quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Governo sírio está pronto para negociações da ONU, diz assessora de Assad

Uma assessora próxima do presidente da Síria, Bashar al Assad, disse nesta quarta-feira que o país está pronto para se juntar às negociações de paz patrocinadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) com a sua posição fortalecida pelo apoio russo e pelo recuo do Ocidente da posição linha-dura contra Assad.
Bouthaina Shaaban afirmou que seu governo havia aprovado as resoluções da ONU da semana passada que endossam uma estratégia internacional para um processo de paz na Síria, uma rara demonstração de unidade entre as potências globais sobre o conflito que já matou mais de 250.000 pessoas.
"Nós aceitamos essas resoluções", disse ela à TV al Mayadeen, sediada em Beirute, nos primeiros comentários oficiais da Síria sobre o tema.
As resoluções representaram o apoio da ONU a um plano negociado anteriormente em Viena que pede um cessar-fogo, negociações entre o governo sírio e a oposição e um cronograma de cerca de dois anos para criar um governo de unidade e realizar eleições.
Shaaban disse que Damasco percebeu um abrandamento da posição do Ocidente em relação a Assad provocado pelo alastramento dos ataques dos militantes do Estado Islâmico para a região, mais recentemente em Paris, em 13 de novembro, quando ações com armas de fogo e atentados suicidas a bomba mataram 130 pessoas.
O Estado Islâmico é a força insurgente com mais poder na Síria, e Assad tem dito que derrubá-lo iria abrir o caminho para que os militantes do grupo tomassem o poder e colocassem em perigo o restante do mundo.
Potências ocidentais têm exigido que Assad deixe o poder como parte de um acordo de paz. Damasco rejeita tais demandas.
"Não foi fácil para o Ocidente recuar. Essa é a primeira vez que a palavra do Ocidente está sendo derrotada em relação à Síria. A estratégia russa em conseguir esses entendimentos (diplomáticos) é bem-sucedida e inteligente e vai dar frutos", declarou Shaaban.

"A intervenção russa tem tido uma grande importância na crise síria", disse ela ao canal de TV al-Mayadeen.

fonte: Reuters

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