terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Aquisição de novos F-15 pela USAF não impactará no programa F-35

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Segundo informações divulgadas pela presidente-executiva da Lockheed, Marillyn Hewson, a Lockheed Martin teria recebido garantias do Pentágono de que o programa do F-35 não será afetado pela possível compra de novas aeronaves F-15X pela Força Aérea dos Estados Unidos.

A USAF pretende alocar recursos no orçamento de 2020 para aquisição de 12 aeronaves F-15X, o que resultaria no custo de 1,2 bilhões de dólares. Tal aquisição seria direcionada a dotar a ANG (Guarda Aérea Nacional) com aeronaves mais novas e capazes. Porém, foi deixado claro que não haverá qualquer redução nas encomendas de caças F-35, o qual será prioridade no orçamento.

Atualmente a USAF ainda possui cerca de 230 F-15 nas versões "C" e "D" em operação. O novo F-15 fruto do programa F-15X, contará com novas capacidades, equipado com moderno radar e sistema de guerra eletrônica, possuindo maior capacidade de transportar armas, a nova variante terá muitas das melhorias desenvolvidas para as mais recentes versões do caça,  os quais foram originalmente projetados para atender os requisitos da Arábia Saudita e Qatar.


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China mostra novo míssil 'Guam Killer'

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A China revelou o novo míssil balístico de alcance intermediário que afirma poder atingir o território dos EUA de Guam ou seus navios de guerra no mar. A demonstração de força ocorre quando os dois países se enfrentam em relação a Taiwan.
O governo chinês revelou imagens do míssil balístico Dongfeng-26 na televisão estatal no domingo, de acordo com o South China Morning Post. O míssil foi visto anteriormente em uma parada militar em Pequim em 2015, e está oficialmente em serviço desde abril passado, mas ainda não foi visto em ação.

Com um alcance de 3.000 km a 5.741 km (1.864 a 3.567 milhas), o míssil seria capaz de atingir alvos no território dos EUA de Guam, ou porta-aviões dos EUA no Oceano Pacífico ou no Mar da China Meridional. O Dongfeng-26 pode transportar uma ogiva nuclear ou convencional de 1.200kg a 1.800kg.

Embora o Pentágono provavelmente saiba sobre o míssil há vários anos, o vídeo revela "uma tentativa de reforçar a noção de que a China tem capacidade de afundar os Navios-Aeródromos americanos e infligir danos inaceitáveis ​​às forças americanas", disse o pesquisador da China Adam Ni. 

“Os últimos exercícios são apenas mais um sinal para os EUA sobre a escalada, inclusive intervindo militarmente em apoio a Taiwan contra a China”, continuou Ni. “É provável que vejamos mais exercícios se as relações bilaterais piorarem”.

Os exercícios surgem quando a China busca afirmar seu domínio na região. O orçamento militar publicado da China em 2018 foi de 175 bilhões de dólares, acima dos 151 bilhões de 2017. Alguns analistas dizem que esses números são pouco reportados e que Pequim gasta mais de 200 bilhões por ano em suas forças armadas.

Com o aumento de suas despesas, a China aumentou sua militarização do Mar do Sul da China, uma das vias fluviais mais disputadas do mundo. Os EUA reagiram navegando próximo as áreas reivindicadas pelos chineses, uma tentativa de "desafiar as reivindicações excessivas". O Ministério das Relações Exteriores da China chamou a operação dos EUA como "provocação".

A divulgação do vídeo do Dongfeng-26 em Pequim foi provavelmente uma resposta aos EUA que contavamm com dois navios no Estreito de Taiwan na última quinta-feira (24). Sob sua política de "uma só China", Pequim considera Taiwan uma parte do continente, e o presidente chinês Xi Jinping prometeu unificar Taiwan por qualquer meio necessário no início deste mês.

"Não prometemos renunciar ao uso da força e reservamos a opção de usar todas as medidas necessárias" , disse ele. Dois meses antes, Xi disse aos soldados que monitoram o Mar da China Meridional para fazer "preparativos para a guerra".

Antes de enviar os dois navios pelo Estreito de Taiwan, o almirante norte-americano John Richardson disse a imprensa que a Marinha dos EUA não descartou o envio de um porta-aviões pelo Estreito.

