sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

ABIMDE na Índia: missão do governo do Brasil resultará em novos negócios para empresas brasileiras da área de Defesa

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A missão do governo brasileiro à Índia garantiu a assinatura de 15 acordos comerciais entre os dois países. A ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) está acompanhando a visita oficial, que vai gerar novas oportunidades de negócios para as indústrias brasileiras da BID (Base Industrial de Defesa).

No último sábado, os governos do Brasil e da Índia anunciaram a assinatura de 15 acordos comerciais. A expectativa é que as exportações em armamentos do Brasil para a Índia aumentem para US$ 1 bilhão em cinco anos. Hoje, a participação do Brasil é de US$ 427 mil. A Índia é o segundo maior importador do mundo de produtos de Defesa do planeta, atrás apenas da Arábia Saudita, e tem o quarto maior orçamento militar do mundo.

A comitiva que acompanha o presidente Jair Bolsonaro é composta por empresários de oito grandes empresas associadas (Atech, Avibras, CBC, Condor, Embraer, MacJee, Omnisys e Taurus).  Os representantes do governo e das indústrias brasileiras têm realizado reuniões com autoridades e lideranças da área de Defesa e Segurança da Índia e com CEOs de indústrias do setor naquele país.

Nesta segunda-feira (27), ocorre o evento denominado Business Day Brasil-Índia, com a presença de autoridades dos dois países, empresários e investidores brasileiros e indianos. Na programação do evento, há seminário setorial sobre Defesa, que conta com a presença de Rodrigo Modugno, que é representante da Omnisys e um dos diretores do Conselho Diretor da ABIMDE.

Durante o seminário, Modugno destacou o papel da ABIMDE no fomento da BID no Brasil. Ele lembrou que a entidade possui mais 200 associadas e há 34 anos trabalha para disseminar o valor da indústria de defesa brasileira. “Um dos nossos principais papéis é o de promover a integração entre indústrias, centros de pesquisa, universidades e associações de defesa ao redor do mundo, o que demonstra a relevância deste evento dentro de nossa missão como associação”, afirmou.

O diretor ressaltou ainda o constante apoio recebido pela ABIMDE por parte da APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), uma parceira estratégica na promoção internacional dos produtos de defesa brasileiros. “A indústria de defesa brasileira hoje exporta para 117 países, sendo que do volume total exportado, aproximadamente 98% são de empresas associadas à ABIMDE, o que reforça sua total representatividade junto ao setor.”

Nesta terça-feira (28), a programação da visita inclui ainda visitas técnicas e eventos de networking entre empresários brasileiros e estrangeiros no dia 28.

Novos negócios a caminho

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Marcos Degaut, disse que o Brasil está na fase final de negociação de dois acordos com a Índia, que serão assinados nos próximos meses pelo ministro da pasta, Fernando Azevedo. Um dos acordos é para a criação de um fundo para financiar projetos estratégicos, produção e exportação de produtos de defesa e o outro é para cooperação no desenvolvimento e comercialização de equipamentos no setor.

Nesta segunda-feira, Degaut esteve ao lado do Secretário da Defesa da Índia, Ajay Kumar, na abertura do Primeiro Diálogo da Indústria de Defesa Brasil-Índia.

A missão do governo brasileiro à Índia faz parte de um acordo fechado durante encontro do presidente Bolsonaro com os membros do Brics – além do Brasil, o bloco é formado por Rússia, Índia, China e África do Sul, no ano passado, e está sendo organizada pelo Ministério da Defesa e pelo Ministério das Relações Exteriores, com apoio da Apex-Brasil e da ABIMDE.

Fonte: Rossi comunicação
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GOVERNO CHINÊS NO COMBATE AO CORONAVÍRUS

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O QUE É O NOVO CORONAVÍRUS?

É um novo vírus que tem causado doença respiratória pelo agente coronavírus, com casos recentemente registrados na China. Importante saber que os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais.

Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012.

Os coronavírus são um grupo de vírus de genoma de RNA simples de sentido positivo, conhecidos desde meados dos anos 1960. Pertencem à subfamília taxonómica Orthocoronavirinae da família Coronaviridae, da ordem Nidovirales. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida.

COMO O NOVO CORONAVÍRUS É TRANSMITIDO?

As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por contato, está ocorrendo. É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

·         gotículas de saliva;
·         espirro;
·         tosse;
·         catarro;
·      contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
·     contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, o risco de maior circulação mundial é menor.

O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

AÇÕES DO GOVERNO CHINÊS PARA O COMBATE AO CORONAVÍRUS

A China fortaleceu uma estrutura de defesa nacional contra o novo coronavírus, uma batalha travada enquanto o povo chinês deveria estar imerso em festa de união familiar e comemoração do Ano Novo Chinês.

