terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rafale vence na Índia e consegue seu primeiro contrato de exportação

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Após um longo programa de estudos e avaliações, o governo indiano selecionou o vencedor do MMRCA, o caça francês Dassault Rafale sagrou-se o vencedor desta concorrência e irá fornecer a Força Aérea Indiana uma aeronave polivalente e de última geração.

O anúncio tão esperado pode ser o prenuncio de uma nova era para a Dassault, que após anos buscando inserir seu caça no mercado internacional finalmente conseguiu sagrar-se vencedor de uma disputa tão expressiva como o MMRCA.

O Dassault Rafale ainda esta sendo analisado por outras nações que são fortes candidatos a operá-lo, entre eles estão o Reino Unido e o Brasil.

Fonte: GeoPolítica Brasil com Dassault Aviation
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sábado, 28 de janeiro de 2012

Maioria quer Forças Armadas contra o crime

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Pesquisa divulgada nessa quinta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que 58% dos entrevistados são favoráveis a participação das Forças Armadas no combate ao crime.

Para eles, o Exército deve atuar em conjunto com as polícias civil e miltar. Para 42,7%, os militares devem combater o terrorismo, ensinar aos jovens uma profissão (33,5%) e construir estradas, ferrovias e portos (21%).

De acordo com o levantamento, realizado em 212 cidades, 68,3% dos 3.796 entrevistados avaliam como muito bom ou bom o trabalho executado pelos militares no país. Para 23,5%, ele é regular e ruim ou muito ruim para 6%.

O Norte é a região brasileira que mais confia nas Forças Armadas, revela a segunda edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS): Defesa Nacional, divulgado pelo Ipea nesta quinta-feira, 26. 55% dos moradores da região ouvidos pela pesquisa afirmaram ter muita ou total confiança nas Forças Armadas, enquanto 25% confiam razoavelmente. Apenas 19,7% confiam pouco ou nada.

Na média do Brasil, 49,6% indicaram ter muita ou total confiança e menos de 18% não confiam nada. Esta edição do SIPS trouxe ainda informações sobre a percepção do brasileiro em relação às funções das Forças Armadas e às condições oferecidas para que elas sejam exercidas.

Para a maior parte da população, o papel mais importante do Exército, da Marinha e da Aeronáutica é o “combate à criminalidade em conjunto com as polícias”, seguido da “defesa do país em caso de guerra”. Os dois itens obtiveram percentuais próximos: 58,1% e 55,4%, respectivamente. Logo depois vieram as “funções sociais” da Forças Armadas (“ajudar a população com serviços médicos e sociais e em caso de desastres naturais”), com 49,7%.

Os entrevistados avaliaram positivamente as condições dos equipamentos disponíveis para as tropas do país (48% acham bom ou muito bom o estado dos equipamentos e 29%, regular). Mesmo assim, foi generalizada a percepção de que é necessário investir mais na estrutura oferecida às Forças Armadas: sete em cada dez disseram que o orçamento militar deveria aumentar muito ou razoavelmente.

Em relação ao nível de confiança da população nas Forças Armadas, 49,6% confiam totalmente nos militares brasileiros, 32,3% razoavelmente e 17,9% não confiam no Exército, Marinha ou Aeronáutica.

No caso de o Brasil entrar em uma guerra, 16,1% dos entrevistados pelo Ipea aceitam ir para o combate. Outros 28,3% ajudariam sem pegar em armas e 19,7% não participariam de nenhuma maneira do conflito. Entre as mulheres ouvidas, 10% afirmaram que entrariam em combate se necessário.

A participação das Forças Armadas em missões de paz é aprovada por 78,6%. No entanto, para 20,1%, o país não deve enviar soldados às operações sob o comando da ONU (Organização das Nações Unidas).

SIPS
O SIPS Defesa Nacional também questionou os entrevistados sobre a atuação do país em missões de paz da ONU e sobre as formas de contribuição da população em caso de guerra. Ao todo, foram ouvidas 3.775 pessoas, em 212 municípios, abrangendo todas as unidades da Federação.

“Um dos destaques dessa série de pesquisa sobre a Defesa Nacional foi o baixo índice de respostas enquadradas na categoria ‘não soube ou não quis responder’, o que indica que o entrevistado tem uma opinião consolidada sobre o assunto, mesmo que não tenha definições precisas de conceitos”, comentou Edison Benedito, um dos autores do estudo.

