terça-feira, 22 de novembro de 2016

Como armas compradas pelos EUA acabaram nas mãos do Estado Islâmico

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Armas que deveriam estar nas mãos dos combatentes apoiados pelas forças ocidentais na Síria estão indo para o autodenominado grupo Estado Islâmico (EI) no vizinho Iraque. Mas como isso está acontecendo?

James Bevan e sua pequena equipe entram pisando cuidadosamente em uma casa na cidade de Qaraqosh, não muito distante de Mossul, no norte do Iraque.

Um rastro de sangue logo na porta de entrada e roupas próprias para um ataque suicida confirmam a informação recebida da milícia local - o local era usado por combatentes do EI.
O grupo de Bevan faz parte do setor de Investigação de Armamentos em Conflitos (CAR, na sigla em inglês), organização britânica fiannciada em parte pela União Europeia que rastreia e levanta informações sobre suprimento de armas em zonas de conflito. Em busca de evidências, os investigadores levam apenas notebooks e câmeras.
A casa tem ainda vestígios da família que ali vivia: roupa de cama e peças de vestuário espalhadas pelos cômodos. Mas num quarto dos fundos, a equipe encontra o que buscava - caixas vazias de munição.
Eles conversam enquanto tomam notas e tiram fotos. O objetivo é entender como as armas foram parar nas mãos erradas.
"A comunidade internacional tem estado cega para o fato de que armas estão sendo desviadas para áreas de conflito", explica Bevan.
A equipe da CAR trabalha próximo da linha de frente dos combates, em áreas recentemente retomadas do EI. Munições podem ser examinadas, mas as caixas vazias são mais úteis porque têm números de série e da quantidade que continham.
A numeração das caixas é inserida pela equipe de Bevan numa base de dados para rastrear como o material saiu da fábrica e chegou a uma zona de conflito.

'Receita' para fazer bomba

Qaraqosh, uma cidade predominantemente cristã, se tornou cenário de uma devastação quase apocalíptica - prédios reduzidos a escombros, crateras nas ruas, torres de igreja tombadas.
As ruas estão estranhamente silenciosas. Todos os moradores saíram quando o EI chegou. E o EI só deixou a cidade no fim do mês passado, após a ofensiva para libertar Mossul.
Durante o dia, uma milícia cristã local patrulha a cidade, mas há relatos de que à noite combatentes do EI às vezes voltam.
Visitamos uma igreja e encontramos três fiéis. Eles lembraram exatamente quando foi a última celebração ali - às 16h do dia 6 de agosto de 2014.
Depois, eles fugiram para a cidade de Erbil e só voltaram rapidamente para ver o que restara do templo.
Os quadros em torno do altar foram rasgados e o prédio saqueado. No salão da igreja, a equipe da CAR encontra sinais de que o local também era usado pelo EI como uma fábrica de armas.
Partes de foguetes estão espalhadas pelo chão. Ao lado de uma vasilha com produtos químicos, uma "receita" - escrita à mão - de como misturar explosivos.
O EI tentou fazer uma linha de produção de armas em massa nas áreas que controlava e criou fábricas de morteiros artesanais. Mas também há sinais de que os materiais usados vieram de outros países.

Compras em massa

Perto dos bancos da igreja há sacos com produtos químicos - a equipe da CAR já viu isso antes. Eles são vendidos no mercado interno da Turquia, mas grandes quantidades chegam ao EI.
"Ao analisarmos as armas artesanais e os explosivos caseiros, sabemos que eles compram grandes quantidades, principalmente no mercado turco", diz Bevan.
"A rede de compradores do EI chega ao sul da Turquia e certamente tem relacionamentos muito fortes com distribuidores bem grandes."
Em alguns casos a CAR encontrou provas de que três mil a cinco mil sacos de produtos químicos tinham sido comprados com um mesmo número de lote.
"Alguém foi lá (na Turquia) e comprou metade do estoque de uma fábrica", diz.
O EI não tem problema para se armar - e o levantamento da CAR indica que em parte isso se deve às armas levadas para a zona de conflito pelos grupos em luta.