Os números de casos de infecções e mortes são atualizados diariamente. Wuhan, uma megacidade no epicentro da epidemia na província de Hubei, no centro da China, foi a cidade que mais sofreu. Como o vírus continua a se espalhar por todo o país em um ritmo alarmante, a nação inteira está correndo contra o tempo para combater os efeitos do vírus na vida das pessoas.




Wuhan, ao lado de outras cidades de Hubei, introduziu as medidas de controle mais rigorosas da história. A cidade se isolou fisicamente do lado de fora e proibiu o uso de automóveis para impedir a propagação do vírus. As pessoas estão trabalhando dia e noite para construir dois hospitais improvisados no subúrbio de Wuhan, seguindo o modelo do hospital Xiaotangshan em Pequim, construído quando o país lutou contra a epidemia de SARS em 2003.

Recursos médicos em todo o país, civis e militares, estão chegando a Wuhan. Médicos, enfermeiros e especialistas de todo o país foram selecionados para participar da batalha, e os manufatureiros retomaram suas plantas para produzir materiais médicos que estão acabando em muitos lugares. Uma equipe nacional de especialistas, liderada pelo renomado cientista respiratório Zhong Nanshan, foi criada para ajudar a prevenir e controlar o surto.


construção do hospital de Whuan

Os governos locais de todo o país adotaram medidas restritas para conter a propagação do vírus o máximo possível, e o público tem cooperado. As pessoas ficam em casa para evitar a propagação e muitas cancelaram viagens para reuniões de família. Wuhan, uma cidade com cerca de cinco vezes o tamanho de Londres, possui capacidades de pesquisa científica de ponta. Ela abriga um laboratório de nível quatro de segurança biológica (BSL-4) ou o laboratório Wuhan P4. Ele pesquisa os patógenos mais perigosos e segue os níveis máximos de segurança. Existem apenas alguns desses laboratórios na Ásia. Isso coloca Wuhan em uma boa posição para lidar com o surto de doença na cidade.

Embora exista uma escassez de recursos médicos em Wuhan, a confiança ainda permanece nesta megacidade que abriga vários mega hospitais de renome nacional. Possui profissionais médicos altamente qualificados e infraestruturas médicas avançadas. A escassez de recursos é apenas temporária e a ordem será restaurada em breve.

ENVIO DE RECURSOS A WUHAN


Médicos e enfermeiros correm para Wuhan, o centro do novo surto de coronavírus (2019-nCoV). Materiais médicos também estão a caminho desta cidade. Apesar do feriado do Festival da Primavera, as fábricas correm contra o tempo para produzir as máscaras e roupas de proteção necessárias.

A China está intensificando ações em todo o país para conter a nova epidemia de pneumonia, já que 30 regiões de nível provincial que relatam casos do novo coronavírus ativaram o mecanismo de resposta de emergência de saúde pública de primeiro nível a partir de sábado.

Uma reunião da liderança do Partido Comunista da China no sábado exigiu todos os esforços para tratar pacientes infectados, acelerar o aumento de pessoal médico e coordenar recursos médicos civis e militares.

Mais de meio milhão de equipes médicas aderiram à prevenção, controle e tratamento de epidemias de pacientes em Hubei, disse Li Tao, funcionário da Comissão Provincial de Saúde de Hubei.

Os vírus não têm fronteiras, assim como a luta contra eles. A China continuou a ter uma estreita comunicação com a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgando informações para a OMS e para os países relevantes em tempo hábil.

Nota da Embaixada da China no Brasil

A prevenção e o controle da pneumonia causada pelo novo Coronavírus constituem, neste momento, o trabalho prioritário do Governo chinês. Um sistema abrangente e multidimensional foi montado para implementar, de forma eficaz, ações rigorosas e minuciosas de prevenção e controle, colocando em prática medidas e procedimentos alinhados com os princípios de abertura e transparência e com os protocolos científicos vigentes. De modo geral, a doença é controlável e tratável. O Governo chinês tem toda determinação, confiança e capacidade de conter sua propagação e vencer esta batalha o quanto antes.  Com uma atitude aberta, transparente e responsável, o Governo da China tem colaborado com a comunidade internacional ao longo de todo o processo e, desde a primeira hora, reportou o surto à Organização Mundial de Saúde (OMS), compartilhou informações técnicas e a sequência do genoma completo de parte da cepa. As Missões Diplomáticas da China no exterior vêm mantendo estreita comunicação com os governos dos países onde estão acreditadas, informando tempestivamente a evolução do surto e as medidas implementadas. Em resposta aos pedidos de retirada de cidadãos, apresentados por alguns países, a parte chinesa tomará providências para oferecer assistência e facilidades necessárias, de acordo com a prática internacional e em consonância com os protocolos de quarentena.  Cumprindo com suas obrigações internacionais, o Governo Chinês atenderá prontamente às preocupações legítimas dos brasileiros e de outros cidadãos estrangeiros na China e garantirá sua segurança com grande senso de responsabilidade, estendendo a eles o mesmo zelo que dispensa aos seus próprios cidadãos. Em sua recente visita à China, o diretor-geral da OMS manifestou alto apreço pelas medidas rigorosas e eficazes adotadas pela China e afirmou que a OMS não recomenda a retirada de estrangeiros. A Embaixada está disposta a manter a comunicação com o Governo brasileiro, com o objetivo de tratar adequadamente as questões atinentes à prevenção e ao controle da doença.




