sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Leonardo e Paramount firmam acordo sobre M-345

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A Leonardo e a Paramount Group assinaram uma Carta de entendimento durante a exposição “Africa Aerospace & Defense” realizada em Pretória. Segundo o acordo, a Leonardo e a Paramount, irão avaliar uma cooperação para o desenvolvimento de uma configuração operacional do jato M-345 para ser comercializado no mercado Africano e incluirá o possível envolvimento da Paramount no programa SF-260 e seus serviços de Suporte Logístico. .

“acreditamos que o mercado africano apresenta um grande potencial para o programa M-345. Acreditamos que a colaboração com um parceiro de alto nível, como a Paramount, é estratégica para desenvolver uma nova configuração operacional do M-345 para o mercado africano. O M-345 é um treinador básico/avançado com capacidades multirole e custos comparáveis ​​ao de uma aeronave turboélice. Essas características tornam o M-345 perfeitamente adequado para o mercado africano ”, disse Lucio Valerio Cioffi, diretor administrativo da Divisão de Aeronaves da Leonardo.

O novo M-345 permite que as Forças Aéreas reduzam os tempos de treinamento e capacitem os alunos a alavancar uma plataforma com características de voo de maior desempenho do que as atuais aeronaves de treinamento básico/avançado em serviço em todo o mundo. Além disso, permite realizar as missões mais exigentes no programa de treinamento, a fim de obter treinamento de alta qualidade a custos significativamente mais baixos.

Segundo declarou Ralph Mills, CEO da Paramount Advanced Technologies: “Estamos muito animados para lançar e demonstrar o nosso sistema de missão Smart Weapons Integration on Fast-Jet Trainers (SWIFT), juntamente com a estreia africana do jato M-345 da Leonardo. O SWIFT está focado nas ameaças atuais e nos requisitos do cliente. Oferece baixo custo de aquisição e operação e é adequado para guerra não convencional ou assimétrica. Ele atende à crescente necessidade por uma configuração multifuncional dos clientes para se adaptar a diferentes funções de missão sem uma grande reconfiguração e um longo tempo de preparo. A plataforma pode ser preparada com curto período de tempo, capaz de cumprir missões de combate leve e solução de vigilância utilizando o melhor dos melhores da indústria de defesa. ”

A arquitetura do cockpit M-345 é a mesma dos caças da linha de frente. O M-345 também pode desempenhar funções operacionais, graças a um envelope de voo estendido, com capacidade de manobra em alta velocidade, mesmo em altas altitudes, sistemas aviônicos modernos, alta capacidade de carga e desempenho.

O longo ciclo de vida da aeronave, a filosofia de manutenção baseada em apenas dois níveis, eliminam revisões gerais dispendiosas, e o sistema de monitoramento de estruturas e sistemas (HUMS) contribui para a redução de custos do M-345.

O piloto poderá realizar manobras planejadas com maior eficiência antecipadamente, voar em formação com outros aviões interagindo em tempo real via link de dados com outros pilotos, tanto em outras aeronaves em voo quanto com simuladores terrestres, graças ao sofisticado simulador de treinamento a bordo. Além disso, é possível planejar os cenários de missão, e em seguida, fazer o download dos dados de voo, graças à "Estação de Planejamento e Debriefing da Missão" (MPDS), reanalisando as missões realizadas durante a fase de debriefing.

O motor do M-345 é um turbofan Williams FJ44-4M-34, otimizado para uso militar e acrobático. A estrutura do avião tem + 7 / -3,5 g de fatores de carga limite. A eficiência operacional é assegurada pelo reabastecimento por pressão de ponto único e pela geração de oxigênio a bordo (OBOGS), que reduzem a necessidade de equipes de apoio no solo e tempos de retorno. O cockpit conta com aviônica baseada na mais recente experiência com M-346 Advanced Jet Trainer, que combina com os padrões dos últimos jatos de combate, incluindo controles HOTAS, Head-Up Displays (HUD), Displays Multi-Função (MFD) touch screen e um Head-up display que é espelhado por uma quarta tela no assento traseiro e datalink em tempo real, que é Integrado ao sistema de simulação de treinamento tático a bordo da aeronave.

M-345 é a mais nova aeronave de treinamento militar desenvolvida pela Divisão de Aeronaves de Leonardo. Voltado para as fases básico-avançadas do programa de treinamento de pilotos, ele oferece baixos custos operacionais e de aquisição . A aeronave que destina-se a substituir a atual frota da Força Aérea Italiana composta pelos MB.339A, também irá reequipar a famosa equipe acrobática “Frecce Tricolori”.


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USAF escolhe o Boeing/Leonardo MH-139 para substituir seus UH-1N

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A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) selecionou o MH-139, helicóptero baseado no AW139 da Leonardo, o qual foi oferecido através de uma parceria com Boeing, tendo por objetivo substituir a frota de helicópteros Huey UH-1N. O contrato avaliado em 2,4 bilhões de dólares, resultará na aquisição de  84 helicópteros, está ainda incluído no contrato o fornecimento de treinamento e equipamentos de apoio para operação da aeronave. Após a assinatura do contrato, espera-se que o MH-139 atinja a IOC (capacidade operacional inicial) em 2021 segundo o cronograma, a aeronave terá como missão proteger as bases de mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) dos EUA e realizar o transporte do governo e forças de segurança dos EUA.

