segunda-feira, 29 de junho de 2015

Nova aeronave de Patrulha Maritima e ASW da China em operação

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A Marinha da China (PLAN) introduziu em serviço uma nova aeronave de patrulha marítima e guerra anti-submarina (ASW), a nova aeronave é uma variante das aeronaves de transporte médio produzidos pela Shaanxi Aircraft Corporation, segundo informações .

Um número não especificado de aeronaves Y-8GX6 (Y-8q) turboélices já foram introduzidas na Frota do Mar do Norte, que é responsável pelo domínio marítimo que se estende desde a fronteira norte-coreana até Lianyungang (província de Jiangsu), cerca de três anos e meio após a aeronave ser revelada pela primeira vez no final de 2011.

Não há mais detalhes sobre a operação das aeronaves, alguns poucos detalhes foram revelados no relatório, que apareceu em um blog defesa chinês, exceto que o Y-8GX6 (Y-8Q) pode estender seu raio de operação a leste e ao Mar do Sul, segundo os planos da PLAN.

Primeiro revelado em novembro de 2011 através de uma série de imagens, o Y-8GX6 (Y-8Q) é a mais recente versão da plataforma Y-8 / Y-9, que remonta a meados dos anos 1970. Os detalhes são vagos, mas o Y-8GX6 (Y-8Q) apresenta uma asa redesenhada e fuselagem pressurizada com estruturas mistas (concluída com a assistência da Antonov Corporation), equipado com motores turboélices  WJ-6C, com hélices de seis lâminas.

Como observado quando as imagens da aeronave surgiram pela primeira vez, é distinguível das variantes anteriores do Y-8 / Y-9 pela seu grande radar de busca montado no queixo, um sistema eletro-óptico, e um compartimento de armas apenas na frente das rodas principais. Ele também tem um MAD ( detector de anomalia magnética) e janelas com cúpula na parte traseira da fuselagem para observação.

As especificações de desempenho não foram divulgadas, mas com base nas aeronaves de transporte Y-8, possui um alcance estimado de cerca de 6,680 km (embora um Y-8GX6 [Y-8Q] carregado com kit missão sem tanques auxiliares de combustível será menor do que isto). Sua variante ASW e de patrulha marítima, provavelmente vai carregar uma série de torpedos, mísseis anti-navio, e balizas acústicas.

Outras versões Especiais do Y-8 / Y-9 incluem a inteligência de comunicações (COMINT) aeronaves de inteligência eletrônica (ELINT), inteligência de sinais (SIGINT) aeronaves de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), alerta  Aéreo Antecipado e Controle (AEW & C),  guerra eletrônica.

Fonte: GBN com agências de notícias
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Brasil - Desafios e possibilidades na cooperação militar

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No ano passado, completaram-se 20 anos desde a primeira vez que as Forças Armadas do Brasil adotaram um armamento de produção russa, o míssil portátil antiaeronave 9K38 Igla. Anos depois dessa compra, em 2010 foi a vez de um sistema de armas russo muito mais complexo chegar ao país: o helicóptero de ataque Mil Mi-35M.
Enquanto os Igla são utilizados pelo Exército Brasileiro e pelas tropas de terra da FAB (Força Aérea Brasileira), os 12 Mi-35M integram um esquadrão desta última baseado em Porto Velho (RO).
Junto a tais equipamentos, surgiu a “missão” de alterar, na sociedade brasileira e nas próprias Forças Armadas, a visão da tecnologia militar russa, ainda firmemente calcada na ideologia e na propaganda ocidental dos tempos da Guerra Fria.
Curiosamente, porém, os dois sistemas foram divisores de águas na capacidade militar nacional. Antes dos Igla e Mi-35M, as Forças Armadas brasileiras jamais tiveram um míssil portátil individual antiaéreo, nem um genuíno helicóptero de ataque. Mesmo durante a Guerra Fria, com o alinhamento pró-EUA de Brasília, Washington sempre vetou o fornecimento de tais equipamentos ao Brasil.
Mas seria absolutamente simplista considerar que os obstáculos a maiores parcerias militares entre Brasil e Rússia se concentram apenas nas esferas da ideologia, propaganda e geopolítica.
Existem sim, diversas questões técnicas e de doutrina militar que precisam ser enfrentadas antes que se possam efetivar trocas mais amplas entre os dois países no campo das armas.
Um exemplo recente disso vem da área de helicópteros. Com os Mi-35M sendo operados pela FAB, a Aviação do Exército Brasileiro (AvEx) possui seu próprio requerimento para, futuramente, adquirir e operar de modo próprio um helicóptero de ataque.
Nesse sentido, delegações da AvEx têm visitado e buscado conhecer os vários modelos existentes no mercado internacional, de fabricantes dos EUA, da Europa e da Rússia.
Para a AvEx, é fundamental que o modelo possa operar à noite, e em quaisquer condições atmosféricas (“all weather”), o que significa, pelos padrões ocidentais (e seguidos nas Forças Armadas do Brasil), que a aeronave deve possuir alguns sistemas de navegação e orientação, destacando-se os chamados VOR e ILS, que são requisitos para que a aeronave seja considerada apta às operações “por instrumento” (IFR).
Na doutrina militar russa, entretanto, o conceito de voo IFR (ou seja, sem condições de voo visual) é diferente, não se norteando pela exigência de equipamentos VOR e ILS. Em lugar destes, as aeronaves russas possuem sistemas de base tecnológica diferente, como os NDB e RSDN, mas de função similar.
O que parece “um detalhe”, entretanto, significa que um helicóptero como o moderno Mil Mi-28NE pode ser considerado absolutamente capaz de efetuar operações noturnas e IFR pelos russos – mas não pelos brasileiros. E isso é só um exemplo.
Por outro lado, vêm surgindo algumas parcerias entre empresas brasileiras e russas que têm provocado uma mudança (favorável) no tocante aos serviços pós-venda, fornecimento de peças sobressalentes e componentes, além de serviços de manutenção e revisão, no Brasil, de equipamentos de origem russa.
A empresa fluminense Atlas Táxi Aéreo, por exemplo, opera há já vários anos na Região Amazônica, em contrato com a Petrobras, uma frota de helicópteros civis Mi-171A1, fabricados na Rússia, com excelentes resultados.
A atuação dessas aeronaves resultaram, inclusive, na instalação no Brasil de uma estrutura técnica de apoio, manutenção e revisões, que, em um futuro próximo, incluirá até as revitalizações completas dos motores – serviços estes que deverão atender também aos próprios Mi-35M militares da FAB.
Por outro lado, remetendo ao pioneirismo dos 9K38 Igla, uma área que certamente possui um gigantesco potencial de cooperação entre a Rússia e o Brasil é o desenvolvimento de mísseis.
Trata-se de tecnologia na qual a Rússia possui notório expertise, produzindo sistemas reconhecidos entre os melhores do mundo, como os mísseis ar-ar Vympel e os antiaéreos S-300/-400.
Além disso, já há a experiência muito bem-sucedida de uma joint-venture nesse campo: o trabalho com a Índia no avançado míssil BrahMos. O Brasil, por sua vez, vem completando seu primeiro programa internacional de desenvolvimento de um míssil, o A-Darter, fruto de um trabalho conjunto da brasileira Mectron com a sul-africana Denel.

