domingo, 19 de janeiro de 2020

Análise GBN Defense - Caminhão colide com helicóptero do CIOpAer no Acre

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Neste sábado (18) um acidente inusitado ocorreu em Rio Branco no Acre, onde uma colisão na BR-364 entre um helicóptero operado pelo CIOpAer (Centro Integrado de Operações Aéreas) foi atingido por um caminhão enquanto se preparava para decolar. O caso tem sido objeto de muitas discussões, onde se tem levantando alguns questionamentos sobre os procedimentos de segurança nas operações de aeronaves naquele tipo de cenário.

As imagens que ganharam as redes sociais e grupos de discussão, mostram o momento em que a aeronave Helibrás AS-350B2 (Esquilo) "Harpia 01" do CIOpAer do Acre, foi atingida pelo baú de um caminhão que realizava um retorno no momento em que a aeronave se preparava para decolar. O acidente ganhou rápida repercussão, levando nossa equipe a esclarecer alguns pontos neste acidente.

O caso é bastante incomum, onde a aeronave operando fora de aeródromo, desperta uma especial atenção a segurança neste tipo de operação, requerendo especial atenção aos procedimentos. Conforme é possível ver no trecho do vídeo que foi divulgado, havia um balizador durante a operação, o qual em sua avaliação não identificou riscos para aeronave e se direcionou para esta que ainda estava em preparativos para decolagem, foi nesse momento que ocorreu o sinistro, com caminhão entrando desatento ao fato da aeronave acionada no retorno e atingiu as pás do rotor. 

Neste cenário cabe apenas uma breve e superficial análise, principalmente devido a limitação que temos pelas imagens que tivemos acesso e o relato dos envolvidos no acidente, mas nos cabe salientar alguns procedimentos de segurança que poderiam ter evitado tal ocorrência. Dentre estes, há um claro erro de avaliação de risco pelo balizador, que nas imagens se dirige para aeronave antes que a mesma de fato esteja deixando o solo, o que abre uma curta janela de tempo que resultou no sinistro, uma melhor avaliação de risco poderia ter evitado o acidente. Outro ponto de bastante relevância é a ausência de sinalização visual na via, a qual segundo informações da Secretária de Segurança do Acre, não se mostrava necessária devido a realização de uma operação policial no local, o que no entendimento dos envolvidos seria suficiente. Porém, devido aos risco inerentes a operações com asas rotativas fora de aeródromos e heliportos que atendam ao requisitos mínimos de segurança, requerem toda atenção possível, e exigem um protocolo próprio de segurança. Neste cenário todo cuidado é pouco, e naquela situação o mais indicado seria a interdição do fluxo de veículos nos dois sentidos da rodovia até que a aeronave decolasse, minimizando vertiginosamente os risco de colisões como a ocorrida. 

Não nos cabe julgar ou apontar culpados para o ocorrido, principalmente pelo fato de ainda não ter sido emitido o relatório de acidente aeronáutico, o qual traz em seu teor as principais causas que levaram a essa ocorrência, nosso objetivo é atentar para as questões inerentes à segurança do voo e a operação segura de aeronaves de asas rotativas em zonas urbanas fora de locais destinados a essa operação. O acidente passa a ser um importante case para avaliação de concepção de novos protocolos de segurança, determinando novos procedimentos de segurança para operações naquele cenário, evitando futuras ocorrências como a registrada nas imagens deste sábado (18).

Quanto a aeronave, o "Harpia 01" deverá passar por um extenso processo de avaliação dos danos, onde o choque gerado pela colisão pode ter causado severos danos a transmissão da aeronave, além dos custos de substituição das pás do rotor e demais componentes avariados pela colisão.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio, leste europeu e América Latina, especialista em assuntos de defesa e segurança, membro da Associação de Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais (AVCFN), Sociedade de Amigos da Marinha (SOAMAR), Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro (CVMARJ) e Associação de Amigos do Museu Aeroespacial (AMAERO).


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sábado, 18 de janeiro de 2020

Exército Brasileiro lança seu novo plano estratégico

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O Exército brasileiro divulgou recentemente seu documento de plano estratégico que abrange o período de 2020 a 2023. O documento direciona o esforço de investimento da força nos próximos quatro anos, continuando o processo de transformação do exército.

O documento abrange 15 ações principais e um total de 34 medidas gerais em várias áreas, compreendendo principalmente a aquisição de equipamentos, incluindo obuses de artilharia de campo, equipamentos para soldados, armas pequenas, armas terrestres e veículos aéreos não tripulados (UGVs / UAVs), multifuncionais blindados barcos, helicópteros de transporte e ataque, radares de vigilância aérea, simuladores, mísseis de cruzeiro, foguetes guiados, aeronaves utilitárias, sistemas de defesa aérea de altitude média, morteiros, armas anti-armadura e veículos blindados 4x4;

O plano também abrange a modernização do hardware existente, incluindo veículos blindados e helicópteros; o desenvolvimento de equipamentos em conjunto com a indústria local, incluindo UGVs, simuladores, munição, rádios definidos por software e AFVs com rodas e rastreados, contribuindo assim para a base tecnológica e industrial de defesa do país; o estabelecimento de novas unidades e organizações e a transformação e reestruturação de várias existentes; redução de pessoal e atividades selecionadas; atividades de pesquisa em várias áreas, incluindo sistemas de guerra eletrônica (EW), recursos cibernéticos, munição de longo alcance, defesa QBRN, mísseis, inteligência artificial, simulação, camuflagem adaptativa e UAVs; melhorias na saúde; e a revitalização da infraestrutura existente e a construção de nova infraestrutura.

