sexta-feira, 3 de junho de 2016

Aiatolá Khamenei diz que EUA e ‘maligno’ Reino Unido não são confiáveis

O supremo líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, disse nesta sexta-feira que Teerã não tinha intenção de cooperar em temas regionais com os seus principais inimigos, os Estados Unidos e o “maligno” Reino Unido.
Khamenei também acusou Washington de não estar comprometido com o acordo nuclear firmado entre o Irã e seis potências mundiais, incluindo os EUA, em 2015, que visa reduzir o polêmico programa nuclear iraniano.
Por conta do acordo, sanções econômicas foram suspensas em janeiro depois que o Irã interrompeu atividades nucleares sensíveis que, segundo suspeitas do Ocidente, teriam como objetivo a fabricação de uma bomba atômica. O Irã nega buscar tal arma.
Inflação, desemprego e outras dificuldades econômicas persuadiram Khamenei a apoiar o presidente Hassan Rouhani no tema nuclear com o objetivo de melhorar a situação alarmante da economia iraniana.
"Os EUA mantêm a sua inimizade em relação ao Irã desde a revolução (Islâmica de 1979). É um erro enorme confiar no maligno Reino Unido e no Grande Satanás (os EUA)”, afirmou Khamenei num discurso transmitido ao vivo pela TV estatal.
“Nós não vamos cooperar com os EUA sobre a crise regional”, disse ele, acrescentando que “o objetivo deles na região é 180 graus oposto ao do Irã”.
Perguntado sobre os comentários, Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado, afirmou que não tinha uma resposta.

As relações com Washington foram cortadas depois da Revolução Islâmica de 1979, e a oposição aos EUA tem sido um fator mobilizador para os simpatizantes radicais de Khamenei no Irã.  
Teerã e Washington têm interesses e ameaças em comum no Oriente Médio. Eles cooperaram taticamente no passado, incluindo quando os iranianos ajudaram os norte-americanos a conter a Al Qaeda no Afeganistão e militantes do Estado Islâmico no Iraque.
O EUA e seus aliados no Oriente Médio acusam o Irã de apoiar o terrorismo e de interferir em assuntos de países da região, incluindo Síria, Iêmen e Iraque.

Fonte: Reuters

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