domingo, 13 de outubro de 2019

LAV II afunda durante exercícios no Peru e deixa dois desaparecidos

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Neste sábado (12), a Marinha do Peru realiza buscas após um de seus blindados anfíbios LAV II, pertencente ao Corpo de Fuzileiros Navais, naufragar durante o “Solidarex 2019”, exercício multinacional que tem como cenário a resposta à desastres naturais.
Segundo o informe oficial emitido pela Marinha do Peru, o acidente teria ocorrido durante manobra de desembarque anfíbio na praia de Colán, no distrito de Piura, durante as manobras da "Solidarex 2019". O fato ocorreu aproximadamente às 13h30, após uma anomalia que causou o naufrágio do veículo anfíbio do tipo LAV II, ocasionando no desaparecimento de dois ocupantes do veículo.

Estão sendo utilizados todos os meios disponíveis na operação de busca e resgate. O comunicado identifica os dois desaparecidos, sendo o comandante da Brigada de Anfíbios do Corpo de Fuzileiros Navais, Capitão Mirko Paccini Vega e o funcionário civil do serviço de comunicação social, Marlon Chavarry Bardales.

A Marinha do Peru deu inicio as investigações para determinar as causas do acidente e está fornecendo instalações às autoridades competentes para que sejam realizadas as investigações legais. As buscas continuarão na área do acidente, às quais serão adicionados maiores recursos logísticos e humanos, para localizar o pessoal desaparecido.


GBN Defense - A informação começa aqui
Com informações da Marina del Peru
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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Porque o mundo deve apoiar o plano da Turquia para o nordeste da Síria?

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Durante um telefonema com o Presidente Recep Tayyip Erdogan no domingo (6), o Presidente Trump concordou em transferir a liderança da campanha contra o Estado Islâmico para a Turquia. Os militares turcos, juntamente com o Exército Livre Sírio, atravessarão a fronteira turco-síria em breve.

George Washington disse que a América deve "ficar longe de alianças permanentes". Os oficiais americanos têm dito durante anos que sua parceria com a organização terrorista afiliada síria do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, Unidades de Proteção do Povo (ou YPG), na luta contra o Estado Islâmico era "tática". A última decisão de Trump reflete essa visão.

Assim como os Estados Unidos, a Turquia não vai ao exterior em busca de monstros para destruir. Mas quando monstros tentam bater à nossa porta e prejudicar nossos cidadãos, temos que responder. Enviar jovens homens e mulheres para a batalha nunca é uma decisão fácil. Como disse uma vez o fundador da Turquia, Mustafa Kemal Ataturk: "A menos que a vida de uma nação corra perigo, a guerra é assassinato. Infelizmente, encontramo-nos hoje precisamente nessa situação.

A Turquia não tem ambição no nordeste da Síria, exceto neutralizar uma ameaça de longa data contra os cidadãos turcos e libertar a população local do jugo de bandidos armados.
Tendo sofrido dezenas de baixas em ataques do Estado Islâmico, a Turquia foi o primeiro país a destacar forças de combate para lutar contra os terroristas na Síria. Nosso país também ajudou o Exército Livre Sírio a manter milhares de militantes do Estado Islâmico atrás das grades por anos. É do nosso interesse preservar o que os Estados Unidos conseguiram e assegurar que a história não se repita.

Resta saber se os militantes do YPG concordarão com a mudança na liderança da campanha. Na verdade, eles têm duas opções: Se estiverem genuinamente interessados em combater o Estado Islâmico, podem desertar sem demora. Ou podem ouvir os seus comandantes, que dizem que irão combater as forças turcas - nesse caso, não teremos outra alternativa senão impedi-los de atrapalhar os nossos esforços contra o Estado islâmico.