Fonte: IPEA
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Brasil, Alemanha e Japão pedem Conselho de Segurança maior

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Brasil, Alemanha, Índia e Japão voltaram a defender nesta quinta-feira a ampliação do número de membros permanentes e rotativos do Conselho de Segurança da ONU, e pediram ainda que a África esteja sempre representada.
"Compartilhamos a visão comum de um Conselho de Segurança ampliado que reflita melhor as realidades geopolíticas do século 21", indicaram os representantes desses países em comunicado conjunto apresentado à Assembleia Geral, onde nesta quinta-feira se debatia novamente a reforma do principal órgão de decisão da ONU.

Esses países, que formam o chamado Grupo dos Quatro (G4), buscam a condição de membros permanentes do Conselho de Segurança.
"Uma ampla coalizão de Estados-membros apoia a ampliação do Conselho de Segurança tanto em sua categoria temporária como na permanente, e também respalda a melhora de seus procedimentos de trabalho", acrescentou o G4 em sua mensagem, apresentada pela embaixadora brasileira na ONU, Maria Luiza Viotti.

O grupo defendeu que essa ampliação seja realizada "levando em consideração as contribuições dos países na manutenção de paz e da segurança internacionais, assim como a necessidade de uma maior representação dos países em vias de desenvolvimento em ambas as categorias".

ÁFRICA

"Em muitas ocasiões, defendemos nossa visão de que a África deveria estar representada na categoria de membros permanentes em um Conselho de Segurança ampliado", acrescentou Viotti em nome do G4, ao tempo que assinalou que 80 países já mostraram por escrito seu respaldo à reforma proposta pelo grupo.

A sessão desta quinta-feira foi a primeira das cinco que a Assembleia Geral tem previstas sobre a reforma do Conselho de Segurança daqui até abril, e nela também se apresentou novamente a coalizão "Unidos Para o Consenso", integrada por Itália, Paquistão, Espanha e México, entre outros países.

Essa coalizão se opõe à proposta do G4 e não deseja a ampliação do número de membros permanentes, mas só dos não-permanentes.

O embaixador italiano na ONU, Cesare Maria Ragaglini, afirmou à Assembleia Geral que o plano do G4 recebe o apoio apenas de 35% dos Estados-membros, "longe da maioria requerida pela Carta das Nações Unidas", em referência aos dois terços da Assembleia e o voto afirmativo dos cinco membros permanentes que contempla a normativa.

VIRAR A PÁGINA

"Após quase 20 anos de debates, chegou o momento de virar a página e pedir ao presidente da Assembleia Geral que reconstrua uma atmosfera de confiança entre os Estados-membros na busca de um compromisso verdadeiro", disse Ragaglini, que pediu "maior flexibilidade" ao G4 em seus pedidos.

A ONU tentou várias vezes desde 1979 empreender negociações para modificar os métodos de trabalho e a composição do principal órgão internacional de segurança, que ainda é um reflexo da situação geopolítica do final da Segunda Guerra Mundial.

O Conselho é composto atualmente por 15 membros, dos quais cinco são permanentes e têm poder de vetar resoluções - França, China, Reino Unido, Estados Unidos e Rússia.

Os outros dez são escolhidos pela Assembleia Geral por um período de dois anos, representando grupos regionais. Atualmente, os membros não-permanentes são Alemanha, Azerbaijão, Colômbia, Guatemala, Índia, Marrocos, Paquistão, Portugal, África do Sul e Togo. 
Fonte: Folha
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BAE Systems fecha contrato de £65 milhões com a Suécia para fornecer Veículos para Todo Terreno

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A BAE Systems assinou um contrato com a FMV, a agência sueca de administração de material de defesa, para fornecer 48 veículos blindados Todo Terreno BvS10, incluindo um amplo pacote de suporte.

O contrato, avaliado em £65 milhões (US$ 100 milhões), sucede a seleção prévia de seu veículo BvS10, em 5 de janeiro. Prevê também a opção de fornecimento de outros 127 veículos e de um pacote de suporte ainda mais abrangente, podendo incluir apoio ao teatro de operações bélicas. Se concretizado, o valor total poderá ser superior ao triplo do atual.

O veículo BvS10 foi escolhido por meio de licitação aberta em junho de 2011. As características específicas do contrato incluem uma melhor ergonomia e proteção para a tripulação, integração da estação de armas remota Protector e sistemas de gestão de rádio e campo de batalha. Além disso, os veículos também serão equipados com lançadores de granadas de fumaça, visando a uma cobertura de 360 graus.