“Estamos extremamente orgulhosos com esse excelente resultado. Os principais clientes continuam confiando na Leonardo para atender aos requisitos mais rigorosos, como a missão crítica de proteger as bases de mísseis e transportar funcionários do governo e forças especiais. Essa seleção também é um testemunho que a Leonardo se tornou um parceiro forte e confiável e um colaborador há muito estabelecido na indústria dos EUA ”, disse Alessandro Profumo, diretor executivo da Leonardo.

O MH-139 tem como base o projeto do Leonardo AW139, helicóptero líder do mercado, constituindo uma aeronave multimissão moderna, desenvolvida, que está em operação em todo o mundo e já demonstrou sua capacidade de proteger infraestruturas críticas e transportar representantes militares e governamentais em vários países.

Gian Piero Cutillo, MD Leonardo Helicópteros, disse: "O anúncio de hoje é um forte reconhecimento da qualidade em nível mundial e a competitividade do nosso produto para atender às necessidades mais exigentes dos principais clientes."

O MH-139 é uma aeronave de tamanho adequado para a missão, excede os requisitos de velocidade, carga útil, alcance, armamento e capacidade de sobrevivência da Força Aérea para proteger as bases de ICBM e é perfeito para cumprir com a missão de transporte VIP. A aeronave apresenta um design moderno e o melhor custo-benefício da categoria, representando  uma economia de 1 bilhões de dólares em custos de aquisição e ciclo de vida ao longo da vida operacional da frota.

Variante SAR do AW139
O AW139 é montado na unidade da Leonardo no nordeste da Filadélfia, os componentes adicionais a serem integrados para versão MH-139 destinada as forças armadas, serão integrados nas instalações da Boeing Philadelphia em Ridley Township, Pensilvânia.

“Estamos felizes que a Força Aérea dos EUA tenha escolhido nossa equipe para entregar a nova frota de aeronaves MH-139. Nossa força aérea merece as melhores ferramentas; este é o helicóptero certo para a missão deles. Os mais de 125 milhões de dólares em investimentos feitos pela Leonardo nas instalações da Filadélfia demonstra que estamos totalmente preparados para executar e apoiar este contrato. Estamos ansiosos para trabalhar com a Boeing neste programa e estamos empenhados em entregar de acordo com as expectativas do cliente final, o governo dos EUA Governo e seus contribuintes”, disse William Hunt, CEO da Agusta-Westland Philadelphia Corporation.

O AW139 é o programa de helicóptero de maior sucesso nos últimos 15 anos, tendo estabelecido novos padrões através da tecnologia avançada e o alto desempenho, confiabilidade, segurança, flexibilidade e espaço da cabine.

A plataforma do AW139 é a solução ideal para ser operado em ambientes hostis e condições climáticas adversas. Contando com uma aviônica moderna que reduz a carga de trabalho das tripulações, permitindo que o piloto se concentre na missão. A aeronave já soma mais de 270 operadores ao redor do globo, entre governos, forças militares e empresas, já são quase 1100 aeronaves AW139 encomendados em todo o mundo, confirmando-se como a aeronave mais vendida em sua categoria, já tendo superado a marca das 900 aeronaves em serviço, já tendo somado mais de 2 milhões de horas de voo.

O AW139 é capaz de executar uma ampla gama de funções, incluindo EMS, SAR, patrulha, segurança nacional e missões de transporte. Muitos dos AW139 hoje em serviço nos EUA realizam missões policiais e de serviço público em Maryland, Nova Jersey e Califórnia.



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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

USMC realiza primeiro ataque real com F-35B nos EUA

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O F-35B realizou com sucesso sua primeira missão de combate real no Afeganistão, a aeronave pertencente ao US Marine Corps (USMC) realizou na manhã desta quinta-feira (27) o primeiro ataque realizado pelo tipo nas forças norte americanas.

A 13th Marine Expeditionary Unit, conduziu uma série de ataques na manhã desta quinta-feira (27) em apoio a operações das tropas no solo, onde o emprego dos F-35B foi considerado um sucesso pelo comandante da força terrestre e pelo Comando Central das Forças Navais dos EUA na tarde de hoje.

O Esquadrão de Ataque VMFA-211 do USMC, foi o primeiro esquadrão a empregar as aeronaves F-35B em operações a bordo do navio de assalto anfíbio USS Essex da classe Wasp.

"O F-35B representa uma melhoria significativa na capacidade anfíbia e de combate aéreo, conferindo flexibilidade operacional e supremacia tática", disse o vice-almirante Scott Stearney, comandante do U.S. Naval Forces Central command. “Como parte do grupo aéreo do USS Essex, esta plataforma pode lançar operações de ataque ao solo a partir de águas internacionais, ao mesmo tempo em que permite a superioridade marítima, aumentando a segurança e estabilidade.”

“A oportunidade de sermos o primeiro esquadrão do USMC a empregar o F-35B em apoio as forças em manobra no solo, demonstra um aspecto das capacidades que essa plataforma traz para nossos aliados e nossos parceiros”, disse Coronel Chandler Nelms, oficial comandante do 13th Marine Expeditionary Unit.

