domingo, 10 de setembro de 2017

Irã diz que afastou navio dos EUA no Golfo Pérsico



Um navio de guerra iraniano advertiu um navio dos EUA para se afastar no Golfo Pérsico, segundo notícias da mídia local. Os EUA negam o contato com o navio iraniano.

O incidente aconteceu quando o barco de pesca iraniano Shams sofreu um mau funcionamento do motor a 72 km da costa da cidade portuária iraniana de Jask, perto do Estreito de Ormuz, informaram as agências de notícias Fars e Tasnim neste domingo (!0). O navio solicitou a ajuda da marinha e o navio de guerra iraniano Falakhan partiu em missão de resgate.

Pouco depois do sinal de socorro, um navio de guerra dos EUA "com o número 02 no casco" aproximou-se do pesqueiro, mas "se afastou depois de receber um aviso" do navio de guerra iraniano, de acordo com Fars. A mídia iraniana não especificou quando exatamente o incidente ocorreu.

Mais tarde, neste domingo (10), o Comando Central das Forças Navais dos Estados Unidos (NAVCENT) negou qualquer contato direto com forças iranianas, segundo informou a Reuters. De acordo com a marinha dos EUA, o USS Tempest, o segundo navio de patrulha da classe Cyclone, que operava no Golfo de Omã em 6 de setembro, recebeu uma chamada de socorro de um navio não identificado. O barco estava a 75 milhas náuticas (138 km) do navio dos EUA.

Enquanto isso, o Nordic Voyager, um navio a motor que estava mais perto do barco do que o "USS Tempest", ofereceu ajuda ao navio iraniano. O Nordic Voyager, um navio-tanque de petróleo bruto com bandeira das Ilhas Cayman.

O "USS Tempest" ofereceu apoio ao Nordic Voyager, mas o último recusou a oferta, disse o NAVCENT.

O Nordic Voyager então coordenou a assistência adicional com a Marinha iraniana, o "USS Tempest" escutou pelo rádio.

"Em nenhum momento houve contato direto entre o navio dos EUA e as forças marítimas iranianas", disse a porta-voz da NAVCENT, Chloe Morgan, citada pela Reuters.

Este ano houve uma série de confrontações semelhantes entre os EUA e o Irã na região. No mês passado, uma aeronave F/A-18E Super Hornet tentando pousar no porta-aviões no Golfo Pérsico, teve que manobrar para se esquivar de um drone iraniano, que chegou a 31 metros, de acordo com autoridades dos EUA.

Os EUA descreveram a interação como "insegura e pouco profissional".

Em julho, os navios de guerra dos EUA, incluindo um porta-aviões da classe Nimitz, dispararam vários tiros de advertência contra patrulhas iranianas no Golfo Pérsico, no que Teerã chamou de "movimento provocativo e não profissional".

Também em julho, o "USS Thunderbolt" disparou vários tiros de advertência de uma metralhadora pesada em resposta a "ações provocativas" de um navio iraniano, de acordo com funcionários do Pentágono. 

Em março, autoridades americanas alegaram que os navios de guerra dos EUA eram "assediados" pelas forças iranianas no Estreito de Ormuz. Washington então disse que os iranianos tinham suas armas descobertas, equipadas e armadas.

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com agências

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