segunda-feira, 18 de maio de 2015

Rússia não assinará tratado de comércio de armas da ONU

A Rússia não vai assinar o Tratado de Comércio de Armas das Nações Unidas que exige que os governos assegurar que as suas exportações não vão alimentar conflitos, segundo um alto funcionário do Ministério do Exterior.

"Nós decidimos não entrar. Nós pesamos todos os prós e contras e decidimos que não é obrigatória para nós", disse Mikhail Ulyanov, que lidera o departamento de controle  e não-proliferação de armas do Ministério das Relações Exteriores.

Ele criticou o "tratado é muito fraco", e "coloca certos encargos em seus participantes."

"Não temos uma atitude negativa a este tratado, mas não vejo o ponto de integrar isso", disse Ulyanov, argumentando que os países ocidentais e a Rússia já tem controles de exportação, e que o tratado não seria eficaz para países em desenvolvimento.

O Tratado de Comércio de Armas (TCA) entrou em vigor em dezembro. Até agora, 130 países assinaram e 67 ratificaram.

A China, também um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, não assinou o tratado.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon este mês instou todos os Estados membros para se inscrever.

O primeiro acordo desde o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares de 1996, a ATT abrange as transferências internacionais de tudo, desde tanques e aeronaves à mísseis, bem como armas de pequeno porte.

O tratado obriga os países a criação de controles nacionais das exportações de armas.  Os membros devem avaliar se uma arma exportada poderia contornar um embargo internacional, ser usada para genocídio e crimes de guerra, ou ser usadas ​​por terroristas e o crime organizado.

Fonte: GBn com agências de notícias

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