quarta-feira, 8 de junho de 2016

Airbus apresenta primeira aeronave feita por impressão 3D

A Airbus apresentou nesta terça-feira, na Feira Internacional Aeroespacial ILA 2016, em Berlim, na Alemanha, o protótipo da primeira aeronave do mundo fabricada por uma impressora 3D (as únicas partes que não são impressas são os componentes elétricos). O drone (objeto voador não tripulado), intitulado Thor, pesa 21 quilos e tem quatro metros de comprimento, com envergadura também de quatro metros. O visual é bem parecido com o de um avião tradicional.
Para a companhia, o mini-avião é pioneiro e oferece uma amostra do que está por vir. De acordo com o anúncio na capital alemã, a tecnologia de impressão 3D pode ajudar no futuro da aviação, economizando tempo, combustível e dinheiro. “Este é um teste do que é possível com a tecnologia de impressão 3D”, disse Detlev Konigorski, responsável pelo desenvolvimento do Thor. “Queremos ver se podemos acelerar o processo de desenvolvimento usando impressão 3D não apenas para peças individuais, mas para um sistema inteiro”, acrescentou.
 “As peças impressas têm as vantagens de não necessitarem ferramentas e poderem ser feitas muito rapidamente”, afirma Jens Henzler, diretor de prototipagem industrial da empresa alemã Innovation Group Hofmann, especializada em técnicas de impressão 3D.
Quanto ao desempenho do Thor no ar, o engenheiro-chefe da Airbus, Gunnar Haase, garantiu que o pequeno avião “voa bem e é muito estável”. Haase foi o responsável por controlar e realizar o voo inaugural do drone da empresa em novembro do ano passado, perto de Hamburgo. A Airbus e sua rival americana Boeing já estão usando a impressão 3D para fazer algumas peças dos seus enormes aviões de passageiros, o A350 (Airbus) e o B787 Dreamliner (Boeing).
Impressão 3D no espaço – O futuro foguete Ariane 6, da Agência Espacial Europeia, programado para decolar em 2020, também será construído com algumas peças via impressora 3D. De acordo com o diretor da Airbus Safran Launchers, Alain Charmeau, a fabricação – contendo alguns componentes impressos – terá os custos significativamente reduzidos, e o foguete poderá ser vendido pela metade do preço do seu antecessor, o Ariane 5.

Fonte: Veja via Notimp

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