quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Turquia diz ter prova de envolvimento russo no tráfico de petróleo do EI

O presidente islamita conservador turco Recep Tayyip Erdogan afirmou nesta quinta-feira (3) dispor de provas de envolvimento da Rússia no tráfico de petróleo do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria.
"Temos provas. Vamos começar a revelá-las ao mundo", afirmou em um discurso ante sindicalistas em Ancara, citando principalmente o nome do empresário sírio George Haswani, "titular de um passaporte russo"
Erdogan também chamou de imorais as acusações russas de que sua família está envolvida em um suposto tráfico de petróleo com o EI.
"A parte imoral desta tema é envolver minha família no assunto", acrescentou.
O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, também rejeitou as alegações russas, qualificando a acusação como "propaganda de estilo soviético", e disse que o país, que faz parte da Otan, está fazendo tudo que pode para proteger sua fronteira com a Síria.
"No período da guerra fria houve uma máquina de propaganda soviética. Todo dia criava diferentes mentiras. Em primeiro lugar eles acreditavam nisso e depois esperavam que o mundo acreditasse. Isso era lembrado como mentiras e disparates do Pravda”, disse Davutoglu.
"Essa era uma tradição antiga, mas, de repente, aparece de novo. Ninguém atribui qualquer valor para as mentiras dessa máquina de propaganda de estilo soviético", disse ele em uma coletiva de imprensa antes de partir para uma visita oficial ao Azerbaijão.
Para Davutoglu, a rejeição das reivindicações da Rússia pelos Estados Unidos é mais uma prova de que a Rússia estava vendendo uma narrativa inventada.
A Rússia denunciou nesta quarta-feira (2) que Erdogan e sua família estão diretamente envolvidos no tráfico de petróleo com a organização Estado Islâmico.
"O principal consumidor do petróleo roubado de proprietários legítimos, a Síria e o Iraque, é a Turquia. Depois de informações obtidas, a classe dirigente política, com o presidente Erdogan e sua família, está envolvida neste comércio ilegal", acrescentou diante de cerca de 300 jornalistas.
"O cinismo do governo turco não tem limites", acrescentou.
Fonte: AFP

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