O mundo está interessado no êxito da luta contra o Estado Islâmico sob a liderança da Turquia. Os conselheiros militares americanos, que estão no terreno há anos, merecem regressar às suas casas. Os habitantes locais, muitos dos quais foram forçados ao exílio quando o YPG assumiu o comando, regressam às terras dos seus antepassados. A zona de segurança proposta é boa para a Europa porque vai abordar o problema da violência e da instabilidade na Síria - as raízes da imigração ilegal e da radicalização. Finalmente, o plano ajuda a Turquia a proteger pessoas inocentes de uma organização terrorista conhecida.

Erdogan revelou os detalhes do plano da "zona de segurança" da Turquia na Assembléia Geral das Nações Unidas no mês passado. A Turquia estima que até 2 milhões de refugiados sírios irão se voluntariar para viver em uma área segura de 20 milhas que se estende do Rio Eufrates até a fronteira entre a Síria e o Iraque. Se a fronteira sul da zona de segurança chegar à linha Deir ez Zor-Raqqa, esse número poderá atingir 3 milhões, incluindo os refugiados atualmente na Europa.

A Turquia basear-se-á nas suas experiências passadas no norte da Síria para manter a zona segura e estável. Acreditamos que o povo sírio está melhor equipado para governar a si próprio através de conselhos locais eleitos. É crucial apoiar e promover a representação política local, a fim de evitar o ressurgimento do Estado Islâmico no nordeste da Síria. Em zonas predominantemente curdas, como Afrin, a Turquia supervisionou a criação de órgãos diretivos locais com maioria curda. O mesmo se aplica às partes predominantemente curdas do nordeste da Síria. Nosso objetivo é complementar esses passos com investimentos internacionais em infraestrutura para escolas, hospitais e habitação.

A América tem suportado o peso da campanha contra o Estado Islâmico por muito tempo. A Turquia, que tem o segundo maior exército da OTAN, está disposta e é capaz de assumir agora a liderança e levá-la para casa, trazendo milhões de refugiados de volta à Síria durante o  processo. Nesta conjuntura crítica, a comunidade internacional deve apoiar os esforços de reconstrução e estabilização da Turquia para Síria.


Fonte: Washington Post

colaboração Embaixada da Turquia no Brasil
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terça-feira, 8 de outubro de 2019

PROSUB - Fomos à Itaguaí conferir os progressos no programa

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Nesta segunda-feira (7), fomos convidados pela Marinha do Brasil para visitar as instalações do PROSUB, e nosso editor Angelo Nicolaci foi conferir o programa que objetiva construir quatro novos submarinos convencionais, onde esta envolvida a transferência de tecnologias, as quais serão aplicadas ao futuro Submarino Nuclear BRasileiro (SNBR), o qual esta previsto no âmbito do programa para ter inicio de sua construção nos meados da próxima década, onde serão construídas seções de controle e certificação da capacidade técnica. O principal objetivo da visita as instalações de Itaguaí, é nos apresentar os progressos do programa e o segundo submarino convencional (SBR) da classe "Riachuelo", o S-41 "Humaitá", que se encontra na fase de finalização da junção das seções de casco, passando a fase de integração de sistemas e finalização. Nossa visita antecede a cerimônia que ocorrerá no próximo dia 11 de outubro, quando será simbolicamente finalizada a junção das seções, onde contará com a presença da presidência da república, ministros, representantes das forças armadas brasileiras e convidados.

O convite veio em momento muito oportuno, principalmente para sanar algumas questões levantadas pelo nosso público sobre o S-40 "Riachuelo" e o andamento do programa em face aos contingenciamentos de recursos do Ministério da Defesa, o que vem a criar desafios às três forças para manter o andamento de seus programas estratégicos de defesa.

Após uma curta viagem entre o 1º Distrito Naval no Centro do Rio de Janeiro, chegamos as instalações da UFEM (Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas), onde fomos recebidos pelo C.Alte Koga, engenheiro naval e responsável pela gerência do programa de construção de submarinos convencionais no PROSUB. O C.Alte Koga nos deu um breve briefing sobre os progressos do programa e respondeu algumas perguntas da mídia especializada e imprensa presentes à visita.

