quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Forças iraquianas entram em Ramadi

Capital da província de Anbar é ocupada pelo "Estado Islâmico" desde maio. Autoridades iraquianas expressam otimismo e afirmam que cidade estará "limpa" em 72 horas.
As forças do governo do Iraque entraram nesta terça-feira (22/12) no centro de Ramadi, numa ofensiva para retomar a cidade das mãos do "Estado Islâmico" (EI), disseram autoridades de segurança do país. Ramadi está desde maio sob poder dos jihadistas.
"Entramos no centro de Ramadi a partir de diversas frentes", declarou um porta-voz da unidade antiterrorismo. "A cidade estará limpa nas próximas 72 horas", acrescentou. "Não enfrentamos muita resistência, apenas alguns franco-atiradores e homens-bomba. Nada de que não estivéssemos à espera."
As operações para a retomada da capital da província de Anbar foram iniciadas em novembro, após meses de esforços para cortar as linhas de abastecimento da cidade. A conquista de Ramadi pelo EI foi uma das mais significativas derrotas do governo iraquiano desde o início da insurgência islamista.
A situação progrediu lentamente porque o governo preferiu utilizar apenas as tropas iraquianas, excluindo as milícias xiitas, que não são bem vistas pela população de maioria sunita. O governo em Badgá também disse que queria dar tempo à população para que ela pudesse deixar a cidade, localizada a cerca de 100 quilômetros da capital iraquiana.
"Nossas tropas avançam em direção ao complexo governamental no centro de Ramadi", afirmou o porta-voz. "A luta ocorre nas imediações do complexo, com ajuda da Força Aérea." Os serviços de inteligência iraquianos calculam que entre 250 e 300 combatentes do EI estejam entrincheirados no centro da cidade.
A ofensiva teve início ao amanhecer. Unidades militares cruzaram o rio Eufrates até o centro de Ramadi, utilizando uma ponte que havia sido destruída pelos islamistas, mas posteriormente recuperada por engenheiros do exército.
O EI também controla Mossul, a segunda maior cidade do país, localizada entre Ramadi e Bagdá.

Fonte: Deutsche Welle

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