quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Peru recupera Mi-35P e realiza voo de prova com helicóptero de ataque

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A Força Aérea do Peru (FAP) realizou com sucesso o voo de prova de um helicóptero de ataque Mi-35P no Grupo Aéreo Nº 2, após um processo de recuperação e retorno ao serviço da aeronave.

Segundo a FAP, o trabalho envolveu a recuperação do helicóptero e sua preparação para voltar às atividades operacionais, demonstrando a capacidade de manutenção e recuperação de meios da própria Força.

O Peru possui dois Mi-35P, empregados pelo Grupo Aéreo Nº 2. A frota já passou por processos anteriores de recuperação e modernização, incluindo trabalhos nos sistemas de aviônicos.

A FAP, entretanto, não informou a matrícula da aeronave que realizou o voo de prova nem divulgou um índice atualizado de disponibilidade dos dois helicópteros. Assim, embora o novo voo confirme o retorno de uma aeronave às atividades de voo, não é possível estabelecer publicamente quantos Mi-35P estão atualmente em condição operacional.

O retorno do helicóptero amplia a disponibilidade de uma capacidade de ataque que permanece integrada à estrutura de aviação da FAP, enquanto a Força mantém esforços para recuperar e prolongar a vida útil de seus meios.


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CAEx apoia testes de nova blindagem balística desenvolvida pelo IME

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O Centro de Avaliações do Exército (CAEx) apoiou, entre os dias 21 e 30 de setembro, atividades de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais do Instituto Militar de Engenharia (IME), realizadas no Campo de Provas da Marambaia, no Rio de Janeiro. Os trabalhos envolveram ensaios de blindagens balísticas compósitas desenvolvidas a partir de pesquisas de mestrado e doutorado conduzidas no IME.

As soluções estudadas combinam aço com cerâmicas óxidas e materiais à base de carbeto de silício, buscando elevar a capacidade de proteção balística e ampliar as possibilidades de aplicação em plataformas e sistemas de proteção utilizados pelas Forças Armadas.

Durante os ensaios realizados no CAEx, os materiais atingiram o Nível IV de proteção balística previsto pela norma ABNT NBR 15000:2020. Esse nível estabelece requisitos de resistência contra determinados impactos de munição, incluindo projéteis calibre .30-06 perfurantes.

O resultado representa uma etapa importante no desenvolvimento e na caracterização de materiais destinados à proteção balística. Os ensaios permitem verificar, em condições controladas, o comportamento das soluções desenvolvidas diante de impactos reais, fornecendo dados para a continuidade das pesquisas e para o aprimoramento das configurações estudadas.

As pesquisas são conduzidas no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais do IME, sob orientação do Coronel Eduardo de Sousa Lima, docente permanente e pesquisador da Seção de Engenharia de Materiais (SE/8). O desenvolvimento contou ainda com a participação da CETARCH, empresa brasileira especializada na fabricação de cerâmicas técnicas e avançadas para aplicações industriais.

A iniciativa reúne pesquisa acadêmica, capacidade industrial e infraestrutura especializada de ensaios. Nesse processo, o CAEx desempenha papel importante ao disponibilizar a estrutura necessária para verificar experimentalmente o desempenho das soluções desenvolvidas pelo IME.

A realização dos testes no Campo de Provas da Marambaia permite transformar resultados obtidos durante as etapas de pesquisa em dados experimentais sobre o comportamento das blindagens diante de ameaças balísticas, contribuindo para o desenvolvimento de materiais nacionais destinados à proteção de tropas e plataformas militares.


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com Exército Brasileiro

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ESFI 2026 - Exército realiza exercício de fogo com Gepard, RBS 70 e SABER M60

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O Exército Brasileiro realizou, nos dias 28 e 29 de setembro, a Escola de Fogo de Instrução 2026 (ESFI 2026), no Campo de Provas da Marambaia, no Rio de Janeiro. O exercício reuniu alunos dos cursos de Artilharia Antiaérea para Oficiais, Artilharia Antiaérea para Sargentos e Operador de Alvo Aéreo, conduzidos pela Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea (EsACosAAe).

Durante a ESFI 2026, foram realizados exercícios de tiro com o sistema Gepard 1A2, equipado com dois canhões de 35 mm, além do lançamento do míssil superfície-ar RBS 70. As atividades permitiram aos militares em formação executar procedimentos relacionados à operação dos sistemas e ao engajamento de alvos aéreos.

Também foram empregados alvos aéreos dos tipos Treinador e Delta, utilizados nas atividades de instrução relacionadas ao controle, manejo e emprego dos sistemas de defesa antiaérea.

O exercício contou ainda com o emprego do radar SABER M60 e do Centro de Operações Antiaéreas (COAAe), reunindo diferentes componentes da estrutura de defesa antiaérea e permitindo aos militares em formação trabalhar procedimentos de detecção, acompanhamento, comando e controle e emprego dos sistemas de armas.

A ESFI 2026 encerrou o ciclo prático de formação dos cursos realizados pela EsACosAAe, concentrando em um mesmo exercício o emprego de armamentos, sensores, sistemas de comando e controle e alvos aéreos.

