricultores fornecem grãos para a indústria brasileira. A previsão é que esse número passe para 531 mil até 2020.

Fonte: Folha
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Última bomba termonuclear B53 é desativada

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última das superbombas nucleares dos Estados Unidos - uma arma centenas de vezes mais forte que a bomba jogada em Hiroshima em 1945 - tem sua desmontagem final em conclusão nesta terça-feira, 25, quase meio século após começar a ser produzida no auge da Guerra Fria.

Os componentes finais da bomba termonuclear B53 foram desativados na fábrica Pantex perto de Amarillo, no Estado do Texas, a única fábrica de montagem e desmontagem de bombas atômicas dos EUA.

Segundo a Administração de Segurança Nuclear (NNSA, na sigla em inglês), do Departamento de Energia do governo americano, o programa de desmontagem está um ano adiantado e alinhado ao objetivo do presidente dos EUA, Barack Obama, de reduzir o arsenal nuclear americano.

Thomas D'Agostino, chefe da administração nuclear, disse que a eliminação da B53 é um "marco significativo".

Colocada em serviço em 1962, quando as tensões na Guerra Fria chegaram ao auge com a crise dos mísseis soviéticos em Cuba, a B53 tinha o tamanho de uma mini van. De acordo com a Federação Americana dos Cientistas, a B53 é 600 vezes mais potente que a bomba atômica lançada em 1945 em Hiroshima, no Japão, no final da Segunda Guerra Mundial.

A B53 era capaz de produzir uma explosão de 9 megatons e incinerar tudo em um raio de 4 a 5 quilômetros, e o calor da sua radiação seria capaz de matar rapidamente qualquer pessoa desprotegida em um raio de 28,7 quilômetros.

Segurança

A B53 foi desenhada para aniquilar instalações subterrâneas e era transportada por bombardeiros B-52. Como foi desenhada por engenheiros que já morreram ou se aposentaram faz tempo, a desmontagem das bombas restantes levou alguns anos. Engenheiros tiveram que desenvolver ferramentas complexas e novos procedimentos para garantir a segurança.

"Sabíamos que esse projeto de desmontagem seria um desafio e montamos uma equipe de primeira para executar tudo com eficiência e segurança", disse John Woolery, diretor geral da fábrica Pantex.

Muitas das bombas B53 foram desmontadas na década de 1980, mas um número significativo permaneceu nos arsenais dos EUA até 1997, quando foram retiradas do estoque. O porta-voz da Pantex, Greg Cunningham, disse que não comentaria quantas foram desmontadas na fábrica texana. Especula-se que foram algumas dezenas. Cunningham disse que o urânio retirado das bombas desmanteladas será armazenado temporariamente dentro da planta.

A arma é considerada desmantelada quando os explosivos são separados do material especial termonuclear, apelidado de "caroço".

Fonte: Estadão
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