quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Marinha do Brasil assume comando da Força-Tarefa Combinada 151 pela quarta vez

A Marinha do Brasil (MB) assumiu, na terça-feira (27), pela quarta vez, o comando da Força-Tarefa Combinada 151 (CTF-151), coalizão multinacional dedicada à repressão da pirataria fora das águas territoriais dos estados costeiros. A cerimônia de assunção ocorreu na Base Naval dos Estados Unidos, no Bahrein, e contou com a presença do Vice-Almirante Antonio Carlos Cambra, representando o Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Cláudio Henrique Mello de Almeida.

O comando ficará sob a liderança do Contra-Almirante Marcelo Lancellotti pelos próximos seis meses, sucedendo o Contra-Almirante Sohail Azmie, da Marinha do Paquistão. O Estado-Maior da Força-Tarefa é formado por 12 brasileiros e 14 oficiais estrangeiros, representando países como Arábia Saudita, Bahrein, Coreia do Sul, Espanha, Itália, Japão, Jordânia, Omã, Paquistão, Singapura, Tailândia e Turquia.

A CTF-151 é uma das cinco forças-tarefa das Combined Maritime Forces (CMF), coalizão naval internacional sediada no Bahrein desde 2002. Composta atualmente por 46 países, a CMF tem como missão prover estabilidade regional e segurança marítima em uma área de cerca de 8 milhões de km², incluindo rotas estratégicas como o Mar Vermelho, o Golfo de Aden, o Mar Arábico e o Golfo de Omã. A força atua também em três pontos de estrangulamento vitais para a economia global: Canal de Suez, Estreito de Bab al-Mandeb e Estreito de Ormuz.

Entre as atividades da CTF-151 estão a coleta e análise de informações de inteligência, patrulhamento das rotas marítimas, engajamento com líderes regionais e compartilhamento de dados para construção de um ambiente cooperativo e seguro no mar. Os navios participantes podem exercer legítima defesa e proteger embarcações conforme o Direito Internacional.

Em seu discurso, o Contra-Almirante Lancellotti ressaltou que a quarta assunção ao comando é um reconhecimento internacional da capacidade da Marinha do Brasil em liderar uma missão sensível e de alta visibilidade política. “Essa trajetória não é episódica: ela se traduz em entrega operacional, disciplina de comando e aderência doutrinária em ciclos de seis meses, nos quais transparência, coordenação com centros de informação marítima e respeito a procedimentos operativos comuns são requisitos inegociáveis”, afirmou.

O Contra-Almirante destacou que os principais focos da gestão brasileira serão a presença dissuasória, o monitoramento de rotas de risco e a coordenação com parceiros regionais, incluindo a Força Naval europeia EUNAVFOR, que mantém desde 2008 a Operação Atalanta na costa da Somália. “Quanto mais seguras são as rotas e mais aderentes às medidas de autoproteção estão as tripulações, menor a probabilidade de um ataque bem-sucedido e maior a eficácia do patrulhamento naval”, explicou.

Além de reforçar a segurança das rotas marítimas, a experiência adquirida pelo Brasil em forças-tarefa como a CTF-151 fortalece a projeção internacional do País, amplia a interoperabilidade da Marinha com outras marinhas e protege fluxos mercantis estratégicos, como o transporte de petróleo, derivados e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz, bem como o comércio com países da Ásia.

O comando brasileiro da CTF-151 se estenderá até 23 de fevereiro de 2026, garantindo a presença da Marinha do Brasil em uma das forças-tarefa mais relevantes das CMF e promovendo segurança, cooperação internacional e estabilidade em uma das regiões mais estratégicas do planeta.


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com Marinha do Brasil



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