segunda-feira, 23 de outubro de 2017

1º BAC - Conheça um pouco sobre a tropa que conquistou segundo lugar no Cambria Patrol, ficando á frente de SEALs, SAS e Spetsnaz

Entre os dias 13 e 22 de outubro, a equipe das Forças Especiais do Exército Brasileiro, formada por operadores do 1º BAC ( 1º Batalhão de Ações de Comandos), liderados pelo 1º tenente Zago, representaram o Exército Brasileiro no Exercício "Cambrian Patrol", tendo superado o desempenho de forças de grande reconhecimento e prestigio, como os SEALs, SAS e Spetsnaz, conquistando a medalha de prata, alçando o pavilhão nacional em segundo lugar naquele exercício internacional.

O exercício realizado no Reino Unido testou o nível de capacidade dos participantes, com base em lições aprendidas em conflitos recentes. O cenário das patrulhas é a região montanhosa dos Brecon Beacons, no País de Gales.

Essa missões são conduzidas com cada operador de forças especiais carregando 35 kg de equipamento enquanto faz a progressão em um percurso de 65 km pelas montanhas de Brecon Beacons (País de Gales), local onde o Special Air Service (SAS) realiza sua seleção de pessoal.

Assim, obtém a medalha de ouro os times que completarem mais de 75% das missões, medalha de prata acima de 65% e medalha de bronze para os times que finalizarem mais de 55%, todas sem computar baixas.

Times com a ocorrência de até duas baixas recebem um diploma de participação e os que ultrapassarem essa quantidade ou desistirem das missões são desclassificados.

Entre mais de 100 times participantes de mais de cinquenta países diferentes, onde participaram diversos países-membros da OTAN, como Inglaterra, França, EUA, Austrália e Canadá. Mas a patrulha do 1º BAC logrou a segunda colocação, perdendo apenas para o time paquistanês, repetindo o feito de 2015, quando também conquistou a medalha de Prata no exercício.

Pouco se divulga sobre os notáveis feitos e conquistas de nossas Forças Armadas pela grande mídia no Brasil, um verdadeiro descaso. Então, o GBN News, resolveu não apenas parabenizar o 1º BAC pela prestigiosa conquista, mas apresentar aqui um pouco sobre a história daquela OM.

O 1º Batalhão de Ações de Comandos (1° BAC) é uma unidade especialmente organizada, equipada e adestrada para o planejamento, condução e execução de Ações Diretas. Possui mobilidade tática e estratégica, de acordo com os meios de transporte postos à sua disposição.

É uma tropa altamente qualificada a operar sob circunstâncias e ambientes impróprios ou contra-indicados para  o  emprego de elementos de  forças convencionais,  sendo apta a cumprir variadas missões estratégicas e tidas como operacionalmente críticas. Para isso, integra a Força de Atuação Estratégica do Exército Brasileiro.

A história dos Comandos no Exército Brasileiro começou no final dos anos 60, com marco em 1968, quando foi criado na cidade do Rio de Janeiro, o Destacamento de Forças Especiais, subordinado a Brigada de Infantaria Paraquedista, que naquele momento já possuía uma doutrina própria, tendo reunido os conhecimentos relativos aos cursos de Guerra na Selva e de paraquedista militar do Exército Brasileiro, ao dos cursos de Rangers e Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos. Posteriormente foi elevado a nível de subunidade, com a denominação de Companhia de Forças Especiais. Essa Companhia evoluiu, tendo se tornado Batalhão em 1983, com a denominação de Batalhão de Forças Especiais, constituído de uma companhia de comando, uma companhia de forças especiais e uma companhia de ações de comandos, mantendo-se subordinado à Brigada Paraquedista até o ano de 2002.

Em 2002, face à evolução da conjuntura geopolítica internacional e ao emprego cada vez mais recorrente de forças de operações especiais mundo afora, o Batalhão foi estrategicamente posicionado na cidade de Goiânia-GO, e é subordinado ao Comando de Operações Especiais.

O 1° BAC tem como missão realizar ações de captura, resgate, eliminação e interdição de alvos compensadores do ponto de vista estratégico, operacional ou tático, situados em área hostil ou sob o controle do inimigo, em tempo de crise ou conflito armado, visando contribuir com a consecução de objetivos políticos, econômicos, psicossociais ou militares. Para cumprir tais missões, o Batalhão é organizado de forma a ter garantidas as seguintes possibilidades:

- Realizar infiltrações e exfiltrações terrestres, aéreas e aquáticas;
- Atuar em qualquer ambiente operacional, particularmente em regiões semi-áridas, de montanha, de pântano e de selva;
- Conduzir fogo terrestre, aéreo e naval;
- Participar, em conjunto com outras Forças Especiais;
- Conduzir operações irregulares;
- Realizar operações de reconhecimento especial, principalmente em proveito próprio;
- Assessorar outras forças quanto ao emprego dos elementos operacionais de comandos, bem como quanto a técnicas, táticas e procedimentos peculiares a essa tropa.


As Ações de Comandos, também conhecidas como Ação Direta no âmbito das Operações Especiais, são normalmente agressivas, realizadas por meio de tropa qualificada, de valor e constituição variáveis, através de uma infiltração por terra, mar ou ar, contra alvos de valor significativo, localizados em áreas hostis ou sob controle do inimigo.