Fonte: Gazeta Russa
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Após acidente com Dragon, Rússia oferecerá transporte de carga à Nasa

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A Rússia vai oferecer espaço a bordo de sua nave de carga Progress à Nasa, para que os americanos possam enviar à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) parte da carga que seria enviada pela Dragon. Os suprimentos foram perdidos após explosão do veículo de lançamento Falcon 9.
O veículo de lançamento Falcone 9 explodiu pouco mais de dois minutos depois da decolagem a partir da base de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Segundo a Nasa, ainda não se pode afirmar com certeza as causas da explosão, mas alguns especialistas afirmam que o acidente pode ter sido causado por um acúmulo de pressão no reservatório de oxigênio líquido.
“Nós não podemos dizer muito agora, mas a Progress será lançada ao espaço em uma semana. Vamos fazer nossas propostas aos parceiros americanos nesta segunda”, disse à agência TASS o diretor de operações de voo do segmento russo da ISS, Vladímir Soloviov. “Vamos dizer a eles quais de suas cargas poderíamos transportar.”
A nave de carga Dragon, que não possuía suprimentos russos a bordo, estava transportando quase 2 toneladas de suprimentos à ISS, incluindo produtos alimentícios, equipamento e material para a condução de pesquisas.
A Dragon estava programada para atracar à ISS nesta terça-feira (30). Depois de missão de algumas semanas na estação, a nave de carga espacial deveria retornar à Terra, trazendo trazer resultados de experimentos e outras cargas.
Tanto o veículo de lançamento como a nave de carga pertenciam à empresa aeroespacial SpaceX. Pelo contrato.com a Nasa, avaliado em US$ 1,6 bilhão, a Dragon teria que realizar doze voos para a ISS até o final de 2016.
A Expedição 43, que está atualmente a bordo da estação, inclui os cosmonautas russos Guennádi Padakla e Mikhail Kornienko, além do astronauta norte-americano Scott Kelly. Kornienko e Kelly, que chegaram à ISS no final de março, ficarão lá por quase um ano – em uma missão de 342 dias.
Daqui a um mês, eles serão acompanhados por um novo trio: o cosmonauta russo Oleg Kononenko, e os astronautas norte-americano Kjell Lindgren, e japonês Kimiya Yui. O novo grupo será enviado à ISS a bordo de uma nave Soyuz, em 24 de julho.

Fonte: Gazeta Russa
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Brasil irá comprar sistemas russos de defesa antiaérea Pantsir na primeira metade de 2016

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O Brasil planeja comprar os sistemas russos de defesa antiaérea Pantsir na primeira metade de 2016, disse à RIA Novosti e Sputnik o embaixador do país na Rússia, Antônio José Vallim Guerreiro.
“A decisão geral sobre a compra foi já tomada, por isso os sistemas serão comprados. Segundo a informação que eu possuo neste momento, a assinatura do acordo está prevista para a primeira metade do ano 2016”, disse em entrevista. 

Antônio Guerreiro tinha declarado anteriormente que o arranjo podia ser concluído ainda em 2015, mas agora ele explicou o atraso pela razão que “no orçamento de 2015 não foram alojados recursos financeiros suficientes para pagar pelos armamentos”.  

O ministro acrescentou que, neste momento, se realiza o trabalho para que a provisão correspondente seja incluída na meta orçamental de 2016. 
O Pantsir-S1 (SA-22 Greyhound na classificação da OTAN) é um sofisticado sistema de artilharia antiaérea que conta com mísseis terra-ar de curto e médio alcance, sendo considerado um dos mais avançados do mundo. 

Além disso, Antônio Guerreiro também não exclui a possibilidade de compra de caças russos se a Força Aérea Brasileira achar este passo útil.


Fonte: Sputnik News 
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A Operação Lava-Jato, a defesa nacional, a contra-informação e a espionagem

