sexta-feira, 13 de maio de 2016

'Sem ilusões': Defesa antimísseis dos EUA é 'contra Rússia'

Apesar das declarações do Pentágono que o sistema de defesa antimísseis dos EUA implantado na Europa é projetado contra ameaças do Irã mas não contra a Rússia, diferentes especialistas partilham da opinião contrária.

O último componente da iniciativa de Barack Obama, nomeada a Fase da Abordagem Adaptativa da Europa (EPPA, na sigla em inglês) foi implantado na România na quinta-feira (12). Hoje, a construção será iniciada na Polônia. Logo depois da terminação de todas as preparações, a EPPA será plenamente eficaz e operacional.

Altos representantes da OTAN declararam repetidamente que a EPPA não ameaça Moscou, mas os políticos e especialistas da Rússia e de alguns outros países permanecem pouco convencidos.

“Claro que eles vão dizer que todos os tanques na Estônia e Lituânia, bem como os exercícios, não são dirigidos a combater-nos, mas para proteger [a aliança] contra o Daesh ou algum outro grupo terrorista”, disse uma analista russo Georgy Fyodorov à emissora Sputnik. “Mas não podemos ter ilusões. Todas as ações militares perto da nossa fronteira são dirigidas primeiramente contra nós”.

Sergei Ermakov, do Instituto de Pesquisas Estratégicas da Rússia, partilha desta preocupação. O sistema de defesa antimísseis, as armas nucleares e as forças convencionais da OTAN são todos “dirigidos contra o nosso país”, disse ele. “Isto é evidente”, ressaltou.



Ele adicionou que os EUA desenvolveram o sistema de defesa antimísseis da Europa como a parte integra da sua estratégia da dominância global.
Os componentes deste sistema na România e Polônia “são um sinal de alerta”, disse Ermakov. “Representam uma ameaça para a nossa segurança”.


Outro analista russo, Igor Korotchenko, pensa da mesma maneira.

“O sistema de defesa antimísseis de Washington é dirigida contra a Rússia. O seu objetivo global é neutralizar nossas capacidades nucleares”, disse ele ao jornal Vzglyad.

“Os EUA investirão para os sistemas de defesa antimísseis navais no mar Báltico e mar Negro. Depois Washington será capaz de chantagear Moscou”.


Fonte: Sputnik News 

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