O papel da Turquia

O comércio de armas é um mundo sombrio e oculto, mas a equipe de Bevan encontrou pistas da fonte da munição usada pelo EI.
Na fase inicial do conflito, a maior parte foi conseguida no campo de batalha, de forças iraquianas e sírias. Mas desde o fim de 2015, os investigadores começaram a ver o surgimento de outra importante fonte.
Caixas de munição encontradas foram rastreadas até fábricas no leste europeu.
A equipe de Bevan fez contato com vários países da região.
Eles descobriram que o material tinha sido vendido - legalmente - para os governos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. Em seguida fora embarcado pela Turquia.
O destino eram os grupos de oposição (apoiados pelos EUA e pelos sauditas) no norte da Síria que combatem as forças do presidente sírio Bashar al-Assad.
A intenção nunca foi fazer a munição chegar ao EI, mas em algum ponto do caminho ela foi desviada.
Esta munição foi encontrada nas cidades de Tikrit, Ramadi, Falluja e agora em Mossul - todos lugares onde acabou sendo usada para combater as forças iraquianas apoiadas pelos EUA.
A rapidez com que o EI está conseguindo esse material é alarmante - algumas vezes apenas dois meses depois de sair da fábrica.
"Se você fornece armas e munição para grupos que não são estados e estão envolvidos em um confito muito complexo e interligado, o risco de desvio é muito, muito alto", explica Bevan.

Mapeando o fluxo das armas

Talvez o paralelo mais próximo para o problema do desvio de armas tenha sido o apoio que os EUA e aliados deram aos combatentes mujahedin, que lutavam contra a antiga União Soviética no Afeganistão, nos anos 1980.
Naquela ocasião, as armas estavam sendo enviadas para alguns grupos aprovados pela CIA (o serviço de inteligência americano), mas eram canalizadas para o serviço secreto do Paquistão e, às vezes, iam para outros grupos que combatiam a União Soviética e tinham propostas ainda mais radicais, como a rede Al-Qaeda do falecido Osama Bin Laden.
A situação atual é ainda mais complexa e confusa do que a do Afeganistão nos anos 80. Hoje, são conflitos em dois países, Iraque e Síria, com um número bem maior de países apoiando grupos diversos.
Bevan acredita que traçar a rota das armas é o primeiro passo para evitar o desvio.
"Nós podemos ir ao fabricante e dizer: essas armas são suas e sabemos que você as vendeu legalmente, mas o seu comprador as transferiu sem autorização. Então você tem um problema e agora precisa fazer algo em relação a ele."
A prova da destruição provocada pelas armas está em toda parte no Iraque e na Síria. Tentar conter esse fluxo não será fácil enquanto outros Estados estiverem apoiando grupos simpatizantes locais.
E no caos deste conflito não há garantia de quem vai terminar pondo as mãos nas armas nem de como elas serão usadas.

Fonte: BBC Brasil
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    Rússia desdobra mísseis anti-navio mais modernos para as Ilhas Curilas

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    A frota russa do Pacífico instalou baterias de mísseis anti-navio em suas bases nas ilhas Curilas, garantindo proteção efetiva contra forças navais hostis e principalmente contra forças anfíbias, como os LHDs japoneses.

    A Frota do Pacífico da Marinha Russa informa que a Base da Marinha nas Ilhas Curilas recebeu os modernos sistemas de mísseis Bal e Bastion e se prepara para realizar exercícios de disparo em breve.

    O comando naval russo divulgou anteriormente os planos para colocar as armas anti-navio mais modernas e eficazes nas Ilhas Curilas, a fim de reforçar a proteção da fronteira russa nesta região litigiosa.

    O sistema Bastion é um sistema de lançamento móvel que opera com míssil supersônico Onyx que pode destruir navios de superfície e alvos terrestres em um raio de 600 quilômetros. O sistema Bal carrega o míssil anti-navio X-35 com um alcance efetivo de 120km.