O "Humaitá" (SBR-2) teve a transferência de suas seções realizadas em meados deste ano, onde após um intenso e preciso trabalho de integração das seções, terá a última seção simbolicamente unida em cerimonia na próxima sexta-feira (11). Fomos informados que a NUCLEP já finalizou a produção e entrega de todas as partes dos dois últimos submarinos convencionais a serem construídos (SBR-3 "Tonelero" e SBR-4 "Angostura"), esta previsto que a cerimonia de integração das seções do "Tonelero" (SBR-3) ocorra em meados de 2020 e no ano seguinte o "Angostura" (SBR-4), enquanto o lançamento do "Humaitá" deve ocorrer em data próxima a cerimonia de integração do "Tonelero" e a deste próxima a data de integração do "Angostura", porém, as datas de lançamento ficam muito a critério do governo federal, que pode definir uma data específica para que ocorra este importante cerimonial.

Como já citado, a NUCLEP finalizou a construção de todo casco resistente e os componentes previstos para os submarinos convencionais do PROSUB, já tendo entregue essas partes à UFEM, onde conferimos o avançado estágio em que se encontra a montagem das seções do "Tonelero" e do "Angostura", ambos construídos em simultâneo, onde recebem os cabeamentos, tubulações e todos acessórios e equipamentos previstos em cada seção do submarino.

Como esta finalizada a construção das partes resistentes do casco dos SBR, a Marinha deve iniciar a construção da seção de qualificação, para manter a capacitação do pessoal técnico envolvido na construção de submarinos, para não perder essa capacidade, onde tem por objetivo ser o corpo de prova e testes para certificar o material, pessoal e equipamentos destinados a construção do casco para o SNBR, homologando toda metodologia do processo, equipamentos e procedimentos envolvidos no programa.


Um ponto interessante que nos foi esclarecido durante a visita, é que a Marinha do Brasil tem conseguido superar a problemática do contingenciamento de recursos através de manobras no próprio programa, onde nos foi dito que o contrato com a Naval Group tem marcos e datas para que seja realizado o pagamento, enquanto as obras de infraestrutura realizadas pela Odebrecht são pagas no momento da entrega das edificações, com isso se cria a possibilidade de priorizar a alocação de recursos à construção dos submarinos, uma vez que a infraestrutura para o mesmo já se encontra pronta, estando em fase de construção as instalações destinadas ao SNBR, o que dá a Marinha do Brasil tempo hábil para se contornar a prorrogação da entrega das obras destinadas a infraestrutura do SNBR. Assim é possível se manter o ritmo previsto no cronograma sem que haja impacto direto sobre o PROSUB.

Saindo do auditório, fomos acompanhar os trabalhos realizados na montagem das seções dos submarinos "Tonelero" (SBR-3) e "Angostura" (SBR-4), onde nos deparamos com um trabalho bastante acelerado, com as instalações sendo ocupadas por seções de ambos navios, onde presenciei um frenético e coordenado ritmo de trabalho, com inúmeros técnicos trabalhando na soldagem e montagem dos futuros submarinos.

S-40 "Riachuelo"


Deixando a UFEM, fomos até o cais onde se encontra o S-40 "Riachuelo", que teve divulgado o inicio de provas de mar, quando na verdade estava realizando a manobra de desdocagem, conforme esclarecemos ao nosso público tendo informações oficiais da Marinha do Brasil à respeito. O submarino encontrasse alimentado por fonte em terra, onde esta tendo carregada suas baterias, sendo marcante a presença de muitos técnicos que ainda trabalham na finalização da montagem de sistemas. A "vela" encontra-se ainda aberta, com pessoal trabalhando nela. 