Embora o US Marine Corps seja a primeiro a empregar o F-35B em combate nas forças norte americanas, esta não foi a primeira vez que a aeronave realizou uma missão real de combate, onde o primeiro ataque realizado por uma aeronave F-35 no mundo, foi realizado por um F-35I “Adir” da força aérea israelense, que em maio deste ao realizou a primeira missão de combate real da aeronave.

O controverso F-35B foi declarado operacional em 2015 pelo US Marine Corps, tendo a USAF declarado seus F-35A operacionais no ano seguinte. O F-35C deverá ser declarado operacional pela US Navy em fevereiro de 2019, sendo a última variante a ser declarada operacional.

A história polêmica do F-35 em suas três variantes é permeada de atrasos e sucessivos aumentos no custos de desenvolvimento, sendo  o programa mais caro da história do Pentágono, superando a casa de 1 trilhão de dólares, mas a aeronave ainda está longe de atingir a pleno suas capacidades, onde continua apresentando vários desafios as equipe de técnicos e engenheiros que trabalham no desenvolvimento desta aeronave.

O F-35B é a variante de aterrissagem vertical da aeronave, permitindo ao piloto realizar o voo pairado e pousar verticalmente como um helicóptero, atendendo as necessidades operacionais de navios anfíbios que contam com convés menor que o encontrado em navios aeródromos.

O US Marine Corps também foi a primeira força a registrar a perda de uma de suas aeronaves, tendo no início deste ano registrado a retirada de serviço de um F-35, o qual teria sido vítima de um incêndio ocorrido há dois anos, que após exaustivas avaliações levaram o USMC a decidir por retirar a aeronave de seu inventário, declarando a mesma como perda.


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Boeing/SAAB T-X vence concorrência nos EUA (Atualizado)

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A aeronave desenvolvida em parceria pela norte americana Boeing e a sueca Saab, conquistou um contrato bilionário que visa fornecer uma nova aeronave de treinamento avançado a USAF, o contrato esta avaliado em 9,2 bilhões de dólares.

Com a vitória, a Boeing e a sueca Saab devem fornecer cerca de 350 aeronaves de treinamento avançado para a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), o que pode render a joint-venture ainda a abertura de novos mercados à sua nova aeronave. Esse contrato irá garantir a Boeing um novo nicho a ser explorado, tendo em vista que seu portfólio se encontra próximo de atingir o limite de desenvolvimento, com aeronaves como o F-15 e os F/A-18 E/F chegando ao seu limite de desenvolvimento, o que deverá resultar na gradativa redução das vendas, onde surgem novos vetores modernos desafiando a posição destas consagradas aeronaves no mercado.



A nova aeronave foi desenvolvida especificamente para atender as especificações apresentadas pela USAF, tendo reunido o expertise da Boeing e SAAB, duas empresas que possuem grande reconhecimento no desenvolvimento de aeronaves modernas, tendo inclusive a sueca desbancado a Boeing na disputa pelo reaparelhamento da Força Aérea Brasileira, onde na disputa o seu caça SAAB Gripen E/F derrotou o F/A-18 E/F "Super Hornet" oferecido pelos norte americanos ao Brasil.

A SAAB deverá construir uma linha de produção nos EUA,atendendo ao que propôs no âmbito do programa norte americano, onde deverá produzir vários componentes da nova aeronave de treinamento norte americana.


Segundo noticiado pela Reuters, a USAF pretende contar com 351 aeronaves plenamente operacionais até 2034. Os novos T-X irão substituir a vetusta frota de aeronaves T-38 "Talon" que já estão em operação há quase cinco décadas. 

O contrato consagrou a vitória da Boeing sobre a rival Lockheed, que oferecia uma variante da aeronave T-50 "Golden Eagle", desenvolvida em conjunto com a sul-coreana KAI, superando também os italianos da Leonardo, que ofereciam o T-100, uma versão da aeronave de treinamento M-346.

Segundo apontam os especialistas, a vitória pode abrir um mercado que pode representar cerca de 600 aeronaves, tendo em vista a previsão do mercado para os próximos anos, onde grande parte das aeronaves de treinamento avançado que voam hoje pelo mundo, estão muito próximas de completar seu ciclo operacional, o que abre a procura por novos treinadores.

“Essa escolha permite que ambas as empresas cumpram um compromisso assumido há quase cinco anos”, diz Håkan Buskhe, presidente e CEO da Saab. "Trata-se de uma grande conquista para a nossa parceria com a Boeing e nossa equipe conjunta. Estou ansioso para entregar a primeira aeronave de treinamento para a Força Aérea dos Estados Unidos”.

"O anúncio de hoje é o ponto alto de anos de foco incansável da equipe da Boeing e da Saab", diz Leanne Caret, presidente e CEO da Boeing Defense, Space & Security. “Este é um resultado direto de nosso investimento conjunto no desenvolvimento de um sistema centrado nos requisitos exclusivos da Força Aérea dos EUA. Esperamos que o T-X seja um programa de franquias que se perpetue por longa data”.

O contrato inicial de US$ 813 milhões com a Boeing cobre o desenvolvimento de engenharia e manufatura (EMD, da sigla em inglês) das cinco primeiras aeronaves e sete simuladores.


