quarta-feira, 8 de abril de 2015

Washington deve ser mais cuidadoso com Pequim

Os Estados Unidos e a China possuem exércitos poderosos, de modo que qualquer conflito armado entre os dois países poderia levar a sua exterminação mútua. Aqui está o porquê Washington deveria ser mais cuidadoso em suas tentativas de reforçar a sua presença na Ásia-Pacífico, disse um especialista chinês.

Os EUA deveriam ser mais cautelosos em suas tentativas de "conter" a China e reforçar a sua presença militar na Ásia-Pacífico, disse Victor Gao, presidente da Associação Nacional de Pesquisa China International.

"Não há dúvida de que os EUA estão reorientando a sua política externa para a Ásia. Beijing vê isso como uma tentativa para conter a China. Pior, alguns analistas acreditam que essa tendência reflete também uma tentativa dos EUA de impedir o desenvolvimento pacífico da China ", disse Gao em entrevista à televisão RT.

Segundo ele, os dois países estão profundamente integrados. A China é o maior credor dos Estados Unidos, e as sua balança comercial e acordos bilaterais excede a casa dos bilhões de dólares.

"Os dois países também estão bem armados, portanto, qualquer conflito entre eles poderia levar ao extermínio mútuo", observou o especialista chinês.

"Gostaria de aconselhar os líderes norte-americanos, incluindo o chefe do Pentágono a discutir com muita atenção a possibilidade de um confronto armado entre nossos países", disse Victor Gao.

Referindo-se à amizade entre a Rússia e a China, ele disse que ela foi condicionada por vários fatores, incluindo as realidades geopolíticas.

"A Rússia é um dos principais parceiros da China. Esta amizade é muito importante diplomaticamente porque temos uma longa fronteira", disse o analista.

É por isso que os "dois países vão continuar amigos, parceiros confiáveis ​​e bons vizinhos, independentemente da opinião de Washington", disse Gao.

"No contexto atual, a amizade russo-chinesa é um fator muito importante na manutenção da paz e da estabilidade no planeta", concluiu o Gao.

Fonte: Sputnik News

tradução: Angelo Nicolaci - GBN

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