Por: Valter Andrade – Jornalista e fotografo especializado em geopolítica, segurança e defesa, com passagem em várias mídias e revistas especializadas, hoje membro da equipe GBN Defense.


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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

DRAGAGEM AMPLIA CAPACIDADE DO PORTO DO RECIFE

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A cidade do Recife é uma das mais importantes metrópoles do nordeste, nasceu a beira do mar e com uma linha de arrecifes naturais criando um porto tranquilo e servido de proteção contra a ondas, esta linha natural de defesa acabou por dar nome a cidade.

Estando localizada numa posição estratégica a cidade e o porto cresceram juntos, hoje a despeito de outros portos na região o complexo do porto do Recife continua sendo um importante entreposto comercial.

No início do século XX, o centro do Recife passou por drásticas reformas, com projetos de higienização urbana e melhoramento das condições do Porto do Recife. Na prática, a higienização social se traduziu em desapropriações de pelo menos 480 imóveis que foram demolidos para a abertura das três novas avenidas no Bairro. Foram, assim, desapropriados por utilidade pública.

Inaugurado: – 1535 (485 anos)
Proprietário: – Governo de Pernambuco
Carga anual de toneladas      1,51 milhões

Mais uma vez o porto é submetido a processos de melhorias para receber diversas embarcações, civis ou militares.


A assinatura de dois Termos de Compromisso, no final de 2019, entre o governo do estado e a união, com interveniência da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado e a interveniência executora da Porto do Recife S.A., prometem aumentar a competitividade do ancoradouro e marcar uma nova etapa nas condições operacionais do porto.


O primeiro termo de compromisso foi firmado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT- e prevê a execução das obras de dragagem do cais acostável, que vai do berço 00 ao 06, o qual será aprofundado para 11m, e do 07 ao 09 para 8m de profundidade, no valor de R$ 24.189.188,34 e com vigência de um ano. De acordo com o plano de trabalho as obras devem iniciar em abril de 2020 e serem finalizadas em junho do mesmo ano.


O segundo, firmado com o Ministério da Infraestrutura, tem como objeto a execução de obras civis para reforma, melhoria e adequação da infraestrutura operacional do cais do porto, que contemplará novo sistema de defensas e cabeços de amarração, recuperação da drenagem, pavimentação e recuperação estrutural dos cais 00 e 01, no valor de R$ 27.336.730,29 e com vigência de um ano. O cronograma do Plano de Trabalho informa que as obras serão iniciadas em maio de 2020 e finalizadas em dezembro deste ano.


As licitações das obras serão realizadas pela Porto do Recife S.A., que é a interveniente executora dos projetos, e devem acontecer entre fevereiro e abril.

“A última dragagem realizada no Porto do Recife foi em 2012. Desde 2015 estamos brigando por uma nova dragagem, mas o tema ficava sempre no âmbito das promessas, por parte do Governo Federal. A assinatura dos termos de compromisso nos indica que a obra será, de fato, realizada e só temos motivos para comemorar o ano que passou e criar grandes expectativas para 2020, comemora Carlos Vilar.

“Em todos esses anos de batalha para que as obras saíssem do papel, o apoio e atuação dos empresários ligados a aérea e dos trabalhadores portuários foram primordiais, complementa Vilar.

“Durante todo o ano de 2019 fizemos um enorme esforço junto ao Governo Federal para destravar esses projetos, foram muitas idas e vindas ao Ministério de Infraestrutura. O trabalho valeu a pena, viabilizou a assinatura dos termos de compromisso. Agora, aguardamos a liberação de recursos para iniciar as obras, que colocarão o Porto do Recife em um outro patamar de competitividade”, enfatiza o secretário de Desenvolvimento do Estado, Bruno Schwambach

BALANÇO 2019 – O Porto do Recife acompanhou o desenvolvimento econômico de Pernambuco e voltou a crescer em 2019. A expectativa era um aumento de 14% na movimentação de cargas, mas o crescimento foi superior e chegou aos 15%, totalizando uma movimentação de 1.412.426 toneladas de cargas. “Já em fevereiro de 2019 os números começaram a se mostrar positivos e assim seguiu por praticamente todo o ano. A economia nacional ainda vive dias de maré revolta, mas o estado segue uma rota mais tranqüila e de crescimento o que reflete, diretamente, na nossa atividade”, afirma o presidente do porto Carlos Vilar.