A Saab e a Boeing projetaram, desenvolveram e testaram, em voo, dois jatos totalmente novos e específicos,  comprovando o design e a reprodutibilidade do sistema em capacidade de fabricação e treinamento.


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A Colômbia teve um campo de concentração durante a Segunda Guerra?

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Esta semana quando eu fazia uma verificação das principais notícias publicadas por agências de notícias, me deparei com uma interessante manchete no site da BBC Brasil: "O campo de concentração criado na Colômbia para prender alemães e japoneses na 2ª Guerra", o título me despertou a atenção, pois, apesar de sempre pesquisar sobre este conflito que sem sombra de dúvidas remodelou o mundo, confesso que desconhecia esse fato. Então, abrir a matéria e encontrei a história que até então eu desconhecia, e que acredito que alguns de nossos leitores também.

Segundo a matéria, o campo de concentração teria sido estabelecido há cerca de 80km da capital Bogotá, chamado de Campo de Concentração de Fusagasugá. Segundo esta relatado, o campo era o destino de alemães, italianos e japoneses que faziam parte da "Black list", uma listagem contendo os nomes de supostas pessoas envolvidas com atividades do Eixo no país, sendo considerados simpatizantes ou apoiadores do Eixo, algo que até os dias de hoje levanta bastante polêmica, pois como todos sabem, uma guerra abre as portas para que muitos excessos venham a ser perpetrados, infelizmente essa é a realidade e isso funciona para ambos os lados em um conflito, claro que, no caso nazista temos um caso claro de genocídio contra todos que não fizesse parte do ideário nazista.

Nós sabemos que a Colômbia rompeu relações com o Eixo após o ataque japonês de Pearl Harbor, tendo repudiado a ação nipônica em 18 de dezembro de 1941, porém, assim como ocorreu com Brasil, a Colômbia só declarou de fato guerra as potências do Eixo em 27 de novembro de 1943, após ter seu terceiro navio mercante vítima dos submarinos alemães.

O interessante, é que ao ler a matéria na BBC Brasil, a qual apesar de rasa, me motivou a pesquisar um pouco mais sobre a situação na qual estava a Colômbia diante daquele conflito mundial. Então me deparei com informações mais detalhadas do frenesi que tomou o país Sul-americano, onde após o repúdio as ações do Eixo, os cidadãos destas nacionalidades sofreram grande perseguição no país, sendo irrestritamente tratados de forma dura pelo governo colombiano. Um caso interessante é que neste período, a Colômbia havia expulsado os cidadãos das nações do Eixo que viviam ao longo do rio Magdalena e em áreas costeiras do país, temendo que os mesmos pudessem apoiar ações do Eixo na costa colombiana, fornecendo apoio e mesmo informações.

Porém, em minha pesquisa identifiquei um erro na informação dada pela BBC Brasil com relação ao campo de concentração de Fusagasugá, o qual segundo a matéria teria operado entre 1944 e 1945, quando na verdade o mesmo teve suas atividades iniciadas em 1943, após o decreto 2643 de junho daquele ano, uma resposta aos ataques alemães contra os navios colombianos, onde a partir dali se proibia o uso público do idioma alemão na Colômbia, imediatamente congelaram os bens dos cidadãos provenientes de países do Eixo, usando os recursos para repor as perdas causadas pelos ataques aos navios mercantes, e foi dado inicio à prisão de mais de 150 pessoas, entre alemães, italianos e japoneses, os quais foram conduzidos para o campo de concentração de Fusagasugá, onde foram utilizadas as instalações  do Hotel Sabaneta. Havia também uma casa utilizada para o cárcere destes estrangeiros em Cachipay. 

Muito diferente do que ocorria nos campos de concentrações europeus e asiáticos, os prisioneiros dos campos colombianos tinham um confinamento que apresentava tratamento "humano", onde os mesmos não eram submetidos à trabalhos forçados ou sofriam qualquer tipo de tortura, pelo contrário, os registros mostram que os mesmos tinham acesso a piscina, atendimento médico e até podiam realizar exercícios físicos.

