quinta-feira, 21 de maio de 2015

Os projetos estratégicos não serão interrompidos, assegura Wagner

Em entrevista hoje (20), na Câmara dos Deputados, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, informou que negociará até o ultimo momento com a Presidência da República melhores condições de contingenciamento do orçamento para a sua Pasta. Wagner explicou que as conversas envolvem também a equipe econômica (Ministérios da Fazenda e Planejamento) e a Casa Civil. O ministro argumentou que o objetivo é que não haja descontinuidade dos programas considerados estratégicos para as Forças Armadas.

Jaques Wagner esteve na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDEN) onde participou de audiência pública sobre as ações da pasta e das Forças Armadas. Durante quase quatro horas, Wagner falou sobre projetos estratégicos, importância militar para o país, salários e orçamento, entre outros temas. Ao deixar o plenário da comissão, o ministro conversou com os jornalistas.
Em entrevista hoje (20), na Câmara dos Deputados, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, informou que negociará até o ultimo momento com a Presidência da República melhores condições de contingenciamento do orçamento para a sua Pasta. Wagner explicou que as conversas envolvem também a equipe econômica (Ministérios da Fazenda e Planejamento) e a Casa Civil. O ministro argumentou que o objetivo é que não haja descontinuidade dos programas considerados estratégicos para as Forças Armadas.

Jaques Wagner esteve na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDEN) onde participou de audiência pública sobre as ações da pasta e das Forças Armadas. Durante quase quatro horas, Wagner falou sobre projetos estratégicos, importância militar para o país, salários e orçamento, entre outros temas. Ao deixar o plenário da comissão, o ministro conversou com os jornalistas.

Repórter – Sucateamento das Forças Armadas, os baixos salários, como o senhor pretende resolver na sua gestão esses problemas?Ministro – Essa constatação não é de hoje. O fato é o seguinte. O Brasil é um país que não tem problemas no ponto de vista bélico, propriamente. Então, às vezes, não há uma consciência das pessoas que a 7ª, 8ª economia do mundo com esse patrimônio natural que nós temos no mar, na terra da Amazônia, que ela precise ter Forças Armadas bem qualificadas. Esse sentimento que é muito simplório para responder o que corresponde a 7ª economia do mundo, fez com que, ao longo do tempo, fosse deixando muita coisa sucatear. Mas eu posso garantir que hoje, disse isso aos parlamentares, estamos num processo de recuperação, seja de qualificação, seja da questão salarial que teve reajuste, inclusive acima de outros segmentos do executivo, seja na questão do equipamento. Se você perguntar para qualquer membro das Forças, seja Marinha, Exército ou Aeronáutica, nenhum deles vai dizer que está satisfeito. E não estão porque tem um horizonte de chegar mais longe, mas todos eles reconhecem que, ninguém sonhava em ter um submarino de propulsão nuclear, ninguém sonhava em ter um caça compartilhado de tecnologia sueca e brasileira. E eles são realidade. Então, o que eu digo é o seguinte, a dor do contingenciamento, pela necessidade de continuar crescendo, não vai impactar no sentindo de interromper isso. Nós estamos em um processo claro de reequipamento das Forças, mas eu insisto, talvez, se fossemos um país que vivêssemos em guerra, eu não precisava explicar para o público ou para Câmara que eu preciso de um orçamento maior. Mas como você é um país que não tem essas ameaças, às vezes as pessoas perguntam “ué, não é melhor investir em educação?”. Eu digo: quem tem o patrimônio que nós temos tem que ter o poder de dissuasão, senão a gente acaba perdendo a capacidade.

Repórter – E com relação aos baixos salários?

Ministro – É isso que eu lhe disse. Eles estão sendo recompostos e eles sabem que estão sendo recompostos. Nós temos, ao longo dos últimos 13 anos, 12 anos, um aumento médio de 30% acima da inflação, então isso é recomposição salarial, mas é claro, eu digo sempre, a vida inteira e hoje eu vivo de salário. Salário de ministro e de operário que era. Nenhum salário é bom. O salário todo que a gente ganha, a gente quer ganhar melhor e eu acho que é legitimo essa demanda dos militares. Eu estou aqui para trabalhar por ela e pela qualificação deles e pelo reequipamento das Forças.


Repórter – E quanto a necessidade de atualização da Estratégia e Política Nacional de Defesa?

Ministro – Isso é, eu diria, quase que uma coisa corriqueira. Desde que nós resolvemos criar o Ministério da Defesa, aderindo ao que há de mais moderno no conceito de defesa nacional, depois nós criamos os documentos básicos da Defesa, o Livro Branco, a Estratégia Nacional e a Política Nacional de Defesa. E já está previsto, que de 4 em 4 anos, essa revisão tem que ser feita. Estamos em curso dessa revisão, que eu chamei de atualização e a dinâmica da tecnologia é muito grande. Por isso, é sempre importante você está revisitando o cenário geopolítico e atualizando sua estratégia.


Fonte: Ministério da Defesa

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