A atividade teve o apoio do Centro de Avaliações do Exército (CAEx), responsável pela estrutura do Campo de Provas da Marambaia, onde foram conduzidas as atividades de tiro e os demais procedimentos previstos no exercício.

Participaram da ESFI 2026 o diretor de Educação Técnica Militar, General de Divisão Antônio Bispo de Oliveira Filho; o chefe do CAEx, General de Brigada João Paulo Zago; e o comandante de Defesa Antiaérea do Exército, General de Brigada Marcus Cesar Oliveira de Assis.

A realização do exercício permitiu aos militares em formação aplicar, em ambiente de campo, os conhecimentos desenvolvidos ao longo dos cursos, articulando sensores, comando e controle e sistemas de armas em uma sequência prática de defesa antiaérea.


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com Exército Brasileiro

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MQ-9B SeaGuardian amplia opções da US Navy para patrulha marítima e guerra antissubmarino

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A Marinha dos Estados Unidos está analisando o MQ-9B SeaGuardian, da General Atomics Aeronautical Systems (GA-ASI), como possível complemento às suas capacidades de patrulha e reconhecimento marítimo. A aeronave foi recentemente apresentada a lideranças e especialistas da US Navy na Naval Air Station Whidbey Island, em Washington, durante atividades associadas à 7ª Frota.

A apresentação ocorreu no âmbito do Maritime Patrol and Reconnaissance Force (MPRF) Commander’s Operational Group, a pedido do Commander, Patrol and Reconnaissance Group. O encontro reuniu lideranças, especialistas operacionais e representantes da indústria para discutir capacidades de aviação naval e procedimentos empregados na guerra antissubmarino.

O SeaGuardian, variante marítima do MQ-9B, vem sendo empregado pela US Navy sob um contrato no modelo Company-Owned, Company-Operated (COCO), apoiando as atividades da 7ª Frota. A aeronave também participou de eventos e exercícios da Marinha norte-americana, incluindo Northern Edge e Integrated Battle Problem, além de trabalhos preparatórios de grupos de porta-aviões.

Um dos pontos destacados pela General Atomics foi a apresentação do SeaGuardian ao lado do P-8A Poseidon para profissionais da Maritime Patrol and Reconnaissance Force. A iniciativa permite observar, em um mesmo contexto operacional, como uma plataforma não tripulada de longa permanência pode atuar ao lado dos meios tripulados de patrulha marítima.

MQ-9B SeaGuardian: autonomia e capacidade ASW

O MQ-9B foi concebido para missões de longa permanência e pode permanecer em voo por mais de 30 horas, dependendo da configuração. Na versão marítima, pode receber radar de vigilância de área, sistema de identificação automática (AIS), medidas de apoio à guerra eletrônica e um conjunto específico para guerra antissubmarino.

Para missões ASW, sua arquitetura permite integrar sistemas de gerenciamento e lançamento de sonoboias. Segundo a General Atomics, o SeaGuardian pode utilizar até quatro pods distribuidores e transportar até 40 sonoboias A-size ou 80 G-size.

A empresa informa ainda um raio de missão de aproximadamente 1.200 milhas náuticas na configuração padrão de vigilância marítima e guerra antissubmarino.

Além da guerra antissubmarino, a plataforma pode ser configurada para guerra antissuperfície, contramedidas de minas aéreas, inteligência de longo alcance e designação de alvos além do horizonte.

A possibilidade de transportar e lançar sonoboias amplia o emprego do SeaGuardian na busca e acompanhamento de contatos submarinos. Sua elevada autonomia permite manter sensores sobre áreas de interesse durante períodos prolongados, enquanto os dados coletados podem ser utilizados pelos demais elementos da força.

Uma nova camada para a patrulha marítima

A presença do SeaGuardian em exercícios e atividades da US Navy ocorre em um momento de expansão do emprego de sistemas não tripulados em missões de vigilância marítima. Nesse contexto, a plataforma reúne autonomia, sensores e capacidade de lançamento de sonoboias em uma única aeronave remotamente pilotada.

Sua arquitetura aberta também permite incorporar diferentes equipamentos e adaptar o sistema a outros requisitos, incluindo guerra antissuperfície, inteligência e vigilância marítima.

O conceito não pressupõe a substituição do P-8A. A ideia é acrescentar uma plataforma capaz de permanecer por longos períodos sobre uma área, enquanto as aeronaves tripuladas continuam destinadas às missões que demandem velocidade, maior capacidade de processamento ou outros recursos específicos.

A experiência acumulada pelo SeaGuardian em atividades como Northern Edge, Integrated Battle Problem e operações realizadas a partir de Whidbey Island fornece à US Navy elementos para determinar como uma aeronave não tripulada de grande autonomia pode ser empregada dentro de sua estrutura de patrulha marítima e guerra antissubmarino.

Para países que dependem de grandes áreas marítimas de vigilância, esse tipo de capacidade abre uma nova possibilidade de cobertura persistente, especialmente em missões que exigem a permanência prolongada de sensores sobre determinada região.

No caso brasileiro, a evolução merece atenção diante da futura discussão sobre a substituição dos P-3AM Orion e os requisitos da próxima geração de patrulha marítima. A experiência norte-americana oferece um caso concreto de emprego de sistemas remotamente pilotados em apoio às operações de vigilância e guerra antissubmarino.


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