O Hotel Sabaneta, foi construído na década de 20, e contava com piscinas, jardins, refeitórios e uma torre de água. Antes de ser convertido em campo de concentração, era destino de viagem escolhido por muitos políticos da época. Os judeus que habitavam na Colômbia, diziam que os prisioneiros alemães desfrutavam de mais conforto do que as vítimas do nazismo, e isso é uma grande verdade.
O interessante é que os prisioneiros pagavam sua estadia no campo de concentração, algo que levou muitas família a falência. Segundo a matéria, alguns dos alemães se dedicaram à construção e à carpintaria, enquanto japoneses melhoraram os jardins e criaram peixes em um riacho. Não faziam nada além de jogar cartas, dormir, limpar e sofrer longos períodos de tédio. Era preciso autorização para ler livros, revistas e jornais. Bebidas alcoólicas eram completamente proibidas, assim como rádios e câmaras fotográficas.
..."As listas negras não foram uma invenção da Colômbia. Em 1941, os Estados Unidos elaborou uma lista de 1,8 mil pessoas e empresas de origem alemã, italiana e japonesa na América Latina, a quem acusava de atuar em benefício direto ou indireto do Eixo.
As listas foram publicadas nos mais importantes jornais do continente, e quem aparecia nelas era afetado imediatamente.
Os EUA afirmaram que não fariam nenhum tipo de negócio com essas empresas ou pessoas e passaram a pressionar os países da região para seguirem seu exemplo.
Também exigiam que os incluídos na lista não chegassem a menos de 100 km de qualquer fronteira norte-americana.
Os Estados Unidos também instalaram campos de concentração em seu território, onde prenderam japoneses e seus descendentes.
Em maior ou menor medida, quase todos os países do continente, com exceção da Argentina, aceitaram aplicar certos vetos aos citados nas listas.
A Colômbia não foi uma exceção, apesar da intensa atividade comercial alemã no país e da crescente influência dos japoneses na agricultura.
Para o historiador Felipe Arias, isso mostra a necessidade histórica dos governos da Colômbia de ter uma boa relação com os Estados Unidos.
"Durante o século 20, os governos colombianos mostraram uma posição coerente em relação aos Estados Unidos, a de um aliado necessário, apesar da separação do Panamá (apoiada pelo país) e do massacre das bananeiras na costa do Caribe (a morte de trabalhadores grevistas da United Fruit Company, em 1928, pelo exército colombiano, também com apoio americano)", afirma Arias.
Ele lembra que muito antes da Segunda Guerra o país já havia adotado o lema "olhar a estrela polar", em referência aos EUA...."
É muito interessante termos o contato com relatos e histórias tão diversas deste período que arrastou o mundo para um período de caos e incertezas, nós brasileiros também tivemos um papel importante neste conflito, embora muito pouco se ensine sobre esta página de nossa história nas salas de aula brasileiras, as quais hoje estão mais preocupadas com temas alternativos e longe de nossas raízes e necessidades educacionais. Nós do GBN News temos o compromisso com a cultura e a história, nos preocupando em preencher algumas lacunas que infelizmente tem crescido nos últimos anos devido a políticas e posicionamentos partidários desconexos com os interesses e valores nacionais brasileiros.
Bom pessoal, espero que tenham gostado desta leitura que fiz sobre a matéria veiculada pela BBC Brasil, e espero que tenha somado ao seu conhecimento e sirva como base para discussões e debates sobre a participação latino americana naquele que foi o mais sangrento conflito da história da humanidade.

Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança

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Bombas da 2ª Guerra Mundial 'enfraqueceram' atmosfera

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As bombas usadas na 2ª Guerra Mundial pelos Aliados, bloco formados por países como Reino Unido e Estados Unidos e que saiu vencedor do conflito, eram tão poderosas que foram capazes de afetar a atmosfera da Terra.
Pesquisa divulgada nesta semana mostra que os danos provocados pelos bombardeios aéreos - que transformaram a maioria das cidades atingidas em escombros e cinzas - foram além do solo e atingiram alturas de até mil quilômetros.
As ondas de choque provocadas pelas explosões foram fortes o suficiente para enfraquecer a ionosfera, camada da atmosfera que se localiza entre 60 km e 1 mil km de altura e é responsável por conter parte da radiação solar que chega à Terra.
Por ser fortemente influenciada pela atividade do sol, essa é uma faixa em que há grande movimentação de elétrons, que beneficia a propagação de ondas eletromagnéticas e faz dela campo importante para tecnologias como o rádio, GPS e radares.
No estudo, publicado na revista acadêmica da União Europeia de Geociências, a Annales Geophysicae, os cientistas analisaram registros diários de ondas de rádio emitidas a partir do Radio Research Center, centro de pesquisa localizado em Slough, na Inglaterra, e coletados entre 1943 e 1945.
Um dos autores do levantamento, Chris Scott, da Universidade de Reading, na Inglaterra, disse que ficou bastante surpreso quando mensurou o tamanho do impacto.
"Cada ataque liberou uma energia equivalente, pelo menos, à de 300 raios", afirmou.
Os especialistas avaliaram como a concentração de elétrons mudou na parte superior da atmosfera durante um período em que os Aliados promoveram 152 ataques aéreos na Europa - incluindo bombardeios em Berlim e aqueles em apoio aos desembarques na Normandia.
Os dados apontaram uma queda significativa na concentração de elétrons sempre que uma bomba era detonada - o que, por sua vez, aquecia a parte superior da atmosfera.
Isso causou uma pequena, mas significativa redução da ionosfera sobre a cidade de Slough, que estava a quilômetros de onde as bombas haviam sido detonadas
Apesar do impacto, Scott ressalta que "esses foram efeitos muito temporários que aqueceram a atmosfera muito ligeiramente".
"Os efeitos na ionosfera só teriam durado até que o calor se dissipasse", explica o pesquisador.
A partir dos resultados, os pesquisadores esperam ter uma melhor compreensão de como forças naturais como raios, erupções vulcânicas e terremotos podem afetar a atmosfera da Terra.
"A pesquisa é realmente importante para poder entender a ionosfera como um todo. Sabemos que ela é influenciada pela atividade solar, mas ela varia muito mais do que atualmente se pode explicar."

Fonte: BBC Brasil

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Programa de submarinos de Taiwan opta por projeto europeu

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Segundo informações que obtivemos, os futuros submarinos de ataque diesel-elétricos construídos por Taiwan, teriam como base um projeto europeu. O país asiático segue o exemplo de outros países daquela região e optam pela construção local de seus meios submarinos.