“Fizemos uma avaliação geral do desempenho, preço, custos de suporte dos dois veículos da concorrência e de sua capacidade de entrega-los conforme os requisitos”, disse o General Brigadeiro Anders Carell, Coordenador do comando de compras de sistemas de terra da FMV. “O resultado de nossa avaliação favoreceu claramente a BAE Systems e seu BvS10”.

Os 48 veículos BvS10 serão entregues nas seguintes variantes: transporte de tropas, veículo de comando, ambulância e transporte logístico. Serão fabricados nas recém-reformadas instalações, em Örnsköldsvik, com as primeiras entregas marcadas para outubro de 2012 e a entrega final em novembro de 2013.

“O contrato com a FMV é mais uma prova da capacidade superior que o versátil BvS10 oferece”, disse o Diretor Executivo da BAE Systems Vehicles, Jan Söderström. “Graças à nossa recém-reformada fábrica, poderemos fornecer os BvS10s em um prazo curto e a um preço muito competitivo. As Forças Armadas Suecas poderão contar com uma combinação ideal de mobilidade e proteção”.

A Suécia agora faz parte do grupo que opera os veículos BvS10, composto por Reino Unido, Holanda e França. Mundialmente, já foram vendidas mais de 10 mil unidades da linha anterior de veículos BV206 de menor porte.

Fonte: BAE Systems
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Europeus e árabes apresentam nova proposta sobre a Síria na ONU

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Diplomatas europeus e árabes fizeram circular nesta sexta-feira um novo projeto de resolução sobre a Síria no Conselho de Segurança das Nações Unidas, no qual a Liga Árabe é convocada e que prevê a saída do presidente Bashar al-Assad.

O Conselho de Segurança está em um impasse há meses em relação à Síria. Rússia e China vetaram uma proposta anterior europeia em outubro, acusando o Ocidente de buscar uma mudança de regime.

"Creio que hoje temos a possibilidade de abrir um novo capítulo sobre a Síria", disse o embaixador alemão na ONU, Peter Wittig ao entrar nos debates.

O Marrocos apresentou ao corpo um projeto de resolução de 15 nações - elaborado por Estados árabes junto a Grã-Bretanha, França e Alemanha - que busca colocar fim a meses de estancamento da ONU sobre a Síria.

Rússia e China vetaram em outubro uma resolução europeia anterior, acusando o Ocidente de buscar uma mudança de regime.

O projeto, que ainda deve enfrentar dias de negociações em meio a dúvidas de Rússia e seus aliados, afirma que o Conselho "apoia plenamente" um plano da Liga Árabe lançado na semana passada para resolver a questão síria.

O texto pede que os Estados-membros continuem as sanções impostas pela Liga Árabe contra a Síria em novembro, apesar de não conter ações obrigatórias.

Dias atrás a Liga Árabe apresentou uma iniciativa na qual pediu ao presidente Bashar al Assad que dê "prerrogativas ao vice-presidente" para formar um "governo de união" nacional em "dois meses", para assim preparar eleições legislativas e presidenciais "plurais e livres".

Fonte: AFP
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RAFALE poderá equipar Royal Navy, porém Reino Unido não descarta F-35C

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Após muitos atrasos e aumento dos custos previstos no programa JSF, o Reino Unido  tem cogitado a aquisição junto á França de exemplares do caça embarcado Dassault Rafale M, uma vez que encontra-se em andamento a construção de seus dois novos porta-aviões.

A medida visa cobrir a lacuna ocasionada pelo atraso no programa do caça americano, o qual o Reino Unido participa em conjunto com outras nações. 

Segundo anuncio realizado na última quinta-feira (26), Peter Luff, responsável pelas aquisições de Defesa, o Reino Unido ainda mantém a intenção de receber seus exemplares do F-35 em 2020 para equipar seus novos porta-aviões. Porém, o Rafale M tem sido avaliado para oferecer uma real capacidade de combate á Royal Navy até a entrada em serviço dos primeiros F-35C e provavelmente irá compartilhar o convoo dos novos navios com os caças de origem norte americana.

O Programa JSF enfrenta graves problemas com relação ao cumprimento dos prazos e custos planejados, ainda enfrentando a revisão da defesa dos EUA que ocasionou no cancelamento de vários programas das forças armadas daquela nação.  No início de janeiro o governo americano garantiu aos seus parceiros os prazos previstos para entrega dos primeiros exemplares do novo caça, reduzindo assim a tensão com relação ao futuro do programa.

