sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Tensão aumenta com exercícios entre EUA e Japão, Kim ameaça realizar teste termonuclear no Pacífico

Os EUA e Japão vem realizando exercícios militares de grande escala desde o dia 11 de setembro, sendo uma clara resposta á posição de Pyongyang em manter irredutível sua busca pelo domínio da capacidade nuclear.

Diante das ameaças representadas pelos avanços do programa nuclear norte-coreano, os EUA tem realizado juntamente com Japão exercícios que envolvem o emprego de seus mais poderosos meios estratégicos na região, com participação do super navio aeródromo "Ronald Reagan", um colosso da famosa classe Nimitz, que realiza em águas da península coreana um complexo exercício de prontidão, onde além do grupo que acompanha o porta-aviões, esta envolvido no exercícios três dos mais poderosos navios da marinha japonesa, com dois de seus mais avançados Destroyers e um de seus Destroyer porta helicópteros.

Diante do desenrolar deste exercício e com aumento das sanções sobre os norte coreanos, o líder Kim Jong-un, demonstrou o interesse em realizar um teste de seu arsenal termonuclear sobre o pacífico, anunciando que o mesmo deve ser um dos maiores já realizados naquela região, sendo uma clara resposta aos fatos que se desenvolvem diante da crise entre os EUA e a Coreia do Norte.

Enquanto Trump e Kim trocam farpas e ameaças, líderes de diversos países apontam para necessidade de se buscar uma solução diplomática para a crise, onde esta mais que claro que a opção militar por qualquer uma das partes não teria ganhos para nenhum dos lados, o que poderia levar o mundo á um conflito sem precedentes e ameaçando milhões de vidas diante da ameça de um ataque nuclear.

"O que podemos afirmar no momento como observadores e estudiosos de conflitos e geoestratégia, é que os EUA e seus aliados perderam há muito a opção de se resolver a crise através da opção militar, ao se permitir o avanço ao nível que a Coreia do Norte alcançou hoje, os EUA e seus aliados abriram mão da possibilidade de neutralizar a ameaça representada por uma Coreia do Norte "nuclear". O que ao meu ver não demonstrou uma falta de visão estratégica, mas sim subestimaram as capacidades da pequena nação em desenvolver uma capacidade nuclear independente do apoio estrangeiro. Tal avanço da Coreia do Norte pode ser visto por diversas perspectivas, mas como se trata de uma ameaça nuclear é difícil depositar confiança em um viés apenas," disse o jornalista e especialista em geopolítica Angelo Nicolaci, e prosseguiu..." A Coreia do Norte sabe que há uma enorme disparidade entre sua capacidade militar convencional e seus irmãos do sul, e isso é ainda mais agravado pela aliança entre esses e os EUA, o qual é visto hoje por nações que nãos e alinham aos seus interesses, como uma ameaça real e imediata, principalmente depois de diversas intervenções dos norte americanos em diversas partes do mundo, onde atuaram diretamente ou apoiaram a derrubada de governos, como ocorreu no Iraque, Líbia e diversas outras nações que enfrentaram a famosa "primavera árabe", o que ao ver deste estudioso, não passa de um meio utilizado pelos EUA para atingir seus objetivos políticos em determinados estados que não estavam alinhados aos seus interesses, mas que em alguns casos resultaram em revés para tal política intervencionista, como é o caso na Líbia, por exemplo, além de termos presenciando um sangrento conflito na Síria, o qual vem chegando á um desfecho após mais de 7 anos de conflito, o qual tem encontrado solução graças ao apoio do poderio russo."

As tensões tem aumentado na região, e isso tem curiosamente resultado em um grande lucro para indústria de defesa, a qual após enfrentar uma grave recessão e reduzida cadência de contratos, vem colhendo agora diante desta grave crise na Península da Coréia, contratos bilionários e um grande aquecimento no mercado de defesa em toda Ásia e Pacífico.


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