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Em suas críticas ao tamanho do Estado e na defesa da privatização a qualquer preço, os neoliberais tupiniquins se esforçam por defender a tese de que o poder de algumas das maiores nações do mundo “ocidental”, os EUA à frente, teria como único, principal esteio, o capitalismo, a livre iniciativa e o livre mercado, e defendem, sempre que podem, alegando a existência de “cabides de emprego”, e o grande número de ministérios, a diminuição do setor público no Brasil.
A informação, divulgada na semana passada, de que, com três milhões e duzentos mil funcionários, o Departamento de Defesa dos EUA é o maior empregador do mundo, tendo em sua folha de pagamento, sozinho, mais colaboradores que o governo brasileiro, com todos seus 39 ministérios, mostra como essa gente tem sido pateticamente enganada, e corrobora o fato de que a tese do enxugamento do estado, tão cantada em prosa e verso por certos meios de comunicação nacionais, não é mais, do ponto de vista da estratégia das nações, do que uma fantasia que beira a embromação.
Dificilmente vai se encontrar uma nação forte, hoje - como, aliás, quase sempre ocorreu na história - que não possua também um estado poderoso, decidida e vigorosamente presente em setores estratégicos, na economia, e na prestação de serviços à população.
Enquanto em nosso país, o número total de empregados da União, estados e municípios, somados, é de 1,5% da população, na Itália ele passa de 5%, na Alemanha, proporcionalmente, de 80% a mais do que no Brasil, nos EUA, de 47% a mais e na França, também um dos países mais desenvolvidos do mundo, de 24% da população ativa, o que equivale a dizer que praticamente um a cada quatro franceses trabalha para o Setor Público.
Esses dados derrubam também a tese, tão difundida na internet, de que no Brasil se recebe pouco em serviços, comparativamente aos impostos que se pagam. Por aqui muitos gostariam de viver como na Europa e nos Estados Unidos, mas ninguém se pergunta quantos funcionários públicos como médicos, professores, advogados, técnicos, cientistas, possuem a mais do que o estado brasileiro, os governos dos países mais desenvolvidos do mundo, para prestar esse tipo de serviços à população.
E isso, sem ter que ouvir uma saraivada de críticas a cada vez que lança um concurso, e sem ter que enfrentar campanhas quase que permanentes de defesa da precarização do trabalho e da terceirização.
Aos três milhões e duzentos mil funcionários, cerca de 1% da população norte-americana, fichados apenas no Departamento de Defesa, é preciso agregar, no esforço de fortalecimento nacional dos Estados Unidos, centenas de universidades públicas e privadas, e grandes empresas, estas, sim, privadas, ou com pequena participação estatal, que executam os principais projetos estratégicos de um país que tem o dobro da relação dívida pública-PIB do Brasil e não parece estar, historicamente, preocupado com isso.
Companhias que, quando estão correndo risco de quebra, como ocorreu na crise de 2008, recebem dezenas de bilhões de dólares e novos contratos do governo, e que possuem legalmente, em sua folha de pagamento, “lobistas”, que defendem seus interesses junto à Casa Branca e ao Congresso, que, se estivessem no Brasil, já teriam sido, neste momento, provavelmente presos como “operadores”, por mera suspeição, mesmo sem a apresentação de provas concretas.
Da estratégia de fortalecimento nacional dos principais países do mundo, principalmente os ocidentais, faz parte a tática de enfraquecimento e desestruturação do Estado em países, que, como o Brasil, eles estão determinados a continuar mantendo total ou parcialmente sob seu controle.
Como mostra o tamanho do setor público na Alemanha, na França, nos Estados Unidos, por lá se sabe que, quanto mais poderoso for o Estado em um potencial concorrente, mais forte e preparado estará esse país para disputar um lugar ao sol com as nações mais importantes em um mundo cada vez mais complexo e competitivo.
Daí porque a profusão de organizações, fundações, “conferencistas”, “analistas” "comentaristas", direta e indiretamente pagos pelos EUA, muitos deles ligados a braços do próprio Departamento de Defesa, como a CIA, e a aliança entre esses “conferencistas”, “analistas”, “filósofos”, “especialistas”, principescos sociólogos - vide o livro “Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da Cultura”, da jornalista inglesa Frances Stonor Saunders - etc, com a imprensa conservadora de muitos países do mundo, e mais especialmente da América Latina, na monolítica e apaixonada defesa do “estado mínimo”, praticada como recurso para o discurso político, mas também por pilantras a serviço de interesses externos, e por ignorantes e inocentes úteis.
Em matéria de capa para a Revista Rolling Stone, no final da década de 1970, Carl Bernstein, o famoso repórter do Washington Post, responsável pela divulgação e cobertura do Caso Watergate, que derrubou o Presidente Richard Nixon, mostrou, apresentando os principais nomes, como centenas de jornalistas norte-americanos foram recrutados pela CIA, durante anos, a fim de agir no exterior como espiões, na coleta de informações, ou para produzir e publicar matérias de interesse do governo dos Estados Unidos.
Muitos deles estavam ligados a grandes companhias, jornais e agências internacionais, como a Time Life, a CBS, a NBC, a UPI, a Reuters, a Associated Press, a Hearst Newspapers, e a publicações como o New York Times, a Newsweek e o Miami Herald, marcas que em muitos casos estão presentes diretamente no Brasil, por meio de tv a cabo, ou têm seu conteúdo amplamente reproduzido, quando não incensado e reverenciado, por alguns dos maiores grupos de comunicação nacionais.
Assim como a CIA influenciou e continua influenciando a imprensa norte-americana dentro e fora do território dos Estados Unidos, ela, como outras organizações oficiais e paraoficiais norte-americanas, também treina, orienta e subsidia centenas de veículos, universidades, estudantes, repórteres, em todo o mundo, em um programa que vem desde antes da Guerra Fria, e que nunca foi oficialmente interrompido.
O próprio Departamento de Defesa, o Departamento de Estado, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, USAID, o Fundo Nacional para a Democracia, NED, o Conselho Superior de Radiodifusão, BBG, e o Instituto dos EUA para a Paz, USIP, bancam atividades de “desenvolvimento de meios” em mais de 70 países, em programas que mantêm centenas de fundações, ONGs estrangeiras, jornalistas, meios de informação, institutos de “melhoramento” profissional, e escolas de jornalismo, com um investimento anual que pode chegar a bilhões de dólares.
Além deles, são usados, pelo Departamento de Estado, o Bureau de Assuntos Educacionais e Culturais, (Bureau of Educational and Cultural Affairs, BECA), o Bureau de Inteligência e Investigação, (Bureau of Intelligence and Research, INR) e o Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor, DRL), que apenas no ano de 2006 organizou, na Bolívia, por exemplo, 15 diferentes “oficinas” sobre “liberdade de imprensa e expressão”, além do Escritório de Diplomacia e Assuntos Públicos (Office of Public Diplomacy and Public Affaires, OPDPA).
“O que nós estamos ensinando - explica Paul Koscak, porta-voz da USAID - é a mecânica do jornalismo, na imprensa escrita, no rádio ou na televisão. Como fazer uma história, como escrever de forma equilibrada … tudo o que se espera de um verdadeiro profissional de imprensa.”
Isabel MacDonald, diretora de comunicação da Fairness And Accuracy in Reporting (FAIR) - Imparcialidade e Transparência na Informação - um observatório de meios de comunicação de Nova Iorque sem fins lucrativos, não tem, no entanto, a mesma opinião.
Para ela, “esse tipo de operação do governo norte-americano, a despeito de sua alegada defesa das normas da objetividade, trabalha, na verdade, contra a democracia, apoiando a dissensão sufocante, e divulgando informações deliberadamente falsas que são úteis para os objetivos da política exterior dos Estados Unidos.’