O submarino passará por um extenso programa de avaliações e testes, cumprindo uma série de protocolos de avaliação previamente definidos afim de atestar que o mesmo entrega as capacidades previstas na fase de projeto. Neste processo, o qual foi iniciado há uma semana com os testes de estanqueidade e flutuabilidade, onde passou a ser guarnecido por sua tripulação, onde estão sendo realizados testes de bombas e sistemas, concomitante se realizam os últimos ajustes nos sistemas e sensores, para de fato ser levado as provas de mar propriamente ditas, onde terá avaliada suas capacidades de navegação, imersão e sistemas táticos e de armas. Após ser avaliado tudo aquilo que estava previsto no contrato e estiver em acordo e certificado, devendo ser entregue em outubro de 2020, mas isso vai depender das performances obtidas durante as provas de mar.

Capacidades do SBR

Depois de conferir o progresso do "Riachuelo" e realizar uma breve passagem no Departamento de Treinamento e Simulações, mais uma vez conferindo alguns dos sistemas de simulação empregados no preparo dos tripulantes dessa nova classe de submarinos, e nos cabe aqui destacar alguns pontos importantes. Dentre estes estão algumas característica inovadoras que traz o SBR.

O que chamou bastante a atenção, é o grande índice de automatização do submarino, o qual possui um índice superior aos 90%, sendo possível controlar praticamente todo navio a partir do seu "Centro de Operações de Combate" e "Centro de Comando", o qual apesar de toda essa automação ainda garante a possibilidade de acionamento manual dos sistemas em caso de pane, uma importante redundância. 

Na reprodução do "COC" é marcante a presença de apenas um periscópio, o qual é optrônico e oferece a opção de projetar a imagem capturada nas telas dos operadores, e ou, utilizar o retículo óptico convencional. Ressalto aqui, que este é o único senso penetrante no submarino, com todos demais sensores e antenas externos, o que garante maior espaço para tripulação.

A mesa de cartas também surpreende, é digital, sendo um grande ganho em termos de agilidade e precisão, apesar de ser mantida a carta de papel, como é feito em todas as principais marinhas que operam com cartas eletrônicas como os nossos submarinos da classe "Riachuelo". Há inúmeras inovações que serão abordadas em matéria específica sobre o SBR e suas capacidades. 


S-41 "Humaitá"

Finalizando nossa visita, fomos ao ESC (Estaleiro de Construção), onde conferimos pela primeira vez o "Humaitá" após a integração de quase todas as seções, já apresentando sua forma imponente. Realmente é algo emocionante como brasileiro ver o futuro de nossa Marinha sendo construído diante de nossos olhos, um momento histórico que nos faz pensar na responsabilidade que carregamos enquanto jornalistas especializados, sendo importante nosso papel de fomentar o debate acerca do campo de defesa, mostrando ao público nossa realidade e a importância que tem o investimento em novas tecnologias e meios para manutenção de nossa soberania e riquezas.

Nós temos ainda muito material e em breve vocês irão conferir muito mais sobre o PROSUB, mas um ponto que é importante reforçar, a Marinha do Brasil tem feito um trabalho fantástico, mesmo diante de tantas adversidades, te mantido o rumo em seus programas, e dentro em breve teremos novos meios e capacidades, porém, nós como brasileiros, contribuintes e eleitores, temos de cobrar mais seriedade do governo para com as questões de defesa nacional, a qual necessita de recursos e investimentos, não apenas para compra de meios, mas para fomentar nossa industria de tecnologia, a qual beneficia não apenas o mercado de defesa, mas toda uma vasta gama de setores, e isso movimenta nossa economia, gerando emprego, renda e principalmente nos garantindo independência e capacidades estratégicas.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio, leste europeu e América Latina, especialista em assuntos de defesa e segurança.


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sábado, 5 de outubro de 2019

Lockheed-Martin F-21: O que é isso?

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No dia 19 de fevereiro de 2019, a norte americana Lockheed-Martin (LM), anunciou o F-21 como proposta para a Índia.