Fonte: GeoPolítica Brasil

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França vai reduzir papel no Afeganistão; saída será em 2013

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As tropas francesas começarão a transferir a segurança para o Exército afegão em março, e vão se concentrar em treinamento até saírem completamente do Afeganistão no final de 2013, disse o presidente Nicolas Sarkozy nesta sexta-feira.

Sarkozy suspendeu as operações de treinamento e apoio em terra na semana passada, e enviou seu ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas para Cabul depois que quatro soldados franceses foram mortos por um soldado afegão rebelado.

Embora a decisão francesa não seja uma retirada completa, a medida põe fim às operações militares de Paris na linha de frente, uma decisão que pode significar um impulso para Sarkozy antes da eleição presidencial.

Paris tem 3.600 soldados no Afeganistão, como parte de uma força de 130.000 membros liderada pela Otan. Os soldados franceses patrulham principalmente Kapisa, uma província montanhosa perto de Cabul.

Falando depois de conversar com o presidente afegão, Hamid Karzai, em Paris, Sarkozy disse que a França teria apenas um papel de treinamento e apoio assim que entregassem Kapisa para as forças afegãs.

"O presidente Karzai nos garantiu que a província de Kapisa, onde está baseado o contingente francês, passará para a responsabilidade afegã a partir de março", disse Sarkozy.

Mil soldados franceses devem sair do Afeganistão até o final deste ano, e o restante até 2014.

Desde a semana passada, quando quatro militares franceses foram mortos num ataque no Afeganistão, Sarkozy enfrenta uma nova onda de contestação popular sobre a participação da França no conflito. Seu principal rival e líder nas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais, François Hollande, promete retirar as forças franceses ainda em 2012.

No anúncio desta sexta-feira, Sarkozy explicou que, dos 3.600 militares franceses atualmente no Afeganistão, mil voltarão para casa já este ano - 400 a mais do que o anunciado em 2011.

Sarkozy disse ter recebido garantias de Karzai de que as tropas francesas terão a segurança necessária para, "a partir de amanhã", retomarem os trabalhos de treinamento das forças afegãs.

Fonte: GeoPolítica Brasil com Agências de Notícias
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Rússia reclama de esboço da ONU sobre Síria e quer negociar

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O embaixador da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU), Vitaly Churkin, afirmou nesta sexta-feira que o esboço de uma resolução árabe-europeia sobre a Síria que circulou no Conselho de Segurança era parcialmente inaceitável, mas que a Rússia estava pronta para "negociá-la".

Churkin falou a repórteres depois que Marrocos apresentou ao conselho o esboço, destinado a apoiar um plano da Liga Árabe para resolver a crise na Síria, onde mais de 5 mil pessoas morreram durante os 10 meses de repressão aos protestos anti-governo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com diplomatas, Churkin disse em uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança que ele estava "profundamente desapontado" com o esboço da resolução.

Churkin afirmou ao conselho de 15 nações que discordava da tentativa da Liga Árabe de "impor uma solução externa" ao conflito na Síria, e rejeitou a ideia de um embargo de armas e do uso da força, disseram à Reuters diplomatas presentes à reunião que pediram anonimato.

No entanto, ele não deixou explícita a ameaça de vetar a resolução, que o embaixador francês Gérard Araud disse esperar que fosse votada na próxima semana.

Diplomatas disseram que o Marrocos circulou para o Conselho de Segurança um esboço da resolução árabe-europeia apoiando o pedido da Liga Árabe para que o presidente sírio, Bashar al-Assad, transfira seus poderes para seu vice, a fim de formar um governo de unidade e preparar o país para eleições.

A França e a Grã-Bretanha redigiram a resolução em consultas com o Catar e o Marrocos, além de Alemanha, Portugal e os Estados Unidos. A resolução tem o objetivo de substituir um esboço russo que delegados ocidentais disseram ser fraco e irrelevante demais, à luz do novo plano da Liga Árabe.

Diplomatas disseram que tanto Churkin quanto o enviado da China foram contra a ideia de impor um embargo de armas ou de apoiar o uso da força contra a Síria, o que Araud e o enviado britânico Mark Lyall Grant destacaram que não estavam no esboço árabe-europeu.

Araud disse a jornalistas que as negociações sobre as revisões do texto começariam no início da próxima semana.

O esboço da resolução, obtido pela Reuters, pede "uma transição política" na Síria. Embora não peça sanções da ONU contra Damasco, diz que o Conselho de Segurança poderia "adotar mais medidas" se a Síria não aceitasse os termos da resolução.