Segundo conferimos, o Ministério da Defesa de Taiwan, avaliou através de seu programa de submarinos de ataque convencionais (SSK), seis propostas entregues por diversas empresas que dominam essa tecnologia, onde teria recebido duas propostas oriundas de estaleiros europeus, duas norte-americanas, além de uma proposta indiana e uma outra japonesa. Porém, a escolha recaiu sobre uma das propostas europeias, onde teria sido selecionada uma indústria de defesa europeia para fornecer o projeto para construção local do submarino de ataque convencional de Taiwan.
Mas segue o mistério sobre qual seria o projeto escolhido por Taiwan, uma vez que não fora revelado nem ao menos os nomes das empresas que apresentaram as propostas. Especula-se que a Naval Group teria sido a empresa selecionada para fornecer o projeto, porém, cabe ressaltar que há outro hipotético concorrente de peso nessa disputa, onde os alemães da HDW teriam ofertado um projeto baseado nos submarinos Type 214, a variante de exportação do HDW Type-212 equipado com um sistema de propulsão independente do ar (AIP).
As duas empresas europeias travam disputas ferrenhas pelo mercado asiático, onde tem diversos submarinos operados na região, como é o caso da HDW, que possui submarinos operando com as Marinhas da Coréia do Sul e Indonésia, enquanto a Naval Group venceu a disputa para fornecer o projeto de seus Scorpéne à Índia
O programa de submarinos de Taiwan teve início em dezembro de 2014, o qual ao longo de quatro anos teve todas as propostas exaustivamente estudadas, com a escolha devendo ser formalmente anunciada até o final deste ano, com o início dos trabalhos propriamente ditos devendo ocorrer em março de 2019.
Segundo informações, Taiwan contaria com uma equipe formada por engenheiros japoneses, oriundos da Mitsubishi e da Kawasaki Heavy Industries, os quais estariam dando apoio ao governo de Taiwan como consultores técnicos desde o início do programa.
A norte americana Lockheed Martin, realizará o trabalho de integração dos sistemas, e também fornecerá o sistema de gerenciamento de combate dos submarinos. 
O projeto se dará em duas fases, onde na primeira será feito a adaptação do projeto aos requisitos da nova classe de submarinos de ataque de Taiwan, o que está estimado em 65,66 milhões de dólares. A segunda fase envolve a construção dos novos submarinos propriamente ditos, com o objetivo de concluir a construção e já ter o comissionamento dos mesmos em dez anos.  O custo estimado de cada submarino pode chegar a casa de 1 bilhão de dólares. Um programa bastante ambicioso, que objetiva obter o dobro de SSK’s que nosso PROSUB.
A construção do primeiro SSK de Taiwan deve começar em 2020, e segundo o cronograma inicial, o primeiro submarino deverá realizar as provas de mar até 2024, seguido de sua entrega ao setor operativo em 2026.

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Japoneses identificam erroneamente Su-35S em interceptação

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O Ministério da Defesa do Japão recentemente assumiu que identificou erroneamente uma aeronave Su-35S da Rússia, segundo um relatório público que tratava da interceptação de três aeronaves russas por aeronaves da Força Aérea de Defesa do Japão (JASDF), o fato ocorreu no Mar do Japão em 19 de setembro. Segundo o Ministério da Defesa nipônico, a JASDF identificou erroneamente uma aeronave multirole Sukhoi Su-35S, com um caça de superioridade aérea Sukhoi Su-27. A identificação foi corrigida pelo Ministério da Defesa em 20 de setembro. Durante o voo sobre as águas internacionais, o Su-35S estava acompanhando uma aeronave de ataque de ataque Sukhoi Su-24 e uma outra aeronave não identificada.
Um fato importante nesta história, é por se tratar da primeira vez que a JASDF anunciou publicamente que interceptou uma das aeronaves mais avançadas da Rússia, apesar dos Su-35S realizarem a escolta de bombardeiros conduzindo patrulhas aéreas nas proximidades do Japão. O Ministério da Defesa japonês tem prestado particular atenção à repetida aparição do Su-35S na Ásia Oriental nos últimos meses. Em março de 2018, a Força Aérea Russa posicionou temporariamente duas aeronaves Su-35S em uma base na Ilha Iturup, a maior e mais setentrional das ilhas no sul das Curillas. Essa implantação levou o governo japonês a pedir à Rússia que diminuísse sua presença militar nos territórios disputados.
As aeronaves Sukhoi Su-27SM3 e Su-35S têm muitas semelhanças entre si, sendo o último um derivado direto do primeiro, porém, incorporando inúmeras melhorias. Consequentemente, confundir as duas aeronaves pode ser bastante fácil para os pilotos. De fato, há razões para acreditar que várias vezes quando o Ministério da Defesa listou caças não identificados em seus relatórios, foi por causa da dificuldade em distinguir as duas variantes de aeronaves. A aviação militar russa tem aumentado progressivamente sua presença militar no leste da Ásia nos últimos dois anos.
A JASDF enfrente um grande desafio para interceptar os "intrusos" vizinhos, a pouco tempo  dois bombardeiros estratégicos Tupolev Tu-95MS foram escoltados pelos caças japoneses em julho. O Tu-95MS é uma variante atualizada do antigo Tu-95, um bombardeiro estratégico quadrimotor de longo alcance da era soviética, capaz de transportar mísseis de cruzeiro com capacidade nuclear. O Japão tem enfrentado um momento difícil, com a escassez de aeronaves nos últimos anos, onde vem mantendo um índice muito baixo de disponibilidade de suas aeronaves, à medida que a China e a Rússia aumentam simultaneamente sua presença militar na região. A indisponibilidade de aeronaves tornou-se mais aguda nos últimos anos. Em 2016, a JASDF também duplicou o número de aeronaves destinadas a cumprir a interceptação de aeronaves que se aproximaram do espaço aéreo japonês, passando a empregar quatro aeronaves ao invés de duas.
É bem possível que a situação leve Tókio a repensar seus gastos com defesa, podendo resultar em uma nova compra de aeronaves destinadas a cumprir com as missões de interceptação, tendo em vista o cenário que vem se desenvolvendo na região.