    As Ilhas Curilas têm sido motivo da disputa entre a Rússia e o Japão desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando um vago acordo de reparações permitiu a Tóquio alegar que a União Soviética deveria devolver pelo menos parte do arquipélago, recebido como parte do encargo de guerra. A União Soviética insistiu em que sua soberania se estendesse a toda a cadeia insular uma posição que a Federação Russa continuou a ocupar.

    O Japão vê a questão como significativa e extremamente carregada politicamente. Nos últimos anos, os nacionalistas japoneses marcaram o dia 7 de setembro como o Dia do Território do Norte, de acordo com o nome local para as ilhas, e os diplomatas do país rotineiramente protestam quando as autoridades russas visitam o arquipélago. A Rússia, no entanto, sempre insistiu em que qualquer mudança no estatuto das Curilas significaria uma reavaliação dos resultados da Segunda Guerra Mundial, que é expressamente proibida por tratados internacionais.

    Na última declaração sobre a questão feita no início de setembro deste ano, o presidente Vladimir Putin disse que, embora as autoridades russas viam a assinatura de um tratado de paz com o Japão como uma prioridade, a disputa territorial sobre as Ilhas Curilas não estaria sujeita a revisão.

    "Nós não trocamos territórios", disse Putin quando perguntado se ele estava pronto para considerar "desistir" uma das ilhas Curilas, a fim de chegar a uma resolução política e uma maior cooperação econômica com o Japão.

    Em maio, o Ministério da Defesa da Rússia e a Sociedade Geográfica Russa enviaram uma expedição a uma das Ilhas Curilas, a fim de preparar terreno para uma nova base naval no arquipélago. Naquela época, o comandante do Distrito Militar Oriental, coronel-general Sergey Surovikin, disse a repórteres que todo o Extremo Oriente, incluindo a cadeia de ilhas disputadas, está se tornando vital para a segurança nacional. Para reforçar este "posto avançado" da Rússia, Surovikin disse que o Distrito Militar do Leste receberá cerca de 700 unidades de equipamento militar e armamento em 2016.

    "A fim de evitar qualquer, mesmo que mínima, ameaças, medidas sem precedentes estão sendo tomadas pela liderança da Rússia e o Ministério da Defesa que visam o desenvolvimento de infraestruturas militares, planejado rearmamento das unidades militares, e reforçar a proteção de todos os militares e suas famílias, "Observou o comandante.

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    segunda-feira, 21 de novembro de 2016

    KC-390 recebe certificação provisória

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    A Embraer recebeu a certificação militar provisória emitida pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) para sua aeronave KC-390. (FAB). Até o momento o programa tem somado mais de 650 horas voadas pelos seus protótipos desde outubro de 2015, já tendo inclusive realizado um tour ao redor do mundo, marcando o inicio de uma nova era na industria aeronáutica brasileira.

    O KC-390 tem sido objeto de interesse de muitas forças aéreas ao redor do mundo, com várias nações interessadas em adquirir a nova aeronave que visa ocupar uma lacuna existente no mercado, onde até o momento reina absoluto o vetusto turboélice C-130 Hércules, prometendo desafiar sua hegemonia e elevando as capacidades de seus operadores há um novo patamar de desempenho e flexibilidade.

    Recentemente a Nova Zelândia emitiu um RFI, ao qual a Embraer já respondeu e se mostra otimista. Lembrando que a aeronave nasceu dos requerimentos da Força Aérea Brasileira, assim como o Embraer EMB-314 Super Tucano, uma aeronave que tem experimentado uma grande aceitação ao redor do mundo e se tornando um sucesso de exportação da industria de defesa brasileira.

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    Suecos tiram sistema anti-navio do museu para o serviço ativo

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    A Suécia testou um sistema de mísseis anti-navio oriundo dos tempos da Guerra Fria, resgatando viaturas de lançamento de museus para aumentar suas capacidades defensivas.
    Os militares suecos, que desativaram sua artilharia costeira no ano 2000, perceberam agora a grande lacuna em suas capacidades defensivas, então determinando que os sistemas terrestres de mísseis anti-navio devem retornar ao serviço ativo.
    O Kustrobotbatteri 90 foi o único lançador que o país já produziu capaz de disparar mísseis anti-navio RBS-15 a partir da costa.