Com as tensões aumentando, o secretário interino da Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, resumiu o foco geopolítico do Pentágono em um discurso no início deste mês, disse aos líderes que continuem "focados nas operações em andamento", mas "lembrem-se de 'China, China, China'", disse uma autoridade anônima à Reuters.

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Major Karla Lessa - O "Arcanjo 4" de Brumadinho

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Durante as operações de resgate na tragédia de Brumadinho, uma imagem chamou a atenção do público, o helicóptero "Arcanjo 4", uma aeronave EC-145 pertencente ao Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, realizava manobras com extrema perícia, realizando o resgate de várias vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho. 

As imagens que ganharam o Brasil e o mundo, foram protagonizadas pela Major Karla Lessa, a primeira piloto de helicópteros de bombeiro militar do Brasil. A Major Lessa impressionou com as manobras precisas executadas no resgate às vítimas.

Nas imagens capturadas por uma equipe de cinegrafistas, a Maj. Karla Lessa posiciona o helicóptero a menos de um metro do solo para aproximar os socorristas da adolescente Thalyta Cristina de Oliveira Souza, de 15 anos, que estava presa em meio à lama.

Graças a perícia da piloto, que manteve o helicóptero estável, foi possível resgatar Thalyta. As imagens emblemáticas da tragédia, com a aeronave quase encostando no terreno movediço, e a jovem sendo puxada com as pernas balançando, sem controle do corpo da cintura para baixo, ganharam as redes sociais. Thalyta fraturou a bacia e o fêmur e havia conseguido prender a respiração até conseguir chegar a superfície para pedir ajuda. Sem a perícia da Maj, Karla Lessa, talvez o desfecho para Thalyta teria sido outro, pois a rapidez com que foi resgatada e encaminhada ao hospital foi fundamental para sua sobrevivência à tragédia.
Nos comando do EC-145, a Maj. realizou um frenético trabalho de busca e resgate, onde as equipes aéreas foram fundamentais para garantir o resgate de diversas sobreviventes da tragédia, auxiliando também na localização e recuperação de corpos das vítimas.
Nós do GBN News sabemos o quão difícil é a condução de operações deste tipo, e aqui rendemos a justa homenagem e reconhecimento a Major Karla Lessa, pelo grande trabalho que vem realizando nos céus de Brumadinho, lembrando que nós temos orgulho de nossos heróis, estendendo esta a todos bombeiros e voluntários que estão indo ao extremo para resgatar as vítimas de Brumadinho.
Outro ponto que vemos como de vital importância e grande valor, é o investimento dos governos estaduais em meios, como é o caso do helicóptero EC-145 "Arcanjo 4", comprado em 2015 pelo Corpo de Bombeiros de Minas, sendo um valoroso meio, responsável pelo transporte de vítimas de acidentes graves, buscas e salvamentos, também empregado no transporte de órgãos para transplantes. A aeronave que custou 34 milhões de reais, tem capacidade para remover até duas vítimas graves, possuindo equipamentos de última geração, atuando como UTI móvel. 

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Irã não tem intenção de aumentar alcance de seus mísseis

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O Irã não tem vontade de aumentar o alcance de seus mísseis, disse nesta terça-feira uma autoridade do país que está sob pressão ocidental por seus programas de desenvolvimento balístico.
"No plano científico ou operacional, nada impede que o Irã aumente o alcance de seus mísseis", disse o almirante Ali Shamkhani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, em uma conferência em Teerã, segundo a Irna.
"No entanto, ao mesmo tempo que se esforça para melhorar constantemente a sua precisão, com base em sua doutrina de defesa, [o Irã] não tem a vontade de aumentar o alcance de [seus] mísseis", acrescentou.
De acordo com um relatório publicado em 2017 pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) em Londres, o Irã desenvolve uma dúzia de tipos de mísseis com um alcance de entre 200 e 2.000 km, capazes de transportar cargas de 450 a 1200 kg.
Em meados de janeiro, após o fracasso de uma tentativa iraniana de colocar um satélite em órbita, o secretário de Estado americano Mike Pompeo acusou Teerã de "provocação" e de tentar melhorar o seu potencial balístico "ameaçar a Europa e Oriente Médio".
O Irã responde que não tem a intenção de ir à guerra contra seus vizinhos e repete que seu programa de mísseis, cujo alcance oficial é de 2.000 km, é uma questão de segurança nacional e tem apenas um papel defensivo.
Adotada em 2015, a resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU exige que o Irã "não realize nenhuma atividade relacionada a mísseis balísticos destinados ao transporte de carga nuclear".

