sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Rússia zomba de Michael Fallon sobre participação da RAF na luta contra o EI

O Ministério da Defesa russo emitiu uma crítica mordaz a reivindicação do secretário de Defesa do Reino Unido, Michael Fallon, de que a Grã-Bretanha fez um "grande contributo" para o combate ao Estado islâmico na Síria e no Iraque.
"À medida que nos aproximamos da derrota do Estado islâmico pelo Exército sírio, apoiado pela Força Aérea Russa, de repente estamos descobrindo que todos esses anos em algum lugar, foi Michael Fallon, que fez mais do que ninguém para ajudar a derrotar os terroristas ", disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Major-General Igor Konashenkov, em um comunicado à imprensa. 
No terceiro aniversário da participação do Reino Unido na campanha de bombardeios contra o grupo radical, Fallon afirmou que seu papel foi apenas de apoio aos Estados Unidos na coalizão.
"A Grã-Bretanha fez um grande contributo para a campanha que aleijou o EI desde 2014, forçando esse miserável grupo a recuar dos portões de Bagdá à beira da derrota em Raqqa. Pelo ar, terra e mar, o Reino Unido desempenhou um papel incansável atacando alvos importantes e treinando aliados", disse Fallon na quinta-feira (28).
Mas Moscou acredita que o Reino Unido está buscando o crédito além da proporção que lhe cabe pelo seu compromisso, particularmente em comparação com a Rússia, que participa do conflito desde setembro de 2015, intervindo a convite de Damasco.
"Uma questão inevitavelmente surge: onde estavam essas forças de bem quando o Estado islâmico ocupou um terço do Iraque e a maior parte da Síria em meados de 2015? O ministro britânico se vangloria que a Royal Air Force realizou mais de 1.500 ataques aéreos. Em comparação, a Rússia realizou mais de 99.000 ataques de precisão confirmados na Síria, o que garantiu um avanço na batalha contra o EI", continuou Konashenkov.
"Se existe alguma maneira que se possa chamar a contribuição do Reino Unido como de valor inestimável, é apenas por ser tão difícil atribuir qualquer valor, pois é insignificante", resumiu o comunicado russo.

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com agências

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