E não, não era o F-21 "Lion" empregado pela US Navy no final dos anos 1980, mas uma versão do F-16 Fighting Falcon. Mas como assim? E por que não apenas ‘F-16’?

F-21 "Lion" da US Navy
Recapitulando, a Índia tem um passado nebuloso em relação a seus programas militares. Programas como a substituição do fuzil de assalto padrão INSAS, o substituto do MiG-21 (voltaremos a esse tópico…) e muitos outros levam muitos anos e acabam cancelados antes da compra de todos os itens pedidos.

Entretanto, os fabricantes de armas sempre acabam competindo na Índia, pois, devido a sua vizinhança hostil, o país compra grandes quantidades de sistemas de defesa.


MMRCA

Um dos muitos programas militares indianos que tem dado problemas na IAF (Força Aérea Indiana) é o Tejas LCA (Aeronave Leve de Combate), cujo desenvolvimento se arrasta desde a década de 1980, mas que somente atingiu a IOC (Capacidade Operacional Inicial, ou reduzida) em 2013, e a FOC (Capacidade Operacional Plena) em 2019.

A demora na entrada em serviço do Tejas, mais a grande idade de diversas aeronaves em seu inventário, levou à necessidade de uma aeronave intermediária entre o Tejas e o Su-30MKI (que, além de outros fatores, apresenta baixa disponibilidade devido aos problemas com o fornecimento de peças de reposição por parte dos russos).

Para atender a esta necessidade foi criado em 2008 o programa MMRCA, também conhecido como MRCA (Aeronave de Combate Multifunção / Média). Os principais concorrentes do MRCA eram o Rafale (que acabou ‘ganhando’), Eurofighter, F-16, F-18, Gripen e Mig-35.

O vencedor deveria produzir 126 aeronaves, com ToT (Transferência de Tecnologia), um modelo parecido com o FX2 vencido pelo Gripen E/F no Brasil. Em 2012 foi anunciado que o Rafale era o vencedor, mas após uma série de problemas, o MRCA acabou, na prática, sendo cancelado em 2015, com apenas 36 Rafale sendo comprados, sem ToT e com a opção de compra para mais 18 aeronaves do modelo.

Embora a Marinha indiana (que opera navios-aeródromo) tenha sido direcionada a aproveitar o máximo que pudesse da logística e outros meios da IAF em relação ao Rafale (que tem uma versão embarcada), não houve confirmação formal de aquisição.


F-16IN F-16V

O modelo do F-16 que a LM propôs para a IAF no âmbito do MRCA foi o F-16IN, que seria uma versão especial do F-16C/D, com diversas melhorias, o qual como sabemos, não logrou sucesso naquela concorrência.

F-16 IN apresentada pela LM
A derrota no MRCA, entretanto, não foi o fim para o F-16IN. A LM continuou trabalhando no modelo, e em junho/2018 anunciou o F-16V ‘Viper’, que incluía não apenas as tecnologias pensadas para o F-16IN, mas também tecnologias desenvolvidas para o F-22 e o F-35, ambos da LM.

O F-16V já foi vendido para diversas forças aéreas, tanto como aeronaves novas como opções de upgrades para operadores do F-16C/D.


MMRCA 2?

A lacuna deixada pelo cancelamento do MRCA permanece, além da grande taxa de acidentes envolvendo os vetustos MiG-21, faz com que uma aeronave dessa categoria seja ainda mais urgente.

Os Mig-21 indianos estão no limite do seu ciclo de vida
Para complicar ainda mais a situação, a Índia abandonou o programa PAK-FA, pois o Su-57 resultante não atingiu os objetivos prometidos à IAF.

Embora a Índia não tenha lançado formalmente nenhuma competição visando a aquisição de novos caças ao estilo ‘MRCA 2’, os fabricantes estão atentos, e vários deles já ‘ofereceram sua solução’ para a IAF. Há fortes rumores de que um projeto destes é iminente, e ninguém quer perder tempo.