Fonte: AFP
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Estado Islâmico ainda possui 'milhares' de combatentes, diz Inteligência dos EUA

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O grupo extremista Estado Islâmico (EI) ainda possui "milhares" de combatentes no Iraque e na Síria, capazes de representar uma ameaça para o Oriente Médio e outras partes, afirmou nesta terça-feira (29) o diretor de Inteligência americano Dan Coats.
O "EI ainda controla milhares de combatentes no Iraque e na Síria", indicou Coats em um relatório enviado ao Congresso.
O grupo "mantém oito facções, mais de uma dezena de redes e milhares de partidários dispersados em todo o mundo, apesar das perdas significativas em termos de líderes e territórios", apontou.
O secretário interino de Defesa, Patrick Shanahan, por sua vez, garantiu nesta terça que o EI vai perder seus últimos redutos na Síria em poucas semanas.
Mais de 99,5% dos vastos territórios ocupados pelo EI no norte da Síria já foram recuperados, indicou Shanahan a repórteres no Pentágono.
"Em duas semanas será 100%", disse.
O presidente Donald Trump anunciou antes do Natal, para surpresa geral, a retirada dos 2.000 militares americanos mobilizados no norte da Síria.
Desde então, diferentes autoridades deram informações contraditórias sobre o assunto, mas o Pentágono indicou que a retirada havia começado, embora sua duração permaneça incerta.
O relatório de Coats indica que "o EI provavelmente vai continuar realizando ataques externos a partir do Iraque e da Síria contra adversários regionais e ocidentais, incluindo os Estados Unidos".
Coats explicou ainda que o EI se concentra em explorar as tensões sectárias no Iraque e na Síria e "provavelmente sabe que controlar novos territórios não é sustentável em curto prazo".
"Acreditamos que o EI vise explorar as reivindicações sunitas, a instabilidade social e estender as forças de segurança para ganhar território na Síria e no Iraque em longo prazo", acrescenta.
Sobre a Al-Qaeda, organização responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, o relatório diz que enquanto os líderes do grupo promovem ataques contra o Ocidente, incluindo os Estados Unidos, muitos dos ataques associados "foram de pequena escala e limitados à sua região".
Os afiliadas à Al-Qaeda no leste e no norte da África, no Sahel e no Iêmen, "continuam sendo os maiores grupos terroristas e os mais capazes em suas regiões", acrescenta o relatório.
"Todos mantiveram um ritmo elevado de operações no ano passado, apesar dos contratempos no Iêmen, e alguns deles expandiram suas áreas de influência".
Alguns elementos da Al-Qaeda continuam a minar os esforços para resolver o conflito na Síria. Enquanto isso, no sul da Ásia, o braço da organização apoia os talibãs.
Na Síria, as tropas americanas ainda presentes são principalmente forças especiais destinadas a combater o EI e treinar forças locais nas zonas recuperadas dos extremistas.
Trump estima que o EI "praticamente desapareceu" e que as tropas americanas precisam voltar "para casa para se reunir com suas famílias".
Embora seu autoproclamado "califado" tenha se desmembrado depois de várias ofensivas, a organização extremista mantém alguns redutos e ainda é capaz de executar ataques na Síria e em outras partes do mundo.

Fonte: AFP
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Casa Branca alerta contra qualquer 'dano' a opositor venezuelano Guaidó

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O assessor de Segurança Nacional do presidente americano, Donald Trump, reiterou nesta terça-feira (29) que qualquer tentativa de prejudicar o líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, terá "sérias consequências" .
"Permita-me reiterar: haverá sérias consequências para aqueles que tentem subverter a democracia e prejudicar Guaidó", tuitou John Bolton.
Washington reconheceu Guaidó como presidente interino da Venezuela depois que ele se autoproclamou no cargo e considerou que Nicolás Maduro deve deixar o poder.
A advertência de Bolton ocorre depois que o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu nesta terça à mais alta corte que proíba a saída do líder opositor do país e congele suas contas.
Previamente, Washington havia decidido entregar a Guaidó as contas da Venezuela nos Estados Unidos e estabeleceu sanções contra a estatal petroleira PDVSA, principal fonte de renda do país, para pressionar Maduro.
"Esta medida busca evitar que continue o saque. O país poderá utilizar estes recursos uma vez cessada a usurpação", disse na segunda-feira Guaidó, enquanto Maduro anunciou ações legais contra o que considerou um roubo por parte do governo de Trump.
Guaidó, de 35 anos, se autoproclamou depois que o Congresso, de maioria opositora, declarou Maduro um "usurpador" por assumir em 10 de janeiro um segundo mandato que - como grande parte da comunidade internacional - considera ilegítimo por ser resultante de eleições denunciadas como "fraudulentas".

