quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Rússia e EUA abrem caminho para reunião sobre Síria após conversas de Kerry em Moscou

Rússia e Estados Unidos veem terreno comum suficiente sobre a Síria para que potências mundiais se reúnam para discutir um processo de paz no país na sexta-feira, em Nova York, mas eles ainda divergem sobre o futuro do presidente sírio, Bashar al Assad.
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, participou de reuniões com o presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, nesta terça-feira, sem saber se Moscou vetaria uma terceira rodada de conversações internacionais sobre a Síria na sexta-feira, depois que o Kremlin falou de pré-condições que precisam ser atendidas.
Mas, falando depois dos encontros, ele disse que as negociações vão definitivamente ocorrer, após os dois países concordarem em tentar acelerar o processo de paz e uma potencial transição política.
"Nós vamos nos encontrar na sexta-feira, 18 dezembro, em Nova York com o Grupo Internacional de Apoio Sírio e então... vamos aprovar uma resolução da ONU sobre... os próximos passos com relação às negociações e espero que um cessar-fogo", disse Kerry.
Ele afirmou que os dois lados tinham encontrado alguns pontos em comum, ao concordar em colocar suas diferenças de lado por enquanto.
Lavrov confirmou que a Rússia agora apoia a reunião.
"Apesar das diferenças dos nossos países, temos demonstrado que, quando os Estados Unidos e a Rússia colocam tudo na mesma direção, progresso pode ser feito", disse Lavrov em entrevista coletiva. Ele chamou as conversações com Kerry de "substantivas".
A Rússia, um dos mais fiéis aliados de Assad, lançou uma campanha de ataques aéreos que diz visar militantes do Estado Islâmico, mas que também apoiam as forças de Assad.
A Rússia há muito tempo discorda de Washington sobre o destino de Assad, insistindo que só o povo sírio, e não poderes externos, deve determinar o seu futuro. Os EUA acreditam que Assad deve deixar o cargo como parte de qualquer transição.

Kerry disse que o período de transição na Síria --de acordo com o acordo de 2012 de Genebra-- seria de cerca de seis meses.

Fonte: Reuters

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