Rússia e China vetaram um esboço de resolução europeia em outubro que condenava a Síria e ameaçava o país com sanções por causa de sua repressão de 10 meses contra manifestantes pró-democracia.

Fonte: Reuters
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A nova estratégia de defesa dos EUA e a Europa

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Os EUA têm desde 6 de Janeiro uma nova estratégia de defesa. O documento, como é costume, interessa a todo o mundo e, como tal, está a ser escalpelizado pelos especialistas. Conforme se previa, agora que acabaram os compromissos no Iraque e os do Afeganistão estão a encaminhar-se nesse sentido, o foco das atenções, em termos de presença militar, vai poder transferir-se mais abertamente para a Ásia e Pacífico. É um movimento esperado há bastante tempo; só não terá sido concretizado mais cedo devido aos compromissos das intervenções atrás referidas.

A postura em relação à Europa irá também evoluir. Também não é novidade, mas os europeus talvez ainda não tenham interiorizado as prováveis vertentes da mudança. Sabem que podem contar, pelo menos por enquanto, com o empenhamento de Washington em manter o compromisso de defesa colectiva, tal como expresso no artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte, pois o documento é explícito a esse respeito. Terão, no entanto, que passar a ter em conta que para os EUA esta é também uma oportunidade de “reequilibrar o investimento militar na Europa” («rebalance the military investment in Europe»). A frase chave, a que talvez ainda não se tenha prestado atenção suficiente, é a seguinte: «moving from a focus on current conflicts towards a focus on future capabilities».

É uma maneira de dizer que o que esperam dos europeus é sobretudo maior cooperação nos seus esforços para manter a paz e estabilidade no mundo; por outras palavras, que é preciso resolver o défice de cooperação europeia que tem vindo a desequilibrar o relacionamento transatlântico e vai minando a coesão da Aliança. É o desafio que está no lado europeu.

Do lado americano, o principal desafio reside, como se reconhece no texto, no facto de nunca o balanço entre recursos e necessidades ter sido tão delicado como é presentemente. Esse foi, com certeza, um dos principais condicionantes do processo de elaboração da orientação agora aprovada. E não é pequeno; para já são 450 mil milhões de dólares que será necessário reduzir durante os próximos dez anos. Poderão ser mais 500 mil milhões se no Congresso não se chegar a um entendimento sobre o plano de redução do défice.

É uma quantia enorme para cortar mas a verdade é que nunca o Pentágono tinha tido um período de 11 anos de sucessivos aumentos do orçamento. No tempo de Reagan, o crescimento histórico, então verificado, só durou quatro anos e foi seguido por 13 anos de reduções. Como serão concretizados os cortes necessários é matéria de decisão ulterior, à luz da postura que os EUA pretendem adoptar para o próximo ciclo de planeamento de defesa. Espera-se que o Secretário da Defesa anuncie nas próximas semanas os programas que serão afectados. Este passo será coordenado com o discurso da União que o Presidente fará a 25 de Janeiro e, em Fevereiro, a subsequente submissão do projecto de orçamento para 2013. Só então se terá uma visão mais completa do que será a nova estratégia de defesa.

Um dos aspectos de que se tem falado com alguma insistência é uma possível nova redução do arsenal nuclear, hipótese aliás aventada pelo Presidente, por altura da apresentação da nova estratégia. O tecto presentemente acordado com a Rússia no Tratado START prevê 1500 ogivas e 700 sistemas de lançamento, em fevereiro de 2018. Não se estima possível, em qualquer caso, poupar, neste sector, mais do que um décimo (45 mil milhões) do total requerido. Também não é provável que Washington tome decisões relevantes nesta área fora de conversações com a Rússia.

Outras possíveis áreas onde se irão verificar as restantes poupanças necessárias incluirão provavelmente o programa de construção de submarinos balísticos e novos bombardeiros estratégicos, entre outros. Entrar-se-á então na área onde muitos observadores localizam os verdadeiros problemas de gestão a que o Pentágono devia prestar atenção. São, sobretudo, os dispendiosos programas de aquisições de novos equipamentos e sistemas de armas, cujos custos têm “disparado” descontroladamente e cuja justificação militar, no actual contexto de segurança, levanta dúvidas. Saber-se-á brevemente quais são.

