terça-feira, 17 de maio de 2016

Em cerimônia pela posse, Jungmann defende projetos estratégicos de Defesa

Na cerimônia de posse, realizada nesta segunda-feira (16) à tarde, no Clube da Aeronáutica, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, elegeu como prioridades de gestão a geração de recursos para a pasta e o prosseguimento dos projetos estratégicos das três Forças Armadas. “Eles são essenciais para o desenvolvimento do Brasil”, afirmou o ministro em entrevista, ao final da solenidade.
“A gente não pode ter projetos estratégicos durando décadas, como o submarino nuclear, como navios, como cibernética, como Astros”, ressaltou o ministro. Na próxima semana, Jungmann tratará do fluxo de recursos para os projetos em encontros que manterá com o ministro do planejamento, Romero Jucá, e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Fotos: Gilberto Alves / MD
Raul Jungmann assume o cargo de ministro da Defesa
Raul Jungmann assume o cargo de ministro da Defesa
“A estratégia orçamentária é você procurar fazer mais com menos. Você procurar focar em projetos estratégicos, e obviamente, conseguir que a gente caminhe”, afirmou.
O ministro destacou a capacidade que as forças têm para gerarem recursos e poder suprir uma parte de suas necessidades. “Nós só precisamos mudar a regulamentação, mas pode ter certeza, nós vamos ser muito criativos nessa área, no sentido de ajudar o Governo e ajudar também os projetos estratégicos das Forças Armadas. Não tenho dúvidas disso”.
Em discurso, o ministro destacou a capacidade que as forças têm para gerarem recursos e poder suprir uma parte de suas necessidades
Em discurso, o ministro destacou a capacidade que as forças têm para gerarem recursos e poder suprir uma parte de suas necessidades
Durante discurso, o ministro lembrou que a pasta é um instrumento de governo indispensável ao exercício das políticas voltadas para a defesa nacional. "Qualificar nosso combatente como um técnico de alta performance e, ao mesmo tempo, um soldado-cidadão que carrega nos ombros o legado da nação é uma tarefa urgente", afirmou.
Segundo o ministro, existem desafios imediatos que devem ser equacionados como a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. "Evento de repercussão extrema no cenário internacional, capaz de trazer uma visão pacífica, ordeira e competente para a nação", disse. Ele defendeu um monitoramento permanente do processo de organização das olimpíadas pelo governo federal.
“Não tenho dúvidas que elas vão ser realizadas, elas vão dar certo e vão dar orgulho aos brasileiros perante todo o mundo. Nós estamos prontos para suprir qualquer necessidade que se faça necessário para o bom desempenho das Olimpíadas”, completou Jungmann, durante entrevista.
Segundo o ministro, existem desafios imediatos que devem ser equacionados como a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016
Segundo o ministro, existem desafios imediatos que devem ser equacionados como a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016
Jungmann também falou em seu discurso sobre os documentos que regem as atividades da Defesa. Para ele, o arcabouço legal que assegura o emprego das Forças em diversas missões necessita ser revisto com urgência para garantir a segurança jurídica dos militares que atuam em operações. "Será também uma preocupação premente e nos comprometemos em mobilizar mentes competentes para orientar e guardar nossos homens quando em ação".
Como anfitrião e representando também os comandos da Marinha e do Exército, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, afirmou que, desde a sua criação em 1999, o Ministério da Defesa é importante instrumento de consolidação democrática ao estabelecer normas e práticas que institucionalizaram a condição das três Forças Armadas: "Que serve a uma única política, em ambiente de coordenação, de integração de meios e esforços. É o principal instrumento que o Estado dispõe para execução da politica de defesa", salientou.
Jungmann também falou em seu discurso sobre os documentos que regem as atividades da Defesa
Jungmann também falou em seu discurso sobre os documentos que regem as atividades da Defesa
O brigadeiro Rossato disse que os militares se desengajaram da política partidária. "Os políticos, sim, devem cada vez mais se engajaram nesta importante e plena responsabilidade dos destinos da nação. A missão constitucional das Forças Armadas não deixa dúvida da priorização da defesa do País. É para isto que existimos".

Fonte:Ministério da Defesa

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