O malte de cevada que alimenta a pujante indústria cervejeira do estado foi o produto de maior destaque, no Porto do Recife, em 2020. Foram descarregadas 232.785 toneladas do produto no ancoradouro, o que proporcionou um crescimento 57% maior em relação a 2018. O desembarque de 221.140 toneladas de fertilizantes representou um aumento de 47% na movimentação do produto, comparado ao ano passado. O coque de petróleo também ajudou a alavancar os números positivos ao registrar um aumento de 43%, totalizando a movimentação de 193.837 toneladas.

A previsão de movimentação de cargas para 2020 é ainda maior, pois o início das obras darão novas condições operacionais ao ancoradouro, atrairão investimentos privados e, consequentemente, novas cargas. A importação de malte de cevada e barrilha devem aumentar mais este ano. O porto também trabalha com a atração de novas cargas como a Ilmenita, minério de ferro extraído de uma jazida em Floresta, no sertão pernambucano.



Por: Porto do Recife S.A.

Valter Andrade – Jornalista e fotografo especializado em geopolítica, segurança e defesa, com passagem em várias mídias e revistas especializadas, hoje membro da equipe GBN Defense.

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

SEGUNDO LOTE DE F-16 PARA FORÇA AÉREA ROMENA

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Fotos da entrega dos documentos da venda dos F-16 na manhã 27 de janeiro de 2020 na Base Aérea nº 5 em Monte Real, e a posterior assinatura do contrato, contou com diversas autoridades dos dois países.

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho e o ministro da Defesa da Roménia General Nicolae-Ionel Ciucă



As aeronaves representam um incremento na capacidade aérea da Romênia, estando dentro de um plano de atualização de seus meios de defesa, que gradativamente vem substituindo seus MiG-21 em missões ar-ar e ar-solo. As cinco unidades vão se juntar aos doze já entregues, Este processo de venda iniciou-se em 2013.

Fotos: Força Aérea Portuguesa
Paulo Mata: Português, fotografo e jornalista especializado em aviação militar, co-editor do site de aviação Pássaro de Ferro, colaborador permanente da revista Take-Off Sirius (Portugal), freelancer em várias outras publicações em todo mundo, vencedor de vários concursos de fotografia além do tema de aviação.

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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

ASSINADO CONTRATO DE VENDA DE NOVO LOTE DE F-16 À ROMÊNIA

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Depois de aprovada no Parlamento romeno em dezembro passado, a oficialização da venda do segundo lote de F-16 destinados à Força Aérea Romena decorreu na manhã 27 de janeiro de 2020 na Base Aérea nº 5 em Monte Real, com a assinatura do contrato no valor de 130M EUR, entre o estado português e a Romênia.

À cerimônia estiveram presentes o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho e o ministro da Defesa da Romênia General Nicolae-Ionel Ciucă.
As cinco células deste lote (N/C 15122, S/N 82-0918; N/C 15132, 83-1073; N/C 15134, 83-1077; N/C 15135, 83-1080; N/C 15141, 82-0975), irão se juntar aos 12 já entregues ao país dos Cárpatos, entre 2016 e 2017. As entregas estão previstas decorrerem a partir de Junho de 2020, com duas aeronaves, seguidas de outras duas em outubro e a última já no início de 2021.




O contrato prevê, além do fornecimento das aeronaves, a configuração das mesmas para o padrão OFP M5.2, a revisão geral dos motores, a formação, o apoio logístico e a permanência de uma equipe de apoio técnico na Romênia até 2023.
Após a venda, a Força Aérea Portuguesa irá ficar com 28 células operacionais (24 monoplaces e 4 biplaces). Segundo comunicado do Ministério da Defesa ainda em 2019, os F-16 da FAP "continuarão a assegurar a capacidade operacional da Força Aérea até serem substituídos por uma aeronave de 5ª geração, o que deverá ser iniciado na próxima década." Informou o ministério da defesa de Portugal.
         

Obs. as fotos do autor são do primeiro lote entregue a Romênia.

Paulo Mata: É Português, fotografo e jornalista especializado em aviação militar, co-editor do site de aviação Pássaro de Ferro, colaborador permanente da revista Take-Off Sirius (Portugal), freelancer em várias outras publicações em todo mundo, vencedor de vários concursos de fotografia além dos temas de aviação, e mais um colaborador do GBN Defense.


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domingo, 26 de janeiro de 2020

Análise: Conflito entre EUA e o Irã, uma nova "Tempestade no Deserto"?

