sábado, 15 de setembro de 2018

US Navy enfrenta escassez de componentes e pessoal para manter "Hornets" voando

A US Navy enfrenta uma grave crise de prontidão de suas aeronaves, em especial as aeronaves “Hornet” e “Growler”, enfrentando a escassez de trabalhadores qualificados e falta de peças de reposição no mercado para realizar a manutenção aeronaves, gerando um enorme esforço para conseguir colocar mais aeronaves em condições de voo, segundo informações obtidas através do Government Accountability Office.

A Marinha, que está atravessando a maior crise de prontidão de aeronaves da sua história, onde mais da metade de suas aeronaves de caça/ataque e guerra eletrônica, está sendo atingida pela falta de profissionais qualificados e problemas com a logística, especificamente com os centros de manutenção de Whidbey Island, Washington e Lemoore. Outro fator que corrobora para a grave crise, é o fato que alguns componentes necessários para reparar os Hornets e Growlers eram fabricadas por fornecedores que suspenderam a produção dos mesmos, reduzindo significativamente a disponibilidade dos mesmos nos estoques e levanto a canibalização de aeronaves para se conseguir componentes para se colocar outras em condições de voo, segundo o relatório de setembro.

Um dos desafios apontados pelo GAO é o gargalo criado pela distância entre as bases onde as aeronaves são operadas e onde ficam os centros de manutenção e os componentes para reparar os E/A-18G Growlers, que estão em  grande parte baseados na Ilha Whidbey, porém, muitos dos componentes que precisam ser reparados em Lemoore.

Não bastasse a distância entre a base e o centro de manutenção, segundo o mesmo relatório, Lemoore teria uma capacidade limitada para reparar essas aeronaves, o que gera uma reserva de manutenção.

A problemática que envolve a escassez de componentes de reposição, é um claro reflexo da desastrosa política de Obama para o setor de defesa, o qual levou com os sucessivos cortes nos orçamentos de defesa, muitas industrias a optar por abandonar a base industrial de defesa, devido ao baixo volume de componentes requeridos pela US Navy para suas reservas de manutenção, registrou-se entre os anos de 2011 à 2015, que aproximadamente 17.000 fornecedores encerraram suas atividades no mercado de defesa.

Mas nem todas as notícias são ruins, a US Navy tem conquistado progressos pontuais, conseguindo aumentar sensivelmente a disponibilidades de suas aeronaves, onde no ano passado os relatórios apontavam que apenas uma em cada três de suas aeronaves de caça estavam operacionais, resultado principalmente do desgaste causado pelo alto número de horas voadas em missões para atender as necessidades operacionais no combate ao EI.

Hoje esse número já representa quase metade dos 546 Super Hornets sendo considerados operacionais, um sinal de que as medidas adotadas tem surtido algum efeito.

O secretário da Marinha, Richard Spencer, disse em agosto que a US Navy adotou como solução para parte da crise, desmantelar as aeronaves excedentes que estavam entupindo os depósitos de manutenção da aviação. Este ano a US Navy começou com 241 aeronaves totalmente operacionais, e esse número já chega em 270 aeronaves, segundo Spencer.

Outra medida foi trabalhar em conjunto com a Boeing para reparar as aeronaves mais desgastadas. Envolvendo também um contrato de aproximadamente 427 milhões de dólares para fornecimento de peças e sobressalentes do Super Hornet, para começar a constituir uma reserva para estas aeronaves.

A Boeing recentemente também iniciou o programa de extensão de vida útil no primeiro Super Hornet, o qual deverá atingir uma cadencia média de 40 a 50 F/A-18 por ano nas instalações da Boeing em St. Louis no Missouri e em San Antonio no Texas. Esse programa pretende corrigir problemas de fadiga e desgaste nas aeronaves que se encontram em piores condições.

Também foi aprovada para 2019 a aquisição de 110 novos Super Hornets, o que garantirá um novo fôlego diante dos atrasos no desenvolvimento do F-35, que somado aos cortes no orçamento de defesa e aumento nas atividades operacionais levou a Us Navy ao cenário crítico e caótico que enfrenta.


GBN News – A informação começa aqui
com agências
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