sábado, 21 de outubro de 2017

Indianos querem abandonar programa FGFA com russos

O ambicioso programa indo-russo de 10 bilhões para o desenvolvimento conjunto e a produção de aeronaves de combate de quinta geração, ou FGFA, enfrenta um novo e grave obstáculo, já que a Força Aérea da Índia exige a descontinuação do projeto.

A liderança da IAF recentemente expressou apreensão ao Ministério da Defesa, alegando que o programa FGFA proposto com a Rússia não atende aos requisitos desejados, como as capacidades do caça F-35 dos EUA, revelou um funcionário da IAF. Esse funcionário acrescentou que "a IAF não está interessada em continuar com o programa".

O programa FGFA proposto não atende aos critérios de discrição e seção transversal desejados em comparação com o F-35, explicou o oficial, e são necessárias mudanças estruturais importantes que não podem ser atendidas nos protótipos russos existentes.

A FGFA também não possui um conceito de motor modular, tornando a manutenção cara e problemática. Um segundo funcionário disse que o conceito de motor modular é necessário para a manutenção da frota e a disponibilidade de aeronaves FGFA em curto prazo, uma vez que pode ser feito pelo próprio usuário.

Os russos ofereceram motores não modulares para o FGFA e sua manutenção e outras relações só podem ser tratadas pelo fabricante.

Os diplomatas da Embaixada da Rússia não estavam disponíveis para comentários.

Vaijinder K Thakur, ex-militar na IAF e analista de defesa. discorda com a avaliação de capacidade da Força Aérea, dizendo que o atual protótipo FGFA russo, conhecido como Su-57, possui o motor AL-41F1. Mas a variante de produção do FGFA seria equipado com  motor novo, que é 30% mais leve, possui melhor impulso e tem melhor eficiência de combustível e menos peças móveis. Isso resulta em maior confiabilidade e 30% menos custos do ciclo de vida, disse Thakur.

Sem ter operado os caças dos EUA, a IAF dificilmente está em posição de pronunciar julgamento sobre os custos comparativos de funcionamento a longo prazo dos caças da Rússia e dos EUA, acrescentou Thakur.

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com Defense News

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