    A reativação do sistema de mísseis exigiu uma abordagem criativa das forças armadas, segundo o contra-almirante Thomas Engevall.

    "Analisamos se seríamos capazes de colocar novamente em operação com o RBS-15, que foi capaz de lançar",disse.

    As viaturas com plataforma de caminhões da Scania, de onde foi realizado o teste de disparo na sexta-feira (18), foram recuperados de museus militares.

    "Um número de caminhões ainda permaneceu nos museus. Pegamos componentes de barcos e navios que foram equipados com o mesmo sistema de mísseis existentes ", disse Engevall.

    A Saab, fabricante do míssil RBS-15, ajudou os militares suecos a colocar o sistema de volta em operação peça por peça.

    "É muito bom nós termos sistemas de mísseis costeiros baseados em terra de volta em nossa defesa nacional", disse Peter Hultqvist, ministro da Defesa sueco.

    "Isso significa que podemos atirar mísseis anti-navio a partir de terra com grande distância. Ele fornece maior flexibilidade e capacidade na guerra marítima. Ele aumenta a capacidade militar de defesa da costa, e isso é algo que precisamos ", acrescentou o ministro.

    Os sistemas terrestres de mísseis anti-navio estão sendor estacionados na ilha de Gotland para aumentar suas capacidades de defesa.

    Em setembro, 150 soldados foram colocados em serviço permanente na ilha não muito longe do território russo, devido ao que as autoridades suecas chamam de "fatores externos".

    Nos últimos anos, Estocolmo tem afirmado consistentemente que caças russos têm voado perto da área estratégica no Mar Báltico.

    Em outubro de 2014, a Marinha Sueca lançou uma caça em grande escala a um suposto submarino russo visto em suas águas territoriais.

    As autoridades suecas, em 2015, destinaram 6,2 bilhões de coroas (696 milhões de dólares) para aumentar as capacidades de defesa entre 2016-2020, devido à crescente preocupação com a presença da Rússia no Mar Báltico.

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    Bolívia demostra interesse em aquisições de A-29 Super Tucano

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    A Bolívia é o mais novo interessado na aquisição das aeronaves da brasileira Embraer, o A-29 Super Tucano tem despertado o interesse boliviano que busca renovar as capacidades de sua força aérea. Reymi Luis Ferreira Justiniano, ministro da Defesa da Bolívia, manifestou interesse em adquirir as aeronaves brasileiras segundo informe do Ministério da Defesa do Brasil na última quinta feira (17).

    Durante a visita realizada á Brasília,  Justiniano apresentou o interesse de seu país em adquirir a aeronave durante conversa com seu homólogo brasileiro Raul Jungmann. No dia 16 de novembro, o presidente boliviano Evo Morales anunciou que serão compradas novas aeronaves, porém não especificou o tipo nem a origem.

    Ainda durante a visita á Brasília, o ministro da defesa da Bolívia também manifestou interesse em modernizar suas viaturas EE-9 Cascavel, apresentando a necessidade de atualizar seus meios para melhor atuar no controle de suas fronteiras, vindo a estabelecer uma maior cooperação com o Brasil. Vale lembrar que recentemente o Exército Brasileiro apresentou um protótipo da viatura EE-9"U", versão modernizada do "Cascavel" que apresenta importantes melhorias e a integração de novos sistemas que darão aos EE-9U capacidade de atuar no moderno teatro de operações, assim prolongando a vida desta viatura.


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    Este iate tem heliporto e piscina com borda infinita

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    Um iate com quase 200 metros de comprimento e que acomoda confortavelmente 30 pessoas é o mais novo projeto da Superyacht.
    Com um design futurista, a embarcação alia luxo ao que há de mais moderno no quesito motorização.
    Batizado de L’Amage, o iate de quatro andares possui heliporto, piscina com borda infinita e até pista de dança.
    Já os motores são equipados com tecnologias de sistema CODAG, uma combinação de motores a diesel e turbinas a gás, muito usado nas embarcações de guerra.
    O iate é também o primeiro barco da Superyacht que vem equipado com satélite por Kymeta, que substitui as cúpulas instaladas no topo da embarcação.
    Fonte: Exame
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    domingo, 20 de novembro de 2016

    Qual o verdadeiro peso das notícias falsas?