Fonte: JDRI

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Irã diz que sanções vão falhar e repete ameaça de Ormuz

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Políticos iranianos disseram nesta terça-feira que esperam que a União Europeia volte atrás do embargo imposto ao petróleo iraniano e repetiram a ameaça de fechar o importante canal de navegação no Estreito de Ormuz se o Ocidente impedir Teerã de exportar seu petróleo.
Um dia depois de a UE aprovar um embargo ao petróleo iraniano, o tom do discurso do Irã foi de desafio, mesmo de ceticismo, com Teerã insistindo que, com a UE enfrentando uma crise econômica, precisa mais do petróleo do Irã do que o Irã precisa dos seus negócios.
A proibição deve entrar totalmente em vigor dentro de seis meses.
"As ineficazes sanções do Ocidente contra o Estado islâmico não são uma ameaça para nós. Elas são oportunidades e já trouxeram vários benefícios ao país", disse o ministro da Inteligência, Heydar Moslehi, à agência de notícias oficial Irna.
Falando em Londres, o embaixador saudita na Grã-Bretanha, príncipe Mohammad Bin Nawaf, disse que a região testemunhava "uma situação muito difícil e muito tensa".
"Vimos todos os dias uma escalada na retórica e isso definitivamente não ajuda a estabilizar a região", disse. "Acho que as próximas semanas serão muito importantes para toda a região. Esperamos que o Irã aceite as propostas apresentadas."
Ele disse que as ameaças do Irã de bloquear o Estreito de Ormuz teriam grandes consequências sobre a República Islâmica e a região.

"Será muito difícil manter tal bloqueio contra a exportação de petróleo, mas as ramificações de tal decisão seriam muito graves e definitivamente provocariam uma escalada em toda a situação e Deus sabe aonde isso levaria. Definitivamente, os iranianos pagarão um preço muito alto se apostarem e tomarem essa decisão", disse o enviado saudita.

A UE quer pressionar o Irã a suspender seu polêmico programa nuclear e que volte à mesa de negociações com as seis potências mundiais.

Um porta-voz do Ministério do Petróleo disse que o Irã tinha tempo suficiente para se preparar para as sanções e encontraria outros compradores para os 18 por cento de suas exportações que até agora iam para o bloco europeu de 27 países.

"A primeira fase (das sanções) é propaganda, só então vai entrar na fase de implementação. É por isso que puseram esse período de seis meses, para estudar o mercado", disse Alireza Nikzad Rahbar, prevendo que o embargo pode ser revogado antes que entre em vigor completamente.

"Esse mercado vai prejudicá-los porque o petróleo está ficando mais caro, e quando o petróleo fica mais caro, isso afeta o povo da Europa", disse ele segundo a televisão estatal. "Esperamos que nestes seis meses eles escolham o caminho certo".

O embargo não entrará totalmente em vigor até 1o de julho porque os ministros das Relações Exteriores do bloco que concordaram com a proibição em uma reunião em Bruxelas não queriam castigar as economias fragilizadas da Grécia, Itália e outras para as quais o Irã é um grande fornecedor de petróleo.

A estratégia será revista em maio, quando será decidido se irá continuar.

Fonte: Reuters
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Brasil quer “absorver” inovação tecnológica criada em Portugal

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O Brasil está interessado em “absorver” a inovação tecnológica gerada em Portugal “nos últimos anos”, sobretudo nas áreas das energias renováveis e da mobilidade eléctrica, afirma o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Minas Gerais, Nárcio Rodrigues.
Depois de conhecer o projecto da rede eléctrica inteligente da EDP InovCity/Smart Grid, de que a cidade de Évora é o “tubo de ensaio”, o governante disse que “o Brasil pode ser um ‘parque’ a absorver estas tecnologias, extremamente úteis ao mundo moderno”.
Lembrando a actual crise Nárcio Rodrigues garantiu que “é hora” de o Brasil agir “de forma solidária com Portugal”.