Também abrange melhorias no gerenciamento de logística e sistemas de informação, bem como sistemas de educação, doutrina e treinamento e suas instalações; a aquisição de novos recursos de financiamento; reestruturação do Centro Tecnológico do Exército e da Diretoria de Manufatura; a modernização da produção nos arsenais do exército; uma reestruturação das operações psicológicas; a melhoria das defesas cibernéticas; melhorias logísticas; a melhoria das capacidades de defesa e engenharia QBRN; a racionalização da cooperação militar com outros exércitos; participação em missões de manutenção da paz e de ajuda humanitária; melhorias nos recursos de EW, comando e controle e TI; e uma expansão do sistema de monitoramento de fronteiras do país.

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Forças aerotransportadas da Rússia recebem novas viaturas BMD-4M e BTR-MDM

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Paraquedistas baseados em Pskov, no noroeste da Rússia, receberam um equipamentos de combate de última geração que inclui mais de 35 veículos de combate de infantaria aerotransportada BMD-4M e veículos blindados BTR-MDM 'Rakushka', informou o Ministério da Defesa nesta sexta-feira (17).
"O conjunto de equipamentos militares do sétimo batalhão para os pára-quedistas de Pskov inclui 39 itens do equipamento de combate da próxima geração: 31 veículos BMD-4M e oito veículos BTR-MDM 'Rakushka'", informou o ministério em comunicado.
O vice-comandante-geral da Força Aérea Anatoly Kontsevoi foi citado como tendo dito no comunicado que este ano mais dois conjuntos de veículos de combate deverão ser entregues aos paraquedistas russos.
"Todos os militares do regimento de ataques aéreos que receberam o equipamento militar passaram por cursos de treinamento no 242º centro de treinamento em Omsk, para que os especialistas mais jovens da Força Aérea aprendam a operar os novos tipos de armamento", diz o comunicado.
O veículo de combate aerotransportado de infantaria BMD-4M pesa 14 toneladas, armado com um canhão de 100 mm que também serve como lançador de mísseis anti-tanque Arkan, com capacidade para 34 cartuchos e quatro mísseis, também possui um canhão automático de 30 mm com uma carga de 500 munições, além da metralhadora de 7,62 mm.
O BMD-4M é capaz de desenvolver uma velocidade máxima de 70 km/h e mover-se na água a uma velocidade máxima de 10 km/h. O veículo de combate tem uma tripulação de três e pode transportar até cinco militares da força de assalto.
O BTR-MDM 'Rakushka' é um veículo blindado russo desenvolvido na Fábrica de Tratores de Volgogrado. O veículo de combate de 13,2 toneladas está armado com duas metralhadoras. Tem uma tripulação de dois e pode transportar até 13 membros da força de assalto. O Rakushka é designado para transportar pessoal (força de assalto), munição, peças de reposição, combustíveis e lubrificantes para a Força Aérea e unidades de infantaria naval.
O grande ganho proporcionado por estes meios é a possibilidade de implantá-los no campo de batalhas através dos três meios, sendo possivel o avanço por terra, lançamento aéreo, ou ainda inserção através de operações de desembarque anfíbio, algo que dá grande flexibilidade de emprego destes meios.
O BMD-4M apresenta modernas características que o tornam um atrativo VBCI (Veiculo Blindado de Combate de Infantaria), o qual atenderia as lacunas existentes nas forças armadas brasileiras.

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Nova Guerra-Fria? Congresso Norte Americano quer novas formas de dissuadir a China