Um exemplo clásssico desse tipo de resultado, quanto aos objetivos norte-americanos, foi o envolvimento de Washington, denunciado pela comissão legislativa Church-Pike, no Congresso dos EUA, com o financiamento a jornais de oposição na América Latina, como o grupo “El Mercúrio” do Chile, por exemplo, na conspiração que levou ao golpe militar contra o presidente eleito de orientação nacionalista Salvador Allende, em 1973.
Em abril de 2015, a Associação dos Jornalistas Chilenos decidiu expulsar de seus quadros o dono do Grupo El Mercúrio, Agustín Edwards Eastman, de 87 anos, por violação do código de ética, depois que documentos oficiais revelados nos Estados Unidos mostraram, em 2014, que ele havia recebido dinheiro da CIA para publicar informações falsas contra o governo chileno.
A diferença entre os Estados Unidos, que se dizem “liberais” e “privatistas”, e na verdade não o são, e o Brasil, que cede a todo tipo de pressão, na tentativa de provar, todos os dias, que não é comunista nem estatizante, é que, mesmo quando envolvidas com corrupção - considerada uma espécie de “dano colateral” que deve ser “contornado” e “absorvido”, no contexto do objetivo maior, de permanente fortalecimento do complexo-industrial militar dos EUA - a existência das principais empresas de defesa norte-americanas nunca é colocada em risco.
Apenas como exemplo, a Lockheed Martin, uma das principais companhias de aviação e de defesa dos EUA, pagou, como lembrou André Motta Araújo no Jornal GGN outro dia, entre as décadas de 1950 e 1970, mais de 300 milhões de dólares, ou 3.7 bilhões de dólares em dinheiro de hoje, de propina para autoridades estrangeiras, entre elas - para quem acha que isso só acontece em paises “sub-desenvolvidos” - o então Ministro da Defesa da Alemanha Ocidental, Franz Joseph Strauss, os ministros Luigi Gul, e Maria Tanassi, o Primeiro-Ministro Mariano Rumor e o Presidente da República Italiana, Giovanni Leone, o general Minoru Genda e o Primeiro-Ministro japonês Kakuei Tanaka, e até o príncipe Bernhard, marido da Rainha Juliana, da Holanda.
E alguém acha que a Lockheed foi destruída por isso ? Como também informa Motta Araújo, seus principais dirigentes renunciaram alguns anos depois, e o governo norte-americano, no lugar de multar a empresa, lhe fez generoso empréstimo para que ela fizesse frente, em melhores condições, aos eventuais efeitos do escândalo sobre os seus negócios.
A Lockheed, conclui André Motta Araújo em seu texto, vale hoje 68 bilhões de dólares, e continua trabalhando normalmente, atendendo a enormes contratos, com o poderoso setor de defesa norte-americano.
Enquanto isso, no Brasil, os dirigentes de nossas principais empresas nacionais de defesa, constituídas, nesses termos, segundo a Estratégia Nacional de Defesa, em 2006, para, com sede no Brasil e capital votante majoritariamente nacional, fazer frente à crescente, quase total desnacionalização da indústria bélica, e gerir alguns dos mais importantes programas militares da história nacional, que incluem novos mísseis ar-ar, satélites e submarinos, entre eles nosso primeiro submersível atômico, encontram-se, quase todos, na cadeia.
O Grupo Odebrecht, o Grupo Andrade Gutierrez, o OAS e o Queiroz Galvão têm, todos, relevante participação na indústria bélica e são os mais importantes agentes empresariais brasileiros da Estratégia Nacional de Defesa.Essas empresas entraram para o setor há alguns anos, não por ter algum privilégio no governo, mas simplesmente porque se encontravam, assim como a Mendes Júnior, entre os maiores grupos de engenharia do Brasil, ao qual têm prestado relevantes serviços, desde a época do regime militar e até mesmo antes, não apenas para a União, mas também para estados e municípios, muitos deles governados pela oposição, a quem também doaram e doam recursos para campanhas políticas de partidos e candidatos.
Responsáveis por dezenas de milhares de empregos no Brasil e no exterior, muitos desses grupos já estão enfrentando, depois do início da Operação Lava-Jato, gravíssimos problemas de mercado, tendo tido, para gaúdio de seus concorrentes externos, suas notas rebaixadas por agências internacionais de crédito.
Projetos gigantescos, tocados por essas empresas no exterior, sem financiamento do BNDES, mas com financiamento de bancos internacionais que sempre confiaram nelas, como o gasoduto do Perú, por exemplo, de quase 5 bilhões de dólares, ou a linha 2 do metrô do Panamá, que poderiam gerar centenas de milhões de dólares em exportação de produtos e serviços pelo Brasil, correm risco de ser suspensos, sem falar nas numerosas obras que estão sendo tocadas dentro do país.
Prisões provocadas, em alguns casos, por declarações de bandidos, que podem ser tão mentirosas quanto interesseiras ou manipuladas, que por sua vez, são usadas para justificar o uso do Domínio do Fato - cuja utilização como é feita no Brasil já foi criticada jurídica e moralmente pelo seu criador, o jurista alemão Claus Roxin - às quais se somam a mera multiplicação aritmética de supostos desvios, pelo número de contratos, sem nenhuma investigação, caso a caso, que os comprove, inequivocamente, e por suposições subjetivas, pseudo-premonitórias, a propósito da possível participação dessas empresas em um pacote de concessão de projetos de infra-estrutura que ainda está sendo planejado e não começou, de fato, sequer a ser oficialmente oficialmente estruturado.
O caso Lockheed, o caso Siemens, e mais recentemente, o do HSBC, em que o governo suiço multou esse banco com uma quantia mínima frente à proporção do escândalo que o envolve, nos mostram que a aplicação da justiça, lá fora, não se faz a ferro e fogo, e que ela exige bom senso para não errar na dose, matando o paciente junto com a doença.
Mais uma vez, é necessário lembrar, é preciso combater a corrupção, mas sem arrebentar com a Nação, e com alguns dos principais pilares que sustentam nossa estratégia de desenvolvimento nacional e de projeção nos mercados internacionais.
No futuro, quando se observar a história do Brasil deste período, ao tremendo prejuízo econômico gerado por determinados aspectos da Operação Lava-Jato, mutíssimo maior que o dinheiro efetivamente, comprovadamente, desviado da Petrobras até agora, terá de ser somado incalculável prejuízo estratégico para a defesa do país e para a nossa indústria bélica, que, assim como a indústria naval, se encontrava a duras penas em processo de soerguimento, depois de décadas de estagnação e descalabro.
No Exército, na Marinha, na Força Aérea, muitos oficiais - principalmente aqueles ligados a projetos que estão em andamento, na área de blindados, fuzis de assalto, aviação, radares, navios, satélites, caças, mísseis, submarinos, com bilhões de reais investidos - já se perguntam o que irá acontecer com a Estratégia Nacional de Defesa, caso as empresas que representam o Brasil nas joint-ventures empresariais e tecnológicas existentes vierem a quebrar ou a deixar de existir.
Vamos fazer uma estatal para a fabricação de armamento, que herde suas participações, hipótese que certamente seria destroçada por violenta campanha antinacional, levada a cabo pelos privatistas e entreguistas de sempre, com o apoio da imprensa estrangeira e de seus simpatizantes locais, com a desculpa de que não se pode “inchar”” ainda mais um estado que na verdade está sub-dimensionado para as necessidades e os desafios brasileiros?
Ou vamos simplesmente entregar essas empresas, de mão beijada, aos sócios estrangeiros, com a justificativa de que os projetos não podem ser interrompidos, perdendo o controle e o direito de decidir sobre nossos programas de defesa, em mais um capítulo de vergonhoso recuo e criminosa capitulação?
Com a palavra, o STF, o Ministério da Defesa, e a consciência da Nação, incluindo a dos patriotas que militam, discreta e judiciosamente, de forma serena, honrosa e equilibrada, no Judiciário e no Ministério Público.