O 1º Batalhão de Ações de Comandos, unidade única no Exército Brasileiro, tem em seus quadros oficiais, sargentos, cabos e soldados extremamente motivados e comprometidos com a Instituição e com o País. Seu lema é “TUDO POR UM IDEAL!”.

Uma das atuações mais marcantes das Forças Especiais do Exército Brasileiro se deu nos anos 90, quando em 1991, uma guarnição do Exército Brasileiro foi atacada por guerrilheiros das FARC.

Em 26 de fevereiro de 1991, um grupo de 40 guerrilheiros das FARC, que se autodenominava "Comando Simon Bolivar", adentrou o território brasileiro através da fronteira entre o Brasil e a Colômbia, às margens do Rio Traíra no Amazonas, e atacou de surpresa o Destacamento do Exército Brasileiro, que estava em instalações semi-permanentes e possuía um efetivo de apenas 17 militares, os quais foram sobrepujados por um número muito superior de guerrilheiros, resultando na morte de três militares brasileiros e nove feridos, tendo sido ainda roubadas armas, munições e equipamentos do Exército Brasileiro na ação. Segundo um relatório de inteligência sobre o ocorrido, o ataque teria sido uma resposta pela repressão exercida pelo destacamento de fronteira sobre o garimpo ilegal na região, uma das fontes de financiamento das FARC.

Imediatamente as Forças Armadas se mobilizaram e autorizadas pelo então Presidente da República, Fernando Collor de Mello, possuindo respaldo e apoio do então Presidente colombiano, César Gaviria Trujillo, deflagraram secretamente uma resposta pontual ao ataque lançado pelas FARC contra as forças brasileiras, sendo conhecida como "Operação Traíra", a qual tinha como objetivo recuperar o armamento roubado e desencorajar novas ações das FARC em território brasileiro ou em nossas fronteiras.

A "Operação Traíra" contou com suporte da Força Aérea Brasileira e da Marinha do Brasil, que disponibilizaram meios e pessoal para prestar apoio a incursão das Forças Especiais do Exército Brasileiro.

A ação contou com seis helicópteros UH-1H, seis aeronaves AT-27 Tucano que seriam empregadas no apoio aéreo aproximado e aeronaves C-130 Hércules e C-115 Búfalo da FAB, que apoiaram toda logística das forças brasileiras.

A Marinha do Brasil posicionou um Navio Patrulha Fluvial em Vila Bittencourt, o qual estava responsável por prover apoio logístico e garantir a segurança daquela região.

O Exército Brasileiro enviou suas principais tropas de elite, com operadores das forças especiais e de comandos do Batalhão de Forças Especiais, contando ainda com contingente do até então 1º Batalhão Especial de Fronteira, os quais lançaram um ataque contra a base das FARC em território colombiano, há alguns quilômetros de nossa fronteira. As forças foram inseridas pelo Comando de Aviação do Exército, que empregou quatro aeronaves HM-1 Pantera que tinham por missão transportar o contingente brasileiro e dois helicópteros de reconhecimento e ataque HA-1 Esquilo.

A "Operação Traíra" obteve enorme êxito, tendo resultado na morte de aproximadamente 62 guerrilheiros, tendo sido na ocasião recuperada a maior parte do armamento e equipamento brasileiro roubados pelas FARC. Após esta pontual e bem sucedida operação das Forças Especiais do Exército Brasileiro, nunca mais as FARC ousaram qualquer ação ou penetração em território brasileiro, assim como nunca mais se repetiu um ataque a militares brasileiros naquela região de nossa fronteira.

Tal ação, demonstrou a capacidade e perícia de nossos operadores das Forças Especiais, e a repetição do resultado obtido em 2015 durante o Cambrian Patrol , só faz confirmar a posição de destaque e profissionalismo de nossas forças especiais, as quais merecem de nós todos respeito, admiração e reconhecimento.

Parabéns ao comandante do 1º BAC, Cel-Cav. André Luiz Baungratz Andrino, pela bem sucedida participação no Cambrian Patrol, e esperamos na próxima participação alcançar o topo e comemorar a medalha de ouro.
por: Angelo Nicolaci

GBN News - A informação começa aqui

7 comentários:

Podemos nos orgulhar desse escudo para a defesa de nossas fronteiras e da nação contra esses bolivarianos assassinos

Merecem realmente nosso respeito e admiração!! Parabéns à equipe e ao competente comandante, nosso amigo, Cel Baumgratz!! Sucesso!!

Mais escudos destes deveriam estar ativos em nosso pais ! Não sei quantos tem , alguém sabe ?

Qualquer missão, a qualquer hora e de qualquer maneira, Comandos!!!

Eu tenho orgulho desse exército. Nossas forças especiais são o bicho. Vamos salvar o Brasil agora. Vamos fechar esse congresso corrupto e destituir o presidente.

Brasil acima de tudo, abaixo apenas de Deus.

Parabéns 1 BAC,pela conquista e resultado alcançado. Parabéns Exército Brasileiro. Braço Forte, Mão Amiga!

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