segunda-feira, 10 de julho de 2017

EUA, Índia e Japão iniciam maior exercício naval conjunto

Os EUA iniciaram exercícios navais com o Japão e a Índia. Segundo a Marinha dos EUA, os exercícios ajudarão os países a enfrentar ameaças marítimas na região da Ásia-Pacífico. A China diz que espera que a cooperação não seja dirigida contra um "terceiro país".

As Marinhas dos EUA, Índia e a Força de Autodefesa do Japão (JMSDF) começaram os exercícios Malabar 2017 em Chennai, na Índia, neste domingo (9), de acordo com nota fornecida pela US Pacific Fleet.

Os exercícios anuais visam abordar "uma variedade de ameaças à segurança marítima no Pacífico indo-asiático", disse uma nota na semana passada.

Os exercícios também visam "melhorar a interoperabilidade entre as forças marítimas americanas, indianas e japonesas", de acordo com a US Navy.

Os exercícios trilaterais terão duas fases sendo realizados em Chennai e Baía de Bengala na Índia.

"O exercício enfatiza habilidades de guerra de alta performance, superioridade marítima e projeção de poder", como descreveu a US Pacific Fleet.

As equipes envolvidas na Malabar 2017 "praticarão manobras de guerra de superfície e anti-submarina, realizarão trocas médicas, treinamento de eliminação de explosivos e operações de condução, visita á bordo, busca e apreensão".

Os integrantes da força naval dos EUA incluem o porta-aviões 'USS Nimitz', O cruzador de mísseis guiados 'USS Princeton'; DDGs 'USS Howard', 'USS Shoup' e 'USS Kidd'; Uma aeronave P-8A Poseidon e um submarino de ataque da classe  "Los Angeles".

O solitário Navio Aeródromo da Índia, o "Vikramaditya", também participará, tendo atuação conjunta com submarinos e plataformas de reconhecimento marítimo. Duas fragatas stealth de classe "Shivalik", dois destroyers da classe "Ranvir" russa, a corveta de guerra anti-submarina indiana "Kamorta" e uma corveta multi-função da classe "Kora" também estão entre os meios envolvidos.

"A cooperação naval entre a Índia, os EUA e o Japão simboliza uma relação forte e resiliente entre as três democracias", disse o Ministério da Defesa da Índia em um comunicado a imprensa.

O maior navio de guerra do Japão, o porta helicópteros 'Izumo', também está participando dos exercícios. Além dele, a JMSDF participa com "JS Sazanami".

Os exercícios são os maiores desde que os EUA e a Índia os lançaram em 1992. O Japão começou a participar do "Malabar" em 2007 e se tornou um parceiro permanente em 2015.

O "Malabar 2017" acontece em meio a tensões regionais com a China, com os três países expressando preocupação com a reivindicação de Pequim em quase todas as águas do Mar da China Meridional e a expansão de sua presença militar.

A Marinha indiana se deparou mais de uma dúzia de vezes com navios militares chineses no Oceano Índico nos últimos dois meses, segundo informações da Reuters.

A Índia recusou um pedido para que a Austrália participasse dos exercícios deste ano, com receio de "provocar" ainda mais a China. A Austrália participou do passado como um membro não permanente.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, respondeu aos exercícios anuais na última sexta-feira (7), ao dizer que Pequim não tem "nenhuma objeção" à cooperação, mas que espera que essa cooperação "não seja dirigida contra um terceiro país e que seja propício para a Paz e segurança regional ".

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com agências

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