terça-feira, 25 de julho de 2017

Defesa italiana pode receber mais de 15 bilhões em investimentos

Os generais italianos estão observando uma receita inesperada de 14,9 bilhões de dólares para cobrir a aquisição de novos helicópteros Chinooks, drones e mísseis. Mas há uma ressalva... os recursos podem levar anos para ser disponibilizados.

Como parte do complexo financiamento estatal da Itália, o orçamento deste ano conta com 10 bilhões de euros para novos programas de defesa e um complemento de 2,8 bilhões para programas existentes, todos fornecidos além do orçamento regular de defesa.

O dinheiro foi destinado a novas aquisições, incluindo quatro novos helicópteros CH-47F para as Forças Especiais da Itália, uma versão de longo alcance do drone Piaggio Hammerhead e mísseis MBDA CAMM-ER em desenvolvimento, o substituto do míssil Aspide da Itália.

Isso deve ser suficiente para atender as forças armadas da Itália, mas a liberação do financiamento deve ocorrer ao longo de 16 anos, entre os anos de 2017 e 2032, e precisará da aprovação final do Ministério das Finanças italiano, segundo um analista.

O plano foi esboçado no mês passado para a comissão de defesa do parlamento italiano pelo general Guglielmo Luigi Miglietta, chefe do departamento de planejamento e orçamento do Estado-Maior das Forças Armadas, que disse que tinha como objetivo aperfeiçoar a indústria de defesa italiana e preservar os programas existentes.

Entre os novos programas estão a aquisição de quatro helicópteros CH-47 F Extended Range e os mísseis CAMM-ER.

"É possível que esses dois programas, mais cedo ou mais tarde, recebam financiamento através do orçamento de defesa devido à sua importância, sem esperar os recursos desse fundo", disse o analista.

"A Boeing gostaria de vender "Chinooks" de prateleira para a Itália, mas o Leonardo da Itália vai querer participar na produção, já que teve participação no fornecimento dos "Chinooks" anteriores para a Itália", acrescentou.

O general Miglietta disse que o "Aspide" chegaria ao fim em 2021, levando a necessidade de um substituto.

Uma fonte na industria italiana disse que o fundo especial continha 800 milhões para o desenvolvimento do Drone Piaggio P.2HH, uma nova versão do Piaggio P.1HH Hammerhead, que está sendo submetido a vôos de teste.

Com uma maior envergadura, a nova versão ofereceria autonomia de 30 horas de voo, segundo a fonte.
Embora a Piaggio seja agora controlada pelo fundo de investimento dos Emirados Árabes, Mubadala, a empresa emprega funcionários na Itália e o P.1HH está sendo testado pela Força Aérea Italiana. Foi encomendado pelos Emirados Árabes Unidos e a Piaggio disse anteriormente que a Força Aérea italiana vai comprá-lo, embora nenhum pedido tenha sido anunciado.

A fonte disse que o financiamento foi acordado pelos Emirados Árabes Unidos e pelo ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi.

O general Miglietta disse ao Parlamento que o novo drone substituiria os UAV Predator da Itália. O analista disse que o desenvolvimento do P.2HH pode enfrentar obstáculos. "O financiamento está lá como um sinal para Mubadala, mas o Euromale europeu está se tornando mais realista, parece que a Alemanha e a França podem fazê-lo desta vez, e isso poderia reduzir a viabilidade do desenvolvimento italiano", disse ele.

O general Miglietta disse que os programas existentes para se beneficiar do financiamento plurianual incluem a produção de veículos blindados da Freccia para completar uma segunda brigada do exército e a conclusão do programa de fragatas FREMM da Marinha italiana.

O financiamento também seria utilizado para o desenvolvimento de um mini-UAV e uma nova embarcação de resgate submarino. Os militares usarão 1,1 bilhão do financiamento para completar sua nova sede unificada na Centocelle, nos arredores de Roma. A sede, apelidada de Pentágono italiano, levará o Exército, a Marinha e a Força Aérea a ocupar o mesmo predio, limitando a ambição dos planejadores a criarem sinergias e planejamento conjunto entre os serviços que há muito guardaram sua independência.

A mudança envolveria os serviços que deixaram sua sede histórica no centro de Roma, disse o general Miglietta.


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com agências

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