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Em Bagdá ás 2:40 da manhã do dia 17 de janeiro, completaram-se 29 anos do início da Operação Tempestade no Deserto. Um momento decisivo na mudança dos conceitos de condução da guerra, surgindo as condições que originaram a concepção de guerra moderna.
As recentes hostilidades entre o Irã e os Estados Unidos reforçam a importância de investir em capacidades militares pelos EUA, tendo em vista que vislumbramos um mundo cada vez mais perigoso e incerto. A principal entre as capacidades almejadas pelos EUA, são realizar a tão esperada transição da espinha dorsal de sua aviação de combate para aeronaves de quinta geração, com F-35 passando a ocupar grande parte de seu inventário, assim somado ao F-22  e eventualmente ao futuro bombardeiro B-21, fornecer a base da vantagem militar assimétrica dos Estados Unidos, mantendo à sua capacidade de projetar rapidamente força sem projetar a vulnerabilidade inerente qualquer outro meio militar de gerações anteriores. 
As capacidades militares iranianas apresentam um conjunto complexo de circunstâncias operacionais. Embora o Irã nunca possa vencer um confronto militar direto com uma grande potência, eles investiram na ampla gama de capacidades para aumentar ao máximo as baixas contra possíveis oponentes. Isso inclui um grande estoque de mísseis balísticos de alcance intermediário, capazes de atingir alvos em toda a região, mísseis de cruzeiro, aeronaves pilotadas remotamente (ARP), uma variedade de aeronaves de combate tradicionais e operações cibernéticas ofensivas. O Irã também investiu significativamente em defesas, com avançados mísseis superfície-ar, e tentou diversificar seus principais centros de gravidade militares, como centros de comando e controle, instalações de pesquisa nuclear e centros de lançamento de mísseis. 
Veículos iraquianos na “Rodovia da Morte” em 1991
Deve haver clareza sobre o caráter de um possível conflito com o Irã. As estratégias falhas aplicadas nos últimos 19 anos no Afeganistão e no Iraque, não são a resposta para uma hipotética guerra contra o Irã. Essas estratégias envolviam o envio de centenas de milhares de forças terrestres na região para conduzir operações prolongadas de ocupação, construção de nação e contra-insurgência, nenhuma das quais seria aplicável ao Irã. Em vez disso, qualquer ação contra o Irã deve ser modelada após a tomada decisiva do Iraque, aplicada na "Operação Tempestade no Deserto" em 1991, quando  a força aeroespacial foi usada por 43 dias. Apenas quatro dias dessa operação usaram forças terrestres para retomar o Kuwait, e isso não seria necessário em um esforço iraniano. Temos que parar de equiparar estratégia com o número de militares no terreno. Um grande número de forças terrestres dos EUA no Oriente Médio esta nas mãos do Irã e pode levar a "guerras sem fim" desnecessárias e indesejadas. A rápida realização dos efeitos desejados deve ser o objetivo. 
A segurança dos Estados Unidos deve ir além das convenções militares anacrônicas que associam a guerra a um grande número de soldados no terreno como seu principal elemento. Com a aplicação adequada, os efeitos da força letal baseada no  poder aéreo moderno, complementado por operações cibernéticas ofensivas, podem resultar no colapso da economia do Irã, na negação de seus militares, na negação de seus programas nucleares e no engasgo de sua influência regional. A capacidade crítica de refino de petróleo, a rede de distribuição e a rede de energia do Irã podem ser ineficazes por esses meios em pouco tempo, sem a necessidade de militares americanos no Irã. 
No entanto, o Irã possui a capacidade de lançar um grande volume de mísseis contra seus vizinhos, além de defender seu espaço aéreo. Isso gera desafios operacionais distintos. As forças dos EUA teriam de impor um resposta as ameaças, negando a capacidade ao Irã de atacar seus vizinhos, enquanto atingiam alvos relacionados às facetas mais perigosas da guerra. Isso requer inteligência significativa sobre possíveis alvos iranianos, conhecimento atualizado em tempo real para orientar a tomada de decisão. Além disso, a força precisaria sobreviver dentro de um ambiente avançado de ameaças e executar um nível de efeitos necessários para alcançar um amplo número de objetivos simultâneos. Este último ponto é especialmente importante, uma vez que uma parcela significativa da estratégia do Irã se concentra em infligir o máximo de danos aos seus oponentes regionais. 