Fonte: Jornal do Brasil
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domingo, 28 de junho de 2015

Defesa antimíssil dos EUA será impotente contra nova arma hipersônica da Rússia

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A Rússia está testando uma nova aeronave hipersônica Yu-71 que pode transportar ogivas nucleares, escreve o Washington Free Beacon, citando o relatório do Centro Ocidental analítico-militar Jane's Information Group.
Segundo WFB, a Rússia desenvolve esta aeronave há vários anos e seus primeiros testes foram realizados em fevereiro deste ano. A máquina faz parte do projeto secreto russo 4202, relacionado com o programa de mísseis. De acordo com o relatório, a Rússia está a implementar o projeto em uma tentativa de superar a defesa antimísseis dos EUA, criada para destruir alvos balísticos, que possuem trajetórias calculáveis.

Os aparelhos hipersónicos são pouco vulneráveis porque suas trajetórias não são calculáveis pelo inimigo e a velocidade pode atingir 11.200 km/h. O Yu-71 é parecido com o chinês WU-14, recentemente testado. Como observa o Washington Times, a Rússia pretende colocar em 2020-2025 em Dombarovsky 24 aviões hipersônicos com ogivas nucleares.
De acordo com WT, Moscou planeja usar o projeto militar hipersônico como instrumento de pressão durante as negociações com os EUA sobre o controle de armas.

Segundo o artigo do jornalista David Andelman, publicado ontem no USA Today, a corrida armamentista entre os EUA e a Rússia continua mas parece que os EUA a estão perdendo. O jornalista lembrou a parada militar em Moscou comemorativa do 70º aniversário da vitória da URSS na Segunda Guerra Mundial e notou que a Rússia mostrou três veículos blindados completamente novos, caças MiG-36, sistemas da defesa aérea Pantsir-S1 e mesmo submarinos equipados com a tecnologia Stealth, utilizada para tornar “invisíveis” navios, aviões e mísseis.

O jornalista também sublinha que os EUA e a Rússia não são os únicos países que participam na corrida armamentista. A China já lançou o seu primeiro navio porta-aviões e outro mais moderno está quase pronto. O Japão fez o mesmo em resposta. Outros países asiáticos, de acordo com Andelman, também tentam jogar pelo seguro.


Fonte: Sputnik News 
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Sistema russo bloqueará sinais de satélite e desligará mísseis inimigos

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O diretor-adjunto da Concern Tecnologias Radio-Electrônicas, Yuri Maevskiy, anunciou que engenheiros russos estão trabalhando em um novo sistema de supressão de sinais que poderiam bloquear mísseis de cruzeiro e comunicação de satélites.

Segundo ele, o novo sistema de alta tecnologia será capaz de desligar mísseis de cruzeiro e outras armas de alta precisão, bem como bloquear os sinais de satélites militares estrangeiros. O equipamento será instalado no chão, no mar ou no ar. No entanto, não está prevista uma variante baseada no espaço porque isso violaria tratados internacionais.

O sistema de supressão de sinais será parte da defesa aérea e do escudo contra mísseis balísticos da Rússia. O equipamento estará pronto para testes no final do ano.