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colaborou Felipe Salles
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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Marinha do Brasil realiza treinamento anual de Fuzileiros Navais em Formosa

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A Marinha do Brasil, por intermédio da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), realiza a Operação Formosa 2018, iniciada em 21 de setembro e que será finalizada em 3 de outubro, no Campo de Instrução de Formosa (CIF), pertencente ao Exército Brasileiro, em Goiás. Considerado o maior exercício realizado pela Marinha do Brasil no Planalto Central, o propósito da Operação Formosa é manter as condições de pronto emprego dos Fuzileiros Navais, particularmente da Força de Emprego Rápido (FER).


A Operação Formosa 2018 envolve cerca de 1.600 militares e conta com a participação de Fuzileiros Navais de Marinhas Amigas, tais como EUA, Paraguai e Equador. O exercício empregará aeronaves, veículos blindados, carros lagarta anfíbios (CLAnf), mísseis superfície-ar (MSA), aeronaves remotamente pilotadas (ARP), obuseiros de artilharia e o lançador múltiplo de foguetes ASTROS. Todos os armamentos e sistemas de armas empregarão munição real.

A Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) é responsável por coordenar a área operativa dos Fuzileiros Navais na Marinha do Brasil. A Força realiza anualmente uma ampla gama de exercícios, a fim de preparar seus militares para atuar em diferentes tipos de conflito, desde os de alta intensidade, tais como as guerras convencionais, até em operações de caráter humanitário e de paz. Nos últimos dois anos, a FFE têm se destacado por atuar nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em diferentes estados do Brasil, dentre elas as operações conduzidas pelo Gabinete de Intervenção Federal, no estado do Rio de Janeiro.


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Marinha do Brasil visita Bolsonaro nesta terça-feira

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A Marinha do Brasil, por meio do Estado-Maior da Armada, informa que, nesta terça-feira (25), foi realizada uma visita ao candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

Durante a visita, foram tratados assuntos de interesse das Forças Armadas, em especial da Marinha, bem como do restabelecimento da saúde do candidato.

Os assuntos tratados, no que diz respeito aos interesses das Forças, vêm sendo discutidos com todos os candidatos que concorrem ao cargo de Presidente da República.

Os encontros com candidatos à presidência são importantes para expor as necessidades da Marinha do Brasil, com ênfase em seus Programas Estratégicos e perspectivas orçamentárias, a fim de explicar a importância deles para a soberania nacional.

Podem-se citar como exemplos dos assuntos tratados nos encontros com os presidenciáveis, o “Programa Nuclear da Marinha” (PNM), criado em 1979, com o propósito de alcançar o domínio do ciclo de produção do combustível nuclear e desenvolver uma planta nuclear de geração de energia elétrica; o “Programa de Desenvolvimento de Submarinos” (PROSUB), que está estreitamente relacionado ao PNM, na medida em que o submarino de propulsão nuclear brasileiro (SN-BR), principal objetivo do PROSUB, terá seu reator nuclear produzido no escopo do PNM, demonstrando a necessidade dos dois programas caminharem em paralelo ao longo da sua execução; o Projeto das Corvetas Classe “Tamandaré” (CCT), que visa construir navios escolta, categoria na qual se incluem as corvetas, distinguindo-se dos demais por sua versatilidade, capacidade de detecção, mobilidade e autonomia para a patrulha de extensas áreas marítimas na defesa dos interesses econômicos nacionais; e o Projeto dos “Navios Patrulha”, que visa construir navios de pequeno/médio porte, versáteis e propícios para a fiscalização na Amazônia Azul, que contribuirão para prover a segurança do tráfego marítimo nacional, o combate a ilícitos, como pirataria, contrabando, crime organizado, tráfico de drogas e pessoas, descaminho, e fiscalização contra a pesca predatória e outras atividades relacionadas à prevenção da poluição ambiental (hídrica e marinha).

A Marinha ao longo deste ano recebeu outros candidatos à presidência, mantendo sua postura de apresentar aos hipotéticos sucessores do poder executivo os desafios estratégico que o Brasil possui para manter-se soberano em suas águas.