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    Estima-se que, durante as eleições americanas, informações mentirosas tiveram mais de 8 milhões de compartilhamentos no Facebook. Especialista afirma que fenômeno pode, sim, influenciar a opinião pública.

    Desde a surpreendente vitória de Donald Trump nas eleições para a Casa Branca, a atenção da mídia se voltou para o fenômeno das notícias falsas, numa tentativa de entender o seu impacto no processo eleitoral americano.
    No Facebook, entre agosto e 8 de novembro, data da eleição americana, as "fake news" ganharam mais atenção do que os sites de notícias convencionais, de acordo com o editor-fundador da empresa de notícias digitais Buzzfeed, Craig Silverman.
    Foram "notícias" como "papa declara apoio a Trump" ou "agente do FBI que expôs e-mails de Hillary é encontrado morto". Textos com correções também circularam, mas nada comparado às dezenas de milhares de vezes em que as mentiras foram compartilhadas – muitas vezes inadvertidamente – nas redes sociais.
    Segundo Silverman, que cita dados coletados do Facebook, as notícias falsas tiveram 8,7 milhões de compartilhamentos na rede social, reações e comentários, enquanto as notícias convencionais obtiveram 7,3 milhões.
    Na ânsia de se detectar as influências da polarizada eleição americana, rapidamente, surgiram na rede social e nos sites de notícias acusações afirmando que as "fake news" teriam sido usadas para enganar deliberadamente o eleitorado. Isso levou o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, a anunciar novas medidas para combater o fenômeno.
    "Após as eleições, muitas pessoas estão se perguntando se as notícias falsas contribuíram para o resultado e qual seria a nossa responsabilidade em impedir elas se espalhem. Essas são questões muito importantes e eu me importo profundamente em corrigi-las", postou Zuckerberg.
    O fundador do Facebook afirmou que "mais de 99% do que as pessoas veem é autêntico", referindo-se aos feeds de notícias dos usuários da rede social.
    "Dito isso, não queremos nenhuma fraude no Facebook. Nosso objetivo é mostrar às pessoas o conteúdo que elas vão achar mais significativo, e os usuários querem notícias precisas. Já começamos a trabalhar para que a nossa comunidade possa identificar fraudes e notícias falsas, e há mais coisas que podemos fazer", explicou Zuckerberg.
    Alguns críticos afirmam que a política editorial poderia filtrar conteúdo considerado importante para movimentos sociopolíticos, como o "alt-right", um grupo de ideologia de direita visto como uma força motriz por trás da vitória eleitoral de Trump.
    Mas dúvidas relativas a seus objetivos políticos surgiram na esteira da bem-sucedida campanha de Trump, que muitas vezes chegou próxima do incitamento ao ódio contra minorias nos EUA, condenando notícias convencionais como tendenciosas.
    Mudar, manipular, deslegitimar
    Bart Cammaerts, professor de mídia e comunicação na London School of Economics, diz que a ameaça das notícias falsas está na sua capacidade de espalhar sentimentos populistas e transformar a opinião pública, minando as regras da mídia tradicional.
    "A diferença entre a paródia e as notícias falsas está na intenção. A produção de 'fake news' não se destina a criticar ou zombar de algo, mas serve antes a objetivos que são inerentemente manipuladores, muitas vezes para mudar a opinião pública ou deslegitimar algo ou alguém", explica Cammaerts.
    "Isso tende a ir de mãos dadas com o populismo, com a promoção de várias teorias de conspiração, a rejeição de especialistas e uma rigorosa crítica dos meios de comunicação, que em todas as partes tende a enfatizar o factual em suas reportagens", acrescenta.
    O professor da London School of Economics aponta para um fenômeno similar na Alemanha, onde grupos anti-imigração e de extrema direita, como a Alternativa para a Alemanha (AfD) e o Pegida, acusam a mídia tradicional de distorcer propositadamente as suas posições, chamando-a de die Lügenpresse – "a imprensa da mentira".
    "Como os alemães são mais conscientes, esse surgimento da política pós-factual, e tudo que vem junto, não é novidade. Ele remete a uma época fascista e antiliberal, que também foi racista, autoritária e acusava a mídia de ser 'die Lügenpresse'", aponta Cammaerts.
    Na Europa, problema já é combatido
    Em 2015, o órgão fiscalizador dos direitos da mídia na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) publicou uma reportagem criticando a propaganda disfarçada de noticiário, que acabou prejudicando a aproximação entre a Ucrânia e a Europa após a saída do presidente Viktor Yanukovich.
    A propaganda em questão empregou táticas semelhantes às usadas pelos sites de notícias falsas durante as eleições americanas, incluindo manchetes enganosas, citações fabricadas e declarações incorretas, o que levou a União Europeia (UE) a criar uma força-tarefa para "abordar as campanhas de desinformação em curso por parte da Rússia."
    Segundo Cammaerts, notícias falsas têm sido usadas para angariar apoio a várias causas políticas e representam uma grave ameaça para as sociedades democráticas, seja na Europa, nos EUA ou em qualquer outro país do planeta. Mesmo o direito à liberdade de expressão, muito elogiado pelos seguidores de sites de notícias falsas, tem os seus limites, afirma.
    "A liberdade de expressão nunca é uma liberdade absoluta, nem mesmo nos EUA com sua doutrina da Primeira Emenda. Embora espalhar e fazer circular notícias falsas seja parte da liberdade de expressão de alguém, é uma obrigação democrática das organizações de mídia expor esse fato e se opor ativamente contra isso, o que pode significar também a recusa à sua divulgação", diz o professor.
    "Acho que o Facebook e Twitter têm responsabilidades editoriais, e por isso é válido que eles ativamente combatam a propagação de notícias falsas. Mas tais decisões editoriais devem ser transparentes", conclui.

