terça-feira, 27 de setembro de 2016

Radar Quântico, será realmente ameaça aos stealth?

Nestes últimos dias, diversos sites especializados em defesa replicaram uma matéria de Matt Thomas do International Business Time. Onde em sua publicação noticia que os chineses possuem o domínio da tecnologia de radares quânticos, sistema este que em teoria poderia rastrear aeronaves concebidas sob o "manto" da tecnologia stealth, algo até então dito impossível com as atuais tecnologias segundo os especialistas.

Porém, cabe aqui lembrar o feito dos sérvios, que usando sistemas radares tidos por obsoletos, foram capazes de localizar e abater um stealth F-117. Algo até então impossível, mas a engenhosidade dos sérvios que conseguiram quebrar a segurança das comunicações da aliança e haviam descoberto que os F-117 tinha seu calcanhar de Áquiles, a abertura dos porões de bombas no momento do lançamento. 
O B-2 é invisível ao radar convencional devido à sua tecnologia “stealth” que através do uso de materiais que podem absorver e neutralizar os feixes emitidos pelos radares, além do seu design avançado, o que o torna invisível aos radares.
A base teórica do radar quântico depende de um fenômeno conhecido como emaranhamento quântico. Este é o fenômeno observado em pares de partículas, em que qualquer medida tomada de uma é refletida pela outra.
Um radar quântico geraria um par entrelaçado de partículas, disparando metade das partículas para um objeto e observando a outra metade para medir o que está acontecendo com a metade que foi emitida.
Tudo em teoria, mas vale lembrar que teoria é uma coisa e prática outra completamente diferente, o que torna cedo demais para tornar tal sistema uma ameaça á tecnologia stealth atual. 
Segundo estudos publicados em 2015, onde a  equipe do Dr. Stefano Pirandola, especialista nesta tecnologia, desenvolveu um novo sistema usando um conversor especial de dupla cavidade que acopla o feixe de micro-ondas ao feixe óptico usando um nano-oscilador mecânico.
Esse conversor produz o fenômeno quântico do entrelaçamento entre as micro-ondas e as ondas de luz durante a emissão do sinal. Rastreando o entrelaçamento, torna-se possível detectar reflexões do sinal muito mais fracas do que as detectáveis pelos radares tradicionais.
O funcionamento do radar é baseado no fenômeno conhecido como iluminação quântica, que está sendo usado também para desenvolver novos tipos de câmeras digitais.
Porém, um radar quântico para uso aeronáutico ainda dependerá de vários melhoramentos que aumentem o alcance e tornem o sistema robusto o suficiente para operar em ambiente abertos, possibilitando com isso equipar sistemas de defesa aérea ou mesmo aeronaves.
Informes do programa de radar quântico bem sucedido na China pode ser apenas propaganda militar e sinal do princípio do desenvolvimento de tal tecnologia pelos chineses, não o domínio da mesma ao ponto de se criar sistemas de radares operacionais com eficiência para ser utilizados em combate.
Há muito mais de propaganda do que de fatos realmente fundamentados neste anúncio, algo comum vindo da parte dos chineses, porém, a teoria pode se tornar real em alguns anos ou mesmo décadas, algo que futuramente irá ser o ponto de partida para o desenvolvimento de novas tecnologias furtivas.

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