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Dias após a marinha da China encomendar seu maior e mais avançado navio de guerra de superfície até o momento, em um caminho para cerca de 420 navios até 2035, especialistas disseram ao Congresso que os EUA devem formar uma estratégia nova e criativa para deter a China, além das armas nucleares.
Dirigindo-se ao Comitê de Serviços Armados da Câmara na quarta-feira (15), o ex-subsecretário de Defesa para políticas Michele Flournoy, o ex-diretor de célula de aquisição rápida conjunta, Andrew Hunter, e o contra-almirante aposentado Michael McDevitt, alertaram que a China está a caminho de superar a América tecnologicamente e no mar.
As três testemunhas ofereceram uma série de recomendações concretas para preservar uma garantia de segurança credível da América para seus aliados no Pacífico.
"O principal objetivo militar dos Estados Unidos hoje deve ser restabelecer a dissuasão credível", disse Flournoy, que agora lidera os consultores da WestExec. “Militarmente, o ressurgimento de uma grande competição pelo poder exige que os Estados Unidos reimaginem como detemos e, se necessário, lutamos e prevalecemos em um futuro conflito com a China. A vantagem militar dos Estados Unidos está diminuindo rapidamente à luz dos esforços de modernização da China. ”
As declarações ocorreram um dia após o alto oficial da Marinha dos EUA ter dito ao simpósio anual da Surface Navy Association que seu serviço precisa de uma parcela maior do orçamento militar para acompanhar a Marinha da China, em rápido crescimento. Mas, na audiência, o presidente do HASC, Adam Smith, indicou que deseja soluções que não alimentem uma corrida armamentista ou drenem indevidamente os cofres dos Estados Unidos.
"Acho que é um erro olhar para um problema e dizer: 'Não podemos restringir recursos, temos que resolver o problema da maneira que pudermos'", disse Smith, D-Wash.
Alvos numéricos como o objetivo de 355 navios da Marinha estavam desatualizados, argumentou Flournoy, sugerindo que um objetivo melhor seria a capacidade de manter a frota chinesa em risco por 72 horas. Isso poderia envolver os mísseis anti-navio de longo alcance da Marinha em bombardeiros B-2 "Spirit" da Força Aérea no curto prazo. A longo prazo, isso poderia incluir forças terrestres americanas em campo, artilharia de longo alcance distribuída ou mísseis hipersônicos no Pacífico, mas fora do alcance chinês.
"Não estou sugerindo que afundemos a frota chinesa em um dia. O que estou sugerindo é que, se pudéssemos dizer a eles: 'Se você praticar esse ato de agressão, está colocando em risco toda a sua frota imediatamente; você entende?" Disse Flournoy, "Isso pode ser muito bom para dissuasão".
Em uma troca posterior com Flournoy, o co-presidente da Future of Defense Task Force, Seth Moulton, questionou o efeito dissuasor do grande e caro arsenal nuclear dos Estados Unidos. Flournoy reconheceu o valor estratégico das armas nucleares, mas disse que seu custo pode minar os dólares a partir de desenvolvimentos tecnológicos, acrescentando que a ênfase deve estar em acordos de controle de armas, dissuasão convencional e novos conceitos .
“Nós não entramos na liderança chinesa e em seus cálculos com um profundo entendimento para saber como realmente efetuam seus cálculos de custos no curto prazo e no longo prazo, comparando com o que estamos investindo”, disse.
Em outubro, o Partido Comunista da China marcou 70 anos no poder com uma parada militar que exibiu mísseis nucleares projetados para driblar as defesas dos EUA e exibiu um drone de ataque supersônico, entre outros produtos que marcam duas décadas de desenvolvimento de armas. A exibição destacou os objetivos estratégicos do país de deslocar os Estados Unidos como o poder dominante da região da Ásia-Pacífico e impor reivindicações potencialmente voláteis a Taiwan, o Mar do Sul da China e outros territórios disputados.

E o novo navio da China?

No domingo (12), a Marinha do Exército de Libertação do Povo Chinês encomendou seu maior e mais avançado navio de guerra de superfície até agora, seu primeiro destróier Tipo 055 deslocando 10.000 toneladas, de acordo com o The Japan TimesEspera-se que o navio faça parte da escolta dos novos porta-aviões em grupos de batalha e é visto um passo à frente, já que Pequim procura operar mais longe de suas costas e no oeste do Pacífico.

Embora o objetivo de construção naval da China seja secreto, provavelmente pretende ter cerca de 420 navios até 2035, de acordo com McDevitt do Centro de Análises Navais. Pequim está começando a reunir uma força expedicionária capaz que incluir fuzileiros navais, grandes navios anfíbios, Navios Aeródromos e embarcações logísticas, que poderiam ser operadas por todo o Pacífico e ao longo do litoral da África.
"A China certamente não é proeminente no Pacífico oriental, no Oceano Índico, no Mar Mediterrâneo ou no Oceano Atlântico, mas está trabalhando nisso", disse McDevitt, acrescentando que a China agora tem "a segunda maior marinha de águas azuis do mundo.”
Em vez de tentar igualar navio por navio, os EUA devem trabalhar para melhorar o problemático navio de combate costeiro, em vez de descartá-lo, disse ele.
Questionado sobre possíveis áreas de investimento para o Departamento de Defesa, McDevitt sugeriu que Washington incentive os aliados da região a desenvolver, como a Austrália, uma capacidade de combater as forças de negação de área da China e aumentar o número de submarinos de ataque nuclear dos EUA. implantado na região de oito a quinze, com quatro deles no Japão.
O Pentágono também deve encontrar um meio de interromper temporariamente a capacidade da China de atacar navios dos EUA, disse McDevitt - provavelmente através de interferência ou algum tipo de guerra anti-satélite.
“A China está se tornando tão dependente quanto nós do espaço, das redes cibernéticas e, portanto, sem a capacidade de vigiar o oceano aberto, eles não podem usar seus mísseis balísticos antinavio; eles não sabem onde estão seus submarinos; eles não sabem onde lançar suas aeronaves”, disse McDevitt.
Da mesma forma, a China pode invadir os sistemas americanos para impedir que os ativos militares dos EUA respondam a uma crise. Para combater isso, disse Flournoy, as Forças Armadas dos EUA devem amadurecer o seu Sistema Avançado de Gerenciamento de Batalha, que a Força Aérea espera que as informações coletadas por várias plataformas sejam transformadas em uma imagem total do campo de batalha.
"Isso exigirá avanços na integração de sensores, processamento de dados, inteligência artificial, integração de rede para todos os diferentes atores, integração de rede e computação em nuvem", disse ela.
Flournoy também destacou um forte papel potencial de sistemas não tripulados para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento, ataque e contra minagem, bem como drones submarinos de maior deslocamento.
Isso coincidiu com uma ampla conversa sobre os esforços da China para superar os Estados Unidos econômica e tecnologicamente, e como o Pentágono pode se recuperar. Os especialistas ofereceram idéias para ajudar o Departamento de Defesa a superar suas lutas para adaptar rapidamente novas tecnologias e desenvolver softwares, o que significará a criação de novas dotações orçamentárias flexíveis, a transferência de dinheiro de programas herdados para novas tecnologias e a descoberta de novas maneiras de atrair talentos tecnológicos.
Um problema é que as firmas comerciais inovadoras que obtêm recursos financeiros para o desenvolvimento do Departamento de Defesa frequentemente aguardam no "vale da morte" a decisão de produção do Departamento de Defesa. Flournoy sugeriu um fundo intermediário para essas empresas - em áreas competitivas como inteligência artificial, segurança cibernética e computação quântica - como uma maneira de conter a pressão de seus investidores para abandonar o departamento em vez de esperar.
Embora o Congresso tenha concedido ao Pentágono uma gama de autoridades flexíveis para contratações rápidas, a força de trabalho das aquisições ficou para trás em usá-las, disse Hunter, ex-diretor da Cell Rapid Acquisition Cell.
Outra área problemática tem sido a burocracia envolvida na transferência de dinheiro entre compras, pesquisa e desenvolvimento e contas de operações e manutenção; e ainda outro problema é que os funcionários de aquisições são muito tímidos quanto ao lançamento de novos programas de inicialização.
“Estou tentando pensar em uma maneira educada de dizer isso”, disse Hunter. “Ninguém sabe o que está acontecendo com novos começos: existem 15 definições diferentes do que são e as pessoas tendem a adotar a abordagem mais conservadora , o que significa que eles estão constantemente esperando e aguardando aprovação sobre as coisas que deveriam estar mudando. ”