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O abate do Il-20 e os desdobramentos resultantes na possível entrega do S-300 à Síria

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Os desdobramentos do incidente resultaram na última segunda-feira (24), no anúncio realizado pelo ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, que informou que a Rússia entregará à Síria os sistemas de defesa aérea S-300. 
O sistema S-300 tem a capacidade de interceptar múltiplos alvos aéreos, identificando e acompanhando os mesmos dentro de um raio de cerca de 250km ao seu redor, o que se concretizado, irá prover ao governo sírio uma capacidade até então sem igual no país, o que irá reforçar significativamente as capacidades da defesa antiaérea do país árabe.
É relevante nós lembrarmos que há pouco mais de cinco anos, a Rússia suspendeu a sua decisão de reforçar as capacidades de defesa da Síria, onde havia à época, planos de equipar o país aliado com o sistema S-300, porém, os planos foram revistos após um pedido de Israel. Ao analisarmos a conjunção criada pelo evento fatídico que resultou na perda da aeronave russa durante uma operação israelense, na qual ao que tudo indica, teve a intenção de usar a aeronave russa como "escudo" deliberadamente, algo que não seria nenhuma novidade, sendo um artifício já usado em outras ocasiões na história de conflitos modernos, onde inclusive já houve esse tipo de incidente, levando ao abate de aeronaves civis. A situação gerada pela ação coordenada ou não por Israel, levou à uma mudança na política russa para região, e isso não foi resultado direto da política da Rússia na Síria, mas um efeito gerado pelo incidente com o avião Il-20, o que teria dado à Moscou a oportunidade de "fechar" o espaço aéreo sírio, o que de certa forma irá representar ganhos a política russa para Síria e de certa forma irá reduzir os custos da operação russa no país.
Abordando o incidente que envolve o abate da aeronave IL-20 russa pela defesa antiaérea síria, nosso parceiro, Comte Robinson Farinazzo, lançou dois vídeos tratando sobre o incidente que criou mau-estar entre Moscou e Tel-Aviv.

A análise muito bem pontuada de nosso parceiro,que você confere no link: "O avião russo derrubado na Síria", se mostrou acertada posteriormente pela declaração russa feita pelo Gen. Igor Konashenkov, o qual apresentou importantes informações e detalhes que nos permitem aprofundar um pouco mais a análise da situação que veio a resultar no abate da aeronave russa e a morte de seus tripulantes.

O cenário Sírio é bastante complexo, e qualquer ação militar ou mesmo posicionamento político adotado pelos players envolvidos direta ou indiretamente no conflito, devem ser muito bem estudados e analisados, onde podemos comparar com um jogo de xadrez, que pelo visto esta sendo no momento favorável à Moscou e Assad.

Se considerarmos a guinada dada em favor do regime de Assad nos últimos anos do conflito, onde o mesmo saiu de uma posição de quase derrubada, tendo tido mais de 80% do seu território dominado por rebeldes ou grupos terroristas, onde hoje tem a situação inversa, já possuindo a consolidação do domínio de quase a totalidade do território sírio, é certo afirmar que em questão de alguns meses ou pouco mais de um ano, a situação síria já esteja consolidada e o conflito venha a ter decretado seu fim com a reunificação do território sob o domínio do governo legitimo de Bashar Al Assad.

Outro ponto que devemos colocar a essa equação, é a indisposição dos países membros da OTAN em manter um apoio abrangente aos rebeldes sírios, onde a Europa como um todo esta saturada com as críticas internas aos seus governos devido a grande entrada de refugiados no bloco europeu, o que vem a agravar a crise interna nos países, resultando no aumento de incidentes envolvendo extremistas islâmicos que tem adentrado os países europeus misturados aos refugiados. Tal fato corrobora para análise de que os europeus dificilmente apoiem o reaquecimento do conflito com financiamento de uma nova "guerra civil síria".

Em breve iremos lançar uma análise detalhada do conflito sírio, traçando uma linha desde o eclodir do conflito, passando pelo momento atual e estabelecendo as perspectivas plausíveis do futuro sírio.


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Sky Airlines recebe primeiro A320Neo

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A Sky Airline, companhia aérea de baixo custo chilena que opera exclusivamente aeronaves Airbus, recebeu através de um contrato de arrendamento com a ALC sua primeira aeronave A320neo, a cerimônia foi realizada em Toulouse. A aeronave conta com motores CFM Leap1A e capacidade para 186 passageiros, incorporando características inovadoras do Space Flex.

Esta nova aeronave A320neo se junta à atual frota da Sky, que é composta por 15 aeronaves da família A320, sendo a primeira das 21 aeronaves A320neo que devem ser entregues à companhia aérea chilena.

O  A320neo faz parte da família de aeronaves da Airbus de maior sucesso na América Latina, alcançando 680 pedidos e compromissos com empresas de leasing e nove clientes, representando mais de 70% dos pedidos do mercado de aeronaves de corredor único de nova geração.

A aeronave possui a maior cabine de corredor único do mercado, além de incorporar as mais recentes tecnologias, incluindo os motores de nova geração e dispositivos Sharklets, que juntos economizam mais de 15% de combustível e reduzidas emissões de CO2. Também gera 50% menos ruído. Com mais de 6.100 encomendas para mais de 100 clientes, a Família A320neo conquistou mais de 60% desse mercado.

Em dezembro nós do GBN News devemos voar com a Sky Airline, ocasião onde iremos publicar nossa impressão sobre esta aérea chilena no trecho Rio - Santiago.


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