Este nexo de requisitos é melhor atendido com aeronaves de combate de quinta geração e suas armas avançadas. Aeronaves como o F-22, F-35 e o B-21 são descritas como mais precisão e as capacidades de suas avançada tecnologia stealthNão são simplesmente novas versões de caças e bombardeiros do século passado. Integrados ao seu design estão os sensores, o poder de processamento e os recursos de fusão de dados que oferecem uma consciência situacional do ambiente operacional em tempo real, que tornar possível discernir as melhores maneiras de produzir os efeitos desejados, protegendo-os contra ameaças. Seus recursos inerentes de formação de equipes em vários domínios também permitem a parceria com outros ativos da missão de maneira altamente colaborativa e multiplicadora de forças. Todos esses recursos são apresentados em projetos furtivos e ou pouco observáveis, com opções de guerra eletrônica para proteger-se contra a ameaça representada pelos sistemas de defesa aérea inimigos. 
O que é único nessas aeronaves é que elas integram todos esses atributos em uma única estrutura. Isso contribui para uma abordagem altamente eficaz e interdependente. A tecnologia furtiva e de guerra eletrônica aumenta drasticamente a probabilidade de sucesso em ambientes de defesa aérea altamente hostis. Sensores de informação e poder de processamento criam consciência situacional em tempo real que aumenta a probabilidade de atingir a missão desejada. Essas são características especialmente importantes ao segmentar destinos dinâmicos, móveis e passageiros.
B-21 o futuro bombardeiro stealth dos EUA
Os links de dados seguros permitem que essas aeronaves se juntem a outros ativos que estejam no ar, no mar, em terra ou em qualquer outro lugar. Aeronaves não furtivas não possuem capacidade de sobrevivência por muito tempo contra as defesas aéreas modernas. As armas auxiliares teriam dificuldade em aferir eficácia sem a cobertura oferecida pelas aeronaves que operam dentro do ambiente de ameaças. 
Embora as opções oferecidas pelas aeronaves de quinta geração sejam claras, atualmente os líderes precisam lidar com a realidade de que os EUA tem muito poucas destas. A compra do F-22 foi interrompida prematuramente, chegando ao número de 187 aeronaves, menos da metade da projeção inicial do programa para atender as necessidades da USAF. O aumento no volume total de produção do F-35 foi frustrado por várias razões, e o B-21 não estará disponível para emprego operacional até a segunda metade da década de 2020, devido principalmente a decisões equivocadas no Departamento de Defesa na década de 2000. Os B-2, apesar de furtivos, possuem tecnologia anterior à tecnologia de quinta geração, oferecendo utilidades distintas, principalmente devido ao seu design furtivo, longo alcance e grande carga útil. No entanto, existem apenas 20 destas aeronaves em operação. 
A solução para isso é clara. Enquanto as linhas de produção do F-22 e B-2 estão fechadas, o F-35 está começando a sair das linhas de montagem e o B-21 está programado para ter iniciada sua produção em meados da década de 2020. Esses programas devem ser priorizados para garantir que sejam rapidamente adquiridos em número suficiente. Com os preços do F-35 caindo abaixo de US $ 80 milhões por aeronave naos contratos mais recentes, e o desempenho da aeronave começa a atingir um nível de maturidade, o programa está sendo executado a partir de uma posição de força. Quanto ao B-21, embora detalhes específicos não sejam conhecidos devido à natureza classificada do programa, todos os indicadores sugerem que ele está indo bem em sua fase de desenvolvimento. 
O ponto principal é que uma força aérea moderna fornece opções assimétricas, que permitirão aos Estados Unidos conseguir enfrentar situações desafiadoras de segurança. Quando circunstâncias perigosas se desenrolam, como mais recentemente evidenciado com o comportamento do Irã, os cursos de ação disponíveis para os líderes são governados pelo que está em seu kit de ferramentas. Garantir que possuam vantagem desproporcional em sua defesa exige uma preparação sábia. As soluções na era moderna são complexas e levam um tempo significativo para serem geradas. As decisões tomadas hoje para aumentar rapidamente os estoques do F-35 e B-21 moldarão opções de segurança vantajosas para os Estados Unidos no futuro. 