Fonte: AFP
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Venezuela em Crise: Maduro e o chavismo com dias contados?

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A Venezuela continua sendo o centro das atenções, onde o mundo acompanha a disputa entre Guaidó e Maduro, levando a possibilidade de ruptura com o chavismo e colocando fim a imensa crise desencadeada pelo populismo no país. 

Temos acompanhado o desenrolar da crise, a qual se agravou após a declaração de ilegitimidade do processo eleitoral no qual Maduro teria sido eleito, o qual tem indícios claros de fraude, o que levou ao posicionamento de vários países que não reconheceram a legitimidade do processo e levando a vários protestos, onde Juan Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela, promovendo uma verdadeira revolução, apresentando como saída para a crise venezuelana a retirada de Maduro do poder e restituindo a democracia no país.

Hoje não há dúvidas de que a Venezuela é mais um exemplo do fracassado populismo e suas mazelas, tendo emergido no país com Hugo Chávez, tal ideologia assumiu o poder no país, promovendo uma agenda que ao longo de quase duas décadas levou o país a um imenso retrocesso, mergulhando em uma grave crise econômica, desmantelando praticamente todo parque industrial do país e levando a evasão de investidores ao longo deste período, culminando na atual crise, a qual pode finalmente levar ao fim do populismo chavista no país.

Maduro mantém-se arraigado ao poder, se recusando a deixar o governo, mantendo uma posição firme contra seus opositores, o que pode levar a uma intervenção dos EUA caso haja um massacre perpetrado por forças sob comando de Maduro, o que poderá levar a um sangrento conflito interno. Mas, há ainda a possibilidade de Guaidó conseguir conquistar a confiança e apoio das forças armadas, atual esteio da ditadura chavista, e levar Maduro a entregar o poder usurpado através de um pleito fraudulento. Nesta direção, há indícios que apontam para insatisfação de vários comandantes e militares de vários escalões com o regime, como o adido militar nos EUA que recentemente declarou apoio a Guaidó.

Os dias de Maduro estão contados, onde há forte pressão interna e externa sob seu regime, com vários países tendo reconhecido Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela, somando isto aos embargos e sanções levantados contra a Venezuela, o que tende a sufocar ainda mais a nação e aumentar a oposição interna ao regime chavista. Os EUA na última segunda-feira (28), congelaram os ativos da estatal venezuelana PDVSA,  proibindo cidadãos e empresas americanas de realizar negócios com a petroleira. Tal medida irá causar um impacto de aproximadamente 7 bilhões de dólares á falida economia venezuelana, podendo alcançar a casa de 11 bilhões de dólares.

Há quem ainda acredite na permanência de Maduro no poder, algo impensável diante do cenário geopolítico e interno que se desenrola, apesar de manifestações de apoio por parte da Rússia e China, onde inclusive fora anunciado o envio de mercenários russos em apoio ao regime de Maduro, não há mais sustentação para o populismo e a figura de Maduro no poder venezuelano. Mesmo que venhamos a presenciar uma intervenção no país, dificilmente o apoio russo ou chinês passará de protestos no Conselho de Segurança da ONU e organizações internacionais, principalmente se levarmos em conta a enorme oposição regional ao regime chavista e a forte influência dos EUA na região, onde inclusive o Brasil já se posicionou apoiador de Juan Guaidó.

As perspectivas ainda são muito incertas sobre o que pode ocorrer em nosso vizinho, porém, é certo que haverá uma mudança significativa no poder venezuelano nos próximos meses, algo que segundo as análises que realizamos, apontam para o princípio de reais mudanças no país até a segunda metade deste ano, tudo dependendo da pressão exercida sobre Maduro.