Tradução e Adaptação : Angelo Nicolaci - GBN Defense

FONTE: DEFENSE News
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Marinha russa receberá quarto Caça-Minas da Classe "Alexandrit" dia 29 de janeiro

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O estaleiro Sredne-Nevsky, em São Petersburgo, no noroeste da Rússia, exibirá no próximo dia 29 de janeiro, o quarto navio do Project 12700, conhecido como Classe "Alexandrit". Esse quarto navio será batizado "Yakov Balyayev", segundo informe recebido do estaleiro nesta sexta-feira (18).
Os novos navios da classe "Alexandrit" de contra-medidas de minagem, são descritos como à nova geração da força de minagem e varredura, designados para combater minas marítimas, incluindo minas navais inteligentes, sendo capazes de detectar ameaças na superfície e no fundo do mar sem entrar na zona de risco. Os novos navios empregam várias tecnologias de varredura, assim como drones subaquáticos autônomos e controlados remotamente. Esta classe desloca 890 toneladas, com 62 metros de comprimento e dez metros de boca, tem como dotação padrão uma equipe de 40 homens.
Os navios de contra-medidas de minagem do "Project 12700" (varredores de minas) têm seu casco feito de plástico reforçado com fibra de vidro. Como vantagem, esta solução proporciona maior resistência do navio em comparação com o casco de aço. O casco feito de plástico reforçado com fibra de vidro monolítica tem uma vida útil mais longa do que o casco feito de aço com baixa magnética, enquanto seu peso é consideravelmente menor. O primeiro navio da Classe "Alexandrit", batizado "Alexander Obukhov", foi entregue à Marinha Russa em 2016.

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Ministério da Defesa homenageia os militares que pereceram no terremoto de 2010 no Haiti

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No último domingo, dia 12 de janeiro, completaram-se dez anos do terremoto que deixou um rastro de destruição, com cerca de 230 mil mortos e mais de um milhão e quinhentos mil haitianos desabrigados. Registra, de forma profunda, a história da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH), pela perda de 18 preciosas vidas de militares do Exército Brasileiro, no cumprimento do dever.


Assim, o Ministério da Defesa reconhece o trabalho realizado por todos que atuaram na nobre Missão de Paz no Haiti, mas, sobretudo, o trabalho daqueles que atingiram o auge da dedicação à profissão militar, que, extrapolando o juramento de dar a própria vida por nossa Pátria, pereceram pela melhoria da vida de pessoas de outro país. Materializaram, assim, o que de melhor se pode oferecer à humanidade: a busca do bem comum para si e para todos os seres sobre a terra.

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) foi criada em 2004, para conter a deflagração de uma guerra civil naquele país, e esteve sob o comando de militares brasileiros por 13 anos, alcançando, com sucesso, níveis de segurança adequados em diversas áreas, principalmente nos bairros mais violentos da capital Porto Príncipe, como Bel Air, Cité Militaire e Cité Soleil.


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Após o desastre, além do trabalho que o Brasil já executava, passou a desempenhar as tarefas de reconstrução e de assistência humanitária, realizando a distribuição de mais de três mil e quinhentas toneladas de mantimentos, procedimentos cirúrgicos para cerca de mil e novecentas pessoas e atendimento médico geral para outras 40 mil pessoas afetadas pelo desastre.

Que esta data seja enaltecida, em memória dos 18 valorosos militares que, longe de seus lares, faleceram no cumprimento do dever. Entre as vítimas, estavam, os promovidos post mortem aos postos e graduações: General de Brigada Emilio Carlos Torres dos Santos; General de Brigada João Eliseu Souza Zanin; Coronel Marcus Vinícius Macedo Cysneiros; Tenente-Coronel Francisco Adolfo Vianna Martins Filho; Tenente-Coronel Marcio Guimarães Martins; Capitão Bruno Ribeiro Mário; Segundo-Tenente Raniel Batista de Camargos; Primeiro-Sargento Davi Ramos de Lima; Primeiro-Sargento Leonardo de Castro Carvalho; Segundo-Sargento Rodrigo de Souza Lima; Terceiro-Sargento Ari Dirceu Fernandes Júnior; Terceiro-Sargento Washington Luiz de Souza Seraphim; Terceiro-Sargento Douglas Pedrotti Neckel; Terceiro-Sargento Antonio José Anacleto; Terceiro-Sargento Tiago Anaya Detimermani; Terceiro-Sargento Felipe Gonçalves Júlio; Terceiro-Sargento Rodrigo Augusto da Silva; e Terceiro-Sargento Kleber da Silva Santos.