Lockheed-Martin F-21


Um destes fabricantes é a própria LM, que ofereceu o ‘F-21’ para a IAF. E embora, na prática, o F-21 seja pouco mais que um F-16V com algumas adaptações para a IAF (inclusive fabricação de diversos componentes na Índia), o simbolismo do nome não pode ser perdido.

Embora o F-16 fosse, tecnicamente, um dos melhores candidatos para o MRCA, suspeita-se que foi derrotado por dois fatores principais.

O Paquistão, vizinho e grande rival da Índia, já opera o F-16 faz tempo, e há o temor de que o risco de ‘fogo amigo’ restrinja seu uso; isso inclusive aconteceu com os Mirage F1 na Guerra do Golfo em 1991, onde tanto a França quanto o Iraque operavam o modelo.

Outro motivo é que o F-16 original é considerado antigo, pois é um projeto da década de 70, e a IAF queria uma aeronave moderna.

Não se sabe se o segundo motivo realmente teve influência (não saiu em nenhum documento oficial), mas ao que parece a LM não quer arriscar, e resolveu ‘renomear’ seu caça para a IAF.

Com isto eles conseguem duas coisas de uma só vez, ofertam um caça “diferente” do F-16 paquistanês, ao mesmo tempo que é um caça do “século 21”, tal como o nome.

Além disto, como o nome “deixa claro”, é uma aeronave inferior ao F-22 e ao F-35, já que não se pode ignorar a possibilidade do F-35 ser ofertado à Índia, caso haja uma competição formal.

Comparado aos F-16 “normais”, o F-21 inclui as modernizações do F-16V com a adição de um sistema de REVO (Reabastecimento em Voo) do tipo ‘haste e funil’, já que os F-16 dispõem apenas do sistema ‘lança e receptáculo’, e a IAF não dispõe de nenhuma aeronave cisterna com tal sistema; algo que já tinha sido proposto para o F-16IN.


CONCLUSÃO

Concepção do "novo" F-21
A LM é uma empresa bastante consolidada no mercado internacional, e por isso entende a importância de algo aparentemente tão banal como nome.

O fato é que a história do F-21, na verdade, começou na Índia em 2008. É uma aeronave bastante moderna, e oferece muitas partes ‘Make in India’, e tal índice de nacionalização pode ajudar bastante em uma concorrência futura.

Será que é ‘karma’ que seja escolhido nos próximos anos, e uma ‘infelicidade’ em 2012 se torne ‘alegria’ nos próximos anos?



Por: Renato Henrique Marçal de Oliveira - Químico, trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel), articulista e colaborador no GBN Defense News.




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FONTES:


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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Parceria estratégica Embraer-Boeing avança

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A Embraer e a Boeing continuam trabalhando em conjunto para estabelecer sua parceria estratégica, posicionando ambas as companhias para agregar maior valor às companhias aéreas e seus clientes e acelerar o crescimento nos mercados aeroespaciais globais.

Desde a aprovação da parceria pelos acionistas da Embraer, em fevereiro deste ano, as companhias têm trabalhado em um planejamento diligente para a criação de uma joint venture composta pelas operações de aeronaves comerciais e serviços relacionados a este segmento da Embraer. A Boeing deterá 80% da nova empresa, denominada Boeing Brasil – Commercial, enquanto a Embraer terá os 20% restantes.

A transação permanece sujeita a aprovações regulatórias. As duas empresas estão atuando ativamente junto às autoridades em jurisdições relevantes e já obtiveram várias aprovações regulatórias. Após uma avaliação detalhada da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, a parceria estratégica das companhias recebeu autorização para ser concluída nos Estados Unidos. A Comissão Europeia indicou recentemente que iniciará uma segunda fase de análises da transação, e a Embraer e a Boeing continuarão contribuindo com esse processo de revisão. Diante disso, as empresas esperam que a transação seja concluída no início de 2020.