Fonte: Sputnik News 
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França não quer pagar mais de um bilhão de euros por Mistrais

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A indenização pelo incumprimento do contrato de fornecimento dos navios pode atingir 1.2 bilhões de euros, valor que a França gostaria de diminuir para 1 bilhão.
A publicação francesa escreveu que nas negociações sobre o incumprimento do contrato de construção de dois porta-helicópteros tipo Mistral participam o chefe do secretariado-geral da defesa e segurança nacional francês, Louis Gautier, e o vice-premiê russo Dmitry Rogozin.
"O contrato prevê uma indenização máxima de 250 milhões de euros no caso de recusa de fornecimento, mas a Rússia exige receber os 890 milhões que ela pagou, bem como 300 milhões como contrapartida pela modernização de helicópteros e os seus portos realizada pela empresa Kamov (modificação de helicópteros da série Ka-52 Alligator – ed.)". Estas despesas foram feitas expressamente contando com a entrega dos navios.
Segundo o jornal francês, a França quer pagar só 1 bilhão de euros nomeadamente porque será mais fácil justificar tal montante na mídia. 

Ainda de acordo com Challenges, a Rússia exige que a França discuta com ela o candidato alternativo que poderia comprar os Mistrais, construídos por encomenda da Rússia, mas o lado francês só concordou em "realizar consultas" com os russos.

O contrato de fornecimento dos navios tipo Mistral foi assinado em 2011 pela empresa francesa DCNS e a russa Rosoboronexport. 

A França deveria ter entregue o primeiro navio, chamado Vladivostok, em novembro do ano passado, mas não cumpriu o compromisso alegando a escalada do conflito na Ucrânia. A Rússia espera que Paris forneça os navios ou devolva a quantia já paga.


Fonte: Sputnik News 
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sábado, 27 de junho de 2015

Dois dias de terror no mundo

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Enquanto a comunidade mundial gasta biliões para combater o terrorismo, a situação só parece piorar, os confrontos se intensificam e o número de vítimas mortais continua crescendo.
O mundo está em choque após os atentados dos últimos dois dias, que levaram, pelo menos, 257 vidas.

Kuwait, 25 mortos

O ataque do grupo terrorista Estado Islâmico matou esta sexta-feira 25 pessoas no Kuwait e deixou mais de duas centenas feridos, e os números continuam crescendo.

O terrorista cometeu suicídio na mesquita xiita Imam Sadiq durante a oração do meio-dia.

Somália, 45 mortos

Os dois atentados realizados na sexta-feira (26) na base da Missão da União Africana (AMISON) na Somália mataram pelo menos 45 soldados. Segundo testemunhas oculares, islamitas do grupo al-Shabaab atacaram o contingente burundinês da base e tomaram completamente o controle dela. 

No primeiro ataque os terroristas detonaram um carro e abriram fogo contra os pacificadores da base localizada a uns cem quilômetros da capital Mogadíscio. E no segundo mataram um comandante da base, divulgou a agência Reuters. 

O ataque é considerado o mais mortífero desde a chegada, há oito anos, da AMISON à Somália.


Tunísia, 40 mortos
Terroristas armados atacaram em 26 de junho o hotel de cinco estrelas Imperial Marhaba na cidade balnear de Sousse, no sul da Tunísia e deixaram, segundo os dados atuais, 40 mortos.

Segundo declarou o porta-voz do governo, dois atiradores abriram fogo na praia e depois no corredor do hotel. A maior parte das vítimas mortais é de nacionalidade alemã, britânica, belga e russa.

Um atirador foi morto pela polícia e outro está em fuga. O ataque não foi ainda reivindicado.

França, 1 morto

Ainda em 26 de junho ocorreu um ataque terrorista contra uma usina de gás em Saint-Quentin Fallavier, perto da cidade francesa de Lyon. Pelo menos um homem, que seria o empregador do terrorista, foi morto por decapitação. O atacante está preso, divulgou uma fonte próxima do caso.

De acordo com dados não confirmados, o terrorista entrou na usina conduzindo um carro, tendo-o feito colidir com um contentor de gás, provocando uma explosão.

As autoridades também declararam que fora da usina foi encontrada uma bandeira com inscrições em árabe.
Kobani, 146 mortos


Os terroristas do grupo Estado Islâmico mataram na sexta-feira (26) pelo menos 146 civis e soldados na cidade síria de Kobani e numa aldeia que fica perto dela. Pelo menos três carros foram detonados. 

O atentado é maior desde o ano passado, quando o EI matou centenas de membros da tribo Sunni Muslim Sheitaat na Síria.

Mali 

Homens armados atacaram a cidade de Nara, perto da fronteira entre a Mauritânia e o Mali, em 27 de junho, divulgou a agência Reuters. Ainda não há informações sobre vítimas.

"Houve uma troca de tiros (com o exército do Mali). O ataque foi rechaçado. O exército está patrulhando a cidade para procurá-los (os terroristas – ed.)", disse o porta-voz militar, coronel Souleymane Maiga. 

Todos os atentados aconteceram durante o mês sagrado do Ramadã. Mais cedo (em 23 de junho) o Estado Islâmico instou a aumentar durante o mês de jejum o número de ataques contra os cristãos, xiitas e sunitas que lutam ao lado da coalizão liderada pelos EUA.


Fonte: Sputnik News 
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País tem prazo de dez dias para acertar acordo de financiamento de caça sueco