Por David Deptula - membro do Conselho de Contribuintes da Defesa e oficial da reserva da USAF, com mais de 3.000 horas de voo, planejou a campanha aérea da "Operação Tempestade no Deserto", orquestrou operações aéreas no Iraque e Afeganistão e é reitor do Mitchell Institute for Aerospace.
Artigo originalmente publicado no site Breaking Defense, traduzido e adaptado por Angelo Nicolaci - GBN Defense

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sábado, 25 de janeiro de 2020

Formatura de Oficiais das Marinhas Amigas.

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Em solenidade presidida pelo Almirante de Esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire, Diretor Geral do Pessoal da Marinha, oito militares das Marinhas de Cabo Verde, Paraguai, Timor Leste e Guiana, concluiram o Curso de Formação de Oficiais das Marinhas Amigas (CFOMA), no último dia 24 de janeiro de 2020. 

A solenidade contou com a presença do Diretor de Ensino da Marinha, Vice-Almirante Henrique Renato Baptista de Souza; Comandante do Centro de Instrução Almirante Alexandrino, Contra-Almirante Renato Garcia Arruda, e do Comandante do Centro de Instrução Almirante Wandenkolk, Contra-Almirante Ricardo Pereira da Silva. 

A SOAMAR-RIO, prestigiou o evento com a presença do Presidente José Antônio de Souza Batista e da Diretora Anete Gomide Pimenta. 

Na ocasião cada formando recebeu um placa comemorativa personalizada da SOAMAR-RIO, comemorativa ao evento.


Por José Antonio Batista - Presidente da SOAMAR-Rio


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Como o Kevlar evoluiu e protege quem nos protege

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Diariamente, as forças policiais brasileiras estão expostas a uma série de riscos. Pesquisa recente do Monitor da Violência, parceria do Núcleo de Estudos da Violência da USP com o portal de notícias G1, aponta que 85 policiais da ativa morreram no país, no primeiro semestre de 2019, em situações de confronto – uma morte a cada dois dias, aproximadamente.



Homens e mulheres que atuam na polícia enfrentam diariamente ameaças em confrontos armados, ataques perfuro-cortantes e mesmo fogo. Em situações que muitas vezes levam frações de segundos, a blindagem de veículos policiais pode ser o diferencial entre a vida e a morte desses agentes. Por isso, eles merecem a melhor proteção possível.

A inovadora fibra de aramida DuPont™ Kevlar® tem sido componente de equipamentos de proteção de forças policiais e militares - como capacetes, coletes e blindagem de veículos há décadas.

Kevlar® é uma fibra polímerica leve e extremamente resistente inventada em 1965 pela pesquisadora da Estação Experimental da DuPont (Delaware, Estados Unidos), Stephanie Kwolek, a partir da extrusão de uma solução líquido-cristalina do polímero de Kevlar® (poli-para-fenileno-tereftalamida, PPTA) em ácido sulfúrico.


Mas afinal, como após mais de cinco décadas esse material continua sendo considerado inovador? A resposta está na sua trajetória: Kevlar® nunca parou de evoluir. A DuPontTM, empresa presente em mais de 90 países e com know-how de mais de 200 anos em segurança, tem investido continuamente em tecnologia e inovação para oferecer soluções de acordo com os novos riscos que surgem à vida de agentes policiais.

Dessa forma, Kevlar® continua se reinventando e evoluindo. O material, cinco vezes mais resistente que o aço, tem mais de 10 sub-tipos, voltados a atender de maneira otimizada às mais diferentes aplicações. Um dos exemplos é o Kevlar® 29, que protege de pessoas a veículos em situações de confronto. O Kevlar® KM2 e KM2 Plus também foram criados para oferecer proteção balística de alto desempenho em transportes policiais.

É importante destacar que a versatilidade de Kevlar® possibilita a blindagem de pontos específicos em veículos, o que permite a cada força policial definir o ganho em segurança para se adequar a seus objetivos.

Neste link, é possível ver um teste de um veículo blindado com Kevlar®. Foram efetuados 230 disparos e nenhum projétil ultrapassou a blindagem. É essa proteção que oferecemos às forças policiais brasileiras, sempre tendo em mente o objetivo principal de nossos esforços: proteger vidas.



Por Marcelo Fonseca - Líder do Negócio de Defesa DuPont para América Latina

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ASPIRANTEX 2020 - Operações Aéreas, Leap Frog, Killer Tomato e muito mais na segunda etapa de nossa missão

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foto: Angelo Nicolaci - GBN Defense

Após suspendermos do Porto de Maceió na última segunda-feira (20), retornamos a rotina de intensos exercícios e qualificação e adestramento. Nesta segunda etapa de nossa comissão, realizamos uma série de operações aéreas, garantindo a qualificação de nossos pilotos e tripulantes. Nesta etapa foram realizados uma série de pousos e decolagens com o SH-16, tendo acompanhamento de um grupo de Aspirantes que revezaram nos circuitos de voo, conhecendo um pouco das particularidades do Esquadrão. O C.Alte Paulo Renato Rohwer Santos embarcou no "Guerreiro 34" e acompanhou parte dos voos com os Aspirantes. Nesta semana, ainda no contexto de emprego de meios aéreos, o VF-1 participou mais uma vez com duas aeronaves AF-1 (A-4KU) "Skyhawk", atuando como "agressores" no cenário de navegação sob ameaça aérea, além de realizar posteriormente missões de reconhecimento vetorados pela equipe do PHM "Atlântico", o qual conta com o poderoso radar ARTISAN 3D Type 997, capaz de cobrir uma área superior as 120 Milhas náuticas, realizando acompanhamento de múltiplos contatos, os classificando e monitorando, orientando a intercepção dos hipotéticos alvos. 