    Fonte: Deutsche Welle
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    Helicóptero da PMERJ cai durante operação deixando 4 mortos

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    No final da tarde do último sábado (19) um helicóptero da Policia Militar que apoiava operações na comunidade Cidade de Deus, sobrevoando a área, acompanhando a movimentação dos criminosos na comunidade para repassar ao comando da operação. Houve intenso tiroteio. A aeronave então tentou sem sucesso realizar um pouso de emergência, porém vindo a cair e vitimando seus quatro tripulantes. Os quatro policias mortos durante a queda da aeronave foram identificados como: Capitão Willian de Freitas Schorcht, 37 anos,que pilotava a aeronave e estava na PMERJ há 13 anos; o Major Rogério Melo Costa, 36 anos, na PMERJ há 17; o Subtenente Camilo Barbosa Carvalho, 39 anos, na PMERJ desde 2001; e o Terceiro Sargento Rogério Felix Rainha, 39 anos, também desde 2001 na corporação. Os corpos deles chegaram ao Instituto Médico Legal, no Centro do Rio, por volta de meia-noite e meia deste domingo (20).

    Ainda não foi divulgada a causa do acidente,  a suspeita inicial é de que a aeronave tenha sofrido uma pane durante o voo. No entanto, a possibilidade de que criminosos a tenham abatido a aeronave não foi descartada.  

    O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, afirmou que o helicóptero da PM que caiu na noite deste sábado (19), estava com a manutenção em dia. O secretário explicou ainda que o helicóptero que caiu não era blindado. Ele prestava auxílio aos policias que estavam solo, mapeando o território por onde os agentes poderiam avançar. Roberto Sá disse ainda que, na região, milicianos e traficantes brigam pelo domínio do território.

    Após a queda da aeronave a PMERJ iniciou um intensa operação na região resultando em prisões e apreensões.

    A queda daa aeronave repercutiu em diversos jornais pelo mundo, onde em muitas mídias informam que a aeronave foi abatida por narcotraficantes.