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O governo brasileiro tem prazo de mais dez dias para entrar em acordo com os suecos a respeito da assinatura do contrato de financiamento dos 36 caças Gripen NG, que foram adquiridos em contrato assinado em outubro de 2014, no valor de US$ 5,4 bilhões. Terminou ontem o prazo oficial. A presidente Dilma Rousseff telefonou nesta semana para o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, em busca de uma solução.
No acordo com a Saab, fabricante dos caças, ficou estabelecido que o contrato de financiamento seria aprovado até oito meses após a assinatura do contrato de aquisição, mas as duas partes ainda têm mais
dez dias para discutir se vão estender o prazo para renegociar algumas questões, como redução das taxas de juros.
"Os detalhes sobre o contrato de financiamento, se haverá redução de juros ou não, estão sendo discutidos diretamente pelo Ministério da Fazenda e a Secretaria de Economia e Finanças da Aeronáutica (Sefa)", disse o presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), brigadeiro Paulo Roberto Chã.
De acordo com fontes ouvidas pelo Valor, a Fazenda pretende renegociar as taxas de juros que foram objeto de acordo no ano passado, alegando que houve recuo desde a assinatura do contrato. O financiamento tem como base a CIRR, taxa de empréstimo praticada por agências oficiais de crédito à exportação dos países integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), calculada com base na remuneração dos títulos públicos emitidos no mercado doméstico de cada país.
Nos bastidores, os suecos argumentam que a renegociação da taxa representaria violação do Arranjo de Crédito à Exportação da OCDE e poderia gerar punições no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). O arranjo, segundo afirmam os fornecedores dos caças, define que a taxa válida é aquela do momento do contrato.
Chã reafirmou que a Força Aérea Brasileira (FAB) tem orçamento aprovado de R$ 1 bilhão para ser gasto com o programa dos caças F-X2 em 2015, mas que ainda não tem autorização para usar os recursos e iniciar o pagamento. "O Ministério da Fazenda pode contingenciar esse valor, ou seja, pagar um pouco agora e o restante até o final do ano, mas o recurso aprovado tem que ser faturado em 2015."
A Saab já concordou, inclusive, em receber menos no período inicial do contrato. O importante, segundo fontes que participam das discussões, é ter algum empenho no orçamento de 2015 - mesmo que seja para deixar esses recursos carimbados como "restos a pagar" para os próximos anos. Já a renegociação das taxas de juros é considerada um assunto de extrema sensibilidade para os suecos, que alegam não haver espaço legal para a abertura de um precedente.
O presidente da Copac alertou sobre a importância de se definir a questão do financiamento do contrato antes de agosto. Caso contrário, haverá impacto no processo de transferência de tecnologia do projeto doscaças para as empresas e instituições de pesquisa brasileiras envolvidas.
"Em agosto os engenheiros da Embraer e de mais cinco empresas começam a se deslocar para as fábricas da Saab na Suécia. Se o financiamento não tiver sido resolvido, haverá atraso no envio dessas pessoas para a Saab", disse.
As demais empresas parceiras da Saab no desenvolvimento do Gripen NG são a Inbra, Ael Sistemas, Akaer, Atech e Mectron. O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial também vai enviar 21 especialistas para serem treinados na Suécia. O F-X2 prevê a mobilização de 357 engenheiros e técnicos da indústria aeronáutica e de defesa brasileira para trabalhar no desenvolvimento dos caças na Suécia. A maior parte deles, 240 profissionais, será enviada pela Embraer, empresa que coordenará as atividades de desenvolvimento, produção e montagem do avião no Brasil.

Fonte: Valor Econômico
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Visita de Dilma aos EUA prevê avanços na defesa

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A visita que a presidente Dilma Rousseff fará aos Estados Unidos na próxima semana simbolizará uma mudança fundamental na postura de seu governo em relação à cooperação na área de defesa com os americanos, com aumento na troca de informações sigilosas, expansão de exercícios militares, aproximação das Forças Amadas e ampliação das possibilidades de compra e venda de equipamentos para esse setor.
Como preparação para o encontro de Dilma com o presidente Barack Obama, o governo brasileiro decidiu enviar ao Congresso dois acordos que haviam sido assinados com os Estados Unidos em 2010, mas nunca implementados. Ambos foram aprovados pela Câmara dos Deputados anteontem e devem receber o aval do Senado nesta quinta-feira (25).
Mesmo com atraso de cinco anos, a adoção dos tratados é vista como um dos mais importantes pontos da visita de Dilma por autoridades em Washington. O governo brasileiro se empenhou para que os documentos fossem ratificados antes da reunião de trabalho que a presidente terá com Obama na terça-feira. "Os acordos foram assinados, mas nada aconteceu. Eles não haviam nem sido enviados ao Congresso", disse ao Estado uma fonte do governo dos EUA, segundo a qual a aprovação dos documentos pode ser vista como um dos resultados da viagem de Dilma.
Os dois países estão sem um Acordo de Cooperação em Defesa (ACD) desde 1978, quando o tratado existente foi denunciado pelo Brasil, em reação às tentativas dos EUA de bloquear a transferência de tecnologia nuclear ao país pela Alemanha.
Um dos acordos que deve ser ratificado hoje pelo Senado é o novo ACD, que regerá a cooperação entre as duas Forças Amadas a partir de agora. O outro é Acordo Geral de Segurança de Informação Militar, conhecido pela sigla GSOMIA, em inglês. Esse documento estabelece regras para a proteção de dados sigilosos e proíbe o seu compartilhamento com terceiros países - uma pré-condição dos americanos para fornecer informações militares secretas ao Brasil.
A ratificação dos tratados terá impacto positivo para a indústria de defesa dos dois países, já que ampliará a possibilidade de comercialização de produtos e cooperação em pesquisa e desenvolvimento. O ministro da Defesa, Jaques Wagner, chega hoje a Washington e, amanhã, se reunirá com empresas brasileiras e americanas desse setor. Na segunda-feira, ele terá um encontro no Pentágono com o secretário de Defesa americano, Ashton Carter.
A ausência de um ACD não impediu que as duas Forças Armadas realizassem exercícios conjuntos ou troca de pessoal, mas representa uma limitação para o tipo de cooperação que os dois países podem ter. Com sua ratificação, Brasil e EUA poderão avançar em áreas como apoio logístico, tecnologia e treinamento. O GSOMIA é visto como um acordo militar de nova geração, com foco na segurança das informações compartilhadas.

Fonte: Estadão
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Brasil pode assumir parceria no projeto espacial Sea Launch

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Plataforma flutuante Odyssey e navio de comando do projeto se preparam para deixar os EUA, após esfriamento das relações entre parceiros. Com isso, plataforma marítima para lançamentos de foguetes pode passar da costa norte-americana para a brasileira.