Portugal “avançou muito, nos últimos anos, na inovação tecnológica, especialmente nas energias renováveis”, disse o governante, apontando igualmente o carro elécrico como “uma experiência portuguesa que vai servir para o mundo”.
“Não vejo nenhuma dificuldade em que possamos avançar com a transferência destas tecnologias para o Brasil, num ambiente de parceria que pode permitir que sejam aplicadas lá, com resultados para ambos os países”, sublinhou.
Garantindo que Minas Gerais é “o Estado mais português do Brasil”, Nárcio Rodrigues destacou que o projecto da construtora aeronáutica brasileira EMBRAER que está a edificar duas fábricas em Évora também é um elo comum com esta cidade alentejana.
“Assinámos um acordo para a criação de um gabinete de engenharia da EMBRAER para o desenvolvimento de novos produtos” e, no Brasil, é o “primeiro escritório” da empresa “fora do Estado de São Paulo”, explicou.
O secretário de Estado frisou que, para Minas Gerais, a presença da EMBRAER “é um valor agregado”, sendo que o mesmo vai acontecer em Évora: “É bom para a EMBRAER, é bom para Évora, porque são ambas marcas muito fortes”.
O projecto da rede elétrica inteligente da EDP também foi alvo de elogios de Nárcio Rodrigues, que referiu que decorre no seu estado um estudo similar e que “não há hoje cidade no Brasil” que não queira “ter o sistema de Smart Grid implantado”.
“Podemos ‘beber’ muita da experiência que a EDP teve ao formatar o projecto InovCity aqui e tenho a certeza que muitos outros países virão buscar esta experiência para a aplicarem nas suas localidades”, disse.
Fonte: Ciência Hoje
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Sarkozy admite possibilidade de derrota em eleição de abril

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O presidente da França, Nicolas Sarkozy, enfrenta a possibilidade de perder poder na eleição de abril, admitindo a assessores que a liderança eleitoral persistente de seus rivais socialistas indica que seus dias podem estar contados.

O líder conservador, que enfrenta índices desanimadores enquanto a França segue no terceiro ano de crise econômica, pareceu estranhamente derrotista ao declarar durante uma viagem de fim de semana à Guiana Francesa que a eleição pode significar o fim de sua carreira política.

"De todo mundo, estou no final", disse Sarkozy a assessores e a um grupo de jornalistas em comentários feitos em off, vazados na mídia francesa na terça-feira. "Pela primeira vez na minha vida estou diante do fim da minha carreira."

Conhecido por seu ritmo de atividade frenético e pela tendência à microgestão, Sarkozy disse que, se perder os dois turnos da eleição -em 22 de abril e 6 de maio-, ele abandonará a política e trocar a vida pública por um trabalho mais tranquilo, com fins de semana de quatro dias. "De qualquer forma, mudarei minha vida por completo, vocês não ouvirão mais nada de mim", afirmou ele, nas declarações publicadas nos diários Le Monde e Le Figaro.

Há meses Sarkozy aparece atrás do socialista François Hollande nas pesquisas eleitorais e tem logo atrás de si a líder de extrema direita Marine Le Pen e o centrista François Bayrou. Hollande poderá derrotá-lo por 10 pontos percentuais no segundo turno, indicam as pesquisas.

A ministra francesa do Meio Ambiente, Nathalie Kosciusko-Morizet, fotografada ao lado de Sarkozy durante uma viagem de barco na Guiana, minimizou os comentários, dizendo que eles são um "não-acontecimento" e que a mídia está lhes dando uma conotação política não apropriada.

Um antigo assessor de Sarkozy disse à Reuters que ele estava apenas sendo honesto. "Sarkozy sempre diz o que pensa. Ele disse que espera vencer, mas pode ser derrotado; é apenas a verdade. É uma grande descoberta, sim, mas ele não é tolo", afirmou ele. "Imagine se ele tivesse dito que não havia chance de ser derrotado -a manchete teria sido: 'Esse cara é louco'."
Última hora

Orador poderoso que tomou a França de uma vez na campanha de 2007 ao se retratar como um sopro de ar fresco que poderia ajudar as pessoas a trabalhar mais para ganhar mais, Sarkozy aguarda uma data mais próxima ao prazo de 16 de março para anunciar sua candidatura à reeleição.

Entretanto, há meses ele está em compasso de campanha, usando um discurso de ano-novo televisionado para fazer um apelo para que a nação permanecesse firme em face da crise econômica e anunciar um plano anticrise de 430 milhões de euros contra o desemprego na semana passada.

Ele disse a assessores que está confiante de que poderá atrair eleitores com uma vigorosa campanha de último minuto que será honesta sobre os erros cometidos no governo, mas o mostrará como o mais indicado para tornar a França mais competitiva e sair da crise.

Fonte: Estadão
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União Europeia embargará 50% do petróleo do Irã

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As sanções da União Europeia ao Irã, apoiadas pelos Estados Unidos, pretendem afetar metade das exportações do petróleo iraniano e fechar um cerco que isolará o país de qualquer relação com seus parceiros econômicos mais importantes. O regime persa respondeu à pressão convocando o embaixador da Dinamarca, país que preside a UE, para dar explicações, enquanto líderes europeus subiram o tom da retórica contra Teerã.