As tropas brasileiras deixaram definitivamente o Haiti em 15 de outubro de 2017, com todos os objetivos definidos pela ONU para o Componente Militar plenamente alcançados.


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O terremoto de 2010

No dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto com magnitude 7.0 na escala Richter destruiu a capital do Haiti, Porto Príncipe, e deixou milhares de mortos e feridos, incluindo milhares de pessoas que tiveram membros amputados, e cidadãos desabrigados. Dentre os mortos, militares brasileiros e a presidente da Pastoral da Criança, Zilda Arns.

O desastre natural causou grandes danos à cidade e a outras localidades do país, com milhares de edifícios destruídos, incluindo o Palácio Presidencial, o edifício do Parlamento e a sede da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH).


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Por Comandante Cleber Ribeiro, com informações do CCOMSEx

Fotos: Divulgação/ MD
Assessoria de Comunicação Social (Ascom) Ministério da Defesa

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Operação "Amazônia Azul - Mar limpo é Vida!" chega à 3ª fase, confira no GBN Defense

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Na última quinta-feira (16), atracamos no porto de Maceió, Alagoas, onde foi dado inicio ao trabalho do contingente de  Fuzileiros Navais que encontra-se destacado a bordo do PHM "Atlântico, nesta 3ª Fase da Operação “Amazônia Azul – Mar Limpo é Vida!”, cenário em que esta inserida a "Operação ASPIRANTEX 2020", a movimentação tem iniciado logo nas primeiras horas da atracação, onde as guarnições realizaram toda preparação para seguir rumo as localidades de Feliz Deserto e Piaçabuçu, distante cerca de 100km de nossa posição, o destacamento de Fuzileiros Navais conta com viaturas e lanchas leves trazidas a bordo, que serão empregadas pelas equipes na revisitas de praias da região. O principal objetivo da ação é certificar que não há mais incidência do óleo que chegou as praias do litoral do Nordeste no segundo semestre de 2019, causando um enorme dano ambiental, o que desencadeou uma complexa operação de resposta que mobilizou vários meios de superfície e aéreo, além de resultar no envio de milhares de militares de vários OM's da Marinha do Brasil e demais forças.

Caso seja detectada alguma nova incidência de óleo, os militares realizarão a limpeza e recolhendo amostras que deverão ser enviadas ao Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, onde serão analisadas.

A operação que não se limita a Alagoas, ocorrendo em simultâneo ações nas localidades em que se encontram os demais navios que compõe a Força Tarefa destacada para "ASPIRANTEX 2020", desembarcando contingentes que se juntam ao efetivo dos coordenadores regionais e do Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) em diversos portos da região Nordeste. O GAA é formado pela Marinha, Agência Nacional de Petróleo e Ibama, tendo por objetivo a contenção e neutralização desse crime ambiental. 

Em Salvador, o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Saboia”  atracou na última terça-feira (14), desembarcando um destacamento de Fuzileiros Navais que participam nas atividades da “Operação Verão – Mares Seguros e Limpos”, missão desenvolvida em conjunto com a Operação “Amazônia Azul – Mar Limpo é Vida!”, realizando inspeções no mar e em terra. 

O NDCC “Almirante Saboia” no âmbito desta operação tem programada escalas em Natal no ma próxima segunda-feira (20), e Fortaleza no dia 24 de janeiro, onde seu destacamento de Fuzileiros Navais irá realizar visitas em praias onde houveram incidência de óleo.

O GBN Defense irá entrevistas a Segundo-Tenente Liana, que compõe o destacamento de 160 Fuzileiros Navais que estão embarcados no PHM "Atlântico" conosco, para conhecer um pouco mais sobre as particularidades dessa nova fase da missão.

Na próxima segunda estamos suspendendo rumo a Salvador, onde chegamos no dia 24 de janeiro, e publicaremos mais informações sobre as operações desenvolvidas.


Texto e Imagens: Angelo Nicolaci

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Monitorando seu inimigo: O "Projeto Dark Gene"

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Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos procuravam obter o máximo possível de informações sobre a evolução do poderio militar e da defesa aérea da União Soviética. Para isso eram executadas várias missões de reconhecimento partindo de países aliados dos EUA próximos da URSS, como a Turquia, a Noruega, Taiwan e o Irã, por exemplo. No caso desse último, várias missões de Inteligência de Sinais (ELINT) foram lançadas a partir do território iraniano, principalmente após o estreitamento das relações entre os EUA e o Irã nos anos 1960, na época governada pelo Xá (Shah) Reza Pahlevi. Essas missões fizeram parte do chamado “Projeto Dark Gene” (“Gene Sombrio”, em tradução livre).

O Projeto Dark Gene foi um programa de reconhecimento aéreo coordenado pela Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) e executado pela Imperial Força Aérea do Irã (IIAF) a partir de bases dentro do Irã contra a União Soviética. O programa foi executado em conjunto com o “Projeto Ibex”, que era uma missão ELINT mais tradicional, usando bases em território iraniano, próximo a fronteira soviética. Aeronaves e pessoal norte-americano especializados foram estacionados em bases aéreas situadas em vários locais do Irã e voavam regularmente através da fronteira para a URSS através de possíveis buracos na cobertura do radar. A clara intenção do programa era testar a eficácia da defesa aérea e a interceptação soviética e resultaram pelo menos em uma perda confirmada e provavelmente mais aeronaves em combates contra aeronaves soviéticas.


