terça-feira, 31 de maio de 2016

Defesa usa radar orbital para detectar desmatamento

Na próxima semana, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), do Ministério da Defesa, começa a processar 1,5 milhão de quilômetros quadrados de imagens de radar para detectar desmatamento ilegal na Amazônia. As imagens são de áreas mais suscetíveis ao desmatamento devido às condições meteorológicas (excesso de nuvens).
Para isso, é necessária uma tecnologia capaz de atravessar a barreira de nuvens como o radar orbital. O trabalho faz parte do projeto SipamSar, que monitora uma extensa área da Amazônia no período de muitas nuvens. As informações são repassadas ao Ibama para operações de fiscalizações e para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que as utiliza para compor os dados de desmatamento.
As imagens que serão processadas referem-se aos meses de abril e maio. Elas foram adquiridas por meio de licitação. Neste primeiro momento, o Censipam está comprando as imagens de radar, enquanto inicia todo o processo de construção e a compra de uma antena de recepção e gravação das imagens de radar orbital. Com a antena, o órgão passará a adquirir o sinal de satélite, baixando as imagens em tempo real (a cena é baixada na medida em que o radar está varrendo o local), propiciando mais rapidez. Um monitoramento em tempo real.
Será a primeira vez que a Amazônia será monitorada sistematicamente com radar orbital, explica o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes. Do total investido no projeto, R$ 63,9 milhões de recursos não-reembolsáveis são provenientes do Fundo Amazônia via contrato assinado com o BNDES no ano passado em cerimônia no Ministério da Defesa. Os outros R$ 16,6 milhões são oriundos do orçamento da União. A tecnologia de radar é a mais apropriada para detectar desmatamento, já que permite observar através das nuvens. A área que será monitorada mensalmente compreende o Arco do Desmatamento, que corresponde a sete vezes o tamanho do estado do Amapá.
Sobre a SipamSAR
O SipamSAR começou a ser implantado em outubro de 2013 utilizando imagens de radar aerotransportado na aeronave R-99 da Força Aérea Brasileira (FAB). Contudo, o alto custo financeiro para um monitoramento sistemático, além da resposta temporal, dificultou a continuidade da atividade. Por isso, a alternativa foi comprar as imagens enquanto constrói a infraestrutura para baixar as imagens direto por uma antena que capta o sinal de satélite do radar orbital.

Fonte: Portal Brasil via Notimp

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