Detalhes divulgados nesta terça-feira, 24, sobre o embargo da UE aprovado na segunda-feira indicam que a retaliação é profunda. Qualquer empresa europeia que comercializar petróleo iraniano, mesmo que para um terceiro país, poderá ser punida.
Diplomatas em Bruxelas dizem que a meta do plano é afetar metade da arrecadação do Irã com o combustível por meio de uma "ação global". Além dos 400 mil barris que os países da UE importam de petróleo iraniano diariamente, a medida afetará mais 600 mil barris que empresas europeias comercializam pelo mundo. Segundo a agência de risco, Fitch, a tensão deve elevar os preços do barril.
Só a Shell tem contratos de mais de 100 mil barris por dia com o Irã e terá de suspender a operação. No caso da francesa Total, apenas um terço do petróleo importado por ela de Teerã vai a portos europeus. Ontem, a Austrália confirmou que também vai adotar as sanções contra o petróleo iraniano.

Estrangulamento
O cerco contra Teerã também inclui medidas comerciais para isolar o país. O último banco que ainda financiava exportações e importações iranianas ao mercado europeu, o Tejarat, entrou ontem na lista das onze entidades embargadas pela UE. A Europa é o maior parceiro comercial do Irã e, com a medida, a capacidade de Teerã de obter máquinas e peças para suas fábricas será afetada. O prejuízo é calculado em US$ 30 bilhões.
O Tejarat também foi alvo do governo dos Estados Unidos. Washington o acusa de ser o financiador da compra de urânio pelo Irã e a instituição que manobrava o pagamento para empresas e outros bancos já sob embargo. Com duas mil agências pelo Irã e escritório em Paris, o banco teve todos seus ativos confiscados na Europa.
A ofensiva incluiu também o embargo a cinco empresas de transporte marítimo com sede em Malta e na Alemanha de propriedade de Guarda Revolucionária. No total, são 433 empresas iranianas afetadas, além do Banco Central iraniano.
A cúpula do regime persa aposta que o embargo europeu nem mesmo entrará em vigor e, mesmo se isso ocorrer, o impacto será pequeno. Para o ministro de Inteligência, Heydar Moslehi, as sanções são "ineficientes" e o prazo até julho estabelecido pelos europeus será suficiente para o Irã encontrar novos compradores.
Retórica
Enquanto a ofensiva para asfixiar financeiramente o país continuava, o tom das ameaças iranianas voltou a subir ontem. Emad Hosseini, porta-voz do Comitê de Energia do Parlamento, ameaçou outra vez fechar o estreito de Ormuz, por onde passam 40% do petróleo mundial a cada dia. Em protesto ao embargo, o governo iraniano convocou o embaixador dinamarquês em Teerã para prestar esclarecimentos.
Em Londres, o secretário de Defesa, Philip Hammond, insinuou que o Grã-Bretanha poderia reforçar sua presença militar se as ameaças de Teerã continuassem. "Temos a capacidade de reforçar essa presença", disse. Em uma declaração conjunta, David Cameron, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, alertaram que o Irã havia optado por um caminho de ameaças à paz. "Nossa mensagem é clara. A liderança iraniana fracassou em garantir a confiança internacional de que seu programa nuclear é para fins pacíficos", afirmaram os três líderes.

Fonte: Estadão
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O GeoPolítica Brasil esta retornando

2 comentários
Amigos leitores e colaboradores,

Primeiramente quero lhe pedir imensas desculpas devido ao atraso na retomada das atualizações de nosso espaço, enfrentamos alguns problemas técnicos que simplesmente nos atrasaram de maneira grave na retomada de nosso trabalho.

Bem, hoje estamos retomando o comando de nossa operação e vamos voltar com todo o gás. Tivemos uma série de obstáculos, mas como todo brasileiro que se é realmente um Brasileiro, nós não desistimos nunca, e nossa missão jamais será abandonada, afinal aqui é um espaço nosso, um espaço livre e aberto onde flui a informação e o conhecimento de maneira imparcial e o mais objetiva possível, onde o Brasil, a Geopolítica mundial e a Defesa são nossos focos.

Sejam bem vindos e obrigado por continuarem conosco neste reinicio de nossa jornada, Deus seja convosco hoje e sempre.

Angelo D. Nicolaci
editor / Fundador
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