Continuamos acompanhando a crise e em breve pretendemos fazer uma nova análise, atualizando nossa visão sobre os rumos da Venezuela. Lembrando que a geopolítica é extremamente volátil, e tudo pode mudar em piscar de olhos.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança

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sábado, 26 de janeiro de 2019

Crise na Venezuela, mudança nos rumos do país?

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Para entendermos um pouco melhor o que se passa na Venezuela, precisamos primeiro entender o que levou o país a este estado crítico, onde o Populismo "Chavista" conseguiu implodir a economia do país e levar a maior crise de sua história. 

Uma série de fatores levaram a espiral que conduziu a esta verdadeira catástrofe, podemos elencar vários erros cometidos pelo governo venezuelano desde a ascensão de Hugo Chávez ao poder, mas há pontos cruciais que podem ser apontados como locomotores da atual crise. Um destes pontos que podemos aqui elencar, é a total negligência quanto a falta investimento no parque industrial venezuelano e na agricultura, o que levou a uma forte dependência externa, o que efetivamente comprometeu a autonomia do mercado interno e a sua vulnerabilidade econômica, tornando o mercado dependendo de fornecedores externos, o que leva á um grande impacto interno no caso de embargo ou desvalorização da moeda nacional. Outro ponto que não podemos deixar de citar aqui, é o alto grau de aparelhamento do estado, algo que torna as instituições extremamente ineficientes, onerosas e suscetíveis a casos de corrupção, sem falar na má gestão de recursos e o alto custo aos cofres públicos. Aliado a esse último fator, elencamos o estrito controle do estado sobre o mercado, o que levou a fuga de investidores, somando ainda as medidas de estatização de empresas estrangeiras por Chávez.

Como sabemos, a Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, o que passou a representar a maior parte do PIB ao longo do último século, algo compreensível se realizarmos uma análise histórica do país, onde desde o inicio do século XX, a grande procura e margem de lucro obtida com a prospecção de petróleo, especialmente após a década de 70, quando a crise do petróleo levou a disparada do preço do barril, diante disso vários governantes venezuelanos ignoraram o investimento no desenvolvimento agrícola e industrial, passando a focar no mercado do petróleo. 

O petróleo representou durante décadas um importante esteio econômico para o país,  principalmente diante das sucessivas altas no preço do barril, o qual atingiu patamares elevados nos meados de 2000 e perdurando até a primeira metade desta década em que vivemos, sustentando  as medidas populistas adotadas pelo chavismo, o qual se valeu da desigualdade social existente no país para cooptar o apoio popular, o governo de Chávez se aproveitou dos chamados "petrodólares" para financiar vários programas sociais. Essa política míope, onde não houve investimentos nos setores industriais e agrícolas, tornou o país dependente de importações de praticamente tudo que era consumido.
Com o foco voltado para o petróleo e empregando grande parte do recurso arrecadado com as exportações de petróleo e seus derivados para sustentar programas sociais, o chavismo aprofundou ainda mais a lacuna no mercado interno, com um desenvolvimento agrícola e industrial do país praticamente nulo. O chavismo ignorou até as necessidades de investimento em infraestrutura da própria PDVSA, onde a falta de investimento levou a queda de quase 50% de sua capacidade produtiva desde sua ascensão ao poder. 
Dentre os grandes erros cometidos por Hugo Chávez que impactaram na capacidade industrial do país, podemos citar a nacionalização das indústrias de cimento e siderurgia, em 2007 ordenou que todas as empresas estrangeiras cedessem a maior parte do controle de suas atividades de exploração ao Estado venezuelano. Levando muitas multinacionais a abandonar o país e levando consigo investidores, expropriou centenas de empresas e de propriedades rurais.Essas medidas levaram a um impacto negativo na economia e mercado interno, que somados aos subsídios as importações e a implantação de controle de preços, fez ruir o setor privado e a industria local, tornando sua industria incapaz de suprir suas necessidades.