Detalhes do projeto

O confronto direto entre os EUA e a URSS ocorreu ou estava ocorrendo em lugares como a Coreia, Taiwan e a Indochina. O confronto era geralmente limitado a pequenos conflitos, geralmente envolvendo o uso de conselheiros, instrutores e pessoal especializado dos dois países. Após a Guerra da Coreia, os EUA realizaram uma série de voos diretos de reconhecimento sobre a União Soviética, alguns secretos e altamente bem-sucedidos e outros que resultaram em abates e diplomacia tensa, como o incidente do U-2 de Francis Gary Powers em 1960. Para continuar reunindo informações, os EUA precisavam desenvolver métodos cada vez mais sofisticados à medida que a defesa aérea soviética se tornava mais avançada. Aeronaves como o Lockheed SR-71A Blackbird e modernos satélites de vigilância foram desenvolvidos para tais missões.

O Xá do Irã, um fiel aliado dos EUA que chegou ao poder com a ajuda de um Golpe de Estado organizado pela CIA nos anos 50, ofereceu-se para financiar operações de vigilância e inteligência militar contra a URSS como parte de ajudar os esforços norte-americanos na Guerra Fria. O Xá temia a União Soviética, em particular o relacionamento com o vizinho (e rival) Iraque. A CIA, a empresa aeronáutica Rockwell International e o empresário iraniano Albert Hakim (mais tarde envolvidos no “Caso Irã-Contras”) pagaram diversos subornos a membros influentes do governo do Xá, na área de Defesa, para obter o sinal verde do governo iraniano para facilitar o estabelecimento das operações no país contra a URSS.

A Operação Dark Gene e a Operação Ibex foram duas maneiras pelas quais os iranianos poderiam ajudar devido à sua localização estratégica, entre a URSS e o Golfo Pérsico. A geografia do território iraniano, repleto de grandes montanhas e vales profundos, ofereceu ao programa uma vantagem única, pois a cobertura do radar soviético tinha grandes buracos. A princípio, pilotos norte-americanos que pilotavam aeronaves iranianas operavam independentemente, mas com o tempo o pessoal iraniano se envolveu mais e começaram a realizar suas próprias operações.

Em um determinado ponto durante as operações, devido ao risco de os pilotos ejetarem sobre a URSS, foram criadas diferentes desculpas para explicar por que os pilotos norte-americanos seriam encontrados voando em aviões de combate com marcas iranianas sobre a União Soviética. A desculpa que eles usariam foi que os pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) estavam treinando os pilotos da IIAF em suas novas aeronaves e simplesmente se perderam. Normalmente, nesse estágio, um iraniano pilotava enquanto um oficial da USAF sentava no assento do navegador.

Como as operações continuaram, os EUA forneceram à Imperial Força Aérea Iraniana aeronaves avançadas no estado-da-arte, que não foram oferecidas a mais nenhum outro país na época, como o McDonnell Douglas RF-4C Phantom II (recheado com uma sofisticada e exclusiva suíte ELINT, sendo considerado os F-4 mais caros do mundo) e o Grumman F-14 Tomcat, que além de ter sido enviado para o Irã para combater os MiG-25 de reconhecimento que ocasionalmente sobrevoavam o território iraniano em alta velocidade, também provavelmente foram equipados com uma moderna suíte de reconhecimento eletrônico, superior até do que os caças da Marinha dos Estados Unidos (USN) eram equipados. Essas operações terminaram com a Revolução Iraniana em 1979 e supõe-se que o equipamento ELINT tenha sido tomado pela sucessora Força Aérea da República Islâmica do Irã (IRIAF).

Os  RF-4C/E iranianos eram os F-4 mais avançados do mundo, com equipamentos que nem as versões norte-americanas possuíram.
Os F-14A da IIAF também participaram do Projeto Dark Gene, efetuando missões de penetração e reconhecimento eletrônico em território soviético, usando sua alta velocidade para escapar dos interceptadores inimigos.


O "Projeto Ibex"

O Projeto Ibex estava intimamente ligado ao Projeto Dark Gene. Os mesmos aeródromos foram utilizados e as operações foram realizadas em conjunto. Em essência, eles podem ser considerados a mesma operação, cada um com objetivos separados e sobrepostos. Uma das vantagens de operá-los juntos foram os dados dos sistemas ELINT que poderiam ser coletados quando as defesas aéreas soviéticas fossem ativadas por uma aeronave do Projeto Dark Gene que foi detectada. As emissões e atividades resultantes seriam registradas pelas aeronaves do Projeto Ibex no lado iraniano da fronteira.

Financiados pelo Xá, os postos de escuta foram construídos no norte do Irã pela CIA. Após a Revolução Iraniana, o Irã manteve as instalações em “condição impecável”, apesar de ter pouco ou nenhum conhecimento sobre como operá-las, devido a fuga dos especialistas norte-americanos e iranianos fiéis ao antigo regime. Com o potencial de fornecer informações sobre movimentos de tropas iraquianas, antes e no início da Guerra Irã-Iraque, um ex-funcionário da CIA, chamado George Cave, aconselhou o governo interino do Irã a usar o sistema.