O diretor da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Ígor Komarov, não exclui a possibilidade de a base da plataforma de lançamentos marítimos Odyssey e o navio de comando do projeto Sea Launch virem a ser transferidos de Long Beach, na Califórnia, para um porto brasileiro.
“Não descarto a possibilidade de considerar também este projeto com parceiros no Brasil”, disse Komarov, em uma entrevista concedida à agência de notícias TASS no Fórum Econômico de São Petersburgo (Spief-2015).
Segundo ele, as perspectivas do projeto estão sob questionamento, uma vez que a Boeing entrou, em 2013, com uma ação judicial contra a corporação russa RKK Enérguia e a fábrica Iujmash, da Ucrânia – ambas parceiras no projeto (vide quadro). O processo contém quatro reivindicações, das quais duas (no valor total de US$ 223 milhões) têm como alvo a RKK Enérguia e subsidiárias ligadas ao Sea Launch.
Além disso, Komarov ressaltou que há outras dificuldades envolvendo também a parte ucraniana. “Existem aqui sérios problemas com o cumprimento dos compromissos no que se refere à preparação dos foguetes transportadores [Zenith – nota da TASS)”, acrescentou o diretor da Roscosmos.
Uma fonte no setor espacial já havia informado que a plataforma de lançamentos marítimos Odyssey e o navio de comando do projeto Sea Launch se preparavam para abandonar os Estados Unidos. “As condições para retirar dos EUA as embarcações do projeto Sea Launch já foram tratadas com a parte norte-americana (...) e não houve reação negativa a essa decisão”, disse a fonte.
No entanto, antes de as embarcações deixarem o porto de Long Beach, na Califórnia, todo o equipamento de fabricação norte-americana deverá ser removido. “Para não violar as leis norte-americanas, o equipamento será desmontado e deixado nos EUA. Mas não se trata de equipamento importante para a continuidade do projeto”, acrescentou a fonte.

O que é o Sea Launch?


É um projeto internacional que pressupõe o lançamento de foguetes a partir de uma plataforma marítima. Para implementação do projeto, as empresas americana Boeing e russa RKK Enérguia, a companhia de construção naval norueguesa Kvaerner (atual Aker Solutions), e as corporações ucranianas Iujnoie e Iujmash fundaram, em 1995, uma empresa também chamada ‘Sea Launch’. Em junho de 2009, a empresa conjunto declarou falência. No processo de reorganização do projeto, a RKK Enérguia assumiu o controle dos trabalhos em 2010. Em agosto do ano passado, após os acontecimentos na Ucrânia, a corporação anunciou a suspensão de suas atividades.

Fonte; Gazeta Russa
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Deputados perguntam por que são tão caras as passagens aéreas no Brasil

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As constantes reclamações de consumidores sobre preços abusivos de tarifas e de passagens cobradas pelas companhias aéreas no Brasil foram o foco de uma audiência pública conjunta realizada pelas Comissões de Turismo, de Defesa do Consumidor e de Viação e Transportes, na Câmara Federal.
De acordo com a supervisora do Departamento de Relações Institucionais da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Sônia Amaro, os problemas mais enfrentados pelos consumidores acontecem normalmente na hora de trocar as passagens, devido a valores muito elevados, ou no cancelamento dos bilhetes, quando as empresas, segundo ela, desrespeitam o Artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) e não efetuam integralmente o reembolso dos valores pagos pelos tíquetes. “Se eu contrato fora do estabelecimento comercial, desde que eu exerça esse meu direito dentro no prazo de 7 dias, então, eu como consumidora posso me arrepender e pedir o cancelamento dessa contratação, e portanto todo e qualquer valor que eu tenha efetivamente pago tem que ser devolvido integralmente.”
Sônia Amaro cobrou das empresas transparência nos planos de fidelidade de clientes, com informações mais claras a respeito do prazo de prescrição dos pontos dos programas de milhagem.
O presidente da Abear – Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Eduardo Sanovicz, explicou que a regra do Código de Defesa do Consumidor apontada por Sônia Amaro não pode ser aplicada, pois a passagem aérea é um bem com data de validade. “Para a aviação, nós queremos aqui que a gente tenha o mesmo padrão internacional. Todos os que compram uma passagem têm 24 horas para se arrepender, devolver o bilhete e receber cada centavo de volta. E essas 24 horas têm de ocorrer até 7 dias antes da data do voo. Passados os 7 dias, segue-se tendo direito a reembolso, mas ele tem de obedecer as condições contratuais de cada bilhete."
Segundo Eduardo Sanovicz, as empresas continuam operando com dificuldades financeiras, mesmo com o aumento do número de passageiros. Ele apontou como um dos fatores que elevam as tarifas das companhias aéreas o preço do querosene, usado como combustível pelas aeronaves, e que representa 40% do valor dos gastos das empresas, encarecendo os custos das companhias aéreas. Mesmo assim, ele garante que o preço das passagens aéreas está caindo. “Uma indústria que consegue vender 61% dos seus bilhetes abaixo de R$ 300 e 13,5% abaixo de R$100 está de fato conseguindo atender os seus objetivos, que é atender massivamente a nação.” Sanovicz, então, propôs que a Câmara dos Deputados trabalhe pela aprovação de medidas que reduzam o ICMS incidente sobre o querosene.
Também acompanhou a audiência o superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, Ricardo Bisinotto Catanant. Ele acredita queos investimentos do Governo Federal, com o objetivo de melhorar a infraestrutura dos aeroportos, para atender o aumento do fluxo de passageiros, podem minimizar a pressão sobre o preço das passagens.
O presidente da Comissão de Turismo, Deputado Alex Manente (PPS-SP), chamou a atenção para a dificuldade de se colocar em prática a política de incentivo de uso da aviação civil brasileira, onde um passageiro para remarcar um bilhete acaba pagando um valor três vezes mais caro do que o preço da passagem comprada inicialmente. “A variação de preços é algo que ainda assusta muito os consumidores e deixa distante a política, que era comum, de dar ao consumidor o acesso à aviação civil no Brasil. Hoje isso fica mais distante, por conta da ampliação dos preços.”

Fonte: Sputnik News 
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