A corrupção é outro fator que contribuiu para a crise no país, onde se apoderou das instituições, criando um rombo bilionário nos cofres venezuelanos, algo bem similar ao que presenciamos no Brasil durante o governo petista, o que de certa forma agravou a crise econômica que o país atravessa. Isso sem falar nas desastrosas medidas de controle cambial que levaram a criação de uma bolha, a qual a eclodir revelou as mazelas do populismo no país. Ao tentar supervalorizar o Bolívar, o chavismo provocou distorções de valores que levaram a um verdadeiro pandemônio, causando uma crise de desabastecimento e a hiperinflação. Para piorar a situação o preço do petróleo caiu, levando o governo a emitir mais notas para cobrir o rombo nas contas públicas, com isso se agravou ainda mais a inflação.
O estopim para a crise política que se instalou nesta semana na Venezuela, com a declaração de Juan Guaidó como presidente interino do país, na verdade é uma escalada na disputa entre o chavismo e a oposição, a qual vem ganhando força com a adesão de grande parte da população que já não suporta mais a crise que o governo chavista mergulhou o país, resultando numa verdadeira crise humanitária, onde vários venezuelanos fugiram do país em busca de condições melhores de vida.
A tensão aumentou quando Juan Guaidó, líder do partido Vontade Popular, assumiu a presidência da Assembleia Nacional e declarou que o governo de Nicolás Maduro é ilegítimo, onde resultado das eleições realizadas em 2018, as quais não contou com a participação da oposição, não foi reconhecida pela oposição, e ilegitimada por grande parte da comunidade internacional, dentre os países que não reconhecem a legitimidade esta o Brasil.
Na última quarta-feira (23), em várias partes do país milhares de pessoas foram às ruas pedir a saída de Maduro. Durante a manifestação em Caracas, Juan Guaidó se declarou presidente interino do país e prometeu convocar novas eleições, restituindo a democracia no país. Tal ato recebeu forte apoio internacional, tendo sido reconhecido como presidente legítimo do país pelos países do Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, e recebeu reconhecimento e apoio de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Maduro alega que a oposição tenta "tomar o poder", mantendo a postura de acusar os EUA e outros países por sua incompetência como "líder", chegando a romper relações com os Estados Unidos e ordenando que os diplomatas americanos residentes na Venezuela deixassem o país em um prazo máximo de 72 horas. 
De fato é preocupante a situação que se instaurou na Venezuela, a qual pode levar a um conflito civil com apoio externo, tendo em vista o grande apoio recebido por Guaidó ao assumir interinamente o governo, o que é visto como uma luz no fim do túnel para os desmandos populistas que se perpetuam no país por quase duas décadas. Por outro lado, China e Rússia declararam apoio ao governo de Maduro, mas é improvável que a derrubada de Maduro leve a China ou a Rússia a adotarem uma resposta militar, algo que não se pode duvidar por parte dos EUA, o qual observa de perto a situação venezuelana e não descarta uma intervenção militar no país para restituir a democracia.
De certo, podemos dizer que o povo venezuelano esta exaurido, e a perspectiva de um novo rumo na direção do país pode levar ao apoio em massa à Guaidó, sendo uma possível saída para situação que o país vive, não deixando de ressaltar que tal ato pode resultar em massacre, uma vez que as forças armadas do país declararam fidelidade à Maduro, somando a isto o fato que o povo venezuelano, assim como o brasileiro, passou por uma forte campanha de desarmamento civil, o que pode resultar em massacre por parte das forças leais ao governo, levando a uma hipotética necessidade de intervenção externa para garantir a estabilidade e segurança dos civis.
Estamos observando a situação, e estudamos a possibilidade de enviar uma equipe de jornalismo até a Venezuela afim de produzir uma visão mais aprofundada e real do que se passa no país.

O nosso parceiro, Robinson Farinazzo, preparou dois vídeos abordando a crise venezuelana, e você pode conferir nos vídeos abaixo:



Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança

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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Aeronaves egípcias operam em território israelense em guerra contra o terror

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Em entrevista presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi fala sobre as relações com Israel e a coordenação militar entre os dois países. Ele também falou da atitude de seu país em relação aos manifestantes e presos políticos no último domingo (6).

Sisi não permitiu que a entrevista fosse transmitida no Cairo, e o governo egípcio tentou nos últimos dias evitar, mas a mídia norte-americana não atendeu ao pedido. 


