sábado, 5 de dezembro de 2015

EUA deixam de lado maior ação aérea da Turquia contra EI após tensões com a Rússia

Desde que a Turquia atirou em um caça russo na semana passada, os Estados Unidos paralisaram um pedido para seu aliado da Otan ter um papel mais ativo na guerra aérea liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico.
A medida, divulgada à Reuters por um militar norte-americano, visa a permitir tempo suficiente para que se reduzam as tensões entre Turquia e Rússia. A Turquia não realizou nenhuma das missões aéreas da coalizão na Síria contra o Estado Islâmico desde o incidente de 24 de novembro, disseram duas autoridades dos EUA.
A pausa é a mais recente complicação em relação ao papel da Turquia a testar a paciência dos estrategistas de guerra norte-americanos, que querem uma contribuição mais assertiva do país --particularmente em garantir a segurança de uma área da fronteira com a Síria que é vista como rota crucial para o Estado Islâmico.
À medida que a Grã-Bretanha começa a atacar a Síria e a França aumenta seu papel após os ataques em Paris no último mês pelo grupo extremista, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, apelou publicamente nesta semana por um maior papel militar turco.
A maior prioridade dos EUA é que a Turquia garanta a fronteira sul com a Síria. A preocupação está centrada nos cerca de 98 quilômetros de faixa usados pelo Estado Islâmico para lançar combatentes estrangeiros e comércio ilícito.
Os EUA também querem ver mais ataques aéreos turcos  direcionados ao EI, ainda que Washington apoie firmemente os ataques de Ancara contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), visto por ambos países como um grupo terrorista.

O Pentágono não quis comentar sobre o status dos vôos turcos desde a queda do caça. Dois oficiais turcos se recusaram a comentar diretamente, mas enfatizaram que a Turquia continua fazendo parte da coalizão aérea.

Fonte: Reuters

0 comentários:

Postar um comentário