segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Antes do ataque, atirador de Las Vegas aparentava buscar vida tranquila como aposentado

À primeira vista, parecia que Stephen Paddock, de 64 anos, estava se preparando para uma vida tranquila em uma comunidade de aposentados no deserto, perto de seus amados cassinos, onde comprou uma casa nova em 2015.
O local fica a uma hora de carro de Las Vegas, onde Paddock cometeu, na noite de domingo, o pior massacre a tiros da história recente dos Estados Unidos.
Registros públicos indicam uma vida itinerante pelo oeste do país: alguns anos no litoral da Califórnia, alguns anos em outras partes de Nevada. Paddock tinha uma licença de caça no Texas, onde morou durante ao menos alguns anos. Ele obteve um brevê e tinha no mínimo uma aeronave monomotor registrada em seu nome.
No início de 2015 ele adquiriu uma casa modesta de dois andares para aposentados no extremo de Mesquite, uma cidade desértica pequena e popular entre golfistas e apostadores, que se estende pela fronteira da Nevada com o Arizona.
"É uma casa boa e limpa, nada de incomum", disse Quinn Averett, porta-voz do departamento de polícia de Mesquite, a repórteres nesta segunda-feira.
Algumas armas e munição foram encontradas no interior da residência, nada digno de nota em uma região na qual o porte de armas é elevado.
A uma hora de distância de carro no sentido sudoeste está Las Vegas, onde Paddock se registrou no 32º andar do Mandalay Bay Resort and Casino, na quinta-feira, com ao menos 10 fuzis, para realizar uma sequência de disparos que mataria ao menos 58 pessoas e deixaria mais de 500 feridos.
Eric Paddock, irmão do atirador, disse que a família está "espantada" quanto ao que o levou a cometer o massacre, dizendo em uma entrevista por telefone que seus familiares emitirão um comunicado breve por meio do escritório do xerife de Orlando, na Flórida, onde moram alguns dos parentes do agressor.
Ele ajudou Stephen a trocar a umidade do centro da Flórida por Nevada para pode jogar mais pôquer dois anos atrás, contou Eric ao jornal Orlando Sentinel. Os dois haviam se falado pela última vez algumas semanas atrás, quando trocaram mensagens de celular sobre a falta de energia provocada pela passagem do furacão Irma pela Flórida.
Uma ex-vizinha chamada Sharon Judy, de Viera, na Flórida, disse ao jornal que Stephen Paddock era um homem amigável que se descreveu como um apostador profissional. Ele lhe mostrou uma foto na qual aparecia ganhando 20 mil dólares em um caça-níqueis, disse.
Paddock não tinha ficha criminal, com exceção de uma infração de trânsito, informaram autoridades.
Documentos de 2015 mostram que ela era solteiro, e registros públicos e policiais dizem que ele morava com Marilou Danley na comunidade de aposentados de Nevada. Marilou se descreveu como uma "profissional dos cassinos", além de mãe e avó, em redes sociais.
Ela estava fora dos Estados Unidos, e a polícia disse que a mulher não teve ligação com o ataque, segundo a rede CNN.

Fonte: Reuters

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