O entrevistador, Scott Duffy disse em uma de suas perguntas que o exército egípcio estava cooperando com o exército israelense no Sinai. Quando o entrevistador perguntou a Sisi se era a cooperação "mais profunda e mais próxima" que ele tinha com Israel, o presidente respondeu: "É verdade que a força aérea deve às vezes se mover para o lado israelense, então temos ampla coordenação com Israel". 

Além de Israel, o Egito é o destinatário da maior ajuda financeira dos Estados Unidos para qualquer país do Oriente Médio, no valor de quase meio bilhão de dólares por ano. Isso ocorre ao mesmo tempo em que o Egito é conhecido por encarcerar milhares de presos políticos, matando manifestantes desarmados e violando a liberdade de expressão de seus cidadãos. 

Quando Duffy perguntou ao presidente sobre isso, Al-Sisi negou que o Egito tenha prisioneiros políticos.

"Estamos tentando enfrentar os extremistas que estão tentando impor sua ideologia ao povo, e agora eles estão sob julgamento justo", disse ele. 


Quando o entrevistador insistiu e confrontou Al-Sisi com dados de organizações de direitos humanos, segundo as quais cerca de 60.000 presos políticos estão sendo mantidos no Egito, o presidente respondeu: "Não sei de onde essas organizações tiraram essa informação". 

Ele continuou a aderir à sua primeira alegação, dizendo que esses prisioneiros são membros de uma minoria extremista que está tentando impor sua ideologia extremista no Egito, provavelmente uma referência à Irmandade Muçulmana. 


Quando o entrevistador perguntou por que os Estados Unidos deveriam continuar apoiando o governo, Al-Sisi se apressou em dizer que era um investimento de segurança e estabilidade em toda a região. 


"Os Estados Unidos são responsáveis ​​pela segurança no mundo", disse ele. "Não posso pedir ao Egito que esqueça seus direitos, a polícia ou aos cidadãos que morreram".


A cooperação militar entre o Egito e Israel atingiu um nível sem precedentes na península do Sinai, disse o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, em entrevista. 


Perguntado se a cooperação de segurança com Israel era a mais próxima entre dois países que já foram inimigos, ele respondeu: "Isso é correto ... Temos uma ampla gama de cooperação com os israelenses".

Israel compartilha uma fronteira de 240 quilômetros de extensão com a península do Sinai, e Cairo e Jerusalém têm cooperado de perto na luta contra cerca de mil terroristas do Estado Islâmico na região desde que Sisi subiu ao poder. 



O norte do Sinai, um deserto montanhoso entre o Canal de Suez e Israel, tem sido um refúgio para terroristas islâmicos, com o principal grupo jihadista da península, Ansar Beit al-Maqdis, realizando vários ataques - alguns mortais - contra as tropas israelenses que patrulham a fronteira. 

Após a ascensão de Al-Sisi ao poder, o grupo que prometeu fidelidade a Abu Bakr al-Baghdadi e ao Estado Islâmico em 2014, iniciou uma onda de ataques contra as forças de segurança egípcias no Sinai. 

Al-Sisi começou a empreender operações militares contra os jihadistas e, embora o grupo terrorista tenha perdido muito de sua força, continua ativo e continua a realizar ataques. 

Em fevereiro de 2017, após um massacre de 305 fiéis na mesquita de al-Rawda, na cidade de Bir el-Abd, no norte do Sinai, um oficial de defesa israelense declarou que “a relação entre Israel e o Egito está em andamento. Israel sempre esteve pronto para dar uma ajuda e prestar assistência a qualquer país na guerra contra o terrorismo, neste caso e no futuro também ”.


De acordo com relatos estrangeiros, as forças armadas dos dois países reúnem-se regularmente para trocar inteligência na luta contra o EI, e o Cairo deu luz verde a Jerusalém para atacar os terroristas por via aérea. 


Em fevereiro, o The New York Times informou que, por mais de dois anos, Israel vinha realizando uma campanha aérea encoberta contra os terroristas do Estado Islâmico no Sinai, realizando cerca de 100 ataques aéreos com aviões não tripulados, helicópteros e caças, com a aprovação de Al-Sisi. 

O relatório também afirmou que "não está claro se quaisquer tropas israelenses ou forças especiais se estabeleceram dentro das fronteiras egípcias", já que isso aumentaria o risco de exposição para os dois lados que permaneceram, até agora, preocupados com a cooperação. 


Fonte: GBN News com informações do The Jerusalem post
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