Em combate

Cerca de quatro a seis aeronaves envolvidas no projeto podem ter sido derrubadas por interceptadores soviéticos. Duas das aeronaves não confirmadas, mas reivindicadas pelos soviéticos, foram um RF-5B pilotado por pilotos norte-americanos e um RF-5A, pilotado por pessoal da IIAF, em missões de reconhecimento pela União Soviética adentro.


O Northrop RF-5B da IIAF também participou do Projeto Dark Gene (na foto, um F-5F iraniano).
No dia 28 de novembro de 1973 houve um engajamento entre uma aeronave RF-4C pilotada pelo major Shokouhnia da IIAF e o coronel da USAF John Saunders, no banco traseiro, e um Mikoyan MiG-21 Fishbed soviético pilotado pelo capitão Gennadii N. Eliseev. O piloto soviético disparou dois mísseis Vympel K-13 na aeronave iraniana, não conseguindo atingí-la. Ele recebeu ordens do controle de solo para continuar seu ataque a qualquer custo e, com o canhão emperrado e sem mísseis, resolveu colidir com a aeronave iraniana. Ele atingiu a cauda do RF-4C com sua asa (o momento do abalroamento está representado na imagem que abre esse artigo) e depois, após perder o controle, chocou-se em velocidade supersônica contra uma montanha, não conseguindo ejetar-se a tempo. Foi o primeiro abalroamento de jato a jato por uma aeronave soviética durante uma interceptação, uma prática comum durante a Segunda Guerra Mundial. O capitão Eliseev foi condecorado postumamente como um Herói da União Soviética. A tripulação da aeronave RF-4C ejetou com sucesso, mas foi capturada pelas forças terrestres soviéticas e liberada após 16 dias.

Em 1978, quatro Boeing CH-47C Chinook iranianos entraram na União Soviética enquanto supostamente efetuavam uma missão de treinamento (os soviéticos posteriormente acusaram os helicópteros de estarem efetuando uma missão ELINT). Um foi abatido e outro danificado por um Mikoyan MiG-23 Flogger soviético. A interceptação possivelmente ocorreu devido ao Projeto Dark Gene, pois os soviéticos haviam aumentado suas defesas aéreas na fronteira iraniana em resposta a incursões anteriores.


Um Boeing CH-47C Chinook da IIAF.


Equipamento

As bases aéreas envolvidas foram operadas em conjunto pela CIA e pela IIAF e protegidas por minas terrestres e arame farpado. Como parte da conexão com o Projeto Ibex, haviam cinco instalações em locais isolados para monitorar as comunicações na União Soviética. O contato deles com o mundo exterior foi mantido pelo ressuprimento aéreo apenas através de aeronaves de Havilland Canada DHC-4 Caribou. O equipamento especial foi fornecido pela Rockwell International e o financiamento foi amplamente fornecido pelo governo iraniano.

Outras aeronaves utilizadas durante o projeto, todas com marcas da IIAF mas operadas por pessoal norte-americano e iraniano: McDonnell Douglas RF-4C/E Phantom II, Northrop RF-5A/B Freedom Fighter, Boeing 707, Lockheed C-130H Hercules e o de Havilland Canada DHC-4 Caribou (apoio logístico).

A maioria das aeronaves a seguir tinha pacotes de guerra eletrônica personalizados instalados para suas missões. O Boeing 707, por exemplo, tinha treze tripulantes operando equipamentos de vigilância interna. Foram utilizados receptores de banda larga e banda estreita. Os RF-5A/B possuíam um equipamento de reconhecimento mais simples, enquanto os RF-4C/E possuíam equipamento bem mais sofisticado.

Os Boeing 707 da IIAF também participaram do Projeto Dark Gene, sendo equipados com sofisticados equipamentos eletrônicos.

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Por Luiz Reis, Professor de História da Rede Oficial de Ensino do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza, Historiador Militar, entusiasta da Aviação Civil e Militar, fotógrafo amador. Brasiliense com alma paulista, reside em Fortaleza-CE. Luiz colaborou com o Canal Arte da Guerra e atua esporadicamente nos blogs da Trilogia Forças de Defesa e no Blog Velho General, também fazendo parte da equipe do GBN Defense. Presta consultoria sobre História da Aviação. Contato: lcareis@gmail.com




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ASPIRANTEX 2020 - O GBN Defense embarcou no "Atlântico"

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No dia 9 de janeiro, foi dado início a operação “ASPIRANTEX-2020”, que reúne nesta edição 2.700 militares de diversas organizações militares (OM), dentre estes 244 aspirantes do 2º e 3º ano, que estão embarcados nos 11 navios empregados nesta operação, somando a atuação de 13 aeronaves, dentre as quais se encontram os caças AF-1 (A-4KU) “Skyhawk” do Esquadrão VF-1, que foram mobilizados para essa que é uma das mais importantes operações de treinamento e formação da Marinha do Brasil. O cenário escolhido para edição de 2020 é litoral do Nordeste.

Um grupo de Aspirantes acompanha exercício de Leap Frog
Inserida no âmbito da terceira fase da “Operação Amazônia Azul, Mar limpo é vida”, a ASPIRANTEX confere em especial aos alunos do 2º ano, a oportunidade de ter contato com as variadas atividades as quais desempenha a Marinha do Brasil, possibilitando a estes conhecer os aspectos que envolvem o trabalho de cada área, dando base pera que possam definir à qual corpo irão pertencer, podendo optar entre o Corpo da Esquadra, Intendência ou Corpo de Fuzileiros Navais.