Foto: Angelo Nicolaci - GBN Defense
Mesmo com chuva e teto baixo, o EsqdHU-2 "Pégasus" estava pronto para cumprir sua missão voando suas aeronaves UH-15 "Super Cougar", mostrando a capacidade e preparo de meios e tripulações. 

foto Angelo Nicolaci - GBN Defense

Durante a segunda etapa, também foram realizados novos exercícios de Leap Frog e Light Line, dessa vez entre o PHM Atlântico e os navios de escolta, Corveta V-32 "Julio de Noronha"  e a Fragata F-43 "Liberal", enquanto o Navio Tanque (G-23) "Almirante Gastão Motta" realizava a faina de Transferência de Óleo no Mar (TOM) com as fragatas (F-45) "União" e (F-42) "Constituição". Concluindo o adestramento das tripulações nesta importante faina, tendo em vista a importancia da logística e abastecimento dos meios no mar, sendo o Leap Frog e Light Line parte importantíssima para doutrina de TCL e TOM.

Aspirantes acompanharam o exercício de tiro real
Mas foi na quarta-feira (22) que aconteceu um dos exercícios mais esperados, o Tiro Real sobre "Killer Tomato", que consiste no lançamento de um alvo flutuante dentro de um perímetro seguro previamente estabelecido para o exercício, onde os navios que fazem parte do Grupo Tarefa (GT) realizam disparos com seus armamentos. No caso do "Dragão", como é carinhosamente chamado o "Atlântico", realizamos disparos com nosso canhões DS-30M de 30mm de bombordo, os quais realizaram um par de disparos singelos para aferição dos parâmetros de disparo, para então dar autorização para salva de 22 disparos contra o objetivo. Algo que chama atenção é a precisão do sistema, o qual possui sensores eletro-ópticos que fazem a aquisição, acompanhamento e travamento do alvo, um sistema que pode ser operado na estação local ou ainda no Centro de Operações de Combate (COC), conferindo grande precisão e simplicidade de operação do sistema, o qual pode contrapor ameaças de superfície e aéreas ao redor do "Atlântico", com cadência de 200 disparos por minuto, oferece uma significativa proteção ao mais moderno navio da esquadra.

Ontem pela manhã (23), os Aspirantes tiveram um dos momentos mais importantes de sua carreira, a escolha do "Corpo" ao qual irão integrar na Marinha do Brasil, momento muito importante e de grande tensão entre os alunos da Escola Naval, onde após preencher o formulário, os dados destes são enviados à Escola Naval, com a divulgação do resultado na próxima fase desta comissão.

Na tarde de ontem o "Grupo de Vistoria e Inspeção" (GVI) da Fragata "União" realizou uma demonstração da abordagem, simulando cenário de suspeita de ilícitos a bordo, onde o navio mercante (representado pelo "Atlântico") inicialmente se recusara a parar ao comando da Fragata, onde após uma escalada progressiva de força através de alertas pelo rádio, o "mercante" atendeu as ordens de parada total para o embarque do GVI. Dois Aspirantes foram incorporados a equipe e acompanharam o desafio de abordar um navio com emprego de uma lancha. Após cruzar a distancia entre a "União" e o "cargueiro", a equipe embarcou e rapidamente tomou o passadiço, realizando a inspeção dos tripulantes e verificação da documentação. Nesta fase, foi notada a ausência de dois tripulantes, os quis segundo relato do comandante, estariam na sala de maquinas, o que fez com que após dominar a situação no passadiço, parte da equipe realizasse uma varredura rumo a sala de maquinas, onde os dois membros da tripulação ofereceram uma breve resistência e logo foram dominados. Após finalizado o exercício, a equipe regressou ao "navio mãe" a Fragata (F45) "União". 

Ainda na tarde desta quinta-feira (23), os Aspirantes realizaram o Treinamento Físico Militar (TFM) no convoo, sendo importante aos futuros oficiais manter a forma e o preparo físico para exercer suas funções. Nesta manhã (24), durante a chegada à salvador, foi tocado exercício de navegação em canal varrido, onde a "Dragão", a "Liberal" e "União" formaram uma coluna guiada por um navio varredor que nos guiou em meio a uma fictícia zona minada. 

Atracamos no Porto de Salvador, onde neste final de semana o público poderá conhecer o maior e mais moderno navio da Marinha do Brasil. 

Prepare-se o GBN Defense esta preparando uma série de matérias e vídeos que irão trazer um conteúdo exclusivo, você terá acesso a mais completa cobertura de uma operação naval, conhecendo suas particularidades e facetas, com os principais exercícios e atividades durante essa edição da ASPIRANTEX 2020.


Abaixo você confere algumas imagens capturadas durante essa segunda etapa da ASPIRANTEX 2020.












Texto e imagens: GBN Defense - Angelo Nicolaci


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