A Embraer e a Boeing também se preparam para criar uma joint venture para promover e desenvolver mercados para o avião de transporte multimissão KC-390. Sob os termos da parceria proposta, a Embraer terá uma participação de 51% na joint venture, enquanto a Boeing ficará com os 49% restantes. A Embraer celebrou recentemente duas conquistas importantes do programa KC-390: a primeira aeronave foi entregue à Força Aérea Brasileira, e a primeira compra internacional do avião foi anunciada por Portugal.

A ampla parceria estratégica entre Embraer e Boeing, representada por essas duas joint ventures, posicionará as empresas para competir no mercado global, oferecer maior valor aos clientes e impulsionar a indústria aeroespacial brasileira como um todo.

Informações prospectivas estão sujeitas a riscos e incertezas

Certas declarações neste comunicado podem ser “prospectivas” dentro do significado da Lei de Reforma de Litígios de Títulos Privados de 1995, incluindo declarações relativas aos termos propostos da operação, a capacidade das partes cumprirem as condições para celebração ou consumação da operação e o respectivo prazo, bem como acerca dos benefícios e sinergias decorrentes da operação, e qualquer outra declaração que não se refira diretamente a qualquer fato histórico ou atual. As declarações prospectivas são baseadas em suposições atuais sobre eventos futuros que podem não ser precisos. Estas declarações não são garantias e estão sujeitas a riscos, incertezas e mudanças em circunstâncias difíceis de prever. Muitos fatores podem fazer com que os resultados reais sejam concretamente diferentes das declarações prospectivas. Como resultado, essas declarações são válidas somente a partir da data em que forem feitas e nenhuma das partes assume a obrigação de atualizar ou revisar qualquer declaração prospectiva, exceto conforme exigido por lei. Fatores específicos que podem fazer com que os resultados reais sejam concretamente diferentes dessas declarações prospectivas incluem o efeito das condições econômicas globais, a capacidade das partes de chegar a um acordo final sobre uma transação, consumar tal transação e obter sinergias antecipadas e outros fatores importantes divulgados anteriormente e periodicamente nos registros da The Boeing Company e/ou da Embraer junto à Securities and Exchange Commission.


Fonte: Embraer / Boeing
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O EPEx na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)

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O Escritório de Projetos do Exército (EPEx) representou o Exército Brasileiro, o Ministério Defesa e o Brasil na Reunião do GT 3 (Custo do Ciclo de Vida) do Comitê Aliado 327 da OTAN (Grupo Principal do Ciclo de Vida) com o objetivo de desenvolver uma Metodologia Comum de Custo de Ciclo de Vida para a OTAN.
A reunião ocorreu nos dias 24 e 25 de setembro de 2019 no Supreme Headquarters Allied Powers Europe (SHAPE), sede do Comando de Operações da OTAN, na cidade de Mons - Bélgica.
OTAN

O Cap Antônio Henrique Duarte, representante do Escritório de Projetos do Exército integrou o grupo com especialistas da Alemanha, França, Espanha, Itália, Noruega, Dinamarca, Canadá, Turquia, Croácia, Polônia e Holanda.
Além dos representantes dos países, também fizeram parte do grupo integrantes do Grupo Consultivo Industrial da OTAN (NIAG), da Agência de Comunicação e Informação da OTAN (NCIA) e da Organização Conjunta de Cooperação em Armamentos (OCCAR). Sendo esta última uma Agência internacional de compras para o gerenciamento de programas de armamento, formado pela Bélgica, França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido. Outros países da OTAN como Luxemburgo, Holanda e Turquia também participam de certos programas da OCCAR sem serem membros da Organização.
A participação em um grupo de tamanha relevância internacional possibilita ao Exército Brasileiro atuar junto a grandes atores mundiais no gerenciamento de desenvolvimento de produtos de defesa, criando métodos, compartilhando experiências e prospectando possíveis parcerias.

Fonte: EPEX


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