No âmbito da “Operação Amazônia Azul, Mar limpo é vida”, os aspirantes poderão acompanhar o trabalho desenvolvido pelas equipes especializadas, as quais terão por missão monitorar os resultados obtidos pelas fases anteriores que responderam a agressão do nosso ecossistema marinho e os variados biomas atingidos pelo derramamento criminoso de óleo no litoral do Nordeste. Aos aspirantes que demonstrarem interesse, não sendo o objetivo da operação sua participação direta, sendo permitido a participação como voluntários nas atividades desenvolvidas, que visam minimizar os impactos negativos criados pelo ocorrido.

Nicolaci acompanha de perto a operação
O GBN Defense esta embarcado e acompanhando de perto todos exercícios e atividades a bordo do PHM Atlântico, a única mídia a acompanhar de perto toda ASPIRANTEX-2020. Nosso editor, Angelo Nicolaci, relata como foi essa primeira parte da Operação, a qual teve a duração de sete dias até a chegada ao primeiro porto de parada, Maceió no Alagoas.

“É muito bom poder acompanhar de perto todo trabalho realizado desde nossa recepção à bordo, a organização é algo que chama muito nossa atenção, no caso desta comissão, estou realizando um trabalho solo, sendo o único representante das mídias de defesa acompanhando os 21 dias de exercícios e atividades, onde tenho recebido o importante apoio da equipe do CCSM, que tem realizado um trabalho brilhante, produzindo um conteúdo de altíssimo nível. Nosso foco nesta primeira fase foi registrar as principais fainas e exercícios realizados nestes sete dias, e tem sido uma experiência muito enriquecedora, onde tenho aprendido muito com nossos homens e mulheres do mar”, disse Nicolaci.

Equipe do CCSM liderada pela Ten. Mônica
“Nós estamos trabalhando muito durante essa viagem, preparando vídeos exclusivos para alimentar nosso novo canal, o qual está sendo aprimorado para trazer ao nosso público um conteúdo ímpar, com objetivo de mostrar como de fato funcionam nossas forças armadas e compartilhar conhecimento. Este novo projeto que tem à frente nossa equipe Valter Andrade e Jair Aniceto, que estão dando forma ao nosso canal no Youtube. Esse trabalho tem como ponta pé inicial justamente a cobertura da ASPIRANTEX 2020, algo que une nosso tradicional compromisso mantido ao longo de 10 anos de muito trabalho como mídia especializada em defesa, com um momento de grande importância na carreira dos nossos futuros oficiais de Marinha, uma vez que essa operação tem como foco demonstrar na prática aos Aspirantes como atuam os vários Corpos da Marinha, os quais eles ao fim da viagem terão a oportunidade de escolher em qual irão seguir carreira”.

A primeira fase da ASPIRANTEX 2020 teve muita ação, dia e noite acompanhamos os mais complexos exercícios de adestramento e qualificação das tripulações envolvidas. No primeiro dia houve uma intensa movimentação de aeronaves dos esquadrões destacados, e tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o emprego de meios aéreos, vendo in-loco como é toda preparação e execução das fainas, o que mobiliza todo navio quando é tocado “Postos de Voo”, no dia seguinte foi a vez de acompanhar exercícios de logística entre os navios envolvidos, com a realização de exercício de Leap-Frog, Light Line e TCL (Transferência de Carga Leve), importantes para garantir as capacidades operativas da Força Tarefa, simulando também ameaça de superfície dentre muitos outros exercícios que iremos apresentar aqui n GBN Defense, explicando como funcionam e sua importância para nossa Marinha do Brasil.

EsqdHI-1 prepara o "Garça" para FOTEX
“No último domingo (12), eu tive a oportunidade de participar da "FOTEX" e registrar imagens aéreas da Força Tarefa. Recebido pela equipe do 1º Esquadrão de Instrução (EsqdHI-1), pegando uma carona na porta do Bell Jet Ranger III, conhecidos como “Garça” na Marinha do Brasil, me possibilitando registrar belas imagens de nossa Marinha operando na imensidão de nossa “Amazônia Azul”, e Nicolaci continua, “Foi muito boa a experiência de voar com EsqdHI-1, desde a preparação do voo, briefing e o voo em sí, tiveram toda preocupação em nos possibilitar realizar nosso trabalho em total segurança”.

Alte Carlos Augusto discursa após Cerimonial à Bandeira
A ASPIRANTEX 2020 também foi cenário de despedida, onde o Almirante Carlos Augusto, Ministro Do Superior Tribunal Militar, realizou sua última viagem como oficial da ativa, marcando uma carreira de 51 anos de serviços em nossa Marinha do Brasil, aproveitando esse momento para compartilhar um pouco de suas experiências e conhecimento com os Aspirantes e Oficiais, ministrando palestras sobre temas importantes.

Mas o trabalho do Nicolaci não acabou ainda, em breve vocês vão conferir matérias inéditas e muita novidade com GBN Defense, entrevistas exclusivas e muito mais. Você pode conferir algumas imagens em nosso Instagram @geopoliticabrasil.




Abaixo colocamos algumas imagens que mostram o que esta por vir aqui no GBN Defense


Operações Aéreas


GRUMEC - A elite da Marinha do Brasil
Classe Niterói participa com três escoltas
"Guerreiros" do EsqdHS-1 - A elite no cenário ASW

Escolta na Força Tarefa

A importância da logística nas operações em alto-mar


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