quinta-feira, 14 de maio de 2015

Reformas da defesa provocam protestos no Japão


O gabinete de ministros do Japão aprovou nesta quinta-feira (14) na reunião de emergência o pacote de projetos de lei que pela primeira vez após a Segunda Guerra Mundial autorizará as forças de autodefesa a participarem em combates fora do país.
A decisão tomada levou a protestos no Japão e à preocupação fora do país.
As manifestações começaram perto do escritório do premiê japonês, Shinzo Abe, em Tóquio às 8h da manhã. O protesto é organizado pelo “Movimento para o recolhimento de um milhão de assinaturas como forma de parar a guerra”.
As palavras de ordem da manifestação foram “Somos contra a aprovação de leis militaristas pelo governo!”, “Somos contra o uso do direito de defesa coletiva!” e “Fora projetos de lei de Abe!”.

O membro do movimento Junichi Kawazoe explicou, em entrevista à Sputnik, por que os japoneses se manifestam contra as reformas de Shinzo Abe na área da defesa:

“O Japão, anteriormente um país agressivo, matou muitas pessoas. Lembrando a história, todos nós prestamos juramento de impedir a guerra. E a aceitação destas leis leva à repetição da história, empurra o Japão para a guerra”.

A perspectiva de introdução de novas leis da defesa pelo parlamento japonês provoca preocupação fora do Japão, inclusive na Coreia do Sul. O editor-chefe do Instituto de Estudos Políticos de Asan, Ahn Sung Kyoo, opina:

“Seul está muito preocupada pelo fato de que as forças de autodefesa do Japão poderão estar colocadas na península coreana. Mesmo durante os tempos da Guerra da Coreia entre o sul e o norte do país, os cidadãos do sul recusaram-se a aceitar a participação das forças japonesas. O Japão e a Coreia do Sul têm uma história difícil, marcada pelo militarismo japonês. Este é um fato que ainda provoca percepção dolorosa na Coreia do Sul com qualquer aumento do poder militar japonês na região.”

Fonte: Sputnik News 

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