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    4.000 militares da OTAN participam do maior exercício militar na Lituânia próximo a fronteira da Rússia

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    Onze países da OTAN enviaram 4.000 soldados para a Lituânia, a maior nação do Báltico, para participar dos exercícios "Iron Sword" este ano. Os jogos de guerra são destinados a testar a capacidade do país para rapidamente implantar um grande número de tropas.
    O exercício, que começou no domingo (20) e irá durar até 2 de dezembro, envolve a formação em dois locais separados na Lituânia.
    "Desta vez levanta novos desafios inesperados diante de nossos militares. Temos de preparar unidades e seus comandantes para responder eficazmente às ameaças militares convencionais ", disse o General Waldemar Rupšys, chefe das forças terrestres da Lituânia aos jornalistas antes do exercício.
    A manobra "Iron Sword" deste ano, que é a terceira e, de longe, a maior realizada até agora, envolve quase 4.000 soldados dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Polônia, Romênia, Eslovênia, Luxemburgo e os três países bálticos. Os exercícios realizados nos últimos dois anos tiveram 2.500 e pouco mais de 2.000 soldados participaram, respectivamente.
    As tropas vão treinar para executar operações ofensivas e defensivas, implementações rápidas e outras tarefas, disse o Ministério da Defesa da Lituânia.
    A "Iron Sword 2016" é a primeira oportunidade da Lituânia para testar a sua nova brigada Žemaitija (Iron Wolf), que foi formada no início deste ano. Atualmente tem dois batalhões e unidades de apoio, mas irá adicionar mais dois batalhões no próximo ano. A brigada é constituída por soldados recrutados depois que a Lituânia reintegrou o serviço militar obrigatório em março de 2015.
    A OTAN está colocando recursos militares adicionais na Europa Oriental e realizando treinamento intensificado, alegando que essas medidas são necessárias para dissuadir o que chama de "agressão russa". No entanto, Moscou nega ameaçar seus vizinhos e diz que a aliança está usando como pretexto para justificar o aumento dos gastos militares e invadir a fronteira da Rússia.
    A Lituânia, como alguns outros membros europeus da OTAN, está lutando para cumprir sua obrigação de gastar 2% de seu PIB em defesa, mas o governo diz que poderá cumprir esse padrão até 2018.

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    Autoridades dos EUA recomendam saída do diretor da Agência de Segurança Nacional

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    Os chefes do Pentágono e da inteligência dos Estados Unidos recomendaram ao presidente Barack Obama que o diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA), o almirante Michael Rogers, seja removido de sua posição, disseram fontes próximas do assunto no sábado.
    A recomendação do secretário de Defesa, Ashton Carter, e do diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, relatada pela primeira vez pelo Washington Post, foi entregue à Casa Branca no mês passado.
    Obama escolheu Rogers para assumir a NSA em 2014, com a tarefa de reparar o dano após os enormes vazamentos sobre seu programa de espionagem eletrônica por Edward Snowden.
    Mas tem havido outras brechas de segurança, disseram as fontes, incluindo a que levou à prisão do prestar de serviços Harold Martin neste ano.
    Rogers é cotado como potencial diretor da inteligência nacional pelo presidente eleito Donald Trump, um cargo que supervisiona todas as 17 agências de inteligência dos EUA.
    O Washington Post informou que a decisão de Rogers de viajar a Nova York para se encontrar com Trump na quinta-feira sem notificar os superiores causou consternação nos altos níveis da administração, mas a recomendação de removê-lo seria anterior à sua visita.

    A Casa Branca, o Pentágono, a NSA e o escritório do diretor de Inteligência Nacional se recusaram a comentar o assunto. Um porta-voz da campanha de Trump não fez comentários imediatos.

    Fonte: Reuters
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    sábado, 19 de novembro de 2016

    Rússia pede explicações á Suíça por interceptação de aeronave civil russa

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    Moscou pediu ao governo suíço uma explicação para o desdobramento de caças para interceptar uma aeronave civil russa que estava transportando jornalistas para uma cúpula no Peru, dizendo que está particularmente preocupado com o quão perigosamente perto os caças acompanharam a aeronave russa.
    "Enviamos uma nota pedindo esclarecimentos e expressando nossa perplexidade sobre o incidente. Pedimos que tais incidentes sejam evitados no futuro ", disse a Embaixada da Rússia em Berna em sua página do Twitter.

    A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, disse que a Rússia estava preocupada com o quão próximo a aeronave militar da Suíça havia chegado da aeronave civil russa.
    Na sexta-feira (18), caças F/A-18 suíços acompanharam a aeronave russa por vários minutos, de acordo com alguns dos jornalistas que estavam a bordo da aeronave. Os relatórios incluíram imagens dos caças suíços.
    A Suíça disse neste sábado (19) que a interceptação tinha sido apenas uma "verificação de rotina." O Ministério da Defesa da Suíça confirmou que os caças suíços voaram ao lado da aeronave russa por sete minutos, acrescentando que era um dos cheques que são normalmente realizados cerca de 400 vezes ao ano para verificar a identidade das aeronaves pertencentes a governos estrangeiros, conforme relatado.

    "É como patrulhas policiais na rua realizando a verificação de um carro para se certificar de que não foi roubado", disse um porta-voz do Ministério da Defesa suíço .

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    Americana Boeing fecha contratos bilionários no Oriente Médio

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    Após uma longa espera pela autorização do governo dos EUA, finalmente a Boeing pode comemorar o fechamento de dois contratos bilionários, que juntos ultrapassam a casa dos 30 bilhões de dólares!

    O anúncio foi feito na última quinta feira (17), quando o DSCA (Agência de Cooperação em Segurança e Defesa) anunciou a aprovação para venda de 40 aeronaves F/A-18 E/F da Boeing ao Kuwait em um contrato estimado em cerca de 10 bilhões de dólares, além da aprovação para venda de 72 aeronaves F-15 Advanced ao Qatar em outro contrato bilionário, estimado em 21 bilhões!

    Os contratos estavam há tempos em espera de um aval do governo americano, que manteve os mesmos em espera devido á grande oposição do governo de Israel em face do grande aparato que seria fornecido aos seus vizinhos, algo que influenciaria a balança de poder regional desfavoravelmente á Israel. A situação foi superada com a aprovação da venda de aeronaves F-35 á Israel, conferindo grande superioridade ao "Leão de Judá".

    A compra realizada pelo Kuwait irá proporcionar um salto enorme nas capacidades de defesa da nação, que até então dispõe de vetustos caças F/A-18 C/D, sendo 32 aeronaves monoplace F/A-18C e 8 variantes biplace F/A-18D adquiridas após o conflito com o Iraque nos anos 90. O contrato compreende igual número de aeronaves, sendo 32 aeronaves F/A-18E e 8 aeronaves F/A-18F, além de um pacote de armamentos e equipamentos para operação e manutenção da mesma, valendo lembrar que o Kuwait ainda irá receber 28 caças Eurofighter, aumentando consideravelmente as capacidades de sua força aérea.

    O contrato fechado com o Qatar prevê nada mais e nada menos que 72 aeronaves F-15QA, esta versão do Advanced Eagle foi criada para atender aos requerimentos do Qatar, sendo muito similar aos Eagles recentementes adquiridos pela Arábia Saudita, os diferindo pela avionica e sistemas, além de contar com um potente radar AESA. O Qatar irá aumentar expressivamente seu poder de ataque e defesa, somando os 72 F-15QA aos 24 Rafales recentemente adquiridos junto a francesa Dassault e que deverão assumir o lugar dos 12 caças Mirage 2000-5 até então operados proporcionando um imenso salto. 

    A Boeing irá garantir a manutenção da linha de produção do F/A-18 E/F e do F-15 com estes contratos, além de possibilitar a mesma a manter os investimentos nas futuras soluções de defesa que devem surgir no horizonte. 

    O tabuleiro geopolítico da região deverá sofrer algumas importantes alterações e tais aquisições devem levar outros estados da região a buscar soluções em defesa para manter o equilíbrio de forças na região.

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